2.3 Diagnóstico Unidade Penedo

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                    DIAGNÓSTICO
UNIDADE PENEDO

[versão preliminar]

ARAPIRACA – 2012

1

Plano Diretor da UFAL Campus Arapiraca, 2012.
Reitor da Universidade Federal de Alagoas
Eurico de Barros Lôbo Filho
Vice-reitora da Universidade Federal de Alagoas
Raquel Rocha de Almeida Barros
Direção Geral do Campus Arapiraca
Márcio Aurélio Lins dos Santos
Direção Acadêmica do Campus Arapiraca
Eliane Aparecida Holanda Cavalcanti
Coordenação da Unidade Palmeira dos Índios
Sueli Maria do Nascimento
Coordenação da Unidade Penedo
Mac-Davison Buarque Lins Costa
Coordenação da Unidade Viçosa
Diogo Ribeiro Câmara
COMISSÃO TÉCNICA DO PLANO DIRETOR - Portaria nº 080 de 24/09/2010 e Portaria 017/2012 de 25 de julho
de 2012
Thaisa Francis César Sampaio Sarmento - Presidente
Rafael Rust Neves – Vice-presidente
Camila de Sousa Vieira
Geílson Márcio Albuquerque de Vasconcelos
Odair Barbosa de Moraes
Simone Carnaúba Torres
Raquel de Almeida Rocha
Bolsistas e estagiários:
Anderson Miranda dos Santos
Arley Fernanda Cavalcante
Danilo Veríssimo da Silveira
Dayana Rossy Moreira Bezerra
Gabriele Paiva Braga
Girleno Alves de Almeida
José Cláudio dos Santos Silva
Katryce Muniz Santos Costa
Lívia Karla Alves Lima
Max Dellys Soares Santos
Paulo Rodolfo Cavalcante Santos
Pedro Bezerra de Oliveira Neto
Rafaella Barbosa Bezerra
Renan dos Santos Silva
Thiago Gilney Ferreira Silva
Reitoria - Campus A. C. Simões
Av. Lourival Melo Mota, s/n, Cidade Universitária - Maceió - AL, CEP: 57072-900
Campus Arapiraca - Sede
Av. Manoel Severino Barbosa, s/n, Bom Sucesso - Arapiraca - AL, CEP: 57309-005
Unidade Palmeira dos Índios
Rua Sonho Verde, S/N, Eucalipto – Palmeira dos Índios – AL, CEP: 57076-100
Unidade Penedo
Av. Beira Rio, s/n - Centro Histórico – Penedo – AL, CEP: 57200-000
Unidade Viçosa
Fazenda São Luiz, S/N, Viçosa – AL.

2

Sumário

1. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO

04

2. HISTÓRICO DA IMPLANTAÇÃO DA UNIDADE

10

3. CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL SOCIAL DA COMUNIDADE

15

ACADÊMICA
3.1. Corpo Docente

16

3.2. Corpo Técnico-Administrativo

16

3.3. Corpo Discente

18

3.4. Corpo de Funcionários Terceirizados

25

4. ANÁLISE DOS EIXOS TEMÁTICOS

26

4.1. Demanda atual para os serviços

26

4.2. Infraestrutura e serviços urbanos

27

4.2.1. Setorização e planejamento dos blocos

27

4.2.2 Mobilidade e transporte

43

4.2.3 Acessibilidade

46

4.2.4 Abastecimento de água

61

4.2.5 Fornecimento de energia elétrica e de serviços de comunicação

63

4.2.6. Esgotamento sanitário

67

4.2.7. Resíduos sólidos

69

4.2.8. Drenagem

70

4.2.9. Paisagismo e arborização

70

4.2.10. Segurança

73

4.2.11. Demandas dos Cursos da Unidade

74

4.3. Identidade e Cultura

75

5. SÍNTESE DE PROBLEMAS ENCONTRADOS

81

6. SÍNTESE DAS POTENCIALIDADES ENCONTRADAS

83

Referências

83

3

1. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO
O município de Penedo possui uma área de 689,27 m² e uma população de 60.389
habitantes, segundo o Censo do IBGE (2010). A sede do município está a 160 km de Maceió,
a uma altitude de 27 metros acima do nível do mar e localizada nas coordenadas geográficas
10° 17' 24" Sul 36° 35' 09" Oeste. O município está situado na Mesorregião do Leste Alagoano
(Litoral), é a cidade pólo da Microrregião de Penedo, que reúne os municípios de Penedo,
Feliz Deserto, Igreja Nova, Piaçabuçu e Porto Real do Colégio, totalizando uma área de
1.689,90 km², com uma população de 124.552 habitantes.

Figura 1 - Localização de Penedo e da Microrregião no mapa do Estado de Alagoas. Fonte: Wikipedia.

O município de Penedo vem apresentado crescimento populacional contínuo nas
últimas décadas, apresentando um salto maior entre 1980 e 1991. A partir da década de 1990,
passa a apresentar variações menores.

4

Figura 2 - Quadro da síntese demográfica do município de Penedo
1970
1980
1991

2000

2010

População Total

33.142

36.672

52.245

56.993

60.389

Masculina

15.477

17.494

25.264

27.891

29.310

Feminina

17.665

19.178

26.981

29.102

31.079

Urbana

23.418

27.033

38.574

41.545

45.011

Rural

9.724

9.639

13.671

15.448

15.378

70.7%

73.7%

73.8%

72.9%

74.5%

Taxa de Urbanização

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censos Demográficos 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010.

A taxa de urbanização é a percentagem da população residente na área urbana em
relação à população residente total (IBGE, s/d). Penedo apresentou nas últimas décadas taxas
de urbanização praticamente constantes, com pequenas variações para mais ou para menos.
Contudo, o censo de 2010 apontou que a maior taxa de urbanização foi registrada no contexto
atual, 74,5%.
Figura 3 – Gráfico da taxa de urbanização do município de Penedo nos últimos 40 anos
80.0%

70.7%

73.7%

73.8%

72.9%

74.5%

1970

1980

1991

2000

2010

70.0%
60.0%

50.0%
40.0%
30.0%
20.0%
10.0%

0.0%

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censos Demográficos 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), elaborado pelo Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento, é composto pelos indicadores longevidade, educação e
renda. A Longevidade é medida a partir da expectativa de vida ao nascer; a Educação, a partir
do índice de analfabetismo e pela taxa de matrícula em todos os níveis de ensino; e a Renda,
medida pelo PIB per capita em dólar, que considera o poder de compra. O IDH de Penedo
apresentou trajetória ascendente entre 1970 e 2000. Entre 1991 e 2000 o IDH apresentou um
salto maior de crescimento, passando de 0,501 para 0,665, registrando portanto, em 2000, um
IDH acima da média do estado de Alagoas, (0,649).

5

Figura 4 - Quadro do Índice de Desenvolvimento Humano, 1970, 1980, 1991 e 2000
1970

1980

1991

2000

0,326

0,450

0,501

0,665

Educação

0,376

0,428

0,494

0,742

Longevidade

0,411

0,489

0,602

0,673

Renda

0,191

0,433

0,406

0,580

Índice de Desenvolvimento Humano

Fonte: PNUD. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil

O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma do que é produzido dentro de um território
econômico, levando em conta os três setores da economia: agropecuária, indústria e serviços.
O PIB do município de Penedo apresentou estagnação entre 2001 e 2002, voltando a crescer
entre 2002 e 2005. Entre 2005 e 2006, houve uma queda do PIB do município, mas o ritmo de
crescimento foi retomado no ano seguinte e se manteve até o fim do decênio. Em 2008, a
agricultura representava 13,7% na composição do PIB do município, a indústria, 13,3% e o
setor de serviços 73,0%. O PIB per capta do município, medido a preços correntes, foi de
R$ 4.568,62 (IBGE, 2008). A base econômica do município é composta pela cana-de-açúcar,
pesca e turismo (UFAL, 2005).
Figura 5 - Gráfico da evolução do PIB e entre 2000 a 2009 (valor de R$ em 2000)
160.000.00
140.000.00
120.000.00

100.000.00
80.000.00
60.000.00
40.000.00
20.000.00

0.00
2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

Fonte: IpeaData

A Taxa de Analfabetismo é percentagem das pessoas analfabetas – que não sabem ler
e escrever um bilhete simples no idioma que conhece – de um grupo etário, em relação ao
total de pessoas do mesmo grupo etário. O grupo etário utilizado nesse trabalho para
mensurar a taxa de analfabetismo é “pessoas de 15 anos ou mais”. A taxa de analfabetismo
no município vem decrescendo em ritmo praticamente constante nas últimas décadas,
registrando no Censo de 2010, 22,8%, portanto, 1,5 ponto abaixo da taxa estadual (24,3%) e
13,2 pontos acima da taxa nacional (9,6%).
6

Figura 6 - Gráfico da Taxa de analfabetismo em Penedo nos últimos 40 anos
60
48.9

50

43.8
38.2

40

30.2

30

22.8

20
10
0

1970
1980
1991
2000
2010
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censos Demográficos 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010.

Segundo os dados do Censo 2010 (IBGE), Penedo apresentou bons índices de
atendimento aos serviços essenciais, com exceção do serviço de esgotamento sanitário. O
município apresenta um total de 16.362 domicílios particulares permanentes, dos quais 15.257
estão ligados à rede geral de abastecimento de água; 1.904 tem banheiro de uso exclusivo do
domicílio e tem esgotamento sanitário ligado à rede geral de esgoto ou pluvial; 14.184 contam
com algum tipo de coleta de lixo e 15.997 dispõe de energia elétrica proveniente de
companhia distribuidora (IBGE, 2010).
Figura 7 – Gráficos comparativos da oferta adequada de serviços essências em 2010, para
Penedo, Alagoas e Brasil

Oferta adequada de serviços essenciais, em 2010
PENEDO
93.2%

ALAGOAS

86.7%

82.9%

68.6%

BRASIL

79.8%

87.4%

97.8% 97.9% 97.8%

55.5%

11.6%

Abastecimento de água rede geral

20.9%

Esgotamento sanitário - rede Destino do lixo - coletado
geral de esgoto ou pluvial

Energia elétrica - de
companhia distribuidora

Fonte: Censo IBGE 2010.

Penedo é um dos municípios mais importantes da história de Alagoas, por ter sido um
dos primeiros núcleos de povoamento, ainda no século XVI, quando pertenceu à antiga
Capitania de Pernambuco. A história local registra a primeira sesmaria no século XVI, seguida
pela formação da Vila de São Francisco no início do século XVII. Passou a ser chamada de
7

Penedo do Rio São Francisco no final deste século, tendo sido elevada à categoria de cidade
em meados do século XIX. Ergue-se sobre um rochedo (um penedo) às margens do rio São
Francisco e conserva um importante patrimônio artístico-cultural colonial, com influências
holandesas, portugueses e, especialmente, dos missionários franciscanos, expressas na rica
estatuária e arquitetura barroca de conventos e igrejas. As manifestações folclóricas, a
culinária, as festividades e a natureza circundante, também são atrações durante todo o ano.
Figura 8 – Quadro das atividades culturais cadastradas na Secretaria de estado da Cultura de
Alagoas
PATRIMÔNIO
HISTÓRICO

RUA Nº

BAIRRO

TIPOLOGIA

Paço Imperial

Praça Doze de Abril,

Centro

Patrimônio
Histórico

Igreja e Convento Nossa
Senhora dos Anjos
Teatro Sete de
Setembro

Praça Frei Camilo de
Centro
Lellis,218
Avenida Floriano
Centro
Peixoto,81

Patrimônio
Histórico
Patrimônio
Histórico

Igreja de São Gonçalo
Garcia

Praça Frei Camilo de
Centro
Lellis

Patrimônio
Histórico

Igreja Nossa Senhora
da Corrente
Casa do Barão de
Penedo
Fundação Casa de
Penedo
Marujada Penedense

Praça Doze de Abril,
Mâmaso Monte,141
Rua João Pessoa,
125
Rua Boa Vista, 66

Patrimônio
Histórico
Patrimônio
Centro
Histórico
Patrimônio
Centro
Histórico
Senhor do Patrimônio
Bomfim
Histórico
Centro

NOME
CONTATO
RESPONSÁVEL
Fundação
Educacional do Baixo
São Francisco
Diocese Nossa
3551-2079
Senhora do Rosário
8841-7309
Claudia Tavares
9946-7302
Santa Casa de
Misericórdia de
Penedo
Diocese Nossa
3551-2079
Senhora do Rosário
3551-5295
Estado de Alagoas
3551-3148
Francisco Alberto
3551-2008
Sales
Mestre Rosevaldo
3551 6185
Jordão

Fonte: Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas

No âmbito das políticas públicas relacionados ao tema “Cultura”, A Secretaria
Municipal de Cultura de Penedo vem implementando o Projeto “Penedo é mais lazer e cultura”,
com o objetivo de fortalecer e apoiar expressões artísticas do município, tais como a música, o
teatro e as danças, com apresentações semanais na Praça 12 de abril.

Plano Diretor do Município
O Plano Diretor Participativo de Penedo foi instituído pela Lei 1.281, de 26 de novembro
de 2007, e apresenta como princípios fundamentais: I. a função social da cidade e da
propriedade; II. a gestão democrática; e III. a sustentabilidade.
O Macrozoneamento é estabelecido no Título III, Capítulo II, identificando no município
de Penedo três macrozonas: I. Macrozona Urbana (MZU); II. Macrozona Rural (MZR); III.
Macrozona de Transição Urbano-rural (MZUR) (Art.46).
8

De acordo com o Art. 47, a Macrozona Urbana, caracteriza-se como área urbana
consolidada pelos investimentos públicos e privados realizados em diversas edificações, tais
como: habitações, equipamentos comunitários, sistema viário, infraestrutura de saneamento
básico, distribuição de energia elétrica, iluminação pública e outros similares, além daquela de
expansão urbana. Da Macrozona Urbana fazem parte os povoados com características
urbanas: Santa Margarida; Palmeira Alta; Marituba do Peixe; Ponta Mofina; Cooperativa
Núcleo II; Campo Redondo; Itaporanga; e Tabuleiro dos Negros.
Segundo o Art. 48, a Macrozona Urbana tem como objetivos: I- regular o crescimento
da cidade; II- regular o uso e ocupação do solo para fins urbanos segundo as normas para o
Zoneamento Urbano e Zona de Expansão Urbana.
O Art. 53 aponta a subdivisão da Macrozona Urbana nas seguintes zonas: I- zona de
investimentos públicos prioritários (ZIPP); II- zona de proteção histórico-cultural (ZPHC); IIIzona de requalificação urbana (ZRU); IV- zona especial de interesse ambiental (ZEIA); V- zona
de expansão urbana (ZEU).
A Sede da UFAL Unidade Penedo está localizada na ZRU – Zona de requalificação
urbana, que se caracteriza por áreas dotadas parcialmente de saneamento ambiental,
infraestrutura,

equipamentos

públicos

e/ou

oportunidades

para

o

desenvolvimento

socioeconômico, necessitando de melhoramentos (Art. 58). Segundo o Art. 59, são objetivos
da zona de requalificação urbana: I- melhorar as condições de funcionamento das atividades e
habitações existentes nas áreas especificadas.
O Centro de Extensão Universitária (Sobrado dos Lessa) está localizado na Zona de
Proteção Histórico-Cultural (ZPHC), caracterizada por áreas tombadas nos níveis federal,
estadual e municipal e entornos dessas áreas, dada a existência de patrimônio
histórico/cultural significativo (Art. 56). Segundo o Art. 57, os objetivos da zona de proteção
histórico-cultural são: I- garantir estratégias de conservação e preservação, conscientes e
responsáveis, do patrimônio cultural e paisagístico existente, melhorando as condições de
vida e respeitando a heterogeneidade da população e dos usos locais de forma que: i) a
identidade e os aspectos culturais da comunidade sejam mantidos e destacados; j) as áreas
degradadas sejam reabilitadas e utilizadas de acordo com as necessidades socioeconômicas
locais; k) o patrimônio da cidade seja base importante para que se construa um amplo projeto
de desenvolvimento local.
O terreno doado para a implantação das novas instalações da Unidade está localizado
na Zona de Expansão Urbana (ZEU), caracterizada no Plano como áreas onde predominam os
vazios, lindeiras às áreas urbanas consolidadas, para futuras ocupações, com características
urbanas após a implementação de infraestrutura básica (Art. 62). De acordo com o Art. 63, os
objetivos da zona de expansão urbana são: I- prover o município de áreas para o crescimento
9

urbano ordenado e infraestruturado da sede urbana municipal, cuja ocupação só deve ser
incentivada após o preenchimento dos vazios com potencial construtivo no interior da zona
urbana. O Art. 64 dispõe que “constitui instrumento para alcançar os objetivos da Zona de
Expansão Urbana, o Código de urbanismo”.

Figura 9 - Mapa do Zoneamento da Macrozona Urbana. Fonte: Plano Diretor de Penedo. Disponível em:
http://www.cidades.gov.br. Acesso em 01.06.2012. Grifo nosso: Localizações das instalações da UFAL
Unidade Penedo.

2. HISTÓRICO DA IMPLANTAÇÃO DA UNIDADE
Em 2006, a UFAL implantou em Penedo sua Unidade Acadêmica, naquele contexto,
denominada Pólo Penedo. A Unidade foi instalada no edifício em que funcionava a Escola
Municipal Senador Freitas Cavalcanti, localizada na Av. Beira Rio, s/n, no centro histórico da
cidade. Doada à Universidade pela Prefeitura Municipal de Penedo, o edifício passou por
reformas a fim de possibilitar o funcionamento da Unidade. Essa reforma promoveu
modificações no edifício tais como: reforma das instalações elétricas, redimensionamento de
salas e adequação da área da guarita de acesso.
10

Figura 10 - Imagem aérea da cidade de Penedo, localizando os equipamentos da UFAL –
Unidade Educacional e Sobrado dos Lessa.

Figura 11. Maquete eletrônica da ocupação da Unidade Penedo. Imagem de 2009. Fonte Google Earth,
2012.Legenda: Em laranja – edificação existente reformada em 2006, em amarelo – prédio anexo de
2010.

11

(a)
(b)
Figura 12 – (a) Fachada Principal da Unidade de Ensino Penedo (via voltada para o Rio São Francisco)
e (b) Fachada posterior da Unidade Penedo (via de acesso ao estacionamento).
Figura 13 - Quadro de distâncias entre a Unidade Penedo e pontos de interesse na cidade
Ponto de interesse
Sobrado dos Lessa
Albergue da Juventude
Cinema
Terreno destinado à expansão
Prefeitura Municipal de Penedo
Centro (Praça da Igreja Matriz)
Rodoviária
Serviço de saúde mais próximo

Distância
1.550 m
1.750 m
1.700 m
6.750 m
1.650 m
1.200 m
600 m
4.200 m

Uma vez implantada, a Unidade se inseriu de forma ativa na realidade local,
desenvolvendo projetos e realizando parcerias com a Prefeitura Municipal, com o Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e com entidades representativas.
Ainda em 2006, o edifício conhecido por “Sobrado dos Lessa” foi doado pelo seu
proprietário à Universidade. O edifício com três pavimentos possui 492,32 m² de área
construída e está localizado na Rua Fernandes de Barros, 17, próximo à Praça Rui Barbosa,
no entorno imediato do Convento Franciscano.
Logo após a doação, foi elaborado um projeto de restauro já que o Sobrado se
apresentava em fase avançada de deterioração. O projeto foi elaborado pelos alunos da
disciplina Prática do Restauro, do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de
Arquitetura e Urbanismo da UFAL, sob a coordenação da Profa. Arquiteta Josemary Omena
Passos Ferrare, formalizado enquanto projeto de extensão, registrado na Pró-reitoria de
Extensão da UFAL.

