2.4 Diagnóstico Unidade Viçosa

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                    DIAGNÓSTICO
UNIDADE VIÇOSA

[versão preliminar]
Arapiraca – 2012
1

Plano Diretor da UFAL Campus Arapiraca, 2012.
Reitor da Universidade Federal de Alagoas
Eurico de Barros Lôbo Filho
Vice-reitora da Universidade Federal de Alagoas
Raquel Rocha de Almeida Barros
Direção Geral do Campus Arapiraca
Márcio Aurélio Lins dos Santos
Direção Acadêmica do Campus Arapiraca
Eliane Aparecida Holanda Cavalcanti
Coordenação da Unidade Palmeira dos Índios
Sueli Maria do Nascimento
Coordenação da Unidade Penedo
Mac-Davison Buarque Lins Costa
Coordenação da Unidade Viçosa
Diogo Ribeiro Câmara
COMISSÃO TÉCNICA DO PLANO DIRETOR - Portaria nº 080 de 24/09/2010 e Portaria 017/2012 de 25 de
julho de 2012
Thaisa Francis César Sampaio Sarmento - Presidente
Rafael Rust Neves – Vice-presidente
Camila de Sousa Vieira
Geílson Márcio Albuquerque de Vasconcelos
Odair Barbosa de Moraes
Simone Carnaúba Torres
Raquel de Almeida Rocha
Bolsistas e estagiários:
Anderson Miranda dos Santos
Arley Fernanda Cavalcante
Danilo Veríssimo da Silveira
Dayana Rossy Moreira Bezerra
Gabriele Paiva Braga
Girleno Alves de Almeida
José Cláudio dos Santos Silva
Katryce Muniz Santos Costa
Lívia Karla Alves Lima
Max Dellys Soares Santos
Paulo Rodolfo Cavalcante Santos
Pedro Bezerra de Oliveira Neto
Rafaella Barbosa Bezerra
Renan dos Santos Silva
Thiago Gilney Ferreira Silva
Reitoria - Campus A. C. Simões
Av. Lourival Melo Mota, s/n, Cidade Universitária - Maceió - AL, CEP: 57072-900
Campus Arapiraca - Sede
Av. Manoel Severino Barbosa, s/n, Bom Sucesso - Arapiraca - AL, CEP: 57309-005
Unidade Palmeira dos Índios
Rua Sonho Verde, S/N, Eucalipto – Palmeira dos Índios – AL, CEP: 57076-100
Unidade Penedo
Av. Beira Rio, s/n - Centro Histórico – Penedo – AL, CEP: 57200-000
Unidade Viçosa
Fazenda São Luiz, S/N, Viçosa – AL.

2

Sumário

1. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO

04

2. HISTÓRICO DA IMPLANTAÇÃO DA UNIDADE

11

3. CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL SOCIAL DA COMUNIDADE

20

ACADÊMICA
3.1. Corpo Docente

20

3.2. Corpo Técnico-Administrativo

21

3.3. Corpo Discente

22

3.4. Corpo de Funcionários Terceirizados

29

4. ANÁLISE DOS EIXOS TEMÁTICOS

30

4.1. Demanda atual para os serviços

30

4.2. Infraestrutura e serviços urbanos

32

4.2.1. Setorização e planejamento dos blocos

32

4.2.2 Mobilidade e transporte

41

4.2.3 Acessibilidade

44

4.2.4 Abastecimento de água

48

4.2.5 Fornecimento de energia elétrica e de serviços de comunicação

51

4.2.6. Esgotamento sanitário

54

4.2.7. Resíduos sólidos

57

4.2.8. Drenagem

60

4.2.9. Paisagismo e arborização

61

4.2.10. Segurança

64

4.2.11. Demandas apontadas pela Coordenação da Unidade

65

4.3. Identidade e Cultura

66

5. SÍNTESE DE PROBLEMAS ENCONTRADOS

67

6. SÍNTESE DAS POTENCIALIDADES ENCONTRADAS

69

REFERÊNCIAS

70

3

1. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO
O município de Viçosa possui uma área de 356.400 m² e uma população de 25.407
habitantes, segundo o Censo de 2010 do IBGE. A sede do município está a 86 km da capital,
Maceió, a uma altitude de 210 metros acima do nível do mar e localizada nas coordenadas
geográficas 9° 22‘ 17‘‘ Sul e 36° 14‘ 27‘‘ Oeste. O município está situado na Mesorregião do
Leste Alagoano, faz parte da Microrregião Serrana dos Quilombos, que reúne os municípios
de Chã Preta, Ibateguara, São José da Laje, Pindoba, Santana do Mundaú e União dos
Palmares, somando uma população de 117.227 habitantes.

Figura 1 – Localização do município de Viçosa e da Microrregião Serrana dos Quilombos. Fonte: Wikipedia.

O Produto interno bruto do município é R$ 95.608,00 mil (IBGE, 2009), sendo seu PIB
per capta de R$ 3.563,48 (IBGE, 2008). O índice de desenvolvimento humano (IDH) do
município é de 0,607, classificado como médio (PNUD, 2000).
No tocante aos aspectos populacionais, o município de Viçosa apresentou
decrescimento entre 1970 e 1991, retomando o movimento ascendente entre 1991 a 2000,
mas decrescendo novamente entre 2000 e 2010. O decrescimento foi maior na população
rural, em que parte migrou para a cidade e parte emigrou para outros municípios e regiões.

4

Figura 2 – Quadro de crescimento populacional do Município de Viçosa – AL.

População Total
Masculina
Feminina
Urbana
Rural
Taxa de Urbanização

1970

1980

1991

2000

2010

28.734
14.048
14.686
9.155
19.579
31,9%

24.670
12.085
12.585
10.421
14.249
42,2%

23.571
11.615
11.956
14.051
9.520
59,6%

26.263
12.951
13.312
17.611
8.652
67,1%

25.444
12.420
13.024
18.336
7.108
72,0%

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - Censos Demográficos 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010.

A taxa de urbanização é a percentagem da população residente na área urbana em
relação à população residente total (IBGE, s/d). Apesar de o município apresentar uma perda
significativa de contingente populacional entre 1970 e 1991, a taxa de urbanização seguiu em
franco crescimento. Em meados da década de 1980, a população do município passou a ser
predominantemente urbana, superando os 50% da população total. A taxa cresceu de modo
mais acelerado entre 1980 e 1991, dando um salto de 17,4%. Entre 2000 e 2010, cresceu
4,9%.
Figura 3 – Quadro da taxa de urbanização do município de Viçosa

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - Censos Demográficos 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) foi elaborado pelo Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O índice é composto por três indicadores:
longevidade, educação e renda. A Longevidade é medida a partir dos dados relativos à
expectativa de vida ao nascer; a Educação, a partir do índice de analfabetismo e pela taxa de
matrícula em todos os níveis de ensino; e a Renda, medida pelo PIB per capita em dólar, que
considera o poder de compra. O IDH do município apresentou trajetória de crescimento entre
1970 e 2000. Entre 1991 e 2000 o IDH deu um salto de crescimento passando de 0,385 para

5

0,607. Contudo o IDH de Viçosa no ano 2000 ainda está abaixo do estado de Alagoas, que
registrou IDH igual a 0,649 nesse mesmo ano.
Figura 4 – Quadro do índice de Desenvolvimento Humano,
Quadro. Índice de Desenvolvimento Humano, 1970, 1980, 1991 e 2000
2000.
Índice de Desenvolvimento Humano
Educação
Longevidade
Renda

1970
0,236
0,211
0,378
0,121

1980
0,331
0,248
0,465
0,279

1970,

1980,

1991
0,385
0,366
0,523
0,266

1991

e

2000
0,607
0,653
0,641
0,526

Fonte: PNUD. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil

O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma do que é produzido dentro de um território
econômico, levando em conta os três setores da economia: agropecuária, indústria e serviços.
O PIB do município de Viçosa apresentou crescimento contínuo entre 2000 e 2009,
registrando maior crescimento entre 2007 e 2009. Em 2008, a agricultura representava 13,1%
na composição do PIB do município, a indústria, 10,6% e o setor de serviços 76,3%. Tem sua
economia destacada pela produção de proteína animal, centrada na pecuária bovina de leite e
corte, na criação de suínos e aves, alem da criação de equinos (UFAL, 2005).
Figura 5 – Gráfico da evolução do PIB de Viçosa entre 2000 a 2009 (R$ de 2000)

Fonte: IpeaData

A Taxa de Analfabetismo é percentagem das pessoas analfabetas – que não sabem ler
e escrever um bilhete simples no idioma que conhece – de um grupo etário, em relação ao
total de pessoas do mesmo grupo etário. O grupo etário utilizado nesse trabalho para
mensurar a taxa de analfabetismo é ―pessoas de 15 anos ou mais‖. A taxa de analfabetismo
no município vem decrescendo nas últimas décadas, mas a taxa calculada em 2010, ainda
continua alta, 33,5%; 9,2 pontos acima da taxa estadual (24,3%) e 23,9 pontos acima da taxa
nacional (9,6%).
6

Figura 6 – Gráfico da taxa de analfabetismo das pessoas com 15 anos ou mais no município de
Viçosa

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censos Demográficos 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010.

De acordo com o Censo 2010 (IBGE), Viçosa apresentou índices de atendimento aos
serviços essenciais, próximos das médias estaduais, porém, abaixo dos índices nacionais,
com exceção do serviço de fornecimento de energia. Viçosa apresenta um total de 6.687
domicílios particulares permanentes, dos quais 4.988 apresentam abastecimento de água
provenientes de ligação à rede geral; 1.264 tinham banheiro de uso exclusivo do domicílio e
com esgotamento sanitário ligado à rede geral de esgoto ou pluvial; 5.301 contam com algum
tipo de coleta de lixo e 6.550 dispõem de energia elétrica fornecida por companhia
distribuidora.
Figura 7 – Gráficos comparativos da oferta adequada de serviços essenciais em 2010 – Viçosa,
Alagoas e Brasil

Oferta adequada de serviços essenciais, em 2010
VIÇOSA

ALAGOAS

BRASIL

98.0% 97.9% 97.8%
74.6%

82.9%

80.9% 79.8%

87.4%

68.6%

55.5%

18.9% 20.9%

Abastecimento de água rede geral

Esgotamento sanitário - rede Destino do lixo - coletado
geral de esgoto ou pluvial

Energia elétrica - de
companhia distribuidora

Fonte: Censo IBGE 2010.

7

O Município de Viçosa possui grande importância histórica e cultural tanto para o
Estado de Alagoas, quanto para o país. O Quilombo dos Palmares, formado no século XVII,
estava localizado em uma região que corresponde hoje às imediações do município. Após
várias empreitadas contra o Quilombo, levadas a cabo tanto por holandeses quanto
portugueses, Zumbi foi finalmente derrotado na Serra Dois Irmãos, em Viçosa, no ano de
1695.
O município integra um circuito cultural de valorização e fortalecimento da cultura
negra, que pode ser observado no grande número de manifestações religiosas ligadas ao
candomblé. Destacam-se também as manifestações culturais folclóricas, que reafirmam a
importância do município como um pólo cultural de patrimônio imaterial.
Figura 8 – Quadro das atividades culturais cadastradas na Secretaria de estado da Cultura de
Alagoas
ATIVIDADE
CULTURAL
Casa Natal do
Senador Teotônio
Vilela
Banda de Pífano
Mestre Bia

LOCAL

BAIRRO

TIPOLOGIA

RESPONSÁVEL

CONTATO

Epaminondas
Gracindo

Centro

Patrimônio
Histórico

Estado de Alagoas

3551-5295
3551-3148

Banda de Pífano

Mestre Bia

Guerreiro

José Adilson da Silva

9105-7859

Reisado

Cícera

3282-1340

Guerreiro

Maria TeIma Pereira

9987-0755

Zona RuraI, Vale do
Paraíba e Mundaú
Zona Rual , Vale do
Paraíba e Mundaú
Zona RuraI, Vale do
Conj. Padre Cícero, 74
Paraíba e Mundaú
Conj. Frei Damião,
Zona Rual , Vale do
Rua J, n°15
Paraíba e Mundaú
Zonal Rural,Vale do
Rua Dourado, n°80
Paraíba e Mundaú
Zonal Rural,Vale do
Conj. Padre Cícero
Paraíba e Mundaú
Zona Rural, Vale do
Conj. Padre Cícero
Paraíba e Mundaú
Zona RuraI, Vale do
Av. 12 de Julho, nº 37
Paraíba e Mundaú
Povoado Mata
Zona RuraI, Vale do
Escuro, nº 12
Paraíba e Mundaú
Zona Rural, Vale do
Povoado Bananal
Paraíba e Mundaú
Rua Evilásio Torres,
Centro
488

Centro AfroBrasiIeiro

Ana Maria Nunez dos
Santos

Povoado Bananal, s/n

Zona Rural

Patrimônio vivo

Praça Apolinário
Rebelo

Centro

Música e
Folclore

Região do VaIe da
Paraíba e Mundaú

Guerreiro de Viçosa

Conj. Frei Damião, s/n

Reisado BananaI

Povoado Bananal

Guerreiro Riacho do
Meio
Centro Afro-brasileiro
São Jorge
Casa São João
Batista
Casa São Cosmo e
Casa São Damião

Rua Senador IsmaeI
Brandão
Rua Ademar
VasconceIos
Rua SiIvestre
Guaiana, n°49

Casa Preto Velho
Palácio de Oxu da
Menina
Centro Espírita
Palácio de Ogum
Centro Ogum
Senhor do Bomfim da
Bahia
Centro Espírita Afro
Umbanda
Reisado Virgem dos
Pobres
João Galdino da Silva
Expedito Tavares dos
Santos
Escola de Música e
Folclore José Aprígio
Vilela

Zona RuraI, Vale do
Paraíba e Mundaú
Zona Rual , Vale do
Paraíba e Mundaú
Zona RuraI, Vale do
Paraíba e Mundaú
Centro

Candomblé
Candomblé
Candomblé
Candomblé
Candomblé
Candomblé
Candomblé
Candomblé
Reisado
Patrimônio vivo

9988-4484
Maria do Casmo
Silva
Emídio Cordeiro da
Paz
Sebastiana Maria da
Silva
Rosalvo Ferreira dos
Reis
Cícero Bernardo
SiIva
Maira Nazaré dos
Santos

9168-9129

MareIeirre Batista
Expedito Tavares da
Santos
Mestre Bia (Mestre
de Banda de Pífano)
Mestre Expedito
(Mestre de Reisado)
Prefeitura Municipal

Fonte: Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas

Além dos centros culturais e monumentos apresentados no quadro, o município conta
ainda com a Casa da Cultura e Cidadania José Maria de Melo, Igreja Matriz Senhor Bom Jesus
do Bonfim, Museu Cultural do Vô, Igreja do Rosário e o Cine Godoi.
8

Plano Diretor do Município
O Plano diretor de Viçosa foi instituído pela Lei 740, de 14 de dezembro de 2006.
Segundo o estudo da Rede de Avaliação e Capacitação para a implementação dos Planos
Diretores Participativos1, o macrozoneamento consta no Capítulo VII, Seções I, II, III e IV. A
Área Rural é subdividida em: Macrozona Agrícola 2 – Bananal; Macrozona Agrícola 1 –
Jussara; Macrozona de Recuperação Ambiental 1 - Baixa Funda; Macrozona de Recuperação
Ambiental 2 – Minador; Macrozona de Recuperação Ambiental 3 - São Luiz; Macrozona de
Manejo Sustentável 1 – Dourada; Macrozona de Manejo Sustentável 2 – Tangil; Macrozona de
Proteção do Paraíba - Cascuda e Anel; A Área Urbana: Macrozona Prioritária para
Infraestrutura.
A Fazenda São Luiz, que abriga as instalações físicas da UFAL Unidade Viçosa, está
situada em uma área subdivida por duas macrozonas: Macrozona de Manejo Sustentável 1 –
Dourada; e Macrozona Agrícola 1 – Jussara.
Ainda segundo o estudo, as Macrozonas Agrícolas são definidas pelo Plano Diretor
como áreas constituídas predominantemente por culturas extensivas, com a presença de
aglomerações urbanas de pequeno porte, com atividades antrópicas rarefeitas e ausência de
atividades causadoras de impacto ambiental de elevada importância e magnitude. As
Macrozonas

de

Manejo

Sustentável

são

definidas

como

áreas

constituídas

predominantemente por culturas extensivas, relacionadas à reforma agrária e/ou agricultura
familiar de base agro-ecológica de baixo impacto ambiental, com a presença de
aglomerações urbanas consolidadas de pequeno porte e com grande potencial hídrico.

