2.1 Diagnóstico Sede Arapiraca
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Produto II
Caracterização do corpo social por Unidade e
diagnóstico setorial da infraestrutura e das
instalações físicas
ARAPIRACA 2012
1
O Produto II do Plano Diretor do Campus Arapiraca é composto pelos
Diagnósticos das Unidades de Ensino: Sede – Arapiraca, Palmeira dos Índios,
Penedo e Viçosa. Sugere-se a leitura nessa ordem sequencial.
O relatório de cada Unidade de Ensino obedece à mesma estrutura redacional:
inicia-se com uma abordagem sobre o município em que está inserida a unidade, uma
descrição da implantação da unidade e das questões culturais. Em seguida é feita
uma caracterização do corpo social da comunidade acadêmica, e de forma detalhada
expõem-se as questões de infraestrutura que abordam desde a análise do
aproveitamento dos espaços até o funcionamento de instalações, as questões
paisagísticas, de conformação topográfica e de acessibilidade. Ao final da exposição
de todos os itens analisados, é feita a síntese dos principais problemas encontrados,
das principais potencialidades e das diretrizes propostas para a melhoria das
condições de funcionamento da Unidade. Como finalização do diagnóstico elaborado,
o produto III se fundamenta numa proposta de diretrizes gerais e setoriais, que
embasam o ordenamento físico e territorial na expectativa de uma consolidação dos
espaços universitários existentes e também de ampliações com a criação de
ambientes de convivência e de apoio as atividades de ensino, pesquisa e extensão.
2
DIAGÓSTICO
SEDE ARAPIRACA
[versão preliminar]
ARAPIRACA 2012
3
Plano Diretor da UFAL Campus Arapiraca, 2012.
Reitor da Universidade Federal de Alagoas
Eurico de Barros Lôbo Filho
Vice-reitora da Universidade Federal de Alagoas
Raquel Rocha de Almeida Barros
Direção Geral do Campus Arapiraca
Márcio Aurélio Lins dos Santos
Direção Acadêmica do Campus Arapiraca
Eliane Aparecida Holanda Cavalcanti
Coordenação da Unidade Palmeira dos Índios
Sueli Maria do Nascimento
Coordenação da Unidade Penedo
Mac-Davison Buarque Lins Costa
Coordenação da Unidade Viçosa
Diogo Ribeiro Câmara
COMISSÃO TÉCNICA DO PLANO DIRETOR - Portaria nº 080 de 24/09/2010 e Portaria 017/2012 de 25 de julho
de 2012
Thaisa Francis César Sampaio Sarmento - Presidente
Rafael Rust Neves – Vice-presidente
Camila de Sousa Vieira
Geílson Márcio Albuquerque de Vasconcelos
Odair Barbosa de Moraes
Simone Carnaúba Torres
Raquel de Almeida Rocha
Bolsistas e estagiários:
Anderson Miranda dos Santos
Arley Fernanda Cavalcante
Danilo Veríssimo da Silveira
Dayana Rossy Moreira Bezerra
Gabriele Paiva Braga
Girleno Alves de Almeida
José Cláudio dos Santos Silva
Katryce Muniz Santos Costa
Lívia Karla Alves Lima
Max Dellys Soares Santos
Paulo Rodolfo Cavalcante Santos
Pedro Bezerra de Oliveira Neto
Rafaella Barbosa Bezerra
Renan dos Santos Silva
Thiago Gilney Ferreira Silva
Reitoria - Campus A. C. Simões
Av. Lourival Melo Mota, s/n, Cidade Universitária - Maceió - AL, CEP: 57072-900
Campus Arapiraca - Sede
Av. Manoel Severino Barbosa, s/n, Bom Sucesso - Arapiraca - AL, CEP: 57309-005
Unidade Palmeira dos Índios
Rua Sonho Verde, S/N, Eucalipto – Palmeira dos Índios – AL, CEP: 57076-100
Unidade Penedo
Av. Beira Rio, s/n - Centro Histórico – Penedo – AL, CEP: 57200-000
Unidade Viçosa
Fazenda São Luiz, S/N, Viçosa – AL.
4
Sumário
1. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO
06
2. HISTÓRICO DA IMPLANTAÇÃO DA UNIDADE
14
3. CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL SOCIAL DA COMUNIDADE
19
ACADÊMICA
3.1. Corpo Docente
19
3.2. Corpo Técnico-Administrativo
21
3.3. Corpo Discente
22
3.4. Corpo de Funcionários Terceirizados
32
4. ANÁLISE DOS EIXOS TEMÁTICOS
33
4.1. Demanda atual para Assistência Estudantil
33
4.2. Infraestrutura e serviços urbanos
35
4.2.1. Setorização e planejamento dos blocos
35
4.2.2 Mobilidade e transporte
79
4.2.3 Acessibilidade
86
4.2.4 Abastecimento de água
97
4.2.5 Fornecimento de energia elétrica e de serviços de comunicação
100
4.2.6. Esgotamento sanitário
104
4.2.7. Resíduos sólidos
107
4.2.8. Drenagem
115
4.2.9. Paisagismo e arborização
116
4.2.10. Segurança
126
4.2.11. Demandas dos Cursos da Unidade
143
4.3. Identidade e Cultura
147
5. SÍNTESE DE PROBLEMAS ENCONTRADOS
158
6. SÍNTESE DAS POTENCIALIDADES ENCONTRADAS
162
Referências
162
5
1. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO
O município de Arapiraca possui uma área de 356,179 m² e uma população de 214.067
habitantes, segundo o Censo de 2010 do IBGE, é a segunda cidade mais populosa do estado.
A sede do município está a 123 km da capital, Maceió, a uma altitude de 264 metros acima do
nível do mar e localizada nas coordenadas geográficas 09° 45' 07" Sul, 36° 39' 39" Oeste. O
município está situado na Mesorregião do Agreste Alagoano, é a cidade pólo da Microrregião
de Arapiraca, que reúne os municípios de Igaci, São Sebastião, Coité do Noia, Limoeiro de
Anadia, Anadia, Lagoa da Canoa, Feira Grande, Craíbas, Teotônio Vilela, Campo Alegre e
Junqueiro.
PERNAMBUCO
BAHIA
SERGIPE
Figura 1 – Localização do município de Arapiraca e da Microrregião no mapa do estado.
Fonte: Wikipédia.
O Produto interno bruto do município é R$ 1.658.977 mil (IBGE, 2009), sendo seu PIB
per capta de R$ 7.880,34 (IBGE, 2009). O índice de desenvolvimento humano (IDH) do
município é de 0,656, classificado como médio (PNUD, 2000). Sua economia foi alavancada,
sobretudo na década de 1970, pela cultura do fumo, e hoje é comandada pelo comércio. Ao
todo, mais de 40 municípios se abastecem do comércio de Arapiraca, totalizando cerca de 1
milhão de pessoas.
No tocante aos aspectos populacionais, o município de Arapiraca apresentou um
grande crescimento entre 1970 e 1980 aumentando em 44%, nas décadas seguintes as taxas
de crescimento mantiveram-se entre 20% e 15%, no entanto, a população rural apresenta
diminuição desde a década de 90.
6
Figura 2 – Quadro da síntese demográfica do município Arapiraca
1970
1980
1991
2000
2010
População Total
Masculina
Feminina
Urbana
Rural
Taxa de Urbanização
186.466
89.183
97.283
152.354
34.112
81,7%
214.067
101.901
112.166
181.562
32.505
84,8%
94.287
45.516
48.771
46.592
47.695
49,4%
136.179
65.398
70.781
87.175
49.004
64,0%
164.921
78.700
86.221
130.963
33.958
79,4%
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)- Censos Demográficos 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010.
A taxa de urbanização é a percentagem da população residente na área urbana em
relação à população residente total (IBGE, s/d). A taxa de urbanização do município quase
que dobrou em 40 anos. O salto maior da taxa de urbanização se deu entre as décadas de
1970 e 1991 – contexto em que o município passou a ser predominantemente urbano. Nesse
intervalo a taxa sofreu um incremente de 50%. Esse crescimento acelerado se deu no contexto
em que Arapiraca despontou no cenário nacional como pólo produtor de fumo. Mas o
crescimento da população urbana não foi acompanhado das obras de infraestrutura
necessárias, e devido a isso, o município apresenta hoje déficits acentuados no atendimento
dos serviços urbanos básicos: água, saneamento e energia.
Figura 3 – Quadro da Taxa de urbanização do município de Arapiraca
90.00%
80.00%
70.00%
60.00%
50.00%
40.00%
30.00%
20.00%
10.00%
0.00%
79.40%
81.70%
84.80%
64.00%
49.40%
1970
1980
1991
2000
2010
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - Censos Demográficos 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010.
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) foi elaborado pelo Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na década de 1990 e é composto por três
indicadores: longevidade, educação e renda. A Longevidade é medida a partir dos dados
relativos à expectativa de vida ao nascer; a Educação, a partir do índice de analfabetismo e
pela taxa de matrícula em todos os níveis de ensino; e a Renda, medida pelo PIB per capita
em dólar, que considera o poder de compra. O IDH do município apresentou trajetória de
crescimento contínuo entre decênios 1970 e 2000. Entre 1991 e 2000 o IDH deu um salto de
crescimento passando de 0,473 para 0,656, apresentando em 2000 resultado maior do que o
IDH do estado de Alagoas (0,649).
7
Figura 4 – Quadro do Índice de Desenvolvimento Humano, 1970, 1980, 1991 e 2000
1970
1980
1991
2000
Índice de Desenvolvimento Humano
Educação
0,251
0,267
0,379
0,336
0,473
0,472
0,656
0,734
Longevidade
0,313
0,355
0,49
0,65
Renda
0,174
Fonte: PNUD. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.
0,446
0,457
0,584
O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma do que é produzido dentro de um território
econômico, levando em conta os três setores da economia: agropecuária, indústria e serviços.
O PIB do município de Arapiraca apresentou tímido crescimento entre 2000 e 2009,
registrando decrescimento entre 2002 e 2003. O crescimento do PIB registrado no decênio
analisado apresentou uma trajetória hiperbólica entre 2000 e 2007. Entre 2007 e 2008 houve
uma desaceleração do crescimento econômico, mas em 2008 voltou a ser retomada a
tendência registrada no período anterior. Em 2008, a agricultura representava 3,3% na
composição do PIB do município, a participação da indústria foi de 16,8% e o setor de
serviços, 79,9%. O município tem sua economia baseada, sobretudo, na agricultura do milho,
feijão e de frutas tropicais, assim como na pecuária bovina de extensão (UFAL, 2005),
contando ainda com indústrias de laticínios, transformação e sucroalcooleiras.
Figura 5 – Quadro da Evolução do PIB e entre 2000 a 2009 (R$ mil de 2000)
R$ 1.800.000
R$ 1.658.977
R$ 1.600.000
R$ 1.389.560
R$ 1.400.000
R$ 1.200.000
R$ 1.064.976
R$ 1.306.685
R$ 1.000.000
R$ 774.796
R$ 800.000
R$ 600.000
R$ 896.794
R$ 593.029
R$ 473.630
R$ 657.961
R$ 508.520
R$ 400.000
R$ 200.000
R$ 0
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)- Censos Demográficos 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010.
A Taxa de Analfabetismo é percentagem das pessoas analfabetas – que não sabem ler
e escrever um bilhete simples no idioma que conhece – de um grupo etário, em relação ao
total de pessoas do mesmo grupo etário. O grupo etário utilizado nesse trabalho para
8
mensurar a taxa de analfabetismo é “pessoas de 15 anos ou mais”. A taxa de analfabetismo
do município vem decrescendo nas últimas décadas, e a taxa calculada em 2010 (24,5%), está
ligeiramente acima da taxa do estado de Alagoas (24,3%), mas 14,9 pontos acima da taxa
nacional (9,6%).
Figura 6 – Quadro da taxa de analfabetismo
80.00%
60.00%
40.00%
20.00%
0.00%
62.20%
54.40%
39.50%
1970
1980
1991
30.40%
2000
22.50%
2010
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censos Demográficos 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010.
Segundo os dados do Censo 2010 (IBGE), Arapiraca tem apresentado bons índices de
atendimento aos serviços básicos, com exceção do serviço de esgotamento sanitário. Dos
58.258 domicílios particulares permanentes, 47.231 contam com abastecimento de água
ligado à rede geral; 5.758 contam com esgotamento sanitário ligado à rede geral, 53.170 tem
o lixo coletado e 57.718 recebem energia elétrica de companhia distribuidora.
Apesar de o município apresentar bons indicadores no tocante à infraestrutura de
abastecimento de água e fornecimento de energia, a população citadina sofre com frequentes
interrupções nos dois serviços.
Figura 7 – Gráficos da oferta de serviços essenciais em 2010 para Arapiraca, Alagoas e Brasil.
Oferta adequada de serviços essenciais, em 2010
ARAPIRACA
91.3%
82.9%
81.1%
ALAGOAS
68.6%
BRASIL
79.8%
87.4%
99.1% 97.9% 97.8%
55.5%
9.9%
Abastecimento de água rede geral
20.9%
Esgotamento sanitário - rede Destino do lixo - coletado
geral de esgoto ou pluvial
Energia elétrica - de
companhia distribuidora
Fonte: Censo IBGE 2010.
No campo da cultura, Arapiraca conta com uma grande diversidade de manifestações
culturais, reunindo as destaladeiras de fumo, grupos folclóricos, grupos capoeira, bandas de
pífano, trios pé-de-serra, cocos de roda, quadrilhas juninas, grupos teatrais. As destaladeiras
9
de fumo são as mulheres que retiram os talos das folhas de fumo, fazendo a seleção daquelas
que formarão o rolo. No período da colheita do fumo, elas se reúnem nos salões para
trabalharem na destalagem e enquanto trabalham, entoam cantigas em forma de trovas, em
várias vozes formando um coro, sem acompanhamentos de instrumentos musicais 1.
Outra manifestação folclórica muito ativa no Município é o Guerreiro, um auto natalino
genuinamente alagoano, de caráter dramático, profano e religioso, que reúne elementos dos
pastoris, reisados, quilombos, caboclinhos, e na opinião dos estudiosos do folclore se trata de
um reisado moderno2.
Além dessas manifestações, o município conta com vários grupos de capoeira, pastoril
e quadrilha, que se distribuem em diversos bairros da cidade, situados em maior número nos
bairros da Canafístula, Brasília e Primavera.
Figura 8 - Quadro com o levantamento das manifestações culturais no município de Arapiraca
NOME GRUPO
TIPOLOGIA
Poeta Individual
Poeta
Reisado do Zezinho
Reisado
As Destaladeiras de
Fumo
Guerreiro Asa Branca
Canto das
Destaladeiras
Guerreiro
Trio Guro Preta
Forró Pé de Serra
Trio Beija Flor
Forró Pé de Serra
Arraiá prima
Quadrilha Junina
Emboladores de coco
Brilho da Vida
Coco do Nelson Rosa
Escultor
Embolador
Coco de Roda
Mirim
Coco de Roda
Beija Flor do Nordeste
Escultor de
Madeira
Quadrilha Junina
Banda dos Ambrósio
Pífano
Girassol do Forró
Forró Pé de Serra
Estrela Radiosa
Pastoril
Ednaldo Borges
Forró Pé de Serra
Pastoril Raio de Sol
Pastoril
Cacimbas Quente
Quadrilha Junina
Edgar do Acordeon
Forró Pé de Serra
Pastoril Estrela
Renascente
Canarraiá
1
2
Pastoril
Quadrilha Junina
RUA Nº
BAIRRO
Zona Rural, 52
Sito Batinga
NOME
RESPONSÁVEL
Arlindo Miguel da
Silva
José Umbelim Filho
CONTATO
9611-9642
35393265
9327-1239
9996-7362
João Francisco de
Souza,23
Otávio Lourenço de
Souza,98
Nossa do Rosário,
102
Otávio Lourenço de
Souza,98
Paulo\ Afonso, 713
Cavaco
José Amaro Filho
9625-4473
Primavera
Elias Fortunato de
Souza
Antônio Francisco de
Souza
Elias Fortunato de
Souza
Ivo Nogueira
9966-1288
Vereador Benecio
Alves
Zona Rural
Cavaco
Geraldo Evaristo da
Rocha
Nelson Vicente Rosa
9970-7656
Nelson Vicente Rosa
3529-8516
9316-2529
Geraldo Dantas de
Melo
José Carlos dos
Santos
José Ambrósio da
Silva
José Vieira de Melo
3521-5692
Berenice Miranda
9985-4798
Ednaldo Borges dos
Santos
Maria do Socorro
Silva
Rosivaldo Vitório
9960-7373
Zona Rural
Brasília
Primavera
Primavera
Sitio
Fernandes
Sito
Fernandes
Tenor Feitosa, 32
Planalto
Agostinho Severino
dos Santos, 36
São Pedro, 69
Manuel Teles
Manuel Francisco
Cazuza, 651
Manuel Leal,190
Alto do
Cruzeiro
Santa
Edwiges
Cacimbas
9942-5616
9966-1288
9921-8157
3529-8547
9908-7798
9937-2761
9970-1375
Antônio de Oliveira
Melo, 503
Zona Rural Quadra A,
178
Manoel Leal, 808
Brasília
Manoel Francisco
Cazuza, 300
Santa
Edwiges
Edgar Luiz da Silva
9620-1011
8829-8002
Domingos Lopes, 652
Canafístula
8823-0891
José Saturnino, 19
Canafístula
Maria Consuelo
Lopes
Wellington
Magalhães
Conjunto
Mangabeira
Cacimbas
8847-3497
9931-06
9960-2020
9933-0170
Revista Eletrônica Jangada Brasil. Disponível em: http://www.jangadabrasil.org. Acesso em 30.04.2012.
Website do Instituto Overmundo. Disponível em: http://www.overmundo.com.br/. Acesso em 30.04.2012
10
CuItura para
Desenvolvimento
Reisado Mestre Duda
Dança das Fitas
Domingos Lopes, 652
Canafístula
Maria do Socorro
Silva
José WiIson
8823-0891
Reisado
Antônio Feliciano 599
Canafístula
Estrela Negras
Grupo de Dança
Domingos Lopes, 652
Canafístula
José Elanio dos
Santos
Wellington
Magalhães
8877-9992
Coco do Coroca
Coco de Roda
Antônio FeIiciano,590
Canafístula
Ditinta e Sanfona
Forró Pé de Serra
Manoel Hermes da
Fonseca, 211
Eldorado
Expedita SiIva dos
Santos
9982-5836
8814-1807
Cantigas das
DestaIadeiras
Pastoril Raio de Luz
DestaIadeiras de
Fumo
Pastoril
Zona RuraI
Sítio
Fernandes
Nelson Vicente Rosa
3529-8516
Vera Lúcio Alves F.
Souza
9994-0479
9606-6473
José Adeiton da Silva
9924-1444
RovaIdo Alexandre
Ferreira
Alex Gomes da SiIva
8805-2137
Sebastião Alves dos
Santos
JoeI Mariano do
Nascimento
9945-7696
João Domingos dos
Santos
9302-0595
Ulisses Pereira de
Oliveira, 241
Teotônio
Vilela
Brasília
9916-4443
3530-2630
9933-0170
Ginga Capoeira
Capoeira
São Sebastião, 22
Pisa na FuIô
Zabumbeiro
2 de Fevereiro, 240
Boi de Capoeira
Boi de FoIia
Claudete Maria de
MeIo,778
Itapoã
Guerreiro São Luiz
Guerreiro
Manoel Raimundo, 46
Batingas
Guerreiro BriIho da
Noite
Guerreiro
Zona RuraI
Sítio Tingui
Bandinha que não
carrega desafona
Banda de Pífano
Zona Rural
Sítio Capim
Alto do
Cruzeiro
Primavera
José de Souza
9941-9283
8819-6271
3522-1712
9961-7383
9122-7765
9905-0790
Mestre Urubu
Capoeira
Santa Maria, 151
Zé de Souza Poesia e
VioIa
Associação CuIturaI
BrasiIeira
Bandinha da Amizade
VioIeiro
Repentista
Capoeira
Banda de Pífano
ManoeI Costa e
SiIva,81
José Mário da SiIva,
25
Zona RuraI
Sítio Carrasco
Sandro Vieira de
Araújo
JúIio Cícero da SiIva
PéroIa Negra
Grupo de Dança
Zona RuraI
Sítio Pau
D'arco
Ivonete BasiIia dos
Santos
9607-1588
3539-3132
Grupo da Terceira
Idade
BirinbaI de Geno
DestaIadeira de
Fumo
Capoeira
Zona Rural
Eiizabete Maria da
Costa
RosevaI José da SiIva
9113-7367
Souza do Acordeon
Forró Pé de Serra
Sertanejo
Alagoano,133
Cicero Torres,248
Sítio Pau
D'arco
Brasília
Brasília
Souza
9917-6480
Lengo Tengo
Quadrilha Junina
André Leão,353
Brasília
José Roberto de
Oliveira
9613-7421
8143-3817
Capeira SoI
Capoeira
Zona RuraI
Sítio Pau
D'arco
Ivonete BasiIia dos
Santos
9607-1588
3539-3132
Forró e Xodó
Sanfoneiro
Aluísio Acácio
9964-5284
Guerreiro Senhores da
Paz
Guerreiro
CeIuIar Vicente
Ramos,85
São Liuz,47
Ouro Preto
Genina Barbosa da
Silva
9964-7079
3522-2173
Carrasco em Ação
Capoeira
Zona RuraI
Sítio Carrasco
GeniIda Maria
Queiroz SiIva
Iomésia Maria
Barbosa da SiIva
9124-7081
Lucas EmanoeI
Teatro de Rua
Eneito Fermino dos
Santos, 190
Cavaco
José Benedito Bispo
Júnior
Cia Teatral Luzes da
Ribalta
Grupo Teatro Popular
Teatro de PaIco
Bananeira
Grupo Teatro Asas da
Liberdade
Arte Reflexo
Teatro de Palco
Teatro de Palco
Zona RuraI - São
Pedro,118
Avenida Ceci Cunha,
234
Manoel Pereira dos
Santos,316
Geraldo Barbosa
Lima, 55
Santos Dumont, 113
Palhaço Teco-Teco
Teatro de Palco
Curitiba, 68
Centro
Pane Circense
Teatro de Palco
Primavera
Palhaço Mixuruca
Teatro de Palco
ou Rua
Braz Vieira de
Santana, 1 65
Projeta B, 210
Teatro de PaIco
Teatro de Palco
Brasília
São Luiz II
Centro
Baixão
Verdes
Campos
9334-4017
José Benedito Bispo
Júnior
Erady Moraes Senna
Wellington Luiz da
Costa Santos
Marcos Cordeiro da
Silva
Paulo César Barbosa
da Silva
José Gomes de
Oliveira Eventos
Pedrp Henrique Mello
Teofanes Antonio
Leite da Silveira
Júnior
9124-7081
8803-0774
9972-32
ou 35213182
3529-6080
9613-5761
3530-3320
9995-4661
8842-2660
8813-9311
9932-0329
9932-6343
9122-3123
9985-6767
3522-2028
9302-5402
9316-5216
11
Companhia Teatral
Turma do Biribinha
Cia TeatraI Raízes da
Terra
Nelson Vicente Rosa
(Mestre Nelson Rosa)
Teófanes A. L. da
Silveira (Palhaço
Biribinha)
Festa da Padroeira de
N.S. do Bom Conselho
Teatro de Palco
ou Rua
Teatro de Rua
Maestro Antônio
Barro de Araujo, 827
Santa MadaIena,186
Planalto
Palhaço Biribinha
9112-3323
BrasiIiana
Luciclécio Lima da
Lima
8844-9889
3522-3477
Mestre de Coco
de Roda (Patrim.
Vivo)
Mestre de Artes
Cênicas (Patrim.
Vivo)
Festas religiosas
tradicionais
Povoado Fernandes,
185
Vila
Fernandes
R. Maestro Antônio
Barros de Araújo, 827
Planalto
Rua Dom Vital, s/n
Centro
Paróquia de Nossa
Sra. do Bom
Conselho
3277 1422
9323 2389
Fonte: Secretaria de Estado da Cultura.
Plano Diretor do Município
O primeiro plano diretor do município foi elaborado em 1979, do qual não conseguimos
registros e informações. O Plano Diretor vigente, denominado Plano Diretor Participativo do
Município Arapiraca foi instituído pela Lei n° 2424, de 23 de janeiro de 2006.
O Plano apontou como princípios gerais da política urbana do município: I. a função social da
cidade; II. a função social da propriedade urbana; III. a sustentabilidade; e IV. a gestão
participativa.
No âmbito do Zoneamento, a UFAL Campus Arapiraca foi implantada fora do perímetro
urbano do município, em uma das modalidades de Zona Especial. O Artigo 74 da Lei, que
dispõe sobre as Zonas Especiais, define essas frações como porções do território que
apresentam: I. características próprias; II. destinação específica; III. submetida a normas
especiais de uso e ocupação do solo; IV. disciplinadas em lei municipal. De acordo com a Lei,
as Zonas Especiais podem estar situadas nas macrozonas urbana e rural, sobrepondo ao
macrozoneamento.
Foram identificadas pelo Plano Diretor cinco Zonas especiais: a) Zona Especial de
Interesse Social (ZEIS); b) Zona Especial de Interesse Ambiental (ZEIA-PN – Patrimônio
Natural e ZEIA-PC – Patrimônio Cultural); c) Zona Especial de Interesse Comercial e Serviços
(ZEICS); d) Zona Especial para Grandes Equipamentos Urbanos (ZEGEU); e) Zona Especial
de Domínio de Vias (ZEDV); Zona Especial de Expansão Urbana (ZEEU).
A UFAL Campus Arapiraca está localizada na Zona Especial de Expansão Urbana, que
o Art. 81 define como “destinada à porção do território prevista para a ampliação da zona
urbana”. No Parágrafo 1º, consta que “Legislação específica definirá critérios de ocupação
desta zona”.
12
Figura 9 – Mapa de macrozoneamento urbano do Plano Diretor Municipal de Arapiraca. Fonte:
Adaptado de Prefeitura Municipal de Arapiraca.
Desse modo, o Plano Diretor de Arapiraca, instituído pela Lei 2424/06, não definiu
nenhum parâmetro de ocupação para a Zona onde o Campus Arapiraca está localizado,
delegando a regulamentação dessa fração do território municipal à legislação posterior. Do
ponto de vista da política urbana, faz-se necessário definir os parâmetros urbanísticos dessa
Zona Especial de modo a orientar o desenvolvimento dessa fração do território municipal.
2. HISTÓRICO DA IMPLANTAÇÃO DA UNIDADE
A criação do Campus Arapiraca consistiu no primeiro dos três movimentos de
interiorização da Universidade Federal de Alagoas, no contexto da expansão da universidade
pública na última década. Os outros dois consistiram na criação do Campus do Sertão, com
Sede e Delmiro Gouveia e na criação do Campus de Porto Calvo, no litoral norte do estado.
13
O Campus Arapiraca foi criado pela resolução nº 20 do CONSUNI, de 01 de agosto de
2005. Em 2004, a Prefeitura de Arapiraca promulgou a Lei nº 2.372 de 29/12/2004, doando
para a Universidade Federal de Alagoas um terreno que abrigava as instalações da antiga
Escola Técnica Agrícola. Tratava-se de uma escola-fazenda que estava desativada, situada na
comunidade de Sementeira, localizado à Rodovia AL 115 – Km 6,5, bairro Bom Sucesso,
contígua à Unidade Prisional Desembargador Luís Oliveira de Sousa Neto.
Figura 10 - Imagem aérea da cidade de Arapiraca, localizando a Sede do Campus Arapiraca da
UFAL. Fonte: adaptado do Google Earth, 2011.
As instalações físicas, da antiga Escola Agrícola, encontravam-se em estado bastante
deteriorado. Em 2006, foi realizada a primeira reforma e ampliação para atender às condições
mínimas de funcionamento da Universidade na sede. Nesse contexto foram reformados: o
Bloco A, o Bloco da Biblioteca, o Bloco do Setor Administrativo, o Bloco de Laboratórios e o
Auditório. Nesse período, foram construídos: o Pátio coberto, onde funciona a cantina, e a
Guarita, no acesso da Unidade. Após esse primeiro estágio de reformas e construções, a
Sede do Campus Arapiraca foi inaugurada, em 16 de setembro de 2006. O funcionamento foi
autorizado no ano seguinte, através do Parecer do CNE/CES nº 52/2007.
14
Figura 11 - Maquete eletrônica da ocupação da Unidade Arapiraca. Imagem de 2011. Fonte Google
Earth, 2012.Legenda: Em azul claro – edificações existentes e reformadas de 2006 – Bloco de
Coordenações, auditório, biblioteca e bloco de salas de aula A1. Em amarelo – edificações de 2006 –
cantina, pátio e guarita. Em laranja – edificações de 2008 – bloco B e laboratórios Casa Velha. Em
vermelho – laboratórios – Bloco L, em roxo – edificações de 2010 - laboratório de agronomia, em vinho –
edificação de 2009 – Bloco C, em cinza – sistema viário – entregue em 2011, somente arestas – obras
em andamento – bloco D, ginásio e piscina, em branco – Presídio Des. Luís de Oliveira Souza. Fonte:
Google Earth, 2012. Grifo nosso: desenho de ocupação do Campus.
Figura 12 – Mapa da implantação do Campus Arapiraca. Em 2006, apenas com as edificações
reformadas da antiga escola agrícola.
15
Figura 13 – Perspectiva eletrônica da proposta de implantação do Campus Arapiraca – Sede.
Fonte: www.ufal.edu.br
(a)
(b)
(c)
(d)
Figura 14 – Vistas da área central do Campus: (a) antigo estacionamento, (b) vista posterior da cantina
para o bloco A, (c) alunos chegando ao pátio central no inicio do horário de aulas e (d) vista do acesso
pelo estacionamento
16
Figura 15 - Quadro de distâncias entre a Unidade Arapiraca e pontos de interesse na cidade
Ponto de interesse
Prefeitura Municipal de Arapiraca
Centro (Praça Marques)
Rodoviária
Serviço de saúde mais próximo – U.E. Dr. Daniel Houly
Distância
7,0 km
8,0 km
10,20 km
7,0 km
Atualmente a estrutura da sede do Campus Arapiraca comporta 14 cursos de
graduação (Administração, Agronomia, Arquitetura, Ciência da Computação, Biologia –
Licenciatura, Educação Física – Licenciatura, Enfermagem, Física - Licenciatura, Matemática –
Licenciatura, Química – Licenciatura, Zootecnia, Administração Pública, Letras e Pedagogia)
onde convivem, trabalham e estudam cerca de 138 docentes, 53 técnicos, 2209 alunos e 45
terceirizados3.
O Campus ainda encontra-se em construção e em constante transformação física.
Estas transformações são resultado das experiências vividas pelos seus usuários como
também pelas novas demandas identificadas ao longo desse período. Daí a necessidade de
verificar a apropriação e a adequação dos espaços projetados para este Campus e
sistematizar as demandas de readequação dos mesmos.
Ao longo dos seis anos de funcionamento, percebem-se graves problemas
relacionados à infraestrutura física, ao dimensionamento dos ambientes, ao conforto ambiental
e à funcionalidade dos espaços no Campus. O mapa abaixo mostra a ocupação do terreno do
Campus ao longo deste curto período de criação do Campus Arapiraca.
Em 2007, com o Programa de Apoio aos Planos de Reestruturação das Universidades
Federais (REUNI), a interiorização das IFES prosseguiu em ritmo mais acelerado 4. A Prefeitura
Municipal de Arapiraca colaborou com recursos para a construção do Bloco B. De 2007 a
2010 alguns grupos de pesquisa dos cursos de Física, Ciência da Computação, Química e
Agronomia submeteram projetos a editais de fomento a pesquisa e foram contemplados com
recursos para a construção de laboratórios de pesquisa, que ficam localizados ao lado da
biblioteca e do bloco B.
No final de 2009, a UFAL entregou à comunidade acadêmica o Bloco C – com salas de
aula, laboratórios e salas de professores. Naquele momento o crescimento populacional da
comunidade acadêmica já era superior à finalização e entrega das novas edificações, fazendo
com que os ambientes de estudo e trabalho continuassem insuficientes.
3
Dados do corpo discente e docente de dezembro de 2011 e do corpo técnico administrativo de julho
de 2012, fornecidos pela Direção Geral e Acadêmica do Campus Arapiraca.
4
No período 2003 a 2010 os municípios atendidos pelas IFES passaram de 114 à 236. O Nordeste, que
outrora mantivera suas IFES apenas nas capitais, hoje soma um total de 14 Universidades e 65 campi,
sendo 01 Universidade e 38 Campi, criados no Programa de Expansão Fase I.
17
(a)
(b)
Figura 16 – (a) Perspectiva externa do bloco C, a partir da rua secundária, (b) Vista interna da
circulação do Bloco C, térreo.
Atualmente, a Sede do Campus Arapiraca enfrenta problemas de embargo e
inconsistências nas obras do Bloco D – salas de aula e salas de professores, ginásio de
esportes e piscina. Tais obras foram iniciadas em momentos distintos, desde 2008, e até o
presente, não foram entregues a comunidade acadêmica. Isto ocasionou um agravamento na
situação de carência de infraestrutura da unidade, com superlotação dos espaços de trabalho
dos técnicos, dos professores e dos laboratórios estruturantes dos cursos.
(a)
(b)
18
(c)
(d)
(e)
(f)
Figura 17 - Fotos das obras – (a) fachada frontal do bloco D, (b) vista superior do canteiro de
obras do bloco D, (c) fachada frontal da piscina, (d) vista interna do ambiente da piscina, (e) vista em
perspectiva do ginásio e (f) vista interna do ginásio, ainda sem o piso da quadra.
3. CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL SOCIAL DA COMUNIDADE ACADÊMICA
O Campus Arapiraca, composto pela Sede, em Arapiraca, e pelas Unidades Penedo,
Palmeira dos Índios e Viçosa apresentam um corpo social formado por 3.429 pessoas5,
quando somados os três segmentos da comunidade universitária mais o corpo de
funcionários terceirizados.
A Sede conta com uma população universitária maior já que abriga 14 dos 19 cursos
oferecidos pelo Campus: Administração, Administração Pública, Agronomia, Arquitetura e
Urbanismo, Ciência da Computação, Biologia (Licenciatura), Educação Física (Licenciatura),
5
Conforme levantamento realizado em dezembro de 2011 e julho de 2012.
19
%
Enfermagem, Física (Licenciatura), Letras (Licenciatura), Matemática (Licenciatura), Pedagogia
(Licenciatura), Química (Licenciatura) e Zootecnia.
Figura 18 - Quadro com os quantitivos do corpo social do Campus Arapiraca
UNIDADE
DOCENTES
TÉCNICOS
DISCENTES
FUNC. TERC.
TOTAL
ARAPIRACA
138
53
2209
45
2445
PALMEIRA
26
07
437
10
480
PENEDO
21
09
246
16
292
VIÇOSA
12
12
183
5
212
TOTAL
197
81
3075
76
3429
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor. Dados fornecidos pela Direção Acadêmica e pelo
Departamento de Recursos Humanos – Campus Arapiraca – atualizados em julho de 2012.
3.1. CORPO DOCENTE
A caracterização do corpo docente foi realizada com base em levantamentos de dados
feitos entre dezembro de 2011 e fevereiro de 2012, utilizando como base o quadro docente do
Campus, fornecido pela Direção Acadêmica, e a Plataforma Lattes, hospedada no portal do
CNPq. Esse levantamento apontou que a UFAL Campus Arapiraca possui 197 professores
efetivos, distribuídos na sede e nas três Unidades Acadêmicas. Desse total, 138 estão lotados
na Sede (70,0%), 26 em Palmeira dos Índios (13,2%), 21 em Penedo (10,7%) e 12 em Viçosa
(6,1%).
No tocante ao gênero, há predominância de homens, já que o quadro docente conta
com 86 professoras, correspondendo a 44%, e 111 professores, compondo 56% do quadro.
Em Arapiraca, a porcentagem de professores do sexo masculino é de 59%, e do gênero
feminino é de 41%, o quadro docente é portanto composto majoritariamente por homens.
Figura 19 – Distribuição do corpo docente por gênero
Unidade Palmeira
dos Índios
Unidade Penedo
38%
Sede Arapiraca
38%
62%
62%
41%
59%
Feminino
Masculino
20
3.2. CORPO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO
O Corpo Técnico Administrativo da UFAL Campus Arapiraca é composto por 81
servidores sendo 53 lotados na Sede, em Arapiraca; 7 na Unidade Palmeira; 9 na Unidade
Penedo e 12 na Unidade Viçosa6. Desse contingente 35 estão lotados em setores
administrativos7, 26 em laboratórios, 8 nas bibliotecas, 5 nos Núcleos de Tecnologia da
Informação (NTI) e 7 em atividades específicas (2 Pedagogos, 1 Engenheiro Civil, 2 Médicos
Veterinários, 1 Técnico em Contabilidade e 1 Assistente Social).
Figura 20 - Distribuição do corpo técnico-administrativo em setores por Unidade Acadêmica
UNIDADE
VIÇOSA
UNIDADE P.
INDIOS
UNIDADE
PENEDO
SEDE
ARAPIRACA
TOTAL
Administração
1
0
0
4
5
Técnico em contabilidade
0
0
0
1
1
Engenheiro Civil
0
0
0
1
1
Bibliotecário
1
1
1
1
4
Auxiliar de Biblioteca
0
0
0
1
1
Coord. de Registro e
Controle Acadêmico CRCA TAE
1
1
2
2
6
Pedagogo
0
0
0
2
2
Assistente Social
0
0
0
1
1
Núcleo de Tecnologia da
Informação (NTI)
0
1
1
3
5
Secretaria de Cursos/ de
Unidade
0
0
0
4
4
Secretaria Executiva
1
2
1
5
9
Assistente administrativo
1
2
1
10
14
Técnico em laboratório
5
0
3
18
26
Médico Veterinário
2
0
0
0
2
TOTAL
12
7
9
53
81
LOTAÇÃO
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor. Dados fornecidos pela Departamento de Recursos
Humanos – Campus Arapiraca – atualizados em julho de 2012.