12

(a)

(b)

Figura 14 - (a) Vista do Sobrado dos Lessa antes da reforma, e (b) Vista do Sobrado dos Lessa depois
das obras de restauro. Fonte: FERRARE, 2006 e Acervo da Equipe Técnica do Plano Diretor.

Em 2008, houve a primeira expansão das instalações físicas na sede da Unidade. A
construção do novo bloco, com três pavimentos, no terreno contíguo à biblioteca, possibilitou
a ampliação do espaço físico, atendendo parcialmente às demandas por laboratórios, salas de
aula e salas de professores. O novo bloco ampliou a sede da Unidade em 657,90 m² de área
construída.

Figura 15 – Vista externa do bloco em anexo a Unidade Penedo, com 3 pavimentos, onde se
localizam salas de aula e laboratórios.

Em setembro de 2010, o IPHAN inaugurou o Albergue da Juventude. O Albergue é o
resultado da conclusão das obras de restauro de um edifício construído em 1884. Está
localizado no Rosário Largo e conta com 38 leitos distribuídos em 19 beliches. A Unidade
Penedo firmou parceria com a Casa da Amizade, instituição encarregada da administração do
Albergue, que funcionará como Laboratório de Hospedagem. Esse Laboratório é um espaço
destinado à viabilização de práticas operacionais e administrativas de uma empresa do ramo
13

de alojamento. Por este motivo, presta-se a servir como laboratório prático. Trata-se de uma
parceria estratégica que torna realidade a formação profissional dos estudantes do curso de
Turismo nesta importante área de atuação do bacharel – o setor de alojamento.

Figura 16 – Fachada frontal do Albergue da Juventude. Fonte: http://aquiacontece.com.br

A proposta integra o Projeto Albergues, originalmente proposto pelo IPHAN, e tem
como objetivo potencializar a interface entre o patrimônio cultural e a educação formal, através
da valorização de instalações de alojamento com valor histórico que ampliem a interação de
estudantes, dos diversos níveis das redes pública e privada de ensino, com as manifestações
do patrimônio histórico nacional.
As tratativas decorrentes desta aproximação, no entanto, ainda não superaram as
limitações jurídicas pelo fato do prédio não ser propriedade da Universidade. Esforços têm
sido feitos desde o ano de 2010 no sentido de criar um entendimento jurídico entre as
Procuradorias da UFAL e do IPHAN. Uma reunião entre a Magnífica Reitora Ana Dayse e o
Superintendente do IPHAN, Mario Aluísio, ocorreu no decorrer do ano de 2011 para que as
providências fossem encaminhadas.
Em novembro de 2011 o IPHAN oficializou a compra do edifício onde funcionava o
antigo Cine Penedo, fechado desde a década de 1980. O edifício está em estado de
degradação e passará por obras de restauro. A UFAL Unidade de Penedo está firmando uma
parceria com IPHAN para fazer a gestão do espaço, cujas instalações podem vir a servir
também para laboratórios de produção de audiovisual. O Cine Penedo será destinado a
abrigar ações culturais da Unidade, podendo servir futuramente como laboratório para a
criação de um curso de graduação em Cinema e para o desenvolvimento de projetos de
extensão relacionados com essa área.

14

Figura 17 – Fachada frontal do Cine Penedo. Fonte: fotosdealagoas.blogspot.com

Recentemente a Unidade Penedo recebeu uma nova área para a expansão das suas
atividades, onde será construído um campus para abrigar os doado pela Prefeitura Municipal,
através da Lei Municipal nº 1.399, de 09 de novembro de 2011. A nova área para a expansão
da Unidade consta de 70.373,50 m2 e está localizado nas proximidades do Loteamento Cidade
do Povo, no Bairro Raimundo Marinho, distando 6 km da Sede da Unidade, em direção à
rodovia BR 101.

3. CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL SOCIAL DA COMUNIDADE ACADÊMICA
O Campus Arapiraca, composto pela Sede, em Arapiraca, e pelas Unidades Penedo,
Palmeira dos Índios e Viçosa apresentam um corpo social formado por 3.405 pessoas 1 ,
quando somados os três segmentos da comunidade universitária mais o corpo de
funcionários terceirizados.
A Unidade Penedo abriga dois cursos, Turismo e Engenharia de Pesca, e sua
população acadêmica é de 290 pessoas.
Figura 18 - Quadro com os quantitivos do corpo social do Campus Arapiraca
UNIDADE

DOCENTES

TÉCNICOS

DISCENTES

FUNC. TERC.

TOTAL

2445
ARAPIRACA
138
53
2209
45
480
PALMEIRA
26
07
437
10
292
PENEDO
21
09
246
16
212
VIÇOSA
12
12
183
5
TOTAL
197
81
3075
76
3429
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor. Dados fornecidos pela Direção Acadêmica e pelo
Departamento de Recursos Humanos – Campus Arapiraca – atualizados em julho de 2012.
1

Conforme levantamento realizado em dezembro de 2011.

15

A comparação entre a quantidade de cursos oferecidos em cada Unidade com o
contingente de pessoas evidencia que há uma discrepância nas participações da Unidade
Palmeira dos Índios e da Unidade Penedo. As Unidades Sede e Viçosa apresentam
porcentagens de participação no total do corpo social do Campus que correspondem
aproximadamente à participação na quantidade de cursos oferecidos. As duas Unidades
oferecem dois cursos, contudo, Palmeira dos Índios participa com 14% da população
universitária, enquanto Penedo participa com apenas 9%.

3.1. CORPO DOCENTE
A caracterização do corpo docente foi realizada com base em levantamentos de dados
feitos entre dezembro de 2011 e fevereiro de 2012, utilizando como base o quadro docente do
Campus, fornecido pela Direção Acadêmica, e a Plataforma Lattes, hospedada no portal do
CNPq. Esse levantamento apontou que a UFAL Campus Arapiraca possui 197 professores
efetivos, distribuídos na sede e nas três Unidades Acadêmicas. Desse total, 138 estão lotados
na Sede (70,0%), 26 em Palmeira dos Índios (13,2%), 21 em Penedo (10,7%) e 12 em Viçosa
(6,1%).
Em Penedo, quanto ao gênero, há predominância de homens, já que o quadro docente
conta com 62% de homens e 38% de mulheres.

nidade Viçosa

%

Unidade Palmeira
Unidade Penedo
Sede Arapiraca
dos
Índios
Figura
19 - Corpo docente. Divisão por gênero unidade Penedo

42%

38%

38%
62%

62%

Feminino

41%
59%

Masculino

3.2 CORPO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO
O Corpo Técnico Administrativo da UFAL Campus Arapiraca é composto por 81
servidores. Na Unidade Penedo são lotados 9 servidores.

16

Figura 20 - Distribuição do corpo técnico-administrativo em setores por Unidade Acadêmica
UNIDADE
VIÇOSA

UNIDADE P.
INDIOS

UNIDADE
PENEDO

SEDE
ARAPIRACA

TOTAL

Administração

1

0

0

4

5

Técnico em contabilidade

0

0

0

1

1

Engenheiro Civil

0

0

0

1

1

Bibliotecário

1

1

1

1

4

Auxiliar de Biblioteca

0

0

0

1

1

Coord. de Registro e
Controle Acadêmico CRCA TAE

1

1

2

2

6

Pedagogo

0

0

0

2

2

Assistente Social

0

0

0

1

1

Núcleo de Tecnologia da
Informação (NTI)

0

1

1

3

5

Secretaria de Cursos/ de
Unidade

0

0

0

4

4

Secretaria Executiva

1

2

1

5

9

Assistente administrativo

1

2

1

10

14

Técnico em laboratório

5

0

3

18

26

Médico Veterinário

2

0

0

0

2

TOTAL

12

7

9

53

81

LOTAÇÃO

Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor. Fonte: Dados fornecidos pela Departamento de Recursos
Humanos – Campus Arapiraca – atualizados em julho de 2012.

O quadro com a distribuição do corpo técnico administrativo mostra os gargalos que
comprometem o desempenho das atividades universitárias nas Unidades Acadêmicas. Em
Penedo a distribuição do corpo técnico é: 1 Assistente Administrativo, 1 Bibliotecário, 1
Secretário Executivo, 2 Técnicos em Assuntos Educacionais, 1 Técnico em Informática, 3
Técnicos em Laboratório. As carências apontadas pela unidade, com relação a contratação de
Técnicos para a demanda atual de alunos está relacionada abaixo:
Figura 21 – Demanda de contratação para o Corpo técnico-administrativo da Unidade Penedo.
SETOR
VAGAS ABERTAS
ALBERGUE
CINE
CEU
SEDE
PENEDO/ESCOLA
DE CINEMA
Administração
01 Administrador
01 Técnico
01 Administrador
01 Produtor
Administração
Cultural
Hoteleira (NS)
02 Assistentes
02 Auxiliares
01 Assistente
01 Assistente
Administrativos
administrativos
Administrativo
Administrativo
01 Auxiliar
01 Auxiliar
01 Auxiliar
Administrativo
administrativo
administrativo
01 Projecionista
Secretaria

02 Assistentes
Administrativos

-

01 Auxiliar
Administrativo

01 Auxiliar
Administrativo

17

Cursos /
CRCA
Biblioteca

02 Pedagogos

-

-

-

Laboratórios
Didáticos

06 Técnicos em
Agropecuária
(Aquicultura;
Piscicultura e
Agropecuária.
Eng. de Pesca)

01 Assistente
Administrativo
01 Auxiliar de
Biblioteca (Midiateca)
-

01Técnico em captura
de imagem
01 Técnico em Edição
de imagem

01 Auxiliar de
Biblioteca
(Sala Verde)
-

01 Técnico em
captura e Edição de
Som
01 Técnico eletricista
01 Técnico Iluminador
de cena
01 Técnico em
Cenografia e
Maquinaria
01 Maquiador
01 Figurinista

NTI

NAE

01 Analista de
Sistemas
01 Assistente
Técnico em
Informática
01 Assistente Social

-

-

-

-

-

-

-

-

-

01 Psicólogo

-

-

-

01 Assistente
Administrativo
Fonte: Dados fornecidos pela Departamento de Recursos Humanos – Campus Arapiraca – atualizados
em julho de 2012.

Figura 22 - Corpo técnico-administrativo. Distribuição por gênero.

Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor

18

3.3 CORPO DISCENTE
Segundo o levantamento realizado 2 , o corpo discente da Universidade Federal de
Alagoas/Campus Arapiraca corresponde a um total de 3.075 alunos, distribuídos nos
dezenove cursos sediados em suas quatro Unidades Acadêmicas. Na Unidade de Penedo,
estudam 246 alunos em dois cursos. A porcentagem de alunos matriculados em cada unidade
pode ser visualizada no gráfico abaixo:

Corpo dicente da UFAL Campus Arapiraca por Unidade
8%

6%

14%

ARAPIRACA - 14 CURSOS

PALMEIRA DOS ÍNDIOS - 2 CURSOS
72%

PENEDO - 2 CURSOS
VIÇOSA - 1 CURSO

Figura 23 – Gráfico da distribuição do corpo discente por unidade de ensino. Elaboração: Equipe
Técnica do Plano Diretor UFAL Arapiraca e Unidades. Fonte: Direção Acadêmica do Campus Arapiraca

Analisando o corpo discente por curso, a desagregação dos dados mostra que, dentre
os cursos criados na primeira fase da interiorização, em 2006, o curso de Engenharia de
Pesca apresenta o maior número de alunos e o curso de Turismo, o menor.
Figura 24 – Quadro do Corpo discente do Campus Arapiraca: quantidade por curso
CURSO

UNIDADE

Engenharia de Pesca
Turismo
TOTAL DA UNIDADE
TOTAL

Penedo
Penedo

GRAU
ACADEM
Bacharelado
Bacharelado

ANO DE
CRIACAO
2006
2006

VAGAS/
ANO*
40
50
90

DURACAO
(SEM.)
10 a 18
8 a 14

NÚMERO
ALUNOS**
150
96
246
3075

(*) Números de vagas oferecidas em 2010.
(**) Com base em dados levantados em novembro de 2011.

No tocante ao gênero, 58% dos alunos do Campus Arapiraca são do sexo feminino e
42% do sexo masculino. Na Unidade de Penedo, o corpo discente é composto de 59% de
alunas e 41% de alunos.

2

Dados organizados pela Direção Acadêmica do Campus Arapiraca entre 01 e 14 de novembro de
2011 e cedido à equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Campus Arapiraca Sede e Unidades em 17 de
novembro de 2011.

19

Figura 25 – Quadro do Corpo discente do Campus Arapiraca: gênero.
CURSO

UNIDADE

Engenharia de Pesca

Penedo

Turismo

Penedo

GÊNERO

TOTAL

MASC

FEM

48%
25%
41%

52%
75%
59%

37%
Masculino
Feminino
64%

Feminino

Feminino

Masculino

Masculino

Figura 26 – Distribuição do corpo discente por gênero. Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor
UFAL Arapiraca e Unidades. Fonte: Direção Acadêmica do Campus Arapiraca

A análise do aluno quanto à idade apontou que o corpo discente da UFAL Campus
Arapiraca, somados os alunos das quatro Unidades, apresenta 23,3% na faixa etária de 16 a
19 anos. Mais da metade (54,1%) está na faixa entre 20 e 24 anos e 22,6% têm mais de 25
anos. Esses percentuais variam em cada Unidade em função do número de cursos e da
duração dos mesmos, aumentando ou diminuindo o tempo de permanência na universidade.

Figura 27 – Tabela da Média de idade do corpo discente por curso na unidade Penedo
DURACAO
MED IDADE
CURSO
UNIDADE
GRAU ACAD
MIN
Turismo
Penedo
4 anos
Bacharelado
23,3 anos
Engenharia
Pesca

de

Penedo

5 anos
Bacharelado

23,6 anos

MEDIA TOTAL
23,4 anos
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Arapiraca e Unidades. Fonte: Direção Acadêmica do
Campus Arapiraca

O alunado da Unidade Penedo é o que apresenta a maior fatia de discentes com idade
superior a 25 anos, totalizando 31%. Portanto, trata-se de um alunado mais adulto, e que já se
encontra inserido no mercado de trabalho. A oferta de cursos em período diurno dificulta para
esse aluno dedicar-se às atividades universitárias, pois ele tem que sobrepor no mesmo
período do dia os afazeres acadêmicos e as tarefas do emprego. Isso pode explicar as altas
taxas de evasão nos cursos da Unidade.

20

Figura 28 – Gráficos da distribuição do Corpo Discente por faixa etária.

Corpo dicente UFAL Campus Arapiraca - Unidade Penedo
Idade
51 anos
50 anos
49 anos
48 anos
47 anos
46 anos
45 anos
44 anos
43 anos
42 anos
41 anos
40 anos
39 anos
38 anos
37 anos
36 anos
35 anos
34 anos
33 anos
32 anos
31 anos
30 anos
29 anos
28 anos
27 anos
26 anos
25 anos
24 anos
23 anos
22 anos
21 anos
20 anos
19 anos
18 anos
17 anos
16 anos

0
0
1

0
0
0
0
0
0

0%

1%
7%

0%

3%
15 a 19 anos

20%

20 a 24 anos

1
0

25 a 29 anos

20%
1

30 a 34 anos

2

35 a 39 anos

3

40 a 44 anos

2
0

45 a 49 anos

1

49%

6

50 a 54 anos

2
3
0

5
4
7
4
10

24
14
33
27

20
27
22
23
4

0

Fonte dos dados: Direção Acadêmica do Campus Arapiraca. Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Campus
Arapiraca e Unidades Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa.

O levantamento sobre a formação no ensino médio do alunado da UFAL Campus
Arapiraca mostrou que 75% dos alunos cursaram o ensino médio em escolas públicas,
enquanto 25% cursaram no ensino privado. A composição dessa porcentagem em cada
Curso é apresentada na tabela a seguir.

21

Figura 29 – Quadro da Formação no ensino médio do corpo discente da UFAL Campus Arapiraca
em escola pública ou privada.
CURSO
GRAU ACAD
UNIDADE
TOT ALUN ENS PUB ENS PRI ENS PUB ENS PRI
Administração
Bacharelado
Arapiraca
194
151
43
78%
22%
Administração Pública
Bacharelado
Arapiraca
40
39
1
98%
3%
Agronomia
Bacharelado
Arapiraca
204
167
37
82%
18%
Arquitetura e Urbanismo
Bacharelado
Arapiraca
199
124
75
62%
38%
Ciência da Computação
Bacharelado
Arapiraca
197
121
76
61%
39%
Ciências Biológicas
Licenciatura
Arapiraca
208
161
47
77%
23%
Educação Física
Licenciatura
Arapiraca
217
150
67
69%
31%
Enfermagem
Bacharelado
Arapiraca
190
116
74
61%
39%
Física
Licenciatura
Arapiraca
177
153
24
86%
14%
Letras/ Língua Portuguesa
Licenciatura
Arapiraca
40
40
0
100%
0%
Matemática
Licenciatura
Arapiraca
180
155
25
86%
14%
Pedagogia
Bacharelado
Arapiraca
40
40
0
100%
0%
Química
Licenciatura
Arapiraca
176
159
17
90%
10%
Zootecnia
Bacharelado
Arapiraca
147
112
35
76%
24%
Psicologia
Bacharelado
Palmeira dos Índios
219
152
67
69%
31%
Serviço Social
Bacharelado
Palmeira dos Índios
218
142
76
65%
35%
Engenharia de Pesca
Bacharelado
Penedo
150
117
33
78%
22%
Turismo
Bacharelado
Penedo
96
88
8
92%
8%
Medicina Veterinária
Bacharelado
Viçosa
183
105
78
57%
43%
TOTAL
3075
2292
783
75%
25%
Fonte dos dados: Direção Acadêmica do Campus Arapiraca
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Campus Arapiraca e Unidades Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa.

Dentre os cursos que funcionam em Penedo, Turismo possui as maiores porcentagens
de alunos advindos do ensino médio público, 92%, e Engenharia de Pesca apresenta, 78%.
Esse quantitativo de alunos proveniente de escolas públicas é importante uma vez que um
dos objetivos centrais da interiorização é o provimento de quadros para as escolas públicas
do Agreste e sertão Alagoanos. Agregando os dados, pode-se constatar que na Unidade de
Penedo, 83% dos alunos cursaram o ensino médio em escolas públicas.
Figura 30 - Composição do alunado em função da origem do ensino médio em cada Unidade

Unidade Penedo

17%

83%

Ensino Médio Público

Ensino Médio Privado

Fonte dos dados: Direção Acadêmica do Campus Arapiraca
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Campus Arapiraca e Unidades Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa.

