ANAIS X SENAR 2018.pdf
ANAIS X SENAR 2018.pdf
Documento PDF (942.4KB)
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UFAL | Arapiraca | AL
Realização:
Curso de Bacharelado em Enfermagem
Centro Acadêmico A Voz da Enfermagem – Gestão A Luta Persiste 2017/2018
ISSN 2595-2447
Sóstenes Ericson & Adriana Maria Adrião dos Santos
(Orgs.)
09, 10 e 11 de maio de 2018
UFAL | Arapiraca | AL
ANAIS
Arapiraca/AL
2018
Coordenação
Profa. Drª Ana Paula Nogueira de Magalhães – UFAL
Profa. Ma. Andreivna Kharenine Serbim - UFAL
Prof. Dr. Diego de Oliveira Souza – UFAL
Prof. Dr. Sóstenes Ericson – UFAL
Comissão Organizadora
Centro Acadêmico A Voz da Enfermagem – A Luta Persiste 2017-2018
Adriana Maria Adrião dos Santos – Coordenação Geral
Alexandre Wendel Araújo Moura – Coordenação Geral
Ayse Raphaelle Rodrigues de Melo – Coordenação Geral
Bárbara Leão Barros – Coordenação de Arquivo e Secretaria
Bruna Brandão dos Santos – Coordenação de Arquivo e Secretaria
Jameson dos Santos Rodrigues – Coordenação de Arquivo e Secretaria
Janine Giovanna Pereira Chaves – Coordenação de Finanças
Magda Vitória Nunes da Silva – Coordenação de Finanças
Márcia Gleica Santana Marcelino – Coordenação Geral
Maria Layanne dos Santos Lima – Coordenação de Finanças
Maria Mylena Costa Franco – Coordenação de Comunicação e Eventos
Higo José da Silva – Coordenação de Comunicação e Eventos
Estudantes de Enfermagem – UFAL/Campus Arapiraca
Alexandre Pedro da Silva Barbosa
Everly Santos Menezes
Genival Leite da Silva
Ismael Silva Pereira
Lilian De Oliveira Nascimento Pereira
Maria Andryelle Santos Silva
Maria Erineide dos Santos
Marcius Roberto Angelino Cavalcante
Monikelly Carmo da Silva
Ririslâyne Barbosa da Silva
Taynara Laizza dos Santos
Viviane Karla Nicácio Bezerra
Ficha Catalográfica
Semana de Enfermagem em Arapiraca – SENAr
Anais da IX Semana de Enfermagem em Arapiraca – SENAr/Organizado
por Sóstenes Ericson e Adriana Maria Adrião dos Santos. Arapiraca/AL.
Universidade Federal de Alagoas, 2018.
Resumo Simples.
1. O processo de cuidar baseado nas necessidades de saúde da população, no
avanço do conhecimento e na estruturação das políticas de saúde. 2. A
História e a Contemporaneidade do processo de cuidar. Evento. X Semana de
Enfermagem em Arapiraca – SENAr.
ISSN 2595-2447
Em memória de
Débora Afra Borges Vasconcelos
&
Jêniffa Jania de Lira Santos
Editorial
A Semana Brasileira de Enfermagem (SBEn) é celebrada anualmente e foi instituída em
1940, pela Escola de Enfermagem Anna Nery, tendo sido idealizada por sua então Diretora Laís
Netto dos Reys. O dia 12 de maio celebra o nascimento de Florence Nightingale, em 1820. No dia 12
de maio, comemora-se também o Dia Internacional da Enfermeira, tendo sido instituído no Brasil,
em 1938, pelo Presidente Getúlio Vargas. O dia 20 de maio rememora o falecimento de Anna Nery,
em 1880, sendo esse período oficializado como a “Semana da Enfermagem”, desde 12 de maio de
1960, pelo Presidente Juscelino Kubitschek, através do Decreto 48.202.
O Curso de graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas/Campus
Arapiraca, criado em 2006, comemorou a Semana Brasileira de Enfermagem pela primeira vez em
2008. Em sua X edição, a Semana de Enfermagem de Arapiraca (SENAR) foi realizada no período
de 09 a 11 de maio de 2018, adotando o tema da SBEn “Boas práticas de enfermagem e a construção
de uma sociedade democrática”. O evento contou com a participação de convidados e inscritos de
diversas instituições. Entendendo a necessidade de divulgação científica e de teorização no campo de
enfermagem, a Comissão Organizadora apresenta os Anais da X SENAR, como contribuição à
pesquisa, como também à memória do Curso de Enfermagem da UFAL/Campus Arapiraca.
Prof. Dr. Sóstenes Ericson
Coordenador Geral da X SENAr, Arapiraca/AL, 2018.
PROGRAMAÇÃO
Turno
Manhã
Quarta-feira
10/05
08h às 09h – Credenciamento e Café com música
09h às 09h45 – Cerimônia de Abertura
09h45 às 10h45 – Conferência “A centralidade da
Enfermagem nas dimensões do cuidado” – Enf.º
Me. James Farley Estevam – Pres. da ABEn/AL
10h45 às 11h – Intervalo
11h às 12h – Debate
Participantes:
Prof.ª Dra. Belmira Magalhães – UFAL
Prof. Enf. Dr. Jean Marinho Vital – Hospital
Geral do Agreste/Arapiraca
Mediador: Prof. Dr. Sóstenes Ericson - UFAL
Quinta-feira
11/05
08h às 09h – Café com música
Sexta-feira
12/05
08h às 09h – Café com música
09h às 11h – Mesa “Políticas
sociais na atual conjuntura”
09h às 10h – Mostra de Extensão – Coord. Prof.ª
Dra. Karol Fireman – UFAL; Profa. Ma. Patrícia
de Paula Alves Costa da Silva – UFAL.
Participantes:
Prof. Me. Daniel Alves – UNEAL
Prof.ª Dra. Silvana Medeiros –
Serviço Social/UFAL
Enf.ª Prof.ª Ma. Danielly dos
Anjos
Cardoso
–
ESENFAR/UFAL
. III EnfPed – Encontro de Enfermagem
Pediátrica de Arapiraca (Local: Auditório)
13h30 às 15h30 – Workshop “Preparando jovens
socorristas no âmbito escolar”.
Ministrantes:
Enf.ª Ma. Patrícia de Paula Costa da Silva –
UFAL e membros do Projeto “Preparando jovens
socorristas em uma escola pública de
Arapiraca/AL”;
13h30 às 15h30 – Minicurso “Avaliação clínica
do neonato com Síndrome de Abstinência
Neonatal” (Local: Sala 17/Bloco B)
Ministrantes:
Enf.ª Prof.ª Ma. Renise Bastos Farias Dias UFAL;
Enf.ª Prof.ª Ma. Sandra Taveiros de Araújo –
UFAL
Enf.ª Prof.ª Esp. Rosa Patrícia Gomes Tenório
Omena Rodrigues - UFAL
15h30 às 17h – Mesa-Redonda – O cuidado de
enfermagem em urgência e emergência pediátrica
e neonatal.
. Palestrantes:
Enf. Mda. Jéssyca Karen Campos Januário –
UFAL
Enf.ª Mda. Marcela Barbosa de Farias – UFAL
Enf.ª Esp. Simone Vieira Ferraz – SMS/Palmeira
dos Índios/AL
. Apresentação de Trabalhos – Sala 01/Bloco A
Prof. Ddo. Guilmer Brito Silva – CIED/UFAL
Enf.ª Prof.ª Dda. Cintia Bastos - UFAL
Coord. Enf. Prof. Dr. Diego Souza – CIED/UFAL
11h
às
12h
–
Palestra
“Experiencia de cuidados con
parteiras”.
Enf.ª Prof.ª Ma. Claudia Figueroa
Ibarra/Universidad de Sonora,
México.
Tarde
– Mesa-Redonda “Tecnologia da informação e uso
de metodologias ativas na formação em saúde e
em enfermagem”
Apresentação de Trabalhos
(Auditório)/Minicursos (Salas)
10h20 às 12h – Roda de Conversa sobre perfil
profissional e mercado de trabalho em
enfermagem – Local: Pátio do Campus Arapiraca.
Convidados/as: Egressos/as do Curso e
COREn/AL
Mostra Cultural – CAVEn
Minicursos
1. Saúde do Trabalhador
3. Protocolo de avaliação da Síndrome de
Estuda o processo saúde-doença e sua relação
Abstinência Neonatal (SAN)
com o trabalho, assim como as respostas
Abordagem
sociais dadas pelo Estado e pela sociedade
toxicodependente. Manifestações clínicas da
civil. Aprofunda discussões sobre as políticas
SAN. Instrumento de avaliação de RN com
relacionadas à saúde do trabalhador no âmbito
SAN. Principais tratamentos da SAN
do
Quarta-feira, 13h30 às 17h
SUS
e
seu
instrumento
teórico-
e
cuidado
à
família
metodológico.
Sala 17, bloco B
Quarta-feira, 13h30 às 17h
Vagas: 30
Sala 13, bloco B
Enf.ª Prof.ª Ma. Renise Bastos Farias Dias -
Vagas: 30
UFAL; Enf.ª Prof.ª Ma. Sandra Taveiros de
Enf. Prof. Dr. Diego Souza - UFAL
Araújo – UFAL e Enf.ª Prof.ª Esp. Rosa
Patrícia Gomes Tenório Omena Rodrigues -
2. Vigilância Epidemiológica no SUS:
UFAL
avanços e retrocessos
Estuda a vigilância epidemiológica como
4. Processos de enfermagem vivenciados na
importante instrumento para a prevenção e
temática Saúde da Mulher
controle das doenças e agravos que afetam a
Estudos
população brasileira; a relação entre a
enfermagem, vivenciados na temática saúde
vigilância epidemiológica e os serviços de
da mulher, à luz da Sistematização da
saúde; a atual agenda política para promover a
Assistência de Enfermagem com base na
redução das estratégias e serviços de saúde
CIPE.
ofertados à população e seus reflexos sobre a
Quinta-feira, 13h30 às 17h
vigilância.
Sala 01, bloco A
Quarta-feira, 13h30 às 17h
Vagas: 40
Sala da EaD/Bloco C
Enf.ª Prof.ª Ma. Nirliane Ribeiro Barbosa -
Vagas: 25
UFAL; Enf.ª Prof.ª Ma. Luciana de Amorim
Enf.ª Prof.ª Dra. Ana Paula Nogueira de
Barros - UFAL; Enf.ª Prof.ª Ma. Sandra
Magalhães - UFAL; Enf.ª Prof.ª Ma.
Taveiros de Araújo- UFAL; Enf.ª Prof.ª Esp.
Francisca Nunes - UFAL; Enf.ª Esp. Julliane
Rosa Patrícia Gomes Tenório Omena
Bispo Pereira – UFAL/SMS Arapiraca.
Rodrigues - UFAL
e
elaboração
dos
processo
de
5. Gênero, discurso, enfermagem:
Prof.ª Dra. Elaine Virgínia Martins de Souza
mecanismos de controle social de corpos e o
Figueiredo - UFAL; Mon. Bruna Brandão dos
trabalho em enfermagem
Santos e Alexandre Wendell Araújo Moura -
Estudo discursivo dos mecanismos de controle
UFAL
social de corpos, especialmente considerando
o trabalho em enfermagem, segundo uma
7. Segurança do paciente
perspectiva de gênero.
Breve introdução à segurança do paciente.
Quinta-feira, 13h30 às 17h
Conceitos. Princípios básicos em segurança do
Sala da EaD/Bloco C
paciente. Segurança e qualidade na assistência
Vagas: 20
à saúde. Tipos de erros: conceitos básicos,
Enf. Prof. Dr. Sóstenes Ericson – UFAL e
causas, melhores práticas. O papel da equipe
Prof.ª Drda. Silvana Mª de Barros Santos –
na assistência à saúde. Estratégias para a
UFAL - CESMAC/Maceió
redução de erros e para a solução. A cultura da
segurança. O envolvimento do paciente como
estratégia de segurança.
6. Técnicas básicas de biologia molecular e
suas aplicações para a enfermagem
Quinta-feira, 10 de Maio de 2018
Serão realizadas as técnicas básicas de
extração
de
DNA,
gel
de
agarose
e
eletroforese; além disso será discutida a
importância
dessas
técnicas
para
enfermagem como ciência.
Quinta-feira, 13h30 às 17h
Laboratório de Biologia Molecular e
Expressão Gênica
Vagas: 06
a
13h30 às 17h
Sala 09, bloco B
Vagas: 20
Enf.ª Prof.ª Dra. Janaina Ferro Pereira UFAL
SUMÁRIO
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA
POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS
POLÍTICAS DE SAÚDE .................................................................................................................... 8
O (DES) CONHECIMENTO SOBRE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: CONTRIBUIÇÕES PARA A
SAÚDE MATERNO-INFANTIL .......................................................................................................... 9
UM OLHAR PARA AUTOESTIMA NA ADOLESCÊNCIA: relato de experiência ........................ 15
PREPARAÇÃO PARA O PARTO DURANTE AS CONSULTAS DE ENFERMAGEM NO PRÉNATAL: uma abordagem necessária ................................................................................................... 18
EMPODERAMENTO DE GESTANTES NA UBS SÃO CRISTOVÃO II: RELATO DE
EXPERIÊNCIA ................................................................................................................................... 22
A CONSTRUÇÃO DE DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM EM UMA UNIDADE BÁSICA DE
SAÚDE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ..................................................................................... 25
CONSULTA DE ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA NO RASTREAMENTO DE CA NO
COLO UTERINO: Relato de Experiência ........................................................................................... 29
“NEXO BIOPSÍQUICO HUMANO” NO CONTEXTO DAS CATADORAS DE LIXO DE UMA
ASSOCIAÇÃO DO MUNICÍPIO DE ARAPIRACA/AL .................................................................. 33
O CUIDADO DE ENFERMAGEM AO NEONATO COM SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA
NEONATAL ........................................................................................................................................ 35
OS ACIDENTES DE MOTOCICLETA E OS CONDUTORES INABILITADOS: caracterização
dessa relação. ....................................................................................................................................... 39
TOXICODEPENDÊNCIA NA GESTAÇÃO E AS CONSEQUÊNCIAS NA MULHER, NO
NEONATO E NA FAMÍLIA: reflexões para a prática de Enfermagem. ............................................ 42
EXPERIÊNCIAS EXITOSAS NA IMPLANTAÇÃO DO TESTE RÁPIDO DE HIV E SÍFILIS EM
UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA NA ZONA RURAL DE PALMEIRA DOS ÍNDIOS ALAGOAS .......................................................................................................................................... 47
MONITORIA DE SAÚDE DO IDOSO EM UMA INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA
.............................................................................................................................................................. 50
A HISTÓRIA E A CONTEMPORANEIDADE DO PROCESSO DE CUIDAR ........................ 53
AS IMBRICAÇÕES DAS RELAÇÕES DE GÊNERO NA FORMAÇÃO DE ENFERMEIRAS: uma
abordagem discursiva........................................................................................................................... 54
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO
DO CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
O (DES) CONHECIMENTO SOBRE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: CONTRIBUIÇÕES
PARA A SAÚDE MATERNO-INFANTIL
Thamyres Queiroz de Lima 1; Nirliane Ribeiro Barbosa2
INTRODUÇÃO: Com a implementação do Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento,
pelo Ministério da Saúde do Brasil, preconiza-se o acolhimento da mulher e do recém-nascido,
enfocando a adoção de valores de autonomia e protagonismo, estimulando a corresponsabilidade
entre os agentes atuantes no parto (BRASIL, 2002). Segundo pesquisa realizada, em 2010, pela
Fundação Perseu Abramo, uma em cada quatro mulheres brasileiras sofre violência no parto
(VENTURI et al. 2010). A violência obstétrica é tipificada pela Assembléia Nacional da República
Bolivariana da Venezuela na Lei Orgânica sobre o Direito das Mulheres a uma Vida Livre da
Violência, aprovada em 2007. Esta pode ser definida como: “a apropriação do corpo e processos
reprodutivos das mulheres por profissional de saúde, que se expressa em um tratamento
desumanizador, em um abuso de medicalização e patologização dos processos naturais” (DOSSIÊ
DA VIOLÊNCA OBSTÉTRICA, 2012, p. 41 e 42). Objetivos: Conhecer a percepção dos
profissionais de saúde sobre violência obstétrica. Aspectos Metodológicos: Trata-se de uma pesquisa
qualitativa, exploratória e de caráter descritivo, realizado em duas Maternidades vinculadas a
estratégia Rede Cegonha do Município de Arapiraca-AL. Participaram do estudo 30 profissionais de
saúde de ensino superior. O projeto de pesquisa foi autorizado pelos locais do estudo, bem como
aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Alagoas, segundo o parecer
N° 1.350.370. A aceitação dos sujeitos para participação do estudo foi mediante assinatura do Termo
de Consentimento Livre e Esclarecido. A coleta de dados foi realizada mediante roteiro de entrevista
semi-estruturada. Para a análise dos dados, foi utilizada a técnica de análise de conteúdo de Bardin.
