2.2 Diagnóstico Unidade Palmeira
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DIAGNÓSTICO
UNIDADE PALMEIRA DOS ÍNDIOS
[versão preliminar]
ARAPIRACA 2012
Plano Diretor da UFAL Campus Arapiraca, 2012.
Reitor da Universidade Federal de Alagoas
Eurico de Barros Lôbo Filho
Vice-reitora da Universidade Federal de Alagoas
Raquel Rocha de Almeida Barros
Direção Geral do Campus Arapiraca
Márcio Aurélio Lins dos Santos
Direção Acadêmica do Campus Arapiraca
Eliane Aparecida Holanda Cavalcanti
Coordenação da Unidade Palmeira dos Índios
Sueli Maria do Nascimento
Coordenação da Unidade Penedo
Mac-Davison Buarque Lins Costa
Coordenação da Unidade Viçosa
Diogo Ribeiro Câmara
COMISSÃO TÉCNICA DO PLANO DIRETOR - Portaria nº 080 de 24/09/2010 e Portaria 017/2012 de 25 de julho
de 2012
Thaisa Francis César Sampaio Sarmento - Presidente
Rafael Rust Neves – Vice-presidente
Camila de Sousa Vieira
Geílson Márcio Albuquerque de Vasconcelos
Odair Barbosa de Moraes
Simone Carnaúba Torres
Raquel de Almeida Rocha
Bolsistas e estagiários:
Anderson Miranda dos Santos
Arley Fernanda Cavalcante
Danilo Veríssimo da Silveira
Dayana Rossy Moreira Bezerra
Gabriele Paiva Braga
Girleno Alves de Almeida
José Cláudio dos Santos Silva
Katryce Muniz Santos Costa
Lívia Karla Alves Lima
Max Dellys Soares Santos
Paulo Rodolfo Cavalcante Santos
Pedro Bezerra de Oliveira Neto
Rafaella Barbosa Bezerra
Renan dos Santos Silva
Thiago Gilney Ferreira Silva
Reitoria - Campus A. C. Simões
Av. Lourival Melo Mota, s/n, Cidade Universitária - Maceió - AL, CEP: 57072-900
Campus Arapiraca - Sede
Av. Manoel Severino Barbosa, s/n, Bom Sucesso - Arapiraca - AL, CEP: 57309-005
Unidade Palmeira dos Índios
Rua Sonho Verde, S/N, Eucalipto – Palmeira dos Índios – AL, CEP: 57076-100
Unidade Penedo
Av. Beira Rio, s/n - Centro Histórico – Penedo – AL, CEP: 57200-000
Unidade Viçosa
Fazenda São Luiz, S/N, Viçosa – AL.
2
Sumário
1. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO
04
2. HISTÓRICO DA IMPLANTAÇÃO DA UNIDADE
11
3. CARACTERIZAÇÃO DO CORPO SOCIAL DA COMUNIDADE
18
ACADÊMICA
3.1. Corpo Docente
19
3.2. Corpo Técnico-Administrativo
19
3.3. Corpo Discente
21
3.4. Corpo de Funcionários Terceirizados
28
4. ANÁLISE DOS EIXOS TEMÁTICOS
29
4.1. Demanda atual para os serviços
29
4.2. Infraestrutura e serviços urbanos
31
4.2.1. Setorização e planejamento dos blocos
31
4.2.2 Mobilidade e transporte
39
4.2.3 Acessibilidade
42
4.2.4 Abastecimento de água
52
4.2.5 Fornecimento de energia elétrica e de serviços de comunicação
54
4.2.6. Esgotamento sanitário
59
4.2.7. Resíduos sólidos
61
4.2.8. Drenagem
61
4.2.9. Paisagismo e arborização
62
4.2.10. Segurança
67
4.2.11. Demandas apontadas pela Coordenação da Unidade
68
4.3. Identidade e Cultura
70
5. SÍNTESE DE PROBLEMAS ENCONTRADOS
74
6. SÍNTESE DAS POTENCIALIDADES ENCONTRADAS
76
Referências
78
3
1. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO
O município de Palmeira dos Índios possui uma área de 460,61 m² e uma população
de 70.434 habitantes, segundo o Censo de 2010 do IBGE. A sede do município está a 134 km
da capital, Maceió, a uma altitude de 290 metros acima do nível do mar e localizada nas
coordenadas geográficas 9° 24’ 20’’ Sul e 36° 38’ 06’’ Oeste. O município está situado na
Mesorregião do Agreste Alagoano, é a cidade pólo da Microrregião de Palmeira dos Índios,
que reúne os municípios de Belém, Cacimbinhas, Estrela de Alagoas, Igaci, Maribondo, Mar
Vermelho, Minador do Negrão, Palmeira dos Índios, Paulo Jacinto, Quebrangulo e Tanque
d'Arca, somando uma população de 175.127 habitantes.
Figura 1 – Localização do município de Palmeira dos Índios e da Microrregião no mapa do estado.
Fonte: Wikipedia.
O Produto interno bruto do município é R$ 336.319.325 (IBGE, 2008), sendo seu PIB
per capta de R$ 4.658,03 (IBGE, 2008). O índice de desenvolvimento humano (IDH) do
município é de 0,666, classificado como médio (PNUD, 2000).
No tocante aos aspectos populacionais, o município de Palmeira dos Índios apresentou
decrescimento de 11,8% entre 1991 e 2000, que pode ser explicado pelo desmembramento e
criação do município de Estrela de Alagoas, em 1993. A densidade demográfica no município
é de 152,9 hab./km² (IBGE, 2010), acima do índice registrado no estado, 112,4 hab./km²,
segundo os dados do mesmo Censo. A porcentagem de mulheres manteve-se praticamente
estável entre 1970 e 1991, na faixa de 52,5% da população total. Em 1991, essa porcentagem
4
caiu para 51,9% e em 2010 voltou a aproximar-se da média registradas nas décadas anteriores
a 1990, registrando 52,3% do total.
Figura 2 – Quadro de síntese demográfica do município de Palmeira dos Índios
1970
1980
1991
2000
2010
População Total
61.860
66.919
77.204
68.060
70.434
Masculina
29.309
31.807
36.691
32.735
33.621
Feminina
32.551
35.112
40.513
35.325
36.813
Urbana
26.892
35.457
46.421
48.958
51.655
Rural
34.968
31.462
30.783
19.102
18.779
Taxa de Urbanização
43.5%
53.0%
60.1%
71.9%
73.3%
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censos Demográficos 1970, 1980, 1991,
2000 e 2010.
A taxa de urbanização é a percentagem da população residente na área urbana em
relação à população residente total (IBGE, s/d). A taxa de urbanização cresceu de modo mais
acelerado entre 1991 e 2000, 11,8%. Entre 2000 e 2010, as taxas apresentam um crescimento
menor, passando de 71,9% para 73,3%, sinalizando uma tendência à constante.
Figura 3 – Quadro da taxa de urbanização do município de Palmeira dos Índios
80.0%
71.9%
70.0%
60.1%
53.0%
60.0%
50.0%
73.3%
43.5%
40.0%
30.0%
20.0%
10.0%
0.0%
1970
1980
1991
2000
2010
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - Censos Demográficos 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) foi elaborado pelo Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na década de 1990 e é composto por três
indicadores: longevidade, educação e renda. A Longevidade é medida a partir dos dados
relativos à expectativa de vida ao nascer; a Educação, a partir do índice de analfabetismo e
pela taxa de matrícula em todos os níveis de ensino; e a Renda, medida pelo PIB per capita
em dólar, que considera o poder de compra. O IDH do município apresentou trajetória de
crescimento entre 1970 e 2000. Entre 1991 e 2000 o IDH deu um salto de crescimento
5
passando de 0,443 para 0,666, apresentando em 2000, resultado maior do que o IDH do
estado de Alagoas (0,649).
