Projeto Pedagógico - 2013

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Letras_Arapiraca - 2013 - PPC.pdf
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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE
ALAGOAS
CAMPUS
ARAPIRACA

PROJETO PEDAGÓGICO
DO CURSO DE LETRAS – LÍNGUA PORTUGUESA
(LICENCIATURA)

ARAPIRACA
2013
1

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS DE ARAPIRACA

PROJETO PEDAGÓGICO
DO CURSO DE LETRAS – LÍNGUA PORTUGUESA
(LICENCIATURA)

Projeto
Pedagógico
do
Curso
de Letras – Língua Portuguesa
(Licenciatura), elaborado para fins de sua implementação pela
Universidade Federal de Alagoas – Campus Arapiraca, no contexto de
sua política de expansão.

ARAPIRACA
2013
2

FICHA DE IDENTIFICAÇÃO

INSTITUIÇÃO MANTENEDORA: Ministério da Educação – MEC
Município sede: Distrito Federal – DF, Brasília

INSTITUIÇÃO MANTIDA: Universidade Federal de Alagoas
Município sede: Arapiraca
Estado: Alagoas
Região: Nordeste
Endereço: Av. Manoel Severino Barbosa, s/n, Bom Sucesso – cep 57309-005
Site: www.ufal.edu.br/arapiraca
Telefone central: (82) 3482-1802

CURSO: Letras – Língua Portuguesa (Licenciatura)
MODALIDADE: presencial
TÍTULO CONFERIDO: Licenciado em Letras
FORMAS DE ACESSO: O acesso se dá por meio do processo seletivo Sisu MEC.
DATA DE INÍCIO: 2011.1
DOCUMENTO DE AUTORIZAÇÃO E/OU RECONHECIMENTO:
REGIME ACADÊMICO: semestral
CARGA HORÁRIA TOTAL: 3.380 horas
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: Mínima – 280
Máxima – 420
DURAÇÃO: Mínima – 8 semestres
Máxima – 12 semestres
VAGAS: O curso possui apenas uma entrada anual e oferece 50 vagas para essa
entrada.
TURNO DE FUNCIONAMENTO: Noturno

OBJETIVOS DO CURSO: Formar professores de Língua Portuguesa e sua
Literatura capazes de contribuir para a formação e exercício da docência no Estado
de Alagoas. Ademais, possibilitar o desenvolvimento da capacidade de refletir sobre
os fatos linguísticos e literários, através da análise, da descrição, da interpretação e
3

da explicação, à luz de uma fundamentação teórica pertinente, além da formação de
usuário da lingual e de leitor de mundo, a formação de profissionais aptos a ensinar
essas habilidades.

PERFIL DO EGRESSO: Profissional apto para atuar no magistério da Educação
Básica, seja na docência da sua área de competência ou na gestão do trabalho
educativo. Profissional sensível ao papel social da escola, preocupado com o
bem comum e principalmente no que diz respeito ao exercício da cidadania,
capaz de lidar de forma crítica com as linguagens, sobretudo verbal, nas
modalidades oral e escrita,

atento

às

variedades

linguísticas

e

culturais,

capaz de gerenciar seu desenvolvimento profissional e de resolver problemas em
contextos novos, de acordo com as demandas sociais, dotado de conhecimento
pedagógico que o habilite a aperfeiçoar sua prática pedagógica e a participar do
projeto educativo da instituição de ensino.

CAMPO

DE

ATUACÃO:

ensino, pesquisa e

Tendo

por

base

uma

formação

que

articula

extensão, relativamente aos conhecimentos linguísticos e

literários da língua portuguesa, e em consonância com as Diretrizes Curriculares
Nacionais para os Cursos de Letras, os espaços de atuação do licenciado em
Letras estão mais diretamente voltados para a atuação como professor nos
ensinos fundamental e médio, nos domínios público e privado. Há ainda a
possibilidade de atuação deste

profissional

na

revisão

de

textos,

desenvolvimento e análise de material didático e de técnicas pedagógicas para o
ensino de língua portuguesa e respectiva literatura, elaboração de proposta
curricular no seu campo de atuação, assessoria cultural, crítica linguística e
literária, dentre outros que envolvam a língua/linguagem/discurso, em termos de sua
estrutura, funcionamento, manifestações culturais e sócio-históricas.

COLEGIADO: É composto, conforme Portaria de 08 de maio de 2013, pelos abaixo
relacionados, na disposição a seguir:
•

Docentes titulares

Profª Camila Tavares Leite – Coordenadora
4

Prof Jair Barbosa da Silva – Vice-Coordenador
Prof Elias André da Silva
Prof David Lopes da Silva
Profa Sabrina Ângela França Silva Cruz
•

Docentes suplentes

Profª Janaíla dos Santos Silva
Profª Emanoelly Caldas de Oliveira
Prof Fábio Augusto Antea Rotilli
Prof Emerson de Lima
Profª Neila da Silva Reis
•

Representantes dos Técnicos-administrativos

Titular: Everaldo Bezerra de Albuquerque
Suplente: Cícero Fernando de Araújo
•

Representantes dos discentes

Titular: Luciano Bertulino Soares
Suplente: Edson Roberto Granja Araújo
•

Foi determinado o período de 2013/2015 para o biênio do presente colegiado.

EQUIPE DE ELABORAÇÃO DO PROJETO

O Projeto Pedagógico do Curso de Letras do Campus Arapiraca da UFAL
espelha o projeto pedagógico da Faculdade de Letras do Campus Maceió e do
Sertão, um trabalho de autoria coletiva, resultante de ampla discussão entre os
professores e alunos da FALE e aprovado em plenária de outubro de 2008. As
diferenças entre os projetos encontram-se no ordenamento curricular, devido
à

necessidade

de

enquadramento

das

disciplinas

nos

Troncos

Inicial,

Intermediário e Profissionalizante.

A FALE entende ser esse um primeiro momento de colaboração com a criação do
novo curso de Letras da UFAL, mas aponta como altamente recomendável que o
grupo de professores e de alunos a ser formado nos novos Campi, uma vez
5

integrado e refletindo sobre a realidade local do sertão alagoano, construa o seu
próprio projeto pedagógico.

COMISSÃO

DE

ELABORAÇÃO

CURSOS OFERECIDOS

DOS

PROJETOS

PEDAGÓGICOS

DOS

NO CAMPUS SERTÃO – DELMIRO GOUVEIA E

SANTANA DE IPANEMA – CONFORME PORTARIA 332 DE 20/3/2009.
Silvana Quintella Cavalcanti Calheiros – Licenciatura em Geografia
Alvacy Lopes do Nascimento – Licenciatura em Geografia
Aline da Silva Ramos Barbosa – Engenharias Civil e de Produção
José Roberto Santos Lima – Licenciatura em História
Alberto

Vivar Flores –

Licenciatura em História

Irailde Correia de Souza Oliveira – Licenciatura em Pedagogia
Fabiana de Oliveira – Licenciatura em Letras
Márcio

Jorge

Porangaba

Costa

– Economia

Luiz Carlos Marques dos Anjos – Ciências Contábeis

COMISSÃO DE ADEQUAÇÃO DO PROJETO DO CURSO NOTURNO DE
LETRAS–LICENCIATURA DO CAMPUS ARAPIRACA – CONFORME PORTARIA
Nº 12 DE 14/05/2010

Profa Msc. Maria Gorete Rodrigues de Amorim – Núcleo Pedagógico –
UFAL/Arapiraca
Msc. Deywid Wagner de Melo – Doutorando em Linguística (PPGLL/UFAL) –
Secretário Executivo – UFAL/Arapiraca
Maria Amélia Álvares de Azevedo Freitas – Secretária Executiva – UFAL/Arapiraca
Assessoria da Professora Dra. Rita de Cássia Souto Maior Siqueira Lima –
Faculdade de Letras/FALE/UFAL.

COMISSÃO DE ATUALIZAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE
6

LETRAS – LÍNGUA PORTUGUESA (LICENCIATURA) DO CAMPUS ARAPIRACA

Profa Dra Camila Tavares Leite – Curso de Letras – UFAL/Arapiraca
Prof Dr Jair Barbosa da Silva – Curso de Letras – UFAL/Arapiraca
Prof Dr Elias Andrá da Silva – Curso de Letras – Ufal/Arapiraca
Prof Dr Marcelo Ferreira Marques – Curso de Letras – UFAL/Arapiraca
Prof Dr David Lopes da Silva – Curso de Letras – UFAL/Arapiraca
Prof Dr Deywid Wagner de Melo – Curso de Letras – UFAL/Arapiraca

Núcleo Docente Estruturante – NDE
Formado desde 28 de maio de 2013, o Núcleo Docente Estruturante – NDE do
curso de Letras assumiu como principal objetivo acompanhar o processo de
concepção, consolidação e contínua atualização do projeto pedagógico do
curso em colaboração com o Colegiado do Curso.Para isso, seus membros
encontram-se mensalmente. O NDE é composto pelos seguintes docentes:

DOCENTE

TITULAÇÃO

REGIME DE TRABALHO

Camila Tavares Leite

Doutora em Linguística

40h-DE

Jair Barbosa da Silva

Doutor em Linguística

40h-DE

Elias Andrá da Silva

Doutor em Linguística

40h-DE

Marcelo Ferreira Marques

Doutor em Literatura

40h-DE

David Lopes da Silva

Doutor em Literatura

40h-DE

7

SUM ÁRI O

1. INTRODUÇÃO / JUSTIFICATIVA

09

A REALIDADE EDUCACIONAL BRASILEIRA

09

A ÁREA DE LETRAS

11

2. PERFIL DO EGRESSO

17

3. HABILIDADES – COMPETÊNCIAS – ATITUDES

18

4. CONTEÚDO / MATRIZ CURRICULAR

21

5. ORDENAMENTO CURRICULAR

26

6. EMENTA

29

EMENTA E BIBLIOGRAFIA DAS DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS

29

EMENTA E BIBLIOGRAFIA DAS DISCIPLINAS ELETIVAS

52

7. ESTÁGIO SUPERVISIONADO

66

8. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – TCC

68

9. ATIVIDADES ACADÊMICO-CIENTÍFICO-CULTURAIS

69

10. AVALIAÇÃO

71

11. REFERÊNCIAS

73

ANEXOS

76

8

1. INTRODUÇÃO/JUSTIFICATIVA

A REALIDADE EDUCACIONAL BRASILEIRA

Segundo dados do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil – a 2003,
lançado

pelo

Programa

das

Nações

Unidas

para

o

Desenvolvimento

(PNUD), associado ao IBGE, ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea)

e

à Fundação João Pinheiro, do governo de

Minas Gerais, é

a

educação que está elevando o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do
Brasil1. Esses dados, na verdade, não vêm mais que confirmar um ponto de
vista amplamente testado: a educação é fator de promoção social e de melhoria de
vida. Por outro lado, o diagnóstico do abandono dos processos de aprendizagem
na sociedade brasileira também é abundante. A sinopse da Educação Básica do
ano 2003, que integra estudo do IBGE sobre indicadores sociais 2, mostra que o
ensino fundamental regular teve quatro milhões de alunos reprovados e foi
abandonado por 2,8 milhões de estudantes em 2002. Os aprovados somam 27,8
milhões. Os concluintes, 2,8 milhões. No que diz respeito ao ensino médio regular,
1,1 milhão de estudantes abandonaram a escola, em 2002, e 747 mil foram
reprovados.

Os aprovados foram 6,3 milhões e os concluintes, 1,9 milhão. As

regiões com maior número de reprovados são a Nordeste, com 1,8 milhão de
alunos (45% do total), e a Sudeste, com 938 mil (23% do total). A
comparação com a distribuição de matrículas mostra que, no Nordeste, estão
35% dos alunos e no Sudeste, 36%.

Essa

relação

aponta

ainda

para

a

desigualdade de condições existents entre as escolas das diferentes regiões
do País.

1

Disponível em www.undp.org.br

2

O estudo tem capítulos específicos sobre Educação, Saúde, Domicílios, Trabalho e
rendimentos, Cor, Mulheres, Idosos, Crianças, adolescentes e jovens. Os dados são, principalmente,
da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2002 e do Censo 2000.

9

No que diz respeito à qualidade do ensino, os dados mostrados pelo Saeb, por
exemplo, são enfáticos3: 59% das crianças que terminam a 4ª série (hoje, 5º ano)
do ensino fundamental apresentam nível muito crítico e crítico, em leitura. Essa
mesma deficiência caracteriza 25% das crianças que terminam a 8ª série (hoje, 9º
ano). No terceiro ano do ensino médio, há 42% de alunos com profundas
deficiências na compreensão de textos. Do total dos estudantes de 8ª série (hoje, 9º
ano), 84% consolidam apenas habilidades e competências que seriam esperadas
para a 4a série do ensino fundamental. Segundo dados do IBGE (2010), Alagoas é o
Estado brasileiro com maior índice de analfabetismo, 24,3%, para uma população
com quinze ou mais anos de idade; já o município de Arapiraca obteve um índice
ainda mais elevado do q u e o de Alagoas, 29,6%. Conclui-se, então, que a educação
ofertada aos estudantes entre a 5ª e a 8ª series (hoje, 6º ao 9º anos) pouco agregou
em termos de aprendizagem.

A taxa de analfabetismo da população de 15 anos, ou mais, no Brasil caiu de
65,3%, em 1900, para 13,6%, em 2000. Apesar desse avanço, o país ainda
possuía, em 2000, cerca de 16 milhões de analfabetos absolutos, isto é, todos os
que se declaram incapazes de ler e escrever um bilhete simples, e 30 milhões de
analfabetos funcionais, isto é, pessoas de 15 anos ou mais, com menos de
quatro séries concluídas. Isso significa dizer que, apesar de o país ter oferecido,
nos últimos 60 anos, cerca de uma dezena de programas de abrangência nacional,
cuja meta era o fim do analfabetismo, a alfabetização da totalidade de jovens e
adultos ainda não está assegurada. Ainda mais difícil de ser alcançado é um
nível satisfatório de letramento que possa assegurar aos egressos desses
programas o pleno exercício de sua cidadania.

No que diz respeito à formação do/a professor/a, as tentativas de solucionar o
problema através de orientações globalizantes são fadadas a se transformar em

3

O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) é considerado o principal
instrumento de avaliação em larga escala da América Latina. É um mecanismo que mescla testes de
habilidades e competências e questionários de fatores associados. Existe desde 1990 e com uma
métrica longitudinal desde 1995.

10

manuais de normas e direcionamentos a serem reproduzidos na prática. Em
certos casos, nem mesmo essa reprodução é executável conforme os dados
mencionados deixam supor.

Esse cenário exige um posicionamento efetivo, no que se refere à formação de
professores de línguas e literaturas, considerando que todos os problemas
apresentados nos dados estatísticos fazem menção explícita à relação precária
entre o falante e a instância linguístico-discursiva. Nessa direção, vale destacar a
urgência de articular teoria e prática, bem como saberes reconhecidos e aqueles
do cotidiano das práticas sociais nos currículos de Letras, permitindo que o
trabalho realizado na instituição de ensino ultrapasse o nível de reprodução de
conhecimentos informativos e normativos sobre as línguas e literaturas.

A ÁREA DE LETRAS

Pode-se falar de dois grandes modelos teóricos de interpretação da linguagem
humana, que foram desenvolvidos a partir do surgimento da Linguística, no
começo do século XX: um que entende a língua numa concepção formalista
e outro que a entende numa perspective social/cultural ou social/discursiva. Esses
modelos se distinguem da concepção tradicional, que identifica o estudo da
linguagem com o estudo da gramática.

Os estudos dos filósofos gregos caracterizavam-se pela preocupação filosófica, cujo
objetivo era perpetuar o patrimônio literário grego. Eles perpetuaram, portanto, uma
visão ideológica, elitista e normativa dos estudos de linguagem. Esta concepção
persiste até hoje na forma como muitos professores ainda

concebem o ensino

de língua, confundido com o ensino de gramática descritiva e normativa. A visão
normativa da linguagem considera que tudo o que foge à norma padrão é inferior
ou não é um fato lingüístico legítimo.

