PPC 2006 Versão 2015
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1
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS DE ARAPIRACA
PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE
BACHARELADO EM ENFERMAGEM
Arapiraca/AL, julho de 2015
2
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS DE ARAPIRACA
PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em
Enfermagem do Campus de Arapiraca, elaborado
com objetivo da sua adequação às Diretrizes
Curriculares Nacionais.
Arapiraca/AL, julho de 2015
3
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
EURICO DE BARROS LÔBO FILHO
Reitor
RACHEL ROCHA DE ALMEIDA BARROS
Vice-Reitora
VALMIR DE ALBUQUERQUE PEDROSA
Pró-Reitor de Gestão Institucional
AMAURI DA SILVA BARROS
Pró-Reitor de Graduação
SIMONI MARGARETI PLENTZ MENEGHETTI
Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação
SÍLVIA REGINA CARDEAL
Pró-Reitora de Gestão de Pessoas e do Trabalho
PEDRO NELSON BONFIM GOMES RIBEIRO
Pró-Reitor Estudantil
EDUARDO SARMENTO DE LYRA
Pró-Reitor de Extensão
ELIANE APARECIDA DE HOLANDA CAVALCANTI
Diretora Geral – Campus de Arapiraca
ARNALDO TENÓRIO DA CUNHA JÚNIOR
Diretor Acadêmico – Campus de Arapiraca
4
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................................................................... 11
1.1
CONTEXTO INSTITUCIONAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS ............................ 11
1.2
O PROCESSO DE EXPANSÃO DA UNIVERSIDADE E O CURSO DE ENFERMAGEM ................ 12
1.3
1.3 ESTADO DE ALAGOAS: COMPREENDENDO A REALIDADE DO CURSO .............................. 14
1.4
1.4 O MUNICÍPIO DE ARAPIRACA E O CURSO DE ENFERMAGEM ............................................. 16
2 CARACTERIZAÇÃO DO CURSO....................................................................................................................... 20
2.1 ESTRUTURA PEDAGÓGICA DO CAMPUS DE ARAPIRACA E O CURSO DE ENFERMAGEM ......... 20
2.2 ESTRUTURA GERAL DO CURSO DE ENFERMAGEM ............................................................................ 21
3 OBJETIVOS DO CURSO ...................................................................................................................................... 23
3.1 OBJETIVO GERAL ......................................................................................................................................... 23
3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .......................................................................................................................... 23
4 PERFIL PROFISSIONAL DO EGRESSO ........................................................................................................... 25
5 COMPETÊNCIAS (CONHECIMENTOS, HABILIDADES E ATITUDES) .................................................... 26
6 PROPOSTA PEDAGÓGICA ESPECÍFICA DO CURSO DE ENFERMAGEM ............................................. 29
6.1 APORTE TEÓRICO PARA A PROPOSTA PEDAGÓGICA ......................................................................... 29
6.1.1 Compartimentação dos saberes .................................................................................... 29
6.1.2 Racionalidade X Racionalização .................................................................................. 30
6.2 ENFOQUE PEDAGÓGICO DO CURSO DE ENFERMAGEM ................................................................... 32
6.2.1 Metodologias de Ensino ............................................................................................... 33
6.2.2 Interdisciplinaridade ..................................................................................................... 34
6.2.3 Avaliação de aprendizagem .......................................................................................... 35
7 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DO CURSO .................................................................................................. 36
7.1 ASPECTOS CONCEITUAIS ........................................................................................................................... 36
7.2 ASPECTOS ESTRUTURAIS ........................................................................................................................... 37
7.3 RELAÇÃO TEORIA/PRÁTICA E PRECEPTOR/ALUNO ............................................................................ 37
7.4 INTEGRAÇÃO COM O SISTEMA LOCAL E REGIONAL DE SAÚDE E O SUS...................................... 38
7.5 UNIDADES HOSPITALARES DE ENSINO E COMPLEXO ASSISTENCIAL.......................................... 39
7.6 SISTEMA DE REFERÊNCIA E CONTRA REFERÊNCIA ......................................................................... 40
7.7 ESTRUTURA DA MATRIZ CURRICULAR .................................................................................................. 42
7.8 REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO PERFIL DE FORMAÇÃO .................................................................. 44
7.9 DISCIPLINAS ELETIVAS .............................................................................................................................. 45
7.9 EMENTÁRIO E BIBLIOGRAFIA DAS DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS ................................................. 46
8 TECNOLOGIAS DIGITAIS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TDIC) ............................................ 92
9 ESTÁGIOS CURRICULARES.............................................................................................................................. 93
5
9.1 ESTÁGIOS CURRICULARES NÃO OBRIGATÓRIOS ................................................................................ 93
9.2 ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO ......................................................................................... 93
10 ATIVIDADES COMPLEMENTARES – AC .................................................................................................... 95
11 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO .................................................................................................. 100
12 COLEGIADO DO CURSO ................................................................................................................................ 102
13 AVALIAÇÃO ...................................................................................................................................................... 103
13.1 AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM ......................................................... 103
13.2 AUTO-AVALIAÇÃO DO CURSO ............................................................................................................... 104
13.3 ENADE ......................................................................................................................................................... 106
13.4 NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE (NDE) ..................................................................................... 107
13.4.1 Núcleo de Apoio Pedagógico e Experiência Docente .............................................. 108
14 EXTENSÃO ......................................................................................................................................................... 109
15 PESQUISA ........................................................................................................................................................... 111
16 POLÍTICA DE APOIO AO DISCENTE .......................................................................................................... 112
16.1 APOIO PEDAGÓGICO ............................................................................................................................... 112
16.2 ESTÍMULO À PERMANÊNCIA ................................................................................................................. 112
16.3 APOIO FINANCEIRO ................................................................................................................................. 113
16.4 ORGANIZAÇÃO ESTUDANTIL ................................................................................................................ 113
16.5 NÚCLEO DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL (NAE) ................................................................................ 113
16.6 ATENDIMENTO PSICOLÓGICO .............................................................................................................. 114
16.7 LABORATÓRIOS ......................................................................................................................................... 114
16.8 MONITORIA ................................................................................................................................................ 115
16.9 INICIAÇÃO CIENTÍFICA .......................................................................................................................... 115
16.10 ORIENTAÇÃO ACADÊMICA .................................................................................................................. 115
16.11 POLÍTICAS DE INCLUSÃO ..................................................................................................................... 116
16.12 ACESSIBILIDADE .................................................................................................................................... 116
17 CONTEÚDOS PERTINENTES ......................................................................................................................... 119
17.1 LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS) ......................................................................................... 119
17.2 HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENAS ............................................................. 119
17.3 EDUCAÇÃO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 120
17.4 EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS ................................................................................................. 121
18 POLÍTICAS DE APOIO AOS DOCENTES E TÉCNICOS ........................................................................... 122
REFERÊNCIAS ....................................................................................................................................................... 124
6
ANEXO ..................................................................................................................................................................... 125
7
IDENTIFICAÇÃO DO CURSO
INSTITUIÇÃO MANTENEDORA:
Denominação: Ministério da Educação (MEC)
Município-Sede: Brasília - Distrito Federal (DF)
Dependência: Administrativa Federal
INSTITUIÇÃO MANTIDA:
Denominação: Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Município-Sede: Maceió
Estado: Alagoas
Região: Nordeste
Endereço: Rodovia BR 101, Km 14 Campus A. C. Simões – Cidade Universitária,
Maceió /AL - CEP: 57.072-970. Fone: (82) 3214 - 1100 (Central)
Coordenação 3214-1442
Portal eletrônico: www.ufal.edu.br
UNIDADE ACADÊMICA:
Denominação: Campus de Arapiraca
Município: Arapiraca
Estado: Alagoas
Região: Nordeste
Endereço: Av. Manoel Severino Barbosa, S/N.CEP: 57.309-005. Bairro Bom Sucesso.
Arapiraca – AL.
Telefone da coordenação de Enfermagem: (82) 3482-1843
E-mail: coordenf@arapiraca.ufal.br
Portal eletrônico: http://www.ufal.edu.br/arapiraca
CONTEXTUALIZAÇÃO DO CURSO:
DENOMINAÇÃO: Bacharelado em Enfermagem
MODALIDADE: Presencial – Bacharelado
TITULO CONFERIDO: Enfermeiro
DOCUMENTO
DE
AUTORIZAÇÃO:
23000.021478/2006-72, de 1º de março de 2007.
Parecer
CES
52/2007.
Processo
8
TURNO DE FUNCIONAMENTO DO CURSO: Matutino e Vespertino (Diurno Integral)
FORMA DE INGRESSO: O candidato a uma vaga no curso de Enfermagem da UFAL
poderá ingressar por meio do ENEM/SISU, conforme determinado na
resolução 32/2009-CONSUNI/UFAL, de 21 de maio de 2009. Outras
resoluções e legislações nacionais normatizam as demais formas de ingresso
no curso através de transferência, reopção, matrícula de diplomados, Programa
de Estudantes-Convênio de Graduação, ex-officio etc. Todas essas resoluções
estão disponibilizadas no endereço eletrônico: www.ufal.edu.br, mais
especificamente na página da PROGRAD, em normas acadêmicas.
CARGA HORARIA TOTAL DO CURSO: 5460 horas/aula e 4769 horas/relógio
TEMPO DE INTEGRALIZAÇÃO DO CURSO: Mínimo: 10 (dez) períodos;
Máximo: 14 (quatorze) períodos.
NÚMERO DE VAGAS AUTORIZADAS: 40 (oferta anual).
REGIME ACADÊMICO: Semestral.
CAMPOS DE ATUACAO: Instituições públicas e privadas conveniadas ao Sistema
Único de Saúde (SUS), tais como Hospitais, Unidades Básicas de Saúde
(UBS), Ambulatórios e Consultórios; na atenção à saúde em Empresas
privadas; Políticas e Programas institucionais em saúde; na Pesquisa e no
Ensino na Enfermagem.
OBJETIVOS DO CURSO (SÍNTESE):
PERFIL DO EGRESSO: Enfermeiro, com formação generalista, humanista e
crítica. Profissional capaz de intervir no processo saúde-doença da população,
contribuindo para a melhoria da qualidade de vida, pautado em princípios éticos e na
realidade econômica, política, social e cultural.
CARGA HORÁRIA:
COMPONENTES
Horas-aula
Horas-relógio
CURRRICULARES
(50min)
(60min)
Disciplinas Obrigatórias
3820h
3183h
Disciplinas Eletivas
320h
266h
Estágio Supervisionado
1000h
1000h
Científico
280h
280h
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
40h
40h
CARGA HORÁRIA TOTAL
5460h
4769h
Atividades
Acadêmicas
Culturais (AACC)
9
IDENTIFICAÇÃO DO COORDENADOR DO CURSO:
Prof.ª Ma. Renise Bastos Farias Dias
PERFIL DO COORDENADOR DO CURSO:
Formada em Enfermagem, com titulação de Mestra. Ingressou na UFAL em 2006 como
professora substituta e faz parte do quadro efetivo desde 2009. Professora desta IES em
regime de trabalho de Dedicação Exclusiva. Desde 2014 na função de coordenadora.
Dedica vinte horas à coordenação do Curso e demais horas dedicadas ao ensino, à
pesquisa e à extensão.
COLEGIADO DO CURSO:
- Gestão 2014-2016, com início em janeiro de 2014.
- Portaria nº. 260 de 28 de fevereiro de 2014
(Portaria nº. 1548 de 11 de novembro de 2014 – altera representante técnicoadministrativo. Portaria nº 380 de 30 de abril de 2015 – altera a designação da vicecoordenação do Curso)
- Composição:
Docentes Titulares:
Profa. Ma. Renise Bastos Farias Dias – coordenadora
Profa. Dra. Ana Paula Nogueira de Magalhães
Profa. Esp. Rita de Cássia Batista de Oliveira Peixoto
Profa. Ma. Andreivna Kharenine Serbin
Profa. Ma. Larissa Tenório Andrade Correia
Docentes Suplentes:
Profa. Esp. Josineide Soares da Silva
Prof. Me. Jarbas Ribeiro de Oliveira
Prof. Me. José César de Oliveira Cerqueira
Profa. Ma. Karol Fireman de Farias
Prof. Dr. Sóstenes Ericson Vicente da Silva
Representantes dos Discentes:
Titular: Julliane Bispo Pereira
Suplente: Mariana da Silva Pacheco
Representantes dos Técnicos:
Titular: Profa. Ma. Cristiane Araújo Nascimento – vice-coordenadora
Suplente: Cecília Dionísio Bernardes Sales
10
NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE (NDE):
- Gestão 2014-2017, com início em janeiro de 2014.
- Portaria nº. 249 de 27 de fevereiro de 2014
(Portaria nº. 1679 de 01 de dezembro de 2014 – altera, em parte, a Portaria nº.
249/2014)
- Composição:
Profa. Ma. Andreivna Kharenine Serbin, regime de trabalho de Dedicação
Exclusiva; compõe o NDE desde fevereiro de 2014.
Profa. Ma. Cíntia Bastos Ferreira, regime de trabalho de Dedicação Exclusiva;
compõe o NDE desde fevereiro de 2014.
Profa. Dra. Janaina Ferro Pereira, regime de trabalho de Dedicação Exclusiva;
compõe o NDE desde fevereiro de 2014.
Prof. Me. Jarbas Ribeiro de Oliveira, regime de trabalho de Dedicação Exclusiva;
compõe o NDE desde fevereiro de 2014.
Profa. Esp. Maria Betânia Monteiro de Farias, regime de trabalho de Dedicação
Exclusiva; compõe o NDE desde fevereiro de 2014.
Profa. Esp. Rita de Cássia de Oliveira Peixoto, regime de trabalho de 20 horas;
compõe o NDE desde dezembro de 2014.
Prof. Dr. Sóstenes Ericson Vicente da Silva, regime de trabalho de Dedicação
Exclusiva; compõe o NDE desde fevereiro de 2014.
Profa. Ma. Verônica de Medeiros Alves, regime de trabalho de Dedicação
Exclusiva; compõe o NDE desde fevereiro de 2014.
EQUIPE DE ELABORAÇÃO:
Profa. Andreivna Kharenine Serbin
Profa. Ana Paula Nogueira de Magalhães
Profa. Cíntia Bastos Ferreira
Profa. Cristiane Araújo Nascimento
Profa. Janaina Ferro Pereira
Prof. Jarbas Ribeiro de Oliveira
Profa. Maria Betânia Monteiro de Farias
Profa. Renise Bastos Farias Dias
Profa. Rita de Cássia Batista de Oliveira Peixoto
Prof. Sóstenes Ericson Vicente da Silva
Profa. Verônica de Medeiros Alves
11
1 INTRODUÇÃO
1.1 CONTEXTO INSTITUCIONAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE
ALAGOAS
A Universidade Federal de Alagoas - UFAL é Pessoa Jurídica de Direito
Público – Federal, CNPJ: 24.464.109/0001-48, com sede à Avenida Lourival de Melo
Mota, S/N, Campus A. C. Simões, no Município de Maceió, no Estado de Alagoas, CEP
57.072-970, além de uma Unidade Educacional (UE) em Rio Largo, município da
região metropolitana da Capital.
Foi criada pela Lei Federal nº 3.867, de 25 de janeiro de 1961, a partir do
agrupamento das então Faculdades de Direito (1933), Medicina (1951), Filosofia
(1952), Economia (1954), Engenharia (1955) e Odontologia (1957), como instituição
federal de educação superior, de caráter pluridisciplinar de ensino, pesquisa e extensão,
vinculada ao Ministério da Educação, mantida pela União, com autonomia assegurada
pela Constituição Brasileira, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei
9394/96 e por seus Estatuto e Regimento Geral.
Possui estrutura multicampi, com sede localizada no Campus A. Simões, em
Maceió, onde são ofertados 102 cursos de graduação. O processo de interiorização,
iniciado em 2006, expandiu sua atuação para o Agreste, com o Campus de Arapiraca e
com Unidades Educacionais em Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa e a oferta de 23
cursos. Em 2010, chegou ao Sertão, instalando-se em Delmiro Gouveia e uma Unidade
Educacional em Santana do Ipanema e a oferta de 08 cursos, todos presenciais.
Além dos cursos presenciais, há 11 ofertados na modalidade de Educação à
Distância, através do sistema Universidade Aberta do Brasil - UAB. A pós-graduação
contribui com 31 programas de Mestrado e 09 de Doutorado, além dos cursos de
especialização nas mais diferentes áreas do conhecimento.
A pesquisa vem crescendo anualmente com a participação de linhas e
grupos de pesquisa nas mais diferentes áreas do conhecimento. A extensão contribui
com diversos programas e, também, é uma atividade em constante expansão.
12
1.2 O PROCESSO DE EXPANSÃO DA UNIVERSIDADE E O CURSO DE
ENFERMAGEM
O curso de Enfermagem (bacharelado) da Universidade Federal de Alagoas
– Campus de Arapiraca surgiu com o processo de interiorização da Universidade
Federal de Alagoas (UFAL), no ano de 2006, quando, na ocasião, instalavam-se 16
cursos, dentre estes, o Curso de Enfermagem (bacharelado), no Campus de Arapiraca,
Agreste do estado de Alagoas, em resposta a uma pesquisa de demanda na região, com
professores, estudantes do ensino médio, profissionais dos serviços essenciais, a
iniciativa privada, gestores, dentre outros. O número total de ingressantes no curso é de
40 alunos por ano, em uma única entrada. Para a integralização de todos os créditos, os
graduandos precisam compor uma carga horária total de 5420 horas, distribuídas em dez
semestres.
Neste contexto, o primeiro Projeto Pedagógico do Curso (PPC) foi
elaborado para fins da implantação do Curso de Enfermagem em questão, por quatro
professoras efetivas, as primeiras aprovadas em concurso público para o quadro de
docentes, com a colaboração de docentes do curso de Enfermagem da UFAL – Campus
A. C. Simões de Maceió, com o apoio e fundamentação nas Diretrizes Curriculares para
os Cursos de Graduação em Enfermagem - resolução CNE/CES nº 1.133 de 07 de
agosto de 2001, e seguindo os objetivos do Projeto de Interiorização da UFAL, quais
sejam:
Objetivo geral: Atender à forte demanda [...] - representado por
elevado número de estudantes egressos do ensino médio, pobres
e com baixa ou mesmo, nula capacidade de deslocamento ou
transferência para Maceió -, ao mesmo tempo em que reafirma o
papel da UFAL enquanto importante instrumento de
desenvolvimento estadual e regional. Objetivos específicos:
Relacionar a sua capacidade de formação profissional e cidadã,
da sua produção científica, tecnológica e artística ao
desenvolvimento local e regional [...]; Articular-se com
instituições que trabalham no interior [...]; Considerar e atuar
sobre as particularidades, valores e problemáticas locais [...];
Possibilitar o estabelecimento de relações da comunidade
acadêmica com a sociedade em geral[...]; Ampliar o acesso à
educação superior de setores tradicionalmente marginalizados
da população, especialmente rurais, formando quadros
apropriados às demandas locais e contribuindo para sua fixação
no interior (UFAL, 2005, p.6).
13
O projeto pedagógico representa os anseios de educadores e educandos de
um curso, voltados para o contexto e necessidades de elaborar estratégias que
fundamentem e orientem ações interdisciplinares, tendo como predomínio o interesse de
autonomia profissional para agir e interagir, segundo a realidade e demanda da
população. Tem como base, teorias pedagógicas que consideram a interação entre o
curso e o contexto geral em que se insere e traz em sua concepção um compromisso
definido no coletivo. A decisão pela reestruturação do PPC do curso de graduação em
Enfermagem se deu por considerar um coletivo maior de agentes envolvidos no
processo de construção permanente.
Esboçado no perfil epidemiológico da região do agreste alagoano e
considerando as entidades e serviços de saúde das mais variadas complexidades, este
projeto visa principalmente à consolidação de um curso que responda às demandas, de
uma população, que estão alinhadas ao direito assegurado desde 1988, com a
Constituição Federal Brasileira (Capítulo II, art. 198) - o de ter saúde de qualidade,
através da formação de enfermeiros, que contribuam com a construção de uma
consciência política transformadora da realidade social.
A desigualdade social constitui um dos traços da realidade brasileira e, em
especial, de Alagoas, como demonstram os índices atuais de desenvolvimento
populacional. Neste sentido, há necessidade da
continuação da luta pelo
desenvolvimento social pleno, pela consolidação do SUS como política de saúde, que
vem enfrentando cotidianamente as contradições de um modelo de sociedade voltado
para a economia de mercado, na qual a prioridade é o lucro e não os seres humanos.
Essa situação remete a uma necessidade de ampliar as possibilidades de
acesso da população aos serviços essenciais, tanto pela via da organização social, com
vistas à reivindicação dos direitos, quanto pela compreensão de um contexto que deixa
claro não só a necessidade como a urgência em propiciar a reorientação da formação de
profissionais que se afinem com o compromisso de desenvolver, de forma
interdisciplinar, uma política científica de atuação em saúde, capaz de contribuir para a
construção de uma prática profissional transformadora.
14
1.3 1.3 ESTADO DE ALAGOAS: COMPREENDENDO A REALIDADE DO
CURSO
O Estado de Alagoas localiza-se na Região Nordeste do Brasil, possui
27.774,993 de Km2 de área territorial, o que corresponde a aproximadamente 0,33% do
território brasileiro e 1,79% da região nordestina. A população alagoana é de
aproximadamente 3.321.4941 pessoas, distribuídas em 102 municípios, sendo Maceió a
sua capital (IBGE, 2010). É um dos menores estados do país embora contribua
visivelmente para a composição do PIB nacional por estar entre os seis maiores
produtores de açúcar brasileiro (Conab, 2013).
Tal como os demais estados do Nordeste, Alagoas vem passando por um
lento processo de modificação no seu perfil econômico, embora permaneça com sua
maior produção oriunda da atividade agrícola. O que se vem observando é a
diversificação dos seus produtos, surgindo culturas incipientes de frutas e grãos que se
somam à cana de açúcar, ainda a grande responsável pela economia alagoana. A
exploração das belezas naturais, da culinária sui generis, do folclore diversificado, vem
alavancando o turismo como uma promissora fonte de renda, além de certa expansão do
parque industrial e do comércio.
A situação do povo alagoano ainda é bastante sofrida. Divididos entre a
agricultura de subsistência e a agroindústria, entre viver no espaço rural ou migrar para
a periferia de Maceió e de outras cidades menores, os alagoanos tem poucas
oportunidades de desenvolvimento individual e coletivo, reconhecendo-se algum
avanço nas políticas sociais nos últimos anos. Ainda é muito profunda a diferença entre
os mais pobres e os mais ricos, mesmo que se comece a perceber a formação de uma
tímida classe média, constituída pelos profissionais liberais, os professores e os bem
sucedidos donos de microempresas.
As cidades do Litoral e do centro do estado apresentam IDH Médio, que
varia de 0,551 a 0,750. Enquanto as cidades do oeste, mais conhecido como "sertão",
apresentam IDH baixo, que varia de 0,450 a 0,550. Alagoas enfrenta sérios problemas
socioeconômicos. Sete dos dez municípios brasileiros mais pobres situam-se em
Alagoas - inclusive o mais miserável de todos, São José de Tapera, no sertão. (IBGE,
2010).
1
População estimada para 2014, de acordo com o Censo de 2010.
15
Epidemiologicamente percebe-se que ainda é um estado com graves
problemas de saúde, situação esta comprovada por indicadores sociais que mostram
fragilidade no controle de mortalidade infantil e materna, baixos índices de cobertura
vacinal, persistência de doenças infecciosas (Tuberculose, Hanseníase, DST/AIDS e
outras de importância regional). Ao lado destes indicadores, outros comprovam a
coexistência dos agravos da sociedade mais desenvolvida como os altos índices de
doenças cardiovasculares, cânceres, acidentes de trânsito, sem esquecer os agravos
resultantes de violência, tanto urbana quanto rural.
Para atender às demandas de assistência em saúde, Alagoas se encontra em
gestão plena do SUS, mantendo (sob a responsabilidade da Secretaria Estadual de Saúde
- SESAU) o funcionamento das Unidades de Emergência e das demais que estão no
nível estadual, ao tempo em que apoia as secretarias municipais, no desenvolvimento
das ações que lhe são pertinentes. A Estratégia Saúde da Família está implantada em
102 municípios, totalizando 100% do estado, embora isso não signifique 100% de
cobertura em cada município. Em 2004, foi implantado o Polo de Educação Permanente
para o SUS, o que veio acrescentar um novo argumento para a organização do processo
de qualificação e atualização dos profissionais já existentes. Há ainda a rede privada de
atenção em saúde, caracterizada por unidades de apoio e diagnóstico, clínicas, hospitais
e maternidades, a maioria também conveniada ao SUS.
A formação dos profissionais de saúde, no Estado, fica ao encargo de
quatorze cursos de graduação em Enfermagem, dois em Farmácia, cinco em Medicina,
quatro em Nutrição, dez em Educação Física (bacharelado e licenciatura), cinco em
Fisioterapia, um em Fonoaudiologia, dois em Biomedicina, três em Odontologia, um em
Terapia Ocupacional, dois em Farmácia, ministrados pela UFAL, pela Universidade de
Ciência da Saúde de Alagoas (UNCISAL), pelo Centro Universitário Cesmac
(CESMAC), pela Estácio - Faculdade de Alagoas (FAL), pela Faculdade Integrada
Tiradentes (FITS), pela Faculdade SEUNE, pelo Instituto Batista de Ensino Superior de
Alagoas (IBESA), Faculdade São Vicente (FASVIPA) e Faculdade da Cidade de
Maceió (FACIMA), além de muitos cursos de formação de pessoal de nível médio para
a saúde, tanto públicos como privados.
No Estado de Alagoas a relação enfermeiro por 1000 habitantes, era de 0,74
em 2010, muito abaixo do recomendado pela Organização Mundial de Saúde. O número
de enfermeiros inscritos no Conselho Regional de Enfermagem – AL é de 4382 em
2015 (COREN/AL, 2015).
16
Esta realidade vem configurando um campo bastante interessante, do ponto
de vista de ser um momento propício para o investimento na formação do profissional
enfermeiro com qualidade não apenas técnica, mas com autonomia consciente, com
capacidade de mobilizar conhecimentos para a resolução de problemas diversos. A
formação do profissional Enfermeiro, no entender desta Universidade, não se dá em
qualquer direção, mas tem como meta aproximar mais o desempenho deste profissional
daquele que o SUS necessita, haja visto que, além de se configurar como a política
nacional de saúde, é o mais importante campo de trabalho para este profissional;
contribuindo, junto com os demais profissionais, para a conformação de um grupo de
senso crítico da realidade mais afinado, podendo contribuir mais na elaboração,
implantação, implementação e avaliação de propostas que resultem em transformações
no perfil epidemiológico do Estado.
1.4 1.4 O MUNICÍPIO DE ARAPIRACA E O CURSO DE ENFERMAGEM
Arapiraca está localizada no centro do Estado, na sua sub-região Agreste, e
distante 136 km de Maceió, trata-se do mais importante município do interior,
estendendo-se por 352 km2 de área territorial, concentrando aproximadamente 229.3292
habitantes. Arapiraca é ainda um espaço político, econômico e social que garante certas
especificidades no desenvolvimento social e humano. Assim, com o intuito de
configurar esta realidade, alguns indicadores são apresentados, como o Índice de
Desenvolvimento Humano (IDH), que foi equivalente a 0.677, estando abaixo da média
do Brasil (Relatório de Desenvolvimento Humano, 2010). Já a taxa de analfabetismo é
de 29,6%, maior que a média de Alagoas (22,52%) e do Brasil (9,6%) (IBGE, 2010).
É dotado de boa infraestrutura urbana e serviços básicos de energia elétrica,
saneamento básico, água potável, telecomunicações, transporte público e rede viária
interna e externa. O município se apresenta como polo microrregional, exercendo sua
influência, para além de seus municípios circunvizinhos, sobre aqueles que compõem o
Agreste alagoano, assim como a Mata e o Litoral Sul de Alagoas. Isto se deve à riqueza
gerada, tanto pelas suas atividades urbanas de comércio, indústria, serviços importantes
e sua liderança política, quanto pelas suas atividades agrícolas e pecuárias.
2
População estimada para 2014, de acordo com o Censo de 2010.
17
De fato, Arapiraca é tradicional produtora de fumo, ainda a sua maior fonte
de riqueza, sendo atividade praticada, sobretudo, por pequenos produtores. Tal estrutura
fundiária faz desta microrregião alagoana, a de melhor distribuição de renda e de terras.
Entretanto, o vigoroso modelo de desenvolvimento agrícola fundado na monocultura
fumageira, vem nos últimos 15 anos dando sinais de crise de natureza estrutural e
conjuntural, com raízes internas e externas, gerando instabilidade e exigindo esforço
local do empresariado e do poder público para revitalizar a economia do fumo e
diversificar a produção agrícola local.
Sendo o Agreste uma região pouco afetada pelas estiagens e de vocação
para o policultivo alimentar e de matérias primas, trata-se de potencial a ser aproveitado
através de culturas de alto valor agregado, mas que encerra o desafio de incluir o maior
número possível de produtores na dinamização da economia municipal e regional.
Alguns resultados vêm sendo alcançados com o desenvolvimento de rebanhos bovinos
de leite e de corte, além do crescimento e diversificação do comércio varejista.
Com relação ao perfil epidemiológico, Arapiraca apresenta indicadores
semelhantes aos demais municípios da região nordeste. Destaca-se, porém, o elevado
índice de mortalidade por causas externas. Ressaltamos que, somente no ano de 2010, o
município apresentou 282 óbitos por acidentes, homicídios, agressões e suicídios. A
segunda maior causa de mortalidade no município é representada por doenças do
aparelho circulatório, responsável por 197 óbitos, no ano de 2010.
Em relação à mortalidade infantil, percebe-se uma diminuição no número de
óbitos em crianças menores de 5 anos no município ao longo dos anos. No ano de 2001,
esse indicador chegou a 394 óbitos/ano. Em 2010, segundo o DATASUS, esse número
caiu pela metade, chegando a 179 óbitos infantis. No tocante à taxa de mortalidade
infantil, houve uma diminuição de 21,1 mortes por 1.000 crianças nascidas vivas em
2007, para 14,9 óbitos por 1.000 nascidos vivos, em 2013. Entretanto, trata-se ainda de
um indicador elevado, considerando o número de nascidos vivos por ano.
Entre os indicadores de doenças infecto contagiosas, o município de
Arapiraca apresentou as seguintes taxas de incidência no ano de 2014 (janeiro-julho):
DENGUE: 1.536 casos;
RUBÉOLA: 02 casos;
MENINGITE: 03 casos;
COQUELUCHE: 11 casos.
18
Arapiraca pode ser vista como um polo aglutinador de desenvolvimento
para o estado de Alagoas, podendo-se reconhecer que a sua rede de prestação de
serviços de saúde se ampliou significativamente, contando com unidades de baixa,
média e alta complexidade, contando ainda, com uma Unidade de Emergência e o
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), o que deixa o município em
condições reais de oferecer campos e experiências de aprendizagem suficientes para
garantir a graduação de enfermeiros aptos a desenvolverem suas atividades profissionais
em consonância com o SUS.
O município oferta assistência de saúde pelo SUS (Tabela 1) e é
contemplado pela Estratégia Saúde da Família (ESF), com 37 Unidades básicas de
saúde e 06 Centros de saúde, além de 01 Centro de Atenção Psicossociais (CAPS) e um
CAPS AD, 01 Banco de Leite, 01 Centro de Zoonose, 01 Centro de Testagem e
Aconselhamento (CTA), 01 Centro de Referência Integrado de Arapiraca (CRIA),
Centro Especializado de Odontologia (CEO), o que possibilita o atendimento às
comunidades na Rede de Atenção
à Saúde, mesmo as localizadas distantes
(DATASUS, 2013).
Tabela 1. Estabelecimentos de saúde – Arapiraca/2013.
Cód.
Descrição
Total
01
Posto de saúde
6
02
Centro de Saúde/Unidade Básica
36
05
Hospital geral
4
07
Hospital Especializado
3
20
Pronto socorro geral
1
22
Consultório isolado
102
36
Clínica/Centro especialidade
24
39
Unidade de apoio diagnose e terapia (SADT Isolado)
28
40
Unidade móvel terrestre
2
42
Unidade móvel de nível pré-hospitalar na área de urgência
3
43
Farmácia
1
50
Unidade de vigilância em saúde
3
64
Central de regulação de serviços de saúde
1
68
Secretaria de saúde
1
69
Centro de atenção hemoterapia e/ou hematológica
1
70
Centro de atenção psicossocial
2
19
75
TELESSAUDE
1
76
Central de regulação médica das urgências
1
TOTAL
Fonte: DATASUS-CNES (http://cnes.datasus.gov.br) – 10/04/2013.
220
Tendo em vista o contexto apresentado, a estrutura física para o
desenvolvimento do curso compreende parte da estrutura física do próprio Campus e a
rede de Serviços do SUS, na sede municipal e no seu entorno, além do Hospital
Universitário situado em Maceió no Campus A.C. Simões, considerando que o
enfermeiro é formado com uma bagagem de atividades práticas muito significativas,
representando mais de 50% da sua totalidade.
O curso de Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas, do Campus
de Arapiraca, iniciou as atividades em 2006, com entrada única, mantendo cinco turmas
em curso por semestre. A cada ano conclui-se uma turma, tendo em 2015, cinco turmas
de egressos, tendo já sido graduados cerca de 150 Enfermeiros, que estão atuando em
diversos setores e níveis de complexidade de Saúde; em atividades docentes e\ou
ingressaram em programas de Pós Graduação stricto e lato senso.
20
2 CARACTERIZAÇÃO DO CURSO
2.1 ESTRUTURA PEDAGÓGICA DO CAMPUS DE ARAPIRACA E O CURSO
DE ENFERMAGEM
Como prevê o projeto de interiorização da UFAL, o Curso de Graduação em
Enfermagem da Universidade Federal de Alagoas – Campus de Arapiraca, tem seu
conteúdo dividido em três troncos de conhecimento, ao longo dos cinco anos: tronco
Inicial; Tronco Intermediário; Tronco Profissionalizante.
O Tronco Inicial corresponde ao primeiro semestre do curso e dispõe de
disciplinas gerais e comuns a todos os cursos do Campus, independente da área ou eixo
de atuação. Nele os estudantes dispõem de aulas de Filosofia, Ciências Humanas e
Ciências Exatas. As turmas podem ser heterogêneas e os professores que fazem parte
deste tronco também são comuns a todos os cursos. Não há especificação na formação e
capacitação profissional.