RESULTADOS: Aceitaram participar da pesquisa 30 profissionais de saúde de nível superior em
ambos os locais do estudo, sendo 14 enfermeiros, 8 fisioterapeutas, 5 médicos e 3 assistentes sociais.
No presente estudo houve uma predominância do profissional enfermeiro (46,6%), diferente do
1Pós-graduanda em Saúde e Ambiente pela Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL). Pós-graduada em Saúde
Pública pela Faculdade de Ensino Regional Alternativa (FERA). Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal
de Alagoas (UFAL). Contato: thamyresq@hotmail.com
2Docente adjunta na Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Mestra em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da
Universidade Federal da Bahia. Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
estudo de Faneite, Feo e Merlo (2012), que entrevistaram mais médicos. A maioria dos entrevistados
(90%) responderam que conheciam o termo violência obstétrica. Contudo quando começavam a
definir constatou-se que alguns não conheciam a dimensão desta prática. Associam mais ao parto
normal ou somente ao uso de métodos invasivos no momento do parto. Dentre os entrevistados
apenas uma enfermeira citou que a violência obstétrica compreende tanto o período gestacional,
quanto trabalho de parto, parto e aborto. Isso mostra que nem todos os profissionais buscam se
atualizar e quando se fala em violência contra a mulher habitualmente relaciona-se a forma sexual e
doméstica (AGUIAR; D'OLIVEIRA; SCHRAIBER, 2013). Segundo o Dossiê violência obstétrica
(2012), em seu Artigo 51, os seguintes atos são considerados típicos de violência obstétrica: não
atender oportuna e eficazmente as emergências obstétricas; obrigar a mulher a parir em posição
supina, existindo os meios necessários para a realização do parto vertical; obstaculizar o contato
precoce do bebê com sua mãe, sem causa médica justificada; alterar o processo natural do parto de
baixo risco, mediante o uso de técnicas de aceleração, ou praticar o parto cesariano, existindo
condições para o parto natural, sem obter o consentimento voluntario, expresso e informado da
mulher. Muitos casos de manobra de kristeller, uso de rotina da posição supina durante o trabalho de
parto, exames vaginais frequentes e o uso rotineiro de episiotomia foram presenciados pelos
entrevistados durante a jornada de trabalho, práticas obstétricas que são prejudiciais, se usadas de
modo inadequado, segundo as recomendadas da Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1996 e
reafirmadas pela Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal (2016), baseada em evidências
científicas. Essa discussão mostra que os (as) profissionais das Maternidades em estudo devem ser
estimulados (as) com mais intensidade para as boas práticas obstétricas. Quase metade dos
profissionais entrevistados (14) referiu ser a violência obstétrica praticada por profissionais ligados
diretamente ao parto, como técnico de enfermagem, enfermeiro, médico ou parteira. Nesse contexto,
Andrade e seus coautores (2016) observaram significante associação entre a violência obstétrica e
mulheres assistidas por profissional médico. Dezesseis profissionais foram pertinentes ao afirmarem
que qualquer profissional de saúde pode cometer violência obstétrica, envolvendo desde a recepção,
pessoal da limpeza, da copa até os profissionais coadjuvantes do parto, uma vez que segundo o
Dossiê da Violência Obstétrica (2012) esse tipo de violência pode ser exercida por todos os
trabalhadores dos serviços públicos ou privados que atuem nos centros de saúde. Entretanto, o
acompanhante foi mencionado por seis entrevistados como um dos que podem vir a causar algum ato
violento contra a mulher neste período. Em abril de 2005 foi sancionada a Lei Nº 11.108, que garante
um (a) acompanhante junto à parturiente, indicado por ela, durante todo o período de trabalho de
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
parto, parto e pós-parto imediato, nos serviços de saúde do SUS. D’Orsi e seus coautores (2014)
constataram que a presença do acompanhante durante o período de internação fez com que as
mulheres tivessem melhor percepção sobre o atendimento recebido, uma vez que ocorreu maior
respeito, privacidade, menos violência, menor tempo de espera, maior clareza nas explicações, maior
possibilidade de fazer perguntas e maior participação nas decisões. Dessa maneira é importantíssimo
a gestante escolher bem seu acompanhante, pois se o acompanhante não presta seu devido papel, ele
contribuirá para uma experiência traumatizante do processo de parto e nascimento. Na presente
pesquisa 30% dos profissionais de saúde não souberam responder como denunciar em caso de haver
sido atendida por profissional de saúde com violência obstétrica e apenas 20% já ouviram falar ou
tem conhecimento de uma lei que protege a mulher contra qualquer tipo de violência, sendo a mais
conhecida a lei Maria da Penha, mencionada por uma parcela considerável (19 profissionais).
Todavia a Lei Maria da Penha ou Lei Nº 11.340, sancionada em 2006, estabelece mecanismos para
coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, além de medidas de assistência e
proteção. Entre os demais citaram por meio da ouvidoria, delegacia da mulher, Conselho Regional de
Medicina ou Conselho Regional de Enfermagem e o Ministério Público. Com relação a violência
obstétrica ainda não existem mecanismos próprios para identificar e notificar, contudo podem ser
utilizados, como citaram os entrevistados, os Conselhos dos profissionais, ouvidoria do serviço,
Ministério Público ou ligar para o disque-denúncia 180. O Conselho Regional de Enfermagem
(COREN) e o Conselho Regional de Medicina (CRM) tem como uma de suas atividades a
fiscalização que busca garantir um exercício profissional seguro e de qualidade, por meio de visitas
ou recebendo denúncias, apurando os casos e notificando infrações. Outro meio é a ouvidoria, que
constitui um canal democrático de informação e de escuta da população, responsável por receber as
manifestações, analisar e encaminhar para a área responsável, constituindo, assim, o canalizador e
intermediador das manifestações do cidadão (BRASIL, 2013). As duas Maternidades lócus do estudo
oferecem este serviço à população. No Brasil foi estabelecida a Lei Nº 14.598 de 16 de janeiro de
2015 em Curitiba e a Lei Nº 13.061 de 17 de julho do mesmo ano em João Pessoa, objetivam a
divulgação da Política Nacional de Atenção Obstétrica e Neonatal. No entanto, não traz
especificadas as punições cabíveis. CONCLUSÕES: É notório que a violência obstétrica é um termo
ainda pouco conhecido entre os profissionais de saúde, uma vez que muitos não reconhecem atos
típicos de violência obstétrica, nem se reconhecem capazes de cometê-los. Contudo ao trocar os
papeis estes identificaram condutas inadequadas nos atendimentos. Destarte é preciso divulgar a
temática violência obstétrica entre profissionais de saúde, de nível superior ou não, realizando
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
educação continuada dentro destes serviços. Ademais, é necessário investir desde a graduação dos
(as) profissionais de saúde, buscando incentivar o cuidado humanizado, em qualquer que seja o tipo
de parto, o uso de boas práticas obstétricas e permitindo que o fisiológico aconteça. Além disso, os
profissionais devem buscar atualizações através de eventos científicos, especializações e em
pesquisas na área. Assim, permanece evidente a necessidade de punição dos responsáveis por atos
característicos de violência obstétrica, e para isso os órgãos competentes devem ter conhecimento
deste tipo de crime, acatar tais denúncias e incorporar na legislação brasileira as medidas cabíveis.
Palavras-Chave: Violência contra a mulher. Obstetrícia. Pessoal da saúde. Enfermagem.
REFERÊNCIAS:
AGUIAR, J. M.; D'OLIVEIRA, A. F. P. L.; SCHRAIBER, L. B. Violência institucional, autoridade
médica e poder nas maternidades sob a ótica dos profissionais de saúde. Cad. Saúde Pública, Rio de
Janeiro, v. 29 n. 11, nov. 2013.
ANDRADE, P. O. N. et al. Fatores associados à violência obstétrica na assistência ao parto vaginal
em uma maternidade de alta complexidade em Recife, Pernambuco. Rev. Bras. Saúde Matern.
Infant., Recife, v. 16, n. 1, p. 29-37, jan./mar. 2016.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria executiva. Programa de humanização do parto:
humanização no pré-natal e nascimento. Brasília, 2002.
BRASIL. Lei n. 11.108, de 7 de abril de 2005. Altera a Lei no 8.080, de 19 de setembro de 1990,
para garantir às parturientes o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto, parto
e pós-parto imediato, no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS. Diário Oficial da República
Federativa do Brasil, Brasília: 2005 abr. 7. [acesso em 2016 jun. 7]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11108.htm.
BRASIL. Lei n. 11.340, de 7 de agosto de 2006. Cria mecanismos para coibir a violência doméstica
e familiar contra a mulher, nos termos do § 8o do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção
sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção
Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação
dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal,
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências. Diário Oficial da República
Federativa
do
Brasil,
Brasília,
7
ago.
2006.
Disponível
em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm>. Acesso em: 07 de jun.
2016.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Departamento de
Ouvidoria Geral do SUS. Guia de orientações básicas para implantação de ouvidorias do SUS.
Brasília, DF, 2013.
BRASIL. Ministério da Saúde. Diretriz nacional de assistência ao parto normal. Relatório de
recomendação. Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS. Brasília, 2016.
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE ALAGOAS. Fiscalização. Disponível em:
<http://al.corens.portalcofen.gov.br/fiscalizacao>. Acesso em: 25 de jun. 2016.
CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE ALAGOAS. Denúncia. Disponível
em: <http://cremal.org.br/index.php?option=com_denuncia&Itemid=61>. Acesso em: 25 de jun.
2016.
CURITIBA. Lei n. 14598, de 15 de janeiro de 2015. Dispõe sobre a implantação de medidas de
informação à gestante e parturiente sobre a política nacional de atenção obstétrica e neonatal,
visando, principalmente, a proteção destas contra violência obstétrica no município de Curitiba.
Disponível em: <http://www.crmpr.org.br/uploadAddress/Lei_14.598.2014_-_obstetrica[1461].pdf>.
Acesso em: 02 de mar. 2015.
D’ORSI, E. et al. Desigualdades sociais e satisfação das mulheres com o atendimento ao parto no
Brasil: estudo nacional de base hospitalar. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 30, n. 1, p.154168, 2014.
DOSSIÊ DA VIOLÊNCA OBSTÉTRICA. Parto do princípio. Mulheres em Rede pela Maternidade
Ativa. Violência Obstétrica – “Parirás com dor”. 2012. FANEITE, D. R. A. S. J.; FEO, A.; MERLO,
J. T. Grado de conocimiento de violencia obstétrica por el personal de salud. Rev Obstet Ginecol
Venez, Caracas, v. 72, n. 1, mar. 2012.
JOÃO PESSOA. Lei n. 13.061, de 17 de julho de 2015. Dispõe sobre a implantação de medidas de
informação à gestante e à parturiente sobre a política nacional de atenção obstétrica e neonatal,
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
visando à proteção destas contra a violência obstétrica no município de João Pessoa. Disponível em:
<https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=302799>. Acesso em: 02 de mar. 2016.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Tecnologia apropriada para partos e nascimentos.
Recomendações da Organização Mundial de Saúde. Maternidade Segura. Assistência ao parto
normal: um guia prático. Genebra, 1996.
VENTURI, W. et al. Mulheres brasileiras e gênero nos espaços públicos e privado. Fundação
Perseu
Abramo
e
SESC.
2010.
Disponível
em:
<http://novo.fpabramo.org.br/sites/default/files/pesquisaintegra.pdf>. Acesso em: 29 de maio de
2016.
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
UM OLHAR PARA AUTOESTIMA NA ADOLESCÊNCIA: relato de experiência
Autores(as): Ana Layse da Silva1; Cinthia Rafaela B. L. Farias1; Gabriela Karla Santos Silva1; José
Wilson C. de Oliveira1; Valéria Mendes Apolinário1; Hugo de Lira Soares2
INTRODUÇÃO: A autoestima é a maneira como as pessoas se aceitam, é uma resposta que reflete
se o indivíduo está satisfeito ou insatisfeito com as situações vivenciadas. Quando ocorrem
manifestações de forma positivas, geralmente o indivíduo mostra-se mais confiante e poderoso
quanto aos seus valores pessoais. A autoestima é um importante ponto para à saúde mental, visto
que, algumas condições de vida podem afetar completamente a autoestima do ser humano
interferindo na sua saúde, no bem-estar e na qualidade de vida do mesmo. A relação com o mundo
exterior interfere na construção da autoestima, como também, a convivência com os familiares tem
um papel importante na autoaceitação e na forma de pensar do indivíduo, esse contexto é explicado
quando uma mãe é “super protetora” com o seu filho, não proporcionando autonomia ao mesmo, e
isso reflete em um futuro adolescente inseguro para exercer qualquer atividade, e consequentemente,
a apresentação de uma baixa autoestima (SCHULTHEIZ; APRILE, 2013). A adolescência é um
período de mudança entre a infância e a fase adulta, definido pela Organização Mundial da Saúde
(OMS) pela faixa etária entre 10 e 19 anos e entre 15 e 24 anos pela Organização das Nações Unidas
(ONU). Esse período trata-se de uma série de transformações psicológicas, fisiológicas e sociais,
onde o indivíduo busca atender as expectativas da sociedade para sua construção pessoal. (BRAGA;
ALVES, 2015). Devido ao avanço tecnológico e ao número de adolescentes que sofrem
psicologicamente pela influência da mídia e os padrões impostos pela sociedade, é importante
analisar como está se manifestando a autoestima dos adolescentes, a fim de propor uma intervenção e
auxiliá-los nessa fase de transição. OBJETIVOS: O presente trabalho tem como objetivo apresentar
um relato de experiência sobre a abordagem da autoestima para um grupo de adolescentes usuários
da Unidade Básica de Saúde Boa Vista, onde foi proposto um momento de reflexão e
autoconhecimento. ASPECTOS METODOLÓGICOS: Trata-se de um relato de experiência, de
cunho qualitativo, realizado na Unidade Básica de Saúde Almir de Almeida, localizada no bairro Boa
Vista, no dia 13 de abril de 2018, o qual tinha como público o grupo de adolescentes da localidade. O
1
2
Graduandos/as em Enfermagem pela Faculdade Cesmac do Sertão;
Docente, Faculdade CESMAC do Sertão.