A partir do paradigma estruturalista, inicia-se uma nova etapa nos estudos da
11

linguagem. O estruturalismo, tanto na Europa a partir de Ferdinand de Saussure,
como nos Estados Unidos a partir de Leonard Bloomfield, caracteriza-se
pela centralização em torno da concepção sistêmica da língua, vista como uma
entidade abstrata. Inspirado no racionalismo e na tradição lógica dos estudos
da linguagem,

o gerativismo de Chomsky entende a língua como “objeto

biológico” e propõe uma teoria lingüística que satisfaça as condições de
adequação descritiva, isto é, oferecer uma

descrição

das

propriedades

das

línguas particulares, entendidas como o sistema de conhecimento internalizado
do falante; e de adequação explicativa, isto é, depreender como cada língua
particular pode ser derivada de um estado inicial, geneticamente determinado. O
que

caracteriza

o

programa

da

Gramática

Gerativa

é a

sua natureza

mentalista/internalista. Sob a égide do estruturalismo, desenvolveram-se escolas
distintas: a formalista, que propõe uma visão da língua enquanto sistema formal; e
a funcionalista de várias tendências, que considera as funções como constitutivas
da língua. Numa posição que visa a ultrapassar a concepção de língua como
sistema (estruturalismo) e como conhecimento individual e interno (gerativismo),
diferentes abordagens dedicam-se ao estudo da relação entre os aspectos
lingüísticos e os sociais. Elas diferem entre si quanto à interpretação que dão à
natureza dessa relação através: da variação (Sociolingüística Laboviana), da
interação qualitativa (Sociolinguística Interacional), do enunciado como unidade de
análise (Teorias da Enunciação e da Pragmática), do texto como unidade de
análise (Linguística textual) e do discurso (as diferentes análises do discurso:
a Análise do Discurso de linha francesa – AD, a Análise do Discurso Bakhtiniana,
a Análise Crítica do Discurso, a Análise Semiótica do Discurso, para citar algumas
das vertentes principais).

A análise do discurso agrega uma concepção teórica e uma práxis de
interpretação, que entende a língua e a linguagem como resultados de processos
históricos, logo, como prática de sujeitos. Através do discurso que reflete/refrata
uma realidade social, o sujeito imprime sua marca na cotidianidade.

No quadro específico da aquisição de linguagem e da aprendizagem de
línguas, duas perspectivas de estudo se distinguem: aquelas das Teorias
12

da Aquisição e aquela da Linguística Aplicada. A área da aquisição de
linguagem tradicionalmente dedica-se à investigação da aquisição da língua
materna, podendo assumir uma perspectiva inatista ou sociointeracionista. Os
estudos sobre a aquisição da escrita também têm tido um lugar de destaque nas
pesquisas da área.

A Linguística Aplicada trabalha numa perspective inter/transdisciplinar questões
sociais que têm como foco a linguagem. Sua atuação no ensino e na
aprendizagem de línguas apresenta

proposta

híbrida,

tanto

teórica

como

metodológica, visando a contribuir para a transformação das práticas.

De Forma análoga, também a Literatura sofreu várias mudanças nos seus
paradigmas
passou

de análise. Saiu de uma abordagem meramente periodista e

a ocupar-se com o estudo das diferentes organizações discursivas

e textuais das

obras literárias, a partir de perspectivas variadas, como a

filosófica, histórica, semiótica, entre outras. Se, no passado recente, o estudo da
literatura se reduzia a um desfile de autores e obras dispostos em rigorosa
cronologia, sem que se fizesse inter-relação entre estilos, procedimentos e
gêneros, hoje se pede muito mais do que isso: a compreensão de obras e de
autores e de comportamentos de escrita de acordo com

vieses teórico

interpretativos capazes de integrar conhecimento do universo literário a atitudes
críticas, que devem, em qualquer instância, iluminar o artefato literário no que os
textos manifestam em sua realização como construção ou naquilo que neles, os
textos, é denunciador de procedimentos composicionais

Além disso, e em consonância com o que foi já dito, em tempo de
multiculturalismo avultam as pesquisas que enfocam e privilegiam o campo
cultural do fazer literário, como ocorre no âmbito dos Estudos Culturais, da
crítica feminista e da ecocrítica, sem abandonar a pesquisa formal responsável pela
detecção, no texto, de seus componentes básicos e estruturais de organização
artística.

As gerações que hoje ocupam as salas de aula dos cursos de Letras vêm de uma
13

convivência com a leitura que, em maior ou menor grau, é composta por
experiências muito variadas. Junto aos possíveis livros que tenham lido antes de
ingressar na universidade, há entre os estudantes um repertório considerável de
filmes e outros produtos audiovisuais. Isso aponta a familiaridade com certos tipos
de procedimentos narrativos, com certos entendimentos estéticos etc. Isso é, ainda,
um dado que não pode ser desconsiderado, ao planejarmos um programa de curso,
sob pena de descompasso entre nossas falas, docentes, e as dos estudantes. Da
intersecção entre as referências prévias dos estudantes e a grade pensada para seu
contato com outras referências, no Curso de Letras, é que o motor do dia a dia em
sala de aula e fora dela deve se alimentar. Essa perspectiva busca se coadunar com
o que é possível ler nas diretrizes curriculares para os cursos de Letras: “A área de
Letras, abrigada nas ciências humanas, põe em relevo a relação dialética entre o
pragmatismo da sociedade moderna e o cultivo dos valores humanistas.”

A literatura está longe de ser um gênero discursivo à parte, pois, nas mais diversas
situações cotidianas, entramos em relação direta com manifestações artísticas e
com o imaginário, de que são exemplos o teatro de rua, a telenovela, a história em
quadrinhos, a canção popular, as adivinhas, entre outras linguagens e outros
instrumentos midiáticos. Os blogs e as redes sociais são, hoje em dia, espaços de
grande relevância quando se pensa na produção e recepção de textos, literários ou
não. Este é um indicativo, em meio a muitos outros, de novas relações entre
escritores e leitores, de novos modos de circulação dos textos. Por outro lado,
embora o meio digital reconfigure (ponha a risco, diriam alguns) muito da dinâmica
tradicional do mercado editorial, o livro impresso é ainda uma fonte poderosa de
investimento. Vivemos uma época de múltiplos suportes. Há quem não encontre
problema em ler livros inteiros na tela do computador e há os que, quando o livro
vive sua época de reprodutibilidade digital, ainda devotam ao livro um “amor táctil”,
como diz Caetano Veloso na canção Livros. De toda forma, ainda que um meio
novo traga seu número próprio de características, podendo essas inclusive
reconfigurar práticas anteriores, é importante observer que há elementos que,
expostos às mutações históricas, perduram.

A velocidade da vida diária na contemporaneidade não atenuou a relação com
14

o imaginário e com a importância que deve assumir a literatura; apenas alterou
as formas de percepção e os modos de propagação e de produção do texto
literário, obrigando o crítico a rever constantemente seus critérios de análise,
seus conceitos, todos em constante mutação, situação que faz voltar o olhar,
afirmativamente, para a comunidade de leitores, cuja formação é compromisso do
ensino, em qualquer nível.

Os embates mencionados entre os paradigmas de estudo das línguas, em sua
manifestação ordinária ou

artística, apontam para a necessidade de os

profissionais reconhecerem a provisoriedade das múltiplas posições em que
sua

área

está colocada, em função das múltiplas mudanças discursivas que

constituem a própria sociedade. Sob tal óptica, coloca-se como trabalho do
professor o questionamento e a interrogação permanentes

das

"grandes

narrativas filosóficas e científicas", visando desestabilizar o discurso único.
Entretanto, cumpre acrescentar que a complexidade dos saberes envolvidos no
projeto pedagógico do/a

licenciado/a em Letras não prescinde de uma formação

específica daquele/a que lida com a língua/linguagem como objeto principal
de seu trabalho.

Assim, questões específicas da prática pedagógica do/a

professor/a, da mesma forma que necessitam de uma visão ampla do processo
educativo,

não

são

resolvidas

através

de

conhecimentos

pedagógicos

generalizantes acerca de sua profissão e de suas práticas. Nessa perspectiva, a
prática específica de quem

trabalha com a língua/linguagem exige saberes

estreitamente ligados à área de estudo. A área dispõe de pesquisas concluídas ou
em desenvolvimento sobre ensino e sobre aquisição que articulam diferentes
contribuições da Linguística e da Educação.

Para citar exemplos, no âmbito da profissão docente, a área já desenvolve
pesquisas sobre temas como: o professor e sua relação com as propostas
teóricas da Linguística e da Literatura veiculadas nos materiais didáticos; o
professor e sua relação com as propostas curriculares para o ensino de língua e
de literatura; o professor e sua relação com o livro didático de língua materna e
de língua estrangeira; o professor de língua/literatura como pesquisador; o
professor de Língua Portuguesa como leitor e produtor de texto.
15

Além

disso, a

articulação entre

teoria

e

prática

já

referida

se

efetiva

concretamente através desses conhecimentos específicos da área de estudos.
Sem isso, os saberes permanecerão estanques e pouco relacionados com o
exercício

específico

da

docência

nas

disciplinas.

16

2. PERFIL DO EGRESSO

Considerando as habilidades e competências a serem desenvolvidas durante a
formação do professor de Língua Portuguesa e sua literatura, em conformidade
com as contingências sociais e acadêmico-científicas da área e com as Diretrizes
Curriculares Nacionais dos Cursos de Letras, espera-se desse profissional o
seguinte perfil:

-

formação humanística, teórica e prática;

-

capacidade de operar, sem preconceitos, com a pluralidade de expressão
linguística, literária e cultural;

-

atitude investigativa indispensável ao processo contínuo de construção do
conhecimento na área;

-

postura

ética,

autonomia

intelectual,

responsabilidade

social, espírito

crítico e consciência do seu papel de formador;
-

conhecimento dos diferentes usos da língua e sua gramática;

-

conhecimento ativo e crítico de um repertório representativo de literatura e da
língua em estudo;

-

capacidade de analisar, descrever e explicar, diacrônica e sincronicamente, a
estrutura e o funcionamento da língua em estudo;

-

capacidade de

analisar

discursos

de

pontos de

vista teóricos

fundamentados em teorias presentes em sua formação;
-

capacidade de analisar criticamente as diferentes teorias que fundamentam
a investigação sobre língua e literatura;

-

capacidade de formar leitores e produtores proficientes de textos de
diferentes gêneros e para diferentes propósitos;

-

capacidade de atuar em equipe interdisciplinar e multiprofissional;

-

posicionamento crítico acerca de novas tecnologias e conceitos científico;

-

conhecimento dos métodos e técnicas pedagógicas que possibilitem a
adequação dos conteúdos para os diferentes níveis de ensino (transposição
didática);conhecimento de processos

de investigação que permitam o

aprimoramento do planejamento e da prática pedagógica.
17

3. HABILIDADES – COMPETÊNCIAS – ATITUDES

As diretrizes curriculares nacionais, os PCN (Parâmetros

Curriculares

Nacionais)

dos diferentes níveis de ensino e uma série de outros documentos oficiais
referentes à educação no Brasil têm colocado, em consonância com uma
tendência mundial, a necessidade de centrar o ensino e a aprendizagem no
desenvolvimento de competências e habilidades por parte do aluno, em lugar de
centrá-lo no conteúdo conceitual.
Segundo Perrenoud4, não existe uma noção clara e partilhada das competências.
Pode-se entender competência como a capacidade de mobilizar conhecimentos a
fim de se enfrentar uma determinada situação. Merece destaque aí o termo
“mobilizar”, pois a competência não é o uso estático de regras aprendidas,
mas uma capacidade de lançar mão dos mais variados recursos, de forma
criativa e inovadora, no momento e do modo necessário. A competência abarca,
portanto, um conjunto de coisas. Perrenoud fala de esquemas, em um sentido
muito próprio. Seguindo a concepção piagetiana, o esquema é uma estrutura
invariante de uma operação ou de uma ação. Não está, entretanto, condenado
a

uma

repetição idêntica,

mas pode sofrer acomodações, dependendo da

situação. A competência implica
esquemas

que

se

possui

eficazes

para

problemas

uma

mobilização

para desenvolver
novos.

dos

respostas

conhecimentos
inéditas,

e

criativas,

Diz Perrenoud que "uma competência

orquestra um conjunto de esquemas. Envolve diversos esquemas de percepção,
pensamento, avaliação e ação".

O conceito de habilidade também varia de autor para autor. Em geral, as habilidades
são consideradas como algo menos amplo do que as competências. Assim, a
competência estaria constituída por várias habilidades. Entretanto, uma habilidade
não "pertence" a determinada competência, uma vez que uma mesma habilidade
pode contribuir para competências diferentes.

4

PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens. Porto Alegre.

18

A direção do foco do processo de ensino e aprendizagem para o desenvolvimento
de habilidades e competências implica em ressaltar que Artes Médicas, 1999
essas habilidades
objetivos

e

competências

precisam

ser

vistas,

em

si,

como

de ensino. Em outras palavras, é preciso que se ensine a comparar,

classificar, analisar,

discutir,

descrever, opinar, julgar, fazer generalizações,

analogias, diagnósticos, entre outras

coisas, independentemente do objeto

comparado ou classificado, por exemplo. Caso contrário, o foco tenderá a
permanecer no conteúdo e as competências e habilidades serão vistas de modo
minimalista. Isso significa que, no tocante à formação do profissional que deve lidar
com o ensino de língua, o domínio de conhecimentos teóricos sobre o
funcionamento e uso da língua e literatura não é suficiente. Esse processo
meramente informativo que dá ênfase à reprodução do já sabido, memorização
temporária de conhecimentos, sem maior significado, uma vez que não se dá
relevo à compreensão, não deve caracterizar o processo formativo do professor
de língua e literatura.

O formando deve aprender a compreender os fenômenos e não a memorizar
elementos

cujo alcance e

significado desconhece dentro

do domínio do

conhecimento linguístico. Não se está negando a importância das informações,
mas se está mostrando que sua aquisição deve estar direcionada para a
compreensão. A renovação tecnológica acelerada e a velocidade de produção e
circulação de informações levam a pensar que, no momento, a educação deve
produzir no aluno uma capacidade de continuar aprendendo. Não se trata mais
de acumular informações, porque elas

estão disponíveis a quase qualquer

um, mas de desenvolver-se individualmente, atingindo a maturidade necessária
para operar com a abundância de conteúdos de forma crítica e responsável.
O Curso de Letras da UFAL/Campus Arapiraca está sendo pensado, portanto, na
perspectiva de que a graduação deve ser prioritariamente formativa e não
simplesmente informativa. Isso significa que não é um curso que vise, exclusiva e
prioritariamente,

ao

aprendizado

da

norma

culta

da

língua,

em

sua

modalidade escrita, por exemplo. Mas um curso que possibilite o desenvolvimento
da capacidade de refletir sobre os fatos linguísticos e literários, através da análise,
da descrição, da interpretação e da explicação, à luz de uma fundamentação
19

teórica pertinente, tendo em vista, além da formação de usuário da língua e de
leitor de mundo, a formação de profissionais aptos a ensinar essas habilidades. É
importante destacar que não se está entendendo aqui competência como um
conceito fechado e dado a priori. Mas de uma competência contingenciada por
demandas gerais da sociedade brasileira e específicas da Universidade e do
próprio

curso.

Na

atual

contingência,

essa

macrocompetência

está

em

conformidade com o marco referencial do projeto, e envolve as seguintes
habilidades:
a) Gerais:
-

raciocínio lógico, análise e síntese;

-

leitura e escrita, numa perspectiva da produção de sentido e compreensão
de mundo, leitura e escrita proficientes de diferentes gêneros textuais,
em Língua Portuguesa;

-

utilização de metodologias de investigação científica;

-

assimilação, articulação e sistematização de conhecimentos teóricos e
metodológicos para a prática do ensino;

-

utilização de recursos de informática necessários ao exercício da profissão.

b) Específicas:
-

descrição e explicação de características fonológicas, morfológicas, lexicais,
sintáticas, semânticas e pragmáticas de variedades da língua em estudo;

-

compreensão, à
e literários,

luz de diferentes referenciais teóricos, de fatos linguísticos

tendo

em

vista

a

condução

de

investigações sobre a

linguagem e sobre os problemas relacionados ao ensino- aprendizagem
de língua;
-

relação do texto literário com problemas e concepções dominantes na
cultura do período em que foi escrito e com os problemas e concepções do
presente;

-

compreensão e aplicação de diferentes teorias e métodos de ensino
que permitem a transposição didática do trabalho com a língua e suas
literaturas, para a educação básica;

-

domínio dos conteúdos básicos que são objetos de ensino- aprendizagem
no

Ensino

Fundamental

e

Médio.
20

4. CONTEÚDOS / MATRIZ CURRICULAR

Os cursos de graduação oferecidos no interior, no âmbito do projeto de
expansão da UFAL, constituem experiência inovadora, apresentando algumas
características distintas daquelas dos cursos do Campus Central / Maceió.

