ANAIS XIII SENAR 2021.pdf
ANAIS XIII SENAR 2021.pdf
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Realização:
Curso de Bacharelado em Enfermagem
Centro Acadêmico A Voz da Enfermagem – Gestão Mãos Dadas 2019/2021
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
UFAL | Arapiraca | AL
ISSN 2595-2447
4
VOLUME
2021
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
Sóstenes Ericson & Victor Santana Santos
(org.)
03 a 07 de maio de 2021
UFAL | Arapiraca | AL
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
ANAIS
Arapiraca/AL
2021
Comissão Organizadora
Coordenação Geral
Profa. Dra. Meirielly Kellya Holanda da Silva
Comissão Científica
Profa. Dra. Christiane Cavalcante Feitoza
Prof. Dr. Jarbas Ribeiro de Oliveira
Profa. Dra. Luciana Xavier Pereira
Profa. Ma. Renise Bastos Farias
Prof. Dr. Sóstenes Ericson
Prof. Dr. Victor Santana Santos
Prof. Mdo. Victor Fellipe Silva de Oliveira
Comissão de Divulgação e Inscrição
Profa. Ma. Imaculada Pereira Soares
Profa. Ma. Patrícia de Paula Alves Costa da Silva
Comissão de Plataforma
Profa. Dra. Cíntia Bastos Ferreira
Profa. Dra. Meirielly Kellya Holanda da Silva
Monitoria
Darleanne Batista Gonzaga
Indyara de Farias Dores Souza
José Anderson dos Santos
Kallyne Ellen Lopes Silva
Maria Augusta Ricardo da Rocha Santos
Nádia Daniely de Souza Santos
Nathália da Silva Martins
Pedro Henrique Nobre Silva
Susiane Lima Feitosa
Tatyane Albuquerque Barbosa
Thayse Barbosa Sousa Magalhães
Thiago Ferreira dos Santos
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
Ficha Catalográfica
Semana de Enfermagem em Arapiraca – SENAr.
Anais
da
XIII
Semana
de
Enfermagem
em
Arapiraca
–
SENAr/Organizado por Sóstenes Ericson e Victor Santana Santos.
Arapiraca/AL. Universidade Federal de Alagoas, 2021. 68p.
Resumo Simples.
1. Em defesa do trabalho e da educação em Enfermagem: saúde, dignidade e
valor. 2. Em defesa da sustentabilidade do SUS, da saúde e da vida e sua
diversidade. Evento. XIII Semana de Enfermagem em Arapiraca – SENAr.
ISSN 2595-2447
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
Editorial
A Semana Brasileira de Enfermagem (SBEn) é celebrada anualmente e foi instituída em
1940, pela Escola de Enfermagem Anna Nery, tendo sido idealizada por sua então Diretora Laís
Netto dos Reys. O dia 12 de maio celebra o nascimento de Florence Nightingale, em 1820. No dia 12
de maio, comemora-se também o Dia Internacional da Enfermeira, tendo sido instituído no Brasil,
em 1938, pelo Presidente Getúlio Vargas. O dia 20 de maio rememora o falecimento de Anna Nery,
em 1880, sendo esse período oficializado como a “Semana da Enfermagem”, desde 12 de maio de
1960, pelo Presidente Juscelino Kubitschek, através do Decreto 48.202.
O Curso de Bacharelado em Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas/Campus
Arapiraca, criado em 2006, comemorou a Semana Brasileira de Enfermagem pela primeira vez em
2009. Em sua XIII edição, a Semana de Enfermagem de Arapiraca (SENAr) foi realizada no período
de 03 a 07 de maio de 2019, adotando o tema da 82ª SBEn “O trabalho em Enfermagem no contexto
de crise”, tendo como eixos temáticos: 1. Em defesa do trabalho e da educação em Enfermagem:
saúde, dignidade e valor. 2. Em defesa da sustentabilidade do SUS, da saúde e da vida e sua
diversidade. O evento contou com a participação de convidados e 293 inscritos de diversas
Instituições (UFBA, Faculdade Atenas/MG, University of Alberta/Faculty of Nursing/Canadá,
CEPROAL, UNIRB, SMS/Arapiraca, SESAU, COREn/AL, UNINASSAU, Faculdade Raimundo
Marinho, SEUNE, Universidade Paulista/UNIP, IFAL, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/SP,
UFPE, UFPI, Grau Técnico, UFAL/Campus A.C. Simões). Entendendo a necessidade de divulgação
científica e de teorização no campo de Enfermagem, a Comissão Organizadora apresenta os Anais da
XIII SENAr, como contribuição à pesquisa, como também à memória do Curso de Enfermagem da
UFAL/Campus de Arapiraca.
Organizadores.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
PROGRAMAÇÃO
Cerimônia de Abertura – 03 de maio de 2021 às 19h00
Conferência: “O trabalho em enfermagem no contexto de crise”
Profa. Dra. Tatiane Araújo dos Santos - EEUFBA
Turno
Manhã
Terça-feira
04/05
Minicursos 1, 2 e 3
Quarta-feira
05/05
Minicursos 2, 4 e 5
Quinta-feira
06/05
Minicursos 5, 6 e 7
Sexta-feira
07/05
Minicursos 8, 9 e 10
Tarde
Apresentação de Trabalhos
Palestra
(14h às 15h)
“Cenário brasileiro e canadense
no enfrentamento da Covid-19”
Apresentação de Trabalhos
Mesa
(14h às 15h30)
Desafios e perspectivas para a
Enfermagem em contexto de
crise: uma olhar voltado ao
ensino, assistência e pesquisa
Coord. Prof. Dr. Sóstenes
Ericson/UFAL
Participantes
. Enfa. Marcia Gleica Santana
Marcelino/Coord. Curso
Técnico em Enfermagem CEPROAL
. Profa. Dra. Ane Caroline
Melo dos Santos/UNIRB
.Profa. Dra. Verônica de
Medeiros Alves/PPGE-UFAL
. Enf. Me. Jean Marinho
Vital/Hospital de Emergência
Dr. Danyel HoulyArapiraca/AL
. Enfa. Lousanny
Caires/Coord. de
Enfermagem SMS-Arapiraca
Eixo 1
(13h às 17h)
Profa. Fernanda Laís Fengler
Dal Pizzol – University of
Alberta Faculty of Nursing,
Canadá
Mediação:
Profa.
Dra.
Andreivna Kharenine Serbim UFAL
14 às 15h
Mesa-redonda
(15h15 às 16h45)
Práticas
Integrativas
e
Complementares na Saúde
Coord. Profa. Luciana Pereira e
Profa. Rita de Cássia Peixoto
Participantes:
Prof. Dr. Vitor Silva Barbosa –
Faculdade Atenas/MG
Profa. Dra. Ana Lydia Vasco de
Albuquerque Peixoto – UFAL
Eixo 2
(13h às 17h)
Encerramento – 15h45
Encontros de Grupos de Pesquisa (19h30 às 21h30:
Grupo de Estudo Trabalho, Ser Social e Enfermagem – GETSSE e convidados/as/es - Coord. Prof. Dr. Diego de Oliveira Souza e Prof.
Dr. Sóstenes Ericson.
Grupo de Estudos de Trabalhadores Rurais – GETRA – Coord. Profa. Dra. Andreivna Kharenine Serbim; Profa. Dra. Karol Fireman
de Farias e Profa. Dra. Meirielly Kellya Holanda da Silva.
Minicursos
Minicurso 01 – “Partograma e acompanhamento do parto” (CH 3h) – Profa. Luciana Amorim.
Minicurso 02 – “Contribuições da ontologia lukacsiana para a Saúde Coletiva” (CH 8h) – Prof. Dr. Diego de Oliveira Souza.
Minicurso 03 – “Profissionais de enfermagem e Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmissíveis” – (CH 3h) – Profa. Dra. Ana
Paula Nogueira de Magalhães; Profa. Ma. Francisca Maria Nunes da Silva; Profa. Dra. Sabrina França.
Minicurso 04 – “Introdução à teoria de Madeleine Leininger na pesquisa” (CH 4h) – Profa. Ma. Renise Bastos Farias e Profa. Ma.
Rita de Cássia Peixoto.
Minicurso 05 – “Autoconhecimento e Autorresponsabilidade no controle das emoções” (CH 8h) - Profa. Ma. Cristiane Nascimento.
Minicurso 06 – “Processo de enfermagem” (CH 3h) - Profa. Dra. Andreivna Kharenine Serbim e Prof. Dr. Victor Santana Santos.
Minicurso 07 – “Análise do Discurso e pesquisa em Enfermagem” (CH 3h) - Prof. Dr. Sóstenes Ericson
Minicurso 08 – “Ações de controle da Hanseníase na Atenção Primária de Saúde” – (CH 4h) - Profa. Dra. Clódis M.ª Tavares/Rede
HANS
Minicurso 09 – “Políticas de Saúde no Brasil” (CH 4h) – Prof. Dr. Jarbas Ribeiro de Oliveira
Minicurso 10 – “Biossegurança em tempos de covid-19” (CH 4h) – Profa. Ma. Josineide Soares da Silva
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
SUMÁRIO
TRABALHO EM ENFERMAGEM DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19: tudo muda e nada
muda.....................................................................................................................................................09
EM DEFESA DA SUSTENTABILIDADE DO SUS, DA SAÚDE E DA VIDA EM SUA
DIVERSIDADE: DESAFIOS PARA UMA PRÁTICA EQUÂNIME E GRUPOS SOCIAIS
HETEROGÊNEOS: CLASSE, GÊNERO, GERAÇÃO, RAÇA/ETNIA E CULTURA
ASSOCIAÇÃO ENTRE DOR E QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES AFETADOS PELA
HANSENÍASE EM UMA ÁREA ENDÊMICA NO NORDESTE DO BRASIL.........................................13
AURICULOTERAPIA PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE E USUÁRIOS NA PANDEMIA DA COVID
19...........................................................................................................................................................145
ASSOCIAÇÃO ENTRE LIMITAÇÃO FUNCIONAL E QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM
HANSENÍASE EM ARAPIRACA, ALAGOAS, BRASIL....................................................................... 16
ANÁLISE DE PARÂMETROS INFLAMATÓRIOS EM PACIENTES INTERNADOS COM COVID-19
EM ARAPIRACA/AL.............................................................................................................................18
AÇÃO CURRICULAR DE EXTENSÃO EM EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA CIDADE DE
ARAPIRACA/AL: um relato de experiência................................................................................................ 19
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) COM PAPEL FUNDAMENTAL NA PANDEMIA COVID-19...21
DIFICULDADES NO CUIDADO À POPULAÇÃO QUILOMBOLA: uma questão de acessibilidade e
isolamento social.....................................................................................................................................23
ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA FACE AO ENVELHECIMENTO
POPULACIONAL...................................................................................................................................25
A COVID-19 E OS IMPACTOS NA SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA DAS MULHERES.............27
ESTRATÉGIAS DO PROFISSIONAL ENFERMEIRO NO PROGRAMA SAÚDE NA HORA.29
USO DO INSTAGRAM® COMO FERRAMENTA PARA EDUCAÇÃO EM SAÚDE DA MULHER
DURANTE PANDEMIA........................................................................................................................30
PRÁTICA EDUCATIVA PARA MULHERES NA SALA DE ESPERA PARA COLPOSCOPIA: RELATO
DE EXPERIÊNCIA.................................................................................................................................31
CONSULTA DE ENFERMAGEM EM SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA: planejamento, oferta e
inserção de DIU por enfermeiros............................................................................................................33
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS ÓBITOS POR ECLÂMPSIA NO NORDESTE BRASILEIRO ENTRE
2015 E 2018...........................................................................................................................................35
OZONIOTERAPIA, UMA EXPERIÊNCIA NO TRATAMENTO DE LESÃO DE PELE NA UNIDADE DE
SAÚDE Dr. JUDÁ FERNANDES, ARAPIRACA /AL............................................................................37
INTOXICAÇÕES EXÓGENAS EM CRIANÇAS MENORES DE CINCO ANOS NO ESTADO DE
ALAGOAS............................................................................................................................................38
ANÁLISE DE PARÂMETROS INFLAMATÓRIOS EM PACIENTES INTERNADOS COM COVID-19
EM ARAPIRACA/AL.............................................................................................................................40
EM DEFESA DO TRABALHO E DA EDUCAÇÃO EM ENFERMAGEM: SAÚDE,
DIGNIDADE E VALOR
A VISÃO DO ACADÊMICO DE ENFERMAGEM ACERCA DOS LABORATÓRIOS NO EIXO DOS
ASPECTOS BIOLÓGICOS EM SAÚDE FRENTE AO ENSINO REMOTO: relato de experiência.........42
OCORRÊNCIA DO ERRO E PROCESSO DE TRABALHO EM ENFERMAGEM: imbricações no
discurso.................................................................................................................................................43
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM UM AMBULATÓRIO DE FERIDAS NO CONTEXTO DA
PANDEMIA DE COVID-19: um relato de experiência..........................................................................45
DESFECHOS NEONATAIS DO CONSUMO DE CAFEÍNA NA GESTAÇÃO: scoping review.............46
ADOECIMENTO E MORTE POR COVID-19 ENTRE TRABALHADORAS(ES) DE ENFERMAGEM NO
BRASIL: o que dizem os dados do Observatório de Enfermagem - Cofen............................................48
SINTOMAS E COMPLICAÇÕES DA COVID-19 EM PACIENTES INTERNADOS
ARAPIRACA/AL...................................................................................................................................50
EM
PERFIL EPIDEMIÓGICO DA VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA IDOSAS NO ESTADO DE
ALAGOAS.............................................................................................................................................52
PERFIL DE COMORBIDADES EM PACIENTES INTERNADOS COM COVID-19
ARAPIRACA/AL...................................................................................................................................54
EM
SERVIÇO, ENSINO E PESQUISA EM SAÚDE DO TRABALHADOR: um relato de experiência.........55
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
II ENCONTRO CIENTÍFICO DO AGRESTE ALAGOANO DOS DISTÚRBIOS DO SONO –
II ECAADS - 2020
INFLUÊNCIA DO CICLO SONO-VIGÍLIA NA EQUIPE DE ENFERMAGEM.....................................58
A INFLUÊNCIA DOS DISTÚRBIOS DO SONO NA INTENSIFICAÇÃO DA FIBROMIALGIA..........59
INSÔNIA E ENVELHECIMENTO HUMANO: uma revisão de literatura..............................................61
ON-LINE OU OFF-LINE? Influência de jogos na internet e padrão do sono
adolescentes...........................................................................................................................................62
em
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO SONO EM DIABÉTICOS: revisão de literatura..........................63
A INFLUÊNCIA DO SONO NAS DESORDENS HORMONAIS QUE PREDISPÕEM A OBESIDADE.64
FATORES DE RISCO PARA APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO EM UNIVERSITÁRIOS..................65
O USO DA OCITOCINA EM PESSOAS COM DISTÚRBIOS DE SONO...............................................66
ASSOCIAÇÕES ENTRE TRANSTORNO DÉFICIT DE ATENÇÃO COM HIPERATIVIDADE E
DISTÚRBIOS DO SONO: correlatos da literatura recente.......................................................................67
DESAFIOS PARA A PRÁTICA COM JUSTIÇA SOCIAL E SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
Trabalho em enfermagem durante a pandemia da covid-19: tudo muda e nada muda
Profa. Dra. Tatiane Araújo dos Santos
Escola de Enfermagem na Universidade Federal da Bahia
Desde o início da pandemia da covid-19, em 2019, o trabalho em saúde ganhou destaque nos
noticiários. Sistemas de saúde sob pressão, trabalhadores e trabalhadoras sob pressão e sociedade
apavorada com o novo vírus. Neste cenário, um trabalho em saúde especificamente foi visibilizado: o
exercido por enfermeiras/os, técnicas/os e auxiliares em enfermagem.