22

A cartografia que apresenta o município de origem do alunado contemplou duas
escalas: a escala intramunicipal e a escala estadual.
Na escala intramunicipal, foram cartografados o local de residência dos alunos por
bairro, na zona urbana, e por localidade e povoados, na zona rural dos municípios sede das
unidades do Campus Arapiraca. Esse levantamento tem por objetivo um mapeamento dos
bairros, localidades e povoados onde há maior concentração de alunos residentes.
O levantamento na escala estadual se deve à premissa de que a implantação dos
campi interioranos são estratégias de desenvolvimento regional. Deste modo, faz-se
necessário mensurar se o Campus Arapiraca está atendendo às demandas de formação
superior no interior do estado de Alagoas.
No âmbito do estado de Alagoas, os dados referentes ao município de origem do aluno
matriculado no Campus Arapiraca foram cartografados visando oferecer o modo como os
alunos estão distribuídos no estado.
Os alunos da UFAL Campus Arapiraca têm origem em 68 dos 102 municípios do
estado de alagoas: 24 municípios do Agreste Alagoano, 24 do Leste Alagoano (Zona da Mata)
e 20 do Sertão Alagoano. Além desses, 22 alunos são provenientes de outros 13 estados da
federação. A quantidade de alunos por município não é homogênea. Dos 3.075 alunos que
estudam na UFAL Campus Arapiraca (Sede e Unidades), 60,8% tem origem nos municípiossede das Unidades, sendo que 45,7% provêm de Arapiraca, 7,3% de Penedo, 7,0% de
Palmeira dos Índios e 0,8% de Viçosa. Portanto, 39,2% dos alunos que estudam no campus
são provenientes de outros municípios onde o Campus UFAL Arapiraca não está sediado.
A quantidade de alunos por município é influenciada por outros fatores como o porte
populacional do município, proximidade com os municípios-sede, número de alunos
matriculados no ensino médio, dentre outras. Estabelecendo uma relação entre o número de
alunos e o porte populacional, pode-se constatar que a ordem dos municípios apresentada no
gráfico anterior sofre alterações. A relação entre o número de matriculados e o porte
populacional consta na tabela a seguir. Além disso, a quantidade de cursos ofertados em
cada Unidade também influencia a cartografia do alunado. Deste modo, será feita uma análise
considerando cada Unidade, separadamente.
A Unidade de Penedo é aquela que apresenta, em comparação com as outras três, o
maior percentual de alunos residentes no município-sede (66,7%), seguido por Piaçabuçu,
Arapiraca e pela capital: Maceió. A Unidade apresenta também a maior porcentagem de
alunos provenientes de outros estados (4,5%), sendo a maior parte de Sergipe, estado com o
qual o município faz fronteira. O alunado da Unidade provém de 19 municípios do estado de
Alagoas.

23

Figura 31 - Cartograma da origem do corpo discente por município.

Figura 32 – Grafico da distribuição do corpo discente da Unidade Penedo por município de
origem.

Alunos do Campus Arapiraca Unidade Penedo
Município de origem
OUTROS ESTADOS
4.5%

MACEIO
4.1%

OUTROS
MUNICIPIOS DE
AL
9.8%

ARAPIRACA
7.3%

PIACABUCU
7.7%
PENEDO
66.7%

24

Figura 33 - Tabela – Unidade Penedo: relação entre o número de alunos provenientes de
municípios do estado de Alagoas pela população desses municípios
ORDEM MUNICÍPIO
1 Penedo
2 Piaçabuçu
3 Feliz Deserto
4 Junqueiro
5 Santa Luzia do Norte
6 Igreja Nova
7 Coité do Nóia
8 Arapiraca
9 Maribondo
10 Lagoa da Canoa
11 Colônia Leopoldina
12 Palmeira dos Índios
13 Traipu
14 São Sebastião
15 Teotônio Vilela

MESORREGIAO
Leste Alagoano
Leste Alagoano
Leste Alagoano
Leste Alagoano
Leste Alagoano
Leste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Leste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Leste Alagoano

ALUNOS*
164
19
3
4
1
3
1
18
1
1
1
3
1
1
1

POP MUNIC**
60378
17203
4345
23836
6891
23292
10926
214006
13619
18250
20019
70368
25702
32010
41152

ALUNO/HAB
0.0027162
0.0011045
0.0006904
0.0001678
0.0001451
0.0001288
0.0000915
0.0000841
0.0000734
0.0000548
0.0000500
0.0000426
0.0000389
0.0000312
0.0000243

(*) Levantamento realizado em novembro de 2011.
(**) População segundo o Censo 2010 do IBGE

O cartograma da distribuição da origem dos alunos por bairro, abaixo, mostra que o
maior contingente de alunos que residem em Penedo são oriundos dos bairros: Centro,
Centro Histórico e Santa Luzia. Seguido pelos alunos originários do Bairro São Constantino. A
minoria dos alunos são residentes dos bairros Senhor do Bonfim, Santo Antônio e Santa
Isabel. O cartograma mostra ainda que no bairro onde se localiza o novo terreno da Unidade ,
Raimundo Marinho, não há alunos que estudam na unidade Penedo.

Figura 34 - Cartograma da origem do corpo discente por bairro

25

Figura 35 - Cartograma da origem do corpo discente da zona rural de Penedo

Unidade Penedo

Alunos residentes na zona rural
da cidade

LEGENDA
Zona rural

TABULEIRO
DOS NEGROS
MANIBU

Zona urbana

CAMPO REDONDO

1a2
3a5
LOCALIDADES NÃO ENCONTRADAS
NOME
QUANTIDADE
CASTRO ALVES
2
MARISA LETÍCIA
1
LARGO DE FÁTIMA
1
PEIXOTO
1
SANTA CECÍLIA
1
VILA MATIAS
5
VITÓRIA
9

EMBRAPA

6a9
Fonte: Direção Acadêmica da UFAL/Campus

PONTA MUFINA

Arapiraca
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor
UFAL Arapiraca e Unidades

O cartograma da zona rural, acima, mostra que a maioria dos alunos que reside na
zona rural de Penedo é da localidade Ponta Mufina. As outras localidades contempladas foram
Embrapa, Campo Redondo, Manibu e Tabuleiro dos Negros. Diversas localidades informadas
pelos alunos não foram encontradas nos mapas do IBGE.

3.4. CORPO DE FUNCIONÁRIOS TERCEIRIZADOS
O corpo de terceirizados totaliza 76 funcionários e é composto por motoristas,
eletricista, encanador, pedreiro, manutenção, limpeza e seguranças. Os serviços terceirizados
nas Unidades do Campus Arapiraca são realizados por três empresas: Servipa, Ativa e Plena.
A Servipa Serviços Gerais Ltda realiza a prestação de serviços em segurança
integrada, compreendendo a disponibilização e instalação de equipamentos de captação,
geração, visualização e gravação de imagens. A empresa é responsável também por fazer o
controle de acesso de pessoas e veículos, operar com o sistema de alarme de intrusão e
destinar pessoal para os serviços de monitoramento e controle. A Servipa presta o serviço
através de 36 funcionários, que trabalham em horários alternados nas 4 Unidades.

26

A Ativa Serviços Gerais Ltda é especializada na prestação de serviços de limpeza,
conservação, higienização e desinfecção de áreas internas e externas com fornecimento de
mão-de-obra e material de limpeza. A Ativa conta com motoristas que fazem a condução dos
veículos institucionais. A empresa presta o serviço através de 13 funcionários distribuídos nas
4 Unidades.
A Plena Terceirização de Serviços Contratação atua na prestação de serviço de
limpeza, conservação, higienização e desinfecção de bens móveis e imóveis. A prestação do
serviço e realizada por 27 funcionários distribuídos nas 4 Unidades.
Figura 36 - Quantitativo de funcionários terceirizados em cada Unidade3
UNIDADE
ARAPIRACA
PALM INDIOS
PENEDO
VICOSA
TOTAL

ATIVA
10
1
1
1
13

PLENA
15
3
5
4
27

SERVIPA
20
6
10
0
36

TOTAL
45
10
16
5
76

Os funcionários especializados – eletricista, pedreiro, encarregado da manutenção e
encanador – ficam sediados em Arapiraca e quando há necessidade de serviços de reparo nas
Unidades, esses funcionários são deslocados para solucionar o problema e retornam assim
que concluem o serviço. A demanda pela prestação de serviço desses funcionários é frequente
e o deslocamento gera atrasos na resolução dos problemas. Faz-se necessário, portanto,
descentralizar os serviços desses funcionários especializados de modo que cada Unidade
conte com seus próprios funcionários. Para isso, é preciso ampliar o contingente de
funcionários terceirizados contratados.

4. EIXOS TEMÁTICOS
4.1. DEMANDAS POR SERVIÇOS E EQUIPAMENTOS UNIVERSITÁRIOS
A Unidade de Penedo não possui lanchonete ou restaurante, pois não há na Sede da
Unidade espaço físico suficiente para abrigar este serviço. Alguns alunos vendem lanches na
Sede da Unidade. O restaurante mais próximo da Unidade fica a 500 metros.
Para minimizar o problema referente à alimentação, a Unidade oferecia um auxílioalimentação em dinheiro, aos alunos cadastrados. Após a ocorrência de problemas nesse

3

Levantamento feito em novembro de 2011.

27

mecanismo de auxílio, passou-se a oferecer a alimentação em quentinhas. Esse serviço
também foi cancelado, e hoje existem somente bolsas de alimentação para discentes.

Figura 37 – Quadro síntese da quantidade de bolsas estudantis da Unidade Penedo, em 2012.
TIPO

QUANTIDADE

VALOR

AUXILIO ALIMENTAÇÃO

02

R$ 125,00

AUXILIO MORADIA

06

R$ 200,00

BOLSA PERMANENCIA DISCENTE

67

R$ 360,00

BOLSA DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL

16

R$ 360,00

Os relatos de servidores e de alunos apontaram a necessidade de instalação de uma
lanchonete e de uma reprografia para suprir as necessidades da Unidade. Não há reprografia
para atender aos alunos. No setor administrativo, há quatro máquinas multifuncionais sendo
que atualmente duas se encontram paradas demandando manutenção. Foi relatado que os
professores levam para as aulas, as cópias já prontas para os alunos, porque a reprografia
mais próxima localiza-se no comércio da cidade, a cerca de 700 m de distância da Unidade.
Sobre a necessidade de atendimento médico de emergência e psicológico para a
comunidade acadêmica, as informações obtidas apontaram que não há registro das
ocorrências, mas que a comunidade acadêmica de Penedo necessita de apoio psicossocial
na Unidade. O posto de atendimento médico mais próximo da Unidade fica a uma distância
de 4.200 metros. Essa informação demanda atenção, pois ocorrendo a necessidade de
atendimento médico, a ação deve ser rápida no sentido de providenciar o transporte da
pessoa até o posto de atendimento.
A demanda por residência estudantil é baixa na Unidade Penedo já que 67% dos
alunos são residentes no município.
Figura 38 - Quadro com as demandas por alimentação e residência.
Serviços de Assistência Estudantil
Unidade Penedo
Alimentação
Demanda total = 274 refeições
246 alunos, 21 professores e 7 técnicos
Residência Estudantil
Demanda = 30% do número de alunos.
Atendimento médico

Pode ser acessado em Unidades de Pronto
Atendimento do Município
Atendimento psicossocial
Não tem sido oferecido
Fonte: entrevista com servidores da Unidade e levantamento populacional da unidade.

28

4.2. INFRAESTRUTURA
4.2.1. Setorização atual do espaço universitário na Unidade
A. Sede da Unidade
No início do funcionamento da Unidade não houve um planejamento de setorização.
Alguns problemas de definição dos espaços e de quantificação das demandas de crescimento
causaram conflitos na ocupação dos espaços disponíveis. A Sede da Unidade é composta por
dois blocos: o Bloco 1, que corresponde às instalações reformadas da escola municipal e o
Bloco Anexo, construído em 2008.

Figura 39 - Setorização da Unidade Penedo. Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor

O Bloco 1 é composto pelo Setor Administrativo, pela Ala de Salas de aula, pelo Pátio
Coberto e pela Ala da Biblioteca.
O Setor administrativo, com 88,08 m² de área construída, passou por reformas para
abrigar as salas das coordenações de Curso e a Secretaria. Contudo, o espaço é dividido de
forma improvisada, com divisórias de madeira, e os espaços internos destinados às
coordenações dos cursos não são suficientes para o desempenho das atividades
administrativas.
A Ala de Salas de Aula, com 180.65 m² de área construída, é composta por duas salas
de aula, uma de 35,81 m² e outra de 63,31 m², e dois laboratórios, sendo que um deles é
resultante da subdivisão de uma das salas de aula. O Pátio coberto, com 45,75 m² de área,
interliga o acesso principal ao corredor que dá acesso às salas de aula, laboratórios e
Biblioteca. O Pátio e os corredores somados são os únicos espaços que os alunos dispõem
para convivência, sendo, portanto insuficiente para atender os 246 alunos da Unidade,
aproximadamente 95 pela manhã e 150 pela tarde.
A Ala da Biblioteca é o último dos compartimentos do corredor principal que compõe o
29

edifício original e abriga, além da Biblioteca, quatro laboratórios: o de informática e outros três
para fins específicos. A Biblioteca apresenta 101,75 m² de área, divididos pelo atendimento,
acervo e usuários, atestando a insuficiência de espaço físico para o funcionamento adequado
de um equipamento universitário que é indispensável às atividades de uma Unidade
Acadêmica. Os laboratórios carecem dos equipamentos necessários ao funcionamento
adequado.
As instalações do Bloco 1 apresentam problemas de conservação e manutenção. O
telhado encontra-se quebrado, devido ao período de chuvas intensas do ano de 2011,
ocasionando infiltração nas salas, na copa e na Biblioteca. Há um problema da falta de
ventilação natural nas salas do Setor Administrativo, pois as janelas foram localizadas em
paredes que não recebem ventilação.
Em 2008, houve a primeira expansão das instalações físicas na sede da Unidade. A
construção do Bloco Anexo no terreno contíguo à Biblioteca possibilitou a ampliação do
espaço físico, atendendo parcialmente às demandas por laboratórios, salas de aula, salas de
professores e banheiros. O novo bloco possui três pavimentos e sua construção ampliou a
sede da Unidade em 657,90 m² de área construída.
No pavimento térreo, o Bloco Anexo abriga três módulos de Laboratórios, cada uma
com 45,55 m² de área. Dois desses módulos foram subdivididos para abrigar quatro salas de
professores. No pavimento 1, dois módulos são ocupados com salas de aula e um módulo
com laboratório, subdividido para abrigar uma sala de professor. O pavimento 2 mantém a
configuração inicial, em três módulos, dois abrigam salas de aula e um abriga salas de
professores.

30

Figura 40 - Setorização da Sede da Unidade Penedo. Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor

A planta de uso e ocupação dos compartimentos da Sede evidencia a improvisação
por carência de espaço físico. Salas de professores funcionando em espaços destinados ao
Setor administrativo, salas de aula subdivididas para abrigar laboratórios, espaços físicos
insuficientes para abrigar o laboratório de informática e a Biblioteca, problemas nas
instalações prediais, dentre outros.
O Bloco Anexo, na concepção do projeto, apresentaria uma configuração de usos mais
adequada, com a segmentação por pavimento. Contudo, a carência de áreas para
determinados usos gerou uma ocupação confusa com subdivisões improvisadas. Os
banheiros foram setorizados de forma adequada, com dois por andar, embora com dimensões
muito reduzidas.
O quadro de áreas úteis por uso mostra a inadequação dos compartimentos em
relação aos parâmetros mínimos exigidos.
Figura 41 - Quadro de localização e quantificação das instalações por tipo de uso – Sede da
Unidade Penedo
USO
Sala de aula
Sala de professores
Laboratórios
Lab. de Informática
Setor Administrativo

EDIFICIO
BSA, BAX
ABL, BAX
BSA, ABL, BAX
ABL, BAX
AS

QUANT
06
07
09
01
01

ÁREA ÚTIL
245,36
102,71
233,11
34,75
27,80

31

Restaurante
Biblioteca
Auditório
Multimídia
Área de Convivência
Banheiros

ABL
BSA
APC
BSA, BAX

01
01
01
10

101,71
35,81
45,72
44,16

Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor, a partir do material fornecido pela SINFRA. Siglas: SA
(Setor Administrativo), BSA (Bloco de Salas de Aula), APC (Acesso e Pátio Coberto), ABL (Ala de
Biblioteca e Laboratórios), BAX (Bloco em Anexo).
Figura 42 – Quadro da quantificação da área útil por tipologia de compartimento – Sede Unidade
Penedo
COMPARTIMENTO

PAVT.º QUANT. ÁREA ÚTIL

ÁREA ÚTIL TOTAL - m

SETOR ADMINISTRATIVO

2

77,47

RECEPÇÃO

1

1

20,57

20,57

SECRETARIA

1

1

9,37

9,37

WC/SERVIDORES

1

1

3,08

3,08

COORDENAÇÃO 1

1

1

9,37

9,37

COORDENAÇÃO 2

1

1

7,87

7,87

CIRCULAÇÃO

1

1

6,30

6,30

COPA

1

1

4,20

4,20

SALA PROFESSORES

1

1

16,71

16,71

166,65

ALA DE SALAS DE AULA
SALA DE AULA 1

1

1

35,81

35,81

SALA DE AULA 2

1

1

63,36

63,36

LABORATÓRIO 1

1

1

17,60

17,60

LABORATÓRIO 2

1

1

25,00

25,00

WC/MASCULINO

1

1

10,73

10,73

WC/FEMININO

1

1

10,73

10,73

WC/ACESSIVEL

1

1

3,42

3,42

ACESSO E PATIO COBERTO
GUARITA

223,19
1

1

5,00

5,00

172,47
45,72

172,47

CIRCULAÇÃO

1

1

PÁTIO COBERTO

1

1

ALA DE BIBLIOTECA E LABORATÓRIOS

45,72
187,52

LABORATÓRIO 3

1

1

22,05

22,05

LABORATÓRIO 4

1

1

15,00

15,00

LABORATÓRIO 5

1

1

14,00

14,00

LABORATÓRIO DE
INFORMÁTICA

1

1

34,75

34,75

BIBLIOTECA

1

1

101,72

101,72

BLOCO EM ANEXO

537,58

CIRCULAÇÃO T

1

1

34,04

34,04

CIRCULAÇÃO 1

2

1

34,04

34,04

CIRCULAÇÃO 2

3

1

34,04

34,04

WC/ FEMININO ACESSIVEL

1

1

2,70

2,70

WC/ FEMININO ACESSIVEL

2

1

2,70

2,70

WC/ FEMININO ACESSIVEL

3

1

2,70

2,70

WC/MASCULINO

1

1

2,70

2,70

32

ACESSÍVEL
WC/MASCULINO
ACESSÍVEL
WC/MASCULINO
ACESSÍVEL

2

1

2,70

2,70

3

1

2,70

2,70

LABORATÓRIO ECOLOGIA
BENTONICA

1

1

31,74

31,74

LABORATORIO
CARCINOLOGIA

1

1

39,84

39,84

LABORATORIO DE
INCLUSÃO DIGITAL

1

1

31,74

SALA DE PROFESSOR 5

1
1
1
1
1

1
1
1
1
1

31,74
8,1
8,1
8,1
8,1
8,1

LABORATORIO DE
ICTIBIOLOGIA

2

1

39,84

39,84

SALA DE AULA 3

2

1

45,50

45,50

SALA DE AULA 4

2

1

45,50

45,50

SALA DE PROFESSOR 6

2

1

8,10

8,10

SALA DE AULA 5

3

1

45,50

45,50

SALA DE AULA 6

3

1

45,50

45,50

SALA DE AULA 7

3

1

45,50

45,50

2

1192,41

SALA DE PROFESSOR 1
SALA DE PROFESSOR 2
SALA DE PROFESSOR 3
SALA DE PROFESSOR 4

TOTAL DE ÁREA ÚTIL - m

8,10
8,10
8,10
8,10
8,10

Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor, a partir do material fornecido pela SINFRA.

