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ANAIS DA SEMANA DE E
ENFERMAGEM
NFERMAGEM
DE ARAPIRACA
Renise Bastos Farias Dias
Sóstenes Ericson
(org.)

2022
UFAL | Arapiraca,
Arapiraca AL

ISSN:2595
2595-2447

2

EQUIPE EDITORIAL
Sóstenes Ericson
Renise Bastos Farias Dias
COMISSÃO ORGANIZADORA DA 14ª SENAr
Cooordenação Geral
Profa. Dra. Meirielly Kellya Holanda da Silva
Comissão Científica
Beatriz Domingos Silva
Ivens Bruno Vieira Cabral
Maria Leticia Cavalcante Santos
Elaine Virginia Martins de Souza Figueiredo
Sóstenes Ericson
Ivens Bruno Vieira Cabral
Adryelle Aparecida dos Santos
Renise Bastos Farias Dias
Beatriz Domingos Silva
Maria Leticia Cavalcante Santos
Rhayssa Irlley Pinheiro Pereira
Jenifer Bianca de Melo Silva
Comissão de Credenciamento
Maria Cristina Cavalcante da Silva
Marylane Martins Medeiros
Anderson Ferreira Barbosa
Evily Emanuelle da Silva
Monaliza Stephany César Silva
Jhoão Elymário de Oliveira Santos
Bruna Rykelly Ramos dos Santos
Heloysa Khetlyn Gonçalves Costa
Patrícia de Paula Alves Costa da Silva
Erika Maria Barbosa Nunes
Comissão de Infraestrutura e Plataforma
Marya Fernandha Santos Santana
Maria Alice Candido Nobre
Sara Ribeiro Silva
Lorrayne Araujo Fernandes de Medeiros
Aíris Barbosa de Lima
Clécia Rodrigues Santos
Ana Paula de Lira Araujo
Jessica Pinheiro de Souza
Karolina Alves dos Santos
Aline da Silva Costa
Marta Maurícia Limeira de Oliveira
Cintia Bastos Ferreira
Meirielly Kellya Holanda da Silva

3

COMISSÃO AVALIADORA DE TRABALHOS DA 14ª SENAr
Ana Paula Nogueira de Magalhães
Danielly Cantarelli de Oliveira
Diego de Oliveira Souza
Josineide Soares da Silva
Maria Betânia Monteiro de Farias
Nirliane Ribeiro Barbosa
Renise Bastos Farias Dias
Sabrina Ângela França da Silva Cruz
Thaynara Silva dos Santos Oliveira

Universidade
niversidade Federal de Alagoas - UFAL
Campus Arapiraca

Semana
na de Enfermagem em Arapiraca – SENAr.
Anais da 14ª Semana de Enfermagem em Arapiraca – SENAr/
SENAr
Organizado por Sóstenes Ericson e colaboradores. Arapiraca/AL.
Universidade Federal de Alagoas, 2022. 49p.
Resumo Simples.
1. Enfermagem. 2. Covid
Covid-19. Evento.
o. 14ª Semana de Enfermagem em
Arapiraca – SENAr.
ISSN 2595-2447
2595

4

14ª SEMANA DE ENFERMAGEM DE ARAPIRACA - SENAr

Carga horária do evento: 30 horas
EVENTO
Organizado peloo Curso de Bacharelado em Enfermagem, em parceria com o Centro
Acadêmico, da Universidade Federal de Alagoas - Campus Arapiraca - Avenida Manoel
Ma
Severino Barbosa RODOVIA AL-115, Bom Sucesso, Arapiraca/Alagoas
Alagoas.
Data: 18 a 20 de maio de 202
2022.

APOIO:

REALIZAÇÃO:

ORGANIZADOR

5

APRESENTAÇÃO

A Semana Brasileira de Enfermagem (SBEn) é celebrada anualmente e foi
instituída em 1940, pela Escola de Enfermagem Anna Nery, tendo sido idealizada por
sua então Diretora Laís Netto dos Reys.
O dia 12 de maio celebra o nascimento de Florence Nightingale, em 1820. No
dia 12 de maio, comemora-se também o Dia Internacional da Enfermeira, tendo sido
instituído no Brasil, em 1938, pelo Presidente Getúlio Vargas. O dia 20 de maio
rememora o falecimento de Anna Nery, em 1880, sendo esse período oficializado como
a “Semana da Enfermagem”, desde 12 de maio de 1960, pelo Presidente Juscelino
Kubitschek, através do Decreto 48.202.
O Curso de graduação em Enfermagem da Universidade Federal de
Alagoas/Campus Arapiraca, criado em 2006, comemorou a Semana Brasileira de
Enfermagem pela primeira vez em 2008. A Semana de Enfermagem em Arapiraca –
SENAr é uma iniciativa que tem por missão incentivar o desenvolvimento crítico e
científico da Enfermagem a respeito da prática profissional e de suas contribuições para
a sociedade.
Em 2022, o principal objetivo da Semana de Enfermagem em Arapiraca – 14ª
SENAr foi criar espaços para discussões e trocas de experiências entre professores,
pesquisadores, profissionais de Enfermagem, estudantes de Enfermagem e sociedade
civil.

6

EDITORIAL
A tradição de realização da Semana de Enfermagem de Arapiraca (SENAr),
designação assumida pelo Curso de Bacharelado em Enfermagem desde 2009, tem
contribuído para o fortalecimento do debate crítico e alinhado aos diversos problemas
sociais com os quais lidamos cotidianamente.
A exemplo de edições anteriores, a SENAr tem acompanhado o tema proposto
pela Associação Brasileira de Enfermagem, sendo o ano de 2022 propício a um
questionamento bastante preciso: “A Enfermagem no contexto da pandemia pela Covid19: que lições aprendemos?”
Depreende-se daí a necessidade de situarmos a Enfermagem na perspectiva do
trabalho em Saúde, com o qual indissociadamente se relaciona, como também realçar
que a indispensável atuação do campo de Enfermagem no período pandêmico trouxe,
para além dos inúmeros desafios, momentos de aprendizagem que vão se constituindo
enquanto um legado, que precisa ser explicitado, debatido e até incorporado ao fazer da
Enfermagem.
Nesse contexto, a programação desta 14ª edição da SENAr contou com as
contribuições de diversos/as convidados/as, que abordaram aspectos distintos do
momento atual, mas também pondo em perspectiva um porvir, que pretendemos
próximo. Damos a ver uma parte significativa dessa produção nos Resumos aqui
publicados, com a gratidão a todas as pessoas que apresentaram trabalhos no Evento e
a(o)s examinadores/as.
Aos longos de 3 dias de intensas atividades, os então 224 inscritos tiveram a
oportunidade de se confraternizar, após dois longos anos de distanciamento físico, e de
compartilharem experiências que, sem dúvida, nos trarão aprendizagens e se
perpetuarão na memória desse que é o maior Evento do calendário oficial do nosso
Curso. Uma gratidão especial à Comissão Organizadora, ao Campus Arapiraca pelo
apoio, aos convidados e convidadas, a EDUFAL, as pessoas de outras instituições,
especialmente ABEn/AL e COREn/AL, e às instituições e pessoas que contribuíram no
patrocínio. Registramos aqui o nosso abraço em nome da 14ª SENAr, com votos de um
até breve!

7

PROGRAMAÇÃO
Quarta-feira 18/05/22 – Local: Auditório Central
8h às 9h – Credenciamento e Acolhimento
9h às 9h30 – Cerimônia de Abertura
9h30 às 10h30 – Conferência “A Enfermagem no contexto da pandemia pela Covid-19:
que lições aprendemos?”
Enfa. Lousanny Caires – SMS Arapiraca/AL
10h30 às 10h45 – Intervalo
10h45 às 11h45 – Palestra “Internacionalização do trabalho em Enfermagem durante e
pós-pandemia de Covid-19 (Brasil/Estados Unidos)”
Prof. Sebastian de laHorra – Primal/Peru-USA
11h45 às 12h – Cultural
12h às 14h – Intervalo
14h às 15h15 – Mesa “Saúde Mental e Luta Antimanicomial: um diálogo necessário” –
9h às 12h (Presencial) – 40 vagas
Profa. Ririslâyne Barbosa da Silva – UNINASSAU Arapiraca
Profa. Ma. Patrícia de Paula Costa da Silva – UFAL
Prof. Dr. Jarbas Ribeiro de Oliveira – UFAL
15h15 às 17h – Mostra de Cinema, lançamento de livros e cultural.
Coordenação: Profa. Dra. Meirielly Holanda - UFAL
Stand Editora da UFAL (Edufal)
17h às 19h – Intervalo
19h às 21h – Reunião de Ligas (on-line)
- Cuidados Integrados em Enfermagem – Reunião da LASMU, LAMUE e GTRA
Coord.: Profa. Dra. Karol Fireman de Farias

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Quinta-feira 19/05/22
Local: Complexo de Ciências Médicas e Enfermagem – CCME
8h às 9h – Acolhimento
Mostra Fotográfica – ACE 1
Coordenação: Profa. Dra. Sabrina França
Profa. Dra. Ana Paula Nogueira de Magalhães
Minicurso 1 “Introdução ao conceito de letramento em saúde para enfermeiros” – 8h30
às 11h (Presencial) – 25 vagas
Profa. Dra. Andreivna Kharenine Serbim e Enfa. Magda Vitória Nunes
Minicurso 2 “Processo de Enfermagem: coleta de dados e Teorias de Enfermagem” –
EXCLUSIVO para 3º período de Enfermagem UFAL/Campus de Arapiraca – 8h às 12h
(Presencial) - 40 vagas
Profa. Mestra Josineide Soares da Silva
Minicurso 3 “Desenvolvimento e Acompanhamento da criança com síndrome de Down:
protocolo de intervenção” – 8h30 às 11h30 (Presencial) – 30 vagas
Enfa. Esp. Neila Chrystine Sabino Correia – Instituto Amor 21
Sala Virtual – Minicurso 4 “Introdução à Estratégia AIDPI – Atenção Integral às
Doenças Prevalentes na Infância” (1º momento on-line) – 8h às 12h – 30 vagas
Profa. Dra. Renise Bastos Farias Dias; Profa. Dra. Larissa Tenório Andrade Correia
Profa. Mestra Josineide Soares da Silva; Enfa. Lousanny Caires – SMS Arapiraca/AL
12h às 14h – Intervalo
14h às 17h – Apresentação de Trabalhos (Comunicação Oral)
Eixo 1: Modificações impactantes para a enfermagem diante do contexto pandêmico
Eixo 2: Como a enfermagem enfrentará o contexto pós-pandêmico?
17h às 19h – Intervalo
18h às 19h – Reunião do Grupo de Estudo Trabalho, Ser Social e Enfermagem –
GETSSE (on-line)
Coordenação: Prof. Dr. Diego Souza
Prof. Dr. Jarbas Oliveira
Prof. Dr. Sóstenes Ericson
19h às 20h – Reunião do Grupo de Pesquisa em Biomarcadores e Monitoramento em
Saúde – BMS (on-line)
Coordenação: Profa. Elaine Virgínia Martins de Souza Figueiredo
Profa. Dra. Karol Fireman de Farias; Profa. Dra. Renise Bastos Farias Dias