Não à toa o trabalho em enfermagem passou a ser visto: na ascensão de um vírus
desconhecido, letal e de rápida propagação, o trabalho que se vincula ao cuidado e a manutenção da
vida passa a ser mais requerido, dado que nem sempre será possível afastar a morte, como reflete
Colliére em seu livro sobre as origens das práticas de enfermagem.
O trabalho voltado ao cuidado e a manutenção da vida, exercido majoritariamente por
mulheres, sempre foi portador de menor valor social e econômico no período pré-pandêmico.
Enfermeiras, técnicas e auxiliares em enfermagem, socialmente identificadas como auxiliares ou
subalternas a determinada categoria profissional, tinham o seu trabalho subsumido no interior das
organizações em saúde. Por mais que se saiba que sem essas trabalhadoras, que correspondem em
média a 60% da força de trabalho em um hospital, a organização não funciona, o reconhecimento
sobre o trabalho desempenhado era no máximo feito com menções ao trabalho “por amor”.
Isto porque este trabalho sempre foi associado a qualidades, no caso a qualidades ditas
femininas por exercido em sua maioria por mulheres, e a qualificação. No imaginário social, uma
boa enfermeira ou técnica e auxiliar de enfermagem deve ser vocacionada, amorosa, paciente,
carinhosa. Associado a isto o fato de que em nossa construção social, o trabalho executado por uma
mulher vale menos do que um trabalho executado por um homem, dado as relações de gênero
socialmente construídas, como nos explica Helena Hirata.
Com a chegada da pandemia, temos uma mudança no cenário: esse trabalho para a ser visível.
A sociedade reconhece que precisa do trabalho de cuidado e manutenção da vida exercido pelas
trabalhadoras em enfermagem, pois este também colabora para que o trabalho do médico – o de
afastar a morte – possa lograr sucesso, e quando não é possível afastar a morte, fazer da transição um
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
momento com dignidade. As trabalhadoras em enfermagem que sempre estiveram em todos os
momentos nos serviços de saúde passaram a ser notadas, requisitadas e até admiradas.
Chegaram as homenagens: aplausos às heroínas (heroína é o novo anjo. Mas um como outro
não passam de seres míticos frutos de nossa imaginação). Aplausos às enfermeiras, técnicas e
auxiliares abnegadas que trabalham horas e mais horas cuidando e mantendo a vida.
Se este aspecto mudou (temporariamente, pois vide que até esse momento de reconhecimento
está passando. Basta lembrar que na ocorrência de casos isolados de más condutas profissionais
durante a campanha de vacinação, toda a categoria já foi durante atacada nas redes sociais), o outro
aspecto, o de reconhecimento econômico em nada mudou. Ao contrário, piorou.
A precarização do trabalho, com baixos salários, intensidade do trabalho elevada e péssimas
condições de trabalho, já era uma realidade antes da pandemia. Com a urgência sanitária
proliferaram hospitais de campanha e contratações emergenciais, sem qualquer garantia de proteção
para as trabalhadoras, salários ainda mais baixos e jornadas ainda mais longas. No início da
pandemia, pouco suporte era dados aquelas que se contaminavam e adoeciam por covid, cenário que
foi mudando graças à ação das entidades do campo. E as péssimas condições de trabalho, que
continuaram durante a pandemia, cobraram seu preço: o Brasil é o país do mundo onde mais morreu
enfermeiras devido ao Coronavírus.
E o que fez a sociedade para reconhecer as suas “heroínas”? Muito pouco. Trabalhadoras em
enfermagem continuam sem receber insalubridade grau máximo pelo risco que se expõe ao assistir
pacientes com covid, não possuem piso salarial e nem regulação da jornada de trabalho. O passageiro
reconhecimento social não se transmuta em reconhecimento econômico, que é a forma que a
sociedade capitalista encontra para revelar que um trabalho tem mais valor.
Nesse cenário, um outro aspecto que também mudou foi a participação política da categoria.
Em geral, com uma tímida participação, devido a todo esse cenário da pandemia, reascendeu na
categoria a chama por lutar por seus direitos trabalhistas, impulsionado pelas redes sociais e pelo
projeto do piso salarial. Nota-se, principalmente no mundo virtual, intensa mobilização de entidades,
enfermeiras, técnicas e auxiliares em prol da aprovação do piso.
Olhando para um horizonte pós pandemia, podemos perceber a analisar a situação de outros
países, como a Itália, de que se as trabalhadoras em enfermagem não se mantiverem em constante
mobilização, o pouco de reconhecimento e de participação política durante o período pandêmico se
perderá. E corre-se o risco de termos cenários ainda piores de precarização do trabalho.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
Então, se tudo muda e nada muda na dialética da vida, é certo que a história também se
transforma, para o bem ou para o mal, a depender da nossa ação ou omissão. Não podemos perder de
vista que, na sociedade capitalista, com modelo biomédico hegemônico, o trabalho do cuidado e da
manutenção da vida desenvolvido por enfermeiras e técnicas em enfermagem precisa ser a todo o
momento lembrado e exercido como essencial. E isso se dará na medida em que as categorias que
compõem o campo da Enfermagem consolidem suas práticas e espaços, ampliem o conhecimento
técnico e também a participação política, dado que, como já disse um velho filósofo “a práxis é o
critério definidor da verdade”.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
EM DEFESA DA SUSTENTABILIDADE DO SUS, DA SAÚDE E DA VIDA EM
SUA DIVERSIDADE: DESAFIOS PARA UMA PRÁTICA EQUÂNIME E
GRUPOS SOCIAIS HETEROGÊNEOS: CLASSE, GÊNERO, GERAÇÃO,
RAÇA/ETNIA E CULTURA
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
ASSOCIAÇÃO ENTRE DOR E QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES AFETADOS
PELA HANSENÍASE EM UMA ÁREA ENDÊMICA NO NORDESTE DO BRASIL
Modalidade: Pesquisa original
Autores: Sara Ribeiro Silva
Nathálya da Silva Martins
Stéphany Nogueira de Souza
Marya Fernandha Santos Santana
Adriana Maia Domingos
Orientador: Victor Santana Santos
RESUMO
Introdução: A dor crônica tem sido uma queixa frequente de pessoas acometidas pela hanseníase
atendidas em centros de referência no Brasil e no mundo. Objetivo: Verificar a presença de dor
crônica e a sua associação com qualidade de vida (QV) entre indivíduos acometidos por hanseníase
em Arapiraca, Alagoas, Brasil. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal de pessoas afetadas
pela hanseníase, com idade ≥15 anos, atendidas no Centro de Referência Integrado de Arapiraca no
período de agosto de 2018 a julho de 2020 (Parecer CEP 3.938.849). Dados clínicos e demográficos
foram obtidos para todos os participantes. O questionário WHO-QoL-Bref foi utilizado para avaliar a
QV, e o questionário DN4 foi usado para classificar a dor. O teste não paramétrico de Mann-Whitney
foi usado para comparar os escores de QV entre os grupos com e sem dor. O nível de significância
foi de 5%. Resultados: Um total de 122 pacientes foram incluídos. Oitenta e quatro (68,9%)
participantes reportaram dor, dos quais 72 (85,7%) tinham dor neuropática. Indivíduos com dor
apresentam escores de QV menores do que indivíduos sem dor, especialmente nos domínios físico
[46,4 (35,7-57,1) vs. 66,1 (50,0-78,6); P<0,001], psicológico [58,3 (45,8-70,8) vs. 68,7 (54,2-79,2);
P=0,005] e social [66,7 (50,0-81,2) vs. 75,0 (58,3-83,3); P=0,041]. Pessoas com dor neuropática
apresentam escores menores de QV do que aquelas com dor nociceptiva apenas no domínio físico
[46,4 (33,0-52,7) vs. 57,1 (45,5-73,2); P=0,006]. Conclusão: A prevalência de dor foi elevada e ela
esteve associada com menores escores de QV.
Palavras-chave: Hanseníase. Dor. Qualidade de vida.
Referências
SANTOS, V. S. et al. Pain and quality of life in leprosy patients in an endemic area of Northeast
Brazil: A cross-sectional study. Infectious Diseases of Poverty, v. 5, n. 1, 2016.
TOH, H. S. et al. Diagnosis and impact of neuropathic pain in leprosy patients in Nepal after
completion of multidrug therapy. PLoS Neglected Tropical Diseases, v. 12, n. 7, p. 1–15, 2018.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
SANTOS, V. S. et al. Epidemiological and histopathological study of leprosy cases in the state of
Sergipe, Brazil. Indian journal of leprosy, v. 85, n. 3, p. 93–100, 2013.
REIS, F. J. J. et al. Pain and Its Consequences in Quality of Life: A Study with WHOQOL-Bref in
Leprosy Patients with Neuropathic Pain. ISRN Tropical Medicine, v. 2013, n. 4, p. 1–7, 2013.
HAROUN, O. M. O. et al. Investigation of neuropathic pain in treated leprosy patients in Ethiopia: a
crosssectional study. Pain, v. 153, n. 8, p. 1620–4, 2012.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
AURICULOTERAPIA PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE E USUÁRIOS NA PANDEMIA
DA COVID 19
Modalidade: Relato de experiência
Autora: Lívia Emanuela dos Santos da Silva
RESUMO
Introdução: A Auriculoterapia é uma Prática Integrativa e Complementar do Sistema Único de
Saúde (SUS); é uma técnica da Medicina Tradicional Chinesa que trata disfunções físicas,
emocionais e mentais por meio de estímulos em pontos específicos do pavilhão auricular, local onde
há terminações nervosas correspondentes a determinados órgãos. Objetivo: Implantar novas opções
terapêuticas no cuidado humanizado da UBS Dr. Judá Fernandes, propiciando diminuição da
utilização de analgésicos e anti-inflamatórios e melhor equilíbrio emocional em tempos de pandemia.
Metodologia: Estão sendo realizadas sessões de auriculoterapia uma vez por semana na Estratégia
de Saúde da Família (ESF) e no Programa Saúde na Hora na Unidade Básica de Saúde Dr. Judá
Fernandes, no Bairro Cacimbas, Arapiraca-AL. Público-alvo: Usuários adscritos na ESF Dr. Judá
Fernandes, usuários não pertencentes à área adstrita na ESF mencionada e profissionais de saúde da
UBS. Público-alvo: 18 pessoas, estas foram divididas em 50% de usuários da UBS e 50% de
profissionais da saúde. Dentre as queixas dos pacientes estavam insônia, ansiedade, dores musculares
e epigástricas, cólicas menstruais, psoríase, depressão, estresse, hipertensão, entre outros.
Resultados: Os pacientes apresentaram melhora da cólica menstrual, melhora do sono, melhora das
dores musculares, diminuição ou desaparecimento das lesões da pele de pacientes com psoríase,
controle da pressão arterial observado pela aferição e registro por uma semana, mais vitalidade e
sensação de bem-estar. Conclusão: Sendo assim, a auriculoterapia na Atenção Básica é uma prática
integrativa resolutiva, sendo mais uma opção terapêutica utilizada pela enfermagem no cuidado
humanizado.
Palavras-chave: Auriculoterapia. COVID-19. PICs. SUS.
Referência
BRASIL. O SUS das Práticas Integrativas: Auriculoterapia. Brasília, DF: Ministério da Saúde,
2017.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
ASSOCIAÇÃO ENTRE LIMITAÇÃO FUNCIONAL E QUALIDADE DE VIDA EM
PACIENTES COM HANSENÍASE EM ARAPIRACA, ALAGOAS, BRASIL
Modalidade: Pesquisa original
Autores: Marya Fernandha Santos Santana
Stéphany Nogueira de Souza
Sara Ribeiro Silva
Nathálya da Silva Martins
Hidyanara Luiza de Paula
Orientador: Victor Santana Santos
RESUMO
Introdução: A hanseníase é uma doença que afeta a pele e os nervos periféricos, podendo resultar
em incapacidades físicas e deformidades, as quais podem causar limitação funcional. Objetivo:
Verificar a associação da limitação funcional e qualidade de vida (QV) em pessoas acometidas pela
hanseníase em Arapiraca, Alagoas, Brasil. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal referente
a pessoas afetadas pela hanseníase em acompanhamento no centro de referência para a doença no
município de Arapiraca, Alagoas entre agosto de 2018 e julho de 2020 (Parecer CEP 3.938.849).
Para obtenção de dados, foi aplicado um instrumento abordando os dados clínicos e demográficos
dos pacientes. Também foram aplicados os questionários WHO-QoL-BREF para avaliar a QV
(domínios físico, social, psicológico e ambiental), e a escala SALSA para caracterizar a limitação
funcional. Inicialmente, uma análise exploratória foi realizada. Em seguida, o teste de KruskalWallis foi usado para verificar diferenças nos escores de QV por estrato de limitação funcional. O
nível de significância foi de 5%. Resultados: Um total de 122 pacientes participaram do estudo.
Trinta (24,6%) participantes não apresentaram limitação, 41 (33,6%) apresentaram limitação leve, 31
(25,4%) limitação moderada, 12 (9,8%) limitação severa e oito (6,6%) limitação muito severa. Os
escores de QV foram menores nos domínios físico e psicológico, com mediana (IIQ) de 50,0 (35,767,8) e 62,5 (50,0-75,0), respectivamente. Houve uma associação estatística entre o aumento das
pontuações SALSA e a redução da QV, conforme medida pelo WHO-QoL-BREF. Conclusão:
Pacientes com maior limitação funcional apresentaram menores escores de QV, principalmente nos
domínios físicos e psicológicos.
Palavras-chave: Hanseníase. Limitação funcional. Qualidade de vida.
Referências
EBENSO J., et al. The development of a short questionnaire for screening of activity limitation and
safety awareness (SALSA) in clients affected by leprosy or diabetes. Disabil Rehabil, v. 29, p. 689–
700, 2007.
FLECK M.P., et al. Application of the Portuguese version of the abbreviated instrument of quality
life WHO-QoL-BREF. Rev Saúde Publica, v. 34, p. 178–183, 2000.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
SANTOS, V.S. et al. Functional Activity Limitation and Quality of Life of Leprosy Cases in an
Endemic Area in Northeastern Brazil. PLoS Neglected Tropical Diseases, v. 9, n.7, p. e0003900,
2015.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
ANÁLISE DE PARÂMETROS INFLAMATÓRIOS EM PACIENTES INTERNADOS COM
COVID-19 EM ARAPIRACA/AL
Modalidade: Pesquisa original
Autoras: Maria Cristina Cavalcante da Silva
Marta Maurícia Limeira de Oliveira
Orientadora: Luciana Xavier Pereira
RESUMO
Introdução: A COVID-19 (Coronavirus Disease 2019) apresenta-se em graus variados de
gravidade. Alguns estudos indicam relação da patogênese com a resposta inflamatória do indivíduo
frente a infecção. Aumento dos níveis séricos de proteína C reativa (PCR) foram associados a perfil
de doença grave (1). Níveis de PCR, ferritina e interleucinas pró-inflamatórias foram maiores no soro
de pacientes em casos severos comparando com moderados (2). Estudos nesse sentido são escassos
na população brasileira, sendo relevante sua investigação. Objetivo: Investigar resposta inflamatória
de pacientes internados por COVID-19 em Arapiraca/AL. Metodologia: Prontuários de pacientes
diagnosticados com COVID-19 internados em hospitais de Arapiraca/AL foram revisados e coletado
dados dos níveis séricos de PCR, ferritina e contagem de leucócitos totais. Realizou-se análise
descritiva, comparando pacientes em UTI e enfermaria. Aprovação comitê de ética: Parecer
4.211.619. Resultados: Foram analisados prontuários de 152 pacientes. A média dos níveis séricos
de PCR em pacientes de UTI foi 97,97mg/l (n=13) enquanto que em pacientes de enfermaria foi
33,74mg/l (n=85). A média dos níveis séricos de ferritina em paciente de UTI foi 18.996,22μg/l
(n=3) enquanto que em pacientes de enfermaria foi 848,33μg/l (n=44). A contagem de leucócitos
totais em pacientes de UTI foi 15.086,36/μL (n=22) enquanto que em pacientes de enfermaria foi
7.789,28/μL (n=109). Conclusões: Os resultados indicam aumento dos marcadores inflamatórios em
pacientes mais graves, considerando a necessidade de UTI. Esse encontro está de acordo com
estudos em outras populações (1;2). Entretanto, é necessário avaliar mais casos e realizar análise
estatística para comprovar associação com a gravidade da doença.