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
assunto abordado foi à autoestima na adolescência, no qual proporcionou aos participantes um
aprofundamento sobre o assunto, utilizando os materiais disponíveis. As atividades foram
desenvolvidas no horário da manhã, período em parte dos adolescentes não estava na escola, assim,
facilitando a presença e comprometimento dos mesmos, sendo que a temática foi previamente
planejada, pois a enfermeira, responsável pela organização do projeto, pediu para que eles dessem
sugestões de temas, e autoestima estava entre um dos mais pedidos a serem trabalhados, pois eram de
interesse deles. Desta forma, a palestra foi executada, primeiramente foi realizada uma conceituação
do assunto, discutindo como eles enxergavam o tema, se sabiam a definição da palavra; cada um dos
adolescentes nos falaram qual o significado da palavra, relataram algumas experiências e tinham bem
claro as consequências para as pessoas que sofrem com a autoestima baixa, sendo assim, o foco foi
sensibilizá-los, a fim de que colocassem em prática o conhecimento já adquirido sobre o assunto.
Para realização do seguinte estudo foram seguidos os seguintes passos: 1. O público foi abordado
com a temática através de recursos áudio visual, no qual continham perguntas que permitiam as
pessoas interagirem durante o processo; 2. Posteriormente foi realizada uma dinâmica grupal, onde
foram distribuídos papéis com perguntas e palavras, que as levaram a uma reflexão e exposição de
opiniões sobre as mesmas; 3. Por fim apresentamos o percebido pelos pesquisadores e sujeitos
durante a experiência vivenciada por ambos. RESULTADOS: Alguns adolescentes ficaram tímidos
em se expressarem, mas prestaram atenção no que estava sendo falado. No decorrer da palestra
outros temas foram abordados como o suicídio e pudemos perceber o interesse do grupo sobre o
assunto e relataram alguns casos de suicídio e situações que podem levar ao suicídio. Porém, o tema
autoestima foi bastante discutido, foram apontadas características de uma pessoa com a autoestima
baixa/elevada e ainda os fatores que podem diminuir ou elevar a autoestima; trabalhando a relação da
autoestima com o autoconhecimento e auto aceitação, valorizando a identidade de cada um. Ter uma
autoestima é se sentir bem, é se sentir adequado a vida, ser competente e merecedor no que faz, é se
olhar no espelho e se ver uma pessoa importante e com defeitos, mas com qualidades importantes.
Ter uma autoestima baixa é sentir-se inadequado à vida, errado, é se sentir indiferente. Nesse
sentido, a autoestima se faz importante, sendo a resposta para os sucessos e fracassos diários. Ao fim
da palestra, com a dinâmica em grupo, pudemos observar que eles saíram com outra visão, pois, ao
pegar os papéis com algumas palavras, puderam descrever a interpretação. CONCLUSÕES: A
atividade em grupo, especificamente de adolescentes, no que se trata de saúde mental, é
imprescindível na prevenção de diversos transtornos e na formação de futuros adultos capazes de lhe
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
dar com os desafios e responsabilidades à que lhes são atribuídos na vida pessoal, familiar, escolar,
religiosa, profissional e social.
Palavras-Chave: Autoestima. Adolescentes. Saúde Mental.
REFERÊNCIAS
SCHULTHEISZ, Thais Sisti de Vincenzo; APRILE Maria Rita. Autoestima, conceitos correlatos e
avaliação. Revista Equilíbrio Corporal e Saúde. v. 5, n. 1, p.36-48. 2013. Disponível em:
file:///C:/Users/WE/Documents/19. pdf. Acessado em: 29/04/2018.
BRAGA, Jessica Ribeiro; ALVES, Johnatan Pedro Portela. Autoestima na adolescência e a
influência sobre o bem-estar biopsicossocial. Revista Digital. Disponível em:
http://www.efdeportes.com/efd209/autoestima-na-adolescencia-e-bem-estar-biopsicossocial.htm.
Acessado em: 29/04/201
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
PREPARAÇÃO PARA O PARTO DURANTE AS CONSULTAS DE ENFERMAGEM NO
PRÉ-NATAL: uma abordagem necessária
Rafaela Lira Mendes Costa1
INTRODUÇÃO: O período pré-natal constitui uma época de preparação física e psicológica para o
parto e para a maternidade e, como tal, é um momento de intenso aprendizado e uma oportunidade
para os profissionais de saúde desenvolverem a educação como dimensão do processo de cuidar, a
fim de permitir que a mulher seja melhor orientada para que possa viver o parto de maneira positiva,
tenha menos riscos de complicações no puerpério e mais sucesso na amamentação. Neste sentido,
percebe-se que o cuidado à gestação configura um dos principais indicadores do prognóstico do
nascimento, importância justificada pelo seu caráter investigativo de agravos e pelo seu destacável
papel de promoção à saúde. No entanto, existem falhas durante a assistência no pré-natal
relacionadas às informações que as mulheres devem receber sobre as boas práticas e cuidados
obstétricos adequados, sobre os benefícios do parto vaginal, e serem orientadas e preparadas para
conduzirem o seu parto (GUEDES et al., 2017). Considera-se relevante compreender melhor sobre as
percepções das mulheres em relação ao processo do parto e a preparação para esse momento ao
longo da gestação (TOSTES; SEIDL, 2016). Diante do exposto, surgiu o seguinte questionamento
que impulsionou a realização deste estudo: como as mulheres avaliam o acompanhamento pré-natal
realizado pelos profissionais de Enfermagem, no que diz respeito ao preparo para o parto?
OBJETIVO: Identificar as produções científicas atuais que avaliam sobre a preparação para o parto
durante o pré-natal acompanhado pelo enfermeiro. ASPECTOS METODOLÓGICOS: Trata-se de
uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases de dados eletrônicos da Literatura LatinoAmericana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval
System Online (MEDLINE) e Base de Dados em Enfermagem (BDENF). O estudo foi realizado no
mês de março e abril de 2018. Por se tratar de um estudo que não utilizou seres humanos como
objeto de pesquisa, de acordo com a resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012 do Conselho
Nacional de Saúde, não houve a necessidade de que esta produção fosse submetida ao Comitê de
Ética e Pesquisa. A primeira etapa se deu a partir da definição da questão de pesquisa norteadora e
dos descritores para a procura dos artigos. Em seguida, foi realizada a busca das publicações
componentes da amostra, nas bases de dados escolhidas, utilizando os descritores segundo o DeCS e
1
Enfermeira, especialista em Enfermagem Obstétrica pela Universidade Federal de Alagoas - UFAL, especialista em
Saúde Pública pela UFAL. Contato: rafaelaliramc@gmail.com
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
fazendo uso do operador booleano “and”, sendo estes: Cuidado Pré-Natal and Educação em Saúde
and Parto Normal and Enfermagem Obstétrica. Os critérios de inclusão para a busca dos periódicos
foram: artigos científicos publicados na íntegra, disponíveis online e gratuitos, em português, no
período de 2014 a 2018, que abordassem sobre a temática e que respondessem à pergunta de
pesquisa. E como critérios de exclusão: periódicos incompletos e que não atendessem aos critérios de
inclusão. RESULTADOS: A apreciação das bases de dados selecionadas teve como resultado 29
publicações. O quantitativo de periódicos foi: BDENF 15 periódicos, LILACS 13 periódicos e
MEDLINE 1 periódico. Do material obtido, 17 artigos foram selecionados para realização de leitura
minuciosa. De acordo com os critérios de inclusão, foi verificado que apenas 9 artigos responderam à
pergunta norteadora e constituíram o corpus da pesquisa. Evidenciou-se que, apesar das mulheres
compreenderem a importância da preparação para o parto durante as consultas de pré-natal, a maioria
relatou que não havia recebido qualquer tipo de informação ou orientação ao longo desse período
(GUEDES et al, 2017; BRITO et al., 2015). A falta de adesão às atividades educativas foi clara,
levantando hipóteses de insatisfação ou falta de vínculo da gestante ao serviço de saúde ou falta de
busca ativa por parte dos profissionais, o que revelou a necessidade de haver flexibilidade de dias e
horários para as mulheres que trabalhavam, fortalecimento e antecipação da divulgação dessas
atividades, bem como considerar as necessidades apontadas pelas gestantes para o direcionamento
dos temas e métodos utilizados pelos enfermeiros durante as consultas de pré-natal (GUEDES et al.,
2017). Um estudo qualitativo realizado no município de Juazeiro do Norte, Ceará, revelou que as
entrevistadas elencaram ainda a necessidade do fornecimento de orientações nas consultas de prénatal acerca de cada tipo de parto, suas vantagens e desvantagens, para que assim pudessem ter
conhecimento sobre o momento que estavam vivenciando e fossem capacitadas para participar
ativamente durante todo o processo da parturição (BRITO et al., 2015). Em relação à importância da
preparação para o parto durante o pré-natal, as mulheres entenderam que as ações educativas
diminuem a ansiedade, o medo e propiciam o resgate da autoconfiança no seu corpo e na sua
capacidade de parir, preparando-as para o enfrentamento da dor e encorajando-as a vivenciarem a
parturição com protagonismo (GUEDES et al., 2017; TOSTES, SEIDL, 2016; BRITO et al., 2015).
Quando as mulheres foram questionadas quanto a melhor forma de educação em saúde no pré-natal,
elas apontaram a palestra e o uso de aparelhos audiovisuais como facilitadores das orientações sobre
o parto, os quais contribuem para uma melhor demonstração do tema, facilitando o processo de
assimilação e aprendizagem (GUEDES et al., 2017). Além disso, foi evidenciado que as ações
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
educativas, relativas à preparação para o parto, realizadas por enfermeiros foram restringidas apenas
para as primigestas, por eles considerarem que, sendo algumas mulheres multíparas, as mesmas já
teriam recebido informações sobre o tema nas gestações anteriores, ignorando a necessidade de rever
o conhecimento e complementá-los (BRITO et al., 2015; OLIVEIRA et al., 2015). A partir do
momento em que o profissional tem esse tipo de conduta, ele desvaloriza a mulher e seu momento
gestacional, levando-a a não compreender que podem surgir dúvidas e anseios, mesmo não sendo sua
primeira gestação, diminuindo sua oportunidade de contemplar cada gestação de forma diferente,
enriquecendo ainda mais a sua vivência (OLIVEIRA et al., 2015). No que tange às informações
contempladas durante a gravidez sobre o início do trabalho de parto e o momento em que a gestante
deverá procurar atendimento hospitalar, foi revelado que as mulheres receberam orientações sobre o
rompimento das membranas, perda do tampão mucoso e contrações. No caso das contrações, elas
explicaram suas características, relacionando-as à vontade de evacuar. Vale salientar que não foram
identificadas nos discursos das mulheres informações transmitidas pelos enfermeiros referentes ao
desenvolvimento do trabalho de parto, mas apenas à forma de saber identificá-lo. Ressaltou-se a
importância do pré-natalista esclarecer sobre as contrações de Braxton-Hicks, indolores na maioria
dos casos, porém perceptíveis pela gestante, que aparecem no final da gestação, mas que não são
indicativas de trabalho de parto. A ocorrência de tais contrações poderá gerar a falsa impressão de
que a gestante estaria entrando em trabalho de parto, resultando na peregrinação e ocasionando a
sensação de frustração quando a internação ainda não é recomendada. Ao serem questionadas sobre
em que momento receberam estas informações, as entrevistadas responderam que ao término do prénatal. Isso remete à clássica e errônea ideia de que podemos dar “alta” do pré-natal se a gestação
segue um curso normal. Porém, o final da gestação é o período onde se concentra a maior
probabilidade de intercorrências obstétricas, devendo, portanto, ser acompanhado com mais
frequência na Unidade Básica de Saúde. Levando em consideração o número de informações a serem
assimiladas pelas gestantes, assim como seu variado grau de compreensão, o enfermeiro deverá
iniciar o preparo para o parto logo no início do terceiro trimestre, a fim de proporcionar tempo hábil
para que as mulheres possam assimilar as informações (BRITO et al., 2015). Em relação às
orientações de como vivenciar melhor o trabalho de parto, sobre o ensinamento de exercícios para
lidar melhor com a dor neste processo e sobre o local de referência para o parto, um estudo
transversal realizado em uma maternidade pública de Londrina, Paraná, revelou que as mulheres
consideraram extremamente limitadas essas informações durante as consultas de pré-natal
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
(GONÇALVES et al., 2017). CONCLUSÕES: A partir dos resultados obtidos no presente estudo,
percebe-se que as consultas de Enfermagem durante o pré-natal ainda apresentam muitas lacunas em
relação à preparação das gestantes para o momento do parto, com escassez de orientações acerca
desse processo. Logo, é necessário que essa prática educativa seja cada vez mais implementada pelos
enfermeiros durante o período gestacional, com o intuito de oferecer informações claras e precisas,
além de permitir que as mulheres tenham uma vivência positiva da gestação e saibam conduzir com
autonomia e confiança o processo da parturição.
Palavras-Chave: Cuidado Pré-Natal. Educação em Saúde. Parto Normal. Enfermagem Obstétrica.
REFERÊNCIAS:
GUEDES, C. D. F. S. S.; SOUZA, T. K. C.; MEDEIROS, L. N. B.; et al. Percepções de gestantes
sobre a promoção do parto normal no pré-natal. Revista Ciência Plural, 2017; 3(2):87-98.
TOSTES, N. A.; SEIDL, E. M. F. Expectativas de gestantes sobre o parto e suas percepções acerca
da preparação para o parto. Temas psicol. 2016, Jun; 24(2):681-693.
BRITO, C. A.; SILVA, A. S. S.; CRUZ, R. S. B. L. C.; et al. Percepções de puérperas sobre a
preparação para o parto no pré-natal. Rev Rene. 2015, Jul/Ago; 16(4):470-8.
OLIVEIRA, J. C. S.; FERMINO, B. P. D.; CONCEIÇÃO, E. P. M.; et al. Assistência pré-natal
realizada por enfermeiros: o olhar da puérpera. R. Enferm. Cent. O. Min. 2015, Mai/Ago; 5(2):16131628.
GONÇALVES, M. F.; TEIXEIRA, E. M. B.; SILVA, M. A. S.; et al. Pré-natal: preparo para o parto
na atenção primária à saúde no sul do Brasil. Rev Gaúcha Enferm, 2017; 38(3):e2016-0063.
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
EMPODERAMENTO DE GESTANTES NA UBS SÃO CRISTOVÃO II: RELATO DE
EXPERIÊNCIA
Kleviton Leandro Alves dos Santos1; Cleanny Sales lima2; Jéssica Sanielly da Silva Pereira3;
Tamiris de Souza Xavier4; Maria Verônica Araújo de Souza5; Vívian Marcella dos Santos Silva6
INTRODUÇÃO: Em 2011, o Governo Federal lançou a Rede Cegonha afim de defender a condição
das mulheres, com a efetivação do protagonismo no processo de produção cogerida de saúde materna
e infantil, considerando as particularidades de cada mulher grávida e seu contexto sociocultural
(VASCONCELOS et al., 2016). O puerpério tem maior índice de morbimortalidade materna, que
desperta uma atenção maior da equipe multiprofissional (CREMONESE et al., 2017). Nesse sentido
Progianti e Costa (2012), argumentam que inserir a gestante em grupos de interesses semelhantes,
proporciona a participação ativa do conhecimento delas, reflexão dos sentimentos, dúvidas e receios
com relação a gravidez, gerando maiores oportunidades de empoderamento ao serem ouvidas e
compreendidas. OBJETIVO: Relatar a experiência acadêmica ao desenvolver uma ação de educação
em prol do empoderamento das gestantes por meio do processo mútuo de ensinar e aprender.