Respondem

à

necessidade

de

adoção

de

um

projeto

acadêmico-

administrativo inovador, racional, flexível e econômico em recursos humanos e
materiais, conforme exigem os novos tempos, mas sem sacrificar a qualidade
nem deixar de ser apropriado às novas condições de operação da instituição
em sintonia com as fronteiras e com as novas dinâmicas do conhecimento.
Também consideram a pluralidade dos saberes e da interdisciplinaridade,
objetivando a formação competente e cidadã dos seus alunos. Assim, a UFAL
ousou definir novos padrões e procedimentos institucionais, nova estrutura e novo
ordenamento curricular, como resposta aos novos desafios da contemporaneidade e
suas exigências quanto ao:

conhecimento

geral,

comum

a

todos

os

cursos,

com

abordagem

da

complexidade e da totalidade;
conhecimento compartilhado, intermediário, comum aos vários cursos de cada
eixo de formação;
conhecimento específico de cada profissão, em constante dinamismo e
inovação, alinhado à ciência universal, mas considerando as particularidades locais.

OS EIXOS TEMÁTICOS DE FORMAÇÃO

Os cursos de graduação implantados nos Campi e Pólos do interior são
agrupados em Eixos Temáticos, observando-se como exemplo, entre outros:

1- Eixo das Agrárias;
2- Eixo da Educação;
3- Eixo de Gestão;
21

4- Eixo das Humanidades;
5-Eixo da Saúde;
6- Eixo da Tecnologia.
Os Eixos Temáticos agrupam classes de cursos que guardam identidades,
atividades e formações disciplinares comuns. A definição dos cursos que os
compõem é flexível e progressiva, consideradas as demandas locais
e o acesso aos recursos federais de expansão e de manutenção da instituição.

OS TRONCOS DE CONHECIMENTO

A nova estrutura e o novo conteúdo curricular - contemplando a oferta
semestral de disciplinas - são organizados mediante Troncos de conhecimento
que definem estratos de formação progressiva, iniciando-se com a formação
geral e comum a todos os cursos, a formação comum a cada Eixo e a formação
específica e profissional final, como apresentado a seguir:

- Tronco Inicial, de conteúdo geral, comum a todos os cursos;

- Tronco Intermediário, de conteúdo comum aos cursos de cada Eixo
Temático;

- Tronco Profissionalizante, conteúdo específico da formação graduada final.

O TRONCO INICIAL:

O Tronco Inicial é parte integrante, obrigatória e comum do projeto pedagógico
de todos os cursos de graduação interiorizados pertencentes a cada Eixo Temático.
É composto de três disciplinas de formação geral e de um seminário integrador. O conteúdo

O TRONCO INTERMEDIÁRIO

O Tronco Intermediário é parte integrante, obrigatória e comum do projeto
pedagógico de todos os cursos de graduação pertencentes a cada um dos Eixos
22

Temáticos acima referidos. É composto por disciplinas instrumentais de síntese e
por um seminário integrador, objetivando a oferta e a discussão crítica de
conhecimentos referentes à formação básica comum aos cursos de cada Eixo
Temático. Desenvolve ao longo de um semestre letivo (de 20 semanas), em
atividades de 20 horas semanais, obtendo-se ao final, 400 horas semestrais. As
disciplinas podem ser reunidas em Unidades Temáticas, apropriadas a cada Eixo
Temático.

O TRONCO PROFISSIONALIZANTE

O Tronco Profissionalizante compreende conteúdos objetivos, diretos, específicos e
profissionalizantes,

ofertados

através

de

disciplinas

que

observam

as

características peculiares dos projetos pedagógicos e traduzem as formações
graduadas finais de cada curso, de acordo com as Diretrizes Curriculares
Nacionais e, dentro dos Eixos Temáticos, já referidos. Tem duração variável, em
função de cada formação profissional específica, evitando, no entanto, os
conteúdos supérfluos e dispersivos.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS TRONCOS DE CONHECIMENTO:

Flexibilidade curricular: possibilita mobilidade docente (atuação) e discente
(aquisição de conhecimentos do Tronco inicial e conhecimentos complementares disciplinas dos variados Troncos -, entre os Pólos e Campi do interior);
Tronco Profissionalizante: práticas, estágios e

TCC,

preferencialmente

com

intervenção na realidade local; competência aferida mediante monografia, artigo
científico ou ensaio, com banca docente e defesa pública;
Pesquisa e extensão:

consideradas princípios pedagógicos, devem estar

obrigatoriamente presentes nas atividades curriculares dos troncos Intermediário e
Profissionalizante;
Modalidade à distância: os projetos pedagógicos dos cursos poderão conter
até 20% de carga horária ministrada na modalidade à distância, segundo permite a
legislação em vigor;
Ingresso: candidatos aos cursos interiorizados da UFAL deverão submeter-se a
23

processo seletivo comum (e único) aos demais cursos da UFAL, classificatório e
aferindo conhecimentos referentes ao conteúdo exigido no Ensino Médio.
Reopção: sem
disponibilidade

restrição após
de

vagas

nos

conclusão
cursos

do

do

Troco Inicial,

mediante

Tronco

Intermediário;

mediante

seleção,exigências específicas de cada curso e disponibilidade de vagas no Tronco.
Novos procedimentos de gestão administrativa e acadêmica: adequação
ao novo modelo pedagógico; informatização de rotinas, rapidez do acesso de
discentes, docentes, técnicos e gestores; redução do tempo burocrático; restrição
ao uso de papéis e ao deslocamento desnecessário de pessoal.

PRÁTICA PEDAGÓGICA

O

Projeto

Pedagógico

do

Curso

de

Letras-Licenciatura

desenvolve

as

atividades referentes à prática pedagógica obedecendo ao que determina a
Resolução do CEPE/UFAL nº 32, de 14 de fevereiro de 2005, que estabelece em
seu Parágrafo 3º “da carga horária de 400 (quatrocentas) horas destinadas à
prática pedagógica, 280 (duzentos e oitenta) horas deverão

ser contempladas

em projetos integradores e 120 (cento e vinte) distribuídas em diferentes disciplinas,
como definido no Projeto Pedagógico do Curso – PPC”.

Assim, o PPC do Curso de Letras-Licenciatura oferece a partir do segundo
semestre até o oitavo a disciplina projetos Integradores, com carga horária de 40
h e a seguinte ementa: “elemento integrador das disciplinas de cada semestre
letivo estruturado a partir de atividades

interdisciplinares em conformidade

com a especificidade do Curso”.

No referido Curso, as demais horas de práticas pedagógicas estão distribuídas
entre as disciplinas de conhecimento pedagógico, quais sejam: Profissão Docente;
Projeto Pedagógico, Organização e Gestão do Trabalho Escolar; Planejamento,
Currículo e Avaliação da Aprendizagem e Pesquisa Educacional, totalizando
120 horas-aula de modo a proporcionar aos alunos oportunidades de vivenciar
24

os conhecimentos teóricos da ciência da Educação.

A observação da matriz curricular permite comprovar a presença da prática
pedagógica ao longo dos semestres letivos, em conformidade com o exposto acima.

ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO

Envolve quatro momentos denominados de Prática Inicial, Prática Intermediária,
Processos Pedagógicos e Prática Docente. Inicia-se a partir do quinto período
do Curso, totalizando 400 (quatrocentas) horas.

ATIVIDADES ACADÊMICO-CIENTÍFICO-CULTURAIS

Objetivam atender outras exigências de um curso que almeja formar profissionais de
ensino. Incluem atividades científicas, culturais e acadêmicas que, articuladas ao
processo formative do professor, enriquecem a sua formação. São previstas 200
(duzentas) horas de atividades oferecidas pela Universidade ou outras instituições.

25

5. ORDENAMENTO CURRICULAR
Carga Horária
Período

Código Disciplina

Semanal

Semestral
Teórica Prática Total

SIM

6

120

120

Produção do Conhecimento: ciência e não ciência SIM

6

120

120

Lógica, Informática e Comunicação

SIM

6

120

120

Seminário Integrador

SIM

Sociedade, Natureza e Desenvolvimento:
da realidade local à realidade global

1º

Obrigatória

Total

2

20

20

40

20

380

20

400

Profissão Docente

SIM

3

50

10

60

Projeto Pedagógico, Organização e Gestão do
Trabalho

SIM

4

60

20

80

Política e Organização da Educação Básica no

SIM

4

70

10

80

Desenvolvimento e Aprendizagem

SIM

4

70

10

80

2º
Libras

SIM

3

40

20

60

Projeto Integrador I

SIM

2

20

20

40

20

310

90

400

40

80

Total

3°

Leitura e Produção de Textos em Língua
Portuguesa
Teoria da Literatura 1

SIM

4

40

SIM

4

80

80

Teoria Linguística 1

SIM

4

80

80

Linguística Aplicada 1

SIM

3

60

60

Língua Latina

SIM

4

70

10

80

Projeto Integrador 2

SIM

2

20

20

40

21

350

90

420

Leitura e Produção de Textos em Língua
Portuguesa

SIM

4

40

40

80

Teoria da Literatura 2

SIM

4

80

Teoria Linguística 2

SIM

4

80

Linguística Aplicada 2

SIM

3

20

40

60

Planejamento, Currículo e Avaliação

SIM

3

50

30

80

Projeto Integrador 3

SIM

2

20

20

40

20

330

90

420

Fonologia do Português

SIM

4

60

20

80

Literatura de Língua Portuguesa 1

SIM

4

70

10

80

20

Total

4°

Total

5°

Total

80

Pesquisa Educacional

SIM

3

40

História da Língua Portuguesa

SIM

3

60

Estágio Supervisionado 1

SIM

4

20

60

80

Projeto Integrador 4

SIM

2

20

20

40

20

130

70

400

Total
6º

80

60
60

Morfologia do Português

SIM

4

60

20

80

Sintaxe do Português

SIM

4

60

20

80

Literatura de Língua Portuguesa 2

SIM

4

70

10

80

Estágio Supervisionado 2

SIM

4

20

60

80

Projeto Integrador 5

SIM

2

20

20

40

18

230

130

360

26

7º

Semântica do Português

SIM

3

40

20

60

Literatura de Língua Portuguesa 3

SIM

4

70

10

80

Disciplina Eletiva 1

SIM

3

Projetor Integrador 6

SIM

2

20

20

40

Estágio Supervisionado 3

SIM

6

40

80

120

Total

8º

60

18

360

Literatura de Língua Portuguesa 4

SIM

4

Disciplina Eletiva 2

SIM

3

60

Disciplina Eletiva 3

SIM

3

60

Projetor Integrador 7

SIM

2

20

20

40

Estágio Supervisionado 4

SIM

6

40

80

120

Total

18

70

10

80

360

Total Geral

3120

AACC - Atividades Acadêmico-Científico-Culturais

200

TCC – Trabalho de Conclusão de Curso

60

CHIC – Carga Horária de Integralização Curricular

3380

27

RESUMO DAS DISCIPLINAS PROFISSIONALIZANTES

Nº

COD.

DISCIPLINA

CH Semanal

CH Total

1

Leitura e Produção de Textos 1

4

80

2

Leitura e Produção de Textos 2

4

80

3

Teoria Linguística 1

4

80

4

Teoria Linguística 2

4

80

5

Teoria da Literatura 1

4

80

6

Teoria da Literatura 2

4

80

7

Linguística Aplicada 1

3

60

8

Linguística Aplicada 2

3

60

9

Língua Latina

3

60

10

História da Língua Portuguesa

3

60

11

Fonologia do Português

4

80

12

Morfologia do Português

4

80

13

Sintaxe do Português

4

80

14

Semântica do Português

3

60

15

Literatura de Língua Portuguesa 1

4

80

16

Literatura de Língua Portuguesa 2

4

80

17

Literatura de Língua Portuguesa 3

4

80

18

Literatura de Língua Portuguesa 4

4

80

28

DISCIPLINAS ELETIVAS

Nº COD. DISCIPLINA S

CH
CH
Semana Total
3
60

1

Introdução à Análise do Discurso

2

Análise da conversação

3

Aquisição de Linguagem 1

3

60

4

Gramáticas e Ensino de Línguas

3

60

5

Introdução às Línguas Estrangeiras 1
(espanhol, francês e inglês)

3

60

6

Introdução às línguas estrangeiras 2 (espanhol,3
francês e inglês)

60

7

Introdução à Descrição e Análise Linguística

3

60

8

Introdução aos Estudos Clássicos

3

60

9

Introdução às Línguas Indígenas

3

60

10

Literatura Africana de Língua Portuguesa

3

60

11

(Angola e Cabo Verde)
Literatura Dramática 1

3

60

12

Literatura Infanto-Juvenil

3

60

13

Poéticas Interartes

3

60

14

Sociolinguística

3

60

15

Tópicos em Estudos Lingüísticos

3

60

16

Tópicos em Estudos Literários

3

60

17

Tópicos em Análise do Discurso

3

60

18

Linguística de Texto

3

60

29

6. EMENTAS E BIBLIOGRAFIAS DAS DISCIPLINAS POR SEMESTRE
PRIMEIRO SEMESTRE
Disciplina:

SOCIEDADE, NATUREZA E DESENVOLVIMENTO:
RELAÇÕES LOCAIS E GLOBAIS.

Ementa: Reflexão crítica sobre a realidade, tendo como base o conhecimento
de mundo a partir de um contexto local e sua inserção, através de
abordagem interdisciplinar
sobre
sociedade,
seu
funcionamento,
reprodução, manifestações diversas e suas relações com a cultura.
Bibliografia Básica
BOBBIO, Noberto. Estado, Governo e Sociedade:
geral da política. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

por

uma

teoria

DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
EAGLETON, Terry. A idéia de cultura. São Paulo: UNESP, 2005.
ELIAS, N. O
Janeiro, 1990.

processo civilizador.

Uma história dos costumes. Rio de

FOCAULT, M. Microfísica do Poder. Rio de Janeiro: Graal, 1984.
SORJ, B. A Nova Sociedade Brasileira. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

Disciplina: PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO: CIÊNCIA E NÃO- CIÊNCIA
Ementa: Instrução e discussão sobre ciência e seus instrumentos,
procedimentos e métodos científicos, mas também sobre expressões de
conhecimento tradicionais, populares e locais, para o reconhecimento de
um diálogo de saberes e a internalização de novos paradigmas.
Bibliografia Básica
CHALMERS, A. F. O que é ciência, afinal? Trad. de Raul Fiker. São
Paulo: Brasiliense, 1993. 225p.
DESCARTES, René. Discurso do método. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
(Coleção Os Pensadores).
. Meditações Metafísicas. São Paulo: Abril Cultural, 1973. (Coleção Os
Pensadores) FEYERABEND, Paul. Contra o Método. Trad. de Miguel S.
Pereira. Lisboa: Relógio D’ Água Editores, 1993.

HUME. David. Investigação sobre o Entendimento Humano. Lisboa: Edições
70, s/d.
KANT. Immanuel. Crítica da Razão Pura. São Paulo: Abril Cultural, 1983
(Coleção Os Pensadores).
KUHN, Thomas S. A Estrutura das Revoluções Científicas. Trad. de Beatriz V.
Boeira e Nelson Boeira. 5 ed. São Paulo: Perspectiva, 1967.
POPPER, Karl R. A Lógica da Pesquisa Científica. Trad. de Leonidas
Hegenberg e
Octanny S. da Mota. São Paulo: Cultrix, s/d.
REALE, Gionanni, ANTISERI, Dario. História da Filosofia. São Paulo: Paulos,
2003. 3 volumes.