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Sexta-feira 20/05/22
Local: Complexo de Ciências Médicas e Enfermagem – CCME
8h às 9h – Acolhimento
Mostra Fotográfica – ACE 1
Coordenação: Profa. Dra. Sabrina França
Profa. Dra. Ana Paula Nogueira de Magalhães
Minicurso 4 “Introdução à Estratégia AIDPI – Atenção Integral às Doenças Prevalentes
na Infância” (2º momento presencial) – 8h às 12h – 30 vagas
Profa. Dra. Renise Bastos Farias Dias; Profa. Dra. Larissa Tenório Andrade Correia
Profa. Mestra Josineide Soares da Silva; Enfa. Lousanny Caires – SMS Arapiraca/AL
Minicurso 5 “Práticas Integrativas de Cuidado” – 9h às 12h (on-line) – 40 vagas
Profa. Dra. Ana Lydia Vasco de Albuquerque Peixoto - IFAL
Minicurso 6 “Assistência de Enfermagem ao paciente com Covid-19” – 9h às 12h
(Presencial) – 20 vagas
Enfa. Ma. Gisele Lopes Oliveira – HEDH/Hospital CHAMA
Minicurso 7 “Consulta de Enfermagem na saúde sexual e reprodutiva: contraceptivo
DIU TCU 380A” - 08h às 12h (Presencial) – 20 vagas
Profa. Ma. Sandra Taveiros
12h às 14h – Intervalo
14h às 17h – Apresentação de Trabalhos (Comunicação Oral)
Eixo 1: Modificações impactantes para a enfermagem diante do contexto pandêmico
Eixo 2: Como a enfermagem enfrentará o contexto pós-pandêmico?
Minicurso8 “Parto Humanizado – 14h às 17h (on-line).
Enfa. Hilca Mariana Gomes
Cerimônia de Encerramento e Entrega das Premiações – Hall do Centro de Ciências
Médicas e Enfermagem - CCME

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SUMÁRIO

Resumos Simples:
1. A IMPORTÂNCIA DO SIMULADOR NO PROCESSO DE ENFERMAGEM
SENDO UTILIZADO NA PRÁTICA DE MONITORIA PÓS PANDÊMICA ...... 12
2. ADAPTAÇÕES NUMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE FRENTE À
PANDEMIA DE COVID-19: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ......................... 14
3. CONSEQUÊNCIAS NA SAÚDE DO RECÉM-NASCIDO EXPOSTO A COVID19: a integrative review ............................................................................................ 15
4. CONSULTAS DE PUERICULTURA NA ATENÇÃO BÁSICA NO CONTEXTO
DA PANDEMIA DE COVID-19: Relato de experiência ........................................ 17
5. COVID-19 E ALEITAMENTO MATERNO: A INTEGRATIVE REVIEW ......... 19
6. ENFRENTAMENTO CONTRA A HESITAÇÃO VACINAL PARA A COVID-19
EM GESTANTES À LUZ DA TEORIA DO AUTOCUIDADO DE DOROTHEA
OREM: Um relato de experiência ............................................................................ 21
7. FADIGA POR COMPAIXÃO EM ENFERMEIROS DURANTE A PANDEMIA
POR COVID-19 ....................................................................................................... 23
8. HABILIDADES DE LETRAMENTO EM SAÚDE DE IDOSOS NA
AVALIAÇÃO DE FAKE NEWS DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19 ..... 24
9. HOMENS E MULHERES DE FARDA TAMBÉM ADOECEM: o trabalho dos
policiais militares no Brasil no contexto da Covid-19 ............................................. 26
10. INFLUÊNCIA DA PANDEMIA DE COVID-19 NO CONSUMO DE DROGAS
DE ABUSO POR MULHERES GRÁVIDAS: uma revisão integrativa.................. 27
11. INFLUÊNCIA DO MEDO DA MORTE NO TRABALHO DE ENFERMEIRAS
DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19 ............................................................ 29
12. MUTIRÃO DE VACINAÇÃO CONTRA A COVID-19: um relato de experiência
.................................................................................................................................. 31
13. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E SINTOMÁTICO DE PACIENTES
INTERNADOS POR COVID-19 EM UM HOSPITAL DE ARAPIRACA............ 33
14. RETORNO DAS ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA ATENÇÃO
PRIMÁRIA DURANTE A PANDEMIA POR COVID-19: relato de experiência. 35
15. RETORNO DAS VISITAS EM DOMICÍLIO EM PERÍODO DE PANDEMIA
POR COVID-19: aplicação da escala de complexidade do paciente ....................... 37
16. SOFRIMENTO PSÍQUICO DA ENFERMEIRA DURANTE A PANDEMIA DO
COVID-19: uma revisão integrativa ........................................................................ 39

11

17. TRANSTORNO MENTAL E COMPORTAMENTAL NO PUERPÉRIO
DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19: realidade de mulheres residentes em
Arapiraca-AL ............................................................................................................ 41
18. USO DA GAMIFICAÇÃO NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM DE
ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM DURANTE MONITORIA ACADÊMICA:
Um relato de experiência .......................................................................................... 43
19. USO DO TELEMONITORAMENTO PELA ENFERMAGEM DURANTE A
PANDEMIA POR COVID-19 ................................................................................. 45
20. DESAFIOS E POTENCIALIDADES NA COLETA DE DADOS DE PESQUISA
CIENTÍFICA NA PANDEMIA DE COVID-19: Um Relato de Experiência. ........ 46
21. CONDIÇÕES DE LETRAMENTO EM SAÚDE DE IDOSOS DURANTE A
PANDEMIA DE COVID-19 .................................................................................... 48

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14ª SENAr – SEMANA DE ENFERMAGEM DE ARAPIRACA
18 a 20 de maio de 2022 - Anais ISSN 2595-2447

A IMPORTÂNCIA DO SIMULADOR NO PROCESSO DE
ENFERMAGEM SENDO UTILIZADO NA PRÁTICA DE
MONITORIA PÓS PANDÊMICA
RODRIGUES, Lara Mykaelle Braga1
FARIAS, Suzimilly dos Santos2
SILVA, Josineide Soares3
1

Graduanda do curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, campus Arapiraca.
E-mail: lara.rodrigues@arapiraca.ufal.br
2
Graduanda do curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, campus Arapiraca.
3
Docente do curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, campus Arapiraca.

RESUMO
Introdução: Mediante cenário pós pandemia COVID-19 o uso do simulador realístico
em aulas práticas de monitoria integra-se no âmbito da formação em cursos de
graduação em Enfermagem. Visto como importante metodologia de ensino
aprendizagem em condições reais, auxiliando no desenvolvimento de competências e
habilidades aos alunos. Objetivo: relatar as atividades desenvolvidas com ouso de
simulador no ensino em laboratório prático de Enfermagem em cenário pós pandêmico,
desenvolvidas durante as monitorias da disciplina de Processo de Enfermagem e
procedimentos do cuidado/ACE, na Universidade Federal de Alagoas, campus
Arapiraca. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência de atividades
desenvolvidas com o simulador durante monitorias da disciplina de Processo de
Enfermagem e procedimentos do cuidado/ACE, dirigidas aos alunos do 3º período de
Graduação em Enfermagem na Universidade Federal de Alagoas, campus Arapiraca,
entre o período de março a maio de 2022. Resultados: As atividades contaram com a
participação de 38 alunos do 3º período de Graduação em Enfermagem. As atividades
realizadas incluíram: prática do exame físico céfalo-caudal no boneco simulador,
ausculta cardíaca, pulmonar e abdominal, diferenciação das classificações de sons,
aplicações de roteiros de exame físico, ao final os alunos puderam esclarecer suas
dúvidas coletivamente. Foi observado interesse significativo por parte dos alunos, que
demonstraram suas dúvidas e se dispuseram a participar das atividades oferecidas.
Conclusão: O ensino junto ao uso do simulador colabora na confiabilidade dos
estudantes, no proveito de conhecimento e habilidades técnicas em cenário pós
pandêmico, portanto não se deve dispensar o uso desta tecnologia de ensino na
Enfermagem prática.
Palavras-chave: Educação em Enfermagem. Materiais de ensino. Enfermagem.

13

REFERÊNCIAS
CAMPANATI, F. L. S. A simulação clínica como método de ensino na disciplina de
Semiologia e Semiotécnica2. 2019. p. 137.Dissertação (Mestrado) – Programa de PósGraduação em Ciências e Tecnologias em Saúde, Faculdade de Ceilândia, Universidade
de Brasília, Brasília, 2019. Disponível em:
https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/38268/1/2019_FernandaLet%c3%adciadaSilv
aCampanati.pdf.
FREITAS, Cinthia Matia Andrade. Simulação realística no ensino da enfermagem:
desafios e estratégias para a aplicação efetiva. 2019. p. 88. Dissertação (Mestrado)Centro Universitário Unichristus, de Fortaleza, Mestrado em Ensino em Saúde,
Fortaleza, 2019. Disponível em:
https://repositorio.unichristus.edu.br/jspui/bitstream/123456789/794/1/CINTHIA%20M
ARIA%20ANDRADE%20DE%20FREITAS.pdf.
Teixeira CRS, etal.O uso de simulador no ensino de avaliação clínica em enfermagem.
Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2011; 20 (Esp): 187-93. Disponível em:
https://doi.org/10.1590/S0104-07072011000500024.
Oliveira SN, Prado ML, Kempfer SS. Utilização da simulação no ensino da
enfermagem: revisão integrativa.Rev Min Enferm. 2014 abr/jun; 18(2): 487-495 DOI:
10.5935/1415-2762.20140036 Disponível em:
https://cdn.publisher.gn1.link/reme.org.br/pdf/v18n2a17.pdf.

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14ª SENAr – SEMANA DE ENFERMAGEM DE ARAPIRACA
18 a 20 de maio de 2022 -Anais ISSN 2595-2447

ADAPTAÇÕES NUMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE FRENTE À
PANDEMIA DE COVID-19: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
DOS SANTOS, Adryelle Aparecida1
DA SILVA, Jenifer Bianca Melo2
PEREIRA, Rhayssa Irlley Pinheiro2
DA SILVA, Meirielly Kellya Holanda4
1

Graduanda do curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, Campus
Arapiraca.E-mail: adryelle.santos@arapiraca.ufal.br
2
Graduanda do curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, Campus
Arapiraca.
4
Docente do curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, campus Arapiraca.