ASPECTOS METODOLÓGICOS: Relato de experiência transversal com abordagem coletiva,
analítica, descritiva e qualitativa. Este teve como campo a Unidade Básica de Saúde (UBS) São
Cristovão II, durante o mês de setembro de 2017, na cidade de Palmeira dos Índios/Alagoas que
possui, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística para 2017, um total de
74.208 mil habitantes (IBGE, 2017). Com levantamento bibliográfico em artigos científicos
disponíveis em web sites como o PubMed e o SciELO, foi utilizada a limitação temporal para assim
obter dados de diferentes abordagens metodológicas, nos últimos 05 anos. Estabelecemos como
critérios de inclusão: publicações: artigos disponíveis eletronicamente na íntegra, gratuitos e que
1
Graduando em Enfermagem pela Faculdade CESMAC do Sertão. Contato: klevitonl@gmail.com;
Orientadora, Enfermeira Obstetra/ UFAL. Especialista em Saúde Pública. Especialista em Educação profissional na área
de Saúde: Enfermagem pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Fio Cruz). Especialista em Classificação
de Doenças pela USP e Especialista em Docência em Ensino Superior pelo CESMAC;
3
Graduanda em Enfermagem pela Faculdade CESMAC do Sertão;
4
Graduanda em Enfermagem pela Faculdade CESMAC do Sertão;
5
Orientadora, Enfermeira Obstetra/ UFAL. Especialista em Saúde Pública. Especialista em Educação profissional na área
de Saúde: Enfermagem pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Fio Cruz). Especialista em Classificação
de Doenças pela USP e Especialista em Docência em Ensino Superior pelo CESMAC;
6
Co-Orientadora, Mestra em Enfermagem/ UFAL, Especialista em Nefrologia/ FIT, Doutoranda em Ciências da saúde/
UFAL, Docente do CESMAC/Sertão.
2
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
responderão ao objetivo do estudo acerca do tema proposto; publicados em português ou inglês.
Como critério de exclusão: cartas ao editor, relatos de casos, editoriais, artigos em duplicidade,
publicados em outros idiomas, com exceção do português, do inglês e do espanhol, que
antecedessem o ano de 2005 e aqueles que não abordavam diretamente a temática proposta. Para
obter especificidade utilizamos os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e (MeSH) em
diferentes combinações dos descritores exatos: com o operador booleano AND: ((Pregnant Women))
AND ((Power)). Foram localizados na PubMed (971) e na base SciELO (44). Tivemos um total de
961 resumos, posteriormente aplicando-se os critérios de inclusão/exclusão, tivemos uma exclusão
de 948 resumos, destes uma duplicidade de 17. No total utilizamos de 13 artigos, que foram lidos na
íntegra, assim dispostos PubMed (08) e na base SciELO (05). RESULTADOS: Respeitando o
contexto socioeconômico e cultural dessas gestantes, a equipe acadêmica corroborou a necessidade
da realização de ações de promoção em saúde, que permite a aproximação da comunidade com a
população acadêmica. Foi contado com o comparecimento de 20 gestantes que obtiveram o
conhecimento da importância de se estar gestante com a interação dos acadêmicos. Dessa forma, a
equipe de universitários de Enfermagem expandiu conhecimentos dessas mulheres acerca da
gestação além de termos efetivado, através dessa ação educativa, o reconhecimento de mulheres
empoderadas e propagadoras de conhecimentos. Paralelo a isso, firmar e integrar a Comunidade na
Faculdade CESMAC do Sertão e Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF). CONCLUSÕES:
Esta experiência demonstrou quão importante são as ações desenvolvidas por acadêmicos de
Enfermagem e futuros Enfermeiros, para se efetivar a compreensão de saúde da comunidade
feminina acerca de esclarecimentos sobre a gestação, quebrando mitos a cerca desse momento impar
na vida de mulheres, e assim contribuindo de forma positiva para com a promoção da saúde pública.
Palavras-Chave: Gestantes. Educação. Saúde.
REFERÊNCIAS:
CREMONESE, Luiza et al. Social support from the perspective of postpartum adolescents. Rev.
Escola Anna Nery, [s.l.], v. 21, n. 4, p.9-5, 10 ago. 2017.
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
IBGE. Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais. Estimativas da
população
residente
com
data
de
referência.
IBGE,
1º
de
julho
de
2017.https://cidades.ibge.gov.br/brasil/al/arapiraca/panorama.
VASCONCELOS, Michele de Freitas Faria de et al. Entre políticas (EPS - Educação Permanente em
Saúde e PNH - Política Nacional de Humanização): por um modo de formar no/para o Sistema Único
de Saúde (SUS). Interface - Comunicação, Saúde, Educação, [s.l.], v. 20, n. 59, p.981-991, dez.
2016.
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
A CONSTRUÇÃO DE DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM EM UMA UNIDADE BÁSICA
DE SAÚDE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Larissa de Fátima Alves Valeriano1; Adriana Maria Adrião dos Santos2; Janine Giovanna Pereira
Chaves3; Tayane Campos Silva4; Patrícia de Paula Alves Costa da Silva.5
INTRODUÇÃO: A sistematização de um cuidado criativo e integral pode favorecer os profissionais
de Enfermagem orientando-os melhor na sua prática diária, oportunizando maior inserção dos
usuários no contexto dos cuidados prestados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Para tanto, a
Enfermagem utiliza a formulação de diagnósticos para implementar um plano de cuidados voltado às
necessidades da população, visando a qualidade da assistência oferecida. OBJETIVOS: Este trabalho
tem por objetivo relatar a experiência vivenciada por discentes de Enfermagem em uma UBS na
construção de diagnósticos de Enfermagem. A vivência ocorreu por meio de atividades práticas da
disciplina Saúde do Adulto I. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência acerca da
vivência de estudantes do curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas,
Campus Arapiraca em uma UBS. Esta oportunidade ocorreu por meio de atividades práticas da
disciplina Saúde do Adulto I. RESULTADOS E CONCLUSÕES: Diante da Sistematização da
Assistência de Enfermagem - SAE, o que padroniza a forma com que o cuidado em Enfermagem
deve ser realizado, a disciplina de Saúde do Adulto I, ofertada na matriz curricular do curso referido
acima oferece oportunidade dos discentes vivenciarem as experiências práticas concomitantemente
as experiências teóricas, o que caracteriza um grande diferencial no processo de ensinoaprendizagem dos estudantes. Assim, é frequente a correlação da teoria com a prática, e em
específico à disciplina, contato direto com a Atenção Básica de Saúde através das experiências
dentro das Unidades Básicas de Saúde - UBS. Então, para real entendimento do Processo de
Enfermagem, que é o processo que descreve e caracteriza o Trabalho assistencial da Enfermagem e a
execução eficaz da SAE é de grande valia que esse contato seja concretizado horizontalmente, no
1
Graduanda em Enfermagem, Universidade Federal de Alagoas - Campus Arapiraca.
larissa23valeriano@gmail.com
2
Graduanda em Enfermagem, Universidade Federal de Alagoas - Campus Arapiraca;
3
Graduanda em Enfermagem, Universidade Federal de Alagoas - Campus Arapiraca;
4
Graduanda em Enfermagem, Universidade Federal de Alagoas - Campus Arapiraca;
5
Docente no Curso de Bacharelado em Enfermagem, Universidade Federal de Alagoas - Campus Arapiraca.
Contato:
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
qual a Universidade assume papel de responsabilidade com a comunidade, que em contrapartida sede
seus espaços de serviço para proporcionar o melhor desenvolver do ensino. Com este fundamento, a
presença em diversos cenários reais propicia o estímulo do pensamento crítico-reflexivo, conforme a
orientação ideopolítica, capaz de reavivar os princípios intrínsecos do ser humano, o que para a
Enfermagem pode despertar a magnitude do atendimento voltado a uma assistência sistematizada e
humanizada. Isto posto, chegamos ao principal ponto a se discutir sobre a Sistematização da
Enfermagem e seus passos necessários. A construção de diagnósticos de Enfermagem reais é o ponto
essencial para dar seguimento a uma assistência humanizada e sistematizada, com esse entendimento
durante a vivência dentro da UBS foram elencados diversos diagnósticos e suas respectivas
intervenções. Alguns diagnósticos comuns aos casos atendidos pelas discentes e outros específicos
aos casos atendidos. Dentre eles estão: o diagnóstico de comunicação verbal eficaz, com a
intervenção de aconselhar o paciente e o resultado esperado é o de comunicação verbal eficaz
continuada; o diagnóstico de higiene eficaz, com a intervenção de estabelecer confiança e aconselhar
o paciente e o resultado esperado é o de higiene eficaz continuada; o diagnóstico de aceitação
prejudicada do estado de saúde mental, com a intervenção de estabelecer confiança e aconselhar o
paciente e o resultado esperado é o de aceitação de estado de saúde mental; o diagnóstico de
ansiedade, com a intervenção de estabelecer confiança, ensinar sobre doença, apoiar cuidador,
demonstrar técnica de relaxamento, gerenciar ansiedade e encorajar repouso e o resultado esperado é
o de ansiedade melhorada; o diagnóstico de autocuidado deficitário, com a intervenção de
estabelecer confiança, aconselhar o paciente, gerenciar ansiedade, encorajar repouso e o resultado
esperado é o de autocuidado eficaz; o diagnóstico de capacidade para enxergar prejudicada, com a
intervenção de encaminhar para serviços e o resultado esperado é o de capacidade para enxergar
normal; o diagnóstico de dentição prejudicada, com a intervenção de exame físico, aconselhar o
paciente sobre manutenção da saúde bucal; o diagnóstico de risco de depressão, com a intervenção
de estabelecer confiança, obter dados, ensinar sobre doença, demonstrar técnica de relaxamento,
encorajar repouso, gerenciar ansiedade, encaminhar para serviços e o resultado esperado é o de risco
de depressão interrompido; o diagnóstico de dor crônica, com a intervenção de obter dados sobre
dor, exame físico, ensinar sobre doenças, ensinar sobre manejo da dor, encorajar repouso e o
resultado esperado é o de dor melhorada; o diagnóstico de estado psicológico prejudicado, com a
intervenção de estabelecer confiança, demonstrar técnica de relaxamento, gerenciar ansiedade e o
resultado esperado é o de estado psicológico melhorado; o diagnóstico de estresse do cuidador, com
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
a intervenção de estabelecer confiança, aconselhar o paciente, apoiar cuidador, gerenciar ansiedade,
ensinar sobre padrão de sono e o resultado esperado é o de estresse do cuidador interrompido; o
diagnóstico de risco de intoxicação no trabalho, com a intervenção de aconselhar o paciente e ensinar
sobre os riscos e o resultado esperado é o de risco de intoxicação no trabalho diminuído; o
diagnóstico de ressecamento vaginal, com a intervenção de estabelecer confiança e ensinar sobre e o
resultado esperado é o de ressecamento vaginal em nível esperado; o diagnóstico de risco
cardiológico grande, com a intervenção de ensinar sobre peso eficaz, encaminhar para serviços e o
resultado esperado é o de risco cardiológico baixo; o diagnóstico de memória prejudicada, com a
intervenção de aconselhar o paciente, redução da ansiedade, treinamento da memória e encaminhar
para serviços e o resultado esperado é o de memória eficaz; o diagnóstico de não adesão ao regime
de imunização, com a intervenção de ensinar sobre vacinas, administrar vacina, implementar regime
de imunização e o resultado esperado é o de adesão ao regime de imunização. O diagnóstico de
padrão prejudicado de sono, com a intervenção de aconselhar o paciente, encorajar repouso,
demonstrar técnica de relaxamento, ensinar sobre padrão de sono e o resultado esperado é o de sono
adequado; o diagnóstico de percepção auditiva alterada, com a intervenção de encaminhar serviços e
o resultado esperado é o de percepção auditiva melhorada. O diagnóstico de privação de sono, com a
intervenção de encorajar repouso, demonstrar técnica de relaxamento, ensinar sobre padrão de sono e
o resultado esperado é o de sono adequado; o diagnóstico de risco de adoecimento, com a
intervenção de encaminhar para serviços e o resultado esperado é o de saúde melhorada; o
diagnóstico de sobrecarga de estresse, com a intervenção de aconselhar o paciente, apoiar cuidador,
encorajar repouso e o resultado esperado é o de estresse baixo; o diagnóstico de socialização
prejudicada, com a intervenção de aconselhar o paciente, apoiar processo de tomada de decisão e o
resultado esperado é o de socialização eficaz; o diagnóstico de padrão prejudicado de exercícios
físicos, com a intervenção de aconselhar o paciente, ensinar sobre exercício, apoiar processo de
tomada de decisão e o resultado esperado é o de padrão melhorado de exercícios físicos. As
atividades práticas proporcionadas oportunizam o desenvolvimento de habilidades inerentes à
profissão. Em especial, a construção de diagnósticos e implementação da assistência prestada em
UBS serviu como um despertar para as discentes sobre a atuação da enfermagem.
Palavras-Chave: Diagnóstico de Enfermagem. Centros de Saúde. Enfermagem em Saúde
Comunitária. Terminologia Padronizada em Enfermagem.
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
REFERÊNCIAS:
FRANCISCA, C. M. A. et al. Avaliação da Inserção do Estudante na Unidade Básica de Saúde:
Visão do Usuário. Revista Brasileira de Educação. 36 (1 Supl. 1) : 33-39; 2012.
SILVA, J. P.; GARANHANI, M. L.; PERES, A. M. Sistematização da Assistência de Enfermagem
na graduação: um olhar sob o Pensamento Complexo. Rev. Latino-Am. Enfermagem. Artigo Original
jan.-fev. 2015; 23(1):59-66.
SMELTZER, S.C; BARE, B.G. Brunner & Suddarth: Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica.
10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
CONSULTA DE ENFERMAGEM EM GINECOLOGIA NO RASTREAMENTO DE CA NO
COLO UTERINO: Relato de Experiência
Marina Ellen de Oliveira Barbosa1; Byhanca Halyne Ferreira dos Santos2; Mayra Silva Lisboa3;
Nirliane Ribeiro Barbosa4; Cristiane Araújo Nascimento5.
INTRODUÇÃO: No Brasil, a ocorrência de casos novos para câncer é de 596.070 no período de
2016/2017, esses números tem crescido na população devido ao aumento da expectativa de vida,
redução do número de filhos, o estilo de vida, consumo, exposição aos agentes físicos, químicos e
biológicos. O câncer de mama possui uma incidência de 56,20%, enquanto o colo de útero 15,85%,
sendo a região do Sudeste em primeiro lugar com estimativa de casos novos com 48,8%, e o
Nordeste em terceiro lugar com 18%. (INCA, 2016). Por se tratar do quarto tipo de câncer mais
comum entre mulheres no mundo, o câncer do colo do útero (CCU) tem sido motivo frequente de
estudos no campo da saúde. No Brasil não é tão diferente, estudos recentes apresentam o CCU como
terceiro tipo de câncer mais frequente entre as brasileiras. A região Norte traz o maior número,
seguida pela região nordeste. A queda do índice de mortalidade relacionadas a doença não tem sido
homogênea ao logo de todo país, uma vez que as regiões com maior incidência são as mesmas que
não apresentam decréscimo de vítimas fatais. (CORREIA, 2017). É possível reduzir esse panorama
em até 80% com o auxílio do rastreamento por meio do exame citopatológico do colo do útero.