A área construída é a “área bruta”, ou seja, no seu cálculo estão incluídas as
áreas de projeção das paredes e projeção das coberturas. Somente é contabilizada
como área construída a área efetivamente coberta. Como a área construída inclui
também as projeções das paredes, ela apresenta um incremente de 20% a 25% de
área em relação à área útil. O cálculo da área construída da unidade Penedo é
apresentado no quadro a seguir:
Figura 43 - Quadro da quantificação de áreas construídas da Unidade Penedo

EDIFICAÇÃO ÁREA CONSTRUÍDA - M 2
SETOR ADMINISTRATIVO
SEDE
88,07
ALA DE SALAS DE AULA
SEDE
181,03
ACESSO E PATIO COBERTO
SEDE
237,31
ALA DE BIBLIOTECA E LABORATÓRIOS
SEDE
201,1
BLOCO ANEXO
SEDE
619,98
TOTAL SEDE
1327,49
SOLAR DOS LESSA
492,34
NOVO TERRENO
68.000
TOTAL EXISTENTE + TERRENO EXPANSÃO
69819,83
DESCRIÇÃO

Obs.: As áreas do Albergue e do Cinema não foram contabilizadas por não se tratar de edificações de
propriedade da UFAL. Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor, a partir do material fornecido pela

33

SINFRA. Obs.: A área construída inclui também as paredes ocasionando em incremento de 20% a 25%
de área em relação à área útil.

O índice resultante da relação entre a área construída total e a população total
(corpo social) da Unidade Penedo é apresentado no quadro a seguir:
Figura 44 – Quadro do cálculo da relação entre a área construída e o corpo social da Unidade
Penedo em m²/indivíduo.
SEGMENTO CORPO SOCIAL

POPULAÇÃO

ÁREA CONST
DA SEDE (M2)

INDICE (M2/INDIV.)

Discentes
246
5,39
Docentes
21
63,21
Técnicos-administrativos
7
1.327,49
189,64
Terceirizados
16
82,96
TOTAL
290
4,57
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor, a partir do material fornecido pela SINFRA e pela Direção
Geral.

A tabela abaixo analisa a área útil existente, e compara com a área útil necessária de
acordo com parâmetros dimensionais obtidos em publicações do MEC para projetos de
espações escolares, e em estimativas de investimentos apontados pela Progisnt/UFAL para os
anos de 2013 a 2015. A tabela demonstra o déficit de área útil em dois parâmetros: a variação
absoluta AU – AN (diferença entre a área existente e área necessária - m2) e a variação relativa
AU/AN em porcentual (%).
Observou-se a necessidade de acréscimo de área em todos os ambientes analisados.
Isto sinaliza que a Unidade vem funcionando em espaços extremamente insuficientes.

A

ausência de serviços de alimentação e de residência, e do auditório atestam o grau de
precarização das condições de funcionamento da Unidade, conforme descrito em itens
anteriores.
Figura 45 – Tabela de análise de áreas da Unidade Penedo – comparativos entre área útil existente
e área mínima recomendada

34

LEVANTADOS
TIPO DE USO

Assistência
estudantil

DISCRIMINAÇÃO

Nº
USUÁRIOS

ÁREA
ÚTIL
(M²)

FATOR DE
APROVEITAMENTO
(M²/USUÁRIOS)

RECOMENDADOS
AREA
FATOR DE
NECESSÁRIA
APROVEITAMENTO
(M²/USUÁRIOS)
(M²)

VARIAÇÃO
ABSOLUTA
AU-AN (M²)

VARIAÇÃO
RELATIVA
AU/AN (%)

Convivência³

150

45,50

0,30

675,00

4,50

-629,50

0,07

Residência¹
Restaurante²

100
300

0,00
0,00

0,00
0,00

800,00
600,00

8,00
2,00

-800,00
-600,00

0,00
0,00

RECOMENDADOS
172,50
1,15 VARIAÇÃO
108,67
AREA
FATOR DE
450,00
3,00 ABSOLUTA
-348,28
NECESSÁRIA
APROVEITAMENTO
AU-AN (M²)
1,60
-400,00
(M²/USUÁRIOS)
(M²)400,00

VARIAÇÃO
1,63
RELATIVA
0,23
AU/AN (%)

Salas de aula

150

Nº
150
USUÁRIOS

LEVANTADOS

281,17

1,87

250

ÁREA
FATOR DE
101,72
0,68
ÚTIL
APROVEITAMENTO
0,00 (M²/USUÁRIOS)
0,00
(M²)

Salas de professores
Convivência³
Laboratório de
Residência¹
5
informática
Restaurante²
Laboratórios de
Salas de
aula
ensino6 4
Biblioteca
Sala da Coordenação
Auditório
da Unidade
Usos
Salas
de professores
Coordenação
de
7
acadêmicos
Administrativos
Laboratório
de
Curso
5
informática
Setor Administrativo
Laboratórios de
Pier garagem
ensino6
Infraestrutura
Sala
da Coordenação
garagem
barcos
antiga Sede
da Unidade
reforma
de
Usos
Coordenação
de
instalações
elétricas
Administrativos 7 Curso
instalações de

21
150

102,71
45,50

4,89
0,30

273,00
675,00

13,00
4,50

-170,29
-629,50

0,38
0,07

100
150
300

0,00
34,75
0,00

0,00
0,23
0,00

800,00
441,00
600,00

8,00
2,94
2,00

-800,00
-406,25
-600,00

0,00
0,08
0,00

150
150
150

281,17
25,90
101,72

1,87
0,17
0,68

172,50
387,00
450,00

1,15
2,58
3,00

108,67
-361,10
-348,28

1,63
0,07
0,23

250
1
21

0,00
10,37
102,71

0,00
10,37
4,89

400,00
12,25
273,00

1,60
12,25
13,00

-400,00
-1,88
-170,29

0,00
0,85
0,38

1
150
8

9,22
34,75
44,80

9,22
0,23
9,37

12,25
441,00
74,96

12,25
2,94
9,37

-3,03
-406,25
-30,16

0,75
0,08
0,60

150
150

0,00
25,90

0,00
0,17

300,00
387,00

2,00
2,58

-300,00
-361,10

0,00
0,07

150
1

0,00
10,37

0,00
10,37

200,00
12,25

1,33
12,25

-200,00
-1,88

0,00
0,85

150
1

0,00
9,22

0,00
9,22

500,00
12,25

3,33
12,25

-500,00
-3,03

0,00
0,75

Setor
Administrativo
equipamentos
de
acessibilidade
Pier
garagem
reforma de
instalações
de
garagem
barcos
telefoniade
e internet
reforma
estacionamento
e
instalações
elétricas
pavimentação
instalações de

8
150
150

44,80
0,00
0,00

9,37
0,00
0,00

74,96
1200,00
300,00

9,37
8,00
2,00

-30,16
-1200,00
-300,00

0,60
0,00
0,00

150
150

0,00
0,00

0,00
0,00

200,00
1200,00

1,33
8,00

-200,00
-1200,00

0,00
0,00

150
450

0,00
0,00

0,00
0,00

500,00
1000,00

3,33
0,45

-500,00
-1000,00

0,00
0,00

passeios e calçadas
equipamentos
de
acessibilidade
muro/cercamento
reforma
de nova sede
edificação
instalações de
paisagismo
telefonia e internet
Albergue escola do
estacionamento e
Curso de Turismo
pavimentação
Laboratórios de
passeios e calçadas
ensino6
muro/cercamento
posteamento
edificação
sede
iluminaçãonova
pública

450
150
450

0,00
0,00
0,00

0,00
0,00
0,00

500,00
11851200,00
(linear)

0,90
8,00
2,63

-250,00
-1200,00
-1185,00

0,00
0,00
0,00

450

0,00

0,00

4000,00

8,89

-4000,00

0,00

450
150

0,00
0,00

0,00
0,00

500,00
1200,00

1,11
8,00

-500,00
-1200,00

0,00
0,00

200
450

0,00
0,00

0,00
0,00

800,00
1000,00

4,00
0,45

-800,00
-1000,00

0,00
0,00

450
450
450

0,00
0,00
0,00

0,00
0,00
0,00

500,00
1000,00
1185 (linear)

0,90
2,22
2,63

-250,00
-1000,00
-1185,00

0,00
0,00
0,00

450
450

0,00
0,00

0,00
0,00

4000,00
30000,00
500,00
200,00

8,89
66,67
1,11
0,44

-4000,00
-30000,00
-500,00
-200,00

0,00
0,00

200
450

0,00

0,00

800,00
675,00

4,00
1,50

-800,00
-675,00

0,00

450
450
450

0,00
0,00
0,00

0,00
0,00
0,00

1000,00
100,00
30000,00

2,22
0,22
66,67

-1000,00
-100,00
-30000,00

0,00
0,00
0,00

450
450
450

0,00
0,00
0,00

0,00
0,00
0,00

200,00
30000,00
675,00

0,44
66,67
1,50

-200,00
-30000,00
-675,00

0,00
0,00

TIPO DE USO

4
DISCRIMINAÇÃO
Biblioteca

Auditório
Usos
Assistência
acadêmicos
estudantil

Infraestrutura
antiga Sede

paisagismo
Infraestrutura do garagem
Alberguemultieventos
escola do
novo campus espaço
Curso
de Turismo
e convivência
Laboratórios
central
de de
ensino6
armazenamento e
posteamento
separação do lixo
iluminação
sistema de pública
abastecimento de
Infraestrutura do garagem
água multieventos
novo campus espaço
serviço
de tratamento
e
convivência
de
resíduo
central
de de
laboratório
armazenamento e

Centro de
Extensão
Universitária

Centro de
Extensão
Universitária

separação
lixo e
sistema dedo
coleta
tratamento
sistema
de de esgoto
abastecimento
quadra esportivade
água
reforma de
serviço de tratamento
instalações elétricas
de resíduo de
instalações de
laboratório
equipamentos de
sistema de coleta e
acessibilidade
tratamento
reforma de de esgoto
quadra
esportiva
instalações
de
telefoniade
e internet
reforma
instalações elétricas
instalações de
equipamentos de
acessibilidade
reforma de
instalações de
telefonia e internet

0,00

450

_

_

_

_

_

_

450
450

0,00
0,00

0,00
0,00

100,00
30000,00

0,22
66,67

-100,00
-30000,00

0,00
0,00

50
450

0,00
0,00

0,00
0,00

500,00
30000,00

10,00
66,67

-500,00
-30000,00

0,00
0,00

150

492,00

3,28

492,00

3,28

(continuação)
0,00
0,00

450

_

_

_

_

150
450

0,00
0,00

0,00
0,00

492,00
30000,00

3,28
66,67

50

0,00

0,00

500,00

10,00

-500,00

0,00

150 492,00
TOTAL
150 492,00
ÁREA 1148,14
ÚTIL
150
0,00

3,28

492,00

0,00

3,28
TOTAL ÁREA
NECESSÁRIA

492,00
107464,96

0,00

492,00

150,00
0,00
DÉFICIT ÁREA
3,28
0,00
TOTAL -107251,82
AU - A.N
3,28
0,00

3,28

492,00

0,00

TOTAL ÁREA
NECESSÁRIA

107464,96

150,00
0,00
DÉFICIT ÁREA
TOTAL -107251,82
AU - A.N

150 492,00
TOTAL
ÁREA 1148,14
ÚTIL

_

_

0,00
0,00
-30000,00
0,00
(continuação)

0,00

0,00

35

Legenda:
Informações complementares
(1) Dimensionado para número de 40% dos estudantes da Unidade;
(2) Dimensionado para utilização simultânea por 1/3 da quantidade de alunos de um dos turnos,
prevendo-se atendimento sequencial a três grupos, estimando-se que cada grupo leve 20 minutos para
consumir a refeição;
(3) Dimensionado para atender o turno de maior contingente;
(4) Dimensionado como laboratório de ciências;
(5) 7 Técnicos-administrativos + 2 Coordenadores de Curso+ 1 Coordenador de Unidade.

A Unidade não conta com residência, nem restaurante universitário e a demanda por
esses equipamentos resultou em déficit de infraestrutura. Apesar do corpo discente ser, em
sua grande maioria (67%), residente no município de Penedo, há uma parcela de alunos de
outros municípios que não dispõe de meios para custear seu meio de transporte, sua estadia
ou sua alimentação em Penedo, uma população de 33% dos alunos, ou seja cerca de 60
alunos.
A demanda quantificada para alimentação na Unidade foi de 180 refeições por dia,
considerando o turno com a maior quantidade de alunos – 150 alunos do Curso de
Engenharia de Pesca – somando professores e técnicos. O restaurante deveria funcionar em
três intervalos, servindo 60 pessoas em cada intervalo. O parâmetro recomendado para o
refeitório é 1,68 m²/pessoa, e a cozinha deve ter o mínimo de 24.50 m².
O auditório também foi incluído como infraestrutura essencial para o funcionamento de
uma Unidade Acadêmica. A ausência desse equipamento resultou em déficit de infraestrutura.
Para suprir essa carência, o mini auditório do CEU é frequentemente utilizado para a
realização de eventos, cursos e palestras.
A área de salas de aula atende aos parâmetros definidos. No turno com a maior
quantidade de alunos, a relação área/usuário ficou em 1.87, portanto, acima do parâmetro
recomendado. Os laboratórios de ensino foram calculados a partir do valor médio da área,
que corresponde ao total da área de laboratórios dividido pelo número de laboratórios. Esse
valor ficou em 25,90 m² que dividido pelo número médio de alunos em aulas práticas (25
alunos) apresentou resultado aquém do parâmetro recomendado. O laboratório de informática
foi quantificado a partir da quantidade média de alunos em uma turma e a área interna
disponível. A relação área/usuário também registrou valor aquém do recomendado.
A Biblioteca apresentou área insuficiente para o atendimento da demanda. A Biblioteca
da Unidade foi enquadrada na tipologia “biblioteca setorial” já que atende a menos de três
cursos. O cálculo estipulou o número de usuários em 50% do contingente de alunos do maior
36

turno. Com base nisso a área da biblioteca deveria ser 77% maior para abrigar de forma
adequada os leitores, os postos de trabalho e o acervo.
A área destinada a salas de professores não alcançou o parâmetro recomendado,
representando aproximadamente 60% do que deveria ser oferecido como espaço adequado
para a atividade docente.
O Setor Administrativo apresentou déficit de infraestrutura por não contar com uma
Sala de Reuniões, espaço imprescindível nesse setor. As duas salas que abrigam as
coordenações dos cursos não atingiram as dimensões mínimas determinadas pelos
parâmetros recomendados. Nos três espaços avaliados nesse setor, apenas a Secretaria
apresentou área interna de acordo com as recomendações técnicas, entretanto a observação
in loco demonstrou excesso de mobiliário que dificulta a circulação em todo o setor
administrativo.
Dos usos avaliados, apenas um apresentou área acima dos parâmetros recomendados,
o uso de sala de aula (considerando a população atual) sinalizando que a Unidade vem
funcionando com espaços insuficientes para os demais usos. Dentre os usos presentes na
Unidade, o espaço de convivência, os laboratórios de ensino e de informática apresentaram
os piores resultados da avaliação, funcionando em espaços com 7% a 10%, respectivamente,
do que deveria ser oferecido para a realização adequada das atividades. A Biblioteca está
funcionando em um espaço 70% menor do que demanda necessitaria. A área ocupada por
salas de professores é insuficiente e as coordenações de curso funcionam em espaços que se
quer atendem aos requisitos mínimos recomendados.
A Unidade registra um déficit de área útil para ambientes de ensino, trabalho e
assistência estudantil de 3.468 m². As atividades essenciais de ensino, trabalho e assistência
da Unidade Penedo funcionam em 1.050 m2 - em 23% da área útil necessária para os mesmos
fins, que deveria ser de 4.518 m2.

Para melhorias na infraestrutura geral do Campus –

construção e reformas de sistemas de abastecimento de água, energia, internet, telefonia,
tratamento de resíduos, drenagem, paisagismo, ambientes de laboratórios, etc., seria
necessário construir-se cerca de 3.400 m2.
Para suprir essa demanda e proporcionar um amplo crescimento da Unidade Penedo,
estão sendo criados novos cursos de graduação e a implantação de um campus maior, com
área de 70.000 m2. Para este terreno estão previstos investimentos iniciais em infraestrutura de
cerca de 7 milhões de reais. Estima-se que os investimentos necessários a Unidade Penedo a
fim de oferecer a comunidade acadêmica um ambiente de qualidade para ensino, pesquisa e
extensão, seriam da ordem de 21 milhões de reais, incluindo o valor previsto para melhorar as
condições das edificações atuais e iniciar a ocupação do novo campus.

37

B. Centro de Extensão Universitária – CEU (Antigo Sobrado dos Lessa)
Não se sabe ao certo o ano da construção do antigo “Sobrado dos Lessa”. A
conjugação de sua tipologia com elementos arquitetônicos o aproxima do final do séc. XVIII
para início do século XIX. Nele, hoje funciona o Centro de Extensão Universitária – CEU. O
edifício com três pavimentos possui 492,32 m² de área construída e está localizado a Rua
Fernandes de Barros, 17, próximo à Praça Rui Barbosa, no entorno imediato do Convento
Franciscano, no centro histórico de Penedo.
Após a doação foi realizada uma obra de restauro no Sobrado, concluída em 2010. O
Sobrado é utilizado como espaço para o desenvolvimento de projetos de extensão de cunho
artístico-cultural. O CEU possui hoje um espaço físico adequado às atividades universitárias,
com um mini auditório, salas de computadores, salas de reuniões, copa/cozinha e vários
outros compartimentos.
No pavimento térreo funcionam a Empresa Júnior de Turismo e o mini auditório, com
banheiros e área de convivência ao fundo da edificação, ocupando uma área de 185, 42 m2.
Há cerca de dez meses, uma parte da edificação foi cedida para ao Comitê da Bacia
Hidrográfica do São Francisco, que funciona no primeiro pavimento da edificação, numa área
de 181,79 m2, e conta com dois funcionários. Segundo informações obtidas no local, o serviço
de internet existente na edificação é precário, portanto o Comitê custeia o serviço de telefonia
e internet que utiliza. O segundo pavimento, com área de 125,13 m2, é composto por duas
salas de laboratórios, que não são utilizadas por que a instalação elétrica deste pavimento não
foi finalizada. Durante a obra, os cabos não foram colocados nos conduítes.
Os maiores problemas encontrados foram: a falta de instalações para acesso à internet,
o corte do fornecimento de água, a falta de câmeras para garantir a segurança no local, a falta
de acessibilidade aos pavimentos superiores e problemas na instalação elétrica no terceiro
pavimento. Os desenhos abaixo mostram a setorização dos espaços da edificação de acordo
com seus usos.