Palavras-chave: COVID-19. Inflamação. Gravidade do Paciente.
Referências
CHEN, G. et al. Clinical and immunological features of severe and moderate coronavirus disease
2019. Journal of Clinical Investigation. v.130, n. 5, p. 2620-2629, 2020.
ZHANG, J. et al. Clinical characteristics of 140 patients infected with SARS-CoV-2 in Wuhan,
China. Allergy: European Journal of Allergy and Clinical Immunology. V. 75, n. 7, p. 1730-1741,
2020.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
DESAFIOS PARA UMA PRÁTICA EQUÂNIME E GRUPOS SOCIAIS HETEROGÊNEOS: CLASSE, GÊNERO, GERAÇÃO, RAÇA/ETNIA E CULTURA
AÇÃO CURRICULAR DE EXTENSÃO EM EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA CIDADE DE
ARAPIRACA/AL: um relato de experiência
Modalidade: Pesquisa original
Autores: Marcos Antônio da Silva Barbosa Júnior
Pedro Henrique Nobre Silva
Orientador: Diego de Oliveira Souza
RESUMO
Introdução: O presente trabalho consiste em um relato de experiência de dois alunos da
Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca na ação curricular de extensão (ACE) do
terceiro período do curso de Enfermagem. Nota-se que a educação em saúde é vital para promover
mudança na vida da população ao fortalecer, tanto a participação social, quanto a sua autonomia
como indivíduo nos cuidados de sua saúde, englobando diferentes áreas de atuação do profissional
de enfermagem ao direcionar procedimentos para atingir resultados referentes à saúde da sociedade.
Objetivo: Destacar aspectos considerados relevantes na vivência da experiência da ACE e seus
impactos na vida das pessoas. Metodologia: A atividade se desenvolveu como uma ação
extensionista do II Encontro Científico do Agreste Alagoano dos Distúrbios do Sono, com os alunos
que desenvolveram ações práticas e educativas face à comunidade, realizando aferição de pressão
arterial, verificação de glicemia capilar, cálculos de índice de massa corporal e teste rápido de HIV
(vírus da imunodeficiência humana), visando a promover o bem estar da população que aceitou
participar da atividade. Resultados: Houve a valorização da qualidade da vida, gerando
conhecimento para população acerca da necessidade da melhoria na alimentação para diminuição da
pressão arterial, importância do sono para maior expectativa de vida e melhores condições de bemestar global do indivíduo. Conclusões: Ações de educação em saúde proporcionam aprendizado,
tanto na teoria quanto na prática. Para os alunos a ação possibilitou a aplicabilidade dos conceitos
compreendidos no contexto da universidade, assim como reforçou o caráter público que essa
instituição apresenta.
Palavras-chave: Educação em Saúde. Extensão. Qualidade de vida.
Referência
DE SOUSA VIEIRA, F. et al. Interrelationship of health education actions in the context of the
family health strategy: nurses’ perceptions Inter-relação das ações de educação em saúde no contexto
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
da Estratégia Saúde da Família: percepções do enfermeiro. Revista de Pesquisa: Cuidado é
Fundamental Online, v. 9, n. 4, p. 1139, 31 out. 2017.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) COM
PAPEL FUNDAMENTAL NA PANDEMIA COVID-19
Modalidade: Revisão de literatura
Autora: Jennifer Santos Rocha
Orientadora: Cícera Cristina Cardoso da Silva
RESUMO
Introdução: O SUS é um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde pública do mundo,
abrangendo desde o simples atendimento para avaliação da pressão arterial, por meio da Atenção
Primária, até o transplante de órgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito para toda a
população do país. Em meio à pandemia do novo Coronavírus, a estrutura robusta de acolhimento do
SUS é a melhor carta que o Brasil tem em mãos no combate ao vírus. Objetivo: Discutir a
importância do SUS em tempos de pandemia do Covid-19. Metodologia: Estudo no formato de
revisão bibliográfica buscada em artigos de referência localizado nos sites da Secretaria de Estado da
Saúde, Conasems e UFFS. Resultados: É graças ao SUS que milhares de brasileiros afetados pela
covid-19 estão tendo suas vidas salvas. É importante continuar lutando em defesa do SUS e,
sobretudo, exigir que ele tenha o financiamento público necessário para seu aperfeiçoamento. A EC
95/16, que entrou em vigor em 2017, e congelou por 20 anos dos gastos públicos com educação,
saúde, assistência social, serviços públicos em geral tem causado um rombo sem precedentes no
SUS. Conclusões: Entre desafios e contradições, os pesquisadores não têm dúvida do saldo positivo
de se ter um sistema público e universal de saúde antes, durante e depois de uma crise sanitária como
a que se está vivendo. “Um efeito inesperado do coronavírus é o fortalecimento dessa ideia de que a
atenção e o cuidado à saúde precisam estar fora do mercado”.
Palavras-chave: SUS. Covid-19. Fortalecimento. Saúde.
Referências
GOVERNO DE SERGIPE. Secretaria de Estado da Saúde. Disponível em:
https://www.saude.se.gov.br/sus-tem-papel-fundamental-durante-apandemia/#:~:text=A%20pandemia%20mostrou%20o%20n%C3%ADvel,completa%2032%20anos
%20de%20cria%C3%A7%C3%A3o.&text=Segundo%20a%20secret%C3%A1ria%2C%20o%20SU
S,desafio%20da%20universalidade%20e%20equidade. Acesso em: 21 abr. 2021.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
BRASIL. CONASEMS (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde). Reconhecer a
importância do SUS é o primeiro passo contra a pandemia: defenda o SUS Disponível em:
https://www.conasems.org.br/reconhecer-a-importancia-do-sus-e-o-primeiro-passo-contra-apandemia-defendaosus/. Acesso em: 21 abr. 2021.
Universidade Federal da Fronteira Sul. Professor explica sobre o SUS no contexto da pandemia.
Disponível em: https://www.uffs.edu.br/campi/chapeco/noticias/professor-explica-sobre-o-sus-nocontexto-da-pandemia. Acesso em: 21 abr. 2021.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
DIFICULDADES NO CUIDADO À POPULAÇÃO QUILOMBOLA: uma questão de
acessibilidade e isolamento social
Modalidade: Revisão de literatura
Autoras: Islla Pimentel de Souza
Eliza Vitória Nascimento Figueredo
Alycia Antunes de Carvalho
Sanayara Tavares de Lima
Orientadora: Jovânia Marques de Oliveira e Silva
RESUMO
Introdução: Durante o período escravista, os quilombos representavam a resistência diante das
iniquidades sofridas pela população quilombola. Esse grupo social descendente de escravos, vive em
áreas rurais isoladas e, por isso, está inserido em um contexto de vulnerabilidade. Dessa forma, o
cuidado aos quilombolas apresenta desafios associados principalmente à dificuldade de acesso,
carência de profissionais e barreiras culturais. Objetivos: Analisar as dificuldades no cuidado à
população quilombola devido a acessibilidade. Metodologia: Trata-se de revisão de literatura,
realizada por meio da pesquisa de artigos científicos, nas bases de dados: BVS e SciELO, com os
descritores “Quilombola” e “Saúde”, publicados no período de 2016 a fevereiro de 2021, em língua
portuguesa. Foram encontrados 68 artigos, dos quais, foram lidos os títulos e resumos. Como critério
de inclusão, foram considerados artigos gratuitos, completos que abordassem a vulnerabilidade deste
grupo populacional. Ao fim, 05 artigos foram considerados elegíveis para a elaboração deste estudo.
Resultados: Devido ao contexto histórico-social da fundação dos quilombos, estes, geralmente, se
encontram em locais de difícil acesso e tendem a não receber assistência em saúde de maneira
satisfatória. Diversos fatores acabam inviabilizando o trabalho de equipes de saúde, o que reverbera
nos indicadores educacionais e de saúde, os quais se apresentam em melhores números em
quilombos localizados em áreas urbanas quando comparados aos localizados em áreas rurais.
Conclusões: Nota-se, então, a necessidade da criação de estratégias de cuidado e acessibilidade
direcionadas a esse público para a garantia de assistência em saúde satisfatória.
Palavras-Chave: Populações de ascendência africana. Cuidado em saúde. Saúde das Minorias
Étnicas.
Referências
ARAÚJO, Roberta Lima Machado de Souza, et al. Condições de vida, saúde e morbidade de
comunidades quilombolas do sertão semiárido baiano, Brasil. Rev. baiana saúde pública; 43(1):
226-246, 2019. [Acessado 24 Abril 2021], disponível em:
<http://rbsp.sesab.ba.gov.br/index.php/rbsp/article/view/2988/2618>
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
DIAS, Jerusa Araujo et al. Infecções sexualmente transmissíveis em mulheres afrodescendentes de
comunidades quilombolas no Brasil: prevalência e fatores associados. Cadernos de Saúde Pública
[online]. v. 37, n. 2, 2021. [Acessado 24 Abril 2021] , e00174919. Disponível em:
<https://doi.org/10.1590/0102-311X00174919>. ISSN 1678-4464. https://doi.org/10.1590/0102311X00174919.
REZENDE, Lilian Cristina et al . A prática de enfermeiros no contexto das comunidades
quilombolas. Esc. Anna Nery, v. 25, n. 1, e20200151, 2021. Disponível em
<http://www.revenf.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141481452021000100222&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 24 abr. 2021. Epub 29-Jan-2021.
http://dx.doi.org/10.1590/2177-9465-ean-2020-0151.
SANTOS, Layse Tatiane Ferreira; LOPES, Ignês Beatriz Oliveira. EDUCAÇÃO EM SAÚDE EM
COMUNIDADES QUILOMBOLAS: REVISÃO DE LITERATURA. Revista Baiana de Saúde
Pública, [s. l.], v. 43, p. 125-137, 2019. Disponível em:
https://docs.bvsalud.org/biblioref/2020/12/1140340/rbsp_v43supl1_artigo_9.pdf. Acesso em: 24 abr.
2021.
SILVEIRA, Victor Nogueira da Cruz, PADILHA, Luana Lopes e Frota, ARAÚJO, Maria Tereza
Borges. Desnutrição e fatores associados em crianças quilombolas menores de 60 meses em dois
municípios do estado do Maranhão, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva [online]. v. 25, n. 7, 2020.
[Acessado 24 Abril 2021] , pp. 2583-2594. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/141381232020257.21482018>. ISSN 1678-4561. https://doi.org/10.1590/1413-81232020257.21482018.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA FACE AO
ENVELHECIMENTO POPULACIONAL
Modalidade: Revisão de literatura
Autoras: Eliza Vitória Nascimento Figueredo
Islla Pimentel de Souza
Alycia Antunes de Carvalho
Sanayara Tavares de Lima
Orientadora: Raíssa Rafaella Santos Moreno da Silva
RESUMO
Introdução: O Brasil enfrenta um rápido processo de transição demográfica, devido à crescente taxa
de envelhecimento, com isso, a Atenção Primária à Saúde (APS) possui relevância quanto à
vigilância e assistência da população idosa. Nesse contexto, a atuação da enfermagem exerce práticas
que visam à prevenção, tratamento e cuidado desses idosos, sobretudo para aqueles que se encontram
em situações de vulnerabilidades e apresentam comorbidades. Objetivos: Analisar a atuação da
enfermagem face ao envelhecimento populacional. Metodologia: Trata-se de revisão de literatura,
realizada por meio da pesquisa de artigos científicos, na base de dados SciELO, com os descritores
“Enfermagem”, “Idoso” e “Atenção Primária à Saúde”, publicados entre 2016 e 2020, em língua
portuguesa. Foram encontrados 258 artigos, dos quais, foram lidos os títulos e resumos. Como
critério de inclusão, foram considerados artigos que abordassem o envelhecimento populacional e o
cuidado da enfermagem ao paciente idoso na atenção básica. Ao fim, 04 artigos foram considerados
elegíveis para a elaboração do presente estudo. Resultados: A APS é a porta de entrada no
atendimento à saúde, e os idosos são o principal público acompanhado. Dentre os fatores de risco à
saúde do idoso, identificou-se a presença de comorbidades e vulnerabilidades, como a
impossibilidade de trabalho, qualidade habitacional e conhecimento em saúde. Localizou-se, ainda, a
importância da enfermagem na realização de diagnósticos amplos, focados no ser biopsicossocial.
Conclusões: O aumento da população idosa exige que os profissionais de enfermagem tenham a
capacidade de integralização da assistência cumprindo o papel da APS na promoção da saúde.
Palavras-Chave: Envelhecimento populacional. Enfermagem. Atenção Primária à Saúde.
Referências
BRASIL, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome. (2010) Política Nacional do
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
Idoso, PNI. Lei 8.842 de 04 de janeiro de 1994. Brasília, DF: Author.
CRUZ, Priscila Karolline Rodrigues et al. Dificuldades de acesso aos serviços de saúde entre idosos
não institucionalizados: prevalência e fatores associados. Rev. bras. geriatr. gerontol. , Rio de
Janeiro, v. 23, n. 6, e190113, 2020. Disponível em
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S180998232020000600201&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 24 abr. 2021. Epub em 13 de janeiro de 2020.
https://doi.org/10.1590/1981-22562020023.190113.
DIAS, Karina Mello et al. Relações entre os diagnósticos de enfermagem e o nível de dependência
nas atividades de vida diária de residentes idosos. Einstein (São Paulo) , São Paulo, v. 18,
eAO5445, 2020. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S167945082020000100277&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 24 abr. 2021. Epub 06 de novembro de 2020.
https://doi.org/10.31744/einstein_journal/2020ao5445 .
MAIA, Luciana Colares et al. Fragilidade em idosos assistidos por equipes da atenção primária.
Ciência & Saúde Coletiva [online]. v. 25, n. 12. Acesso em: 24 abr. 2021, pp. 5041-5050.
Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1413-812320202512.04962019>. ISSN 1678-4561.
https://doi.org/10.1590/1413-812320202512.04962019.
PELEGRINI, Lucas NC et al. Diagnosticando demência e disfunção cognitiva em idosos na atenção
primária à saúde: uma revisão sistemática. Dement. neuropsicol. , São Paulo, v. 13, n. 2, pág. 144153, junho de 2019. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S198057642019000200144&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 24 abr. 2021. Epub 18 de junho de 2019.
https://doi.org/10.1590/1980-57642018dn13-020002.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
A COVID-19 E OS IMPACTOS NA SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA DAS MULHERES
Modalidade: Revisão de literatura
Autores: Renata Fernandes do Nascimento Rosa
Aline Araújo Santos
Joabson dos Santos Lima
Nayara de Jesus Oliveira
Raquel de Alcântara
Orientadora: Edméia de Almeida Cardoso Coelho
RESUMO
Introdução: A Covid-19 acomete as pessoas, independente de qualquer classificação de gênero, de
faixa etária ou classe social, afetando mulheres e homens de forma diferente, exacerbando as
desigualdades de gênero. Objetivos: discutir os impactos da pandemia da Covid-19 na saúde sexual
e reprodutiva das mulheres. Metodologia: estudo de revisão, realizado nas bases da BVS, Scielo,
Bireme e Google Acadêmico. Critérios de inclusão: publicações em inglês, português ou espanhol,
2019 a 2021, disponíveis online e gratuitas. Excluindo: pesquisas incompletas e não disponíveis.