RESUMO
Introdução: Diante da pandemia de COVID-19, as Unidades Básicas de Saúde (UBS),
precisaram passar por adaptações organizacionais, de modo a atender às novas
demandas, seguindo as normas de biossegurança recomendadas pela OMS. Tais
adaptações, embora necessárias, impactaram profundamente no fluxo assistencial, o que
repercutiu diretamente na atuação da Enfermagem. Objetivo: Relatar as adaptações
identificadas numa UBS frente à pandemia por COVID-19. Metodologia: Trata-se de
um relato de experiência de discentes em Enfermagem, a partir de uma vivência prática
da disciplina de Saúde do Adulto I, realizada na Unidade Básica de Saúde Marinete
Francisca Nunes, localizada no bairro Baixão, em Arapiraca-AL, em março de 2022.
Resultados: A UBS comporta duas equipes da estratégia de saúde da família, e cedeu
parte do espaço físico para o 5º Centro de Saúde da região. Observou-se que, com a
retomada das atividades assistenciais na UBS, as medidas de prevenção continuam,
porém, houve a suspensão de procedimentos, como a nebulização, objetivando uma
menor transmissão viral. Ademais, foi possível visualizar a reorganização da UBS com
espaços para síndrome gripal e espaço para rotina de atendimento regular. Conclusão:
A reorganização da UBS durante a pandemia de COVID-19 foi essencial para uma
melhor gestão do serviço, bem como a diminuição da transmissão viral no serviço de
saúde. Nesse sentido, a identificação das adaptações nas UBS possibilitou uma maior
compreensão acerca das estratégias de gestão dos serviços de saúde frente à pandemia
de COVID-19.
Palavras-Chave: Saúde da família. COVID-19. Assistência de Enfermagem.

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14ª SENAr – SEMANA DE ENFERMAGEM DE ARAPIRACA
18 a 20 de maio de 2022 - Anais ISSN 2595-2447

CONSEQUÊNCIAS NA SAÚDE DO RECÉM-NASCIDO EXPOSTO
A COVID-19: a integrativereview
DOS ANJOS, Carla Souza1
DA FONSECA, Carla Eduarda Silva2
DA SILVA, Letícia Henrique Leite2
DOS SANTOS, Bruna Brandão2
OLIVEIRA, Thaynara Silva dos Santos3
DIAS, Renise Bastos Farias4
1

Discente do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca. Email: carla.anjos@arapiraca.ufal.br
2
Discente do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Alagoas, Campus
Arapiraca
3
Enfermeira pela Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca
4
Docente do curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca.

RESUMO
Introdução: Com a declaração da Organização Mundial da Saúde sobre a pandemia da
COVID-19, foi necessária a adesão de medidas de isolamento para evitar a
disseminação do vírus. Em muitos grupos, é possível identificar as consequências desta
exposição ao SARS-COV-2, mas pouco se sabe acerca dos impactos da infecção pela
COVID-19 na saúde materno-infantil. Objetivo: Compreender, a partir da literatura as
consequências clínicas à saúde neonato exposto a COVID-19. Metodologia: Revisão
integrativa realizada nas bases de dados do LILACS, SciELO e no MEDLINE. Os
Descritores em Ciências da Saúde utilizados para as buscas foram: Gravidez AND
COVID-19 AND Recém-nascido. Incluíram-se artigos completos, publicados em
inglês/português entre 2017-2022. Excluíram-se duplicatas, artigos com acesso pago e
aqueles que não atendessem ao objetivo deste estudo. Adotou-se como questão
norteadora: “Quais as consequências clínicas na saúde do neonato exposto a COVID19?”. Resultados: Foram identificados 1.421 artigos, aplicando os critérios de inclusão,
5 estudos foram inseridos. A literatura evidencia que a sintomatologia da COVID-19 em
neonatos é significativamente leve. Ademais, pesquisadores não confirmaram
ocorrências de transmissão vertical, mas foi possível identificar que os pais destes
neonatos testaram positivo para a COVID-19. Outros estudos evidenciaram uma alta
incidência de partos prematuros em decorrência da infecção materna pela SARS-COV2. Ademais, a infecção pelo SARS-CoV-2 causou um retardo do crescimento
intrauterino e problemas respiratórios no neonato. Conclusão: Logo, a exposição
intrauterina a COVID-19 causa danos severos a saúde do neonato como partos
prematuros, retardos no crescimento, aumento no tempo de hospitalização e problemas
no sistema respiratório.
Palavras-chave: Gravidez. COVID-19. Recém-nascido.

16

REFERÊNCIAS
BAQUEDANO-LOBERA, Irene; LALAGUNA-MALLADA, Paula; BARBERÁPÉREZ, Paula. Internação pediátrica por COVID-19: experiência em um hospital
regional. Boletin medico del Hospital Infantil de Mexico, v. 79, n. 2, pág. 100-105,
2022.
BARBOSA, Amanda Conrado Silva et al. Repercussões em recém-nascidos infectados
pelo novo coronavírus durante a gestação: Revisão integrativa. Research,
SocietyandDevelopment, v. 10, n. 8, p. e31510817364-e31510817364, 2021.
FURLAN, Mara Cristina Ribeiro et al. Gravidez e infecção por Coronavírus: desfechos
maternos, fetais e neonatais–Revisão sistemática. RevistaCuidarte, v. 11, n. 2, 2020.
GOYAL, Lajya Devi et al. Effect of restrictions imposed due to COVID-19 pandemic
on the antenatal care and pregnancy outcomes: a prospective observational study from
rural North India. BMJ open, v. 12, n. 4, p. e059701, 2022.
SHOOK, Lydia L. et al. COVID-19 in pregnancy: implications for fetal brain
development.Trends in Molecular Medicine, 2022.

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14ª SENAr – SEMANA DE ENFERMAGEM DE ARAPIRACA
18 a 20 de maio de 2022 - Anais ISSN 2595-2447

CONSULTAS DE PUERICULTURA NA ATENÇÃO BÁSICA NO
CONTEXTO DA PANDEMIA DE COVID-19: Relato de experiência
PEREIRA, Rhayssa Irlley Pinheiro1
DOS SANTOS, Adryelle Aparecida2
SILVA, Jenifer Bianca de Melo2
DE FARIAS, Maria Betânia Monteiro3
1

Graduanda do curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, campus Arapiraca.
E-mail: rhayssa.pereira@arapiraca.ufal.br.
2
Graduanda do curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, campus Arapiraca.
3
Docente do curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, campus Arapiraca.

RESUMO
Introdução: A puericultura é imprescindível para a avaliação do crescimento e
desenvolvimento infantil, além de considerar determinantes sociais que interferem na
saúde das crianças. Diante da declaração da OMS sobre a pandemia de COVID-19 em
março de 2020, os serviços de saúde alteraram seu atendimento, retornando apenas no
final de 2021, o que ocasionou uma redução da procura por parte dos cuidadores.
Objetivo: Relatar a experiência discente sobre o acompanhamento de puericultura na
atenção básica durante a pandemia de COVID-19.Metodologia: Relato de experiência
descritivo realizado a partir da vivência numa UBS em Arapiraca/AL, durante janeiro e
fevereiro de 2022, proposta pela disciplina “Saúde da Criança e do Adolescente e
Cuidados de Enfermagem I”, do Curso de Enfermagem/UFAL. Resultados: Nas
práticas de puericultura, foi possível observar que, mesmo com medidas de proteção, o
medo da contaminação e a falta de informação foram determinantes para a resistência
da população em retomar atividades essenciais como o acompanhamento do
crescimento e desenvolvimento e para manter a vacinação atualizada. Durante as
consultas realizadas, foi constatado que o atraso vacinal para as faixas etárias, culminou
em múltiplas imunizações gerando dor e até mesmo provável trauma para as crianças.
Conclusões: A COVID-19 trouxe implicações no atendimento de puericultura, o que
requer da equipe de enfermagem ações de educação permanente sobre as medidas
preventivas de COVID-19, cuidados de saúde, além da busca ativa das crianças e
adolescentes para o retorno imediato ao acompanhamento de crescimento e
desenvolvimento e para atualização do cartão de vacinas.
Palavras-Chave: Cuidado da Criança. COVID-19. Assistência de Enfermagem.

18

REFERÊNCIAS
GOMES, B. C. F. et al. Acompanhamento de puericultura na pandemia de COVID-19.
Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, c. 13, n. 1, 16 nov.
2021. Disponível em:
<https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110131>. Acesso em
24 abr. 2022.
LIMA, P. F. et al. Necessidade de adaptação da puericultura presencial para o formato
online frente ao contexto de pandemia pelo COVID-19: Um relato de experiência.
Anais dos Encontros Universitários da UFC, Fortaleza, v. 5, n. 6, 2020. Disponível
em: <http://www.periodicos.ufc.br/eu/article/view/66365>. Acesso em 24 abr. 2022.
Organização mundial de saúde declara pandemia do novo Coronavírus. UNA-SUS,
2020. Disponível em: <https://www.unasus.gov.br/noticia/organizacao-mundial-desaude-declara-pandemia-de-coronavirus>. Acesso em 30 abr. 2022.

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14ª SENAr – SEMANA DE ENFERMAGEM DEARAPIRACA
18 a 20 de maio de 2022 - Anais ISSN 2595-2447

COVID-19 E ALEITAMENTO MATERNO: A INTEGRATIVE
REVIEW
DOS ANJOS, Carla Souza1
DA FONSECA, Carla Eduarda Silva1
DOS SANTOS, Bruna Brandão2
ALCÂNTARA, Bárbara Fernanda Santos3
FIGUEIREDO, Elaine Virgínia Martins de Souza4
1

Discente do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca. Email: carla.anjos@arapiraca.ufal.br
2
Discente de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, da Universidade
Federal de Alagoas.
3
Enfermeira pela Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca
4
Docente do curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca.

RESUMO
Introdução: O Ministério da Saúde junto à Sociedade Brasileira de Pediatria publicou a
nota técnica nº 9/2020 que estabelece rotinas que orientam práticas seguras na
assistência às mães e ao recém-nascido com diagnóstico e/ou suspeita de COVID-19,
durante o parto, no alojamento conjunto, na UTI, na alta hospitalar e no convívio
domiciliar. Ademais, a pandemia propôs desafios na saúde materno-infantil e ao
aleitamento materno. Objetivo: Compreender os impactos da pandemia da COVID-19
no aleitamento materno. Metodologia: Revisão integrativa da literatura em base de
dados da BDENF, MEDLINE, LILACS e SCIELO. Adotou-se como questão
norteadora: “Quais os impactos da pandemia na prática do aleitamento materno?”.
Foram incluídos artigos completos, publicados em inglês e português, nos últimos cinco
anos. Excluíram-se duplicatas, artigos com acesso pago e aqueles que não atendessem
ao objetivo. Os Descritores em Ciências da Saúde utilizados para as buscas foram:
“Aleitamento Materno” “COVID-19” “Pandemia”. Resultados: Foram identificados
269 artigos. Segundo a literatura a pandemia propôs desafios no pré-natal, parto e
puerpério. Nessa perspectiva, a pandemia dificultou a prática do aleitamento materno,
tendo em vista que a instituição de medidas de isolamento e distanciamento social
tornaram menos favorável no incentivo ao aleitamento materno. Ademais, foi
identificado também que a limitação de recursos humanos, fragilidades no contato entre
a equipe/paciente e até mesmo as condições clínicas de uma mulher infectada pela
COVID-19 prejudicaram a amamentação. Conclusão: Logo, a pandemia prejudicou a
prática do aleitamento materno, além dos desafios desde o pré-natal até as etapas de
crescimento e desenvolvimento infantil.
Palavras-chave: Aleitamento Materno. COVID-19. Pandemia.