1

A equipe técnica solicitou o Plano Diretor do Município à Prefeitura, mas não obteve resposta. As
análises foram feitas a partir do estudo elaborado pela Rede de Avaliação e Capacitação para a
implementação dos Planos Diretores Participativos, realizada pelo Observatório das Metrópoles.
9

Figura 9 - Mapa com Macrozoneamento do Município de Viçosa.
Fonte: Rede de avaliação e capacitação para a implementação dos Planos diretores participativos,
2010. Disponível em: http://www.cidades.gov.br. Acesso em 01.06.2012. Grifo nosso: Localização da
Fazenda São Luís.

10

2. HISTÓRICO DA IMPLANTAÇÃO DA UNIDADE
A Unidade Acadêmica da UFAL em Viçosa/AL está sediada nas instalações da Fazenda
São Luiz, localizada da Zona Rural do município a aproximadamente 5 km do centro da
cidade. A extensão territorial da Fazenda é de 286 hectares, aproximadamente 1.000 tarefas.
O núcleo central da Fazenda é composto por um conjunto de edificações antigas que
foram reformadas, e um bloco de salas de aula e de laboratórios novos, totalizando 9
edificações. Uma delas é utilizada somente pelo CECA, e outra edificação está desativada,
restando ao Curso de Medicina veterinária a utilização de 7 edificações: o Edifício-sede, o
Ambulatório, o Bloco de Laboratórios, o Bloco de Salas de Aula, o Refeitório, a Garagem e a
Casa de Hóspedes. Fora do Núcleo Central há outras instalações e ambientes que também
são utilizados pelo Curso – o curral, os aviários e a vala séptica de resíduos sólidos.

Figura 10 – Localização da Fazenda São Luiz em relação ao Centro de Viçosa. A linha amarela sinaliza
os limites da Fazenda e a marcação em amarelo, o Núcleo Central. Imagem de 2009. Fonte Google
Earth, 2012.

Com base na imagem de satélite do Google Earth, de 2008, pode-se estimar os limites
da Fazenda São Luiz, considerando o desenho da distribuição da vegetação e das estradas
não pavimentadas que limitam a localidade.

11

Figura 11 – Limites estimados da Fazenda São Luiz. A marcação em amarelo representa o Núcleo
Central. Imagem de 2009. Fonte Google Earth, 2012.

Figura 12 - Maquete eletrônica da ocupação da Fazenda São Luiz. Imagem de 2009. Fonte Google
Earth, 2012.Legenda: Em amarelo – núcleo central - edificações existentes de 1944. Em cinza –
edificações rurais de 1940 – uso secundário ou sem uso. Em laranja – edificações de 1976 – restaurante
universitário e bloco de laboratórios. Em vermelho – edificação de salas de aula de 1979. Em branco –
obra em execução de laboratórios. Em verde – obras iniciadas do hospital veterinário.

Para elaborarmos um retrospecto da evolução da ocupação da Fazenda São Luiz,
dividimos o percurso histórico em quatro fases: A Fazenda Modelo, O Campus Avançado, a
Transferência do CECA e a Nova Interiorização da UFAL.
A primeira fase corresponde ao período de funcionamento da Fazenda Modelo São
Luiz, inaugurada em 17 de novembro de 1944. Nesse contexto foi construído o edifício-sede;
as edificações que hoje abrigam o CECA, a Casa de Hóspedes e o Ambulatório; a
12

Oficina/Garagem; o primeiro estábulo (hoje Ovinocultura); Laboratório (hoje desativado); os
primeiros aviários e a Vila dos funcionários. A Fazenda Modelo era vinculada ao Ministério da
Agricultura.
As primeiras fazendas modelo foram implantadas pelo Estado Brasileiro ainda na Velha
República com o objetivo de prover instalações para o ensino agrícola prático, desvinculado
dos níveis de escolaridade. Esse ensino buscava criar condições para acelerar o processo de
mecanização do campo, através do emprego de maquinário movido à tração animal.
No Governo Vargas, as fazendas modelo foram criadas por iniciativa do Ministério da
Agricultura e passaram a objetivar a fixação do trabalhador no campo, evitando o êxodo rural,
num momento em que a industrialização forçava a expansão do mercado de trabalho na
cidade. Esses estabelecimentos agropecuários foram criados para fins de exploração
econômica, de modo a garantir aumentos de produtividade mediante aperfeiçoamento de
técnicas agrícolas e manuseio do maquinário.
Contudo, as fazendas modelo implantadas no país produziram resultados aquém do
esperado, e passaram a ser desativadas. Com a desativação da Fazenda São Luiz, suas
instalações passaram para o controle do Município de Viçosa, e passou a abrigar um grupo
escolar, que funcionou até 1975.

(a)

(b)

Figura 13 - (a) À esquerda, edifício-sede da Fazenda São Luiz; (b) à direita, edifício que abriga setor
administrativo do Centro de Ciências Agrárias (CECA).

13

(a)

(b)

Figura 14 - (a) À esquerda, a Casa de Hóspedes; (b) à direita, o Ambulatório.

(a)

(b)

Figura 15 - (a) À esquerda, edifício desativado, em ruína; (b) à direita, a Garagem/Oficina.

(a)

(b)

Figura 16 - (a) À esquerda, Vila dos Funcionários; (b) à direita, laboratório desativado, em ruínas.

14

(a)

(b)

Figura 17 - (a) À esquerda, antigo estábulo, hoje Ovinocultura; (b) à direita, os primeiros aviários
construídos.

A segunda fase se deu no contexto do Programa Campus Avançado, implementado
pelo MEC e pelo Ministério do Interior em 1970, no contexto da Ditadura Militar. O Programa
objetivava a interiorização das universidades como forma de romper com a concentração do
desenvolvimento econômico no Centro Sul e nas grandes cidades, levando a formação
profissional para regiões afastadas dos grandes centros.
A criação do Campus Avançado em Viçosa foi efetivada através da Lei nº 412, de 05 de
maio de 1975, quando o Município de Viçosa fez a doação da Fazenda São Luiz à
Universidade. Em 21 de maio de 1975, O Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão (CEPE)
criou o Centro de Ciências Agrárias (CECA), que passou a abrigar o Curso de Agronomia,
criado em 1974. Ainda em 1975, o CECA passa a funcionar na Fazenda São Luiz, juntamente
com as atividades do Curso de Agronomia. Nesse contexto, foram construídos o Restaurante,
o Laboratório, o Campo de futebol, a Caixa d‘água, a Casa de Vegetação e o segundo
estábulo.

(a)

(b)

Figura 18 - Restaurante universitário, (a) vista da fachada frontal e (b) vista interna.
15

(a)

(b)

Figura 19 - (a) À esquerda, Laboratório de Anatomia Animal; (b) à direita, a Casa de Vegetação
(desativada).

A terceira fase inicia em 1984, com a Transferência do CECA para Maceió, juntamente
com os Cursos que abrigava. Nesse período a Fazenda São Luiz continuou funcionando como
local de realização de atividades de pesquisa e com algumas práticas laboratoriais do Centro.
Poucas edificações foram construídas nesse período, a exemplo do estábulo e dos outros dois
aviários. Os aviários, diferentes daqueles construídos na primeira fase, observaram a
orientação solar correta, sendo dispostos com a as cumeeiras dos telhados em sentido
Leste/Oeste. O Governo do Estado construiu um grupo escolar na Fazenda para atender as
crianças da comunidade.

(a)

(b)

Figura 20 - Aviários construídos de acordo com a orientação solar correta.

16

(a)

(b)

Figura 21 - Grupo escolar, fachada frontal e pátio interno.

Por fim, a quarta fase inicia com o Projeto de Interiorização da UFAL, elaborado em
2005 e implementado em 2006. O Projeto criou o Curso de Medicina Veterinária, instalado em
parte das edificações do Núcleo Central da Fazenda São Luiz. No capítulo em que consta a
caracterização do município de Viçosa, o Projeto de Interiorização justifica a criação do Curso
de Medicina Veterinária, afirmando que o Município:
‗(...) tem sua economia destacada pela produção de proteína animal, centrada
na pecuária bovina de leite e de corte, na criação de suínos e aves, além da
criação de equinos‘ (UFAL, 2005).

Para abrigar o Curso, foi construído um bloco de salas de aula e foram realizadas
reformas nos edifícios da Administração Geral, Ambulatório e Laboratório de Anatomia Animal.
A reforma do Edifício-sede enfrentou problemas na execução da cobertura, sendo necessária
a realização de novas reformas após a conclusão das obras. As obras da cobertura foram
concluídas em 2011, assim como as obras de pavimentação das vias que conformam o
núcleo central da Fazenda.

17

(a)

(b)

Figura 22 - (a) À esquerda, bloco de salas de aula, construído em 2007; (b) à direita, canteiro de obras
dos Laboratórios Estruturantes.

O Curso de Medicina Veterinária enfrentou diversos problemas devido à carência de
infraestrutura mínima para o seu funcionamento. A comunidade acadêmica se mobilizou em
diversas ocasiões para cobrar da Reitoria a construção do Hospital Veterinário e de um novo
bloco de laboratórios, indispensáveis ao desenvolvimento das atividades do Curso.
As obras do Hospital de Clinicas Veterinárias foram iniciadas em 2011, com conclusão
prevista para o ano de 2013. As obras dos Laboratórios Estruturantes do Curso de Medicina
Veterinária também foram iniciadas em 2011.

Figura 23 - Maquete eletrônica do Hospital de Clínicas Veterinárias.
Fonte: www.ufal.edu.br

Não foi possível localizar a planta topográfica da Fazenda, portanto a equipe do Plano
Diretor desenvolveu um mapa de situação, localizando suas principais instalações, tomando
como base imagens do Google Earth e a descrição dos ambientes e equipamentos rurais que
existem na Fazenda.

18

Figura 24 - Mapa esquemático com a implantação dos edifícios na Fazenda São Luiz. Elaboração:
Equipe Técnica do Plano Diretor Campus Arapiraca

19

3. CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL SOCIAL DA COMUNIDADE ACADÊMICA
O Campus Arapiraca, composto pela Sede, em Arapiraca, e pelas Unidades Penedo,
Palmeira dos Índios e Viçosa apresentam um corpo social formado por 3.469 pessoas2,
quando somados os três segmentos da comunidade universitária mais o corpo de
funcionários terceirizados.
A Unidade Viçosa conta com uma população universitária menor já que abriga apenas
1 dos 19 cursos oferecidos pelo Campus: Medicina Veterinária.
Figura 25 - Quadro com os quantitivos do corpo social do Campus Arapiraca
UNIDADE

DOCENTES

TÉCNICOS

DISCENTES

FUNC. TERC.

TOTAL

2445
ARAPIRACA
138
53
2209
45
480
PALMEIRA
26
07
437
10
292
PENEDO
21
09
246
16
212
VIÇOSA
12
12
183
5
TOTAL
197
81
3075
76
3429
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor. Dados fornecidos pela Direção Acadêmica e pelo
Departamento de Recursos Humanos – Campus Arapiraca – atualizados em julho de 2012.

3.1. CORPO DOCENTE
A caracterização do corpo docente foi realizada com base em levantamentos de dados
feitos entre dezembro de 2011 e fevereiro de 2012, utilizando como base o quadro docente do
Campus, fornecido pela Direção Acadêmica, e a Plataforma Lattes, hospedada no portal do
CNPq. Esse levantamento apontou que a UFAL Campus Arapiraca possui 197 professores
efetivos, distribuídos na sede e nas três Unidades Acadêmicas. Desse total, 138 estão lotados
na Sede (70,0%), 26 em Palmeira dos Índios (13,2%), 21 em Penedo (10,7%) e 12 em Viçosa
(6,1%).
No tocante ao gênero, há predominância de homens, já que o quadro docente conta
com 86 professoras, correspondendo a 44%, e 111 professores, compondo 56% do quadro.
Em Viçosa, a porcentagem de professores do sexo masculino é de apenas 42%, e do gênero
feminino é de 58%, o quadro docente em Viçosa é, portanto, composto majoritariamente por
mulheres.

2

Conforme levantamento realizado em dezembro de 2011 e julho de 2012.

20

Unidade Viçosa
Unidade Palmeira
dos Viçosa
Índios
Figura 26 - Corpo docente - Divisão por gênero em

Unidade Penedo

38%

42%

38%

58%

62%

Feminino

62%

Masculino

3.2. CORPO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO
O Corpo Técnico Administrativo da UFAL Campus Arapiraca é composto por 81
servidores sendo 53 lotados na Sede, em Arapiraca; 7 na Unidade Palmeira; 9 na Unidade
Penedo e 12 na Unidade Viçosa3. Desse contingente 35 estão lotados em setores
administrativos4, 26 em laboratórios, 8 nas biblioteca, 5 nos Núcleos de Tecnologia da
Informação (NTI) e 7 em atividades específicas (2 Pedagogos, 1 Engenheiro Civil, 2 Médico
Veterinário, 1 Técnico em Contabilidade e 1 Assistente Social).
Figura 27 - Distribuição do corpo técnico-administrativo em setores por Unidade Acadêmica
UNIDADE
VIÇOSA

UNIDADE P.
INDIOS

UNIDADE
PENEDO

SEDE
ARAPIRACA

TOTAL

Administração

1

0

0

4

5

Técnico em contabilidade

0

0

0

1

1

Engenheiro Civil

0

0

0

1

1

Bibliotecário

1

1

1

1

4

Auxiliar de Biblioteca

0

0

0

1

1

Coord. de Registro e
Controle Acadêmico CRCA TAE

1

1

2

2

6

Pedagogo

0

0

0

2

2

Assistente Social

0

0

0

1

1

Núcleo de Tecnologia da
Informação (NTI)

0

1

1

3

5

Secretaria de Cursos/ de
Unidade

0

0

0

4

4

Secretaria Executiva

1

2

1

5

9

Assistente administrativo

1

2

1

10

14

Técnico em laboratório

5

0

3

18

26

Médico Veterinário

2

0

0

0

2

TOTAL

12

7

9

53

81

LOTAÇÃO

Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor

3

Conforme levantamento realizado em Dezembro de 2011.
Foram considerados setores administrativos: Administração, Coordenadoria de Registro e Controle
Acadêmico (CRCA), Direção Acadêmica, Divisão de Serviços Gerais (DSG), Secretaria de Cursos,
Secretaria Executiva e Assuntos Educacionais.
4

21

O quadro com a distribuição do corpo técnico administrativo mostra os gargalos que
comprometem o desempenho das atividades universitárias nas Unidades Acadêmicas. As
principais carências estão em atividades de secretariado de cursos, auxiliares administrativos
em diversos setores e técnicos em informática.