Figura 4 – Quadro do Índice de Desenvolvimento Humano, 1970, 1980, 1991 e 2000
Índice de Desenvolvimento Humano
1970
1980
1991
2000
0,297
0,384
0,443
0,666
Educação
0,290
0,342
0,450
0,714
Longevidade
0,410
0,459
0,537
0,717
Renda
0,193
Fonte: PNUD. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil
0,350
0,343
0,568
O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma do que é produzido dentro de um território
econômico, levando em conta os três setores da economia: agropecuária, indústria e serviços.
O PIB do município de Palmeira dos Índios apresentou tímido crescimento entre 2000 e 2009,
registrando decrescimento entre 2002 e 2003. O maior crescimento do PIB registrado no
decênio analisado se deu entre 2006 e 2007, e a partir desse ano se manteve constante. Em
2008, a agricultura representava 7,0% na composição do PIB do município, a participação da
indústria foi praticamente nula (0,02%) e o setor de serviços apresentou participação de
aproximadamente 93,0%. Tem sua economia baseada, sobretudo, na agricultura do milho,
feijão e de frutas tropicais, assim como na pecuária bovina de extensão (UFAL, 2005).
A economia de Arapiraca é tradicional produtora de fumo, sendo atividade praticada,
sobretudo, por pequenos produtores. Entretanto, o modelo de desenvolvimento agrícola
fundado na monocultura fumageira, vem apresentando sinais de crise estrutural e conjuntural,
gerando um ambiente de instabilidade e exigindo esforço local do empresariado e do poder
público para revitalizar a economia local.
Sendo o Agreste, região menos afetada pelas estiagens características do Sertão,
apresenta vocação para a policultura de alimentos e de matérias-primas. Trata-se de potencial
a ser aproveitado através de culturas de alto valor agregado, mas que encerra o desafio de
incluir o maior número possível de produtores na dinamização da regional economia municipal
e regional. Alguns resultados vêm sendo alcançados com o desenvolvimento de rebanhos
bovinos de leite e de corte, além do crescimento e diversificação do comércio varejista.
6
Figura 5 – Gráfico da evolução do PIB e entre 2000 a 2009 (R$ de 2000)
200.000.00
180.000.00
160.000.00
140.000.00
120.000.00
100.000.00
80.000.00
60.000.00
40.000.00
20.000.00
0.00
Fonte: IpeaData
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
A Taxa de Analfabetismo é percentagem das pessoas analfabetas – que não sabem ler
e escrever um bilhete simples no idioma que conhece – de um grupo etário, em relação ao
total de pessoas do mesmo grupo etário. O grupo etário utilizado nesse trabalho para
mensurar a taxa de analfabetismo é “pessoas de 15 anos ou mais”. A taxa de analfabetismo
do município vem decrescendo nas últimas décadas, e a taxa calculada em 2010 (24,4%), está
praticamente equiparada à taxa do estado de Alagoas (24,3%), mas 14,8 pontos acima da taxa
nacional (9,6%).
Taxa
anafabetismo
em Palmeira
dos Índios
Figura 6 – Gráfico da
taxa de
de Analfabetismo
em Palmeira
dos Índios
70.0
60.0
60.0
54.3
50.0
41.6
40.0
32.5
24.4
30.0
20.0
10.0
0.0
1970
1980
1991
2000
2010
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censos Demográficos 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010.
Quanto à infraestrutura, o município apresenta índices abaixo da média do país, com
exceção do serviço de fornecimento de energia elétrica, que está praticamente universalizado
no município. Palmeira dos Índios apresenta um total de 20.429 domicílios particulares
permanentes, dos quais 15.297 são atendidos pelo serviço de abastecimento de água ligado à
rede geral; 1.209 têm banheiro de uso exclusivo do domicílio e esgotamento sanitário ligado à
rede geral de esgoto ou pluvial; e 14.126 contam com algum tipo de coleta de lixo.
7
Oferta adequada de serviços essenciais, em 2010
PALMEIRA DOS ÍNDIOS
74.9%
ALAGOAS
82.9%
69.1%
68.6%
79.8%
BRASIL
98.8% 97.9% 97.8%
87.4%
55.5%
20.9%
5.9%
Abastecimento de água rede geral
Esgotamento sanitário - rede Destino do lixo - coletado
geral de esgoto ou pluvial
Energia elétrica - de
companhia distribuidora
Figura 7 – Gráficos comparativos da oferta adequada de serviços essenciais em 2010 – Palmeira dos
índios, Alagoas e Brasil. Fonte: Censo IBGE 2010.
No âmbito da cultura, os primeiros habitantes da região onde hoje está situado o
município foram os índios Cariris e Xucurus. Segundo a história local, em 1798 foi criada a
freguesia de Palmeira dos Índios e, em 1835, o povoado passou à categoria de vila. Foi
elevada à cidade 1889, e se constitui, juntamente com Arapiraca, como importante pólo de
transição entre o Agreste e o Sertão de Alagoas. A cidade abriga o Museu Xucurus, a CasaMuseu de Graciliano Ramos, a Aldeia da Cafurna, com remanescentes dos Xucurus e Cariris
(UFAL, 2005).
O escritor alagoano Graciliano Ramos, nascido em Quebrângulo/AL, iniciou a sua
carreira política e literária em Palmeira dos Índios, quando foi eleito prefeito da cidade por dois
mandatos, ocasião em que escreveu o romance “Caetés”.
A Casa Museu Graciliano Ramos, fundada em 1973, foi a residência do escritor, em
Palmeira dos Índios. O Museu guarda utensílios pessoais, fotos, capas das edições originais,
vestuário, documentos e manuscritos do escritor. Nos fundos da casa, foi construído um
centro cultural e de eventos, com auditório e salas, colocados à disposição do município.
O museu Xucurus fica na Igreja do Rosário, construída pelos escravos, e reúne acervo
com peças religiosas, utensílios das tribos indígenas e peças do período escravagista. Fazem
parte do acervo as vestimentas dos índios usadas na dança ritual do toré, armas, tumbas de
cerâmica, fósseis, instrumentos e ferramentas antigas como tesouras e cachimbos.
Além dos museus, o município abriga manifestações culturais diversas, relacionadas
com a cultura indígena, com a cultura negra e com as festas religiosas tradicionais. O
município conta ainda com dois pontos de cultura e com um grande número de grupos
folclóricos.
8
Figura 8 – Quadro das atividades culturais de Palmeira dos Índios cadastradas na Secretaria de
estado da Cultura de Alagoas.
ATIVIDADE
CULTURAL
Casa Museu
Graciliano Ramos
Teatro de Palco
Coco de Roda
Capoeira e
Maculelê
Comunidade
Indígena
Mestre da
Capoeira
Festa de Padroeira
N. S. do Amparo
Cultura Itinerante
Pontão Ocão da
Leitura
LOCAL
TIPOLOGIA
NOME RESPONSÁVEL
CONTATO
José Pinto de Barros,
s/n - Centro
Rua João Valério, 22 Centro
Sítio Monte Alegre Zona rural
Rua Chico Nunes, 161 Alto do Cruzeiro
Patrimônio
histórico
João Tenório Pereira
(82) 8804-5706
Grupo de cultura
Cia Mestre da Graça
(82) 3421-4280
(82) 9936-8387
Kariri - Zona Rural
Com. Indígena
Grupo de cultura
Grupo de cultura
Av. Assis
Patrimônio vivo
Chateaubriand, 59
Igreja Nossa Senhora
Festa religiosa
do Amparo - Centro
Rua Conrado Pereira da
Rocha, 18 - Canafístula Ponto de Cultura
de F. Damião
Rua Chico Nunes, 161 Alto do Cruzeiro
Ponto de Cultura
Coco de Roda Samba
V8
José Antônio dos
Santos Bezerra
(82) 9950-0227
(82) 3421-3482
(82) 9931-2826
Tribo Xucuri Kariri
Lizanel C. da Silva
(Mestre Jacaré)
Diocese de Palmeira
(82) 9984 2412
dos Índios
Associação Comunitária
Beneficente Acácia
(82) 3429-6191
Branca
Movimento Pró
Desenvolvimento
(82) 3421-3480
Comunitário
Fonte: Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas
Plano Diretor do Município
O Macrozoneamento proposto pelo Plano Diretor Participativo de Palmeira dos Índios
(PDPPI) partiu do levantamento de predominâncias e potenciais existentes, identificados nas
oficinas técnicas e comunitárias. O Zoneamento foi definido em duas escalas: Zoneamento
Primário, contemplado todo o território do município, que define uso e ocupação do solo em
escala municipal para fins urbanos e rurais; e Zoneamento Secundário, abrangendo apenas a
área do perímetro urbano do município, indicando a pluralidade de ocorrências urbanas de
usos e ocupações (PDPPI, 2007).