20

REFERÊNCIAS
MASCARENHAS, Ana Pedrina Freitas et al. Orientação às lactantes acerca do
aleitamento materno frente à pandemia covid-19. 2018.
PINHEIRO, Josilene Maria Ferreira et al. COVID-19: DESAFIOS PARA
ASSISTÊNCIA MATERNOINFANTIL E AMAMENTAÇÃO EXCLUSIVA NO
PERÍODO NEONATAL. Revista Ciência Plural, v. 8, n. 1, p. e24776-e24776, 2022.
Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Ministério da Saúde. Nota Técnica
COCAM/CGCIVI/DAPES/SAPS/MS nº 10/2020: Atenção à saúde do recém-nascido
no contexto da infecção pelo novo corona vírus (SARS-CoV-2); 202

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18 a 20 de maio de 2022 - Anais ISSN 2595-2447

Trabalho premiado com menção honrosa

ENFRENTAMENTO CONTRA A HESITAÇÃO VACINAL PARA A
COVID-19 EM GESTANTES À LUZ DA TEORIA DO
AUTOCUIDADO DE DOROTHEA OREM: Um relato de experiência
SANTANA, Marya Fernandha Santos1
DE BARROS, Rwizziane Kalley Silva Pessoa2
FERREIRA, Cintia Bastos3
1

Acadêmica do curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, Campus
Arapiraca. E-mail: maryafernandhasantana@gmail.com
2
Enfermeira. Mestra em Ensino na Saúde pela Universidade Federal de Alagoas.
3
Doutoranda em Educação, Mestre em Ensino na Saúde. Docente do curso de Enfermagem da
Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca.

RESUMO
Introdução: Gestantes e puérperas constituem um grupo de risco para a COVID-19,
apesar disso, percebe-se uma resistência à imunização, quer seja para iniciar o esquema
vacinal ou para a busca pela dose de reforço, caracterizando como déficit de
autocuidado. Objetivo: Descrever a experiência, à luz da Teoria do Autocuidado, da
atuação de uma acadêmica de enfermagem, frente à hesitação vacinal para a COVID-19
em gestantes. Metodologia: Estudo descritivo, tipo relato de experiência, a partir do
manejo prático durante a consulta de enfermagem com gestantes que hesitaram ou
recusaram a se vacinar contra a COVID-19. Resultados: Na vivência da Enfermeiranda,
durante a atenção pré-natal, num movimento considerado por Orem, como o estágio de
‘contato inicial’, foi identificada hesitação vacinal pelas gestantes, caracterizando o que
a teoria trata como déficit de autocuidado. No estágio de ‘continuação do cuidado’ de
Orem, durante as consultas de enfermagem, foram identificadas como fatores
determinantes para tal hesitação a falta de informação e as notícias falsas. A orientação
com embasamento científico sobre a importância da imunização contra COVID-19 e o
esclarecimento de dúvidas sobre indicação da vacina foram as principais intervenções
implementadas, no estágio designado por Orem, como ‘preparação para o autocuidado’,
incentivando a adesão à vacinação e auxiliando as usuárias na construção de saberes de
qualidade e desenvolvimento de autonomia. A partir das intervenções, foi perceptível
que as usuárias desenvolveram uma maior compreensão, segurança e disposição para se
vacinar. Conclusão: O desenvolvimento de estratégias, com vistas à construção de
saberes de qualidade e autonomia é crucial para resultados positivos no processo de
imunização.

Palavras-chave: Recusa de vacinação. COVID-19. Gravidez. Enfermagem.

22

REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Nota Técnica nº 2/2021 - SECOVID/ GAB/ SECOVID/
MS. Atualização das recomendações referentes a vacinação contra a Covid-19 em
gestantes e puérperas até 45 dias pós-parto. 2021. Disponível em:
https://www.gov.br/saude/pt-br/coronavirus/publicacoes-tecnicas/notas-tecnicas/nt-022021-secovid-vacinacao-gestantes-e-puerperas-1.pdf/view. Acesso em: 09 mai 2022.
COUTO, Dáleteet al. Assistência de enfermagem ao paciente estomizado baseado na
teoria de Dorothea Orem. Braz. J. Surg. Clin. Res, v. 22, n. 1, p. 55-58, 2018.
Disponível em: https://www.mastereditora.com.br/periodico/20180303_180442.pdf.
Acesso em: 10 mai 2022.
DA SILVA, Karem Poliana Santos et al. Autocuidado à luz da teoria de dorothea orem:
panorama da produção científica brasileira. BrazilianJournalofDevelopment, v. 7, n.
4, p. 34043-34060, 2021. Disponível em:
https://www.brazilianjournals.com/ojs/index.php/BRJD/article/download/27562/21806.
Acesso em: 10 mai 2022.
NARANJO-HERNÁNDEZ, Ydalsys. Modelos metaparadigmáticos de Dorothea
Elizabeth Orem. Revista Archivo Médico de Camagüey, v. 23, n. 6, p. 814-825, 2019.
Disponível em: http://scielo.sld.cu/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S102502552019000600814. Acesso em: 10 mai 2022.

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18 a 20 de maio de 2022 - Anais ISSN 2595-2447

FADIGA POR COMPAIXÃO EM ENFERMEIROS DURANTE A
PANDEMIA POR COVID-19
SILVA, Millena Maria Araújo Feitoza1
OLIVEIRA, Sirlayne Ribeiro2
DA SILVA, Thais Sousa2
DA SILVA, Maria Cristina Cavalcante2
DA SILVA, Meirielly Kellya Holanda3
1

Discente do curso de Enfermagem, Universidade Federal de
millena.feitoza@arapiraca.ufal.br
2
Discente do curso de Enfermagem. Universidade Federal de Alagoas.
3
Docente do curso de Enfermagem, Universidade Federal de Alagoas.

Alagoas,

E-mail:

RESUMO
Introdução: A pandemia por Covid-19 desencadeou um cenário calamitoso que afetou
severamente a saúde dos profissionais da Enfermagem, com destaque para a Fadiga por
Compaixão, uma síndrome que ocasiona exaustão física e emocional em razão do custo
empático em lidar com o sofrimento do outro, devido ao cuidado e envolvimento
intensivo pelos pacientes criticamente enfermos por tal agravo. Objetivo: Deste modo,
objetivou-se identificar os impactos ocasionados pela Fadiga por Compaixão em
Enfermeiros durante a pandemia por Covid-19. Metodologia: Para isso, realizou-se
uma revisão integrativa com base em estudos originais publicados entre os anos 20202022, encontrados na Biblioteca Virtual em Saúde, Web of Science, PubMed e Scopus a
partir dos Descritores em Ciências da Saúde “Compassion Fatigue” AND “Nurse” AND
“Covid-19 OR Sars-Cov-2”, realizada em maio de 2022. Resultados: Constatou-se, a
partir dos 17 artigos analisados, que a Fadiga por Compaixão desencadeia diversos
problemas psicológicos, como estresse, sentimento de incapacidade e impotência,
sofrimento moral, raiva, frustração, aspectos do 'burnout' e desilusão. Identificou-se
também adversidades físicas, como fadiga, exaustão extrema, distúrbios do sono,
aumento do consumo de álcool e de alimentos não saudáveis. Ademais, problemáticas
relacionadas à qualidade do trabalho também emergiram, como a falta de eficácia no
serviço, baixos resultados de segurança do paciente, menor satisfação no trabalho e
maior intenção de rotatividade. Conclusão: Assim, a Fadiga por Compaixão oferece
impactos negativos ao Enfermeiro, de forma a comprometer sua saúde e, porventura, a
dos pacientes. Isto posto, denota-se a necessidade de intervenções urgentes que
garantam melhorias das condições de trabalho, para que essa síndrome não se torne
trivial no pós-pandemia e não afete a qualidade de vida desses profissionais e nem a
assistência à saúde da população.
Palavras-Chave: Fadiga por Compaixão. Enfermeira. Covid-19. Qualidade de vida.

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HABILIDADES DE LETRAMENTO EM SAÚDE DE IDOSOS NA
AVALIAÇÃO DE FAKE NEWS DURANTE A PANDEMIA DE
COVID-19
BELTRÃO, Elisa Maria Bispo1
NUNES, Erika Maria Barbosa2
DA SILVA, Mykaelle Alexandre2
SERBIM, Andreivna Kharenine3
1

Graduanda, Universidade Federal de alagoas – UFAL, E-mail: elisa.beltrao@arapiraca.ufal.br.
Graduanda, Universidade Federal de alagoas – UFAL.
3
Professora Adjunta do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas -UFAL,
Arapiraca, Alagoas.
2

RESUMO
Introdução: Letramento em saúde envolve o conhecimento, a motivação e as
habilidades das pessoas para acessar, entender, avaliar e aplicar informações para tomar
decisões na sua vida cotidiana e em relação a sua saúde de forma assertiva. Populações
vulneráveis como os idosos são os mais prejudicados pela veiculação de Fake News.
Objetivos: Analisar as habilidades de letramento em saúde em selecionar, avaliar e
identificar a credibilidade das fontes de informação em saúde. Metodologia: Estudo
qualitativo, realizado com 12 participantes idosos de uma unidade básica de saúde no
município de Arapiraca-AL. Para a coleta de dados, foi construído instrumento com as
questões norteadoras: “Como saber se uma notícia acerca do coronavírus é verdadeira?”
e “O (a) senhor (a) observou alguma notícia falsa?”. Foi utilizada análise temática de
Minayo, em três etapas. Resultados: Uma minoria dos participantes buscou
informações com os profissionais da saúde e grande parte consideravam a avaliação das
informações com base nas próprias vivências/experiências de vida. Os programas de
televisão também foram considerados importantes fontes de informação em saúde. Os
entrevistados não relataram identificar notícias falsas e relataram não possuir a
compreensão do que seria uma notícia verdadeira. Conclusões: A habilidade de
letramento em saúde é importante pois relaciona-se capacidade de avaliar as fontes de
informação em saúde e o mérito da própria informação. Esses resultados têm
implicações na prática, principalmente nas estratégias de cuidado, com ênfase no
protagonismo do idoso e nas potencialidades de formulação e estruturação das
atividades de educação em saúde na atenção primária à saúde.
Palavras-Chave: Letramento em saúde. Covid-19. Idoso. Informação falsa.
Enfermagem.
Protocolo Comitê de Ética: CAAE 28829420.9.0000.5013

25

Apoio financeiro: Projeto apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (CNPq/PIBIC).