O Eixo Intermediário corresponde ao segundo semestre do curso e dispõe
das disciplinas básicas do eixo de interesse. Os eixos de atuação que compõem o
Parecer CNE/CES nº 52/2007, que trata da autorização para o funcionamento de
Campus fora de sede da Universidade Federal de Alagoas são seis: Eixo das Agrárias,
Eixo da Educação, Eixo da Gestão, Eixo das Humanidades, Eixo da Saúde, Eixo da
Tecnologia. O curso de Enfermagem está inserido no Eixo da Saúde. As turmas podem
ser heterogêneas, compostas por estudantes de todos os cursos do Eixo, com o objetivo
de desenvolver as competências básicas.
O Eixo Profissionalizante corresponde à maior parte do curso, dispõe das
disciplinas específicas da Enfermagem, compreendendo do terceiro ao décimo período.
Os docentes são, na sua grande maioria, enfermeiros e trabalham conteúdos com
atividades teóricas, práticas, clínicas e de supervisão de Estágio.
Abaixo segue uma figura que demonstra a estrutura pedagógica do Campus
de Arapiraca para melhor compreensão (Figura 1):
21
C
520hs
Figura 1 – Demonstração da estrutura pedagógica do Campus de Arapiraca
2.2 ESTRUTURA GERAL DO CURSO DE ENFERMAGEM
Este projeto pedagógico foi construído em consonância com as
recomendações das diretrizes curriculares, do projeto de interiorização da UFAL e de
um referencial teórico que considera o contexto; a complexidade, que discute a
multicausalidade e a relação entre as partes e o todo; e a racionalidade em detrimento da
racionalização, pois considera que a mobilização de saberes e a interdisciplinaridade são
movimentos indispensáveis no ensino em saúde. Estabelece os conteúdos essenciais à
formação do enfermeiro pretendido, destinando o último ano do curso para realização
de atividades práticas, com estágio obrigatório em serviços de saúde da região. Torna
obrigatória, ainda, a elaboração, submissão e aprovação de trabalho científico como prérequisito para a conclusão do curso.
De acordo com as normas internas de funcionamento da UFAL, o curso foi
estruturado na modalidade de regime seriado semestral, com entrada única anual para
40 vagas.
O currículo em consonância com o projeto de interiorização da UFAL
constitui-se uma experiência inovadora, apresentando características distintas daquelas
22
já observadas nos cursos do Campus A. C. Simões. Responde à integração de
conteúdos, de forma que fossem respeitados princípios como o da complexidade
crescente, o entendimento da pessoa em seu ciclo vital, a associação de conteúdos de
várias disciplinas, buscando a interdisciplinaridade, a realização de atividades práticas
em campo, estimulando e desenvolvendo a pesquisa, desde o primeiro semestre,
aprofundando o estudo do método científico e sua aplicação pela Enfermagem, o que ao
longo do tempo, foi sendo trabalhado na perspectiva de visualizá-lo, sob a forma do
método de trabalho do enfermeiro – a Sistematização da Assistência de Enfermagem.
A avaliação da aprendizagem também busca uma inovação, no sentido de
trazer a perspectiva de construção do conhecimento, sendo considerada como parte
deste processo de construção. Existe uma atenção em realizar formas de avaliação
curricular, que deverão ser realizadas periodicamente, sob a mediação do Núcleo
Docente Estruturante, e devem contar com docentes, discentes, gestão do Campus,
profissionais do serviço, gestores da saúde. Na perspectiva de consolidar os vínculos
existentes entre o curso de Enfermagem, toda a comunidade acadêmica e a comunidade
profissional, contribuem com a redução das dissonâncias comuns entre a formação
profissional e a prática da atuação nas unidades de saúde.
23
3 OBJETIVOS DO CURSO
3.1 OBJETIVO GERAL
O Curso de Enfermagem, do Campus de Arapiraca, tem como objetivo
formar enfermeiros com formação generalista, humanista e crítica, capazes de intervir
no processo saúde-doença da população, contribuindo para a melhoria da qualidade de
vida, pautados em princípios éticos e na realidade econômica, política, social e cultural,
capazes de atuar em Instituições públicas e privadas conveniadas ao Sistema Único de
Saúde (SUS), tais como Hospitais, Unidades Básicas de Saúde (UBS), Ambulatórios e
Consultórios; na atenção à saúde em Empresas privadas; Políticas e Programas
institucionais em saúde; na Pesquisa e no Ensino na Enfermagem.
3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Estabelecer relações com o contexto social, reconhecendo a estrutura e as
formas de organização social, suas transformações e expressões;
Compreender e atuar na política de saúde no contexto das políticas sociais,
reconhecendo o perfil epidemiológico e demográfico das populações nos
diferentes cenários da prática profissional;
Atuar nas redes de assistência à saúde como: à rede cegonha, rede de
urgência e emergência, psicossocial, de pessoas com deficiência;
Prestar cuidados de enfermagem compatíveis com políticas públicas de
promoção de saúde nos níveis de atenção;
Desenvolver novas tecnologias de informação e de comunicação para o
cuidar em enfermagem;
Gerenciar o processo de trabalho de enfermagem com princípios éticos e
bioéticos, com resolutividade tanto em nível individual como coletivo em
todos os âmbitos de atuação profissional;
Planejar, implementar e avaliar no processo de formação e qualificação
contínua dos trabalhadores de enfermagem e de saúde;
Estimular o desenvolvimento científico com o incentivo à realização do
trabalho de pesquisa e investigação científica, objetivando qualificação da
prática profissional;
Participar da composição das estruturas consultivas e deliberativas do
sistema de saúde;
Assessorar órgãos, empresas e instituições em projetos de saúde.
Cuidar da própria saúde física e mental e buscar seu bem-estar como
cidadão e como enfermeiro;
Desenvolver a capacidade de trabalhar em equipe multiprofissional em
serviços e de gerenciar a assistência de enfermagem e de serviços de saúde
nos diferentes níveis de complexidade;
24
Compreender a história do homem e relacioná-la com o processo saúde e o
processo de cuidar, nas diferentes fases do ciclo vital do indivíduo.
Compreender e aplicar os valores políticos e éticos da profissão, cuidando
do sujeito de forma holística, reconhecendo sua dignidade, considerando
seu poder e estimulando suas potencialidades.
Participar das entidades e órgão de classes para fortalecimento e
crescimento do ser enfermeiro.
Procurar soluções criativas de acordo com cada situação vivenciada do
cuidar.
25
4 PERFIL PROFISSIONAL DO EGRESSO
Uma vez delineado um diagnóstico da situação em que o curso se encontra,
foi possível construir uma imagem objetivo a ser alcançada e apontar as estratégias a
serem discutidas e pactuadas com os atores envolvidos no processo de reformulação do
PPC/ENF/UFAL Campus Arapiraca, sejam eles da academia ou dos centros da prática.
Esclarecidos sobre esses aspectos, foi possível refletir criticamente sobre o perfil
existente e, a partir da experiência vivida, construir coletivamente o perfil do
profissional que atualmente se pretende formar.
Além das novas modalidades de organização do mundo do trabalho, das
exigências em relação ao perfil dos futuros profissionais e da multiplicidade de lugares
produtores do conhecimento, tem havido, nos últimos anos, uma progressiva
mobilização orientada para a mudança na formação dos profissionais de saúde capazes
de conhecer e intervir sobre os problemas/situação de saúde-doença com autonomia,
compromisso e responsabilidade social, orientada para a consolidação do Sistema Único
de Saúde.
Vale salientar que este projeto deve seguir as instruções das Diretrizes
Curriculares Nacionais (DCN), mas não limitar-se a elas. Portanto, o Perfil do Egresso
segue o perfil designado nas diretrizes, mas não se atém somente a elas. A saber:
enfermeiro, com formação generalista, humanista e crítica. Profissional capaz de
intervir no processo saúde-doença da população, contribuindo para a melhoria da
qualidade de vida, pautado em princípios éticos e na realidade econômica, política,
social e cultural.
O enfermeiro formado por esta instituição deve ter uma prática humanística;
deve ser capaz de pensar e trabalhar de forma interdisciplinar e deve ter uma
consciência científica e ética pautada nas competências preconizadas pelas Diretrizes
Curriculares Nacionais dos cursos de Enfermagem e que preveem os conhecimentos, as
atitudes e habilidades, voltadas para o cuidado em saúde; o ensino; a gerência; a
associação aos órgãos de classe.
26
5 COMPETÊNCIAS (CONHECIMENTOS, HABILIDADES E ATITUDES)
Na área da Enfermagem, os desafios da realidade social são diversos e por
isso requerem competências profissionais, que implicam em compreender o processo
saúde-doença como fenômeno socialmente determinado, e atuar como promotor da
integralidade da atenção à saúde, entendida como conjunto articulado e contínuo de
ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos. Entende-se por
competência neste projeto, o conjunto de conhecimentos, atitudes e habilidades.
De acordo com essa perspectiva, há a necessidade da formação de
profissionais com iniciativa, capacidade para mobilizar conhecimentos, atitudes e
habilidades para tomar decisões na perspectiva do atendimento integral e de qualidade.
Características estas imprescindíveis à formação profissional do enfermeiro,
compreendendo e incluindo as competências gerais preconizadas nas Diretrizes
Curriculares Nacionais dos Cursos de Enfermagem, de 2001, de: atenção à saúde,
tomada de decisão, comunicação, liderança, administração e gerenciamento, educação
permanente, bem como as competências específicas. Assim sendo, o enfermeiro
formado por este curso deverá desenvolver múltiplas competências, apresentadas a
seguir sob a forma de tópicos:
Para assistir/cuidar:
Atua profissionalmente, compreendendo a natureza humana em suas dimensões,
em suas expressões e fases evolutivas;
Incorpora
a
ciência/arte
de
cuidar
como
instrumento
de
interpretação/profissional;
Estabelece novas relações com o contexto, reconhecendo as estruturas e as
formas de organização social, suas transformações e expressões;
Reconhece a saúde como direito de condições dignas de vida e atua de forma a
garantir a integralidade da assistência, entendida como conjunto articulado e
contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos,
exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema;
Assume
o compromisso ético, humanístico e social com o trabalho
multiprofissional em saúde;
Responde
às especificidades regionais de saúde mediante intervenções
planejadas estrategicamente, em níveis de promoção, prevenção e reabilitação
27
à saúde, promovendo atenção integral à saúde dos indivíduos, das famílias e
da comunidade;
Utiliza
o trabalho em equipe, articulando as práticas de cuidado à saúde
individual e coletiva para obter vínculo, responsabilidade, eficiência e eficácia
no atendimento; e
Utiliza recursos, instrumentos e métodos de trabalho para orientar e sistematizar
a sua prática.
Para investigar/ensinar
Desenvolve
formação técnico-científica que confira qualidade ao exercício
profissional;
Compreende a política de saúde no contexto das políticas sociais, reconhecendo
os perfis epidemiológicos das populações;
Atua
como sujeito no processo de formação profissional voltada ao
desenvolvimento de competência e ao trabalho em equipe, considerando o
processo de trabalho como eixo norteador desse processo;
Planeja e implementa programas de qualificação contínua dos profissionais de
enfermagem, de modo a favorecer o desenvolvimento de competência
profissional para o cuidado, na perspectiva da integralidade; e
Desenvolve,
participa e aplica pesquisa e/ou outras formas de produção de
conhecimento que objetivem a qualificação profissional com crescente
domínio e autonomia, segundo o padrão de excelência ético-social.
Para gerenciar
É capaz de diagnosticar e solucionar problemas de saúde, de comunicar-se, de
tomar decisões, de intervir no processo de trabalho, de trabalhar em equipe,
gerenciar conflitos e situações de crise de forma estratégica e que possibilite
aprendizagem dos sujeitos envolvidos no processo;
Coordena o trabalho da equipe de enfermagem, seleciona, prioriza e analisa
problemas para construir planos de intervenção, segundo relevância e impacto
na transformação da realidade institucional e social;
Coordena e participa ativamente do processo de cuidar em enfermagem, levando
em conta contextos e demandas de saúde da população;
28
Exerce a profissão reconhecendo-se como cidadão comprometido e ativador de
mudanças das práticas de saúde e do processo de formação profissional.
Para associar-se
Participa da composição das estruturas deliberativas e executivas do sistema de
saúde;
Assessora órgãos, empresas e instituições em projetos de saúde;
Reconhece o papel social do enfermeiro para atuar em atividade política e de
planejamento em saúde.
Reconhece a necessidade de organizar-se como trabalhador de saúde, tem
disponibilidade interna e participa das lutas sociais por melhores condições de
vida e trabalho, comprometendo-se a participar das entidades de classe.
29
6 PROPOSTA PEDAGÓGICA ESPECÍFICA DO CURSO DE ENFERMAGEM
6.1 APORTE TEÓRICO PARA A PROPOSTA PEDAGÓGICA
Por entender que o aprendizado depende de uma relação complexa de
fatores e que faz parte de um processo e por trabalhar a saúde e a educação numa
perspectiva global, devem ser respeitadas as necessidades do contexto social. Complexo
aqui neste projeto deve ser entendido como proveniente de múltiplas causas, de
múltiplos cenários e construído por múltiplos atores. Portanto, a proposta pedagógica
deste projeto tem como âncora o pensamento complexo, a partir do aporte teórico de
Edgar Morin, que tem como focos o complexo e o contexto, estando, por isso,
extremamente condizente com a orientação da proposta pedagógica que se pretende no
curso em questão.
Foram adotadas duas ideias centrais do pensamento complexo, para
servirem de balizas para a construção da proposta pedagógica: a) compartimentação dos
saberes; b) racionalidade X racionalização (cabeça bem feita X cabeça bem cheia).
6.1.1 Compartimentação dos saberes
Com relação à compartimentação dos saberes, para Morin (2003), a prática
de disciplinas isoladas traz uma realidade incompleta e impossível de ser compreendida,
quando a perspectiva trabalhada é de globalização e transversalidade. Para ele, esse
conhecimento repartido, ao mesmo tempo em que promove elucidação das partes, induz
à ignorância do todo.
Devemos, pois, pensar o problema do ensino, considerando, por
um lado, os efeitos cada vez mais graves da compartimentação
dos saberes e da incapacidade de articulá-los, uns aos outros; por
outro lado, considerando que a aptidão para contextualizar e
integrar é uma qualidade fundamental da mente humana, que
precisa ser desenvolvida, e não atrofiada (MORIN, 2003, p.16).
Deve-se deixar claro que Morin não condena a existência das disciplinas, o
que ele questiona é o isolamento entre elas, a compartimentação dos conteúdos em
claustros fechados por si e para si. E mais ainda, condena também a desarticulação
destas disciplinas com o contexto onde elas estão inseridas. “A organização do
30
conhecimento sob a forma de disciplinas seria útil se estas não estivessem fechadas em
si mesmas, compartimentadas umas em relação às outras” e todas em relação à realidade
onde se insere (MORIN, 2008).
Nesta perspectiva, o projeto pedagógico do curso de Enfermagem da UFALCampus de Arapiraca prevê a interdisciplinaridade tanto entre os conteúdos dentro do
próprio curso (quando estimula o planejamento de ações e avaliações conjuntas entre as
disciplinas que estão em períodos comuns), quanto em atividades de extensão e
pesquisa que desenvolve com outros cursos da Universidade.
Além da noção de interdisciplinaridade o curso defende a associação
constante entre teoria e prática e o contato desde o início do curso, com os serviços de
saúde, que compõem o contexto, onde está inserido o objeto de estudo do futuro
profissional Enfermeiro. Esta associação fortalece e dá sentido ao aprendizado.
Assim, o projeto do curso estimula um fazer que considere a totalidade.
Morin refere, então, que se percebe, hoje, que a divisão em partes, ao contrário do que
se defendia na ciência clássica, acarreta um conhecimento insuficiente e mutilado e que
não existe uma ordem absoluta das coisas da natureza. A organização do conhecimento
é fruto da desordem e da complexidade (MORIN, 1998).
Eis o paradoxo do separável e do inseparável. Pascal não só já o
havia colocado, mas tinha também indicado o caminho a seguir
para avançar no conhecimento. Que dizia ele? Que “sendo todas
as coisas ajudadas e ajudantes, causadas e causadoras, estando
tudo unido por uma ligação natural e insensível, acho impossível
conhecer as partes sem conhecer o todo, e impossível conhecer o
todo sem conhecer cada uma das partes” (MORIN, 1998).
6.1.2 Racionalidade X Racionalização
Já com relação à racionalidade X racionalização, que Morin chama de
“cabeça bem feita X cabeça bem cheia”, a mente tanto pode ser responsável pela
sujeição dos indivíduos, quanto pela sua liberdade, dependendo como cada um lida com
as informações. As informações são adquiridas passivamente e não têm a obrigação de
serem trabalhadas; já o conhecimento não pode ser adquirido, mas faz parte de um
processo complexo e longo. A mente está presa, quando o indivíduo é passivo e aceita
todas as ordens e dogmas que lhe são impostos, já a liberdade é adquirida quando o
31
sujeito torna-se ativo, crítico e reflexivo e constrói seu conhecimento de forma
significativa (MORIN, 1999).
A PRIMEIRA FINALIDADE do ensino foi formulada por
Montaigne: mais vale uma cabeça bem-feita que bem cheia. O
significado de “uma cabeça bem cheia” é óbvio: é uma cabeça
onde o saber é acumulado, empilhado, e não dispõe de um
princípio de seleção e organização que lhe dê sentido. “Uma
cabeça bem-feita” significa que, em vez de acumular o saber, é
mais importante dispor ao mesmo tempo de:
– uma aptidão geral para colocar e tratar os problemas;
– princípios organizadores que permitam ligar os saberes e lhes
dar Sentido (MORIN, 2003, p.21).
A construção do conhecimento real demanda autonomia do sujeito,
entretanto, é imprescindível entender que a autonomia é dependente do contexto social,
político e cultural a que cada pessoa está inserida. O contexto não pode nunca deixar de
ser considerado. Nenhum conhecimento é totalmente neutro, há sempre a interação da
pessoa com os outros e com o meio social (MORIN, 2008). “Se quisesse indicar o elo
que pode haver entre a estrutura do pensamento e, notadamente, aquela que se manifesta
nas ciências, nos conhecimentos, nas universidades, é a estrutura da sociedade”
(MORIN, 2002).
Nesta perspectiva, a proposta pedagógica aqui trabalhada deve servir para a
construção de um conhecimento que tenha significado e que sirva para a prática real.
Por isso, além de serem considerados os vários espaços de aprendizado, especialmente
aqueles que tenham articulação com a realidade (no caso do eixo saúde, é preciso que o
discente esteja inserido nos serviços de atuação e conviva com a dinâmica), é preciso,
ainda que os discentes sejam respeitados em suas individualidades e que sua autonomia
seja estimulada.
Para tanto, os estudantes precisam assumir um papel de sujeitos ativos no
processo de construção do conhecimento, no sentido de serem capazes de entrarem na
realidade, conseguirem realizar os diagnósticos de situação, para planejarem ações,
executarem o que planejaram e fazerem a avaliação, mantendo estas atividades como
um processo constante e contínuo. Só assim é possível entender as necessidades e existe
a possibilidade de intervir, visando a solução de problemas.
32
Numa realidade globalizada, com diversidade de saberes em intersecção e
com verdades cada vez mais efêmeras e mudanças mais e mais velozes, a educação
deve dar conta de trabalhar pessoas que possam contornar todas as dificuldades e
incertezas e que sejam capazes de planejar ações eficazes.
Assim, a resposta às incertezas da ação é constituída pela
escolha refletida de uma decisão, a consciência da aposta, a
elaboração de uma estratégia que leve em conta as
complexidades inerentes às próprias finalidades, que possa se
modificar durante a ação em função de imprevistos,
informações, mudanças de contexto e que possa considerar o
eventual torpedeamento da ação, que teria tomado uma direção
nociva (MORIN, 2011).
Morin aponta as diferenças entre o que ele chama de racionalização e
racionalidade: a primeira teria relação com a ciência clássica, cheia de certezas e
totalmente compartimentada. Já a racionalidade seria diferente, reflexiva e está ligada à
capacidade de pensar as diferenças e as incertezas e de planejar ações buscando o
inesperado e mobilizando diversos saberes ao mesmo tempo. (MORIN, 1998).
A busca pela racionalidade induz, então, à construção de uma proposta
pedagógica que considere o estudante como sujeito ativo do processo ensino
aprendizagem. Ele deve ser estimulado a buscar e a ter autonomia. É preciso dar
ferramentas para que ele consiga dar significado aos seus conhecimentos através da
mobilização de saberes, em um processo que tem de ser consciente. Para apoiar este
aprendizado significativo e consistente, com respeito às individualidades de cada
sujeito, propõe-se no presente Projeto Pedagógico, uma avaliação, formativa da
aprendizagem, com enfoque constante e processual.
6.2 ENFOQUE PEDAGÓGICO DO CURSO DE ENFERMAGEM
Tendo em vista as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de
Enfermagem, o Sistema Único de Saúde e o aporte teórico da proposta pedagógica
discutidos neste projeto, o enfoque pedagógico do curso é traçado numa perspectiva
ativa de ensino. Para tanto, três elementos precisam ser considerados: As metodologias
de ensino; a interdisciplinaridade e a avaliação de aprendizagem.
33
6.2.1 Metodologias de Ensino
Independente do método de ensino empregado, o curso preza por
metodologias ativas de ensino, onde o professor assuma a função de facilitador do
processo ensino- aprendizagem e o estudante assuma a função de ator na construção do
seu conhecimento. Para tanto, devem ser trabalhadas algumas orientações, que sofrem
variações mínimas a depender da técnica específica escolhida pelo docente. Vale
lembrar de que quanto menor o número de estudantes por professor, mais efetiva é a
ação pedagógica nesta perspectiva, então os grupos tutoriais devem ser estimulados nos
blocos de teoria e\ou de prática.
Independente da técnica/estratégia de ensino-aprendizagem escolhida por
cada professor, devem ser seguidos alguns passos que objetivam a construção do
conhecimento por parte dos estudantes:
1. Explicitação do “problema”O professor/facilitador deve trazer uma situação para o grupo de estudantes.
Junto com a situação, devem ser discutidos os objetivos de cada conteúdo que se
pretende trabalhar. Esta situação pode aparecer em forma de um problema hipotético;
em forma de situação real com o discente inserido na prática; em forma de um artigo
científico; em forma de um filme; em forma de um seminário, dentre outros; vai
depender da forma de trabalho escolhida pelos docentes.
2. Discussão do “problema” e estabelecimento de metas A Situação trazida deve ser discutida no grupo, tendo o professor uma
função de mediar a discussão, garantindo que ela não fuja dos objetivos propostos. Ao
final da discussão, devem emergir elementos-chave que devem funcionar como
disparadores para a construção do conhecimento. Estes elementos podem ser: respostas
a questões pré-estabelecidas; conceitos; passos de uma técnica; práticas específicas; ou
outros. Estes elementos devem responder aos objetivos propostos, caso não respondam
a todos, o professor/mediador deve interferir, no sentido de provocar os estudantes.
3. Resolução do “problema” e resposta às metas traçadas /
Consolidação do conteúdo Depois deste primeiro contato com o conteúdo proposto, cada discente vai
fazer seu estudo individual e vai proceder à teorização de seus achados, fundamentando
34
suas conclusões, com base na literatura existente, para fechar a construção do
conhecimento. Para fechar o ciclo e para garantir que os objetivos sejam atingidos por
todos os discentes, o docente\facilitador, utilizando a estratégia que preferir: discussão
fundamentada em grupo; aula dialogada; vídeo; seminário; construção de material
didático; dentre outros, deve proceder, junto com os estudantes, ao momento de
consolidação do aprendizado.
Este Projeto Pedagógico, ainda, orienta que haja integração de conteúdos
afins, no intuito de facilitar a descompartimentalização dos saberes e para que o
conhecimento seja trabalhado de forma contextualizada e lógica.
6.2.2 Interdisciplinaridade
A interdisciplinaridade dentro da proposta pedagógica tem dois momentos:
Entre disciplinas do curso e entre cursos que compartilham interesses comuns, podendo
ser do mesmo eixo de atuação ou não.
Entre disciplinas do curso:
Este projeto prevê a integração de conteúdos entre disciplinas que estão
situadas no mesmo semestre letivo e compartilham as mesmas turmas, numa tentativa
de mobilizar saberes; fornecer ferramentas aos estudantes para praticarem esta
mobilização; quebrar a lógica das disciplinas compartimentadas e isoladas umas das
outras.
Aqui a integração deve acontecer de várias formas:
Integrando conteúdos de diferentes disciplinas;
Realizando avaliações conjuntas entre diferentes disciplinas;
Integrando aulas/atividades práticas entre diferentes disciplinas.
Entre cursos que compartilham interesses:
Elaborando e executando propostas financiadas, como os grupos de PET saúde, onde
se prioriza a formação de grupos interdisciplinares, com professores, estudantes e
profissionais do serviço trabalhando juntos.
Buscando institucionalizar esta prática de trazer a proposta interdisciplinar para
outras ações de pesquisa e extensão construídas pelo curso.
35
Ofertando disciplina(s) eletiva(s) com objetivos interdisciplinares: “práticas
interdisciplinares de Educação em Saúde”.
6.2.3 Avaliação de aprendizagem
Para garantir o enfoque pedagógico com perspectiva ativa de ensino, a
avaliação de aprendizagem não pode ser considerada como ponto final da
aprendizagem. Ela tem que fazer parte do processo ensino aprendizagem. Deve haver
uma transformação no papel, de aplicação de exames pontuais para avaliação
propriamente dita, com a intenção de diagnosticar as falhas e os problemas, para
garantir a qualidade do aprendizado.
O estudante deve ter garantido o direito de ter um retorno de sua avaliação
para efetivamente progredir no seu processo de construção do conhecimento. A prática
dos professores deve ser de avaliação constante e retorno contínuo para os discentes. As
estratégias de avaliação irão depender dos objetivos de ensino, mas a frequência
constante destas avaliações e a prática formativa devem ser respeitadas.
Entende-se aqui, como prática formativa de avaliar, aquela que não é
pautada apenas em classificar os discentes ou excluir o estudante que não tem a média
final atingida. Avaliação formativa é sim, aquela capaz de trabalhar as questões
particulares de cada indivíduo, buscando formas eficazes para que todos possam atingir
os objetivos dos conteúdos a partir de meios adaptados a cada situação apresentada.
Assim, a avaliação obrigatoriamente não pode ser um fim, mas uma parte do processo,
onde é possível fazer diagnósticos, construir propostas de solução, implementar ações,
de forma contínua, até que seja possível chegar à resolução do problema que foi
diagnosticado e o estudante seja capaz de produzir uma resposta que resulte na
construção de conhecimento.
36
7 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DO CURSO
O curso de Enfermagem do Campus de Arapiraca está agrupado em troncos
temáticos da saúde e a nova estrutura organiza-se mediante a seguinte configuração
geral:
Tronco Inicial: de conteúdo geral, mas com abordagem voltada à realidade da
comunidade onde está inserido;
Tronco Intermediário: de conteúdo comum aos cursos de cada Eixo Temático;
Tronco Profissionalizante: conteúdo específico da formação graduada final.
Uma vez definidas as competências a serem construídas ao longo do curso,
pode-se apresentar uma descrição sucinta da orientação pedagógica que sustenta a
estrutura curricular que se propõe:
7.1 ASPECTOS CONCEITUAIS
O novo desenho curricular a ser adotado por este Curso reforça a
perspectiva de formar profissionais críticos e reflexivos e ao mesmo tempo
comprometidos com sua realidade social. Este desenho toma como referência as
Diretrizes Curriculares Nacionais, compreendendo as competências gerais e específicas
necessárias à formação, a natureza das funções da(o) enfermeira(o) em face das
necessidades de saúde da população e da consolidação do Sistema Único de Saúde.
Trata-se de uma proposta que se inscreve numa perspectiva pedagógica
progressista, na qual serão utilizadas metodologias ativas de aprendizagem, com foco no
aprendizado significativo. Assim, é explícito o reconhecimento de que uma proposta
pedagógica necessita, sempre, rever o instituído a partir do qual produzirá algo novo,
tornando-se instituinte (GADOTTI, 2000).
Nesta proposta, o estudante é sujeito do processo de ensino-aprendizagem e
construtor do seu conhecimento, a partir da reflexão e da indagação sobre os problemas
da vida prática, compreendendo a multiplicidade e a complexidade do processo saúdedoença e dos seus determinantes.
O docente, por sua vez, atua como mediador desse processo, assumindo a
responsabilidade de facilitar, articular e orientar a construção do conhecimento pelos
estudantes, bem como, seu desenvolvimento, de maneira a proporcionar-lhes trabalhar
37
sobre problemas reais, assumindo responsabilidades e compromissos crescentes como
prestadores de cuidados individuais e coletivos.
Neste sentido, este desenho curricular adota como premissas fundamentais:
1) o aprender a aprender, o que significa dizer que, como sujeito do processo de ensinoaprendizagem, o estudante é um agente capaz de buscar elementos que lhe possibilite
ampliar, aprofundar e produzir conhecimentos e significados; 2) aprender a fazer
fazendo, implicando na articulação entre a teoria e a prática na dinâmica da açãoreflexão-ação; 3) integração entre o ciclo básico e o ciclo clínico, entre conteúdos e
áreas temáticas, entre ensino e serviço, pressupondo o papel ativo dos atores envolvidos
no processo.
Tal proposta pressupõe uma ruptura com o modelo clássico teoria/prática na
produção do conhecimento e serviços de saúde, assim como a sua aplicação,
contribuindo para promover a articulação educação-saúde e para resgatar a principal
função da escola, que é eminentemente social.
7.2 ASPECTOS ESTRUTURAIS
Neste desenho consideramos 03 eixos geradores e estruturantes de saber/fazer e
saber/ser, os quais estarão presentes em toda a trajetória da formação profissional,
possibilitando ao estudante o enfrentamento das incertezas cotidianas e o
desenvolvimento de competências. Para atender às necessidades de saúde da população
e para a transformação da realidade social. Tais eixos são: 1) Grupos de metodologias
ativas; 2) Cenários de prática; 3) Interdisciplinaridade.
7.3 RELAÇÃO TEORIA/PRÁTICA E PRECEPTOR/ALUNO
A Enfermagem é uma ciência eminentemente prática em que o estudante
necessita desde os primeiros semestres estar em contato com a prática, segundo
recomendação das Diretrizes Curriculares de Enfermagem. Sabendo que o sucesso desta
atividade prática está diretamente associado à relação numérica aluno/preceptor,
considerando que as próprias unidades de saúde preconizam um número máximo de 6
alunos por preceptor, na tentativa de defesa da integridade da qualidade da assistência
de enfermagem e considerando ainda que em atividades de enfermagem que requerem
38
maior atenção do preceptor ao aluno (como no caso de sala de parto e de sala de vacina
quando esta relação cai para 03 alunos por preceptor), faz-se necessária a existência de
corpo docente de dimensões condizentes com as necessidades e características do curso,
para que se consiga atingir a formação do perfil do egresso que se pretende.
O curso deverá ter 05 grupos de professores de Enfermagem com formação
de graduação em Enfermagem e especializações de acordo com as especificidades das
disciplinas de práticas do curso, onde cada um desses grupos terá um número mínimo
de 05 docentes, totalizando um número mínimo de 25 professores de Enfermagem para
assumirem apenas as disciplinas profissionalizantes, além dos professores do tronco
inicial e intermediário.
7.4 INTEGRAÇÃO COM O SISTEMA LOCAL E REGIONAL DE SAÚDE E O
SUS
Uma vez que o Curso de Enfermagem foi implantado diante de um chamado
da comunidade local, o estabelecimento de parcerias com os serviços sempre foi e
continua a ser uma das grandes fortalezas, pois vem se estabelecendo de maneira
proativa, junto às instituições.
A implantação do curso ocorreu junto ao PRÓ-SAÚDE - Programa
Nacional de Reorientação da Formação, com o lançamento do Edital de Convocação nº.
13, de dezembro de 2007 do MS/SGTES, onde o curso foi contemplado e na construção
do programa já se estabeleceu uma parceria entre o Curso de Enfermagem do Campus
Arapiraca e a Prefeitura de Arapiraca, mais precisamente a Secretaria de Saúde de
Arapiraca.
Todo esse processo se firmou com o estabelecimento de convênios e
parcerias com as diversas instituições públicas de saúde da Região, em que é possível a
atuação do futuro profissional de Enfermagem. Essa gama de convênios hoje já
firmados é semestralmente ampliada como o alcance de novos campos de Estágio que
estão sendo sempre avaliados por nosso corpo docente e discentes e os profissionais de
Saúde, durante as aulas práticas, o desenvolvimento de projetos de extensão e o
acompanhamento de estágios curriculares.
De acordo com registros no banco de dados da UFAL, em 2013 a
Universidade registrou mais de 135 convênios de estágios entre empresas públicas,
privadas e profissionais liberais, como Secretarias Municipais e Estadual de Saúde,
39
Hospitais Públicos e Privados em diversos municípios do Estado de Alagoas, como
também com Universidades de outros Estados. Esses convênios firmados têm vigência
de cinco anos e com frequência são renovados por interesse de ambas as partes.
Em suma, o Curso de Enfermagem desenvolve parcerias com a comunidade,
e os gestores do município e do Estado, mediante convênios, acordos e contratos, para a
implantação e desenvolvimento de inúmeras atividades. Dentre elas, destacamos:
Estágios curriculares para os alunos dos cursos de graduação e pós
graduação;
Práticas investigativas, serviços e cursos de extensão;
Trabalhos de conclusão de curso, sob a forma de projetos experimentais,
consultorias, auditorias, relatórios ou projetos;
Atividades
complementares
culturais,
artísticas,
educacionais
e
científicas;
Parcerias para a interação teoria-prática;
Atividades sociais e desportivas;
Realização de congressos, seminários, simpósios e eventos similares,
para interação entre a comunidade acadêmica e comunidade em geral;
Projetos comunitários.
Além disto, a Universidade Federal de Alagoas mantém convênios/parcerias
de cooperação estabelecidos com outros países. Os convênios de cooperação acadêmica
são amplos e objetivam o desenvolvimento de pesquisas, intercâmbio de ações e
participação em eventos, o que possibilita aos graduandos uma maior mobilidade dentro
da sua área profissional, por meio da educação continuada, oferecendo aperfeiçoamento
e renovação contínua de conhecimentos e de técnicas.