De acordo com o mapa do Macrozoneamento Secundário, a Unidade UFAL Palmeira
dos Índios está localizada na Zona Residencial 3, entre as Zonas Especiais de Interesse Social
ZEIS-6 e ZEIS-4. A Zona Residencial 3 engloba os bairros de São Cristóvão, Palmeira de Fora,
Vila Maria, Sonho Verde, Jardim Brasil e Vila João XXIII.
9
Figura 9 - Mapa com o Macrozoneamento Secundário de Palmeira dos Índios (PDP Palmeira dos Índios,
2007). Grifo nosso: localização da UFAL Unidade de Palmeira dos Índios.
Segundo o Plano, “as Zonas Especiais de Interesse Social – ZEIS identificadas foram
delimitadas dentro das três grandes Zonas Residenciais propostas e necessitam ter sua
delimitação exata detalhada posteriormente, bem como fazer o estudo sócio-econômico1 de
sua população para propor soluções adequadas a realidade local de cada comunidade”
(PDPPI, 2007).
De acordo com o Macrozoneamento, a Zona Residencial (ZR), subdivida nas Zonas
Residenciais ZR1, ZR2, ZR3, possui como características: predominância do uso residencial;
alternância na densidade populacional; carência de infraestrutura e equipamentos públicos;
alta incidência de loteamentos irregulares e núcleos habitacionais de baixa renda.
Os objetivos propostos pelo Plano Diretor para a Zona Residencial, a partir do
diagnóstico realizado, são: criação de áreas verdes e de lazer; proteção do patrimônio
ambiental natural; promover a regularização fundiária através de parcerias entre a Prefeitura e
o Registro Imobiliário; e conscientização da população para manutenção de espaços públicos
como melhoria da qualidade de vida.
A partir do Macrozoneamento Secundário, o Plano Diretor definiu as seguintes Zonas
Especiais de Interesse Social: ZEIS 1 – Alto do Cruzeiro; ZEIS 2 – Ribeira; ZEIS 3 – Xucurus;
1
De acordo com o texto do plano, esse detalhamento seria realizado posteriormente pelo diagnóstico da
Política Municipal de Habitação de Palmeira dos Índios – PMHPI
10
ZEIS 4 – Sonho Verde; ZEIS 5 – Vila Maria; ZEIS 6 – Jardim Brasil; e ZEIS 7 – Palmeira de Fora
e Conjunto Pedro Suruagy. O Plano Diretor apontou como características das ZEIS:
Predominância de habitação de interesse social;
Atividades econômicas dispersas;
Infraestrutura precária;
Carência de equipamentos públicos: praças e áreas de lazer e convívio, saúde,
educação.
O Plano Diretor não dispôs sobre os objetivos para as ZEIS, delegando o planejamento
dessas áreas ao Plano Local de Habitação de Interesse Social, ainda não elaborado.
A UFAL Unidade Palmeira dos Índios, portanto, está localizada em uma área residencial
ocupada por população de baixa renda e carente de infraestrutura e de equipamentos
públicos. Faz-se necessário uma participação ativa da Unidade no Plano Local de Habitação
de Interesse Social de modo a buscar junto com a comunidade citadina, as melhorias para as
condições de vida dessa população menos favorecida.
2. HISTÓRICO DA IMPLANTAÇÃO DA UNIDADE
A Unidade Educacional de Palmeira dos Índios entrou em funcionamento em agosto de
2006, sob a denominação de Pólo Palmeira dos Índios, e foi primeiramente instalada no
Centro de Atenção Integral à Criança (CAIC), localizado na Av. Genésio Moreira, S/N, no bairro
São Francisco. Nesse edifício, a Unidade dividia os espaços com o Corpo de Bombeiros e
com a Escola Municipal de Educação Infantil. A Unidade permaneceu instalada no CAIC até
julho de 2008.
A Prefeitura Municipal de Palmeira dos Índios autorizou através da Lei Municipal nº
1.727 de 11 de outubro de 2006, a doação do terreno para a construção das instalações
físicas da Unidade. O terreno doado está situado na Rua Bráulio Montenegro, no bairro Vila
Maria, possui área de 13.184 m² e suas dimensões são 104,00 m de frente; 131,40 de frente a
fundos de ambos os lados e 96,97 m de fundos.
11
Figura 10 - Imagem de satélite mostrando a localização da Unidade no tecido urbano da cidade. Ano de
2008. Fonte: Google Earth, 2012.
Figura 11 - Localização do terreno da Unidade e entorno. As imagens foram captadas no ano de 2008,
por isso, o Bloco 2 erguido em 2009, não aparece. Fonte: Google Earth, 2012. Sem escala.
Com a doação realizada e legalizada, houve um retardo para o início das obras. A
comunidade acadêmica da Unidade se mobilizou e reivindicou junto à Reitoria da UFAL o
início da construção das novas instalações da Unidade. As obras foram iniciadas em 2007. Em
fevereiro de 2008, a aula inaugural foi realizada nas novas instalações, ainda em obras, sobre
os alicerces. O Arboretum da UFAL esteve na Unidade e marcou os pontos de plantio de
12
árvores no terreno, definiu as espécies que deveriam ser plantadas em conformidade com as
condicionantes do local. As arvores foram plantadas durante a aula inaugural mencionada
acima. As mudas foram trazidas em parte de Maceió e outras da sementeira da Prefeitura de
Palmeira dos Índios, situada na mesma rua da Unidade.
Em julho de 2008, o edifício correspondente à primeira etapa de implantação da
Unidade foi entregue à comunidade acadêmica e as atividades passaram a ser realizadas nas
novas instalações. O Bloco 1, edificado nessa primeira etapa, é composto pelo Setor
Administrativo, Setor de Salas de Aula e o Bloco de Banheiros. Neste último, entre os dois
banheiros, funciona uma sala que estava destinada a abrigar um centro acadêmico, mas hoje
abriga uma copiadora/papelaria.
Passados 12 meses da entrega do Bloco 1, houve a necessidade de ampliação. Duas
salas desse bloco foram unidas para abrigar a biblioteca, removendo a parede que as dividia.
Em 2009, foram realizadas reuniões com a SINFRA com o intuito de apresentar as
demandas para a construção do novo bloco. As instalações do Bloco 2 foram entregues à
comunidade da Unidade em 2010.
O novo bloco é composto por dois pavimentos. No piso térreo do edifício, foram
instaladas a cantina com uma lanchonete, a área de convivência e uma sala destinada ao
funcionamento de um centro acadêmico. Ainda no piso térreo estão localizadas 9 salas de
professores, 2 salas de aula, 1 sala para multimídia, 1 miniauditório e 2 banheiros. No
pavimento superior, foram construídas 7 salas de aula, 1 sala para atividades de pesquisa, 1
depósito e 2 banheiros. O acesso ao pavimento superior é feito através de uma caixa de
escada e por uma rampa. Uma passarela foi construída interligando o Bloco 1 ao Bloco 2,
possibilitando o acesso mais direto entre a biblioteca e o mini auditório.
O Bloco 2 atendeu parcialmente as demandas por salas de aula de aula e salas de
professores, mas há a necessidade de novos edifícios para abrigar a Biblioteca, o Auditório e a
Clínica de Psicologia, que estão funcionando em condições inadequadas em espaços
adaptados. O piso das salas contíguas à biblioteca está cedendo e apresentam
rebaixamentos, podendo gerar danos consideráveis à alvenaria e a estrutura desse setor.