O quadro com a distribuição do corpo técnico administrativo mostra os gargalos que
comprometem o desempenho das atividades universitárias nas Unidades Acadêmicas. As
principais carências estão em atividades de secretariado de cursos, auxiliares administrativos
em diversos setores e técnicos em informática.
6
Essas funções estão ligadas a órgãos
Conforme levantamento realizado em Dezembro de 2011.
7
Foram considerados setores administrativos: Administração, Coordenadoria de Registro e Controle
Acadêmico (CRCA), Direção Acadêmica, Divisão de Serviços Gerais (DSG), Secretaria de Cursos,
Secretaria Executiva e Assuntos Educacionais.
21
fundamentais para o bom desempenho das atividades universitárias e a carência de corpo
técnico capacitado para desempenhá-las apresenta-se como um grave problema e precisa ser
superado com urgência.
Na Sede, o gargalo maior está na função de secretariado de curso. O Campus conta
com 19 cursos e apenas 4 secretários de curso para atender a todos eles. Essa defasagem
gera sobrecarga de trabalho aos coordenadores de curso, que além de desempenhar as
atividades de professor e coordenador, também acumula tarefas de secretariado, como
redação de atas, organização de documentos, organização de agenda, levantamento dedos
acadêmicos entre outros. Além do problema de recursos humanos, a Sede enfrenta também
carência de infraestrutura para abrigar os técnicos, configurando um duplo problema. Uma vez
concursados, os técnicos não tem onde ser lotados para desempenhar suas funções.
No tocante ao gênero, o corpo técnico administrativo é composto por 54 servidores do
sexo masculino e 27 servidores do sexo feminino. A Sede, em Arapiraca, conta com 18
mulheres (34%) em um total de 35 servidores (66%).
Figura 21 – Distribuição do corpo técnico-administrativo por gênero – Sede Arapiraca.
34%
masculino
feminino
66%
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor
3.3. CORPO DISCENTE
Segundo o levantamento realizado8, o corpo discente da Universidade Federal de
Alagoas/Campus Arapiraca corresponde a um total de 3.075 alunos, distribuídos nos
dezenove cursos sediados em suas quatro Unidades Acadêmicas. Na Sede, estão
8
Dados organizados pela Direção Acadêmica do Campus Arapiraca entre 01 e 14 de novembro de
2011 e cedido à equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Campus Arapiraca Sede e Unidades em 17 de
novembro de 2011.
22
matriculados 2.209 alunos, distribuídos em 14 cursos. A porcentagem de alunos matriculados
em cada unidade pode ser visualizada no gráfico abaixo:
Corpo dicente da UFAL Campus Arapiraca por Unidade
Figura 22 – Distribuição do corpo discente por Unidade de Ensino
8%
6%
14%
ARAPIRACA - 14 CURSOS
PALMEIRA DOS ÍNDIOS - 2 CURSOS
PENEDO - 2 CURSOS
72%
VIÇOSA - 1 CURSO
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Arapiraca e Unidades. Fonte: Direção Acadêmica do
Campus Arapiraca
Analisando o corpo discente por curso da Sede, a desagregação dos dados mostra
que, dentre os cursos criados na primeira fase da interiorização, em 2006, o curso de
Educação Física é apresenta o maior número de alunos e o curso de Zootecnia, o menor.
Figura 23 – Quadro do corpo discente do Campus Arapiraca: quantidade por curso
CURSO
UNIDADE
Administração
Administração Pública
Agronomia
Arquitetura e Urbanismo
Ciência da Computação
Ciências Biológicas
Educação Física
Enfermagem
Física
Letras/Língua Portuguesa
Matemática
Pedagogia
Química
Zootecnia
TOTAL SEDE
Arapiraca
Arapiraca
Arapiraca
Arapiraca
Arapiraca
Arapiraca
Arapiraca
Arapiraca
Arapiraca
Arapiraca
Arapiraca
Arapiraca
Arapiraca
Arapiraca
GRAU
ACADEM
Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado
Licenciatura
Licenciatura
Bacharelado
Licenciatura
Licenciatura
Licenciatura
Licenciatura
Licenciatura
Bacharelado
ANO DE
CRIACAO
2006
2010
2006
2006
2006
2006
2006
2006
2006
2010
2006
2010
2006
2006
VAGAS/
DURACAO
ANO*
(SEM.)
8 a 16
50
8 a 12
40
10 a 18
50
10 a 18
50
8 a 14
50
8 a 14
50
8 a 14
40
9 a 14
50
8 a 14
50
8 a 12
50
8 a 14
50
8 a 12
50
8 a 14
40
10 a 16
40
660
TOTAL CAMPUS ARAPIRACA
NÚMERO
ALUNOS**
194
40
204
199
197
208
217
190
177
40
180
40
176
147
2209
3075
(*) Números de vagas oferecidas em 2010.
(**) Com base em dados levantados em novembro de 2011.
23
Figura 24 – Gráfico da distribuição do Corpo Discente por curso na Sede. Elaboração: Equipe Técnica do
Plano Diretor UFAL Arapiraca e Unidades. Fonte: Direção Acadêmica do Campus Arapiraca
No tocante ao gênero, 54% dos alunos, do Campus Arapiraca – Sede é do sexo
feminino e 46% do sexo masculino, demonstrando um grande interesse das mulheres da
região em dedicar-se a cursar o ensino superior.
Figura 25 – Quadro do corpo discente do Campus Arapiraca: gênero.
CURSO
UNIDADE
Administração
Arapiraca
Administração Pública
Agronomia
Arapiraca
Arapiraca
Arquitetura e Urbanismo
Arapiraca
Ciência da Computação
Ciências Biológicas
Arapiraca
Arapiraca
Educação Física
Arapiraca
Enfermagem
Física
Letras/Língua Portuguesa
Arapiraca
Arapiraca
Arapiraca
Matemática
Arapiraca
Pedagogia
Química
Zootecnia
Arapiraca
Arapiraca
Arapiraca
TOTAL
Fonte: Direção Acadêmica do Campus Arapiraca
GÊNERO
MASC
FEM
44%
46%
64%
42%
82%
18%
51%
23%
60%
35%
51%
13%
37%
46%
46%
56%
54%
36%
58%
18%
82%
49%
77%
40%
65%
49%
87%
63%
54%
54%
24
Figura 26 – Gráfico do corpo discente do Campus Arapiraca - Sede: gênero.
Sede Arapiraca
46%
54%
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Arapiraca e Unidades. Fonte: Direção Acadêmica do
Campus Arapiraca
A análise do aluno quanto à idade apontou que o corpo discente da UFAL Campus
Arapiraca, somados os alunos das quatro Unidades, apresenta 23,3% na faixa etária de 16 a
19 anos. Mais da metade (54,1%) está na faixa entre 20 e 24 anos e 22,6% têm mais de 25
anos. Esses percentuais variam em cada Unidade em função do número de cursos e da
duração dos mesmos, aumentando ou diminuindo o tempo de permanência na universidade.
A média de faixa etária dos estudantes da Sede é de 22,3 anos.
Figura 27 – Tabela da Média de idade do corpo discente por curso - Sede
CURSO
Administração
UNIDADE
Arapiraca
Administração Pública
Arapiraca
Ciência da Computação
Arapiraca
Ciências Biológicas
Arapiraca
Educação Física
Arapiraca
Física
Arapiraca
Letras/Língua Portuguesa *
Arapiraca
Matemática
Arapiraca
Pedagogia
Arapiraca
Química
Arapiraca
Enfermagem
Arapiraca
Agronomia
Arapiraca
Arquitetura e Urbanismo
Arapiraca
Zootecnia
Arapiraca
GRAU ACAD
Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado
Licenciatura
Licenciatura
Licenciatura
DURACAO MIN
4 anos
4 anos
4 anos
4 anos
4 anos
4 anos
MED
IDADE
21,6 anos
21,5 anos
21,4 anos
22,3 anos
23,1 anos
22,9 anos
Licenciatura
4 anos
0,0 anos
Licenciatura
4 anos
22,3 anos
Licenciatura
Licenciatura
Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado
Bacharelado
4 anos
4 anos
4,5 anos
5 anos
5 anos
21,5 anos
22,5 anos
21,6 anos
22,9 anos
22,7 anos
5 anos
23,2 anos
MEDIA TOTAL
22,3 anos
(*) Dados não encontrados
25
Figura 28 – Gráficos da distribuição do corpo discente por idade – Sede Arapiraca
Corpo discente UFAL Campus Arapiraca - Sede
Idade
51 anos
50 anos
49 anos
48 anos
47 anos
46 anos
45 anos
44 anos
43 anos
42 anos
41 anos
40 anos
39 anos
38 anos
37 anos
36 anos
35 anos
34 anos
33 anos
32 anos
31 anos
30 anos
29 anos
28 anos
27 anos
26 anos
25 anos
24 anos
23 anos
22 anos
21 anos
20 anos
19 anos
18 anos
17 anos
16 anos
2
0
1
2
1
1
1
1
2
4
5
3
5
2
9
4
9
9
11
16
16
3.7%
0.7%
0.3%
1.3%
0.1%
15 a 19 anos
24.7%
14.5%
20 a 24 anos
25 a 29 anos
30 a 34 anos
35 a 39 anos
40 a 44 anos
45 a 49 anos
54.7%
50 a 54 anos
28
32
46
53
72
111
150
209
280
252
294
288
193
51
2
Fonte dos dados: Direção Acadêmica do Campus Arapiraca. Elaboração: Equipe Técnica do Plano
Diretor.
A Sede do Campus é a Unidade que conta com o maior número de alunos mais
jovens, com faixa etária entre 16 e 19 anos, correspondendo a 24.7%; e é também a que
apresenta a menor fatia de alunos com mais de 25 anos. Esses dados são importantes para
adequação dos métodos de ensino-aprendizagem de modo a compatibilizá-los com essa
realidade. Os serviços de assistência estudantil apresentam maior demanda uma vez que
alunos muito jovens não dispõem de renda própria para manterem-se na Universidade,
gerando aumento nos gastos familiares.
O levantamento sobre a formação no ensino médio do alunado da UFAL Campus
Arapiraca mostrou que 75% dos alunos cursaram o ensino médio em escolas públicas,
26
enquanto 25% cursaram no ensino privado. A composição dessa porcentagem em cada
Curso é apresentada na tabela a seguir.
Figura 29 – Quadro da formação no ensino médio do corpo discente da UFAL Campus Arapiraca
em escola pública ou privada.
CURSO
GRAU ACAD
UNIDADE
TOT ALUN ENS PUB ENS PRI ENS PUB ENS PRI
Administração
Bacharelado
Arapiraca
194
151
43
78%
22%
Administração Pública
Bacharelado
Arapiraca
40
39
1
98%
3%
Agronomia
Bacharelado
Arapiraca
204
167
37
82%
18%
Arquitetura e Urbanismo
Bacharelado
Arapiraca
199
124
75
62%
38%
Ciência da Computação
Bacharelado
Arapiraca
197
121
76
61%
39%
Ciências Biológicas
Licenciatura
Arapiraca
208
161
47
77%
23%
Educação Física
Licenciatura
Arapiraca
217
150
67
69%
31%
Enfermagem
Bacharelado
Arapiraca
190
116
74
61%
39%
Física
Licenciatura
Arapiraca
177
153
24
86%
14%
Letras/ Língua Portuguesa
Licenciatura
Arapiraca
40
40
0
100%
0%
Matemática
Licenciatura
Arapiraca
180
155
25
86%
14%
Pedagogia
Bacharelado
Arapiraca
40
40
0
100%
0%
Química
Licenciatura
Arapiraca
176
159
17
90%
10%
Zootecnia
Bacharelado
Arapiraca
147
112
35
76%
24%
Psicologia
Bacharelado
Palmeira dos Índios
219
152
67
69%
31%
Serviço Social
Bacharelado
Palmeira dos Índios
218
142
76
65%
35%
Engenharia de Pesca
Bacharelado
Penedo
150
117
33
78%
22%
Turismo
Bacharelado
Penedo
96
88
8
92%
8%
Medicina Veterinária
Bacharelado
Viçosa
183
105
78
57%
43%
TOTAL
3075
2292
783
75%
25%
Fonte dos dados: Direção Acadêmica do Campus Arapiraca
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Campus Arapiraca e Unidades Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa.
Os cursos que apresentaram o maior número de alunos advindos de escolas privadas
foram Enfermagem (39%), Ciências da Computação (39%) e Arquitetura e Urbanismo (38%),
todos os três cursos locado na Sede do Campus Arapiraca. As maiores porcentagens de
alunos advindos do ensino médio público estão nos cursos que funcionam em período
noturno: Administração Pública, Pedagogia e Letras/Língua Portuguesa, também locado em
Arapiraca. Dentre os cursos que funcionam em período diurno, aqueles que possuem as
maiores porcentagens de alunos advindos do ensino médio público são as Licenciaturas em
Química (90%), Física (86%) e Matemática (86%). Esse quantitativo de alunos das licenciaturas
proveniente de escolas públicas é importante uma vez que um dos objetivos centrais da
interiorização é o provimento de quadros para as escolas públicas do Agreste e sertão
Alagoanos. Esse quadro demonstra a diversidade presente no corpo discente, mesmo
considerando que se agregar os dados, pode-se constatar que na Sede, 76% dos alunos
cursaram o ensino médio em escolas públicas. As licenciaturas apresentaram maior
porcentagem de alunos advindos do ensino médio público, 85%; nos bacharelados a
porcentagem é de 75%.
Figura 30 - Composição do alunado em função da origem do ensino médio na Sede
27
Sede Arapiraca
24%
76%
Ensino Médio Público
Ensino Médio Privado
Fonte dos dados: Direção Acadêmica do Campus Arapiraca
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Campus Arapiraca e Unidades Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa.
A cartografia que apresenta o município de origem do alunado contemplou duas
escalas: a escala intramunicipal e a escala estadual.
Na escala intramunicipal, foi cartografado o local de residência dos alunos por bairro,
na zona urbana, e por localidade e povoados, na zona rural dos municípios sede das unidades
do Campus Arapiraca. Esse levantamento tem por objetivo um mapeamento dos bairros,
localidades e povoados onde há maior concentração de alunos residentes.
Dos alunos da Sede residentes na zona urbana de Arapiraca, a maior parte advém do
bairro Brasília, seguido pelos bairros Alto do Cruzeiro, Centro e Primavera. Na terceira faixa
estão os bairros São Luiz, Cacimbas, Eldorado, Baixão, Capiatã, Santa Esmeralda, Cavaco e
Jardim Esperança. O cartograma mostra que os bairros que concentram mais alunos da Sede
do Campus estão localizados próximos às áreas centrais da cidade.
28
Campus Arapiraca Sede
MASSARANDUBA
BOM SUCESSO
SENADOR
NILO
COELHO
Alunos residentes na zona urbana
Bairros de origem
JARDIM
PLANALTO
SENADOR ARNON
ESPERANÇ
DE MELO
A
BAIXA
BRASILIANA
GRANDE
SANTA
EDWIGE
CAVACO
SANTA
S
CAITITUSESMERALDA
CAPIATÃ
NOVO
HORIZONTE
ELDORADO
ALTO DO
CRUZEIRO
BAIXÃO
ZÉLIA BARBOSA ROCHA
CENTRO
MANOEL
TELES
CACIMBAS
ITAPOÃ
BRASÍLIA
OURO
PRETO
1 a 30
JARDIM
TROPICAL
PE. ANTÔNIO
PRIMAVERA
LIMA NETO
SÃO LUIZ
SÃO LUIZ II
OLHO D'ÁGUA
DOS
CAZUZINHAS
LEGENDA
31 a 60
CANAFÍSTULA
61 a 90
91 a 135
JOÃO
PAULO II
NOVA
ESPERANÇ
VERDES
A
CAMPOS
Nenhum
GUARIBAS
BOA VISTA
Fonte: Direção Acadêmica da UFAL/Campus
Arapiraca
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor
UFAL Arapiraca e Unidades
Figura 31 – Cartograma da origem do corpo discente residente na zona urbana de Arapiraca.
No tocante aos alunos residentes na zona rural, os povoados: Batingas, Bananeiras,
Capim e Xexéu são os que contam com o maior número de alunos residentes. Do total de
alunos da Sede, 141 residem na zona rural de Arapiraca, correspondendo a 6,5% do corpo
discente. Na região norte do município, onde o Campus da UFAL está situado, está localizado
um grande número de povoados e comunidades rurais.
29
Campus Arapiraca Sede
LAGOA DO RANCHO
Alunos residentes na zona rural
XEXÉU
LAGOA D’ÁGUA
BOM NOME
CORREDOR
BARREIRAS II
ITAPICURU
Localidades e povoados de origem
VILA APARECIDA
MINADOR
BARREIRAS
CARRASCO
GENIPAPO
VARGINHA
CAMPUS UFAL
CAPIM
SEMENTEIRA
OITIZEIRO
SÍTIO POÇÃO
MANGABEIRAS
MASSARANDUBA
CANAÃ
QUATI
BREU
MULUNGU
FERNANDES
SÃO FRANCISCO
LEGENDA
ARAPIRACA
Zona rural
PAU FERRO
DE BAIXO
BOM JARDIM
PAU FERRO
DOS LARANJEIRAS
LOCALIDADES NÃO
ENCONTRADAS
NOME
ALUNOS
ALTO ARAÇÁ
1
BARROSCO
1
CANAFÍSTULA DO
CIPRIANO
1
MASSAPÊ
1
MIRACEMA DE
ANADIA
1
PROGRESSO
1
SÃO JOSÉ
4
TABELA
1
ZONA RURAL
1
FAZENDA VELHA 2
ESPORÃO
1
LAGOA NOVA
1
TAQUARA
1
Zona urbana
PÉ LEVE
VELHO
BARRO VERMELHO
1a5
FLEXEIRAS
6 a 10
BATINGAS
ALAZÃO
PÉ LEVE
VELHO II
21 a 30
BAIXA DA ONÇA
PAU D’ARCO
SAPUCAIA
11 a 20
CAJARANA
BANANEIRAS
CANGANDU
Fonte: Direção Acadêmica da
UFAL/Campus Arapiraca
TABOQUINHA
INGAZEIRA
LARANJAL
BÁLSAMO
Elaboração: Equipe Técnica do Plano
Diretor UFAL Arapiraca e Unidades
Figura 32 – Cartograma da origem do corpo discente residente na zona rural de Arapiraca.
Os alunos do Campus Arapiraca – Sede tem origem em 58 dos 102 municípios do
estado. A maior parte do alunado (76%) se concentra nos municípios de Arapiraca (municípiosede), Palmeira dos Índios, Teotônio Vilela, Girau do Ponciano, Junqueiro, Lagoa da Canoa,
Taquarana e Igaci. O município-sede concentra 50,7% dos alunos da Unidade e 5,5% são
provenientes de Palmeira dos Índios.
30
Figura 33 – Cartograma da distribuição do corpo discente da Sede Arapiraca por municípios de
origem
Alunos Campus Arapiraca – Sede
Município de origem
MATA GRANDE
SANTANA
DO
MUNDAU
OURO
BRANCO
CANAPI
MARAVILHA
PARICONHA
CAMPESTREJACUÍPE
MARAGOGI
IBATEGUARA
JUNDIÁ
COLÔNIA
SÃO JOSÉ
LEOPOLDINANOVO LINO
DA LAJE
PORTO
CALVO
MATRIZ DO
JAPARATINGA
CAMARAGIBE
JOAQUIM
GOMES
UNIÃO DOS
PORTO DE
PALMARES
PEDRAS
FLEXEIRAS
BRANQUINHA
CHÃ PRETA
INHAPI
ÁGUA BRANCA
POÇO DAS TRINCHEIRAS
DELMIRO GOUVEIA
OLHO
D'ÁGUA DO
CASADO
PIRANHAS
SANTANA DO
IPANEMA
SENADOR RUI
PALMEIRA
DOIS
RIACHOS
CARNEIROS
SÃO JOSÉ DA
TAPERA
OLHO OLIVENÇA
D’ÁGUA DAS
FLORES
COITÉ
DO
NÓIA TAQUARANA
JARAMATAIA
GIRAU DO LAGOA
PONCIANO DA
CANOA
BELO
MONTE
CAMPO
GRANDE
ANADIA
LIMOEIRO
DE ANADIA
JUNQUEIRO
MACEIÓ
SATUBA
CAMPO
ALEGRE
BOCA DA
MATA
SÃO MIGUEL
DOS CAMPOS
BARRA DE SÃO
MIGUEL
TEOTÔNIO
VILELA
OLHO D'ÁGUA
GRANDE
SÃO BRÁS
PORTO
REAL
DO
COLÉGIO
COQUEIRO
SECO
MARECHAL
DEODORO
ROTEIRO
JEQUIÁ DA
PRAIA
SÃO
SEBASTIÃO
BARRA DE SANTO
ANTÔNIO
PARIPUEIRA
RIO LARGO
FEIRA
GRANDE
TRAIPU
MESSIAS
SANTA LUZIA
DO NORTE
BATALHA
ARAPIRACA
SÃO MIGUEL
PASSO DEDOS MILAGRES
CAMARAGIBE
ATALAIA
TANQUE
BELÉMD'ARCA MARIBONDO
IGACI
CRAÍBAS
JACARÉ DOS
HOMENS
PALESTINA
CAPELA
CAJUEIRO
VIÇOSA
MAR
PINDOBA
VERMELHO
MAJOR
IZIDORO
SÃO LUIZ
DO
QUITUNDE
MURICI
PAULO
JACINTO
PALMEIRA
DOS ÍNDIOS
ESTRELA
CACIMBINHAS DE
ALAGOAS
MONTEIRÓPOLIS
PÃO DE
AÇÚCAR
QUEBRANGULO
MINADOR
DO NEGRÃO
CORURIPE
IGREJA
NOVA
LEGENDA
1 a 25
26 a 50
51 a 75
PENEDO
FELIZ
DESERTO
76 a 100
PIAÇABUÇU
101 a 119
Fonte: Direção Acadêmica da UFAL/Campus Arapiraca
120 a 1099
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Arapiraca e Unidades
Nenhum
Figura 34 – Gráfico da distribuição do corpo discente da Sede Arapiraca por municípios de origem
Alunos do Campus Arapiraca – Sede
Município de Origem
OUTROS ESTADOS
0.3%
OUTROS MUNICIPIOS DE
ALAGOAS
23.7%
IGACI
2.7%
ARAPIRACA
50.7%
TAQUARANA
2.8%
LAGOA DA CANOA
2.9%
JUNQUEIRO
3.5%
GIRAU DO PONCIANO
3.7%
TEOTONIO VILELA
4.1%
PAMEIRA DOS INDIOS
5.5%
A quantidade de alunos por município é influenciada por outros fatores como o porte
populacional do município, proximidade com os municípios-sede, número de alunos
matriculados no ensino médio, dentre outras. Estabelecendo uma relação entre o número de
31
alunos e o porte populacional, pode-se constatar que a ordem dos municípios apresentada no
gráfico anterior sofre alterações. A relação entre o número de matriculados e o porte
populacional consta na tabela a seguir. Além disso, a quantidade de cursos ofertados em
cada Unidade também influencia a cartografia do alunado. Deste modo, será feita uma análise
considerando cada Unidade, separadamente. Portanto, os municípios de Arapiraca, Lagoa da
Canoa, Taquarana, Junqueiro e Coité do Nóia, apresentam a maior relação aluno/hab.
Figura 35 – Tabela da relação entre o número de alunos provenientes de municípios do estado de
Alagoas pela população desses municípios para a Sede do Campus - Arapiraca
ORDEM
MUNICÍPIO
1 Arapiraca
2 Lagoa da Canoa
3 Taquarana
4 Junqueiro
5 Coité do Nóia
6 Jaramataia
7 Igaci
8 Girau do Ponciano
9 Teotônio Vilela
10 Feira Grande
11 Limoeiro de Anadia
12 Campo Grande
13 Palmeira dos Índios
14 Craíbas
15 São Sebastião
MESORREGIAO
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Leste Alagoano
Agreste Alagoano
Sertão Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Leste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
ALUNOS*
1099
63
61
76
32
14
59
81
90
42
50
16
119
38
42
POP MUNIC**
214006
18250
19020
23836
10926
5558
25188
36600
41152
21321
26992
9032
70368
22641
32010
ALUNO/HAB
0.0051354
0.0034521
0.0032072
0.0031885
0.0029288
0.0025189
0.0023424
0.0022131
0.0021870
0.0019699
0.0018524
0.0017715
0.0016911
0.0016784
0.0013121
(*) Levantamento realizado em novembro de 2011.
(**) População segundo o Censo 2010 do IBGE
3.4. CORPO DE FUNCIONÁRIOS TERCEIRIZADOS
O corpo de terceirizados totaliza 76 funcionários e é composto por motoristas,
eletricista, encanador, pedreiro, manutenção, limpeza e seguranças. Os serviços terceirizados
nas Unidades do Campus Arapiraca são realizados por três empresas: Servipa, Ativa e Plena.
A Servipa Serviços Gerais Ltda realiza a prestação de serviços em segurança
integrada, compreendendo a disponibilização e instalação de equipamentos de captação,
geração, visualização e gravação de imagens, controle de acesso de pessoas e veículos,
operar com o sistema de alarme de intrusão e serviços de monitoramento e controle. A Ativa
Serviços Gerais Ltda é especializada na prestação de serviços de limpeza, conservação,
higienização e desinfecção de áreas internas e externas com fornecimento de mão-de-obra e
material de limpeza. A Ativa conta com motoristas que fazem a condução dos veículos
institucionais. A Plena Terceirização de Serviços Contratação atua na prestação de serviço de
limpeza, conservação, higienização e desinfecção de bens móveis e imóveis.
32
Figura 36 - Quantitativo de funcionários terceirizados na Sede9
UNIDADE
ARAPIRACA
ATIVA
10
PLENA
15
SERVIPA
20
TOTAL
45
Os funcionários especializados – eletricista, pedreiro, encarregado da manutenção e
encanador – ficam sediados em Arapiraca e quando há necessidade de serviços de reparo nas
Unidades, esses funcionários são deslocados para solucionar o problema e retornam assim
que concluem o serviço. As demandas pela prestação de serviço desses funcionários são
frequentes e o deslocamento gera atrasos na resolução dos problemas. Faz-se necessário,
portanto, descentralizar os serviços desses funcionários especializados de modo que cada
Unidade conte com seus próprios funcionários. Para isso, é preciso ampliar o contingente de
funcionários terceirizados contratados.
4. ANÁLISE DOS EIXOS TEMÁTICOS
4.1. DEMANDA ATUAL PARA ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL
Melhorias na infraestrutura da Sede do Campus Arapiraca é a demanda mais urgente.
A Unidade não conta com residência, nem restaurante universitário e a demanda por esses
equipamentos resulta em déficit de infraestrutura. O corpo discente é bastante diversificado, a
diversidade de cursos ofertados fez do Campus Arapiraca um pólo de interesse de estudantes
de diversos municípios do Agreste.
Quase 50% do alunado de Arapiraca é originário de outros municípios vizinhos –
Palmeira dos índios, Campo Alegre, Penedo, Teotônio Vilela, Girau do Ponciano, Junqueiro,
Lagoa da Canoa, Taquarana e Igaci concentram 25% do número de alunos da Sede, enquanto
que quase 24% são originários de outros municípios mais distantes. Portanto, a demanda
pelos serviços de moradia e alimentação é bastante considerável.
A demanda atual quantificada para alimentação na Unidade foi de 1500 refeições por
dia (almoço e jantar), considerando o turno com a maior quantidade de alunos – 1200 alunos,
no período da manhã, somando professores e técnicos chega-se a 1375 pessoas. O
restaurante deveria funcionar em três intervalos, café-da-manhã, almoço e jantar. O parâmetro
recomendado para o refeitório é 1,68 m²/pessoa.
9
Levantamento feito em novembro de 2011.
33
Figura 37 – Quadro síntese da quantidade de bolsas estudantis da Unidade Arapiraca, em 2012.
TIPO
QUANTIDADE
VALOR
AUXILIO ALIMENTAÇÃO
52
R$ 125,00
AUXILIO MORADIA
56
R$ 200,00
BOLSA PERMANENCIA DISCENTE
302
R$ 360,00
BOLSA DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL
50
R$ 360,00
Os relatos obtidos nas oficinas de coleta de dados apontaram para uma necessidade
grande de serviços de assistência estudantil desde alimentação, a residência, serviços
comerciais, transporte público acessível, em quantidade e em horários disponíveis, segurança
pública nos espaços próximos ao campus, e principalmente a resolução do conflito de
segurança do Campus em relação às fugas de detentos do Presídio Des. Luís de Oliveira
Sousa.
Figura 38 - Quadro com as demandas por alimentação e residência.
Serviços de Assistência Estudantil
Unidade Penedo
Alimentação
Demanda total = 1375 refeições - almoço
1200 alunos, 138 professores e 37 técnicos
Residência Estudantil
Demanda = 50% dos estudantes
Atendimento médico
Pode ser acessado em Unidades de Pronto
Atendimento do Município
Atendimento psicossocial
1 assistente social recém contratado
Fonte: levantamento populacional da Comunidade Acadêmica da Sede Campus Arapiraca.
A quantidade de salas de aula, salas de trabalho dos técnicos e salas de professores
também é insuficiente para atender a necessidade atual. As salas de aula principalmente não
atendem aos parâmetros definidos de conforto acústico e térmico, conforme avaliado por
MORAES (et al., 2011) e descrito no item Bloco A. A situação de salas de aula no Bloco B é a
mesma que o Bloco A, já que a orientação da edificação, os materiais e o tamanho dos
espaços são os mesmos nos dois blocos.
Um novo auditório também é uma demanda urgente de infraestrutura essencial para o
funcionamento da Unidade, visto que o auditório atual é precário, e não atende a toda a
demanda por espaços para eventos e conferências. Seria necessário um espaço maior, para
cerca de 300 a 400 pessoas, e salas de conferencia menores para atender a eventos de menor
porte. A mesma analise foi feita sobre o espaço físico da biblioteca e dos laboratórios de
ensino. No item 3.2, a seguir, serão abordados detalhadamente a situação de infraestrutura
34
desses espaços.
4.2. INFRAESTRUTURA E SERVIÇOS URBANOS
4.2.1 Setorização e planejamento dos blocos
Nos primeiros três anos de ocupação, de 2006 a 2009, algumas modificações foram
feitas para atender ao crescimento da comunidade acadêmica, a área construída dobrou
nesse período, entretanto ainda não foi suficiente para suprir toda a carência de infraestrutura
para a comunidade acadêmica em amplo crescimento. A infraestrutura inicial, mesmo
improvisada, foi consolidada, a partir de edificações insuficientes desde a implantação.
Percebe-se claramente a baixa qualidade dos materiais empregados nas edificações, deste a
alvenaria até os acabamentos – portas, janelas e coberturas.
Figura 39 – Mapa do uso e ocupação do Campus até início de 2009.
35
Para uma melhor compreensão dos blocos que compõem o Campus, segue abaixo
uma descrição detalhada de cada um deles.
Acesso Principal
O acesso principal e a guarita da unidade são a principal e única forma de ingresso ao
Campus. O acesso é permitido a pedestres, veículos, ônibus e vans, mediante o controle por
parte de funcionários de uma empresa prestadora de serviços que faz a segurança da
instituição.
O acesso é composto por uma guarita coberta, com sala e banheiro para funcionário,
passagem com catracas para os pedestres e portões tipo cancela eletrônica para veículos. Há
também um terceiro portão para entrada de veículos de grande porte, como ônibus e
caminhões. Até 2011, junto ao acesso havia um estacionamento improvisado, com algumas
árvores, onde os veículos estacionam, sem nenhuma marcação ou indicação de trânsito.
Figura 40 - Campus Arapiraca localizando o Acesso Principal e a área usada como estacionamento até 2011.
A figura abaixo mostra a planta as built da guarita, onde estão localizados a circulação
de acesso aos pedestres e as pessoas com deficiência, além das catracas de controle de
entrada e saída de veículos (Figura 41a).
36
(a)
(b)
Figura 41 – (a) Planta da guarita de acesso e (b) Vista externa da guarita.
Moraes (et al, 2011l) analisou a circulação de pessoas e veículos, e a partir desse
estudo foi possível determinar as áreas utilizadas pelos usuários para se deslocar, desde o
desembarque no ponto do ônibus até o pátio da universidade, identificando as regiões com
maior e menor fluxo de pessoas.
Essa análise foi realizada através da observação no dia 25 de agosto de 2010 em
horários distintos, ou seja, das 7:30 horas às 8:00 horas e 13:00 horas às 14:00 horas. Os
horários escolhidos correspondem aos horários de maior fluxo de pessoas, sendo estes
próximos ao início dos turnos de aulas.
Observou-se que os usuários utilizavam caminhos mais curtos possíveis para atingir a
edificação, não se adequando ao desenho do passeio proposto e executado. Foram
identificados diversos conflitos entre as trajetórias dos pedestres e dos automóveis.
(a)
(b)
Figura 42 – (a) Mapa de fluxo de pessoas e de veículos no interior da Unidade Arapiraca, e (b) Fluxo de
usuário no acesso ao Campus, em números absolutos conforme contagem nos horários escolhidos, em
2010.
37
Apesar de o levantamento comportamental deixar evidente que o número de usuários
pedestres é superior ao número de automóveis (motos/vans/carros/ônibus) (Figura 41), no
espaço estudado a prioridade no uso do solo havia sido dos veículos.
Em 2010, a obra de execução do sistema viário já havia sido iniciada, a fim de
consolidar o desenho já existente, quando da pesquisa feita em Moraes (et al, 2011). A partir
do estudo citado foi possível identificar e quantificar o problema e propor a solução de
separação dos fluxos de pessoas e de veículos. Desta forma o sistema viário ficou limitado a
área a direita das edificações, abrindo espaço para a construção de uma praça de acesso na
parte frontal da unidade.
Figura 43 - Mapa do acesso frontal com localização do estacionamento a direita do acesso,
entregue a comunidade em 2011.
38
Figura 44 – Tabela de área construída – Acesso Principal e Sistema Viário
AMBIENTE
GUARITA
SISTEMA VIÁRIO - RUAS CALÇADAS
ESTACIONAMENTO
PASSEIO CALÇADO DO ACESSO PRINCIPAL
ÁREA TOTAL (M2)
QUANTIDADE
01
05
01
ÁREA PAVIMENTADA (M2)*
138,32
7143,31
3616,68
301,00
11.199,31
(*) Esse cálculo de área pavimentada leva em consideração a área de piso, pois esses espaços não são
cobertos.
Espaço de Convivência (Pátio e Cantina)
O espaço de convivência é um local de encontro e distribuição de fluxo de pessoas. É
o primeiro espaço coletivo para onde os usuários se destinam após a entrada no campus. A
partir do pátio central, as pessoas geralmente se destinam a outros espaços que desejam
acessar, como salas de aula, cantina, salas de coordenação, auditório, direção geral e
acadêmica.
Ao lado direito do espaço de convivência localiza-se o setor administrativo, junto às
coordenações dos cursos, refeitório para funcionários, laboratórios e auditório. Ao lado
esquerdo, estão localizados os blocos de sala de aula A e B, laboratórios de informática,
biblioteca, salas de professores, acesso ao bloco C de salas de aula. Além do grande fluxo
diário de pessoas conta-se com um número de funcionários permanentes, sendo uma pessoa
na reprografia e em média cinco pessoas na cantina.
Notamos que nas circulações, no pátio e na praça de alimentação há uma
sobreposição de usos: pessoas se alimentam, se encontram, conversam, esperam por
reuniões, por aulas, por transporte. Em alguns horários há mais pessoas do que o espaço
permite acomodar, principalmente em horários de início dos turnos de aulas e no horário de
almoço. Essa confluência de usos e de pessoas tornou-se um dos maiores problemas da área
de convivência, não somente pelo desconforto e insuficiência do mobiliário existente, mas
também pela má adequação da edificação ao clima da região, entre outros motivos.
39
Figura 45 – Planta do pátio central com localização dos ambientes de convivência e alimentação.
(a)
(b)
40
(c)
(d)
(e)
(f)
Figura 46 – (a) vista externa do pátio central, (b) vista interna do espaço de mesas, localizando jardim ao
fundo, (c) Estudantes utilizando o espaço da Cantina para fazer refeições e conversar, (d) Pátio Central,
local de reuniões e convivência, (e) Estudantes na fila da reprografia e (f) vista interna do banheiro
feminino.
Figura 47 – Tabela de área útil do Espaço de Convivência – Pátio e Cantina
COMPARTIMENTO
2
PAVT.º
QUANT.