Detectar precocemente lesões precursoras da doença é o principal objetivo do procedimento, por isso
ele é considerado seguro e eficiente (CORREIA, 2017). Em países pobres, a mortalidade está
intimamente ligada ao acesso do teste de rastreamento, pois grande parte das mulheres não têm essas
práticas ao seu alcance. Analisar a sobrevida global do CCU é uma forma de avaliar a qualidade dos
programas de rastreamento, pois quanto mais precoce a detecção, mais fácil de resistir à doença
(ALVES, 2017). Para isso, é preconizada a assistência de enfermagem na consulta ginecológica, que
busca estabelecer um vínculo entre o profissional e a mulher na realização de estratégias na
prevenção e na promoção da saúde (EBLING, 2013). Nesse contexto, a participação no projeto de
1
Graduanda em enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca. Contato:
marina_ellen123@hotmail.com
2
Graduanda em enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca;
3
Graduanda em enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca;
4
Professora adjunta da Universidade Federal de Alagoas Campus Arapiraca. Mestrado em enfermagem pela
Universidade Federal da Bahia.
5
Professora assistente da Universidade Federal de Alagoas Campus Arapiraca. Mestrado em Ciências da Saúde.
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
pesquisa (Estudo da Viabilidade de Uma Nova Alternativa de Tratamento Tópico das Lesões do Colo
Uterino), vinculado à Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca, vem permitindo aos
membros do projeto aproximar-se das mulheres que buscam a consulta de enfermagem em
ginecologia. OBJETIVO: Relatar a experiência das acadêmicas na consulta ginecológica de
enfermagem no rastreamento do CA no colo uterino. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de
experiência a partir de vivências durante as práticas do projeto de pesquisa. A pesquisa está sendo
realizada no Terceiro Centro de Saúde de Arapiraca/Alagoas vinculada com a Universidade Federal
de Alagoas – Campus Arapiraca, por meio de dois questionários objetivos e aplicados às mulheres
atendidas no período de Março a Abril de 2018, de segunda-feira a quarta-feira, no turno vespertino.
Os critérios para inclusão são mulheres na faixa etária de 18 anos ou mais, com vida sexual ativa e
saudável. Inicialmente são agendadas 5 mulheres por dia, as quais são convidadas a participar do
estudo, e ao aceitarem respondem os questionários e são avaliados peso e pressão arterial; em
seguida são encaminhadas à consulta de enfermagem em ginecologia, na qual são realizados
anamnese, exame clínico das mamas, avaliação do pH vaginal, teste de Schiller e inspeção visual
com ácido acético (IVA), coleta de material biológico do colo uterino para pesquisa de HPV, coleta
de material para cultura de secreção vaginal, e a coleta dupla da ectocérvice e endocérvice para
citologia em meio líquido. As mulheres que não possuem lesão são encaminhadas para realização
dos exames complementares e acompanhadas durante 8 semanas, já que recebem a pomada de
barbatimão para aplicar em si mesmas todas as noites durante este período. No entanto as mulheres
que possuem alguma lesão são selecionadas para a segunda fase da pesquisa e encaminhadas para o
fluxo de atendimento à mulher do município de Arapiraca para a coleta de colpocitologia em lâmina
e colposcopia. RESULTADOS: A população tem aderido bem às consultas de enfermagem em
ginecologia ao longo das semanas em que estão sendo promovidas. Nota-se que a consulta de
enfermagem em ginecologia tem sido, além de um instrumento para rastreamento do câncer do colo
do útero, um meio pelo qual as mulheres conseguem informações antes consideradas tabus. Em um
primeiro momento, a experiência no consultório causou insegurança às acadêmicas, uma vez que foi
a primeira experiência dessa natureza. Por outro lado, a variação do atendimento na distribuição das
atividades do projeto possibilitou às acadêmicas a aproximação com diferentes tipos de
procedimentos ginecológicos. Entender o aparelho reprodutor e suas variações anatômicas tem sido
benefícios atingidos na experiência dentro do consultório. Outro aspecto importante desenvolvido é a
noção organizacional, bem como a prática do trabalho em equipe, uma vez que a consulta
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
ginecológica de enfermagem proposta neste projeto requer um planejamento e organização de
diferentes materiais antes, durante e após o atendimento, com participação de um dos 33 acadêmicos
para todas as atividades necessárias no projeto. As atividades práticas no III Centro de Saúde
tornaram-se referência para as acadêmicas sobre o serviço de atenção básica em saúde que
pretendem encontrar ao finalizar a graduação, pois as atividades incluídas no cronograma do Projeto
envolvem aspectos inerentes à Estratégia de Saúde da Família. Entende-se que a organização é peça
chave no desenvolver da prática da enfermagem mediante à sala de consulta, pois os materiais e as
pessoas precisam estar dispostos de maneira a facilitar a execução do atendimento. Logo, essa é, sem
dúvidas, mais uma peculiaridade que envolve o serviço. Dentre os pontos observados, destaca-se a
falta de conhecimento por parte das mulheres participantes do estudo no que tange à técnica do
autoexame das mamas, bem como sobre a necessidade de realizá-lo periodicamente. Ademais, a
insuficiência de exames de Papanicolau ao alcance das pacientes tem sido motivadora da adesão às
consultas de enfermagem em ginecologia, bem como ao interesse pelo uso da pomada de barbatimão
e, deste modo, tem colaborado para o andamento do Projeto. CONCLUSÃO: A realização do projeto
tem sido muito importante na luta contra o câncer do colo uterino. A consulta de enfermagem em
ginecologia, por sua vez, torna-se o instrumento de combate, pois é através dela que a
mulher/paciente tem acesso ao conhecimento acerca do aparelho reprodutor e suas mudanças
fisiológicas, e demais questões sobre temas de sexualidade; da mesma maneira, ela passa a ter acesso
a um serviço de qualidade, o que garante maior adesão à causa. Além disso, o vínculo
enfermeira/paciente se amplia à medida que o tratamento evolui, as pacientes passam por consultas
consecutivas, o que garante maior contato com a profissional. No que tange à formação profissional,
a organização e a sistematização das consultas tem propiciado a concretização de tarefas conhecidas
durante a graduação. Além disso, o contato com a execução dos exames ginecológicos possibilita às
discentes associar a realidade prática com o que trazem as referências sobre a temática e, assim, as
mesmas podem aperfeiçoar não só conhecimentos específicos, mas também técnicas de facilitação na
desenvoltura no processo do cuidar.
Palavras-Chave: Enfermagem no Consultório. Neoplasia do Colo do Útero. Saúde da Mulher.
Programas de Rastreamento.
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
REFERÊNCIAS
SILVA, M. J. S. (org.) ABC do câncer: abordagens básicas para o controle do câncer / Instituto
Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. 3. ed. rev. atual. Rio de Janeiro: Inca, 2017. 108 p.
Disponível em:
http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/comunicacao/livro_abc_3ed_8a_prova_final.pdf. Acesso em:
22/04/2018
PONDÉ, N.; AZAMBUJA, E. Improving the adjuvant treatment of HER2 positive breast cancer:
APHINITY and ExteNET trials. Brazilian Journal of Oncology. Abril, 2018. Disponível em:
http://brazilianjournalofoncology.com.br/. Acesso em: 22/04/2018.
CORRÊA, L. et al. Rastreamento do câncer do colo do útero em Minas Gerais: avaliação a partir de
dados do Sistema de Informação do Câncer do Colo do Útero (SISCOLO). Cadernos Saúde
Coletiva, v. 25, n. 3, 2017. Disponível: http://www.scielo.br/pdf/cadsc/v25n3/1414-462X-cadsc-253-315.pdf. Acesso em: 22/04/2018
EBLING, S. B. D.; DE OLIVEIRA CARPES, L.; DA SILVA, M. M. Consulta de enfermagem na
prevenção do câncer do colo uterino: relato de experiência. Revista Contexto & Saúde, v. 9, n. 17, p.
7-11, 2013. Disponível em:
https://www.revistas.unijui.edu.br/index.php/contextoesaude/article/view/1454/1210. Acesso em:
22/04/2018
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
“NEXO BIOPSÍQUICO HUMANO” NO CONTEXTO DAS CATADORAS DE LIXO DE
UMA ASSOCIAÇÃO DO MUNICÍPIO DE ARAPIRACA/AL
Lucas Barros dos Santos1; Diego de Oliveira Souza2
INTRODUÇÃO: O modo de produção capitalista gera desigualdades sociais, gerando a formação de
duas classes sociais fundamentais para o capitalismo, burguesia e proletariado. Quando se trata da
saúde dos catadores, se manifesta o caráter mais destrutivo do capital, o que implica entender como a
partir da determinação social da saúde, que é um processo essencialmente econômico, perpetua-se a
questão social e suas implicações na saúde da população. Considerando essa perspectiva, o trabalho é
central na determinação do processo saúde-doença. OBJETIVOS: Esse estudo teve por objetivo
analisar o “nexo biopsíquico humano” dos catadores, que é uma categoria teórica utilizada para
designar às condições ambientais e os elementos que interagem entre si e o trabalhador, gerando
assim cargas de trabalho. Elas se dividem em físicas, químicas, biológicas e mecânicas de um lado e
fisiológicas e psíquicas de outro, cargas essas que geram o “desgaste” que é a interação dinâmica das
cargas de trabalho. Para além dos processos degradantes no processo de trabalho, há os elementos
degradantes na vida em geral, que se interseccionam na determinação social da saúde. Ou seja, o
processo de trabalho e as condições gerais de vida não se separam, pois o indivíduo é um só fora e
dentro do trabalho. Portanto, não se pode dissociar a atividade de trabalho e a condição de vida geral
do indivíduo. ASPECTOS METODOLÓGICOS: O estudo é de caráter qualitativo, utilizando-se de
um roteiro semiestruturado, dividido em quatro eixos: Perfil sociodemográfico; Processo de trabalho;
Consequências da atividade de catação e condições gerais de vida, com catadores da ASCARA,
antigos catadores do lixão, residentes na comunidade Mangabeira, tratando-se de uma análise de
conteúdo de cunho materialista histórico-dialético. RESULTADOS: Foram entrevistados 7 catadores
da ASCARA, assim traçado o perfil desse catador, que se trata de mulheres, pardas ou negras em sua
maioria. Após isso foi identificado então às cargas de trabalhos dos catadores sofrem, das mais
diversas faces do processo no processo de trabalho, cargas essas que contribuem para o desgaste do
catador, desvelando o “nexo biopsíquico humano”, dos trabalhadores da ASCARA, apontando os
1
Autor. Bacharel em Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas/Campus Arapiraca, Pós-Graduando em Doenças
Parasitárias e Meio Ambiente. Contato: lucas.barros@arapiraca.ufal.br
2
Orientador. Professor Doutor da Universidade Federal de Alagoas/Campus Arapiraca.
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
tipos de cargas que os mesmos estão submetidos, como a questão da flexibilização do trabalho como
carga fisiológica, e a “normalidade sofrente” desse processo como carga psíquica, o exercício das
mais variadas funções como cargas mecânicas, sendo agravado pelo não uso de EPI. Fechamos a
análise com as condições gerais de vida, questões que evolvem moraria e saúde, como falta de
saneamento básico e pavimentação das ruas da comunidade em que moram, cargas que expõe o
trabalhador as mais diversas doenças, de caráter infecto-parasitárias a respiratórias, educação,
segurança e lazer, pontos fundamentais para a reparação da força de trabalho do catador.
CONCLUSÃO: Esse estudo contribuiu para identificar o “nexobiopsíquico humano” dos catadores,
dessa forma dando o primeiro passo para melhorias no processo de trabalho e futuramente pensar em
intervenções que minimizem essas cargas. As implicações para enfermagem vão desde traçar
estratégias para com a Saúde do Trabalhador, que minimizem as cargas que as catadoras estão
sujeitas diariamente, junto com a organização de horários de trabalho, uso de equipamentos de
proteção, até o reconhecimento das mesmas como catadoras, que o processo gera cargas danosas
para saúde, fortalecendo o protagonismo dessa classe.
Palavras-chave: “Nexo Biopsíquico humano”. Catadora. Trabalho.
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
O CUIDADO DE ENFERMAGEM AO NEONATO COM SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA
NEONATAL
Heloisa Antunes Araujo1; Hidyanara Luiza de Paula1; Glicya Monaly Claudino dos Santos1; Sandra
Taveiros de Araújo2; Rosa Patrícia G. T. Omena Rodrigues3; Renise Bastos Farias Dias4
INTRODUÇÃO: A síndrome de abstinência neonatal (SAN) é um conjunto de sintomas de
abstinência de drogas no recém-nascido, quando separado da placenta ao nascimento que podem
afetar o sistema nervoso central e os sistemas gastrointestinal e respiratório. A exposição fetal às
drogas geralmente ocorre por 1 de 3 motivos: (1) mães são dependentes de opióides, prescritas ou
ilícitas; (2) as mães necessitam de opióides prescritos para outro processo de doença; ou (3) as mães
recebem terapia com metadona ou outros agentes para facilitar a retirada segura do vício em
prescrição ou opióides ilícitos. A literatura apresenta, ainda, como causa da SAN, além do uso
materno de opióides, o uso de benzodiazepínicos, barbitúricos, tabagismo e álcool durante a
gestação. É possível a ocorrência também da SAN pós-natal, onde há retirada abrupta de analgésicos
administrados no neonato por um período prolongado. Desta forma, a SAN ocorre após o
pinçamento do cordão, provocando a retirada abrupta da substância para o lactente. O metabolismo e
a excreção do lactente continuam resultando em níveis circulantes diminuídos da substância. Quando
os níveis da droga circulante atingem uma baixa nos níveis, o neonato começa a mostrar sinais e
sintomas de SAN, que é imprevisível e está associado a muitos fatores que podem ocorrer no
nascimento ou até 4 semanas após o parto. Os sintomas subagudos da SAN podem ocorrer até 6
meses após o parto, com problemas de neuro-desenvolvimento aparentes até, pelo menos, 12 meses
de idade. Além da SAN, os recém-nascidos expostos a drogas no útero apresentam maior risco de
internação em UTIN quando comparados aos não expostos. Tais recém-nascidos necessitam de
cuidados especializados de enfermagem neonatal/pediátrica, porém evidências recentes indicam que
os enfermeiros muitas vezes não têm o conhecimento necessário para fornecer o cuidado ideal para
o binômio. Desse modo, as intervenções específicas de enfermagem devem perpassar primeiramente
pelo campo da identificação de uso de drogas maternas. Cabe destacar que há uma subnotificação do
1
Graduanda em Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca. Contato:
heloisaantunesaraujo@gmail.com.
2
Enfermeira Obstetra. Especialista em Saúde da Mulher. Mestra. Professora Adjunta da Universidade Federal de
Alagoas.
3
Enfermeira Obstetra. Especialista em Saúde da mulher. Professora Substituta na Universidade Federal de Alagoas.
4
Enfermeira Pediátrica. Doutoranda em Ciências da Saúde. Professora Adjunta da Universidade Federal de Alagoas.