Disciplina: LÓGICA, INFORMÁTICA E COMUNICAÇÃO.
Ementa: Oferta de instrumentais básicos requeridos para cursar a
graduação universitária, fundamentalmente: usos da linguagem, indução e
dedução; novas tecnologias de comunicação, usos do computador e da
internet; expressão escrita, análise, interpretação, crítica textual.
Bibliografia Básica
CAMPELO, Bernadete Santos; CENDÓN, Beatriz Valadares; KREMER,
Jannete. Fontes de Informação para Professores e Profissionais. Editora
UFMG, 2003.
CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.
CASTELLS, Manuel. A galáxia da internet: reflexões sobre a Internet, os
negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.
COPI, Irving M. Introdução à Lógica. 3 ed. Mestre Jou Editora, 1981.
JOHNSON, Steven. Cultura da interface. Como o computador transforma
nossa maneira de criar e comunicar. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Sistemas de Informação. 4a.
edição, LTC Editora, 1999
LÉVY, Pierre. A inteligência coletiva. Por uma antropologia do ciberespaço.
Tradução: Luis Paulo Rouanet. São Paulo: Loyola, 1998.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Ed. 34, 1999. LÉVY, Pierre. O
que é o virtual? Tradução: Paulo Neves. São Paulo: ED 34, 1997.

31

LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da
informática. São Paulo: Ed. 34, 1993.
NEGROPONTE, Nicholas. A vida digital. São Paulo: Cia das Letras, 1995.
NORTON, P. Introdução à Informática. Makron Books. 1997.
VANOYNE, Francis. Usos da Linguagem: Problemas e Técnicas na Produção
Oral e Escrita, Ed. Martins Fontes, 2000.
PELLANDA, Nize Maria Campos; SCHLUNZEN, Elisa Tomoe Moriya;
SCHLUNZEN, Junior Klaus (Orgs). Inclusão digital:
Afetivas/Cognitivas. DP&A Editora, 2005.

Tecendo

Redes

Disciplina: SEMINÁRIO INTEGRADOR I
Ementa: Discussão local, interdisciplinar, de integração das atividades e
de avaliação dos progressos discentes do tronco inicial. Conteúdo temático
definido pelo colegiado dos cursos dos eixos envolvidos.
Bibliografia Básica
ABLAS, L. Intercâmbio desigual e subdesenvolvimento regional no Brasil. São
Paulo: FIPE/Pioneira, 1985.
BASTOS FILHO, J. et al.
Prodema/UFAL, 1999.

Cultura

e desenvolvimento.

Maceió:

FRANCIS, D. G.; GONÇALVES, R. & PESSOA, V. L. S. 2004. Comunicação
profissional: o ensino, a extensão e a pesquisa como práticas de construção
do conhecimento. Uberlândia/MG: Uniminas.
LEITE, L. H. A. 1996. Pedagogia de projetos: intervenção no presente.
Presença Pedagógica, v. 2, n. 8. Mar/Abril/96.
SACHS, I. Estratégias de transição para o século XXI – desenvolvimento e
meio ambiente.
SILVA, A; PINHEIRO, M; FREITAS, E. Guia para normalização de trabalhos
técnico-científicos: projetos de pesquisa, monografias, dissertações e teses. 4ª
ed. Revisada. Uberlândia-MG: Uberlândia, 2004. 158 p.
Tendências da Educação Superior para o Século XXI. Anais da Conferência
Mundial sobre o Ensino Superior. Paris, 5-9 de outubro de1998,
UNESCO/CRUB, Brasília, 1999.

32

SEGUNDO SEMESTRE

Disciplina: PROFISSÃO DOCENTE
Ementa: A constituição histórica do trabalho docente. A natureza do trabalho
docente. Trabalho docente e relações de gênero. A autonomia do trabalho
docente. A proletarização do trabalho docente. Papel do Estado e a profissão
docente. A formação e a ação política do docente no Brasil. A escola como l
ócus do trabalho docente. Profissão docente e legislação.
Bibliografia Básica
COSTA, Marisa V. Trabalho docente e profissionalismo. Porto Alegre:
Sulina, 1996.
MACIEL, Lizete Shizne Bomura; SHIGUNOV NETO, Alexandre (org.)
Formação de professores: passado, presente e futuro. São Paulo: Cortez,
2004.
NETO, Edgard; SOUZA, Gilberto; COSTA, Áurea. A proletarização do
professor – neoliberalismo na educação. São Paulo: Sundermann, 2009.
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 6ª Ed.
Petrópolis/RJ: Vozes, 2002.
VICENTINI, Paula; LUGLI, Rosário. História da profissão docente no Brasil:
representações em disputa. São Paulo: Cortez, 2009.

Disciplina: POLÍTICA E ORGANIZAÇÃO BÁSICA NO BRASIL
Ementa: A Educação escolar brasileira no contexto das transformações
da sociedade
contemporânea. Análise histórico-crítica das políticas
educacionais, das reformas de ensino e dos planos e diretrizes para a
educação escolar brasileira. Estudo da estrutura e da organização do sistema
de ensino brasileiro em seus aspectos
legais, organizacionais,
pedagógicos, curriculares, administrativos e financeiros, considerando-os,
sobretudo a LDB (Lei 9.394/96) e a legislação
complementar pertinente.
Bibliografia Básica
ARANHA, Maria Lucia de Arruda. História da educação e da pedagogia:
geral e Brasil. 3.ed. São Paulo, SP: Moderna, 2011.

33

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e Legislação
Complementar: Lei nº 9.394, de 20 de Dezembro de 1996 (atualizada até a lei
nº 12.061, de 27.10.2009). 4.ed. São Paulo: EDIPRO, 2010.
LIBÂNEO, José C. Educação Escolar: políticas, estrutura e organização. São
Paulo: Cortez, 2006.
SAVIANI, Dermeval. História das ideias pedagógicas no Brasil. 2.ed.
Campinas, SP: Autores Associados, 2009.
SAVIANI, Dermeval. PDE-Plano de Desenvolvimento da Educação: análise
crítica da política do MEC. Campinas, SP: Autores Associados, 2009.

Disciplina: DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM
Ementa: Estudo dos processos psicológicos do desenvolvimento humano
e da aprendizagem na adolescência e na fase adulta, relacionando-os com as
diversas concepções de homem e de mundo, identificando a influência das
diferentes teorias psicológicas na educação, numa perspectiva histórica.
Relação entre situações concretas do cotidiano do adolescente e do adulto
com as concepções teóricas de aprendizagem estudadas, considerando os
fundamentos psicológicos do desenvolvimento nos aspectos biológico,
cognitivo, afetivo e social na adolescência
e na fase adulta através das
principais teorias da Psicologia do Desenvolvimento.
Bibliografia Básica
CARRARA, Kester (Org.). Introdução à Psicologia da Educação: seis
abordagens. São Paulo: Avercamp, 2004. ISBN: 9788589311137.
COLL, César; MARCHESI, Álvaro; PALACIOS, Jesús. Desenvolvimento
psicológico e educação. 2.ed. Porto Alegre: Artes Medicas, 2004. ISBN
8536302275.
KUPFER, Maria Cristina Machado; FREUD, Sigmund. Freud e a educação: o
mestre do impossível. 3.ed. São Paulo: Scipione, 1995. (Pensamento e ação
no magistério) ISBN:852621473X.
OLIVEIRA, Marta Kohl de. Vygotsky: Aprendizado e desenvolvimento. Um
processo sócio-histórico. 5.ed. São Paulo: Scipione, 1997. (Pensamento e ação
na sala de aula).
ROSSETTI-FERREIRA, M. Clotilde (Org.). Rede de significações: e o estudo
do desenvolvimento humano. Porto Alegre: Artmed Editora, 2004. ISBN
8536303131.

34

Disciplina: PROJETO PEDAGÓGICO, ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DO
TRABALHO ESCOLAR
Ementa: Estudo da escola como organização social e educativa:
concepções, características
e
elementos constitutivos do sistema de
organização e gestão do trabalho escolar, segundo os pressupostos teóricos e
legais vigentes, na perspectiva do planejamento participativo.
Bibliografia Básica:
LIBÂNEO, J. C. Organização e Gestão da Escola: teoria e prática. 5.ed.
Goiânia: Alternativa, 2004.
MENEGOLLA, M. e SANT’ANNA, I.M. Por que planejar? Como planejar?
Petrópolis: Vozes, 1991.
VASCONCELLOS, Celso dos S. Planejamento: projeto de ensinoaprendizagem e Projeto Político-Pedagógico. São Paulo: Libertad, 2001.
VEIGA, I. P. A. e FONSECA, Marilia (Orgs.). As dimensões do Projeto
Político-Pedagógico. São Paulo: Papirus,2001.
VEIGA, I. P. A. e RESENDE, L. M. G. (orgs.). Escola: espaço do projeto
político-Pedagógico. São Paulo: Papirus, 1998.

Disciplina: LIBRAS
Ementa: Estudo da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), da sua estrutura
gramatical, de expressões manuais, gestuais e do seu papel para a
comunidade surda.
Bibliografia Básica
FERREIRA BRITO, L. Por uma gramática das línguas de sinais. Rio de
Janeiro, Tempo Brasileiro, 1995.
GESSER, Audrei, LIBRAS? que língua é essa?: crenças e preconceitos em
torno da língua de sinais e da realidade surda. São Paulo, Parábola Editorial,
2009.
GOES, M. C. R. Linguagem, surdez e educação. Campinas, Autores
Associados, 1996.
QUADROS, R. M. O tradutor e intérprete de língua brasileira de sinais.
BRASÍLIA, SEESP/MEC, 2004.

35

Disciplina: PROJETOS INTEGRADORES 1
Ementa: Elemento integrador das disciplinas de cada semestre letivo
estruturado a partir de atividades interdisciplinares em conformidade com a
especificidade de cada curso
Bibliografia Básica
(ver anexo 1)

TERCEIRO SEMESTRE

Disciplina: LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO EM LÍNGUA
PORTUGUESA 1
Ementa: Prática de leitura e de produção de diversos gêneros, em
português, fundamentadas
no conceito de linguagem como atividade
interlocutiva e no texto como unidade básica significativa na língua.
Bibliografia Básica
ANTUNES, I. Lutar com palavras: coesão e coerência. São Paulo: Parábola,
2005.
______. Análise de textos: fundamentos e práticas. São Paulo: Parábola, 2010.
KOCH, I. G. V. Desvendando os segredos do texto. São Paulo: Cortez, 2003.
______; ELIAS, V. M.. Ler e escrever: estratégias de produção textual. São
Paulo: Contexto, 2009.
SAVIOLI, F. P.; FIORIN, J. L. Lições de texto: leitura e redação. São Paulo:
Ática, 1998.
Bibliografia Complementar
FARACO, C. A. e TEZZA, C. Prática de textos para estudantes universitários.
Petrópolis, Vozes, 1992.
KOCH, I. V.; ELIAS, V. M. Ler e compreender: os sentidos do texto. São Paulo:
Contexto, 2007.
MARCUSCHI, L. A. Produção, textual, análise de gêneros e compreensão. São
Paulo: Parábola, 2008

Disciplina: TEORIA DA LITERATURA 1
Ementa: Reflexão sobre fundamentos da teoria da literatura, natureza e função
de seu objeto e conceituação dos gêneros literários, desde a Antiguidade aos
estudos contemporâneos, com base na análise de textos teórico-críticos.
36

Bibliografia Básica
ARISTÓTELES; HORÁCIO; LONGINO. A poética clássica. Trad. de Jaime
Bruna. 7. ed. São Paulo: Cultrix, 1977.
GONÇALVES, Magaly Trindade; BELLODI, Zina C.
“revisitada”. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2005.

Teoria da literatura

PLATÃO. Diálogos III: A república. 25. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 1999.
SOARES, Angélica. Gêneros literários. São Paulo: Ática, 1989. (Princípios,
166).
SOUZA, Roberto Acízelo de. Teoria da literatura. São Paulo: Ática, 1986.
(Princípios, 46).
Bibliografia Complementar
PERRONE-MOISÉS, Leyla. A criação do texto literário. In: Flores da
escrivaninha: ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária.
9. ed. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2006.

Disciplina: TEORIA LINGUÍSTICA 1
Ementa: Panorama geral dos fenômenos da linguagem e suas abordagens,
dos estudos tradicionais à teoria
linguística.
Pressupostos
teóricometodológicos das correntes teóricas da Linguística moderna.
Bibliografia Básica
FIORIN, J. L. (Org.) . Introdução à linguística I. Objetos teóricos. São Paulo:
Contexto, 2002.
LYONS, J. Linguagem e Linguística. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987.
MARTELOTA. M. E. Manual de Linguística. São Paulo: Contexto.
MUSSALIN, F. e BENTES, A. C. Introdução à Linguística – domínios e
fronteiras 1. São Paulo: Cortez, 2001.
______ . Introdução à Linguística – domínios e fronteiras 2. São Paulo: Cortez,
2001.
Bibliografia Complementar

37

FIORIN, J. L. (Org.). Introdução à linguística II. Princípios de análise. São
Paulo: Contexto, 2003.
LANGACKER, Ronald W. A linguagem e sua estrutura. Petrópolis: Editora
Vozes. 1980.
MUSSALIN, F. e BENTES, A. C. Introdução à Linguística – fundamentos
epistemológicos 3. São Paulo: Cortez,2004. SAUSSURE, F. Curso de
Linguística Geral. São Paulo: Cultrix, S/D.

Disciplina: LÍNGUA LATINA
Ementa: Estudo das estruturas básicas do latim e seu funcionamento como
fundamento das línguas românicas, máxime o português.
Bibliografia Básica
ALMEIDA, N. M. Gramática latina. São Paulo, Saraiva, 1981.
BERGE, D. et alli. Ars latina. Petropólis, Vozes, 1993.
CARDOSO, Z. A. Iniciação ao latim. São Paulo, Ática, 1989.
GARCIA, J. M. Introdução à teoria e prática do latim. Brasília, Editora da UNB,
1993.
REZENDE, A. M. Latina essentia. Belo Horizonte, Editora da UFMG, 1994.

Disciplina: LINGUÍSTICA APLICADA I
Ementa: Contribuições da Linguística Aplicada através do estudo de
temas centrados na sala de aula, considerando a interligação entre as práticas
efetuadas e os diversos posicionamentos teóricos existentes em torno de cada
tema.
Bibliografia Básica
ALMEIDA FILHO, J. C. P. Lingüística Aplicada, aplicação da Lingüística e
ensino de línguas. Anais do III Seminário de Ensino de Língua e Literatura .
Porto Alegre: PUC/RS e Centro Yázig de Educação e Cultura, 1987.
CAVALCANTI, M. & MOITA LOPES, L. P. Implementação da pesquisa na sala
de aula de línguas no contexto brasileiro. Trabalhos em Lingüística Aplicada.
Campinas, n. 17, 1991.
CELANI, M.A.A. Afinal o que é Linguística Aplicada? In: PASCHOAL. M.S.Z. &
CELANI, A.A. Linguística Aplicada: Da aplicação da Linguística a Linguística
Transdisciplinar. São Paulo: EDUC, 1992.
38

GERALDI, J. W. Linguagem e ensino. Exercícios de militância e divulgação.
Campinas: Mercado de Letras, 1996.
MOITA LOPES, L. P. Oficina de Lingüística Aplicada. Mercado de Letras,
Campinas,
1996.

Disciplina: PROJETOS INTEGRADORES 2
Ementa: Elemento integrador das disciplinas de cada semestre letivo
estruturado a partir de atividades interdisciplinares em conformidade com a
especificidade de cada curso.
Bibliografia Básica
(ver anexo 1)

QUARTO SEMESTRE

Disciplina: LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS EM LÍNGUA
PORTUGUESA 2
Ementa: Prática de leitura e produção de textos do gênero acadêmico,
em português, fundamentadas no conceito de linguagem como atividade
interlocutiva e no texto como unidade básica significativa na língua.
Bibliografia Básica
GUIMARÃES, Elisa. A articulação do texto. Série Princípios. São Paulo:
Ática, 1990
GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. 13 ed. Rio de janeiro:
Fundação Getulio Vargas, 1986.
KOCH, Ingedore V. A inter-ação pela linguagem. São Paulo, Contexto,
1992.
MACHADO, Anna Rachel; LOUSADA, Eliane & ABREU-TARDELLI, Lília
Santos. Resumo. São Paulo, Parábola Editorial, 2004. (Leitura e produção
de textos técnicos e acadêmicos)
. Resenha. São Paulo, Parábola
produção de textos técnicos e acadêmicos).

Editorial,

2004.

(Leitura

e

Bibliografia complementar
39

FARACO & TEZZA, C. Prática de textos para estudantes universitários
Petrópolis, Vozes, 1992.
ANDRADE, Maria Lúcia C. V. O. Resenha. São Paulo, Paulistana Editora,
2006. (Coleção aprenda a fazer).