38

Figura 46 - Representações em plantas baixa dos três pavimentos do Centro de Extensão Universitária
(Sobrado dos Lessa). Fonte: Adaptado de FERRARE, 2006.

C. Albergue da Juventude
A Unidade Penedo firmou parceria com a Casa da Amizade, instituição encarregada da
administração do Albergue, que funcionará como Laboratório de Hospedagem. Esse
Laboratório é um espaço destinado à viabilização de práticas operacionais e administrativas
de uma empresa do ramo de alojamento. No momento da visita encontrava-se fechado.
Em setembro de 2010, o IPHAN inaugurou o Albergue da Juventude. O Albergue é o
resultado da conclusão das obras de restauro de um edifício construído em 1884. Está
localizado no Rosário Largo e conta com 38 leitos distribuídos em 19 beliches. O Albergue
39

dispõe de uma copa/cozinha, um elevador para pessoas com deficiência e um terraço com
vista para o Rio São Francisco. Nos fundos do terreno, foi construído um anfiteatro para
apresentações culturais.
Na prática, o espaço não está vem sendo utilizado devido pendências judiciais, já que
o acordo entre a UFAL e a entidade responsável ainda não foi efetivada, ficando o professor
passível a responsabilização administrativa e judicial por eventuais sinistros com alunos, e/ou
hóspedes.

(a)
(b)
Figura 47 – Espaço a ser utilizado de acordo com a necessidade. Às vezes é utilizado como quarto e
como local para reuniões.

(a)
(b)
Figura 48 – Alojamento no Albergue da Juventude, espaço cedido ao uso da comunidade acadêmica
em eventos, para hospedar convidados.

40

(a)
(b)
Figura 49 – (a) banheiro coletivo à esquerda e banheiro acessível à direita. (b) Elevador para pessoas
com deficiência.

Práticas

isoladas

foram

desenvolvidas

em

momentos

específicos

(Festival

Gastronômico e Festival de Cinema), aproveitando recursos oriundos destes eventos e a boa
vontade da administradora da Casa da Amizade, Dona Francisca Lessa, em abrir este
precedente de uso. Nestas ocasiões, o espaço abrigou colaboradores internos da
Universidade que participavam destas iniciativas, tais como o Quinteto de Metal da UFAL (8
pessoas) e produtores culturais de audiovisual (24 pessoas). Deve-se notar que diversos
grupos de estudantes de pós-graduação de outras universidades e da própria UFAL já
consultaram sobre a possibilidade de se hospedar no Albergue. Possui 01 copa/cozinha, 02
quartos, 01 banheiro coletivo masculino, 01 banheiro coletivo feminino, 01 banheiro para
pessoa com deficiência e 01 espaço grande que é pode ser utilizado como quarto.

(a)
(b)
Figura 50 – (a) Acesso ao 1º pavimento, onde estão localizados os quartos, cozinha e banheiro. (b)
Acesso lateral ao elevador para pessoas com deficiência.

41

Figura 51 – Terraço do Albergue da Juventude com vista para o Rio São Francisco.

D. Novo terreno
O terreno que abrigará a nova sede da Unidade Penedo está situado no bairro
Raimundo Marinho, distando 6 km da Sede da Unidade, em direção à rodovia BR 101. A nova
área para a expansão da Unidade consta de 70.373,50 m2 e é resultante do parcelamento do
solo de uma gleba reservada à expansão da cidade, destinada inicialmente a construção de
conjuntos habitacionais de interesse social.

Figura 52 – Mapa esquemático do terreno novo em negociação com a Prefeitura de Penedo, para a
criação do Campus UFAL Penedo.

42

(a)
(b)
Figura 53 - Vista da rua dos fundos do terreno, localizando a vizinhança com um conjunto de
habitações populares.

Seu acesso é feito em estrada não pavimentada, pela Av. Guarani. Na vizinhança, há
conjuntos de casas populares e em frente ao terreno está sendo construída uma Unidade de
Saúde Básica. Este terreno está situado fora do Centro de Penedo, e aparentemente sem as
facilidades que a Sede atual tem com relação a transporte, localização e proximidade com
pontos de interesse na cidade. Contudo, observou-se que a localidade onde está situado o
terreno novo é servida por linha regular de ônibus. De acordo com informações sobre a
expansão da Unidade Penedo, serão abertos seis novos cursos em diferentes áreas,
ampliando o número de participação nos eixos definidos pelo Projeto de interiorização.
O terreno está localizado num vazio entre os Conjuntos Habitacionais Cidade do Povo,
Mata Atlântica; Nilo Menezes e a um Posto de Saúde, que se encontra em fase final de
construção.
O projeto de setorização para as novas instalações da Unidade foi elaborado pela
SINFRA e consiste na proposição de seis áreas:


Área de Uso Comum - AUC 1 – Para Reitoria e Residência Universitária;



Área de Uso Comum - AUC 2 – Para Biblioteca e Restaurante Universitário;



Área para Unidades Acadêmicas Existentes - AUAC 1 – Engenharia de Pesca e
Turismo;



Área para Expansão Frontal – AEF;



Área para Expansão Posterior – AEP 1;



Área para Expansão Posterior – AEP 2.

As áreas foram planejadas para tomar partido da maior área possível para as
edificações, e estão divididos em partes de áreas similares, cortados por via de veículos e
43

passeios. Ao longo do terreno foi planejada uma via principal, que divide o terreno em duas
partes. Ao longo dessa via, os setores foram agrupados ordenadamente, em áreas
proporcionais.
As Áreas de Uso Comum – AUC 1 e AUC 2 – foram planejados para localização de
equipamentos importantes de convívio da comunidade acadêmica (Biblioteca, Residência e
Restaurante Universitários) e Administrativo (Reitoria) somam 12.570 m², e estão localizadas
próximas ao acesso principal na Av. Guarani. Cada uma delas configura-se numa centralidade
universitária, devido ao grande potencial de atração que essas duas áreas detêm.
Principalmente a AUC 2 tenderá a ser um espaço de grande vitalidade e uso contínuo,
fortalecendo a apropriação dessa faixa do terreno pelo uso da comunidade universitária.
Também junto a Av. Guarani foi planejado a Área Para Expansão Frontal – com área de
7.165 m2, ainda sem uso definido, como uma reserva de terreno frontal para necessidades
posteriores.
A Área para Unidades Acadêmicas (AUAC), com 15.942 m2, abrigará as instalações dos
dois cursos existentes - Turismo e Engenharia de Pesca. Esse setor fica paralelo a AUC2 que
abrigará a Biblioteca e o Restaurante Universitário, na primeira metade do terreno.
As áreas de Expansão Posterior 1 e 2, localizados ao fundo do terreno, com área de
14.823 m2 cada, são destinadas a implantação de mais quatro cursos que poderão ser criados
no futuro. Essas áreas ocuparão a maior parte do terreno reforçado pelo desenho do sistema
viário, que circunda toda a gleba.
As Áreas Verdes podem ser classificadas em três tipos: cercamento, funcionais e
residuais. As áreas verdes de cercamento têm por objetivo servir de elementos de separação
entre o interior e o exterior da Unidade. As áreas verdes funcionais conferem tratamento
paisagístico ao sistema viário, percorrendo, como bordadura, toda a extensão de calçadas ao
longo das vias.
As áreas de estacionamentos estão posicionadas próximas às grandes áreas, que
abrigam equipamentos que atraem maior afluxo de veículos, dispostas ao longo da via central
e também nas vias secundárias.
As três Áreas de Expansão totalizam 36.811 m² de área, o que corresponde a 52% da
área total do terreno.

E. Cinema
Em 1959 foi inaugurado o cinema São Francisco em Penedo, local onde ocorreu o
Festival de Cinema de Penedo, com oito edições, de 1975 a 1982. O Festival acontecia
sempre no início de janeiro, junto à procissão de Bom Jesus dos Navegantes, tradição da
44

cidade de Penedo em Alagoas, e sua programação se estendia por três a quatro dias no Cine
São Francisco. Havia exibições de curtas ou longas-metragens nacionais junto com a mostra
competitiva de filmes alagoanos em Super 8.
O prédio do Cine Penedo é situado ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos
Pretos, e encontra-se fechado desde o início da década de 1980. Com o passar dos anos a
edificação foi se deteriorando. Em 2010, houve uma iniciativa de aquisição do prédio pela
Superintendência do Iphan em Alagoas. Se fosse reativado, o Cine Penedo seria o local para
o projeto Cine Mais Cultura em Alagoas, desenvolvido pelo Governo Federal por meio do
Ministério da Cultura, entretanto a negociação não foi finalizada.
Em maio deste ano, representantes da UFAL e do IPHAN iniciaram uma negociação
sobre os termos de cooperação entre as duas instituições, a fim de recuperar o Cine Penedo e
Albergue. O projeto também inclui a mudança do Museu de História Natural da UFAL para o
Pátio Ferroviário do Jaraguá, em Maceió. Foi sugerida a instalação de anexo próximo ao Cine
Penedo, para que exista um espaço laboratorial de cinema na região, vinculado a proposta de
um curso de graduação em Cinema proposto pela Unidade Penedo.

(a)
(b)
Figura 54 – (a) Vista lateral do Cine Penedo. Fonte: http://cadaminuto.com.br/noticia/2010/12/22/iphanapresenta-proposta-para-comprar-cine-penedo; (b) Vista frontal do Cine Penedo. Fonte: Alessandro
Borsagli.in: http://www.panoramio.com/photo/47876900

4.2.2. Mobilidade e Transporte
O sistema viário que atende a Sede da Unidade Penedo é o sistema de ruas municipais,
pois a Unidade não tem área suficiente para ingresso de automóveis. As ruas mais
importantes são a Av. Duque de Caxias, por onde se dá o acesso principal à Unidade, onde se
localiza o estacionamento e a Av. Beira Rio, que faz limite com as margens do Rio São
Francisco e a rua posterior.
45

Figura 55 – Mapa de situação esquemático da Unidade Penedo, situando as principais vias que dão
acesso a Unidade.

Os veículos ficam estacionados na rua posterior a Unidade, onde se localiza a guarita,
e as catracas de controle de acesso. O estacionamento é junto ao muro desta fachada, e tem
capacidade para abrigar 26 veículos de passeio, sendo 01 vaga para pessoa com deficiência,
e 05 motos. Algumas árvores fazem o sombreamento destas vagas. No momento do
levantamento estavam estacionados 11 automóveis de passeio e 06 motos. O período de
maior fluxo é o matutino. Não houve registro de sobrecarga de fluxo.
Na Av. Beira Rio, por não haver residências do outro lado da rua, faz-se necessária
observação contínua pelos funcionários da Servipa, sobretudo no período noturno, já que o
local é pouco movimentado e não há uso público frequente.
A Sede da Unidade Penedo, favorecida por estar implantada no Centro da cidade,
conta com uma oferta, de transporte público, satisfatória. Houve a necessidade de solicitação
à Prefeitura que as linhas de transporte público circulassem nas proximidades da unidade, e
desde então todos os transportes coletivos municipais e intermunicipais da cidade de Penedo
e das cidades circunvizinhas foram obrigados a circular nas imediações da Unidade. As linhas
citadas são Bairro/Centro, Arapiraca/Penedo e Maceió/Penedo.

46

Figura 56 – Quadro da quantificação do fluxo de veículos que acessam a Unidade.
VEÍCULOS PARTICULARES, COLETIVOS OU PÚBLICOS:
PENEDO
MOTOS
06
VANS
ÔNIBUS
AUTOMÓVEIS
10
BICICLETAS
VEÍCULOS INSTITUCIONAIS:
1
MOTOS
VANS
ÔNIBUS
AUTOMÓVEIS
CAMINHONETES
NÚMERO DE VAGAS DE ESTACIONAMENTO NAS UNIDADES:
27
Fonte: dados coletados por aproximação – observação feita em um único dia de análise, em 28/03/2012.

Os alunos chegam à Unidade utilizando vários tipos de transporte: motocicleta, carro
próprio, transporte alternativo ou ônibus. Em relação aos alunos oriundos de outros
municípios, as prefeituras costumam disponibilizar ônibus gratuito, ou van, para que os alunos
possam ir à aula diariamente.
O ponto de transporte alternativo para outras localidades fica localizado nas
proximidades da Unidade, a cerca de 600 metros. Nesta local também estão situados a
Rodoviária da cidade e o ponto de travessia de balsa fluvial, para o Estado de Sergipe. Os
alunos que utilizam o transporte intermunicipal alternativo encontram certas dificuldades
relacionadas à incompatibilidade de horários, pois as aulas costumam seguir até as 18h20,
sendo que estes transportes ficam disponíveis somente até às 17 horas. Os alunos costumam
sair mais cedo das aulas para não perder o transporte, ou se alojam na casa de colegas, para
o pernoite.
O transporte de alunos provindos de Sergipe é feito pela empresa Bomfim, que dispõe
de linhas de ônibus com destino a Salvador. É o único transporte que faz o interestadual por
via terrestre, saindo de Penedo às 6 horas.
Outra forma de travessia do Rio São Francisco é utilizando a balsa. As balsas operam
durante todo o dia, realizando o transporte de passageiros e veículos, às margens do rio, a
cada 30 minutos, saindo de Penedo para as cidades de Neópolis e Santana do São Francisco,
ambas em Sergipe.

47

(a)
(b)
Figura 57 – (a) Localização da Rodoviária e do ponto de transporte alternativo, ambos situados nas
proximidades da Unidade Penedo; e (b) Cais da balsa de travessia para Neópolis SE. Fonte:
http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vCod=112309

4.2.3 Acessibilidade
Acessibilidade na Unidade Penedo – Sede
A acessibilidade na Unidade Penedo foi avaliada com base na elaboração de rotas de
percurso. Foram elaboradas 4 rotas. Em cada uma delas, as barreiras arquitetônicas foram
fotografadas e analisadas, de acordo com os parâmetros exigidos na NBR 9050/2004
Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.
Os percursos ou rotas analisados são:
1.

Rota do estacionamento e entrada do Campus até o pátio principal;

2.

Rota do pátio principal para o setor administrativo do campus;

3.

Rota do pátio principal o setor de biblioteca e laboratórios;

4.

Rota do pátio principal até o pavimento superior:

Figura 58 - Mapa de rotas avaliadas na Sede da Unidade Penedo.

48

As instalações não possibilitam uma circulação livre de barreiras, com comunicação
visual adequada, ou equipamentos de auxílio a pessoas com deficiência. Atualmente o
banheiro destinado a pessoas com deficiência está sendo utilizado como depósito de
materiais de limpeza. A partir da observação direta, elaborou-se uma análise das rotas de
maior fluxo de pessoas.
Rota 1: Do acesso do estacionamento ao pátio central:
Os problemas encontrados na rota 1 começam do lado externo a Unidade. No
estacionamento, não há sinalização para vaga destinada a veículos para pessoas com
deficiência. É frequente esta vaga ser ocupada por pessoas em veículos comuns, pois a
pavimentação é incorreta e não há comunicação visual adequada.

Figura 59 - Mapa da rota 1 – Do estacionamento ao Pátio Central

O estacionamento da Unidade localiza-se na fachada posterior, a Av. Duque de Caxias.
Não há passeios para os pedestres. As pessoas tem que caminhar entre os veículos. A
entrada da Unidade possui uma rampa, com inclinação de 7%, ao lado da guarita existem três
catracas, sendo uma específica para pessoas com deficiência.
No centro do pátio, na junção com o corredor principal há mais uma pequena rampa,
com inclinação de 11%. As rampas garantem o acesso externo de pessoas com deficiência,
mas não há corrimãos, nem sinalização visual para esses equipamentos.
49

(a)
(b)
Figura 59.1 – Não há passeio no estacionamento. A vaga é junto ao muro, obrigando o pedestre a
caminhar no leito da via.

Figura 59.2 - Estacionamento da Sede da Unidade – a vaga destinadas a pessoas com deficiência
encontra-se com pavimentação e sinalização visual incorreta, sendo constantemente confundida com
uma vaga comum. Figura 59.3 - acesso para pedestres - rampa sem corrimão.

Figura 59.1 –Detalhe - rampa para Pedestres Após a Entrada, sem corrimão. Figura 59.2 – Rampa
para pessoas com deficiência após o Pátio Central - acessível, mas sem sinalização.

50

Não foi observado nenhum tipo de comunicação tátil, desde placas indicativas no piso
ou qualquer tipo de comunicação e sinalização em Braille. Também não foram encontrados
símbolos indicativos de equipamentos de acessibilidade. As iniciativas encontradas de
propiciar acessibilidade a Sede da Unidade Penedo foram somente pequenas rampas
localizadas em desníveis no acesso principal, no pátio central, em algumas portas com
diferença de altura de piso, no acesso ao prédio em anexo, e no acesso frontal da unidade a
Av. Beira Rio.
Rota 2 – Do pátio central ao setor administrativo:
A circulação deste bloco é livre de barreiras, e de fácil acesso ao setor administrativo e
às salas localizadas no térreo.

Figura 60 – Mapa da rota 2 – do pátio central ao setor administrativo

Os passeios que levam os pedestres até o setor administrativo e laboratórios não
possui obstáculos no intermédio. Os corredores possuem 2,80 metros de largura, porém
algumas salas possuem um pequeno desnível de 7 centímetros em relação a circulação,
causando um obstáculo no acesso as salas. São elas: Laboratório de Tecnologia do Pescado,
salas de aula n° 1 e n° 4 e banheiros. Existe um banheiro para pessoas com deficiência nesse
setor. No acesso há um desnível de 7 centímetros, com pequena rampa garantindo o acesso,
porém este banheiro funciona como depósito de equipamentos não utilizados (figura 30.6).
No acesso principal de pedestres a Rua Beira Rio, tem-se uma passagem com rampa,
do portão a circulação geral. Esta rampa possui 4,5 % de inclinação, adequada, e o piso de

51

concreto rustico também adequado, mas não há sinalização visual, nem corrimão (figura
60.8).

Figura 60.3 - Corredor Acesso ao Setor Administrativo – desnível no acesso das salas. Figura 60.6 Banheiro para pessoas com deficiência sendo usado como depósito.

(a)
(b)
Figura 60.6 – Detalhe - Banheiro acessível é utilizado como depósito de material de limpeza, portanto
não atende a sua função principal.

Há banheiros para pessoas com deficiência em diversos pontos da Unidade,
principalmente no anexo todos os banheiros são acessíveis, totalizando 06 unidades, mas o
acesso aos pavimentos é somente por escada, uma vez que o elevador para cadeirantes
nunca foi instalado.
No setor administrativo, as salas são: recepção, administração, sala de reuniões, copa
e Coordenação da Unidade. Os espaços são congestionados com excesso de mobiliário, que
dificulta a circulação de pessoas na utilização de equipamentos, e impossibilita que um
cadeirante possa circular livremente. Algumas salas de aulas, laboratórios, área interna da
administração possuem portas de 80 centímetros de largura, inadequadas a circulação de
pessoas em cadeira de rodas.