Resultados: As mulheres são as mais afetadas pelas consequências econômicas, sanitárias ou sociais
da pandemia, considerando: que são trabalhadoras da saúde e estão na linha de frente da Covid-19,
que aumentou as notificações de violência doméstica, que reduziu as publicações de mulheres na
ciência, e que poucas mulheres são chefes de estado, gerando menor probabilidade de participação
nas tomadas de decisões. Os direitos reprodutivos das mulheres estão sofrendo ataques recorrentes,
por parte de grupos civis organizados e do próprio Estado. Conclusões: As consequências da
pandemia sobre os direitos sexuais e reprodutivos são: dificuldades das mulheres em encontrar os
contraceptivos, fechamento de maternidades, ou reorganização dos serviços de atenção a mulher em
serviços de enfrentamento da pandemia da Covid-19, aumento do aborto inseguro, diminuição da
rede de acolhimento institucional de mulheres em situação de violência, diminuição dos serviços de
pré-natal. Em situação de pandemia as mulheres são as mais afetadas, bem como, a conjuntura de
crise leva a discussão sobre os direitos adquiridos pelas lutas históricas das mulheres.
Palavras-Chave: Mulheres. Infecção por Corona vírus. Saúde sexual e reprodutiva.
Referências
BEAUVOIR, S. DE. O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1949.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
CORRÊA, Sônia; ALVES, José Eustáquio Diniz; Jannuzzi, Paulo de Martino. Direitos e saúde
sexual e reprodutiva: marco teórico-conceitual e sistema de indicadores. Rio de janeiro:
ABEP/IBGE, 2003. 16p.
Fundo de População da ONU, a agência de saúde sexual e reprodutiva das Nações Unidas.
Disponível em: https://www.unfpa.org/sites/default/files/resource-pdf/COVID19_impact_brief_for_UNFPA_24_April_2020_1.pdf. Acessado em: 20 out. 2020.
LAGO, B.; SENAPESCHI, E.; PINHEIRO, F.; GIANNINI, G. Informativo Ataque aos direitos
reprodutivos das mulheres durante a Pandemia da Covid-19. Acessado em: 17 abr. 2021.
Disponível em: https://catarinas.info/wp-content/uploads/2020/05/Pandemia-e-direitosreprodutivos_BasurasA4-1.pdf.
ROCHA, A. L. L. Contracepção em tempos de COVID-19. SOGIMIG- Nós por elas.
https://www.sogimig.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Sogimig_Covid19_Contracep%C3%A7ao_Para-medicos_Abr-2020.pdf. Acessado em: 13 out. 2020.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
ESTRATÉGIAS DO PROFISSIONAL ENFERMEIRO NO PROGRAMA SAÚDE NA HORA
Modalidade: Relato de experiência
Autoras: Lívia Emanuela dos Santos da Silva
Siomara Correia de Holanda
RESUMO
Introdução: O Programa Saúde na Hora foi lançado pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde do
Ministério da Saúde em maio de 2019. O programa viabiliza a implantação do horário estendido de
funcionamento das Unidades de Saúde e busca ampliar o acesso aos serviços de Atenção Primária.
Dessa forma, profissional enfermeiro amplia suas atribuições para os horários do programa Saúde na
Hora. Objetivo: Ampliar a oferta dos serviços atribuídos ao profissional enfermeiro no horário de
funcionamento do Programa Saúde na Hora. Metodologia: O Programa Saúde na Hora foi
implantado na Unidade Básica de Saúde Dr. Judá Fernandes, no Bairro Cacimbas, Arapiraca-AL,
possui 2 enfermeiras articuladas ao programa, o horário de funcionamento é de 12:00 às 14:00 e de
17:00 às 20:00. Está sendo utilizado um cronograma semanal de acordo com a demanda espontânea
tanto para os usuários adscritos na área da Estratégia de Saúde da Família, quanto de usuários de
outras localidades do município. São ofertados os serviços e procedimentos, tais como: pré-natal,
consulta de enfermagem à criança, coleta de citologia, testagem rápida para Infecções Sexualmente
Transmissíveis (ISTs), auriculoterapia, atendimento de demanda espontânea, entre outros.
Resultados: Maior resolutividade nos atendimentos prestados a comunidade, aumento das coletas de
citologias, maior rastreamento das ISTs, menor sobrecarga do atendimento médico, maior assistência
ao pré-natal, introdução de práticas integrativas no programa e outros. Conclusões: O profissional
enfermeiro fortalece sua prática profissional, ampliando a oferta de serviços de acordo com a
demanda espontânea, promovendo uma maior acessibilidade aos serviços de saúde à população.
Palavras-Chave: Programa Saúde na Hora. Enfermeiro. Saúde.
Referência
BRASIL. Instrutivo de Adesão ao Programa Saúde na Hora. Brasília, DF: Ministério da Saúde,
2019.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
USO DO INSTAGRAM® COMO FERRAMENTA PARA EDUCAÇÃO EM SAÚDE DA
MULHER DURANTE PANDEMIA
Modalidade: Relato de experiência
Autoras: Susiane Lima Feitosa
Aline Batista da Silva
Lara Mykaelle Braga Rodrigues
Cristiane Araújo Nascimento
Karol Fireman de Farias
Orientadora: Nirliane Ribeiro Barbosa
RESUMO
Introdução: Educação em saúde é um processo educacional que envolve troca de conhecimentos
científicos com a comunidade de forma popular, ampliando conhecimento e engajando a população
ao autocuidado, visando à promoção de saúde e prevenção de agravos. No contexto da saúde da
mulher esta prática é fundamental e, diante da pandemia do novo coronavírus, estratégias remotas
foram necessárias para continuidade da prática da educação em saúde. Objetivos: Descrever a
experiência da educação em saúde através da rede social Instagram®, mediada pelo(a)s discentes
de enfermagem da Extensão “Educação popular em saúde para grupos vulneráveis: promovendo a
prevenção do câncer de colo uterino e Infecções Sexualmente Transmissíveis na diversidade”, da
Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca. Metodologia: Estudo descritivo na
modalidade relato de experiência, vivenciada por discentes, no período de julho de 2020 a abril
de 2021, sob a supervisão de docentes. Foi criado o perfil do projeto no Instagram®, nomeia-se
como Cieg_ufal. As estratégias utilizadas para promover conhecimento às pessoas de todos os
gêneros foram: enquetes nos storys e postagens fixas no feed. Resultados: No período descrito
foram realizadas 2 enquetes e 9 publicações, com média de 100 alcances cada. O retorno do(a)s
seguidore(a)s tem sido significativo, como feedbacks, compartilhamentos e menções do perfil do
projeto. Conclusões: Nota-se a importância de trabalhar educação em saúde nas redes sociais
contribuindo para a construção do conhecimento em tempo de limitações advindas da pandemia.
Destaca-se a necessidade de uma linguagem clara e objetiva na construção das informações e
espaço para sanar possíveis dúvidas.
Palavras-Chave: Educação em Saúde. Prevenção. Câncer de colo do útero. Infecções Sexualmente
Transmissíveis.
Referência
SOUZA, Thaís et al. MÍDIAS SOCIAIS E EDUCAÇÃO EM SAÚDE: O COMBATE ÀS FAKES NEWS
NA PANDEMIA PELA COVID-19. Enferm. Foco; 11 (1) Especial: 124-130, 2020.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
PRÁTICA EDUCATIVA PARA MULHERES NA SALA DE ESPERA PARA
COLPOSCOPIA: relato de experiência
Modalidade: Relato de experiência
Autoras: Aline Batista da Silva
Susiane Lima Feitosa
Karol Fireman de Farias
Cristiane Araújo Nascimento
Orientadora: Nirliane Ribeiro Barbosa
RESUMO
Introdução: A sala de espera é caracterizada como local de extrema importância educativa por ser
favorável ao contato com diferentes públicos, em suas dimensões econômicas, sociais e culturais. Em
serviço especializado de ginecologia nota-se a lacuna desta prática, mesmo sendo espaço ideal para
construção de conhecimento. Objetivo: Descrever a experiência da prática educativa para mulheres
na sala de espera para colposcopia. Metodologia: Relato de experiência, vivenciado por discentes e
docentes de Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca, no Centro de
Referência Integrado de Arapiraca. Aconteceu no período de janeiro a março de 2020, às quartasfeiras pela manhã, na cidade de Arapiraca - AL. Resultados: Foram abordadas 72 mulheres, em
média 9 por sala. Enquanto elas aguardavam a realização do exame colposcopia, a prática educativa
dava-se por meio de roda de conversa sobre temáticas de educação em saúde da mulher: o que é
Papilomavírus Humano (HPV), a importância dos exames de rotina para detecção precoce de
Infecções sexualmente transmissíveis e câncer de colo uterino, diferenças entre o Papanicolau/
Citologia e a Colposcopia, exames de rotina ginecológica em mulheres histerectomizadas. Ao iniciar
a conversa, a maioria das mulheres mostravam-se temerosas quanto a colposcopia, algumas por
desconhecimento sobre o exame e outras por preocupação sobre o resultado. Todas participaram
expondo relatos de exames realizados anteriormente, tornando o momento mais dinâmico.
Conclusões: A abordagem aconteceu de forma satisfatória, tornando-se acolhimento para as
mulheres. Percebe-se a importância da roda de conversa sobre o exame colposcopia e o HPV, ainda
desconhecidos por muitas mulheres.
Palavras-chave: Colposcopia. Educação em saúde. Mulheres. Enfermagem.
Referências
COELHO, G. M. P. et al. SALA DE ESPERA: estratégia de educação em saúde na unidade de
atendimento multiprofissional especializado saúde da família. Revista de Educação da
Universidade Federal do Vale do São Francisco, [S. l.], v. 10, n. 21, 2020.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
ZACARON, K. A. M.; DINIZ, C.; LAZARINI, J. S.; ALMEIDA, L. E. Educação em saúde: a
abordagem sobre doenças sexualmente transmissíveis em salas de espera. Caminho Aberto Revista de Extensão do IFSC, ano 3, nº 5, 2016.
ZAMBENEDETTI, G. Sala de Espera como Estratégia de Educação em Saúde no Campo da
Atenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis. Saúde Soc. São Paulo, v.21, n.4, 2012.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
CONSULTA DE ENFERMAGEM EM SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA: planejamento,
oferta e inserção de DIU por enfermeiros
Modalidade: Relato de experiência
Autores: Eduardo Araujo Pinto
Maria Luiza Bezerra Oliveira
Dannyelly Dayane Alves da Silva
Síntia Nascimento dos Reis
RESUMO
Introdução: No Estado de Alagoas nos últimos anos foram inseridos 126 registros de colocação de
DIU de 2015 a 2018 de acordo com o Sistema de Informação Ambulatorial (SIA). Identificou-se
uma alta demanda das usuárias com lista de espera, com aproximadamente 400 usuárias no
município de Arapiraca, número levantado pelos enfermeiros da Atenção Primária. Sabe-se que a
inserção do DIU pelo enfermeiro é uma intervenção eficaz, reduz barreiras, amplia o acesso e reduz
as desigualdades. Objetivo: relatar a experiência de implantação da consulta de enfermagem com
planejamento, oferta e inserção de DIU por enfermeiros no município de Arapiraca/AL.
Metodologia: Relato de experiência, com abordagem descritiva e qualitativa. Resultados: Após um
treinamento oferecido pelo COREN (Conselho Regional de Enfermagem) em 2019, onze
enfermeiros foram devidamente habilitados, com treinamento ambulatorial, para capacitação e
reprodução do Protocolo de Consulta Ginecológica com Ênfase na Inserção do DIU T de Cobre.
Com o enfermeiro apto a realizar esse procedimento, conseguiu-se ampliar a política nacional dos
direitos sexuais e dos direitos reprodutivos no município de Arapiraca que aprovou o projeto de
implantação das Consultas de Enfermagem com inserção do DIU. Conclusão: A experiência
permitiu a qualificação da Assistência de Enfermagem no município e a garantia de acesso as
mulheres na escolha do DIU. As inserções que ocorreram em Arapiraca levaram a um aumento
efetivo de 185% em Alagoas, superando os registros de 4 anos de inserção no estado, contribuindo
na garantia dos direitos sexuais e reprodutivos, fortalecendo à saúde de maneira integral.
Palavras-Chave: Dispositivo intrauterino (DIU). Planejamento Familiar. Atenção Básica. Sistema
Único de Saúde.
Referências
AHMED, S.; LI, Q.; LIU, L.; TSUI, A.O. Maternal deaths averted by contraceptive use: an analysis
of 172 countries. Lancet,v.380,p.111–25,2012.
BIRGISSON, N.E.; QUIUONG, Z.; SECURA G.M.; MADDEN, T.; PEIPERT, J.F. Preventing
unintended pregnancy: The Contraceptive CHOICE project in Review. J Womens
Health,v.24,n.5,p.349-52,2015
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
BRASIL. Ministério da Saúde. Direitos sexuais e direitos reprodutivos: uma prioridade do
governo. Brasília: Ministério da Saúde, 2005.
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual técnico para profissionais de saúde: DIU com Cobre TCu
380A. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2018.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS ÓBITOS POR ECLÂMPSIA NO NORDESTE
BRASILEIRO ENTRE 2015 E 2018
Modalidade: Pesquisa original
Autores: Sarah Cardoso de Albuquerque
Thiago Ferreira dos Santos
Vanessa Mirtiany Freire dos Santos
Joyce Kelly da Silva
Suian Sávia Nunes Santos
Orientadora: Ana Caroline Melo dos Santos
RESUMO
Introdução: As síndromes hipertensivas na gravidez destacam-se entre as principais responsáveis
pela mortalidade materna no Brasil. Dentre estas, destaca-se a eclâmpsia, que se caracteriza pelo
desenvolvimento de hipertensão após 20 semanas de gestação, com presença de proteinúria ou, na
sua ausência, de sinais ou sintomas indicativos de lesão em órgão-alvo. Objetivo: descrever o perfil
de mortalidade materna por eclâmpsia na região do Nordeste, entre 2015 e 2018. Método: estudo
transversal epidemiológico secundário realizado através do DATASUS/TABNET. Foi restringido
para estudo a região Nordeste, entre os anos de 2015 a 2018, filtrando por: sexo, escolaridade, local
de ocorrência, estado civil, caracterizado pelo número de óbitos decorrentes por eclâmpsia.
Resultados: entre 2015 a 2018, foi identificado que ao todo, 254 mulheres vieram a óbito por
eclâmpsia na região Nordeste com destaque para o estado do Maranhão (n=68). O estado do Rio
Grande do Norte apresentou a menor prevalência (n=9). A idade mais frequente foi a de 30 a 39 anos
(n=95). A maioria dos óbitos ocorreu em hospitais (n=225) e entre mulheres solteiras (n=100),
entretanto o estado de Alagoas apresentou maior frequência entre as mulheres casadas (n=4).
Percebe-se uma diferença regional importante que deve ser considerada para propor intervenções em
saúde da mulher. Conclusões: diante do exposto, infere-se que o perfil das gestantes acometidas por
eclâmpsia é composto por mulheres adultas e, em sua maioria, solteiras. Estudos posteriores em nível
de estado e município são viáveis para a obtenção de dados mais precisos a nível local.
Palavras-Chave: Perfil epidemiológico. Gestação. Eclâmpsia. Nordeste.
Referências
BRASIL, Ministério da Saúde. Banco de dados do Sistema Único de Saúde-DATASUS.
Disponível em http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sim/cnv/mat10uf.def. Acessado em: 3 mar.
2021.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
CALDAS, Mona Lisa Lopes Dos Santos, et al. Estratégias de tratamento e prevenção à mulher
acometida por pré-eclâmpsia. Journal of Medicine and Health Promotion, v. 6, p. 225-233, 2021.
DE SOUSA, Renata Soraya Soares et al. Atuação da enfermagem no atendimento às emergências
obstétricas: eclâmpsia e pré-eclâmpsia. Brazilian Journal of Health Review, v. 4, n. 1, p. 10221032, 2021.