ÁREA ÚTIL (M )
PATIO CENTRAL E
CIRCULAÇÕES
1
1
REPROGRAFIA
1
1
13,64
ÁREA DE MESAS
1
1
128,16
CANTINA- ATENDIMENTO
1
1
12,89
CANTINA - COZINHA
1
1
15,18
CANTINA - SERVIÇO
1
1
8,80
WC FEMININO
1
1
17,00
WC MASCULINO
1
1
17,00
WC ACESSIVEL 1
1
1
5,37
WC ACESSIVEL 2
1
1
5,37
1
1
ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA
DEPOSITO
2
ÁREA ÚTIL TOTAL (M )
457,48
2,00
682,89
41
MORAES (et al, 2011) avaliou a satisfação dos usuários do Campus Arapiraca, quanto
a qualidade do espaço de Convivência. Os aspectos avaliados numa escala de cinco pontos
(variando de 1 a 5, sendo 1 a pior avaliação e 5 a melhor avaliação) são apresentados na
Figura 48, abaixo. Nota-se que o espaço físico, a qualidade do mobiliário, a localização da
cantina e o espaço físico dos banheiros apresentam tendência positiva de avaliação. Os
demais itens podem ser considerados negativos. Destaca-se como aspectos negativos a falta
de acessibilidade a pessoas com deficiência, a falta de proteção contra as águas das chuvas e
o paisagismo do local que não oferece sombreamento nas áreas descobertas.
Figura 48 – Frequências relativas acumuladas obtidas a partir das respostas dos 70 questionários sobre
os itens avaliados na área de convivência (escala de cinco pontos).
Os aspectos avaliados numa escala de três pontos, sendo 1 a pior avaliação e 3 a
melhor avaliação, são apresentados na Figura 49, abaixo. Nota-se que a maioria dos itens
apresenta tendência negativa ou regular, com destaque para o espaço da sala de reprografia,
a estética do local, o acesso ao pátio, à cantina e a quantidade de banheiros.
42
Iluminação dentro dos banheiros
Quantidade de banheiros coletivos
Tamanho da sala de reprografia
Estética deste local
Acesso ao pátio e a cantina
Iluminação natural
Incidência solar
Ventilação natural
Níveis de ruídos
0%
1 - RUIM
10%
20%
30%
2 - RAZOÁVEL
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
3 - BOM
Figura 49 - Frequências relativas acumuladas obtidas a partir das respostas dos 70 questionários sobre
os itens avaliados na área de convivência (escala de três pontos).
Bloco Administrativo, de Laboratórios de Ensino e Auditório
Este bloco, com área de 958,52 m2, foi reformado, quando da inauguração do Campus
em 2006. Seu uso de divide em três grandes zonas – o Setor administrativo e de
Coordenações de Cursos, o Setor de Laboratórios de Ensino e o Auditório.
Figura 50 – Planta com usos do Bloco Administrativo, de Laboratórios e Auditório.
43
(a)
(b)
Figura 51 – (a) Vista do Bloco Administrativo e de Coordenações, (b) Vista do Bloco de
laboratórios e auditório.
Figura 52 – Tabela de área útil do Bloco Administrativo, Laboratórios e Auditório
COMPARTIMENTO
PAVT.º
QUANT.
ÁREA ÚTIL
(M2)
BLOCO ADMINISTRATIVO, COORDENAÇÕES, LABORATÓRIOS E AUDITÓRIO
1
1
1
1
3,20
4,50
1
1
1
1
18,89
15,35
COORDENAÇÃO DE REGISTRO E
CONTROLE ACADÊMICO
1
1
24,20
DIREÇÃO ACADEMICA
DEPARTAMENTO DE SERVIÇOS
GERAIS E PATRIMONIO
1
1
1
1
17,97
18,09
SECRETARIA EXECUTIVA
ADMINISTRAÇÃO
COPA
COORDENAÇÕES DE QUÍMICA E
EDUCAÇÃO FÍSICA
1
1
1
1
1
1
1
1
24
17,96
25,92
8,95
COORDENAÇÕES DE FÍSICA E
MATEMÁTICA
COORDENAÇÕES DE
ZOOTECNIA E CIENCIA DA
COMPUTAÇÃO
COORDENAÇÕES DO TRONCO
INICIAL E DE ARQUITETURA E
URBANISMO
1
1
8,95
1
1
9,35
1
1
9,35
COORDENAÇÕES DE
AGRONOMIA E BIOLOGIA
WC PRIVATIVO 1
1
1
9,35
1
1
2,92
WC PRIVATIVO 2
WC FEMININO
WC MASCULINO
1
1
1
1
1
1
2,92
2,92
2,92
CIRCULAÇÃO
REPROGRAFIA
SECRETARIA DE CURSOS
SEGURANÇA
SETOR
SETOR
ADMINISTRATIVO
E DE
COORDENAÇÕES
44
CIRCULAÇÃO GERAL
LABORATÓRIO DE QUIMICA
LABORATORIO DE CIENCIAS
BIOLOGICAS
LABORATÓRIO DE
ENFERMAGEM
LABORATÓRIO DE ZOOTECNIA E
AGRONOMIA
GRUPO PET ENFERMAGEM
WC FEMININO
WC ACESSIVEL FEM
LABORATÓRIOS
DE CURSOS
AUDITÓRIO
WC ACESSIVEL MASC
WC MASCULINO
ANTESALA AUDITORIO
JARDIM INVERNO
AUDITORIO
ÁREA ÚTIL TOTAL (M2)
1
1
112,85
1
1
1
1
55,43
55,43
1
1
55,43
1
1
55,43
1
1
1
1
4,5
12,2
3,05
1
1
1
1
1
1
1
1
3,05
12,2
19,3
16,12
167
799,70
O Setor Administrativo possui dois acessos: o principal decorrente da ligação com o
Pátio; e outro acesso de serviço junto à copa. A circulação interna se dá por um estreito
corredor que leva a todos os ambientes de trabalho.
A estrutura física do setor administrativo é composta pelos ambientes: CRCA Coordenação de Registro e Controle Acadêmico, Direção acadêmica, Secretária executiva,
administração geral, copa, 6 salas de coordenação de cursos, DSG - Direção de Serviços
Gerais, Secretaria dos cursos e 4 banheiros. Possui uma área útil de, aproximadamente 259,53
m² e abriga funcionários em expediente diurno com início às 07h30min e término às
17h30min, e noturno, com término às 22h.
Os maiores problemas encontrados no Setor Administrativo foram de falta de espaço
para o desempenho das atividades com conforto. Conforme a planta mobiliada da figura 53,
percebe-se que todas as salas encontram-se superlotadas, pois diversos setores têm que
dividir o mesmo espaço físico, até mesmo as coordenações de curso, e também abarrotadas
de móveis, caixas, documentos e equipamentos – computadores e impressoras. As salas de
Coordenações de Cursos têm 8,90 m2 cada, e abriga duas coordenações em funcionamento
simultâneo. As coordenações dos cursos noturnos – Letras, Pedagogia e Administração
Pública não dispõem de sala. As atividades de coordenação são desempenhadas nas salas
dos professores dos respectivos cursos, ou em salas de coordenação temporariamente
cedidas. Não há lugar para armazenar os documentos desses cursos, nem seus
equipamentos de ensino.
45
Figura 53 – Planta do setor administrativo com locação de mobiliário.
(a)
(b)
Figura 54 – (a) Sala de coordenação dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e do Tronco Inicial
destacando a falta de espaço de circulação e o excesso de mobiliário, e (b) Excesso de cabos de
energia ligados numa mesma tomada, sobrecarregando os circuitos.
46
(a)
(b)
Figura 55 - (a) Instalações elétricas insuficientes e inadequadas e (b) Espaço insuficiente para a
quantidade de documentos, materiais e mobiliário dispostos. Falta de proteção contra a radiação
solar excessiva no período da tarde.
O principal problema detectado na área administrativa está relacionado à deficiência de
espaços para o desenvolvimento pleno das atividades dos setores. Os ambientes estão
subdimensionados para as atividades em execução, para o número de usuários, servidores e
pessoas em atendimento. Não há espaço para armazenamento de documentos, material de
trabalho e material de consumo. Em muitos setores, mais de um servidor ocupa a mesma
mesa de trabalho, sendo necessário um revezamento no uso da mesa, do computador, e de
outros equipamentos de impressão, copiadora e telefone fixo.
As possibilidades de intervenção no espaço são mínimas, uma vez que qualquer
reconfiguração deste não atenderia as demandas atuais, pois há necessidade de aumento das
áreas, e não o de reorganização de layout. Em conjunto também é necessário ampliar a rede
elétrica e de lógica para atender a todos os equipamentos previstos para o desempenho das
atividades de trabalho.
Os Laboratórios de Ensino deste bloco são quatro ambientes de 55 m2, de origem da
inauguração
do
Campus.
São
utilizados
com
espaços
de
ensino
de
práticas
profissionalizantes dos Cursos de Química, Ciências Biológicas, Enfermagem e Zootecnia e
Agronomia.
De modo geral, considera-se laboratório de ensino aqueles espaços usados para
atividades práticas em sala de aula. Na Sede Arapiraca, os Laboratórios de Ensino atendem
aos cursos: Agronomia, Licenciatura em Ciências Biológicas, Bacharelado em Enfermagem,
Física – Licenciatura, Química Licenciatura. O funcionamento destes laboratórios é
supervisionado por técnicos de laboratórios que acompanham a atividade dos docentes e
discentes, e cuidam da manutenção dos espaços em questão. São laboratórios de ensino da
Sede:
47
O Laboratório Multidisciplinar “A” (Laboratório de Química), o Laboratório
Multidisciplinar “B” (Laboratório de Ciências Biológicas), o Laboratório
Multidisciplinar “C” (Laboratório de Enfermagem), o Laboratório Multidisciplinar
“D” (Laboratório de Agronomia e Zootecnia). Esses laboratórios ficam
localizados, no bloco do auditório;
Laboratório Multidisciplinar de Física fica localizado no bloco B;
Laboratório Biologia Molecular (casa velha);
Laboratório de morfologia e morfometria e práticas pedagógicas, Laboratório de
Anatomia (bloco em L);
Laboratório de Química dos Solos e Laboratório Entomologia (laboratório de
ciências agrárias).
Os maiores problemas relatados pelos técnicos de laboratórios, de acordo com as
necessidades do dia-a-dia destes espaços estão relacionados a:
Falta de equipamentos e de reagentes;
Falta de um plano de gerenciamento de resíduos;
Falta de infraestrutura de segurança - saídas de emergências;
Falta de sala de estilização;
Espaços apertados;
Abastecimento de energia insuficiente para o uso de seus equipamentos;
Falta de kits de primeiros socorros.
(a)
(b)
48
(c)
(d)
Figura 56 – Laboratórios de ensino – (a) Laboratório de Química, (b) Laboratório de Biologia, (c)
Laboratório de Enfermagem e (d) Laboratório de Zootecnia
O Auditório é a maior sala de eventos e projeção do Campus Arapiraca como um
todo. Não há auditório nas outras unidades, apenas em Penedo, no CEU, tem-se um mini
auditório que é utilizado para eventos.
(a)
(b)
Figura 57 – (a) vista externa no bloco do auditório, e (b) vista interna da plateia e palco do
auditório.
A capacidade do Auditório de Arapiraca é de 120 lugares, numa área de 167 m2, que
inclui plateia, circulação, palco e depósitos. Mesmo sendo uma edificação recente, percebese que não houve nenhum tipo de tratamento acústico para a adequação do espaço a eventos
e projeções, com conforto. Os assentos são poltronas acolchoadas, com prancheta retrátil,
mas não há assentos confortáveis e mesa adequada ao palco. Não há acessibilidade ao
palco, somente duas escadas em alvenaria, impedindo pessoas em cadeira de rodas a
acessarem este ambiente. As instalações audiovisuais são também improvisadas – uma tela
de projeção, um computador de mesa, um projetor, uma caixa de som e dois microfones, que
ao serem utilizados ficam sobre mesas junto ao palco, pois não há sala de projeção e de som.
49
As superfícies de piso, parede e teto não receberam nenhum tratamento acústico para
uma melhor audibilidade. Em período de chuva é praticamente impossível ouvir o palestrante,
ou o facilitador, mesmo utilizando microfone, pois o material do telhado - telhas metálicas sem
tratamento sobre forro de PVC, causam um intenso ruído de fundo.
Bloco A – Salas De Aula (A1)
O Bloco A era inicialmente composto por 11 salas de aula com 69,38 m², comportando
60 alunos em cada uma. Posteriormente 3 dessas salas foram divididas ao meio, resultando
em salas menores, com 34,54 m², e capacidade para 30 alunos. Um dos módulos de sala de
aula foi destinado a abrigar dois banheiros, com 20,00 m² cada, e uma abertura para
possibilitar o acesso ao Pátio coberto.
Figura 58 – Planta do Bloco A – salas de aula (A1).
(a)
(b)
Figura 59 - Bloco A salas de aula: (a) Vista externa da fachada sul, e (b) vista interna da circulação
50
Figura 60 – Tabela de área útil do Bloco A – Salas de Aula
COMPARTIMENTO
2
PAVT.º
QUANT.
ÁREA ÚTIL
UNIDADE
ÁREA ÚTIL TOTAL (M )
CIRCULAÇÃO
1
1
169,43
SALA DE MULTIMIDIA
1
1
68,87
68,87
SALA DE AULA TIPO 1
1
7
68,87
482,09
SALA DE AULA TIPO 2
1
6
34,90
209,40
WC FEMININO
1
1
19,00
19,00
WC MASCULINO
1
1
19,00
19,00
BLOCO A - SALAS DE AULA (A1)
ÁREA ÚTIL TOTAL (M2)
169,43
967,79
Na avaliação desenvolvida por Moraes (et al, 2011), os principais problemas
identificados no Bloco A são apresentados no quadro abaixo. Vale salientar que a situação do
Bloco B também é bastante similar ao Bloco A citado nesse item.
Figura 61 - Identificação dos principais problemas técnicos e construtivos
ITEM AVALIADO
PROBLEMAS ENCONTRADOS
Instalações
Elétricas
Pisos
Vedos
Forro (PVC)
Segurança contra
incêndio
Cobertura
Esquadrias
Fiação aparente;
Subdimensionamento da rede;
Falta de manutenção;
Má execução do revestimento;
Início de desgaste nos rodapés;
Trincas;
Infiltrações e Umidade;
Ondulações;
Falta de manutenção;
Infiltração por água da chuva;
Ausência de isolamento térmico e acústico;
1 extintor para atender as 11 salas;
Inexistência de hidrantes;
Falta de manutenção do telhado com um todo – telhas e elementos de fixação,
além de estruturas apresentando corrosão por oxidação;
Corrosão em esquadrias (janelas);
Janelas com vidro quebrado;
Trancas e maçanetas danificadas, impossibilitando a abertura;
Ausência do sistema de travamento para melhoria da ventilação natural;
Portas fora do esquadro, impossibilitando a abertura plena ou o fechamento
com facilidade;
Não há visor nas portas, dificultando a identificação do professor em sala de
aula a partir do corredor.
51
(a)
(b)
Figura 62 – (a) Instalações elétricas insuficientes para o uso dos estudantes, único ponto de energia
encontra-se abaixo do quadro branco (lousa), e (b) Esquadrias com travas e maçanetas danificadas,
dificultando seu uso.
Para obter os dados referentes ao nível de satisfação dos usuários, Moraes (et al, 2011)
aplicou 64 questionários aos alunos das três salas de aula, duas turmas no turno matutino e
uma turma no turno vespertino. A avaliação da satisfação desses usuários em relação ao
Campus Arapiraca quanto ao bloco A de salas de aula foi verificada a partir de uma escala de
cinco pontos: péssimo, ruim, razoável, bom e ótimo. As respostas obtidas para a avaliação
geral do Campus a maioria dos itens apresenta uma avaliação Regular, apenas o item
Aparência apresenta tendência positiva, os demais apresentam tendência negativa (Figura 63).
Figura 63 – Frequência das respostas obtidas nos 64 questionários aplicados sobre a avaliação geral do
Campus, com relação à aparência, conforto, sinalização, circulação e mobilidade.
Com relação ao bloco de salas de aula, os alunos consideram fatores positivos as
condições de iluminação e os corredores para circulação, enquanto é considerada negativa a
segurança contra incêndio (Figura 64). Os principais pontos negativos apontados pelos
respondentes naquela avaliação foram:
52
Grande quantidade de ruídos externos que perturbam o andamento das aulas;
Ventiladores são insuficientes e estão mal localizados;
Grande quantidade de cadeiras na sala de aula impossibilitando uma boa
circulação;
Incidência direta de luz natural nas áreas próximas às janelas o que torna a
permanência nesse local impossível para execução de tarefas de leitura.
Figura 64 – Frequência obtida a partir dos 64 questionários aplicados sobre a avaliação
geral do Bloco A.
A Figura 65 mostra a maioria das respostas consideradas positivas pelos
respondentes, principalmente quanto às condições de conforto na sala de aula - mobiliário e
dimensionamento de cadeiras e do espaço construído. Estas respostas são reforçadas, ao
ressaltar-se que por ser um Campus novo, ainda em implantação, o mobiliário é recente, e por
isso encontra-se em boas condições.
Figura 65 – Frequência obtida a partir da aplicação de 64 questionários sobre a avaliação da sala de
aula, considerando as respostas positivas, entre bom e ótimo para as questões de conforto do
mobiliário e da sala de aula.
Na Figura 66, pode-se destacar a tendência de respostas negativas quanto às
condições de conforto térmico, luminoso e de ventilação natural. Foi constatado na avaliação
do especialista, e comprovado com as respostas dos questionários que há desconforto por
calor excessivo tanto no inverno quanto no verão, ressaltando-se que a variação térmica entre
53
as estações climáticas de inverno e verão é de baixa intensidade. O inverno em Arapiraca
caracteriza-se por aumento da umidade do ar e consequente maior ocorrência de chuvas,
com ventos de maior velocidade. Outra condição de desconforto citada foi o ofuscamento
causado nos alunos devido ao material do quadro branco (lousa), que é refletivo, portanto
incorreto.
Figura 66 – Frequência obtida a partir da aplicação de 64 questionários sobre a avaliação da sala de
aula, considerando as respostas negativas, entre péssimo e ruim para os itens de conforto térmico,
ventilação e iluminação.
A Figura 67 demonstra mais um desconforto causado por problemas de projeto, que é
a interferência das conversas no corredor no conforto acústico das salas de aula, pois existem
janelas altas entre as salas e o corredor, e o posicionamento das portas das salas, frente a
frente, também causam interferência acústica, ruído excessivo e perda de concentração dos
estudantes. Este problema também foi detectado na avaliação do especialista.
Figura 67 – Frequência obtida a partir da aplicação de 64 questionários sobre a avaliação da sala de
aula, considerando o conforto dos usuários em relação a interferência acústica.
54
Bloco A – Setor de Biblioteca e Laboratórios (A2)
O setor anterior do Bloco A foi reformado para abrigar inicialmente a Biblioteca, o
Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), a Direção Geral, três laboratórios de informática,
oito salas de professores e cinco banheiros, sendo três banheiros coletivos, com acesso pela
circulação externa, e dois com acesso pelo setor administrativo da biblioteca.
A Biblioteca apresenta uma área útil de 415,34 m2 sendo 50,30 m² ocupados pelo setor
de acervo técnico, 158,23 m² ocupados pelo acervo e postos de estudo individual e 164,43 m²
ocupados pelas mesas de estudo em grupo e pelo setor de atendimento. Os laboratórios de
informática possuem 20 computadores para uso dos alunos em aulas e também extraclasse,
numa área de 58,27 m2 cada. Para isso, o funcionamento deles é em horário integral, com
acesso a internet.
Figura 68 – Planta de uso e ocupação do Bloco de Biblioteca, Laboratórios e Salas de Professores.
(a)
(b)
55
(c)
(d)
Figura 69 – (a) Vista externa do bloco da Biblioteca, (b) Vista frontal do Bloco A2 – biblioteca e
laboratórios, (c) vista do bloco da biblioteca a partir do acesso principal do campus, e (d) vista do
mesmo bloco a partir do pátio central.
Figura 70 – Tabela de área útil do Bloco A – Setor de Biblioteca, Laboratórios e Salas de
professores.
COMPARTIMENTO
ÁREA ÚTIL
UNIDADE
BLOCO A - BIBLIOTECA, LABORATÓRIOS E SALAS DE PROFESSORES
SETOR
BIBLIOTECA - ACERVO,
ESTUDO E
ATENDIMENTO
JARDIM DE INVERNO
BIBLIOTECA
PAVT.º
QUANT.
ÁREA ÚTIL TOTAL
(M 2)
1
1
322,35
322,35
1
1
31,90
31,90
BIBLIOTECA - SETOR
ADMINISTRATIVO E DE
TRATAMENTO
1
1
50,29
50,29
WC PRIVATIVO
1
2
5,40
10,80
DIREÇÃO GERAL
1
1
20,88
20,88
1
1
107,38
107,38
WC FEMININO
1
1
WC MASCULINO
1
1
WC ACESSIVEL
1
1
NUCLEO DE
TECNOLOGIA DA
INFORMAÇÃO
LABORATÓRIO DE
INFORMÁTICA
1
1
11,96
11,96
5,2
58,27
11,96
11,96
5,2
58,27
1
3
58,27
174,81
1
2
1
4
26,36
11,8
52,72
47,2
1
1
13,08
13,08
918,80
SETOR DE
LABORATÓRIOS
CIRCULAÇÃO GERAL
SALA DE PROFESSOR 1
SALA DE PROFESSOR 2
CIRCULAÇÃO
2
ÁREA ÚTIL TOTAL (M )
SALAS DE
PROFESSORES
56
Figura 71 – Planta mobiliada da Biblioteca, demonstrando a situação de falta de espaço para o
desempenho adequado das atividades nesse ambiente.
(a)
(b)
Figura 72 – (a) Na Biblioteca, o setor de mesas destaca-se pela proximidade excessiva entre as
mesmas, e (b) Quadro de avisos de reservas junto à fita de isolamento, preso numa coluna, podendo
causar obstrução da passagem e acidentes.
57
Na biblioteca os maiores problemas estão relacionados a falta de espaço físico
suficiente para abrigar as atividades de leitura, atendimento, estudo em grupo e trabalho dos
técnicos. É uma enorme carência de espaço físico para essas atividades acontecerem
simultaneamente, e ainda falta espaço para abrigar o acervo, que cresce a cada dia, assim
como a demanda de usuários. Há também o problema do funcionamento do sistema digital de
acervo. A UFAL já adquiriu o sistema Pergamus, um dos melhores do país, mais ainda não se
encontra em funcionamento. O sistema de controle de empréstimo é feito manualmente por
meio de fichas impressas. Isso dificulta a mobilidade dos livros, e a inscrição de usuários em
mais de uma biblioteca da instituição. O usuário tem que ter diferentes números de inscrições,
um em cada biblioteca que deseja utilizar.
Figura 73 – Quadro do número de exemplares e usuários das Bibliotecas do Campus Arapiraca
BIBLIOTECA
Nº DE
DOAÇÕES
USUARIOS
BOLSISTAS
EXEMPLARES
Arapiraca (BCA)
14.820
1.750
2.471
19
Palmeira dos Índios
4.721
105
396
8
(BPPI)
Penedo (BPP)
3.869
331
366
8
Viçosa (BPV)
1.988
0
188
2
Fonte: Biblioteca Central de Arapiraca
Figura 74 – Planta mobiliada dos laboratórios de informática – NTI e Laboratório 4.
58
(a)
(b)
Figura 75– Condições dos laboratórios analisados destacando (a) o excesso de mobiliário e de
equipamentos, e (b) problemas de ofuscamento causado pela radiação solar direta na fachada e janela
ao fundo.
A Direção Geral funciona numa sala improvisada, de 20,88 m², separada com
divisórias, sem aberturas suficientes para fornecer iluminação e ventilação adequadas.
Inicialmente, a sala estava agregada ao setor administrativo da Biblioteca, e após a reforma
passou a abrigar esse novo uso. A improvisação das instalações da Direção Geral é mais um
indicativo do problema de precarização da infraestrutura da Unidade, uma vez que o espaço
que abriga o principal gestor, não tivera suas instalações planejadas e em condições
adequadas de uso. Dos seis módulos-padrão de 58,57 m², três abrigam laboratórios, um foi
destinado ao NTI, e dois foram reconfigurados para abrigar salas de professores. Os quatro
primeiros tem acesso pela circulação externa e os dois últimos, pela circulação interna
principal que interliga os blocos ao Pátio coberto.
As oito salas para professores resultaram da divisão de quatro módulos-padrões, de
26,36 m2, com uma circulação interna. Com a contratação constante de novos docentes,
houve a necessidade de converter quatro salas de 11,80 m² em duas com área maior, igual a
inicial, de 26,36 m2, a fim de abrigar mais mesas de trabalho. A distribuição do mobiliário
nessas salas é feita de acordo com a necessidade dos grupos, visando uma melhor
acomodação dos docentes num espaço tão reduzido. Essas salas de professores são as
menores de todo o Campus, e como a infraestrutura não se encontra dimensionada para
atender a essa demanda é comum ter-se mais de 8 docentes ocupando a mesma sala, o que
dificulta a concentração, o trabalho individual, orientações de alunos, e até mesmo a
realização de atividades em grupo.
59
Bloco B
Em 2007, a Unidade passou por uma ampliação com a construção do Bloco B e em
2009 a construção do Bloco em L para abrigar laboratórios de ensino dos cursos de
graduação. O maior laboratório deste bloco é o de Enfermagem. O Bloco B foi projetado
inicialmente com 14 compartimentos, 13 com áreas de 57,27 m², comportando 50 alunos em
cada um; e um compartimento de 82,97 m² para abrigar a sala de pranchetas, do Curso de
Arquitetura e Urbanismo. O Bloco B também apresenta um conjunto de dez salas de
professores e uma bateria de banheiros feminino e masculino, que são reservados ao uso dos
professores. Posteriormente, algumas salas foram subdivididas, ou tiveram seu uso
modificado, para contornar a carência de espaços para salas de aula e de laboratórios.
Tem sido uma tendência, nos últimos dois anos, que esse bloco esteja se
transformando em bloco de laboratórios, já que a necessidade de implantação de laboratórios
de ensino é urgente, e aumenta, na medida em que, as turmas avançam nos cursos,
aprofundando-se os conteúdos e a necessidade de aulas práticas. No Bloco B têm-se dois
laboratórios do Curso de Educação Física, duas salas de pranchetas do Curso de Arquitetura
e Urbanismo e um laboratório do Curso de Física.
Figura 76 – Planta com usos do Bloco B – Salas de aula, laboratórios e salas de professores.
(a)
(b)
60
(c)
(d)
Figura 77 - Fotos bloco B: (a) Vista superior, a partir do Bloco C, (b) Vista em perspectiva
externa posterior – fachada norte, (c) Vista do Laboratório de Ensino de Física, (d) Vista da circulação.
Figura 78 - Tabela de área útil do Bloco B
COMPARTIMENTO
PAVT.º
QUANT.
ÁREA ÚTIL
UNIDADE
ÁREA ÚTIL TOTAL
(M 2)
BLOCO A - SALAS DE AULA (A1)
CIRCULAÇÃO
1
1
158,53
158,53
LABORATÓRIO DE FISICA
1
1
56,46
56,46
SALA DE AULA TIPO 1
1
1
26,28
26,28
SALA DE AULA TIPO 2
1
7
56,46
395,22
WC FEMININO
1
1
13,30
13,30
WC MASCULINO
1
1
13,30
13,30
SALA DE PROFESSOR 1
1
6
1
1
2
13,7
30,15
1
56,46
82,2
60,3
56,46
2
56,46
1
82,97
LABORATORIO DE EDUCAÇÃO FISICA 2
1
1
1
1
42,97
ALMOXARIFADO
1
1
12,75
SALA DE PROFESSOR 2
LABORATORIO DE EDUCAÇÃO FISICA 1
SALA DE PRANCHETAS 1
SALA DE PRANCHETAS 2
2
ÁREA ÚTIL TOTAL (M )
112,92
82,97
42,97
12,75
1.113,66
Bloco em L – Laboratórios Diversos
O Bloco em L foi entregue a comunidade acadêmica em 2008, com o intuito de abrigar
laboratórios de ensino e grupos de pesquisa dos cursos de graduação existentes. Sua área é
de 528,12 m2, e abriga o Laboratório de Anatomia, de Ensino de Matemática, e outros cinco
laboratórios de pesquisa: Grupo de pesquisa Pontos Verdes, dois laboratórios de ótica e dois
de biologia.
61
(a)
(b)
(c)
(d)
Figura 79 - Bloco L – laboratórios diversos: (a) Fachada frontal, localizando o acesso principal,
(b) fachada posterior, localizando o acesso ao laboratório de anatomia, (c) Vista interna do
laboratório de anatomia, e (d) Laboratório de Biospeckle.
Casa Velha – Laboratórios de Ciências Exatas
O prédio Casa Velha é uma edificação com 288 m2, já existente no Campus, desde a
época da antiga escola agrícola. Encontrava-se abandonada, por isso, surgiu seu nome. Em
2008, foi reformada com recursos de editais de agencias de fomento a pesquisa, para abrigar
laboratórios de pesquisa. Os laboratórios existentes na Casa Velha são ligados a projetos de
pesquisa dos cursos de Ciência da Computação, Biologia, Química e Física. Alguns desses
projetos são financiados pelos programas CNPq - Pibic, UFAL - Pibic-Ação e FAPEAL.
62
(a)
(b)
(c)
Figura 80 – Laboratório Casa Velha: (a) fachada externa, (b) Laboratório de Computação Científica e
Visualização e (c) Laboratório de Física Teórica e Computacional.
Laboratórios de Ciências Agrárias - Manejo de Ambientes Agrícolas
Os laboratórios de Agronomia foram criados em 2008, com recursos do Finep, para
desenvolver pesquisas em Manejo de Ambientes Agrícolas, que compreende estudos
relacionados à produção de plantas e o manejo sustentável do ambiente agrícola, por meio da
interação das plantas com: o manejo de recursos hídricos; a recuperação de áreas
degradadas e salinas; a fisiologia vegetal e a tecnologia de sementes e mudas de plantas
nativas e cultivadas; o manejo de culturas agrícolas; o melhoramento genético vegetal e a
biotecnologia; a conservação da flora e fauna e os estudos fitossanitários.
Esses laboratórios são utilizados por alunos de graduação que atuam em projetos de
pesquisa, e também pelo Curso de Mestrado em Agronomia e Ambiente.
63
(a)
(b)
(c)
(d)
Figura 81 – fotos dos laboratórios de agronomia – Manejo de Ambientes Agrícolas – (a) Fachada
externa, (b) circulação interna, (c) Fitopatologia e (d) Recursos Genéticos
Abaixo se encontra uma planta detalhada dos espaços e usos dos blocos de
laboratórios descritos acima.
64
Figura 82 – Planta com usos dos laboratórios – Casa Velha, Bloco em L e Laboratórios de Agronomia.
Figura 83 - Tabela de área útil dos laboratórios – Casa Velha, Laboratório L, Laboratório de
Agronomia e Experimentos de Zootecnia.
PAVT.º
QUANT.
ÁREA ÚTIL
UNIDADE
ÁREA ÚTIL TOTAL (M2)
CIRCULAÇÃO
1
1
22,50
22,50
LABORATÓRIO COMPUTAÇÃO
CIENTÍFICA E VISUALIZAÇÃO
LABORATÓRIO FISICA TEORICA E
COMPUTACIONAL
LABORATÓRIO QUÍMICA
COMPUTACIONAL
LABORATÓRIO BIOLOGIA
MOLECULAR E EXPRESSÃO
GENICA
1
1
63,24
63,24
1
1
35,70
35,70
1
1
43,22
43,22
1
1
43,25
43,25
ÁREA ÚTIL TOTAL (M2)
207,91
COMPARTIMENTO
LABORATÓRIO CASA VELHA
BLOCO L - LABORATÓRIOS DE
ENSINO E GRUPOS DE PESQUISA
CIRCULAÇÃO
1
1
138,21
138,21
WC FEMININO
1
1
21,70
21,70
WC MASCULINO
1
1
21,70
21,70
65
LABORATÓRIO ANATOMIA
1
1
55,00
55,00
LABORATÓRIO DE ENSINO DE
MATEMÁTICA
G PESQUISA TRONCO INICIAL PONTOS VERDES
LABORATÓRIO SÍNTESE ORGÂNICA
MEDICINAL
LABORATÓRIO BIOSPECKLE
1
1
55,00
55,00
1
1
27,00
27,00
1
1
27,00
27,00
1
1
27,00
27,00
LABORATÓRIO HOLOGRAFIA
1
1
27,00
27,00
LABORATÓRIO PRÁTICAS
PEDAGÓGICAS EM CIENCIAS
BIOLÓGICAS E DE SAÚDE
1
1
27,00
27,00
ÁREA ÚTIL TOTAL (M2)
426,84
LABORATÓRIOS DE CIENCIAS AGRÁRIAS
CIRCULAÇÃO
1
1
51,73
51,73
LABORATÓRIO DE QUÍMICA DOS
SOLOS
1
1
46,13
46,13
LABORATÓRIO DE FÍSICA DOS
SOLOS
1
1
56,10
56,10
LABORATÓRIO DE ENTOMOLOGIA
1
1
64,37
64,37
LABORATÓRIO DE RECURSOS
GENÉTICOS
1
1
53,05
53,05
LABORATÓRIO DE FITOPATOLOGIA
1
1
25,50
25,50
LABORATÓRIO DE METEOROLOGIA
1
1
21,58
21,58
LABORATÓRIO DE FISIOLOGIA
VEGETAL
1
1
21,58
21,58
COPA
1
1
15,18
15,18
ÁREA ÚTIL TOTAL (M2)
355,22
EXPERIMENTOS ZOOTECNIA
ESTUFA 1
1
1
92,61
92,61
ESTUFA 2
1
1
63,21
63,21
ESTUFA 3
1
1
22,23
22,23
EXPERIMENTO 4
1
1
23,94
23,94
2
201,99
42,75
85,5
ÁREA ÚTIL TOTAL (M )
ALMORAXIFADO
ADMINISTRATIVO
1
2
Bloco C
O Bloco C foi entregue a comunidade acadêmica em 2009. É a primeira edificação com
dois pavimentos – um térreo, que abriga em sua maioria salas de aula, e um superior que
abriga laboratórios e salas de professores. Esta edificação possui 1.271,25 m2, e nela percebese uma qualidade de acabamento e de projeto não visto nas edificações mais antigas do
66
Campus, portanto tornou-se uma referencia de padrão construtivo e de linguagem
arquitetônica.
Figura 84 – planta de usos do Bloco C – pavimento térreo e superior
(a)
(b)
Figura 85 – Bloco C: (a) Fachada principal – acesso, e (b) vista da rampa de acesso ao
pavimento superior.
67
Figura 86 - Tabela de área útil do Bloco C
COMPARTIMENTO
PAVT.º
QUANT.
ÁREA ÚTIL
UNIDADE
ÁREA ÚTIL
2
TOTAL (M )
BLOCO C
CIRCULAÇÃO TÉRREO
1
1
134,65
134,65
CIRCULAÇÃO SUPERIOR
2
1
117,70
117,70
ESCADA
1
1
14,50
14,50
RAMPA
1
1
92,30
92,30
REPROGRAFIA
1
1
15,00
15,00
SALA DE AULA TIPO 1
1
3
64,75
194,25
SALA DE AULA TIPO 2
1
2
48,30
96,60
SALA DE AULA TIPO 3
1
1
31,25
31,25
WC FEMININO
1E2
2
15,00
30,00
WC MASCULINO
15,00
30,00
138,60
1E2
2
SALA DE PROFESSOR TIPO 1
1
9
SALA DE PROFESSOR TIPO 2
2
1
LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA CID
1
1
15,4
31,85
31,85
LABORATORIO DE INFORMÁTICA –
CIENCIA DA COMPUTAÇÃO
2
1
64,75
64,75
LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA ARQUITETURA
2
1
31,85
31,85
LAMP - GRUPO PESQUISA
COMPUTAÇÃO
2
1
31,85
31,85
G PESQUISA ENFERMAGEM –
PROSAUDE
2
1
31,85
31,85
COORDENAÇÃO DE EXTENSÃO E
CULTURA
COPA
2
1
9,00
9,00
2
2
1
9,98
15,40
9,98
15,40
EMPRESA JR ADMINISTRAÇÃO
ÁREA ÚTIL TOTAL (M2)
1
31,85
31,85
1.153,23
Obras em Andamento – Bloco D, Piscina e Ginásio
Existem três obras em andamento no Campus: um bloco de salas de aula e salas de
professores, similar ao Bloco C, chamado de Bloco D. Sua área é de 1.160 m2. Esta obra
encontra-se em andamento desde 2008. Nesse período de quatro anos, duas construtoras já
assumiram a sua execução, mediante licitação, mas por problemas de má administração das
empresas, a obra encontra-se em fase inicial – alvenaria no primeiro pavimento. Não se sabe
quando a mesma será finalizada. Nesse período a demanda por espaço físico do campus
cresceu significativamente, e as atividades que seriam desempenhadas nesta edificação estão
sendo desempenhadas de modo insatisfatório em espaços já superlotados. O projeto do
bloco D é um rebatimento do Bloco C. Quando a obra concluir os dois bloco serão
68
interligados no térreo e no primeiro pavimento. A circulação vertical será feita pela escada e
rampa do Bloco C.
Figura 87 – Planta de usos previsto para o Bloco D.
(a)
(b)
Figura 88 – Obra do bloco D: (a) fachada principal – leste, e (b) vista superior do canteiro de
obras, a partir da laje de cobertura.
As obras dos equipamentos esportivos foram iniciadas em 2009, com a construção do
Ginásio Poliesportivo, para abrigar as atividades do Curso de Educação Física, e também
atividades esportivas da comunidade acadêmica. Sua área é de 2.567,95 m2, e a obra
encontra-se em fase final – pintura, podendo ser entregue a comunidade ainda no ano de
69
2012. Durante a execução, alguns problemas projetuais foram detectados: não havia sido
previsto adaptações a pessoas com deficiência, e alguns espaços estavam inacessíveis,
como, por exemplo, a arquibancada. Para acessar a arquibancada, seria necessário subir
dois lances de escada. Não havia elevador, nem área reservada para cadeirantes. Também
não havia nenhum tipo de comunicação visual ou tátil. Por falta de recursos imediatos, não
será possível corrigir esses erros antes da entrega da obra, mas, já existe um projeto de
adaptação para ser licitado e executado.