Disciplina: TEORIA DA LITERATURA 2
Ementa: Estudo das correntes críticas do século XX, tanto as de caráter
imanente (Formalismo Russo, New Criticism) quanto as que relacionam a
análise da literatura a fatores externos (crítica sociológica, psicológica), com
base em leituras teórico- críticas e respectivos suportes literários.
Bibliografia Básica
CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária.
5. ed. rev. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1976.
MARTINS, Maria Helena (Org.). Rumos da crítica. São Paulo: Editora Senac
São
Paulo; Itaú Cultural, 2000.
SCHWARZ, Roberto. Que horas são?: ensaios. São Paulo: Companhia das
Letras, 1987.
SILVA, Vitor Manuel de Aguiar e. Teoria da literatura. São Paulo: Martins
Fontes, 1976.
SOUZA, Roberto Acízelo de. Teoria da literatura. São Paulo: Ática, 1986.
(Princípios, 46).

Disciplina: TEORIA LINGUÍSTICA 2
Ementa: Estudo de tendências teóricas linguísticas contemporâneas pósestruturalistas, que relacionam os aspectos linguísticos e os sociais, seja
através da noção
de variação
(Sociolinguística
Laboviana),
da
interação qualitativa (Sociolinguística
Interacional), do enunciado como
unidade de análise (Teorias da Enunciação e da Pragmática), do texto
como unidade de análise (Linguística textual) e do discurso (as diferentes
análises do discurso).
Bibliografia Básica
BENVENISTE, E. Problemas de Lingüística Geral II.Campinas: Pontes, 1989.
FIORIN, J. L. Introdução à Linguística – II Princípios de análise. São Paulo:
Contexto, 2003.

40

ORLANDI, Eni. O que é Linguística. São Paulo: Brasiliense, 1992. (Col.
Primeiros Passos).
RIBEIRO, Branca Telles; GARCEZ, Pedro M (orgs.). Sociolinguística
Interacional. Porto Alegre: AGE, 1998.
TARALLO, Fernando. A pesquisa Sociolinguística. São Paulo: Ática, 1986.

Bibliografia complementar
LOPES, E. Fundamentos da Linguística Contemporânea. São Paulo: Cultrix,
1995.
BRANDÃO, Helena H. Nagamine. Introdução à
Campinas:
Editora da UNICAMP, 1993.

Análise

do discurso.

Disciplina: LINGUÍSTICA APLICADA 2
Ementa:
Contribuições da Lingüística Aplicada através do estudo de
temas centrados na sala de aula, considerando a interligação entre as práticas
efetuadas e os diversos posicionamentos teóricos existentes em torno de cada
tema
Bibliografia Básica
ALMEIDA FILHO, J. C. P. Linguística aplicada: ensino de línguas e
comunicação. Campinas: Pontes Editores e Arte Língua, 2005.
CAVALCANTI, M. & MOITA LOPES, L. P. Implementação da pesquisa na sala
de aula de línguas no contexto brasileiro. Trabalhos em Lingüística Aplicada
Campinas, n. 17, 1991.
CORACINI, Maria José. BERTOLDO, Ernesto. (org.) O desejo da teoria e a
contingência da prática: discurso sobre/na sala de aula. Campinas: Mercado
de Letras, 2003.
FREIRE, Maximina. ABRAHÃO, Maria Helena. BARCELOS. Ana Maria.
Lingüística Aplicada e Contemporaneidade (Orgs.). Campinas: Pontes, 2005.
GERALDI, J. W. Linguagem e ensino: exercícios de militância e divulgação.
Campinas: Mercado de Letras, 1996.

Bibliografia complementar
ALMEIDA FILHO, J. C. P. Linguística Aplicada, aplicação da Linguística e
ensino de línguas. Anais do III Seminário de Ensino de Língua e Literatura.
Porto Alegre: PUC/RS e Centro Yázig de Educação e Cultura, 1987.
41

MOITA LOPES, L. P. Oficina de Lingüística Aplicada. Mercado de Letras,
Campinas, 1996.

Disciplina:
PLANEJAMENTO,
APRENDIZAGEM

CURRÍCULO

E

AVALIAÇÃO

DA

Ementa: Estudo dos princípios, fundamentos e procedimentos do
planejamento, do currículo e da avaliação, segundo os paradigmas e
normas legais vigentes norteando a construção do currículo e do processo
avaliativo no Projeto Político Pedagógico da escola de Educação Básica.
Bibliografia Básica
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1991.
ROMÃO, José Eustáquio. Avaliação Dialógica: desafios e perspectivas. São
Paulo: Cortez, 1998 (Guia da Escola Cidadã v.2).
SAVIANI, Dermeval. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações.
São Paulo: Cortez, Autores associados, 1992.
SILVA, T. T. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do
currículo. 2a ed. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
VASCONCELLOS, C. S. Planejamento: plano de ensino-aprendizagem e
projeto educativo. São Paulo: Libertad, 1995.

Disciplina: PROJETOS INTEGRADORES 3
Ementa: Elemento integrador das disciplinas de cada semestre letivo
estruturado a partir de atividades interdisciplinares em conformidade com a
especificidade de cada curso.
Bibliografia Básica
(ver anexo 1)

42

QUINTO SEMESTRE
Disciplina: LITERATURA DE LÍNGUA PORTUGUESA 1
Ementa: Estudo do Renascimento português e suas ligações com o
espírito moderno humanista também presente na chamada
literatura de
informação sobre a terra, no Brasil, assim como do Barroco, do Neoclassicismo
e de manifestações pré-românticas, nas literaturas portuguesa e brasileira.
Bibliografia Básica
BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 43. ed. São Paulo:
Cultrix,
2006.
CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos.
São Paulo: Edusp; Belo Horizonte: Itatiaia, 1975. v. 1.
CAMÕES, Luís. Os Lusíadas. 15 ed. São Paulo: Scipione, 2008.
RONCARI, Luiz. Literatura brasileira: dos primeiros cronistas aos últimos
românticos. São Paulo: Edusp, 1995.
SARAIVA, António José; LOPES, Oscar. História da literatura portuguesa. 2.ed.
Porto: Porto Editora, s/d.

Disciplina: FONOLOGIA DO PORTUGUÊS
Ementa: Estudo do sistema fonológico do português: segmentos, suprasegmentos, processos e sílabas. Aspectos relevantes da descrição desse
sistema para o ensino do português com língua materna.
Bibliografia Básica
CAGLIARI, Luiz Carlos. 1997. Análise fonológica: introdução à teoria e à
prática com especial destaque para o modelo fonêmico. Campinas: Editora do
Autor.
CALLOU, D. & LEITE, Y. 1990. Iniciação à fonética e à fonologia. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar Editor.
CAMARA JR, J. Mattoso. 1970.
Petrópolis: Vozes.

Estrutura da

CHOMSKY, Noam & HALLE, Morris. 1979.
generativa. Madrid: Editorial Fundamentos.

língua

Princípios

portuguesa.

de

fonologia

43

SILVA, Thais Silva. Fonética e Fonologia do Português: roteiro de estudos e
guia de exercícios. 4. ed. São Paulo: Contexto. 2001.
Bibliografia Complementar
ABAURRE, Maria Bernadete M. 1993. Fonologia: a gramática dos sons.
Revista Letras. Santa Maria, p.09-24.
MARUSSO, Adriana. 2005. Princípios básicos da teoria acústica de produção
da fala. Revista de Estudos da Linguagem, v. 13, p. 19-43.
SILVA, Thaïs Cristófaro. 2003. Exercícios de Fonética e Fonologia. Ed.
Contexto.

Disciplina: ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1 (PORTUGUÊS)
Ementa: Desenvolvimento de atividades que levem o licenciando a
conhecer a prática escolar
do ensino e aprendizagem da língua
Portuguesa através de atividades de pesquisa e/ou intervenção nos âmbitos
da língua oral, da leitura, da produção textual e da análise lingüística, inclusive
considerando a incursão desse licenciando nas tecnologias de informação e
comunicação no ensino escolarizado.
Bibliografia Básica
ANTUNES, Irandé. Aula de português: encontro e interação. São Paulo:
Parábola, 2003. BAGNO, Marcos. Pesquisa na escola: o que é e como se faz.
São Paulo, Loyola, 1998.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do
ensino fundamental: língua portuguesa. Brasília, SEF/MEC, 1998.
DIONÍSIO, Ângela Paiva; BEZERRA, M. A. (orgs.). O livro didático de
português: múltiplos olhares. Rio de Janeiro, Lucerna, 2002.
GERALDI,
1997.

W. (org.). O texto na sala de aula. São Paulo: Ática,

MATENCIO, Maria de Lourdes Meirelles. Leitura, produção de textos e a
escola. Campinas, SP: Mercado de Letras, 1994.

Bibliografia complementar
BUNZEN, C.; MENDONÇA, Márcia. (orgs.). Português no ensino médio e
formação do professor. São Paulo: Parábola Editorial, 2006.
TRAVAGLIA. L.C.Gramática: ensino plural. São Paulo, Cortez, 2004.

44

SUASSUNA. Lívia. Ensaios de pedagogia de língua portuguesa. Recife:
EDUFPE, 2006.

Disciplina: PESQUISA EDUCACIONAL
Ementa: Pressupostos e características da pesquisa em educação. A
pesquisa quantitativa e qualitative em
educação. Diferentes abordagens
metodológicas de pesquisa em educação. Fontes de produção da pesquisa
educacional: bibliotecas, meios informatizados, leitura e produção de
textos e artigos com diferentes abordagens teóricas. Etapas de um projeto de
pesquisa educacional para o Trabalho de Conclusão de Curso. O profissional
da educação frente aos desafios atuais no campo da pesquisa educacional
Bibliografia Básica
BICUDO, M. e SPOSITO, Vitória. Pesquisa qualitativa em educação.
Piracicaba: UNIMEP, 1994.
FAZENDA, Ivani (Org.) Metodologia da pesquisa educacional. SP: Cortez,
1989.
FRANCO, Celso e KRAMER, Sonia. Pesquisa e educação. RJ: Ravil, 1997.
GATTI, Bernardete. A construção da pesquisa em educação no Brasil. Brasília:
Plano, 2002.
SANTOS-FILHO, José e GAMBOA, Silvio. (Orgs.) Pesquisa educacional:
quantidade-qualidade. SP: Cortez, 1995.

Bibliografia Complementar:
ANDRÉ, Marli E. D. A. Etnografia da prática escolar. Campinas: Papirus, 1995.
FAZENDA, Ivani A. Novos enfoques da pesquisa educacional. SP: Cortez,
1992
SANTOS, Maria Francisca Oliveira. A interação em sala de aula. 2 ed. Recife:
Bagaço, 2004.
Disciplina: PROJETOS INTEGRADORES 4
Ementa: Elemento integrador das disciplinas de cada semestre letivo
estruturado a partir de atividades interdisciplinares em conformidade com a
especificidade de cada curso.
Bibliografia Básica
(ver anexo 1)
45

Disciplina: HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA
Ementa: Estudo da origem, da expansão e dos processos de mudança
da Língua Portuguesa sob o ponto de vista diacrônico, considerando
aspectos fonológicos, morfossintáticos e semânticos.
Bibliografia Básica
BAGNO, M. História do português brasileiro. In: ______ Gramática
pedagógica do português brasileiro. São Paulo: Parábola, 2011.
CAMARA Jr., J. M. História da linguística. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2000.
CASTILHO, A. T. História do português brasileiro. In: ______ Nova gramática
do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2010.
ILARI, R. Linguística românica. 3. ed. São Paulo: Ática, 2002.
TEYSSIER, P. História da língua portuguesa. 3. ed. São Paulo, 2007.
Bibliografia Complementar
ILARI, R; BASSO, R. Um pouco de história: origem e expansão do português.
In: ______ O português da gente: a língua que estudamos, a língua que
falamos. São Paulo: Contexto, 2007.

SEXTO SEMESTRE

Disciplina: MORFOLOGIA DO PORTUGUÊS
Ementa: Estudo da morfologia do português: flexão nominal e flexão
verbal. Formação das palavras. Aspectos relevantes dessa descrição para
o ensino do português como língua materna.
Bibliografia Básica
AZEREDO, J. C. de. Gramática Houaiss da Língua Portuguesa. São Paulo:
Publifolha, 2008.
BASÍLIO, Margarida. Teoria lexical. 8. ed. São Paulo: Ática, 2007.
ILARI, R.; CÂMARA
JR.,
Joaquim
Mattoso.
Estrutura da língua
portuguesa. 32. ed. Petopólis, 2000.
MATEUS, M. H. M. et al. Gramática da Língua Portuguesa. 6. ed. Lisboa:
Caminho, 2003.
NEVES, M. H. M. (Ogs.) Gramática do português culto falado no Brasil:
classes de palavras, processos de construção. Campinas/SP: UNICAMP, 2008.

46

Bibliografia Complementar
BASILIO, M. Formação e classes de palavras no português do Brasil. 2. ed.
São Paul: Contexto, 2006.
PERINI, M. A. Gramática do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola
Editorial, 2010.
SOUZA e SILVA, M. C. de e KOCH, I. G. V. K. Linguística Aplicada ao
Português: morfologia. 13. ed. São Paulo: Cortez, 2002.

Disciplina: LITERATURA DE LÍNGUA PORTUGUESA 2
Ementa:
Estudo da produção literária do Romantismo (o romance
histórico português, a vertente indianista brasileira, o romance social e de
costumes, a poesia intimista e a social, realista), do Realismo (com a inclusão
da poesia realista e a do cotidiano, em Portugal), do Naturalismo, do
Parnasianismo e do Simbolismo, em Portugal e no Brasil
Bibliografia Básica
BALAKIAN, Anna. O simbolismo. São Paulo: Perspectiva, 1985
BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 43. ed. rev. e atual.
São Paulo: Cultrix, 2006
CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos.
5. ed. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1975 (v.2).
GUINSBURG,
Jacob.
Perspectiva, 1978.

O

romantismo. São

Paulo:

SARAIVA, António José; LOPES, Oscar. História da literatura portuguesa. 2.ed.
Porto: Porto Editora, s/d.
BOSI, Alfredo. Machado de Assis: o enigma do olhar. 4. ed. São Paulo: WMF
Martinsfontes, 2007.

Disciplina: ESTÁGIO SUPERVISIONADO 2 (PORTUGUÊS)
Ementa: Planejamento e execução de microaulas envolvendo conteúdos
previstos na programação da escola conveniada para estágio
para o
desenvolvimento de experiências iniciais relativas à prática do
ensino/aprendizagem da literatura e de seus modos de interpretação com base
em conhecimentos, adquiridos no curso de Letras, das disciplinas Teoria da
Literatura e Literaturas de Língua Portuguesa.
Bibliografia Básica
BLOOM, Benjamin et alii. Taxionomia de objetivos educacionais: domínio
cognitivo. Trad. de Flávia Maria Sant’Anna. Porto Alegre: Globo,
47

1977.
CEREJA, William Roberto. Ensino de literatura: uma proposta dialógica para o
trabalho com literatura. São Paulo: Atual, 2005.
FREITAS, Alice Cunha de; CASTRO, Maria de Fátima F. (Orgs.). Língua
e literatura: ensino e pesquisa. São Paulo: Contexto, 2003.
LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo:
Ática, 1993.
LEAHY-DIOS, Cyana. Educação literária como metáfora social: desvios e
rumos. Niterói, Eduff, 2000
Bibliografia complementar
MAIA, Ângela dos Santos; LIMA, Roberto Sarmento. Poesia é brincar com
palavras: leitura do poema infantil na sala de aula. Maceió: Edufal; Brasília:
Inep, 2002.
TYLER, Ralph W. Princípios básicos de currículo e ensino. Tradução de
Leonel Vallandro. Porto Alegre: Globo, 1974.