SANTOS, Lucicleide Oliveira et al. Estudo da mortalidade materna no nordeste brasileiro, de 2009 a
2018. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 13, n. 2, p. e5858-e5858, 2021.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
OZONIOTERAPIA, UMA EXPERIÊNCIA NO TRATAMENTO DE LESÃO DE PELE NA
UNIDADE DE SAÚDE Dr. JUDÁ FERNANDES, ARAPIRACA/AL
Modalidade: Relato de experiência
Autora: Juliana Lins Paes Barreto
RESUMO
Introdução: A ozonoterapia é uma terapia complementar, utilizado o gás ozônio medicinal no
tratamento de inúmeras patologias, incluindo lesões de pele. Atualmente no Brasil, este método, vem
sendo utilizado por muitos profissionais na área de saúde, obtendo resultados eficazes, rápidos,
econômicos para a pessoa com lesão de pele, e também para o setor público de saúde. Através da
portaria 702, de 21 de julho de 2018, do Ministério da Saúde, a ozonioterapia foi regulamentada
como Prática Integrativa, para os pacientes do SUS em algumas situações muito específicas e sob
caráter experimental. O(a) enfermeiro(a) tem o papel fundamental neste processo de avaliação e
tratamento de feridas, contribuindo para a recuperação da pessoa portadora de lesões. Objetivo:
Otimizar o processo de cicatrização da lesão de pele, com a utilização do ozônio medicinal
proporcionando uma melhor qualidade de vida e diminuição de custos para o setor público.
Metodologia: A ozonioterapia foi utilizada como forma terapêutica no processo infeccioso de uma
lesão de pele, de uma usuária pertencente a área da Unidade de Saúde Dr. Judá Fernandes, Bairro
Cacimbas, Arapiraca AL a qual, apresentava Erisipela Bolhosa em MSD, foram realizadas sessões
com ozônio em bag, com duração de 10 minutos, de início com uma sessão semanal,
consequentemente, passando para duas sessões semanais. Resultados: Diminuição no processo
infeccioso da lesão, redução significativa da dor a qual a usuária relatava, cicatrização acelerada da
lesão. Conclusões: O uso do ozônio no tratamento da lesão, demostrou eficácia no processo da
redução da lesão em curto período de tempo, e obtendo um resultando significativo ao paciente que
faz uso da terapia de ozônio aos serviços de saúde a pessoa com lesões de pele.
Palavras-Chave: Ozonioterapia. Ozônio. Lesões de pele. Enfermagem.
Referências
BRASIL, ABOZ – Associação Brasileira de Ozonioterapia 2017. O mundo está prescrevendo a
Ozonioterapia. E o Brasil.
BRASIL. Ministério da Saúde inclui 10 novas práticas integrativas no SUS. Brasília/DF:
Ministério da Saúde, 2018.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
INTOXICAÇÕES EXÓGENAS EM CRIANÇAS MENORES DE CINCO ANOS NO
ESTADO DE ALAGOAS
Modalidade: Pesquisa original
Autoras: Darleanne Batista Gonzaga
Nádia Dariely de Souza Santos
Orientadora: Francisca Maria Nunes da Silva
RESUMO
Introdução: As intoxicações exógenas são provocadas por substâncias externas que ao entrar em
contato com o organismo podem levar a um desequilíbrio orgânico, caracterizando assim a
intoxicação, podendo ocorrer de forma acidental ou provocada. As crianças menores de cinco anos
estão inseridas no grupo da primeira infância, período de maior vulnerabilidade devido a imaturidade
nessa faixa etária; caracteristicamente essas passam a despertar interesse pelas embalagens e rótulos
coloridos de medicamentos e produtos em geral. Objetivos: Identificar os casos de intoxicações
exógenas em crianças menores de cinco anos, no estado de Alagoas, registrados no Sinan Net, no
período de 2017-2019. Metodologia: Tratou-se de um estudo epidemiológico, descritivo,
retrospectivo baseado em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan Net,
no período de 2017-2019, de casos de intoxicações exógenas em crianças de 1-4 anos, de acordo
com notificações por município de residência e ano dos primeiros sintomas. Resultados: No
decorrer da série estudada foram identificados 2.130 casos de intoxicações em crianças menores de
cinco anos. O ano de 2017 apresentou 692 (32,5%) casos, 2018, 821 (38,5%) casos e 2019 totalizou
617 (29,0%) casos. O município de Arapiraca foi responsável pelo maior número de casos (61,7%),
seguido por Maceió (6,3%). Conclusões: As intoxicações exógenas são um importante problema de
saúde pública. Por suas próprias características de crescimento e desenvolvimento as crianças
menores de cinco anos constituem um grupo vulnerável a esses agravos. Assim, é importante traçar
medidas e estratégias preventivas para auxiliar na redução de casos de intoxicações exógenas.
Palavras-Chave: Intoxicações. Saúde da Criança. Substâncias Tóxicas.
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança: orientações
para implementação. Brasília: Ministério da Saúde, 2018a. Disponível em:
https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/wp-content/uploads/2018/07/Pol%C3%ADtica-Nacional-deAten%C3%A7%C3%A3o-Integral-%C3%A0-Sa%C3%BAde-da-Crian%C3%A7a-PNAISCVers%C3%A3o-Eletr%C3%B4nica.pdf. Acesso em: 27 abr. 2021.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância em Saúde: volume
único. 3. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em:
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2019/junho/25/guia-vigilancia-saude-volume-unico3ed.pdf. Acesso em: 27 abr. 2021.
MAESTRI, Karen Cristini Yumi Ogawa et al. Intoxicações exógenas no município de Santarém - Pará nos
anos de 2009 a 2013. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, Três Corações, v. 14, n. 1, p. 647656, 2016. Disponível em:
http://periodicos.unincor.br/index.php/revistaunincor/article/view/2618/pdf_466. Acesso em: 27 abr. 2021.
RAMOS, Thiago Oliveira; COLLI, Vilma Clemi; SANCHES, Ana Cláudia Soncini. Indicadores
epidemiológicos das intoxicações exógenas em crianças menores de 5 anos na região de AraçatubaSP. Revininter, v. 10, n. 3, p. 86-100, 2017. Disponível em:
https://pdfs.semanticscholar.org/4885/1a27c7575a108e7540c92e5f5e973035f484.pdf. Acesso em: 27 abr.
2021.
SINAN: Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Intoxicação Exógena. Notificações por
Município de residência e Ano 1º Sintoma(s). 2017-2019. 1-4 anos. Disponível em:
http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sinannet/cnv/Intoxal.def. Acesso em: 27 abr. 2021.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
ANÁLISE DE PARÂMETROS INFLAMATÓRIOS EM PACIENTES INTERNADOS COM
COVID-19 EM ARAPIRACA/AL
Modalidade: Pesquisa original
Autoras: Maria Cristina Cavalcante da Silva
Marta Maurícia Limeira de Oliveira
Orientadora: Luciana Xavier Pereira
Introdução: A COVID-19 (Coronavirus Disease 2019) apresenta-se em graus variados de
gravidade. Alguns estudos indicam relação da patogênese com a resposta inflamatória do indivíduo
frente a infecção. Aumento dos níveis séricos de proteína C reativa (PCR) foram associados a perfil
de doença grave (CHEN et al. 2020). Níveis de PCR, ferritina e interleucinas pró-inflamatórias foram
maiores no soro de pacientes em casos severos comparando com moderados (ZHANG et al., 2020).
Estudos nesse sentido são escassos na população brasileira, sendo relevante sua investigação.
Objetivo: Investigar resposta inflamatória de pacientes internados por COVID-19 em Arapiraca/AL.
Metodologia: Prontuários de pacientes diagnosticados com COVID-19 internados em hospitais de
Arapiraca/AL foram revisados e coletado dados dos níveis séricos de PCR, ferritina e contagem de
leucócitos totais. Realizou-se análise descritiva, comparando pacientes em UTI e enfermaria.
Aprovação comitê de ética: Parecer 4.211.619. Resultados: Foram analisados prontuários de 152
pacientes. A média dos níveis séricos de PCR em pacientes de UTI foi 97,97mg/l (n=13) enquanto
que em pacientes de enfermaria foi 33,74mg/l (n=85). A média dos níveis séricos de ferritina em
paciente de UTI foi 18.996,22μg/l (n=3) enquanto que em pacientes de enfermaria foi 848,33μg/l
(n=44). A contagem de leucócitos totais em pacientes de UTI foi 15.086,36/μL (n=22) enquanto que
em pacientes de enfermaria foi 7.789,28/μL (n=109). Conclusões: Os resultados indicam aumento
dos marcadores inflamatórios em pacientes mais graves, considerando a necessidade de UTI. Esse
encontro está de acordo com estudos em outras populações (1;2). Entretanto, é necessário avaliar
mais casos e realizar análise estatística para comprovar associação com a gravidade da doença.
Palavras chave: COVID-19. Inflamação. Gravidade do Paciente.
Referências
CHEN, G. et al. Clinical and immunological features of severe and moderate coronavirus disease
2019. Journal of Clinical Investigation. v.130, n. 5, p. 2620-2629, 2020.
ZHANG, J. et al. Clinical characteristics of 140 patients infected with SARS-CoV-2 in Wuhan,
China. Allergy: European Journal of Allergy and Clinical Immunology. V. 75, n. 7, p. 1730-1741,
2020.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
EM DEFESA DO TRABALHO E DA EDUCAÇÃO EM ENFERMAGEM:
SAÚDE, DIGNIDADE E VALOR
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
A VISÃO DO ACADÊMICO DE ENFERMAGEM ACERCA DOS
LABORATÓRIOS NO EIXO DOS ASPECTOS BIOLÓGICOS EM SAÚDE
FRENTE AO ENSINO REMOTO: relato de experiência
Modalidade: Relato de experiência
Autores: Carla Souza dos Anjos
Carla Eduarda Silva da Fonseca
Caio Henrique Melo de Oliveira Leite
Claude Marise dos Santos Silva
Kaline Alves da Costa
Bruna Brandão dos Santos
RESUMO
Introdução: Diante da pandemia causada pelo Coronavírus, tornou-se essencial a mobilização de
pessoas, instituições e poder público para os caminhos a serem traçados no ensino superior, bem
como a função social e intersetorial da formação de acadêmicos de enfermagem. Objetivo: Relatar a
experiência de acadêmicos de enfermagem sobre os laboratórios de aprendizagem realizados no eixo
de aspectos biológicos em saúde remotamente. Metodologia: Trata-se de um estudo do tipo relato de
experiência acerca dos laboratórios remotos, realizados no módulo de morfofisiologia humana II
integrada à bioquímica e processos patológicos gerais com acadêmicos do 2º período do curso de
enfermagem da Universidade Federal de Alagoas, campus de Arapiraca. Resultados: Os laboratórios
de aprendizagem são realizados semanalmente de forma remota através de plataformas digitais.
Nisso, os laboratórios são realizados no processo de ensino associado disciplinas de anatomia,
fisiologia, histologia e patologia humana. Os docentes responsáveis pelos laboratórios solicitam
atividades complementares (infográficos, resumos, leituras de livros de referências e portfólios),
como estratégia de fixação e complemento aos conteúdos ministrados remotamente nos laboratórios
de aprendizagem. Além disso, é realizado práticas remotas com o auxílio de plataformas digitais
como o Histology Guide e vídeos disponibilizados gratuitamente associados aos conteúdos
ministrados durante os laboratórios. Conclusão: O ensino no eixo das biológicas é basilar na
formação de acadêmicos de enfermagem. Portanto, as metodologias adotadas como complemento
aos conteúdos ministrados durante os laboratórios estão contribuindo para a fixação dos módulos das
biológicas, tendo em vista que o eixo é imprescindível no campo de atuação de futuros enfermeiros.
Palavras-chave: Bacharelado em Enfermagem. Educação em Enfermagem. Estudantes de
Enfermagem.
Referência
COSTA, Roberta et al . ENSINO DE ENFERMAGEM EM TEMPOS DE COVID-19: como se
reinventar nesse contexto? Texto contexto - enferm., Florianópolis , v. 29, e20200202, 2020 .
Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010407072020000100102&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 24 abr. 2021. Epub 08-Jun-2020.
https://doi.org/10.1590/1980-265x-tce-2020-0002-0002.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
OCORRÊNCIA DO ERRO E PROCESSO DE TRABALHO EM ENFERMAGEM:
imbricações no discurso
Modalidade: Pesquisa original
Autores: Thayse Barbosa Sousa Magalhães
Antonio Eduardo dos Santos
Amanda da Silva Bezerra
Bárbara Leão Barros
Orientador: Sóstenes Ericson
RESUMO
Introdução: O erro é a consequência de ações planejadas que não obtiveram o resultado desejado
(REASON, 2009). Estudar a relação entre o processo de trabalho em enfermagem (SILVA e
BEZERRA, 2017) e o erro contribui para prevenção, detecção e notificação do erro. Objetivos:
Investigar as relações entre erro e processo de trabalho em enfermagem no discurso jurídico; analisar
os efeitos de sentido de erro, em processos éticos (PE) julgados pelo COREn/AL. Metodologia:
Pesquisa de campo, documental, de abordagem qualitativa, realizada a partir de processos éticos de
erro no trabalho, julgados pelo COREn/AL, analisados à luz da Análise do Discurso pecheuxtiana
(SILVA, 2016). Pesquisa desenvolvida em parceria com a UFBA (CEP/UFBA – Parecer 1.374.867),
com financiamento da FAPESB (Edital n. 005/2015). Resultados: Observou-se uma contradição,
pois o sistema COFEn/COREn cria resoluções como medida de segurança para redução de erro
(SIDON et al., 2012), mas ao julgar um PE, o faz de maneira individual. Os efeitos de sentido do
erro trazem como uma das consequências a omissão do erro por parte dos profissionais sem resultar
em aprendizado ou medidas futuras para a prevenção. O COREn silencia o processo de trabalho no
julgamento do PE, tornando “culpada” apenas a trabalhadora. Conclusão: O caráter punitivo e
individual produz um sentido de culpa, podendo ter como efeito a omissão do erro por parte da
trabalhadora que erra. O erro está relacionado à condição do trabalho em enfermagem, sendo
importante julgar o erro através de uma abordagem sistêmica, contribuindo para a criação de
mecanismos de aprendizagem.
Palavras-Chave: Erro no trabalho. Enfermagem. Discurso. Efeitos de sentido.
Referências
REASON, James. El error humano. Madrid: Modus Laborandi, 2009.
SIDON, Linconl Uchoa et al. Análise preliminar dos Processos Ético-Disciplinares transitados em
julgado no Cofen (2005-2010): um ensaio para a pesquisa. Enfermagem em Foco. 3(4): 216-218,
2012.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
SILVA, Sóstenes Ericson Vicente da; BEZERRA, Reudson Douglas. O sentido de trabalho
intelectual no discurso da Enfermagem. Maceió: Edufal, 2017.
SILVA, Sóstenes Ericson Vicente da (org.). Enfermagem e Discurso: imbricações sob a lógica do
capital. Maceió: Edufal, 2016.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM UM AMBULATÓRIO DE FERIDAS NO
CONTEXTO DA PANDEMIA DE COVID-19: um relato de experiência
Modalidade: Relato de experiência
Autora: Larissa Houly de Almeida Melo
RESUMO
Introdução: Consideradas sério problema de saúde pública, as feridas possuem magnitude mundial,
devido ao número exacerbado de pessoas com essa condição. Estima-se que aproximadamente 3% da
população do Brasil tenha algum comprometimento tecidual que caracteriza lesão de pele. Na
assistência de enfermagem voltada para esse público, o profissional enfermeiro deve atentar não
apenas para a lesão em si, mas ter a sensibilidade para planejar holisticamente o cuidado de modo a
contemplar o ser humano em sua plenitude. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo relatar a
experiência de uma enfermeira durante o atendimento a pacientes com lesões crônicas no
ambulatório de feridas no interior de Alagoas no contexto da pandemia. Metodologia: Trata-se de
um relato de experiência, desenvolvido a partir das vivências adquiridas durante a assistência
prestada à trinta e oito pacientes portadores de lesão crônicas no ambulatório de feridas de um
município de Alagoas, no período de pandemia de COVID-19 no ano de 2020. Resultados: A
prestação da assistência de enfermagem a 38 pessoas com feridas crônicas ocorreu no contexto de
pandemia (ano de 2020) de forma agendada, respeitando as recomendações exigidas pelo Ministério
da Saúde. Os horários de atendimento foram adaptados para auxiliar os usuários que dependiam de
transporte público. Foram realizadas salas de espera com orientações sobre prevenção de COVID-19.