Figura 89 – Planta de usos do Ginásio Poliesportivo.
70
(a)
(b)
(c)
(d)
(e)
(f)
Figura 90 – Ginásio Poliesportivo: (a) Perspectiva externa, vista da rua principal, (b) Vista interna
da quadra, (c) Vista interna de um laboratório, (d) Vista interna do banheiro com vestiário, (e) Vista da
circulação para salas de aula e laboratórios, embaixo da arquibancada, e (f) Vista da copa.
Em 2010 deu-se inicio as obras da Piscina. É uma edificação com 1.467,43 m2, que
também se encontra em fase final de execução – acabamento. Também foram encontrados
problemas nessa edificação. Não em projeto, mas na execução. A piscina está com
profundidade além do recomendado para atividades de hidroginástica e atividades com
crianças.
71
Figura 91 – Planta de usos da piscina.
(a)
(b)
72
(c)
Figura 92 – Obra abandonada da Piscina: (a) vista das obras a partir da coberta do Bloco D, (b)
Fachada frontal da Piscina, (c) vista interna da piscina – circulação e arquibancadas.
Figura 93 - Tabelas de área útil de equipamentos esportivos – ginásio e piscina
COMPARTIMENTO
PAVT.º
QUANT.
ÁREA ÚTIL TOTAL (M2)
ÁREA ÚTIL
UNIDADE
GINÁSIO POLIESPORTIVO
CIRCULAÇÃO
ESCADA
1
1
291,43
291,43
1E2
2
16,90
33,80
SECRETARIA
1
1
12,67
12,67
COPA
1
1
9,80
9,80
LABORATÓRIO LACAPS
1
1
93,54
93,54
SALA DE PRÁTICAS CORPORAIS
1
1
54,26
54,26
PISTA TUMBLING
1
1
203,90
203,90
WC VESTIÁRIO FEMININO
1
1
39,70
39,70
WC VESTIÁRIO MASCULINO
1
1
39,70
39,70
QUADRA POLIESPORTIVA
1
1
1102,3
1102,3
SALA DE AULA
1
2
40,9
81,8
ARQUIBANCADA
2
2
229,00
458,00
ÁREA ÚTIL TOTAL (M2)
2.420,90
PISCINA
CIRCULAÇÃO
1
1
621,58
621,58
WC MASCULINO
1
1
13,75
13,75
WC FEMININO
1
1
13,75
13,75
PISCINA ADULTO
1
1
424,06
424,06
PISCINA INFANTIL
1
1
40,00
40,00
CONSULTORIO
1
1
10,27
10,27
SALA PROFESSOR
1
1
10,27
10,27
73
WC VESTIÁRIO FEMININO
1
1
47,00
47,00
WC VESTIÁRIO MASCULINO
1
1
47,00
47,00
CASA DE BOMBAS
1
1
13,55
13,55
DEPÓSITO
1
1
21,00
21,00
ARQUIBANCADA
1
2
102,60
205,20
ÁREA ÚTIL TOTAL (M2)
1.467,43
No início do funcionamento da Unidade não houve um planejamento de setorização
definitivo, mas uma ocupação temporária dos espaços, com planejamento de adaptações e
reformas num curto espaço de tempo. Os problemas decorrentes desta política associados ao
crescimento da comunidade acadêmica causaram conflitos na ocupação dos poucos espaços
disponíveis.
A setorização confusa dos blocos é um problema que interfere em todos os aspectos,
pois não há uma determinação especifica de ocupação de cada setor, ou curso nos blocos.
As turmas de cada graduação começaram a ser organizadas juntas nos blocos, mas a
distribuição de laboratórios de maneira aleatória dificulta a mobilidade dos estudantes e dos
professores no decorrer no horário das aulas e outras atividades. A sinalização também é
precária, dificultando o reconhecimento dos ambientes do campus e de suas instalações. Há
uma necessidade urgente de redistribuição de salas de professores para que fiquem mais
próximas de salas de aulas e de laboratórios. Não há espaço para convivência e integração
social, com uma proposta de incrementar ações culturais, para integrar a comunidade
acadêmica com a comunidade citadina, o que reforça a segregação sócio espacial entre a
universidade e a cidade de Arapiraca. É urgente um planejamento e a ocupação de novas
áreas dentro do terreno, de forma a distribuir as edificações novas, para evitar uma
consolidação centralizada e a produção de locais esvaziados ou de pouco movimento, seja
nas futuras ruas ou nos espaços de convivência, evitando “pontos cegos” no Campus. Um
exemplo dessa estratégia seria tornar as áreas arborizadas em locais de convivência;
prevendo também espaços para os órgãos representativos dos estudantes (Diretório Central
dos Estudantes, Centros Acadêmicos, Diretórios Acadêmicos).
O cálculo da área construída da unidade Arapiraca é apresentado no quadro a seguir:
Figura 94 – Quadro de área construída da Sede Arapiraca, até 2012.
BLOCO
GUARITA
BLOCO ADMINISTRATIVO, COORDENAÇÕES, LABORATORIOS E
AUDITÓRIO
BLOCO A - BIBLIOTECA, LABORATÓRIOS E SALAS DE
PROFESSORES (A2)
BLOCO A - SALAS DE AULA (A1)
Nº
PAVIMENTOS
01
ÁREA
CONSTRUÍDA (M2)
138,32
01
958,82
01
948,96
01
1037,27
74
PÁTIO COBERTO E CIRCULAÇÃO GERAL
CANTINA
BLOCO B - SALAS DE AULA E SALAS DE PROFESSORES
01
01
01
543,29
171,67
1247,66
LABORATÓRIOS - CASA VELHA
BLOCO L - LABORATÓRIOS
LABORATÓRIOS – CIÊNCIAS AGRÁRIAS
BLOCO C - SALAS DE AULA, LABORATÓRIOS E SALAS DE
PROFESSORES
GINÁSIO POLIESPORTIVO
PISCINA
OBRA - BLOCO D (EM EXECUÇÃO)
TOTAL DE ÁREA CONSTRUÍDA (M2)
TOTAL DA GLEBA OCUPADA (M2)
TOTAL DE ÁREA DO TERRENO (M2)
01
01
01
02
288
528,12
426,24
1271,25
02
01
02
2567,95
1467,43
1160,00
12.515,23
55.288,17
199.931,23
O total de área construída (edificações) da Sede do campus Arapiraca é de 12.515,23
2
m , conforme descrito na figura 73, isso representa 6% do terreno do Campus, que é de
199.931,23 m2. A ocupação do Campus restringe-se a uma gleba de 55.288,17 m2, á direita do
terreno, que representa 27% do todo. Esta ocupação foi consolidada nessa parte do terreno,
onde se concentra toda a infraestrutura de abastecimento de água, energia, saneamento e
acesso a internet, devido à falta de investimentos para a expansão das edificações ao longo
dos seis anos de funcionamento, e também pela dificuldade de aproximação segura com a
área onde se localiza o presídio Desembargador Luís de Oliveira Sousa.
O índice resultante da relação entre a área construída total e a população total (corpo
social) da Sede Arapiraca é apresentado no quadro a seguir:
Figura 95 – Quadro do cálculo da relação entre a área construída e o corpo social da Unidade
Arapiraca em m²/indivíduo.
SEGMENTO CORPO SOCIAL
POPULAÇÃO
ÁREA CONST
INDICE (M2/INDIV.)
DA SEDE (M2)
Discentes
2.209
5,66
Docentes
138
90,69
Técnicos-administrativos
37
Terceirizados
45
278,11
2.429
5,15
TOTAL
12.515,23
338,24
Elaboração: Dados de Dez/ 2011 - Equipe Técnica do Plano Diretor, a partir do material fornecido pela
SINFRA e pela Direção Geral.
A área construída é a “área bruta”, ou seja, no seu cálculo estão incluídas as áreas de
projeção das paredes e projeção das coberturas. Somente é contabilizada como área
construída a área efetivamente coberta. Como a área construída inclui também as projeções
75
das paredes, ela apresenta um incremente de 20% a 25% de área em relação à área útil. O
quadro abaixo mostra a distribuição de área útil por uso, onde se pode verificar quanto de
área é destinada a atividades essenciais de trabalho, ensino, convivência, circulação e
serviços.
Figura 96 - Quadro de localização e quantificação das instalações por tipo de uso – Arapiraca
USO
EDIFICIO
QUANT
ÁREA ÚTIL
Sala de aula
BLA1, BLB, BLC, GIN
26
1571,15
Sala de professores
BLA2, BLB, BLC
25
423,14
Laboratórios ensino/
BL. ACLA, BLB, BLC, BLCV, BLL,
pesquisa
BLAGR, GIN
36
1469,36
Lab. de Informática
BLA2, BLC
06
303,26
Setor Administrativo
BL ACLA, BLA2, BL C
11
274,90
Coordenações de Cursos
BL ACLA
06
45,95
Restaurante
EC
01
165,03
Biblioteca
BLA2
01
372,64
Auditório
BL ACLA
01
167,00
Multimídia
BLA1
01
68,87
Área de Convivência
EC
01
457,48
BLA1, BLA2, EC, BL ACLA, BLB,
Banheiros
BLC, BLL, GIN, PIS
27
432,34
Quadra poliesportiva
GIN
01
1102,30
Piscina
PISC
02
464,00
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor, a partir do material fornecido pela SINFRA. Siglas: BL.
ACLA (Bloco Administrativo e de Coordenações, Laboratórios e Auditório), BLA1 (Bloco de Salas de
Aula 1), EC (Espaço de Convivência), BLA2 (Bloco A – Biblioteca, Laboratórios e Salas de professores),
BLB (Bloco de Salas de Aula, Laboratórios e Salas de professores), BLC (Bloco de Salas de Aula,
Laboratórios e Salas de professores), BLL (Bloco de Laboratórios), BLCV (Bloco de Laboratórios – Casa
Velha), BLAGR (Bloco de Laboratórios de Agronomia), GIN (Ginásio) e PIS (Piscina). Observação: a
área útil do bloco D não foi quantificada, porque os usos do bloco D ainda não estão definidos, em
virtude do atraso da obra.
A tabela abaixo analisa a área útil existente, e compara com a área útil necessária de
acordo com parâmetros dimensionais obtidos em publicações do MEC para projetos de
espaços escolares, e em estimativas de investimentos apontados pela Progisnt/UFAL para os
anos de 2013 a 2015. A tabela demonstra o déficit de área útil em dois parâmetros: a variação
absoluta AU – NA (diferença entre a área existente e área necessária - m2) e a variação relativa
AU/NA em porcentual (%).
Observou-se a necessidade de acréscimo de área em todos os ambientes analisados,
exceto na Sala da Direção Geral. Isto sinaliza que a Unidade vem funcionando com espaços
extremamente insuficientes. A ausência, ou precariedade de serviços de alimentação, de
transporte público, de residência, e do auditório adequados atestam o grau de precarização
das condições de funcionamento da Unidade, conforme descrito em itens anteriores.
76
Figura 97 – Tabela de análise de áreas da Unidade Arapiraca – comparativos entre área útil
existente e área necessária
LEVANTADOS
TIPO DE USO
DISCRIMINAÇÃO
Nº
USUÁRIOS
RECOMENDADOS
AREA
FATOR DE
FATOR DE
ÁREA
APROVEITAMENTO NECESSÁRIA APROVEITAMENTO
ÚTIL (M²)
(M²/USUÁRIOS)
(M²/USÁRIOS)
(M²)
VARIAÇÃO
ABSOLUTA
AU-AN (M²)
VARIAÇÃO
RELATIVA
AU/AN (%)
Convivência³
1142
207,4
0,18
700
0,5
-492,6
0,30
Residência¹
Nucleo de
Desenvolvimento
Infantil
Restaurante²
1000
0,00
0,00
2400,00
9,00
-2400,00
0,00
3000
0,00
0,00
0,00
0,00
300,00
1200,00
1,50
1,68
-300,00
-1200,00
0,00
0,00
Salas de aula³
3000
1571,15
7,17
3675,29
1,15
-2104,14
0,43
Biblioteca 4
Auditório
Salas de
Usos Acadêmicos professores
Laboratório de
2500
500
409,00
170,70
1,87
0,34
2000,00
600,00
2,00
0,55
-1591,00
-429,30
0,20
0,28
138
423,14
3,07
1083,30
7,85
-660,16
0,39
informática 5
Laboratórios de
380
303,26
0,80
1117,20
2,94
-813,94
0,27
ensino 6
Bloco de
Coordenações
3000
1469,36
0,00
3343,00
2,58
-1637,00
0,57
3000
0,00
0,00
900,00
0,00
-900,00
0,00
Sala de Direção
1
20,90
20,90
12,25
12,25
8,65
1,71
Espaço para
entidades
representativas
Usos
almoxerifado e
Administrativos 7 depositos
3000
0,00
0,00
1000,00
3,00
-1000,00
0,00
3000
0,00
0,00
300,00
0,10
-300,00
0,00
400
0,00
0,00
400,00
1,00
-400,00
0,00
3,28
171,50
12,25
-125,55
0,27
274,9
7,50
460,00
12,25
-185,10
0,60
Assistência
Estudantil
garagem
Sala de
Coordenação de
Curso
Setor
Administrativo
Infraestrutura
geral
200
45,95
14
37
Praça do acesso
frontal
3000
0,00
0,00
4221,57
1,40
-4221,57
0,00
Guarita
3000
60,00
0,02
250,00
0,08
-210,00
0,24
Paisagismo
Acessibilidade e
passeios
Rede de telefonia
e logica
3000 2069,00
0,68
12069,00
4,00
-10000,00
0,17
3000
900,00
0,30
4400,00
1,46
-3500,00
0,20
3000 6000,00
2,00
11900,00
3,96
-5900,00
0,50
Galeria comercial
Rede de
drenagem
pavimentação e
estacionamento
Rede de esgoto e
estação de
tratamento
Posteamento e
iluminação
pública
central de
tratamento e
separação de lixo
3000
0,00
0,00
500,00
0,16
-500,00
0,00
3000
0,00
0,00
1000,00
0,33
-1700,00
3000 10760,00
3,58
21792,00
3,72
-11032,00
0,49
3000
0,00
0,00
2320,00
0,77
-1700,00
0,00
3000
620,00
0,20 2320 (linear)
0,77
-1700,00
0,26
0,00
0,00
100,00
0,25
-100,00
0,00
TOTAL
25304,76
ÁREA ÚTIL
TOTAL ÁREA
NECESSÁRIA
78215,11
DÉFICIT ÁREA TOTAL
A.U - A.N
-55093,71
3000
77
Legenda - Informações complementares:
(1) Dimensionado para atender até 50% do número de estudantes;
(2) Dimensionado para utilização simultânea por 1/3 da quantidade total de alunos, prevendo-se
atendimento sequencial a três grupos, estimando-se que cada grupo leve 20 minutos para consumir a
refeição;
(3) Dimensionado para atender o turno de maior contingente;
(4) Dimensionamento para utilização de 1/2 do número de alunos do turno de maior contingente;
(5) Dimensionado considerando 1/3 do número de alunos do turno de maior contingente;
(6) Dimensionado de acordo com as demandas dos cursos, considerando-se cada laboratório com área
média de 50 m2;
(7) 37 Técnicos-administrativos + 16 Coordenadores de Curso + 2 Diretores de Unidade.
A necessidade de construção de novas salas de aula representa um acréscimo de 56%
da área útil atual. A Biblioteca apresentou área insuficiente para o atendimento da demanda. O
cálculo estipulou o número de usuários em 50% do contingente de alunos do maior turno.
Com base nisso a área da biblioteca deveria ser 80% maior para abrigar de forma adequada
os leitores, os postos de trabalho e o acervo. A estrutura física da Biblioteca e o corpo técnico
não atendem às demandas crescentes de estudantes que a cada semestre integram o espaço
universitário. Não há espaços reservados para as atividades de estudo de grupo e individual,
acervo literário e de técnicos bibliotecários. A acústica da biblioteca é péssima por não ter um
tratamento adequado à amenização de ruídos de fundo. A climatização também não é
suficiente para atender ao volume do espaço, mesmo assim, os estudantes procuram este
espaço para estudar individualmente e em grupo, já que não existe no Campus um ambiente
de convivência.
As áreas destinadas a salas de professores não alcançam o dimensionamento
recomendado, representando uma área útil de 39% do que deveria ser oferecido como espaço
adequado para a atividade docente de estudo, leitura e preparação de material didático.
O Setor Administrativo apresentou déficit de infraestrutura por não contar com
quantidade, nem área útil de salas para o desempenho das funções. As salas que abrigam as
coordenações dos cursos não atingiram as dimensões mínimas determinadas pelos
parâmetros recomendados, e, além disso, estão inadequadas por que uma mesma sala é
dividida entre duas coordenações. É necessário de que cada coordenação ocupe uma sala
em separado, com área mínima de 13 m2.
Dentre os usos presentes na Unidade, a biblioteca e o auditório apresentaram os
piores resultados da avaliação, em termos percentuais, funcionando em espaços com 16% e
20% do que deveria ser oferecido para a realização adequada das atividades. Há uma
carência atual de mais de 21 laboratórios de ensino, o que representa cerca de 1.000 m2 de
laboratórios, nos diferentes cursos. Além de infraestrutura, a carência de equipamentos e de
material de consumo também é bastante grave, e será analisada em itens adiante.
A Unidade registra um déficit de área construída para ambientes de ensino, trabalho e
assistência estudantil de 14.546 m². As atividades essenciais de ensino, trabalho e assistência
78
da Unidade Arapiraca funcionam em apenas 4.895 m2 - em 28% da área necessária para os
mesmos fins, que seria de 17.290,54 m2. Para melhorias na infraestrutura geral do Campus –
construção e reformas de sistemas de abastecimento de água, energia, internet, telefonia,
tratamento de resíduos, drenagem, paisagismo, etc. seria necessário construir-se cerca de
40.563 m2. Estima-se que os investimentos necessários ao Campus Arapiraca, Sede, a fim de
oferecer a comunidade acadêmica um ambiente de qualidade para ensino, pesquisa e
extensão, seriam da ordem de 43 milhões de reais.
4.2.2. Mobilidade e transporte
Figura 98 – Mapa do sistema viário do Campus Arapiraca – trajetos e usos.
O mapa acima mostra as forma de uso do sistema viário: junto à praça universitária,
circulam os transportes públicos – ônibus, vans fretadas e transporte alternativo. Dentro do
79
Campus somente acessam veículos de passeio privados, ou da instituição e motos. O sistema
viário interno do Campus é formado por um circuito de vias de mão dupla que circundam as
edificações existentes. Os estacionamentos são na maioria junto às vias, mas há um
estacionamento principal concentrado no acesso, junto ao Bloco Administrativo e de
Coordenações. O maior problema encontrado é a falta de passeios pavimentados e cobertos.
As poucas calçadas que interligam os blocos são estreitas - cerca de 1,0 m de largura, e não
há calçadas junto às vias e aos estacionamentos.
Os serviços de transporte municipais que são oferecidos à comunidade acadêmica são
os públicos, de linha convencional, da empresa Real Alagoas, que circulam do Centro de
Arapiraca com destino a UFAL, ou linhas intermunicipais que circulam para povoados e
cidades nas proximidades de Arapiraca. O estudante pode obter uma carteira de identificação,
junto à empresa prestadora do serviço, para adquirir o bilhete com redução do valor em 50%.
Outras formas de transportes são oferecidas aos alunos oriundos de municípios
circunvizinhos, pelas respectivas prefeituras, em horários pré-determinados nos turnos –
manhã e tarde, para que estes possam frequentar o Campus Arapiraca e Unidades. Esse
transporte por vezes é gratuito, ou fretado pelos grupos de alunos de mesma origem. Esses
veículos são ônibus e vans em estado precário, sem segurança, e às vezes sem assentos para
todos os estudantes. É comum ter-se veículos lotados, e alunos virem todo o percurso em pé,
ou em espaços superlotados. Alguns reclamam do transporte intermunicipal e das
dificuldades que resultam da falta de políticas públicas neste setor, pois afirmam que a classe
estudantil “fica à mercê das vontades individuais dos gestores municipais que ora
disponibilizam o transporte ora custeiam apenas 50% deste, sendo necessária uma solicitação
periódica”.
O relato de uma aluna de Arapiraca, que reside em Penedo diz que:
“O transporte para chegar a Arapiraca é feito pela Prefeitura de Penedo,
conseguido com muita dificuldade pra esse ano, e ano que vem terá que ter outra
briga, por que senão a gente volta a pagar passagem. O problema é a superlotação:
são dois carros, um pela manhã e outro à tarde (...) caso alguém precise permanecer
no campus no horário que não é de aula, corre o risco de não conseguir transporte
para voltar para casa, porque as vagas são contadas”
Os problemas relacionados à precariedade dos transportes feitos pelas prefeituras são
de que: há falta de manutenção dos veículos, superlotação constante, devido a poucos
veículos ofertados para uma demanda grande, e horários pré-fixados por turno de aulas. Isto
impossibilita a permanência dos universitários no período contrário às aulas, para atividades
complementares. Os alunos solicitam que a gestão da UFAL discuta a questão e intervenha na
80
busca de soluções que melhorem as condições de transporte de seus estudantes, de forma
eficaz, sem comprometer seus rendimentos acadêmicos.
Figura 99 - Levantamento do transporte coletivo de alunos de cidades circunvizinhas
Quant. de usuários/
período
veículo
provedor
Local de origem
manhã
tarde
Campo Alegre
5
van
particular
Campo Grande
9
6
micro-ônibus
particular
Coité do Nóia
9
Kombi
particular
Feira Grande
27
9
micro-ônibus
particular
Girau do Ponciano
25
20
micro-ônibus
particular
Prefeitura Municipal de
Junqueiro
10
ônibus
Junqueiro
Lagoa da Canoa
30
9
van
particular
Prefeitura Municipal de
Limoeiro de Anadia/
Limoeiro de Anadia
20
15
Ônibus/ van
particular
Maceió
38
Van/micro-ônibus
particular
Olho d'água das Flores
7
van
particular
Palmeira dos Índios
34
30
van
particular
Penedo
32
micro-ônibus
particular
Santana do Ipanema
9
van
particular
Prefeitura Municipal de
São Sebastião
10
ônibus
São Sebastião
Prefeitura Municipal de
Taquarana
45
45
ônibus
Taquarana
Prefeitura Municipal de
Teotônio Vilela
45
ônibus
Teotônio Vilela
Total
343
146
Fonte: projeto de pesquisa Estudo da centralidade urbana em Arapiraca, Prof. Fernando Souza, 2011.
Figura 100 – Tabela de frequência das linhas formais de transporte público municipal que
atendem a região do Campus Arapiraca:
Número de viagens por dia, horários e frequência.
Primeira Frequência Última
Linhas de
viagem
ônibus/
(h)
(h)
Sábad
viagem
Segunda-
(h)
Feira
Destinos
Terça à
os
Total
Domingo
Viagens por
Sexta-feira (quant.
e feriados
semana
(quant.)
(quant.)
)
(quant.)
Craíbas
04:30
½
19:00
42
33
28
20
222
Novo Rio
05:10
2
18:00
13
07
06
06
25
UFAL
07:00
*
22:00
06
06
-
-
30
-
-
-
-
-
-
-
Total
296
* os horários de saída dos ônibus da linha UFAL seguem os horários do início e término das aulas: 07h,
10:20h, 11:35h, 12:40h, 16:20h e 22h, não havendo horários intermediários. (Tabela produzida de
acordo com os horários de saída dos ônibus da empresa Real Alagoas, Fonte: projeto de pesquisa
Estudo da centralidade urbana em Arapiraca, Prof. Fernando Souza, 2011)
81
O transporte alternativo, ou também chamado complementar, ocorre em diversos
municípios de Alagoas, com o objetivo de suprir a carência por transporte entre os municípios
circunvizinhos, ou entre os municípios do interior do Estado para a capital Maceió. Em
diversas ocasiões os usuários também o utilizam para se locomover dentro do próprio tecido
urbano da cidade em que reside. Uma vez que, o ponto de parada desse tipo de transporte
fica localizado em terrenos centrais, junto ao comércio, e seus trajetos passam por
importantes corredores de transporte urbanos.
A linha que atende ao Campus Arapiraca – Sede é a linha Arapiraca – Palmeira, que
faz o trajeto entre esses dois municípios. A tabela abaixo caracteriza o funcionamento desse
tipo de transporte, de acordo com o número de viagens por dia, fluxo e frequência dos
veículos.
Figura 101 - Tabela da caracterização do funcionamento do transporte alternativo – Linha Arapiraca –
Palmeira.
Número de viagens por dia, horários e frequência.
Linhas de Primeira Frequência
Última
Segunda-
ônibus/
viagem
viagem
Feira
Destinos
(h)
(h)
(quant.)
(min)
Terça à Sexta- Sábados,
feira
Domingo e
(quant.)
feriados
Total
Viagens por
semana
(quant.)
Palmeira/Ar
06:00
7
apiraca
Nº de veículos por dia
18:00
102
102
102
720
32
32
32
-
Fonte: projeto de pesquisa Estudo da centralidade urbana em Arapiraca, Prof. Fernando Souza, 2011
A associação que administra a linha Arapiraca – Palmeira dos Índios possui 64
associados, o que corresponde ao mesmo número de veículos. O modelo dos veículos é tipo
van, com capacidade para 15 lugares. Os veículos funcionam em sistema de rodízio,
diariamente rodam 32 veículos e os demais ficam parados, aguardando seu funcionamento no
dia seguinte. O horário é cumprido rigorosamente: a cada 7 minutos sai uma van do ponto
central com destino de Arapiraca a Palmeira dos Índios, e também no sentido contrário, de
Palmeira dos Índios a Arapiraca. No dia de seu funcionamento, o mesmo veículo costuma
percorrer o trajeto entre as duas cidades 3,5 vezes.
Mesmo havendo o sistema de transporte público regular e o alternativo, a oferta é
demasiadamente baixa para atender a demanda de usuários. Durante o dia, a linha UFALCentro chega ao Campus as 07h30min, durante a manhã o ônibus realiza três viagens, a tarde
realiza duas. A noite só há transporte com hora marcada, o primeiro ônibus que leva os alunos
ao Campus chega ao início do horário das aulas, e o seguinte é o que leva a turma de alunos
de volta à cidade, no fim do período de aulas. Não há transporte em horários fracionários, ou
82
intermediários. O sistema de transporte público municipal é bastante precário no período
noturno, sendo uma das principais dificuldades enfrentadas pelos alunos deste turno. Durante
a noite, os estacionamentos ficam muito afastados das edificações, soma-se a pouca
iluminação pública e a baixa quantidade de alunos, causando uma sensação de insegurança
junto aos frequentadores. Durante o turno da noite, tem sido frequente a falta de energia.
Alunos relatam que por vezes, são obrigados a esperar mais de duas horas sem iluminação
para a chegada do ônibus.
Os pontos de espera dos transportes não protegem as pessoas das intempéries.
Durante o dia, a insolação é direta sobre as pessoas na calçada. A cobertura do abrigo é
insuficiente, tanto para proteger do sol, quanto da chuva. Os alunos reclamam também que os
ônibus possam entrar no Campus, favorecendo a ampliação do sistema viário interno, para
que se possa esperar, ou tomar o transporte mais próximo do seu local de permanência na
UFAL, assim como o direito de obter 50% de desconto em transportes complementares.
Em 2010, a Prefeitura Municipal de Arapiraca contratou serviços de consultoria da
empresa RMS Engenharia Ltda. para a realização de um diagnóstico da infraestrutura
ferroviária no município com vistas à implantação de um sistema de transporte de passageiros
do tipo VLT (Veículo Leve sobre Trilhos)10. Foram realizados estudos sobre a circulação
ferroviária atual, a demanda de passageiros por transporte público e elaborado um projeto
básico para o primeiro estágio de implantação.
O sistema do VLT no município de Arapiraca estará apoiado na reforma da ferrovia
Transnordestina Logística, no trecho Porto Suape – Maceió – Propriá, com início no km 28,
localizado em Cabo, Estado de Pernambuco, e término no km 578, em Porto Real do Colégio,
Estado de Alagoas, passando pelo Município de Arapiraca.
Figura 102 - Mapa da integração das malhas ferroviárias da Transnordestina Logística e Ferrovia Centro
Atlântica (FCA) Fonte: RMS, 2010.
10
RMS ENGANHARIA. Projeto de Implantação do VLT em Arapiraca. Arapiraca, 2010.
83
A via férrea da Transnordestina Logística corta o município de Arapiraca no sentido SulNorte, passando pelo centro da cidade. A via está sendo reformada para possibilitar o tráfego
de trens, permitindo o deslocamento de passageiros com maior rapidez, conforto, segurança,
regularidade e com tarifa acessível.
O relatório aponta que a opção da Prefeitura foi pela utilização de 2 trens de
passageiros do tipo VLT, constituídos de 2 carros articulados, cada um, a serem
disponibilizados em 2 etapas, com capacidade para transportar 358 passageiros, por trem. O
VLT será movido a diesel e funcionará de modo integrado aos outros modais: ônibus e vans
(RMS, 2010).
A implantação do sistema será realizada em 4 estágios:
Estágio 1 – ligação no sentido sul-norte, dos bairros João Paulo II, Primavera, Centro,
Eldorado e Brasiliana, aproveitando a linha férrea existente, com um total de cinco
estações, 1 em cada bairro, perfazendo um total de 5,660 km;
Estágio 2 – Ligação no sentido sul-norte, do bairro Brasiliana ao Campus da
Universidade Federal de Alagoas, aproveitando, em parte, a linha férrea existente e
construindo um ramal ferroviário ao norte da cidade;
Estágio 3 – construção de um ramal ferroviário ao sul da cidade, interligando o distrito
industrial à malha ferroviária existente;
Estágio 4 – construção de um ramal ferroviário, interligando a zona leste da cidade à
malha ferroviária existente.
84
Figura 103 - Estágios para a implantação do VLT de Arapiraca. Fonte: RMS, 2010.
Com base nas informações contidas no relatório, a interligação da UFAL ao centro da
cidade através de transporte ferroviário está prevista no Estágio 2 do empreendimento. A
execução desse projeto será de vital importância para a melhoria das condições de acesso ao
Campus, integrando mais o espaço universitário ao espaço urbano.
Outra questão de extrema relevância é que o Campus Arapiraca, com mais de 10.000
m² de área construída, já se constitui como pólo gerador de tráfego, segundo as categorias do
Departamento Nacional de Trânsito11.
Segundo o Denatran:
(...) os pólos geradores de tráfego são empreendimentos de grande porte que
atraem ou produzem grande número de viagens, causando reflexos negativos
na circulação viária em seu entorno imediato e, em certos casos, prejudicando
a acessibilidade de toda a região, além de agravar as condições de segurança
de veículos e pedestres (DENATRAN, 2001).
11
Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN). Manual de procedimentos para o tratamento de
pólos geradores de tráfego. Brasília: DENATRAN/FGV, 2001.
85
Deste modo, faz-se necessário elaborar uma estudo a partir do “Manual de
procedimentos para o tratamento de pólos geradores de tráfego”, publicado pelo Denatran,
com vistas a atenuar os impactos da expansão do Campus sobre a circulação nas vias
internas e adjacentes.
Com os problemas decorrentes das dificuldades de acesso ao campus devido à
distância do centro da cidade, faz-se necessária a busca de alternativas que possibilitem um
deslocamento seguro, rápido e ambientalmente sustentável.
Uma alternativa que sendo colocada em prática em vários municípios brasileiros é a
implantação de ciclovias. O transporte ativo por bicicleta é de baixo custo, não é poluente, é
saudável e seguro, mas é necessário infraestrutura para o correto funcionamento do sistema.
4.2.3 Acessibilidade
A acessibilidade no campus Arapiraca foi avaliada de duas formas. Num primeiro
momento, para a elaboração do livro Avaliação Pós-Ocupação da UFAL, Campus Arapiraca,
publicado em 2011, com dados colhidos em 2010, que avalia os principais ambientes do
Campus. Desta publicação retiraram-se diversas abordagens das analises realizadas.
Num segundo momento, foi feita a avaliação da acessibilidade por rotas, feita em abril
de 2012. A equipe de elaboração do Plano Diretor percorreu três rotas principais no Campus
Arapiraca, observando e mapeando os principais obstáculos encontrados.
Avaliação das principais rotas no Campus Arapiraca – Sede:
Os percursos ou rotas analisados neste relatório foram:
1. Rota da entrada do Campus até o pátio principal do Campus;
2. Rota do pátio principal para o bloco “em L”;
3. Rota do estacionamento até o bloco “C”.
86
Figura 104 - Mapa com a localização das rotas analisadas. Em azul: rota 1 – do acesso ao pátio central.
Em verde: rota 2 – do pátio central ao Laboratório em L. em amarelo: rota 3 – do acesso secundário ao
bloco C.
ROTA 1: DA ENTRADA ATÉ O PÁTIO PRINCIPAL DO CAMPUS
Na analises feitas em Moraes (2011), foi possível verificar se os acessos e as circulações
estão em conformidade com os padrões estabelecidos na NBR 9050 (ABNT, 2004). O
resultado apontou algumas não conformidades listadas a seguir.
No trajeto entre o ponto de ônibus e a guarita observou-se uma rampa inadequada,
junto a um obstáculo, um poste de iluminação pública, causando um estreitamento do
passeio, junto ao muro do Campus (Figura 105a), sendo o vão livre restante medido de 70
centímetros. Logo na entrada para pedestre da guarita há um desnível entre o piso externo e o
interno que impede a circulação por pessoas em cadeiras de rodas (Figura 105b). A NBR 9050
(ABNT, 2004) recomenda circulações mínimas de 1,20 m.
Na entrada da guarita nota-se a falta de rampas de acesso e um desnível de 11 cm,
dificultando o acesso de pessoas em cadeira de rodas. Também não há adequação da guarita
a pessoas com deficiência visual, como piso tátil, comunicação sonora e outro meio de
sinalização.
87
Figura 105 - Mapa da rota 1 – do acesso principal ao pátio central.
(a)
(b)
Figura 105.1 e 105.2 - Problemas de acessibilidade no acesso ao Campus Arapiraca (a) rampa para
pessoa com deficiência localizada em ponto de difícil circulação, com diversos obstáculos ao redor e
(b) desnível acima de 10 cm no acesso de pedestres da guarita, dificultando a entrada de pessoas com
deficiência.
Na analise atual, feita em rotas, observou-se que logo após a guarita, quando se
adentra ao estacionamento do Campus, o acesso ao passeio de pedestres que leva à
biblioteca e laboratórios não tem uma rampa ou borda inclinada que possibilite o acesso do
cadeirante à mesma. Neste trecho se encontra um meio-fio como empecilho, com altura
aproximada de 8 centímetros, devido à irregularidade do paralelepípedo.
88
(a)
(b)
(c)
Figura 105.3 - Passeio para pedestres na entrada; Figura 102.1 – Desnível marcado por paralelepípedo;
e, Figura 105.5 - Corredor da biblioteca e abertura final para o corredor dos blocos "A" e "B"
Este passeio que leva o pedestre até o prédio da biblioteca não possui obstáculos no
intermédio. Ao chegar ao corredor da biblioteca e dos laboratórios, não há obstáculos. Os
corredores possuem 1,60 metros de largura com acesso ao corredor dos blocos “A” e “B” de
1 metro.
Analisando o estacionamento do Campus, percebe-se que não há um passeio ou
calçamento que leve o usuário dos veículos até o pátio ou à copa dos funcionários. O solo do
terreno em dias chuvosos pode causar pequenos acidentes como também suja as áreas de
circulação do Campus.
Figura 105. 2 – Estacionamento do Campus; Figura 105. 3 - Acesso à copa dos funcionários; e Figura 105. 4 Acesso à copa dos servidores e professores.
89
Tratando da mesma copa para funcionários, esta apresenta um desnível em relação ao
chão de 73 cm, compensado por uma escada de acesso lateral à porta de entrada. Para um
professor ou servidor cadeirante que já enfrenta a dificuldade de passar do estacionamento
para dentro do prédio, este tipo de solução se mostra ineficiente. A porta apresenta a largura
de 80 cm, também inadequada.
Figura 105. 5 - Acesso da copa dos professores e servidores; e, Figura 105.6 - Porta para a copa.
Mesmo após a construção do estacionamento, separando os fluxos de veículos do
fluxo de pedestres, os usuários de motos continuaram a estacionar suas motos no local
anterior, embaixo de uma grande árvore, onde no futuro será a praça de acesso ao Campus.
Para tanto, as motos invadem a área de pedestres. Nesse acesso há uma rampa para
cadeirantes. O fluxo nesse sentido direciona tanto para a área administrativa do Campus como
dá acesso aos laboratórios e biblioteca.
Figura 105.7 - Rampa de acesso para o pátio da UFAL; Figura 105.8 - Passarela de acesso ao Bloco
administrativo; e , Figura 105.13 – Complemento para abrigar a reprografia.
90
Em 2011, foram feitos dois espaços complementares em divisórias, para abrigar os
serviços de reprografia. O primeiro se localiza na entrada do bloco administrativo, o outro se
localiza na entrada do bloco C. Ambos têm as mesmas dimensões e apresentam um balcão
com 1,24 metros de altura, o que o torna inacessível para um cadeirante ou uma pessoa de
baixa estatura, pois a altura apropriada é de no mínimo 75 centímetros.
ROTA 2: DO PÁTIO PRINCIPAL PARA O BLOCO “EM L”.