Disciplina: SINTAXE DO PORTUGUÊS
Ementa: Estudo da sintaxe do Português sob as perspectivas tradicional,
estrutural e funcional: estrutura da sentença e do período. Concordância e
regência. Contribuições para o ensino de português na educação básica.
Bibliografia Básica
BAGNO, M. Gramática Pedagógica do Português Brasileiro. São Paulo:
Parábola Editorial, 2011.
BECHARA, E. Moderna Gramática Portuguesa. 37. ed. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira / Lucerna, 2009.
CASTILHO, A. Gramática do Português Brasileiro. São Paulo: Contexto,
2010.
KATO, M. A.; NASCIMENTO, M. do. Gramática do português culto falado no
Brasil: a construção da sentença. Campinas/SP: UNICAMP, 2009.
MIOTO, C. et al. Manual de Sintaxe. São Paulo: Contexto , 2013
Bibliografica Complementar
MATEUS, M.H. et al. Gramática do Português. Lisboa. 1996.
PERINI, M. A. Princípios de Linguística Descritiva: introdução ao
pensamento gramatical. São Paulo: Parábola Editorial, 2006.
SOUZA e SILVA, M. C. de e KOCH, I. G. V. K. Linguística Aplicada ao
Português: sintaxe. 10. ed. São Paulo: Cortez, 2001.

48

Disciplina: PROJETOS INTEGRADORES 5
Ementa: Elemento integrador das disciplinas de cada semestre letivo
estruturado a partir de atividades interdisciplinares em conformidade com a
especificidade de cada curso.
Bibliografia Básica
(ver anexo 1)

SÉTIMO SEMESTRE

Disciplina: SEMÂNTICA DO PORTUGUÊS
Ementa: Análise de questões sobre fundamentos de significado e de produção
do sentido nas línguas naturais, especialmente na língua portuguesa, tendo por
base teorias da significação. Contribuições para o ensino de Português.
Bibliografia Básica
CANÇADO, Márcia. Manual de Semântica: noções básicas e exercícios. São
Paulo: Contexto, 2013.
CHIERCHIA, Gennaro. Semântica. Campinas: Editora da UNICAMP, 2003.
GUIMARÃES, Eduardo. Os limites do sentido: um estudo histórico e
enunciativo da linguagem. 2. ed. Campinas/SP: Pontes, 2002.
ILARI, Rodolfo e GERALDI, J. W. Introdução à semântica. 11. ed. São Paulo:
Ática, 2006.
MARCUSCHI, Luiz Antonio. Fenômenos da linguagem: reflexões semânticas e
discursivas. Rio de Janeiro: Lucerna, 2007.
Bibliografia Complementar
TAMBA-MECZ, Irène. A semântica. São Paulo: Parábola, 2006.
OLIVEIRA, Roberta Pires. Semântica formal: uma breve introdução. São
Paulo: Mercado de Letras, 2001.
ARMENGAUD, F.A pragmática. São Paulo: Parábola Editorial, 2006.

Disciplina: LITERATURA DE LÍNGUA PORTUGUESA 3
Ementa: Estudo da produção literária dos períodos do Realismo, do
Naturalismo e do Parnasianismo, no Brasil e em Portugal , centrado,
principalmente, na poesia.
Bibliografia Básica
49

BALAKIAN, Anna. O simbolismo. São Paulo: Perspectiva, 1985
BOSI, Alfredo. Machado de Assis: o enigma do olhar. 4. ed. São Paulo: WMF
Martinsfontes, 2007.
BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 43. ed. rev. e atual.
São Paulo: Cultrix, 2006
ROSENFELD, Anatol. Texto/contexto.
1985. 270 p. (Debates; 7)

4. ed. São Paulo: Perspectiva,

SARAIVA, António José; LOPES, Oscar. História da literatura portuguesa. 2.ed.
Porto: Porto Editora, s/d.

Disciplina: ESTÁGIO SUPERVISIONADO 3
Ementa: Atividade de observação, análise crítica e planejamento da
prática docente na educação básica, exercida sob supervisão docente, como
subsídio para o exercício do ensino de língua portuguesa de acordo com o
regulamento de estágio do curso de Letras dessa unidade de ensino.
Bibliografia Básica
COSTA VAL, M. G. Atividades de produção de textos escritos em livros
didáticos de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental. In: ROJO, R. H. R.;
BATISTA, A. A. (orgs.). Livro didático de língua portuguesa, letramento escolar
e cultura da scrita. Campinas, Mercado de Letras/EDUC, 2003, pp. 125-152.
CHIAPPINI, Lígia (coord.). Aprender e ensinar com textos. São Paulo, Cortez,
1997.
MACHADO, Anna Rachel; BEZERRA, Maria Auxiliadora (orgs.). Gêneros
textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005.
DUTRA, Rosália. O falante gramático: introdução à prática de estudo e ensino
do português. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2003.
GERALDI, João Wanderley. Portos de passagem. São Paulo: Martins
Fontes,1995.

Bibliografia complementar
TYLER, Ralph W. Princípios básicos de currículo e ensino. Tradução de
Leonel Vallandro. Porto Alegre: Globo, 1974.
SUASSUNA, Lívia. Ensaios de pedagogia da língua portuguesa. Recife:
Ufpe, 2006.

50

HAUY, A. B. Da necessidade de uma gramática padrão da língua portuguesa.
São Paulo: Ática, 1983.

Disciplina: ELETIVA 1
Ementa: Bibliografia Básica

Disciplina: PROJETOS INTEGRADORES 6
Ementa: Elemento integrador das disciplinas de cada semestre letivo
estruturado a partir de atividades interdisciplinares em conformidade com a
especificidade de cada curso.
Bibliografia:
(ver anexo 1)

OITAVO SEMESTRE

Disciplina: LITERATURA DE LÍNGUA PORTUGUESA 4
Ementa: Estudo da produção literária do Simbolismo como processo de
deflagração e amadurecimento da modernidade e como momento de abertura
para a compreensão das tendências do Modernismo e das variadas
manifestações da literatura contemporânea no Brasil, em Portugal e em países
africanos de língua portuguesa.
Bibliografia Básica
BALAKIAN, Anna. O simbolismo. Trad. de José Bonifácio A. Caldas. São
Paulo: Perspectiva, 1985.
(Stylus, 5).
BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 43. ed. rev. e atual.
São Paulo: Cultrix, 2006
CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos.
5. ed. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1975 (v.2).
CANDIDO, Antonio; CASTELLO, José Aderaldo. Presença da literatura
brasileira:modernismo. 5. ed. rev. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1974.
v. 3
OLIVEIRA, Vera Lúcia de. Poesia, mito e história no modernismo brasileiro.
São Paulo: Editora da UNESP; Blumenau: Furb, 2002.

51

Disciplina: ESTÁGIO SUPERVISIONADO 4
Ementa: Atividade de observação, planejamento, execução, regência e
análise crítica pela prática docente na educação básica, exercida sob
supervisão docente, como subsídio para o exercício do ensino de língua
portuguesa e suas literaturas, de acordo com regulamento para estágios do
Curso de Letras dessa unidade de ensino.
Bibliografia Básica
BRANDÃO, Helena Negamine (cord.). Gêneros do discurso na escola. São
Paulo: Cortez, 2003.
CEREJA, William Roberto. Ensino de literatura: uma proposta dialógica para o
trabalho com literatura. São Paulo: Atual, 2005.
CHIAPPINI, Lígia (coord.). Aprender e ensinar com textos. São Paulo, Cortez,
1997.
FREITAS, Alice Cunha de; CASTRO, Maria de Fátima F. (Orgs.). Língua
e literatura: ensino e pesquisa. São Paulo: Contexto, 2003.
GERALDI, João Wanderley. (org.). O texto na sala de aula. São Paulo: Ática,
1997.
Bibliografia complementar
LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo:
Ática, 1993.
MACHADO, Anna Rachel; BEZERRA, Maria Auxiliadora (orgs.). Gêneros
textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005.
MAIA, Ângela dos Santos; LIMA, Roberto Sarmento. Poesia é brincar com
palavras: leitura do poema infantil na sala de aula. Maceió: Edufal; Brasília:
Inep, 2002.

Disciplina: PROJETOS INTEGRADORES 7
Ementa: Elemento integrador das disciplinas de cada semestre letivo
estruturado a partir de atividades interdisciplinares em conformidade com a
especificidade de cada curso.
Bibliografia Básica
(ver anexo 1)

Disciplina: ELETIVA 2
Ementa: Bibliografia Básica

52

Disciplina: ELETIVA 3
Ementa: Bibliografia Básica

EMENTAS E BIBLIOGRAFIAS DAS DISCIPLINAS ELETIVAS

Disciplina: INTRODUÇÃO À ANÁLISE DO DISCURSO
Ementa: Introdução à Análise do Discurso: História da AD na França, nos
Estados Unidos e no Brasil. Objeto métodos e respectivas linhas de
investigação: Análise do Discurso (AD) e Análise Crítica do Discurso (ACD).
Categorias teóricas e metodológicas básicas: ideologia, concepções de sujeito
(assujeitado (AD) e não assujeitado (ACD)), discurso, materialidade linguística,
espaço discursivo, intradiscurso, interdiscurso, memória discursiva, condições
de produção, relação língua e discurso, discurso e texto.
Bibliografia Básica
BRANDÃO, Helena H. Nagamine. Introdução a análise do discurso.
Campinas: UNICAMP, 1999.

7. ed.

FAIRCLOUGH, Norman. Discurso e mudança social.
2001.

UnB,

Brasília:

ORLANDI, Eni. Análise de discurso: princípios e procedimentos. Campinas:
Pontes, 1999.
. Discurso e texto: formulação e circulação dos sentidos. Campinas:
Pontes,
2001.
PÊCHEUX, Michel. Sobre os contextos epistemológicos da análise de
discurso. In: Escritos 4. Publicação do Labeurb/Nudecri/Unicamp, 1999.
Bibliografia complementar
ORLANDI, Eni. As formas do silêncio no movimento dos sentidos. Campinas:
Editora da Unicamp, 2002.
SAUZA, Pedro. A interpretação como permanente estado de intolerância. In
Análise do discurso no Brasil: mapeando conceitos, confrontando limites. São
Carlos: Claraluz, 2007.

Disciplina: ANÁLISE DA CONVERSAÇÃO

53

Ementa: Estudo dos princípios e métodos, de cunho etnometodológico, que
sustentam o funcionamento das trocas comunicativas. Interpretação dos
mecanismos interativos verbais e não verbais engajados na conversação em
diversas situações cotidianas. Descrição da forma de interações formais e
informais.

Bibliografia Básica
CASTILHO, Ataliba Teixeira. A língua falada no ensino de português. São
Paulo: Contexto, 1998.
KERBRAT-ORECCHIONI, Catherine. Análise da conversação: princípios e
métodos. São Paulo: Parábola.
MARCUSCHI. Luiz Antônio. Análise da conversação. São Paulo: Ática, 1998.
PRETI, Dino. Estudos da língua falada: variações e confrontos. São Paulo:
Humanas, 1998.
______, MELO, Deywid Wagner de. (Org.). Retórica e Analise da Conversação:
um encontro possível. Maceió: EDUFAL, 2011.
Bibliografia Complementar:
BENTES, A.C; LEITE, M. Q.(Orgs) Linguística de texto e análise da
conversação: panorama das perspectivas no Brasil. São Paulo: Cortez, 2010
MARCUSCHI, Luiz Antonio. Da fala para a escrita – atividades de
retextualização. 4 ed. São Paulo: Cortez, 2003.
SANTOS, Maria Francisca Oliveira et aliae (Org.). Os elementos verbais e nãoverbais no discurso de sala de aula. Maceió: EDUFAL, 2007.

Disciplina: AQUISIÇÃO DE LINGUAGEM
Ementa: Estudo das relações entre as áreas da Aquisição de Linguagem,
da Lingüística e da Psicologia ao longo do intervalo de tempo que
compreende a criação da disciplina Psicolingüística, em 1954, até os dias
de hoje, buscando destacar as concepções de linguagem e de criança
subentendidas nas diferentes abordagens que serão adotadas pelas
principais teorias empirista, racionalista e sociointeracionista.
Bibliografia Básica

54

CHOMSKY, N. Novos horizontes no estudo da linguagem e da mente.
São Paulo: Ed. UNESP, 2005.
ELLIOT, A J. A linguagem da criança. Trad. de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro:
Zahar, 1982.
LAMPRECHT, R. R. (org.). Aquisição da linguagem. Questões e análises. Porto
Alegre: Edi-PUC RS, 1999.
LEMOS, Maria Tereza G. de. A língua que me falta: uma análise dos estudos
em Aquisição de Linguagem. Campinas, SP: Mercado de Letras; FAPESP:
São Paulo,2002.
PIAGET, J. A linguagem e o pensamento da criança. 4ª ed. revista. Trad. de
Manoel Campos. São Paulo: Martins Fontes, 1986.
Bibliografia complementar
KATO, Mary A. Sintaxe e aquisição na teoria de Princípios e Parâmetros.
Letras de Hoje, Porto Alegre, v. 30, n. 4, p. 57-73, 1995.
PIATELLI-PALMARINI (org.). Teorias da linguagem, teorias da aprendizagem:
o debate entre Jean Piaget e Noam Chomsky. Trad. de Álvaro Cabral. São
Paulo: Cultrix/EDUSP. 1983.
SCARPA, Ester. Aquisição de linguagem. In: Mussalin, F e Bentes, Anna C.
Introdução à lingüística: domínios e fronteiras, v.2. São Paulo: Cortez, 2001. p.
203- 232

Disciplina: GRAMÁTICAS E ENSINO DE LÍNGUAS
Ementa: Estudo das concepções de gramática de acordo com diferentes
correntes de pensamento, relacionando-as com o ensino de línguas e seu fazer
prático. Determinação para professores de línguas e de língua materna (PB) do
lugar a ser ocupado em sua carreira pelas Gramáticas Tradicional, Prescritiva,
Descritiva, Gerativa e de Uso.
Bibliografia Básica
CASTILHO, Ataliba; ELIAS, Vanda Maria. Pequena gramática do português
brasileiro. São Paulo: Contexto, 2012.

BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro:
Lucerna, 1999. BESSE, Henri; PORQUIER, Rémy. Grammaires et Didactiques
des Langues. Paris: Hatier-Crédif, 1984.
CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova gramática
Contemporâneo. Rio de janeiro: Nova fronteira, 1985.

do

Português

55

NEVES, Maria Helena Moura. Que gramática ensinar na escola?: Norma e
uso na língua portuguesa. São Paulo: Contexto, 2013.
POSSENTI, Sírio. Porque (não) ensinar gramática na escola.
Mercado de letras, 1997.

Campinas;

Bibliografia complementar
BECHARA, Evanildo. Gramática: Opressão ou liberdabe? São Paulo: Ática,
2008.
FRANCHI, Carlos. Mas o que é mesmo gramática? São Paulo: Parábola, 2006
LANCELOT; ARNOLD. Gramática de Port-Royal. 1[ ed. Brasileira. São Paulo:
Martins Fontes, 1992.

Disciplina: INTRODUÇÃO À DESCRIÇÃO E ANÁLISE LINGUÍSTICA
Ementa: Visão geral dos métodos de investigação científica da linguagem, a
partir das perspectivas mais gerais de descrição e de explicação dos
fenômenos da linguagem, considerando aspectos como: as áreas da
linguística, os níveis de análise, os métodos de coleta e tratamento de
dados, as categorias de análise. Discussão e problematização de fatos
relativos às teorias linguísticas. Análise linguística de dados.
Bibliografia Básica
SAUSSURRE, F. Curso de linguística geral. São Paulo: Cultrix, 1970.
FIORIN, J. L. (Org.) . Introdução à linguística I. Objetos teóricos. São Paulo:
Contexto, 2002.
FIORIN, J. L. (Org.). Introdução à linguística II. Princípios de análise. São
Paulo: Contexto, 2003.
MUSSALIM, F. e BENTES, A. C. Introdução à linguística 1. Domínios e
fronteiras. São Paulo: Cortez, 2000.
MUSSALIM, F. e BENTES, A. C. Introdução à lingüística 2. Fundamentos
epistemológicos. São Paulo: Cortez, 2004.

Disciplina: INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS CLÁSSICOS
Ementa: Acesso e Familiarização a um repertório de textos representativos da
Antigüidade Clássica de forma a propiciar matéria de reflexão sobre questões
literárias e lingüísticas a graduandos do curso de letras e afins.

56

Bibliografia Básica
ARISTÓTELES; HORÁCIO; LONGINO. A poética clássica. Trad. Jaime Bruna.
São Paulo, Cultriz, 1981.
HAUSER, Arnold. História social da literatura e da arte. Traduzido por Álvaro
Cabral. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
HOMERO. Ilíada. Trad. Carlos Alberto Nunes. Rio de Janeiro, Ediouro, 2003.
HOMERO. Odisséia. Trad. Carlos Alberto Nunes. Rio de Janeiro, Cultrix, 2010.
SÓFOCLES. A trilogia Tebana: Édipo Rei, Édipo em Colono, Antígona. v.1.
Trad. Mario da Gama Cury. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 2001.