Conclusão: O surgimento da pandemia de COVID-19 trouxe necessidade de reorganização da
prestação da assistência de enfermagem para portadores de feridas crônicas atendidos no ambulatório
de feridas, com o intuito de garantir a segurança dos usuários.
Palavras-chave: Infecções por Coronavírus. Assistência Ambulatorial. Enfermagem.
Referências:
OLIVEIRA, F.P.; OLIVEIRA, B.G.R.B.; SANTANA, R.F.; SILVA, B.P.; CANDIDA, J.S.C.
Nursing interventions and outcomes classifications in patients with wounds: cross-mapping. Rev
Gaúcha Enferm. 2016 May; 37(2):e55033. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/19831447.2016.02.55033.
MELO, L.H.A.; BERNARDO, T.H.L.; MACEDO, J.K.S.S.; FRANCISCO, L.C.F.L.; BARROS,
A.C. Application of Orem’s theory on wounds: an integrative review. ESTIMA, Braz. J.
Enterostomal Ther., 18: e0920, 2020. https://doi. org/10.30886/estima.v18.821_IN
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
DESFECHOS NEONATAIS DO CONSUMO DE CAFEÍNA NA GESTAÇÃO: scoping review
Modalidade: Revisão de literatura
Autores: Bárbara Fernanda Santos Alcântara
Dhayane Magalhães Bastos
Letícia Henrique Leite da Silva
Natanael de Souza
Elaine Virgínia Martins de Souza Figueiredo
Orientadora: Renise Bastos Farias Dias
RESUMO
Objetivo: Mapear a produção de conhecimento atual sobre a exposição pré-natal à cafeína e seu
impacto nos desfechos neonatais. Método: Revisão de escopo, com estratégia de busca realizada em
outubro de 2020 nas bases Science direct, SCOPUS, Pubmed Central e MEDLINE/PubMed via
National Library of Medicine e CINAHL, ampliando-se às listas de referências das fontes utilizadas.
A extração dos dados foi feita por dois revisores independentes e os dados analisados e sintetizados
em forma de narrativa. Resultados: A amostra final foi composta por 07 estudos primários
publicados entre 2016 e 2019, na língua inglesa, nível IV de evidência, abordando as características
de consumo materno de cafeína, os métodos para identificação e as consequências neonatais
associadas. Cerca de 50 % das mulheres selecionadas nos artigos primários dessa revisão relataram
consumo médio de 130 mg/dia de cafeína por meio de café e chá, principalmente, além de consumo
concomitante de tabaco e álcool. Houve identificação do consumo de cafeína ao risco de baixo peso
ao nascer em 50 % dos estudos, assim como houve aumento da idade gestacional associado à cafeína
de café e de intervenções neonatais associadas ao consumo de cafeína de chocolate; não foi
identificado associação do consumo de cafeína com paralisia cerebral. Conclusão: Observou-se a
correlação da exposição acentuada à cafeína durante a gravidez às consequências prejudiciais no
neonato, com ênfase em alterações antropométricas, porém, ainda se fazem necessários mais estudos,
visto que as informações não são absolutas.
Palavras-chaves: Cafeína. Efeitos Tardios da Exposição Pré-Natal. Neonatologia.
Referências
ARKSEY, Hilary; O'MALLEY, Lisa. Scoping studies: towards a methodological
framework. International journal of social research methodology, v. 8, n. 1, p. 19-32, 2005.
CHEN, Ling-Wei et al. Maternal, but not paternal or grandparental, caffeine intake is associated with
childhood obesity and adiposity: the Lifeways Cross-Generation Cohort Study. The American
journal of clinical nutrition, v. 109, n. 6, p. 1648-1655, 2019.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
PEACOCK, Amy et al. Adherence to the caffeine intake guideline during pregnancy and birth
outcomes: A prospective cohort study. Nutrients, v. 10, n. 3, p. 319, 2018.
PETERS, Micah et al. The Joanna Briggs Institute reviewers' manual 2015: methodology for JBI
scoping reviews. 2015.
VITTI, Fernanda Pino et al. Association between caffeine consumption in pregnancy and low birth
weight and preterm birth in the birth Cohort of Ribeirão Preto. Revista Brasileira de Ginecologia e
Obstetrícia, v. 40, n. 12, p. 749-756, 2018.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
ADOECIMENTO E MORTE POR COVID-19 ENTRE TRABALHADORAS(ES) DE
ENFERMAGEM NO BRASIL: o que dizem os dados do Observatório de Enfermagem - Cofen
Modalidade: Pesquisa original
Autoras: Nádia Dariely de Souza Santos
Darleanne Batista Gonzaga
Orientadora: Ana Paula Nogueira de Magalhães
RESUMO
Introdução: Dentre os trabalhadores que estão na linha de frente da assistência ao paciente com
COVID-19, o maior contingente é o da Enfermagem. Tais trabalhadoras(es) têm sido as/os mais
vulneráveis ao adoecimento e morte por COVID-19, em virtude do trabalho centrado no cuidado,
envolvendo contato direto com pacientes, somado às condições precárias de trabalho. Objetivos: O
objetivo deste estudo foi descrever os casos confirmados e óbitos por COVID-19 entre as
trabalhadoras(es) de Enfermagem no Brasil. Metodologia: Estudo descritivo, contendo dados sobre
casos confirmados e óbitos causados por COVID-19 em trabalhadoras(es) da Enfermagem, obtidos
por meio do Observatório de Enfermagem – Conselho Federal de Enfermagem. Resultados: Até o
dia 26/04/2021, foram registrados 54.464 casos confirmados e 773 óbitos por COVID-19 entre
trabalhadoras(es) de Enfermagem do território brasileiro. Observa-se que as mulheres foram as que
mais adoeceram (85,31%) e morreram (67,66%) por COVID-19. São Paulo (9.233) e Bahia (6.436)
foram os estados que apresentaram maiores números de casos, enquanto Alagoas (170) apresentou o
menor número. Quanto aos óbitos, São Paulo (100) e Amazonas (80) foram os que apresentaram
maiores números de mortes, enquanto Rio Grande do Norte (4), o menor. Conclusões: As mulheres
foram as que mais adoeceram e morreram por COVID-19, sobretudo nos estados de São Paulo,
Bahia e Amazonas. É fundamental reconhecer a importância da Enfermagem no enfrentamento da
pandemia e ao mesmo tempo, garantir condições de trabalho que protejam essa categoria
profissional.
Palavras-Chave: COVID-19. Enfermagem. Epidemiologia. Saúde Coletiva.
Referências
DUPRAT, Irena Penha; MELO, Géssyca Cavalcante de. Análise de casos e óbitos pela COVID-19 em
profissionais de enfermagem no Brasil. Rev. bras. saúde ocup., São Paulo, v. 45, e30, 2020 .
PERSEGONA, Marcelo Felipe Moreira et al. Observatório da Enfermagem: ferramenta de monitoramento
da Covid-19 em profissionais de Enfermagem. Enfermagem em Foco, [S.l.], v. 11, n. 2.ESP, dez. 2020.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
FERREIRA DO NASCIMENTO, Vagner et al. Impacto da COVID-19 sob o trabalho da enfermagem
brasileira: aspectos epidemiológicos. Enfermagem em Foco, [S.l.], v. 11, n. 1.ESP, ago. 2020. ISSN
2357-707X.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
SINTOMAS E COMPLICAÇÕES DA COVID-19 EM PACIENTES INTERNADOS EM
ARAPIRACA/AL
Modalidade: Pesquisa original
Autoras: Marta Maurícia Limeira de Oliveira
Karolina Alves dos Santos
Maria Cristina Cavalcante da Silva
Elzicléa de Oliveira Silva
Gisele Lopes Oliveira
Orientadora: Luciana Xavier Pereira
RESUMO
Introdução: Os sintomas da COVID-19 (Coronavirus Disease 2019) são variados e diversas
complicações têm sido identificadas em casos graves da doença (AGGARWAL et al., 2020;
BRASIL, 2020). Conhecer as formas de apresentação clínica é essencial para melhor intervenção e
manejo do paciente, sendo escassos ainda estudos que descrevam estas características entre os
brasileiros infectados. Objetivos: Identificar os sintomas e as complicações que foram desenvolvidas
por pacientes internados com COVID-19 em Arapiraca/AL. Metodologia: A coleta de dados foi
realizada de prontuários dos pacientes internados com COVID-19 em Arapiraca/AL. Realizou-se
análise descritiva, identificando tipos e frequência de sintomas e complicações. Método aprovado
pelo comitê de ética: Parecer 4.211.619. Resultados: Entre os pacientes avaliados (n=152), os
principais sintomas foram dispneia (84,21%) e tosse (81,58%), seguidos de outros sintomas como
febre (67,76%), mialgia (26,32%), cefaleia (18,42%), alteração do paladar (14,47%), sintomas
gastrointestinais (14,47%) e dor de garganta (4,61%). Mais de 30% (n=50) dos pacientes
apresentaram complicações e entre estes, 74% (n=37) necessitaram de UTI. As complicações
identificadas foram Insuficiência Respiratória Aguda (23,03%), Tromboembolismo Venoso (0,66%),
Cardiovasculares (1,32%), Choque Séptico (3,95%) e Lesão Renal Aguda (3,95%). Conclusões: Os
sintomas mais comuns foram dispneia e tosse e a complicação mais prevalente foi Insuficiência
Respiratória Aguda, como já identificado em estudos com outras populações (AGGARWAL et al.,
2020; HUANG et al., 2020). A maioria dos pacientes com complicação necessitou de UTI, indicando
possível relação entre desenvolvimento de complicações e gravidade da doença, embora análises
estatísticas sejam necessárias.
Palavras-Chave: COVID-19. Sintomas. Complicações.
Referências
AGGARWAL, Saurabh et al. Clinical features, laboratory characteristics, and outcomes of patients
hospitalized with coronavirus disease 2019 (COVID-19): early report from the United States.
Diagnosis, v. 7, n. 2, p. 91-96, 2020.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. 2020. Guia de Vigilância
Epidemiológica Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional Pela Doença Pelo
Coronavírus 2019. Guia de Vigilância Epidemiológica Emergência de Saúde Pública de
Importância Nacional Pela Doença Pelo Coronavírus 2019. Brasília/DF: Ministério da Saúde,
2020. p.1–37.
HUANG, Chaolin et al. Clinical features of patients infected with 2019 novel coronavirus in Wuhan,
China. The lancet, v. 395, n. 10223, p. 497-506, 2020.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
PERFIL EPIDEMIÓGICO DA VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA IDOSAS NO ESTADO DE
ALAGOAS
Modalidade: Pesquisa original
Autoras: Deisiane Vieira Santos
Kélvia Vieira Santos
Janielly Silva Oliveira
Joseane Pastora Olimpio de Araujo
Orientadora: Patrícia de Paula Alves Costa da Silva
RESUMO
Introdução: O presente trabalho apresenta dados da violência sexual cometida contra idosas no
estado de Alagoas, entre os anos de 2009-2018. Objetivo: o estudo teve por objetivo traçar o perfil
epidemiológico dos casos de violência sexual cometidos contra idosas no estado de Alagoas.
Metodologia: Estudo transversal, retrospectivo, de abordagem quantitativa, com análise descritiva.
Foram extraídos dados secundários obtidos na plataforma do DATASUS/SINAN, de 21 idosas
notificadas no sistema, para a interpretação dos dados foi utilizado análise absoluta, no Microsoft
Excel. Resultados: A maioria das vítimas era de raça parda (47%), a maioria era analfabeta (33%)
outras 28% tinham até a 4° série do ensino fundamental. O principal local de ocorrência foi a
residência (62%), em 24% dos casos houve suspeita de uso de álcool, 24% das vítimas relataram
episódios anteriores de violência, quantos os encaminhamentos de saúde e a evolução dos casos, a
maioria dos casos estava em branco (71%), os principais agressores (48%) foram desconhecidos e
amigos ou conhecidos (29%). Conclusão: Observou-se que a maioria das notificações estava
incompleta, em branco, havia poucos registros de casos de violência sexual contra idosos, podendo
haver subnotificação dos casos, e a importância da capitação profissional para notificar e identificar
situações de violência.
Palavras-chave: Violência sexual. Abuso de idosos. Perfil epidemiológico.
Referências
ACOSTA, D.F.; et al. Violência sexual: da denúncia à criminalização do agressor. Rev enferm.
UERJ, Rio de Janeiro, 24(2): e11518, 2016.
HOHENDORFF, J.V.; et al. Caracterização da violência contra idosos a partir de casos notificados
por profissionais da saúde. Revista da SPAGESP, 19(2), 64-80,2018.
RODRIGUES, C.L.; ARMOND, J.E.; GORIOS, C. Agressões físicas e sexuais contra idosos
notificadas na cidade de São Paulo. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol., Rio de Janeiro; 18(4):755760,2015.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
GIL, A.P; et al. Estudo sobre pessoas idosas vítimas de violência em Portugal: sociografia da
ocorrência. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 31(6):1234-1246, jun, 2015.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
PERFIL DE COMORBIDADES EM PACIENTES INTERNADOS COM COVID-19 EM
ARAPIRACA/AL
Modalidade: Pesquisa original
Autoras: Karolina Alves dos Santos
Raylla Karlla Batista Gama
Gisele Lopes Oliveira
Camila Barbosa Ferro
Josefa Rita da Silva
Orientadora: Luciana Xavier Pereira
Introdução: O desenvolvimento de formas graves da COVID-19 (Coronavirus Disease 2019) tem
sido relacionado com a presença de comorbidades. Estudos mostram que entre pacientes graves há
prevalência de doenças subjacentes, principalmente diabetes (DM) e doença cardiovascular (DCV)
(HUANG et al., 2020; ZHANG et al., 2020). Como estas estão entre as principais doenças crônicas
não transmissíveis no mundo (WHO, 2020) torna-se preocupante essa relação em meio a pandemia
atual e essencial maiores investigações do perfil de comorbidades entre pacientes com COVID-19.
Objetivos: Identificar as comorbidades de pacientes internados com COVID-19 em Arapiraca/AL.
Metodologia: Dados referentes às comorbidades de pacientes internados com COVID-19 em
hospitais de Arapiraca/AL foram coletados dos prontuários e realizada análise descritiva. Pesquisa
aprovada pelo comitê de ética em pesquisa: Parecer 4.211.619. Resultados: A partir da análise de
152 prontuários, as principais comorbidades identificadas foram hipertensão (55,26%), diabetes
(31,58%), doença respiratória crônica (3,95%) e doença renal crônica (0,66%). Entre os pacientes de
UTI (n=26), 65,38% eram hipertensos e 53,85% eram diabéticos. Na população estudada foram
identificados 27 óbitos, dos quais, mais de 45% dos pacientes apresentavam hipertensão (66,67%)
e/ou diabetes (48,15%). Conclusões: As principais comorbidades identificadas neste estudo foram
hipertensão e diabetes, o que está em consonância com resultados encontrados em outras pesquisas
(HUANG et al., 2020; ZHANG et al., 2020). A maioria dos pacientes em UTI e/ou que foram a óbito
apresentou algum tipo de comorbidade, porém, análises estáticas são necessárias para identificar a
existência de associação entre esses fatores.