7.5 UNIDADES HOSPITALARES DE ENSINO E COMPLEXO ASSISTENCIAL
A Universidade Federal de Alagoas conta em sua estrutura organizacional
com o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA). O HUPAA é um
órgão suplementar da Universidade Federal de Alagoas - UFAL, que mantém uma
relação funcional com o Centro de Ciências da Saúde - CSAU, com ações que
abrangem as áreas de ensino, pesquisa e assistência não só à comunidade assistida pelo
40
SUS em Maceió, mas também a pacientes das cidades do interior de Alagoas, sendo por
isso, um hospital de referência. Assim, pontualmente utilizamos o HUPAA, como
campo para algumas aulas práticas e regularmente para estágio curricular obrigatório.
O Estado de Alagoas, através da Secretária Executiva da Saúde tem
expandido a assistência hospitalar no interior do estado, com a fundação da Unidade de
Emergência do agreste em 2003, que tem por missão “Promover atenção integral à
saúde da população, oferecendo serviços de qualidade, de média e alta complexidade,
através de um atendimento humanizado e multiprofissional integrado ao SUS, além de
contribuir para a pesquisa e formação de profissionais da área da saúde”. Portanto,
mesmo ainda não sendo hospital escola, já apresenta em sua missão a relação com os
centros de formação, assim a Universidade vem desenvolvendo importantes trabalhos
de pesquisa, extensão e atividades práticas de aulas, assim como estágio curricular e
fortalecendo os processos assistenciais para melhoria da qualidade da assistência nesse
importante cenário de pratica que tem sido a Unidade de Emergência do Agreste.
Por ser a segunda maior cidade do Estado de Alagoas, Arapiraca dispõe de
uma ampla rede de serviços hospitalares, permitido que vários convênios fossem
estabelecidos, assim fora a Unidade de Emergência do Agreste, o curso de Enfermagem
do Campus Arapiraca, mantém convênio com o Hospital Regional de Arapiraca,
Entidade beneficente sem fins lucrativos, conveniada ao SUS, Complexo Hospitalar
Manoel André – CHAMA, fundado em 1989, também conveniado ao SUS, Casa de
Saúde e Maternidade Nossa Senhora de Fátima fundada em Janeiro de 1960, como
Policlínica e ampliada da década de 70 como Casa de Saúde, unidade particular e a
Casa de Saúde e Maternidade Afra Barbosa ambas conveniadas ao SUS.
7.6 SISTEMA DE REFERÊNCIA E CONTRA REFERÊNCIA
Conforme o Plano Diretor de Regionalização da Saúde de Alagoas (2011) o
desenho espacial, está fundamentado num modelo que estabelece três níveis de
regionalização – macro, região e o municipal. Assim, temos duas Macrorregiões
obedecendo aos critérios de densidade demográfica e tecnológica da atenção
especializada e hospitalar. 10 regiões de saúde assim divididas: 1ª Macro, com sede na
capital, Maceió, que comporta 6 Regiões de Saúde (da 1ª a 6ª Região com uma
população de 2.093.801 habitantes); 2ª Macro, com sede em Arapiraca, abrange 4
Regiões de Saúde (da 7ª a 10º Região com uma população de 1.026.693 habitantes).
41
Assim, para definição de Arapiraca como centro da 2ª Macro foram
utilizados os seguintes critérios: contiguidade intermunicipal, malha viária, densidade
populacional,
infraestrutura
de
transporte
compartilhada,
fluxo
assistencial,
deslocamento da população aos serviços de saúde e a resolutividade assistencial.
A Modelagem Assistencial Regional considerou a Integralidade da
Assistência Básica em cada município e a Suficiência em parte da média complexidade
na Região, tendo sido estabelecido o Ponto de Corte da Média Complexidade nas
seguintes áreas prioritárias: Saúde da Mulher, Saúde da Criança, Saúde do Idoso, Saúde
Mental, Saúde Bucal, Internações nas Clínicas Básicas, Procedimentos Básicos de
Radiologia, Regulação e Urgência e Emergência. Portanto deve existir uma suficiência
Macrorregional de serviços de saúde na: atenção cardiovascular; atenção materno
infantil de alto risco; nefrologia; neurologia; oncologia; traumato-ortopedia; saúde
auditiva de alta complexidade; sangue e hemoderivados; além da Central de Regulação
do SAMU-192.
Assim, mesmo que estando no interior do estado de Alagoas, os serviços de
saúde vêm, ao longo das últimas décadas, sendo estruturados para atender integralmente
as necessidades de saúde de sua população, mesmo que ainda exista uma relação
cultural forte de ida à procura de serviços na capital é visível o avanço da estruturação
de serviços de saúde principalmente no Município de Arapiraca, temos como exemplo a
estrutura da atenção básica municipal que conta atualmente com a cobertura na
estratégia de saúde da família de onde Arapiraca conta com uma cobertura de 85 a 90%
nos domicílios da área urbana e da zona rural, já em Maceió essa cobertura não
ultrapassa os 31,12% segundo fonte do MS/SAS/Departamento de Atenção Básica –
DAB, referentes ao 1º semestre de 2015 (ALAGOAS, 2011).
Toda crescente rede de serviços que vem se estruturando no município de
Arapiraca e seu entorno, confere e assegura ao curso que os discentes acompanhem os
usuários na rede de serviços a partir da defesa de atenção à saúde pública, humanizada e
de qualidade.
Toda a estrutura pedagógica do curso e o ordenamento curricular levam
em conta, dentro da organização dos conteúdos, tanto o respeito às áreas prioritárias,
quanto a obediência aos níveis de complexidade da atenção com vistas ao atendimento
integral. Além disso, este projeto orienta para que as ações pedagógicas sejam
interdisciplinares, como descrito anteriormente. Para cada grupo específico de
conhecimentos, os estudantes são estimulados a entenderem a lógica das Redes de
42
Atenção e a respeitarem os preceitos de referência e contra referência. Para tanto, os
assuntos específicos são abordados de forma crescente nos níveis de complexidade de
Atenção do SUS, partindo da base, da Atenção básica até aos hospitais e centros
especializados e o objetivo final é favorecer o reconhecimento por parte dos discentes
que a assistência depende da demanda real e as necessidades diagnosticadas e precisam
seguir um fluxo organizando para permitir a integralidade.
A vivência constante dentro dos serviços de Saúde conveniados favorece
este entendimento e os docentes devem enfatizar em todas as oportunidades: a
necessidade da continuidade da assistência à saúde e a importância das redes para a
qualidade da atenção.
7.7 ESTRUTURA DA MATRIZ CURRICULAR
MATRIZ CURRICULAR 2006
Disciplina
Sociedade, Natureza e
Desenvolvimento: da
realidade local à realidade
1º Período
global
TRONCO
Produção do Conhecimento:
INICIAL
Ciência e Não Ciência
Lógica, Informática e
Comunicação
Seminário Integrador I
Eletiva 1
Carga Horária Total do Período:
Anatomia
Biologia Celular e
2º Período
Molecular
TRONCO
Bioquímica
INTERMEHistologia
DIÁRIO
Metodologia da Pesquisa
Aplicada à Saúde
Saúde e Sociedade
Seminário Integrador 2
Eletiva 2
Carga Horária Total do Período:
Exercício de Enfermagem
Fisiologia Humana e
Biofísica
3º Período
Imunologia Humana e
TRONCO
Virologia
PROFISMétodos e Processos de
SIONALIenfermagem 1
Obrigatóri
a
Carga Horária (hora-aula)
Sim
Teórica
120
Prática
-
Total
120h
Sim
120h
-
120h
Sim
120h
-
120h
Sim
Não
40h
40h
-
40h
40h
Sim
Sim
60h
40h
60h
-
120h
40h
Sim
Sim
Sim
70h
40h
60h
10h
20h
80h
40h
80h
Sim
Sim
Não
80h
40h
40h
40h
-
120h
40h
40h
Sim
Sim
60h
80h
20h
80h
80h
160h
Sim
60h
-
60h
Sim
100h
60h
160h
440h
560h
43
ZANTE
Microbiologia
Genética e Evolução
Humana
Carga Horária Total do Período:
Farmacologia
4º Período
Patologia
TRONCO
Parasitologia
PROFISEmbriologia Humana
SIONALIMétodos e Processos de
ZANTE
Enfermagem 2
Eletiva 3
Carga Horária Total do Período:
Psicologia Aplicada à
Enfermagem
5º Período
Epidemiologia e
TRONCO
Bioestatística
PROFISSaúde da Mulher 1
SIONALIDietoterapia Aplicada à
ZANTE
Enfermagem
Eletiva 4
Eletiva 5
Carga Horária Total do Período:
6º Período
Saúde da Mulher 2
TRONCO
Gestão em Enfermagem
PROFISSaúde da Criança e do
SIONALIAdolescente 1
ZANTE
Eletiva 6
Carga Horária Total do Período
7º Período
Saúde da Criança e do
TRONCO
Adolescente 2
PROFISSaúde do Idoso
SIONALISaúde do Adulto 1
ZANTE
Seminário de Pesquisa 1
Eletiva 7
Carga Horária Total do Período
8º Período
Saúde do Adulto 2
TRONCO
Seminário de Pesquisa 2
PROFISSaúde Mental
SIONALIMetodologia do Ensino
ZANTE
Aplicada a Enfermagem
Eletiva 8
Carga Horária Total do Período
9º Período
Estágio Supervisionado em
TRONCO
UBS e Hospital I
PROFISTrabalho de Conclusão de
SIONALICurso (TCC)
ZANTE
Carga Horária Total do Período
10º Período
Estágio Supervisionado em
TRONCO
UBS e Hospital II
PROFISSIONALIZANTE
Carga Horária Total do Período
Sim
Sim
60h
40h
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
100h
80h
80h
40h
100h
Não
40h
-
60h
40h
20h
80h
120h
80h
80h
40h
180h
-
40h
560h
540h
Sim
80h
-
80h
Sim
80h
40h
120h
Sim
Sim
90h
40h
90h
-
180h
40h
Não
Não
40h
40h
-
40h
40h
Sim
Sim
Sim
115h
80h
105h
65h
40h
75h
180h
120h
180h
Não
40h
-
40h
500h
520h
Sim
105h
75h
180h
Sim
Sim
Sim
80h
100h
28h
40h
40h
80h
12h
-
120h
180h
40h
40h
Sim
Sim
Sim
Não
100h
28h
80h
60h
80h
12h
80h
20h
180h
40h
160h
80h
Não
40h
40h
Sim
-
500h
500h
Sim
40h
Sim
-
520h
-
540h
500h
500h
500h
40h
500h
44
7.8 REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO PERFIL DE FORMAÇÃO
O Curso de Enfermagem do Campus Arapiraca deverá ser integralizado em
no mínimo 10 períodos e o máximo de 14 períodos, constituído em 70% por disciplinas
obrigatórias (3820h), 6% disciplinas eletivas (320h), 1% trabalho de conclusão de curso
(40h), 18% estágio supervisionado (1000h) e 5% atividades complementares (280h).
(Quadro 1) (Figura 2).
Quadro 1 - com representação do perfil de formação
RESUMO DA MATRIZ CURRICULAR
Componentes curriculares
Carga Horária
Disciplinas obrigatórias
3820h
Disciplinas eletivas
320h
Trabalho de Conclusão de Curso
40h
Estágio Supervisionado
1000h
Atividades Acadêmicas Científicas Culturais
(AACC) (5% da CH das disciplinas)
280h
Carga horária total de integralização curricular:
5460h
5%
Disciplinas obrigatórias
18%
Disciplinas eletivas
1%
TCC
6%
Estágio Supervisionado
70%
Atividades
Complementares
Figura 2 – Componentes curriculares do Curso de Enfermagem, Campus Arapiraca.
45
7.9 DISCIPLINAS ELETIVAS
As disciplinas eletivas poderão ser ofertadas ao longo do período letivo paralelas
às disciplinas obrigatórias ou como Curso de Férias, de acordo com o planejamento do
NDE e Colegiado do Curso. Elas têm a função de complementar o aprendizado do
estudante e partir de necessidades específicas de assuntos que são abordados dentro dos
conteúdos obrigatórios, mas não são aprofundados, por conta do enfoque generalista das
disciplinas curriculares.
Cada discente precisa cumprir uma carga horária total de 320 horas-aula de
disciplinas eletivas durante os cinco anos de graduação, mas dentre aquelas ofertadas
durante todo o curso, o estudante tem o direito de escolher as que são do seu interesse
para cursar. Há uma flexibilidade de escolha e cada estudante pode respeitar suas
preferências.
Período
preferencial
para oferta
1º
1º
2º
2º
3º
3º
4º
4º
5º
5º
6º
6º
7º
7º
8º
8º
Disciplinas Eletivas (não obrigatórias)
Horaaula
Horarelógio
Comunicação oral e escrita para a Enfermagem
Enfermagem e Tecnologias em Saúde
Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS)
Prática Baseada em Evidências Aplicada à
Enfermagem
Anatomia Topográfica Humana Aplicada à
Enfermagem
Sistematização da Assistência de Enfermagem
Enfermagem e Terapias Complementares
Biossegurança e Saúde do Trabalhador
Saúde Coletiva
Política Nacional de Saúde
Aleitamento Materno
Enfermagem em Saúde Escolar
Enfermagem em Saúde do Homem
Enfermagem em Saúde da População Negra e
Indígena
Exames Complementares aplicados à assistência de
enfermagem
Enfermagem em Urgência e Emergência
40h
40h
60h
40h
33h
33h
33h
33h
40h
33h
40h
40h
40h
40h
40h
40h
40h
40h
40h
33h
33h
33h
33h
33h
33h
33h
33h
33h
40h
33h
40h
33h
46
7.9 EMENTÁRIO E BIBLIOGRAFIA DAS DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS
1º PERÍODO - TRONCO INICIAL
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
Sociedade, natureza e desenvolvimento: da realidade local a
realidade global.
1º
Carga Horária
120 horas
EMENTA: Reflexão crítica sobre a realidade, tendo como base o conhecimento de
mundo a partir de um contexto local e sua inserção global, através de abordagem
interdisciplinar sobre sociedade, seu funcionamento, reprodução, manifestação diversas
e suas relações com a cultura, economia, política e natureza.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 1998.
LIRA, F. Alagoas: formação da riqueza e da pobreza. Maceió: Edufal, 2008.
SANTOS, L. G. Politizar as novas tecnologias. Editora 34, 2003.
SORJ, B. A nova sociedade brasileira. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
DIEGUES, A. C. O mito moderno da natureza intocada. São Paulo:
Annablume/Hucitec, USP, 2002.
GONÇALVES, C. W. Paixão da Terra: ensaios críticos de ecologia e geografia. Rio de
Janeiro: Pesquisadores associados em Ciências Sociais, 1984.
RIBEIRO, D. O povo brasileiro. São Paulo: Cia das Letras, 2006.
SACHS, I. Estratégias de transição para o século XXI - desenvolvimento e meio
ambiente. São Paulo: Studio Nobel, 1993.
Disciplina
Produção do conhecimento: ciência e não ciência
Pré-Requisito
Semestre
1º
Carga Horária
120 horas
EMENTA: Instrução e discussão sobre ciência e seus instrumentos e métodos
científicos, mas também sobre expressões, conhecimentos tradicionais, populares e
locais, para o reconhecimento de um diálogo de saberes e a internalização de novos
paradigmas.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ARISTÓTELES. Metafísica. Trad. De Leonel Vallandro. Porto Alegre: Editora globo,
1969
DESCARTES, R. Discurso do método. Trad. De Maria E. Galvão. São Paulo: Martins
Fontes, 2003.
HUME, D. Investigação sobre o Entendimento Humano e sobre os princípios da moral.
São Paulo: UNESP, 2004.
47
PLATÃO. A República. Trad. de Carlos Alberto Nunes. 3 ed. Belém: Editora
universitária, 2001. Livro VII ( O Mito da Carverna).
POPPER, K. R. A Lógica da Pesquisa Científica. Trad. de Leonidas Hegenberg e
Octanny S. da Mota. São Paulo: Cultrix/ EDUSP, 1975.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BOMBASSARO, L. C. As fronteiras da epistemologia: Como se produz o
conhecimento. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1992.
CHALMERS, A. F. O que é ciência, afinal?. Trad. de Raul Fiker. São Paulo:
Brasiliense, 1993.
DUTRA, L. H. de A. Introdução à teoria da ciência. Florianópolis: Editora da UFSC,
1998.
KÖCHE, J. C. Fundamentos de Metodologia Científica: teoria da ciência e iniciação à
pesquisa. 21 ed. Petrópolis: Vozes, 2003.
REALE, G.; ANTISERI, D. História da Filosofia. 3 ed. São Paulo: Paulus, 2007. (3
volumes).
Lógica, informática e comunicação
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
1º
Carga Horária
120 horas
EMENTA: Oferta de instrumentais básicos requeridos pelo cursar da graduação
universitária, fundamentalmente: usos da linguagem, indução e dedução; novas
tecnologias de comunicação, usos do computador e da Internet; expressão escrita,
análise, interpretação e crítica textual.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
COPI, I. M. Introdução à Lógica. ed.São Paulo: Mestre Jou Editora, 1981.
FURASTÉ, P. A. Normas Técnicas para o trabalho científico: elaboração e formatação.
14 ed. Porto Alegre: ABNT, 2007.
LÉVY, P. A conexão planetária: o mercado, o ciberespaço, a consciência. São Paulo:
Ed. 34, 2001.
MANZANO, J. A. N. G. Broffice.org 2.0: Guia Prático de Aplicação. São Paulo:
Editora
Érica, 2007.
NAVEGA, S. Pensamento Crítico e Argumentação Sólida. São Paulo: Editora
Intelliwise, 2005.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
CASTELLS, M. A Galáxia da Internet: Reflexões sobre a Internet, os negócios
e a sociedade, Jorge Zahar Editor,Rio de Janeiro, 2003.
JOHNSON, S. Cultura da interface: como o computador transforma nossa maneira de
criar e comunicar. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
LAUDON, K C.; LAUDON, J. P. Sistemas de Informação. 4a. ed. São Paulo: LTC,
1999.
SOUZA, João Nunes de. Lógica Para Ciência da Computação. 7a ed. São Paulo:
Campus, 2002.
48
VANOYNE, F. Usos da Linguagem: Problemas e Técnicas na Produção Oral e Escrita.
São Paulo: Martins Fontes, 2000.
Seminário Integrador 1
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
1º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Discussão local, interdisciplinar, de integração das atividades e de avaliação
dos progressos discentes de cada Eixo.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BASTOS FILHO, J. et al. Cultura e desenvolvimento. Maceió: Prodema/ UFAL, 1999.
LEITE, L. H. A. Pedagogia de projetos: intervenções no presente. Presença Pedagógica,
v.2, n.8. mar/abr, 1996.
ABLAS, L. A. Q. Intercâmbio Desigual e Subdesenvolvimento regional no Brasil. São
Paulo, FIPE/ Pioneira, 1985.
FRANCIS, D. G. et al. Comunicação profissional: o ensino, a extensão e a pesquisa
como práticas de construção do conhecimento. Uberlândia/ MG, Unimas, 2004.
SILVA, A. M. et al. Guia para normatização de trabalhos técnico-científicos: projetos
de
pesquisas, monografias, dissertações e teses. 4a ed. Uberlândia, EDUFU, 2004. 158p.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
Serão utilizadas as bibliografias das disciplinas do semestre.
2º PERÍODO - TRONCO INTERMEDIÁRIO
Anatomia
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
2º
Carga Horária
120 horas
EMENTA: Introdução ao estudo morfológico (teórico/prático) do corpo humano,
envolvendo aspectos topográficos e estruturais dos diferentes sistemas orgânicos.
Identificação dos principais órgãos e estruturas macroscópicas, com delineamento das
características destas estruturas e enfoque clínico. Estabelecimento de correlações
morfofuncionais.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
DÂNGELO, José Geraldo; FATTINI, Carlo Américo. Anatomia humana básica. São
Paulo: Atheneu, 2006.
DÂNGELO, José Geraldo; FATTINI, Carlo Américo. Anatomia básica dos sistemas
orgânicos: com a descrição dos ossos, junturas, músculos, vasos e nervos. São Paulo:
Atheneu, 1983.
49
MOORE, Keith L. Anatomia orientada para a clínica 4ª Edição Guanabara Koogan,
2001
NETTER, Frank H. Atlas de Anatomia Human. 3ª Edição ArtMed, 2004
ROHEN, Johannes Wilhelm; YOKOCHI, Chihiro; LÜTJEN-DRECOLL, Elke.
Anatomia humana: atlas fotográfico de anatomia sistêmica e regional. 6. ed. Barueri,
SP: Manole, 2007
SOBOTTA, Johannes; PABST, Reinhard (Ed.); PUTZ, Renate (Ed.) (Col.). Atlas de
anatomia humana. 22. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
MACHADO, Ângelo. Neuroanatomia Funcional 2ª Edição Editora: Atheneu 2000
JACOB, Stanley W.; FRANCONE, Clarice Ashworth; LOSSOW, Walter J. Anatomia e
fisiologia humana. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1990.
Biologia Celular e Molecular
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
2º
Carga Horária
60 horas
EMENTA: Introdução ao estudo da célula, com ênfase em células eucarióticas. Estudo
de seus componentes e processos dinâmicos, contextualização da célula no organismo
multicelular e correlações clínicas.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
DE ROBERTIS, Eduardo M. F.; HIB, José. Bases da biologia celular e molecular. 4. ed.
Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 2006.
JUNQUEIRA, Luiz Carlos Uchôa; CARNEIRO, José. Biologia celular e molecular. 8.
ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005
ALBERTS, Bruce et al. (...). Biologia molecular da célula. 5. ed. Porto Alegre: Artmed,
2010.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
ALBERTS, Bruce. Fundamentos da biologia celular. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
KARP, Gerald. Biologia celular e molecular: conceitos e experimentos. 3. ed. São
Paulo: Manole, 2005.
Bioquímica
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
2º
Carga Horária
80 horas
EMENTA: Estudo dos conhecimentos fundamentais da matéria viva, dos princípios
gerais que regem as transformações químicas das células e dos processos metabólicos
que sofrem os constituintes da matéria viva.
50
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
PRATT, Charlotte W; CORNELY, Kathleen. Bioquímica essencial. Rio de Janeiro, RJ:
Guanabara Koogan, 2006
CAMPBELL, Mary K.; FARRELL, Shaw O. Bioquímica. 5. ed. São Paulo: Thomson,
2007
BERG, Jeremy Mark; TYMOCZKO, John L; STRYER, Lubert. Bioquímica. 6. ed. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010
CHAMPE, Pamela C; FERRIER, Denise R.; HARVEY, Richard A. Bioquímica
ilustrada. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.
LEHNINGER, Albert L. (Albert Lester); NELSON, David L.; COX, Michael M.
Princípios de bioquímica. 4. ed. São Paulo: Sarvier, 2006
MARZZOCO, Anita; TORRES, Bayardo Baptista. Bioquímica básica. 3. ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2007
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
STRYR. L. Bioquímica. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro: 1996
DEVLIN, Thomas M. Manual de bioquímica: com correlações clínicas. São Paulo:
Edgard Blücher, 2007
ISHII-IWAMOTO, Emy Luiza.; BRACHT, Adelar. (org.). Métodos de laboratório em
bioquímica. Barueri, SP: Manole, 2003
MOTTA, Valter Teixeira da. Bioquímica clínica para o laboratório: princípios e
interpretações. 5. ed. Rio de Janeiro, RJ: Medbook, 2009.
Histologia
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
2º
Carga Horária
80 horas
EMENTA: Introdução ao estudo dos tecidos (teórico/prático) do corpo humano,
envolvendo aspectos histológicos dos diferentes sistemas orgânicos. Identificação dos
principais órgãos e estruturas microscópicas, com delineamento das características
destes tecidos e enfoque clínico. Estabelecimento de correlações morfofuncionais.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
CORMACK, David H. Fundamentos de histologia. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2003
GARTNER, Leslie P.; HIATT, James L. Atlas colorido de histologia. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2010.
JUNQUEIRA, Luiz Carlos Uchoa; CARNEIRO, José. Histologia básica. 11. ed. Rio de
Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 2008
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BURKITT, H. George; YOUNG, Barbara; HEATH, John W. Wheater. Histologia
funcional : texto e atlas em cores. 5. ed. Rio de Janeiro: ELSEVIER, 2007
51
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
Metodologia Científica e da Pesquisa Aplicada à Saúde
2º
Carga Horária
80 horas
EMENTA: Proposta de discutir e avaliar as características essenciais da ciência e de
outras formas de conhecimento com base nas abordagens metodológicas, enfocando o
planejamento, a apresentação de projetos e a execução dos mesmos, bem como a
elaboração de relatórios, defesas e divulgação dos trabalhos de pesquisa embasados na
ética profissional.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BASTOS, Cleverson Leite; KELLER, Vicente. Aprendendo a aprender: introdução à
metodologia científica. 18. ed. Petrópolis: Vozes, 2005.
CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; SILVA, Roberto da. Metodologia
científica. 6. ed. São Paulo: Person Prentice Hall, 2007.
LAKATOS, Eva Maria; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia científica: ciência e
conhecimento científico, métodos científicos, teoria, hipóteses e variáveis, metodologia
jurídica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
KÖCHE, José Carlos. Fundamentos de metodologia científica: teoria da ciência e
iniciação à pesquisa. 27. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia
científica. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do trabalho
científico: procedimentos básicos, pesquisa bibliografica, projeto e relatório,
publicações e trabalhos científicos. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2009
PEREIRA, Jose Matias. Manual de metodologia da pesquisa científica. 3. ed. São
Paulo, SP: Atlas, 2012.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. São Paulo:
Cortez, 2007.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa:
planejamento e execução de pesquisas, amostragens e tecnicas de pesquisa, elaboração,
analise e interpretação de dados. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2006
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas,
2010.
MACHADO, Anna Rachel; LOUSADA, Eliane Gouvea; ABREU-TARDELLI, Lília
Santos. Resenha. São Paulo: Parábola, 2004.
MARQUES, Mario Osorio. Escrever é preciso: o princípio da pesquisa. 5. ed. Ijuí, RS:
UNIJUÍ, 2006.
BASTOS, Lília da Rocha. Manual para a elaboração de projetos e relatórios de
pesquisa, teses, dissertações e monografias. 6. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 2004
CASTRO, Cláudio de Moura. A prática da pesquisa. 2. ed. São Paulo: McGraw-Hill do
Brasil, c2006..
ANDRADE, Maria Lúcia C. V. O. Resenha. São Paulo: Paulistana, 2009.
BARROS, Aidil de Jesus Paes de; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Projeto de
pesquisa: propostas metodológicas. 18. ed. Petrópolis: Vozes, 2009
52
MINAYO, Maria Cecilia de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em
saúde. 4. ed. São Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: ABRASCO, 1996
Saúde e Sociedade
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
2º
Carga Horária
120 horas
EMENTA: Estuda a determinação do processo saúde-doença na sua dimensão histórica
– social, a importância da epidemiologia para a compreensão deste processo e as
políticas públicas implementadas na construção de um modelo de assistência conforme
preconizado pelo sistema único de saúde.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
FREITAS, Carlos Machado de; PORTO, Marcelo Firpo de Souza; FREITAS, Carlos
Machado de. Saúde, ambiente e sustentabilidade. Rio de Janeiro: Ed. FIOCRUZ, 2010
MACHADO, Paulo Henrique Battaglin; LEANDRO, José Augusto; MICHALISZYN,
Mario Sergio. Saúde coletiva: um campo em construção. Curitiba: Ibpex, 2006
MIRANDA, Ary Carvalho de. Saúde e ambiente sustentável: estreitando nós . Rio de
Janeiro: Fiocruz, 2002.
TERRITÓRIO, ambiente e saúde. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2008.
FLETCHER, Robert H; FLETCHER, Suzanne W. Epidemiologia clínica: elementos
essenciais. 4.ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
ROUQUAYROL, Maria Zélia; ALMEIDA FILHO, Naomar de. Epidemiologia &
saúde. 6. ed. Rio de Janeiro: Medsi : Guanabara Koogan, 2003.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BRASIL. Painel de indicadores do SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2006
DESLANDES, Suely Ferreira (Org). Humanização dos cuidados em saúde: conceitos,
dilemas e práicas . Rio de Janeiro: Fiocruz, 2011.
Seminário Integrador 2
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
2º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Integrar as diferentes áreas do conhecimento, por meio da elaboração de um
projeto interdisciplinar, buscando promover uma integração, acerca dos conteúdos
propostos pelas disciplinas do Tronco Intermediário, aliada a enfoques contemplativos
dos eixos temáticos.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BASTOS FILHO, J. et al. Cultura e desenvolvimento. Maceió: Prodema/ UFAL, 1999.
LEITE, L. H. A. Pedagogia de projetos: intervenções no presente. Presença Pedagógica,
v.2, n.8. mar/abr, 1996.
53
ABLAS, L. A. Q. Intercâmbio Desigual e Subdesenvolvimento regional no Brasil. São
Paulo, FIPE/ Pioneira, 1985.
FRANCIS, D. G. et al. Comunicação profissional: o ensino, a extensão e a pesquisa
como práticas de construção do conhecimento. Uberlândia/ MG, Unimas, 2004.
SILVA, A. M. et al. Guia para normatização de trabalhos técnico-científicos: projetos
de pesquisas, monografias, dissertações e teses. 4a ed. Uberlândia, EDUFU, 2004. 158p.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
Serão utilizadas as bibliografias das disciplinas do semestre.
3º PERÍODO - TRONCO PROFISSIONALIZANTE
Métodos e Processos de Enfermagem 1
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
Anatomia
3º
Carga Horária
160 horas
EMENTA: Estuda a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) como uma
aplicação do método cientifico que pode ser visto como um modelo de organização do
cuidado de enfermagem. Instrumentaliza o aluno a utilizar a semiologia e a
semiotécnica e a SAE em todas as suas etapas no plano coletivo e individual, na
avaliação das condicies de saúde e na adoção de medidas de promoção e prevenção da
saúde.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BRUNNER, Lilian Sholtis; SUDDARTH, Doris Smith; SMELTZER, Suzanne C;
BARE, Brenda G; HINKLE, Janice L.; CHEEVER, Kerry H. Tratado de enfermagem
médico-cirúrgica. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008
ATKINSON, Leslie D; MURRAY, Mary Ellen. Fundamentos de enfermagem:
introdução ao processo de enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara, 1989.
CARPENITO-MOYET, Lynda Juall. Manual de diagnósticos de enfermagem. 11. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2008.
MANUAL de exame físico para a prática da enfermagem em pediatria. 2. ed. São
Paulo: Iátria, 2009.
CARPENITO-MOYET, Lynda Juall. Diagnósticos de enfermagem: aplicação à prática
clínica. 11. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009
CRAVEN, Ruth F; HINRLE, Constance J. Fundamentos de enfermagem: saúde e
função humanas. 4. ed. São Paulo: Guanabara Koogan, 2006.
DU GAS, Beverly Witter; DYMOND, Barbara Marie Du Gas. Enfermagem prática. 4.
ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988.
DOCHTERMAN, Joanne McCloskey; BULECHEK, Gloria M. Classificação das
intervenções de enfermagem (NIC). 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2008
POTTER, Patricia A; PERRY, Anne G. Fundamentos de enfermagem. 6. ed. Rio de
Janeiro: Elsevier, c2006.
CONSELHO INTERNACIONAL DE ENFERMEIROS. CIPE, versão 1: Classificação
Internacional para a Prática de Enfermagem, versão 1.0. São Paulo, SP: Algol, 2007.
JARVIS, Carolyn. Exame físico e avaliação de saúde. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2002.
54
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BATES, Barbara. Propedêutica Médica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
1990.
BICKLEY, Lynn S; BICKLEY, Lynn S; SZILAGYI, Peter G. Bates propedêutica
médica. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010
BARROS, Alba Lucia Botura Leite de et al. Anamnese e exame físico: avaliação
diagnóstica de enfermagem no adulto. Porto Alegre: Artmed, 2002.
Exercício de Enfermagem
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
3º
Carga Horária
80 horas
EMENTA: Analisa a relação entre o contexto social e político, a UNIVERSIDADE
FEDERAL DE ALAGOAS e o CURSO DE ENFERMAGEM CAMPUS
ARAPIRACA, delimitando o seu marco conceitual. Estuda a evolução histórica da
Enfermagem e analisa sua prática dentro de uma visão prospectiva. Relaciona o
processo de trabalho da saúde e da enfermagem com o modo de produção no contexto
social brasileiro. Estuda o processo político e organizacional da Enfermagem no Brasil e
seus princípios éticos e legais do exercício profissional de Enfermagem.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
TRAJETÓRIA histórica e legal da enfermagem. 2. ed. São Paulo: Manole, 2007.
MALAGUTTI, William (Org.). Bioética e enfermagem: controvérsias, desafios e
conquistas. Rio de Janeiro: RUBIO, 2007.
ALFARO-LEFEVRE, Rosalinda. Aplicação do processo de enfermagem: uma
ferramenta para o pensamento crítico. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.
FONTINELE JÚNIOR, Klinger. Ética e bioética em enfermagem. 3. ed. rev. e atual.
Goiânia: 2007
LIMA, Maria José de. O que é enfermagem. 3. ed. Brasiliense, 2005.
LUNNEY, Margaret. Pensamento crítico e diagnósticos de enfermagem: estudos de
caso e análises. Porto Alegre: Artmed, 2004.
NIGHTINGALE, Florence. Notas sobre enfermagem: o que é e o que não é. Loures:
Lusociência, 2005.
WALDOW, Vera Regina. Cuidar: expressão humanizadora da enfermagem. Petrópolis:
Vozes, 2006.
GEOVANINI, Telma et al. (...). História da enfermagem: versões e interpretações. 3.
ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2010.
SANTOS, Elaine Franco. Legislação em enfermagem: atos normativos do exercício e
do ensino de enfermagem. São Paulo: Atheneu, 2006.
GERMANO, Raimunda Medeiros. Educação e ideologia da enfermagem no Brasil
(1955-1980). 5. ed. São Paulo: Yendis, 2011.
SANTOS, Regina Maria dos; LEITE, Joséte Luzia. A inserção da enfermagem moderna
em Alagoas: os bastidores de uma conquista. Maceió: 2004
GELAIN, Ivo. Deontologia e enfermagem. 3. ed. rev. e atual. São Paulo: EPU, c1998.
GELAIN, Ivo. A ética, a bioética e os profissionais de enfermagem. 4. ed. São Paulo:
EPU, 2010.
55
OGUISSO, Taka; SCHMIDT, Maria José. O exercício da enfermagem: uma
aboradagem ético-legal. 2. ed. atual. e ampl. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
SANT'ANNA, Suze Rosa; ENNES, Lilian Dias. Ética na enfermagem. Petrópolis, RJ:
Vozes, 2006
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
ALMEIDA, M. Celli. O Saber de Enfermagem s e sua Dimensão Prática. São Paulo,
Ed. Cortez, 1996.