13
Figura 12 – Evolução da Unidade Palmeira dos Índios. Em laranja – Bloco 1 de 2008 e em amarelo –
Bloco 2 concluído em 2010.
No bairro Vila Maria predominam edificações para uso residencial, com casas de um
pavimento. As casas apresentam um padrão construtivo simples, indicando que a maioria da
população residente no bairro é de baixa renda. No entorno imediato da Unidade, há
estabelecimentos comerciais como mercearia, pequeno mercado e outros.
A Rua Sonho Verde, que dá acesso à Unidade, não é pavimentada e não possui
calçadas, dificultando a acessibilidade. As laterais do terreno que abriga a Unidade
confrontam com duas ruas. A Rua Bráulio Montenegro é pavimentada, mas apresenta
calçadas em condições inadequadas. A Trav. Antônio Galdino não é pavimentada e possui
calçada em condições precárias, apenas em um lado da rua, no acesso à Unidade. O terreno
que confronta os fundos da Unidade é de propriedade de terceiros.
Foi recentemente construída, nas proximidades da Universidade, uma Unidade de
Pronto Atendimento (UPA), mas que ainda não entrou em funcionamento. Há duas Unidades
de Saúde da Família nas proximidades - Eucalipto e Salgada, ambas na Rua Bráulio
Montenegro.
As distâncias entre a Unidade UFAL Palmeira dos Índios e os pontos estratégicos da
cidade constam no quadro a seguir:
Figura 13 – Quadro de distâncias entre pontos estratégicos da cidade e a Unidade UFAL Palmeira
dos Índios
Ponto estratégico
Prefeitura Municipal
Centro (Praça da Igreja Matriz)
Ponto de transporte alternativo
Rodoviária
Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL)
Pista de pouso
Serviço de saúde mais próximo
Distância
2.522 m
2.740 m
1.700m
2.644 m
2.643 m
5.861 m
150 m
14
Para registro da implantação da UFAL Unidade de Palmeira dos Índios e do seu
entorno, foi realizado um levantamento fotográfico a partir de pontos de visada localizados nos
vértices do terreno e na fachada frontal. Dos pontos de visada foram fotografados o interior do
campus e o seu entorno imediato.
3
A
2
E
F
1
3
1
B
D
1
2
2
3
1
C
3
2
Figura 14 – Mapa de localização dos pontos de visada escolhidos para a realização do levantamento
fotográfico. A projeção atualizada do edifício foi inserida na imagem-base. Imagem-base gerada em
14/3/2009. Fonte: Google Earth, 2012.
Vértice A, Vista 1a
Vértice A, Vista 1b
15
Vértice A, Vista 2
Vértice A, Vista 3
Vértice B, Vista 1a
Vértice B, Vista 1b
Vértice B, Vista 2
Vértice B, Vista 3
Vértice C, Vista 1a
Vértice C, Vista 1b
16
Vértice C, Vista 2
Vértice C, Vista 3
Vértice D, Vista 1a.
Vértice D, Vista 1b
Vértice D, Vista 2
Vértice D, Vista 3
Vista a partir do Ponto E
Vista a partir do Ponto F
Figura 15 – Vistas diversas dos vértices do terreno da Unidade Palmeira.
17
3. CARACTERIZAÇÃO DO CORPO SOCIAL DO CAMPUS ARAPIRACA
O Campus Arapiraca, composto pela Sede, em Arapiraca, e pelas Unidades Penedo,
Palmeira dos Índios e Viçosa apresentam um corpo social formado por 3.469 pessoas2,
quando somados os três segmentos da comunidade universitária mais o corpo de
funcionários terceirizados.
A Unidade Palmeira dos Índios abriga dois cursos: Serviço Social e Psicologia, e conta
com uma população de 292 pessoas, entre docentes, discentes e técnicos.
Figura 16 - Quadro com os quantitivos do corpo social do Campus Arapiraca
UNIDADE
DOCENTES
TÉCNICOS
DISCENTES
FUNC. TERC.
TOTAL
ARAPIRACA
138
53
2209
45
2445
PALMEIRA
26
07
437
10
480
PENEDO
21
09
246
16
292
VIÇOSA
12
12
183
5
212
TOTAL
197
81
3075
76
3429
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor. Dados fornecidos pela Direção Acadêmica e pelo
Departamento de Recursos Humanos – Campus Arapiraca – atualizados em julho de 2012.
A comparação entre a quantidade de cursos oferecidos em cada Unidade com o
contingente de pessoas evidencia que há uma discrepância nas participações da Unidade
Palmeira dos Índios e da Unidade Penedo. As Unidades Sede e Viçosa apresentam
porcentagens de participação no total do corpo social do Campus que correspondem
aproximadamente à participação na quantidade de cursos oferecidos. As duas Unidades
oferecem dois cursos, contudo, Palmeira dos Índios participa com 14% da população
universitária, enquanto Penedo participa com apenas 9%.
O número de docentes acompanha de modo aproximado o contingente de alunos. A
Unidade de Palmeira dos Índios, conta com 09% dos docentes efetivos. Quanto à composição
do corpo técnico-administrativo, a Unidade Palmeira dos índios participa também com 09%. A
discrepância entre as participações das Unidades Palmeira dos Índios e Penedo, portanto, é
maior no segmento discente. As hipóteses para essa discrepância podem estar relacionadas
com o grau de procura pelos cursos oferecidos nessas duas Unidades.
2
Conforme levantamento realizado em dezembro de 2011.
18
3.1. CORPO DOCENTE
A caracterização do corpo docente foi realizada com base em levantamentos de dados
feitos entre dezembro de 2011 e fevereiro de 2012, utilizando como base o quadro docente do
Campus, fornecido pela Direção Acadêmica, e a Plataforma Lattes, hospedada no portal do
CNPq. Esse levantamento apontou que a UFAL Campus Arapiraca possui 197 professores
efetivos, distribuídos na sede e nas três Unidades Acadêmicas. Desse total, 138 estão lotados
na Sede (70,0%), 26 em Palmeira dos Índios (13,2%), 21 em Penedo (10,7%) e 12 em Viçosa
(6,1%).
No tocante ao gênero, há predominância de homens, já que o quadro docente conta
com 86 professoras, correspondendo a 44%, e 111 professores, compondo 56% do quadro.
Na unidade Palmeira a quantidade de mulheres é maior do que a de homens. São 62% de
mulheres e 38% de homens.
Figura 17 - Corpo docente. Divisão por gênero
Unidade Viçosa
42%
Unidade Palmeira
dos Índios
Unidade Penedo
38%
58%
Sede Arapiraca
38%
62%
62%
Feminino
41%
59%
Masculino
É importante citar a deficiência da Política de Gestão de Pessoas para o Campus
Arapiraca. As limitações de número de pessoal técnico administrativo e docente envolvem
questões de dificuldades de contratação, de autorização de novas vagas, demora nos
processos de concurso e licenças para qualificação de docentes e técnico-administrativos,
sem causar ônus ao funcionamento do setor, ou curso, representa um problema relevante
para o bom funcionamento do Campus. Aponta-se a necessidade de se formalizar uma
política
institucional
de
incentivo
a
qualificação
profissional
dos
servidores
e
a
complementação das demandas de novas contratações.
19
3.2 CORPO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO
O Corpo Técnico Administrativo da UFAL Campus Arapiraca é composto por 81
servidores sendo 53 lotados na Sede, em Arapiraca; 7 na Unidade Palmeira; 9 na Unidade
Penedo e 12 na Unidade Viçosa3. Desse contingente 35 estão lotados em setores
administrativos4, 26 em laboratórios, 8 nas biblioteca, 5 nos Núcleos de Tecnologia da
Informação (NTI) e 7 em atividades específicas (2 Pedagogos, 1 Engenheiro Civil, 2 Médico
Veterinário, 1 Técnico em Contabilidade e 1 Assistente Social).