Palavras-Chave: COVID-19. Comorbidades. UTI.
Referências
HUANG, C. et al. Clinical features of patients infected with 2019 novel coronavirus in Wuhan,
China. The Lancet, v. 395, n. 10223, p. 497–506, 2020.
ZHANG, J. JIN et al. Clinical characteristics of 140 patients infected with SARS-CoV-2 in Wuhan,
China. Allergy: European Journal of Allergy and Clinical Immunology, v. 75, n. 7, p. 1730–
1741, 2020.
WHO. Noncommunicable diseases. Atualização 2021. Disponível em: <https://www.who.int/newsroom/fact-sheets/detail/noncommunicable-diseases>. Acesso em: 20 abr. 2020
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
SERVIÇO, ENSINO E PESQUISA EM SAÚDE DO TRABALHADOR: um relato de
experiência
Modalidade: Relato de experiência
Autores: Karol Fireman de Farias
, Israel Faustino dos Santos
Paulo Pedro de Freitas
José Anderson dos Santos
Meirielly Kellya Holanda da Silva
Andreivna Kharenine Serbim
RESUMO
Introdução: O trabalho é um importante determinante da condição de vida do indivíduo, não apenas
pelo fato de gerar renda, mas também por trazer à tona a exposição a fatores que possam colocar em
risco a saúde do trabalhador ou trabalhadora e sua família. Objetivos: Descrever a experiência de
docentes e discentes sobre a participação em uma mesa redonda sobre os aspectos do serviço, ensino
e pesquisa em saúde do trabalhador. Métodos: Trata-se de um relato de experiência de docentes e
discentes de enfermagem sobre a participação em uma mesa redonda sobre o serviço, ensino e
pesquisa em saúde do trabalhador no estado de Alagoas, realizada em momento único, com quatro
horas de duração, através da plataforma Google Meet, durante a 13ª Semana de Enfermagem em
Arapiraca (SENAr), organizada pelo curso de Enfermagem da UFAL – Campus de Arapiraca. Um
dos objetivos deste momento foi esclarecer a atual conjuntura da saúde do trabalhador no estado de
Alagoas. Foram convidados para esta roda de conversa pesquisadores do Grupo de Estudos:
Trabalhadores Rurais e Agrotóxicos (GTRA) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL),
representantes do Centro Regional de Referência em Saúde do Trabalhador – CEREST de Arapiraca
e do CEREST estadual e da Vigilância em Saúde Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde de
Alagoas – SESAU. Resultados: Na roda de conversa estiveram presentes cerca de 90 participantes
online simultaneamente, dentre estes estão os convidados, docentes, discentes e profissionais de
saúde. Foram abordados na discussão os papéis do CEREST e da Vigilância em Saúde Ambiental no
cuidado à saúde do trabalhador e na prevenção e notificação de agravos decorrentes do trabalho.
Além disso, foi discutida a importância da alfabetização em saúde no âmbito da saúde do
trabalhador, principalmente no que tange ao entendimento dos trabalhadores sobre as orientações que
são recomendadas para o manuseio de substâncias tóxicas de quaisquer naturezas. Também foram
abordadas outras questões importantes para o estado de Alagoas, como a situação de saúde dos
trabalhadores da cana, a qualidade do ar, solo e da água para consumo e a relação dos determinantes
sociais de saúde e os fatores determinantes e condicionantes de saúde com o processo de
adoecimento de trabalhadores rurais. Todas as dúvidas que surgiram durante a roda de conversa,
foram sanadas através de informações recentes e confiáveis, assim como pelas evidências científicas
disponíveis na literatura. Ao final, os participantes demonstraram grande satisfação em terem
participado deste momento de discussão. Conclusões: Este momento foi de grande importância para
a formação acadêmica e profissional dos estudantes envolvidos, pois ao compreender melhor a
região em que trabalharão, podem traçar estratégias de prevenção e cuidado mais eficazes, tendo em
vista as necessidades locais e regionais. É indiscutível a necessidade de um olhar mais atento ao
cuidado para com os trabalhadores, demonstrando a importância da realização e pesquisas que
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
tragam benefícios para este público. Da mesma forma, evidencia-se o papel central do enfermeiro na
saúde do trabalhador, tendo em vista a ampla visão deste profissional dentro da atenção básica.
Palavras-chave: Enfermagem. Saúde do Trabalhador. Vigilância em Saúde Ambiental.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
SEÇÃO ESPECIAL
II Encontro Científico do Agreste Alagoano dos Distúrbios do Sono
“Dormir bem, viver bem e envelhecer bem”
2020
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
INFLUÊNCIA DO CICLO SONO-VIGÍLIA NA EQUIPE DE ENFERMAGEM
Modalidade: Revisão de literatura
Autores: Clara Carollyne Lins de Souza
Yana Beatriz Farias
Milena Ferreira Santos
Tainá Micaelle Ferreira Santos
Tarcio Sobral Gonçalves
RESUMO
Introdução: A equipe de enfermagem é predominantemente feminina, e é composta por
enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem que atuam na assistência ao indivíduo. É uma
profissão que, em diversas situações, é desempenhada 24 horas no dia, não seguindo um padrão;
destarte, a atividade pode ser desempenhada em horários alternados, ou fixos não usuais, a exemplo
do trabalho no noturno. Devido à desvalorização salarial, o profissional por muitas vezes, amplia sua
jornada diária de trabalho, adquirindo mais de um emprego com o intuito de melhorar sua condição
financeira, contudo, há um aumento em sua exposição a riscos, bem como um maior desgaste físico e
emocional. O trabalho em turno noturno altera os períodos de sono e vigília, transgredindo as regras
do funcionamento fisiológico humano. Além disso, pode desencadear sensações de mal-estar e
flutuações no humor. Com isso, objetivou-se ampliar o conhecimento sobre o ciclo sono-vigília entre
os enfermeiros e como ele afeta em problemas relacionados à saúde a curto, médio ou longo prazo.
Metodologia: Trata-se de uma pesquisa do tipo revisão de literatura. Realizou-se um levantamento
bibliográfico com busca eletrônica nas bases de dados nas bases de dados disponíveis na Biblioteca
Virtual em Saúde: Scientific Eletronic Library Online (ScieELO) e na biblioteca eletrônica USA
National Library of Medicine (MEDLINE/PubMed). Foram encontrados 31 artigos entre os anos de
1995 a 2019, utilizando apenas 8 para compor a amostra final. Como forma de exclusão foram
artigos inferiores a 2009 e por não corresponder ao assunto referido. Resultados: As consequências
da realização do trabalho no período noturno na saúde do trabalhador manifestam-se com alterações
do equilíbrio biológico, dos hábitos alimentares, do sono, da perda de atenção, da acumulação de
erros, do estado de ânimo e da vida familiar e social. Constatou-se desgaste físico e emocional ao
decorrer do plantão, onde notava-se que no início do plantão o estado emocional como “estar
interessado” e “estar calmo” eram mais evidentes e já no final é notório o desgaste. Supõe-se que os
enfermeiros não consigam estar no mesmo ritmo do início, gerando implicações na qualidade de vida
desses trabalhadores no local de trabalho, levando-os ao estresse. Conclusão: Em presença da
multiplicidade de fatores associados ao trabalho em turnos que podem causar danos à saúde do
enfermeiro hospitalar, abordagens sistêmicas devem ser adotadas pelas instituições hospitalares, para
suprir as necessidades e expectativas dos trabalhadores. A qualidade de vida no trabalho deve ser
resgatada por meio da realização de melhorias na organização, como medidas de apoio à saúde
ocupacional e melhor planificação das jornadas e escalas.
Palavras-chave: Enfermagem. Distúrbios do sono. Hospital.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
A INFLUÊNCIA DOS DISTÚRBIOS DO SONO NA INTENSIFICAÇÃO
DA FIBROMIALGIA
Modalidade: Revisão de literatura
Autores: Samilla Cristinny Santos
Lívia Maria Barbosa Neves
Mônica Thalia Brito de Melo
Roberta Karolline de Souza Lima
Daniel Martins Correia
Orientadora: Carolinne de Sales Marques
RESUMO
Introdução: A fibromialgia é uma doença de etiopatogenia em grande parte desconhecida, que
possui uma maior prevalência na população feminina e relaciona-se com interações de fatores
genéticos, neuroendócrinos e psicológicos. Evidencia-se principalmente por dor musculoesquelética
difusa e crônica, sem evidência de causas inflamatórias, além de pontos dolorosos específicos à
palpação, chamados tender points. A relação entre distúrbios do sono e pacientes com fibromialgia é
caracterizada não só pela influência destes na origem da dor crônica, mas também na intensificação
sintomatológica. Dessa forma, a compreensão sobre a qualidade do sono desses pacientes é de
fundamental importância para entender a fisiopatologia da doença e possibilitar uma abordagem
terapêutica multidisciplinar mais eficaz. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura sobre a
influência dos distúrbios do sono na fibromialgia. Utilizaram-se as bases de dados Lilacs e Scielo,
através das palavras chaves: distúrbios do sono, fibromialgia e sono. O levantamento bibliográfico
possibilitou a seleção de quatro artigos que foram publicados no período de 2003 a 2010. Revisão da
literatura: Mesmo com a escassez de estudos mais atualizados sobre a temática, a literatura
disponível demonstra uma alta prevalência de distúrbios do sono em pacientes com fibromialgia e
uma expressiva relação entre eles e o aumento da cronicidade da dor. Assim, alterações no ciclo
circadiano podem ser essenciais à compreensão da fisiopatologia da doença já que, por
comprometerem a regulação do sistema neuroendócrino, modificam as concentrações de hormônios
que são intrínsecas aos estágios do sono como acontece com o hormônio do crescimento (GH).
Desse modo, a sensação de fadiga matutina, relacionada à falta do efeito reparador do GH sobre a
manutenção e regeneração dos músculos durante o descanso, tende a intensificar ainda mais as dores
musculares e se assemelha à síndrome de deficiência do GH no adulto, com fadiga e dor
musculoesquelética dispersa. Logo, uma noite de sono sem qualidade estabelece um ciclo de
perpetuação da sintomatologia, no qual o dia é consideravelmente mais doloroso e sucedido de uma
noite com as mesmas problemáticas. Tais fatores se relacionam à presença relevante da insônia na
fibromialgia, pois tanto a intensidade da dor, como o despertar frequente durante a noite, levam a
uma dificuldade para iniciar e manter o dormir. Sendo assim, a agitação e superficialidade do sono
implicam diretamente na qualidade de vida dos pacientes fibromiálgicos, os quais manifestam
cansaço crônico e piora do quadro clínico. Conclusão: Um ciclo vicioso pode ser estabelecido entre
os distúrbios do sono e a fibromialgia, pois perturbações deste tipo, além de aumentarem as dores
musculares, intensificam problemas psicológicos como estresse, ansiedade e depressão, fatores que
acentuam o processo doloroso, dificultam o potencial reparador do descanso e limitam ainda mais a
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
capacidade funcional do indivíduo fibromiálgico. Logo, intervenções são necessárias para melhoria
na qualidade do sono destes pacientes por meio de novas pesquisas que visem a busca por
tratamentos adequados, a fim de proporcioná-los maior qualidade e perspectiva de vida.
Palavras-chave: Distúrbios do sono. Fibromialgia. Sono.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
INSÔNIA E ENVELHECIMENTO HUMANO: uma revisão de literatura
Modalidade: Revisão de literatura
Autoras: Edirlânia Rose Borges Cavalcante
Layza Linayara da Silva Santos
Bárbara Fernanda Santos Alcântara
Jacqueline Alves Gonçalves
Hyandra Sergio de Vasconcelos Silva
Orientadora: Imaculada Pereira Soares
RESUMO
Introdução: O presente estudo tem como objetivo refletir, de acordo com a literatura, as implicações
da insônia no envelhecimento humano partindo de que este é um problema de saúde pública que
acomete a todas idades e, sendo comum na população idosa. Metodologia: Trata-se de uma revisão
de literatura de natureza descritiva e qualitativa, onde foi pesquisada nas bases de dados indexados a
Biblioteca Virtual de Saúde: Scielo, BDENF e Lilacs; utilizando os descritores insônia;
envelhecimento humano; qualidade de vida. Como critério de inclusão foram selecionados os
estudos publicados no período de 2014 a 2019, completos na integra em português e que atendessem
ao objetivo proposto. Foram excluídos aqueles que não estivessem dentro dos critério de inclusão.
Revisão da literatura: A insônia possui causa multifatorial e está relacionada com a privação do
sono. Relatos apontam que 50% dos idosos são acometidos por transtornos do sono, sendo a insônia
a que mais prevalece principalmente na população idosa feminina. Estudos apontam que está
relacionada a problemas crônicos e pontuam sobre a utilização aumento da utilização de medicações
para dormir. Dessa forma, é possível identificar que a privação do sono interfere de forma negativa
na qualidade de vida, onde a literatura descreve sobre as principais consequências: desequilíbrio,
diminuição da capacidade de concentração, memória, dentre outros; sendo assim, um risco para
quedas e outros acidentes. Conclusão: Diante das informações elencadas, foi possível identificar que
a insônia interfere de forma negativa na qualidade de vida em idosos, entretanto, está presente em
todas as fases da vida.
Palavras-chave: Insônia. Envelhecimento humano. Qualidade de vida.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
ON-LINE OU OFF-LINE? Influência de jogos na internet e padrão do sono em adolescentes
Modalidade: Revisão de literatura
Autores: Darlyson José da Silva Santos
Monaliza Stephany César Silva
Thulio Vieira de Brito
Marya Fernadha Santos Santana
Orientadora: Sabrina Ângela França da Silva
RESUMO
Introdução: Com o advento da terceira Revolução Técnico-Científico-Informacional foi possível ter
acesso à internet, utilizada como meio de informação, entretenimento e socialização. Entretanto, vêse que a utilização excessiva e desregrada dessa ferramenta é uma problemática da sociedade
moderna. Alguns estudos já classificam esse uso excessivo como dependência da internet e
comportamentos associados ao uso problemático da internet. Estes podem apresentar sintomas como
preocupação, abstinência, tolerância, incapacidade de reduzir ou parar, apesar do desejo de fazê-lo,
desistindo de outras atividades em favor de jogos on-line, por exemplo. Além de resultados negativos
que incluem mau desempenho escolar, comportamento de oposição, suicídio e anormalidades do
sono. Nesse sentido, o objetivo do estudo é identificar a influência do uso abusivo de jogos on-line e
internet com o padrão de sono em adolescentes. Metodologia: O presente trabalho foi desenvolvido
através de revisão de literatura sobre Dependência da Internet e comportamentos associados ao uso
problemático dessa ferramenta. Utilizou-se a base de dados Scielo e PubMed para pesquisa de
artigos relacionados ao tema, selecionando apenas aqueles considerados relevantes a partir dos
critérios de inclusão e exclusão. Resultados: A dependência de Internet/jogos on-line foi observada
em adolescentes, do sexo masculino, principalmente. Entre 24 a 31% dos participantes do estudo
utilizaram pelo menos 3 horas do seu dia para jogar. A consequência dessa dependência está
associada a distúrbios do sono, como a insônia, por ter um impacto significativo no ritmo circadiano
e sonolência diurna excessiva, filiada a menor quantidade de horas de sono dormidas durante à noite
decorrente do uso antes de dormir. Conclusão: A partir dos dados oferecidos pela literatura pode-se
inferir que Transtorno de dependência da Internet possui associação com distúrbios do sono e
sonolência diurna excessiva. Dessa forma, vê-se o quão relevante esse estudo é hodiernamente e a
necessidade de conscientização da condição entre pais, educadores, profissionais de saúde voltados
ao diagnóstico e a prevenção.