ALVES, Delvair Brito. Mercado e Condições de Trabalho da Enfermagem, Salvador,
G. Central, 1987.
EPSTEIN, C. Interação Efetiva na Enfermagem. S. Paulo. EPU/USP. 1997. São Paulo.
MELO. CMM. Divisão Social do Trabalho e Enfermagem. Cortez, São Paulo, 1982.
NAKAMAE, D.D. Novos Caminhos da Enfermagem. Cortez, São Paulo, 1987.
PASSOS. E.S. De Anjos a Mulheres. Ideologias e Valores na Formação de enfermeiras.
Salvador: EDUFBA/EGBA,1996.
PIRES, Denise. Hegemonia Médica na Saúde e a Enfermagem. Cortez, São Paulo,1989.
SILVA, G. B. Enfermagem Profissional Análise Crítica . 2ª Ed. Cortez, São Paulo,
1989. TEXEIRA, E.M.R. et alli. Apreciação Crítica da Profissão de Enfermagem: seu
Dilema e sua Crise Existencial. Rodovalleo. Recife, 1998.
Fisiologia Humana e Biofísica
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
Anatomia
3º
Carga Horária
160 horas
EMENTA: Estudo dos mecanismos fisiológicos que ocorrem no organismo humano,
abordando-os por sistemas (nervoso, cárdio-respiratório, endócrino, digestivo e renal e
integrando-os em uma só unidade: o corpo humano.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
AIRES, Margarida de Mello; FAVARETTO, Ana Lúcia Vianna. Fisiologia. 2. ed. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999
GUYTON, Arthur C. Fisiologia humana. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
1988.
GUYTON, Arthur C.; HALL, John E. Tratado de fisiologia médica. 11. ed. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2006
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
JACOB, Stanley W.; FRANCONE, Clarice Ashworth; LOSSOW, Walter J. Anatomia e
fisiologia humana. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1990.
CONSTANZO. L. S. Fisiologia. Guanabara koogan. Rio de Janeiro: 1999
GUYTON, Arthur C.; HALL, John E. Fisiologia humana e mecanismos das doenças. 6.
ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.
56
Microbiologia
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
3º
Carga Horária
60 horas
EMENTA: Estuda os princípios da microbiologia e principais agentes microbiano de
influência no processo saúde-doença do ser humano com ênfase nas de importância
epidemiológica.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ENGELKIRK, Paul G. Microbiologia para as ciências da saúde. 7. ed. Rio de Janeiro,
RJ: Guanabara Koogan, 2005
HARVEY, Richard A; CHAMPE, Pamela C; FISHER, Bruce D. Microbiologia
ilustrada. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2008.
TRABULSI, Luiz Rachid; ALTERTHUM, Flavio ((editor)). Microbiologia. 5. ed. São
Paulo: Atheneu, 2004.
VERMELHO, Alane Beatriz. Práticas de microbiologia. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara
Koogan, c2006.
TORTORA, Gerard J.; FUNKE, Berdell R; CASE, Christine L. Microbiologia. 8. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2006
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
RIBEIRO, Mariangela Cagnoni; SOARES, Maria Magali S. R.. Microbiologia prática:
roteiro e manual, bactérias e fungos. São Paulo: Atheneu, 2005
OPLUSTIL, Carmen Paz. Procedimentos básicos em microbiologia clínica. 3. ed. São
Paulo: Sarvier, 2010
LEVINSON, Warren E; JAWETZ, Ernest. Microbiologia médica e imunologia. 10. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2010
KONEMAN, Elmer W. Diagnóstico microbiológico: texto e atlas colorido. 5. ed. Rio de
Janeiro: Medsi, 2001.
MURRIA. P. R. et. al Microbiologia Médica. 3 ed. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro:
2000.
Imunologia Humana e Virologia
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
3º
Carga Horária
60 horas
EMENTA: Estuda os princípios da imunologia e suas influencias no processo saúdedoença do ser humano com ênfase na importância epidemiológica da imunologia.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ABBAS, Abul K; LICHTMAN, Andrew H. Imunologia básica: funções e distúrbios do
sistema imunológico. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009
BIER, Otto; SILVA, Wilmar Dias da; MOTA, Ivan. Imunologia: básica e aplicada. 5.
ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.
57
FORTE, Wilma Neves. Imunologia: do básico ao aplicado. 2. ed. Porto Alegre: Artmed,
2007.
ROITT, Ivan Maurice; RABSON, Arthur. Imunologia básica. Rio de Janeiro:
Guanabara, 2003.
SANTOS, Norma Suely de O; WIGG, Márcia Dutra; ROMANOS, Maria Teresa V.
Introdução à virologia humana. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
ABBAS. A. K. et. al. Imunologia Celular e Molecular. 3 ed. W. B. Sauders. Rio de
Janeiro: 2002
JANEWEY. C. A. JR. : PAUL. T. Imunobiologia
STITES. D. P.: TERR. A. L. Imunologia Básica. 8 ed. Prentice-Hall International Inc.
do Brasil. Rio de Janeiro: 2001
Genética e Evolução Humana
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
Biologia Celular e Molecular
3º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Genética e saúde pública. Teratogênese. Bases moleculares da genética.
Herança e meio ambiente. Hereditariedade. Padrões de transmissão de genes e
caracteres. Mutação: tipos, regulação gênica. Imunogenética. Aberrações
cromossômicas. Imunogenética. Evolução. Genética do crescimento, desenvolvimento e
comportamento humano.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BORGES-OSÓRIO, Maria Regina; ROBINSON, Wanyce Miriam. Genética humana. 2.
ed. Porto Alegre: Artmed, 2001
GRIFFITHS, Anthony J. F; WESSLER, Susan R; LEWONTIN, Richard C.;
CARROLL, Sean B. Introdução à genética. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2009
OTTO, Priscila Guimarães; OTTO, Paulo Alberto; FROTA-PESSOA, Oswaldo.
Genética humana e clínica. 2. ed. São Paulo: Roca, 2004.
NUSSBAUM, Robert L.; MCLNNES, Roderick R; WILLARD, Huntington F.
Thompson & Thompsom: genética médica. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008
PIERCE, benjamin A. Genética: um enfoque conceitual. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, c2004
PASSARGE, Eberhard. Genética: texto e atlas. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2011.
SNUSTAD, D. Peter; SIMMONS, Michael J. Fundamentos de genética. 4. ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
MOTTA, Paulo Armando. Genética humana: aplicada a psicologia e toda a área
biomédica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005
VIANA, José Marcelo Soriano; CRUZ, Cosme Damião; BARROS, Everaldo Gonçalves
de. Genética. 2. ed. Viçosa, MG: UFV, 2003
VOGEL, Friedrich. Genética humana: problemas e abordagens. 3. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2000.
58
HARTL, Daniel L.; CLARK, Andrew G. Princípios de genética de populações. 4 ed.
Porto Alegre, RS: Artemed, 2010.
4º PERÍODO - TRONCO PROFISSIONALIZANTE
Disciplina
Embriologia humana
Pré-Requiito
Semestre
4º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Estuda as diferentes fases do desenvolvimento humano embrionário, alem
dos fatores teratogênicos.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
GARCIA, Sônia Maria Lauer de; FERNÁNDEZ, Casimiro García. Embriologia. 2. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2001
MAIA, George Doyle. Embriologia humana. São Paulo: Livr. Atheneu, 2007.
MOORE, Keith L; PERSAUD, T. V. N. Embriologia básica. 7. ed. Rio de janeiro:
Elsevier, 2008
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
SADLER, T. W. Langman: embriologia médica. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2005.
SCHOENWOLF, Gary C. Larsen embriologia humana. 4. ed. Rio de Janeiro, RJ:
Elsevier, 2009.
EYNARD, Aldo R; VALENTICH, Mirta A; ROVASIO, Roberto A. Histologia e
embriologia humanas: bases celulares e moleculares. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2011
Disciplina
Farmacologia
Pré-Requisito
Semestre
Bioquímica
4º
Carga Horária
120 horas
EMENTA: Estuda as ações das substancias farmacológicas sobre os diversos em
sistemas orgânicos, enfocando também as ações dos antibióticos, quimioterápicos em
geral, anti-inflamatório etc.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
KATZUNG, Bertram G. (editor). Farmacologia: básica & clínica.. 5. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1994.
PAGE, C. P. Farmacologia integrada. 2. ed. São Paulo, SP: Manole, 2004.
GOODMAN, Louis Sanford; BRUNTON, Laurence L.; LAZO, John S.; PARKER,
Keith L.; GILMAN, Alfred. As bases farmacológicas da terapêutica. 11. ed. Rio de
Janeiro: McGraw-Hill, 2006.
RANG & Dale. Farmacologia. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.
SILVA, Penildon. Farmacologia. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
59
CLAYTON, Bruce D.; STOCK, Yvonne N. Farmacologia na prática de enfermagem.
13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BATLOUNI, M. & RAMIRES, J.A.F. Farmacologia e terapeutica cardiovascular.
Atheneu. 1999
BRODY, T.M. ET AL. Farmacologia Humana. Tradu. Penildon Silva. 2 ed.Ed
Guanabara Koogan. Rio de |Janeiro,1997.
GRAIG, C.R. ET AL. Farmacologia Moderna. Trad. Penildon Silva. 4 ed. Ed
Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 1996.
COUTO, A.A. Farmacologia cardiovascular aplicada a clinica. 2 ed. Revinter. Rio de
Janeiro, 1998.
EVANS , W.E. ET AL Applied Pharmacokinetics, 3 ed. Applied Therapeutics. Inc.
Vancouver, W.A, 1994.
FONSECA, A.L. Interações medicamentosas. 2 ed. Editora de publicações científicas
(EPUC) , Rio de Janeiro, 1994.
GOLDENZWAIG, Nelma Rodrigues Soares Choiet. Administração de medicamentos
na enfermagem. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009
FUNCHS, F.D. ET AL. Exercícios de Farmacologia Aplicada. 2 Edi;'ao. EDIUPF.
Universidade de Passo Fundo, 1999.
FUCHS, F.D. ET AL. Farmacologia Clínica- Fundamentos da Terapêutica Racional. 2
ed. Editora Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 1998.
Patologia
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
4º
Carga Horária
80 horas
EMENTA: Estudos das lesões básicas provocadas por agentes físicos, químicos e
biológicos. Aborda as alterações circulatórias do desenvolvimento e diferenciação
celular.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BOGLIOLO, Luigi. Bogliolo. Patologia. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2011
BOGLIOLO, Luigi; BRASILEIRO FILHO, Geraldo. Bogliolo. Patologia Geral. 4. ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.
ROBBINS, Stanley L. (Stanley Leonard); KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K;
FAUSTO, Nelson. Robbins: patologia básica. 8.ed. Rio de Janeiro Elsevier, 2008
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
KUMAR.V. Et al. Patologia Básica. 5ed. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro. 1994
ROBBINS. S. L. Et al. Patologia Estrutural e Funcional. 6ed. Guanabara Koogan. Rio
de Janeiro. 2001
60
Disciplina
Métodos e Processos de Enfermagem 2
Pré-Requisito
Semestre
Métodos e Processos de Enfermagem 1
4º
Carga Horária
180 horas
EMENTA: Estudo teórico - prático das técnicas básicas de enfermagem fundamentadas
em princípios científicos inserido no processo de enfermagem, relacionados com o
cuidado do paciente em suas necessidades humanas básicas ao nível biopsicosocial.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BRUNNER, Lilian Sholtis; SUDDARTH, Doris Smith; SMELTZER, Suzanne C;
BARE, Brenda G; HINKLE, Janice L.; CHEEVER, Kerry H. Tratado de enfermagem
médico-cirúrgica. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008
ATKINSON, Leslie D; MURRAY, Mary Ellen. Fundamentos de enfermagem:
introdução ao processo de enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara, 1989.
CARPENITO-MOYET, Lynda Juall. Manual de diagnósticos de enfermagem. 11. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2008.
MANUAL de exame físico para a prática da enfermagem em pediatria. 2. ed. São
Paulo: Iátria, 2009.
CARPENITO-MOYET, Lynda Juall. Diagnósticos de enfermagem: aplicação à prática
clínica. 11. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009
CRAVEN, Ruth F; HINRLE, Constance J. Fundamentos de enfermagem: saúde e
função humanas. 4. ed. São Paulo: Guanabara Koogan, 2006.
DU GAS, Beverly Witter; DYMOND, Barbara Marie Du Gas. Enfermagem prática. 4.
ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988.
DOCHTERMAN, Joanne McCloskey; BULECHEK, Gloria M. Classificação das
intervenções de enfermagem (NIC). 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2008
POTTER, Patricia A; PERRY, Anne G. Fundamentos de enfermagem. 6. ed. Rio de
Janeiro: Elsevier, c2006.
CONSELHO INTERNACIONAL DE ENFERMEIROS. CIPE, versão 1: Classificação
Internacional para a Prática de Enfermagem, versão 1.0. São Paulo, SP: Algol, 2007.
JARVIS, Carolyn. Exame físico e avaliação de saúde. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2002.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BATES, Barbara. Propedêutica Médica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
1990.
BICKLEY, Lynn S; BICKLEY, Lynn S; SZILAGYI, Peter G. Bates propedêutica
médica. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010
BARROS, Alba Lucia Botura Leite de et al. Anamnese e exame físico: avaliação
diagnóstica de enfermagem no adulto. Porto Alegre: Artmed, 2002.
Parasitologia
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
4º
Carga Horária
80 horas
61
EMENTA: Estudo geral dos principais seres vivos que parasitam o homem,
focalizando os aspectos epidemiológicos, clínicos, terapêuticos e preventivos. Enfatiza a
atenção primária à saúde e os programas que dizem respeito à saúde da comunidade.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
MARKELL, Edward K.; VOGE, Marietta; JOHN, David T; KROTOSKI, Wojciech A.
Parasitologia médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.
NEVES, David Pereira. Parasitologia humana. 11. ed. São Paulo: Atheneu, 2005.
REY, Luís. Bases da parasitologia médica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2002.
REY, Luís. Parasitologia: parasitos e doenças parasitárias do homem nas Américas e na
África. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
NEVES, David Pereira. Parasitologia dinâmica. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2006.
REY, L. Parasitologia. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.
VERONESI, R. Doenças Infecciosas e Parasitárias. 9 ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 1991.
NETO, V. A.; BALDY, J. L. S. Doenças Transmissíveis. 3. ed. São Paulo: Savier, 1989.
5º PERÍODO - TRONCO PROFISSIONALIZANTE
Epidemiologia e Bioestatística
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
5º
Carga Horária
120 horas
EMENTA: Estuda os fundamentos da epidemiologia e da bioestatística para o
conhecimento reflexão e intervenção no processo saúde-doença do indivíduo e
coletividade, enfatizando a aplicação destes fundamentos no planejamento,
operacionalização e avaliação das ações de saúde.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ALMEIDA FILHO, Naomar de; ROUQUAYROL, Maria Zélia. Introdução à
epidemiologia. 4. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Medsi; Guanabara Koogan, 2006.
FLETCHER, Robert H; FLETCHER, Suzanne W. Epidemiologia clínica: elementos
essenciais. 4.ed. Porto Alegre: Artmed, 2006
JEKEL, James F; ELMORE, Joann G; KATZ, David L. Epidemiologia, bioestatística e
medicina preventiva. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2005.
PEREIRA, Maurício Gomes. Epidemiologia: teoria e prática. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 1995.
ROUQUAYROL, Maria Zélia; ALMEIDA FILHO, Naomar de. Epidemiologia &
saúde. 6. ed. Rio de Janeiro: Medsi : Guanabara Koogan, 2003.
BERQUO, Elza Salvatori; SOUZA, Jose Maria Pacheco; GOTLIEB, Sabina Lea
Davidson. Bioestatística. 2. ed.rev. São Paulo: Ed. Pedagogica e Universitária, 1981
VIEIRA, Sonia. Introdução a bioestatística. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, c2008.
62
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
AYRES, José Ricardo de Carvalho Mesquita. Epidemiologia e emancipação. Rio de
Janeiro: Hucitec: ABRASCO, 1995
BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Centro Nacional de
Epidemiologia. Vigilância Epidemiológica. Guia de vigilância epidemiológica: 2001
COSTA. S. F. Introdução ilustrada à estatística. 3 ed. Harba. São Paulo: 1998
CRESPO. A. A. Estatística Fácil. 16 ed. Saraiva. São Paulo;1998
DEVER. G. E. A. A. Epidemiologia na administração dos serviços de saúde. Proahsa
Pioneira. São Paulo: 1998
LAURENTI. R. et. Al. Estatística de saúde. São Paulo. EPU EDU São Paulo; 1985
LESSA. L. O adulto brasileiro e as doenças da modernidade. Epidemiologia das
doenças crônicas nãotransmissíveis. Hucitec Abrasco. São Paulo Rio de Janeiro: 1998
LEZER. W. et. al. Elementos de Epidemiologia Geral. Atheneu. São Paulo: 1989
PAIM. J. S. et. al. SUS. Modelos Assistenciais e Vigilância à Saúde . n.2. p. 8 – 27. abr.
jun: 1998
POSSA. C. Epidemiologia. Sociedade. Hueitec. São Paulo: 1989
QUADRA. A. A. P. Viver é resistir: o modelo da história natural das doenças. Edições
Achiame – Rio de Janeiro: 1983
SILVA. M. G. C. Saúde Pública – Auto-Avaliação e Revisão. 2 ed. Atheneu. São Paulo:
1997
BEIGUELMAN, Bernardo. Curso prático de bioestatística. 5.ed. rev. Ribeirão Preto:
FUNPEC, 2002
PERIÓDICOS:
Cadernos de Saúde Púbica – ENSP FIOCRUZ ou cadenos@ensp.fiocruz.com.br
Ciência e Saúde Coletiva – ABRASCO Revista Saúde em Debate
OUTROS:
Normas. Pareceres. Manuais. Programas e Relatórios Técnicos do Ministério da Saúde
Organização Pan-Americana de Saúde e World Health Organization
Agenda 21 – ECO 92 Rio de Janeiro.
Saúde da Mulher 1
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
Métodos e Processos de Enfermagem 1
5º
Carga Horária
180 horas
EMENTA: Estudo teórico prático dos fatores fundamentais da saúde da mulher
abrangendo os aspectos sociais, culturais, de gênero, etnia, idade e sexualidade.
Assistência de Enfermagem na identificação de vulnerabilidades, atuando nas afecções
gincológicas mais frequentes no ciclo gravídico-puerperal de baixo risco.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
RICCI, Susan Scott. Enfermagem materno-neonatal e saúde da mulher. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, c2008.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações
Programáticas Estratégicas. Prevenção e tratamento dos agravos resultantes da violência
sexual contra mulheres e adolescentes: Norma técnica. 3. ed. Brasilia , DF: MS, 2011.
LOPES, Maria Helena Baena de Moraes. Enfermagem na saúde da mulher. Goiânia,
GO: AB, 2006
63
FERNANDES, Rosa Aurea Quintella; NARCHI, Nádia Zanon (Orgs.). Enfermagem e
saúde da mulher. Barueri: Manole, 2007.
FIGUEIREDO, José Eduardo ferreira de; AZEVEDO, Maria de Fátima. Enfermagem
no cuidado materno e neonatal. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
BARROS, Sonia Maria de Oliveira de (org.). Enfermagem no ciclo gravídico-puerperal.
Barueri, SP: Manole, 2006
ZIEGEL, Erna; CRANLEY, Mecca S. Enfermagem obstétrica. 8. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara, 1985
MARROQUIM, Pajuçara Maria Guimarães; MAGALHÃES, Rebecca Ann Shaner.
Amamentar, por que não?. Maceió, AL: EDUFAL, 2006.
SOARES, Francisco José Passos; MARROQUIM, Pajuçara Maria Guimarães.
Aleitamento materno. Maceió: EDUFAL, 2005
REZENDE, Jorge de. Obstetrícia. 11.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010
REZENDE FILHO , Jorge de; MONTENEGRO, Carlos Antonio Barbosa. Obstetrícia
fundamental. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008
ZUGAIB obstetrícia. São Paulo: Manole, 2008
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
PAISM – Programa de Assistência à saúde da Mulher. Ministério da Saúde: São Paulo,
1981.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher:
Brasília, 1984.
DELACIO & GUARIENTO. Obstetrícia Normal. 3ª ed. Savier.: São Paulo, 1987.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual Técnico: Assistência ao Pré-natal de Baixo Risco.
Brasília, 2000.
MONTENEGRO, Rezende. Obstetrícia Fundamental. 9ª ed.Rio de Janeiro:Guanabara
Koogan,2003.
ANDRIS, Deborah A. et al; traduzido por Carlos Henrique Consedey; revisão Isabel
Cristina Fonseca da Cruz. Semiologia: bases para a Prática Assistencial. Rio de Janeiro:
Guanaba Koogan, 2006 (publicada pela Editora LAB).
Psicologia Aplicada à Enfermagem
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
5º
Carga Horária
80 horas
EMENTA: Análise de temas relacionados a estrutura do comportamento humano,
aprofundando-se as noções de interdisciplinaridade, crises normais e anormais no
desenvolvimento do individuo.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
DAVIDOFF, Linda L. Introdução à psicologia. 3. ed. São Paulo: Pearson Makron
Books, 2001.
HUFFMAN, Karen; VERNOY, Mark; VERNOY, Judith. Psicologia. São Paulo: Atlas,
2003
FARAH, Olga Guilhermina Dias; SÁ, Ana Cristina de. Psicologia aplicada à
enfermagem. São Paulo: Manole, 2008.
64
ANGERAMI-CAMON, Valdemar Augusto; VASCONCELLOS, Esdras Guerreiro.
Psicologia da saúde: um novo significado para a prática clínica. São Paulo: Pioneira
Thomson Learning, 2000.
HALL, Calvin Springer; LINDZEY, Gardner; CAMPBELL, John B. Teorias da
personalidade. 4. ed. São Paulo: Artmed, 2000
CRIVELARO, Rafael; TAKAMORI, Jorge Yukio. Dinâmica das relações interpessoais.
Campinas, SP: Alínea, 2005
KÜBLER-ROSS, Elisabeth. Sobre a morte e o morrer: o que os pacientes terminais têm
para ensinar a médicos, enfermeiras, religiosos e aos seus próprios parentes. 8. ed. São
Paulo: Martins Fontes, 1998.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BEE. H. A criança em desenvolvimento. Artes Medicas. Porto Alegre 1996.
DALLY, P. HARRINGTON, H Psicologia e psiquiatria na enfermagem. EUSP. São
Paulo 1978
VYGOTSKY, L. S; COLE, Michael (Org.). A formação social da mente: o
desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 7. ed. Martins Fontes, 2007
Dietoterapia aplicada à Enfermagem
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
5º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Relacionar os aspectos nutricionais com o processo saúde doença,
estudando a importância de uma nutrição equilibrada distinguindo as diferentes
necessidades nutricionais nas diferentes fases da vida, conhecendo as funções dos
nutrientes e do funcionamento do aparelho digestório. Estuda os conhecimentos de
nutrição ao serviço de enfermagem, bem como a assistência de Enfermagem nas
dietoterapia da saúde comunitária e hospitalar. Conteúdo: Funções dos nutrientes e
pirâmide alimentar; Vitaminas; Sais Minerais; Introdução a nutrição; Processo da
Nutrição; Avaliação Nutricional; Desnutrição Energética; Protéica; Educação
nutricional em Saúde Comunitária; Plano alimentar hospitalar; Terapia nutricional;
Dietoterapia nas queimaduras; Prática de avaliação nutricional e antropometria.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
DOVERA, Themis Maria Dresch da Silveira. Nutrição aplicada ao curso de
enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara, 2007
SANTOS, Tânia E.H.H. dos. Nutrição em enfermagem. 2. ed. Ribeirão Preto: Tecmedd,
2003
SILVA, Sandra Maria Chemin Seabra da; MURA, Joana D'Arc Pereira. Tratado de
alimentação, nutrição & dietoterapia. 2. ed. São Paulo, SP: Roca, 2011.
MELO, Flavia. Nutrição aplicada à enfermagem. Goiânia: 2005.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BODINSKI, L. H. Dietoterpia, princícipios e prática.Rio de Janeiro: Atheneu, 2000.
65
6º PERÍODO - TRONCO PROFISSIONALIZANTE
Disciplina
Saúde da Criança e do Adolescente 1
Pré-Requisito
Imunologia Humana e Virologia,
Métodos e Processos de Enfermagem 1
Semestre
6º
Carga Horária
180 horas
EMENTA: Estuda as intervenções de enfermagem no processo saúde-doença da
criança e do adolescente, considerando o perfil epidemiológico dos sujeitos do estudo
em face das diferentes realidades sociais e das políticas públicas de saúde.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ALMEIDA, Fabiane de Amorim; SABATÉS, Ana Llonch (org.). Enfermagem
pediátrica: a criança, o adolescente e sua família no hospital. Barueri: Manole, 2008.
MARCONDES, Eduardo. Pediatria básica. 7. ed. Sarvier, 1985
MANUAL de exame físico para a prática da enfermagem em pediatria. 2. ed. São
Paulo: Iátria, 2009.
HOCKENBERRY, Marilyn J.; WILSON, David. Wong, fundamentos de enfermagem
pediátrica. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BRASIL. Congresso. Câmara dos Deputados. Estatuto da criança e do adolescente: lei
n. 8.069, de 13 de julho de 1990. 18. ed. São Paulo: Saraiva, 2011.
PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA (BRASIL). Atenção integrada às doenças
prevalentes na infância: implantação e avaliação no Brasil. Rio de Janeiro, RJ: Editora
Fiocruz, 2006
SILVA, Sóstenes Ericson Vicente da (Org.). A questão do uso de álcool e outras drogas
por adolescentes. Maceió: EDUFAL, 2011.
BEE, Helen L. A criança em desenvolvimento. 9. ed. Porto Alegre: Artmed, 2003
BRASIL. Ministério da Saúde/ABEN – Adolescer Brasília 2001
WHALEY E WONG. Enfermagem em pediatria. Elementos essenciais à intervenção
efetiva. Guanabara Koogan. 1996.
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de normas e rotinas de Imunização.
BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção Integrada às Doenças prevalentes na infância.
MARCONDES, Eduardo. Pediatria Básica. São Paulo: Savier.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações
Programáticas Estratégicas. Prevenção e tratamento dos agravos resultantes da violência
sexual contra mulheres e adolescentes: Norma técnica. 3. ed. Brasilia , DF: MS, 2011.
Saúde da Mulher 2
Disciplina
Métodos e Processos de Enfermagem 2,
Saúde da Mulher 1
Pré-Requisito
Semestre
6º
Carga Horária
180 horas
66
EMENTA: Estudo teórico prático da intervenção de enfermagem no processo saúdedoença da mulher em situações gestacional e puerperal, considerando o perfil
epidemiológico da região para nortear o estudo dos agravos mais incidentes.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
RICCI, Susan Scott. Enfermagem materno-neonatal e saúde da mulher. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, c2008.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações
Programáticas Estratégicas. Prevenção e tratamento dos agravos resultantes da violência
sexual contra mulheres e adolescentes: Norma técnica. 3. ed. Brasilia , DF: MS, 2011.
LOPES, Maria Helena Baena de Moraes. Enfermagem na saúde da mulher. Goiânia,
GO: AB, 2006
FERNANDES, Rosa Aurea Quintella; NARCHI, Nádia Zanon (Orgs.). Enfermagem e
saúde da mulher. Barueri: Manole, 2007.
FIGUEIREDO, José Eduardo ferreira de; AZEVEDO, Maria de Fátima. Enfermagem
no cuidado materno e neonatal. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
BARROS, Sonia Maria de Oliveira de (org.). Enfermagem no ciclo gravídico-puerperal.
Barueri, SP: Manole, 2006
ZIEGEL, Erna; CRANLEY, Mecca S. Enfermagem obstétrica. 8. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara, 1985
MARROQUIM, Pajuçara Maria Guimarães; MAGALHÃES, Rebecca Ann Shaner.
Amamentar, por que não?. Maceió, AL: EDUFAL, 2006.
SOARES, Francisco José Passos; MARROQUIM, Pajuçara Maria Guimarães.
Aleitamento materno. Maceió: EDUFAL, 2005
REZENDE, Jorge de. Obstetrícia. 11.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010
REZENDE FILHO , Jorge de; MONTENEGRO, Carlos Antonio Barbosa. Obstetrícia
fundamental. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008
ZUGAIB obstetrícia. São Paulo: Manole, 2008
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
PAISM – Programa de Assistência à saúde da Mulher. Ministério da Saúde: São Paulo,
1981.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher:
Brasília, 1984.
DELACIO & GUARIENTO. Obstetrícia Normal. 3ª ed. Savier.: São Paulo, 1987.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual Técnico: Assistência ao Pré-natal de Baixo Risco.
Brasília, 2000.
MONTENEGRO, Rezende. Obstetrícia Fundamental. 9ª ed.Rio de Janeiro:Guanabara
Koogan,2003.
ANDRIS, Deborah A. et al; traduzido por Carlos Henrique Consedey; revisão Isabel
Cristina Fonseca da Cruz. Semiologia: bases para a Prática Assistencial. Rio de Janeiro:
Guanaba Koogan, 2006 (publicada pela Editora LAB).
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual Técnico: Urgências e Emergências Maternas.
Brasília.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual Técnico: Gestação de Alto Risco. Brasília.
DELACIO & GUARIENTO. Obstetrícia Normal. 3ª ed. Savier.: São Paulo, 1987.
MONTENEGRO, Rezende. Obstetrícia Fundamental. 9ª ed.Rio de Janeiro:Guanabara
Koogan,2003.
67
Gestão em Enfermagem
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
6º
Carga Horária
120 horas
EMENTA: Estuda bases teóricas da gestão de serviços de saúde e suas aplicações no
processo de trabalho de enfermagem. Instrumentaliza o aluno ao exercício da função
administrativa do enfermeiro na sua unidade de trabalho.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
KURCGANT, Paulina; TRONCHIN, Daisy Maria Rizatto (Coord.) Gerenciamento em
enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005
KURCGANT, Paulina, coord. Administração em enfermagem. EPU, 1991
MIRANDA, Sonia Maria Rezende Camargo de (Org). A Enfermagem na gestão em
atenção primária à saúde. Manole, 2002.
MARQUES, Bessier L; HUSTON, Carol J. Administração e liderança em enfermagem:
teoria e prática. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010
GESTÃO do serviço de enfermagem no mundo globalizado. Rio de Janeiro: Rubio,
2009.
MALAGON-LONDOÑO, Gustavo; MORERA, Ricardo Galán; LAVERDE, Gabriel
Pontón. Administração hospitalar. 3. ed. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 2010
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier: Campus,
2008.
CHIAVENATO. I. Introdução a Teoria Geral da Administração. 7ª ed. São Paulo:
Campos, 2004.
CUNHA, Kathia de Carvalho. Gerenciamento na Enfermagem: Novas Práticas e
Competências. São Paulo: Martinari, 2005.
MALAGUTTI, William; CAETANO, Karen. Gestão do Serviço de Enfermagem no
Mundo Globalizado. Rio de Janeiro: Rubio, 2009.
MERHY EE, FRANCO TB. Trabalho em Saúde. In: Pereira IB, Lima JCF (org.).
Dicionário da Educação Profissional em Saúde. - 2.ed. rev. ampl. - Rio de Janeiro:
EPSJV, 2008. p. 427-32
NETO Gonzalo Vecina & MALIK Ana Maria (orgs). Gestão em Saúde. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2011.
7º PERÍODO - TRONCO PROFISSIONALIZANTE
Saúde da Criança e do Adolescente 2
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
Métodos e Processos de Enfermagem 2
7º
Carga Horária
180 horas
EMENTA: Estuda as intervenções de enfermagem no processo saúde-doença da
criança e do adolescente, considerando o perfil epidemiológico dos sujeitos do estudo
em face das diferentes realidades sociais e das políticas públicas de saúde.
68
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ALMEIDA, Fabiane de Amorim; SABATÉS, Ana Llonch (org.). Enfermagem
pediátrica: a criança, o adolescente e sua família no hospital. Barueri: Manole, 2008.
MARCONDES, Eduardo. Pediatria básica. 7. ed. Sarvier, 1985
MANUAL de exame físico para a prática da enfermagem em pediatria. 2. ed. São
Paulo: Iátria, 2009.
HOCKENBERRY, Marilyn J.; WILSON, David. Wong, fundamentos de enfermagem
pediátrica. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BRASIL. Congresso. Câmara dos Deputados. Estatuto da criança e do adolescente: lei
n. 8.069, de 13 de julho de 1990. 18. ed. São Paulo: Saraiva, 2011.
PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA (BRASIL). Atenção integrada às doenças
prevalentes na infância: implantação e avaliação no Brasil. Rio de Janeiro, RJ: Editora
Fiocruz, 2006
SILVA, Sóstenes Ericson Vicente da (Org.). A questão do uso de álcool e outras drogas
por adolescentes. Maceió: EDUFAL, 2011.
BEE, Helen L. A criança em desenvolvimento. 9. ed. Porto Alegre: Artmed, 2003
BRASIL. Ministério da Saúde/ABEN – Adolescer Brasília 2001
WHALEY E WONG. Enfermagem em pediatria. Elementos essenciais à intervenção
efetiva. Guanabara Koogan. 1996.
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de normas e rotinas de Imunização.
BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção Integrada às Doenças prevalentes na infância.
MARCONDES, Eduardo. Pediatria Básica. São Paulo: Savier.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações
Programáticas Estratégicas. Prevenção e tratamento dos agravos resultantes da violência
sexual contra mulheres e adolescentes: Norma técnica. 3. ed. Brasilia , DF: MS, 2011.
Saúde do Adulto 1
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
Métodos e Processos de Enfermagem 1
7º
Carga Horária
180 horas
EMENTA: Estudo teórico-prático da intervenção e gerenciamento de enfermagem no
processo saúde doença da pessoa adulta, considerando o perfil epidemiológico da região
para nortear o estudo dos agravos mais incidentes envolvendo o grupo assistido.
Assistência à família e cuidadores.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BARROS, Alba Lucia Botura Leite de et al. Anamnese e exame físico: avaliação
diagnóstica de enfermagem no adulto. Porto Alegre: Artmed, 2002.