Essas funções estão ligadas a órgãos

fundamentais para o bom desempenho das atividades universitárias e a carência de corpo
técnico capacitado para desempenhá-las apresenta-se como um grave problema e precisa ser
superado com urgência. Em Viçosa a maior parte dos técnicos está concentrada em
atividades de laboratório. Com a construção dos novos laboratórios e do hospital veterinário
há uma demanda de contratação de novos técnicos eminente, mas ainda não quantificada.
No tocante ao gênero, o corpo técnico administrativo é composto por 54 servidores do
sexo masculino e 27 servidores do sexo feminino. Nas Unidades Viçosa 75% dos servidores é
do sexo masculino.

3.3. CORPO DISCENTE
Segundo o levantamento realizado5, o corpo discente da Universidade Federal de
Alagoas/Campus Arapiraca corresponde a um total de 3.075 alunos, distribuídos nos
dezenove cursos sediados em suas quatro Unidades Acadêmicas. Na Unidade de Viçosa, o
corpo discente é de 183 alunos em um curso.
Figura 28 – Quadro do Corpo discente do Campus Arapiraca: quantidade por curso
CURSO

UNIDADE

Medicina Veterinária

Viçosa

GRAU
ACADEM
Bacharelado

ANO DE
VAGAS/
DURACAO
CRIACAO
ANO*
(SEM.)
2006
10 a 16
50
TOTAL CAMPUS ARAPIRACA

NÚMERO
ALUNOS**
183
3075

(*) Números de vagas oferecidas em 2010.
(**) Com base em dados levantados em novembro de 2011.

No tocante ao gênero, 60% dos alunos do Campus Arapiraca é do sexo feminino e 40%
do sexo masculino. Nas Unidades, há uma variação entre o número de alunos do sexo
masculino e feminino. A Unidade de Viçosa é a única que apresenta o corpo discente
majoritariamente masculino, 51% do alunado é composto por alunos do sexo masculino.
Figura 29 – Quadro do Corpo discente do Campus Arapiraca: gênero.
CURSO

UNIDADE

Medicina Veterinária

Viçosa

TOTAL CAMPUS ARAPIRACA

GÊNERO
MASC

FEM

51%
40%

49%
60%

5

Dados organizados pela Direção Acadêmica do Campus Arapiraca entre 01 e 14 de novembro de
2011 e cedido à equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Campus Arapiraca Sede e Unidades em 17 de
novembro de 2011.

22

Unidade Viçosa

49%
51%

Feminino

Feminino

Masculino

Masculino

Figura 30 – Gráfico da distribuição do Corpo Discente por gênero nas Unidades de Ensino. Elaboração:
Equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Arapiraca e Unidades. Fonte: Direção Acadêmica do Campus
Arapiraca

A análise do aluno quanto à idade apontou que o corpo discente da UFAL Campus
Arapiraca, somados os alunos das quatro Unidades, apresenta 23,3% na faixa etária de 16 a
19 anos. Mais da metade (54,1%) está na faixa entre 20 e 24 anos e 22,6% têm mais de 25
anos. Esses percentuais variam em cada Unidade em função do número de cursos e da
duração dos mesmos, aumentando ou diminuindo o tempo de permanência na universidade.
Figura 31 – Tabela da Média de idade do corpo discente por curso
CURSO
Administração

UNIDADE
Arapiraca

GRAU ACAD
Bacharelado

DURACAO MIN
4 anos

Administração Pública

Arapiraca

Bacharelado

4 anos

21.5 anos

Ciência da Computação

Arapiraca

Bacharelado

4 anos

21.4 anos

Ciências Biológicas

Arapiraca

Licenciatura

4 anos

22.3 anos

Educação Física

Arapiraca

Licenciatura

4 anos

23.1 anos

Física

Arapiraca

Licenciatura

4 anos

22.9 anos

Letras/Língua Portuguesa

Arapiraca

Licenciatura

4 anos

0.0 anos

Matemática

Arapiraca

Licenciatura

4 anos

22.3 anos

Pedagogia

Arapiraca

Licenciatura

4 anos

21.5 anos

Química

Arapiraca

Licenciatura

4 anos

22.5 anos

Palmeira dos Índios

Bacharelado

4 anos

23.5 anos

Turismo

Penedo

Bacharelado

4 anos

23.3 anos

Enfermagem

Arapiraca

Bacharelado

4,5 anos

21.6 anos

Agronomia

Arapiraca

Bacharelado

5 anos

22.9 anos

Arquitetura e Urbanismo

Arapiraca

Bacharelado

5 anos

22.7 anos

Engenharia de Pesca

Penedo

Bacharelado

5 anos

23.6 anos

Medicina Veterinária

Viçosa

Bacharelado

5 anos

23.1 anos

Psicologia

Palmeira dos Índios

Bacharelado

5 anos

22.8 anos

Zootecnia

Arapiraca

Bacharelado

5 anos

23.2 anos
22.6 anos

Serviço Social

MEDIA TOTAL

MED IDADE
21.6 anos

A Unidade Viçosa é a que apresenta o maior contingente de alunos com idade entre 20
e 24 anos e a menor fatia com idade entre 16 e 19 anos. Juntamente com a Unidade Penedo,

23

a Unidade Viçosa apresenta um corpo discente com média de idade maior, já que 28% dos
alunos têm 25 anos ou mais.

Corpo discente UFAL Campus Arapiraca Unidade Viçosa
Idade
52 anos
51 anos
50 anos
49 anos
48 anos
47 anos
46 anos
45 anos
44 anos
43 anos
42 anos
41 anos
40 anos
39 anos
38 anos
37 anos
36 anos
35 anos
34 anos
33 anos
32 anos
31 anos
30 anos
29 anos
28 anos
27 anos
26 anos
25 anos
24 anos
23 anos
22 anos
21 anos
20 anos
19 anos
18 anos
17 anos
16 anos

0
0
0
0
0
0

3%

1%

1%

1% 0%

1
0
0

15 a 19 anos

16%
1

20 a 24 anos

22%

0
0
0
0
0
0

25 a 29 anos
30 a 34 anos

35 a 39 anos
40 a 44 anos
45 a 49 anos

2

56%

0
0

50 a 54 anos

1
1
1
3
6
2

8
12
12
21
23
21
20
18

15
13
2
0

Figura 32 – Gráfico da faixa etária dos alunos de Viçosa.
Fonte dos dados: Direção Acadêmica do Campus Arapiraca. Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Campus
Arapiraca e Unidades Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa.

O levantamento sobre a formação no ensino médio do alunado da UFAL Campus
Arapiraca mostrou que 78% dos alunos cursaram o ensino médio em escolas públicas,
enquanto 22% cursaram no ensino privado. A composição dessa porcentagem no Curso de
Medicina Veterinária é apresentada na tabela a seguir.
24

Figura 33 – Quadro da Formação no ensino médio do corpo discente da UFAL Campus Arapiraca
em escola pública ou privada.
CURSO
GRAU ACAD
UNIDADE
TOT ALUN ENS PUB ENS PRI ENS PUB ENS PRI
Administração
Bacharelado
Arapiraca
194
151
43
78%
22%
Administração Pública
Bacharelado
Arapiraca
40
39
1
98%
3%
Agronomia
Bacharelado
Arapiraca
204
167
37
82%
18%
Arquitetura e Urbanismo
Bacharelado
Arapiraca
199
124
75
62%
38%
Ciência da Computação
Bacharelado
Arapiraca
197
121
76
61%
39%
Ciências Biológicas
Licenciatura
Arapiraca
208
161
47
77%
23%
Educação Física
Licenciatura
Arapiraca
217
150
67
69%
31%
Enfermagem
Bacharelado
Arapiraca
190
116
74
61%
39%
Física
Licenciatura
Arapiraca
177
153
24
86%
14%
Letras/ Língua Portuguesa
Licenciatura
Arapiraca
40
40
0
100%
0%
Matemática
Licenciatura
Arapiraca
180
155
25
86%
14%
Pedagogia
Bacharelado
Arapiraca
40
40
0
100%
0%
Química
Licenciatura
Arapiraca
176
159
17
90%
10%
Zootecnia
Bacharelado
Arapiraca
147
112
35
76%
24%
Psicologia
Bacharelado
Palmeira dos Índios
219
152
67
69%
31%
Serviço Social
Bacharelado
Palmeira dos Índios
218
142
76
65%
35%
Engenharia de Pesca
Bacharelado
Penedo
150
117
33
78%
22%
Turismo
Bacharelado
Penedo
96
88
8
92%
8%
Medicina Veterinária
Bacharelado
Viçosa
183
105
78
57%
43%
TOTAL
3075
2292
783
75%
25%
Fonte dos dados: Direção Acadêmica do Campus Arapiraca
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Campus Arapiraca e Unidades Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa.

Os cursos que apresentaram o maior número de alunos advindos de escolas privadas
foram Medicina Veterinária (43%), Enfermagem (39%), Ciências da Computação (39%) e
Arquitetura e Urbanismo (38%). Em Viçosa, 57% dos alunos cursaram o ensino médio em
escolas públicas.
Figura 34 - Composição do alunado em função da origem do ensino médio em cada Unidade

Unidade Viçosa

Unidade Penedo

15%

Sede Arapiraca

Unidade Palmeira do
Índios

19%
33%

43%
57%
85%

Ensino Médio Público

67%

81%

Ensino Médio Privado

Fonte dos dados: Direção Acadêmica do Campus Arapiraca
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Campus Arapiraca e Unidades Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa.

A cartografia que apresenta o município de origem do alunado contemplou duas
escalas: a escala intramunicipal e a escala estadual.

25

Na escala intramunicipal, foram cartografados o local de residência dos alunos por
bairro, na zona urbana, e por localidade e povoados, na zona rural dos municípios sede das
unidades do Campus Arapiraca. Esse levantamento tem por objetivo um mapeamento dos
bairros, localidades e povoados onde há maior concentração de alunos residentes.
O levantamento na escala estadual se deve à premissa de que a implantação dos
campi interioranos são estratégias de desenvolvimento regional. Deste modo, faz-se
necessário mensurar se o Campus Arapiraca está atendendo às demandas de formação
superior no interior do estado de Alagoas.
No âmbito do estado de Alagoas, os dados referentes ao município de origem do aluno
matriculado no Campus Arapiraca foram cartografados visando oferecer o modo como os
alunos estão distribuídos no estado.
Os alunos da UFAL Campus Arapiraca têm origem em 68 dos 102 municípios do
estado de alagoas: 24 municípios do Agreste Alagoano, 24 do Leste Alagoano (Zona da Mata)
e 20 do Sertão Alagoano. Além desses, 22 alunos são provenientes de outros 13 estados da
federação. A quantidade de alunos por município não é homogênea. Dos 3.075 alunos que
estudam na UFAL Campus Arapiraca (Sede e Unidades), 60,8% tem origem nos municípiossede das Unidades, sendo que 45,7% provêm de Arapiraca, 7,3% de Penedo, 7,0% de
Palmeira dos Índios e 0,8% de Viçosa. Portanto, 39,2% dos alunos que estudam no campus
são provenientes de outros municípios onde o Campus UFAL Arapiraca não está sediado.
Dados mais detalhados sobre a origem dos alunos por Unidade de Ensino estão
especificados nos relatórios das respectivas unidades.
No que tange ao município de origem, a Unidade de Viçosa é que possui o alunado
mais diversificado em termos percentuais. A Unidade conta com alunos vindos de 37
municípios. Também pode ser constatado que é a Unidade cujo município-sede possui a
menor fatia do alunado: 11% do total. A metade do corpo discente é formada por alunos
vindos de Arapiraca e Maceió.

26

Figura 35 – Cartograma da distribuição do corpo discente por origem de domicílio no Estado de
Alagoas

Alunos do Campus Arapiraca Unidade Viçosa
Município de origem
OUTROS ESTADOS
2%

MACEIO
35%
OUTROS MUNICIPIOS DE
AL
29%

PAULO JACINTO
4%
PALMEIRA DOS INDIOS
4%

VICOSA
11%

ARAPIRACA
15%

Figura 36 – Gráfico da distribuição do corpo discente por origem de domicílio.

27

Figura 37 - Unidade Viçosa: relação entre o número de alunos provenientes de municípios do
estado de Alagoas pela população desses municípios
ORDEM

MUNICÍPIO
1 Paulo Jacinto
2 Viçosa
3 Santa Luzia do Norte
4 Mar Vermelho
5 Coité do Nóia
6 Jaramataia
7 Quebrangulo
8 Lagoa da Canoa
9 Tanque d`Arca
10 Chã Preta
11 Satuba
12 Arapiraca
13 Traipu
14 Campo Grande
15 Taquarana

MESORREGIAO
Agreste Alagoano
Leste Alagoano
Leste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Sertão Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Leste Alagoano
Leste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano

ALUNOS*
7
20
4
2
2
1
2
3
1
1
2
27
3
1
2

POP MUNIC**
7426
25407
6891
3652
10926
5558
11480
18250
6122
7146
14603
214006
25702
9032
19020

ALUNO/HAB
0.0009426
0.0007872
0.0005805
0.0005476
0.0001830
0.0001799
0.0001742
0.0001644
0.0001633
0.0001399
0.0001370
0.0001262
0.0001167
0.0001107
0.0001052

Figura 38 – Cartograma da distribuição do corpo discente por origem de domicílio no tecido
urbano de Viçosa

O cartograma acima mostra a origem dos estudantes que residem na cidade de
Viçosa. Percebe-se uma concentração de estudantes nos bairros do Centro. A segunda maior
concentração é no bairro Conjunto Cidade de Deus, seguido da terceira concentração no
28

bairro Cohab. No cartograma de origem na zona rural de Viçosa, percbe-se a maior
concentração na Fazenda , segundo da Fazenda São Luís.
Figura 39 – Cartograma da distribuição do corpo discente por origem de domicílio na zona rural
de Viçosa

3.4. CORPO DE FUNCIONÁRIOS TERCEIRIZADOS
O corpo de terceirizados totaliza 76 funcionários e é composto por motoristas,
eletricista, encanador, pedreiro, manutenção, limpeza e seguranças. Os serviços terceirizados
nas Unidades do Campus Arapiraca são realizados por três empresas: Servipa, Ativa e Plena.
A Servipa Serviços Gerais Ltda realiza a prestação de serviços em segurança
integrada, compreendendo a disponibilização e instalação de equipamentos de captação,
geração, visualização e gravação de imagens. A empresa é responsável também por fazer o
controle de acesso de pessoas e veículos, operar com o sistema de alarme de intrusão e
destinar pessoal para os serviços de monitoramento e controle. A Servipa presta o serviço
através de 36 funcionários, que trabalham em horários alternados nas 4 Unidades, porém, na
29

Unidade Viçosa, o serviço é prestado pela Servipa terceirizada pela UFAL Campus A. C.
Simões.
A Ativa Serviços Gerais Ltda é especializada na prestação de serviços de limpeza,
conservação, higienização e desinfecção de áreas internas e externas com fornecimento de
mão-de-obra e material de limpeza. A Ativa conta com motoristas que fazem a condução dos
veículos institucionais. A empresa presta o serviço através de 13 funcionários distribuídos nas
4 Unidades.
A Plena Terceirização de Serviços Contratação atua na prestação de serviço de
limpeza, conservação, higienização e desinfecção de bens móveis e imóveis. A prestação do
serviço e realizada por 27 funcionários distribuídos nas 4 Unidades.
Figura 40 - Quantitativo de funcionários terceirizados em cada Unidade6
UNIDADE
ARAPIRACA
PALM INDIOS
PENEDO
VICOSA
TOTAL

ATIVA
10
1
1
1
13

PLENA
15
3
5
4
27

SERVIPA
20
6
10
0
36

TOTAL
45
10
16
5
76

Os funcionários especializados – eletricista, pedreiro, encarregado da manutenção e
encanador – ficam sediados em Arapiraca e quando há necessidade de serviços de reparo
nas Unidades, esses funcionários são deslocados para solucionar o problema e retornam
assim que concluem o serviço. As demandas pela prestação de serviço desses funcionários é
frequente e o deslocamento gera atrasos na resolução dos problemas. Faz-se necessário
portanto, descentralizar os serviços desses funcionários especializados de modo que cada
Unidade conte com seus próprios funcionários. Para isso, é preciso ampliar o contingente de
funcionários terceirizados contratados.
Em Viçosa a demanda por funcionários terceirizados é grande, visto a carência por
serviços de segurança para a infraestrutura atual, e também para limpeza e manutenção
prevendo a finalização das novas obras de laboratórios e hospital veterinário.