Figura 18 - Distribuição do corpo técnico-administrativo em setores por Unidade Acadêmica
UNIDADE
VIÇOSA
UNIDADE P.
INDIOS
UNIDADE
PENEDO
SEDE
ARAPIRACA
TOTAL
Administração
1
0
0
4
5
Técnico em contabilidade
0
0
0
1
1
Engenheiro Civil
0
0
0
1
1
Bibliotecário
1
1
1
1
4
Auxiliar de Biblioteca
0
0
0
1
1
Coord. de Registro e
Controle Acadêmico CRCA TAE
1
1
2
2
6
Pedagogo
0
0
0
2
2
Assistente Social
0
0
0
1
1
Núcleo de Tecnologia da
Informação (NTI)
0
1
1
3
5
Secretaria de Cursos/ de
Unidade
0
0
0
4
4
Secretaria Executiva
1
2
1
5
9
Assistente administrativo
1
2
1
10
14
Técnico em laboratório
5
0
3
18
26
Médico Veterinário
2
0
0
0
2
TOTAL
12
7
9
53
81
LOTAÇÃO
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor
O quadro com a distribuição do corpo técnico administrativo mostra os gargalos que
comprometem o desempenho das atividades universitárias nas Unidades Acadêmicas. As
principais carências estão em atividades de secretariado de cursos, auxiliares administrativos
em diversos setores e técnicos em informática.
Essas funções estão ligadas a órgãos
fundamentais para o bom desempenho das atividades universitárias e a carência de corpo
3
Conforme levantamento realizado em Dezembro de 2011.
4
Foram considerados setores administrativos: Administração, Coordenadoria de Registro e Controle
Acadêmico (CRCA), Direção Acadêmica, Divisão de Serviços Gerais (DSG), Secretaria de Cursos,
Secretaria Executiva e Assuntos Educacionais.
20
técnico capacitado para desempenhá-las apresenta-se como um grave problema e precisa ser
superado com urgência.
Na Unidade Palmeira dos Índios faltam técnicos para auxiliar nas atividades da Clínica,
do Curso de Psicologia, e nas ações realizadas pelo Curso de Serviço Social. No tocante ao
gênero, o maior porcentagem de servidores do sexo feminino está na Unidade Palmeira dos
Índios, 3 dos 7 servidores são mulheres, o que representa 42%.
A demanda apontada pela Coordenação da Unidade para a contratação de novos
técnicos é apontada na tabela abaixo:
Figura 19 – Demanda de contratação de técnicos
CARGO
Administrador
Analista de Tecnologia
Informação
Assistente em Administração
da
QTDE
01
01
02
SETOR
Administração da Unidade
NTI
Assistente Social
Auxiliar de Biblioteca
01
01
Setor de Registro e Controle Acadêmico –
SRCA;
Secretaria de Cursos de Graduação.
Núcleo de Assistência Estudantil
Biblioteca da Unidade
Professor De Educação Física
01
Núcleo de Assistência Estudantil
Psicólogo
01
Núcleo de Assistência Estudantil
Secretaria de Cursos de Graduação
Técnico
Em
Assuntos
01
Educacionais
TOTAL
09
Fonte: Coordenação da Unidade Palmeira e Departamento de Recursos Humanos do Campus
Arapiraca
3.3 CORPO DISCENTE
Segundo o levantamento realizado5, o corpo discente da Universidade Federal de
Alagoas/Campus Arapiraca corresponde a um total de 3.075 alunos, distribuídos nos
dezenove cursos sediados em suas quatro Unidades Acadêmicas. Analisando o corpo
discente por curso, a desagregação dos dados mostra a quantidade de estudantes e vagas
ofertadas por ano.
Figura 20 – Quadro do Corpo discente do Campus Arapiraca: quantidade por curso
GRAU
ACADEM
Psicologia
P. dos Índios Bacharelado
Serviço Social
P. dos Índios Bacharelado
TOTAL PALMEIRA DOS ÍNDIOS
TOTAL CAMPUS ARAPIRACA
CURSO
UNIDADE
ANO DE
CRIACAO
2006
2006
VAGAS/
ANO*
50
50
100
DURACAO
(SEM.)
10 a 16
8 a 12
NÚMERO
ALUNOS**
219
218
437
3075
(*) Números de vagas oferecidas em 2010.
5
Dados organizados pela Direção Acadêmica do Campus Arapiraca entre 01 e 14 de novembro de
2011 e cedido à equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Campus Arapiraca Sede e Unidades em 17 de
novembro de 2011.
21
(**) Com base em dados levantados em novembro de 2011.
No tocante ao gênero, 60% dos alunos do Campus Arapiraca são do sexo feminino e
40% do sexo masculino. Nas Unidades, há uma variação entre o número de alunos do sexo
masculino e feminino. A Unidade de Palmeira dos Índios é a que apresenta a maior diferença
de gênero: 84% dos alunos são do sexo feminino.
Figura 21 – Quadro do Corpo discente do Campus Arapiraca: gênero.
CURSO
UNIDADE
Psicologia
Palmeira dos Índios
Serviço Social
TOTAL
Palmeira dos Índios
GÊNERO
MASC
FEM
17%
16%
16,5%
83%
84%
83,5%
16.50%
MASCULINO
FEMININO
83.50%
Figura 22 – Gráfico da distribuição do Corpo Discente por gênero na Unidade Palmeira. Elaboração:
Equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Arapiraca e Unidades. Fonte: Direção Acadêmica do Campus
Arapiraca
A análise do aluno quanto à idade apontou que o corpo discente da UFAL Campus
Arapiraca, somados os alunos das quatro Unidades, apresenta 23,3% na faixa etária de 16 a
19 anos. Mais da metade (54,1%) está na faixa entre 20 e 24 anos e 22,6% têm mais de 25
anos. Esses percentuais variam em cada Unidade em função do número de cursos e da
duração dos mesmos, aumentando ou diminuindo o tempo de permanência na universidade.
22
Figura 23 – Tabela da Média de idade do corpo discente por curso
CURSO
Administração
UNIDADE
Arapiraca
GRAU ACAD
Bacharelado
DURACAO MIN
4 anos
Administração Pública
Arapiraca
Bacharelado
4 anos
21.5 anos
Ciência da Computação
Arapiraca
Bacharelado
4 anos
21.4 anos
Ciências Biológicas
Arapiraca
Licenciatura
4 anos
22.3 anos
Educação Física
Arapiraca
Licenciatura
4 anos
23.1 anos
Física
Arapiraca
Licenciatura
4 anos
22.9 anos
Letras/Língua Portuguesa
Arapiraca
Licenciatura
4 anos
0.0 anos
Matemática
Arapiraca
Licenciatura
4 anos
22.3 anos
Pedagogia
Arapiraca
Licenciatura
4 anos
21.5 anos
Química
Arapiraca
Licenciatura
4 anos
22.5 anos
Palmeira dos Índios
Bacharelado
4 anos
23.5 anos
Turismo
Penedo
Bacharelado
4 anos
23.3 anos
Enfermagem
Arapiraca
Bacharelado
4,5 anos
21.6 anos
Agronomia
Arapiraca
Bacharelado
5 anos
22.9 anos
Arquitetura e Urbanismo
Arapiraca
Bacharelado
5 anos
22.7 anos
Engenharia de Pesca
Penedo
Bacharelado
5 anos
23.6 anos
Medicina Veterinária
Viçosa
Bacharelado
5 anos
23.1 anos
Psicologia
Palmeira dos Índios
Bacharelado
5 anos
22.8 anos
Zootecnia
Arapiraca
Bacharelado
5 anos
23.2 anos
22.6 anos
Serviço Social
MED IDADE
21.6 anos
MEDIA TOTAL
Figura 24 – Gráfico da distribuição do corpo discente por faixa etária
Corpo discente UFAL Campus Arapiraca - Unidade
Palmeira dos Índios
Idade
51 anos
50 anos
49 anos
48 anos
47 anos
46 anos
45 anos
44 anos
43 anos
42 anos
41 anos
40 anos
39 anos
38 anos
37 anos
36 anos
35 anos
34 anos
33 anos
32 anos
31 anos
30 anos
29 anos
28 anos
27 anos
26 anos
25 anos
24 anos
23 anos
22 anos
21 anos
20 anos
19 anos
18 anos
17 anos
16 anos
0
0
2
1
0
0
0
1%
1% 0%
2%
6%
15 a 19 anos
2
22%
1
1
20 a 24 anos
16%
25 a 29 anos
2
30 a 34 anos
1
1
1
35 a 39 anos
40 a 44 anos
2
45 a 49 anos
1
1
50 a 54 anos
52%
6
3
4
6
7
5
16
12
14
24
38
36
45
52
56
59
31
5
2
Fonte dos dados: Direção Acadêmica do Campus Arapiraca
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Campus Arapiraca e Unidades Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa.