REFERÊNCIAS
Oliveira GKA, Moraes KL, Caetano TA, Santos DCG, Oliveira TMM, Borges CJ. Perfil de
letramento em saúde de portadores de doença renal crônica em tratamento pré-dialítico. J.
nurs. health. 2022;12(1):e2212121016. Disponível em:
https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/enfermagem/article/view/21016.
Serbim, Andreivna Kharenine, Santos, Naiana Oliveira dos andPaskulin, Lisiane
Manganelli Girardi. Effects of the Alpha-Health intervention on elderly’ she althliteracy in
primary health care. Revista Brasileira de Enfermagem [online]. 2022, v. 75, n. Suppl 4
[Accessed 17 March 2022] , e20200978.
Soares SSS, Carvalho EC, Varella TCMML, Andrade KBS de, Souza TD de O, Souza
NVD de O. Enfermagem brasileira no combate à infodemia durante a pandemia da Covid19. Cogitare enferm. [Internet]. 2020 [21 de março de 2022]; 25. Disponível em:
http://dx.doi.org/10.5380/ ce.v25i0.74676.

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HOMENS E MULHERES DE FARDA TAMBÉM ADOECEM: o
trabalho dos policiais militares no Brasil no contexto da Covid-19
BARBOSA, Daniel Gonçalves de Oliveira1
CRUZ, Sabrina Ângela Silva2
DE MAGALHÃES, Ana Paula Nogueira3
DE OLIVEIRA, Jarbas Ribeiro4
DE FRANÇA JÚNIOR, Raimundo Rodrigues5
1

Graduação em Enfermagem, Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
Email:danielgoncalves178@gmail.com
2
Doutora em Serviço Social (UERJ). Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
3
Doutora em Enfermagem (USP). Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
4
Doutor em Saúde Pública (FIOCRUZ). Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
5
Doutor em Educação (UFBA). Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

RESUMO
Introdução: O presente trabalho traz como tema central a vitimização e adoecimento
por Covid-19 de trabalhadores militares na contenção do vírus SARS-CoV-2. Aos
policiais militares novas demandas laborais foram impostas na pandemia: organização,
segurança, e transporte de vacinas, além da garantia do isolamento social junto à
população. Objetivos: Discutir os riscos e exigências do trabalho, na pandemia, dos
policiais militares brasileiros. Metodologia: Pesquisa qualitativa a partir de dados
secundários, de modalidade documental e bibliográfica. Principais fontes: 1)Anuário
Brasileiro de Segurança Pública (2021), 2)Ficha técnica Fundação Getúlio Vargas
(2021) e 3)Ofícios da Advocacia Geral da União. O Referencial teórico é de inspiração
marxistas e se insere no campo da saúde do trabalhador, quanto aos riscos e exigências
do processo de trabalho. Resultados: Em 2020, a vitimização de policiais militares pela
Covid-19 foi oito vezes maior em relação ao número de mortos em confronto durante o
serviço e, o dobro se considerado os trabalhadores que estavam de folga. Em Alagoas,
foram afastados 2.071 policiais do trabalho por Covid-19 em 2020; 1.980 eram policiais
militares, correspondendo a 95,6% do total dos afastados e uma taxa de 226,1
trabalhadores da polícia militar para cada 100 mil habitantes infectados. Em 2021,
foram infectados por Covid-19 mais de 70.000 militares alagoanos, mais de 2.500 foram
internados em Unidade de Terapia Intensiva. Conclusões: A vitimização e adoecimento
dos policiais militares por Covid-19 tem razão direta com as exigências e riscos do
trabalho no período da pandemia, assim como a tardia inserção desses como grupo
prioritário na vacinação.
Palavras-chave: Saúde do trabalhador. Pandemia COVID-19. Trabalhadores. Policiais
Militares.

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INFLUÊNCIA DA PANDEMIA DE COVID-19 NO CONSUMO DE
DROGAS DE ABUSO POR MULHERES GRÁVIDAS: uma revisão
integrativa
DA FONSECA, Carla Eduarda Silva1
DOS ANJOS, Carla Souza2
DA SILVA, Letícia Henrique Leite3
DOS SANTOS, Bruna Brandão4
OLIVEIRA, Thaynara Silva dos Santos5
DIAS, Renise Bastos Farias6
1

Discente do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca. Email: carla.fonseca@arapiraca.ufal.br
2
Discente do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca.
3
Discente do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Alagoas, Campus
Arapiraca
4,5
Enfermeira pela Universidade Federal de Alagoas, campus Arapiraca
6
Docente do curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca.

RESUMO
Introdução: A pandemia da COVID-19 gerou impactos em todos os âmbitos da
sociedade. Neste sentido, tal panorama trouxe também a preocupação acerca da
possibilidade do aumento do risco do consumo drogas por toda população, e, em
especial, por mulheres grávidas. Objetivo: Compreender a influência da pandemia de
Covid-19, no consumo de substâncias de abuso, por mulheres grávidas. Metodologia:
Trata-se de uma revisão integrativa, realizada nas bases de dados Scielo e PUBMED,
incluindo-se artigos publicados na íntegra, entre 2020 a 2022 nos idiomas inglês e
português. Excluíram-se os artigos com acesso pago. Os Descritores em Ciências da
Saúde utilizados foram: (COVID -19) AND (Drogas de abuso) AND (Gravidez).
Resultados: Os artigos selecionados evidenciam que os impactos da COVID-19 sobre o
estilo de vida e finanças da população aumentaram a vulnerabilidade às drogas. Nesse
sentido, a realidade imposta pela covid-19 expôs as gestantes a sintomas elevados de
ansiedade, depressão, medo e luto, pela morte de entes queridos, o que colaborou para o
aumento do uso de substâncias que podem, inclusive, potencialmente resultar em maus
desfechos perinatais e de neurodesenvolvimento para crianças. Além disso, as drogas de
preferência foram: álcool, cannabis, tabaco e drogas ilícitas. Conclusão: Logo, fica
evidenciado o impacto negativo da pandemia quanto ao consumo de drogas durante a
gestação e a necessidade da adoção de medidas eficientes no combate ao uso dessas
substâncias, a exemplo da utilização da educação em saúde durante a consulta de prénatal de modo a informar acerca dos malefícios do uso de drogas durante a gestação.
Palavras-chave: COVID-19. Drogas de abuso. Gestação.

28

REFERÊNCIAS
GARCIA, Leila Posenato; SANCHEZ, Zila M. Consumo de álcool durante a pandemia da
COVID-19: uma reflexão necessária para o enfrentamento da situação. Cadernos de Saúde
Pública, v. 36, p. e00124520, 2020.
KAR, P.; TOMFOHR-MADSEN L.; GIESBRECHT G.; BAGSHAWE M.; LEBEL C. Uso
de álcool e substância na gravidez durante a pandemia COVID-19. Drogas alcoólicas
dependem. 2021.
RABELLO OYADOMARI, Paula Sayuri; RAMOS COELHO, Juliana Monteiro. THE
IMPACT OF THE COVID-19 PANDEMIC ON THE CONSUMPTION OF ILLICIT
DRUGS DURING PREGNANCY.BrazilianJournalofSurgery&ClinicalResearch, p. 1720, 2021.

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Trabalho premiado com menção honrosa

INFLUÊNCIA DO MEDO DA MORTE NO TRABALHO DE
ENFERMEIRAS DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19
PEREIRA, Rhayssa Irlley Pinheiro1
ERICSON, Sóstenes2
1

Graduanda do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas, Campus de
Arapiraca. E-mail: rhayssa.pereira@arapiraca.ufal.br.
2
Docente do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas, Campus de Arapiraca.

RESUMO

Introdução: Durante a pandemia de covid-19, momento em que há correlação entre as
jornadas de trabalho, comumente precárias, com o fato de se lidar constantemente com a
perda, tanto de pacientes quanto de trabalhadores/as da saúde, é possível identificar o
medo recorrente da própria morte e de entes queridos. Este estudo é parte de pesquisa
PPSUS sobre o trabalho em enfermagem em Alagoas, contando com Bolsa
FAPEAL/PIBIC. Objetivo: Analisar a influência do medo da morte no trabalho de
enfermeiras durante a pandemia de covid-19. Metodologia: Revisão de literatura
realizada a partir de artigos obtidos na base de dados online SCIELO, com uso dos
seguintes descritores: “medo” OR “morte” AND “enfermagem” AND “covid-19”.
Como critérios de inclusão, utilizaram-se artigos nas línguas portuguesa e inglesa,
publicados entre 2021 e 2022. Desconsideraram-se relatos de caso, artigos de revisão e
estudos alheios à temática proposta. Resultados: Foram encontrados 35 estudos dos
quais, após critérios de exclusão, restaram 4 artigos. Destacou-se a grande
responsabilidade das enfermeiras e a pressão psicológica suportada pelas mesmas, além
da existência de uma “retroalimentação” de sentimentos, inclusive, o medo dos
pacientes, que retorna para as trabalhadoras. Foi observado que, ao trabalhar com o luto
e a morte, as enfermeiras voltaram seus pensamentos para sua própria morte e de entes
queridos, o que pode ser responsável por desencadear distúrbios psíquicos provenientes
desta situação, até então inédita. Conclusões: O medo é constante no enfrentamento da
pandemia de covid-19, principalmente para as enfermeiras que atuaram/atuam no
combate direto ao novo coronavírus.
Palavras-Chave: Medo. COVID-19. Assistência de Enfermagem.
Apoio financeiro: Projeto apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento
Cientíico e Tecnológico (CNPq/PIBIC).

30

REFERÊNCIAS
COELHO, M. M. F.et al. Sintomas de ansiedade e fatores associados entre profissionais
de saúde durante a pandemia da covid-19. Cogitare Enfermagem [online]. 2022, v. 27,
e79739. Disponível em:
<https://www.scielo.br/j/cenf/a/m3Qg369ySkkGyqJctdqmdCt/?lang=pt# >. Acesso em:
07 maio 2022.
MESSIAS, J. C. C. et al. Morte e Resistência: Profissionais na Linha de Frente Contra a
COVID-19. Paidéia (Ribeirão Preto) [online]. 2022, v. 32. Disponível em:
<https://www.google.com/search?q=Paid%C3%A9ia+(Ribeir%C3%A3o+Preto)&sourc
eid=chrome&ie=UTF-8>. Acesso em: 07 maio 2022.
PAULA, A. C.R. et al. Reações e sentimentos de profissionais de saúde no atendimento
a pacientes internados com suspeita de covid-19. Revista Gaúcha de Enfermagem
[online]. 2021, v. 42. Disponível em:
<https://www.scielo.br/j/rgenf/a/8q8W4TsXcxWFrZnGkY65hnj/?lang=en#>. Acesso
em: 07 maio 2022.
VOGES, Márcia Cristina Neves. “Um plantão que partiu meu coração”: o trabalho de
Enfermagem sob as perspectivas dialógica e ergológica em tempos de covid-19.
Bakhtiniana: Revista de Estudos do Discurso [online]. 2021, v. 16, n. 04 , pp. 72-96.
Disponível em:
<https://www.scielo.br/j/bak/a/MDQdv79PTHKgLb8bMQsqrDq/?lang=pt#ModalArticl
es>. Acesso em: 07 maio 2022.