4. ANÁLISE DOS EIXOS TEMÁTICOS
4.1. DEMANDA ATUAL PARA OS SERVIÇOS

6

Levantamento feito em novembro de 2011.

30

O serviço de alimentação que existe na Unidade Viçosa atende a cerca de 30 refeições
no horário de almoço, e não funciona no jantar. A Coordenação da Unidade informou que o
serviço de almoço será cancelado a partir de março de 2012, por problemas de inadequação
às normas de vigilância sanitária. A necessidade de alimentação da unidade Viçosa é o dobro
do que hoje é oferecido, ou seja, 60 refeições no almoço e a iniciação de refeições no jantar,
já que a residência universitária será inaugurada e os alunos necessitarão deste serviço.

(a)

(b)

Figura 41 - Vistas internas do Restaurante: (a) cozinha e (b) área das mesas.

O Restaurante Universitário, construído em 1976, tem capacidade para atender 145
comensais e foi reformado recentemente, mas as obras contemplaram apenas o espaço das
mesas. Os espaços destinados ao preparo dos alimentos ainda não passaram por reforma,
permanecem sem forro e com as janelas danificadas, oferecendo risco à segurança alimentar
dos comensais. Outro problema é a ausência de banheiros para os comensais. Os banheiros
do Restaurante ficam localizados nas dependências da cozinha e são destinados apenas aos
funcionários.
Encontra-se finalizada a obra de reforma da Casa de Hóspedes, que funcionará como
alojamento dos alunos na Fazenda São Luiz. A Casa possui 196,00 m² de área construída e
dispõe de dois quartos - que totalizam 71, 3 m² de área útil -, sala de convivência, cozinha,
dois banheiros e uma varanda contornando o edifício. Os dois quartos, um feminino e um
masculino, abrigarão 12 alunos, 6 alunos em cada um. A necessidade de residência para os
estudantes em Viçosa é de cerca de 30 alunos, pois a maioria deles vem de outros municípios
para cursar Medicina Veterinária na localidade.

31

(a)

(b)

Figura 42 - Vistas internas da Casa de Hóspedes: (a) quarto e (b) cozinha.

Não há serviço de atendimento médico, nem atendimento psicossocial na Unidade
Viçosa. Todos os casos de emergência médica são direcionados ao pronto-socorro do
Hospital Municipal, localizado na Praça do Relógio, a cerca de 6 km da unidade. Os casos de
necessidade de atendimento psicossocial são direcionados à PROEST, no Campus A. C.
Simões, em Maceió.
Figura 43 - Quadro de demandas dos serviços da Unidade Viçosa em relação a serviços de
assistência social.

Serviços de Assistência Social
Alimentação/ Dia
Residência Estudantil/ Semestre
Atendimentos Médico/ Mês
Atendimento Psicossocial/ Mês

Unidade Viçosa
60 refeições de Almoço e 20 refeições de Jantar
80% do número total de estudantes
Informação não encontrada
Informação não encontrada

Fonte: entrevista com a Coordenação da Unidade e levantamento do número de bolsistas de
permanência e de alimentação da Unidade.

4.2. INFRAESTRUTURA E SERVIÇOS URBANOS
4.2.1. Setorização e planejamento dos blocos
A Unidade Viçosa ocupa hoje as instalações do Núcleo Central da Fazenda São Luiz.
As demais edificações são administradas pelo Centro de Ciências Agrárias da UFAL, situado
no Campus Delza Gitaí, em Rio Largo/AL.
A SINFRA desenvolveu a setorização e a ocupação do solo, a partir edificações
antigas, que foram reaproveitadas para o funcionamento da Unidade. Como o processo de

32

ocupação ainda está em fase de consolidação, alguns prédios não estão totalmente em
funcionamento, sendo prioritárias a reforma e reutilização.

Figura 44 - Mapa de uso e ocupação das instalações da Unidade Viçosa.

As instalações que hoje abrigam as atividades do Curso de Medicina Veterinária
somam 2.631,93 m² e são compostas pelo Edifício-sede (Administração Geral), o Laboratório
de Anatomia Animal, o Bloco de Salas de Aula, o Restaurante, a Garagem, o Ambulatório e a
Casa de Hóspedes.
As instalações do Curso estão passando por uma expansão, com a construção do
Bloco de laboratórios Estruturantes e do Hospital Veterinário. Há ainda a edificação
abandonada, que está em estado de deterioração avançada e carece de obras de reforma
para ser utilizada pelo Curso. Com a expansão, a Unidade contará com instalações que
somarão 5.448, 26 m² de área construída.
O Edifício-sede abriga usos diversos, comportando atividades administrativas e
acadêmicas. A Administração Geral da unidade funciona nesse edifício, abrigando a
Coordenação de Curso, a Administração Geral, setores técnicos e salas de professores. Nos
33

compartimentos relacionados com atividades acadêmicas, funcionam a biblioteca, sala de
convivência, duas salas de aula e três laboratórios: microscopia, biologia e informática. O
edifício tem três banheiros públicos – sendo um para pessoas com deficiência – e dois
banheiros de uso restrito, um na sala de professores e outro na sala da administração. O
centro do edifício é destinado à circulação e abriga um pátio central com tratamento
paisagístico, mas não possui bancos para permanência das pessoas. A fachada frontal do
edifício conta com três mastros, sendo que o mastro central encontra-se danificado e a
inscrição no monumento encontra-se apagada.
A Edificação hoje abandonada foi construída na primeira fase da ocupação, em terreno
vizinho à Administração Geral. A reforma do edifício, além de contribuir para a preservação do
patrimônio construído, pode abrigar equipamentos universitários importantes, tais como a
biblioteca e a livraria.
A Casa de Hóspedes está com as obras de reforma em estágio de conclusão, e
funcionará como Residência Universitária. A Casa possui 196,00 m² de área construída com
dois quartos que totalizam 71, 3 m² de área útil, com capacidade para acomodar 24 alunos. A
casa dispõe de sala de convivência, cozinha, dois banheiros e uma varanda contornando o
edifício.
O edifício que abriga o atual Ambulatório será destinado a outro uso, após a
construção do Hospital Veterinário. O Ambulatório tem 124, 27 m² de área construída e nos
fundos foi construído um pequeno estábulo, para abrigar os animais em observação.
A Garagem abriga também instalações onde funciona a oficina da Fazenda. Nesse
edifício ficam estacionados os veículos e são feitas a manutenção e o reparo dos
equipamentos utilizados. A Garagem, juntamente com as oficinas totalizam 273,35 m² de área
construída.
Ao lado da Garagem está o canteiro de obras da construção dos Laboratórios
Estruturantes do Curso de Medicina Veterinária. O programa do edifício prevê instalações para
Laboratório de doenças Parasitárias, Laboratório de Doenças Infecciosas, Laboratório de
Inspeção de Alimentos, Laboratório de Nutrição Animal, Laboratório de Tecnologia de
Alimentos e Sala de aula. O valor da obra é de R$ 1.057.747,84 e a previsão de conclusão é
de 240 dias contados a partir de março de 2012.
O Restaurante Universitário, construído em 1976, apresenta 483,75 m² de área
construída, com capacidade para atender 145 comensais. A reforma do Restaurante
Universitário encontra-se inacabada, apenas o espaço das mesas foi reformado. Os espaços
destinados ao preparo dos alimentos ainda não passou por reforma. Essa área permanece
sem forro e com as janelas danificadas, oferecendo risco à segurança alimentar dos
comensais. Em abril de 2012, o Restaurante teve suas atividades suspensas devido ao
34

embargo da Vigilância Sanitária, alegando, dentre outros fatores, a inadequação das
instalações de preparo dos alimentos no Restaurante. Outro problema é a ausência de
banheiros para os comensais. Os banheiros do Restaurante ficam localizados nas
dependências da cozinha e são destinados apenas aos funcionários.
O Bloco de Salas de Aula teve sua construção iniciada em 2007, para atender às
atividades do Curso de Medicina Veterinária, recém-criado naquele contexto. O Bloco tem
288,03 m² de área construída e é composto de três salas de aula de diferentes tamanhos. A
primeira, com 55,30 m², destinada a comportar 40 alunos; a segunda, com 66,00 m², para 50
alunos; e a terceira, com 101,50m², para 80 alunos. O edifício não possui circulação interna e
também não possui banheiros. Para irem ao banheiro, os alunos têm de sair do edifício e usar
os sanitários da ala dos professores, no Laboratório de Anatomia Animal, vizinho ao Bloco.
O edifício que atualmente abriga o Laboratório de Anatomia Animal foi construído em
1979, como parte das demandas do Centro de Ciências Agrárias. A partir do funcionamento
do Curso de medicina Veterinária, criado em 2006, o edifício passou por reformas que alterou
sua conformação interna. Desde então ele se divide em duas alas, uma ala de laboratórios e
uma ala com salas de professores. O edifício apresenta 375,07 m² de área construída. O
Laboratório de Química e os dois Laboratórios de Anatomia Animal somam 212,29 m² de área
útil. As salas de professores são de dois tipos, duas com área útil de 12.75 m² e três de 10.08
m², somando 55.74 m².
Figura 45 - Quadro de localização e quantificação das instalações por tipo de uso
USO
Sala de aula
Sala de professores
Laboratórios
Lab. de Informática
Setor Administrativo
Restaurante
Biblioteca
Auditório
Multimídia
Área de Convivência
Banheiros

EDIFICIO
AG, BSA
AG, LAA
AG, LAA, AMB
AG
AG, REST
REST
AG
—
BSA
AG
AG, LAA, CH, REST

QUANT
5
6
6
1
4
1
1
0
1
1
6

ÁREA ÚTIL
213.52
96.00
392.24
49.68
109.44
387.00
44.70
0.00
101.50
31.32
116.23

Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor, a partir do material fornecido pela SINFRA. Siglas: AG
(Administração Geral), BSA (Bloco de Salas de Aula), LAA (Laboratório de Anatomia Animal), REST
(Restaurante), AMB (Ambulatório), CH (Casa de Hóspedes).

35

COMPARTIMENTO
BLOCO
ÁREAde
ÚTIL
ÁREA ÚTIL TOTAL
Figura
46 – Quadro da quantificação
da área PAVT.º
útil porQUANT.
tipologia
compartimento
da
Unidade
Viçosa. GERAL
ADMINISTRAÇÃO
800,61
HALL DE ACESSO
1
1
66,36
66,36
COMPARTIMENTO
BLOCO
PAVT.º1 QUANT.
ÚTIL ÁREA ÚTIL TOTAL
CONVIVÊNCIA
1 ÁREA31,32
31,32
ADMINISTRAÇÃO
GERAL
800,61
BIBLIOTECA
1
1
44,70
44,70
HALL
1
1
66,36
66,36
PAE DE ACESSO
1
1
24,55
24,55
CONVIVÊNCIA
1
1
31,32
31,32
CID
1
1
10,46
10,46
BIBLIOTECA
1
1
44,70
44,70
ADMINISTRAÇÃO
1
1
23,80
23,80
PAE
1
1
24,55
24,55
WC/ADMINISTRAÇÃO
1
1
8,46
8,46
CID
1
1
10,46
10,46
PROFESSORES
1
1
40,25
40,25
ADMINISTRAÇÃO
1
1
23,80
23,80
PRÉDIO
CENTRAL
WC/PROFESSORES
1
1
4,30
4,30
WC/ADMINISTRAÇÃO
1
1
8,46
8,46
WC
ACESSÍVEL
1
1
6,12
6,12
PROFESSORES
1
1
40,25
40,25
PRÉDIO CENTRAL
WC/ALUNOS
1
2
21,57
43,14
WC/PROFESSORES
1
4,30
4,30
WC
ACESSÍVEL
6,12
6,12
COORDENAÇÃO
1
1
47,30
47,30
WC/ALUNOS
1
2
21,57
43,14
SALA DE AULA 01
1
1
47,30
47,30
COORDENAÇÃO
1
1
47,30
47,30
SALA DE AULA 02
1
1
44,92
44,92
SALA DE AULA 01
1
1
47,30
47,30
LABORATÓRIO
1
2
82,83
165,66
SALA DE AULA 02
1
1
44,92
44,92
LAB. INFORMÁTICA
1
1
49,68
49,68
LABORATÓRIO
1
2
82,83
165,66
CIRCULAÇÃO
1
1
142,29
142,29
LAB. INFORMÁTICA
1
1
49,68
49,68
LAB ANATOMIA ANIMAL
CIRCULAÇÃO

1

1

142,29

LAB.ANATOMIA
ANATOMIA ANIMAL
LAB
ANIMAL
SALAS
1 E 2/LAB.
ANATOMIA
LAB.
ANATOMIA
ANIMAL
SALAS
1
E
2/LAB.
ANATOMIA
LAB./SALA DE AULA
LAB./SALA
DE AULA
LAB. QUÍMICA
LAB.
QUÍMICA
SALAS 3 E 4/LAB. QUÍMICA
SALAS
SALAS 35 E
E 4/LAB.
6/LAB. QUÍMICA
QUÍMICA
SALAS 5 E 6/LAB. QUÍMICA
WC
WC
WC ACESSÍVEL
WC ACESSÍVEL
DEPÓSITO
DEPÓSITO
PROFESSORES 01
01
PROFESSORES
PROFESSORES 02
02
PROFESSORES
CIRCULAÇÃO
CIRCULAÇÃO

1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1

1
2
1
2
1
1
1
1
2
2
2
2
2
2
1
1
1
1
3
3
2
2
1

63,58
6,25
63,58
6,25
57,85
57,85
43,65
43,65
6,88
6,88
10,07
10,07
7,44
7,44
3,48
3,48
3,48
3,48
10,07
10,07
12,77
12,77
58,25