52

(a)

(b)

(c)
Figuras 60.7 (a), (b) e (c) – Excesso de mobiliário e portas estreitas dificulta o acesso aos ambientes.

Figura 60.8 – Acesso de pedestres a Av. Beira Rio – piso antiderrapante adequado, largura do portão
adequada, falta comunicação visual e tátil, e corrimãos na rampa de circulação.

Rota 3 – Do pátio central ao Prédio Anexo
A rota 3, do pátio a direita em direção ao prédio Anexo, passa por salas no térreo de
laboratório e biblioteca. Na circulação geral não há obstáculos para pessoas com deficiência.
53

O corredor possui 2,80 metros de largura. Há um desnível para acessar a biblioteca e o
laboratório de informática, mas foram tratados com uma rampa, que não passa de 1% de
inclinação (figura 60.9). Para chegar ao bloco "novo" onde ficam laboratórios existe uma rampa
presente na transição entre o setor de biblioteca e laboratórios e o bloco novo, apesar de
possuir um desnível pequeno, não possui corrimão.

Figura 61 – Mapa com rota 3 – circulação geral ao prédio anexo.

Figura 61.9 – Circulação de acesso a laboratórios, Biblioteca e prédio anexo – desnível rampado no
acesso as salas. Figura 61.10 – Acesso dentro da biblioteca – catracas acessíveis.

O prédio anexo ao bloco central possui 3 pavimentos (um térreo e mais dois). O
acesso aos pavimentos superiores é feito somente por escada. Foi previsto a instalação de um
elevador, mas nunca foi efetivada. As pessoas com dificuldades de locomoção, ou com
deficiência não conseguem acessar aos outros pavimentos, pois também não há rampas.

54

(a)
(b)
Figura 61.11 – (a) Equipamentos para o elevador do prédio anexo, que nunca foi montado e (b)
vão para instalação do elevador.

Para acessar o prédio anexo, há um trecho descoberto, com largura e pavimentação
adequadas, falta comunicação visual e tátil. Junto à chegada há uma falha no piso, podendo
causar acidentes nos transeuntes. Junto ao prédio anexo há um portão de acesso a Av. Beira
Rio, mas não há pavimentação até o portão, nem na calçada externa. Este acesso permanece
sempre fechado.

(a)
(b)
Figura 61.12 – (a) Circulação entre o prédio principal e o prédio anexo – falha na pavimentação. Figura
61.13 - (b) Portão secundário junto ao prédio anexo, sempre fechado e sem pavimentação.

55

Rota 4: No prédio anexo - pavimentos superiores

Figura 62 – Mapa da rota 4 – Acesso aos pavimentos superiores.

56

O acesso aos pavimentos superiores é feito somente por uma escada. A circulação nos
pavimentos não apresenta desníveis, nem obstáculos.

Foi previsto a instalação de um

elevador, mas este que não está instalado. As ferragens deste equipamento encontram-se na
circulação. Não há comunicação visual, nem mapas direcionais neste prédio. Os banheiros de
todos os pavimentos são acessíveis.

(a)

(b)

Figura 62.14 – Acesso no térreo aos Laboratórios e Pavimentos Superiores e circulações livre de
barreiras

Todos os banheiros do prédio anexo são acessíveis, totalizando 06 unidades, mas o
acesso aos pavimentos é somente por escada, uma vez que o elevador para cadeirantes
nunca foi instalado.

Figura 62.15 - Banheiro acessível e adequado em todos os pavimentos do bloco anexo.

Acessibilidade no Sobrado dos Lessa

57

O Sobrado dos Lessa é uma edificação datada do fim do séc. XVIII. Naquela época não
havia preocupação em tornar as edificações acessíveis. Com a reforma feita pelo IPHAN, que
foi finalizada em 2010, algumas medidas foram propostas para amenizar os problemas de falta
de acessibilidade, algumas atenderam as necessidades, mas ainda existem diversas barreiras
que tornam a edificação inapta ao uso coletivo, principalmente para eventos abertos a
comunidade citadina.
Foi efetuada a avaliação da acessibilidade em 3 rotas de percurso. A primeira rota
percorreu o acesso frontal, passando pelo mini auditório, chegando ao acesso de serviço. A
segunda rota partiu do acesso principal e chegou ao primeiro pavimento. A terceira rota partiu
do primeiro pavimento até o terceiro.

Rota 1 - Da entrada do Sobrado dos Lessa até o espaço reservado a lanchonete e área de
convivência ao fundo:

Figura 5
Figura 6
Figura4
Figura 1
Figura7
Figura 3
Figura 2

Figura 63 – Mapa da rota 1 – do acesso frontal ao acesso posterior, no térreo.

Na entrada do Sobrado dos Lessa tem-se um desnível, do sobrado em relação ao
passeio publico (calçada). O sobrado encontrasse elevado em relação a calçada, por dois
degraus, 18 cm cada e 36 cm de profundidade média . A edificação encontra-se numa rua em
declive. Logo após a entrada, tem-se mais 2 degraus com 16 cm de espelho cada, e em
seguida mais um lance de degraus, com 4 unidades, antecedendo o auditório.

58

0.45
0.53

CALHA

1.37

forro

1.72

forr
o

LABORATÓRIO DE GEOPROCESSAMENTO E
SENSORIAMENTO REMOTO

SALA DOS
PROFESSORES
forro

2.48

2.31

forro

SALA INFORMÁTICA

CIRCULAÇÃO

SA

0.16

0.16

CIRCULAÇÃO

PLATAFORMA ELEVATÓRIA

0.18

0.16
0.15

2.85

2.62

1.64

forro

Figura 63.1 – fachada externa do Sobrado dos Lessa, mostarndo a decividade do passeio e rua. Figura
63.2 – Corte esquemático do acesso frontal do sobrado, mostrando os degraus que limitam a
circulação, no acesso frontal.

Figura 63.3 – Vista da plateia do auditório, com rampa de acesso pela entrada posterior. Figura 63.4 –
Vista do espaço destinado a instalação de um elevador.

Figura 63.5 – Vista da rampa de acesso a pessoas com deficiência, e corrimão de apoio. Figura 63.6 –
Vista do acesso posterior ao auditório.

59

No auditório tem-se um espaço reservado a receber o elevador, que ainda não foi
instalado. É um espaço de 1,50 m de largura por 1,70 m de comprimento, espaço suficiente
para instalar uma plataforma elevatória (elevador) que permita a pessoa com deficiência, ou
idosos a acessar aos pavimentos superiores.

(a)
(b)
Figura 63.6 – Detalhes – (a) Vista dos banheiros no pavimento térreo – acessíveis. (b) Vista da
escada de acesso ao pavimento superior.

No auditório, temos a presença de uma rampa, que liga o mesmo à área de
convivência, e aos banheiros. É possível acessar o espaço destinado ao elevador neste
espaço. A rampa presente no auditório foi projetada com 12% de inclinação, bem superior à
inclinação máxima sugerida pela ABNT 9050/2004, que é de 8%. A rampa apresenta 4 m de
comprimento, com um espelho de 50 centímetros. O restante do percurso até a área de
convivência, não possui obstáculos.
Para que pessoas com deficiência, ou com dificuldade de locomoção pudessem
acessar a edificação, o projeto de restauro propôs uma adaptação no acesso posterior, pela
rua dos fundos foi construindo uma rampa, e instalado um corrimão. Ambos estão com
dimensões em desconformidade com a norma da ABNT 9050/2004. A porta desse acesso
também é muito baixa dificultando o ingresso de pessoas.
Esta rampa apresenta uma altura de 70 cm, com comprimento de 5 m e sua inclinação
é de aproximadamente 8%, adequada, porém o corrimão está inadequado, e o percurso não
poderia ser em curva.

60

(a)
(b)
Figura 63.7 – Vista da rampa de acesso a pessoas com deficiência pelos fundos da edificação.
Improvisações: corrimão inadequado, inclinação excessiva, trajeto rampado em curva e porta muito
baixa dificultam a circulação de cadeirantes.

Rota 2 - Do pavimento térreo ao primeiro pavimento:

Figura 64 – Mapa da rota 2 – Do pavimento térreo ao pavimento superior.

O acesso ao primeiro pavimento é feito através de duas escadas, uma frontal que
chega ao primeiro pavimento, e uma posterior que acessa o segundo pavimento. Como o
elevador ainda não foi instalado, o acesso a estes pavimentos é muito prejudicado.

Figura 64.8 – Acesso ao pavimento superior – escada principal. Figura 64.9 – Vista dos
espaços no pavimento superior – circulação e acesso a parte posterior da edificação.

61

A escada frontal é a mais antiga, própria da arquitetura colonial brasileira, da
construção do sobrado. É bastante íngreme, mas possui corrimão e não possui patamar de
descanso. Seu uso é bastante desconfortável, pois os degraus são muito estreitos, e altos. A
altura dos degraus é de 19 cm, e a profundidade é de 21 cm, totalizando 16 degraus.
A escada posterior foi construída durante a reforma, apesar de ser mais cômoda,
possui 15 degraus e nenhum patamar de descanso. Possui corrimão, o espelho dos degraus
é de 22 cm.

Figura 64.10 – Vista da sala principal no primeiro pavimento, cedido à Câmara do Baixo São Francisco.

Rota 3 – Do primeiro pavimento ao segundo pavimento:

Figura 65 – Mapa da rota 3 – circulação nos espaços de laboratório.

O acesso ao segundo pavimento é feito por uma terceira escada, datada da
construção do sobrado. Está localizada acima da escada de acesso ao primeiro pavimento. É
também bastante íngreme, e sua utilização é bem desconfortável. Possui corrimão, mas não
possui patamares de descanso. Os espelhos dos degraus possuem 21 cm de altura e
profundidade de 18 cm. Possui 18 degraus, ao todo.

62

1.13

0.68
0.45

2.40

0.46

0.26

2.40

ARMÁRIO
EXISTENTE

1.35

1.15

CORRIMÃO

2.45
1.04

0.23

0.26

0.21

2.45

0.18

CORRIMÃO

0.66

0.22

0.21

2.50

3.76

0.19

DEPÓSITO

CORTE(a) CC'

(b)
1/50
ESCALA
Figura 65.11 – (a) Corte esquemático nas escadas de acesso ao primeiro e ao segundo pavimentos, e
(b) espaço de circulação no terceiro pavimento, livre de barreiras.

Banheiros: Todos os banheiros de uso público do sobrado são acessíveis a pessoas com
deficiência. Não foi verificado nenhum obstáculo de impeça o uso dos mesmos. As portas de
entrada dos banheiros possuem mais de 1 metro de largura. Os equipamentos de auxilio ao
uso das louças sanitárias encontram-se corretamente instalados. A louça sanitária e o lavatório
estão instalados em alturas diferentes das recomendações da ABNT NBR 9050/2004.
Corredores: Os corredores não possuem obstáculos ao seu livre transito. A largura dos
mesmos são maiores, ou iguais a 1,30 m. As portas e passagens possuem largura superior ou
igual a 1,10 m.

4.2.4 Abastecimento de água
O abastecimento de água é feito pelo consorcio municipal com o Serviço Autônomo de
Água e Esgotos (SAAE), e se dá de forma regular. A Unidade conta com dois reservatórios
principais, um de 2.000 litros localizado na torre, que abastece o Bloco Anexo e outra na
elevação sobre a cobertura do pátio central, com 3.000 litros. Foram instalados reservatórios
de 1.000 litros ao longo da fachada posterior, destinados a atender os laboratórios, com seus
usos específicos. Alguns desses reservatórios armazenam água salgada para as atividades
laboratoriais do curso de Engenharia de Pesca.

63

Figura 66 - Mapa de abastecimento de água da Sede Unidade Penedo. Elaboração: Equipe
Técnica do Plano Diretor.

(a)

(b)

(c)

Figura 67 – (a) Reservatório em torre, próximo ao Bloco Anexo; (b) Reservatórios instalados para
atender os laboratórios; (c) Reservatório sobre a cobertura do pátio central.

Não foram relatados problemas de interrupção no serviço de abastecimento de água
na Sede. No Sobrado Lessa, faltava água na ocasião do levantamento, por motivo de contas
em atraso, de responsabilidade do antigo proprietário. Esse problema já foi solucionado.
A distribuição de água na Unidade Penedo apresenta um quadro contrário do que foi
observado nas demais Unidades do Campus Arapiraca, que apresentam a centralização do
abastecimento em poucos reservatórios. Na Unidade, estão instalados vários reservatórios
para atender os usos específicos, dada a demanda de água para atender não só o uso da
comunidade acadêmica, mas sim aos laboratórios do curso de engenharia de pesca.
De acordo com a NBR 5626, a capacidade dos reservatórios deve ser estabelecida
levando-se em consideração o padrão de consumo de água do edifício e, onde for possível
obter informações, a frequência e duração de interrupções do abastecimento.

64

É recomendável dimensionar os reservatórios com capacidade suficiente para dois
dias de consumo, em função da população e da natureza da edificação. Para o cálculo do
consumo diário (CD) de uma edificação utiliza-se a Equação 1.
CD=Pq

(1)

Onde: P representa a população e q, o consumo per capita em litros por dia.
O consumo diário per capita é mensurado em função da natureza da edificação. No
caso, foi empregado a tipologia “Escolas (Externatos)”, cujo consumo é estipulado em 50
litros per capita/dia.
Conhecido o consumo diário, pode-se calcular a capacidade dos reservatórios. Como
mencionado anteriormente, recomenda-se adotar o consumo de dois dias no mínimo, dessa
forma, a quantidade de água a ser armazenada será fornecida pela Equação 2.
CR=2CD

(2)

Onde: CR é a capacidade do reservatório em litros.
Para aliviar a carga da estrutura que suporta o reservatório elevado, é possível
armazenar 60% de CR em um reservatório inferior.
Considerando que a situação em estudo pode ser caracterizada, com relação ao
consumo predial diário, na categoria Escolas (externato) pode-se calcular a capacidade
necessária dos reservatórios conhecendo-se a população.
Figura 68- Cálculos do consumo e da capacidade dos reservatórios: Unidade Penedo

População: 290 usuários
Consumo per capta: 50 l/dia
Consumo diário: 14,50 m³ = 14.500 litros/dia
Capacidade reservatório: 29,00 m³ = 29.000 litros

4.2.5 Fornecimento de energia elétrica e serviços de comunicação
Em relação ao fornecimento de energia elétrica, foi relatada a falta de energia
periódica, e quedas de tensão eventuais que podem prejudicar os equipamentos da Unidade.
Foi relatado que a capacidade energética instalada não acompanhou a necessidade de
instalações dos laboratórios do curso de engenharia de pesca, e nem o crescimento da
demanda, com o crescimento da comunidade acadêmica. É necessário fazer uma revisão da
situação atual e uma previsão de crescimento com antecedência, antes da criação de outros
65

espaços que demandem um fornecimento de energia específico. Observou-se que diversas
salas de aula foram transformadas em laboratórios. As instalações de energia nestes espaços
foram ampliadas a partir dos pontos de energia dimensionados no projeto elétrico inicial,
desta forma ocorre uma sobrecarga nos circuitos de tomadas de uso geral, pois seria
necessário criar novos circuitos com tomadas com aterramento, prevendo uma demanda de
energia maior para atender aos equipamentos específicos dos laboratórios, tais como estufas,
microscópios, lupas e agitadores.
Para o fornecimento de serviços de comunicação verificou-se que existem 03 linhas
telefônicas fixas, sendo 01 na Secretaria, 01 na Coordenação da Unidade e 01 no Sobrado
Lessa. Não há ramais de comunicação em outros ambientes da Unidade. O serviço de internet
funciona por rádio, recendo o sinal vindo do Campus A. C. Simões, em Maceió. Há inúmeros
registros de falta de internet na Unidade, o que afeta diretamente o desempenho dos trabalhos
da comunidade acadêmica. No Centro de Extensão Universitária (Sobrado dos Lessa) não há
serviço de internet ligado à UFAL.
Para calcular a demanda de energia e a capacidade da rede foi realizado o
levantamento de carga de todas as unidades do Campus Arapiraca, considerando todos os
pontos de iluminação interna e externa, consequentemente a potência das lâmpadas, pontos
de tomadas de uso geral e de uso específico. Entretanto, sabe-se que as cargas não atuam
plenamente ao longo da vida útil dos equipamentos, desse modo, não ocorrerá de modo
pleno a utilização de toda a potência instalada ao mesmo tempo.
O funcionamento de uma instalação elétrica, seja ela comercial, industrial ou
residencial, é variável a cada instante, desse modo a potência utilizada pela mesma é
modificável ao longo do uso. Tal fato ocorre porque as diversas cargas que compõem esta
instalação não estarão todas em funcionamento simultâneo.
Desse modo, para análise de uma instalação e o dimensionamento da capacidade dos
condutores elétricos que alimentam os quadros de distribuição e os quadros terminais, bem
como o dimensionamento de seus dispositivos de proteção , assim como o cálculo do
transformador, não seria razoável do ponto de vista técnico e econômico que se considerasse
a carga plena, como sendo a soma de todas as potências instaladas. Portanto, deve-se
determinar a demanda de carga instalada da edificação.
Desse modo, é necessário determinar a demanda de carga por unidade de ensino
instalada atualmente e a previsão para futuras instalações e expansões, confrontando tais
informações com o que é recentemente oferecido e dando subsídios para a proposta do
presente Plano Diretor. Para isso, é importante conhecer alguns parâmetros que são
mostrados a seguir.
66

Carga ou Potência Instalada (Pinst): é a soma das potências nominais de todos
os aparelhos elétricos pertencentes a uma instalação ou sistema.
Demanda: é a potência elétrica realmente absorvida em um determinado
instante por um aparelho ou por um sistema elétrico.
Demanda média um Consumidor ou Sistema: é a potência elétrica média
absorvida durante um intervalo de tempo determinado.
Demanda Máxima de um Consumidor ou Sistema (Dmax): é a maior de todas as
demandas ocorridas em um período de tempo determinado.
Fator de Demanda (FD): é a razão entre a Demanda Máxima e a Potência
Instalada, que varia conforme o tipo de edificação.

Portanto é importante conhecer o fator de demanda (FD) para cada tipo de
instalação e equipamento. No caso de escolas e semelhantes o fator de demanda é calculado
conforme as informações das Tabelas abaixo – Figuras 69 a 71.
Figura 69 – Fator de demanda para iluminação e tomadas de uso geral (Lima Filho, 2011).

67

Figura 70 – Fator de demanda para condicionadores de ar (Lima Filho, 2011)

Figura 71 – Fator de demanda para aparelhos eletrodomésticos (Lima Filho, 2011).