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
uso de drogas na gestação. Assim como, o enfermeiro deve lançar mão de escores de avaliação de
sinais e sintomas de SAN, utilizando, por exemplo, o Sistema de Pontuação de Finnegan ou o Escore
de Lipsitz e, assim, realizar intervenções ao neonato mais breve quanto possível. Diante do exposto,
faz-se necessário ao profissional enfermeiro (a) realizar múltiplas ações, desde uma coleta de dados
materna e neonatal mais sensível à exposição às drogas e suas consequências, às intervenções
criteriosas com imediata iniciativa de tratamento não farmacológico e farmacológico, com oferta de
alimentação adequada e o lidar com o choro incessante das crianças com SAN. Para isso, ainda se
faz necessário um trabalho multiprofissional. Entretanto, é imprescindível minimizar as limitações
em diagnosticar a SAN no neonato, encontrar e utilizar intervenções adequadas, já validadas e
principalmente, propor e aplicar novas estratégias para um plano de cuidados de enfermagem efetivo
a esses neonatos. OBJETIVO: Descrever os cuidados de enfermagem para o recém-nascido com
Síndrome de Abstinência Neonatal (SAN). ASPECTOS METODOLÓGICOS: Trata-se de nota
prévia de uma revisão sistemática da literatura em 5 bases de dados (PUBMED, SCIELO, BDENF,
MEDLINE, Portal BVS). A pergunta científica norteadora do estudo foi: “Quais são os cuidados de
enfermagem para os recém-nascidos com SAN? ”. Foram utilizados os descritores: Neonatal
abstinence syndrome (Síndrome de Abstinência Neonatal), nursing care (Cuidados de enfermagem),
adotando-se como critério o cruzamento duplo dos descritores, interligados pelo operador booleano
AND. Foram encontrados 165 artigos. Quando aplicado o filtro para textos completos e publicados
nos últimos 6 anos, resultou em 62 artigos. Os títulos e resumos dos 62 artigos foram lidos, buscando
identificar os trabalhos que abordassem a SAN e o cuidado de enfermagem ou que apresentassem
afinidade para responder à questão norteadora desta referida pesquisa. Foram selecionados 31
artigos, todos em língua inglesa, publicados nos anos de 2012 a 2018. Destes 31 artigos, foram
traduzidos e lidos 5 artigos cuja análise parcial apresentamos nesta nota prévia. Após leitura dos
trabalhos selecionados, foi preenchido um instrumento de coleta de dados contendo: Título, ano,
autores, objetivos e resultados. RESULTADOS: Integraram-se a amostra desta revisão 3 artigos,
com os seguintes títulos: 1. Evidence-Based Nurse-Driven Interventions for the Care of Newborns
With
Neonatal Abstinence Syndrome, 2. Implementing Practice Guidelines and Education to
Improve Care of Infants With Neonatal Abstinence Syndrome, 3. Care of the Infant With Neonatal
Abstinence Syndrome Strength of the Evidence, 4. Evidence-based interventions for neonatal
abstinence syndrome; 5. Neonatal Abstinence Syndrome Exploring Nurses Attitudes, Knowledge,
and Practice. A partir da leitura dos artigos foi visto quais são os cuidados de enfermagem
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
empregados, sendo importante identificar o uso de drogas maternas pela mãe, por meio de revisões
nos registros maternos para histórico de prescrição ou uso ilícito, rastreamentos positivos de drogas e
comportamentos de risco [1]. Três estudos [1,2,5] falam sobre a avaliação de enfermagem ao recémnascido por meio da escala de Finnegan, a qual deve ser feita dentro de 24 horas após a admissão, ou
assim que o bebê for removido de narcóticos de curto prazo, com uma reavaliação feita com um
intervalo de 3 a 4 horas [1], pois trata- se de uma ferramenta abrangente e objetiva desenvolvida para
monitorar o bebê com um método que tem confiabilidade comprovada e pode ser facilmente
ensinado a enfermeiros [2]. Ainda relacionado à escala de Finnegan, o estudo [5] identificou que a
indicação para o tratamento farmacológico é a depender da pontuação considerada por cada
enfermeiro: acima de 8 ou com 3 pontuações consecutivas de 8, ou acima de 12, já o tratamento não
farmacológico é indicado assim que o caso for suspeito. Deve-se primar por uma sala com estímulos
ambientais diminuídos, a exemplo de uma sala escura, silenciosa, com interrupções mínimas, luz
baixa [5] e cuidado ao manusear a crianças, evitando movimentos bruscos [1,3,4]. No que tange a
nutrição, é importante ofertar uma alimentação fracionada (como forma de ajudar a tolerar as
mamadas e melhorar a digestão) com alto teor calórico para facilitar o ganho de peso[1,3,4]. Somado
a isso, é importante incentivar a amamentação em mães que não possuem contraindicação, pois
favorece o contato pele a pele [1,4,5], tendo em vista que se percebeu o benefício da internação da
mãe/família no alojamento conjunto ou quarto [1], quando comparado a UTIN, pois promove uma
interação mais efetiva e reduz a prevalência e a gravidade da retirada neonatal [4]. Ofertar uma
sucção não nutritiva ajuda a organizar um bebê desregulado e previne a desorganização [3,4]. É de
suma importância atentar para os cuidados com a pele, utilizando pomadas barreiras, para evitar
assaduras e rompimento da integridade da pele [3,4]. O estudo [1] fala ainda sobre cuidado
individualizado e de que é imprescindível promover uma Educação para os pais sobre SAN desde a
internação hospitalar, a qual deve esclarecer sobre as estratégias de conforto. O estudo [3] contempla
também o uso: do Holding para crianças que possuem um controle motor ruim, ajudando-as a regular
os movimentos; da bandagem para ajudar regular, acalmar e melhor tolerar a estimulação; da
contenção suave para controle motor e tônus; da fricção ao invés de tapinhas para estimular arrotos
durante a alimentação, visto que tapas podem desencadear o reflexo de moro; do balanço vertical
como forma de promover relaxamento e contato visual, sendo mais calmante do que o balanço de um
lado para o outro. CONCLUSÕES: A partir do estudo, a literatura responde à questão proposta, e
assim percebeu-se a visão ampla que se deve ter no processo de cuidar do recém-nascido com
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
Síndrome de Abstinência Neonatal (SAN) aos olhos do (a) enfermeiro (a). Dessa forma percebe-se a
relevância do cuidado de enfermagem ligado à manipulação, nutrição, cuidados com a pele e
amamentação, visto que são crianças que apresentam uma sintomatologia complexa necessitando de
uma maior disponibilidade e atenção, proporcionando conforto. Além disso, uma avaliação contínua
utilizando a Escala de Finnegan, como também intervir a partir de medidas farmacológicas e não
farmacológicas, com o intuito de satisfazer às necessidades, controlar as suas manifestações e reduzir
o tempo de internação. Estudos relacionados a esta temática podem ser mais explorados, uma vez
que o cuidado de enfermagem ao neonato com SAN ainda é pouco discutido em publicações
nacionais, necessitando de maiores evidências para as intervenções, substituindo o conhecimento
empírico/tradicional, tornando compatível com as recomendações da literatura.
Palavras-Chave: Síndrome da Abstinência Neonatal. Cuidados. Enfermagem.
REFERÊNCIAS:
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O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
OS ACIDENTES DE MOTOCICLETA E OS CONDUTORES INABILITADOS:
caracterização dessa relação
Lilka Marques Santos1; Ana Jéssica Cassimiro da Silva2; Janaina Moraes Pontes3;
Ana Paula Nogueira de Magalhães4
RESUMO
INTRODUÇÃO: Os acidentes de trânsito representam a principal causa de morte não natural em
diversos estados, apresentando-se como um sério problema de saúde pública (ROCHA; SCHOR,
2013), atingindo, sobretudo, pedestres, ciclistas e motociclistas. Um agravante quando se trata de
acidentes envolvendo motocicletas é o fato de muitos condutores não serem habilitados, mostrando
que um grande número de vítimas não deveria estar conduzindo este veículo por não serem treinados
e nem possuírem formação para tal (SANTOS et al., 2016; SOARES et al., 2015), tornando essa
questão, que já um problema de saúde pública, ainda mais grave. OBJETIVOS: O presente estudo
teve como objetivo verificar a prevalência de motociclistas não habilitados entre os atendidos por
acidentes de trânsito. ASPECTOS METODOLÓGICOS: Trata-se de um estudo epidemiológico, do
tipo transversal, realizado em um hospital de emergência de referência em atendimentos por traumas
em Alagoas, Brasil. Foram entrevistados 354 condutores vítimas de acidentes com motocicletas, no
período de novembro de 2016 a janeiro de 2017, nos três turnos, por meio do uso de questionário e
realizado o teste do etilômetro, popularmente conhecido como bafômetro. RESULTADOS: Os
resultados mostraram que a maioria das vítimas era do sexo masculino (82,77%) e não possuía
habilitação (62,25%). Verificou-se que ter idade superior a 30 anos, ter alta escolaridade e não
utilizar álcool foram fatores de proteção para a posse da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Já
a não utilização da moto para o trabalho, não possuir outro veículo, acidentes na zona rural e o não
uso de equipamentos de proteção individuais foram considerados fatores de risco para a inabilitação.
1
Acadêmica de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas/Campus Arapiraca. Contato:
lilkamarquess@gmail.com.
2
Enfermeira especialista em Emergência Geral e Atendimento Pré hospitalar pela Universidade Estadual de Ciências da
Saúde de Alagoas – UNCISAL e Mestranda em Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas – UFAL.
3
Enfermeira pela Universidade Federal de Alagoas - UFAL. Residente em Emergência Geral e Atendimento Préhospitalar pela Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - UNCISAL.
4
Enfermeira. Doutora pela Universidade de São Paulo-USP. Docente da Universidade Federal de Alagoas/Campus
Arapiraca.
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
CONCLUSÕES: A inabilitação leva os condutores a uma maior exposição aos acidentes de trânsito,
principalmente os que geram lesões e traumas com maior gravidade quando comparados aos
motociclistas habilitados. Tais resultados mostram a necessidade de um maior incentivo social para a
posse da CNH, associado ao aumento da fiscalização em áreas em que os acidentes com motocicletas
são mais frequentes.
Palavras-Chave: Acidente de trânsito. Motocicletas. Comportamento Perigoso.
REFERÊNCIAS
ALVES, J. H. S, et al. Condutas de enfermagem diante das vítimas de ferimentos por armas de fogo
em serviço de atendimento móvel de urgência. REBES. v.6, n.3, p.17-22, jul-set, 2016.
BRASIL. Lei Nº 9.503, de 23 de Setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro.
Brasília. 1997.
BRASIL. LEI Nº 13.546, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2017. Altera dispositivos da Lei no 9.503, de
23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro), para dispor sobre crimes cometidos na
direção de veículos automotores. Brasília. 2017.
CONTRAN. Resolução nº 432 de 23 de Janeiro de 2013. Dispõe sobre os procedimentos a serem
adotados pelas autoridades de trânsito e seus agentes na fiscalização do consumo de álcool ou de
outra substância psicoativa que determine dependência. Brasília. 2013.
CONTRAN. Resolução nº 543, de 15 de Julho de 2015. Altera a Resolução CONTRAN nº 168, de
14 de dezembro de 2004, com a redação dada pela Resolução CONTRAN nº 493, de 05 de junho de
2014, que trata das normas e procedimentos para a formação de condutores de veículos automotores
e elétricos. Brasília. 2015.
COSTA, M. J. C.; MANGUEIRA, J. O. Perfil epidemiológico de ocorrências no Trânsito no brasil revisão integrativa. S A N A R E. v.13, n.2, p.110-116, 2014.
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
DAMACENA, G. N. et al. Consumo abusivo de álcool e envolvimento em acidentes de trânsito na
população brasileira, 2013. Ciência & Saúde Coletiva. v. 21 n.12 p.3777-3786, 2016.
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
TOXICODEPENDÊNCIA NA GESTAÇÃO E AS CONSEQUÊNCIAS NA MULHER, NO
NEONATO E NA FAMÍLIA: reflexões para a prática de Enfermagem.
Thaynara Silva dos Santos Oliveira1; Bárbara Fernanda Santos Alcântara1; Viviane Karla Nicácio
Beserra1; Renise Bastos Farias Dias2; Rosa Patrícia G. T. Rodrigues3; Sandra Taveiros de Araújo4
INTRODUÇÃO: O período gestacional é naturalmente marcado por muitas transformações sociais,
físicas e emocionais que geralmente não trazem repercussões desfavoráveis para a saúde e bem-estar
de gestante (RICCI, 2016). Entretanto, algumas interferências advindas do meio social podem
impactar de forma negativa nesse processo de mudança. Dentre as condições desfavoráveis no
contexto da gravidez, o problema do consumo de substâncias psicoativas cada vez mais ganha
destaque na sociedade, tornando um problema de saúde pública (YAMAGUCHI et al., 2008) e
podendo afetar mulheres em qualquer faixa etária, embora uma maior vulnerabilidade seja
verificada no período da adolescência (SANTOS; COSTA, 2013). A vulnerabilidade abrange o
atendimento não somente às necessidades de saúde, mas compreende três dimensões distintas e
interligadas, quais sejam: individual, social e programática (ARAUJO, 2014). De certo, a expansão
do consumo de drogas psicoativas, principalmente o álcool, a maconha, a cocaína, crack, tabaco e
outras, atinge as mulheres em idade fértil e tem aumentado o número de casos de
complicações materno e neonatais (YAMAGUCHI et al., 2008), o que gera diversos desafios sociais
e institucionais para enfermagem, em relação ao uso de drogas e à saúde materno-infantil. Mas cabe
aqui destacar
que
os
efeitos
das
drogas
doenças cardiovasculares,
cirrose
hepática,
podem
depressão,
ocasionar
suicídio,
complicações
AVC,
cânceres,
como:
redução
da fertilidade, osteoporose, infarto agudo do miocárdio, convulsões e doenças pulmonares
(ARAUJO, 2014). Tratando-se do período gestacional, as complicações envolvem abortos,
partos prematuros, placenta prévia, riscos de má formação fetal e dependência da droga no RN.
Ademais, aumentam a ocorrência de acidentes, violências, comprometimento do desenvolvimento
1
Graduanda em Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca; Contato:
heloisaantunesaraujo@gmail.com.
2
Enfermeira Pediátrica. Doutoranda em Ciências da Saúde. Professora Adjunta da Universidade Federal de Alagoas.
3
Enfermeira Obstetra. Especialista em Saúde da mulher. Professora Substituta na Universidade Federal de Alagoas.
4
Enfermeira Obstetra. Especialista em Saúde da Mulher. Mestra. Professora Adjunta da Universidade Federal de
Alagoas.