ATKINSON, Leslie D; MURRAY, Mary Ellen. Fundamentos de enfermagem:
introdução ao processo de enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara, 1989
BRUNNER, Lilian Sholtis; SUDDARTH, Doris Smith; SMELTZER, Suzanne C;
BARE, Brenda G; HINKLE, Janice L.; CHEEVER, Kerry H. Tratado de enfermagem
médico-cirúrgica. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008
DUGAS, Beverly Witter; DYMOND, Barbara Marie Du Gas. Enfermagem prática. 4.
ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988
69
MARIA, Vera Lúcia Regina. Exame clínico de enfermagem do adulto: focos de atenção
psicobiológicos como subsídios para diagnósticos de enfermagem. 2. ed. São Paulo:
Iatria, 2003
ROTHROCK, Jane C.; MCEWEN, Donna R (Et. al). Alexander cuidados de
enfermagem ao paciente cirúrgico. 13 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007
SOUZA, Regina Marcia Cardoso de; CALIL, Ana Maria; PARANHOS, Wana Yeda;
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
SALLUM, Ana Maria Calil; PARANHOS, Wana Yeda (Edit.). O enfermeiro e as
situações de emergência. 2. ed. São Paulo, SP: Atheneu, 2010.
FORTES, Julia Ikeda. Enfermagem em emergências: noções básicas de atendimento
pré-hospitalar. 2. ed. São Paulo: EPU, 2008.
MALVESTIO, Marisa Amaro. Atuação no trauma: uma abordagem para a enfermagem.
GOMES, Alice Martins. Enfermagem na unidade de terapia intensiva. 3. ed. atual. São
Paulo: EPU
CHAPLEAU, Will. Manual de emergências: um guia para primeiros socorros. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2008
CARPENITO-MOYET, Lynda Juall. Manual de diagnósticos de enfermagem. 11. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2008.
CARPENITO-MOYET, Lynda Juall. Diagnósticos de enfermagem: aplicação à prática
clínica. 11. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009
CONSELHO INTERNACIONAL DE ENFERMEIROS. CIPE, versão 1: Classificação
Internacional para a Prática de Enfermagem, versão 1.0. São Paulo, SP: Algol, 2007
HINRICHSEN, Sylvia Lemos. Biossegurança e controle de infecções: risco sanitário
hospitalar. Rio de Janeiro: Medsi, 2004
SOUZA, Elizabeth Moura Soares de. Processamento de artigos em estabelecimentos de
saúde: informações básicas. Maceió, AL: EDUFAL, 2007.
HERMANN, Hellma; PEGORARO, Aildes dos Santos. Enfermagem em doenças
transmissiveis. EPU, 1986.
OLIVEIRA, Adriana Cristina de. Infecções hospitalares: epidemiologia, prevenção e
controle. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
FISCHBACH, Frances Talaska; DUNNING, Marshall Barnett. Manual de enfermagem:
exames laboratoriais e diagnósticos. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010
POTTER, P. et al. Grande Tratado de Enfermagem Prática Clínica e Prática
Hospitalar.1ª ed Atheneu. São Paulo, 1995
Saúde do Idoso
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
Métodos e Processos de Enfermagem 1
7º
Carga Horária
120 horas
EMENTA: Estudo teórico-prático da intervenção e gerenciamento de enfermagem no
processo saúde-doença da pessoa idosa, considerando o perfil epidemiológico da região
para nortear o estudo dos agravos mais incidentes envolvendo o grupo assistido,
instrumentalizando o estudante para assistir o idoso nos vários campos de atuação do
enfermeiro, enfocando as mudanças psicológicas, biológicas, sociais e espirituais
características do envelhecimento e as principais patologias que acometem o idoso.
70
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ROACH, Sally S. Introdução à enfermagem gerontológica. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2003
MENICALLI, Ana Maria. Saúde do idoso e a enfermagem: processo de envelhecimento
sob múltiplos aspectos. São Paulo: Iátria, 2010
DUARTE, Yeda Aparecida de Oliveira; DIOGO, Maria Jose D'Elboux. Atendimento
domiciliar: um enfoque gerontológico. São Paulo: Atheneu, 2005
ENVELHECIMENTO e contingências da vida. Campinas, SP: Alínea, 2011.
PY, Ligia. Velhice nos arredores da morte: a interdependência na relação entre idosos e
seus familiares.. Porto Alegre: 2004
ELIOPOULOS, Charlotte. Enfermagem gerontológica. 5. ed. Porto Alegre: Artmed,
2005.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
ANDERSON, M.I.P. Depressão. In : CALDAS, C. P.A. Saúde do idoso: a arte de
cuidar. Rio de Janeiro : UERJ, 1998. p. 78-83.
BRASIL, Lei n. 8.642, 1994. Dispõe sobre a Política Nacional do Idoso e dá outras
providências. Brasília (DF), 2003
BRASIL, Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências. Brasília (DF),
2003.
CALDAS, C. P. A saúde do idoso: a arte de cuidar. Rio de Janeiro : UERJ, 1998.
CANTERA, R. Geriatria – guias práticos de Enfermagem. McGraw – Hill, Rio de
Janeiro, 1996
CIAMPONE, M.H.T.; PEDUZZI, M. Trabalho em equipe e trabalho em grupo no
Programa de Saúde da Família. Rev.Bras.Enf., v.53, n.especial, p.143-47, dez 2000
SCHNEIDER, J. Manual de Geriatria. Ed. Roca. São Paulo. 1985
REVISTA BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA. Rio de Janeiro:
Universidade Estadual do Rio de Janeiro,1998-. Quadrimestral.
Seminário de Pesquisa 1
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
Metodologia Científica e da Pesquisa Aplicada à Saúde
7º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Aprofunda o estudo da metodologia da pesquisa, fazendo distinção entre
abordagens qualitativas e quantitativas. Aborda as principais correntes explicativas para
o fenômeno do conhecimento: positivismo, fenomenologia e materialismo. Acompanha
e finaliza a formulação de um projeto de trabalho de conclusão de curso (TCC).
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BASTOS, Cleverson Leite; KELLER, Vicente. Aprendendo a aprender: introdução à
metodologia científica. 18. ed. Petrópolis: Vozes, 2005.
CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; SILVA, Roberto da. Metodologia
científica. 6. ed. São Paulo: Person Prentice Hall, 2007.
LAKATOS, Eva Maria; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia científica: ciência e
conhecimento científico, métodos científicos, teoria, hipóteses e variáveis, metodologia
jurídica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
71
KÖCHE, José Carlos. Fundamentos de metodologia científica: teoria da ciência e
iniciação à pesquisa. 27. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia
científica. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do trabalho
científico: procedimentos básicos, pesquisa bibliografica, projeto e relatório,
publicações e trabalhos científicos. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2009
PEREIRA, Jose Matias. Manual de metodologia da pesquisa científica. 3. ed. São
Paulo, SP: Atlas, 2012.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. São Paulo:
Cortez, 2007.
KERLINGER, Fred N. (Fred Nichols). Metodologia da pesquisa em ciências sociais:
um tratamento conceitual. São Paulo: EPU, 1980
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa:
planejamento e execução de pesquisas, amostragens e tecnicas de pesquisa, elaboração,
analise e interpretação de dados. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2006
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas,
2010.
MACHADO, Anna Rachel; LOUSADA, Eliane Gouvea; ABREU-TARDELLI, Lília
Santos. Resenha. São Paulo: Parábola, 2004.
MARQUES, Mario Osorio. Escrever é preciso: o princípio da pesquisa. 5. ed. Ijuí, RS:
UNIJUÍ, 2006.
BASTOS, Lília da Rocha. Manual para a elaboração de projetos e relatórios de
pesquisa, teses, dissertações e monografias. 6. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 2004
CASTRO, Cláudio de Moura. A prática da pesquisa. 2. ed. São Paulo: McGraw-Hill do
Brasil, c2006..
ANDRADE, Maria Lúcia C. V. O. Resenha. São Paulo: Paulistana, 2009.
BARROS, Aidil de Jesus Paes de; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Projeto de
pesquisa: propostas metodológicas. 18. ed. Petrópolis: Vozes, 2009
MINAYO, Maria Cecilia de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em
saúde. 4. ed. São Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: ABRASCO, 1996
8º PERÍODO - TRONCO PROFISSIONALIZANTE
Saúde Mental
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
Métodos e Processos de Enfermagem 1
8º
Carga Horária
160 horas
EMENTA: Aborda o processo saúde-doença mental e as modalidades de intervenção
especificas do campo da enfermagem considerando o desenvolvimento humano nas suas
diferentes fases, o perfil epidemiológico da região, os agravos mais prevalentes e as
políticas públicas atuais voltadas para área.
72
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
RODRIGUES, Antonia Regina Furegato. Enfermagem psiquiátrica: saúde mental:
prevenção e intervenção. São Paulo: EPU, 1996
ENFERMAGEM psiquiátrica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
STEFANELLI, Maguida Costa; FUKUDA, Ilza Marlene Kuae; ARANTES, Evalda
Cançado (Org). Enfermagem psiquiátrica: em suas dimensões assistenciais. Barueri, SP:
Manole, 2008
TOWNSEND, Mary C. Enfermagem psiquiátrica: conceitos de cuidados. 3. ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2002
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
FIGLIE, Neliana Buzi; LARANJEIRA, Ronaldo. Aconselhamento em dependência
química. 2. ed. São Paulo: Roca, 2010KAPCZINSKI, Flávio; QUEVEDO, João;
IZQUIERDO, Iván. Bases biológicas dos transtornos psiquiátricos. 3. ed., rev. e atual.
Porto Alegre: Artmed, 2011
AMARANTE, Paulo. Loucos pela vida. A tragetoria da reforma psiquiátrica no Brasil.
Rio de Janeiro. Fio Cruz. 1995.
AMARANTE, Paulo. Psiquiatria Social e Reforma Psiquiátrica. Rio de Janeiro, Fio
Cruz. 1994.
ASSIS, M.O. O alienista. S'ao Paulo. Ed. Atica S.A.. 1992.
COELHO, P. Verônica Decide Morrer Rio de Janeiro Objetiva. 1998
IRVING, Sasau. R.N. Enfermagem Psiquiátrica Básica Rio de Janrio Interamerica 1978
Saúde do Adulto 2
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
Métodos e Processos de Enfermagem 2
8º
Carga Horária
180 horas
EMENTA: Estudo teórico-prático da intervenção e gerenciamento de enfermagem no
processo saúdedoença da pessoa adulta, considerando o perfil epidemiológico da região
para nortear o estudo dos agravos mais incidentes envolvendo o grupo assistido.
Assistência à família e cuidadores.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BARROS, Alba Lucia Botura Leite de et al. Anamnese e exame físico: avaliação
diagnóstica de enfermagem no adulto. Porto Alegre: Artmed, 2002.
ATKINSON, Leslie D; MURRAY, Mary Ellen. Fundamentos de enfermagem:
introdução ao processo de enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara, 1989
BRUNNER, Lilian Sholtis; SUDDARTH, Doris Smith; SMELTZER, Suzanne C;
BARE, Brenda G; HINKLE, Janice L.; CHEEVER, Kerry H. Tratado de enfermagem
médico-cirúrgica. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008
DUGAS, Beverly Witter; DYMOND, Barbara Marie Du Gas. Enfermagem prática. 4.
ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988
MARIA, Vera Lúcia Regina. Exame clínico de enfermagem do adulto: focos de atenção
psicobiológicos como subsídios para diagnósticos de enfermagem. 2. ed. São Paulo:
Iatria, 2003
ROTHROCK, Jane C.; MCEWEN, Donna R (Et. al). Alexander cuidados de
enfermagem ao paciente cirúrgico. 13 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007
73
SOUZA, Regina Marcia Cardoso de; CALIL, Ana Maria; PARANHOS, Wana Yeda;
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
SALLUM, Ana Maria Calil; PARANHOS, Wana Yeda (Edit.). O enfermeiro e as
situações de emergência. 2. ed. São Paulo, SP: Atheneu, 2010.
FORTES, Julia Ikeda. Enfermagem em emergências: noções básicas de atendimento
pré-hospitalar. 2. ed. São Paulo: EPU, 2008.
MALVESTIO, Marisa Amaro. Atuação no trauma: uma abordagem para a enfermagem.
GOMES, Alice Martins. Enfermagem na unidade de terapia intensiva. 3. ed. atual. São
Paulo: EPU
CHAPLEAU, Will. Manual de emergências: um guia para primeiros socorros. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2008
CARPENITO-MOYET, Lynda Juall. Manual de diagnósticos de enfermagem. 11. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2008.
CARPENITO-MOYET, Lynda Juall. Diagnósticos de enfermagem: aplicação à prática
clínica. 11. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009
CONSELHO INTERNACIONAL DE ENFERMEIROS. CIPE, versão 1: Classificação
Internacional para a Prática de Enfermagem, versão 1.0. São Paulo, SP: Algol, 2007
HINRICHSEN, Sylvia Lemos. Biossegurança e controle de infecções: risco sanitário
hospitalar. Rio de Janeiro: Medsi, 2004
SOUZA, Elizabeth Moura Soares de. Processamento de artigos em estabelecimentos de
saúde: informações básicas. Maceió, AL: EDUFAL, 2007.
HERMANN, Hellma; PEGORARO, Aildes dos Santos. Enfermagem em doenças
transmissiveis. EPU, 1986.
OLIVEIRA, Adriana Cristina de. Infecções hospitalares: epidemiologia, prevenção e
controle. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
FISCHBACH, Frances Talaska; DUNNING, Marshall Barnett. Manual de enfermagem:
exames laboratoriais e diagnósticos. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010
POTTER, P. et al. Grande Tratado de Enfermagem Prática Clínica e Prática
Hospitalar.1ª ed Atheneu. São Paulo, 1995
Seminário de Pesquisa 2
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
Metodologia Científica e da Pesquisa Aplicada à Saúde
8º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Aprofunda o estudo da metodologia da pesquisa, fazendo distinção entre
abordagens qualitativas e quantitativas. Aborda as principais correntes explicativas para
o fenômeno do conhecimento: positivismo, fenomenologia e materialismo. Acompanha
e finaliza a formulação de um projeto de trabalho de conclusão de curso (TCC).
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BASTOS, Cleverson Leite; KELLER, Vicente. Aprendendo a aprender: introdução à
metodologia científica. 18. ed. Petrópolis: Vozes, 2005.
CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; SILVA, Roberto da. Metodologia
científica. 6. ed. São Paulo: Person Prentice Hall, 2007.
74
LAKATOS, Eva Maria; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia científica: ciência e
conhecimento científico, métodos científicos, teoria, hipóteses e variáveis, metodologia
jurídica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
KÖCHE, José Carlos. Fundamentos de metodologia científica: teoria da ciência e
iniciação à pesquisa. 27. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia
científica. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do trabalho
científico: procedimentos básicos, pesquisa bibliografica, projeto e relatório,
publicações e trabalhos científicos. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2009
PEREIRA, Jose Matias. Manual de metodologia da pesquisa científica. 3. ed. São
Paulo, SP: Atlas, 2012.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. São Paulo:
Cortez, 2007.
KERLINGER, Fred N. (Fred Nichols). Metodologia da pesquisa em ciências sociais:
um tratamento conceitual. São Paulo: EPU, 1980
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa:
planejamento e execução de pesquisas, amostragens e tecnicas de pesquisa, elaboração,
analise e interpretação de dados. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2006
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas,
2010.
MACHADO, Anna Rachel; LOUSADA, Eliane Gouvea; ABREU-TARDELLI, Lília
Santos. Resenha. São Paulo: Parábola, 2004.
MARQUES, Mario Osorio. Escrever é preciso: o princípio da pesquisa. 5. ed. Ijuí, RS:
UNIJUÍ, 2006.
BASTOS, Lília da Rocha. Manual para a elaboração de projetos e relatórios de
pesquisa, teses, dissertações e monografias. 6. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 2004
CASTRO, Cláudio de Moura. A prática da pesquisa. 2. ed. São Paulo: McGraw-Hill do
Brasil, c2006..
ANDRADE, Maria Lúcia C. V. O. Resenha. São Paulo: Paulistana, 2009.
BARROS, Aidil de Jesus Paes de; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Projeto de
pesquisa: propostas metodológicas. 18. ed. Petrópolis: Vozes, 2009
MINAYO, Maria Cecilia de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em
saúde. 4. ed. São Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: ABRASCO, 1996
Disciplina
Metodologia do Ensino Aplicada a Enfermagem
Pré-Requisito
Semestre
8º
Carga Horária
80 horas
EMENTA: Abordar temas relacionados ao processo ensino-aprendizagem e seus
elementos constitutivos, buscando instrumentalizar os educandos para o desempenho da
função educativa da(o) enfermeira(o), considerando-a primordial para o exercício
profissional em qualquer área de atuação. Para tanto, discute prática educativa,
enfermagem e sociedade, democratização do ensino, compromisso social e ético da(o)
75
enfermeira(o) educadora(o), objetivos educacionais, conteúdos, métodos e meios de
ensino, planejamento em educação, relação professor-aluno, avaliação do processo
ensino-aprendizagem.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ANTUNES, Celso. Manual de técnicas de dinâmica de grupo de sensibilização de
ludopedagogia. Petropolis, RJ: Vozes, 1994.
BASTABLE, Susan Bacorn. O enfermeiro como educador: princípios de ensinoaprendizagem para a prática de enfermagem . 3. ed. -. Porto Alegre: Artmed, 2010.
ARANHA, Maria Lucia de Arruda. Filosofia da educação. 3. ed. São Paulo: Moderna,
2006
SOUZA, João Francisco de. Atualidade de Paulo Freire: contribuição ao debate sobre a
educação na diversidade cultural. São Paulo: Cortez, 2002.
TONET, Ivo. Educação, cidadania e emancipação humana. Ijui, RS: UNIJUÍ, 2005.
FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação?. 15. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 9. ed.
São Paulo: Paz e terra, 1998.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. Cortez, 1994
LUCKESI, Cipriano. Filosofia da educação. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2011
LUCKESI, Cipriano. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22. ed.
São Paulo: Cortez, 2011.
MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo:
EPU, 1986
PILETTI, Claudino. Didática geral. 24. ed. São Paulo: Ática, 2010
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
ESTEBAN. Maria Tereza (org). Avaliação: uma prática em busca de novos sentidos.
3ed. Rio de Janeiro: DP&A. 2001.
FREIRE. P. Educação como prática da liberdade. 23ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
1999.
9º PERÍODO - TRONCO PROFISSIONALIZANTE
Estágio Supervisionado em HG e UBS 1
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
Todas as disciplinas anteriores
9º
Carga Horária
500 horas
EMENTA: Estágio em ambiente hospitalar e na rede básica de saúde, caracterizando-se
por vivência efetiva de situações concretas de trabalho no campo profissional.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
SANTOS, Viviane Euzébia Pereira; VIANA, Dirce Laplaca. Fundamentos e práticas
para estágio em enfermagem. 4. ed. São Caetano do Sul, SP: Yendis, 2010
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
Serão utilizadas as bibliografias das disciplinas dos semestres anteriores.
76
10º PERÍODO - TRONCO PROFISSIONALIZANTE
Estágio Supervisionado em HG e UBS 2
Disciplina
Pré-Requisito
Semestre
Todas as disciplinas anteriores
10º
Carga Horária
500 horas
EMENTA: Estágio em ambiente hospitalar e na rede básica de saúde, caracterizando-se
por vivência efetiva de situações concretas de trabalho no campo profissional.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
SANTOS, Viviane Euzébia Pereira; VIANA, Dirce Laplaca. Fundamentos e práticas
para estágio em enfermagem. 4. ed. São Caetano do Sul, SP: Yendis, 2010
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
Serão utilizadas as bibliografias das disciplinas dos semestres anteriores.
7.7 EMENTÁRIO E BIBLIOGRAFIA DAS DISCIPLINAS ELETIVAS
Disciplina
Semestre indicado
Comunicação oral e escrita para a Enfermagem
1º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Estudo dos diferentes gêneros textuais e noções de comunicação oral e
escrita. Diretrizes para a leitura, análise e interpretação de textos acadêmicos, no campo
da enfermagem.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BERLO, David Kenneth. O Processo da comunicação: introdução à teoria e à pratica.
10. ed. São Paulo, SP: Martins Fontes, 2003
CASTELLIANO, Tania. A comunicação e suas diversas formas de expressão. Rio de
Janeiro, RJ; São Paulo, SP: Record, 2000
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 22. ed. rev. e ampl.
Cortez, 2002
FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação?. 15. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BAGNO, Marcos. A língua de Eulália - novela sociolinguística. 17. ed. São Paulo:
Contexto, 2011.
MACHADO, Anna Rachel (coord.); LUSADA, Eliane; ABREU-TARDELLI, Lília
Santos. Planejar gêneros acadêmicos. São Paulo: Parábola, 2005.
ORLANDI, Eni Puccinelli. A linguagem e seu funcionamento – as formas do discurso.
4. ed. Campinas/SP: Pontes, 2006.
77
______. Interpretação - autoria, leitura e efeitos do trabalho simbólico. 5. ed.
Campinas/SP: Pontes, 2007.
Enfermagem e Tecnologias em Saúde
Disciplina
Semestre indicado
1º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Tecnologias da saúde, da enfermagem e da informática, necessárias às ações
desenvolvidas pelos profissionais da saúde. Compreensão sobre o conhecimento e
inovação tecnológica aplicáveis às práticas de cuidado em saúde e enfermagem.
Informática/informatização da assistência. Tecnologias para segurança do paciente.
Protocolos de cuidado. Métodos e instrumentos de cuidar e educar em enfermagem.
Avaliação tecnológica em saúde.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BRUNNER, Lilian Sholtis; SUDDARTH, Doris Smith; SMELTZER, Suzanne C;
BARE, Brenda G; HINKLE, Janice L.; CHEEVER, Kerry H. Tratado de enfermagem
médico-cirúrgica. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
Ministério da Educação Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências da
Saúde Programa de Pós-Graduação em Enfermagem - Mestrado Évora YDM. As
possibilidades de uso da internet na pesquisa em enfermagem. Revista Eletrônica de
Enfermagem, 2004;6(3):1-6.
ALFARO-LEFEVRE, Rosalinda. Aplicação do processo de enfermagem: uma
ferramenta para o pensamento crítico. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010
CONSELHO INTERNACIONAL DE ENFERMEIROS. CIPE, versão 1: Classificação
Internacional para a Prática de Enfermagem, versão 1.0. São Paulo, SP: Algol, 2007
CARPENITO-MOYET, Lynda Juall. Manual de diagnósticos de enfermagem. 11. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2008.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
CAPRON, H. L.; JOHSON, J. A. (colabs). Introdução à informática. 8. ed. São Paulo:
Pearson Pretince Hall, 2004.
FOINA, P. R. Tecnologia de informação: planejamento e gestão. 2.ed. São Paulo: Atlas,
2009.
IDOETA, I. V.; CAPUANO, F. G. Elementos de eletrônica digital. São Paulo: Érica,
2001.
O´BRIEN, J. A. Sistemas de Informações e as Decisões Gerenciais na Era da Internet.
2. ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2004.
Biblioteca Virtual em Saúde (BVS)
Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS);
Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE);
Revistas Baseadas-evidências (EBE, MBE);
Revisões Sistemáticas (Biblioteca Cochane Library);
Portal Capes;
Biblioteca Eletrônica Scientific Electronic Library Online (SCIELO);
Descritores em Ciências da Saúde (DECS);
US National Library of Medicine National Institutes of Health (PUBMED); Base de
dados de enfermagem (BDENF);
78
Acervo da Biblioteca do Ministério da Saúde (MS);
Acervo da Biblioteca da Organização Pan-Am. Saúde (OPAS);
Sistema de Informação da Biblioteca da OMS (WHOLIS)
Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS)
Disciplina
Semestre indicado
2º
Carga Horária
60 horas
EMENTA: Estudo da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), da sua estrutura
gramatical, de expressões manuais, gestuais e do seu papel para a comunidade surda.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
QUADROS, Ronice Müller de. Educação de surdos: a aquisição da linguagem. Porto
Alegre: ARTMED, 1997
FERREIRA, Lucinda. Por uma gramática de línguas de sinais. 2. ed. Rio de Janeiro, RJ:
Tempo Brasileiro, 2010
GÓES, Maria Cecília Rafael de. Linguagem, surdez e educação. 3. ed. Campinas, SP:
Autores Associados, 2002
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
NOGUEIRA, Jorge Luiz Fireman. Uso do software hagáquê para a prática da língua
portuguesa escrita da pessoa com surdez. Maceió: EDUFAL, 2011
GESSER, Audrei, LIBRAS? que língua é essa?: crenças e preconceitos em torno da
língua de sinais e da realidade surda. São Paulo, Parábola Editorial, 2009.
QUADROS, R. M. O tradutor e intérprete de língua brasileira de sinais. BRASÍLIA,
SEESP/MEC, 2004.
Disciplina
Semestre indicado
Prática baseada em evidências aplicada à enfermagem
2º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Contextualização histórica e conceitual do movimento da Prática Baseada
em Evidências e sua aplicabilidade; delineamento das principais diferenças entre as
pesquisas bibliográficas: narrativa ou tradicional, revisão integrativa da literatura e
revisão sistemática da literatura; realização de busca sistemática eletrônica nas bases de
dados da literatura científica, a fim de identificar a melhor evidência disponível.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BOAVENTURA, Edivaldo M.. Como ordenar as idéias. 8. ed. : Ática, 2005
CASTRO, Cláudio de Moura. A prática da pesquisa. 2. ed. São Paulo: McGraw-Hill do
Brasil, 2006
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa:
planejamento e execução de pesquisas, amostragens e tecnicas de pesquisa, elaboração,
analise e interpretação de dados. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2006
MARQUES, Mario Osorio. Escrever é preciso: o princípio da pesquisa. 5. ed. Ijuí, RS:
UNIJUÍ, 2006.
JUCÁ, Mario. Metodologia da pesquisa em saúde. Maceió: EDUFAL, 2006.
79
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BERNARDO, WM; NOBRE, MR; JANETE,F. A prática clínica baseada em
evidências. Parte II - buscando as evidências em fontes de informação. Rev Assoc Med
Bras 2004; 50(1): 104- 8.
CRUZ, DALM; PIMENTA, CAM. Prática baseada em evidências, aplicada ao
raciocínio diagnóstico. Rev Latino-am Enfermagem 2005; 13(3):415-22.
CULLUM, N; CILISKA, D; HAYNES, RB; SUSAN, M. Enfermagem baseada em
evidências: uma introdução. Porto Alegre: Artmed, 2010.
DOMENICO, EBL; IDE, CAC. Enfermagem Baseada em Evidências: Princípios e
Aplicabilidades. Rev Latino-am Enfermagem 2003; 11(1):115-8.
GALVÃO, CM; SAWADA, NO; TREVIZAN, MA. Revisão sistemática: recurso que
proporciona a incorporação das evidências na prática da enfermagem. Rev Latino-am
Enfermagem 2004; 12(3):549-56.
MENDES, KDS; SILVEIRA, RCCP; GALVÃO, CM. Revisão integrativa: método de
pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto &
contexto enferm. 2008;17(4):758-64.
PEDROLO E; DANSKI, MTR; MINGORANCE, P; LAZZARI, LSM; MÉIER, MJ;
CROZETA, K. A Prática Baseada em Evidências como Ferramenta para Prática
Profissional do Enfermeiro. Cogitare Enferm 2009; 14(4):760-3.
POLIT, DF; BECK, CT. Fundamentos de pesquisa em enfermagem: métodos, avaliação
e utilização. 7° ed. Porto Alegre: Artmed; 2011.
SOUZA, MT; SILVA, MD; CARVALHO, R. Revisão integrativa: o que é e como
fazer. Einstein. 2010; 8(1 Pt 1):102-6.
Biblioteca Virtual em Saúde (BVS)
Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS);
Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE);
Revistas Baseadas-evidências (EBE, MBE);
Revisões Sistemáticas (Biblioteca Cochane Library);
Portal Capes;
Biblioteca Eletrônica Scientific Electronic Library Online (SCIELO);
Descritores em Ciências da Saúde (DECS);
US National Library of Medicine National Institutes of Health (PUBMED); Base de
dados de enfermagem (BDENF);
Acervo da Biblioteca do Ministério da Saúde (MS);
Acervo da Biblioteca da Organização Pan-Am. Saúde (OPAS);
Sistema de Informação da Biblioteca da OMS (WHOLIS)
Anatomia Topográfica Humana
Disciplina
Semestre indicado
3º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Estudo da forma e função dos segmentos corpóreos de forma topográfica o
corpo humano, abordando os sistemas: esquelético, articular, muscular, circulatório,
respiratório, digestório, urogenital, nervoso e sua importância no âmbito do profissional
da saúde.
80
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
DÂNGELO, José Geraldo; FATTINI, Carlo Américo. Anatomia humana básica. São
Paulo: Atheneu, 2006.
DÂNGELO, José Geraldo; FATTINI, Carlo Américo. Anatomia básica dos sistemas
orgânicos: com a descrição dos ossos, junturas, músculos, vasos e nervos. São Paulo:
Atheneu, 1983.
MOORE, Keith L. Anatomia orientada para a clínica 4ª Edição Guanabara Koogan,
2001
NETTER, Frank H. Atlas de Anatomia Human. 3ª Edição ArtMed, 2004
ROHEN, Johannes Wilhelm; YOKOCHI, Chihiro; LÜTJEN-DRECOLL, Elke.
Anatomia humana: atlas fotográfico de anatomia sistêmica e regional. 6. ed. Barueri,
SP: Manole, 2007
SOBOTTA, Johannes; PABST, Reinhard (Ed.); PUTZ, Renate (Ed.) (Col.). Atlas de
anatomia humana. 22. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
MACHADO, Ângelo. Neuroanatomia Funcional. 2 Ed. São Paulo: Atheneu, 2000
JACOB, Stanley W.; FRANCONE, Clarice Ashworth; LOSSOW, Walter J. Anatomia e
fisiologia humana. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1990.
TORTORA, G.J. & GRABOWSKI, S.R. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 9ªed. Rio
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
DIDIO, L.J.A., Tratado de Anatomia, vol. 1 e 2. São Paulo: Pollus, 2002.
GOSS, C.M.Gray. Anatomia. 29º ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 1988.
SNELL, R.S. Neuroanatomia Clínica. 5ªed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.
WILLIAMS, P.L.;WARWICK, R.;DYSON, M.;BANNISTER, L.H. Gray. Anatomia.
37º ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 1995.
Sistematização da Assistência de Enfermagem
Disciplina
Semestre indicado
3º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Capacitação do aluno para a sistematização da assistência de enfermagem.
Teorias de Enfermagem. Processo de Enfermagem e suas etapas. Elementos da Prática
de Enfermagem e Classificações de Enfermagem (NANDA, NIC, NOC, CIPE, CCC).
Raciocínio Clínico, Pensamento Crítico e Acurácia Diagnóstica. Elaboração e discussão
de estudos de caso.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
GARCIA, Telma Ribeiro; EGRY, Emiko Yoshikawa. Integralidade da atenção no SUS
e sistematização da assistência de enfermagem. Porto Alegre, RS: Artmed, 2010
BRUNNER, Lilian Sholtis; SUDDARTH, Doris Smith; SMELTZER, Suzanne C;
BARE, Brenda G; HINKLE, Janice L.; CHEEVER, Kerry H. Tratado de enfermagem
médico-cirúrgica. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008
ATKINSON, Leslie D; MURRAY, Mary Ellen. Fundamentos de enfermagem:
introdução ao processo de enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara, 1989.
CARPENITO-MOYET, Lynda Juall. Manual de diagnósticos de enfermagem. 11. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2008.
81
MANUAL de exame físico para a prática da enfermagem em pediatria. 2. ed. São
Paulo: Iátria, 2009.
CARPENITO-MOYET, Lynda Juall. Diagnósticos de enfermagem: aplicação à prática
clínica. 11. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009
CRAVEN, Ruth F; HINRLE, Constance J. Fundamentos de enfermagem: saúde e
função humanas. 4. ed. São Paulo: Guanabara Koogan, 2006.
DU GAS, Beverly Witter; DYMOND, Barbara Marie Du Gas. Enfermagem prática. 4.
ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988.
DOCHTERMAN, Joanne McCloskey; BULECHEK, Gloria M. Classificação das
intervenções de enfermagem (NIC). 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2008
POTTER, Patricia A; PERRY, Anne G. Fundamentos de enfermagem. 6. ed. Rio de
Janeiro: Elsevier, c2006.
CONSELHO INTERNACIONAL DE ENFERMEIROS. CIPE, versão 1: Classificação
Internacional para a Prática de Enfermagem, versão 1.0. São Paulo, SP: Algol, 2007.
JARVIS, Carolyn. Exame físico e avaliação de saúde. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2002.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BATES, Barbara. Propedêutica Médica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
1990.
BICKLEY, Lynn S; BICKLEY, Lynn S; SZILAGYI, Peter G. Bates propedêutica
médica. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010
BARROS, Alba Lucia Botura Leite de et al. Anamnese e exame físico: avaliação
diagnóstica de enfermagem no adulto. Porto Alegre: Artmed, 2002.
Enfermagem e Terapias Complementares
Disciplina
Semestre indicado
4º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Estuda a ampliação da possibilidade de cuidar das pessoas no uso das
terapias complementares em saúde, norteando o aluno na instrumentalização de outras
formas de assistência no processo saúde-doença.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ATKINSON, Leslie D; MURRAY, Mary Ellen. Fundamentos de enfermagem:
introdução ao processo de enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara, 1989.
CRAVEN, Ruth F; HINRLE, Constance J. Fundamentos de enfermagem: saúde e
função humanas. 4. ed. São Paulo: Guanabara Koogan, 2006.
DUGAS, Beverly Witter; DYMOND, Barbara Marie Du Gas. Enfermagem prática. 4.
ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de
Atenção Básica. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS PNPIC-SUS / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de
Atenção Básica. - Brasília : Ministério da Saúde, 2006.
82
ANDRADE, Carla-Krystin; CLIFFORD, Paul. Massagem: técnicas e resultados. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2003
Portaria do Ministério da Saúde nº 971, de 03 de maio de 2006 Resolução COFEN nº
311 de 08/02/2007
VIEIRA FILHO, Henrique. NTSV - TH 001 - Código de Ética da Categoria dos
Terapeutas Holísticos. São Paulo: COAN - Conselho Nacional de Auto-Regulação e
Normatização Voluntária, 2004.
DE'CARLI, J. Reiki: apostilas Oficiais. 2ª ed. São Paulo: Madras, 2007.
LIMA, W. (org.) Pontos de mutação da saúde. Integrando corpo e mente. São Paulo:
Aleph, 2011.