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18 a 20 de maio de 2022 - Anais ISSN 2595-2447

MUTIRÃO DE VACINAÇÃO CONTRA A COVID-19: um relato de
experiência
DE OLIVEIRA, Adelâine Gonçalves1
DE OLIVEIRA, Paula Rafaella Santos2
FARIAS, Bianca Estevam2
CABRAL, Ivens Bruno Vieira2
DOS SANTOS, Adriana Maria Adrião3
1

Discente do curso de Enfermagem da UFAL Campus
Arapiraca.Email:adelaine.oliveira@arapiraca.ufal.br
2
Discente do Curso de Enfermagem da UFAL Campus Arapiraca.
3
Enfermeira, graduada pela UFAL Campus Arapiraca.

RESUMO

Introdução: Com a pandemia de COVID-19, os estudiosos voltaram-se ao
desenvolvimento de tratamentos e vacinas eficazes. E desde seu início, a Enfermagem
atuou em linha de frente, assim como também na continuidade na campanha nacional de
vacinação contra COVID-19. Diferente das demais, essa toma um cunho de guerra
contra o vírus, sendo estruturada por governos estaduais e municipais para que como o
vento, chegasse a todos. Objetivos: Relatar a experiência de discentes do curso de
Enfermagem da UFAL no “Mutirão de vacinação contra a COVID-19” realizado pela
Prefeitura Municipal de Arapiraca. Metodologia: Relato de experiência descritivo
construído a partir da vivência dos autores no “Mutirão de vacinação contra a COVID19” realizado em abril de 2022, em Arapiraca. Resultados: Durante a experiência no
mutirão os autores perceberam que mesmo com a onda negacionista presente no país,
existe grande procura da população pela vacina. Foi notada a diversidade de doses
aplicadas: a maioria dos adultos que procuraram apresentavam seus esquemas vacinais
incompletos, recebendo doses de reforço, além daqueles que estavam iniciando o
esquema. Ressalta-se a atuação da enfermagem na avaliação pós vacinal em um espaço
lúdico e didático em que as crianças permaneciam em observação durante 20 minutos
depois de vacinadas. Conclusões: A pandemia da COVID-19 trouxe a necessidade de
adequação da população a uma nova realidade, na qual necessidades como
distanciamento social surgiram, e outras, reafirmadas, como a necessidade da vacinação.
Estas requerem da Enfermagem estratégias de conscientização e captação da população,
como os mutirões de vacinação.
Palavras-Chave: Vacinas contra COVID-19. Assistência de Enfermagem.

32
REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de
Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de Normas e Procedimentos para
Vacinação, Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
COFEN. Profissionais de Enfermagem são essenciais na vacinação contra a Covid-19.
COFEN, 2021.
MATTA, Gustavo Corrêa et al (org.) Os impactos sociais da Covid-19 no Brasil:
populações vulnerabilizadas e respostas à pandemia. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2021.

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14ª SENAr – SEMANA DE ENFERMAGEM DE ARAPIRACA
18 a 20 de maio de 2022 - Anais ISSN 2595-2447

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E SINTOMÁTICO DE PACIENTES
INTERNADOS POR COVID-19 EM UM HOSPITAL DE
ARAPIRACA
DA SILVA, Maria Cristina Cavalcante1
DA SILVA, Thais Sousa2
SERBIM, Andreivna Kharenine3
1

Discente do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas, campusArapiraca. Email: criscavalcante1998@gmail.com.
2
Discente do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas, campusArapiraca.
6
Docentedo curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, campus Arapiraca.

RESUMO
Introdução: A COVID-19, doença que surgiu no ano de 2019, desencadeou uma
pandemia que incitou a necessidade de desenvolver estudos. Assim, conhecimentos
epidemiológicos se mostram significativos, já que através deles compreende-se o
comportamento da infecção em determinado local, a população mais afetada e os
sintomas mais frequentes. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico e sintomático de
pacientes internos por COVID-19 em um hospital de Arapiraca. Metodologia: Foram
coletados dados de prontuários de pacientes com COVID-19 durante o ano de 2020 e
sua análise foi descritiva, utilizando o Software Stata. Resultados: Foram coletados
dados de 563 pacientes. Destes, 320 (56,84%) eram do sexo masculino e 216 (38,37%)
eram pardos. A idade média dos pacientes foi de 57,10. Sobre escolaridade foi
observado um grande número de analfabetos (n: 47; 8,35%) ou que tinham, no máximo,
o ensino fundamental (n: 47; 8,35%). Os sintomas mais frequentes foram dispneia, tosse
e febre, presentes em respectivamente 83,43% (n:453), 80,33% (n:437) e 61,69%
(n:335) dos casos. Conclusões: O fato da maior parte ser do sexo masculino corrobora
com os estudos que mostram que os homens são mais susceptíveis à infecção por
COVID-19. A frequência dos sintomas está de acordo com dados da OMS que mostram
esses sintomas como característicos, embora não específicos, da infecção pelo
coronavírus. Desse modo, evidencia-se que identificar o perfil de infecção possibilita
que haja uma destinação, de forma mais eficaz, de ações de saúde para prevenir a
doença.
Palavras - chaves: Pandemia COVID-19. Epidemiologia.
Projeto aprovado por Comitê de Ética (CAAE4.211.619)

34

REFERÊNCIAS
OMS.
Coronavirus.
[s.d.].
Disponível
em:
topics/coronavirus#tab=tab_3>. Acessoem: 7 maio 2022.

<https://www.who.int/health-

GOMES, D. R. et al. Inlandexpansionof covid-19 in western bahia: Epidemiological profile
andspatialanalysisof deaths andconfirmed cases. Ciencia e Saude Coletiva, 2021. v. 26, n.
10, p. 4665–4680.
OPAS. Histórico da pandemia de COVID-19 - OPAS/OMS | Organização Pan-Americana
da Saúde. 2020. Disponível em: <https://www.paho.org/pt/covid19/historico-da-pandemiacovid-19>. Acesso em: 22 abr. 2022.
SOUSA, E. L. De et al. Perfil de internações e óbitos hospitalares por síndrome respiratória
aguda grave causada por COVID-19 no Piauí: estudo descritivo, 2020-2021.
Epidemiologia e Serviços de Saúde, 2022. v. 31, n. 1, p. 1–14.

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14ª SENAr – SEMANA DE ENFERMAGEM DE ARAPIRACA
18 a 20 de maio de 2022 - Anais ISSN 2595-2447

RETORNO DAS ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA
ATENÇÃO PRIMÁRIA DURANTE A PANDEMIA POR COVID-19:
relato de experiência
DE FARIAS, Lilia Jessica Firmino1
BELTRÃO, Elisa Maria Bispo2
DA SILVA, Patrícia de Paula Costa3
¹Discente do Curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas – UFAL.
Email: lilia.farias@arapiraca.ufal.br
² Discente do Curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas – UFAL.
³ Docente do Curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas – UFAL.

RESUMO
Introdução: A educação em saúde na Atenção Primária é uma das principais
ferramentas de empoderamento e autocuidado para o usuário, além de ser uma
estratégia para a promoção da saúde através de ações preventivas e promotoras,
formando indivíduos conscientes sobre sua saúde e desenvolvendo responsabilidade
coletiva. Objetivos: Fortalecer as ações de educação em saúde como importantes
ferramentas no empoderamento e autocuidado dos indivíduos durante pandemia por
Covid-19. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência, descritivo, sobre a
vivência durante o estágio supervisionado de uma acadêmica de enfermagem da
Universidade Federal de Alagoas – UFAL ocorrida no mês de abril de 2022.
Resultados: A educação em saúde vivenciada intitulada “Mutirão HIPERDIA” para
pacientes hipertensos e diabéticos que não tiveram consultas, aferição de pressão
arterial e nem realizaram hemoglobina glicada no semestre, ações estas obrigatórias
nos indicadores de doenças crônicas do Previne Brasil 2022. A educação em saúde em
questão possibilitou a revisão dos hábitos dos usuários, pois ocorreu uma roda de
conversa onde os mesmos puderam tirar dúvidas sobre como manter suas condições
sob controle, os riscos que os mesmos podem passar caso continuem com seus níveis
descompensados e com hábitos errados. Além disso, a equipe de saúde conseguiu
alcançar o objetivo proposto quanto a captação desses usuários para aquelas
atividades. Conclusões: O processo de educação em saúde fortalece o vínculo
profissional e usuário, uma vez que desperta nos usuários o desejo de cuidar da sua
saúde demonstrada pelo profissional, além de ser uma oportunidade de trazer os
mesmos para o seio da Atenção Primária.
Palavras-Chave: Educação em Saúde. Atenção Primária à saúde. Empoderamento.

36

REFERÊNCIAS:

FEIJÃO, Alexsandra Rodrigues; GALVÃO, Marli Teresinha Gimeniz. Ações de
educação em saúde na atenção primária: revelando métodos, técnicas e bases
teóricas. Rev Rene, v. 8, n. 2, p. 41-49, 2007.
MACHADO, Maria de Fátima Antero Sousa et al. Integralidade, formação de saúde,
educação em saúde e as propostas do SUS: uma revisão conceitual. Ciência & saúde
coletiva, v. 12, p. 335-342, 2007.

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RETORNO DAS VISITAS EM DOMICÍLIO EM PERÍODO DE
PANDEMIA POR COVID-19: aplicação da escala de complexidade do
paciente
BELTRÃO, Elisa Maria Bispo1
NUNES, Erika Maria Barbosa2
DE FARIAS, Lilia Jessica Firmino3
DA SILVA, Patrícia de Paula Costa4
¹Discente do Curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas – UFAL.
Email: elisa.beltrao@arapiraca.ufal.br
2,3
Discente do Curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas – UFAL.
4
Docente do Curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas – UFAL.