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
psicossocial, mortalidade, gravidez precoce, dentre outros (MAIA et al., 2015). Apesar de não haver
números confiáveis sobre o uso de drogas na gestação, há evidências de que mulheres têm tendência
a não relatar o consumo de drogas. Muitas vezes esse quadro é subdiagnosticado devido ao
sentimento de culpa das gestantes, que, prevendo uma possível repreensão e desaprovação
pelo profissional de saúde, podem negar ou relatar um consumo menor de substâncias psicoativas,
ocasionando também em baixa participação no acompanhamento pré-natal, elevando sua exposição a
riscos obstétricos. A maioria delas não revela a extensão do uso, o que dificulta a obtenção da
verdadeira situação das gestantes usuárias de drogas (PEREIRA, 2012). Diante destes fatos, surgiram
algumas inquietações como: a enfermagem tem feito o rastreamento sensível para identificação do
consumo de substâncias psicoativas durante o pré-natal e no momento do parto? Como deve ser ou
como tem sido a abordagem à mulher usuária em idade fértil, à usuária gestante? E como ocorre
avaliação e o acompanhamento deste RN vítima de mãe toxicodependente? Frente ao exposto,
o presente estudo tem como objetivo: apresentar uma reflexão sobre a prática de enfermagem frente
à toxicodependência da gestante e as consequências na mulher e no neonato. ASPECTOS
METODOLÓGICOS: Trata-se de nota prévia de um estudo de revisão de literatura na área de saúde
e enfermagem abordando a temática da toxidependência na gravidez. O estudo caminha-se para uma
discussão organizada em duas partes: “A toxicodependência na gestação e as consequências na
mulher e no neonato” e “Reflexões acerca da prática de enfermagem frente a toxicodependência na
gestação”. RESULTADOS: [1] “A toxicodependência na gestação e as consequências na mulher e
no neonato”: Em se tratando do uso de substâncias psicoativas durante a gravidez, as
suas complicações não se restringem apenas a gestantes, mas também ao feto. Quando se pensa em
mulheres fumantes, pesquisas demonstraram que cerca de 80% das fumantes continuam com tal
hábito durante sua gestação. Quanto ao álcool, é possível que cerca de 20 a 25% das gestantes
tenham consumido, mesmo que esporadicamente, algum tipo de bebida alcoólica (FREIRE et al.,
2009). Em uma pesquisa realizada em 2010 em São Luís-Maranhão- Brasil, no universo de 1447
gestantes, 27,99% fizeram uso de substâncias psicoativas, sendo o consumo de drogas ilícitas
de 1,45% (ROCHA et al., 2016). Entre as mulheres usuárias de crack/similares, cerca de 10%
relataram estar grávidas no momento da entrevista e 47% das usuárias já havia engravidado ao
menos uma vez desde que iniciou o uso dessas drogas (MARINI; WASCHBURGER, 2015). Em
2008, foi publicada uma revisão sobre o perfil do usuário de crack brasileiro e o que chamou atenção
foi à expansão do uso do crack, mostrando também o aumento de crianças intoxicadas pela droga
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
durante a gravidez (ALENCAR et al., 2011). Estudos revelaram o perfil das gestantes usuárias de
crack, na maioria das vezes, são gestantes de baixo nível socioeconômico, geralmente não brancas,
com idade média de 25 anos, poli drogadas, com antecedentes familiares e pessoais de uso de drogas
(BOTELHO et al., 2013). Nesse contexto, o uso, abuso e a dependência de substâncias psicoativas,
é capaz de provocar consequências físicas e psicológicas potencialmente graves tanto para a mãe
quanto para a criança, e representam uma grande preocupação para as diversas instituições e esferas
da sociedade (ROCHA, 2016). Dentre os estudos publicados sobre os efeitos das drogas na gestação,
muitos discutem sobre os efeitos no feto ou neonato, poucos trazem a abordagem à mulher e sua
família. Quanto as consequências ao feto ou neonato podemos destacar: o baixo peso ao nascimento,
restrição do crescimento intrauterino, nascimento pré-termo, sepse, abortamento, lesões orgânicas
e neurológicas, malformações fetais, diminuição do perímetro cefálico, maior risco de infecção, além
de desenvolvimento de síndrome alcoólica fetal e síndrome de abstinência neonatal (ROCHA, 2016).
Uma pesquisa realizada em Recife, identificou-se que no período de 7 meses, numa Maternidade, 57
mulheres relataram o uso de substâncias psicoativas e 27 de seus neonatos foram diagnosticados com
a Síndrome de Abstinência Neonatal (SAN) (MOURA et al., 2015). [2] “Reflexões acerca da prática
de enfermagem frente a toxicodependência na gestação”: As citações em literatura sobre a
assistência a mulheres que fazem uso de drogas na gravidez apontam para deficiências no
acolhimento destas usuárias nos serviços de saúde. Gestantes com dependência química tem menor
adesão a assistência pré-natal e menor participação em grupos de gestantes, apresentando maior risco
de intercorrências obstétricas e fetais (COUTINHO et al, 2014). Além disso, a maioria das usuárias
abandona os filhos e podem ser consideradas pela justiça, incapaz para os cuidados, ocasionando
em traumas para a criança (MARINI; WASCHBURGER, 2015). Com essa compreensão, o
diagnóstico precoce favorece a intervenção e cria possibilidade de acesso a serviços especializados
de tratamento e alternativas de enfrentamento ao uso de drogas de abuso na gestação evitando
e/ou amenizando complicações maternas e neonatais, incluindo a necessidade de ampliação do
conhecimento sobre a SAN. CONCLUSÕES: É preciso reconhecer o contexto sociocultural no qual
o indivíduo está inserido, e assim, identificar os fatores de risco que permeiam o uso disfuncional de
drogas, passo fundamental para a criação de estratégias de atuação da enfermagem junto as famílias.
Considerando uma gestação de alto risco em razão não somente do uso da droga durante o período
de desenvolvimento do feto, mas também da condição de risco social e emocional dessas mulheres,
torna-se importante a implantação de serviços especializados, com profissionais capacitados para o
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
acompanhamento e a detecção precoce do uso de drogas de abuso por gestantes. Diante disso, é
imprescindível o papel do profissional de enfermagem para estabelecer/fortalecer a rotina de
atendimento às gestantes usuárias de substâncias psicoativas, qualificação na identificação de
gestantes de risco, tendo um olhar sensível para a causa, utilizando uma abordagem aberta para
facilitar a divulgação de informações e o auto relato materno. Pois, a enfermagem é fundamental no
manejo de neonatos com SAN nas Maternidades e em follow-up.
Palavras-chaves: Toxicodependência. Gestação. Enfermagem.
REFERÊNCIAS:
ALENCAR, J. C. G.; ALENCAR JUNIOR, C. A.; MATOS, A. M. B. "Crack Babies": uma revisão
sistemática dos efeitos em recém-nascidos e em crianças do uso do crack durante a gestação. Revista
de Pediatria SOPERJ. 2011, 12(1):16-21
ARAUJO, A. J. S. Vulnerabilidades de gestantes envolvidas com álcool e outras drogas. 2014.
Dissertação (Mestrado em Enfermagem). Escola de Enfermagem, Universidade Federal da Bahia,
Salvador.
BOTELHO, A. P. M.; ROCHA, R. C.; MELO, V. H. Uso e dependência de cocaína/crack na
gestação, parto e puerpério. FEMINA | Janeiro/Fevereiro 2013 | vol 41 | nº 1.
COUTINHO, T.; COUTINHO, C. M.; COUTINHO, L. M. Assistência pré-natal às usuárias de
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FREIRE, K.; PADILHA, P. C.; SAUNDERS, C. Fatores associados ao uso de álcool e cigarro na
gestação. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.31 n.7 Rio de Janeiro July 2009.
MAIA, J. A.; PEREIRA, L. A.; MENEZES, F. A. Consequências do uso de drogas durante a
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MARINI, K.; WASCHBURGER, E. M. P. A Vivência da Gravidez em Usuárias de Crack e sua
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MOURA, T. A. O.; CORDEIRO, E. L.; PAULA, J. M. F.; et al. Incidência da síndrome de
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Internacional de Salud. CUBA SALUD 2015, Cuba, 2015.
PEREIRA, S. M. G. As vivências dos enfermeiros no cuidado ao recém-nascido com síndrome de
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Pediatria). Escola Superior de Enfermagem do Porto, Porto.
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
RICCI, S. S. Enfermagem materno-neonatal e saúde da mulher. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
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SANTOS, M. B.; COSTA, C. L. N. A. O uso de drogas na adolescência. Cadernos de Graduação Ciências Humanas e Sociais | Aracaju | v. 1 | n.17 | p. 143-150 | out. 2013.
YAMAGUCHI, E.T. et al. Drogas de abuso e gravidez. Arch Clin Psychiatry (São Paulo, Impr.)
35, supl. 1; 44-47, 2008.
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
EXPERIÊNCIAS EXITOSAS NA IMPLANTAÇÃO DO TESTE RÁPIDO DE HIV E SÍFILIS
EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA NA ZONA RURAL DE PALMEIRA DOS
ÍNDIOS - ALAGOAS
Cristiane dos Santos Ferreira1; Christiane Valéria Balbino Canuto2
INTRODUÇÃO: O número de casos de HIV e sífilis vem aumentando no Brasil e é nesse contexto
que o diagnóstico desempenha papel fundamental. O presente trabalho relata a experiência da
implantação dos testes rápido de HIV e sífilis em uma unidade de saúde da família (USF) da zona
rural do município de Palmeira dos Índios- Alagoas. Durante o mês de Julho de 2015, após
capacitação pelo TELELAB, foi iniciado o processo de implantação dos testes pela enfermeira da
USF com a realização do Fique Sabendo, no intuito de ampliar o acesso da população local ao
diagnóstico do HIV e a triagem para a detecção da sífilis, com foco nas gestantes. Em virtude da
distância entre as micro-áreas e da dificuldade de acesso, os testes foram realizados na unidade de
saúde e em pontos estratégicos de apoio (centro comunitário e igrejas). A realização do teste
aconteceu perto de casa de forma rápida e segura com resultado em menos de 30 minutos.
Constatou-se uma excelente adesão pela população, a qual entendeu a importância do diagnóstico e
triagem das IST’s, tornando-se disseminadores da informação referente a realização dos testes e
aumentando a procura pelos mesmos na referida USF. OBJETIVOS: Relatar a experiência da
implantação dos testes rápido de HIV e sífilis em uma unidade de saúde da família (USF) da zona
rural do município de Palmeira dos Índios- Alagoas. Relatar a praticidade para a realização dos testes
e sua importância para o diagnóstico precoce das IST. Relatar a praticidade para a realização dos
testes durante o pré-natal. Incentivar a procura pelo teste na USF. METODOLOGIA: Após
capacitação da enfermeira da USF pelo TELELAB, os testes foram implantados com a realização do
Fique Sabendo. Realizou-se busca ativa através dos agentes comunitários de saúde com ênfase na
população de risco. A primeira estratégia utilizada para a disseminação dos testes foi a realização o
mais próximo possível do paciente. O exame que antes precisava de uma solicitação, uma
marcação na SMS e a realização no laboratório com a entrega do resultado em aproximadamente 15
dias, agora estava disponível próximo da residência do paciente, com resultado em 30 minutos.
1
Enfermeira emergencista, graduada pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL); Residência em Emergência Geral e
APH pela UNCISAL, Especialista em Saúde Pública, Pós-graduanda em Saúde do Trabalhador. Contato:
chrys.pm@hotmail.com
2
Enfermeira.
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
Foram utilizados duas igrejas, um centro comunitário e um posto de apoio, o que mobilizou 4 microáreas, totalizando 250 testes em 2 meses. Concomitantemente o teste era disponibilizado na USF,
principalmente durante as consultas de pré-natal e percebeu-se a procura a livre iniciativa do usuário.
Outras estratégias foram utilizadas para ampliar o acesso: realizar os testes nos dias da realização do
exame citológico, nos dias de planejamento familiar e nos dias voltados ao combate das doenças
crônicas não transmissíveis (hipertensão e diabetes). Dessa forma tanto a população feminina quanto
a masculina era contemplada. RESULTADOS: Foi surpreendente como a população aderiu de forma
positiva a realização dos testes. A maioria demonstrava-se satisfeitos com a realização do evento na
comunidade, pois o momento era de descontração e troca de informação. O aconselhamento pré
teste realizado era crucial para o bom entendimento das patologias em questão. Dúvidas eram
sanadas e os pacientes eram convidados a participar de brincadeiras que envolviam a correta
utilização do preservativo. A zona rural é marcada pela dificuldade de acesso aos serviços de saúde
em virtude da distância até o centro da cidade e a indisponibilidade de transporte coletivo. Em
algumas área existe transporte alternativo 3 vezes por semana, levando os moradores da região até o
centro da cidade de Palmeira dos Índios nos dias de feira livre. Levar a oferta do teste rápido até a
comunidade foi de suma importância para a aceitação da população e para a disseminação aos
demais usuários do serviço de saúde sobre a existência dos testes rápido na USF. Os meses seguintes
foram marcados pela procura espontânea dos usuários a unidade de saúde e pela aceitação dos
pacientes em realizar o teste nos dias de atendimento aos hipertensos, diabéticos, nos dias de
planejamento familiar e coleta de citologia. O cronograma do atendimento da enfermeira da referida
USF foi montado com dias específicos para a realização do teste rápido. Uma vez por semana o
atendimento é voltado para a testagem e aconselhamento das IST na unidade e uma vez por mês a
enfermeira se desloca para as áreas mais longe e de difícil acesso. No entanto, em virtude da
praticidade de sua realização, os testes ficam disponíveis durante todos os dias de atendimento e é
realizado a livre iniciativa do usuário ou de acordo com a necessidade do paciente. Em relação
as pacientes com história de amenorréia, o teste era realizado durante a primeira consulta, com a
gestação confirmada ou não com o intuito de detectar o mais precocemente possível os casos de HIV
e sífilis reduzindo dessa forma a transmissão vertical para o feto e contribuindo para redução das
taxas de sífilis congênita do município. Somente 10 meses após a implantação do serviço na USF
apareceram os primeiros resultados positivos para sífilis, com confirmação laboratorial em virtude do
teste ser de triagem. Os pacientes com sífilis foram encaminhados ao infectologista e o tratamento foi
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
instituído com sucesso. O município ofereceu desde a testagem até o tratamento completo
permitindo, dessa forma, a erradicação da doença. Após nova capacitação da enfermeira da USF pelo
TELELAB em abril de 2016, o serviço foi ampliado e além dos testes para HIV e sífilis a USF conta
também com a realização dos testes para hepatite B e hepatite C. Os ACS divulgaram entres os
moradores da região a oferta de mais dois testes na USF e a procura pelo serviço cresce a cada dia.
CONCLUSÃO: Espera-se que as informações pertinentes ao processo de implantação dos testes na
referida USF, foco deste relato de experiência, sirva como norteadoras para profissionais que
trabalham na USF no intuito de aprimorarem seus conhecimentos e estar em condições de esclarecer
as dúvidas dos usuários durante as consultas e atendimentos realizados. Podem até existir
dificuldades na implantação de uma nova modalidade de atendimento e até resistência por parte dos
pacientes em aceitar o atendimento, mas saber planejar e implantar com foco na necessidade da
população requer estratégias eficazes. As estratégias utilizadas pela enfermeira da USF para
implantar os testes rápido foram implantadas com sucesso, pois a princípio a população desconhecia
ou não queria realizar o teste pelo estigma social que o HIV e a sífilis ainda levam consigo. E após
receberem informações sobre as IST, sobre a sua forma de transmissão, diagnóstico e tratamento, e
por saber que o teste é sigiloso e o tratamento é oferecido totalmente pelo SUS, o estigma social deu
lugar a vontade de cuidar de sua saúde e a realização dos testes passou a ser aceita pela comunidade
geral. Enfatiza-se aqui a necessidade de instituir medidas de controle e combate as IST e para isso a
melhor estratégia é a realização do teste rápido, pois sua relação de baixo custo e beneficio favorece
a melhoria da qualidade da assistência com um diagnóstico precoce, fator essencial para uma
erradicação efetiva das doenças.
Palavras chaves. HIV, Sífilis, Teste rápido, Saúde.