Para o cálculo da demanda máxima da Unidade Palmeira dos Índios foi
realizado também o levantamento da potência instalada e extraído das tabelas acima o fator
de demanda adequado. Na Tabela da Figura 72 é mostrada a potência instalada da Unidade.
Figura 72 – Potência e Demanda máxima para cada tipo de carga (Unidade de Penedo).
Demanda
Descrição
Pot. Instalada (VA) Fator de Demanda
Máxima (kVA)
Iluminação
12.840,00
12,42
Tomadas de Uso Geral
16.900,00
14,45
Ar-condicionado
146.648,44
0,86
126,12
Ventilador
100,00
0,57
0,06
Computador
14.700,00
0,35
5,15
Sensor
15.000,00
0,52
7,80
Câmera de segurança
75,00
1,00
0,08
Bebedouro
300,00
1,00
0,30
Impressora a laser
1.800,00
0,84
1,51
Máquina de Xérox
4.000,00
0,92
3,68
Geladeira
250,00
1,00
0,25
Liquidificador
150,00
1,00
0,15
Batedeira
150,00
1,00
0,15

68

Televisão
TOTAL

200,00
213.133,44

0,92

0,18
172,29

Dessa forma, a Demanda Máxima da Unidade de Penedo é igual a 172,28 kVA.

4.2.6 Esgotamento sanitário
O esgotamento sanitário da Unidade é feito por fossas sépticas, uma localizada em
frente à fachada frontal e outra próxima à fachada posterior. Não foi possível marcar a
localização precisa das fossas e tampouco sua capacidade de armazenamento, pois não
foram encontradas fontes textuais que apresentassem esses dados. A localização foi lançada
a partir das informações passadas pelo técnico encarregado da manutenção na Unidade.

Figura 73 - Planta baixa com a localização aproximada das duas fossas sépticas (em vermelho) que
atendem a Unidade Penedo.

As fossas sépticas permitem efetuar, de forma simples, o tratamento biológico do
esgoto sanitário domiciliar. Seu dimensionamento é regido pela NBR 7229 da ABNT.
No interior da fossa séptica o esgoto por quatro fases de tratamento: retenção,
decantação, flotação e digestão.
Na fase de retenção o esgoto é detido por um período que varia de 12 a 24 horas. Na
decantação 60% a 70% dos sólidos em suspensão são sedimentados, formando-se assim o
chamado lodo. Na fase de decantação forma-se a escuma, que é constituída dos sólidos não
sedimentados retidos na superfície do líquido. Tanto o lodo quanto a escuma são atacados
por bactérias anaeróbicas na fase de digestão, havendo então sua destruição total ou parcial.
A localização das fossas deve obedecer aos seguintes critérios estabelecidos no item
5.1 da NBR 7229:
Distâncias horizontais mínimas:
•

1,50 m de construções, limites de terreno, sumidouros, valas de infiltração e

ramal predial de água;
69

•

3,0 m de árvores e de qualquer ponto de rede pública de abastecimento de

água;
•

15,0 m de poços freáticos e de corpos de água de qualquer natureza.
O dimensionamento do tanque séptico é feito através da Eq. 1, fornecida pela

NBR 7229:
V=100+N(CT+KL_f ) (1)
Onde:
V – volume útil total (litros)
N – número de pessoas ou unidades de contribuição
C – contribuição de despejos (litros/pessoa x dia)
T – período de detenção (dias)
K – taxa de acumulação de lodo digerido (dias)
Lf – contribuição de lodo fresco (litros/pessoa x dia)
A contribuição de despejos (C) em litros por pessoa vezes dias depende do tipo de uso
da edificação assim como a população que utiliza a mesma. De acordo com a NBR 7229, a
contribuição de despejos (C) para o caso de escolas (externatos) e locais de longa
permanência é de 50 litros/pessoa x dia.
O período de detenção do esgoto (T) é o tempo médio de permanência da parcela
líquida do esgoto dentro da zona de decantação do tanque séptico. Para o cálculo do período
de detenção do esgoto (T), é necessário o valor da contribuição diária de esgoto (L). Este
valor é obtido pela multiplicação do número de pessoas pela contribuição de despejos.
Chama-se de lodo o material acumulado na zona de digestão do tanque séptico, por
sedimentação de partículas sólidas suspensas no esgoto. Por sua vez, lodo fresco é o lodo
instável ainda em início de processo de digestão. A contribuição de lodo fresco (Lf), em litro
por pessoa vezes dia, para o tipo de ocupação em questão, tem valor igual a 0,20.
A taxa de acumulação de lodo (K) é o número de dias de acumulação de lodo fresco
equivalente ao volume de lodo digerido a ser armazenado no tanque, considerando redução
de volume de quatro vezes para o lodo digerido. A taxa de acumulação de lodo depende do
intervalo de limpeza, em anos, e da faixa de temperatura ambiente do mês mais frio do ano.
Considerando um intervalo de 4 anos entre limpezas e que a temperatura ambiente é maior
que 20°, o valor da taxa de acumulação é igual a 177 dias.

70

Figura 74 - Cálculos do consumo e da capacidade dos reservatórios: Unidade Penedo

População: 290 usuários
Consumo per capta: 50 l/dia
Consumo diário: 14,50 m³ = 14.500 litros/dia
Capacidade reservatório: 29,00 m³ = 29.000 litros

4.2.7 Resíduos sólidos
Não há tratamento dos resíduos de laboratório gerados na Unidade Penedo, também
não há coleta seletiva do lixo comum, nem do lixo contaminado. O destino do lixo comum
produzido é o lixão da cidade. A coleta é realizada pela Prefeitura de Penedo.
Quanto ao lixo proveniente de laboratórios (resíduos químicos e biológicos)
provenientes dos laboratórios, não existe coleta especializada. Comumente, o professor
responsável por cada laboratório armazena este resíduo, e direciona seu descarte. Os restos
de animais (peixe, camarão, caranguejo, jacaré e rã) utilizados nos laboratórios do curso de
engenharia de pesca são descartados junto do lixo comum. A Unidade não tem equipamento
de autoclave, para esterilizar os resíduos antes do descarte. Este equipamento já foi solicitado,
mas nunca chegou. Esse lixo contaminado costuma ser atacado por animais da rua – cães e
gatos que se alimentam dos resíduos.
O lixo tóxico, gerado pelos laboratórios: sacos plásticos, material biológico
contaminado - meio de cultura com bactérias, placas com fungos, resíduos líquidos de sangue
de peixes, soluções com Ph vencidas; e outras substâncias químicas como fenol e citrato são
armazenadas na geladeira do laboratório didático de química e biologia. Estes resíduos
encontram-se neste local a cerca de 3 anos, e apresentam forte mau cheiro, podendo
ocasionar risco de contaminação do laboratorista, de professores e alunos.

Figura 75 – Resíduos tóxicos, armazenados na geladeira do laboratório, esperando descarte há 3 anos.

71

Houve uma solicitação do Campus Arapiraca a Unidade de Emergência do município
de Penedo para que os resíduos biológicos e perfuro-cortantes fossem coletados e
descartados juntamente com os oriundos desta U.E.
Também foi observado que nos laboratórios do Curso de Engenharia de Pesca não há
correto material de limpeza para os microscópios e as bancadas, nem Equipamentos de
Proteção Individual para os laboratoristas e alunos. O descarte da maioria dos resíduos está
sendo feito em conjunto com lixo comum e as ações de reciclagem da Unidade resumem-se
ao mobiliário quebrado ou danificado, que é devolvido ou reorganizado para serem utilizadas
novamente.

4.2.8 Drenagem
A drenagem das águas é feita naturalmente pela declividade do terreno, não há projeto
nem obras de saneamento, ou drenagem de águas servidas na Unidade.

4.2.9 Paisagismo e Arborização
A Unidade Penedo está localizada próxima às margens do Rio São Francisco. A
fachada posterior do edifício confronta a avenida Av. Beira Rio, constituindo um ponto
privilegiado para acessar a vista do Rio.

Figura 76 - Vista do Rio a partir da fachada posterior da Unidade Penedo

No tocante à vegetação, a Unidade apresenta dois renques de árvores, um ao longo da
fachada frontal, sombreando o estacionamento e outro ao longo da fachada posterior. O
primeiro renque de árvores já existia quando o edifício foi doado à UFAL, bem como o Ipê (1),
localizado na fachada posterior do bloco administrativo. O segundo renque foi plantado pela
Unidade Acadêmica.

72

Figura 77 – Mapa esquemático da distribuição de espécies vegetais na Sede da Unidade Penedo.

O primeiro renque é composto de trezes árvores, sendo 8 neems idianos (Azadirachta
indica), 3 ipês (Tabebuia sp.) e 1 quixabeira (Sideroxylon obtusifolium). Dois ipês marcam o
início e o fim do renque e o terceiro está dentro do terreno, próximo à guarita. O plantio de
neems percorre o estacionamento, com espaçamentos entre 5,5 m e 7,0 m. A quixabeira
marca o acesso ao edifício.
O segundo renque foi plantado a três anos e é composto por 4 paus-brasil (Caesalpinia
Echinata) e 1 oiti (Licania tomentosa). As árvores apresentam desenvolvimento normal.
Na fachada posterior há um cultivo de hortaliças em pequenos canteiros, que é uma
atividade de extensão desenvolvida pelos alunos da Unidade.

Figura 78 - Canteiros com o cultivo de hortaliças – no terreno ao fundo da Unidade.

73

Figura 79 – Quadro de identificação das espécies vegetais
1
Nome científico:
Tabebuia sp
Nome popular:
Pau D’arco
Família:
Bignoniaceae
Origem: Brasil
Porte: 4,5 m

2
Nome científico:
Caesalpinia
echinata
Nome popular:
Pau Brasil
Família: Fabaceae
Origem: Brasil
Porte: 0,70 m

3
Nome científico:
Licania tomentosa
Nome popular:
Oiti
Família:
Chrysobalanaceae
Origem: Brasil
Porte: 1,50 m

4
Nome científico:
Caesalpinia
echinata
Nome popular:
Pau Brasil
Família: Fabaceae
Origem: Brasil
Porte: 1,20 m

5
Nome científico:
Caesalpinia
echinata
Nome popular:
Pau Brasil
Família: Fabaceae
Origem: Brasil
Porte: 0,90 m

6
Nome científico:
Caesalpinia
echinata
Nome popular:
Pau Brasil
Família: Fabaceae
Origem: Brasil
Porte: 0,80 m

7
Nome científico:
Tabebuia sp.
Nome popular:
Ipê, Pau d’arco
Família:
Bignoniaceae
Origem: Brasil
Porte: 3,20 m

8
Nome científico:
“Azadirachta indica”
Nome popular:
Neen indiano
Família: Meliaceae
Origem: Índia
Porte: 4,00 m

74

9
Nome científico:
Sideroxylon
obtusifolium
Nome popular:
Espinheiro,
Quixabeira
Família: Sapotaceae
Origem: Brasil
Porte: ___ m

10
Nome científico:
Tabebuia sp.
Nome popular:
Ipê, Pau d’arco
Família:
Bignoniaceae
Origem: Brasil
Porte: 3,20 m

11
Nome científico:
Tabebuia sp.
Nome popular:
Ipê, Pau d’arco
Família:
Bignoniaceae
Origem: Brasil
Porte: 3,20 m

4.2.10 Segurança
A segurança patrimonial da Unidade de Penedo é realizada pela empresa terceirizada –
SERVIPA. Não há relatos de problema especifico quanto à segurança realizada nos prédios da
Unidade Penedo. A SERVIPA vem ampliando o serviço oferecido com a instalação de mais
câmeras e sensores de presença nos ambientes da Unidade.
O quantitativo de segurança é de dois seguranças por turno. No CEU, não existe
revezamento por turno, apenas 01 funcionário da SERVIPA faz a segurança do local,
trabalhando por 12hs e com folga de 24hs. No período noturno o CEU fica protegido apenas
por equipamentos eletrônicos - alarmes que funcionam por monitoramento à distância.
No período noturno, a Unidade funciona com o cursinho pré-vestibular Conexões de
Saberes, permanecendo em uso e iluminado até as 22 h. No período noturno, a segurança é
feita por 02 agentes, 01 na guarita e 01 no corredor. Após esse horário, o anexo fica
totalmente no escuro e sem segurança, porque o terceiro segurança foi deslocado para o
Sobrado dos Lessa. A rua posterior é bem iluminada, mas não há movimentação de pessoas
ou veículos durante o período noturno.

75

4.2.11 Demandas dos Cursos da Unidade
A Unidade Penedo conta atualmente com dois cursos de graduação – Turismo e
Engenharia de Pesca, aos quais foi solicitado o envio das respectivas demandas, através do
preenchimento de um formulário.
Os dados fornecidos pelo Curso de Turismo em abril de 2012, encontram-se
registrados abaixo.
 Numa possível ampliação de vagas, quantos docentes estão previstos?
Treze
 Quantos alunos compõem uma turma?
Em média, 18 alunos
 Necessitam de sala escura para vídeo, projeções?
Sim, Uma.
 Necessidade de sala para atendimento estudantil?
Existe uma sala de coordenação compartilhada com o curso de engenharia de pesca.
 Necessita de sala para monitores ou bolsistas?
Sim. Uma única sala com capacidade para 20 alunos
 Usa o laboratório de informática do campus?
Sim
 Quantas horas por semana em aulas?
4 a 6 horas
 Qual período de maior fluxo de alunos para atendimento junto aos professores?
manhã?
tarde?
X, ou noite?
 Em alguns meses do ano o fluxo é mais intenso? Em quais?
Em meses de matrículas.
 Quantos e quais laboratórios DE ENSINO existem hoje em funcionamento? Onde se
encontram no campus?
Nenhum, somente o de informática.


Quais laboratórios DE ENSINO seriam acrescentados ao curso? Acrescentar área
necessária, ou informação relevante.

As demandas de laboratório previstas pelo Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em
Turismo estão ligadas, inicialmente, ao campo de estudos de quatro disciplinas da matriz
curricular, denominadas genericamente por Laboratórios de Gestão de Turismo. São eles:
Laboratório de Agenciamento, Laboratório de Hotelaria, Laboratório de Alimentos e Bebidas,
e Laboratório de Gestão de Planejamento Turístico, Laboratório de Eventos e Laboratório de
Comunicação. Estes espaços visam aproximar os conteúdos desenvolvidos em sala de aula
das práticas profissionais que caracterizam os respectivos campos de atuação.


Existe a possibilidade de compartilhar estes laboratórios DE ENSINO com outros
cursos? Qual laboratório e curso?

Não


Este curso necessita de outro ambiente não citado nesse check-list? Se sim,
acrescentar:
76

Auditório é fundamental. O laboratório de hospedagem depende da regularização do prédio
do Albergue, fora da Unidade, e o laboratório de agenciamento precisa de uma sala na área
central do município.
 Necessita de impressora própria? Quantificar:
Sim, uma de grande porte para uso compartilhado e 6 de mesa (tipo multifuncional).
 Necessita de telefones fixos/sala?
11 (caso os laboratórios funcionem algum dia)
 Necessita de quantos pontos de internet/sala?
11
 Necessita de gaveteiros para pasta suspensa? Quantificar:
Sim, 6
 Necessita de armário com portas? Quantificar:
Sim, 22
 Necessita de estante com prateleiras? Quantificar:
Sim, 22
 Você acha que se houvessem ___ salas de reunião coletivas, mas com agendamento
prévio seria mais interessante? Existe atualmente Para quantas pessoas?
Uma sala para 15 pessoas.
 Tem alguma demanda não citada nesse formulário? Explique alguma necessidade
extra abaixo:
O albergue exige vários móveis sob encomenda, por exemplo: balcão de atendimento,
armário para guarda de bagagens individualizado.
Os dados do Curso de Engenharia de Pesca não foram informados.

4.3 Identidade e Cultura
A Unidade Penedo tem desenvolvido importantes projetos culturais, desde sua
implantação. Com iniciativa dos professores e alunos a Unidade vem realizando parcerias com
instituições públicas impactando na realização de eventos e desenvolvimento de projetos na
área da cultura. As ações de extensão desenvolvidas na Unidade Penedo foram cadastradas
na PROEXT/UFAL nas seguintes linhas de extensão: “Patrimônio cultural, histórico, natural e
imaterial”, “Mídias”, “Empreendedorismo” e “Desenvolvimento regional”.
Figura 80 - Quadro com as ações de extensão realizadas pela Unidade Penedo4
Título

Ação de
Extensão

Área
Temática

Linha de Extensão

Ano
Ref.

Coordenador

Caminhos Históricos de PenedoAL: as contribuições da educação
patrimonial no processo de
roteirização turística

PROJETO

CULTURA

Patrimônio cultural,
histórico, natural e
imaterial.

2011

Daniella Pereira De
Souza Silva

CineClub - Penedo

PROJETO

CULTURA

Mídias

2009

Cinema na rua

PROJETO

CULTURA

Mídias

2010

Cinema no CEU

PROJETO

CULTURA

Mídias

2011

Sergio Onofre Seixas
de Araújo
Sergio Onofre Seixas
de Araújo
Sergio Onofre Seixas
de Araújo

4

As informações referentes aos projetos de extensão foram coletadas no “Banco de Ações de Extensão”, disponível
no Portal da UFAL (www.ufal.edu.br). Acesso em 15.04.2012.

77

Formação de Incubadora de
Empreendimentos Culturais e
Artísticos - IncArte/UFAL

PROGRAMA

CULTURA

Empreendedorismo

2012

Sergio Onofre Seixas
de Araújo

Memória do Teatro Alagoano

PROJETO

CULTURA

Patrimônio cultural,
histórico, natural e
imaterial.

2009

Sergio Onofre Seixas
de Araújo

Mostra doc-Penedo

EVENTO

CULTURA

Mídias-artes

2009

Sergio Onofre Seixas
de Araújo

PROJETO

CULTURA

Desenvolvimento
regional

2011

Silvana Pirillo Ramos

PROJETO

CULTURA

Desenvolvimento
regional

2010

Silvana Pirillo Ramos

PROJETO

CULTURA

Desenvolvimento
regional

2007

David Nadler Prata

Planejamento e Gestão de Ações
de Combate a Pobreza no Arranjo
Produtivo Local de Turismo das
Lagoas e Mares do Sul
Projeto de Desenvolvimento do
Turismo de Base Comunitária na
Comunidade do Mangue da
Palatéia – Barra de São Miguel
Valores humanos, atitudes
ambientais e qualidade de vida
percebida: Levantamentodiagnóstico da população
penedense para um planejamento
socioambiental sustentável.