1
1
1
1
1
1
1

3
3
1
1
1
1
1

4,70
4,70
101,50
101,50
66,00
66,00
55,30

55,30

236,90
236,90
14,10
14,10
101,50
101,50
66,00
66,00
55,30
55,30

1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1

1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1

256,09
5,64
7,20
19,02
83,48
3,33
1,85
2,59
2,58
3,05
22,26
47,08

454,17
256,09
5,64
7,20
19,02
83,48
3,33
1,85
2,59
2,58
3,05
22,26
47,08

1
1
1
1
1

1
1
1
1
1

25,16
67,32
28,57
35,96
16,86

307,72
25,16
36
67,32
28,57
35,96
16,86

BLOCO
BLOCO DE
DE SALAS
SALAS DE AULA
HALL
HALL
SALA
SALA DE
DE MULTIMÍDIA
MULTIMÍDIA
SALA DE AULA 2
SALA DE AULA 2
SALA DE AULA 1

BLOCO DE
BLOCO DE
LABORATÓRIOS
LABORATÓRIOS

BLOCO
BLOCO DE
DE SALAS
SALAS
DE
DE AULA
AULA

SALA DE AULA 1

RESTAURANTE
ÁREA PARA MESAS
HALL
GUARDA VOLUMES
COPA
COZINHA
NUTRICIONISTA
WC
WC FEM.
WC MASC.
CASA DE GÁS
DESPENSA
CIRCULAÇÃO
GARAGEM
ECRITÓRIO DA OBRA
DEPÓSITO DE CARROÇAS
DEPÓSITO
SALA 01
LABORATÓRIO DO DIRETOR

1

RESTAURANTE

GARAGEM

1

347,32
142,29
63,58
347,32
12,50
63,58
12,50
57,85
57,85
43,65
43,65
13,76
13,76
20,14
20,14
14,88
14,88
3,48
3,48
3,48
3,48
30,21
30,21
25,54
25,54
58,25

WC FEM.
WC MASC.
CASA DE GÁS
DESPENSA
CIRCULAÇÃO

1
1
1
1
1

1
1
1
1
1

2,59
2,58
3,05
22,26
47,08

2,59
2,58
3,05
22,26
47,08

GARAGEM
ECRITÓRIO DA OBRA
DEPÓSITO DE CARROÇAS
DEPÓSITO
SALA 01
LABORATÓRIO DO DIRETOR
MANUTENÇÃO ELÉTRICA
WC
SALA 02
GARAGEM
SALA 03

1
1
1
1
1
1
1
1
1
1

1
1
1
1
1
1
1
1
1
1

25,16
67,32
28,57
35,96
16,86
8,93
4,55
9,05
87,18
24,14

307,72
25,16
67,32
28,57
35,96
16,86
8,93
4,55
9,05
87,18
24,14

1
1
1
1
1
1
1
1
1

1
1
1
1
1
1
1
1
1

17,74
11,79
9,60
16,83
15,10
5,28
2,72
9,67
15,10

103,83
17,74
11,79
9,60
16,83
15,10
5,28
2,72
9,67
15,10

AMBULATÓRIO
CIRCULAÇÃO 01
CIRCULAÇÃO 02
QUARTO
AMBULATÓRIO
LAB. PATOLOGIA CLÍNICA
WC/DEPÓSITO
SEPARAÇÃO
PREP. E LIMPEZA
CENTRO CIRÚRGICO

GARAGEM

AMBULATÓRIO

CASA DE HÓSPEDES
TERRAÇO
SALA ESTAR
QUARTO 01
QUARTO 02
B.W.C.
COZINHA
SERVIÇO

1
1
64,82
1
1
21,00
CASA DE
1
1
16,30
HÓSPEDES
1
1
25,00
1
2
9,50
1
1
9,70
1
1
6,76
TOTAL DE ÁREA ÚTIL
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor, a partir do material fornecido pela SINFRA.

162,58
64,82
21,00
16,30
25,00
19,00
9,70
6,76
2.413,13

A área construída é a ―área bruta‖, ou seja, no seu cálculo estão incluídas as
áreas de projeção das paredes e projeção das coberturas. Somente é contabilizada
como área construída a área efetivamente coberta. Como a área construída inclui
também as projeções das paredes, ela apresenta um incremente de 20% a 25% de
área em relação à área útil. O cálculo da área construída da unidade Viçosa é
apresentado no quadro a seguir:

37

Figura 47 - Quadro da quantificação de áreas construídas da Unidade Viçosa
DESCRIÇÃO
ADMINISTRAÇÃO GERAL
LAB. DE ANATOMIA ANIMAL E S. DOS PROFESSORES
SALAS DE AULA
RESTAURANTE
GARAGEM
AMBULATÓRIO
CASA DE HÓSPODES

SETOR
Med. Vet. Infra Existente
Med. Vet. Infra Existente
Med. Vet. Infra Existente
Med. Vet. Infra Existente
Med. Vet. Infra Existente
Med. Vet. Infra Existente
Med. Vet. Infra Existente

ÁREA CONST.
891.4825
375.0650
288.0259
483.7500
273.3510
124.2650
196.0000
TOTAL EXISTENTE
2.631.9394
Reforma
159.0300
Expansão
505.6200
Expansão
2.151.6700
TOTAL EXIST + EXPANS
5.448.2594

EDIFICAÇÃO ABANDONADA
LABORATÓRIOS ESTRUTURANTES
HOSPITAL DE CLÍNICAS VETERINARIAS

Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor, a partir do material fornecido pela SINFRA. Obs.: A área
construída inclui também as paredes ocasionando em incremento de 20% a 25% de área em relação à
área útil.

O índice resultante da relação entre a área construída total e a população total
(corpo social) da Unidade Viçosa é apresentado no quadro a seguir:
Figura 48 – Quadro do cálculo da relação entre a área construída e o corpo social da Unidade
Viçosa em m²/indivíduo.
SEGMENTO CORPO SOCIAL

POPULAÇÃO

ÁREA CONST. (M2)

INDICE (M2/INDIV.)

Discentes
183
14,38
Docentes
12
219,32
Técnicos-administrativos
7
2631,93
375,99
Terceirizados
5
526,38
TOTAL
207
12,71
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor, a partir do material fornecido pela SINFRA e pela Direção
Geral.

As demandas mais urgentes de infraestrutura da Unidade, observadas a partir das
visitas técnicas podem ser sintetizadas na listagem dos itens abaixo:


Finalização da pavimentação do núcleo central da fazenda;



Construção do hospital veterinário;



Construção de laboratórios de ensino;



Reforma no sistema de abastecimento de água e de destino de esgoto;



Pavimentação de todo o percurso de acesso a fazenda;



Reforma do atual ambulatório, para que seja destinado a outro uso, após a construção
do hospital veterinário;



Reforma e reutilização do complexo de avicultura;



Reforma e reutilização do curral;



Construção de aterro sanitário para a vala de lixo biológico;
38



Reforma e reutilização dos açudes de piscicultura;



Construção de instalações de tratamento de resíduos sólidos e líquidos.



Demanda por pessoal para manutenção da infraestrutura instalada.



Reforma e reutilização da edificação abandonada no núcleo central.

Com base em bibliografias sobre dimensionamento para espaços escolares foi elaborada
uma analise sobre a área existente atual e a área necessária para abrigar as funções e usos
essenciais para o pleno funcionamento da Unidade, a fim de quantificar a carência de espaço
físico para o desempenho das atividades de ensino e trabalho docente e técnico.
A tabela abaixo analisa a área útil existente, e compara com a área útil necessária de
acordo com parâmetros dimensionais obtidos em publicações do MEC para projetos de
espações escolares, e em estimativas de investimentos apontados pela Progisnt/UFAL para os
anos de 2013 a 2015. A tabela demonstra o déficit de área útil em dois parâmetros: a variação
absoluta AU – NA (diferença entre a área existente e área necessária - m2) e a variação relativa
AU/NA em porcentual (%).
Observou-se a necessidade de acréscimo de área em ambientes de assistência
estudantil e ensino. Isto sinaliza que a Unidade vem funcionando com espaços extremamente
insuficientes. A ausência, ou precariedade de serviços de alimentação, de transporte público,
de residência, e do auditório adequados atestam o grau de precarização das condições de
funcionamento da Unidade, conforme descrito em itens anteriores.
Figura 49 – Tabela de análise de áreas da Unidade Viçosa – comparativos entre área útil existente
e área mínima recomendada
TIPO DE USO

Assistencia
Estudantil

Usos Acadêmicos

Usos
Administrativos

DISCRIMINAÇÃO

Nº
USUÁRIOS

LEVANTADOS
RECOMENDADOS
FATOR DE
FATOR DE
AREA
ÁREA
APROVEITAMENTO
APROVEITAMENTO
ÚTIL (M²)
NECESSÁRIA (M²)
(M²/USUÁRIOS)
(M²/USÁRIOS)

VARIAÇÃO
ABSOLUTA
AU-AN (M²)

VARIAÇÃO
RELATIVA
AU/AN (%)

Convivência³

207

31,32

0,15

675

0,5

-643,68

Residência¹

100

104,46

1,04

800,00

9,00

-695,54

Quadra

60

0,00

0,00

500,00

20,00

-500,00

casa de passagem
Restaurante²

50
207

0,00

256,09

0,00
1,24

160,00
570,00

4,00
1,68

-160,00
-313,91

Salas de aula

200

315,00

1,58

230,00

1,15

85,00

Biblioteca4

100

44,70

0,45

450,00

2,00

-405,30

Auditório

250

0,00

0,00

400,00

0,55

-400,00

Salas de professores

12

63,08

5,26

94,20

7,85

-31,12

Hospital Veterinário
Laboratório de
informática5
Laboratórios de ensino6

250

0,00

0,00

2300,00

7,66

-2300,00

0,05
0,13
0,00
0,00
0,45
1,37
0,10
0,00
0,67
0,00

49,68

100
200

391,85

0,50
1,96

294,00
516,00

2,94
2,58

-244,32
-124,15

0,17
0,76

4

81,50

20,38

33,25

2,45

48,25

2,45

207

0,00

0,00

4000,00

0,50

-4000,00

0,00

207

0,00

0,00

20,00

0,00

-20,00

0,00

207

0,00

0,00

2690,00

0,00

-2690,00

0,00
39

207

0,00

0,00

50,00

0,00

-50,00

0,00

207

0,00

0,00

60,00

0,00

-60,00

0,00

0,00

0,00

100,00

0,25

-100,00

0,00

Setor administrativo
Acessibilidade e
passeios
Abrigo para espera de
ônibus
Edificações rurais
(abandonadas)8
aterro sanitário para
resíduos biológicos

guaritas
Infraestrutura Geral central de tratamento e
separação de lixo

207

informática5
Laboratórios de ensino6
Usos
Administrativos

100
200

391,85

0,50
1,96

294,00
516,00

2,94
2,58

-244,32
-124,15

0,17
0,76

4

81,50

20,38

33,25

2,45

48,25

2,45

207

0,00

0,00

4000,00

0,50

-4000,00

0,00

207

0,00

0,00

20,00

0,00

-20,00

0,00

207

0,00

0,00

2690,00

0,00

-2690,00

0,00

207

0,00

0,00

50,00

0,00

-50,00

0,00

207

0,00

0,00

60,00

0,00

-60,00

0,00

0,00

0,00

100,00

0,25

-100,00

0,00

_

_

_

_

_

_

_

_

_

_

_

_

_

_

_

_

_

_

_

_

_

13942,45

_
DÉFICIT ÁREA
TOTAL
AU - A.N

_

TOTAL ÁREA
NECESSÁRIA

49,68

Setor administrativo
Acessibilidade e
passeios
Abrigo para espera de
ônibus
Edificações rurais
(abandonadas)8
aterro sanitário para
resíduos biológicos

guaritas
Infraestrutura Geral central de tratamento e
separação de lixo
sistema de coleta e
tratamento de esgoto
sistema de telefonia e
internet
posteamento e
iluminação pública
reforma do sistema de
abastecimento de água

207
207
207
207

207
_
TOTAL
ÁREA 1337,68
ÚTIL

-12604,77

Legenda - Informações complementares:
(1) Dimensionado para ½ do número de alunos;
(2) Dimensionado para utilização simultânea por 1/3 da quantidade total de alunos, prevendo-se atendimento
sequencial a três grupos, estimando-se que cada grupo leve 20 minutos para consumir a refeição;
(3) Dimensionado para atender o turno de maior contingente ;
(4) Dimensionamento para utilização de 1/2 do número de alunos do turno de maior contingente ;
(5) Dimensionamento para utilização de 1/3 do número de alunos do turno de maior contingente;
(6) Dimensionado considerando o somatório das áreas dos laboratórios existentes e do ambulatório para a
demanda total de alunos;
(7) 3 Técnicos-administrativos + 1 Coordenador de Curso+ 1 Coordenador da Unidade .
(8) Aviários, estábulo, escola agrícola, laboratório na vila, pocilga, casa abandonada no núcleo central, curral.

A necessidade de construção do hospital veterinário representa a implantação de um
espaço de práticas de ensino e de extensão para o funcionamento adequado do Curso de
Medicina Veterinária. A Biblioteca apresentou área insuficiente para o atendimento da
demanda. O cálculo estipulou o número de usuários em 50% do contingente de alunos do
maior turno. Com base nisso a área da biblioteca deveria ser 90% maior para abrigar de forma
adequada os leitores, os postos de trabalho e o acervo. A estrutura física da Biblioteca e o
corpo técnico não atendem às demandas crescentes de estudantes que a cada semestre
integram o espaço universitário. Não há espaços reservados para as atividades de estudo de
grupo e individual, acervo literário e de técnicos bibliotecários. O maior problema da biblioteca
é a falta de espaço físico para a separação dos setores.
As áreas destinadas a salas de professores e o setor administrativo não apresentaram
déficit de área útil, entretanto a infraestrutura de serviços urbanos – telefonia, internet,
abastecimento de água, coleta de esgoto de lixo comum e de resíduos de laboratórios são os
maiores problemas encontrados. Soma-se a isso um conjunto de edificações abandonadas –
laboratórios e construções rurais - que seriam fundamentais para os exercícios práticos deste
curso, e de outros cursos de ciências agrária que poderiam utilizar a estrutura da Fazenda
para suas práticas de campo. Essa área de edificações abandonadas é de 2.690 m2.
40

Dentre os usos presentes na Unidade, os laboratórios, a biblioteca e o espaço de
convivência apresentaram os piores resultados da avaliação, em termos percentuais,
funcionando em espaços com 10%, 17% e 5% do que deveria ser oferecido para a realização
adequada das atividades. Há uma demanda pendente da construção do hospital veterinário,
além de infraestrutura de laboratórios, a carência de equipamentos e de material de consumo
também é bastante grave, e será analisada em itens adiante.
A Unidade registra um déficit de área construída para ambientes de ensino, trabalho e
assistência estudantil de 5.619 m². As atividades essenciais de ensino, trabalho e assistência
da Unidade Arapiraca funcionam em apenas 1.337 m2 - em menos de 10% da área necessária
para os mesmos fins, que seria de 13.877m2. Para melhorias na infraestrutura geral do
Campus – construção e reformas de calçamentos, passeios, sistemas de abastecimento de
água, energia, internet, telefonia, iluminação pública, tratamento de resíduos, drenagem, etc.
seria necessário construir-se cerca de 6.920 m2. Estima-se que os investimentos necessários a
Unidade Viçosa, a fim de oferecer a comunidade acadêmica um ambiente de qualidade para
ensino, pesquisa e extensão, seriam da ordem de 19 milhões de reais.