RESUMO
Introdução: Pacientes domiciliados ou acamados são usuários com incapacidades que
os impossibilitam de exercer atividades básicas ou de se locomover até a Unidade
Básica de saúde. No período pandêmico por Covid-19, esta locomoção ficou ainda mais
prejudicada. Nesse contexto, surge a atenção domiciliar. Essa prática tem embasamento
nos princípios do SUS e tem meios que permitem a análise das necessidades e
elegibilidade da atenção domiciliar. Objetivos: Contribuir para o retorno da visita
domiciliar em período pandêmico de Covid-19, utilizando o Instrumento de Avaliação
de Complexidade de Pacientes na Atenção Domiciliar. Metodologia: Relato de
experiência, em que foram realizadas visitas domiciliares da equipe ESF I do IV Centro
de Saúde de Arapiraca-AL, com aplicação do Instrumento de Avaliação de
Complexidade de Pacientes durante as consultas de enfermagem, e posterior
classificação de risco dos pacientes. Resultados: Observou-se a existência de um
número elevado de pacientes que necessitavam de visita domiciliar e para o melhor
desempenho, resolutividade e continuidade da atenção aos usuários acamados e
domiciliados, a aplicação do Instrumento possibilitou determinar o perfil do usuário,
periodicidade e necessidade profissional de assistência, otimizando as visitas e
reforçando um dos princípios do SUS, o princípio de equidade, proporcionando um
melhor planejamento para implementação de visitas durante pandemia por Covid19. Conclusões: Realizar a visita e aplicar o Instrumento de Avaliação de
Complexidade proporciona o conhecimento das demandas do paciente acamado e
domiciliado e, além disso, determina a frequência em que o usuário deve ter a visita do
agente comunitário de saúde, enfermeiro e médico. Portanto, esta intervenção pretende
otimizar e organizar o serviço de visitas domiciliares prestadas aos acamados e
domiciliados.
Palavras-chave: COVID-19. Visita domiciliar. Pessoas acamadas.

38

REFERÊNCIAS:
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de
Atenção Básica. Caderno de atenção domiciliar / Ministério da Saúde, Secretaria de
Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde,
2013.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Especializada à Saúde.
Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência. Atenção Domiciliar na
Atenção Primária à Saúde [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de
Atenção Especializada à Saúde, Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de
Urgência – Brasília : Ministério da Saúde, 2020. 98 p. : il.
SAVASSI, L. C. M. et al. Proposta de protocolo de classificação de risco para
atendimento domiciliar individual na atenção primária. J. Manag. Prim. Health Care.,
[S.l.], v. 3, n. 2, p.151-7, 2012.

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SOFRIMENTO PSÍQUICO DA ENFERMEIRA DURANTE A
PANDEMIA DO COVID-19: uma revisão integrativa
DE OLIVEIRA, Adelâine Gonçalves1
DE OLIVEIRA, Paula Rafaella Santos2
FARIAS, Bianca Estevam3
CABRAL, Ivens Bruno Vieira4
DE FARIAS, Lilia Jessica Firmino5
DE FARIAS, Karol Fireman6
1

Discente do curso de Enfermagem da UFAL Campus
Arapiraca.Email:adelaine.oliveira@arapiraca.ufal.br
2-5
Discente do curso de Enfermagem da UFAL Campus Arapiraca.
6
Professor Adjunto III do Curso de Enfermagem – UFAL. Professora do Programa de PósGraduação em Enfermagem (PPGENF/UFAL). Professora do Programa de Pós-Graduação em
Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFINIT/UFAL).

RESUMO
Introdução: Desde o início da pandemia, a Enfermagem esteve na linha de frente do
combate à COVID-19. O risco de exposição ao vírus, a precarização do trabalho e a
aproximação com a morte tornaram os sentimentos de medo e ansiedade constantes. A
vulnerabilidade emocional e psicossocial potencializaram ainda mais o sofrimento
psíquico desta categoria durante a pandemia. Objetivo: Descrever os impactos
psíquicos causados pela pandemia da COVID-19 nos profissionais da Enfermagem,
segundo a literatura. Método: Revisão integrativa da literatura realizada nas
plataformas BVS e Periódicos CAPES em maio de 2022, sem recorte de tempo. Os
descritores utilizados foram “Psychological Suffering”, “Nursing” e “COVID-19
Pandemic”. Resultados: Foram encontrados 17 artigos em português, sendo
selecionados 3, publicados entre 2020 e 2021. Os resultados demonstram que o
trabalho de enfermagem já era facilitador do adoecimento, devido a falta de
valorização da profissão, jornadas de trabalho intensas, condições insalubres,
insuficiência de insumos, entre outros. Com a pandemia e as vulnerabilidades sociais,
essas condições foram potencializadas. Os estudos revelaram grande número de
profissionais com sintomas de ansiedade e depressão, sobretudo os que tinham
extensas jornadas de trabalho, e parte apresentava também sintomas da Síndrome de
Burnout. Associado a esses fatos, o isolamento social, o medo de desenvolver a doença
e transmitir o vírus aos familiares se mostraram como fatores predisponentes ao
adoecimento. Conclusão: Os profissionais da enfermagem saíram da pandemia ainda
mais doentes. É necessária a adoção de medidas que visem à melhoria das condições
de trabalho e melhorem a qualidade de vida da enfermagem.
Palavras-chave: Sofrimento Psicológico. Enfermagem. Pandemia COVID-19.

40

REFERÊNCIAS
LOPES, E. A. de B. e. Vivências de sofrimento e adoecimento em ambiente de
trabalho: uma análise do cotidiano profissional de enfermeiras e enfermeiros num
contexto pandêmico em dois centros de referência no atendimento a pacientes de
Covid-19. Cad. psicol. soc. trab., v. 23, n. 2, p. 218 - 235, 2020.
QUEIROZ, A. M. et al. O ‘NOVO’ da COVID-19: impactos na saúde mental de
profissionais de enfermagem? Acta Paulista de Enfermagem [Online], v. 34, 2021.
SANTOS, K. M. R. dos. et al. Depressão e ansiedade em profissionais de enfermagem
durante a pandemia da covid-19. Esc. Anna Nery Rev. Enferm, v. 25, n. spe, 2021.
SOUZA, W. F. de.; ATHAYDE, M. Dinâmica psicológica e trabalho de profissionais
de saúde no Brasil durante a pandemia de COVID-19: colaborando para compreendertransformar sua experiência. Laboreal[Online], v. 17, n. 1, 2021.

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TRANSTORNO MENTAL E COMPORTAMENTAL NO
PUERPÉRIO DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19: realidade de
mulheres residentes em Arapiraca-AL
SILVA, Kallyne Ellen Lopes1
COSTA, Rafaela Lira Mendes2
NASCIMENTO, Cristiane Araújo3
DA SILVA, Patrícia de Paula Costa4
¹Discente do Curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas.
E-mail: kallynelopes98@gmail.com
2
Mestre em Enfermagem, UNINASSAU – Maceió.
3
Doutora em Biotecnologia, Universidade Federal de Alagoas.
4
Mestre em Enfermagem, Universidade Federal de Alagoas.

RESUMO
Introdução: Os transtornos mentais e comportamentais no período pós-parto, apesar de
representarem um grave problema de saúde pública no Brasil, ainda ganham pouco
destaque nos meios de comunicação. Isso ocorre devido à ausência de conhecimento das
mulheres acerca da patologia e/ou do diagnóstico impreciso, o que ocasiona uma
naturalização dos distúrbios. Objetivos: Analisar os fatores que desencadeiam o
surgimento de depressão pós-parto (DPP) e psicose puerperal em puérperas que residem
no município de Arapiraca-AL. Metodologia: Estudo transversal com base na análise
de prontuários de mulheres atendidas nos serviços: Centro de Atenção Psicossocial Nise
da Silveira e Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas. A coleta de dados
foi realizada no período de agosto a novembro de 2021. Resultados: Através da
presente pesquisa, foi possível observar o quantitativo de mulheres com depressão pós
parto (DPP) e psicose puerperal em Arapiraca, os sintomas mais comuns e o
comportamento das puérperas durante tratamento. Além disso, pôde-se analisar fatores
anteriores à gestação, possivelmente traumáticos, dados obstétricos, classe social, uso
de droga lícitas e ilícitas e envolvimento da infecção por Covid-19, como
intensificadores ou matrizes dos quadros. Conclusões: Foi possível identificar um
crescimento no número de mulheres com transtorno mental e comportamental
principalmente nos últimos 5 anos em Arapiraca, além do surgimento de um
agravamento da DPP após o acometimento pela Covid-19. Portanto, políticas e
programas de saúde da mulher voltados para o atendimento individualizado tornam-se
relevantes no sentido da prevenção de agravos como o suicídio, e também para
educação em saúde.
Palavras-Chave: depressão pós-parto. transtornos psicóticos. enfermagem obstétrica.
transtornos mentais.
Protocolo Comitê de Ética: nº 4.600.136 e CAAE: 40971720.0.0000.5013.

42

REFERÊNCIAS
ARRAIS, Alessandra da Rocha; ARAUJO, Tereza Cristina Cavalcanti Ferreira de;
SCHIAVO, Rafaela de Almeida. Fatores de Risco e Proteção Associados à Depressão
Pós-Parto no Pré-Natal Psicológico. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 38, n. 4, p.
711-729,
jul/set,
2018.
Disponível
em:
https://www.scielo.br/j/pcp/a/nzLTSHjFFvb7BWQB4YmtSmm/?lang=pt&format=pdf.
Acesso em: 13 out. 2021
BRASIL, Ministério da Saúde. Depressão pós-parto: causas, sintomas, tratamento,
diagnóstico e prevenção. Portal do Governo Brasileiro, 2019. Disponível em:
http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/saude-mental/depressao-pos-parto. Acesso em:
25 ago. 2019.
CAMPOS, Camila Azalim de; SILVA, Hérica Maris Martins; VIVIANI, Mariana Melo
Franco; PEREIRA Matheus Moraes Alves; SANTOS, Renata Costa; VASCONCELOS
Sílvia Eutrópio; SANTOS Thauan Pedro da Silva; CARVALHO V Victor Eliel Bastos
de; DIAS Victória Cristine Araujo; FERNANDES Eduardo Siqueira. Fatores de risco,
proteção, diagnóstico e tratamento da depressão pós-parto no contexto da atenção
primária. Revista Eletrônica Acervo Saúde. ElectronicJournalCollection Health. v.13
n.
1.
31
jan.
2021.
Disponível
em:
https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/view/5410/3789. Acesso em: 16 nov.
2021.

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USO DA GAMIFICAÇÃO NO PROCESSO ENSINOAPRENDIZAGEM DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM
DURANTE MONITORIA ACADÊMICA: Um relato de experiência
SANTANA, Marya Fernandha Santos1
DOS SANTOS, Karolina Alves2
DE SOUZA, Stéphany Nogueira2
DA SILVA, Sara Ribeiro2
DA SILVA, Maria Cristina Cavalcante2
DA SILVA, Meirielly Kellya Holanda3
1

Acadêmica do curso de Enfermagem da UFAL, Campus Arapiraca. E-mail
maryafernandhasantana@gmail.com.
2
Acadêmica do curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, Campus
Arapiraca.
3
Docente do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca.