Fonte: Banco de Ações de Extensão. Disponível em: www.ufal.edu.br. Acesso em: 09.04.2012

No grupo Patrimônio Cultural, podem ser reunidos os projetos “Caminhos Históricos de
Penedo-AL” e “Memória do Teatro Alagoano”. O projeto “Caminhos Históricos de Penedo-AL:
as contribuições da educação patrimonial no processo de roteirização turística” objetivou
reconhecer a dinamicidade das cidades e sua capacidade de acumular, incorporar, fazer
interagir e refletir a diversidade cultural auxiliando na valorização identitária e na postura
cidadã. Além disso, buscou auxiliar no despertar do olhar tanto da população para melhor
compreender o significado do patrimônio material e imaterial de Penedo, O Projeto propôs
roteiros que possibilitem o acesso ao conhecimento da história e das particularidades do
município, contribuindo para a sensibilização e conscientização sobre a conservação
patrimonial. No Projeto, o turismo é entendido como uma ferramenta pedagógica para a
cidade, por articular o ambiente e a cultura em suas diversas manifestações.
Memória do Teatro Alagoano se insere no âmbito do Projeto “Nos caminhos do teatro
alagoano”, financiado pelo Programa de Auxílio à Pesquisa da FAPEAL. A elaboração do
Projeto partiu da constatação da ausência de uma sistematização da história do teatro
alagoano, sua importância e sua influência na formação da sociedade. O Projeto afirmou a
necessidade de tornar essa história conhecida e assimilada como patrimônio cultural da
sociedade alagoana. Assim, o trabalho partiu de uma pesquisa histórica que buscou resgatar
e registrar o testemunho de diversos atores desse processo a partir de seus depoimentos,
colhidos à luz dos procedimentos da História oral. Os depoimentos foram confrontados com a
diversidade de fontes disponíveis, como jornais, revistas, panfletos, folders, cartazes,
fotografias e mesmo imagens videográficas, disponíveis em acervos pessoais, no Arquivo
Público de Alagoas, no Museu Casa de Penedo e no Museu da Imagem e do Som de Alagoas
(MISA). Deste modo, o Projeto buscou recuperar a trajetória histórica do fazer cênico em
Alagoas entre os séculos XIX e XX, identificando as relações que perpassara e perpassam o
78

fazer artístico neste campo com a vida social e política, como instrumentos e estímulo ao
desenvolvimento e consolidação de grupos e movimentos culturais locais.
Os Projetos relacionados ao Cinema foram cadastrados na linha “Mídias” e “Mídiasartes”. Os projetos buscaram utilizar a exibição de filmes como meio legítimo de produção do
conhecimento, criando condições para a aproximação da comunidade citadina com a
produção cinematográfica crítico-reflexiva.
O Projeto CineClub – Penedo foi desenvolvido como parte do Programa CINE
ARTPOPULAR, aprovado pelo edital PROEXT MEC/CULTURA 2008, com financiamento da
Petrobrás e buscou promover a exibição de audiovisuais nacionais em ambientes abertos e
com amplo acesso da população. As exibições foram seguidas de debates, organizados e
conduzidos pelos alunos bolsistas da Unidade Penedo. O objetivo principal do Projeto foi
resgatar a importância do cinema para a cidade de Penedo, extrapolando a dimensão do lazer
e do entretenimento, transformando-se num espaço de discussão e produção do saber,
incentivando a formação de público para esse campo do fazer cultural e possibilitando ao
mesmo tempo um ambiente de democratização do acesso a produção audiovisual nacional e
local.
Os Projetos “Cinema de Rua” e “Cinema no CEU” também foram desenvolvidos como
parte do Projeto CINE ARTPOPULAR.
Outra importante iniciativa da Unidade Penedo foi a realização do 1º Festival de
Cinema Universitário da UFAL, realizado entre 23 e 27 de novembro de 2011. O Festival
marcou a retomada dos festivais de cinema que eram realizados em Penedo e que
desapareceram da agenda cultural da cidade no início da década 1980. O evento aconteceu
em diversos pontos da cidade histórica e atraiu turistas que estiveram no município e
prestigiaram o festival. Foram realizadas também exibições de filmes infantis no Theatro Sete
de Setembro e no auditório do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Penedo
(Sindspen). Dezessete produções participaram da Mostra Competitiva de Filmes. Juntamente
com o Festival, foi realizado o 1º Encontro de Cinema de Alagoas (ECA), com vistas a
construir um ambiente de debate sobre o cinema e a produção independente no âmbito
acadêmico. Foram realizadas oficinas, mesas-redondas, apresentações e exposições de
trabalhos acadêmicos, além de mostras paralelas.

79

Figura 81 - Exibição de filmes no 1º Festival de Cinema Universitário da UFAL, em Penedo (Fonte
http://aquiacontece.com.br). À direita, o cartaz de divulgação do evento.

A Mostra Doc-Penedo constituiu-se num evento, inserido na programação do
Congresso Acadêmico, que objetivou socializar a produção audiovisual que os alunos
desenvolveram na disciplina Seminário integrador I. A produção consistiu num documentário,
em curta duração, abordando uma temática local, problematizada a partir do instrumento e do
aporte teórico trabalhados na disciplina durante o semestre. A Mostra criou um ambiente de
interlocução entre alunos, comunidade acadêmica e a sociedade em geral, abrindo espaços
para um debate acerca das problemáticas locais.
Na linha “Empreendedorismo”, foi desenvolvido o Projeto “Formação de Incubadora de
Empreendimentos Culturais e Artísticos - IncArte/UFAL”. O projeto de criação da Incubadora
de Empreendimentos Culturais e Artísticos buscou gerar condições de sustentabilidade dos
processos artísticos locais, através de formação administrativo-finaceira, produção executiva,
troca de experiências, saberes e tecnologias, assessoria em campos específicos da produção,
do processo de gestão, elaboração de projetos, comunicação, captação e recursos e
financiamentos. Tais ações visaram possibilitar vias de articulação dos Empreendimentos em
incubação com as Políticas Públicas voltadas a Cultura e outras iniciativas com vistas à
promoção do desenvolvimento cultural, local e regional. O Projeto propôs um recorte espacial
abrangente, que contemplou os quatro municípios-sede da UFAL na 1ª fase da interiorização:
Penedo, Arapiraca, Palmeira dos Índios e Viçosa.
Na linha de extensão “Desenvolvimento regional”, foram cadastrados quatro projetos.
O projeto “Planejamento e Gestão de Ações de Combate a Pobreza no Arranjo
Produtivo Local de Turismo das Lagoas e Mares do Sul” está relacionado com a Política de
Arranjos Produtivos Locais e com o Programa de Regionalização do Turismo, baseado em
planejamento e gestão compartilhada para viabilizar roteiros turísticos integrados entre
municípios. O Programa tem por objetivo principal combater a pobreza com a promoção do
desenvolvimento local por meio da atividade econômica do turismo. O Projeto propôs o
80

mapeamento e a análise do planejamento e gestão das ações implementadas no combate a
pobreza desde 2004, um arranjo produtivo local das Lagoas 5 e Mares do Sul, coordenado
pelo Serviço Brasileiro de Apoio a Empresa, em parceria com o setor público e privado,
representado pelo conselho gestor constituído pelos municípios de Maceió, Marechal Deodoro,
Coqueiro Seco, Santa Luzia do Norte, Pilar e Barra de São Miguel., Coruripe, Feliz Deserto,
Jequiá e Roteiro. A gestão do programa, de caráter participativo, se dará por meio da
formação de um conselho constituído pelas lideranças de cada município que representam os
membros da cadeia produtiva do turismo.
O Projeto de Desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária na Comunidade do
Mangue da Palatéia – Barra de São Miguel/AL. A inserção da comunidade Palatéia no
programa dos Arranjos Produtivos Locais de Turismo, APL das Lagoas e Mares do Sul gerou a
necessidade de se trabalhar o desenvolvimento local a partir das potencialidades de seus
atrativos turísticos. O SEBRAE, em parceria com a Agência de Ecoturismo Gato do Mato
trabalhou no desenvolvimento de um roteiro turístico onde os atrativos são o cenário
exuberante da vegetação de mangue, o cultivo das ostras, sua extração e consumo no local
pelo turista, a apicultura desenvolvida, de forma incipiente por alguns moradores, e a própria
comunidade com seu modo de vida, as casas de taipa e evidentemente os passeios de canoa
na lagoa, conduzido pelos próprios moradores locais. No contexto da elaboração do Projeto,
a atividade turística da Palatéia consistia em receber uma média de vinte grupos de turistas ao
mês. Embora o turismo tenha se apresentado como uma atividade econômica promissora
para o desenvolvimento da comunidade, a mesma não encontrava motivada para envolver-se,
desconhecendo e não tendo informações para realizar um trabalho.
“Valores humanos, atitudes ambientais e qualidade de vida percebida: levantamentodiagnóstico da população penedense para um planejamento socioambiental sustentável”
propôs levantar os valores e as atitudes relacionadas ao meio ambiente da população da
cidade de Penedo, assim como as percepções que esses atores têm de sua qualidade de vida.
O estudo buscou subsidiar o planejamento de ações estratégicas do Núcleo de Educação
Ambiental da Unidade Penedo - NEAPP, de forma integrada e coordenada com outros grupos
do mesmo Núcleo, como também com as instituições parceiras.

81

5. SÍNTESE DOS PROBLEMAS ENCONTRADOS
A partir da análise detalhada feita nos itens anteriores foi elaborado um quadro
síntese dos problemas encontrados na Unidade Penedo.

1.

2.

3.

4.

QUADRO SINTESE DE PROBLEMAS – SEDE DA UNIDADE PENEDO
DEMANDA ATUAL DE SERVIÇOS
1.1. ALIMENTAÇÃO:
1.1.1. Ausência de restaurante e/ ou lanchonete;
1.2. SAÚDE:
1.2.1. Ausência de pronto-atendimento médico na unidade, sendo o mais próximo a 4,2 km de
distância, na cidade;
1.2.2. Ausência de pronto-atendimento e psicossocial na unidade;
1.3. RESIDÊNCIA UNIVERSITARIA
1.2.3. Ausência de residência, embora exista demanda - 33% dos alunos não residem em
Penedo;
SETORIZAÇÃO E PLANEJAMENTO
2.1. Falta planejamento e setorização na unidade;
2.2. Conflito de uso em diversos ambientes;
2.3. As dimensões espaciais dos ambientes da unidade, exceto as salas de aula, são insuficientes,
não atendem aos parâmetros mínimos do MEC;
2.4. Área de convivência insuficiente;
2.5. Espaços improvisados com divisórias de eucatex;
2.6. O espaço útil no setor administrativo é insuficiente para a execução das atividades afins;
2.7. Falta ventilação natural nas salas do setor administrativo. As janelas foram locadas em
fachadas que não recebem ventilação;
2.8. Não há espaço suficiente destinados a depósitos na unidade;
2.9. O espaço físico não oferece áreas livres para ampliações;
2.10.
A biblioteca apresenta espaço físico insuficiente e não setorizado, falta áreas como
estudo em grupo, administrativa e etc;
2.11.
O setor administrativo não possui sala de reunião;
2.12.
A doação do albergue da juventude e do Cine Penedo ainda não foram concluídas.
TRANSPORTE E MOBILIDADE
3.1. Incompatibilidade entre o horário de saída dos alunos e os horários de retorno a suas
localidades oferecidos pelos transportes intermunicipais e alternativos.
ACESSIBILIDADE
4.1. Falta sinalização no estacionamento para vagas destinadas para pessoas com deficiência;
4.2. Não há passeio publico no estacionamento;
4.3. A circulação no setor administrativo é comprometida, devido ao mobiliário em excesso;
4.4. inclinação de algumas rampas em desacordo com a norma da NBR 9050;
4.5. Falta de comunicação visual para os usuários e visitantes em toda a unidade;
4.6. A má utilização de banheiros para pessoas com deficiência como depósito;
4.7. portas estreitas no setor administrativo dificultam o acesso;
4.8. Sinalização tátil ausente em toda a unidade;
4.10. A escada de acesso ao bloco anexo, não possui corrimão adequado;
4.11. Não existe corrimão nas rampas e rebaixos de piso;
4.12. A instalação do elevador de acesso aos pavimentos superiores do bloco em anexo, nunca
foi instalado;
4.13. O acesso ao bloco anexo possui desnível e buracos ao longo de seu percurso, o que pode a

82

vim a ocasionar acidentes aos transeuntes;
4.14. A circulação ao bloco anexo é desprovida de proteção contra chuvas e estreita;
5. ABASTECIMENTO DE ÁGUA
5.1 Não há planejamento de abastecimento d’água para os laboratórios de engenharia de pesca,
foram feitas instalações improvisadas;
6 ABASTECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA
6.1. A capacidade elétrica instalada atende a demanda atual, porém está sobrecarregada com
pontos de consumo não planejados inicialmente, nos laboratórios;
6.2. Não existe rede elétrica diferenciada para equipamentos de maiores voltagens;
6.3. É necessário fazer uma redefinição de usos, do consumo elétrico, para planejar o consumo
futuro sem sobrecargas;
6.4. Existem muitos pontos de energia improvisados, o que pode a vim a sobrecarregar o sistema
elétrico.
7
ABASTECIMENTO DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO E REDE DE LÓGICA
7.1. O sinal de internet apresenta deficiência, oscila constantemente.
8 ESGOTO SANITÁRIO
8.1. Possibilidade de contaminação das reservas de águas, provocadas pela construção de fossas
sépticas muito próximas;
8.2 Localização indevida de uma fossa séptica sob o passeio de acesso ao bloco anexo;
8.3 Não há registros de planejamento adequado da limpeza destas fossas.
9
RESÍDUOS SÓLIDOS
9.1. Descarte inadequado dos resíduos biológicos de animais (junto ao lixo comum);
9.2. Os resíduos contaminantes e tóxicos são armazenados na geladeira, a espera do descarte
adequado;
9.3. Não há coleta dos resíduos biológicos, químicos e perfuro-cortantes.
10. DRENAGEM
10.1. Não há sistema de drenagem de águas pluviais;
11. PAISAGISMO E ARBORIZAÇÃO
11.1. Falta de tratamento paisagístico dos espaços internos a Unidade;
12. SEGURANÇA
12.1. Contingente de funcionários insuficientes para segurança de todo o perímetro da unidade,
principalmente a noite;
12.1. Ausência de instalações de vigilância eletrônica no bloco anexo;
13. EQUIPAMENTOS E MANUTENÇÃO
13.1. Falta de equipamento (autoclave) para a esterilização de equipamentos;
13.2. Carência de equipamentos e materiais de consumo necessários ao funcionamento dos
laboratórios;
13.3. Falta reprografia para atender a comunidade acadêmica. A mais próxima fica no centro da
cidade, a cerca de 700 m de distância;
13.4. As instalações do bloco 1, apresentam problemas de conservação e manutenção no
telhado - infiltrações;
13.4. Há infiltração nas instalações elétricas em período de chuva;
13.5. O número de pontos elétricos são insuficientes em laboratórios.
QUADRO SINTESE DE PROBLEMAS DO CENTRO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
1. DEMANDA ATUAL DE SERVIÇOS
1.1. Alimentação:
1.1.1. Existe o espaço destinado a lanchonete, mas a mesma, não está funcionando;
2. SETORIZAÇÃO E PLANEJAMENTO
2.1. Falta a instalação do cabeamento no terceiro pavimento, onde funciona o laboratório de
informática;
2.2. Não tem elevador no sobrado, nunca foi instalado, o que inviabiliza a locomoção de pessoas
com deficiência;

83

3. SEGURANÇA
3.1. Faltam equipamentos de segurança eletrônica;
3.2. Faltam vigilantes, principalmente a noite;
4. ACESSIBILIDADE
4.1. A acessibilidade aos pavimentos superiores é comprometida;
4.2. Os corrimãos não atendem a NBR 9050;
4.3. A configuração da rampa presente na fachada posterior é inadequada;
4.4. O acesso posterior é desprotegido de chuvas;
4.5. O portão de acesso posterior possui altura inferior a 2,10m, o que dificulta o acesso.

6. SÍNTESE DAS POTENCIALIDADES ENCONTRADAS
A partir da análise detalhada feita nos itens anteriores foi elaborado um quadro
síntese das potencialidades encontradas na Unidade Penedo.
QUADRO DE POTENCIALIDADES DA UNIDADE PENEDO
1. SETORIZAÇÃO E PLANEJAMENTO
1.1 A localização da Unidade no centro da cidade, proporciona uma certa comodidade a
comunidade acadêmica;
1.2 A proximidade com a rodoviária e pontos de transportes alternativos e cais da balsa, que
atravessa o Rio São Francisco é positivo para acessibilidade a Unidade;
1.3 Há serviço de transporte público nas proximidades;
1.4 O albergue da juventude funciona como laboratório de hospedagem;
1.5 Há um novo terreno para abrigar novos cursos e futuras ampliações;
1.6 Nas proximidades do novo terreno há uma unidade de atendimento de saúde;
1.7 O sobrado dos Lessa funciona como um centro de cultura no centro da cidade.
2. ACESSIBILIDADE
2.1 Em todos os pavimentos da unidade existem banheiros para pessoas com deficiência;
2.2 Apesar de não terem sido instalados ainda, tanto a UFAL quanto o sobrado dos Lessa,
possuem projeto para a instalação de elevadores.
3. IDENTIDADE E CULTURA
3.1 A unidade Penedo realiza inúmeros projetos e eventos que auxiliam na valorização da
identidade e cultura da cidade e da região;
3.2 As ações de extensão desenvolvidas na Unidade Penedo seguem diferentes seguintes linhas
de extensão: “Patrimônio cultural, histórico, natural e imaterial”, “Mídias”, “Empreendedorismo”
e “Desenvolvimento regional”.
3.3 A cooperação entre a UFAL e outras instituições públicas de Penedo vem impactando na
realização de eventos e projetos na área de cultura.

Referências
Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5626:1998 - Instalação predial de água fria, Rio de
Janeiro, 1998.
Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 7229:1993 - Projeto, construção e operação de
sistemas de tanques sépticos. Rio de Janeiro, 1993.

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Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 9050:2004 - Acessibilidade a edificações, mobiliário,
espaços e equipamentos urbanos, Rio de Janeiro, 2004.
FERRARE, Josemary Omena Passos (Coord.) Memorial Descritivo Para O Projeto De Restauração
Do “Sobrado Dos Lessa”. Elaboração: Alunos da Disciplina Prática de Restauro – FAU/ UFAL (20062007): Andréa Almeida, Catarina Agudo Menezes, Fernanda Cortez Silva, Lucas do Nascimento Barros,
Marina Moreira Gouveia Santos, Nadir Faustino, Thalianne de Andrade Leal, Colaboração: Arqt.ª
Thalianne de Andrade Leal e Arqt.ª Vanine Borges Amaral. SINFRA/UFAL, 2008.
http://aquiacontece.com.br
http://cadaminuto.com.br/noticia/2010/12/22/iphan-apresenta-proposta-para-comprar-cine-penedo
http://www.alagoas24horas.com.br/
http://www.camaramunicipaldepenedo.com.br/v3/
http://www.panoramio.com/photo/47876900
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2012. Disponível em: http://www.ibge.gov.br
IpeaData, 2012. Disponível em: www.ipeadata.gov.br
Lima Filho, Domingos Leite. Projetos de Instalações Elétricas Prediais. 6° edição, Editora Érica. 2011.
Ministério das Cidades: Rede de avaliação e capacitação para a implementação dos Planos
diretores participativos, 2010. Disponível em: http://www.cidades.gov.br. Acesso em 01.06.2012
PNUD. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, 2012. Disponível em: http://www.pnud.org.br
PREFEITURA MUNICIPAL DE PENEDO. Plano diretor participativo do município de Penedo. Penedo,
2007. Disponível em: http://www.cidades.gov.br. Acesso em 23.04.2012.
Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas, 2012. Disponível em: http://www.cultura.al.gov.br
Universidade Federal de Alagoas (UFAL), 2012. Disponível em: http://www.ufal.edu.br
WIKIPÉDIA, A Enciclopédia livre, 2012. Disponível em: http://pt.wikipedia.org

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