Do pátio central, pode-se chegar ao auditório, cantina e bloco ”A” sem problemas de
percurso, pois a circulação não apresenta desníveis nem obstáculos, e onde possui o desnível
tem rampas de acesso para cadeirantes. Para chegar ao bloco “em L” onde ficam os
laboratórios de química, biologia e ciências agrárias, primeiro desce uma rampa presente na
transição entre os blocos “A” e “B”, que desce 38 cm de altura e tem comprimento de 3,67
metros, ou seja, a inclinação desta é de aproximadamente 10%.
Figura 106 - Mapa com a rota 2 – começando no pátio central e finalizando nos blocos de
laboratórios.
91
Figura 106.9 - Rampa de transição entre os blocos "A" e "B".
Entre os blocos A e B, começa uma passarela de largura de 1 metro para o laboratório
de biológica e química. Considerando o fato de ser um meio de transição onde mais de uma
pessoa pode transitar, esta passarela é insatisfatória para a passagem de mais de uma
pessoa, uma do lado da outra, além de não apresentar proteção contra as intempéries. Ao
chegar ao Laboratório Casa Velha, foi encontrado um degrau de 10 cm na entrada, o que
torna inviável a entrada autônoma de um cadeirante. Pode-se perceber que as portas de 90
cm de largura e o corredor de 1,50 metros de altura atendem as necessidades de locomoção
de um cadeirante.
Figura 106.10 - Caminho para o bloco "em L" e laboratório; Figura 106.11 - Laboratório Casa Velha; e,
Figura 103.18 – Porta de acesso ao laboratório, com obstáculo de desnível.
92
Figura 106.12 - Corredor do bloco e esquadrias; e, Figura 106.13 – Portas usadas nos laboratórios.
Ao sair deste bloco de laboratórios, seguindo por o outro lado da bifurcação do
passeio se encontra a continuação dos laboratórios. Nesse trecho, o passeio possui a largura
de 1,80 metros e continua sem cobertura.
Figura 106.14 - Saída do 1º anexo do bloco em L; Figura 106.15 - Acesso do 2º anexo para o 3º anexo;
e Figura 106.16 - Corredor do 3º anexo (laboratório das Agrárias).
No final deste anexo, existe um último bloco de laboratórios que apresenta um desnível
de piso de 50 cm e degraus de 17,5 cm, não há rampa para o acesso do cadeirante neste
trecho. Apesar de o corredor ter a largura de 2 metros e portas de 90 cm de largura, o acesso
é dificultado tanto por esta solução em degraus como o excesso de vegetação que dificulta o
acesso aos equipamentos do Campus.
93
ROTA 3: DO ESTACIONAMENTO PARA OS BLOCOS “EM L” E ”C”
Os problemas desta rota são os mesmos presentes nas demais – desníveis, rampas
inadequadas, falta de comunicação visual.
Figura 107 - Mapa com a rota 3 – do acesso secundário ao bloco C
Nesta parte do estacionamento há a falta de calçamento e rampas deste até adentrarse à edificação.
Figura 107.17 - Estacionamento do bloco "em L" sem acessibilidade; e Figura 107.18 - Vista do
Estacionamento e dos blocos - a vegetação dificulta o acesso ao prédio.
94
Figura 107.19 - Bloco "C"; Figura 107. 20 - Estacionamento da via secundária.
Figura 107.21 e 107.31 - Acesso do estacionamento até o bloco "C".
ANÁLISE DA COMUNICAÇÃO VISUAL:
A sinalização e comunicação visual no Campus Arapiraca são deficientes, causando
dificuldade de utilização e localização de setores na edificação. As formas de comunicação
encontradas são: sinalização de ambientes nas portas, sinalização de bloco e murais de
divulgação de informações. Não há mapas de localização, não há mapas de rotas de fuga,
não há sinalização de trânsito.
Na entrada do Campus fica evidente a falta de placa identificadora da instituição,
enquanto marco urbano e identificador aos que chegam ao Campus. A sinalização principal
da instituição é feita por uma pintura do símbolo da UFAL na caixa d‟água, longe do acesso
principal. Os usuários só percebem essa sinalização quando já estão dentro do Campus.
95
Internamente, não há placas sinalizadoras de trânsito, nem mapas de localização de
blocos, direcionando os motoristas e transeuntes sobre qual direção tomar.
Em 2010, foram colocadas placas de identificação dos ambientes nas portas dos
mesmos, e nas entradas dos blocos, mas ressalta-se a necessidade de elaboração de mapas
informativos em pontos estratégicos nos principais caminhos.
(a)
(b)
Figura 108 – (a) Sinalização principal do Campus Arapiraca, localizando a UFAL no contexto da
localidade; (b) Sinalização de ambientes nas portas dos mesmos.
(a)
(b)
Figura 109 – (a) Mural – forma de divulgar informações gerais para a comunidade acadêmica Campus
Arapiraca; (b) Sinalização de bloco, contendo os ambientes do mesmo.
(a)
(b)
Figura 110 – (a) Sinalização de ambiente na biblioteca, vários papéis tornam a comunicação dispersa e
confusa; (b) – Sinalização de ambiente fora do padrão adotado pela instituição, cada grupo desenvolve
a sua forma de comunicação, causando desorganização de leituras.
96
4.2.4 Abastecimento de água
O município de Arapiraca enfrenta problemas de abastecimento de água. O serviço é
oferecido por dois dias e interrompido nos dois dias seguintes. Diversos bairros sofrem com o
problema. A mídia local ano após ano noticia problemas relacionados com o abastecimento
de água no município. Em março de 2012, os bairros Planalto e Massaranduba, localizados ao
norte do município, ficaram 14 dias sem água.12
O abastecimento de água da Sede é realizado por dois meios: pela captação de água
de um poço, localizado próximo à cantina; e pela ligação à rede da CASAL. Segundo o
funcionário responsável pela manutenção das instalações físicas na Sede, a maior parte da
água que abastece a Unidade provém do poço e a menor parcela vem da rede. Não há
informações sobre a profundidade do poço, sua vazão ou a qualidade da água captada.
Esse poço que contribui com maior parte do abastecimento de água da Sede, está
localizado a menos de 15 metros da fossa séptica, portanto, aquém da distância mínima
recomendada pelas normas técnicas. Diante disso, há que se fazer, em caráter de urgência, a
análise da qualidade água que tem sido captada do poço e consumida nas atividades da
Sede.
A água que abastece a Sede é armazenada em dois reservatórios: a torre, com
capacidade para 60.000 litros, cuja água é utilizada para quase todos os usos; e a caixa
d‟água de 2.000 litros, localizada sobre a torre, cuja água vem da rede pública e é destinada
apenas aos bebedouros. Para encher o reservatório de 60.000 litros é necessário manter a
bomba ligada durante dois dias.
A concentração do abastecimento de água em dois reservatórios, situados no mesmo
local é prejudicial para o funcionamento do serviço. Como os blocos não dispõem de
reservatórios, quando o abastecimento do reservatório central é interrompido, imediatamente
falta água em todos os blocos. Faz-se necessário descentralizar o abastecimento de água,
através da instalação de reservatórios em cada bloco, com capacidades calculadas em função
do número médio de usuários no respectivo bloco.
O abastecimento de água dos aviários, localizados próximo ao muro do presídio é feito
de forma improvisada, estendendo por baixo da via o encanamento do que serve as pias do
mesmo.
12
“Moradores prometem fechar ruas do Centro caso problema da falta d‟Água não seja resolvido”.
Disponível em: http://minutoarapiraca.com.br. Acesso em 25.05.2012.
97
Figura 111 - Mapa de implantação do núcleo de ocupação do Campus Arapiraca Sede, com a
localização dos reservatórios. Os compartimentos coloridos apontam os usos que demandam
abastecimento de água: banheiros, cozinhas, laboratórios e piscina.
Com o funcionamento do Ginásio e da Piscina, o consumo de água na Unidade sofrerá
um acréscimo significativo e o volume de água captado é suficiente apenas para o consumo
atual. De acordo com a NBR 5626, a capacidade dos reservatórios deve ser estabelecida
levando-se em consideração o padrão de consumo de água do edifício e, onde for possível
obter informações, a frequência e duração de interrupções do abastecimento.
É recomendável dimensionar os reservatórios com capacidade suficiente para dois
dias de consumo, em função da população e da natureza da edificação. Para o cálculo do
consumo diário (CD) de uma edificação utiliza-se a Equação 1.
98
CD=Pq
(1)
onde P representa a população e q, o consumo per capita em litros por dia.
O consumo diário per capita é mensurado em função da natureza da edificação. No
caso, foi empregado a tipologia “Escolas (Externatos)”, cujo consumo é estipulado em 50
litros per capita/dia.
Conhecido o consumo diário, pode-se calcular a capacidade dos reservatórios. Como
mencionado anteriormente, recomenda-se adotar o consumo de dois dias no mínimo, dessa
forma, a quantidade de água a ser armazenada será fornecida pela Equação 2.
CR=2CD
(2)
onde CR é a capacidade do reservatório em litros.
Para aliviar a carga da estrutura que suporta o reservatório elevado, é possível
armazenar 60% de CR em um reservatório inferior.
Considerando que a situação em estudo pode ser caracterizada, com relação ao
consumo predial diário, na categoria Escolas (externato) pode-se calcular a capacidade
necessária dos reservatórios conhecendo-se o número de usuários. Tomando o número de
usuários a partir da população universitária da Sede, que é de 2.429 pessoas, segue abaixo os
resultados calculados os índices de consumo diário e capacidade dos reservatórios com base
na demanda atual.
Figura 112 – Cálculo do consumo e da capacidade dos reservatórios - Sede
Cálculos do consumo e da capacidade dos reservatórios: Sede Arapiraca
População: 2429 usuários
Consumo per capta: 50 l/dia
Consumo diário: 121,45 m³ = 121.450 litros/dia
Capacidade reservatório: 242,90 m³ = 242.900 litros
Como o município enfrenta problemas de abastecimento de água, é recomendável a
implantação de sistemas de reaproveitamento da água da chuva para usos que não requerem
água potável, tais como irrigação de plantas e descargas em vasos sanitários.
A água da chuva é uma das mais puras fontes de água. A precipitação, na sua origem,
contém muito poucas impurezas. Porém, ao atingir a superfície terrestre, há inúmeras
oportunidades para que minerais, bactérias, substâncias orgânicas e outras formas de
contaminação atinjam a água. A poeira e a fuligem se acumulam em telhados, contaminando
as águas. Matéria orgânica proveniente de resíduos vegetais e animais também trazem
99
poluentes para as águas da chuva. Mas, de forma geral, a água da chuva pode fornecer água
limpa e confiável, dede que os sistemas de coleta sejam construídos e mantidos de forma
adequada e a água seja tratada apropriadamente, conforme o uso previsto. Para usos menos
exigentes, uma simples filtração e desinfecção podem trazer os indicadores de qualidade para
níveis adequados. No caso de uso para irrigação, o tratamento necessário é mínimo,
normalmente requerendo apenas filtragem. (GOLDENFUM, 2006)
Silva e Tassi (2005) afirmam que, no caso de utilização da água da chuva, geralmente é
feita a captação da precipitação que incide sobre uma superfície impermeável (normalmente
telhado), e o armazenamento é feito em reservatórios ou cisternas. Esse armazenamento traz
vantagens, não somente econômicas ao usuário, mas também sob o ponto de vista de
qualidade ambiental e de controle de enchentes urbanas, uma vez que essa água não é mais
lançada na rede de drenagem pluvial.
De forma geral, o sistema de utilização de águas pluviais consiste em três processos
(Soares et al., 1997):
Coleta: se limita aos telhados do edifício, têm-se vantagens com relação à qualidade
da água, comparado com áreas de trânsito frequente de pessoas, animais e veículos
automotores;
Armazenamento: a chuva coletada escoa através de tubos para os tanques de
armazenagem. Quando estes estão cheios, a água é desviada para a rede de águas
pluviais.
Tratamento: depende da qualidade da água coletada e do seu destino final e, divide-se
em: sedimentação natural, filtração e cloração.
Conforme Herrmann e Schmida (1999), um sistema típico de utilização da água da
chuva em um edifício favorece a conservação da água potável através do fornecimento de
água para descarga em vasos sanitários e irrigação de jardins, por exemplo.
Os critérios para dimensionamento e os procedimentos técnicos a serem adotados
para a implantação do sistema estão disponíveis na Norma NBR 15527 – “Água de chuva Aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis”, elaborada pela
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT, 2007).
4.2.5. Fornecimento de energia elétrica e serviços de comunicação
Foi realizado o levantamento de carga de todas as unidades do Campus Arapiraca,
considerando todos os pontos de iluminação interna e externa, consequentemente a potência
das lâmpadas, pontos de tomadas de uso geral e de uso específico. Entretanto, sabe-se que
100
as cargas não atuam plenamente ao longo da vida útil dos equipamentos, desse modo, não
ocorrerá de modo pleno a utilização de toda a potência instalada ao mesmo tempo. O
funcionamento de uma instalação elétrica, seja ela comercial, industrial ou residencial, é
variável a cada instante, desse modo a potência utilizada pela mesma é modificável ao longo
do uso. Tal fato ocorre porque as diversas cargas que compõem esta instalação não estarão
todas em funcionamento simultâneo.
Desse modo, para análise de uma instalação e o dimensionamento da capacidade dos
condutores elétricos que alimentam os quadros de distribuição e os quadros terminais, bem
como o dimensionamento de seus dispositivos de proteção , assim como o cálculo do
transformador, não seria razoável do ponto de vista técnico e econômico que se considerasse
a carga plena, como sendo a soma de todas as potências instaladas. Portanto, deve-se
determinar a demanda de carga instalada da edificação.
É necessário determinar a demanda de carga por unidade de ensino instalada
atualmente e a previsão para futuras instalações e expansões, confrontando tais informações
com o que é recentemente oferecido e dando subsídios para a proposta do presente Plano
Diretor. Para isso, é importante conhecer alguns parâmetros que são mostrados a seguir.
Carga ou Potência Instalada (Pinst): é a soma das potências nominais de todos
os aparelhos elétricos pertencentes a uma instalação ou sistema.
Demanda: é a potência elétrica realmente absorvida em um determinado
instante por um aparelho ou por um sistema elétrico.
Demanda média um Consumidor ou Sistema: é a potência elétrica média
absorvida durante um intervalo de tempo determinado.
Demanda Máxima de um Consumidor ou Sistema (Dmax): é a maior de todas as
demandas ocorridas em um período de tempo determinado.
Fator de Demanda (FD): é a razão entre a Demanda Máxima e a Potência
Instalada, que varia conforme o tipo de edificação.
Portanto é importante conhecer o fator de demanda (FD) para cada tipo de instalação e
equipamento. No caso de escolas e semelhantes o fator de demanda é calculado conforme as
informações das tabelas das figuras 113 a 115.
101
Figura 113 – Fator de demanda para iluminação e tomadas de uso geral (Lima Filho, 2011).
Figura 114 – Fator de demanda para condicionadores de ar (Lima Filho, 2011).
Figura 115 – Fator de demanda para aparelhos eletrodomésticos (Lima Filho, 2011).
Para o cálculo da demanda máxima da Unidade Arapiraca foi feito o levantamento da
potência instalada e extraído das tabelas acima o fator de demanda adequado. Na figura 116 é
mostrada a potência instalada em cada bloco da Unidade Arapiraca.
102
Figura 116 – Potência instalada nos blocos da Unidade Arapiraca.
Bloco
Potência Instalada (kVA)
A
51,12
B
197,35
Pátio
18,68
Administrativo
138,90
Auditório + Laboratórios
170,26
Casa Velha
159,97
L
128,71
C
210,99
Casa Velha III
107,29
Guarita
3,90
Biblioteca/Laboratórios
256,04
TOTAL
1.443,22
Considerando separadamente as potências instaladas de iluminação, tomadas de uso
geral e aparelhos elétricos, assim como os fatores de demanda apresentados nas tabelas
acima mencionadas, foram encontrados as seguintes demandas máximas.
Figura 117 – Potência e Demanda máxima para cada tipo de carga (Unidade Arapiraca).
Descrição
Iluminação
Tomadas de Uso Geral
Ar-condicionado
Ventilador
Computador
Sensor
Câmera de segurança
Sirene
Impressora jato de tinta
Impressora a laser
Máquina de Xérox
Multifuncional
Microondas
Geladeira
Freezer Horizontal
Freezer
Estufa
Auto Clave
Mufla
Exaustor
Destilador
Televisão
Máquina
Pot. Instalada
(VA)
139.100,00
86.700,00
881.651,50
15.700,00
89.700,00
90.000,00
750,00
500,00
2.200,00
15.200,00
5.200,00
4.200,00
26.000,00
6.750,00
500,00
985,00
14.750,00
12.000,00
10.500,00
300,00
14.000,00
300,00
7.000,00
Fator de
Demanda
0,65
0,33
0,33
0,34
0,52
0,70
0,49
0,40
0,70
0,60
0,46
0,37
1,00
0,92
0,54
0,76
0,84
1,00
0,92
1,00
1,00
Demanda
Máxima (kVA)
75.55
49.35
573.07
5.18
29.60
30.60
0.39
0.35
1.08
6.08
3.64
2.52
11.96
2.50
0.50
0.91
7.97
9.12
8.82
0.30
12.88
0.30
7.00
103
Cafeteira
"Banho Maria"
Data Show
Banho Ultratermostático
Máquina de Gelo
Incubadora Shaker NT712
Câmara de Fluxo
Bomba 1/6HP
Pistola de ar quente
Compressor 2HP
Inspction Spectrophotometer
Liofilizador
CPU
Cluster SGI Altix XE
TOTAL
600,00
1.500,00
1.550,00
2.100,00
1.500,00
372,85
372,85
124,28
1.500,00
1.491,40
700,00
800,00
500,00
6.000,00
1.443.097,88
1,00
1,00
0,70
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
1,00
0.60
1.50
1.09
2.10
1.50
0.37
0.37
0.12
1.50
1.49
0.70
0.80
0.50
6.00
858.31
Dessa forma, a Demanda Máxima da Unidade Arapiraca é igual a 858,31 kVA.
Os problemas apontados pelos usuários do Campus com relação a infraestrutura de
abastecimento de energia e água apontam para quedas de energia ocasionais, que
comprometem o funcionamento das aulas e danificam equipamentos como ocorreu
recentemente na biblioteca. Há escassez semanal de água compromete a saúde dos usuários
que tem como alternativa a água proveniente de poço. O sinal de telefonia celular é deficiente,
dificilmente as pessoas conseguem efetuar uma chamada sem ter que se deslocar
procurando uma área com sinal. As quedas frequentes de sinal de internet comprometem o
funcionamento do Campus. Há problemas no próprio sistema acadêmico da UFAL que fica
fora do ar em período de matrícula, e dados de alunos ocasionalmente são alterados.
4.2.6. Esgotamento sanitário
O esgotamento sanitário na Sede é feito por fossas sépticas, cujas capacidades são
desconhecidas. As localizações das fossas na Unidade constam na imagem abaixo. A fossa
localizada próxima à cantina recebe as contribuições de despejos dos blocos A1, A2, B1, B2,
do Bloco do Auditório e do Bloco Administrativo, constituindo-se em um volume bastante
elevado para ser destinado a apenas uma fossa. A fossa instalada no Bloco C é destinada a
receber os despejos dos banheiros, da copa e de laboratórios situadas ali.
A fossa que recebe os despejos dos Laboratórios Anexos foi construída de forma
improvisada e inadequada, avançando sobre a via e provocando estrangulamento no leito
carroçável. É preciso averiguar o destino dos resíduos biológicos de modo a impedir que
sejam despejados na fossa. Faz-se necessário prever uma forma de destinação desses
resíduos em conformidade com a legislação vigente. Há que se verificar o estado das fossas e
104
sumidouros e mensurar suas capacidades de modo a planejar melhor a distribuição do
esgotamento na Sede.
O dimensionamento das fossas sépticas é regido pela NBR 7229 da ABNT. No interior
da fossa séptica o esgoto passa por quatro fases de tratamento: retenção, decantação,
flotação e digestão. Na fase de retenção o esgoto é detido por um período que varia de 12 a
24 horas. Na decantação 60% a 70% dos sólidos em suspensão são sedimentados, formandose assim o chamado lodo. Na fase de decantação forma-se a escuma, que é constituída dos
sólidos não sedimentados retidos na superfície do líquido. Tanto o lodo quanto a escuma são
atacados por bactérias anaeróbicas na fase de digestão, havendo então sua destruição total
ou parcial.
A localização das fossas deve obedecer aos seguintes critérios estabelecidos
no item 5.1 da NBR 7229:
Distâncias horizontais mínimas:
1,50 m de construções, limites de terreno, sumidouros, valas de infiltração e ramal
predial de água;
3,0 m de árvores e de qualquer ponto de rede pública de abastecimento de água;
15,0 m de poços freáticos e de corpos de água de qualquer natureza.
O dimensionamento do tanque séptico é feito através da Eq. 1, fornecida pela NBR
7229:
V=100+N(CT+KL_f ) (1)
onde
V – volume útil total (litros);
N – número de pessoas ou unidades de contribuição;
C – contribuição de despejos (litros/pessoa x dia);
T – período de detenção (dias);
K – taxa de acumulação de lodo digerido (dias);
Lf – contribuição de lodo fresco (litros/pessoa x dia).
A contribuição de despejos (C) em litros por pessoa vezes dias depende do tipo de uso
da edificação assim como a população que utiliza a mesma. De acordo com a NBR 7229, a
contribuição de despejos (C) para o caso de escolas (externatos) e locais de longa
permanência é de 50 litros/pessoa x dia.
O período de detenção do esgoto (T) é o tempo médio de permanência da parcela
líquida do esgoto dentro da zona de decantação do tanque séptico. Para o cálculo do período
de detenção do esgoto (T), é necessário o valor da contribuição diária de esgoto (L). Este
valor é obtido pela multiplicação do número de pessoas pela contribuição de despejos.
105
Chama-se de lodo o material acumulado na zona de digestão do tanque séptico, por
sedimentação de partículas sólidas suspensas no esgoto. Por sua vez, lodo fresco é o lodo
instável ainda em início de processo de digestão. A contribuição de lodo fresco (Lf), em litro
por pessoa vezes dia, para o tipo de ocupação em questão, tem valor igual a 0,20.
A taxa de acumulação de lodo (K) é o número de dias de acumulação de lodo fresco
equivalente ao volume de lodo digerido a ser armazenado no tanque, considerando redução
de volume de quatro vezes para o lodo digerido. A taxa de acumulação de lodo depende do
intervalo de limpeza, em anos, e da faixa de temperatura ambiente do mês mais frio do ano.
Considerando um intervalo de 4 anos entre limpezas e que a temperatura ambiente é maior
que 20°, o valor da taxa de acumulação é igual a 177 dias.
Figura 118 - Mapa de implantação do núcleo de ocupação do Campus Arapiraca Sede, com a
localização aproximada das fossas. Os compartimentos coloridos apontam os usos contribuidores de
despejos: banheiros, cozinhas e laboratórios.
106
Figura 119 - Cálculos dos índices de esgotamento sanitário: Sede Arapiraca
N (pessoas) = 2.429
Contribuição de despejos (C) = 50 litros/pessoas x dias
Período de detenção do esgoto (T) = 0,5 dias
Taxa de acumulação de lodo (K) = 117 dias
Contribuição de lodo fresco Lf = 0,2 litros/pessoas x dias
Volume necessário das fossas sépticas = 117,66 m³
4.2.7. Resíduos sólidos
A produção de lixo na Sede do Campus é intensa e constante, mas pouco
diversificada. São resíduos sólidos de ordem orgânica (restos de alimentos, folhas, esterco,
papel, madeira), inorgânica (vidros, plásticos, borrachas), e os resíduos químicos, que
apresentam riscos para as pessoas e para o meio ambiente. Em geral, a produção maior é a
de lixo comum, composto por restos alimentares, resíduos sanitários (papel higiênico), papel,
plástico e vidro.
Figura 120 – Quantificação por amostragem do lixo coletado durante a semana - entre os dias 26 02 - 2012 e 02 – 03 - 2012.
60
49.5 kg
50
42.5 kg
40
52 kg
39 kg
30
24 kg
20
10
0
Segunda -feira
Terça - feira
Quarta - feira
Quinta - feira
Sexta - feira
Elaboração: equipe técnica do Plano Diretor
A figura acima mostra a quantidade de lixo produzida durante uma semana de
funcionamento comum do Campus. O mínimo de lixo comum produzido por dia é da ordem
de 39 kg, e o máximo de lixo produzido por dia é de 49,50 kg, portanto a média de lixo
produzido por dia é em torno de 41,4 kg.
107
A frequência da coleta do lixo comum no Campus é insuficiente para o volume de lixo
gerado, apenas uma vez por dia. A quantidade de lixeiras distribuídas no Campus também é
insuficiente. Muitas se encontram sem saco de lixo e provoca um efeito desagradável aos
olhos e ao convívio. O lixo gerado pelos restos de alimentos provoca a proliferação de
moscas, e a atração de pássaros, cachorros e gatos em áreas de convivência e circulação.
Todo o lixo comum produzido é lançado num container, dentro do terreno da
Universidade, por um período de 8 a 15 dias, até ser coletado pelo caminhão-caçamba da
Prefeitura. Isso tem produzido um pequeno „lixão‟ na área posterior do Campus,
comprometendo a paisagem e o meio ambiente do local.
(a)
(b)
Figura 121 – (a) Lixeiras da circulação geral no pátio (b) container do lixão no terreno posterior do
Campus.
Para começar a pensar em um serviço de limpeza no ambiente universitário é preciso
identificar as características dos resíduos gerados, pois a composição do lixo varia em função
de diversos fatores, como por exemplo, a atividade dominante, os hábitos e costumes da
população
(principalmente
quanto
à
alimentação)
e
o
clima.
Ha três áreas principais a investigar – características físicas, características químicas e
características biológicas.
As características físicas são analisadas em 5 fases, ou tipos de avaliação:
Composição gravimétrica: traduz o percentual de cada componente em relação ao
peso total do lixo;
Peso específico: é o peso dos resíduos em função do volume por eles ocupados,
expresso em kg;/m3. Sua determinação é fundamental para o dimensionamento de
equipamentos e instalações;
Teor de umidade: esta característica tem influência decisiva, principalmente nos
processos de tratamento e destinação do lixo. Varia muito em função das estações do ano e
da incidência de chuvas;
108
Compressividade: também conhecida como grau de compactação, indica a redução
de volume que uma massa de lixo pode sofrer, quando submetida a uma pressão
determinada. A compressividade do lixo situa-se entre 1:3 e 1:4 para uma pressão equivalente
a 4 kg/cm2. Tais valores são utilizados para dimensionamento de equipamentos
compactadores;
Geração per capita: relaciona quantidade do lixo gerado diariamente e o número de
habitantes de determinada região. Muitos técnicos consideram de 0,5 a 0,8 kg/habitante/dia
como a faixa de variação média para o Brasil.
As características químicas e biológicas da análise – poder calorífico, potencial de
hidrogênio
(pH),
teor
de
cinzas,
estudo
da
população
microbiana
e
relação
Carbono/Nitrogênio não foram realizadas, mas recomenda-se que esses estudos sejam
desenvolvidos para o planejamento do tratamento desses resíduos adequadamente.
PROCEDIMENTOS DE ANÁLISE ADOTADOS:
Foram realizados os procedimentos práticos para auxiliar na determinação do peso
específico, composição gravimétrica e geração per capita do lixo:
1) Foi selecionadas algumas amostras de lixo "solto", durante uma semana, de
diferentes áreas de coleta de todo a Sede, a fim de conseguir resultados que se
aproximem o máximo possível da realidade;
2) As amostras foram misturadas, com auxílio de pás e enxadas, num mesmo
"lote", rasgando-se os sacos plásticos, caixas de papelão, caixotes, etc. e materiais
assemelhados que existiam;
3) Da massa de resíduos foi retirada três amostras, correspondendo a baldes
existentes na Unidade. Os baldes foram de dois tipos – um de 13 litros e outro de 8
litros;
4) Foram analisadas a composição gravimétrica das amostras citadas acima, uma
amostra de 13 litros, e duas amostras de 8 litros;
5) Foi quantificado o peso especifico médio que é o peso líquido de lixo (em kg) /
Volume total dos baldes (em m3).
6) Foi realizada a geração de lixo comum per capita da comunidade da Sede,
através de análise numérica.
ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO GRAVIMÉTRICA:
Para chegar a esta proporção foi preciso proceder à separação manual dos seguintes
componentes: Papel e papelão, plástico, madeira, couro e borracha, pano e estopa, folha,
109
mato e galhos, matéria orgânica (resto de comida), material ferroso e não ferroso, vidro, louça,
cerâmica e pedra. Em seguida, foi determinado o peso de cada um dos tipos de materiais
separados. Finalmente, através de regra de três simples, foi obtido o percentual em peso de
cada componente ou seja, a composição gravimétrica do lixo.
Análise gravimétrica Amostra 1 – Balde 13 litros
Figura 122 - Gráfico da composição do lixo comum da Amostra 1 - Sede Campus Arapiraca.
MATERIAL
QUANTIDADE – PESO (GRAMAS)
Papel Higiênico
377,8
Papel reciclável
39,1
Plástico
44,3
Material orgânico
36,7
Embalagens Tetra pack
21
Pilhas
110,1
Metal
42
TOTAL
603,70
Elaboração: equipe técnica do Plano Diretor
6%
16%
Papel higiênico
Papel raciclável
Plástico
3%
Materil orgânico
56%
6%
Tetra pack
Pilhas
Metal
7%
6%
Figura 123 - Gráfico da composição do lixo comum – Amostra 1 – balde de 13 litros. Elaboração:
equipe técnica do Plano Diretor
O gráfico acima mostra que a maior parte da composição do lixo analisado é de papel
higiênico (56%), seguido de pilhas (16%). O mais baixo percentual obtido foi de 3% para
embalagens tetra pack.
110
Análise gravimétrica Amostra 2 – Balde de 8 Litros:
Figura 124 - Gráfico da composição do lixo comum da Amostra 2 - Sede Campus Arapiraca.
MATERIAL
QUANTIDADE – PESO (GRAMAS)
Papel Higiênico
164,90
Papel reciclável
30,8
Plástico
74,70
Material orgânico
81
Papelão
40,7
Pilhas
0
Metal
0
TOTAL
405,30
Elaboração: equipe técnica do Plano Diretor
10%
Papel higiênico
21%
42%
Papel reciclável
Plástico
Material orgânico
Papelão
19%
8%
Figura 125 - Gráfico da composição do lixo comum – Amostra 2 – balde de 8 litros. Elaboração: equipe
técnica do Plano Diretor
O gráfico acima mostra que a maior parte da composição do lixo analisado é de papel
higiênico (42%), seguido de material orgânico (21%). O mais baixo percentual obtido foi de
8% para papel reciclável.
111
Análise gravimétrica Amostra 3 – Balde de 8 Litros:
Figura 126 - Gráfico da composição do lixo comum da Amostra 3 - Sede Campus Arapiraca.
MATERIAL
QUANTIDADE – PESO (GRAMAS)
Papel Higiênico
263,5
Papel reciclável
28
Plástico
34,3
Material orgânico
105,3
Embalagens tetra pack
23,7
Pilhas
0
Metal
0
TOTAL
475,80
Elaboração: equipe técnica do Plano Diretor
5%
23%
Papel higiênico
Papel reciclável
Plástico
58%
Material orgânico
Tetra pack
8%
6%
Figura 127 - Gráfico da composição do lixo comum – Amostra 3 – balde de 8 litros. Elaboração: equipe
técnica do Plano Diretor
O gráfico acima mostra que a maior parte da composição do lixo analisado é de papel
higiênico (58%), seguido de material orgânico (23%). O mais baixo percentual obtido foi de
5% para embalagens tetra pack.
112
ANÁLISE DO PESO ESPECÍFICO:
O peso específico é o peso dos resíduos em função do volume por eles ocupados,
expresso em kg/m3. O cálculo do peso específico do lixo comum foi feito tomando os dados
das amostras para a análise gravimétrica.
Figura 128 – tabela de análise do peso específico do lixo Sede Arapiraca
AMOSTRAS
VOLUME (L)
VOLUME (M3)
PESO LÍQUIDO
PESO
(KG)
ESPECÍFICO
(KG/M3)
Amostra 1
13
0,013
0,603
46,38
Amostra 2
8
0,008
0,405
50,62
Amostra 3
8
0,008
0,475
59,37
TOTAL
37
0,037
1,483
40,08
Elaboração: equipe técnica do Plano Diretor
ANÁLISE DA GERAÇÃO PER CAPITA:
É a análise da quantidade do lixo gerado diariamente e o número de habitantes de
determinada região. Essa análise é recomendada para ambientes domésticos, em que há
maior permanência de pessoas durante todo o dia, para a geração dos resíduos. No ambiente
escolar, a análise realizada mostrou-se baixa em todos os dias da semana, conforme tabela
abaixo. Esse resultado pode ser justificado pela permanência da população acadêmica
apenas em meio período, gerando pouco resíduo de alimentação, papel e papel higiênico.
Além disso, é importante citar que há uma oscilação do fluxo de pessoas no Campus, mais
concentrado nos dias de segunda a quinta. Outro ponto é o tipo de lixo de maior
representatividade na amostra – papel higiênico, material de baixo peso específico, que nas
amostras oscila entre 42% a 58%.
Figura 129 – tabela de análise da geração per capita do lixo Sede Arapiraca
DIAS DA SEMANA
SEGUNDA -FEIRA
TERÇA - FEIRA
QUARTA - FEIRA
QUINTA - FEIRA
SEXTA - FEIRA
SEMANA LETIVA
PESO LIQUIDO
(kg)
42,5
39
49,5
52
24
207
POPULAÇÃO
COMUNIDADE
ACADÊMICA (hab)
3.678
GERAÇÃO PER CAPITA
(kg/hab/dia)
0,011
0,010
0,013
0,014
0,006
0,056
Elaboração: equipe técnica do Plano Diretor
113
ANÁLISE DOS RESÍDUOS DE LABORATÓRIO:
Alguns laboratórios da Sede são os geradores de material contaminante ou tóxico,
mesmo em pequeno volume. Esses resíduos não devem ser misturados ao lixo comum. O
descarte desse material deve ser feito por empresas especializadas em descarte de lixo
contaminado ou tóxico.
A maioria dos laboratórios que geram esse tipo de resíduo costuma armazena-los
dentro dos laboratórios em recipientes seguros, a exemplo dos metais pesados.
Os produtos como ácidos e bases são neutralizados e descartados. O material
genético contaminado também está sendo armazenado em caixas nos próprios laboratórios,
sendo coletados pela empresa especializada em tratamento de resíduos, a SERQUIP, que foi
contratada com recursos de projetos de pesquisa. Foi relatado que esta coleta não ocorre a
muito tempo.
Figura 130 – (a) armazenamento de resíduos químicos em caixas e garrafas recicladas, (b)
armazenamento de resíduos perfuro-cortantes e biológicos em caixas descarpack.
ANÁLISE DOS RESÍDUOS DE OBRAS E MATERIAIS ABANDONADOS:
Observa-se em determinadas áreas da Sede a locação de entulhos resultantes da
execução de obras, são restos de tijolos, madeiras, pregos, e garrafas pet utilizadas. É
também visível o abandono de lixo eletrônico e de mobiliário com defeito ou danificado em
áreas de circulação. Os equipamentos e mobiliário abaixo se encontram debaixo da rampa do
Bloco C. Estes são mais difíceis de serem descartados uma vez que se trata de patrimônio da
Instituição, ficando dependente da UFAL dar baixa no acervo e a consequente liberação
desses resíduos. Todos esses resíduos podem ser reutilizados, concertados ou reciclados,
basta para isso uma política de manutenção adequada e em funcionamento.
114
(a)
(b)
Figura 131 – (a) restos de construção do bloco D, (b) equipamentos e mobiliário abandonado debaixo
da rampa do bloco C.
4.2.8. Drenagem
O terreno apresenta uma topografia com declividade em ambos os sentidos transversal
e longitudinalmente. A Sinfra não realizou o levantamento topográfico do terreno, portanto
não é possível quantificar a declividade com precisão. Percebe-se que as edificações
construídas na parte posterior do terreno receberam um aterro e nivelamento para manter-se o
nível inicial mais alto da parte já consolidada do Campus. Os dados obtidos através do Google
Earth apontam as declividades descritas a seguir.
No sentido transversal (do acesso frontal ao muro dos fundos) com uma declividade
média de 4,5% a 6,3%. Nos primeiros 100 m - trecho frontal do Campus, há um ganho de
altitude de 3,25 m, o que representa a declividade média de 3,2%, a partir deste ponto, nos
próximos 350 m seguintes, há uma perda de altitude de 9,30 m até o limite posterior do
terreno.
Figura 132 – Fotografia aérea do terreno do Campus, com a curva de nível transversal estimada pelo
Google Earth.
115
No sentido longitudinal (entre as vias secundárias que limitam o terreno, do ginásio ao
presídio) há uma gradativa declividade de 1,6% a 2,8%, Na área de ocupação consolidada a
inclinação não é perceptível, sendo quase nula. Nesse mesmo sentido, a partir dos 150 m a
contar do Ginásio a declividade aumenta, ao longo de toda a extensão que resta de 600 m,
que representa uma diferença de 11,6 m de altitude entre os pontos extremos.
Figura 133 – Fotografia aérea do terreno do Campus, com a curva de nível longitudinal estimada pelo
Google Earth.
Diante das diferentes inclinações mencionadas acima, faz-se necessário desenvolver
um estudo aprofundado da drenagem deste terreno, a fim de subsidiar a ampliação da
ocupação do terreno restante.