Disciplina: INTRODUÇÃO À LÍNGUA ESTRANGEIRA 1
Ementa: Desenvolvimento das quatro habilidades (produção de atos de
fala, recepção de atos de fala, produção escrita e compreensão de leitura), em
língua estrangeira, e das competências linguística e comunicativa via
fundamentação lexical, fonética, fonológica, sintática, semântica e pragmática,
em nível introdutório 1.
Bibliografia Básica
Espanho l
CHOZAS, D. y DORNELES, F. Dificultades del español para brasileños.
Madrid: SM, 2003. (capítulos seleccionados).
DUARTE, C. A Diferencias de usos gramaticales entre español/português.
Madrid: Edinumen, 1999. (capítulos seleccionados).
CALZADO, A. Gramática Esencial – Con el español que se habla hoy
en
España y en América Latina.
Madrid:
SM, 2002. (capítulos
seleccionados).
ARAGONÉS, L. y PALENCIA, R. Gramática de uso de español para
extranjeros.
Madrid: SM, 2003. (capítulos seleccionados).
NÚÑEZ ROMERO-LINARES, B. Tus pasatiempos de
los
españoles. Práctica de las formas verbales. Madrid: Edinumen, 2000.

verbos

Francês
Dictionnaire du français - référence apprentissage.(Le Robert) Paris: Clé
International, 2002.
57

Forum – méthode de français. Paris: Hachette, 2000
Reflets – méthode de français. Paris: Hachette, 2000
Studio 100 - méthode de français. Paris: Didier, 2001
Inglês
CLANDFIELD, Lindsay.
Macmillan: Oxford, 2006.

Straightforward:

elementary

student’s

book.

FLETCHER, Clare. Pronunciation dictionary: study guide. Essex, UK: Longman,
1990.
HANDBOOK of the International Phonetic Association: a guide to the use of the
IPA. Cambridge: Cambridge University, 1999.
LEECH, Geoffrey; SVARTVIK, Jan. A communicative grammar of English.
London: Longman, 1975.
SILVERSTAIN, Bernard. Perfecting the sounds of American English: includes a
complete guide to the IPA. Illinois, USA: NTC, 1997

Disciplina: INTRODUÇÃO À LÍNGUA ESTRANGEIRA 2
Ementa: Paralelamente e simultaneamente ao trabalho com as competências
e habilidades
básicas,
necessárias
ao
desempenho
lingüísticocomunicativo satisfatório nos processos de interação social, a disciplina
busca ampliar e consolidar o trabalho desenvolvido ao longo do primeiro
semestre.
Bibliografia Básica
Espanhol
CHOZAS, D. y DORNELES, F. Dificultades del español para brasileños.
Madrid: SM, 2003. (capítulos seleccionados).
DUARTE, C. A Diferencias de usos gramaticales entre español/português
Madrid: Edinumen, 1999. (capítulos seleccionados).
CALZADO, A. Gramática Esencial – Con el español que se habla hoy en
España y en América Latina. Madrid: SM, 2002. (capítulos seleccionados).
ARAGONÉS, L. y PALENCIA, R. Gramática de uso de español para
extranjeros. Madrid: SM, 2003. (capítulos seleccionados).

58

NÚÑEZ ROMERO-LINARES, B. Tus pasatiempos de los verbos españoles.
Práctica de las formas verbales. Madrid: Edinumen, 2000.
Francês
BÉRARD, Evelyne. Grammaire utile du français, Paris. Hachette. 1989
BOULARÈS, Michèle , FRÉROT, Jean. Grammaire Progressive du Français –
niveau avancé, Paris. Clé International. 1995
CADIOT-CUEILLERON, Jean et alii. GrammaireNiveau supérieurParis.Hachette . 1992.

350 exercices –

DELATOUR,D. Jennepin et alii. Grammaire du français, Paris. Hachette, 1991.
DELATOUR,D. Jennepin et alii ,350 exercices de grammaire, Niveau moyen,
Paris. Hachette. 1987.
Inglês
HUTCHINSON, T. Lifelines Intermediate. Oxford: OUP. 1997 GREENBAUN,
& QUIRK. A student’s grammar of the English language. London: Longman,
1990.
OSHIMA, A & HOGUE, A. Writing academic English. 3a. Edição, London/New
York: Longman, 1999.
BIBER,D.; CONRAD, S.; LEECH,G. Longman student grammar of written
and spoken English. London/New York: Longman, 2002.
SWAN, M. Practical English usage. Oxford: OUP, 1980.

Disciplina: INTRODUÇÃO ÀS LÍNGUAS INDÍGENAS
Ementa: Estudo das línguas indígenas no Brasil, considerando
aspectos sócio- culturais e lingüísticos.
Bibliografia Básica
CUNHA, Manuela Carneiro da (Org.). História dos índios no Brasil. São Paulo:
Companhia das Letras, 1998.
GOMES, Mércio Pereira. Os índios e o Brasil: Ensaio sobre um holocausto e
sobre uma nova possibilidade de convivência. Petrópolis: Vozes, 1988.
MELATTI, Júlio Cezar. Índios do Brasil. São Paulo: Editora Hucitec; Brasília
Editora da UnB, 1987.
RAMOS, Alcida Rita. Sociedades indígenas. São Paulo: Ática, 1986.
59

RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. Línguas brasileiras: para o conhecimento das
línguas indígenas. São Paulo: Loyola, 1986.

Bibliografia complementar
SILVA, Aracy Lopes & GRUPIONI, Luís Donisete Benzi. (Org). A Temática
indígena na escola: novos subsídios para professores de 1º e 2º graus.
Brasília: MEC / MARI / UNESCO,m 1995.
RIOS, Terezinha Azeredo. Ética e interdisciplinaridade. In: FAZENDA. Ivani
Catarina Arantes. (org.). A pesquisa em educação e as transformações do
conhecimento. 7. ed. Campinas, SP: Papirus, 1995.
SILVA, Elisa Ramos da. O desenvolvimento do pensar crítico no ensino da
língua materna: um objetivo de natureza transdisciplinar. In:SILVA, Elisa
Ramos da.(org.) Texto e Ensino. Taubaté,Sp: Cabral Editora e Livraria
Universitária, 2002.

Disciplina: LITERATURA AFRICANA DE LÍNGUA PORTUGUESA (ANGOLA
E CABO VERDE)
Ementa: Estudo de textos (em verso e em prosa) das literaturas angolana
e caboverdiana, com base na problematização dos conceitos de angolanidade
e cabo-verdianidade.
Bibliografia Básica
ABDALA JUNIOR, Benjamin. Literatura, história e política: literaturas de
língua portuguesa no século XX. São Paulo: Ática, 1989.
ANDRADE, Mário de. Origens do nacionalismo africano. 2. ed. Lisboa:
Cultura; Publicações Dom
Quixote, 1998.
EVERDOSA, Carlos. Roteiro da literatura angolana. 2. ed. rev. e atual. Pelo
autor. Lisboa: Edições 70, 1979.
GILROY, Paul. O atlântico negro: modernidade e dupla consciência. São
Paulo: ed.34, 2001
SANTILI, Maria Aparecida. Africanidades. São Paulo: Ática, 1985.
Bibliografia suplementar:
GILROY, Paul. Entre campos: nações, culturas e o fascínio da raça. Trad. Celia
Maria Marinho de Azevedo et al. - São Paulo: Annablume, 200
RISÉRIO, Antonio. Ensaio sobre o texto poético em contexto digital.
Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado; Copene, 1998.
60

VENÂNCIO, José Carlos. Literatura e poder na África
Lusófona. Lisboa:
Ministério de Educação/Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, 1992.

Disciplina: LITERATURA DRAMÁTICA
Ementa: Estudo dos gêneros literários e das relações entre literatura e
dramaturgia com base na leitura e análise de textos: a tragédia grega clássica
(Ésquilo, Sófocles e Eurípides) e a comédia de Aristófanes.
Bibliografia Básica
ARISTÓTELES.

Poética.

São

Paulo:

Ars Poética, 1993.

BRANDÃO, Junito de Souza. Teatro grego: tragédia e comédia. Petrópolis:
Vozes, 1984.
BRANDÃO, Junito de Souza. Teatro grego: origem e evolução. São Paulo: Ars
Poética, 1992.
NUÑEZ, Carlinda Fragale Pate et al. O teatro através da história: o teatro
ocidental. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1994. v. 1.
PAVIS,
1999.

Patrice.

Dicionário

de

teatro.

São

Paulo:

Perspectiva,

Disciplina: LITERATURA INFANTO- JUVENIL
Ementa: Análise crítica de textos infanto-juvenis de variadas literaturas
ocidentais, em verso e em prosa, desde o momento da formação da
sociedade burguesa européia, no século XVIII, e seus vínculos com a
dimensão ético-pedagogia da época, até a contemporaneidade, com a
redefinição estética desse campo literário. Apreciação crítica de formas
narrativas populares, particularmente aquelas veiculdas pela literatura de
cordel
Bibliografia Básica
ARIÈS, Philippe. História social da criança e da família. Trad. de Dora
Flaksman. 2. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos
Editora
S.A.1981.
LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura à leitura do mundo. São Paulo: Ática,
1993.
LAJOLO, Marisa; ZILBERMAN, Regina. Literatura infantil brasileira: história
& histórias. São Paulo: Ática, 1984.

61

ZILBERMAN, Regina; MAGALHÃES, Lígia Cademartori. Literatura infantil:
autoritarismo e emancipação. São Paulo: Ática, 1982.
ZILBERMAN, Regina; SILVA, Ezequiel Theodoro da. (Orgs.). Leitura:
perspectivas interdisciplinares. São Paulo: Ática, 1988. (Fundamentos, 42).

Disciplina: POÉTICAS INTERARTES
Ementa: Reflexão crítica sobre relações possíveis entre diferentes
manifestações poéticas e campos do conhecimento com ênfase no contexto do
experimentalismo verbivocovisual.
Bibliografia Básica
CALVINO, Italo. Seis propostas para o próximo milênio. Tradução de Ivo
Barroso. São Paulo: Companhia das das Letras, 1990.
CAMPOS, Haroldo. O arco-íris branco. Rio de Janeiro: Imago, 1997.
CANCLINI, Nestor. Leitores,espectadores, internautas. São Paulo:
Observatório Itaú Cultural/Iluminuras, 2008 (Disponível em:
http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2806)
http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2806)
COELHO, Teixeira. A cultura e seu contrário. São Paulo: Iluminuras, 2009.
(Disponível em: http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2806).
http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2806)
MENEZES, Philadelpho. A crise do passado. São Paulo: Experimento, 1994.
Bibliografia complementar
COMPAGNON, Antoine. O trabalho da citação. Tradução de Cleonice P. B.
Mourão. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2007.
SELIGMAN-SILVA, Márcio. O local da diferença: ensaios sobre memória, arte,
literatura e tradução. São Paulo: Editora 34 , 2006.

Disciplina: SOCIOLINGUÍSTICA
Ementa: Estudo da relação entre língua e sociedade. As noções de erro,
norma e preconceito linguístico. Conceitos básicos e fundamentais para a
análise da variação linguística. Aspectos teóricos e metodológicos da análise
variacionista. Variação linguística na sala de aula. Desenvolvimento de
pesquisas variacionistas.

62

Bibliografia Básica
BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Educação em língua materna:
sociolingüística na sala de aula. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.

a

CALVET, Luis-Jean. Sociolingüística: uma introdução crítica. São Paulo:
Parábola Editorial, 2002.
LABOV, William. Padrões sociolinguísticos. São Paulo: Parábola, [1972] 2008.
MOLLICA, Maria Cecília e BRAGA, Maria Luiza (orgs.). Introdução à
sociolingüística: o tratamento da variação. São Paulo: Contexto, 2003.
TARALLO, F. A pesquisa sociolingüística. São Paulo: Ática, 2007.
Bibliografia complementar
BAGNO, Marcos. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação
lingüística. São Paulo: Parábola Editorial, 2007.
LEITE, Yonne e CALLOU, Dinah. Como falam os brasileiros. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Ed., 2004.

Disciplina: TÓPICOS EM ESTUDOS LINGUÍSTICOS
Ementa: Conteúdo variável de acordo com o assunto a ser tratado no
semestre, tendo em vista o aprofundamento dos estudos linguísticos em
tópicos específicos.
Bibliografia Básica: Móvel, de acordo com a orientação do professor em
determinada oferta acadêmica.

Disciplina: TÓPICOS EM ESTUDOS LITERÁRIOS
Ementa: Conteúdo variável, tendo em vista o aprofundamento dos estudos
literários em tópicos específicos, tais como elementos temáticos e/ou técnicos
do fazer literário e poético.
Bibliografia Básica: Móvel, de acordo com a orientação do professor em
determinada oferta acadêmica.

Disciplina: ANÁLISE DO DISCURSO
Ementa: Estudo da relação discurso, sujeito, história e ideologia e sua
materialização por meio dos diversos textos e respectivos gêneros. O sujeito e
a práxis discursiva na relação objetividade e subjetividade (Atravessamentos
63

discursivos). Análise do Discurso na relação sujeito e o(O)utro, práticas sociais
e concepção de história. Questões teórico-metodológicas da AD e sua
distinção da ACD. O discurso como estrutura e acontecimento. Introdução à
análise de materialidades discursivas.
Bibliografia Básica
BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e Filosofia da Linguagem. São Paulo: HUCITEC,
1986.

FIORIN, José Luiz. Linguagem e ideologia. 8ª ed. São Paulo: Ática, 2004.
NAVARRO, Pedro (Org.) O discurso nos domínios da linguagem e da
história. São Carlos: Editora Claraluz, 2008.
ORLANDI, Eni. A linguagem e seu funcionamento. Campinas: Pontes, 1996.
PÊCHEUX, Michel. O Mecanismo dos (des) conhecimento ideológico. In
ZIZEK, Slavoy (Org.). Um mapa da Ideologia. Rio de Janeiro: Contraponto,
1996.
Bibliografia complementar
BRANDÃO, Helena H. Nagamine. Introdução a análise do discurso. 7. ed.
Campinas: UNICAMP, 1999.
FAIRCLOUGH, Norman. Discurso e mudança social. Brasília: UnB, 2001.
PÊCHEUX, Michel. Discurso: estrutura ou acontecimento. Campinas: Pontes,
2002.

Disciplina: LINGUÍSTICA DE TEXTO
Ementa: Análise de aspectos textuais e discursivos em textos, falados e
escritos, do português. Contribuições dessa análise para o ensino da leitura e
da escrita.
Bibliografia:
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes: 2004.
BENTES, A.C; LEITE, M. Q.(Orgs) Linguística de texto e análise da
conversação: panorama das perspectivas no Brasil. São Paulo: Cortez, 2010.
KOCH, I. V. Introdução à lingüística textual. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

64

MARCUSCHI, Luiz Antonio. Produção textual, análise de gêneros e
compreensão. São Paulo: Parábola, 2008.
______. Linguística textual: o que é e como se faz? São Paulo: Parábola, 2012

Bibliografia Complementar
BENTES, Anna Christina. Referenciação e discurso. São Paulo: Contexto,
2005.
BRAIT, B. Estudos enunciativos no Brasil – Histórias e Perspectivas.
Campinas: Pontes, 2001
KOCH, I. V. A inter-ação pela linguagem. São Paulo: Contexto, 1995.

65

7.