SALDANHA, V. Didática Transpessoal: facilitando o ato de ensinar e de aprender.
Campinas: Mercado das letras, 2010.
CAIRO, C. Linguagem do corpo 1 - aprenda a ouvir o seu corpo para uma vida
saudável. São Paulo: Brany Editora, 2013.
BOTSARIS, A.S.; MEKLER, T. Medicina complementar: vantagens e questionamentos
sobe as terapias não convencionais. Rio de Janeiro: Record Nova Era, 2004.
PANIZZA, S. Plantas que curam: cheiro de mato. São Paulo: IBRASA, 1997. KALY,
L. Aromaterapia: a magia dos perfumes. São Paulo: Madras, 2004.
MATOS, F.J.A. Farmácias vivas: sistema de utilização de plantas medicinais projetados
para pequenas comunidades. Fortaleza: UFC, 2002.
TESKE, M.; TRENTINI, A.M.M. Compêndio de fitoterapia. Curitiba: Herbarium,
1995.
BRENNAN, B. A. Mãos de Luz: um guia para cura através do campo de energia
humana, 21 ed. São Paulo: Pensamento, 2006.
VIEIRA FILHO, H. Tutoril: terapia holística. São Paulo: CONAN - Conselho Nacional
de Auto-Regulação e Normatização Voluntária, 2004.
Biossegurança e Saúde do Trabalhador
Disciplina
Semestre indicado
4º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: O controle de infecção, procedimentos e rotinas de biossegurança,
gerenciamento de riscos e legislação vigente. Aspectos gerais do trabalho no Brasil.
Saúde do trabalhador no Brasil: legislação e Normas Regulamentadoras. Saúde do
trabalhador de enfermagem no Brasil. Estudo da assistência de enfermagem, com foco
na preservação da saúde dos pacientes, dos trabalhadores de saúde e da saúde ambiental.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
HINRICHSEN, Sylvia Lemos. Biossegurança e controle de infecções: risco sanitário
hospitalar. Rio de Janeiro: Medsi, 2004
ZOCCHIO, Álvaro. Prática da prevenção de acidentes: ABC da segurança do trabalho.
7. ed., rev. e ampl. São Paulo: Atlas, 2002.
FARIAS, Renise Bastos. SAESO - Sistematização da Assistência de Enfermagem em
Saúde Ocupacional: uma contribuição para enfermagem do trabalho. Maceió:
EDUFAL, 2007.
83
COUTO, Renato Camargos; PEDROSA, Tânia Moreira Grillo. Guia prático de infecção
hospitalar: epidemiologia, controle e tratamento. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2004.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
SOUZA, Elizabeth Moura Soares de. Processamento de artigos em estabelecimentos de
saúde: informações básicas. Maceió, AL: EDUFAL, 2007.
KROEMER, Karl H. E.; GRANDJEAN, E. (Etienne). Manual de ergonomia: adaptando
o trabalho ao homem. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2005.
IIDA, Itiro. Ergonomia: projeto e produção. 2. ed. rev. e amp. São Paulo: Edgard
Blücher, 2005.
Saúde, educação e trabalho. REVISTA POLI: Rio de Janeiro:2008-. Bimestral.
REVISTA BRASILEIRA DE MEDICINA DO TRABALHO. Belo Horizonte:
Associação Nacional de Medicina do Trabalho,2005-. Trimestral.
WEIAND, Louise Maria Lampert. Segurança e saúde no trabalho / Tárcilo Antônio
Weber; [orientada por] Roberto Sarquis Berté. Canoas, 2002.
Alcanfôr, Flávio Márcio Silva.Balanço dos dispositivos legais relacionados à segurança
e saúde do trabalhador. 2007
Angerami, V. A. A ética na saúde. São Paulo: Pioneira, 2002.
Dias, H.P. Direitose Obrigações em Saúde. ANVISA: Brasília, 2002.
SOUNIS, Emilio. Manual de higiene e medicina do trabalho / Emilio Sounis. São
Paulo: Ícone, 1993.
Saúde Coletiva
Disciplina
Semestre indicado
5º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Saúde Coletiva e seu tripé disciplinar: epidemiologia, ciências sociais,
políticas de saúde. A Saúde e sua relação com o modo e a qualidade da vida humana ao
longo do seu curso. A relação entre Saúde, Sociedade, Cultura e Ambiente, seus
determinantes e condicionamentos. Atenção a Saúde e Cidadania. Estado de Saúde da
população, Sistema de Atenção em Saúde e práticas assistenciais formais e informais.
Processo de Trabalho em Saúde. Promoção, Prevenção e processos educativos e
comunicativos em Saúde.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
FREITAS, Carlos Machado de; PORTO, Marcelo Firpo de Souza; FREITAS, Carlos
Machado de. Saúde, ambiente e sustentabilidade. Rio de Janeiro: Ed. FIOCRUZ, 2010
MACHADO, Paulo Henrique Battaglin; LEANDRO, José Augusto; MICHALISZYN,
Mario Sergio. Saúde coletiva: um campo em construção. Curitiba: Ibpex, 2006
MIRANDA, Ary Carvalho de. Saúde e ambiente sustentável: estreitando nós . Rio de
Janeiro: Fiocruz, 2002.
TERRITÓRIO, ambiente e saúde. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2008.
FLETCHER, Robert H; FLETCHER, Suzanne W. Epidemiologia clínica: elementos
essenciais. 4.ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
84
ROUQUAYROL, Maria Zélia; ALMEIDA FILHO, Naomar de. Epidemiologia &
saúde. 6. ed. Rio de Janeiro: Medsi : Guanabara Koogan, 2003.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BRASIL. Painel de indicadores do SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2006
DESLANDES, Suely Ferreira (Org). Humanização dos cuidados em saúde: conceitos,
dilemas e práicas . Rio de Janeiro: Fiocruz, 2011.
CAMPOS, G.W.S et al. Tratado de Saúde Coletiva. São Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro;
Ed.Fiocruz, 2006.
FIGUEIREDO,N.M.A. Ensinando a Cuidar em Saúde Pública. São Caetano do Sul, Sp:
Yendis Editora, 2007.
VAUGHAN, J.P e MORROW,R.H.Epidemiologia para os municípios : manual para
gerenciamento dos distritos sanitários. 2ed. São Paulo: Hucitec
Política Nacional de Saúde
Disciplina
Semestre indicado
5º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Aborda a origem da política de saúde no Brasil, os sistemas de saúde
antecessores do SUS, a reforma sanitária brasileira, a configuração legal e técnica do
SUS, seus princípios doutrinários e organizativos, bem como as atuais políticas e
programas de saúde e a atenção às populações específicas.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ARRETCH, Marta; ARRETCH, Marta. Estado federativo e politicas sociais:
determinantes da descentralização. Rio de Janeiro: Revan, 2000
BEHRING, Elaine Rossetti. Brasil em contra-reforma: desestruturação do Estado e
perda de direitos. São Paulo: Cortez, 2008
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BRASIL. Lei nº 10.216 de 06.04.2001. DOU. de 09 de abril de 2001.
BRASIL. Lei nº 8.080 de 19.09.1990. DOU de 31 de dezembro de 1990.
Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.488, de 21 de outubro de 2011. Aprova a
Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas
para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o
Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Brasília: Ministério da Saúde;
2011.
CAMPOS GWS. Reforma da Reforma: repensando a saúde. 2 ed. São Paulo: Hucitec;
1997.
CARVALHO, Guido Ivan de, SANTOS, Lenir. Sistema Único de Saúde: comentários à
Lei Orgânica da Saúde. 4 ed. Campinas, Unicamp, 2006.
FONTINELE Jr, Klinger. Programa de Saúde da Família (PSF) comentado. Goiânia,
AB, 2003.
Lobato LVC, Giovanella L. Sistemas de saúde: origens, componentes e dinâmica. In:
Giovanella L, Escorel S, Lobato LVC, Noronha JC, Carvalho AI, organizadores.
Políticas e Sistemas de Saúde no Brasil. Rio de Janeiro: FIOCRUZ; 2008. p. 107-140.
85
PAIM, Jairnilson Silva. Reforma sanitária brasileira: contribuição para a compreensão e
crítica. Salvador: EDUFBA, Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2008.
Andrade LOM, Barreto ICHC, Bezerra RC. Atenção Primária à Saúde e Estratégia
Saúde da Família. In: Campos GWS [et al.] Tratado de Saúde Coletiva. São Paulo:
Hucitec; Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz; 2006. p. 783-836.
Baptista TWF. O Direito à Saúde no Brasil: sobre como chegamos ao Sistema Único de
Saúde e o que esperamos dele. In: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio,
organizador. Textos de apoio em políticas de saúde. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2005. p.
11-42.
Brasil. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Sistema Único de Saúde / Conselho
Nacional de Secretários de Saúde. – Brasília: CONASS, 2011. 291 p. (Coleção Para
Entender a Gestão do SUS 2011, 1)
Brasil. Ministério da Saúde. Coletânea de normas para o controle social no Sistema
Único de Saúde / Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde – Brasília:
Ministério da Saúde, 2011. 208 p. – (Série E. Legislação de saúde).
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de
Humanização. Atenção Básica / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde,
Política Nacional de Humanização. Brasília: Ministério da Saúde; 2010. 256 p.: il. –
(Série B. Textos Básicos de Saúde) (Cadernos HumanizaSUS; v. 2).
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de
Humanização da Atenção e Gestão do SUS. O HumanizaSUS na atenção básica /
Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Política Nacional de Humanização
da Atenção e Gestão do SUS. Brasília: Ministério da Saúde; 2009. 40 p.: il. color. –
(Série B. Textos Básicos de Saúde).
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria Executiva. Núcleo Temático da Política
Nacional de Humanização. HumanizaSUS - Documento para gestores e trabalhadores
do SUS. Brasília; 2004.
Paim JS. Modelos de Atenção à Saúde no Brasil. In: Giovanella L, Escorel S, Lobato
LVC, Noronha JC, Carvalho AI, organizadores. Políticas e Sistemas de Saúde no Brasil.
Rio de Janeiro: FIOCRUZ; 2008. p. 547-573.
Vasconcelos CM, Pasche DF. O Sistema Único de Saúde. In: Campos GWS, Minayo
TEIXEIRA, Carmem Fontes. Modelo de atenção à saúde: promoção, vigilância e saúde
da família / autores: Carmem Fontes Teixeira, Jorge Pereira Solla. – Salvador: Edufba,
2006.
CORBO, AD; MOROSINI, MA. Saúde da Família: história recente da reorganização da
atenção à saúde. In: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, organizador.
Textos de apoio em políticas de saúde. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2005. (Série Trabalho e
Formação em Saúde). p.157-81.
SILVA, JPV; LIMA, JC. Sistema Único de Saúde: reafirmando seus princípios e
diretrizes para fazer avançar a reforma sanitária brasileira. In: Escola Politécnica de
Saúde Joaquim Venâncio, organizador. Textos de apoio em políticas de saúde. Rio de
Janeiro: Fiocruz; 2005. p. 43-73.
Aleitamento Materno
Disciplina
Semestre indicado
6º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Estuda a anatomia e fisiologia da mama enfatizando a orientação à mulher e
a prevenção de patologias relacionadas à amamentação.
86
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
SOARES, Francisco José Passos; MARROQUIM, Pajuçara Maria Guimarães.
Aleitamento materno. Maceió: EDUFAL, 2005
MARROQUIM, Pajuçara Maria Guimarães; MAGALHÃES, Rebecca Ann Shaner.
Amamentar, por que não?. Maceió, AL: EDUFAL, 2006
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (BRASIL). Banco de leite
humano: funcionamento, prevenção e controle de riscos.. Brasília, DF: ANVISA, 2008
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
ALMEIDA, Luciane P. A.. PORTO, Fernando.. Os anúncios do Jornal do Comércio de
amas de leite, contando a história do aleitamento materno no Brasil (1888 – 1890). Rio
de Janeiro: Enfermagem Brasil. Julho/Agosto.2004; 3(4): p. 213 – 223.
BALABAN, Geni . SILVA, Giselia A. P.. Efeito protetor do aleitamento materno contra
a obesidade infantil. Jornal de Pediatria. 2004.
BEREZIN, Eitan N. OTITE: Doença imunoprevinível?.Ed. Atha Comunicações &
Editora. São Paulo-SP. 2003.
GIUGLIANI, ERJ. Evolução Histórica da amamentação. In: Santos Júnior LA, (org). A
mama no ciclo gravídico-puerperal. 1ª ed. São Paulo: Atheneu, 2000.
HORTA, Wanda A.. Processso de Enfermagem. Ed. EDUSP/E.P.U. .São Paulo –
SP.1979. p. 27 – 31,38 – 41.
MAHAN, L. Kathleen. ESCOTT – STUMP, Sylvia. Alimentação, Nutrição &
Dietoterapia. Ed. ROCA. 11ª ed.São Paulo-SP. 2005.
MARCONDES, Eduardo. VAZ, Flávio A. C..Pediatria Básica. Ed. Sarvier .9ª ed.São
Paulo-SP. 2003
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manejo e Promoção do Aleitamento Materno: Curso de 18
horas para equipes de maternidades. Brasília-DF.1993. p. 21- 25.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Dez passos para uma Alimentação Saudável: Guia
Alimentar para crianças menores de dois anos. Brasília-D.F.2002.
REIS, Ana Maria C..Prevalência da Desnutrição e do Aleitamento Materno Exclusivo –
Estudo de alguns fatores. São Paulo: Nursing. Fevereiro. 2004. 7 (69): p. 17 – 21.
Enfermagem em Saúde Escolar
Disciplina
Semestre indicado
6º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Estuda o Processo de formação da identidade social da criança, enfatizando
o papel da escola nesta construção. Discute o lugar da saúde no currículo de formação
do aluno de 1º e 2º graus propondo modelo participativo de atuação junto à comunidade
escolar.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
MARCONDES, Eduardo. Pediatria básica. 7. ed. Sarvier, 1985
MANUAL de exame físico para a prática da enfermagem em pediatria. 2. ed. São
Paulo: Iátria, 2009.
HOCKENBERRY, Marilyn J.; WILSON, David. Wong, fundamentos de enfermagem
pediátrica. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
87
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
ASBAHR, Flávia da Silva Ferreira; SANCHES, Ydeliz Coelho de Souza.
Transformação social: uma possibilidade da educação escolar? In: PARO, Vitor
Henrique (org.). A teoria do valor em Marx e a Educação. São Paulo: Cortez, 2006.
BRASIL. Agenda de Compromissos para a Saúde Integral da Criança e Redução da
Mortalidade Infantil. Brasília: Ministério da Saúde, 2004.
_______.Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância – AIDIP. Brasília:
Ministério da Saúde, 2001.
_______. Caderneta de Saúde da Adolescente Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
_______. Caderneta de Saúde da Criança. Brasília: Ministério da Saúde, 2008.
_______.Impacto da Violência na Saúde das Crianças e Adolescentes. Brasília:
Ministério da Saúde, 2008.
_______. Manual de enfermagem. Programa Saúde da Família. Universidade de São
Paulo. Brasília/DF: Ministério da Saúde, 2001. p. 87-126.
_______. Manual de Rede de Frio. 3. Ed. Brasília: Ministério da Saúde: Fundação
Nacional de Saúde, 2001. FAZENDA, Ivani C. Arantes. Interdisciplinaridade: história,
teoria e pesquisa. Campinas, SP: Papirus, 1994.
FREITAS, Luiz Carlos de. Reflexões sobre a luta de classes no interior da escola
pública. In.: ORSO, Paulino José; GONÇALVES, Sebastião Rodrigues; MATTOS,
Valci Maria. (orgs.). Educação e Lutas de classes. São Paulo: Expressão Popular, 2008.
p.95-110.
FUJIMORI, E; OHARA, C.V.S. Enfermagem e a saúde da criança na atenção básica.
Editora Manole. Barueri, SP – 2009.
MÉSZÁROS, István. A Educação para além do capital. 2. ed. São Paulo: Boitempo,
2008.
SCAFF, Elisângela Alves da Silva. Diretrizes do Banco Mundial para a inserção da
lógica capitalista nas escolas brasileiras. In: PARO, Vitor Henrique (org.). A teoria do
valor em Marx e a Educação. São Paulo: Cortez, 2006.
SILVA, Sóstenes Ericson Vicente da (org.). A questão do uso de álcool e outras drogas
por adolescentes. Maceió: EDUFAL, 2011.
______. Redução de danos e uso de drogas por adolescentes e jovens: contribuições
para práticas socioeducativas. Maceió: Edufal, 2013.
Enfermagem em Saúde do Homem
Disciplina
Semestre indicado
7º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Estuda o processo de trabalho/saúde/adoecimento do sujeito masculino,
apreendendo-o enquanto social, histórico, psicológico e heterogêneo, numa perspectiva
crítica. Enfatiza a relação entre o adoecimento da população masculina e as
transformações no mundo do trabalho, com destaque para o caso brasileiro e alagoano,
tendo por referência os indicadores sociodemográficos e de saúde. Situa a Política
Nacional de Assistência Integral à Saúde do Homem à luz da Enfermagem, na dimensão
da promoção da saúde e da prevenção aos agravos que acometem a população
masculina.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
SILVA, Sóstenes Ericson Vicente da (org.). Redução de danos e prevenção do uso das
drogas: contribuições para práticas socioeducativas. Maceió: Edufal, 2013. 1º Capítulo.
88
SMELTZER, Suzanne C.; BARE, Brenda G. Brunner & Suddarth: tratado de
Enfermagem médico-cirúrgica. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. 17. ed. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 1999.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
ALVES, Giovanni. O novo (e precário) mundo do trabalho: reestruturação produtiva e
crise do sindicalismo. 2. reimp. São Paulo: Boitempo, 2010.
ENGELS, Friedrich. A origem da família, da propriedade privada e do Estado. 3 ed. São
Paulo: Editora Escala, 2009. Coleção Grandes Obras do Pensamento Universal.
GOMES, Romeu. Sexualidade masculina, Gênero e Saúde. Rio de Janeiro: Editora
Fiocruz, 2010. Coleção Criança, Mulher e Saúde.
MINAYO, Mª Cecília de Souza. Violência e Saúde. 1ª reimpressão. Rio de Janeiro:
Fiocruz, 2006. Série Temas em Saúde.
Vol. 1.
SOUZA, Diego de Oliveira (org.). Homens & Saúde na sociedade do capital. Maceió:
Edufal, 2013.
PINTO, Geraldo Augusto. A organização do trabalho no século XXI – Taylorismo,
Fordismo e Toyotismo. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2010.
BRASIL. Política Nacional de Assistência Integral de Saúde do Homem. Brasília, DF:
Ministério da Saúde, 2008.
ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do
trabalho. Ed. rev. e ampl. São Paulo: Boitempo, 2009.
BRASIL. Política Nacional de Promoção da Saúde. 3. ed. Brasília, DF: Ministério da
Saúde, 2006.
CISNE, Mirla. Gênero, Divisão Sexual do trabalho e Serviço Social. São Paulo: Outras
Expressões, 2012.
LESSA, Sergio. Trabalho e proletariado no capitalismo contemporâneo. São Paulo:
Cortez, 2007.
POCHMANN, Marcio. O emprego na globalização: a nova divisão internacional do
trabalho e os caminhos que o Brasil escolheu. 3. reimp. São Paulo: Cortez, 2007.
______. O emprego no desenvolvimento da nação. São Paulo: Cortez, 2008.
SILVA, Sóstenes Ericson Vicente da. A saúde dos trabalhadores do campo na América
Latina. In. TORRES, Adriana. (org.). Trabalho, Direitos e Políticas Sociais na América
Latina. Maceió: Edufal, 2013.
SOUZA, Diego de Oliveira; SILVA, Sóstenes Ericson Vicente da; SILVA, Neuzianne
de Oliveira. Determinantes Sociais da Saúde: reflexões a partir das raízes da “questão
social”. In. Saúde e Sociedade. São Paulo, v. 22, n.1, jan/mar, 2013, p. 44-56.
Disciplina
Semestre indicado
Enfermagem em Saúde da População Negra e Indígena
7º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Discute o cuidado à saúde da população afro brasileira e indígena,
abordando as questões étnico-raciais, as políticas e práticas de saúde, raça, racismo
institucionais, dados epidemiológicos (morbi-mortalidade, doenças e agravos
prevalentes), aspectos culturais e históricos da atenção à saúde destas populações,
propondo estudos e intervenções na temática.
89
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
LOPES, Nei. História e cultura africana e afro-brasileira. São Paulo: Barsa Planeta,
2008.
FIGUEIREDO, Claudio. BARSA PLANETA INTERNACIONAL. História e cultura
dos povos indígenas no Brasil. São Paulo: Barsa Planeta, 2009
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
ALTINI, Emília et al. (orgs.). A Política de Atenção à Saúde Indígena no Brasil: breve
recuperação sobre a política de assistência nas comunidades indígenas. Brasília: CIMI –
Conselho Indigenista Missionário, 2013.
COIMBRA JR., CEA; SANTOS, RV. Saúde, minorias e desigualdade: algumas teias de
inter-relações, com ênfase nos povos indígenas no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva,5
(1):125-132,2000.
COIMBRA JR., Carlos EA (org.). Epidemiologia e saúde dos povos indígenas no
Brasil. Rio de Janeiro: Ed. FIOCRUZ/ABRASCO, 2005.
LAGUARDIA, Josué. O Uso da Variável "Raça" na Pesquisa em Saúde. PHYSIS: Rev.
Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 14(2):197-234, 2004.
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO. Convenção n° 169 sobre
povos indígenas e tribais e Resolução referente à ação da OIT / Organização
Internacional do Trabalho. - Brasilia: OIT, 2011
OLIVEIRA, JR. A Atenção Básica e a Saúde da População Negra. In: Riscado JLS,
Oliveira MAB (organizadores). Quilombolas, guerreiros alagoanos: AIDS, prevenção e
vulnerabilidades. Maceió: EDUFAL, 2011.
OLIVEIRA, MAB; BRITO, AMBB. A trajetória do racismo e a violência sofrida pela
mulher negra: uma questão de saúde pública. In: Riscado JLS, Oliveira MAB
(organizadores). Quilombolas, guerreiros alagoanos: AIDS, prevenção e
vulnerabilidades. Maceió: EDUFAL, 2011.
PASSOS, F; VILELA, RQB; ALMEIDA LS. (orgs.). Xucuru-Kariri: saúde na Fazenda
Canto. Maceió: EDUFAL, 2005. (Coleção Índios do Nordeste: temas e problemas).
SANTOS, RV; CARDOSO, AM; GARNELO, L; COIMBRA JR, CEA; CHAVES,
MBG. Saúde dos Povos Indígenas e Políticas Públicas no Brasil. In: GIOVANELLA, L.
et al (Orgs.). Políticas e Sistemas de Saúde no Brasil. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2008.
p.1035-1056.
VILELA, RQB; ALMEIDA, LS. O negro em Alagoas: história e doença falciforme. In:
Riscado JLS, Oliveira MAB (organizadores). Quilombolas, guerreiros alagoanos:
AIDS, prevenção e vulnerabilidades. Maceió: EDUFAL, 2011.
BATISTA, LE; WERNECK, J; LOPES, F. (orgs.). Saúde da população negra. 2. ed. Brasília, DF: ABPN – Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, 2012. (Coleção negras e negros: pesquisas e debates / Coordenação Tânia Mara Pedroso
Müller).
BATISTA, Luís Eduardo; WERNECK, Jurema; LOPES, Fernanda (orgs.). Saúde da
população negra 2. ed. -- Brasília : ABPN - Associação Brasileira de Pesquisadores
Negros, 2012.
MIRANDA, Ary Carvalho de. Saúde e ambiente sustentável: estreitando nós . Rio de
Janeiro: Fiocruz, 2002. ABRASCO, 343 p ISBN 857541013X (broch.).
OLIVEIRA FILHO, João Pacheco de (Org). A viagem da volta: etinicidade, política e
reelaboração no Nordeste Indígena. 2. ed. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2004.
LOPES, Maria Auxiliadora; BRAGA, Maria Lúcia de Santana (orgs.). Acesso e
permanência da população negra no ensino superior. Brasília, DF: UNESCO, 2007
90
Disciplina
Semestre indicado
Exames Complementares aplicados à assistência de enfermagem
8º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Interpretação dos exames complementares hematológicos.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
WALLACH, Jacques B. Interpretação de exames laboratoriais. 8. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2009
FISCHBACH, Frances Talaska; DUNNING, Marshall Barnett. Manual de enfermagem:
exames laboratoriais e diagnósticos. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
OLIVEIRA et al. Métodos de laboratório aplicados a clínica - técnica e interpretação. 8º
edição. Guanabara Koogan, 2001. 664.
HENRY, John Bernard. Diagnósticos clínicos e tratamento por métodos laboratoriais.
20º Ed. Editora Manole, 2008. 1670.
DEVLIN, T. M. Manual de bioquímica com correlações clínicas. 5. ed. São Paulo:
Editora Edgard Blucher, 2007. 1084.
Enfermagem em Urgência e Emergência
Disciplina
Semestre indicado
8º
Carga Horária
40 horas
EMENTA: Compreensão das condições de urgência/emergência, objetivando
estabelecer as prioridades de assistência ao indivíduo nos aspectos bio-psico-sóciocultural e ambiental nessas condições, com desenvolvimento de habilidades no
atendimento ao suporte básico de vida e manobra de Heimlich. Abordagem do
indivíduo em primeiros socorros, afogamento e aspiração de corpo estranho. Noções de
biossegurança na urgência e emergência. Profilaxia da vacina anti-tetânica e contra
hepatite.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
GOMES, Alice Martins. Emergência: planejamento e organização da unidade.
assistência de enfermagem. São Paulo: EPU 1994.
GOMES, Alice Martins. Enfermagem na unidade de terapia intensiva. 3. ed. atual. São
Paulo: EPU, 2008
CHAPLEAU, Will. Manual de emergências: um guia para primeiros socorros. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2008
FORTES, Julia Ikeda. Enfermagem em emergências: noções básicas de atendimento
pré-hospitalar. 2. ed. São Paulo: EPU, 2008.
SALLUM, Ana Maria Calil; PARANHOS, Wana Yeda (Edit.). O enfermeiro e as
situações de emergência. 2. ed. São Paulo, SP: Atheneu, 2010.
91
BIBLIOGRAFICA COMPLEMENTAR:
FARO, Ana Cristina Mancussi e (Org). Enfermagem em emergências ortopédicas.
Barueri: Manole, 2011
GIGLIO-JACQUEMOT, A. Urgências e emergências em saúde. Fiocruz, 2005
HAFEN, B. Q. Guia de primeiros socorros para estudantes. 7 ed. Manole, 2002.
NATIONAL SAFETY COUNCIL. Primeiros socorros. 4 ed. São Paulo: Editora Randal
Fonseca Ltda, 2002.
PIRES, M. T. B. Erazo, manual de urgências em pronto-socorro. 8.ed. Guanabara
Koogan, 2006.
KNOBEL, E. Condutas no paciente grave. 3 ed. Atheneu, 2007.
COELHO, M. et al. O socorro, o socorrido e o socorrer. Cuidar/cuidados de
enfermagem em emergência. Rio de Janeiro: Escola de enfermagem Anna Nery, 1999.
BERGERON, J. D.; BIZJAK, G. Primeiros Socorros. São Paulo: Atheneu, 1999.
92
8 TECNOLOGIAS DIGITAIS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TDIC)
A implantação de plataforma de ensino e a capacitação dos docentes da
UFAL para o uso das ferramentas da Tecnologia Digital da Informação e da
Comunicação têm sido pontos estruturantes para a transformação das aulas tradicionais,
levando a universidade para um novo patamar de interação e facilitando a acessibilidade
e a melhor integração de docentes e discentes às atividades acadêmicas.
Para essa consolidação a UFAL está se comprometendo com duas ações
básicas preponderantes: a) a substituição dos seus sistemas informatizados acadêmicos e
administrativos; b) reestruturação da rede lógica, em especial o aumento de velocidade e
o alcance da rede, permitindo salas de aula verdadeiramente eletrônicas.
Está, portanto, atenta a novas tendências e desafios para a sociedade em um
mundo contemporâneo e buscando sempre novas práticas pedagógicas.
No Curso de Enfermagem, a tecnologia digital da informação e
comunicação é utilizada como ferramenta de trabalho do professor e do aluno através de
mídias como: computador, smartphone, televisão, tablet, vídeo, dentre outras.
As ferramentas de Tecnologia Digital da Informação e da Comunicação
estão disponibilizadas por meio de softwares, redes sociais, Sistema Acadêmico,
Ambientes Virtuais de Aprendizagem, como a Plataforma Moodle.
No Curso de Enfermagem é possível utilizar a Plataforma Moodle para
aulas na modalidade a distância e ou semi presencias desde que não ultrapasse os 20%
(vinte por cento) da carga horária total do curso, conforme orienta a Portaria MEC Nº
4.059, de 10 de dezembro de 2004.
O uso das TICs, por parte dos estudantes com necessidades educacionais
favorece não só o aprendizado, mas a participação, com autonomia, na vida acadêmica.
Assim, a UFAL possui o Núcleo de Assistência Educacional – NAE – visando
promover e facilitar a acessibilidade pedagógica, metodológica de informação e
comunicação conforme previstas na Política de Acessibilidade. Desta forma, os
docentes são incentivados a buscar junto a esses núcleos orientações sobre o uso devido
dessas tecnologias.
93
9 ESTÁGIOS CURRICULARES
9.1 ESTÁGIOS CURRICULARES NÃO OBRIGATÓRIOS
Os estágios curriculares e não obrigatórios deverão ser acompanhados pelo
Coordenador de Estágios do Curso, indicado pelo Colegiado, nomeado por Portaria, que
se responsabilizará pelos trâmites legais. No estágio não-obrigatório, o coordenador de
estágios deverá avaliar e autorizar os campos de práticas, antes do aluno iniciar as
atividades, assinar os termos de compromisso e tramitar para a formalização do estágio,
atentar ao seguro do aluno, que é de responsabilidade do serviço; bem como
acompanhar a evolução do aluno e intervir no que for necessário. O aluno deverá
procurar o Coordenador de Estágios antes de iniciar um estágio não obrigatório a fim de
receber as devidas orientações.
9.2 ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO
O estágio supervisionado obrigatório é configurado como um componente
curricular obrigatório e segue às leis de estágio – Lei Federal 11.788, DCNs, Res.
71/2006 UFAL. Tem duração de 1000 (mil) horas, como recomendado pelas Diretrizes
Curriculares para a Formação do Enfermeiro, realizado nos dois últimos semestres do
curso. Deste total, metade será realizada em unidade de Saúde de média ou alta
complexidade tecnológica, com internamento. A outra metade será realizada em
unidades básicas de saúde do município de Arapiraca e de outros municípios do agreste
alagoano, onde esteja implantada a Estratégia Saúde da Família, em locais a serem
definidos anualmente, conforme a disposição dos gestores municipais em discutir e
pactuar as condições mínimas para a realização do estágio.
Das 500 horas que o discente deverá cumprir em cada semestre, pode-se destinar
até 10% da carga horária para os seminários e os momentos de avaliação junto com o
preceptor e o supervisor acadêmico. As demais horas devem ser destinadas para as
atividades práticas no campo de estágio.
O estágio curricular é compreendido como o momento em que o aluno
experimenta o processo de ser enfermeiro ainda na supervisão dos docentes do curso e
preceptores de serviços. É a etapa em que ele exercita a atuação profissional,
vivenciando diretamente os cenários de prática, participando ativamente dos processos
de trabalho, aplicando o conjunto de conhecimentos adquiridos ao longo do curso e,
94
mais que isso, exercitando a sua capacidade crítica, reflexiva, numa postura que respeita
os princípios éticos que sustentam a prática profissional, numa atitude propositiva.
O acompanhamento e supervisão dos estagiários são de responsabilidade
compartilhada, com participação dos enfermeiros dos serviços que os receberão, desde a
elaboração do plano de estágio até a avaliação final, assumindo a supervisão direta
desses alunos. A Universidade Federal de Alagoas responsabiliza-se pela assinatura dos
convênios e pelo deslocamento dos professores supervisores para que compareçam pelo
menos a cada quinze dias para acompanhar o desenvolvimento de seu plano de trabalho.
No estágio Supervisionado, o coordenador de Estágios deverá providenciar o
convênio dos Campos de Práticas com a UFAL, a solicitação dos seguros, os termos de
compromisso, ofícios, distribuição de alunos por campo de prática, construção de
instrumentos de avaliação, acompanhamento de freqüência, inserção de notas no
sistema acadêmico, reuniões, dentre outros.
É importante salientar que estará apto para matricular-se no estágio
supervisionado obrigatório, apenas o estudante que já cumpriu todas as disciplinas
práticas do curso.
95
10 ATIVIDADES COMPLEMENTARES – AC
Conforme regulamento aprovado pelo Colegiado do Curso de Enfermagem, as
Atividades complementares (AC) se configuram como a parte de Carga Horária flexível
do Curso de Enfermagem do Campus de Arapiraca, composta de 280 horas, onde será
complementada com a participação das atividades complementares.
As AC têm como objetivo estimular a participação dos alunos e alunas em
experiências diversificadas que contribuam para a formação profissional, em que:
Devem possuir relação direta com os objetivos do curso e serem devidamente
comprovadas.
Caberá ao aluno participar de AC que privilegiem a construção de
comportamentos sociais, humanos, culturais e profissionais. Tais atividades
serão adicionais às demais atividades acadêmicas e deverão contemplar os
grupos de atividades descritos abaixo.
As AC são integradas por diversos tipos de atividades e estudos agrupados em
três modalidades. É importante ressaltar que as disciplinas curriculares, os
estágios obrigatórios e os trabalhos de curso não podem ser considerados como
AC.
A carga horária das AC poderá ser distribuída ao longo do curso e não poderá
ser preenchida com um só tipo de atividade, devendo constar obrigatoriamente
no histórico escolar dos alunos.
A integralização curricular será considerada efetivada após o aluno haver
cumprido, além do conteúdo programático da parte fixa, a carga horária
referente às partes fixa e flexível do Currículo pleno, consubstanciada na
elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
O objetivo das AC é enriquecer os currículos dos cursos de graduação em
enfermagem, possibilitando aos alunos o aprofundamento de atividades complementares
a estrutura curricular básica, contribuindo assim para o desenvolvimento de
competências e habilidades importantes para a sua formação profissional. As AC
possibilitam o reconhecimento de conhecimentos, competências e habilidades,
adquiridas pelos alunos, tanto no contexto interno, quanto fora do âmbito institucional,
de acordo com as modalidades descritas abaixo:
96
Poderão ser consideradas como AC, ações que façam parte do eixo de pesquisa,
ensino e extensão e outras ações de caráter acadêmico.