4.2.9. Paisagismo e arborização
A Sede do Campus Arapiraca apresenta carência de tratamento paisagístico em
grande parte do espaço ocupado. As áreas que contam com algum tratamento paisagístico
são predominantemente canteiros que margeiam os edifícios, se constituindo, portanto em
paisagismo de contemplação, apenas.
A grande área descoberta A1 (Figura 134), que dá acesso à Sede, apresenta
tratamento paisagístico precário, predominando o chão de terra batida que, no período de
chuvas, apresenta alagamento, dificultando a acessibilidade. Nessa área, o tratamento
116
paisagístico se resume à presença de algumas árvores e aos canteiros que margeiam o bloco
administrativo e a biblioteca.
Parte das árvores localizadas nessa área já existia quando a Sede foi implantada, a
exemplo das duas quixabeiras (Sideroxylon obtusifolium) – uma plantada em canteiro cercado
por pingo de ouro (Duranta repens aurea) e a outra plantada próximo a ela, no centro da área
de acesso –, e dos renques de eucaliptos (Eucalyptus sp.), que margeiam os blocos
remanescentes da antiga Escola Agrícola. Os demais exemplares, tais como o pau-brasil
(Caesalpinia echinata), a arapiraca (Anadenanthera macrocarpa), plantados próximo ao bloco
da Biblioteca, o renque de oitis (Licania tomentosa) próximo ao ponto de ônibus e as
palmeiras-fenix (Phoenix roebelenii) em renques no decorrer da calçada de acesso e do Pátio
da cantina, foram plantados pela própria comunidade universitária. Próximo ao bloco
administrativo está plantado um pinheiro araucária.
Figura 134 - Mapa de implantação do núcleo de ocupação atual do Campus Arapiraca Sede.
117
O canteiro que ornamenta a fachada frontal do Bloco Administrativo, próximo aos três
mastros, consiste numa pequena área retangular forrada com um gramado ressequido por
carência de manutenção, emoldurado por uma cerca-viva de meia altura de Pingo de ouro
(Duranta repens aurea) e tem, ao centro, plantado um pau-brasil. O canteiro próximo ao
acesso à Biblioteca apresenta configuração análoga: uma pequena área em semicírculo
cercada por Pingo de ouro e forrada por grama, ambos com carência de manutenção. A
guarita de acesso não conta com nenhum tratamento paisagístico.
(a)
(b)
Figura 135 – (a) Uma das duas quixabeiras plantadas no centro da área de acesso; (b)Um dos renques
de eucaliptos plantados próximo ao estacionamento.
(a)
(b)
Figura 136 - Dois renques de palmeiras-fênix; à esquerda, as palmeiras à margem da calçada
descoberta que interliga a guarita ao bloco da biblioteca; à direita, margeando a circulação coberta que
interliga o bloco da biblioteca ao pátio da cantina.
118
(a)
(b)
(c)
Figura 137 – (a) renque de oitis, plantado no limite do terreno da Sede com a Praça da UFAL, atrás dos
pontos de ônibus; (b) Arapiraca plantada na área de acesso; (c) pinheiro araucária, plantado próximo
ao bloco administrativo.
(a)
(b)
Figura 138 – (a) canteiro que ornamenta a fachada frontal do bloco administrativo; (b) canteiro próximo
ao acesso à biblioteca.
O único espaço com tratamento paisagístico destinado ao uso ativo e coletivo é o
canteiro entre o Bloco do Auditório e o Pátio da Cantina. Esse espaço consiste em um grande
canteiro forrado com um gramado ressequido, carente de irrigação, emoldurado por uma cerca
viva de pingo de ouro, apresentando aspecto desagradável devido à carência de manutenção.
Dentro desse canteiro foram plantadas algumas espécies ornamentais. Na calçada contígua ao
canteiro foram plantadas duas palmeiras. Apesar desse espaço contar com alguns bancos,
eles não dispõem de proteção alguma contra a insolação direta, o que dificulta a permanência.
119
(a)
(b)
Figura 139 – (a) vista geral do canteiro entre o Bloco do Auditório e o Pátio da Cantina. (b) as palmeiras
e os bancos, sem dispositivos de proteção contra o sol.
Na área posterior ao Pátio da Cantina, A2 (Figura 140), entre o Bloco do Auditório e o
Bloco A, foram plantadas em tufos alguns arbustos e espécies ornamentais, como a helicônia
(Heliconia rostrata), e algumas árvores, como a pata de vaca (Bauhinia forticata), a craibeira
(Tabebuia aurea), a paineira (Chorisia speciosa) e o oiti (Licania tomentosa). O renque de
eucaliptos, que perfaz o limite dessa área, já existia quando o campus foi implantado. O
espaço não é utilizado para convívio e permanência, já que não possui passarelas de
circulação nem equipamentos que convidam como bancos, mesas ou caramanchões. A
forração está tomada por espécies daninhas e se apresenta rarefeita. As árvores apresentam
desenvolvimento lento, prejudicadas pela falta de manutenção.
(a)
(b)
Figura 140 – Área posterior ao Pátio da Cantina; (a) arbusto plantado em tufos, próximo ao acesso do
auditório; (b) helicônia plantada próximo ao acesso ao Bloco A.
120
(a)
(b)
Figura 141 - Área posterior ao Pátio da Cantina; (a) espécies arbóreas plantadas no local, como a patade-vaca e a craibeira; (b) renque de eucaliptos demarcando a área em questão.
A área entre o Bloco da biblioteca e o Bloco B, A4 (Figura 142), contém um canteiro de
experimentos com ervas medicinais e plantas ornamentais, cultivado por professores do curso
de Ciências Biológicas; uma passarela, que interliga os Blocos A e B aos Laboratórios das
ciências agrárias e um espaço sem uso, com forração deteriorada, onde estão plantadas
árvores como a craibeira, o angico e dois exemplares de árvores frutíferas, como a mangueira
e a goiabeira. O local não tem passado por manutenção, ocasionando em crescimento de
espécies daninhas comprometendo o uso ativo e o aspecto estético.
(a)
(b)
Figura 142 - Área entre o Bloco da Biblioteca e o Bloco B2; canteiros de experimento com espécies
medicinais e ornamentais, cultivados por professores do curso de Ciências Biológicas.
121
(a)
(b)
(c)
Figura 143 - Área entre o Bloco da Biblioteca e o Bloco B2; (a) algumas árvores plantadas no local,
como a craibeira e (b) mangueira; (c) espaços tomados por espécies daninhas devido à falta de
aparagem.
Na área entre os blocos A e B, A3 (Figura 144), foram plantadas de forma linear,
algumas espécies arbóreas como a craibeira, o angico e o pau-ferro. A forração encontra-se
tomada por espécies daninhas e falta aparagem. O espaço encontra-se sem uso definido,
podendo ser utilizado futuramente como área de circulação, oferecendo uma alternativa de
trajeto ligando o Bloco A aos blocos C e D.
(a)
(b)
(c)
Figura 144 - Área entre os blocos A e B; (a) angicos e (b) craibeiras plantadas em linha, com
espaçamento médio de 6 metros.
Na área que abriga o Edifício em “L” e os Laboratórios do Curso de Agronomia, A5
(Figura 145), as imediações dos edifícios têm sido contempladas com ações de tratamento
paisagístico, realizadas pelos próprios professores. Exemplos disso são os canteiros
construídos para abrigar espécies ornamentais e o plantio de árvores, como os renques de
pata-de-vaca, para melhorar a qualidade paisagística do local e proteger as edificações contra
a incidência direta de raios solares. Contudo, as áreas de circulação entre os laboratórios não
122
têm calçamento, dificultando a circulação, e a grande área entre os laboratórios e o Bloco C,
permanece sem tratamento paisagístico algum.
(a)
(b)
Figura 145 - Área que abriga o Bloco L e o Laboratório das Ciências Agrárias; (a) canteiros do
Laboratório de Ciências Agrárias, destinados ao plantio de espécies ornamentais; (b) as mudas de
árvores e os tutores, plantadas nos arredores do Laboratório de Enfermagem.
A área A6 (Figura 146), onde estão localizados os equipamentos esportivos não conta
com tratamento paisagístico algum, predominando a cobertura por espécies daninhas sem
aparagem conferindo à área um aspecto de completo descuido. A implantação do Ginásio
não considerou o potencial paisagístico do local. O edifício foi implantado de costas para a
vista da cidade que se pode acessar daquele vértice do terreno.
O sistema viário, composto pelas vias e estacionamentos, circunscreve o núcleo de
ocupação da Sede. Nos canteiros centrais do estacionamento principal, contíguo ao acesso à
Sede, foram plantados renques de árvores das espécies acácia japonesa (Sophora japônica) e
ingazeira. As imediações do estacionamento principal têm abrigado a caçamba que serve
como depósito do lixo produzido pela unidade, até o recolhimento semanal. A disposição do
lixo não tem sido feita de forma adequada, ocasionando na permanência de resíduos no
entorno da área da caçamba, comprometendo a qualidade paisagística do local e oferendo
riscos ambientais e à saúde coletiva da comunidade universitária. A via posterior não dispõe
de tratamento paisagístico algum, suas margens estão tomadas por espécies daninhas e a
paragem não é feita. A via lateral que dá acesso aos Laboratórios das Ciências Agrárias e da
Enfermagem está sendo contemplada com o plantio de árvores da espécie pata-de-vaca, de
modo a oferecer sombreamento para os veículos estacionados. Por fim, a pavimentação do
sistema viário tem sido danificada pelo crescimento de espécies daninhas, sendo necessárias
ações de reparo.
123
(a)
(b)
Figura 146 - Sistema viário da Sede do Campus Arapiraca. (a) mudas de acácia japonesa e ingazeiras
plantadas em renques no canteiro central do estacionamento principal. (b) imediações do
estacionamento principal com resíduos resultantes da disposição e coleta inadequada do lixo na Sede.
(a)
(b)
Figura 147 - Sistema viário da Sede do Campus Arapiraca. (a) via posterior, sem tratamento paisagístico;
(b) via lateral, mostrando os tutores e as mudas de pata-de-vaca, plantadas nas margens do
estacionamento.
Além das áreas analisadas no núcleo de ocupação da Sede, restaram a área que
abriga os blocos C e D e as áreas contíguas ao muro do presídio. As imediações dos blocos C
e D, até o momento, não dispõem de tratamento paisagístico algum. A área em que se
encontram as instalações construídas recentemente próximas ao muro do presídio é um
atestado de como a improvisação compromete a qualidade paisagística do local. Implantadas
de forma não planejada, essas instalações geram resíduos que são depositadas na mesma
área, dando a ela um aspecto de descuido e desorganização. A proximidade com o presídio
também produz um efeito estigmatizante na área, já que o acesso a ela requer permanente
cuidado.
Ao restante da gleba de posse da UFAL, tem sido destinado a usos rurais, servindo de
campo de experimento para os cursos de Agronomia e Veterinária. Nessa grande extensão de
124
área, prevalece a ausência de tratamento paisagístico e a presença de algumas espécies
arbóreas dispersas pelos limites do terreno.
A Praça da UFAL não está contida nos limites da gleba doada à Sede. A Praça foi
implantada em 2009 pela Prefeitura Municipal após várias manifestações da comunidade
universitária, que reivindicavam melhorias na área. Até a execução da Praça, esse espaço
consistia em um terreno desocupado, não pavimentado, onde ocorriam alagamentos em
período de chuvas. A implantação da Praça melhorou a qualidade paisagística do local, com a
execução do calçamento, dos canteiros gramados e com a instalação de bancos e
caramanchões cobertos por trepadeiras. A Praça orientou o tráfego de veículos, o
estacionamento dos ônibus, e foram instalados abrigos 13 para os usuários de transporte
coletivo. O plantio de árvores nos canteiros da Praça foi realizado pela Prefeitura de Arapiraca
em maio de 2011. Foram plantadas palmeiras carpentárias (Carpentaria acuminata) e imperiais
(Roystonea oleracea), ipês-roxos (Tabebuia impetiginosa), patas-de-vaca (Bauhinia forticata),
canafístulas (Peltophorum dubium) e acácias-mimosas (Acacia podalyriifolia) - ver figura 148.
Figura 148 - Implantação da Praça da UFAL.
A criação de espaços de uso comum, com tratamento paisagístico, destinado a
permanência tem sido apresentada como uma demanda premente pela comunidade
universitária. Tanto a Sede quanto as Unidades carecem de praças, espaços de integração,
áreas arborizadas e circulações externas com proteção contra as intempéries, além de uma
arborização planejada com vistas a oferecer sombreamento aos usuários e proteção das
13
Os abrigos implantados na Praça não têm oferecido aos usuários a proteção almejada. O equipamento apresenta
problemas de dimensionamento: a altura do abrigo é maior do que o recomendado, com isso as chuvas atingem os
usuários.
125
fachadas dos edifícios contra a insolação direta. Essas demandas foram destacadas pela
comunidade acadêmica como requisitos importantes para a melhoria da qualidade de vida no
Campus.
4.2.10. Segurança
A Sede do Campus Arapiraca está localizada no bairro Bom Sucesso, no Km 6,5 da AL115. O Bairro apresenta uso predominantemente residencial, com pequenos aglomerados de
casas situadas em áreas limítrofes da Sede. Esses aglomerados de casas estão concentrados
em duas localidades: o Povoado de Sementeira e o Povoado de Barreiras e, o primeiro está
localizado próximo à Praça da UFAL, acesso principal da Sede, e o segundo, na face norte da
gleba da Sede.
O grande problema gerador de insegurança nessa região é o Presídio Desembargador
Luís de Oliveira Souza (PDLOS). O PDLOS foi inaugurado em 26 de setembro de 2002 para
receber reeducandos em regime semiaberto. Porém, anos depois passou funcionar em
regime fechado. Portanto, o Presídio já existia quando o terreno foi doado à UFAL para a
construção do Campus.
Figura 149 - Imagem de satélite do Campus em Julho de 2011 com a demarcação do terreno doado ao
campus e o Presídio Desembargador Luís de Oliveira Souza (PDLOS) (Grifos nossos). Fonte da
imagem-base: Alagoas em Dados e Informações. Disponível em: http://geo.seplande.al.gov.br. Acesso
em 15.07.2012.
126
O Presídio e as instalações do campus estão a 50 metros de distância, separados
simbolicamente por um muro de 3,5 metros de altura e 150 metros de comprimento, que
contempla parcialmente apenas uma das três faces de confrontação entre a unidade prisional
e o campus.
A criação e implantação do Campus Arapiraca foram aprovadas pela Resolução nº
20/2005, do Conselho Universitário da Universidade Federal de Alagoas, de 1º de agosto de
2005, como primeira etapa do seu processo de interiorização. Segundo a Resolução, as
instalações físicas deveriam estar em condições de ocupação até junho de 2006, com vistas a
permitir o início de seu funcionamento acadêmico a partir de agosto do mesmo ano (Parecer
CNE/CES n° 52/2007).
Esse relatório que fundamentou a Resolução, ainda dispõe que:
Por se tratar de projeto onde convergem os interesses da UFAL e do poder
municipal e de bases locais, o campus de Arapiraca recebeu importantes
apoios: da bancada federal de Alagoas, dos políticos de base local, do próprio
poder municipal e da comunidade em geral. Estes apoios resultaram na
doação das instalações físicas da antiga Escola Técnica Agrícola, através de
Lei Municipal nº 2.372/2004, de 29 de dezembro de 2004. Trata-se de uma exescola-fazenda, atualmente desativada, situada na comunidade de
Sementeira, distante 6,5Km do centro da cidade, mas servida por linha regular
de transporte coletivo, rede elétrica, hidráulica e de telefone, e pavimentação
asfáltica (Parecer CNE/CES n° 52/2007, p.18).
Apesar da Lei Municipal 2.372/2004, que dispõe sobre a doação do terreno à UFAL,
apontar no seu conteúdo os três limites de confrontação entre o terreno doado e a Unidade
Prisional, o relatório que embasou o Parecer nº 52/2007 não mencionou essa particularidade.
Na maquete eletrônica que ilustra o projeto das instalações físicas da Sede, a Unidade
Prisional não aparece.
Figura 150 – Proposta da implantação do Campus Arapiraca, e a indicação da localização do presídio,
modificação do desenho feito pela comunidade acadêmica. Fonte: Dossiê com a Pauta Local,
elaborado em julho de 2012 pelo Comando Local de Greve.
127
Após a primeira fase de implantação do Campus e início das atividades acadêmicas,
foram registradas várias ocorrências envolvendo o Presídio que comprometeram as atividades
acadêmicas.
Em 2006, ocorreu uma fuga; em 2007, ocorreu uma rebelião e em 2008, outra fuga. A
partir de 2010, as ocorrências passaram a atingir diretamente a Sede, culminando na
ocorrência do dia 02 de abril de 2012, que provocou a paralisação das atividades na Sede.
Em 22 de janeiro de 2010, as instalações da Sede – mais precisamente a sala da
direção geral e paredes de alguns laboratórios – foram alvejadas por projéteis resultantes de
uma troca de tiros entre agentes penitenciários e indivíduos envolvidos numa tentativa de fuga.
(a)
(b)
Figura 151 - a) Marcas de projéteis na parede do prédio de laboratórios e salas de aulas; b) sala da
Direção do Campus, com a marca de projetil no vidro (área circulada). Fonte: Relatório da Comissão da
Comunidade Acadêmica, 2010.
Ainda no dia 22 de janeiro, o administrador da Sede, redigiu o ofício 025/2010,
comunicando à direção do presídio que as instalações da universidade foram atingidas por
projéteis e solicitando a apuração dos fatos. O ofício foi entregue no dia 25 de janeiro de 2010,
em companhia da responsável e do supervisor da empresa de segurança Servipa. Segundo a
direção do presídio, um dos fugitivos tentou se esconder próximo ao muro da UFAL e impôs
resistência efetuando disparos contra os agentes e policiais.
Na ocasião, o administrador da Sede comunicou a ocorrência ao Diretor Geral, através
da CI Nº 004/2010, de 26 de janeiro de 2010. O Diretor Geral, através do ofício 040, de 05 de
fevereiro de 2010, comunicou à Magnífica Reitora a respeito da ocorrência. Esse ofício teve
como Assunto “Relocalização do Presídio Desembargador Luís de Oliveira Souza” e seu
conteúdo alerta para a necessidade de implementação de ações emergenciais, mas que
somente o deslocamento da unidade prisional resolveria definitivamente o problema da
insegurança no Campus. Deste modo, o ofício 040/2010 se constituiu como o primeiro
128
documento que afirmou a necessidade da relocalização do presídio como a solução definitiva
para o problema da insegurança no Campus. Nesse mesmo dia, o Diretor Geral alertou ao
Superintendente da SINFRA, através do ofício 039/2010, sobre a necessidade de ampliar a
extensão do muro construído entre a UFAL e o Presídio e aumentar a sua altura, de modo a
evitar que tiros viessem a atingir novamente as instalações da UFAL14.
Em 2010, aconteceram pelo menos três fugas, sendo que duas ocorreram em um
intervalo de menos de dez dias.
No dia 04 de março de 2010, por volta das dezesseis horas e dez minutos, começaram
a ser ouvidos disparos de arma de fogo vindos do Presídio. Logo, a comunidade acadêmica,
que se encontrava nos Blocos B e C, ficou alarmada. Os disparos ficaram cada vez mais
intensos, gerando pânico entre estudantes, técnicos e professores que se encontravam no
local. Com a intensificação dos tiros, pessoas se jogaram ao chão, houve um grande tumulto
com correria, gritos e desmaios. Os fugitivos correram em direção às salas de aula e podiam
ser vistos através das janelas. Enquanto os fugitivos corriam, ouviam-se os disparos de armas
de fogo e os agentes correndo pelo Campus, com armas em punho, buscando recapturá-los.
Alguns alunos registraram em vídeo o tumulto.
No dia 08 de março, alunos, técnicos e professores do Campus bloquearam parte da
rodovia AL-115, na altura da Praça da UFAL, em protesto contra a falta de segurança no
Campus. No ato, os portões do campus foram trancados com cadeados e correntes pelos
estudantes15. A manifestação terminou após o agendamento de uma reunião entre
representantes da UFAL, Ministério Público Estadual (MPE), Governo do Estado e Intendência
Penitenciária. Nesse contexto, foi realizada uma assembleia e formada uma comissão,
denominada Comissão da Comunidade Acadêmica da UFAL/Campus Arapiraca16, para
participar das audiências públicas e representar a comunidade do Campus junto ao Ministério
Público Estadual.
14
COMISSÃO DA COMUNIDADE ACADÊMICA DO CAMPUS ARAPIRACA. Relatório apresentado ao
Ministério Público do Estado de Alagoas, 2010.
15
GAZETA DE ALAGOAS. Estudantes da Ufal Arapiraca bloqueiam AL-115. 03.03.2010. Disponível
em: http://gazetaweb.globo.com. Acesso em 15.07.2012.
16
A Comissão era formada por Március Antônio de Oliveira (Técnico e Assuntos Educacionais); Thainnã
Thatisuane Oliveira Sena (Estudante); Adriano Souza de Santana (Estudante); Pregentino Severino de
Souza (Estudante); Juliana Michaello Macêdo Dias (Professora); José Vieira Silva (Professor); Eliane
Aparecida Holanda Cavalcanti (Diretora Acadêmica) e Cícero Adriano Vieira dos Santos (Professor).
129
Figura 152 - Manifestação da comunidade acadêmica em 08 de março de 2010.
Em audiência realizada no dia 11 de março de 2010, na sede do Ministério Público
Estadual, em Arapiraca, a Comissão da Comunidade Acadêmica apresentou um relatório que
detalhava o retrospecto dos problemas vivenciados pela comunidade devido à proximidade
com o presídio. No relatório enviado ao Dr. Geraldo Magela Barbosa Pirauá, do Ministério
Público do Estado de Alagoas, a comissão solicitou a adoção de medidas urgentes e de
encaminhamentos
que
culminassem
na
retirada
e/ou
transferência
do
Presídio
Desembargador Luís de Oliveira Souza das proximidades da UFAL/Campus Arapiraca.
Figura 153 - Proximidade entre o Presídio e as instalações do Campus Arapiraca Sede. Fonte: Relatório
da Comissão da Comunidade Acadêmica, 2010.
A segunda audiência contou com a presença do representante do ministério público,
da Comissão da Comunidade Acadêmica, com o Cel. Dario César e com Cel. Silvio Brito,
representando o Sistema Penitenciário de Alagoas e a Governadoria do Agreste,
respectivamente. Nessa audiência, o Cel. Dario César apresentou como propostas algumas
medidas de curto prazo, tais como a instalação da cerca navalhada com concertina, a
colocação de gansos para funcionarem como alertas sonoros em caso de fugas e a realização
de rondas por policiais militares. Ficou acordado um prazo de 60 dias para a efetivação
dessas ações.
Na audiência do dia 13 de maio de 2010, decorridos 45 dias da audiência anterior,
nenhuma das medidas havia sido implementadas, ocasionando em reclamação formal por
130
parte da Comissão da Comunidade Acadêmica do Campus Arapiraca Sede. Nessa audiência,
o Cel. Sílvio Brito afirmou que as ações seriam implementadas no prazo e que o atraso se
devia à retirada do custeio destinado aquele fim. O comandante do 3º Batalhão da Polícia
Militar se comprometeu em estabelecer o Cartão Programa e que iria entrar em contato com a
Universidade, mas deixou claro que as rondas poderiam ser suprimidas em decorrência de
ocorrências policiais.
Passados quinze dias, nova audiência foi realizada. O prazo de sessenta dias para a
implementação das medidas acordadas na segunda audiência, expirou, e nada foi cumprido.
Em 2011 aconteceram uma rebelião, uma tentativa de fuga com escavação de túnel e
duas fugas, sendo que essas duas ocorreram em um intervalo de aproximadamente 18 horas,
entre os dias 04 e 05 de setembro. Em janeiro, foi descoberto na cela nº 14, do módulo I do
Presídio, um túnel de aproximadamente 30 metros, que teria sua abertura final ao lado do
almoxarifado da Sede do Campus. No dia 26 de janeiro, foi recomendado à gestão do
Campus a evacuação dos prédios devido aos reeducandos estarem amotinados. Pouco
tempo depois, as instalações da Sede foram novamente alvejadas por tiros, estilhaçando a
vidraça de uma das janelas da sala de pranchetas.
No dia 04 de setembro, estava sendo realizado na Sede do Campus um concurso do
Instituto Federal de Alagoas (IFAL). Estavam na Sede 1.250 pessoas prestando o concurso, 80
fiscais, 06 apoios, 03 coordenadores e 01 assistente. Por volta das 15 horas, 14 reeducandos
pularam o muro do Presídio, passaram por debaixo da cerca e correram em direção ao
matagal, quando foram vistos pelos candidatos que estavam fazendo provas nos blocos B e
C. A partir disso começou tumulto, com correria e pessoas se deitando no chão. Dois agentes
penitenciários entraram nas instalações da UFAL com o intuito de entrar de sala em sala para
fazer averiguação. Por volta das 15 horas e 20 minutos começaram as explosões das bombas
de efeito moral. Em meio ao tumulto, um grupo de professores e técnicos organizou a retirada
do pessoal. O concurso foi cancelado.
Na segunda-feira, dia 05 de setembro, houve a fuga de dois reeducandos e os agentes
entraram nas instalações da Sede para empreender tentativas de captura dos fugitivos. Alguns
fugitivos foram capturados na cidade e na zona rural do município no decorrer daquela
semana.
Na tarde do dia 05 de setembro foi realizada uma reunião entre a direção geral, a
direção acadêmica, a reitoria, coronéis da policia militar e supervisora da Servipa. A reunião
contou com a participação de professores e alguns pró-reitores e teve por motivação
solucionar o problema da segurança na Sede do Campus. Na reunião, a reitoria se mostrou
preocupada com a situação e um dos participantes da reunião chegou a sugerir que a
131
comunidade universitária fizesse um curso de capacitação para “enfrentar situações de
perigo”.
No dia 15 de setembro, foi realizada uma mesa redonda no pátio do Campus
Arapiraca. A mesa foi organizada pelos professores do Curso de Arquitetura e Urbanismo e
contou com a participação da Eliane Aparecida Holanda Cavalcanti, diretora acadêmica do
campus; da Deputada Célia Rocha, prefeita de Arapiraca na ocasião da doação do terreno à
UFAL; do Promotor Saulo Ventura, representante do Ministério Público de Alagoas; da Profa.
Dra. Suzann Flávia Cordeiro de Lima (FAU/UFAL), especialista em arquitetura de unidades
prisionais; e Juciela Cristina dos Santos, representante da Secretaria de Planejamento da
Prefeitura de Arapiraca. A mesa debateu sobre os problemas decorrentes da proximidade
entre a UFAL e o Presídio, o sucateamento da estrutura do PDLOS provocada por sucessivas
improvisações devido à mudança do regime semiaberto para o fechado e as medidas
possíveis para a resolução do problema.
Após o encerramento da mesa redonda, foi realizada uma manifestação por alunos,
técnicos e professores do Campus, vestindo camisas pretas e cobrando medidas definitivas
para garantir a segurança no Campus. A manifestação fechou a rodovia AL 115 em frente à
Praça da UFAL e cobrou uma audiência com o Ministério Público Estadual. O aniversário de
cinco anos do Campus foi “celebrado” na manifestação com palavras de protesto. O Ministério
Público recebeu dois representantes da comunidade e iniciou o diálogo com o poder público
para solucionar o problema.
Figura 154 - Comunidade acadêmica da UFAL na manifestação realizada em 15 de setembro de 2011,
na AL 115, pedindo segurança no Campus. Fonte: http://diariodocongresso.com.br
132
Em reunião realizada no dia 07 de outubro de 2011, no Palácio República dos
Palmares, na presença da Ana Dayse Dórea e da comunidade acadêmica, o Governador do
Estado anunciou que iria construir um novo presídio em Arapiraca e que o Presídio
Desembargador Luiz Oliveira de Souza seria desativado. Como medida emergencial o
Governo afirmou a construção de um muro de 6 metros de altura por 310 metros de
comprimento, com custo estimado em R$ 350 mil, complementando o muro existente17.
Figura 155 - Reunião com o governador realizada no dia 07 de outubro de 2011. Fonte:
http://www.agenciaalagoas.al.gov.br
No dia 09 de novembro de 2011, em reunião realizada com as presenças do reitor da
UFAL, Eurico Lobo, e do corregedor geral de Justiça, desembargador James Magalhães, o
Governador do Estado prometeu desativar o Presídio Desembargador Luiz Oliveira de Souza
em 90 dias a partir daquela data. Com a desativação, os reeducandos do Presídio de
Arapiraca seriam transferidos para o sistema prisional de Maceió, até que a Superintendência
Geral do Sistema Penitenciário construísse a outra unidade prisional. A construção do muro foi
abortada com a justificativa de que os recursos alocados em um muro que seria destruído
depois da desativação poderiam ser utilizados na reforma das celas no Presídio Baldomero
Cavalcanti.
Em 10 de fevereiro de 2012, atendendo ao pedido da Defensoria Pública de Arapiraca,
o Juiz José Miranda Santos Junior, da 4ª Vara de Fazenda de Arapiraca, concedeu liminar
determinando que o Estado de Alagoas se abstivesse de desativar o Presídio Desembargador
Luiz de Oliveira Souza e de transferir coletivamente os detentos para a capital, até que um
novo presídio seja construído na cidade, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.
17
Disponível em: http://www.agenciaalagoas.al.gov.br. Acesso em 15.07.2012.
133
A decisão de conceder parcialmente a liminar foi justificada pelo magistrado em oito
pontos18: 1. Imposição aos reeducandos de dificuldades para usufruir do direito de visita, já
que a transferência acarretaria em custos de deslocamento para suas famílias; 2. A
jurisprudência dos tribunais superiores orienta que a pena deve ser cumprida perto da família;
3. O PDLOS oferece meios para a integração social e ressocialização dos reeducandos
através do ensino fundamental, trabalho em padaria, trabalho externo, entre outros; 4. A
transferência vai contra a tendência nacional de descentralização carcerária, fechando-se
presídios enormes e abrindo-se em seu lugar vários menores; 5. Há deficiência carcerária em
Maceió, com a ocorrência de assassinatos, ameaças de fuga e principalmente a superlotação;
6. As fugas são causadas pela incompetência estatal e não podem ser justificadas para
transferir os presos, sendo necessárias providências, como por exemplo, aumento do número
de agentes. 7. Os preceitos da Constituição da República versam que todos são iguais
perante a lei, sejam detentos ou estudantes; a Unidade Prisional foi construída primeiro que a
UFAL e a proteção dos estudantes é tarefa do estado. 8. Descumprimento por parte do
governo do estado das promessas feitas para efetivar medidas para a resolução do problema.
Passados os 90 dias, o Governo do estado não contestou a liminar, a desativação do
presídio não foi realizada e a comunidade acadêmica iniciou o ano letivo de 2012 aguardando
novas propostas para resolução do problema.
No dia 02 de abril de 2012, por volta do meio-dia, quinze reeducandos fugiram da
Unidade Prisional e invadiram a Sede do Campus. A fuga dos reeducandos aconteceu no
término do turno da manhã, deixando a comunidade acadêmica em pânico. Houve intensa
troca de tiros com a polícia e um dos presos foi atingido. Durante o tiroteio, uma das janelas
do laboratório de informática, no bloco C, teve a vidraça estilhaçada por um projétil. Houve
correria e tumulto. Uma moradora da região foi feita refém por um dos fugitivos, o
companheiro da vítima reagiu e foi baleado. Dois indivíduos envolvidos na fuga sequestraram
os motoristas das vãs que faziam o transporte dos professores. Felizmente, a ação da polícia
foi rápida, os sequestradores foram interceptados e presos nos limite do município de Craíbas,
e os reféns, libertados.
No dia seguinte, a comunidade acadêmica realizou uma assembleia e deliberou pela
paralisação imediata das atividades na Sede do Campus até que o Presídio Desembargador
Luiz Oliveira de Souza fosse definitivamente desativado. Em seguida, foi realizada uma
manifestação que caminhou da Sede do Campus até o Fórum, com o objetivo de fazer uma
reunião com o Juiz da 4ª Vara de Execuções Penais. A reunião contou com representantes da
18
Ação Civil Pública. Liminar. REQUERENTE: Defensoria Pública do Estado de Alagoas. REQUERIDO:
O Estado de Alagoas - Processo nº: 0000280-43.2012.8.02.0058 de 13/02/2012.
134
comunidade acadêmica, com o defensor público André Chalub e com o Juiz José Miranda
Santos Junior, autor da liminar que impediu a desativação do Presídio.
Ainda no dia 03 de abril, o reitor Eurico Lobo se reuniu com o Vice-Governador José
Thomaz Nonô e com representantes da Segurança Pública, para buscar uma saída que
amenizasse a situação de risco nos Campi Arapiraca e A. C. Simões19.
A assembleia da Associação dos Docentes da UFAL (ADUFAL), realizada no dia 04 de
abril, no auditório da reitoria da UFAL, no Campus A. C. Simões, deliberou a favor do apoio à
paralisação das atividades no Campus Arapiraca por questões de segurança. A assembleia
decidiu encaminhar ao Conselho Universitário (Consuni) ofício com solicitação de que o órgão
colegiado deliberasse pela suspensão das atividades acadêmicas no Campus de Arapiraca
até que o problema da falta de segurança da comunidade acadêmica fosse concretamente
resolvido.
Figura 156 - Manifestação da comunidade universitária em frente ao Fórum de Arapiraca. Fonte:
aranoticia.blogspot.com.br. Acesso em 15.07.2012.
Na manhã do dia 06 de abril, foi realizada outra reunião, no Campus. Na reunião
estiveram presentes representantes do Governador, da Corregedoria de Justiça de Alagoas,
do Juiz de Execuções Penais, da Defensoria Pública, do Coronel da Polícia, da Deputada Célia
Rocha, do Reitor, do Procurador do Ministério Publico estadual e um grupo de professores,
técnicos e estudantes. A reunião culminou em um impasse, já que as autoridades propunham
como medidas de curto prazo, aumentar a segurança, e em longo prazo, a remoção do
presídio. Os representantes da comunidade acadêmica rechaçaram quaisquer medidas
paliativas e firmaram a posição de que só retornariam às atividades no campus após a
desativação do presídio.
19
Em 28 de março de 2012, houve fuga do Presídio Baldomero Cavalcanti e gerou tumulto no Campus
A. C. Simões, em Maceió.
135
Figura 157 - Guarita de acesso ao Campus Arapiraca Sede com faixa fixada anunciando a paralisação.
Fonte: http://educacao.uol.com.br
O Conselho Universitário da UFAL, em sessão do dia 09 de abril de 2012, decidiu por
unanimidade através da Resolução Nº 21/2012, aprovar a suspensão temporária das
atividades no Campus Arapiraca, então paralisadas há mais de uma semana, justificada pela
insegurança gerada pelas fugas do presídio vizinho ao Campus. A administração central da
UFAL apoiou a decisão e defendeu que as atividades só deveriam ser retomadas quando os
órgãos responsáveis tomarem as providências necessárias para não mais colocar em risco a
vida da comunidade acadêmica20.
No dia 11 de abril, um grupo de estudantes, técnicos e professores da Sede do
Campus fizeram uma passeata pelo centro de Arapiraca. O protesto paralisou o trânsito da
Rua Estudante José de Oliveira Leite e da Avenida Rio Branco. A manifestação contou com a
participação de pais dos alunos e teve como objetivo conscientizar a comunidade citadina
sobre os riscos de segurança na UFAL, devido à proximidade com o presídio.
Nesse mesmo dia, o juiz Giovanni Alfredo de Oliveira Jatubá, titular da 4ª Vara de
Arapiraca, revogou a liminar que impedia a transferência de detentos do Presídio
Desembargador Luiz de Oliveira Souza. A decisão visava remover os impedimentos legais ao
remanejamento dos reeducandos e à desativação do presídio. Contudo, o juiz da Vara de
Execuções Penais de Maceió, José Braga Neto, informou que as unidades prisionais da
capital estavam com a capacidade esgotada e não havia como receber mais 194 detentos de
Arapiraca.
No dia 12 de abril, parte da comunidade acadêmica do Campus Arapiraca se deslocou
para Maceió com o objetivo de agendar uma reunião com o Governador. Foi montado um
20
UFAL. Conselho Universitário aprova suspensão das atividades em Arapiraca. 11.04.2012.
Disponível em: http://www.ufal.edu.br/noticias. Acesso em 15.04.2012.
136
acampamento na Praça dos Martírios, próximo ao Palácio República dos Palmares, com o
apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Associação dos Docentes da UFAL
(ADUFAL). Foram realizados atos de protesto pelas ruas do centro de Maceió, na noite do dia
12 e na manhã do dia seguinte. Ainda na noite do dia 12 de abril, houve manifestação da
comunidade universitária em frente ao Hotel Radisson, onde o governador participava da
solenidade de abertura de um congresso realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia
Cardiovascular. Com esse protesto, a comunidade acadêmica assegurou uma reunião com o
governador, agendada para a tarde do dia seguinte.
Na reunião com o governador, os representantes da comunidade universitária pediram
a transferência dos reeducandos e a desativação do presídio com vistas a solucionar
definitivamente a questão da insegurança no Campus Arapiraca. O governador se
comprometeu a acelerar as obras de reforma das celas no Presídio Baldomero Cavalcanti e
transferir os detentos de Arapiraca para essas celas.