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
MONITORIA DE SAÚDE DO IDOSO EM UMA INSTITUIÇÃO DE LONGA
PERMANÊNCIA
Pâmmela Roberta Gonçalves Tavares 1; Maria Layane dos Santos Lima1; Andreivna Kharenine
Serbim2; Patrícia de Paula Alves Costa da Silva2; Karol Fireman de Farias2
INTROÇÃO: ILPIs são “instituições governamentais ou não governamentais de caráter residencial,
destinadas a serem domicílios coletivos de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, com ou
sem suporte familiar, em condição de liberdade, dignidade e cidadania” (AGÊNCIA NACIONAL
DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA, 2005). Dessa forma, as acadêmicas de Enfermagem, monitoras e
professoras, identificaram durante as práticas numa ILPI do agreste alagoano a necessidade de
realizar uma oficina para promover atualização aos profissionais e voluntários da ILPI, pois, os
profissionais que lidavam diretamente no cuidado ao idoso careciam de conhecimentos sobre os
cuidados com os idosos institucionalizados. OBJETIVOS: Descrever experiência das monitoras em
organizar e realizar oficina durante atividade prática da disciplina Saúde do Idoso do curso de
Enfermagem em uma Instituição de Longa Permanência. Aspectos Metodológicos: Trata-se de um
relato de experiência da monitoria do curso de enfermagem da disciplina de saúde do idoso, referente
a oficina desenvolvida durante prática da disciplina por acadêmicas de enfermagem do sétimo
período,da universidade federal de alago monitoras e professoras em uma instituição de longa
permanência para idosos (ILPI) do agreste alagoano. A instituição foi fundada há 50 anos e
atualmente conta com aproximadamente 52 idosos institucionalizados e 22 funcionários. A ação foi
realizada em Março de 2018, teve como público alvo todos os profissionais e voluntários da ILPI. As
temáticas foram abordadas conforme as necessidades do serviço identificadas pelas acadêmicas de
Enfermagem, monitoras e professoras durante as atividades práticas anteriores, através das consultas
de enfermagem e diálogo com os profissionais. RESULTADOS: A oficina contou com a
participação de dez profissionais da ILPI e um voluntário, entre os profissionais estavam técnicos de
enfermagem, auxiliares de serviços gerais e funcionários da direção, além de 9 acadêmicas do sétimo
período de enfermagem da, duas professoras e uma monitora da disciplina. A oficina ocorreu em três
momentos, primeiro um alongamento, depois, demonstração da manobra de Heimlich e informações
1
Graduanda em Enfermagem pela Universidade Federal
pam.ufalenfer@hotmail.com.
2
Docente na Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca.
de
Alagoas,
Campus
Arapiraca;
Contato:
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
sobre curativos e feridas, este último tópico foi destinado apenas para os técnicos de enfermagem,
visto que, são os profissionais responsáveis pela realização deste procedimento no serviço. Durante o
alongamento, foi colocado uma música relaxante, adequada para o momento e uma acadêmica foi
conduzindo os movimentos a serem realizados, respeitando as limitações de cada pessoa, durando
em média 10 minutos. Todos realizaram o alongamento sem grandes dificuldades e relataram que
antes desta ação eles estavam tensos, pois nunca participaram de nenhuma atividade deste tipo. Em
seguida, outras acadêmicas junto com as monitoras da disciplina conduziu a demonstração da
manobra de Heimlich e em seguida todos repetiram a manobra, realizando um no outro, metodologia
que garantiu as correções necessárias frente à repetição da técnica da maneira correta, assim como
foi explicado as razões de cada passo da manobra de forma a sensibilizar a importância de seguir o
passo a passo treinado. Esta temática foi reportada como necessária em outras ILPIs, corroborando
com estudo realizado por Oliveira, Delgado & Brescovici em instituição de longa permanência para
idosos, no município de Canoas-RS, no ano de 2012, identificando que 30% dos idosos da amostra
autorreferiram engasgo durante/após a deglutição e 23,3% tosse durante/após a deglutição. Casos de
engasgo e tosse durante ou após a deglutição também foram referidos por profissionais na ILPI do
agreste alagoano, fortalecendo a necessidade de conhecimento da manobra de Heimlich. Vale
ressaltar que dos 11 participantes apenas um sabia realizar a técnica adequadamente. Por fim, foram
realizadas orientações sobre curativos e feridas, visto que a maioria dos idosos da ILPI apresentava
algum tipo de lesão de pele. CONCLUSÕES: A oficina realizada foi um sucesso, pois Os
profissionais aceitaram participar, e interagiram bastante. A colaboração da direção da ILPI
contribuiu de maneira efetiva para a realização da oficina, tornando-a possível. Os profissionais e
voluntários ao serem questionados sobre o momento, afirmaram a importância deste momento, pois
não possuíam tempo para se atualizar, Por isso é importante a atuação de um enfermeiro responsável
e supervisor da ILPI, pois, poderia garantir a educação permanente destes profissionais e Afirmaram
ainda que o alongamento conferiu a eles uma sensação de bem estar, pois nunca pararam durante seu
dia de trabalho para realizar, embora as atividades na instituição requer muita atenção e agilidade
para que todas as tarefas sejam realizadas durante os turnos de trabalho, e que os poucos
funcionários, tornavam as atividades tensas. Depois da oficina, foi perceptível a alegria, motivação e
o sentimento de valoração destes profissionais e voluntários, demonstrando a importância da
Universidade nestas instituições. As acadêmicas, monitora e professoras saíram com o sentimento de
O PROCESSO DE CUIDAR BASEADO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE DA POPULAÇÃO, NO AVANÇO DO
CONHECIMENTO E NA ESTRUTURAÇÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE.
gratidão por desenvolver uma oficina tão significativa ao serviço, que sempre acolhe a disciplina de
saúde do idoso durante as atividades práticas.
Palavras-Chave: Enfermagem. Saúde Do Idoso. Monitoria.
REFERENCIAS
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setembro de 2005. Diário Oficial da União 27 nov 2005;Seção 1. Disponível em:<
http://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/RDC_283_2005_COMP.pdf/a38f2055-c23a4eca-94ed-76fa43acb1df> Acesso dia 20 de abril de 2018.
A HISTÓRIA E A CONTEMPORANEIDADE DO PROCESSO DE CUIDAR
A HISTÓRIA E A CONTEMPORANEIDADE DO PROCESSO DE CUIDAR
AS IMBRICAÇÕES DAS RELAÇÕES DE GÊNERO NA FORMAÇÃO DE ENFERMEIRAS:
uma abordagem discursiva
Karyne André da Silva1; Sóstenes Ericson2
INTRODUÇÃO: O presente estudo se inscreve na interface enfermagem e discurso, pondo em
relação a História da Enfermagem e os dispositivos teórico-metodológicos da Análise do Discurso,
de filiação francesa. A pesquisa tem o apoio do PIBIC/UFAL 2017-2018, contando com uma bolsa
do CNPq. Oguisso (2007) lembra que “a História da Enfermagem, ou seja, o estudo sobre o
fenômeno de cuidar, como atividade, fato ou ideia, surgiu apenas em meados do século XIX, em
especial, pelas mãos de historiadores anglo-saxões” (p.X). No caso brasileiro, a maioria dos estudos
que se debruçam sobre as relações de gênero na enfermagem se situam na região sul e sudeste.
Inicialmente considerada como disciplina, a História da Enfermagem, enquanto área de pesquisa em
Enfermagem tem se consolidado, estando vinculada à História, Sociologia, Antropologia e
Psicologia. Partimos também dos pressupostos apresentados/formulados por Michel Pêcheux (2010),
que põe em questão a historicidade da memória, na qual incide a atuação dos efeitos interdiscursivos
(a exemplo do pré-construído), no interior de uma dada formação histórico-social. Zoppi-Fontana
(2002) considera o conceito de memória discursiva “para designar as redes de filiação histórica que
organizam o dizível, dando lugar aos processos de identificação a partir dos quais o sujeito encontra
evidências que sustentam/permitem seu dizer” (p.178). De acordo com Padilha; Vaghetti e Brodersen
(2006), “a construção dos papéis sexuais direciona, inclusive, a escolha profissional, estabelecendo
que a mulher, atendendo ao condicionamento recebido desde a infância, escolhe uma carreira
condizente com a sua condição feminina, como professora primária, secretária, enfermeira etc.,
profissões que são consideradas por muitos como pouco qualificadas e competitivas no mercado de
trabalho”. OBJETIVO: Contribuir para o entendimento sobre as imbricações das relações de gênero
na formação de enfermeiras, numa abordagem discursiva. Aspectos Metodológicos: Pesquisa de
campo, de abordagem qualitativa com base na Análise do Discurso, do tipo descritiva, com
utilização de entrevista e questionário semiestruturado que serão aplicados a 40 mulheres/discentes
1
Graduanda em Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas/Campus Arapiraca. Contato:
karyneandre.silva@gmail.com.
2
Doutor (PhD). Professor Adjunto do Curso de Graduação em Enfermagem- Universidade Federal de Alagoas/Campus
Arapiraca.
A HISTÓRIA E A CONTEMPORANEIDADE DO PROCESSO DE CUIDAR
matriculadas no Curso de graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas/Campus
Arapiraca sendo excluídos os discentes do sexo masculino, as discentes que trancaram a matrícula e
as que não aceitarem participar do estudo. RESULTADOS: Abordagem teórico- concetual sobre
gênero
no
campo
da
enfermagem. Segundo Padilha; Vaghetti; Brodersen (2006), os
movimentos feministas ganharam força na década de 1970, e com eles as reivindicações das
mulheres sobre os espaços sociais fazendo denúncia à violência tanto física quanto psicológica que
sofriam. Data desse período o surgimento da perspectiva de gênero nos estudos feministas,
considerando que “o gênero será elaborado como a construção social das identidades sexuais e como
objeto de estudos feministas. Assim abriu caminhos para a desconstrução e desnaturalização do
masculino e do feminino” (CONCEIÇÃO, 2009, p. 739). Os estudos feministas, até os anos 1970,
tinham como objeto central “a mulher” no singular tendo a preocupação em explicar as causas da
opressão feminina, da subordinação da mulher na história do patriarcado. A partir de meados dos
anos 1970 há uma mudança de enfoque: de mulher para mulheres. [...] Nos fins dos anos 1970, a
categoria gênero é conceituada como a construção social das identidades sexuais e como objeto dos
estudos feministas. (idem, p. 739-741). A partir dos anos 1980 houve uma revolução nos estudos
feministas relacionados a gênero, procurando reconstruir o conceito de feminino, superando a
questão biológica-sexual: A palavra indicava uma rejeição do determinismo biológico implícito no
uso de termos como “sexo” ou “diferença sexual”. (SCOTT, 1995, p. 72). Para Padilha; Vaghetti;
Brodersen (2006), os gêneros são construídos a partir de um processo social e histórico, trazem como
exemplo as formas com que crianças são tratadas desde que nascem sendo ensinadas a imitarem
papeis sociais que são característicos de seus gêneros levando em conta a distinção sexual,
aprendendo papeis embasados nas diferenças biológicas, mas não deixando de ter um aspecto social.
O papel social de subordinação reservado às mulheres na esfera privada/doméstica se estende à
esfera pública/profissional, a exemplo da Enfermagem. Sobre os primeiros estudos de Enfermagem
levando em consideração a questão de gênero, de acordo com Silva e Corrêa (1999), as categorias
centrais abordadas pelas autoras/es dos estudos publicados, nos anos de 1955 a 1997/1, em dez
periódicos nacionais de Enfermagem foram: gênero e determinantes históricos e sociais no
desenvolvimento da profissão de enfermagem, gênero e trabalho, gênero e saúde, gênero e educação
e gênero e feminismo. As referidas autoras destacam que a efervescência acerca de gênero como área
de estudo em enfermagem ocorreu após 1979 quando no CBEn (Congresso Brasileiro de
Enfermagem), em Fortaleza, houve uma discussão inicial sobre gênero e em 1986 uma retomada do
A HISTÓRIA E A CONTEMPORANEIDADE DO PROCESSO DE CUIDAR
tema no CBEn no Rio de Janeiro. Definindo Descritores. Os descritores selecionados foram
“gênero” e “cuidado de enfermagem”, mas ao consultar o Decs - Descritores em Ciência da Saúde,
foi verificado que não há o descritor “gênero”. Os descritores semelhantes encontrados foram:
Identidade de gênero, Relações Interpessoais e Gênero e Saúde. Avaliando as suas descrições no
Decs, observa-se que, a despeito do que foi encontrado na literatura no fim da década de 1990 sobre
a categoria de gênero na Enfermagem (SILVA; CORRÊA, 1999), a descrição continua sendo
indireta e notadamente caracterizada por uma concepção binária, determinada biologicamente no par
macho-fêmea, ainda que com abertura para uma “identidade socialmente construída”.
Especificamente no descritor “Gênero e Saúde”, é possível identificar também a influência de uma
perspectiva de busca por igualdade entre homens e mulheres, característica da abordagem feminista
dos anos 80/90. A diversidade, perspectiva atual das discussões nos estudos de gênero, associada às
relações de poder, não são atendidas pela conceituação vigente/dominante na área da saúde, bastando
o exemplo de intersexo e de agênero, para apontar seus limites. Não haver o descritor “gênero” no
Decs é intrigante, pois as discussões sobre gênero iniciaram nos anos 1960/70 e as primeiras
tentativas de legitimar o tema em trabalhos acadêmicos decorre do início dos anos 1980, ou seja, há
quase 40 anos. Na falta deste descritor em Português, usaremos para as pesquisas nas bases de dados
Bireme e Scielo o descritor “identidade de gênero” que tem como sinônimo no Decs “gênero” e
embora sejam conceitos distintos, para falar de identidade de gênero, deve-se passar por uma
discussão sobre gênero. Relacionado ao conceito de gênero, estamos considerando a proposição
apresentada por Souza et al. (2014), que com base na perspectiva crítica e histórica dos estudos de
gênero (SCOTT, 1995; LOURO, 1997), entendem gênero como uma construção histórica e social
que rompe binarismos e dicotomias; não são propriamente as características sexuais, mas é a forma
como são concebidas ou apreciadas, aquilo que se diz ou se pensa sobre elas que vai formar
efetivamente o que é feminino ou masculino em uma dada sociedade, em um dado momento
histórico (SOUZA et al., 2014, p.219-220). A noção de masculino e feminino nesse conceito ainda
está sendo discutida em nossas reflexões, o que coloca a consideração do referido conceito em
caráter provisório. Elaboramos um quadro teórico que apresenta as vertentes do feminismo até os
anos 1990, considerando a necessidade de estabelecer uma reflexão dessas vertentes na teorização de
Enfermagem, entendendo a necessidade de explicitarmos nosso posicionamento no feminismo
marxista. Este período foi selecionado tendo em conta que as principais teorias de Enfermagem
datam da segunda metade do século XIX ao final do século XX. Com base nos pressupostos teórico-
A HISTÓRIA E A CONTEMPORANEIDADE DO PROCESSO DE CUIDAR
conceituais apresentados foi proposto um questionário e entrevista a serem utilizados na Pesquisa,
considerando a formulação de Souza et al. (2014). CONCLUSÕES: Há uma escassez de estudos
sobre gênero na enfermagem, que façam relação com a teorização a respeito do cuidado de
enfermagem, numa abordagem discursiva. Dada a escassez de estudos, entende-se que a pesquisa
teórico-conceitual contribuiu para sedimentar nosso posicionamento na vertente marxista do
feminismo, de onde partimos para o estudo da teorização sobre o cuidado de enfermagem. O estudo
teórico-conceitual sobre gênero e teorização em enfermagem assumiu maior proporção e
comprometeu o aprofundamento na Análise do Discurso, o que pretendemos recuperar com a
próxima etapa da pesquisa voltada às entrevistas com discentes.
Palavras-Chave: História da Enfermagem. Análise do Discurso. Relações de Gênero.
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