Serão consideradas atividades de pesquisa:
1º - participação em projetos de iniciação científica da instituição, excluindo o TCC
(Trabalho de Conclusão do Curso).
2º - resumos ou artigos completos publicados em periódicos científicos.
3º - trabalhos desenvolvidos pelos alunos, sob orientação docente, apresentados na
instituição ou externamente, em atividades extra sala de aula e extra disciplina
específica, em eventos científicos ou seminários.
4º - trabalhos desenvolvidos pelos alunos, sob orientação docente, apresentados em
eventos científicos e seminários internos ou externos, publicados em anais.
5º - livros ou capítulos de livros publicados.
6º - participação em grupos de pesquisa ou núcleos de estudos ligados ao curso de
Enfermagem e/ou áreas afins.
Serão consideradas como atividades de extensão:
1º - participação em projetos de extensão, com ou sem bolsa, sob a orientação de um
professor da instituição.
2º - participação efetiva em diretórios e centros acadêmicos, entidades de classe,
conselhos e colegiados ligados ao curso de enfermagem.
3º - participação em atividades voluntárias e campanhas comunitárias devidamente
comprovadas pela instituição acolhedora.
4º - participação em programas de intercâmbio institucional, nacional e/ou
internacional.
5º - organização de eventos na instituição
6º - organização de eventos externos da instituição
7º - participação como autor ou coautor de trabalhos apresentados em eventos
científicos ou culturais promovidos pela instituição;
8º - participação como autor ou coautor de trabalhos em eventos científicos ou culturais
externos à instituição.
Serão consideradas como atividades de ensino:
1º - Atividades de Monitoria: As atividades de monitoria de disciplinas do currículo do
curso de enfermagem, voluntárias ou remuneradas.
97
2º - Serão considerados para fins de atividade complementar o aluno que estiver
realizando o estágio não obrigatório, desenvolvido mediante a assinatura do termo de
compromisso entre a UFAL e a instituição cedente.
3º - participação de cursos, minicursos, workshops promovidos pela instituição ou fora
dela.
4º – Realização de disciplinas em outros cursos de graduação e pós-graduação na UFAL
ou em outras instituições de ensino superior, que seja de áreas correlatas ou afins com a
enfermagem.
O registro acadêmico das AC será promovido de acordo com o Quadro
abaixo:
Quadro 2 – Descrição do registro acadêmico das atividades complementares (AC), do
Curso de Enfermagem – UFAL/Campus Arapiraca
Grupo de
Atividades
Modalidades das
Atividades
Característica e Avaliação das
Atividades
Documento
Comprobatório
Atividades
de Extensão
e Gestão
Participação em
Projetos de
Extensão
Devem ser realizados em áreas
correlata à Enfermagem e
supervisionados por docentes
da UFAL
Trabalhos apresentados em
eventos científicos ou
culturais, como congressos,
jornadas, seminários e outros.
Certificado/
Declaração e
Relatório
Trabalhos
apresentados em
Eventos
Participação em
C.A., diretórios,
entidades de classe,
conselhos e
colegiados.
Participação em
atividades e
campanhas
voluntárias
Programas de
Intercâmbio
Participação em
Eventos
Organização de
Eventos
Devem ser pertinentes ao
Curso de Enfermagem
Devem ser realizadas em
caráter voluntário e serem
pertinentes a área de
enfermagem.
Devem ser pertinentes ao
Curso de Enfermagem
Devem ser pertinentes ao
Curso de Enfermagem
Devem ser pertinentes ao
Curso de Enfermagem
Carga
Horária
Limite
Até 180
horas
Certificado
com/sem anais,
cópia da
publicação ou
aceite da
publicação
Certificado/
Declaração
Até 100
horas
Certificado/
Declaração
Até 60
horas
Certificado/
Declaração
Certificado/
Declaração
Certificado/
Declaração
Até 120
horas
Até 100
horas
Até 80
horas
Até 80
horas
98
Grupo de
Atividades
Modalidade das
Atividades
Característica e Avaliação das
Atividades
Documento
Comprobatório
Atividades
de Ensino
Disciplina não
prevista no
currículo de
enfermagem
Podem ser realizadas em
outros cursos de graduação e
pós-graduação (alunos que já
tenham curso superior
concluído) desta IES ou em
outras Instituições de Ensino
Superior, no Curso de
Enfermagem ou áreas afins.
Depende da prévia autorização
deste Curso.
Deve ser pertinente as
disciplinas do currículo de
Enfermagem
Deve ser pertinente as
disciplinas do currículo do
curso de enfermagem e ter
assinado o termo de
compromisso.
Devem ser pertinentes a área
de enfermagem.
Projetos de pesquisa ou
pesquisas em áreas afins a
enfermagem. Devem ser
certificados pelo professor
orientador com o total de
horas empregadas para a
pesquisa.
Artigos publicados em jornais,
revistas ou periódicos da
enfermagem ou áreas
correlatas.
Histórico
fornecido pela
Instituição onde
conste a
aprovação e o
programa da
disciplina.
Monitoria de
Ensino
Estágio Não
Obrigatório
Atividades
de Pesquisa
Cursos, minicursos,
oficinas, workshops
Pesquisa
Artigos Publicados
Carga
Horária
Limite
Até 80
horas
Certificado/
Declaração e
Relatório
Certificado/
Declaração e
Relatório
Até 120
horas
Certificado/
Declaração
Declaração e
Relatório assinado
pelo professor
orientador
Até 180
horas
Até 120
horas
Cópia da
publicação ou
aceite da
publicação
50 horas
por
publicação.
Máx. 100
horas
60 horas
por livro/
capítulo
publicado
Até 80
horas
Até 80
horas
Livros Publicados
Livros ou capítulos de livros
publicados pertinentes a área
de enfermagem.
Cópia do livro ou
capítulo
Participação em
Grupo de Pesquisa
Participação em
Núcleo/ Grupo de
Estudo
Participação em
Coleta de Dados
Deve ser atestada pelo
coordenador do Grupo.
Deve ser atestada pelo
coordenador do Grupo.
Declaração
Deve ser atestada pelo
coordenador da Pesquisa.
Declaração
Declaração
Até 180
horas
Até 40
horas
O professor responsável pelo desenvolvimento e organização das AC deve
pertencer ao Núcleo Docente Estruturante – NDE, sendo subordinado à coordenação do
curso de enfermagem, exercendo as seguintes atribuições:
1º - cumprir, para efeito de cômputo dos pontos atribuídos às AC, o estabelecido neste
regulamento;
99
2º - divulgar amplamente as possibilidades de atividades e/ou estudos a serem
desenvolvidos pelos alunos;
3º - adotar formas sistemáticas, específicas e alternativas de acompanhamento e
avaliação das AC;
4º - realizar, sempre que necessárias reuniões com a direção e/ou professores
orientadores de AC;
5º - encaminhar devidamente rubricada à Coordenação do Curso de Enfermagem, para
fins de registro e arquivamento, a documentação comprobatória entregue pelos alunos,
documentos esses que serão arquivados na coordenação, empasta própria do aluno, até a
expedição do diploma.
6º - realizar a computação dos pontos das atividades, cuja validação é solicitada pelo
aluno na forma de AC, divulgando os pareceres aos interessados e cumprindo os prazos
estabelecidos pelo calendário acadêmico da instituição.
7º - elaborar semestralmente relatório das AC e encaminhar ao Colegiado do Curso de
Enfermagem para avaliação e aprovação.
Compete ao Colegiado do Curso avaliar e aprovar o relatório elaborado pelo
professor responsável pelas AC, esclarecer eventuais dúvidas referentes à interpretação
das presentes normas, bem como suprir suas lacunas.
As AC não poderão ser aproveitadas para fins de dispensa de disciplinas que
integram o currículo do curso.
O aluno não necessita realizar todas as atividades elencadas nos artigos
anteriores, porém é obrigatória a participação na atividade de extensão e em pelo menos
1 (uma) dos três grupos de atividades (Pesquisa, Extensão, Ensino). Quando o aluno
ingressa através de transferência de outra instituição de ensino superior é possível
aproveitar aquelas AC desenvolvidas naquele curso, cabendo à Coordenação analisar a
pertinência ou não da atividade e atribuir-lhe carga horária. Os casos omissos serão
decididos pelo Colegiado de Curso.
100
11 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é um estudo realizado pelo aluno e
orientado por um professor da UFAL, o qual, engloba atividades práticas e/ou teóricas
permitindo ao aluno a ampliação, aplicação e demonstração dos conhecimentos
adquiridos ao longo do curso e também aplicar a metodologia científica na execução do
mesmo.
De acordo com a resolução nº 25/2005 CEPE de 26 de outubro de 2005, o TCC
não constitui uma disciplina, não tendo, portanto, carga horária fixa semanal, no
entanto, de acordo com o Projeto que está sendo proposto, possui uma carga horária de
40h semestral, e é considerado um componente curricular obrigatório para a
integralização do curso.
Deverá constar de uma pesquisa científica desenvolvida pelo aluno sob orientação
de um professor da UFAL. A orientação de uma pesquisa por um professor externo ao
curso será permitida desde que sua solicitação como Professor-Orientador tenha sido
aprovada pelo Colegiado do Curso.
Os temas abordados nos TCC’s deverão preferencialmente ser direcionados para a
linha de pesquisa: Cuidado em saúde e Enfermagem nas diferentes fases da vida e
grupos específicos, com quatro eixos: 1- Cuidado saúde e enfermagem à criança e ao
adolescente; 2- Cuidado em saúde e enfermagem ao adulto e ao idoso; 3- Cuidado em
saúde e enfermagem à mulher; 4- Cuidado em saúde mental e enfermagem. A linha
proposta para a realização das pesquisas no Curso, sejam através dos trabalhos de
conclusão de curso ou de iniciação científica, tem o objetivo de organizar a pesquisa no
Curso, direcionando os alunos na escolha do objeto de pesquisa e de seus orientadores.
O desenvolvimento do TCC será obrigatório ao aluno a partir do sétimo período.
Deverá seguir a formatação de acordo com as normas do Manual de TCC do Curso e
deverá ser entregue em três vias ao Coordenador de TCC, que destinará estas vias aos
membros da banca avaliadora.
O agendamento da data de defesa de um TCC deve ser feito pelo orientador à
Coordenação de TCC do Curso, que encaminhará para o colegiado do Curso. O
colegiado homologará as defesas dos TCC’s. O aluno poderá defender o TCC a partir
do sétimo período. A defesa do TCC deverá ser avaliada por uma banca composta por,
no mínimo, três avaliadores, sendo um desses, o orientador do trabalho. Poderá ser
101
convidado um avaliador externo ao curso, a critério do orientador. Entretanto o
avaliador externo deverá ser preferencialmente graduado em Enfermagem.
A reprovação do aluno no Trabalho de Conclusão de Curso ou a não entrega deste
por qualquer que seja o motivo, acarretará no empecilho de colação de grau, sendo o
aluno obrigado a repetir a disciplina TCC por mais um semestre para a obtenção do
título de enfermeiro.
O Coordenador de TCC será indicado pelo colegiado do Curso, nomeado por
Portaria e terá um papel primordial nesta etapa do Curso. Ele quem providenciará os
ofícios, declarações, instrumentos de avaliação dos TCCs, composição das bancas
avaliadoras, divulgação pública das defesas, homologação das bancas pelo colegiado;
receberá as cópias dos TCCs, consolidará as notas para serem entregues à coordenação
do Curso inserir no Sistema Acadêmico, coordenará o Seminário de Defesa dos TCCs,
dará suporte ao aluno para buscar o orientador, dentre outras atividades.
102
12 COLEGIADO DO CURSO
O Colegiado de Curso de Graduação é órgão vinculado à Unidade Acadêmica,
com o objetivo de coordenar o funcionamento acadêmico de Curso de Graduação, seu
desenvolvimento e avaliação permanente, sendo composto de:
I. 05 (cinco) professores efetivos, vinculados ao Curso e seus respectivos suplentes, que
estejam no exercício da docência, eleitos em Consulta efetivada com a comunidade
acadêmica, para cumprirem mandato de 02 (dois) anos, admitida uma única recondução;
II. 01 (um) representante do Corpo Discente, e seu respectivo suplente, escolhido em
processo organizado pelo respectivo Centro ou Diretório Acadêmico, para cumprir
mandato de 01 (um) ano, admitida uma única recondução;
III. 01 (um) representante do Corpo Técnico-Administrativo, e seu respectivo suplente,
escolhidos dentre os Técnicos da unidade acadêmica, eleito pelos seus pares, para
cumprir mandato de 02 (dois) anos, admitida uma única recondução.
O Colegiado terá 01 (um) Coordenador e seu Suplente, escolhidos pelos seus
membros dentre os docentes que o integram.
São atribuições do Colegiado de Curso de Graduação:
I. coordenar o processo de elaboração e desenvolvimento do Projeto Pedagógico do
Curso, com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais, no perfil do profissional
desejado, nas características e necessidades da área de conhecimento, do mercado de
trabalho e da sociedade;
II. coordenar o processo de ensino e de aprendizagem, promovendo a integração
docente-discente, a interdisciplinaridade e a compatibilização da ação docente com os
planos de ensino, com vistas à formação profissional planejada;
III. coordenar o processo de avaliação do Curso, em termos dos resultados obtidos,
executando e/ou encaminhando aos órgãos competentes as alterações que se fizerem
necessárias;
IV. colaborar com os demais Órgãos Acadêmicos;
V. exercer outras atribuições compatíveis.
103
13 AVALIAÇÃO
13.1 AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM
Para garantir o enfoque pedagógico com perspectiva ativa de ensino a avaliação
de aprendizagem não pode ser considerada como ponto final da aprendizagem. Ela tem
que fazer parte do processo ensino aprendizagem. Deve haver uma transformação no
papel, de aplicação de exames pontuais para avaliação propriamente dita, com a
intenção de identificar as falhas e os problemas, para garantir a qualidade do
aprendizado.
O estudante deve ter garantido o direito de ter um retorno de sua avaliação para
efetivamente progredir no seu processo de construção do conhecimento. Para tanto,
mesmo sendo necessário respeitar as normas institucionalizadas pela IES, que serão
expostas mais adiante no tópico específico da avaliação de aprendizagem. A prática dos
professores deve ser de avaliação constante e retorno contínuo para os discentes. As
estratégias de avaliação ficam a critério de cada professor e vão depender dos objetivos
de ensino, apenas a frequência constante e a prática formativa é que devem ser
respeitadas.
A instituição de nível superior UFAL preconiza as seguintes orientações que
devem ser obedecidas no decorrer do processo:
O desempenho mínimo para a aprovação direta é de nota 7,0, em escala de zero a
10,0.
A avaliação do rendimento escolar se dará através de: Avaliação Bimestral (AB), em
número de 02 (duas) por semestre letivo; Prova Final (PF), quando for o caso.
Em cada bimestre, o aluno que tiver deixado de cumprir 01 (um) ou mais dos
instrumentos de avaliação terá a sua nota, na Avaliação Bimestral (AB) respectiva,
calculada considerando-se a média das avaliações programadas e efetivadas pela
disciplina.
Em cada disciplina, o aluno que alcançar nota inferior a 7,0 (sete) em uma das 02
(duas) Avaliações Bimestrais, terá direito, no final do semestre letivo, a ser
reavaliado naquela em que obteve menor pontuação, prevalecendo, neste caso, a
maior nota.
104
A Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais será a média aritmética, apurada até
centésimos, das notas das 02 (duas) Avaliações Bimestrais.
Será aprovado, livre de prova final, o aluno que alcançar Nota Final (NF) das
Avaliações Bimestrais, igual ou superior a 7,00 (sete).
Estará automaticamente reprovado o aluno cuja Nota Final (NF) das Avaliações
Bimestrais for inferior a 5,00 (cinco).
O aluno que obtiver Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais igual ou superior a
5,00 (cinco) e inferior a 7,00 (sete), terá direito a prestar a Prova Final (PF).
A Prova Final (PF) abrangerá todo o conteúdo da disciplina ministrada e será
realizada no término do semestre letivo, em época posterior às reavaliações,
conforme o Calendário Acadêmico da UFAL.
Será considerado aprovado, após a realização da Prova Final (PF), em cada
disciplina, o aluno que alcançar média final igual ou superior a 5,5 (cinco inteiros e
cinco décimos).
O cálculo para a obtenção da média final é a média ponderada da Nota Final (NF)
das Avaliações Bimestrais, com peso 6 (seis), e da nota da Prova Final (PF), com
peso 4 (quatro).
Terá direito a uma segunda chamada o aluno que, não tendo comparecido à Prova
Final (PF), comprove impedimento legal ou motivo de doença, devendo requerê-la
ao respectivo Colegiado do Curso no prazo de 48 (quarenta e oito) horas após a
realização da prova.
A Prova Final, em segunda chamada, realizar-se-á até 05 (cinco) dias após a
realização da primeira chamada, onde prevalecerá o mesmo critério disposto no
Parágrafo único do Art. 16.
O aluno poderá ter 25 % de faltas, onde os atestados médicos deverão ser entregues
em até 72 horas do início da licença, para submeter-se ao crivo da junta médica
oficial.
13.2 AUTO-AVALIAÇÃO DO CURSO
A auto-avaliação do curso deve ser realizada pela Comissão Própria de
Avaliação (CPA) da UFAL, formada por membros representantes do corpo docente, do
105
técnico-administrativo e do discente, como também pelo NDE anualmente. É um
processo de análise interna do curso, sistematizado na forma de questionário que
verificará sua organização, administração e execução, ordenando informações para
interpretá-las, bem como as possíveis omissões e equívocos, no intuito de evitá-los no
futuro, bem como, dar um feedback à comunidade.
A importância deste processo é permitir ao curso definir seus próprios
elementos de avaliação, buscando a excelência sem perder a sua identidade, na
perspectiva de consolidar os vínculos existentes entre o curso de enfermagem, toda a
comunidade acadêmica e a comunidade profissional, contribuindo com a redução das
dissonâncias comuns entre a formação profissional e a prática da atuação nas unidades
de saúde.
A avaliação também se procede mediante a análise dos relatórios das
Atividades Docentes, entregues periodicamente. A Comissão de avaliação envia à
coordenação, um resumo das Atividades Didáticas Complementares.
A Coordenação de Pesquisa e Extensão também deve enviar ao
Coordenador do Curso, relatório das atividades de pesquisa e extensão em atividade e
desenvolvimento. Todo esse material será discutido e avaliado para procederem as
alterações necessárias no momento oportuno do curso. A Direção Geral e Acadêmica do
Campus de Arapiraca receberão cópias dos resumos e do parecer final do colegiado.
Todos os problemas diagnosticados no processo avaliativo devem ser
investigados de forma particular pelos membros do NDE e do colegiado do curso e são
lançadas propostas de solução e/ou solicitados meios e estratégias por parte da gestão
local ou central. Cada caso, demanda ações específicas. Seguem alguns exemplos:
Para o número insuficiente de docentes capacitados para assumirem as
disciplinas básicas do Curso e consequente sobrecarga dos professores
enfermeiros que assumem disciplinas específicas e básicas (diagnosticadas tanto
pela auto avaliação do curso quanto pela última avaliação de reconhecimento do
MEC) – São feitas diversas solicitações oficiais à gestão local e central para a
contratação de novos professores e é sugerido o compartilhamento de
professores de outros cursos da área da saúde e de áreas afins.
Para a ausência de associação entre a capacitação acadêmica de alguns docentes
com a área em que estava inserido (diagnosticado tanto pela auto avaliação
quanto pela última avaliação de reconhecimento do MEC) – Dentro das
possibilidades e das necessidades do curso, é periodicamente, realizado pelo
106
colegiado e pelo NDE, um estudo de associação entre a competência profissional
do docente e área em que está inserido e, de acordo com os resultados, caso haja
a possibilidade, são sugeridas mudanças para adaptação e correlação entre
capacitação e área de atuação. Algumas mudanças já foram realizadas.
Para a baixa titulação acadêmica do corpo docente (que foi diagnosticada na
última avaliação de reconhecimento do MEC) – Praticamente todo o corpo
docente entrou em Programas de Pós-Graduação em cursos de Mestrado e
Doutorado, aumentando a titulação e melhorando a qualificação profissional de
a qualidade do curso.
Para a ausência de professores substitutos que pudessem sustentar os professores
que estão saindo para os cursos de Pós-graduação – A maioria dos docentes
conciliou as atividades profissionais com as atividades de Mestrado, deixando
para solicitarem licença apenas para o Doutorado, com fins de não sobrecarregar
os colegas que ficam assumindo as demandas da graduação; Os colegas docentes
comprometem-se a assumir ações daqueles que saem de licença para
capacitação; Além disso, são solicitadas as contratações de professores
substitutos, sempre que possível, à Gestão Central.
13.3 ENADE
Com base nas determinações contidas na Portaria Normativa Nº 40, de 12 de
dezembro de 2007 – Institui o e-MEC, sistema eletrônico de fluxo de trabalho e
gerenciamento de informações relativas aos processos de regulação, avaliação e
supervisão da educação superior no sistema federal de educação, e o Cadastro e-MEC
de Instituições e Cursos Superiores e consolida disposições sobre indicadores de
qualidade, banco de avaliadores (Basis) e o Exame Nacional de Desempenho de
Estudantes (ENADE) e outras disposições. O Exame Nacional de Desempenho de
Estudantes (ENADE), que integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Superior (Sinaes), tem o objetivo de aferir o rendimento dos alunos dos cursos de
graduação em relação aos conteúdos programáticos, suas habilidades e competências. O
Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes – ENADE, será aplicado
periodicamente a todos os alunos dos cursos de graduação, conforme legislação definida
pelo MEC, sendo sob responsabilidade do INEP.
107
13.4 NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE (NDE)
Com base nas determinações contidas na Portaria MEC No 147/2007, de 02 de
fevereiro de 2007; no Parecer No 04, de 17 de junho de 2010 da Comissão Nacional de
Avaliação da Educação Superior – CONAES, que trata dos princípios, criação e
finalidade do Núcleo Docente Estruturante, além da Resolução CONAES No 01, de 17
de junho de 2010, que normatiza o Núcleo Docente Estruturante e dá outras
providências, o colegiado do curso de Enfermagem criou desde 2010 o Núcleo Docente
Estruturante (NDE), que é o órgão consultivo e propositivo em matéria acadêmica, de
apoio e assessoramento ao Colegiado, sendo formado por docentes da respectiva
Unidade Acadêmica para acompanhar e atuar no processo de concepção, consolidação,
avaliação e contínua atualização do Projeto Político Pedagógico do Curso.
O NDE do Curso de Enfermagem tem, dentre outras, as seguintes atribuições:
I. Contribuir para a consolidação do perfil profissional do egresso do curso;
II. Zelar pela integração curricular interdisciplinar entre as diferentes atividades de
ensino constantes no currículo;
III. Atualizar periodicamente o Projeto Pedagógico do Curso;
IV. Indicar formas de incentivo ao desenvolvimento de linhas de pesquisa e extensão,
oriundas de necessidades da graduação, de exigências do mercado de trabalho e
consoantes com as políticas públicas relativas à área de conhecimento do curso;
V. Zelar pelo cumprimento das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de
Graduação;
VI. Acompanhar as atividades do corpo docente, recomendando ao Colegiado de Curso
a indicação ou substituição de docentes, quando necessário.
Para melhor organização das tarefas do Núcleo Docente Estruturante do Curso de
Enfermagem, atualmente ele é organizado por Comissões: Curricular, Extensão, Gestão
de Pessoas, Gestão de Materiais, Acompanhamento Discente, Pesquisa e PósGraduação. A indicação dos representantes docentes será feita pelo Colegiado do Curso
para um mandato de 3 (três) anos, com emissão de Portaria, e possibilidade de
recondução. O NDE do Curso de Enfermagem segue um Regimento.
108
13.4.1 Núcleo de Apoio Pedagógico e Experiência Docente
O Núcleo de Apoio Pedagógico e Experiência Docente é formado pelos
membros do NDE e são distribuídos da seguinte maneira:
1- Sóstenes Ericson Vicente da Silva:
Tempo de Experiência Docente: 10 anos
Responsável pelo apoio na pesquisa e pós-graduação
2- Janaina Ferro Pereira
Tempo de Experiência Docente: 16 anos
Responsável pelo apoio na pesquisa e pós-graduação
3- Cíntia Bastos Ferreira
Tempo de Experiência Docente: 7 anos
Responsável pelo apoio ao conteúdo curricular
4- Verônica de Medeiros Alves
Tempo de Experiência Docente: 11 anos
Responsável pelo apoio no desenvolvimento de atividades de extensão
5- Andreivna Karenine Sebin
Tempo de Experiência Docente: 5 anos
Responsável pelo apoio no desenvolvimento de atividades de extensão
6- Rita de Cássia Batista de Oliveira Peixoto
Tempo de Experiência Docente: 10 anos
Responsável pelo apoio na gestão de pessoas e capacitação docente
7- Maria Betânia Monteiro de Farias
Tempo de Experiência Docente: 11 anos
Responsável pelo apoio na gestão de materiais e equipamentos
8- Jarbas Ribeiro de Oliveira
Tempo de Experiência Docente: 11 anos
Responsável pelo apoio no acompanhamento discente
109
14 EXTENSÃO
A LDB (lei 9.394/96) traz entre seus princípios a necessidade da
diversificação dos cursos superiores e a flexibilização dos projetos acadêmicos,
permitindo às IES adequarem os projetos pedagógicos às respectivas naturezas
institucionais, às realidades regionais e às finalidades inerentes aos cursos, tanto se
voltados à formação profissional quanto às ciências ou às artes. Cumpre destacar que
tais diretrizes se associam à premissa da educação continuada, a qual afirma que a
graduação superior é apenas uma etapa do processo de ensino e aprendizagem e não o
seu término.
Deve-se salientar também que, como contrapeso à tendência de diversificar
e flexibilizar, o aparato normativo define a necessidade de existirem processos de
avaliação permanentes para identificar desvios e propor correções de rumo.
A Universidade Federal de Alagoas atua em todas as oito áreas temáticas de
extensão classificadas pelo Plano Nacional de Extensão: Comunicação, Cultura,
Direitos Humanos e justiça, Educação, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia e Produção e
Trabalho, tendo, em 2011, realizado 802 destas ações.
No âmbito do curso de Enfermagem, a integração entre ensino, pesquisa e
extensão é incentivada, partindo dos princípios das Diretrizes Curriculares, que
priorizam experiências de ensino-aprendizagem fora do ambiente escolar que
possibilitem a construção de conhecimentos, habilidades e competências e fortalecem,
ainda, a articulação da teoria com a prática.
Assim, serão estimulados cenários de atuação, como vivências e projetos de
extensão desde o início do curso, de maneira a garantir a integralidade das ações em
Saúde, considerando a situação econômica, social, política e cultural da região, bem
como o perfil sanitário e epidemiológico da mesma, contribuindo, diante disso, para o
pleno exercício da cidadania, fundada em uma formação humanística, crítica e reflexiva.
A extensão universitária será computada em pelo menos 10% da carga
horária do curso, na participação do estudante desde o primeiro período, em:
a) programa ou projeto de extensão institucionalizado;
b) atividades complementares (cursos de extensão, eventos científicos e culturais
e outros projetos oriundos da universidade e de outros setores da sociedade),
devidamente homologadas pelo Colegiado do Curso de Graduação;
110
c) atividades práticas e projetos integradores interdisciplinares;
d) atividades desenvolvidas em estágio curricular obrigatório e não obrigatório;
e) atividades desenvolvidas agregadas a pesquisas.
111
15 PESQUISA
Dado o caráter interdisciplinar que lhe é inerente, a Universidade Federal de
Alagoas promove a pesquisa nas mais diversas áreas de conhecimento, incentivando a
formação de grupos e núcleos de estudo que atuam nas mais diversificadas linhas de
pesquisa, considerando a classificação das áreas de conhecimento do CNPq.
No âmbito do curso, a atividade de pesquisa científica é estimulada no aluno
desde o primeiro semestre quando ele já esboça o seu primeiro trabalho de pesquisa
científica, desenvolvida na disciplina Seminário Integrador I.
O estímulo à pesquisa permanece em todos os demais semestres com
disciplinas que trabalham com a elaboração de projetos de pesquisa ou mesmo no
desenvolvimento de pesquisas propriamente ditas.
Na estrutura da matriz, a concepção de três disciplinas que se
complementam: Metodologia Científica e da Pesquisa, Seminário de pesquisa I e
Seminário de pesquisa II consagram a percepção da matriz curricular do curso pela
formação do aluno para pesquisa, compreendendo-as como instrumento de
transformação da realidade vivente pelo profissional de enfermagem.
O incentivo ao aluno na participação de grupos de pesquisa e de estudo é
estimulado desde o seu ingresso na academia. Assim como há o incentivo à
consolidação dos grupos já existentes e criação de novos grupos de pesquisa.
A linha de pesquisa proposta para a realização das pesquisas no Curso,
sejam através dos trabalhos de conclusão de curso ou de iniciação científica, tem o
objetivo de organizar a pesquisa no Curso, direcionando os alunos na escolha do objeto
de pesquisa e de seus orientadores. Assim, as pesquisas deverão, preferencialmente, ser
direcionadas para a linha de pesquisa: Cuidado em saúde e Enfermagem nas diferentes
fases da vida e grupos específicos, com quatro eixos: 1- Cuidado saúde e enfermagem à
criança e ao adolescente; 2- Cuidado em saúde e enfermagem ao adulto e ao idoso; 3Cuidado em saúde e enfermagem à mulher; 4- Cuidado em saúde mental e enfermagem.
112
16 POLÍTICA DE APOIO AO DISCENTE
As políticas de apoio aos discentes se fundamentam no PDI/UFAL e nos
princípios e diretrizes estabelecidos pelo Plano Nacional de Assistência Estudantil –
PNAES, que objetiva viabilizar a igualdade de oportunidades entre todos os estudantes
e contribuir para a melhoria do desempenho acadêmico, a partir de medidas que buscam
combater situações de repetência e evasão (Decreto nº 7.234, de 19 de julho de 2010).
Apóia, prioritariamente, a permanência de estudantes em situação de
vulnerabilidade e risco social matriculados em cursos de graduação presencial das
Instituições Federais de Ensino Superior – IFES. Sua instância de discussão e resolução
é o Fórum Nacional de Pró-reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis –
FONAPRACE, realizado anualmente e no qual a UFAL tem assento. Na ocasião são
feitos diagnósticos e reflexões sobre a realidade estudantil nas IFES e se estabelecem as
diretrizes e linhas de ação das Pró-Reitorias em nível nacional.
De acordo com o PDI/UFAL as políticas discentes da instituição vão além
do PNAES, pois trabalham também com a perspectiva de universalidade no
atendimento dos estudantes que frequentam o espaço universitário. Assim, podem ser
identificadas:
16.1 APOIO PEDAGÓGICO
Buscam reforçar e/ou orientar o desenvolvimento acadêmico; apoio ao
acesso às tecnologias de informação e línguas estrangeiras, com a oferta de cursos para
capacitação básica na área. Atenção aos discentes como forma de orientá-los na sua
formação acadêmica e/ou encaminhá-los/as a profissionais específicos para atendimento
através da observação das expressões da questão social. Articulação com as
Coordenações de Curso sobre dificuldades pedagógicas desses alunos e planejamento
para superação das mesmas. Ex.: PAINTER, Monitoria, Tutoria.
16.2 ESTÍMULO À PERMANÊNCIA
Atendimento às expressões da questão social que produzem impactos
negativos na subjetividade dos estudantes e que comprometem seu desempenho
acadêmico; atendimento psicossocial realizado por profissionais qualificados, com
113
vistas ao equilíbrio pessoal para a melhoria do desempenho acadêmico; atendimento do
estudante na área da saúde através da assistência médico odontológica; fomento à
prática de atividades física e de esporte; promoção de atividades relacionadas à arte e
cultura no espaço universitário; implementação de bolsas institucionais que visam ao
aprimoramento acadêmico. Ex.: Bolsa Permanência (Pró-Graduando).
16.3 APOIO FINANCEIRO
Disponibilização de bolsa institucional a fim de incentivar os talentos e
potenciais dos estudantes de graduação, mediante sua participação em projetos de
assuntos de interesse institucional, de pesquisa e/ou de extensão universitária que
contribuam para sua formação acadêmica; disponibilização de bolsas aos discentes em
situação de risco e vulnerabilidade social, prioritariamente, a fim de ser provida uma
condição favorável aos estudos, bem como ser uma fonte motivadora para ampliação do
conhecimento, intercâmbio cultural, residência e restaurante universitários. Ex.: PIBID,
PIBIC, PET.
16.4 ORGANIZAÇÃO ESTUDANTIL
Ação desenvolvida por intermédio de projetos e ações esportivos, culturais e
acadêmico-científicos quer sejam promovidos pela universidade quer sejam promovidos
pelos estudantes. Alguns espaços físicos são reservados para as atividades dos centros
acadêmicos, vindo a colaborar com a ampliação dos espaços de discussão e diálogo que
contribuam para a formação política dos estudantes. Ex.: Centros Acadêmicos, DCE.
16.5 NÚCLEO DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL (NAE)
A UFAL/Campus de Arapiraca disponibiliza o Núcleo de Assistência
Estudantil (NAE) que realiza serviço de atendimento aos estudantes, oferecendo o
acompanhamento socioeconômico e o necessário apoio pedagógico de forma a atender
ao corpo social da UFAL em suas demandas específicas de forma a promover a
integração de todos ao ambiente acadêmico. O NAE funciona em uma sala específica e
conta com uma Assistente Social que permanece na unidade diariamente.
114
16.6 ATENDIMENTO PSICOLÓGICO
A UFAL/Campus de Arapiraca disponibiliza atendimento psicológico ao
discente, graças a implantação do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor
(SIASS), que disponibiliza uma psicóloga para atender aos discentes, em data e horário
previamente agendados. O SIASS funciona em uma sala específica e conta com uma
equipe de profissionais que permanece na unidade diariamente.
16.7 LABORATÓRIOS
Os laboratórios de ensino e pesquisa do Campus Arapiraca têm como
objetivo possibilitar a prática nas diversas dimensões disciplinares oferecendo aos
alunos do Curso de Enfermagem e demais cursos à ampliação dos conhecimentos
adquiridos nas aulas teóricas, além de permitir atividades extras como monitorias,
pesquisas e minicursos.
O laboratório de habilidade é um espaço que deve constituir uma réplica da
situação real que será vivenciada na prática pelos estudantes, de forma que permitam a
capacitação do estudante no processo de assimilação da tecnologia do cuidar do ser
humano, contemplando os procedimentos que são realizados nas áreas do cuidado
clínico, tanto ambulatorial como hospitalar.