ESTÁGIO SUPERVISIONADO

ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO
A partir do quinto semestre, o aluno começa a realizar atividades de
estágio supervisionado, as quais se estendem até o último semestre. O curso
de Letras objetiva formar um profissional atuante, crítico, capaz de transitar
pelas esferas do saber, aliando conhecimento, valores sócio-culturais e
necessidades individuais dos alunos. Essa formação só pode ser atingida
através de uma prática que viabilize um real contato entre estágio e instituições
educacionais. É no seu local de estágio que o aluno poderá entender a
significação da escola e o laço que esta possui com sua comunidade,
percebendo como deve ajustar o conteúdo curricular, adquirido no Ensino
Superior, à sala de aula do Ensino Fundamental ou Médio. O estágio
supervisionado envolve quatro momentos: prática inicial, prática intermediária,
processos

pedagógicos

e

prática

docente,

distribuídos

nos

estágios

supervisionados 1, 2, 3 e 4, como indicados a seguir:

Estágio Supervisionado 1 e 2
O Estágio Supervisionado 1 refere-se à prática inicial e envolve a
observação em sala de aula de Língua e de Literatura, em escolas,
necessariamente e conta com um total de 160h de atividades: 40h teóricas e
120h práticas. Englobando os trabalhos previstos nos estágio supervisionados
1 e 2. A prática intermediária e processos pedagógicos, constantes do estágio
2, envolvem além da observação e da pesquisa educacional, co-participação
em sala de aula do Ensino Fundamental (do 6º ao 9º ano) e/ou Ensino Médio
(do 1º ao 3º ano), da Educação Básica, prevista no estágio supervisionado 2.
66

Estágio Supervisionado 3 e 4
Os Estágios Supervisionados 3 e 4 contam com uma carga horária de
240h de atividades: 80h teóricas e 160h práticas. A prática docente envolve
observação,

planejamento,

co-participação

e,

ao

menos,

duas

aulas

supervisionadas e avaliadas por professores regentes da turma da escola
escolhida para estágio, atividades comprovadas a partir de documento de
avaliação. As aulas indicadas deverão ocorrer em turmas do Ensino
Fundamental 2 (do 6º ao 9) e do Ensino Médio. Além disso, o aluno deverá
ministrar, pelo menos, duas micro-aulas em sua própria sala de aula sob
supervisão e avaliação do professor de Estágio 1 e 2, respectivamente. Todas
as atividades desenvolvidas ao longo do estágio devem ser relatadas em um
relatório final.

ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO
O estágio curricular não obrigatório observará as determinações da Lei
de estágio (Lei Federal nº. 11.788), das Resoluções do CONSUNI da UFAL e
deliberações do Colegiado do Curso de Letras da UFAL.

Será escolhido, dentre os professores que compõem o colegiado do
curso, um coordenador de estágio, a quem caberá o acompanhamento das
atividades de estágio obrigatório e não obrigatório, no âmbito do curso de
Letras da UFAL Arapiraca. As demais condições e prerrogativas para o estágio
curricular obrigatório e não-obrigatório seguem o que determinam a Lei de
Estágio (Lei Federal nº. 11.788), a resolução Nº 71/2006- CONSUNI/UFAL e
as deliberações do Colegiado do Curso, que juntos disciplinam os estágios
curriculares dos cursos de graduação da UFAL.

67

8. TRABALHO DE CONCLUSAO DE CURSO – TCC

É condição para a finalização do curso de graduação em Letras/Língua
Portuguesa a apresentação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
Esse trabalho deve constituir resultado de uma pesquisa desenvolvida pelo
aluno sobre tema na área de estudos linguísticos ou literários, ensinoaprendizagem de língua materna e de literatura de língua portuguesa.

A pesquisa de que resultará o TCC deverá ser iniciada no quinto semestre do
curso (a partir de um projeto de pesquisa a ser desenvolvido na disciplina
Pesquisa Educacional) e será acompanhada por um professor-orientador e
supervisionada pelo coordenador do TCC, professor designado especialmente
para esta função, a quem compete ainda o encaminhamento de todos os
procedimentos necessários para o adequado desenvolvimento do trabalho
realizado pelo aluno.

O TCC corresponde a 60 horas relógio, que serão integralizadas na carga
horária total do curso. O TCC será regido pela Resolução NDE/Letras
UFAL/Arapiraca nº 01, de 18 de junho de 2013.

68

9. ATIVIDADES ACADËMICO-CIENTÍFICO-CULTURAIS

As atividades complementares objetivam atender outras exigências de um
curso que almeja formar profissionais de ensino5. Incluem-se aí atividades de
caráter científico, cultural e acadêmico, que, articuladas ao processo formativo
do professor, possam enriquecer essa formação. São previstas 200 horas de
atividades (seminários, participação em eventos científicos, monitorias,
iniciação à pesquisa, projetos de ensino, estudos afins etc), que podem ser
oferecidas pelo próprio curso, por qualquer outro setor acadêmico da UFAL,
ou ainda, por qualquer outra instituição de ensino superior reconhecida no
país.

O aluno de Letras da UFAL, além das atividades e aulas obrigatórias previstas
para sua formação, pode ainda participar de programas de pesquisa e
extensão, como outras atividades complementares a sua qualificação
profissional. O curso de Letras – Língua Portuguesa (Licenciatura) da UFAL do
campus Arapiraca possui hoje um programa de pesquisa para os graduandos:
PIBIC.

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), financiado
pelo CNPQ e pela própria UFAL, é um programa centrado na iniciação
científica de novos talentos em todas as áreas do conhecimento. É voltado
para o aluno de graduação, como incentivo a sua formação. Privilegia a
participação ativa de bons alunos em projetos de pesquisa com qualidade
acadêmica, mérito científico e orientação adequada, individual e continuada,
que culminam com um trabalho final avaliado e valorizado.

Os objetivos das atividades de pesquisa previstas por esse programa (PIBIC)
estão em consonância com os objetivos do Programa de Pós-Graduação em
Letras e Lingüística (PPGLL), oferecido pela Unidade Acadêmica de Letras,
campus A.C. Simões, o que permite grande integração graduação e pós. Além

5

Também em conformidade com o Parecer CNE/CP 28/2001.

69

disso, os projetos de pesquisa vinculados ao Programa (PIBIC) estão
preocupados em realizar pesquisas científicas que envolvam, de certa maneira,
a comunidade local e apontem resultados sobre características linguísticas da
região na qual os discentes estão inseridos.

No tocante à extensão, vem sendo desenvolvidos projetos e cursos que
proporcionem o intercâmbio dos conhecimentos produzidos pela Universidade
e a comunidade em que está inserida.

70

10. AVALIAÇÃO

Entende-se por avaliação um processo contínuo de geração de informações
que norteiem as ações pedagógicas e a gestão acadêmica, visando ao
crescimento qualitativo do curso. Esse processo permite que todos avaliem e
sejam igualmente avaliados nas seguintes dimensões:

a) avaliação do projeto pedagógico;
b) avaliação do corpo discente;
c) avaliação do corpo docente;
d) avaliação externa.

O curso de Letras da UFAL/Campus Arapiraca deve passar periodicamente por
um processo de avaliação interna, visando garantir a abertura para possíveis
reajustes e futuras reformulações. Uma comissão interna de avaliação,
formada por docentes e representantes discentes, designada para este fim
avaliará, a partir de critérios e recursos previamente discutidos pela
comunidade acadêmica, os seguintes aspectos:

a) o contexto do curso – campo de trabalho, perfil do ingressante;
b) finalidade do curso – alcance dos objetivos e das estratégias, evolução
das áreas do conhecimento pertinentes ao curso;
c) resultado do projeto do curso – índice de evasão, reprovação e desempenho
dos egressos;
d) aspectos técnico-administrativo acadêmicos – qualificação e desempenho
dos professores e profissionais técnico-administrativo;
e) instalações físicas.

A avaliação permanente do Projeto Pedagógico do Curso a ser implementado
com esta proposta é importante para aferir o sucesso do novo currículo para o
curso, como também para certificar-se de alterações futuras que venham a
melhorar este projeto, uma vez que o projeto é dinâmico e deve passar por
constantes avaliações.
71

Os mecanismos a serem utilizados deverão permitir uma avaliação institucional
e uma avaliação do desempenho acadêmico – ensino e aprendizagem – de
acordo com as normas vigentes, viabilizando uma análise diagnóstica e
formativa durante o processo de implementação do referido projeto. Deverão
ser utilizadas estratégias que

possam efetivar a discussão ampla do projeto

mediante um conjunto de questionamentos

previamente ordenados que

busquem encontrar suas deficiências, se existirem. No que diz respeito à
avaliação de rendimento escolar, o curso segue as instruções normativas da
UFAL.

A avaliação do desempenho docente será efetivada pelos alunos/disciplinas
fazendo uso de formulário próprio e de acordo com o processo de avaliação
institucional. O Curso será avaliado também pela sociedade através da
ação/intervenção docente/discente expressa na produção e

nas

atividades

concretizadas no âmbito da extensão universitária em parceria com indústrias
alagoanas e em estágios curriculares não obrigatórios.

O roteiro proposto pelo INEP/MEC para a avaliação das condições de
ensino também

servirá

de

instrumento

para

avaliação,

sendo

o

mesmo constituído pelos seguintes tópicos:

1. Organização didático-pedagógica: administração acadêmica, projeto do
curso, atividades acadêmicas articuladas ao ensino de graduação;
2. Corpo docente: formação profissional, condições de trabalho; atuação e
desempenho acadêmico e profissional;
3. Infra-estrutura: instalações gerais, biblioteca, instalações e laboratórios
específicos.

72

11. REFERÊNCIAS
BENVENISTE, Émile. Problemas de lingüística geral I e II. Campinas: Pontes,
1988
BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 43. ed. São Paulo:
Cultrix,
2006.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988 . 2ª ed. Rio de
janeiro: Expressão e Cultura, 2002.
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica. Brasília.
Conselho
Nacional de Educação.2001.
BRASIL. Lei de diretrizes e bases da educação nacional: (Lei 9.394/96) /
apresentação Carlos Roberto Jamil Cury. 4ª ed.- Rio de Janeiro: DP & A, 2001.
BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Brasília. Presidência da
República.2003.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino
fundamental: língua portuguesa. Brasília, SEF/MEC, 1998.
BRASIL. Plano Nacional de Educação. Brasília. Senado Federal, UNESCO,
2001.
BRZEZINSKI, Iria (Org.) LDB interpretada: diversos olhares se entrecruzam.
São
Paulo:Cortez, 2000.
CALVET, Louis-Jean. Las
1997.

políticas lingüísticas. Buenos Aires: Edicial,

CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária.
5. ed. rev. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1976
CAVALCANTI, M. & MOITA LOPES, L. P. Implementação da pesquisa na sala
de
aula de línguas no contexto brasileiro. Trabalhos em Lingüística Aplicada.
Campinas, n. 17, 1991.
FREITAS, Alice Cunha de; CASTRO, Maria de Fátima F. (Orgs.). Língua e
literatura: ensino e pesquisa. São Paulo: Contexto, 2003.
GADOTTI, Moacir e ROMÃO, José Eustáquio. Autonomia da escola: princípios
e propostas. Guia da escola Cidadã. São Paulo: Cortez, 1997. pp 33-41

73

GERALDI, J. W. Linguagem e ensino. Exercícios
divulgação. Campinas: Mercado de Letras, 1996.

de

militância

GREGORY, Michael; CARROLL, Susanne. Language and
language
and society. London, UK: Western Printing Services Ltd, 1978.

e

situation:

HAGÈGE, Claude. Halte à la mort des langues. Paris: Ed. Odile Jacob, 2001
KRAMSCH, Claire. Context and Culture in Language Teaching. Oxford: OUP,
2000.
LAZAR, Gillian. Literature and Language Teaching. Cambridge. CUP, 1993
LICERAS, J.M., La adquisición de las lenguas extranjeras. Madrid, Visor, 1992,
pp.
143-152.
LYONS, John. Lingüística. Linguagem e lingüística: uma introdução. Rio de
Janeiro, Rio de Janeiro: Zahar, 1982
MARTIN, Robert. Para entender a lingüística: epistemologia elementar de uma
disciplina. Tradução de Marcos Bagno. São Paulo, São Paulo: Parábola, 2003.
p.
161-180.
MEC. Orientações curriculares para o Ensino
códigos e
suas
tecnologias.
www.portal.mec.gov.br/seb.
http://www.portal.mec.gov.br/seb

Médio.
Linguagens,
Disponível
em:

NUÑEZ, Carlinda Fragale Pate et al. O teatro através da história: o teatro
ocidental. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1994. v. 1
PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens.
Porto
Alegre: Artes Médicas, 1999
RIVENC, Paul. Pour aider à communiquer dans une langue étrangére. Paris:
Didier Éruditions, et Centre International de Phonétique appliquée. 2001
RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. Línguas brasileiras: para o conhecimento das
línguas indígenas. São Paulo: Loyola, 1986
SILVA, Aracy Lopes & GRUPIONI, Luís Donisete Benzi. (Org). A Temática
indígena na escola: novos subsídios para professores de 1º e 2º graus.
Brasília: MEC / MARI / UNESCO,m 1995.
SILVA, Vitor Manuel de Aguiar e. Teoria da literatura. São Paulo: Martins
Fontes, 1976.
74

TRUDGILL, Peter. Socilinguistics: an introduction. Great Britain: Penguin
Books, 1974
VEIGA, I. P. A. e FONSECA, Marília (Orgs.) As dimensões do projeto político
pedagógico. São Paulo: Papirus, 2001
VVAA. Hispanismo 2002. Lengua, literatura y cultura.
Humanitas/Associação Brasileira de Hispanistas, 2004.

São

Paulo:

75

ANEXO 1 – GUIA DE REALIZAÇÃO DOS PROJETOS INTEGRADORES

DISCIPLINA: PROJETOS INTEGRADORES
CARGA HORÁRIA: 40 HORAS POR SEMESTRE
SEMESTRE: 3-8

EMENTA: Elemento integrador das disciplinas de cada semestre letivo
estruturado a partir de atividades interdisciplinares em conformidade com a
especificidade de cada curso.

PROPOSTA: Integrar as diferentes áreas de conhecimento dos cursos de
Letras (e áreas afins, quando necessário).

REALIZAÇÃO: A proposta da disciplina será realizada através de elaboração
de projetos que deverão integrar duas ou mais disciplinas do semestre ao qual
o projeto se refere.

EXECUÇÃO:
1. Cada turma de Projetos Integradores tem um/a professor/a, que é
responsável pelos aspectos formais (receber dos professores as inscrições de
temas e de alunos inscritos para o seu projeto, repassar essas inscrições à
Coordenação de Letras, supervisionar, convocar reuniões, organizar e divulgar
atividades vinculadas aos PIs).

2. Todos os professores (inclusive substitutos) podem propor um tema para o
desenvolvimento de um projeto no semestre em curso. O tema do projeto pode
estar vinculado ao tema geral proposto pelo professor responsável pelo PI ou
pode ser escolhido pelo professor que se propuser a orientar um determinado
grupo de alunos.

3. Para que haja a integração desejada entre as disciplinas, é necessário que
todos os professores disponham-se a colaborar com qualquer projeto quando a
76

sua competência se fizer necessária para o desenvolvimento do projeto em
questão.

4. O professor propõe o tema aos alunos e inscreve o seu grupo de trabalho.
Essa inscrição será feita em duas vias, que são entregues ao professor
responsável pelo PI. Uma das vias é encaminhada para ser arquivada na
coordenação dos cursos de Letras.

5. Como a carga horária da disciplina é de 40h, todas as propostas de trabalho
devem ser inscritas até 16ª hora cursada.

6. O número de alunos por equipe para um projeto é de, no mínimo, 5 e, no
máximo, 10 alunos.

7. A nota final do PIs resulta da avaliação de:
a) um trabalho escrito individualmente;
b) uma apresentação em forma de comunicação oral, entre 15 a 20 minutos,
(acatam-se outras formas de apresentação, desde que sejam julgadas
adequadas pelo professor responsável pelo PI) na semana de avaliação de
projetos;
c) a frequência do aluno às apresentações dos trabalhos na semana. (Dado
que as apresentações dos trabalhos visam a estimular o debate entre
estudantes e professores, espera-se que a presença dos estudantes não se
restrinja a sua própria apresentação.)

7. A avaliação é feita da seguinte forma:
a) a nota do trabalho escrito é atribuída pelo professor responsável pelo PI.
b) a nota da apresentação dos trabalhos é atribuída pela comissão
examinadora (que será composta pelo professor responsável pelo PI e por
outro professor que tenha lecionado daquele semestre).
c) a nota da frequência do aluno é atribuída pela presença a todas as
apresentações de PIs do seu respectivo turno.

77

O resultado final é a média ponderada das notas do professor orientador
(peso:4); da média aritmética das notas dos professores da comissão
examinadora (peso:4); e a frequência do aluno durante as apresentações dos
trabalhos (peso 2):

8. O professor que fará parte da comissão examinadora é definido após a
inscrição dos projetos.

9. Os casos omissos são analisados pelo professor responsável pelo PI,
juntamente com a coordenação do curso de Letras.

78