RESUMO
Introdução: Monitorias acadêmicas são atividades complementares desenvolvidas por
estudantes com o objetivo de auxiliar no processo de aprendizagem. A gamificação,
fenômeno que consiste na utilização de elementos de jogos eletrônicos em situações
reais, vem tomando espaço no contexto educacional como uma estratégia facilitadora do
aprendizado ativo. Objetivo: Relatar a experiência da utilização da gamificação como
recurso educacional complementar na monitoria acadêmica para estudantes da
graduação em Enfermagem. Metodologia: Estudo descritivo, tipo relato de experiência,
a partir do desenvolvimento e aplicação de um questionário pelo aplicativo Kahoot® no
conteúdo de “Assistência de Enfermagem ao paciente com COVID-19” em uma
atividade remota de monitoria da disciplina Assistência de Enfermagem em Saúde do
Adulto I, em abril de 2022. Resultados: Com a utilização do questionário, foi
perceptível pelos monitores que a adesão, participação e cooperação dos discentes
foram satisfatórias em toda a atividade. O modelo eletrônico permitiu que os alunos se
sentissem mais confortáveis para realizarem perguntas para o esclarecimento de dúvidas
e compartilhamento de experiências sobre o conteúdo, garantindo um maior
engajamento do que em atividades realizadas a partir de metodologias mais ortodoxas
de ensino. O feedback relatado pelos participantes foi integralmente positivo, seguido
de incentivos para continuidade da utilização da metodologia em questão em outros
encontros. Conclusão: Ferramentas derivadas da gamificação podem ser grandes
aliadas no processo ensino-aprendizagem durante atividades de monitoria acadêmica,
principalmente quando realizadas via remota, já que estimulam a participação,
assiduidade, motivação e interação necessária para uma aprendizagem efetiva,
considerando, principalmente, o contexto pós pandêmico, que acentuou a pontualidade
da educação à distância no ensino de Enfermagem.

44

Palavras-chave: Educação à distância. Enfermagem. COVID-19.

REFERÊNCIA:
BENÍCIO, Ana Carmélia Sousa. Gamificação para incentivar a cooperação e a
participação em monitorias. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em
Engenharia de Software) - Universidade Federal do Ceará, Campus de Quixadá,
Quixadá, 2019. Disponível em: https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/49710. Acesso
em: 09 mar 2022.

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USO DO TELEMONITORAMENTO PELA ENFERMAGEM
DURANTE A PANDEMIA POR COVID-19
DA SILVA, Thais Sousa1
SILVA, Lívia Rafaela de Almeida2
DE LIMA, Aíris Barbosa2
LIMA, Kelly Ferreira dos Santos2
DE MELO, Ana Maria Silva2
SERBIM, Andreivna Kharenine3
1

Discente do curso de Enfermagem da UFAL, campus Arapiraca. Email:
thais.silva@arapiraca.ufal.br
2
Discente do curso de Enfermagem pela Universidade Federal de Alagoas, campus Arapiraca.
3
Docente do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas, campus Arapiraca.

RESUMO
Introdução: Em face à pandemia atual, o telemonitoramento foi utilizado por
profissionais da Enfermagem como uma estratégia para dar continuidade aos cuidados a
pacientes – principalmenteaqueles com doenças crônicas - sem que estes corressem o
risco de adoecer por COVID-19 ao se deslocarem para os serviços de saúde. Objetivo:
Identificar as potencialidades e desafios pelo uso do telemonitoramento pela
enfermagem durante a pandemia por COVID-19. Metodologia: Foi desenvolvida uma
revisão integrativa com base na seguinte questão de pesquisa: Quais aspotencialidades e
desafios do uso do telemonitoramento pela enfermagem durante a pandemia? Osestudos
foram encontrados nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde, Web of Science,
PubMed, Sciencedirect e SciElo a partir dos DeCS “Telemonitoring” AND “Nurse”
AND“COVID-19”. Foram excluídos da pesquisa trabalhos de revisão, duplicados e que
não respondiam à pergunta e pesquisa. Resultados: Dos 66 artigos encontrados, apenas
12 foram elegidos para odesenvolvimento do presente estudo. Foi observado que o
telemonitoramento apresentou diversas potencialidades, dentre elas, a possibilidade de
revisar as necessidades do processo de tratamento, a prevenção de infecção, a
diminuição da distância, a continuidade do cuidado e a melhoria dacondição clínica. Em
contrapartida, também foram mencionados alguns desafios como a falta docontato
humano e a falta de disponibilidade e acessibilidade a tecnologias digitais e internet.
Conclusões: Com isso, constata-se que a utilização do telemonitoramento proporcionou
resultadospositivos para aqueles que o utilizam, sendo considerado uma boa ferramenta
para a assistência àsaúde, mas que apresenta limitações, majoritariamente, de
acessibilidade.
Palavras-Chave: Telemonitoramento. Enfermagem. COVID-19.

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DESAFIOS E POTENCIALIDADES NA COLETA DE DADOS DE
PESQUISA CIENTÍFICA NA PANDEMIA DE COVID-19: Um
Relato de Experiência.
DE LIMA, Aíris Barbosa1
SILVA, Beatriz Domingos2
SANTOS, Clécia Rodrigues2
DA SILVA, Maria Cristina Cavalcante2
DE FARIAS, Karol Firema3
DA SILVA, Meirielly Kellya Holanda3
1

Discente do curso de Enfermagem da UFAL Campus Arapiraca.
airis.lima@arapiraca.ufal.br .
2
Discente do curso de Enfermagem da UFAL Campus Arapiraca.
5
Doutora. Docente da Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca.

E-mail:

RESUMO
Introdução: A pandemia de COVID-19 impôs desafios em diversas áreas da sociedade,
impactando nas pesquisas científicas com seres humanos. Adequações foram orientadas
pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, para o procedimento de coleta de dados
de forma remota. Seguindo tais orientações, as pesquisadoras do projeto de Iniciação
Científica (PIBIC/UFAL 2021-2022) intitulado “Exposição à agrotóxicos e COVID-19:
análise da sindemia no agreste alagoano” (CEP:4.482.481), realizaram a coleta no
contexto pandêmico, vivenciando algumas dificuldades. Objetivo: relatar a experiência
das pesquisadoras diante da coleta de dados de uma pesquisa científica durante a
pandemia por COVID-19. Metodologia: Trata-se de estudo descritivo, tipo relato de
experiência, a partir da vivência de pesquisadoras na coleta de dados de uma pesquisa
de PIBIC, realizada em 4 Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Arapiraca-AL, em
março/2022. Resultados: Devido às restrições impostas pela pandemia, optou-se pela
coleta de dados de forma remota. Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) das UBS
realizaram a triagem dos participantes a partir dos critérios de inclusão, passando os
contatos telefônicos para posterior apresentação do Termo de Consentimento Livre e
Esclarecido. Caso aceitassem participar, o questionário do Google Forms seria aplicado
individualmente ou com auxílio de uma pesquisadora. Entretanto, a não adesão dos
ACS e dos participantes foram fatores limitantes para a coleta de dados de modo
remoto. Assim, houve necessidade de readaptação desta estratégia para aplicação do
questionário presencialmente. Embora tenham sido entrevistados 165 voluntários,
observou-se algumas dificuldades, como o distanciamento, ausência dos participantes
nas residências e resistência na participação. Conclusões: Apesar das dificuldades na
coleta de dados tanto remoto quanto presencial, o contato com os participantes
contribuiu no processo de comunicação das discentes, necessária no tornar-se
Enfermeira/pesquisadora, além de constatar que, embora a pandemia tenha modificado

47

alguns aspectos das atividades, o contato pesquisadora-entrevistado ainda é essencial na
coleta de dados de uma pesquisa científica.
Palavras chaves: Coleta de dados. Inquéritos e Questionários. Enfermagem. COVID19.

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Trabalho premiado com menção honrosa

CONDIÇÕES DE LETRAMENTO EM SAÚDE DE IDOSOS
DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19
DA SILVA, Mykaelle Yasmin Alexandre¹
NUNES, Erika Maria Barbosa2
BELTRÃO, Elisa Maria Bispo2
SERBIM, Andreivna Kharenine3
1

Graduanda do curso de Enfermagem na Universidade Federal de Alagoas – UFAL. E-mail:
alexandremykaelle@gmail.com.
2
Graduanda do curso de Enfermagem na Universidade Federal de Alagoas – UFAL.
3
Docente do curso de Enfermagem na Universidade Federal de Alagoas – UFAL

RESUMO
Introdução: Letramento em saúde é definido como as habilidades das pessoas em
acessar, compreender, comunicar e avaliar as informações de saúde. Essas habilidades
são necessárias diante da pandemia de COVID-19, principalmente nos idosos.
Objetivo: Avaliar as condições de letramento em saúde dos idosos durante a pandemia
de COVID-19. Metodologia: Estudo quantitativo, realizado com 56 idosos de uma
unidade básica de saúde em Arapiraca-AL. Para a coleta de dados, foi utilizado um
questionário semiestruturado com dados sociodemográficos, o instrumento
Multidimensional Screener of Functional Health Literacy e um questionário para avaliar
as condições de letramento em saúde no contexto da pandemia de COVID-19. Para
análise dos dados aplicou-se estatística descritiva. Resultados: A maior parte dos
idosos possuía baixa escolaridade, considerando que 30,3% nunca estudaram e 53,6%
cursaram o ensino fundamental. Foi identificado que a maioria (91%) dos idosos
apresentavam baixo letramento em saúde. Com relação às informações recebidas
durante a pandemia de COVID-19, 76,7% dos idosos receberam orientação acerca da
COVID-19. Essas informações foram fornecidas por familiares (42,8%), profissionais
de saúde (28,5%), vizinhos/conhecidos (14,2%), igreja (5,35%) e televisão (1,7%).
Ademais, durante a pandemia da COVID-19, muitos idosos apresentaram boas medidas
de proteção contra o vírus, como usar máscaras (n=52), lavar as mãos (n=49) e uso do
álcool em gel (n=48). Conclusão: Os idosos participantes apresentaram baixo
letramento em saúde, por isso o enfermeiro deve dar atenção especial à capacidade dos
idosos de acessar, compreender, comunicar e avaliar as informações em saúde e buscar
estratégias para desenvolver o letramento em saúde dos idosos.
Palavras-chaves: Letramento em saúde. Idosos. Enfermagem. Promoção da saúde.

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Protocolo do comitê de ética: Projeto aprovado pelo Comitê de Ética – CAAE
28829420.9.0000.5013
Apoio financeiro: Projeto apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento
Cientifico e Tecnológico (CNPq/PIBIC)
REFERÊNCIAS
BEGORAY D.L.; KWAN B. A Canadian exploratory study to define a measure of
health literacy. Health Promot Int. 2012;27(1):23–32