4.2.2 Mobilidade e transporte
As vias que dão acesso à Unidade Viçosa são precárias, não há na cidade sinalização
que indique onde está situada a Universidade. Para chegar à entrada da Fazenda São Luiz,
onde está localizada a Unidade Viçosa, tem-se que passar por uma rodovia local pavimentada,
mas o acesso principal da Fazenda não tem pavimentação e a sinalização é precária,
dificultando o acesso.
As vias com pavimentação se resumem àquelas que conformam o Núcleo Central da
Fazenda. A pavimentação das vias sul e leste foi realizada no contexto da criação do Curso de
Agronomia, na secunda metade de década de 1970. A pavimentação da alameda principal e
da via oeste, cujo cruzamento constitui o acesso principal, está em fase de execução. O
material empregado nas obras de pavimentação é o paralelepípedo com rejunte.
Contudo, na maior parte do sistema viário, não há calçadas e os pedestres trafegam
pelas vias. Esse problema só não é maior porque o tráfego de veículos nas vias internas, hoje,
é pequeno. O maior trecho de calçadas está na alameda principal, mas somente do lado que
dá acesso ao CECA, à Casa de Hóspedes e ao Ambulatório. Na via sul, a calçada que dá
acesso ao Laboratório de anatomia animal é muito estreita, apresentando largura abaixo dos
parâmetros recomendados.

41

(a)
(b)
Figura 50 – (a) Acesso a Fazenda São Luiz – sem pavimentação nem comunicação visual. (b) Início da
obra de pavimentação do núcleo principal da Fazenda São Luiz.

(a)

(b)

(c)

(d)

Figura 51 - Vias que compõe o sistema viário do núcleo central. Acima (a) e (b) - via oeste e alameda
principal; abaixo (c) e (d) - via leste e via sul.

A quantificação dos veículos estacionados mostra que o número de vagas do
estacioamento, localizado em frente ao Edifício-sede, tem atendido à comunidade acadêmica.
Como o fluxo de veículos é pequeno, os carros estacionam também ao longo das vias.
42

Figura 52 – Quadro da quantificação do fluxo de veículos que acessam a Unidade
VEÍCULOS PARTICULARES, COLETIVOS OU PÚBLICOS:
VIÇOSA
MOTOS
6
VANS
ÔNIBUS
AUTOMÓVEIS
8
BICICLETAS
VEÍCULOS INSTITUCIONAIS:
MOTOS
VANS
ÔNIBUS
1
AUTOMÓVEIS
1
CAMINHONETES
NÚMERO DE VAGAS DE ESTACIONAMENTO NAS UNIDADES:
17
Fonte: dados coletados por aproximação – observação feita em um único dia de análise, em
08/03/2012.

A Fazenda São Luiz está localizada na Zona Rural do Município, e fica a
aproximadamente 5 km de distância do centro da cidade. Não obstante, não há serviço de
transporte oferecido pelas prefeituras nem linhas de transporte público que atendam a região
da fazenda. Em função da distância, os alunos poderiam optar pelo transporte por bicicleta,
porém, no trecho do trajeto que corresponde à rodovia, não há qualquer dispositivo de
proteção ao pedestre ou ao ciclista.
A UFAL oferece transporte com ônibus da instituição, possibilitando aos alunos uma
forma de acesso à Unidade. O ônibus transporta os alunos exclusivamente nos horários de
início e fim do turno de aulas. Pela manhã, o ônibus faz duas idas do centro para a Fazenda,
nos horários 7h40 e 8h00, e uma viagem de volta às 12h50. No período da tarde, o ônibus faz
uma viagem às 13h10 e uma viagem de volta às 17h00.
Os deslocamentos que os alunos precisam fazer fora desses horários são custeados
com recursos próprios. Dos 183 alunos que estudam na Unidade, 24 alunos são do município
de Viçosa. Destes, 13 moram no Centro, 5 moram no Mutirão Cidade de Deus, 2 moram no
bairro COHAB,

e 4 moram na zona rural, na Fazenda Dourada, Fazenda Sant´Anna e

Fazenda São Luiz.
Figura 53 – Quadro de distâncias entre pontos de interesse na cidade e a Unidade UFAL Viçosa

Ponto estratégico
Prefeitura Municipal - Pça Apolinário Rebelo (Pça. do Cinema)
Centro - Praça Apolinário Rebelo (Pça. do Cinema)
Terminal das Vans (Pça. do Relógio)
Terminal Ônibus (Pça. do Cinema)
Hospital Municipal de Viçosa - Av. Firmino Maia

Distância
5.200 m
5.100 m
5.850 m
5.850 m
5.900 m

43

4.2.3 Acessibilidade
O seguinte relato faz referência à análise dos percursos de pedestres mais marcantes
no cotidiano da Universidade Federal de Alagoas – Unidade Viçosa. O objetivo deste
diagnóstico é perceber as condições e possíveis obstáculos para pessoas com deficiência cadeirantes, usuários de muletas, grávidas, obesos, e etc. Para isto, os percursos ou rotas
analisados neste relatório partem do edifício principal (Administração Geral) até os seus
circundantes.
As rotas serão descritas a seguir:
1. Rota da entrada até o pátio do Bloco da Administração Geral;
2. Rota da Administração Geral passando pela Casa de Hóspedes até o Ambulatório;
3. Rota da Administração Geral passando pelas Salas de Aula até o Restaurante;

Figura 54 – Mapeamento das rotas de analise da acessibilidade na Unidade Viçosa

1.

Rota da entrada até o pátio da Administração Geral
A entrada principal do Bloco da Administração possui desnível acentuado, o acesso é

feito por meio de três degraus. A largura destes degraus é suficiente para, apenas, uma
pessoa, portanto inadequado para um local de tráfego acentuado. Existe uma rampa de
acesso, indicada na lateral esquerda da figura 39.1, mas não há sinalização que indique ao
visitante a existência e a localização desta rampa.

44

Figura 55 – Mapa da rota 1

Figura 55.1- Entrada principal

Figura 55.2- Degraus na entrada

A rampa na lateral da edificação não possui guarda-corpo e nem barra de apoio, o que
aumenta o risco de acidentes, no inicio da rampa, pode-se perceber na figura 55.3, a
existência de barro, dificultando o acesso. A figura 55.4 mostra a diferença de nível de 8 cm do
corredor para a sala, fato que se repete nas outras salas.

45

Figura 55.3 - rampa para pessoas com deficiência

Figura 55.4 - desnível de piso das salas dentro do

prédio principal.

2. Rota da Administração Geral passando pela Casa de Hóspedes até o Ambulatório
A figura 56.5 mostra a rampa de acesso ao bloco da Administração Geral, vista da
parte alta, parte-se dela para chegar até as edificações na lateral direita da Unidade. As figuras
56.6 e 56.7 mostram respectivamente as entradas da Casa de Hóspedes e do Ambulatório,
nelas é possível observar as rampas na calçada, que apesar de não possuírem pintura de
sinalização para cadeirantes, permitem o acesso dos mesmos.

Figura 56 – Mapa da rota 2

46

Figura 56.5 - rampa vista de cima

Figura 56.6 - fachada casa de hóspedes

Figura 56.7 - fachada do ambulatório

3. Rota da Administração Geral passando pelas salas de aula até o Restaurante

Figura 57 – mapa da rota 3

47

A figura 57.8, abaixo, mostra a lateral esquerda do Bloco principal, onde o trajeto passa
por uma escada, neste local não existe rampa, pessoas com dificuldades de locomoção
teriam que fazer o percurso pelo logradouro, indicado na figura 57.9, com chão de barro e
cheio de imperfeições, dividindo espaço com automóveis.

Figura 57.8 - Escada

Figura 57.9 - Via de acesso

Na figura 57.10 e 57.11, revelam-se as más condições das rampas e calçadas, nas
entradas das salas de aula e do restaurante respectivamente. Não há calçada contínua neste
lado da Unidade, que permita o livre acesso entre os edifícios.

Figura 57.10 - Entrada das salas de aula

Figura 57.11 - Entrada do restaurante

4.2.4 Abastecimento de água
O abastecimento de água da Fazenda S. Luiz é feito com recursos naturais locais. A
água é proveniente de uma nascente localizada no terreno da fazenda. A água é captada por
tubulação, aproveitando a declividade natural do terreno, e por gravidade, chega a um
reservatório superior. Deste reservatório, a água é distribuída para as instalações prediais. Não
há contador de consumo, por isso não foi possível quantifica-lo, mas a comunidade afirma que
48

a água já não atende a toda a demanda, sendo necessária a ampliação do fornecimento com
outras formas de captação.
Dos edifícios localizados no núcleo central da Fazenda, somente o Edifício-sede e o
Laboratório de Anatomia Animal possuem caixa d‘água. O edifício-sede possui duas caixas
d‘água de 1.000 litros, e o Laboratório de Anatomia Animal possui uma caixa d‘água de 1.000
litros, em ambos os edifícios, as caixas ficam posicionadas acima dos banheiros. O
Restaurante contava com uma caixa d‘água de 3.000 litros, mas foi demolida para a
construção dos Laboratórios Estruturantes. Faz-se necessária a instalação de uma nova caixa
d‘água para atender o Restaurante.
A ausência de caixas d‘água nas demais edificações gera problemas de
abastecimento. Quando há qualquer interrupção na canalização que liga a nascente ao
reservatório, imediatamente o abastecimento de d‘água nessas edificações é interrompido
também. Essas interrupções são causadas pelo pisoteio do gado sobre a canalização que liga
a nascente ao reservatório. Faz-se necessário a instalação de caixas d‘água nas edificações
com vistas a sanar esse problema.
Não há contador de consumo, mas é sabido que a água já não atende a toda a
demanda da comunidade, sendo necessária a ampliação do fornecimento com outras formas
de captação.
O problema de abastecimento de água não se resume a demanda da comunidade
acadêmica, mas envolve a qualidade da água captada. O lixão da cidade de Viçosa fica
localizado nas proximidades da nascente, e em análises da qualidade da água realizadas
pelos professores e alunos da unidade demonstraram que a água é impropria para consumo
humano. São urgentes o desenvolvimento de estudo de impactos ambientais, uma reforma do
sistema de abastecimento de agua e implantação de uma rede de tratamento de esgotos da
unidade para sanar os problemas de abastecimento de água e de tratamento dos resíduos
gerados.

49

Figura 58 - Mapa esquemático ilustrando o sistema de abastecimento de água no Núcleo Central da
Fazenda São Luís

De acordo com a NBR 5626, a capacidade dos reservatórios deve ser estabelecida
levando-se em consideração o padrão de consumo de água do edifício e, onde for possível
obter informações, a frequência e duração de interrupções do abastecimento.
É recomendável dimensionar os reservatórios com capacidade suficiente para dois
dias de consumo, em função da população e da natureza da edificação. Para o cálculo do
consumo diário (CD) de uma edificação utiliza-se a Equação 1.
CD=Pq

(1)

Onde: P representa a população e q, o consumo per capita em litros por dia.
O consumo diário per capita é mensurado em função da natureza da edificação. No
caso, foi empregada a tipologia ―Escolas (Externatos)‖, cujo consumo é estipulado em 50
litros per capita/dia.
Conhecido o consumo diário, pode-se calcular a capacidade dos reservatórios. Como
mencionado anteriormente, recomenda-se adotar o consumo de dois dias no mínimo, dessa
forma, a quantidade de água a ser armazenada será fornecida pela Equação 2.
50

CR=2CD

(2)

Onde: CR é a capacidade do reservatório em litros.
Para aliviar a carga da estrutura que suporta o reservatório elevado, é possível
armazenar 60% de CR em um reservatório inferior.
Considerando que a situação em estudo pode ser caracterizada, com relação ao
consumo predial diário, na categoria Escolas (externato) pode-se calcular a capacidade
necessária dos reservatórios conhecendo-se a população.
Figura 59 – Tabela de cálculos do consumo e da capacidade dos reservatórios: Unidade Viçosa

População: 207 usuários
Consumo per capta: 50 l/dia
Consumo diário: 10,35 m³ = 10.350 litros/dia
Capacidade reservatório: 20,70 m³ = 20.700 litros

4.2.5 Fornecimento de energia elétrica e de serviços de comunicação
A energia que atende a Unidade Viçosa é oriunda do serviço de fornecimento da
Eletrobrás. Foi relatada a ocorrência de quedas constantes no fornecimento de energia. No
ambulatório o serviço de fornecimento de energia é insuficiente, havendo quedas constantes,
que causam danos aos equipamentos.
O serviço de telefonia é feito por duas linhas fixas, que chegam até a biblioteca. Nos
demais setores da Unidade não há serviço de telefonia. O acesso à internet é feito por pontos
fixos localizados no prédio principal, e o serviço de internet wireless funciona em todas as
instalações principais.
Para calcular a demanda de energia e a capacidade da rede foi realizado o
levantamento de carga de todas as unidades do Campus Arapiraca, considerando todos os
pontos de iluminação interna e externa, consequentemente a potência das lâmpadas, pontos
de tomadas de uso geral e de uso específico. Entretanto, sabe-se que as cargas não atuam
plenamente ao longo da vida útil dos equipamentos, desse modo, não ocorrerá de modo
pleno a utilização de toda a potência instalada ao mesmo tempo.
O funcionamento de uma instalação elétrica, seja ela comercial, industrial ou
residencial, é variável a cada instante, desse modo a potência utilizada pela mesma é
modificável ao longo do uso. Tal fato ocorre porque as diversas cargas que compõem esta
instalação não estarão todas em funcionamento simultâneo.

51

Desse modo, para análise de uma instalação e o dimensionamento da
capacidade dos condutores elétricos que alimentam os quadros de distribuição e os quadros
terminais, bem como o dimensionamento de seus dispositivos de proteção , assim como o
cálculo do transformador, não seria razoável do ponto de vista técnico e econômico que se
considerasse a carga plena, como sendo a soma de todas as potências instaladas. Portanto,
deve-se determinar a demanda de carga instalada da edificação.
Desse modo, é necessário determinar a demanda de carga por unidade de
ensino instalada atualmente e a previsão para futuras instalações e expansões, confrontando
tais informações com o que é recentemente oferecido e dando subsídios para a proposta do
presente Plano Diretor. Para isso, é importante conhecer alguns parâmetros que são
mostrados a seguir.
Carga ou Potência Instalada (Pinst): é a soma das potências nominais de todos
os aparelhos elétricos pertencentes a uma instalação ou sistema.
Demanda: é a potência elétrica realmente absorvida em um determinado
instante por um aparelho ou por um sistema elétrico.
Demanda média um Consumidor ou Sistema: é a potência elétrica média
absorvida durante um intervalo de tempo determinado.
Demanda Máxima de um Consumidor ou Sistema (Dmax): é a maior de todas as
demandas ocorridas em um período de tempo determinado.
Fator de Demanda (FD): é a razão entre a Demanda Máxima e a Potência
Instalada, que varia conforme o tipo de edificação.

Portanto é importante conhecer o fator de demanda (FD) para cada tipo de
instalação e equipamento. No caso de escolas e semelhantes o fator de demanda é calculado
conforme as informações das Tabelas abaixo – Figuras 60 a 62.

Figura 60 – Fator de demanda para iluminação e tomadas de uso geral (Lima Filho, 2011).

52

Figura 61 – Fator de demanda para condicionadores de ar (Lima Filho, 2011).