No dia 18 de abril de 2012, foi realizada uma reunião convocada pela direção geral do
Campus Arapiraca. A reunião aconteceu no auditório da UNEAL e contou a presença de
técnicos-administrativos e docentes. Finalizada a reunião, foi feita uma assembleia pelos
professores e técnicos da Sede, para dar encaminhamentos à mobilização em prol da
desativação do Presídio e retorno às atividades no Campus. Um grupo de professores de
Palmeira dos Índios fez uma apresentação chamando a atenção para a complexidade do
problema, destacando alternativas para o conflito entre a universidade e o presídio. Também
nessa assembleia, foram formadas duas comissões, uma para redigir uma carta aberta à
sociedade, explicando os motivos da paralisação, e outra para construir um blog de
divulgação das atividades de mobilização.
Figura 158 - Blog do movimento UFAL Segura.
137
Ainda em abril, iniciaram as tratativas para a construção de um novo presídio no
Agreste Alagoano que receberia os detentos do PDLOS. As primeiras negociações entre o
governo do estado e a prefeitura municipal para acertar a construção do novo presídio em
Arapiraca, fracassaram.
Na última semana de abril, a vice-reitora da UFAL, Rachel Rocha, e o diretor geral do
Campus Arapiraca, Márcio Aurélio Lins dos Santos, estiveram em Brasília para uma reunião
com o diretor geral do Departamento Nacional de Penitenciárias. Na reunião foi acordado que
o Ministério da Justiça estaria disponibilizando a partir daquele momento 14,5 milhões de reais
para serem investidos na construção do novo presídio, sendo necessária somente a
disponibilização de uma área para a construção do presídio. Segundo o diretor do referido
Departamento, o Ministério da Justiça já possuía um projeto padrão para presídios e que o
governo do estado poderia utilizar.
Nessa ocasião, o governo do estado informou que estariam prontas 100 celas que
estavam desativadas no presídio Baldomero Cavalcante e que foram reformadas para receber
os detentos de Arapiraca, enquanto o novo presídio não estivesse construído. Contudo,
desembargadores do Tribunal de Justiça de Alagoas afirmaram que o presídio Baldomero
Cavalcante estava superlotado e que as celas reformadas já estavam destinadas a receber
detentos do próprio presídio.
Em 03 de maio, foi realizada outra reunião convocada pela direção geral com os
técnicos-administrativos e docentes do Campus Arapiraca Sede. A reunião foi realizada no
auditório do Fórum de Arapiraca (Fórum Desembargador Orlando Monteiro Cavalcante
Manso) para tratar da paralisação das atividades na Sede do Campus. Encerrada a reunião, os
técnicos e docentes realizaram nova assembleia para propor encaminhamentos à
mobilização. Para marcar os 30 dias de paralisação, a comunidade acadêmica realizou uma
passeata no centro de Arapiraca. A passeata parou em frente à Câmara de Vereadores e
cobrou do legislativo local uma posição mais ativa junto ao governador para resolver o
problema.
Nesse mesmo dia, o governo anunciou a compra de um terreno de 6,63 hectares no
município de Craíbas para a construção do novo presídio. O projeto contaria com recursos de
R$ 14,5 milhões provenientes de emenda parlamentar ao Orçamento da União e mais R$ 1,5
milhão de contrapartida do estado. A compra do terreno foi realizada por meio de processo de
desapropriação por interesse social.
Em 04 de maio, a Unidade Palmeira dos Índios realizou uma mesa redonda para
discutir a relação entre a universidade e o presídio. Participaram da mesa, a Diretora
Acadêmica do Campus Eliane Cavalcanti, o Defensor Público André Chalub, a Profa. Dra.
138
Suzann Flávia Cordeiro de Lima, dentre outros. A mesa debateu sobre a situação do sistema
prisional no estado, sobre o sentimento de insegurança vivenciado pela comunidade
acadêmica no campus e sobre as instalações físicas do PDLOS.
Nesse mesmo dia, em Maceió, o corregedor de justiça do TJ/AL, James Magalhães,
solicitou a transferência dos reeducandos do Presídio de Arapiraca para o sistema
penitenciário de Maceió e concluiu um relatório sobre a situação caótica em que se
encontrava o sistema prisional no estado de Alagoas. O relatório foi entregue ao Supremo
Tribunal Federal (STF) e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Em 21 de maio, o juiz da Vara de Execuções Penais de Arapiraca, João Luiz Azevedo
Lessa, autorizou a transferência dos 202 detentos do Presídio Desembargador Luiz de Oliveira
Souza, em Arapiraca, para o sistema prisional de Maceió, em caráter de urgência. A decisão
foi justificada pelo magistrado em razão da proximidade entre o presídio e a universidade, do
elevado número de fugas registradas em curto período de tempo, do perigo das fugas para a
comunidade acadêmica, do número reduzido de agentes penitenciários tralhando na unidade,
e da ausência de equipamentos para reforçar a segurança, tais como cerca elétrica, câmeras
e alarmes. O pedido da Defensoria Pública para não transferir os reeducandos do PDLOS para
os presídios de Maceió foi negado e a transferência foi autorizada.
Na noite do dia 21 de maio, foi realizada uma grande mobilização que reuniu viaturas
do Bope e de outros órgãos da Polícia Militar no PDLOS, objetivando cumprir a decisão
judicial e realizar a transferência dos reeducandos para penitenciárias de Maceió. A
transferência estava prevista para iniciar no turno da madrugada. Contudo, a transferência foi
suspensa na mesma noite, por determinação judicial emitida pelo juiz José Braga Neto, da
Vara de Execuções Penais de Maceió. O magistrado alegou que a transferência dos
reeducandos para Maceió não poderia ocorrer, pois o sistema penitenciário da capital estava
superlotado e com problemas de infraestrutura.
No dia 22 de maio, durante a sessão ordinária da Câmara Municipal, por seis votos a
quatro, os vereadores aprovaram a indicação que solicitava ao governo estadual, transformar
o presídio Desembargador Luiz de Oliveira Souza em Casa de Custódia. O vereador Tarciso
Freire (PSD), autor da indicação, afirmou na tribuna que a intenção era criar um vínculo de
ressocialização dos presos, onde os mesmos poderiam fazer trabalhos manuais como a
plantação de hortas, a fabricação de móveis, entre outras atividades. Os vereadores que
votaram contra a indicação justificaram afirmando que a transferência dos presos deveria
acontecer e aquele espaço deveria se tornar um núcleo educacional, haja vista a necessidade
de expansão futura do Campus da UFAL21.
21
Minuto Arapiraca. Vereador quer transformar presídio de Arapiraca em Casa de Custódia.
23/05/2012. Disponível em: http://minutoarapiraca.com.br. Acesso em: 23.05.2012
139
Em 28 de maio, o Desembargador Edvaldo Bandeira Rios concedeu a liminar em
habeas corpus coletivo impetrado pelo Núcleo Criminal da Defensoria Pública de Alagoas, no
intuito de proibir a transferência dos presos do Presídio Desembargador Luiz de Oliveira
Souza para os presídios da Capital. O magistrado justificou a decisão afirmando que
transferência mostrou-se genérica e sem amparo em fundamentação concreta. O defensor
público André Chalub alegou que o habeas corpus teve como objetivo proteger o direito dos
detentos oriundos do agreste e do sertão de permanecer próximos às suas regiões de origem,
assim como assegurar o direito à visitação de seus familiares. André Chalub solicitou ao
relator do processo que considerasse também o princípio da individualização da pena22.
Em 29 de maio, estudantes da UFAL Campus Arapiraca fizeram nova manifestação e
foram ao plenário da Câmara Municipal de Arapiraca, onde participaram de uma tribuna livre e
apresentaram uma carta de repúdio ao legislativo municipal, que fora favorável à criação de
uma casa de custódia onde hoje funciona o atual presídio. Os estudantes apresentaram um
relatório sobre as fugas e os transtornos vividos pela comunidade acadêmica do campus
devido à proximidade com o presídio23.
Em 13 de junho, o governo do estado, através da Procuradoria Geral do Estado de
Alagoas (PGE/AL), garantiu a imissão de posse da área onde será construído o novo presídio,
no município de Craíbas. A imissão de posse foi concedida pelo juiz da 4ª Vara de Arapiraca,
Giovanni Jatubá. Os recursos para a desapropriação do terreno partiram do Tesouro do
Estado, e as obras do novo presídio do Agreste serão financiadas com recursos do Governo
Federal. A desapropriação do terreno foi uma solicitação da Superintendência Geral do
Sistema Penitenciário (SGAP)24.
Em 14 de junho, foi realizada uma Assembleia da comunidade acadêmica do Campus
em Arapiraca, no Ginásio Esportivo Municipal, na Praça Ceci Cunha, em Arapiraca. A
assembleia deliberou pela realização de nova audiência com o Governador para definição de
prazos para a transferência dos reeducandos e desativação do presídio. Após a assembleia,
trezentas pessoas saíram em passeata pelas ruas da cidade e ocuparam por três horas a sede
da Governadoria do Agreste, ocasião em que conseguiram o agendamento de nova audiência
com o governador.
Em decisão publicada no Diário de Justiça Eletrônico em 15 de junho, o
desembargador Alcides Gusmão da Silva, integrante da Primeira Câmara Criminal do Tribunal
22
PRIMEIRA EDIÇÃO. Transferência dos detentos de Arapiraca é suspensa. 28/05/2012. Disponível
em: http://primeiraedicao.com.br. Acesso em: 04.05.2012.
23
7 SEGUNDOS. Estudantes da UFAL vão à Câmara de Arapiraca e cobram ação de vereadores.
30/05/2012. Disponível em: http://www.7segundos.com.br. Acesso em: 08.06.2012
24
TUDO NA HORA. Estado desapropria terreno para construir novo presídio de Arapiraca; o atual será
desativado. 13/06/2012. Disponível em: http://tudonahora.uol.com.br. Acesso em: 19.06.2012.
140
de Justiça, suspendeu decisão de primeiro grau que determinava a desativação do Presídio
Desembargador Luiz de Oliveira Lima. De acordo com informações do processo, o Conselho
Nacional de Política Criminal e Penitenciária, após realizar visitas nas unidades prisionais do
Estado, avaliou as condições de funcionamento do presídio de Arapiraca como regulares, se
comparadas com outras unidades prisionais do Estado. Para o magistrado, a remoção dos
detentos não se trataria de uma medida de interesse público e aprofundaria o problema das
péssimas condições de encarceramento no sistema prisional alagoano. Foi proposto o
aumento do número de agentes considerando que o problema não tem caráter estrutural, mas
organizacional25.
No mesmo dia 15 de junho, o reitor Eurico Lobo, juntamente com o diretor geral do
Campus Márcio Aurélio, a diretora acadêmica Eliane Cavalcanti, os representantes do corpo
docente Cícero Adriano, do corpo discente, Laudemmy Layon, e do corpo técnicoadministrativo Sivaldo Paulino, realizaram uma reunião com o corregedor-geral de justiça,
James Magalhães. Segundo o corregedor-geral, a transferência dos apenados era uma
questão de decisão política e que estava atuando na mediação entre o estado e a UFAL, mas
que a matéria estava no âmbito judicial e que fugia à competência da corregedoria26.
No dia 21 de junho, a comunidade acadêmica, acompanhada por pais de alunos da
instituição, se deslocou novamente para Maceió. O ato de mobilização, que contou com o
apoio da Associação dos Docentes da UFAL (ADUFAL), concentrou-se na Praça dos Martírios
e realizou um “panelaço” com manifestações no centro da cidade. A reunião agendada na
semana anterior estava em vias de ser adiada, mas após os atos de protesto, a comunidade
acadêmica conseguiu manter a realização da audiência com o governador Teotônio Vilela, no
Palácio República dos Palmares naquele dia. O objetivo da audiência foi de obter do governo
um prazo definitivo para que fosse realizada a remoção dos detentos do PDLOS27. A audiência
evidenciou um descompasso entre o executivo e o judiciário estaduais no trato da questão e
foi agendada uma nova reunião para o dia 23 de junho, onde estariam presentes os chefes
dos poderes executivo, legislativo e judiciário estaduais para tratar do problema.
No dia 23 de junho, foi realizada a reunião28 e os representantes do Poder Judiciário
afirmaram a impossibilidade da transferência imediata dos reeducandos de Arapiraca devido à
25
AQUI ACONTECE. TJ mantém funcionamento do presídio de Arapiraca. 15.06.2012. Disponível
em: http://aquiacontece.com.br. Acesso em:19.06.2012.
26
Rádio 96 FM Arapiraca. Reitor da Ufal se reunirá com ministro para tentar resolver impasse do
presídio. 18.06.2012. http://www.96fmarapiraca.com.br Acesso em: 19.06.2012
27
ALAGOAS EM TEMPO REAL. Professores da Ufal fazem concentração na Praça dos Martírios.
21.06.2012. http://www.alagoastempo.com.br. Acesso em: 21.06.2012.
28
Participaram da reunião o Governador do estado de Alagoas Teotônio Vilela, o Presidente do Tribunal
de Justiça de Alagoas, Des. Sebastião Costa Filho, os deputados estaduais Judson Cabral e Ronaldo
Medeiros; o reitor Eurico Lôbo, o presidente da Associação dos Docentes da UFAL, Antônio Passos; o
141
superlotação e problemas de infraestrutura no sistema prisional de Maceió. Além disso, estava
em vias de iniciar a implementação das ações do Plano Brasil Mais Seguro, em Alagoas, que
tinha como um dos seus objetivos cumprir mandados de prisão pendentes com vistas a
acabar com o sentimento de impunidade no estado. Em Alagoas, esses mandados
totalizavam mais de três mil, o que acarretaria no aumento do número de encarcerados nos
presídios estaduais.
Figura 159 - Reunião realizada em 23 de junho de 2012, que reuniu representantes da UFAL e dos
poderes executivo, legislativo e judiciário para tratar do problema do presídio.
Em 25 de junho foi realizada nova reunião que propôs como encaminhamento a
assinatura de um termo de compromisso pelos três poderes e a UFAL, a ser firmado no dia 03
de julho, assegurando a desativação do presídio em sete meses: prazo necessário para
concluir as obras do novo presídio, em Craíbas. O termo propôs que durante esses sete
meses, a comunidade acadêmica voltaria às atividades no Campus e seriam feitas a instalação
de cercas navalhadas e rondas frequentes da PM para garantir a segurança.
A proposta contida no termo de compromisso foi levada pelo reitor Eurico Lobo para
ser discutida em assembleia com a comunidade acadêmica. Nessa assembleia, ocorrida em
28 de junho de 2012, no Ginásio João Paulo II, em Arapiraca, a comunidade acadêmica não
aceitou a assinatura do termo. As falas proferidas por alunos e professores reafirmaram a
posição que havia sido tomada desde o início da paralisação: não aceitação de medidas
paliativas e retorno às atividades no Campus somente após a desativação do presídio. Para
voltar às atividades após a greve, a comunidade propôs o funcionamento da universidade em
instalações físicas na cidade, desde que o governo iniciasse as obras do novo presídio, em
Craíbas.
procurador Federal Paulo Cesar; os secretários de Estado da Defesa Social, Dário César, e do Gabinete
Civil, Álvaro Machado; o superintendente geral de Administração Penitenciária, Carlos Luna; o diretor
geral do Campus Arapiraca, Márcio Aurélio, a diretora acadêmica Eliane Cavalcante; o professor Cícero
Adriano; o técnico Sivaldo Paulino e o estudante Laudemmy Layon, do curso de Arquitetura.
142
Diante do retrospecto exposto, pode-se constatar que a proximidade com o Presídio
tem posto em risco a integridade física da comunidade acadêmica. Uma unidade prisional tem
por objetivo a reclusão com a ressocialização dos reeducandos. Contudo, não deixa de ser
um equipamento de segurança pública, com regras de funcionamento específicas, que
requerem guaritas de vigilância com agentes penitenciários fortemente armados.
Tentativas de fugas acontecem em toda e qualquer modalidade de instalação prisional
de regime fechado. O Presídio em questão confronta o campus em suas duas faces laterais e
dos fundos, aumentando a probabilidade dos fugitivos buscarem rotas de fuga passando por
dentro da universidade. Além disso, foram registradas tentativas de fuga por túnel. Nesse
caso, a construção de um muro circundando o Campus prejudicaria a visibilidade dos agentes
e colocaria ainda mais em risco a comunidade acadêmica.
Considerando as frequentes ocorrências de tiroteios e fugas envolvendo o Presídio e
suas três faces de confrontação com o campus da UFAL, é possível constatar que, mantidas
as condições atuais, quanto mais a universidade ampliar suas instalações, mais ela envolverá
a unidade prisional e mais riscos a comunidade acadêmica correrá. Portanto, se a
proximidade com a unidade prisional se mantiver, o Campus Arapiraca Sede estará
condenado a não expandir suas instalações, não projetar o seu futuro e, portanto, a não traçar
estratégias de desenvolvimento. Em suma, a manutenção da unidade prisional confrontando a
região central do campus, nas condições em que se encontra, supõe a morte do espaço
universitário como território de convivência e de construção do conhecimento.
Do ponto de vista acadêmico e institucional, as ocorrências envolvendo o Presídio
causaram enormes danos às atividades universitárias. As várias paralisações por motivo de
fugas, rebeliões e tiroteios; as frequentes e infrutíferas audiências com órgãos públicos; e o
sentimento latente de insegurança por parte da comunidade acadêmica prejudicam o
desenvolvimento do Campus como espaço de produção e socialização do conhecimento.
Por fim, o Plano Diretor propõe como diretriz-máster para o Campus Arapiraca Sede,
a realocação do Presídio Desembargador Luís de Oliveira Souza. Sem a realocação do
presídio, todo o esforço de planejamento para o desenvolvimento acadêmico e físico-territorial
do Campus Arapiraca Sede não logrará efeitos positivos concretos no tempo e no espaço.
4.2.11. Demandas dos Cursos da Unidade
No intuito de promover o reconhecimento das demandas e necessidades dos cursos
do Campus Arapiraca, a Comissão de elaboração do Plano Diretor deste Campus realizou um
levantamento de dados e informações através da colaboração dos coordenadores dos cursos.
Foi aplicado um questionário para cada coordenação de curso abordando três critérios de
143
análise: número de pessoal (quantificação e caracterização do corpo técnico, discentes e
docentes do curso); espaço físico (quantificação e caracterização dos espaços físicos
utilizados para as atividades do curso) e espaço físico para docentes (quantificação e
caracterização
dos
exclusivamente pelo
espaços
físicos
utilizados
para
as
atividades
desenvolvidas
corpo docente). As respostas obtidas fomentaram este relatório da
Unidade Arapiraca. As demandas de infraestrutura dos cursos encontram-se abaixo descritas.
Para as atividades de ensino são disponibilizadas atualmente 4 a 5 salas de aula para
cada curso. Estas salas não são exclusivas dos cursos sendo utilizadas de forma
compartilhada de acordo com os horários das disciplinas ofertadas entre os cursos de
bacharelado e licenciaturas.
A maioria dos coordenadores de cursos afirma que para a
atividade de ensino, não existem especificidades de mobiliários para as salas de aula, sendo
necessária apenas a disponibilidade do mobiliário padrão, ou seja, carteiras para os
estudantes e mesa para o professor. Apenas o Curso de Arquitetura e Urbanismo, diferenciase dos demais, pois, para as aulas práticas de desenho e projeto, necessita de uma sala maior
para abrigar as pranchetas individuais. A coordenadora do curso de Pedagogia também
aponta a necessidade de sala diferenciada para a oferta de futuras disciplinas do curso que
abordam conteúdos ligados ao estudo de psicologia infantil. Nestas salas as carteiras serão
substituídas por almofadas e tapetes, excluindo o mobiliário padrão, porém, com dimensões
semelhantes às adotadas em salas de aula padrão. Estas especificidades podem ser incluídas
em salas tipo laboratório.
A maioria dos cursos apresenta atividades que conferem integração com outros cursos
e apontam a necessidade de existência de outros laboratórios para o alcance de uma melhor
qualidade de ensino (ver tabela da figura abaixo).
Os tipos de laboratório citados estão
especificados em documento em anexo correspondente a ficha de dados levantados por cada
curso. São necessários, portanto, 28 laboratórios de ensino dos diferentes cursos, uma sala
para o funcionamento de uma empresa júnior (curso de Administração), 2 salas de ginástica
(curso de Educação Física) e 1 Unidade de Saúde Docente Assistencial (Curso de
Enfermagem).
Figura 160 - Demanda de espaços físicos destinados a atividade de ensino no Campus Arapiraca.
CURSOS
TURNO
NÚMERO
DE SALAS
DE AULA
LABORATÓRIOS
DE ENSINO
EXISTENTES
LABORATÓRIOS
NECESSÁRIOS
4
4
INTEGRAÇÃO
COM OUTROS
CURSOS/
SETORES
SIM
SIM
Administração
Administração
Pública
Arquitetura e
TARDE
NOITE
0
0
1
-
TARDE
4 (aulas
SIM
1 (computação)
4 (audiovisual,
144
Urbanismo
teóricas);
4 (aulas
práticas)
Educação Física
MANHÃ
4
SIM
1
Zootecnia
Enfermagem
MANHÃ
INTEGRAL
5
4
SIM
SIM
1 (ensino)
4
Agronomia
Ciências da
Computação
Letras
Pedagogia
Química
Licenciatura
Física
Licenciatura
MANHÃ
TARDE
5
5
SIM
NÃO
1
1
maquetaria,
conforto
ambiental e
construção civil)
2 salas de
ginástica
2
1 laboratório;
1 unidade de
saúde
1
3
NOITE
NOITE
MANHÃ
4
4
4
SIM
*
0
0
Laboratório A
4
2
MANHÃ
4
NÃO
2
Matemática
TARDE
Licenciatura
Biologia
MANHÃ
Licenciatura
DEMANDA DE SALAS
TEÓRICAS MANHÃ
DEMANDA DE SALAS
TEÓRICAS TARDE
DEMANDA DE SALAS
TEÓRICAS NOITE
5
SIM
2 (Laboratório de
Física 1 e Física
2)
1
4
SIM
1
3
30
DEMANDA TOTAL DE
LABORATÓRIOS DE ENSINO
2
28
22
12
Elaboração: equipe técnica do Plano Diretor Campus Arapiraca.
Foram apontados ainda, outros espaços necessários para as atividades de ensino e
pesquisa, como: sala para atendimento aos alunos, sala para permanência de bolsistas, sala
de vídeo/projeções e laboratório de informática. Na tabela abaixo, estão especificados os
números relacionados com essas demandas. Os laboratórios de informática e salas de
projeções
sugeridas
foram
indicados
como
ambientes
com
possibilidade
de
compartilhamento com outros cursos.
Figura 161 - Especificação de espaços necessários para a realização de outras atividades de
ensino
CURSOS
TURNO
SALA DE
PROJEÇÕES
SALA PARA
BOLSISTAS
Mínimo 1
Mínimo 1
SALA DE
ATENDIMENTO
AOS ALUNOS
Mínimo 2
Mínimo 1
Mínimo 1
Mínimo 1
LABORATÓRIO
DE
INFORMÁTICA
Mínimo 1
Mínimo 1
Administração
Administração
Pública
Arquitetura e
Urbanismo
Educação
Física
Zootecnia
Enfermagem
Agronomia
Ciências da
TARDE
NOITE
TARDE
Mínimo 1
Mínimo 1
Mínimo 3
-
MANHÃ
Mínimo 1
Mínimo 1
Mínimo 1
-
MANHÃ
INTEGRAL
MANHÃ
TARDE
Mínimo 1
Mínimo 1
Mínimo 1
Mínimo 1
Mínimo 1
Mínimo 2
Mínimo 1
Mínimo 1
Mínimo 1
Mínimo 2
Mínimo 3
Mínimo 1
Mínimo 1
Mínimo 1
Mínimo 1
145
Computação
Letras
Pedagogia
Química
Licenciatura
Física
Licenciatura
Matemática
Licenciatura
Biologia
Licenciatura
TOTAL MANHÃ
TOTAL TARDE
TOTAL NOITE
NOITE
NOITE
MANHÃ
Mínimo 1
Mínimo 1
-
Mínimo 1
Mínimo 1
Mínimo 1
MANHÃ
-
Mínimo 2
Mínimo 1
-
TARDE
Mínimo 1
Mínimo 2
Mínimo 2
Mínimo 2
MANHÃ
Mínimo 1
Mínimo 1
-
-
07
05
03
08
08
03
21
04
04
03
Alguns cursos apontaram a necessidade de outros espaços físicos, não relacionados
no questionário aplicado. O quadro abaixo apresenta o resumo destas demandas.
Figura 162 - Descrição de outras demandas apontadas pelos Coordenadores de Cursos
CURSOS
Administração
Administração
Pública
Educação Física
Zootecnia
Enfermagem
Pedagogia
Matemática
Licenciatura
OUTRAS DEMANDAS APONTADAS PELAS COORDENAÇÕES
Sala para Coordenação e salas para os professores;
Necessita de acesso à biblioteca que atualmente não se encontra aberta no
período noturno;
Ginásio, quadra, piscina e pista de atletismo;
Espaços para as criações;
Uma sala para pró-saúde e uma sala para coordenação, com espaço
suficiente para a demanda;
Um mini auditório para a realização de cursos, seminários e encontros;
Sala de reuniões do colegiado e copa.
Em relação aos espaços de uso exclusivo dos docentes (sala de professores) verificase a necessidade urgente de reestruturação dos atuais ambientes e da criação de novas salas.
Na tabela abaixo é possível observar que o número de professores por sala é inadequado
para o favorecimento das condições adequadas de permanência e produção dos docentes,
pois, se verifica um número elevado de professores por sala em todos os cursos. Em alguns
cursos o problema da permanência dos docentes no Campus é ainda agravado pela ausência
de sala para os professores, como ocorre com os recentes cursos do período noturno.
146
Figura 163 - Caracterização dos espaços físicos destinados aos docentes do Campus Arapiraca.
CURSOS
Administração
Administração Pública
Arquitetura e
Urbanismo
Educação Física
Zootecnia
Enfermagem
Agronomia
Ciências da
Computação
Letras
Pedagogia
Química Licenciatura
Física Licenciatura
Matemática
Licenciatura
Biologia Licenciatura
Tronco Inicial
TOTAL
Nº IDEAL DOCENTES/
SALA
NÚMERO DE
PROFESSORES
DO CURSO
8
3
11
ATUAL Nº DE SALAS
PARA PROFESSOR
Nº DE DOCENTES POR
SALA
1
0
1
8
10
7
15
25
14
10
1
2
3
2
1
7
4
5a9
*
8
*
*
6
11
15
*
*
2
4
4
*
*
3a4
3
3a4
12
*
138
02
4
2
25
DEMANDA TOTAL DE
SALAS
3
*
5,52 (média)
69
*Item não respondido pelo coordenador do curso, desatualizado, ou impossível de quantificar.
Nas fichas respondidas pelos cursos podem ser verificadas as necessidades dos
cursos relacionadas à estruturação das salas de permanência dos docentes. São
apresentadas as características dos mobiliários, equipamentos e instalações apontadas pelos
coordenadores para o alcance da otimização das condições de trabalho dos professores
vinculados aos cursos do campus Arapiraca. O levantamento dos dados coletados através da
colaboração dos coordenadores dos cursos servirá de base para e elaboração das primeiras
propostas de planejamento físico-territorial a partir das considerações de expansão do
Campus Arapiraca.
4.3. IDENTIDADE E CULTURA
Arapiraca vem atravessando um momento de transformações estruturais na sua
economia, reconfigurando a matriz identitária na qual a cidade havia se reconhecido há
décadas. A decadência da economia fumageira fez surtir um movimento de capital do setor
primário para o setor terciário, gerando um crescimento significativo no setor de comércio e
serviços.
147
Deste modo, a cidade que era conhecida como a “capital do fumo” passa a intitular-se
como a “metrópole do agreste”, mediante o crescente poder de polarização que a cidade vem
exercendo sobre os demais municípios da Região Metropolitana do Agreste, institucionalizada
em 2009. Esse movimento de reconfiguração do discurso sobre a cidade vem produzindo
efeitos que afirmam a chegada da modernidade, preterindo a tradição fumageira, acusada de
servir de matéria prima para a indústria tabagista. Essa tentativa de ruptura com a tradição
vem produzindo um discurso que desconsidera o patrimônio cultural da cidade, entendendo-o
como expressão de atraso e como obstáculo ao desenvolvimento da cidade.
Diante desse contexto, a Sede do Campus Arapiraca vem desenvolvendo uma série de
eventos e projetos relacionados com o campo da cultura, através da iniciativa dos professores,
técnicos e alunos.
Os projetos de pesquisa e de extensão da Sede vêm buscando estabelecer relações
com a cultura local. Na cidade existem vários grupos e manifestações culturais, mas muitos
não estão formalizados e organizados. A Universidade tem um papel importante a
desempenhar no processo de valorização e apoio aos grupos de cultura popular sediado no
município.
As ações de extensão na área de Cultura relacionadas à Sede e cadastradas no Banco
de ações de extensão da PROEXT/UFAL foram submetidas para concorrerem aos editais do
PROINART e do PIBIP-Ação.
O objetivo do PROINART é incentivar “atividades relacionadas à produção e difusão
artística que possam contribuir para a consciência cultural no que diz respeito à memória, à
criação e à prática da Arte como um patrimônio cultural de toda a sociedade”29.
O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Pesquisa-Ação (PIBIP-Ação) visa
apoiar projetos que realizem “atividades relacionadas com as diversas formas de ação coletiva
orientadas para a transformação social, desenvolvidas por professores, técnicos de nível
superior e alunos da UFAL, de modo a contribuir para a melhoria da qualidade de vida da
população e para o processo de formação acadêmica dos alunos, no tocante à prática de
investigação científica aplicada”30.
As principais ações de extensão estão ligadas às seguintes linhas de extensão:
“Patrimônio cultural, histórico, natural e imaterial”, ações ligadas às artes, “Organizações da
sociedade civil e movimentos sociais e populares” e “Metodologias e estratégias de
ensino/aprendizagem”. O quadro abaixo apresenta uma síntese desses projetos e ventos:
29
Disponível em www.ufal.edu.br/entensão. Acesso em 23.04.2012.
30
Disponível em www.ufal.edu.br/entensão. Acesso em 23.04.2012.
148
Figura 164 – Lista das ações de extensão desenvolvidas na Sede, segundo banco de dados da
Proex
Ação de
Extensão
Área
Temática
PROJETO
CULTURA
PROJETO
CULTURA
PROJETO
CULTURA
PROJETO
CULTURA
Mapeamento do Patrimônio
Cultural do Agreste Alagoano
PROGRAMA
CULTURA
Cartografando discursos-cangaço
no Nordeste Brasileiro
PROJETO
CULTURA
Inventário de Referências Culturais
de Arapiraca - Centro
PROJETO
CULTURA
Na paisagem do fumo, a comida
do Brasil: as casas de farinha de
Arapiraca
PROJETO
CULTURA
Uso de plantas medicinais na
região Agreste de Arapiraca, AL
PROJETO
CULTURA
Uso Místico, Mágico e Curativo de
Plantas Medicinais em Rituais
Religiosos no Municipio de
Arapiraca - Al
PROJETO
CULTURA
Análise da Estrutura e dos
Mecanismos de Gestão Profissional
dos Clubes de Futebol em Alagoas
PROJETO
CULTURA
Controle Burocrático em
Organizações Culturais: formas de
gestão em igrejas
PROJETO
CULTURA
II EEUCC E I EEP 2007
EVENTO
CULTURA
Processo de Estruturação
Organizações da Sociedade Civil:
Caso Biblioteca da Tequinha
PROJETO
CULTURA
PROJETO
CULTURA
PROJETO
CULTURA
EVENTO
Título
Agreste, paisagem e paisagismo
em busca de uma imagem positiva
As bandas de pífano e as
manifestações religiosas em
Arapiraca/AL
Implementação de uma Biblioteca
Digital da Literatura de Cordel
Alagoanos
Conclusão do Processo de
Implementação da Biblioteca
Digital da Literatura de Cordel
Alagoano
Relação do Controle com o
Processo de Empresariazação:
Caso Associação Sportiva
Arapiraquense, ASA
Produção de vídeo-documentário
sobre a Orquestra Sinfônica de
Arapiraca
Cidades Invisíveis: 3ª Exposição de
instalações artísticas do curso de
Arquitetura e Urbanismo - Campus
Arapiraca
Cinevaral - implantação de
Cineclube no Campus Arapiraca
Deficiência e educação em
documentários
Identidades Indígenas
contemporâneas: a arte como
processo de reflexão da cultura no
século XXI
Nordestanças: filmando o cangaço
no Nordeste contemporâneo
Ano
Ref.
Coordenador
2010
Fernando Antonio
Santos de Souza
2010
Juliana Michaello
Macedo Dias
2008
Emy Porto Bezerra
2009
Emy Porto Bezerra
2012
Juliana Michaello
Macedo Dias
2009
Juliana Michaello
Macedo Dias
2011
Juliana Michaello
Macedo Dias
2007
Maria Madalena
Zambi de
Albuquerque
2009
Larissa Nascimento
Satiro
2010
Larissa Nascimento
Satiro
2010
Carlos Everaldo Silva
da Costa
2008
Carlos Everaldo Silva
da Costa
2007
Renise Bastos Farias
Dias
2009
Carlos Everaldo Silva
Da Costa
2007
Carlos Everaldo Silva
Da Costa
Mídias-artes
2009
Emy Porto Bezerra
CULTURA
Metodologias e
estratégias de
ensino/aprendizagem
2009
Juliana Michaello
Macedo Dias
PROJETO
CULTURA
Artes visuais
PROJETO
CULTURA
Artes visuais
2010
PROJETO
CULTURA
Artes visuais
2011
Juliana Michaello
Macedo Dias
PROJETO
CULTURA
Artes visuais
2009
Juliana Michaello
Macedo Dias
Linha de Extensão
Patrimônio cultural,
histórico, natural e
imaterial.
Patrimônio cultural,
histórico, natural e
imaterial.
Patrimônio cultural,
histórico, natural e
imaterial
Patrimônio cultural,
histórico, natural e
imaterial.
Patrimônio cultural,
histórico, natural e
imaterial.
Patrimônio cultural,
histórico, natural e
imaterial
Patrimônio cultural,
histórico, natural e
imaterial
Patrimônio cultural,
histórico, natural e
imaterial
Patrimônio cultural,
histórico, natural e
imaterial
Patrimônio cultural,
histórico, natural e
imaterial
Organizações da
sociedade civil e
movimentos sociais e
populares
Organizações da
sociedade civil e
movimentos sociais e
populares
Organizações da
sociedade civil e
movimentos sociais e
populares
Organizações da
sociedade civil e
movimentos sociais e
populares
Organizações da
sociedade civil e
movimentos sociais e
populares
Juliana Michaello
Macedo Dias
Bruno Cleiton
Macedo Do Carmo
149
Garimpando Jovens Artistas Na
Cidade De Arapiraca
Matemática e Arte: ensinando e
aprendendo a Geometria pintando
o sete
Tensões entre ordem e caos: 4ª
exposição de instalações artísticas
do curso de arquitetura e
urbanismo - campus Arapiraca
Vidas Severinas: identidade e
território nordestinos em exposição
PROJETO
CULTURA
Artes plásticas
2011
Thaisa Francis Cesar
Sampaio De Oliveira
PROJETO
CULTURA
Artes plásticas
2011
Carloney Alves de
Oliveira
EVENTO
CULTURA
Artes integradas
2010
Juliana Michaello
Macedo Dias
PROJETO
CULTURA
Artes integradas
2010
Juliana Michaello
Macedo Dias
Fonte: Banco de ações de extensão. Disponível em: http://sistemas.ufal.br. Acesso em: 12.04.2012
Na linha de extensão “Patrimônio cultural, histórico, natural e imaterial” foram
cadastradas dez ações, cujos trechos dos resumos são descritos abaixo.
De acordo com o resumo do Projeto “Agreste, paisagem e paisagismo em busca de
uma imagem positiva”, o objetivo central foi estudar o potencial plástico de espécies vegetais
arbustivas e arbóreas, representativas da paisagem autóctone do Agreste Arapiraquense, com
vistas à aplicação em projetos paisagísticos e programas de educação da paisagem.
O projeto “As bandas de pífano e as manifestações religiosas em Arapiraca/AL”
objetivou “produzir um inventário das práticas das bandas de pífano atuantes na cidade de
Arapiraca, em sua relação com diversas manifestações populares tradicionais”. A justificativa
da relevância do projeto está vinculada à necessidade de afirmação das identidades culturais
através do registro, salvaguarda e valorização de práticas tradicionais, institucionalizadas
como patrimônio imaterial.
“Cartografando discursos-cangaço no Nordeste Brasileiro” objetivou lançar um olhar
sobre as identidades e territorializações do Nordeste brasileiro, tomando por viés o cangaço.
Seguindo uma linha que entende os relatos e reminiscências discursivas como constituidoras
da identidade, o projeto partiu para a busca das tessituras presentes nos discursos-cangaço,
tomando para tal o diálogo com comunidades das localidades que constituem uma “rota do
cangaço” em Alagoas.
O Projeto “Implementação de uma Biblioteca Digital da Literatura de Cordel Alagoano”
afirmou a necessidade da revitalização do acervo bibliográfico da literatura de cordel em
Alagoas. O objetivo principal do Projeto foi a digitalização e disponibilização deste acervo para
o incremento da pesquisa e da construção da memória desta parte da literatura popular
brasileira, com vistas à implementação de uma biblioteca digital.
“Inventário de Referências Culturais de Arapiraca – Centro” teve como objetivo mapear
o Patrimônio Cultural do município de Arapiraca, compreendendo primeiramente, o Centro,
que faz parte do perímetro inicial da cidade. De acordo com o resumo do projeto, em
Arapiraca, o mapeamento do Patrimônio Cultural ainda se encontra de forma bastante
preliminar, levando o poder público a atuar no planejamento urbano desconsiderando o
patrimônio cultural presente no município. O projeto, portanto, almejou produzir um inventário
150
de identificação destes patrimônios como base para ações de planejamento em que o
reconhecimento das identidades seja levado em consideração.