23
O corpo discente da Unidade Palmeira dos Índios é o que apresenta um equilíbrio
maior entre as faixas de idade, havendo uma correlação mais próxima entre as fatias
representativas dos alunos com menos de 20 anos e os alunos com mais de 25 anos. A
grande maioria do corpo discente tem entre 16 e 24 anos (74%) e é composto em sua ampla
maioria por alunas, há que se atentar para a oferta do serviço de creche na Unidade, de modo
que a maternidade não comprometa a formação acadêmica desse grupo de alunas.
O levantamento sobre a formação no ensino médio do alunado da UFAL Campus
Arapiraca mostrou que 75% dos alunos cursaram o ensino médio em escolas públicas,
enquanto 25% cursaram no ensino privado. A composição dessa porcentagem em cada
Curso é apresentada na tabela a seguir.
Figura 25 – Quadro da Formação no ensino médio do corpo discente da UFAL Campus Arapiraca
em escola pública ou privada.
CURSO
GRAU ACAD
UNIDADE
TOT ALUN ENS PUB ENS PRI ENS PUB ENS PRI
Administração
Bacharelado
Arapiraca
194
151
43
78%
22%
Administração Pública
Bacharelado
Arapiraca
40
39
1
98%
3%
Agronomia
Bacharelado
Arapiraca
204
167
37
82%
18%
Arquitetura e Urbanismo
Bacharelado
Arapiraca
199
124
75
62%
38%
Ciência da Computação
Bacharelado
Arapiraca
197
121
76
61%
39%
Ciências Biológicas
Licenciatura
Arapiraca
208
161
47
77%
23%
Educação Física
Licenciatura
Arapiraca
217
150
67
69%
31%
Enfermagem
Bacharelado
Arapiraca
190
116
74
61%
39%
Física
Licenciatura
Arapiraca
177
153
24
86%
14%
Letras/ Língua Portuguesa
Licenciatura
Arapiraca
40
40
0
100%
0%
Matemática
Licenciatura
Arapiraca
180
155
25
86%
14%
Pedagogia
Bacharelado
Arapiraca
40
40
0
100%
0%
Química
Licenciatura
Arapiraca
176
159
17
90%
10%
Zootecnia
Bacharelado
Arapiraca
147
112
35
76%
24%
Psicologia
Bacharelado
Palmeira dos Índios
219
152
67
69%
31%
Serviço Social
Bacharelado
Palmeira dos Índios
218
142
76
65%
35%
Engenharia de Pesca
Bacharelado
Penedo
150
117
33
78%
22%
Turismo
Bacharelado
Penedo
96
88
8
92%
8%
Medicina Veterinária
Bacharelado
Viçosa
183
105
78
57%
43%
TOTAL
3075
2292
783
75%
25%
Fonte dos dados: Direção Acadêmica do Campus Arapiraca
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Campus Arapiraca e Unidades Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa.
Os cursos que apresentaram o maior número de alunos advindos de escolas privadas
concentram-se na Sede e na Unidade Viçosa. Agregando os dados, pode-se constatar que na
Unidade Palmeira 67% dos alunos cursaram o ensino médio em escolas públicas, e apenas
33% em escolas privadas.
24
Figura 26 - Composição do alunado em função da origem do ensino médio
Unidade Viçosa
Sede Arapiraca
Unidade Palmeira dos
Índios
19%
33%
43%
57%
81%
Ensino Médio Público
67%
Ensino Médio Privado
Fonte dos dados: Direção Acadêmica do Campus Arapiraca
Elaboração: Equipe Técnica do Plano Diretor UFAL Campus Arapiraca e Unidades Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa.
A cartografia que apresenta o município de origem do alunado contemplou duas
escalas: a escala intramunicipal e a escala estadual.
Na escala intramunicipal, foram cartografados o local de residência dos alunos por
bairro, na zona urbana, e por localidade e povoados, na zona rural dos municípios sede das
unidades do Campus Arapiraca. Esse levantamento tem por objetivo um mapeamento dos
bairros, localidades e povoados onde há maior concentração de alunos residentes.
O levantamento na escala estadual se deve à premissa de que a implantação dos
campi interioranos são estratégias de desenvolvimento regional. Deste modo, faz-se
necessário mensurar se o Campus Arapiraca está atendendo às demandas de formação
superior no interior do estado de Alagoas.
No âmbito do estado de Alagoas, os dados referentes ao município de origem do aluno
matriculado no Campus Arapiraca foram cartografados visando oferecer o modo como os
alunos estão distribuídos no estado.
Os alunos da UFAL Campus Arapiraca têm origem em 68 dos 102 municípios do
estado de alagoas: 24 municípios do Agreste Alagoano, 24 do Leste Alagoano (Zona da Mata)
e 20 do Sertão Alagoano. Além desses, 22 alunos são provenientes de outros 13 estados da
federação. A quantidade de alunos por município não é homogênea. Dos 3.075 alunos que
estudam na UFAL Campus Arapiraca (Sede e Unidades), 60,8% tem origem nos municípiossede das Unidades, sendo que 45,7% provêm de Arapiraca, 7,3% de Penedo, 7,0% de
Palmeira dos Índios e 0,8% de Viçosa. Portanto, 39,2% dos alunos que estudam no campus
são provenientes de outros municípios onde o Campus UFAL Arapiraca não está sediado.
O alunado da Unidade Palmeira dos Índios provém de 35 municípios do estado de
Alagoas. Do município-sede, procedem 18,8% do total de alunos que estudam na Unidade. A
25
maioria dos alunos da Unidade provém de Arapiraca (55,8%) e 6% têm origem nos municípios
de Igaci, Lagoa da Canoa e Taquarana. O levantamento apontou que todos os alunos dessa
Unidade são provenientes de municípios do estado de Alagoas. É importante ressaltar que
levando em consideração o porte populacional dos municípios, Palmeira dos Índios tem a
maior relação aluno/população residente, superando com pequena margem o município de
Arapiraca.
Figura 27 – Cartograma do corpo discente por município de origem.
Figura 28 – Gráfico do corpo discente por município de origem.
Alunos Campus Arapiraca Unidade Palmeira dos Índios
Município de origem
OUTROS ESTADOS
0.0%
TAQUARANA
1.6%
LAGOA DA CANOA
1.6%
IGACI
2.7%
OUTROS MUNICIPIOS
DE ALAGOAS
19.5%
PALMEIRA DOS INDIOS
18.8%
ARAPIRACA
55.8%
26
Figura 29 - Unidade Palmeira dos Índios: relação entre o número de alunos provenientes de
municípios do estado de Alagoas pela população desses municípios
ORDEM
MUNICÍPIO
1 Palmeira dos Índios
2 Arapiraca
3 Belém
4 Paulo Jacinto
5 Igaci
6 Campo Grande
7 Maribondo
8 Lagoa da Canoa
9 Jacaré dos Homens
10 Taquarana
11 Coité do Nóia
12 Major Isidoro
13 Quebrangulo
14 Estrela de Alagoas
15 Jaramataia
MESORREGIAO
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Sertão Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Sertão Alagoano
Agreste Alagoano
Agreste Alagoano
Sertão Alagoano
ALUNOS*
82
244
4
4
12
4
6
7
2
7
4
5
3
4
1
POP MUNIC**
70368
214006
4551
7426
25188
9032
13619
18250
5413
19020
10926
18897
11480
17251
5558
ALUNO/HAB
0.0011653
0.0011402
0.0008789
0.0005386
0.0004764
0.0004429
0.0004406
0.0003836
0.0003695
0.0003680
0.0003661
0.0002646
0.0002613
0.0002319
0.0001799
(*) Levantamento realizado em novembro de 2011.