Figura 62 – Fator de demanda para aparelhos eletrodomésticos (Lima Filho, 2011).

Para o cálculo da demanda máxima da Unidade de Viçosa foi realizado também
o levantamento da potência instalada e extraído das tabelas 1 a 3 acima o fator de demanda
adequado. Na Tabela da Figura 63 é mostrada a potência instalada em cada bloco da
Unidade Viçosa.

53

Figura 63 – Potência e Demanda máxima para cada tipo de carga da Unidade de Viçosa.
Descrição

Pot. Instalada (VA)

Fator de
Demanda

Iluminação
12.840,00
Tomadas de Uso Geral
16.900,00
Ar-condicionado
81.829,53
0,65
Ventilador
100,00
0,33
Computador
11.100,00
0,33
Sensor
1.500,00
0,34
Câmara de Segurança
75,00
0,52
Sirene
100,00
0,70
Micro-ondas
2.000,00
0,46
Geladeira
1.500,00
0,37
Freezer
3.000,00
0,92
Estufa
2.500,00
0,54
Extravasor
2.000,00
1,00
TOTAL
134.044,53
Fonte: Desenvolvido pela equipe do Plano Diretor.

Demanda
Máxima (kVA)
12,42
14,45
53,19
0,03
3,36
0,51
0,04
0,07
0,92
0,56
2,76
1,35
2,00
92,25

Dessa forma, a Demanda Máxima da Unidade de Viçosa é igual a 92,25 kVA.

4.2.6. Esgotamento sanitário
O destino do esgoto gerado na Unidade são fossas sépticas localizadas na parte
posterior das edificações, junto aos açudes de piscicultura. Alguns açudes encontram-se
desativados, mas alguns deles apresentam cultivo de peixes. Não se tem a informação da
quantidade total de fossas. A cada nova obra tem sido feitas novas fossas, para atender a
demanda criada por banheiros e laboratórios. Observou-se que há risco grave de
contaminação das águas próximas ao núcleo principal da fazenda por resíduos orgânicos e
também químicos.
Os resíduos orgânicos são de origem animal – dejetos de banheiros utilizados pela
comunidade acadêmica, e também oriundos do laboratório de anatomia – fluídos orgânicos
de animais utilizados nos experimentos. Os resíduos químicos são oriundos do laboratório de
química - produtos químicos utilizados nos experimentos, que são neutralizados e despejados
nas pias.

54

Figura 64 – Localização das fossas dos laboratórios nas proximidades do açude principal.

Figura 65 - Localização aproximada das fossas e sumidouros no Núcleo Central da Fazenda São Luiz.

Não se sabe a capacidade total de absorção destes resíduos, uma vez que não há
planejamento de limpeza e esvaziamento das fossas. A proximidade com águas do terreno
indica o risco de contaminação do terreno e da água, pelos resíduos descritos acima.

55

O dimensionamento das fossas sépticas é regido pela NBR 7229 da ABNT. No interior
da fossa séptica, o esgoto por quatro fases de tratamento: retenção, decantação, flotação e
digestão.
Na fase de retenção o esgoto é detido por um período que varia de 12 a 24 horas. Na
decantação 60% a 70% dos sólidos em suspensão são sedimentados, formando-se assim o
chamado lodo. Na fase de decantação forma-se a escuma, que é constituída dos sólidos não
sedimentados retidos na superfície do líquido. Tanto o lodo quanto a escuma são atacados
por bactérias anaeróbicas na fase de digestão, havendo então sua destruição total ou parcial.
A localização das fossas deve obedecer aos seguintes critérios estabelecidos no item
5.1 da NBR 7229:
Distâncias horizontais mínimas:


1,50 m de construções, limites de terreno, sumidouros, valas de infiltração e ramal
predial de água;



3,0 m de árvores e de qualquer ponto de rede pública de abastecimento de água;



15,0 m de poços freáticos e de corpos de água de qualquer natureza.
O dimensionamento do tanque séptico é feito através da Eq. 1, fornecida pela NBR

7229:
V=100+N(CT+KL_f ) (1)
onde
V – volume útil total (litros)
N – número de pessoas ou unidades de contribuição
C – contribuição de despejos (litros/pessoa x dia)
T – período de detenção (dias)
K – taxa de acumulação de lodo digerido (dias)
Lf – contribuição de lodo fresco (litros/pessoa x dia)
A contribuição de despejos (C) em litros por pessoa vezes dias depende do tipo de uso
da edificação assim como a população que utiliza a mesma. De acordo com a NBR 7229, a
contribuição de despejos (C) para o caso de escolas (externatos) e locais de longa
permanência é de 50 litros/pessoa x dia.
O período de detenção do esgoto (T) é o tempo médio de permanência da parcela
líquida do esgoto dentro da zona de decantação do tanque séptico. Para o cálculo do período
de detenção do esgoto (T), é necessário o valor da contribuição diária de esgoto (L). Este
valor é obtido pela multiplicação do número de pessoas pela contribuição de despejos.
Chama-se de lodo o material acumulado na zona de digestão do tanque séptico, por
sedimentação de partículas sólidas suspensas no esgoto. Por sua vez, lodo fresco é o lodo
56

instável ainda em início de processo de digestão. A contribuição de lodo fresco (L f), em litro
por pessoa vezes dia, para o tipo de ocupação em questão, tem valor igual a 0,20.
A taxa de acumulação de lodo (K) é o número de dias de acumulação de lodo fresco
equivalente ao volume de lodo digerido a ser armazenado no tanque, considerando redução
de volume de quatro vezes para o lodo digerido. A taxa de acumulação de lodo depende do
intervalo de limpeza, em anos, e da faixa de temperatura ambiente do mês mais frio do ano.
Considerando um intervalo de 4 anos entre limpezas e que a temperatura ambiente é maior
que 20°, o valor da taxa de acumulação é igual a 177 dias.
Figura 66 – Tabela de cálculo dos índices de esgotamento sanitário: Unidade Viçosa

N (pessoas) = 207
Contribuição de despejos (C) = 50 litros/pessoas x dias
Período de detenção do esgoto (T) = 0,5 dias
Taxa de acumulação de lodo (K) = 117 dias
Contribuição de lodo fresco Lf = 0,2 litros/pessoas x dias
Volume necessário das fossas sépticas = 10,12 m³

4.2.7. Resíduos sólidos
O lixo comum é recolhido semanalmente pela Prefeitura Municipal de Viçosa. Durante a
semana, os funcionários da limpeza recolhem o lixo e colocam, numa das ruas do núcleo
central da fazenda, permanecendo lá durante todo o período até a próxima coleta.
Não há como contabilizar os resíduos gerados, pois não havia balança disponível para
a pesagem. O lixo é composto por papeis, embalagens, folhas e resíduos das arvores.
O lixo contaminado é gerado no ambulatório e nos laboratórios – são materiais perfuro
cortante – vidrarias, agulhas e seringas. Depois de utilizados, estes materiais levados a estufa
para esterilização, e depois são armazenados dentro de caixas tipo Descarpak. O destino
adequado destes resíduos deveria ser uma coleta específica por empresas terceirizadas, com
destino a incineração, entretanto, a Unidade não dispõe deste serviço. Inúmeras caixas estão
sendo armazenadas em locais improvisados. As caixas tipo descarpak estão totalmente
preenchidas, e por isso, outras caixas comuns e garrafas pet reutilizadas também tem sido
utilizadas para esta finalidade. Dentro do laboratório de química existe um reservatório
separado para os resíduos perfuro cortantes, e no ambulatório, a quantidade de resíduos é
bem maior. As caixas e garrafas pet ficam armazenadas no banheiro, que além de ser utilizado
pelos servidores e alunos, é também utilizado para armazenar material de consumo para os
procedimentos médicos nos animais.

57

Figura 67 – Local onde o lixo comum, e outros materiais descartados são armazenados, a espera da
coleta de lixo municipal.

(a)
(b)
Figura 68 – Caixas de recolhimento de resíduos perfuro cortantes no laboratório de química.

(a)
(b)
Figura 69 – Resíduos perfuro cortantes armazenados no banheiro do ambulatório, ao lado da prateleira
para armazenar material de consumo nos procedimentos.

58

Os resíduos químicos são oriundos do laboratório de química - produtos químicos
utilizados nos experimentos, que são neutralizados e despejados nas pias, sendo
direcionados a fossas sépticas, que por sua vez estão próximas de açudes de piscicultura,
podendo estar causando contaminação do solo e da água da fazenda.
Cerca de 30 animais morrem em procedimentos médicos a cada semestre, entre gatos,
cachorros, bois e cavalos. Estes animais depois de mortos são considerados resíduos
biológicos perigosos à vida humana, e o seu descarte é um problema grave para a
administração da unidade, por falta de transporte e de local de disposição adequados. Após a
morte, um técnico de laboratório de anatomia tem que esquartejar o animal, para que o
transporte possa ser efetuado até a vala. O destino tem sido uma vala escavada no terreno, a
cerca de 500 metros do núcleo central da fazenda, num terreno desocupado, onde as peças
são jogadas ao ar livre.
A destinação correta desses corpos deveria ser uma vala tratada com contenção física
nas paredes, onde os corpos fossem cobertos com produtos químicos que atenuassem o
risco de contaminação biológica, como cal virgem e creolina, entretanto este procedimento
não é realizado por falta dos produtos no almoxarifado.

(a)
(b)
Figura 70 – Vala destinada ao descarte de resíduos biológicos, sem tratamento adequado que previna o
risco de contaminação.

Os resíduos eletrônicos e de mobiliário são destinados a Sede do Campus Arapiraca,
para que sejam consertados. Não há ações de reciclagem na Unidade.

59

4.2.8. Drenagem
O terreno onde estão localizadas as principais edificações da Fazenda São Luiz está
localizado numa encosta, próxima à depressão de um vale. Nos topos mais altos dos vales
têm-se matas nativas, que abrigam nascentes d'água que abastecem a Fazenda e outras
edificações próximas. A drenagem das águas é feita naturalmente pela declividade do terreno,
não há projeto nem obras de saneamento, ou drenagem de águas servidas. O núcleo central é
localizado no topo de um pequeno morro, rodeado por declividades onde estão localizados
açudes artificiais criados para piscicultura, e para drenagem. Como a ocupação do terreno é
muito baixa em relação a áreas construídas, a absorção do terreno é próxima de 100%,
facilitando a drenagem dessas águas servidas, mas também prejudicando o meio ambiente
devido à absorção de resíduos de origem animal e químico.
Foi realizado um levantamento digital do terreno da Fazenda, a partir de ferramentas do
Google Earth, a fim de obter-se uma aproximação das curvas de nível. Entretanto recomendase a realização do levantamento topográfico in loco, a fim de obterem-se dados mais precisos.

Figura 71 – Levantamento digital planialtimétrico da Fazenda São Luís.
60

Legenda:
1 – Acesso a Viçosa, 3 – Açudes, 4 – Obra do Hospital Veterinário, 5 – Vila de Moradores, 6 –
Reservatório de Água, 7 – Aviários, 8 - Núcleo Central da Fazenda, 9 – Curral e estábulo, 10 – Vala de
descarte de animais morto, 11 – Ocupação Irregular, 12 – Depressão, 13 – Vias de barro, 14 – Limite
frontal da fazenda. Observação: Curvas de nível a cada 2 metros. Elaboração: Equipe Técnica do Plano
Diretor.

4.2.9. Paisagismo e arborização
A Fazenda São Luiz apresenta um belíssimo complexo paisagístico formado pelo sítio
natural em conjunto com os açudes. O relevo acidentado no entorno da Fazenda faz dela um
espaço de reclusão e aconchego. A paisagem é predominantemente rural, com pastagens,
lavouras e áreas de mata densa.
No núcleo central da Fazenda, o plantio das árvores foi feito acompanhando o sistema
viário. A via sul é margeada por Ingazeiras (Inga edulis), dos dois lados. Nas margens da Via
leste, próximo à edificação abandonada, há exemplares da Canafístula (Cassia grandis). Na via
oeste estão plantadas duas árvores, uma em cada lado da fachada frontal edifício-sede.
Margeando a Alameda principal, foram plantadas Flamboyant (Delonix regia) e Amendoeira
(Terminalia catappa).
Existe ainda uma distribuição espontânea de vegetação nos espaços entre as
edificações com o emprego de árvores frutíferas – carambola, coqueiros, limoeiro, acerola,
amendoeiras e outras. Algumas espécies foram plantadas na ocasião de formaturas, por
turmas de concluintes do Curso de Agronomia, quando funcionava nas instalações da
Fazenda.

61

Figura 72 – Mapa esquemático do paisagismo do núcleo central da Unidade Viçosa. (1) Renques de
Ingazeiras (Inga edulis) margeando a ―Via Leste‖; (2) Canafístulas (Peltophorum dubium) plantadas à
margem da ―Via Norte‖; (3) Espécies frutíferas plantadas nos arredores das edificações que abrigam a
Adm. do CECA, a Casa de Hóspedes e o Ambulatório; (4) Árvores de grande porte emoldurando a
fachada frontal do Edíficio-Sede; (5) Espaço gramado onde estão plantadas Craibeiras (Tabebuia
aurea), oitis (Licania tomentosa) e outras espécies arbóreas. (6) Espaços com tratamento paisagístico
ornamental.

Figura 73 - Vista do Núcleo Central, parte do Complexo Paisagístico da Fazenda São Luiz.
62

Há dois espaços com tratamento paisagístico diferenciado: as imediações do Setor
Administrativo do CECA e o pátio interno da Administração Geral.
A edificação que abriga o Setor Administrativo do CECA possui tratamento paisagístico
diferenciado das demais. Esse tratamento pode ser observado tanto na fachada frontal, nas
jardineiras entre os pilares, quanto nas imediações da fachada oeste, nos canteiros circulares.
Nas jardineiras do edifício, foi plantado renques de Cóleus (Solenostemon scutellarioides). No
terreno, foram plantadas helicônias (Heliconia rostrata), Ixora-chinesa (Ixora chinensis), Espada
de São Jorge (Sansevieria trifasciata), Hibisco branco (Hibiscus sp.), Jasmim (Jasminum sp.)
dentre outras.

(a)

(b)

(c)

(d)

Figura 74 - Tratamento paisagístico dado ao Setor Administrativo do CECA. Acima, a fachada frontal e
as jardineiras com Cóleus. Abaixo, as helicônias e os canteiros circulares nas imediações da fachada
oeste.

63

(a)

(b)

Figura 75 - À esquerda (a), a vista da Via Norte com as árvores nas margens. À direita (b), a vista da Via
Sul, com a vegetação conformando um ―teto‖ sobre a via.

O pátio interno da Administração Geral apresenta três canteiros gramados com plantas
ornamentais como a dracena vermelha (Cordyline terminalis). O pátio interno é descoberto,
mantendo a relação entre a edificação e o espaço externo.

Figura 76 - Pátio interno da Administração Geral.

4.2.10. Segurança
O serviço da Servipa é feito por dois funcionários por turno, sendo dois turnos de
funcionamento. Como a fazenda também é utilizada pelo CECA – UFAL, a segurança
complementar é feita por dois funcionários armados, sendo um trabalhando durante o dia e
outro a noite.
O serviço de segurança tem-se mostrado insuficiente haja vista a extensa área da
Fazenda. São 286 hectares de área, vigiado por 4 funcionários em cada turno. Os funcionários
da segurança operam nas áreas próximas do Núcleo Central, e as demais áreas ficam
desguarnecidas. As duas guaritas foram construídas em períodos anteriores, e encontram-se
64

em situação precária. Necessita-se de uma reforma e de implantação de mecanismos de
controle de acesso.