Palavras-chave: Dependência da internet. Distúrbios do sono. Padrão do sono.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO SONO EM DIABÉTICOS: revisão de literatura
Modalidade: Revisão de literatura
Autoras: Maria Cristina Cavalcante da Silva
Beatriz Domingos Silva
Lívia Andressa Silva do Carmo
RESUMO
Introdução: O sono é uma condição fisiológica que tem como finalidade o reestabelecimento de
energia para o corpo, e determinados fatores podem influencia-lo diretamente. Um exemplo desses
fatores é o diabetes, grupo de doenças metabólicas caracterizadas por elevação da glicose no sangue
(hiperglicemia). Algumas características e sintomas próprios do diabetes podem levar a um sono de
má qualidade, sendo possível até mesmo o desenvolvimento de condições mais complexas, como a
insônia crônica. Um modo subjetivo de medir a qualidade do dormir é o Questionário de Pittsburgh
sobre a Qualidade de Sono (PSQI), que visa avaliar o sono no último mês. O questionário considera
score menor ou igual a cinco como um sono de boa qualidade, já o score maior que cinco é
considerado de má qualidade. Metodologia: realizada revisão da literatura atual sobre a temática, a
partir de bases de dados Scielo, Pubmed e Medline, do período de 2015 a 2019. Foram incluídos
trabalhos em português e inglês. Revisão da literatura: A maioria dos estudos mostrou que os
pacientes diabéticos possuem um PSQI maior que cinco, ou seja, estão dentro da classificação que
qualifica o sono como de má qualidade. O intervalo da moda do PSQI entre os pacientes estudados
esteve entre 5,94 e 8,9. Dentre isso, três fatores relacionados a esse score apareceram com relativa
frequência entre os indivíduos afetados: longo tempo de diagnóstico do diabetes, tratamento com
insulina e controle glicêmico inadequado. Percebeu-se que a baixa qualidade do sono está mais
relacionada a três características: duração do sono, latência do sono (duração de tempo que se leva
para adormecer após deitar) e eficiência do sono (tempo de sono em minutos dividido pelo tempo na
cama em minutos). Os pacientes com o PSQI mais alto apresentaram em sua maioria baixo tempo de
sono (7,9%), demonstrando um controle glicêmico deficiente. Além dessas questões, existem ainda
outras que podem estar relacionadas. Uma alta taxa de HbA1c pode gerar sede e noctúria, o que
também afeta a qualidade do sono, pois essas situações leva o paciente a apresentar um sono mais
fragmentado. Conclusão: Visto que a grande probabilidade da inter-relação do diabetes com a
qualidade de sono pode comprometer a vida dos pacientes, torna-se prudente que novos estudos
sejam realizados, com o objetivo de analisar outros fatores associados, bem como aprofundar os já
mostrados. Além disso, é necessário que os profissionais da saúde investiguem a qualidade do sono
dos pacientes, correlacionando com o diabetes, dando orientações que possam melhorar essa área,
como um maior controle glicêmico, que pode ser alcançado com uma rotina de alimentação
equilibrada e de exercícios físicos, além da adesão correta ao tratamento medicamentoso. Em suma,
com tais estudos é possível observar que o controle do diabetes também é importante para uma boa
qualidade do sono.
Palavras-chave: Distúrbios do sono. Qualidade do sono. Diabetes. PSQI.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
A INFLUÊNCIA DO SONO NAS DESORDENS HORMONAIS QUE PREDISPÕEM A
OBESIDADE
Modalidade: Revisão de literatura
Autoras: Beatriz Domingos Silva
Maria Cristina Cavalcante da Silva
Karolina Alves dos Santos
Marta Maurícia Limeira de Oliveira
Fernanda Pereira de Macedo
Orientadora: Luciana Xavier Pereira
RESUMO
Introdução: O sono é o evento responsável pela manutenção e regulação de diversas funções
fisiológicas, tais como as atividades do sistema imunológico, metabolismo corporal e balanço
hormonal. Recentemente a relação entre sono e o desenvolvimento de obesidade e outras doenças
vem sendo estudada, visto que sua insuficiência está ligada à falta de energia e alterações hormonais
relacionadas à fome. Assim, esse trabalho tem como objetivo analisar a relação entre a privação do
sono e desordens hormonais que podem predispor à obesidade Metodologia: Realizou-se a busca na
Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando o termo “obesidade e distúrbios do sono”. Aplicaram-se os
filtros: artigos publicados entre 2015 e 2019; aspecto clínico: etiologia; e assunto principal: sono,
resultando em 11 artigos, dos quais foram selecionados 6. Os critérios de inclusão foram: artigos que
tratassem sobre sono e obesidade, publicados entre 2015 e 2019. Foram incluídos trabalhos em
português e inglês. Revisão da literatura: O sono em quantidade e qualidade adequadas é
fundamental para o funcionamento de processos hormonais e a regulação do apetite. Observou-se
que sono insuficiente está associado a um aumento no Índice de Massa Corpórea (IMC) e,
consequentemente, maior risco de obesidade. Isso se deve à, dentre outras coisas, alterações causadas
na produção e liberação dos hormônios leptina e grelina. A leptina é um hormônio produzido pelos
adipócitos, que age como um sinalizador da saciedade. Já a grelina, é um hormônio produzido pelo
estomago que envia sinais ao hipotálamo durante o jejum para estimular a fome. A privação do sono
em duas noites consegue desestabilizar o balanço hormonal, aumentando a secreção de grelina e
diminuindo a secreção de leptina, aumentando, dessa forma, a fome. Além disso, uma má qualidade
de sono persistente está associada a uma diminuição ainda maior dos níveis de leptina, que pode
estimular o aumento da secreção de hipocretina que, estende o estado de vigília e facilita a busca por
alimentos. Assim, essas alterações nos níveis de leptina e grelina aumentam o apetite e diminuem a
saciedade, como consequência, tem-se o ganho de peso e a obesidade. Conclusão: Conclui-se,
portanto, que os distúrbios do sono têm relação direta com a obesidade e, dessa forma, a manutenção
do sono adequado tem um papel importante na conservação da vida saudável e deve ser incluída nas
ações de prevenção do ganho de peso.
Palavras-chave: Sono. Obesidade. Leptina. Grelina.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
FATORES DE RISCO PARA APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO EM UNIVERSITÁRIOS
Modalidade: Pesquisa original
Autora: Edirlânia Rose Borges Cavalcante
Orientadora: Christiane Cavalcante Feitoza
RESUMO
Introdução: O sono é um processo fisiológico fundamental para homeostase corporal. Para
compreender o sono é necessário estudar os mecanismos que envolvem a vigília e, assim, perceber a
influência de um sobre o outro. Por ser um processo regulado fisiologicamente, o sono influência nas
funções neuroendócrina e metabólica, no qual sua privação ou má qualidade pode estar associada ou
ser causa de várias doenças. O sono não reparador é fator de risco para o desenvolvimento de
diversas morbidades, entre as quais está a Apneia Obstrutiva do Sono, obstrução das vias aéreas
superiores, impedindo a passagem de ar durante o sono. O ritmo acelerado trazido pela sociedade
moderna faz com que os indivíduos reduzam suas horas de sono, seja pela busca por passatempos,
atividades sociais ou necessidade de mais horas dedicadas aos filhos. Além disso, o advento da vida
universitária traz responsabilidades que exigem, por vezes, horários variados. Objetivo: Identificar a
prevalência de Apneia Obstrutiva do Sono e caracterizar os fatores de risco para o seu
desenvolvimento em universitários. Material e métodos: Estudo transversal observacional analítico,
aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob número 2.970.592 realizado com universitários
entre os meses de outubro e dezembro de 2019. Foram utilizados dois questionários:
Sociodemográfico/Saúde e Questionário de Berlim, o primeiro para caracterizar condição
sociodemográfica e de saúde dos participantes e o segundo para rastrear o risco de AOS entre eles.
Os dados foram coletados e armazenados em planilha eletrônica para análise. Resultado:
Participaram do estudo 47 universitários, dos quais 66% foram do sexo feminino e 34% do sexo
masculino, com idade variando entre 18 e 40 anos. Entre os universitários, 4,25% têm filhos, 10,6%
possuem algum curso de graduação concluído, 76,6% cursam enfermagem, 19,14% cursam
medicina, 2,13% cursam administração e 2,13% educação física, dos quais 95,75% estudam em
curso de turno integral. Além disso, 10,6% trabalham, com média de 5 horas por dia. A prevalência
de universitários com AOS foi de 6,4%, todos fazendo curso de graduação em horário integral.
66,6% deles possuem trabalho remunerado, com média de 7,1 horas de trabalho por dia, sendo 50%
apenas noturno e 50% com horário diurno e noturno. 8,5% apresentaram baixo peso, 65,9%
apresentaram peso normal, 12,8% apresentaram sobrepeso e 12,8% obesidade. 2,13% são
hipertensos e nenhum é diabético. Quanto ao histórico familiar 78,7% relataram ter algum familiar
com hipertensão arterial e 40,4% relataram presença de diabéticos na família. Conclusão: O perfil
traçado de universitários com alto risco para AOS foi o dos que pertencem a cursos de turno integral,
encontram-se com peso adequado e a maioria possui trabalho noturno. Nenhum estudante com AOS
relatou diabetes, hipertensão ou apresentou pressão arterial alterada. Entretanto, muitos relataram
histórico familiar dessas doenças, fator de risco para o seu desenvolvimento. Apesar destes
resultados mostrarem que os estudantes apresentaram IMC adequado e pressão arterial satisfatória,
condições como trabalho noturno, histórico familiar de hipertensão e diabetes e etilismo não devem
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
ser ignorados, considerando-se que a qualidade de vida e de sono dos universitários são capazes de
refletir no seu desempenho acadêmico.
Palavras-chave: Apneia Obstrutiva do Sono. Transtornos do Sono-Vigília. Estudantes. Anatomia.
Fisiologia.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
O USO DA OCITOCINA EM PESSOAS COM DISTÚRBIOS DE SONO
Modalidade: Revisão de literatura
Autores: Neíde Fernanda de Oliveira Silva
Marcela Porangaba Lopes
Vanessa Codeceira de Melo Alves
Reudo Heleno Amorim Pereira Filho
Orientador: Rafael Rocha de Azeredo
RESUMO
Introdução: Os distúrbios do sono podem causar impactos negativos, comportamentos anormais
associados ao sono que compreendem uma vasta gama de condições clínicas capazes de interferir de
forma maléfica em todos os órgãos e causando sonolência durante o dia. A ocitocina (OT) é um
hormônio endógeno que atua em grandes eventos como psiconeurobiológico, imunológico e
homeostático. A OT age numa infinidade de comportamentos neuroquímicos produzindo estado de
calma, atenuação sensorial, produz bom estado mental e bem-estar. Dessa forma, objetivou-se avaliar
as possíveis relações entre o neuropeptídio ocitocina, com os aspectos psicofisiológicos em pessoas
com distúrbios de sono. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa, realizada nas bases:
Google acadêmico, NCBI e Pubmed onde foram considerados artigos com resumos disponíveis
online, em inglês e português. Foram empregados os termos de indexação ou descritores: sono,
ocitocina, tratamento e qualidade de vida, isolados ou de forma combinada, com delimitação de um
intervalo temporal. O critério utilizado para inclusão das publicações era ter as expressões utilizadas
nas buscas no título ou palavras-chave. Foram escolhidos 6 artigos publicados entre os anos 2018 a
2019. Resultados: De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2003), 40% dos
brasileiros sofrem com algum tipo de dificuldade para dormir e não dormir durante a noite, traz
impactos negativos para o corpo e mente. Por anos, formas de minimizar e obter bem-estar e uma
boa saúde mental surgiram através de pesquisas com métodos inovadores que auxiliem com melhora
efetiva e com qualidade de vida. A OT é um hormônio endógeno sintetizado no hipotálamo, sendo
mediada através de um receptor interligado à proteína G e este à fosfolipase, sendo distribuída no
sistema nervoso central. Seus efeitos ocorrem no cérebro e no corpo possuindo papeis biológicos,
comportamentais, afetivo-emocional e modulador de dor, dando sensação de calma que auxilia de
forma positiva no tratamento de distúrbios do sono agindo na diminuição da frequência cardíaca,
facilitando a digestão e ajuda no relaxamento muscular. A OT sintética nasal está sendo utilizada
como opção de tratamento para distúrbios do sono, podendo moldar a personalidade e intervindo na
vida de milhares de pessoas. Conclusão: A ocitocina é recomendada para o bem estar psicofísico,
podendo ser usada durante toda vida com devido acompanhamento e seguindo prescrições, visto que
o uso indiscriminado pode trazer consequências sérias futuras.
Palavras-chave: Sono. Ocitocina. Tratamento. Qualidade de Vida.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE
ASSOCIAÇÕES ENTRE TRANSTORNO DÉFICIT DE ATENÇÃO COM
HIPERATIVIDADE E DISTÚRBIOS DO SONO: correlatos da literatura recente
Modalidade: Revisão de literatura
Autores: Amanda Jéssica Damasceno Santos
Wellington Lima Silva
Orientador: Lucas Kayzan Barbosa da Silva
RESUMO
Introdução: O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) caracteriza-se como
um distúrbio do neurodesenvolvimento sendo que sua ocorrência é comum durante a infância.
Pesquisas recentes apontam que os pacientes diagnosticados com tal transtorno tendem a apresentar
algumas alterações do sono. Dessa maneira, o objetivo desta pesquisa é avaliar as evidências
encontradas na literatura sobre as correlações entre os Distúrbios do Sono e o Transtorno de Déficit
de Atenção com Hiperatividade. Metodologia: Tratou-se de revisão integrativa da literatura através
do levantamento de pesquisas publicadas entre os anos de 2017 a 2020, em qualquer idioma,
utilizando-se os descritores "Attention Deficit Hyperactivity Disorder","sleep disorders" e o operador
booleano AND, nas bases de dados eletrônicas: PubMed, Scielo e Portal da CAPES. Foram
excluídos relatos de caso, teses, dissertações, monografias, revisões e artigos publicados em anos
anteriores a 2017. A análise dos trabalhos compreenderam a leitura do título e resumo, para
selecionar os artigos que seriam incluídos no estudo, posteriormente, após a seleção, foi realizada
análise dos textos completos nos quais os dados foram distribuídos em um banco de dados. Revisão
da Literatura: Foram selecionados seis estudos nos quais contemplaram artigos publicados em
revistas internacionais. Algumas pesquisas apontam que os distúrbios do sono apresentam-se
enquanto sintomas do TDAH, destacando sua relação. Os mais comuns foram, despertar noturno e
resistência ao sono. A insônia mostrou-se como distúrbio do sono prevalente em pacientes adultos
com TDAH do subtipo combinado. Crianças com TDHA com idade média de 10 anos apresentam
distúrbios do sono mais frequentemente que a população sem o transtorno, podendo ocorrer em até
62% dos casos; contudo, não há evidências suficientes que mostrem se os distúrbios do sono são
intrínsecos ao TDAH ou se o transtorno é um agravante. Com relação ao ritmo circadiano, o
cronotipo vespertino é mais recorrente no TDAH que na população em geral, assim, pessoas
diagnosticadas com TDAH dormem menos, refletindo negativamente nas funções executivas.
Conclusão: O presente estudo confirma a hipótese apresentada, destacando que as relações
existentes ainda são complexas. Encontraram-se poucas pesquisas que se propuseram a estudar a
relação entre TDAH e Distúrbios do Sono, com rigor científico, o que permite inferir que a produção
de trabalhos nesta área ainda é limitada e recente. Dessa maneira, esta revisão revelou a necessidade
de novas pesquisas em relação à temática, a fim de aprimorar o prognóstico e desenvolvimento de
intervenções adequada.
Palavras-chave: Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade. Transtornos do
Neurodesenvolvimento. Transtornos do Sono Vigília.
O TRABALHO EM ENFERMAGEM NO CONTEXTO DE CRISE