(**) População segundo o Censo 2010 do IBGE
Figura 30 – Cartograma do corpo discente por bairro de origem dentro do tecido urbano
O cartograma da origem do estudantes que residem na cidade de
Palmeiramostra uma concentração de pessoas originarias dos bairros – Centro e São
Cristóvão, seguindos dos bairros Juca Sampaio, Vila Maria, Jardim Brasil e São
27
Francisco. As menores concentrações são de alunos de origem dos bairros Palmeira
de Fora, Tenório Cavalcante, Paraíso, Xucurús e São Luís. O cartograma da zona rural
mostra que há poucos estudantes que residem fora do tecido urbano, apenas se
concentram nas localidades: Canto, Coruripe da Cal e Barra do Bonifácio.
Figura 31 – Cartograma do corpo discente de origem na zona rural de Palmeira do Índios.
3.4. CORPO DE FUNCIONÁRIOS TERCEIRIZADOS
O corpo de terceirizados totaliza 76 funcionários e é composto por motoristas,
eletricista, encanador, pedreiro, manutenção, limpeza e seguranças. Os serviços terceirizados
nas Unidades do Campus Arapiraca são realizados por três empresas: Servipa, Ativa e Plena.
A Servipa Serviços Gerais Ltda realiza a prestação de serviços em segurança
integrada, compreendendo a disponibilização e instalação de equipamentos de captação,
geração, visualização e gravação de imagens. A empresa é responsável também por fazer o
controle de acesso de pessoas e veículos, operar com o sistema de alarme de intrusão e
destinar pessoal para os serviços de monitoramento e controle. A Servipa presta o serviço
através de 36 funcionários, que trabalham em horários alternados nas 4 Unidades, porém, na
Unidade Viçosa, o serviço é prestado pela Servipa terceirizada pela UFAL Campus A. C.
Simões.
28
A Ativa Serviços Gerais Ltda é especializada na prestação de serviços de limpeza,
conservação, higienização e desinfecção de áreas internas e externas com fornecimento de
mão-de-obra e material de limpeza. A Ativa conta com motoristas que fazem a condução dos
veículos institucionais. A empresa presta o serviço através de 13 funcionários distribuídos nas
4 Unidades.
A Plena Terceirização de Serviços Contratação atua na prestação de serviço de
limpeza, conservação, higienização e desinfecção de bens móveis e imóveis. A prestação do
serviço e realizada por 27 funcionários distribuídos nas 4 Unidades.
Figura 32 - Quantitativo de funcionários terceirizados em cada Unidade6
UNIDADE
ARAPIRACA
PALM INDIOS
PENEDO
VICOSA
TOTAL
ATIVA
10
1
1
1
13
PLENA
15
3
5
4
27
SERVIPA
20
6
10
0
36
TOTAL
45
10
16
5
76
Os funcionários especializados – eletricista, pedreiro, encarregado da manutenção e
encanador – ficam sediados em Arapiraca e quando há necessidade de serviços de reparo nas
Unidades, esses funcionários são deslocados para solucionar o problema e retornam assim
que concluem o serviço. As demandas pela prestação de serviço desses funcionários são
frequentes e o deslocamento gera atrasos na resolução dos problemas. Faz-se necessário,
portanto, descentralizar os serviços desses funcionários especializados de modo que cada
Unidade conte com seus próprios funcionários. Para isso, é preciso ampliar o contingente de
funcionários terceirizados contratados.
4. EIXOS TEMÁTICOS
4.1. DEMANDAS ATUAIS POR SERVIÇOS
A demanda não atendida por serviços de alimentação na Unidade Palmeira dos Índios
é um problema recorrente. Os dois cursos da Unidade funcionam em turnos distintos: o curso
de Psicologia funciona no período da manhã e o curso de Serviço Social no período da tarde.
Os alunos provenientes das cidades vizinhas tentam contornar o problema trazendo suas
refeições de casa. No entorno da Unidade não há estabelecimentos que oferecem refeição,
aprofundando o problema.
6
Levantamento feito em novembro de 2011.
29
Figura 33 – Quadro de demandas por serviços de assistência estudantil na Unidade Palmeira dos
Índios.
Serviços de Assistência Estudantil
Unidade Palmeira dos Índios
Alimentação
Demanda aproximada de 360 refeições
(26 professores + 6 técnicos + 50% do corpo discente)
Residência Estudantil
Demanda = 70% do número de alunos
Atendimento médico
Para os atendimentos em saúde recorre-se ao Hospital Santa
Rita, única unidade de urgência/emergência do Município.
Atendimento psicossocial
Não é realizado. É necessário contratar profissionais de
Psicologia e Serviço Social, sendo impreterível implantar um
NAE, com as devidas estruturas.
Fonte: entrevista com a Coordenação da Unidade e levantamento do número de bolsistas de
permanência e de alimentação da Unidade.
Até o fim do semestre passado, a lanchonete localizada na área da cantina não
oferecia almoço, apenas lanches. Com isso, a comunidade universitária solicitava quentinhas
em restaurantes da cidade e as refeições eram entregues no período do almoço, ao preço de
R$ 5,00 a R$ 7,00 a unidade. Mas o serviço não atendia de forma satisfatória a comunidade.
A partir de janeiro de 2012, a lanchonete passou a servir almoço diariamente ao preço
de R$ 6,00 o prato feito. O serviço de almoço da lanchonete é consumido por alunos, técnicos
e professores da Unidade e é prestado de forma improvisada, já que a lanchonete não dispõe
de espaço adequado para preparar e servir as refeições. Durante o período do almoço, são
servidas, em média, 25 refeições. Para o atendimento dos pedidos, as refeições são
solicitadas com horas de antecedência, devido à carência de instalações adequadas ao
preparo e armazenamento.
Faz-se necessário a implantação de um restaurante universitário na Unidade, tanto para
atender a demanda presente quanto às demandas futuras, intensificadas seja pela criação de
novos cursos, seja pelo aumento da oferta de vagas nos cursos existentes.
A Unidade não conta com residência estudantil, o que dificulta a permanência de
alunos advindos de outros municípios. Grande parte desses alunos mora em casas e
apartamentos alugados na cidade. A demanda apontada é de 50% a 60% dos estudantes, já
que muitos deles são de municípios vizinhos, e menos de 20% residem em Palmeira dos
Índios.
As Bolsas de Permanência do Programa Nacional de Assistência Estudantil têm, até o
presente momento contornado parcialmente os problemas gerados pela ausência de
equipamentos universitários como o restaurante e a residência. O benefício não contempla a
totalidade dos alunos, ocasionando em dificuldades para parte de o corpo discente
desenvolver de forma satisfatória sua formação universitária.
O valor das bolsas permanência é R$ 360,00, o auxílio moradia é R$200,00 e o auxílio
alimentação, R$150,00. A Bolsa Permanência é oferecida no período letivo e aos alunos
30
bolsistas. A relação entre o número total de alunos da Unidade e o número de bolsas é de
7.05, isto é, há uma bolsa para cada 7 alunos.
No tocante ao atendimento médico, não há serviço de saúde na Unidade e nem
pessoal capacitado para isso. Foi recentemente construída nas imediações da Unidade uma
UPA (Unidade de Pronto Atendimento), porém, ainda não se encontra em funcionamento.
Assim que essa unidade de saúde iniciar os atendimentos, possibilitará à comunidade
universitária usufruir dos serviços médicos prestados. Contudo, enquanto a Upa não entrar e
funcionamento, para acessar atendimento médico a comunidade universitária deverá se
deslocar para o hospital, no centro da cidade. No entorno da Unidade não há farmácias,
dificultando a compra de medicamentos em caso de necessidade.