4.2.11. Demandas apontadas pela Coordenação da Unidade
Em formulário preenchido pela Coordenação da Unidade Viçosa em abril de 2012,
pode-se registrar as seguintes demandas de:

 Numa possível ampliação de vagas, quantos docentes estão previstos?
seis
 Necessitam de sala escura para vídeo, projeções?
Sim, Uma.
 Necessidade de sala para atendimento estudantil?
Apenas uma sala seria suficiente para o atendimento estudantil, caso fosse
adequadamente planejada.
 Necessita de sala para monitores ou bolsistas?
Sim. Uma única sala com capacidade para 20 alunos
 Usa o laboratório de informática do campus?
Sim
 Quantas horas por semana em aulas?
4 a 6 horas.
 Quantas horas por semana aberto aos alunos?
Aproximadamente 24-30 horas, pois no momento estamos sem técnico em
informática.
 Quais laboratórios DE ENSINO seriam acrescentados ao curso? Acrescentar
área necessária, ou informação relevante.
Patologia Clínica, Necropsia. As áreas estão especificadas em projeto arquitetônico
do Hospital Veterinário.
 Existe a possibilidade de compartilhar estes laboratórios DE ENSINO com
outros cursos? Qual laboratório e curso?
Existiria, caso houvesse outro curso no local.
 Necessita de depósito, ou sala de arquivo exclusivo para este curso? Explicar,
e acrescentar área:
É necessário depósito para material de limpeza, bem como material administrativo.
Quanto ao arquivo, o mesmo se encontra na sala das coordenações.
 Este curso necessita de outro ambiente não citado nesse check-list? Se sim,
acrescentar:
Laboratórios estruturantes, Hospital Veterinário, Restaurante Universitário, Residência
Universitária. Todos esses itens estão em execução inicial (Hospital e Laboratórios)
ou em projeto.
 Quantos computadores são necessários para sala de docente?
Seis
 Necessita de impressora? Quantificar:
Sete
 Necessita de telefones fixos/sala?
Sim. Sala da administração, sala das coordenações, sala do DRCA, ambulatório,
salas dos professores.
65

 Necessita de quantos pontos de internet/sala?
Não, temos sistema wireless
 Você acha que se houvessem salas de reunião coletivas, mas com
agendamento prévio seria mais interessante? Para quantas pessoas?
Atualmente desenvolvemos nossas reuniões na sala das coordenações.

4.3. IDENTIDADE E CULTURA
A Unidade Viçosa não possui ações de extensão cadastradas na área temática
―Cultura‖, devido ao perfil do Curso de Medicina Veterinária, que está vinculado ao campo de
conhecimento das Ciências Agrárias. Contudo, os professores e alunos da Unidade vêm
desenvolvendo vários projetos, eventos e cursos de extensão, promovendo um diálogo
crescente com o contexto local, contemplando as escalas municipal, microrregional e
macrorregional. Tais ações estão relacionadas a temas fundamentais e que produzem
melhoria nas condições de vida da população da região. Entre as linhas de extensão com
projetos cadastrados podem ser mencionadas: Saúde animal, Saúde humana, Saúde da
família,

Recursos

hídricos,

Tecnologia

da

informação

e

Educação

profissional,

Desenvolvimento regional, dentre outras.
O Projeto ―Vivências de Arte‖ vem sendo desenvolvido através da Pró-Reitoria
Estudantil, em parceria com os municípios-sede da UFAL, no Estado. Em Viçosa, o Projeto
contempla duas modalidades artísticas: O CineArt Popular, com apresentações itinerantes de
filmes nos bairros e povoados do município, e o Curso de Violão.
O projeto ―Quartas de Cinema‖ foi implementado como componente do Programa
CineArt Popular, desenvolvido pelas Unidades da UFAL Palmeira dos Índios e Penedo. O
projeto foi promovido em conjunto com a Secretaria de Cultura do município e realizou
exibições de filmes seguidas de debates e reflexões sobre diversos temas, nos povoados e
bairros de Viçosa.
O Curso de Violão também é uma iniciativa da UFAL e é fruto de uma parceria feita
entre a Unidade Viçosa e a Secretaria de Cultura. O Curso vem sendo ministrado pelo
graduando em Medicina Veterinária da UFAL Unidade Viçosa e professor de violão Diego
Lessa, na Escola de Música Nuno Pimentel.
Outras

parcerias

entre

a

Prefeitura

Municipal

e

a

UFAL

possibilitaram

o

desenvolvimento do projeto ―Conheça seu patrimônio, valorize sua história‖, desenvolvido
pela Secretaria de Cultura de Viçosa, em parceria com Pró-Reitoria de extensão da UFAL. O
Projeto visa incentivar a preservação patrimônio cultural local.
Como parte das atividades implementadas no Projeto, foi realizado um levantamento
do patrimônio edificado no município. Iniciado em setembro de 2011, o levantamento foi feito
66

por alunos da disciplina Práticas de Restauro, do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAU,
sob a coordenação da Profa. Josemary Ferrare. O projeto inventariou 144 edificações em
Viçosa, priorizando casas construídas entre 1920 e 1940, contexto em que Viçosa despontou
como pólo da economia algodoeira.
A comunidade de Viçosa participa das ações que a UFAL desenvolve na Unidade, tais
como: apresentações da ―Ação Vivência de Arte‖, aulas de violão oferecidas por membros da
comunidade acadêmica e exibições de filmes pelo ―Cine Cultural‖.
Contudo, falta na Unidade um espaço físico destinado a atividades culturais. O
município possui um patrimônio cultural muito rico e a universidade pode e deve
desempenhar um papel fundamental com vistas à valorização e preservação desse
patrimônio. Para isso, é necessário a Universidade estabelecer espaços de diálogo com a
comunidade de Viçosa.

5. SÍNTESE DE PROBLEMAS ENCONTRADOS
A partir da análise detalhada feita nos itens anteriores foi elaborado um quadro síntese
dos problemas encontrados na Unidade Viçosa.
QUADRO SINTESE DE PROBLEMAS ENCONTRADOS
1. DEMANDA ATUAL DE SERVIÇOS
1.1. Alimentação
1.1.1. Serviço atende a metade da demanda existente, e não oferece refeição para os alunos
alojados na casa de hóspedes;
1.1.2. A cozinha não apresenta infraestrutura adequada;
1.1.3. Não há bateria de banheiros para os comensais no restaurante.
1.2. Residência universitária
1.2.1. A Casa de Hóspedes que será inaugurada tem 12 vagas, para uma demanda de 30 alunos;
1.2.2. A Casa de Hóspedes é mista, recebe o público masculino e feminino;
1.2.3. Não há vagas suficientes para os alunos visitantes;
1.2.4. Ausência de pronto-atendimento médico na unidade, sendo o mais próximo a 4 km de
distância, na cidade;
1.2.5. Ausência de atendimento psicossocial na unidade, sendo necessário o deslocamento até o
campus A.C. Simões para utilizar do serviço.
2. SETORIZAÇÃO E PLANEJAMENTO
2.1. Aproveitamento da área já construída Fazenda São Luís para a consolidação da Unidade;
2.2. Reforma inacabada de restaurante;
2.3. Carência de espaço para práticas de extensão e cultura;
2.4. Não há auditório na unidade;
2.5. Setorização dos ambientes é confusa;
2.6. Carência de espaços de convivência na unidade;
2.7. Falta mapeamento do território da fazenda;
2.8. Há edificações rurais antigas e inutilizadas, que poderiam ser reformadas para uso dos cursos
67

3.

4.

5.

6.

7.

de Medicina Veterinária e outros da área das Agrárias;
2.9. Reforma de construções abandonadas como a localizada atrás do Edifício Sede;
2.10.
Atraso das obras do hospital universitário: os equipamentos e o hospital são de
importância fundamental para o funcionamento e aprovação do curso;
2.11.
Não há bateria de banheiros para os alunos no bloco de salas de aula;
TRANSPORTE E MOBILIDADE
3.1. A mobilidade é ruim devido a localização da Unidade na zona rural;
3.2. As vias de acesso a Unidade estão em precariedade, sem nenhuma sinalização;
3.3. Há precariedade nas linhas de ônibus, que não atendem a localidade da Unidade;
3.4. Sem transporte em horário regular, o transporte é feito pelo transporte institucional da UFAL,
3.5. Há falta de informação e sinalização visual para o reconhecimento do funcionamento do
transporte – parada de ônibus e placas indicativas dos horários;
3.6. Os acessos não são pavimentados, dificultando acesso;
3.7. Falta iluminação pública na via de acesso.
ACESSIBILIDADE
4.1. Dimensionamento de equipamentos de acesso e adaptações em edificações já consolidadas
foram mal executadas;
4.2. Comunicação visual ausente em toda a Unidade;
4.3. Ausência de calçamento para tráfego de pedestres e pessoas com deficiência;
4.4. Falta de manutenção das rampas e dos calçamentos;
4.5. Os banheiros para pessoas com deficiência são utilizados com depósitos;
4.6. Ausência de calçadas e passeios cobertos para circulação em épocas chuvosas;
4.7. Falta abrigos para os usurários dos ônibus;
4.8. Há desníveis entre os ambientes do edifício-sede, que representam barreiras para pessoas
com deficiência;
4.9. Ausência de piso tátil na Unidade;
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
5.1. O suprimento de água é proveniente de uma nascente da fazenda, já não atende a demanda
da comunidade e apresenta risco de contaminação pela proximidade do lixão;
5.2. Alguns setores da unidade como o restaurante não possuem reservatório superior de água
exclusivo;
5.3. Tubulação de alimentação sofre frequentes danos causados pelo pisoteio do gado, resultando
em falhas no abastecimento de água;
5.4. Distância inadequada entre os corpos d‘água e as fossas sépticas, que podem ocasionar
contaminação no solo e água;
5.5. Necessita de um novo sistema de abastecimento de água.
ESGOTAMENTO SANITÁRIO
6.1. Possibilidade de contaminação das reservas de águas, provocadas pela construção de fossas
sépticas;
6.2. Descarte inadequado de resíduos químicos (neutralizado), feito diretamente na pia, e vai para
o esgoto comum;
6.3. Descarte de resíduos biológicos líquidos na pia, e vai para o esgoto comum;
6.4. Falta de plano de tratamento de resíduos.
RESÍDUOS SÓLIDOS
7.1. Lixo comum é acumulado em uma das vias da Unidade, para ser recolhido semanalmente;
7.2. Não há ações de reciclagem desenvolvidas pela comunidade acadêmica;
7.3. Ausência de espaço adequado para a estocagem e separação do lixo comum;
7.4. A coleta semanal é insuficiente para a demanda da unidade;
7.5. Falta de coleta especializada para os resíduos químicos, biológicos, e perfuro-cortantes;
68

7.6. Carência de insumos para os laboratórios funcionarem: seringas, luvas, matérias descartáveis
como plásticos esterilizados, e matérias de apoio técnico;
7.7. Manejo inadequado das valas de descarte de animais mortos;
7.8. Descarte de material perfuro-cortante, em local inapropriado.
8. DRENAGEM
8.1. Falta sistema de drenagem de águas servidas.
9. PAISAGISMO E ARBORIZAÇÃO
9.1. Falta de tratamento paisagístico em grande parte do núcleo central;
9.2. Falta de manejo das áreas de mata preservada;
9.3. Falta de ações extensionistas com objetivos ecológicos e ambientais.
10. SEGURANÇA
10.1.
Contingente de funcionários é insuficiente para segurança de todo o perímetro da
fazenda;
10.2.
Ausência de guarita contribui para a falta de controle no acesso a Unidade;
10.3.
Contingente de segurança é muito baixo e inapropriado para o tamanho da unidade
existente e em horários mais perigosos como o turno noturno;
10.4.
Iluminação pública é insuficiente, no trajeto do acesso e na circulação pública na
unidade;
10.5.
Registro frequente de ocorrências de roubos;
11. IDENTIDADE E CULTURA
11.1.
Carência de espaço físico na Unidade para práticas de atividades culturais;
11.2.
Comunicação e divulgação dos eventos culturais são precárias, falta profissionais
especializados em comunicação.

6. SÍNTESE DAS POTENCIALIDADES ENCONTRADAS
A partir da análise detalhada feita nos itens anteriores foi elaborado um quadro síntese
das potencialidades encontradas na Unidade Viçosa.
QUADRO SINTESE DAS POTENCIALIDADES
1. DEMANDA ATUAL DE SERVIÇOS
1.1. Alimentação
1.1.1. O espaço para mesas é amplo e comporta cerca de 150 pessoas;
2. SETORIZAÇÃO E PLANEJAMENTO
2.1. Possui uma configuração diferenciada que possibilita a proximidade do trabalho das áreas do
conhecimento como as pesquisas com produção animal e vegetal, para os cursos das
Agrárias;
2.2. Possui vasta área para desenvolvimento de projetos acadêmicos e expansão dos cursos.
2.3. A dimensão da fazenda propicia uma ocupação muito maior, com a criação de outros cursos
que poderiam fortalecer o ensino superior na região.
3. ABASTECIMENTO DE ÁGUA
3.1. Há nascentes de água no território da fazenda que podem ser mais bem utilizadas;
3.2. Possibilidade de desenvolvimento de projetos ligados a recursos hídricos;
3.3. O sistema que abastecimento de água por gravidade, dispensa o uso de energia elétrica para
bombeamento.
4. PAISAGISMO E ARBORIZAÇÃO
4.1. Mata preservada com potencial para o desenvolvimento de atividades e projetos acadêmicos
69

de cunho ambiental e ecológico;
4.2. Corredor de árvores na via sul proporciona sombreamento dos espaços de circulação.
5. IDENTIDADE E CULTURA
5.1. Há iniciativas de projetos culturais com participação da comunidade acadêmica;
5.2. Os projetos CineArt Popular e Curso de Violão são produtos da iniciativa da comunidade
acadêmica da Unidade;
5.3. Há uma parceria entre a Prefeitura de Viçosa e a UFAL para o desenvolvimento do projeto
―Conheça seu patrimônio, valorize sua história‖, que incentiva a preservação do patrimônio
cultural local.

REFERÊNCIAS
Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5626:1998 - Instalação predial de água fria, Rio de
Janeiro, 1998.
Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 7229:1993 - Projeto, construção e operação de
sistemas de tanques sépticos. Rio de Janeiro, 1993.
Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 9050:2004 - Acessibilidade a edificações, mobiliário,
espaços e equipamentos urbanos, Rio de Janeiro, 2004.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2012. Disponível em: http://www.ibge.gov.br
IpeaData, 2012. Disponível em: www.ipeadata.gov.br
Ministério das Cidades: Rede de avaliação e capacitação para a implementação dos Planos
diretores participativos, 2010. Disponível em: http://www.cidades.gov.br. Acesso em 01.06.2012
PNUD. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, 2012. Disponível em: http://www.pnud.org.br
Programa Google Earth, 2012.
Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas, 2012. Disponível em: http://www.cultura.al.gov.br
Universidade Federal de Alagoas (UFAL), 2012. Disponível em: http://www.ufal.edu.br
WIKIPÉDIA, A Enciclopédia livre, 2012. Disponível em: http://pt.wikipedia.org

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