O Programa “Mapeamento do Patrimônio Cultural do Agreste Alagoano” objetiva
mapear o patrimônio cultural do Agreste alagoano, iniciando este processo pelo mapeamento
das duas das cidades mais importantes da região: Arapiraca e Palmeira dos Índios. A
proposta visa produzir um inventário de identificação destes patrimônios como base para
ações de planejamento reconhecendo as identidades e fomentando uma discussão sobre as
identidades do Agreste nordestino, pouco evidenciado nos discursos de formação identitária
em relação à Zona da Mata canavieira e ao Sertão, que construíram de forma bastante
hegemônica as identidades regionais.
O Projeto “Na paisagem do fumo, a comida do Brasil: as casas de farinha de
Arapiraca” abordou as casas de farinha nos seus aspectos de produção, convívio e
solidarização comunitária; afirmando a importância histórica do processamento da raiz da
mandioca, realizado pelas populações nativas para a alimentação. O projeto ressaltou que
apesar de modificações relacionadas ao processo de uso da mandioca, própria da dinâmica
cultural local, a presença e uso da casa de farinha salvaguarda singularidades.
O Projeto “Uso de plantas medicinais na região Agreste de Arapiraca/AL” propôs o
resgate do conhecimento popular do uso de plantas medicinais pela população do município
de Arapiraca/AL, através do levantamento das principais espécies utilizadas, suas partes e
suas formas de uso fitoterápico, no que diz respeito as suas propriedades de cura, bem como
conhecer a sistemática das plantas localmente identificadas.
“Uso Místico, Mágico e Curativo de Plantas Medicinais em Rituais Religiosos no
Município de Arapiraca/AL” visou a realização de um levantamento das plantas e seus usos
nas comunidades religiosas indígenas e afrodescendentes, com vistas a promover o resgate e
o fortalecimento dessa cultura tradicional, buscando informações junto a pessoas que
trabalham com plantas medicinais - benzedeiras e adeptos a terreiros de umbanda -, em
rituais religiosos, tendo como foco as plantas utilizadas, a forma de utilização e os rituais
associados.
Na linha de extensão “Organizações da sociedade civil e movimentos sociais e
populares” foram cadastradas cinco ações, cujos trechos dos resumos são apresentados
abaixo.
O Projeto “Análise da Estrutura e dos Mecanismos de Gestão Profissional dos
Clubes de Futebol em Alagoas” partiu da constatação que o futebol, manifestação cultural de
maior representatividade no Brasil, vem passando por um processo de empresarização, em
que a lógica mercantil – instrumental, formal e utilitária – vem ditando as novas formas de
organização das organizações relacionadas ao futebol. Nessa lógica, o torcedor passa a ser
151
tratado como cliente; o jogador, como produto; e o jogo, como espetáculo. Com base nisso, o
projeto pretendeu analisar a estrutura dos clubes de futebol em Alagoas com vistas a
diagnosticar o grau de aproximação desses clubes com esse modelo empresarial de gestão.
“Controle Burocrático em Organizações Culturais: formas de gestão em igrejas” parte
da premissa que as religiões são manifestações sociais de relevância no Brasil, e que elas têm
mobilizado pessoas de diversas classes sociais. O projeto buscou contribuir com a área de
estudos organizacionais com a hipótese de uma transformação de valores culturais e difusos
para aspectos mais burocráticos e impessoais de controle.
O “Processo de Estruturação das Organizações da Sociedade Civil: Caso Biblioteca da
Tequinha” traz como proposta de pesquisa, realizar um processo de estruturação de
organizações da sociedade civil, tendo como caso de estudo a Biblioteca da Tequinha.
O Projeto “Relação do Controle com o Processo de Empresariazação: Caso
Associação Sportiva Arapiraquense, ASA” analisa a tendência dos campos organizacionais,
em especial, das organizações do futebol, de migração da esfera cultural/lúdica para a esfera
empresarial/instrumental. O objetivo da pesquisa foi orientar a Associação Sportiva
Arapiraquense (ASA), sobre determinadas ações empresariais sem que o clube perca seu
caráter cultural.
Os eventos II EEUCC e I EEP foram realizados pelo Ministério Universidades
Renovadas, da Renovação Carismática Católica. Dentre outros objetivos almejados, constam
no resumo: conscientizar os membros acerca da importância da Formação e da necessidade
de um trabalho continuado; conhecer os trabalhos realizados em cada Diocese; promover a
unidade da formação no Estado; promover discussões sobre temas atuais e polêmicos, como
fé e política, planejamento familiar, comunicação e serviço da evangelização e ética, buscando
a formação da consciência crítica acerca destes assuntos.
Nas linhas de extensão ligadas às “Artes”, foram cadastradas nove as ações,
descritas abaixo a partir dos seus resumos.
Na linha “Artes Visuais”, o projeto “Cinevaral - implantação de Cineclube no Campus
Arapiraca” abordou a produção cinematográfica que tematiza o Nordeste, através da exibição
e discussão com a comunidade. Instalando-se no campus Arapiraca da UFAL, este cineclube
pretendeu cumprir dois papéis fundamentais: trazer para a cidade exibição e discussão
periódica de cinema e aproximar a comunidade local da universidade. Para tal, a proposta
pretendeu criar um cineclube itinerante que extrapolaria o campus universitário, levando as
exibições para dentro do espaço urbano.
O projeto “Nordestanças: filmando o cangaço no Nordeste contemporâneo” parte do
entendimento do audiovisual como forma de criação artística e simultaneamente como forma
de pesquisa no campo das ciências sociais. O objetivo seria a produção de pesquisa
152
audiovisual, com ênfase na produção de peças de não ficção (videodocumentários) com o
intuito de investigar, através de entrevistas e pesquisa bibliográfica e audiovisual, a questão da
identidade nordestina em seu aspecto urbano/rural, enfatizando, num primeiro momento, o
território do cangaço.
“Identidades Indígenas contemporâneas: a arte como processo de reflexão da cultura
no século XXI” pretendeu trabalhar com a discussão da identidade e do território como
processos em construção e, portanto, moventes. Buscou investigar as transformações e
disseminações produzidas na produção artística da Tribo Xucuru-Kariri, do Município de
Palmeira dos Índios, buscando, no intuito de construção das identificações indígenas para
além das fixações da identidade pura. O objetivo foi promover oficinas para a troca de meios e
modos de produção artística entre os envolvidos no processo, no intuito de produzir leituras
da arte indígena em obras de artes visuais contemporâneas.
O Projeto “Deficiência e educação em documentários”, coordenado pela Liga
Acadêmica de Desenvolvimento e Aprendizagem Motora – LADAM, teve por objetivo a
aproximação dos estudantes com a realidade vivida pelas pessoas com deficiência no
município de Arapiraca, através da produção de documentários sobre a vida destes e,
posteriormente a exibição dos documentários juntamente com a realização de mesas de
discussão.
Na linha “Artes plásticas”, o Projeto “Garimpando Jovens Artistas Na Cidade De
Arapiraca” objetivou relacionar as artes visuais, especificamente a pintura, com a comunidade
e tentar modificar a forma pela qual ela é entendida. O Projeto visou também oferecer
oportunidades que instiguem cada vez mais a valorização da cultura local e nacional no que
se refere à pintura, numa transformação do cotidiano pessoal e profissional a partir da
sensibilização construída com um novo olhar estético e consequentemente artístico.
O projeto “Matemática e Arte: ensinando e aprendendo a Geometria pintando o sete”
teve por objetivo elucidar, através da pintura aplicada à Geometria, o entendimento de que a
matemática não é unicamente formada por números, e desse modo, está contida no cotidiano
dos sujeitos, saindo do mundo da imaginação para o papel pintado.
Na linha “Artes integradas”, o projeto “Vidas Severinas: identidade e território
nordestinos em exposição” pretendeu trazer à comunidade de Arapiraca a discussão acerca
de sua identidade urbano/rural em relação à construção identitária nordestina, constituída
pelos discursos presentes em Vidas Secas, de Graciliano Ramos e Morte e Vida Severina, de
João Cabral de Melo Neto. Estes apresentam o território nordestino como lugar da migração
campo/cidade, construindo o espaço urbano tanto como sonho de felicidade quanto como
lugar da ilusão. Quando tratamos de cidades do agreste esta relação se complexifica, uma vez
153
que as cidades centralizadoras recebem os afluxos migratórios do campo e enviam levas de
migrantes para o litoral.
Os eventos “Cidades Invisíveis: 3ª Exposição de instalações artísticas do curso de
Arquitetura e Urbanismo” e “Tensões entre ordem e caos: 4ª exposição de instalações
artísticas do curso de arquitetura e urbanismo - Campus Arapiraca” foram realizados nos anos
de 2009 e 2010, respectivamente. As duas atividades consistiram em exposições compostas
por instalações artísticas, produzidas pelos alunos das disciplinas de História da Arte, da
Arquitetura e da Cidade do Curso de Arquitetura e Urbanismo do Campus Arapiraca, e
expostas no Campus por um período de uma semana. Os objetivos principais foram incentivar
os alunos a elaborar e executar obras artísticas no âmbito universitário e fomentar discussões
acerca da arte no campus Arapiraca, ainda carente de atividades culturais.
Na linha “Mídias-artes”, o projeto “Produção de vídeo-documentário sobre a Orquestra
Sinfônica de Arapiraca” pretendeu retratar em forma de documentário a Orquestra Sanfônica
de Arapiraca (OSA), com vistas a valorizá-la como expressão legítima da cultura alagoana e
sua inserção na cadeia produtiva da música independente.
O Programa de Vivencia de Artes na UFAL foi lançado pela Pró-reitoria Estudantil
(PROEST) em 2010, promovendo atividades artísticas nos três campi da UFAL. Nessa primeira
versão, o Programa contou com 5 projetos aprovados; em 2011, saltou para 12 projetos, e em
2012, aprovou 18 projetos. O Programa Vivência de Arte na UFAL tem como objetivos criar
oportunidades de produção e atuação artístico-cultural para os estudantes vinculados aos
diversos cursos de graduação existentes na UFAL; despertar o interesse e estimular a
participação dos mesmos em atividades artísticas e culturais, abrindo espaços para que
possam revelar seus talentos e potenciais criativos, no campo da arte e da cultura; e fazer
com que os estudantes de nossa universidade vivenciem a arte como um elemento
fundamental no processo de sua formação pessoal, profissional e cidadã31.
Figura 165 - Logo do programa Vivência e Arte.
Disponível em: http://vivenciaufal.blogspot.com.br. Acesso em 13.07.2012.
31
Disponível em: http://vivenciaufal.blogspot.com.br. Acesso em: 13.07.2012
154
Figura 166 - Apresentações realizadas no âmbito do Programa Vivência de Arte na UFAL. Disponível em
http://projetorecicante.blogspot.com.br. Acesso em 13.07.2012.
Os projetos selecionados para a versão 2012 do Programa Vivência de Arte na UFAL
seguem no quadro abaixo:
Figura 167 – Lista dos projetos Vivência de Arte de 2012
TÍTULO
Poesia no
Campus
COORDENADOR
Yago Bezerra
Marinho Martins
LOCAL
Campus
Arapiraca
Birimbalada
Tatiane Trindade
Machado
Campus
Arapiraca
Alô UFAL! Arte é
essencial
Juliana Michaello
Dias
Arapiraca
Teatro de
Bonecos uma
Vivência Armorial
Gessyca
Campus Maceió
Ginástica
Circense: a arte
do malabarismo
Joelma de
Oliveira
Aluquerque
Campus
Arapiraca
DançáPopular
José Eduardo
Ferreira da Silva
Campus Maceió
Arte e Ação
José Fábio dos
Santos
Campus Maceió
RESUMO
O projeto é destinado à comunidade acadêmica da
Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Campus de
Arapiraca. Poesia no Campus pretende estudar as
grandes poesias brasileiras e portuguesas até
grandes poetas da atualidade. A partir dessa análise,
o projeto busca auxiliar os participantes a criar suas
próprias composições, e apresentar tais criações à
comunidade
O objetivo geral do projeto é fomentar e divulgar a
Cultura Brasileira através da música e de um
instrumento intimamente ligado à nossa história.
Fazendo com que a Comunidade acadêmica entenda
os processos sócio- históricos ligados a capoeira,
bem como a arte, a cultura e a música brasileira.
O projeto Busca a máxima participação da
comunidade estudantil nas atividades pretendidas,
integrando os vários cursos existentes no campus,
sem distinção de sexo ou de cargos acadêmicos
O projeto tem por objetivo divulgar e discutir as bases
do Movimento Armorial, movimento este que
pretende realizar uma arte brasileira erudita a partir
das raízes populares da cultura do País.
O projeto se insere na modalidade I do Edital – Artes
cênicas, com ênfase no Circo, pois tem por
característica principal resgatar esta manifestação
artística, apresentando suas possibilidades na
formação dos estudantes da UFAL. Devido ao espaço
disponibilizado para a realização do projeto, apenas
20 vagas serão ofertadas. No entanto, será criado um
cadastro de reserva para os demais interessados.
O Projeto “Dançápopular” irá desenvolver atividades
relacionadas às tradições populares do Estado de
Alagoas, em especial ao Guerreiro, folguedo
genuinamente alagoano, focando os paradigmas do
conceito de folclore, da tradição e recriação dessa
manifestação.
O projeto tem o intuito de divulgar a literatura de
cordel, através de cursos, oficinas e mostras de
155
Lula Vive
Anderson Alan
Fidelis Souza
Maceió
Vidarte
Ana Carolina
Morais Dorville de
Araujo
Campus Maceió
Politização e
expressão
corporal através
da dança de rua
Adriano
Franscico dos
Santos
Campus Maceió
Vem pra roda
você também
Rachel Rocha
Espaço Cultural,
Praça Sinimbu
Digitalizando a
arte e a cultura
alagoana
Manuel Henrique
Campus Maceió
Bancartalentos
Maria Ester
Ferreira da Silva
Arapiraca/
Palmeira dos
Índios
Proseando Lêdo
Ivo de sua
poética a
estética do
absurdo no
teatro brasileiro
Sinfonia das
Águas
Washington
Monteiro de
Anunciação
Campus Maceió
José Petrúcio Da
Silva Junior
Campus Maceió
Quinta Cultural
No CECA
Elton Lima
Santos
CECA, Rio Largo
Dança e
Formação
John
Tenda cultural/
Campus de
Maceió
Beabá do
Repente
Elton Lima
Santos
Campus Maceió
cinema; incentivar, mediado pelo cordel, o talento e o
potencial artístico; e promover a interação entre os
estudantes da UFAL.
Pretende em primeira ocasião atingir a comunidade
acadêmica por meio da cultura popular. Há uma
compreensão da importância da valorização do baião
como elemento cultural transformador. A partir disso,
objetiva atingir também alunos de escolas públicas,
para que toda a movimentação saia das
dependências universitárias e passe a atuar
diretamente com a sociedade, ajudando também
dessa maneira a formar plateia pra tal linguagem
artística.
O projeto “Vidarte – Construindo diálogos através do
Teatro do Oprimido” propõe inserir o Teatro do
Oprimido (TO) metodologia artística criada por
Augusto Boal como prática complementar à vivência
acadêmica, contribuindo na luta por uma
universidade de excelência acadêmica e socialmente
referendada através de curso em TO e outras
atividades artístico culturais.
Esse projeto é uma iniciativa do estudante de filosofia
e professor de dança de rua Adriano Francisco, essa
proposta de início foi trabalhada fora da universidade,
recebendo incentivos da própria UFAL para sua
elaboração, desenvolvimento e implantação.
O objetivo é divulgar dando visibilidade e
oportunidade de vivência artística da capoeira angola
e demais manifestações associadas como Maculelê,
Puxada de Rede e Samba Duro, Samba de Roda e
Dança do Congada, no espaço acadêmico durante
seis meses.
O projeto Digitalizando a Arte e a Cultura Alagoana
tem por objetivo registrar em vídeo algumas das
manifestações artísticas e culturais encontradas no
estado de Alagoas.
Oprojeto tem como objetivo principal alimentar a
subjetividade do aluno e público em geral,
entendendo que a arte como um todo é uma das
formas mais eficazes de educar e também de revelar
como o mundo está sendo visto,sentido pelos outros
por nós mesmos.
Não encontrado
Trata-se da implementação de oficinas de música
para os alunos da Unidade de Ensino
Penedo/Campus Arapiraca, na modalidade violão,
objetivando a inserção desses alunos ao “mundo
musical” , incentivando-os a desenvolverem suas
aptidões artísticas e culturais.
Mostra de filmes, documentários e mesas redondas,
a apresentação musical e artística da população local
e da própria comunidade acadêmica serão as
expressões culturais empregadas neste projeto.
Objetiva a formação política por meio da dança de
rua, expondo a importância do Hip Hop no despertar
do pensamento crítico das classes menos
favorecidas.
O projeto “Beabá do Repente” surgiu a partir da
percepção da necessidade de nascer novos
repentistas em Alagoas, poetas que são capazes de
fazer rimas improvisadas, usando para esse fim o rap,
156
o coco de embolada e a cantoria de viola.
Fonte: http://www.ufal.edu.br/noticias/2012/05/vivencia-de-arte-promove-a-cultura-na-comunidade-estudantil
No âmbito da produção acadêmica na área da cultura, a participação da comunidade
nas oficinas aponta para a necessidade de estimular pesquisas e projetos de extensão que
não só estudem os grupos e movimentos de cultura popular para produzir conhecimento, mas
que proponham também a sua valorização como expressão de cultura popular legítima,
buscando assim um diálogo permanente entre a Universidade e os grupos populares que têm
passado despercebidos frente à hegemonia da indústria cultural. Nessa direção, foi proposta a
criação de dispositivos para arrecadar recursos a serem destinados ao estímulo da produção
dos grupos culturais populares e das manifestações artísticas da própria UFAL. A
institucionalização de eventos do Campus é um exemplo de como a instituição pode apoiar a
realização de atividades culturais valorizando os grupos de cultura locais, contratando-os para
apresentações, oficinas e exposições, mediante remuneração.
A questão da localização geográfica da Sede tem se apresentado com um empecilho,
pois situada fora do centro urbano, encontra dificuldades de interagir com as culturas locais e
com os equipamentos culturais localizados no centro da cidade. Nesse sentido, faz-se
necessário criar um espaço cultural próprio da UFAL no centro de Arapiraca, de modo a
constituir-se como um lugar que possa aglutinar várias formas de exposição artística, a fim de
aproximar as manifestações culturais da cidade com a da universidade e divulgar essas
manifestações à comunidade citadina.
No âmbito intra-universitário, a Sede não conta com infraestrutura para a realização de
atividades culturais. A carência de instalações adequadas a esse fim é um dos grandes
empecilhos que dificulta a realização de eventos de cunho artístico tanto na Sede quanto nas
Unidades. Essa carência tem gerado atritos na comunidade universitária, uma vez que sem as
instalações adequadas, as atividades culturais têm sido realizadas de forma improvisada,
ocasionando em conflitos de usos, tais como a proximidade entre a Cantina, onde são
realizadas as apresentações artísticas teatrais e musicais e o Bloco A, com salas de aula.
As atividades culturais produzidas na Sede têm sido pouco apoiadas pela comunidade
universitária. Foi relatada a necessidade de a comunidade acadêmica participar e apoiar mais
as atividades culturais, entendendo-as não como adereços, mas como atividade acadêmica
fim, juntamente com as atividades de cunho científico, uma vez que a formação cultural é uma
das dimensões estruturantes da formação universitária. Além disso, os eventos de cunho
artístico e cultural devem deixar de serem tratados como atividades isoladas e pontuais para
serem planejadas de forma integrada ao calendário institucional, possibilitando a realização
desses eventos de forma periódica e contínua.
157
É preciso haver maior integração entre os cursos no que tange às atividades culturais
através da realização de calouradas motivando a promoção de ações culturais; a construção
de um calendário de eventos culturais e a implementação de atividades culturais no campus.
No tocante à gestão, foi apontada a necessidade de instalação de um braço da Próreitoria de Extensão no Campus Arapiraca, de forma a superar a centralização da gestão em
Maceió e assim aproximá-la da Secretaria Municipal de Cultura de Arapiraca.
5.0. SÍNTESE DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS ENCONTRADOS NA UNIDADE
A partir da análise detalhada feita nos itens anteriores foi elaborado um quadro síntese
dos problemas encontrados na Unidade Arapiraca.
QUADRO SINTESE DE PROBLEMAS – SEDE DA UNIDADE ARAPIRACA
1. DEMANDA ATUAL DE SERVIÇOS:
1.1. ALIMENTAÇÃO:
1.1.1. Ausência de restaurante universitário;
1.2. SAÚDE:
1.2.1. Ausência de pronto-atendimento médico e psicossocial na unidade;
1.3. RESIDÊNCIA UNIVERSITÁRIA:
1.3.1. Ausência de residência, grande demanda – 49,3% não residem em Arapiraca;
2. DEMANDA DE FUNCIONÁRIOS:
2.1.1. Carência no corpo técnico para desempenho de atividades se secretariado de cursos,
auxiliares administrativos e em diversos setores técnicos;
2.1.2. Carência de infraestrutura para abrigar os corpos técnico e docente;
2.1.3. Ampliar o contingente de funcionários terceirizados contratados e descentralizar os
serviços dos mesmos, de forma que cada Unidade conte com seus próprios funcionários.
3. INFRAESTRUTURA:
3.1. As atividades essenciais de ensino, trabalho e assistência da unidade Arapiraca funcionam em
apenas 28% da área necessária para os mesmos fins;
3.2. ACESSOS E CIRCULAÇÕES:
3.2.1. Não há passeios suficientes ou em todas as circulações ao ar livre;
3.2.2. Nos espaços de convivência e nas circulações, em determinados horários, há mais
pessoas do que o espaço permite acomodar;
3.2.3. Insuficiência do mobiliário existente;
3.2.4. Má adequação da edificação ao clima da região, com salas expostas ao sol excessivo,
telhados inadequados e beirais curtos;
3.2.5. Falta de acessibilidade a pessoas com deficiência;
3.2.6. Proteção cobertura nos passeios e circulações abertas contra chuvas;
3.2.7. Paisagismo local não oferece sombreamento nas áreas descobertas.
3.3. BLOCO DE COORDENAÇÕES E ESPAÇOS DE TRABALHO TÉCNICO:
3.3.1. Falta espaço para o desempenho das atividades com conforto, por conta da
superlotação e divisão de vários setores num mesmo ambiente;
3.3.2. Salas não atingiram as dimensões mínimas determinadas pelos parâmetros
recomendados para atividades de trabalho com conforto;
3.3.3. Salas abarrotadas de móveis, caixas, documentos e equipamentos – falta
almoxarifados;
3.3.4. As salas das coordenações de Cursos abrigam duas coordenações em funcionamento
simultâneo;
3.3.5. As coordenações dos cursos noturnos – Letras, Pedagogia e Administração Pública –
não dispõem de sala;
3.3.6. Não há lugar para armazenar os documentos dos cursos noturnos, assim como
158
equipamentos de ensino;
3.3.7. Em alguns setores, mais de um servidor ocupa a mesma mesa de trabalho, sendo
necessário o revezamento no uso da mesa, do computador, e de outros equipamentos de
impressão, copiadora e telefone fixo;
3.3.8. Ambientes subdimensionados para as atividades em execução, para o número de
usuários, servidores e pessoas em atendimento;
3.3.9. Necessidade de aumento de áreas e não o de reorganização de layout;
3.4. BLOCO DE LABORATÓRIOS DE ENSINO:
3.4.1. Falta equipamentos e de reagentes;
3.4.2. Falta um plano de gerenciamento de resíduos;
3.4.3. Falta infraestrutura de segurança;
3.4.4. Falta sala de estilização;
3.4.5. Espaços apertados e insuficientes;
3.4.6. Abastecimento de energia insuficiente para o uso de seus equipamentos;
3.4.7. Carência de mais de 21 laboratórios, para diferentes cursos;
3.4.8. Falta kits de primeiros socorros;
3.5. AUDITÓRIO:
3.5.1. Espaço insuficiente para atende a demanda para eventos e conferências, é apenas 20%
do necessário;
3.5.2. Necessidade de um auditório maior, para cerca de 300 a 400 pessoas e salas de
conferências menores, para eventos de menor porte;
3.5.3. Não houve nenhum tipo de tratamento acústico (piso, parede e teto) para a adequação
do espaço a eventos e projeções, com conforto;
3.5.4. Não há assentos confortáveis, mesa adequada ao palco;
3.5.5. Não há acessibilidade ao palco, somente duas escadas em alvenaria;
3.5.6. Instalações audiovisuais são improvisadas;
3.5.7. Falta de infraestrutura de segurança – saídas de emergência com degraus e sempre
trancada;
3.6. BLOCO A e B:
3.6.1. SALAS DE AULA:
Grande quantidade de ruídos externos que perturbam a concentração;
Climatização insuficiente;
Grande quantidade de cadeiras nas salas de aula, impossibilitando uma boa circulação;
Incidência direta de luz natural nas áreas próximas às janelas.
Calor excessivo tanto no inverno quanto no verão;
Necessidade de construção de novas salas de aula representa um acréscimo de 56% da área
útil para esta finalidade;
3.6.1.1. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS:
Fiação aparente e subdimensionada para a demanda de tomadas necessárias;
Subdimensionamento da rede para equipamentos de laboratórios e ar condicionado;
Falta de manutenção e material de reposição – lâmpadas, reatores, etc;
3.6.1.2. PISOS:
Má execução do revestimento;
Início de desgaste dos rodapés.
3.6.1.3. PAREDES:
Trincas;
Infiltrações e umidade;
3.6.1.4. FORRO (PVC):
Defeitos por Ondulações;
Falta de manutenção;
Infiltração por água e chuva;
Ausência de isolamento térmico e acústico.
3.6.1.5. SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO É INSUFICIENTE;
3.6.1.6. COBERTURA:
159
Falta de manutenção do telhado – telhas e elementos de fixação, além de estruturas
apresentando corrosão por oxidação;
3.6.1.7. ESQUADRIAS:
Corrosão em esquadrias (janelas);
Trancas e maçanetas danificadas, impossibilitando abertura;
Ausência do sistema de travamento para melhoria da ventilação natural;
Portas fora do esquadro, impossibilitando a abertura plena ou o fechamento com facilidade;
Não há visor nas portas, dificultando a identificação do professor em sala de aula a partir do
corredor;
3.6.2. BIBLIOTECA:
Falta de espaço físico suficiente para abrigar as atividades de leitura, atendimento, estudo em
grupo e trabalho dos técnicos, simultaneamente;
Funcionando em espaço com 16% do que deveria ser oferecido para a realização adequada
das atividades;
Falta de espaço físico para abrigar acervo;
Não há tratamento acústico adequado à amenização dos ruídos do fundo;
Climatização não é suficiente para atender o volume de espaço;
Problema no funcionamento do sistema digital de acervo – UFAL adquiriu o sistema Pergamus,
mas ainda não se encontra em funcionamento;
Necessidade de ampliação de área e de contratação de servidores;
3.6.3. DIREÇÃO GERAL:
Funciona em sala improvisada, com divisórias Sem aberturas para iluminação e ventilação
adequadas;
3.6.4. SALAS DE PROFESSORES:
São as menores do campus (26,36m²) e abrigam de 6 a 10 docentes cada;
Dificuldade de concentração, trabalho individual, orientação de alunos e, até mesmo, a
realização de atividades em grupo;
3.7. BLOCO D:
3.7.1. Obra inacabada - quatro anos de duração e ainda em fase inicial – alvenaria no primeiro
pavimento, sem previsão de conclusão;
3.8. EQUIPAMENTOS ESPORTIVOS:
3.8.1. GINÁSIO POLIESPORTIVO:
Não há acessibilidade a arquibancada, e não há recursos para adaptação a acessibilidade
antes da entrega da obra;
3.8.2. PISCINA:
A piscina foi executada com profundidade além do recomendado para atividades de ensino;
4. SETORIZAÇÃO E PLANEJAMENTO:
4.1. Não houve um planejamento de setorização definitivo, mas uma ocupação temporária dos
espaços, com planejamento de adaptações e reformas num curto espaço de tempo;
4.2. Conflitos na ocupação dos poucos espaços disponíveis;
4.3. Setorização dos blocos é confusa, que dificulta a mobilidade dos estudantes e dos
professores no decorrer do horário das aulas e outras atividades;
4.4. Sinalização precária, dificultando o reconhecimento dos ambientes e instalações;
4.5. Não há espaço de convivência e integração social;
5. MOBILIDADE E TRANSPORTE:
5.1. Falta de passeios pavimentados e cobertos;
5.2. Calçadas existentes que interligam blocos são estreitas;
5.3. Não há calçadas junto às vias e aos estacionamentos;
5.4. Veículos para transporte dos alunos são precários, inseguros ou superlotados;
5.5. Horários dos veículos não permite a permanência dos universitários para atividades
complementares;
5.6. Pouca oferta de transportes públicos regulares para a demanda de usuários;
5.7. Transporte público a noite só com hora marcada – início e fim das aulas;
5.8. Não há transporte público em horários intermediários;
5.9. Durante a noite, estacionamentos ficam escuros e passam ideia de insegurança;
160
5.10.
Durante a noite, há pouca iluminação pública e frequentemente falta energia;
5.11.
Os pontos de espera dos transportes não protegem as pessoas das intempéries – a
cobertura do abrigo á insuficiente;
6. ACESSIBILIDADE:
6.1. Trajetos descobertos com obstáculos e pequenos desníveis;
7. COMUNICAÇÃO VISUAL:
7.1. Não há mapas de localização de blocos, nem de rotas de fuga, nem sinalização de trânsito;
8. ABASTECIMENTO DE ÁGUA:
8.1. O serviço do município de Arapiraca é oferecido por dois dias e interrompido nos dois dias
seguintes;
8.2. A maior parte da água que abastece a unidade provém do poço e a menor parcela vem da
rede;
8.3. Não há informações sobre a profundidade do poço, sua vazão ou a qualidade da água
captada;
8.4. Poço localizado a menos de 15m da fossa séptica, aquém da distância mínima recomendada
pelas normas técnicas;
8.5. Abastecimento dos aviários, próximo ao muro do presídio, é feito de forma improvisada,
estendendo por baixo da via o encanamento que serve as pias do mesmo;
8.6. Com o término das obras do Ginásio e da Piscina, o consumo da Unidade sofrerá acréscimo,
sendo necessário o aumento do volume captado para atender as demandas da expansão.
9. ABASTECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA:
9.1. Quedas de energia ocasionais, que comprometem o funcionamento das aulas e danificam
equipamentos.
10. ABASTECIMENTO DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO E REDE DE LÓGICA:
10.1.
Sinal de telefonia celular é deficiente;
10.2.
Quedas frequentes de sinal de internet comprometem o funcionamento do Campus;
10.3.
Sistema acadêmico da UFAL fica fora do ar em período de matrícula e dados de alunos
ocasionalmente são alterados ou perdidos;
11. ESGOTAMENTO SANITÁRIO:
11.1.
Capacidade das fossas sépticas desconhecidas;
11.2.
Localização de uma das fossas nas proximidades do poço de água;
11.3.
Fossa que recebe despejos dos laboratórios da Casa Velha, do bloco em L e do Edifício
das Ciências Agrárias, construído de forma improvisada e inadequada, avançando sobre a via
e provocando estrangulamento do leito carroçável;
12. RESÍDUOS SÓLIDOS:
12.1.
Coleta da prefeitura apenas 1 vez por semana;
12.2.
Zona de reserva do lixo inadequada, comprometendo a qualidade paisagística do local
oferecendo riscos ambientais e à saúde coletiva;
12.3.
Os blocos C e D implantados de forma não planejada, geram resíduos que são
depositados na mesma área, dando a ela um aspecto de descuido e desorganização.
13. DRENAGEM:
13.1.
Não há levantamento topográfico do terreno, portando não é possível quantificar a
declividade com precisão;
14. PAISAGISMO E ARBORIZAÇÃO:
14.1.
Carência de tratamento paisagístico em grande parte do espaço ocupado;
14.2.
No núcleo central - paisagístico precário, predominando paisagem de terra batida, no
período de chuvas apresenta alagamento, dificultando a acessibilidade;
14.3.
Nas áreas com vegetação existente há carência na manutenção;
14.4.
Áreas arborizadas não possui sistema de irrigação;
14.5.
Assentos em áreas de jardim são expostos a sol e chuva;
14.6.
Algumas forrações estão tomadas por espécies daninhas e se apresentam rarefeitas;
14.7.
Via posterior não dispõe de tratamento paisagístico algum, suas margens tomadas por
espécies daninhas e a aparagem não é feita;
14.8.
A pavimentação do sistema viário tem sido danificada pelo crescimento de espécies
daninhas;
14.9.
Carência de áreas arborizadas planejadas, com vistas a oferecer sombreamento aos
161
usuários e proteção das fachadas dos edifícios contra insolação direta.
15. SEGURANÇA:
15.1.
A proximidade com o Presídio tem posto em risco a integridade física da comunidade
acadêmica de vido a fugas constantes e invasão das edificações da UFAL, com tiroteios;
15.2.
A expansão do campus implica numa aproximação progressiva a unidade prisional;
16. IDENTIDADE E CULTURA:
16.1.
A tentativa de ruptura com a tradição vem produzindo um discurso que desconsidera o
patrimônio cultural da cidade;
16.2.
Necessidade de estimular pesquisas e projetos de extensão que proponham a
valorização como expressão de cultura legítima, buscando um diálogo permanente entre a
universidade e os grupos populares;
16.3.
Por conta da sua localização geográfica da Sede há a dificuldade de interagir com as
culturas locais e com os equipamentos culturais localizados no centro da cidade;
16.4.
A Sede não conta com infraestrutura para a realização de atividades culturais;
16.5.
Atividades culturais são realizadas de forma improvisada, ocasionando em conflitos de
usos, tais como a proximidade entre a Cantina e o Bloco A de salas de aula;
16.6.
Falta maior participação nas atividades culturais;
16.7.
Falta organização de uma agenda de atividades culturais de forma periódica e contínua.
6.0. SÍNTESE DAS POTENCIALIDADES ENCONTRADAS NA UNIDADE
A partir da análise detalhada feita nos itens anteriores foi elaborado um quadro síntese
das potencialidades encontradas na Unidade Arapiraca.
QUADRO DE POTENCIALIDADES DA UNIDADE ARAPIRACA
1. CONDIÇÕES CLIMÁTICAS E DE SÍTIO
1.1 A proximidade com a rodoviária AL 115 possibilita o acesso a transportes intermunicipais;
1.2 Ventilação natural favorável em áreas abertas;
1.3 Potencial paisagístico do sítio a ser explorado;
1.4 Potencial de expansão a partir de aquisição de terrenos na vizinhança;
1.5 Equidistância a demais unidades do Campus;
2. ACESSIBILIDADE
2.1 Dentro das edificações a acessibilidade é razoável ou boa;
3. IDENTIDADE E CULTURA
3.1 A cidade de Arapiraca se fortaleceu enquanto pólo de desenvolvimento regional com a
implantação do Campus da UFAL;
3.2 Potencial cultural a ser explorado e fortalecido na região através dos trabalhos de extensão
realizados pela comunidade acadêmica;
4. COMUNIDADE ACADÊMICA
4.1. Comunidade acadêmica engajada em trabalhos de pesquisa e extensão com foco no
desenvolvimento local e regional;
4.2. Diversidade de cursos impulsiona a integração social e acadêmica;
4.3. A oferta de bolsas para os alunos é um incentivo ao aprendizado e a permanência dos alunos
no Campus.
Referências
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15.07.2012.
Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5626:1998 - Instalação predial de água fria,
Rio de Janeiro, 1998.
162
Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 7229:1993 - Projeto, construção e operação
de sistemas de tanques sépticos. Rio de Janeiro, 1993.
Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 9050:2004 - Acessibilidade a edificações,
mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, Rio de Janeiro, 2004.
COMISSÃO DA COMUNIDADE ACADÊMICA DO CAMPUS
apresentado ao Ministério Público do Estado de Alagoas, 2010.
ARAPIRACA.
Relatório
GAZETA DE ALAGOAS. Estudantes da Ufal Arapiraca bloqueiam AL-115. 03.03.2010.
Disponível em: http://gazetaweb.globo.com. Acesso em 15.07.2012.
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http://www.ibge.gov.br
de
Geografia
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2012.
Disponível
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IpeaData, 2012. Disponível em: www.ipeadata.gov.br
Lima Filho, Domingos Leite. Projetos de Instalações Elétricas Prediais. 6° edição, Editora
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Ministério das Cidades: Rede de avaliação e capacitação para a implementação dos
Planos diretores participativos, 2010. Disponível em: http://www.cidades.gov.br. Acesso em
01.06.2012
PNUD. Atlas do Desenvolvimento
http://www.pnud.org.br
Humano
no
Brasil,
2012.
Disponível
em:
PREFEITURA MUNICIPAL DE ARAPIRACA. Plano Diretor Municipal de Arapiraca. Arapiraca,
2006. Lei Municipal nº 2424, DE 23/01/2006.
Secretaria
de
Estado
http://www.cultura.al.gov.br
da
Cultura
de
Alagoas,
2012.
Disponível
em:
Universidade Federal de Alagoas (UFAL), 2012. Disponível em: http://www.ufal.edu.br
WIKIPÉDIA, A Enciclopédia livre, 2012. Disponível em: http://pt.wikipedia.org
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