Todos os laboratórios possuem servidores técnicos lotados nestes setores,
responsáveis pela rotina e materiais. Monitores também são lotados nos laboratórios a
fim de colaborar com as atividades específicas.
Juntamente com os professores, monitores e técnicos, os laboratórios devem
possibilitar ao estudante a revisão das técnicas para o aprimoramento de suas
habilidades antes de ir para o campo de prática, estimulando a participação do aluno em
grupo, a troca de experiência e a livre expressão de sentimentos.
É possível ao estudante utilizar os laboratórios fora do horário de aulas, sem
a presença do professor, de acordo com cronograma prévio e sob o acompanhamento de
monitores e técnicos responsáveis.
115
16.8 MONITORIA
O programa de monitoria é coordenado pela Pró-Reitoria de Graduação –
PROGRAD - e tem como objetivo principal, possibilitar ao aluno o desenvolvimento de
atividades de ensino-aprendizagem em determinada disciplina supervisionada por um
professor orientador.
Entre seus objetivos específicos destacam-se:
Assessorar o professor nas atividades docentes;
Possibilitar a interação entre docentes e discentes;
Proporcionar uma visão globalizada da disciplina a partir do
aprofundamento, questionamento e sedimentação de seus conhecimentos;
Desenvolvimento de habilidades didático-pedagógicas e uma visão
crítica sobre a metodologia do ensino.
16.9 INICIAÇÃO CIENTÍFICA
Visa à formação de estudantes de graduação como novos pesquisadores e ao
desenvolvimento de novos saberes, com rigor científico e confiabilidade metodológica.
Estimulando a participação em projetos de iniciação científica, promovendo a
possibilidade do fornecimento de bolsas e incentivos para tal. Proporciona a
consolidação de produção científica alicerçada em um saber comprometido com o
desenvolvimento local e regional, do ponto de vista social, econômico e ambiental, de
forma sustentável. A participação dos discentes no programa é estruturada pelos editais
publicados anualmente.
16.10 ORIENTAÇÃO ACADÊMICA
Trata-se da realização de orientações das práticas de aprendizagem a fim de
proporcionar ao discente descobrir métodos próprios de construção do conhecimento.
Nesse sentido, o docente deve disponibilizar um horário fixo de atendimento ao
discente, vislumbrando o desenvolvimento das habilidades no exercício do aprender a
aprender, por meio da utilização de um método de ensino pautado por um trabalho
dialógico e operativo no que diz respeito ao processo ensino-aprendizagem.
116
A orientação acadêmica pode ser individual e em grupo, a fim de garantir a
apreensão das questões relativas à formação profissional e uma nova compreensão da
leitura do mundo. Proporciona uma maior segurança para o aluno quanto à sua
possibilidade de sucesso na instituição, evitando assim um aumento da retenção e/ou da
evasão. Evita também a acomodação do mesmo ao longo do curso. Busca a reorientação
e a preparação para a saída dos mesmos, diminuindo a ansiedade entre a academia e o
mercado de trabalho.
16.11 POLÍTICAS DE INCLUSÃO
Desde 1999 a UFAL preocupa-se com a questão da inclusão, tendo
aprovado em 2003 a Resolução 33 – COSUNI, posteriormente modificada pelo Decreto
7.824, de 11 de outubro de 2012 que dispõe sobre a política de ingresso nas IFES.
Ainda, a Resolução 54/2012 – CONSUNI institucionaliza a reserva de vagas/cotas no
processo seletivo de ingresso nos cursos de graduação da UFAL.
Neste entendimento, em 2015, foram reservadas 40% (quarenta por cento)
das vagas de cada curso e turno ofertados pela UFAL para os alunos egressos das
escolas públicas de Ensino Médio. Destas, 50% (cinquenta por cento) das vagas foram
destinadas aos candidatos oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salários
mínimo (um salário mínimo e meio) bruto per capita e 50% (cinquenta por cento) foram
destinadas aos candidatos oriundos de famílias com renda igual ou superior a 1,5
salários mínimo (um salário mínimo e meio) bruto per capita.
Nos dois grupos que surgem depois de aplicada a divisão socioeconômica,
serão reservadas vagas por curso e turno, na proporção igual à de Pretos, Pardos e
Indígenas (PPI) do Estado de Alagoas, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, que corresponde a 67,22% (sessenta e sete
vírgulas vinte e dois por cento). A meta da UFAL é destinar até o ano de 2016 50% de
suas vagas a alunos egressos de escolas das redes públicas.
16.12 ACESSIBILIDADE
A UFAL atualmente possui um núcleo de estudos voltado para o
entendimento das necessidades postas para o seu corpo social, no sentido de promoção
de acessibilidade e de atendimento diferenciado aos portadores de necessidades
117
especiais em atenção à Política de Acessibilidade adotada pelo MEC e à legislação
pertinente.
O próprio dimensionamento dessas necessidades merece um cuidado
especial, haja vista a forma atual de identificação dos alunos: a auto declaração.
Por outro lado, a UFAL tem investido na capacitação técnica de seus
servidores para o estabelecimento de competências para diagnóstico, planejamento e
execução de ações voltadas para essas necessidades.
Ao esforço para o atendimento universal à acessibilidade arquitetônica, se
junta, agora, o cuidado de fazer cumprir as demais dimensões exigidas pela Política de
Acessibilidade, qual sejam a acessibilidade: pedagógica, metodológica, de informação e
de comunicação.
A acessibilidade pedagógica e metodológica deve atentar para o art. 59 ida
Lei 9394/96, que afirma: “Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com
necessidades especiais: I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e
organização específicos, para atender às suas necessidades”.
Neste sentido, a Nota Técnica nº 24 / 2013 / MEC / SECADI / DPEE, de 21
de março de 2013, orienta os sistemas de ensino no sentido de sua implantação. Em
especial, recomenda que os “PPC contemplem orientações no sentido da adoção de
parâmetros individualizados e flexíveis de avaliação pedagógica, valorizando os
pequenos progressos de cada estudante em relação a si mesmo e ao grupo em que está
inserido”.
Para tal atendimento a UFAL assume o compromisso de prestar
atendimento especializado aos alunos portadores de deficiência auditiva, visual, visual e
auditiva e cognitiva sempre que for diagnosticada sua necessidade. Procura-se, desta
forma, não apenas facilitar o acesso, mas estar sensível às demandas de caráter
pedagógico e metodológico de forma a permitir sua permanência produtiva no
desenvolvimento do curso.
À luz do Decreto Nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004 – Regulamenta a Lei
n. 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que
especifica, e a Lei n. 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais
e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de
deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências, a UFAL – Campus
de Arapiraca, no intuito de incluir possíveis estudantes portadores de deficiência física,
está em processo de reforma prevendo adequações para atender as pessoas com
118
deficiências físicas e/ou visuais (rampas, banheiros adaptados, calçadas com sinalização
para deficientes visuais e outros).
119
17 CONTEÚDOS PERTINENTES
17.1 LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS)
A UFAL está em conformidade com o Decreto 5.626, de 22 de dezembro de
2005. No Parágrafo 2º, do Art. 3º, diz que a Libras constituir-se-á em disciplina
curricular optativa nos demais cursos de educação superior e na educação profissional.
Assim, por se tratar de disciplina de matrícula facultativa, a mesma não se
insere na grade curricular do curso, mas compõe sua integralização curricular ao fazer
parte do rol de disciplinas eletivas do curso.
Nesta perspectiva, traduz um dos princípios orientadores da organização da
matriz curricular dos cursos de graduação da UFAL, segundo o Projeto Pedagógico
Institucional, qual seja, a flexibilidade que permite a cada aluno compor seu próprio
currículo, ao eleger disciplinas de sua livre escolha. Sua oferta permanente garante ao
aluno, que assim o desejar, matricular-se em qualquer um dos semestres do curso.
De toda forma, deve haver sempre o incentivo ao aluno do Curso de
Enfermagem para que aprenda esta Linguagem, na busca de ampliar suas possibilidades
de comunicação com o indivíduo surdo que, especialmente, precisa de assistência à
saúde.
17.2 HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENAS
Fundamentado na Lei N° 11.645, de 10 de abril de 2008 (Altera a Lei no
9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de
2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no
currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura
Afro-Brasileira e Indígena”) e Resolução CNE/CP N° 01, de 17 de junho de 2004
(Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais
e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.), o curso de
Enfermagem aborda esta temática de forma transversal em suas disciplinas, através de
ações de extensão e de pesquisa, e ainda oferece em seu currículo uma disciplina eletiva
que trata da temática da Saúde à população negra e indígena.
Terá como objetivo a promoção da saúde e o combate ao racismo, por meio
do reconhecimento e valorização da identidade, história e cultura dos afro-brasileiros e
120
indígenas, bem como o respeito ao valor das raízes africanas, ao lado dos indígenas
européias e asiáticas.
17.3 EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Em se tratando desta temática, a UFAL adéqua-se ao Decreto n. 4.281, de
25 de junho de 2002, regulamenta a Lei no 9.795, de 27 de abril de 1999, que institui a
Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências, como também a
Resolução CNE/CP nº 02/2012, que define formas de sua implementação nos currículos
dos cursos superiores.
Segundo a Resolução CNE/CP n. 02/2012, a Educação Ambiental é uma
dimensão da educação, é atividade intencional da prática social, que deve imprimir ao
desenvolvimento individual um caráter social em sua relação com a natureza e com os
outros seres humanos, visando potencializar essa atividade humana com a finalidade de
torná-la plena de prática social e de ética ambiental. Visa à construção de
conhecimentos, ao desenvolvimento de habilidades, atitudes e valores sociais, ao
cuidado com a comunidade de vida, a justiça e a equidade socioambiental, e a proteção
do meio ambiente natural e construído.
A inserção desta temática no PPC do curso de Enfermagem ocorre pela
transversalidade, por meio de temas relacionados a Educação, Saúde e Ambiente,
tratados interdisciplinarmente e em ações de extensão e pesquisa.
As noções de Educação Ambiental irão atuar interdisciplinarmente no curso,
desde o Tronco Inicial, quando do trabalho de Sociedade e Natureza e no Seminário
Integrador I, até os últimos momentos do curso, considerando que a prevenção da
doença e a promoção da saúde, estão intrinsecamente relacionadas como boas condições
sanitárias, reflexo direto da relação do homem com seu meio.
A partir desse pressuposto, e pensando num curso desenvolvido através de
metodologias ativas, onde o conhecimento não é compartimentalizado, disciplinas como
agressão e defesa, semiologia integrada, saúde e sociedade e doenças infectoparasitárias servirão de alicerce para o desenvolvimento da consciência ambiental como
fator indispensável para a consolidação de práticas de saúde eficazes.
121
17.4 EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS
A Educação em Direitos Humanos deverá estar presente na formação inicial
e continuada de todos(as) os(as) profissionais das diferentes áreas do conhecimento e
tem a finalidade de promover a educação para a mudança e a transformação social.
Assim, a Educação em Direitos Humanos na UFAL adequa-se à Resolução CNE/CP n.
01/2012. Sendo sua inserção no PPC do curso de Enfermagem ocorre pela
transversalidade, por meio de temas relacionados aos Direitos Humanos em Saúde e
tratados interdisciplinarmente e em ações de extensão e pesquisa.
122
18 POLÍTICAS DE APOIO AOS DOCENTES E TÉCNICOS
Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, o Estado Brasileiro
passou a ter uma nova configuração, privilegiando os deveres sociais e repercutindo
prontamente na Administração Pública. Entre seus princípios - legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência -, este último, traduzido no
aperfeiçoamento da prestação do serviço público de qualidade, diz respeito diretamente
às ações institucionais das IFES, para o apoio ao seu quadro de pessoal. Desta feita, a
UFAL, produtora e disseminadora do conhecimento e do desenvolvimento econômico e
social no estado de Alagoas, precisa abraçá-lo e materializá-lo em suas ações cotidianas.
Considerando a previsão legal expressa na Lei 5707/06, que dispõe sobre
a Política e as Diretrizes para o Desenvolvimento de Pessoal da Administração Pública
Federal, a UFAL ajusta seu PDI a este novo paradigma, tendo como objetivo, sem
prejuízo de outros, o desenvolvimento permanente do seu servidor.
A UFAL considera o desenvolvimento do servidor como uma
atividade essencial para a melhoria de seu desempenho profissional,
bem como de seu crescimento pessoal. Realizando ações de
desenvolvimento,
a
Política
de
Gestão
de
Pessoas
busca,
principalmente, melhorar a qualidade dos serviços prestados ao
cidadão e orienta-se pelo alinhamento da competência do servidor
com os objetivos da instituição, pela divulgação e gerenciamento das
ações de capacitação e pela racionalização e efetividade dos gastos
com treinamentos.(2013, p.71)
O PDI dos Servidores compõe-se de eixos integrados: Dimensionamento
das Necessidades Institucionais de Pessoal, Capacitação, Avaliação de Desempenho e
Qualidade de Vida no Trabalho, recortados por diretrizes e princípios, muitos deles,
diretamente relacionados à atividade docente.
No que concerne ao dimensionamento das necessidades institucionais,
diz respeito à otimização dos Recursos Humanos, a fim de garantir o cumprimento dos
objetivos institucionais. A capacitação, por seu turno, atua em duas frentes: por um
lado, melhorar o desempenho do servidor e por outro, assegurar um quadro mais
confiante, motivado e consequentemente, mais satisfeito. A capacitação é realizada em
123
diferentes momentos e modalidades: Iniciação ao serviço público, formação geral,
educação formal, gestão, inter-relação entre os ambientes e formação específica.
Outra ação voltada para o servidor é a avaliação de desempenho que
objetiva redimensionar as ações desenvolvidas pelos servidores no exercício do cargo e
auferir seu desempenho, deixando-o ciente de suas fragilidades e potencialidades e
oferecendo subsídios para a organização do plano de capacitação.
No plano social, o Programa de Qualidade de Vida no Trabalho (PQVT),
promove ações embasadas na Política de Atenção à Saúde do Servidor (PASS),
baseadas no conceito de prevenção de doenças como garantia de condições mais justas
de trabalho, valorizando o servidor e garantindo o pleno exercício de suas funções.
Dentre as políticas de apoio ao servidor, uma se destaca por ter como
enfoque o docente: o Programa de Formação Continuada em Docência do Ensino
Superior (PROFORD), que consiste em um plano de capacitação contemplando desde
os docentes recém empossados, até aqueles com mais tempo na Instituição. O objetivo é
incentivá-los à reflexão sobre suas práticas, estabelecendo uma intersecção entre ensino,
pesquisa e extensão, dentro de dois enfoques: a prática docente e a atuação destes
profissionais na gestão acadêmica e institucional.
Esta Política de Apoio ao Docente consolidada é objeto contínuo de
avaliação, a fim de garantir a satisfação do professor e o respeito ao Princípio
Constitucional da Eficiência, do qual nenhuma Instituição de Ensino Superior pode se
furtar.
No curso de Enfermagem a política de valorização do servidor se
manifesta pela periódica oferta de capacitações, pelo incentivo em participação de
Eventos e Mini-Cursos, pelo incentivo de participação em programas de pós-graduação,
dentre outros.
124
REFERÊNCIAS
ALAGOAS. Secretaria de Estado da Saúde. Superintendencia de Planejamento e
Participação Social. Plano Diretor de Regionalização da Saúde de Alagoas – 2011.
http://dab.saude.gov.br/portaldab/historico_cobertura_sf.phpp. Acesso em: 02 jul 2015.
BRASIL. Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação, Câmara de
Educação Superior. Resolução CNE/CES nº 3 de 7 de novembro de 2001: Diretrizes
Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Enfermagem. Brasília: MEC,
2001. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES03.pdf. Acesso em:
02 jul 2015.
Conab. Companhia Nacional de Abastecimento. Acompanhamento de safra
brasileira: cana-de-açúcar, segundo levantamento, agosto 2013. Brasília: Conab,
2013.
COREN – Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas. Quantitativo de
Enfermeiros no Estado de Alagoas. Base de Dados. Maceió: COREN-AL, 2015.
GADOTTI, Moacir. Dimensão Política do Projeto Pedagógico da Escola. Revista Abc
Educativo, maio de 2000, ano 4, nº 24.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico 2010.
Estados
@.
Rio
de
Janeiro:
IBGE,
2000.
Disponível
em:
http://www.ibge.gov.br/estadosat/. Acesso em 02 jul 2015.
MORIN, E. A cabeça bem feita : repensar a reforma, reformar o pensamento. 8ª edição.
Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.
MORIN, E.
. Anthropologie de la Liberté, GRASCE Entre Systémique et
Complexité, Chemin Faisant Mécanges. Paris: Presses Universitaires de France, 1999.
MORIN, E.. Complexidade e liberdade. Ensaios THOT, Associação Palas Athena, São
Paulo. no. 67, 1998, pp. 12-19; in www.juliotorres.ws.
MORIN, E. . Da necessidade de um pensamento complexo. 2008. Disponível em: http://
www.uesb.br/labtece/artigos/Da Necessidade de um Pensamento; acesso em: 20 abr
2015.
MORIN, E.. Discurso de encerramento do Seminário Internacional de Educação e
Cultura. SESC, Vila Mariana. São Paulo: Agosto 2002.
MORIN, E. . Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2ª edição rev. São Paulo:
Cortez; Brasília, DF: Unesco, 2011.
125
ANEXO
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO( )
CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR
RESOLUÇÃO CNE/CES Nº 3, DE 7 DE NOVEMBRO DE 2001.
Institui
Diretrizes
Curriculares
Nacionais do Curso de Graduação em
Enfermagem.
O Presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de
Educação, tendo em vista o disposto no Art. 9º, do § 2º, alínea “c”, da Lei nº 9.131, de
25 de novembro de 1995, e com fundamento no Parecer CNE/CES 1.133, de 7 de
agosto de 2001, peça indispensável do conjunto das presentes Diretrizes Curriculares
Nacionais, homologado pelo Senhor Ministro da Educação, em 1º de outubro de 2001,
RESOLVE:
Art. 1º A presente Resolução institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do
Curso de Graduação em Enfermagem, a serem observadas na organização curricular das
Instituições do Sistema de Educação Superior do País.
Art. 2º As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino de Graduação em
Enfermagem definem os princípios, fundamentos, condições e procedimentos da
formação de enfermeiros, estabelecidas pela Câmara de Educação Superior do Conselho
Nacional de Educação, para aplicação em âmbito nacional na organização,
desenvolvimento e avaliação dos projetos pedagógicos dos Cursos de Graduação em
Enfermagem das Instituições do Sistema de Ensino Superior.
Art. 3º O Curso de Graduação em Enfermagem tem como perfil do formando
egresso/profissional:
I - Enfermeiro, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva.
Profissional qualificado para o exercício de Enfermagem, com base no rigor científico e
intelectua l e pautado em princípios éticos. Capaz de conhecer e intervir sobre os
problemas/situações de saúde-doença mais prevalentes no perfil epidemiológico
nacional, com ênfase na sua região de atuação, identificando as dimensões biopsicosociais dos seus determinantes. Capacitado a atuar, com senso de responsabilidade
social e compromisso com a cidadania, como promotor da saúde integral do ser
humano; e
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES 3/2001.
Diário Oficial da União, Brasília, 9 de Novembro de 2001. Seção 1, p. 37.
126
II - Enfermeiro com Licenciatura em Enfermagem capacitado para atuar na
Educação Básica e naEducação Profissional em Enfermagem.
Art. 4º A formação do enfermeiro tem por objetivo dotar o profissional dos
conhecimentos requeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades
gerais:
I - Atenção à saúde : os profissionais de saúde, dentro de seu âmbito profissional,
devem estar aptos a desenvolver ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação
da saúde, tanto em nível individual quanto coletivo. Cada profissional deve assegurar
que sua prática seja realizada de forma integrada e contínua com as demais instâncias do
sistema de saúde, sendo capaz de pensar criticamente, de analisar os problemas da
sociedade e de procurar soluções para os mesmos. Os profissionais devem realizar seus
serviços dentro dos mais altos padrões de qualidade e dos princípios da ética/bioética,
tendo em conta que a responsabilidade da atenção à saúde não se encerra com o ato
técnico, mas sim, com a resolução do problema de saúde, tanto em nível individual
como coletivo;
II - Tomada de decisões: o trabalho dos profissionais de saúde deve estar
fundamentado na capacidade de tomar decisões visando o uso apropriado, eficácia e
custo-efetividade, da força de trabalho, de medicamentos, de equipamentos, de
procedimentos e de práticas. Para este fim, os mesmos devem possuir competências e
habilidades para avaliar, sistematizar e decidir as condutas mais adequadas, baseadas
em evidências científicas;
III - Comunicação: os profissionais de saúde devem ser acessíveis e devem
manter a confidencialidade das informações a eles confiadas, na interação com outros
profissionais de saúde e o público em geral. A comunicação envolve comunicação
verbal, não-verbal e habilidades de escrita e leitura; o domínio de, pelo menos, uma
língua estrangeira e de tecnologias de comunicação e informação;
IV - Liderança: no trabalho em equipe multiprofissional, os profissionais de
saúde deverão estar aptos a assumir posições de liderança, sempre tendo em vista o
bem-estar da comunidade. A liderança envolve compromisso, responsabilidade,
empatia, habilidade para tomada de decisões, comunicação e gerenciamento de forma
efetiva e eficaz;
V - Administração e gerenciamento: os profissionais devem estar aptos a tomar
iniciativas, fazer o gerenciamento e administração tanto da força de trabalho quanto dos
recursos físicos e materiais e de informação, da mesma forma que devem estar aptos a
serem empreendedores, gestores, empregadores ou lideranças na equipe de saúde; e
VI - Educação permanente: os profissionais devem ser capazes de aprender
continuamente, tanto na sua formação, quanto na sua prática. Desta forma, os
profissionais de saúde devem aprender a aprender e ter responsabilidade e compromisso
com a sua educação e o treinamento/estágios das futuras gerações de profissionais, mas
proporcionando condições para que haja benefício mútuo entre os futuros profissionais
e os profissionais dos serviços, inclusive, estimulando e desenvolvendo a mobilidade
acadêmico/profissional, a formação e a cooperação por meio de redes nacionais e
internacionais.
Art. 5º A formação do enfermeiro tem por objetivo dotar o profissional dos
conhecimentos requeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades
específicas:
127
I – atuar profissionalmente, compreendendo a natureza humana em suas
dimensões, em suas expressões e fases evolutivas;
II – incorporar a ciência/arte do cuidar como instrumento de interpretação
profissional;
III – estabelecer novas relações com o contexto social, reconhecendo a estrutura e
as formas de organização social, suas transformações e expressões;
IV – desenvolver formação técnico-científica que confira qualidade ao exercício
profissional;
V – compreender a política de saúde no contexto das políticas sociais,
reconhecendo os perfis epidemiológicos das populações;
VI – reconhecer a saúde como direito e condições dignas de vida e atuar de forma
a garantir a integralidade da assistência, entendida como conjunto articulado e contínuo
das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada
caso em todos os níveis de complexidade do sistema;
VII – atuar nos programas de assistência integral à saúde da criança, do
adolescente, da mulher, do adulto e do idoso;
VIII – ser capaz de diagnosticar e solucionar problemas de saúde, de comunicarse, de tomar decisões, de intervir no processo de trabalho, de trabalhar em equipe e de
enfrentar situações em constante mudança;
IX – reconhecer as relações de trabalho e sua influência na saúde;
X – atuar como sujeito no processo de formação de recursos humanos;
XI – responder às especificidades regionais de saúde através de intervenções
planejadas
estrategicamente, em níveis de promoção, prevenção e reabilitação à saúde, dando
atenção integral à saúde dos indivíduos, das famílias e das comunidades;
XII – reconhecer-se como coordenador do trabalho da equipe de enfermagem;
XIII – assumir o compromisso ético, humanístico e social com o trabalho
multiprofissional em saúde.
XIV – promover estilos de vida saudáveis, conciliando as necessidades tanto dos
seus clientes/pacientes quanto às de sua comunidade, atuando como agente de
transformação social;
XV – usar adequadamente novas tecnologias, tanto de informação e comunicação,
quanto de ponta para o cuidar de enfermagem;
XVI – atuar nos diferentes cenários da prática profissional, considerando os
pressupostos dos modelos clínico e epidemiológico;
XVII – identificar as necessidades individuais e coletivas de saúde da população,
seus condicionantes e determinantes;
XIII – intervir no processo de saúde-doença, responsabilizando-se pela qualidade
da assistência/cuidado de enfermagem em seus diferentes níveis de atenção à saúde,
com ações de promoção, prevenção, proteção e reabilitação à saúde, na perspectiva da
integralidade da assistência;
128
XIX – coordenar o processo de cuidar em enfermagem, considerando contextos e
demandas de saúde;
XX – prestar cuidados de enfermagem compatíveis com as diferentes
necessidades apresentadas pelo indivíduo, pela família e pelos diferentes grupos da
comunidade;
XXI – compatibilizar as características profissionais dos agentes da equip e de
enfermagem às diferentes demandas dos usuários;
XXII – integrar as ações de enfermagem às ações multiprofissionais;
XXIII – gerenciar o processo de trabalho em enfermagem com princípios de Ética
e de Bioética, com resolutividade tanto em nível individual como coletivo em todos os
âmbitos de atuação profissional;
XXIV – planejar, implementar e participar dos programas de formação e
qualificação contínua dos trabalhadores de enfermagem e de saúde;
XXV – planejar e implementar programas de educação e promoção à saúde,
considerando a especificidade dos diferentes grupos sociais e dos distintos processos de
vida, saúde, trabalho e adoecimento;
XXVI – desenvolver, participar e aplicar pesquisas e/ou outras formas de
produção de conhecimento que objetivem a qualificação da prática profissional;
XXVII – respeitar os princípios éticos, legais e humanísticos da profissão;
XXIII – interferir na dinâmica de trabalho institucional, reconhecendo-se como
agente desse processo;
XXIX – utilizar os instrumentos que garantam a qualidade do cuidado de
enfermagem e da assistência à saúde;
XXX – participar da composição das estruturas consultivas e deliberativas do
sistema de saúde;
XXXI – assessorar órgãos, empresas e instituições em projetos de saúde;
XXXII - cuidar da própria saúde física e mental e buscar seu bem-estar como
cidadão e como enfermeiro; e
XXXIII - reconhecer o papel social do enfermeiro para atuar em atividades de
política e planejamento em saúde.
Parágrafo Único. A formação do Enfermeiro deve atender as necessidades
sociais da saúde, com ênfase no Sistema Único de Saúde (SUS) e assegurar a
integralidade da atenção e a qualidade e humanização do atendimento.
Art. 6º Os conteúdos essenciais para o Curso de Graduação em Enfermagem
devem estarrelacionados com todo o processo saúde-doença do cidadão, da família e da
comunidade, integrado à realidade epidemiológica e profissional, proporcionando a
integralidade das ações do cuidar em enfermagem. Os conteúdos devem contemplar:
I - Ciências Biológicas e da Saúde – incluem-se os conteúdos (teóricos e
práticos) de base moleculares e celulares dos processos normais e alterados, da estrutura
e função dos tecidos, órgãos, sistemas e aparelhos, aplicados às situações decorrentes do
processo saúde-doença no desenvolvimento da prática assistencial de Enfermagem;
129
II - Ciências Humanas e Sociais – incluem-se os conteúdos referentes às diversas
dimensões da relação indivíduo/sociedade, contribuindo para a compreensão dos
determinantes sociais, culturais, comportamentais, psicológicos, ecológicos, éticos e
legais, nos níveis individual e coletivo, do processo saúde-doença;
III - Ciências da Enfermagem - neste tópico de estudo, incluem-se:
a) Fundamentos de Enfermagem: os conteúdos técnicos, metodológicos e os
meios e instrumentos inerentes ao trabalho do Enfermeiro e da Enfermagem em nível
individual e coletivo;
b) Assistência de Enfermagem: os conteúdos (teóricos e práticos) que compõem
a assistência de Enfermagem em nível individual e coletivo prestada à criança, ao
adolescente, ao adulto, à mulher e ao idoso, considerando os determinantes sócioculturais, econômicos e ecológicos do processo saúde-doença, bem como os princípios
éticos, legais e humanísticos inerentes ao cuidado de Enfermagem;
c) Administração de Enfermagem: os conteúdos (teóricos e práticos) da
administração do processo de trabalho de enfermagem e da assistência de enfermagem;
e
d) Ensino de Enfermagem: os conteúdos pertinentes à capacitação pedagógica
do enfermeiro, independente da Licenciatura em Enfermagem.
§ 1º Os conteúdos curriculares, as competências e as habilidades a serem
assimilados e adquiridos no nível de graduação do enfermeiro devem conferir-lhe
terminalidade e capacidade acadêmica e/ou profissional, considerando as demandas e
necessidades prevalentes e prioritárias da população conforme o quadro epidemiológico
do país/região.
§ 2º Este conjunto de competências, conteúdos e habilidades deve promover no
aluno e no enfermeiro a capacidade de desenvolvimento intelectual e profissional
autônomo e permanente.
Art. 7º Na formação do Enfermeiro, além dos conteúdos teóricos e práticos
desenvolvidos ao longo de sua formação, ficam os cursos obrigados a incluir no
currículo o estágio supervisionado em hospitais gerais e especializados, ambulatórios,
rede básica de serviços de saúde e comunidades nos dois últimos semestres do Curso de
Graduação em Enfermagem.
Parágrafo Único. Na elaboração da programação e no processo de supervisão do
aluno, em estágio curricular supervisionado, pelo professor, será assegurada efetiva
participação dos enfermeiros do serviço de saúde onde se desenvolve o referido estágio.
A carga horária mínima do estágio curricular supervisionado deverá totalizar 20% (vinte
por cento) da carga horária total do Curso de Graduação em Enfermagem proposto, com
base no Parecer/Resolução específico da Câmara de Educação Superior do Conselho
Nacional de Educação.
Art. 8º O projeto pedagógico do Curso de Graduação em Enfermagem deverá
contemplar atividades complementares e as Instituições de Ensino Superior deverão
criar mecanismos de aproveitamento de conhecimentos, adquiridos pelo estudante,
através de estudos e práticas independentes, presenciais e/ou a distância, a saber:
monitorias e estágios; programas de iniciação científica; programas de extensão; estudos
complementares e cursos realizados em outras áreas afins.
130
Art. 9º O Curso de Graduação em Enfermagem deve ter um projeto pedagógico,
construído coletivamente, centrado no aluno como sujeito da aprendizagem e apoiado
no professor como facilitador e mediador do processo ensino-aprendizagem. Este
projeto pedagógico deverá buscar a formação integral e adequada do estudante através
de uma articulação entre o ensino, a pesquisa e a extensão/assistência.
Art. 10. As Diretrizes Curriculares e o Projeto Pedagógico devem orientar o
Currículo do Curso de Graduação em Enfermagem para um perfil acadêmico e
profissional do egresso. Este currículo deverá contribuir, também, para a compreensão,
interpretação, preservação, reforço, fomento e difusão das culturas nacionais e
regionais, internacionais e históricas, em um contexto de pluralismo e diversidade
cultural.
§ 1º As diretrizes curriculares do Curso de Graduação em Enfermagem deverão
contribuir para a inovação e a qualidade do projeto pedagógico do curso.
§ 2º O Currículo do Curso de Graduação em Enfermagem deve incluir aspectos
complementares de perfil, habilidades, competências e conteúdos, de forma a considerar
a inserção institucional do curso, a flexibilidade individual de estudos e os
requerimentos, demandas e expectativas de desenvolvimento do setor saúde na região.
Art. 11. A organização do Curso de Graduação em Enfermagem deverá ser
definida pelo respectivo colegiado do curso, que indicará a modalidade: seriada anual,
seriada semestral, sistema de créditos ou modular.
Art. 12. Para conclusão do Curso de Graduação em Enfermagem, o aluno deverá
elaborar um trabalho sob orientação docente.
Art. 13. A Formação de Professores por meio de Licenciatura Plena segue
Pareceres e Resoluções específicos da Câmara de Educação Superior e do Pleno do
Conselho Nacional de Educação.
Art. 14. A estrutura do Curso de Graduação em Enfermagem deverá assegurar:
I - a articulação entre o ensino, pesquisa e extensão/assistência, garantindo um
ensino crítico, reflexivo e criativo, que leve a construção do perfil almejado,
estimulando a realização de experimentos e/ou de projetos de pesquisa; socializando o
conhecimento produzido, levando em conta a evolução epistemológica dos modelos
explicativos do processo saúde-doença;
II - as atividades teóricas e práticas presentes desde o início do curso, permeando
toda a formação do Enfermeiro, de forma integrada e interdisciplinar;
III - a visão de educar para a cidadania e a participação plena na sociedade;
IV - os princípios de autonomia institucional, de flexibilidade, integração
estudo/trabalho e pluralidade no currículo;
V - a implementação de metodologia no processo ensinar-aprender que estimule o
aluno a refletir sobre a realidade social e aprenda a aprender;
VI - a definição de estratégias pedagógicas que articulem o saber; o saber fazer e o
saber conviver, visando desenvolver o aprender a aprender, o aprender a ser, o aprender
a fazer, o aprender a viver juntos e o aprender a conhecer que constitui atributos
indispensáveis à formação do Enfermeiro;
VII - o estímulo às dinâmicas de trabalho em grupos, por favorecerem a discussão
coletiva e as relações interpessoais;
131
VIII - a valorização das dimensões éticas e humanísticas, desenvolvendo no aluno
e no enfermeiro atitudes e valores orientados para a cidadania e para a solidariedade; e
IX - a articulação da Graduação em Enfermagem com a Licenciatura em
Enfermagem.
Art. 15. A implantação e desenvolvimento das diretrizes curriculares devem
orientar e propiciar concepções curriculares ao Curso de Graduação em Enfermagem
que deverão ser acompanhadas e permanentemente avaliadas, a fim de permitir os
ajustes que se fizerem necessários ao seu aperfeiçoamento.
§ 1º As avaliações dos alunos deverão basear-se nas competências, habilidades e
conteúdos curriculares desenvolvidos, tendo como referência as Diretrizes Curriculares.
§ 2º O Curso de Graduação em Enfermagem deverá utilizar metodologias e
critérios para acompanhamento e avaliação do processo ensino-aprendizagem e do
próprio curso, em consonância com o sistema de avaliação e a dinâmica curricular
definidos pela IES à qual pertence.
Art. 16. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.
Arthur Roquete de Macedo
Presidente da Câmara de Educação Superior