A Unidade dispõe de dois Centros Acadêmicos, um para cada curso. Porém, a sala
destinada para um dos C.A.s, entre os banheiros externos do Bloco 1, encontra-se ocupada
pela copiadora/ papelaria. Sobre as organizações de representação, o movimento estudantil
da Unidade de Palmeira dos Índios tem mais contato com os Centros Acadêmicos dos cursos
sediados em Maceió do que com C.A.’s das Unidades Sede, Penedo e Viçosa. Isso indica
uma desarticulação do movimento estudantil entre as Unidades do Campus Arapiraca,
fragilizando sua capacidade de mobilização para discutir temas importantes acerca da
interiorização e da Universidade como um todo.
4.2. INFRAESTRUTURA E SERVIÇOS URBANOS
4.2.1. Setorização dos blocos
As instalações da Unidade podem ser setorizadas em 5 Blocos: o Bloco Administrativo,
o Bloco da Biblioteca e o Bloco da Copiadora, construídos na primeira fase da implantação,
em 2008; e os Blocos 2 e Cantina, construídos na segunda fase, em 2010.
As carências por infraestrutura manifestam na inexistência ou na improvisação de
equipamentos elementares ao funcionamento da Unidade Acadêmica.
O Bloco Administrativo, com 259,53 m² de área construída, abriga as Coordenações de
Curso, a Coordenação da Unidade, os órgãos técnicos, a sala dos funcionários terceirizados,
Sala de Reuniões, a Copa e dois banheiros. O Bloco vem passando por sucessivas
adaptações para se adequar às necessidades de funcionamento da Unidade.
O Bloco da Biblioteca apresenta 452,94 m² de área construída e abriga a Biblioteca, o
Laboratório de Informática e os compartimentos que instalam de forma improvisada a Clínica
de Psicologia. A Biblioteca funciona em um espaço adaptado, formado pela junção de duas
salas, com a demolição da parede que as separava. O espaço é insuficiente para atender à
comunidade universitária, gerando problemas decorrentes de conflito de uso. No Bloco 2,
31
uma sala de aula precisou ser utilizada como espaço de estudos. É desejável que a Biblioteca
passe a operar também no período noturno, sendo necessário um incremento no número de
técnicos bibliotecários. Além dos problemas de insuficiência de espaço físico, a quantidade de
livros não é suficiente, não há publicações em periódicos e falta uma videoteca já que muitas
aulas na Unidade são ministradas com apresentação de filmes. O Laboratório de Informática
conta com dezessete máquinas apenas e nem todas funcionam. A insuficiência de
computadores está comprometendo a realização das aulas práticas. Os alunos precisam
dividir os computadores nas aulas. Há também a carência de programas. O Curso de
Psicologia demanda softwares para desenvolvimento de pesquisas e a Unidade ainda não
tem.
A improvisação das instalações da Clínica de Psicologia resultou em uma avaliação
negativa do Curso pelo MEC, que ficou sem conceito. As salas apresentam problemas devido
à falta de isolamento acústico e isso demanda uma solução urgente. A Clínica precisa de
instalações que preservem a privacidade da pessoa em atendimento, e essas implicações
acústicas estão comprometendo a oferta adequada do serviço. A construção da Clínica de
Psicologia na Unidade é emergencial não só para a aprovação do Curso, mas também para
ampliar a inserção da Unidade, possibilitando a oferta de atendimento psicossocial com
qualidade para a comunidade citadina.
O Bloco da Copiadora possui 166,25 m² de área construída e abriga uma copiadora/
papelaria, dois banheiros/vestiários e a circulação principal, que dá acesso aos Blocos
Administrativo e Biblioteca. O compartimento destinado à copiadora foi inicialmente pensado
para abrigar um Centro Acadêmico, mas teve seu uso modificado devido à necessidade
premente de uma reprografia para os alunos, já que os dois cursos oferecidos requerem uma
carga de leitura elevada. O serviço prestado não está atendendo à demanda e a tiragem de
cópias tem estado limitada à capacidade de atendimento da copiadora.
O Bloco da Cantina conta com 232,82 m² de área construída e abriga a Lanchonete, a
área de mesas, O Centro Acadêmico e a Área de Convivência. É pelo Bloco da Cantina que
está localizado o acesso principal. A Unidade não conta com um restaurante universitário, as
refeições são oferecidas pela lanchonete. O espaço da Cantina e os espaços de circulação
são utilizados como espaços de convivência pela comunidade acadêmica, mas esses
espaços não possibilitam comodidade para permanência e tampouco a realização de eventos
como apresentações musicais, sarais e exposições.
32
Figura 34 – Mapa de setorização dos blocos e identificação dos compartimentos da Unidade Palmeira
dos Índios.
33
Figura 35 – Mapa de uso e ocupação da Unidade Palmeira dos Índios.
34
O Bloco 2 abriga as Salas de Aulas, as Salas de Professores, as Salas de Multimídia, o
Mini auditório e as Salas de Pesquisa.
As salas de professores são pequenas e divididas por quatro professores, em média.
Há o problema do congestionamento das salas. Essa insuficiência de espaço dificulta a
realização da atividade docente, uma vez que no mesmo espaço os professores tem de
realizar ocupações que demandam ambientes distintos, tais como orientação e atendimento
aos alunos, preparação das aulas, leitura de textos e redação de artigos.
O Mini auditório funciona numa sala de aula adaptada, não atendendo de forma
adequada as demandas da Unidade. O auditório consta nos projetos da SINFRA, mais ainda
não foi executado, sua construção é uma necessidade premente da Unidade, de modo a
possibilitar a realização de eventos acadêmicos de forma adequada e dentro dos parâmetros
de comodidade e funcionalidade.
A tentativa de promover eventos relacionados com cinema na Unidade está sendo
prejudicada devido à carência de instalações. Essa demanda é agravada pelo fato da cidade
não dispor desse equipamento em condições adequadas, já que auditório do Museu
Graciliano Ramos tem problemas de acústica e comodidade.
Há carência de salas para desenvolvimento de atividades de pesquisa e extensão. Em
apenas uma sala estão funcionando três Programas de Educação Tutorial (PET). Além da
carência de espaço físico, o Curso de Psicologia não conta com material adequado para as
aulas. A Unidade não dispõe das peças de gesso ilustrativas do sistema nervoso. As peças
são emprestadas e esse material é indispensável para as aulas.
Há a carência de serviços complementares, tais como farmácia, serviços de cópia e
impressão, que atenda às demandas da Unidade. Não existem equipamentos para a prática
de esporte e lazer. Há carência também de estacionamento. Os carros ficam estacionados na
área que sobrou da primeira instalação do campus e outra parte fica estacionada do lado de
fora.
No que tange aos problemas de gestão, foi mencionado os problemas da centralização
administrativa no Campus A. C. Simões e essa lógica está sendo adotada também nos
Campus do interior. Com a SINFRA centralizada em Maceió, a Unidade não está sendo
atendida de forma adequada. Uma sala na Unidade passou um ano com as lâmpadas
queimadas. Faz-se necessário repensar a relação entre as Unidades, Campus e Pró-reitorias
em questões referentes à execução, manutenção e atendimento de demandas.
A atual situação da representatividade dos técnicos no Conselho do Campus Arapiraca
também foi relatada como um problema. Todo o corpo técnico das Unidades é representado
por apenas um conselheiro, que é da Unidade Palmeira dos Índios. Essa representação é
insuficiente e limitada já que por mais que o representante se esforce, ele não conhecerá a
35
realidade das outras Unidades. A sugestão foi que cada Unidade deveria ter um representante
do seu corpo técnico, pois somente vivenciando o cotidiano da Unidade é possível entender
suas especifidades e suas necessidades.
Há também um problema na relação Campus/Unidade que se constitui na
denominação do Campus. Há uma confusão recorrente entre o que é o Campus Arapiraca
como um todo e o Campus Arapiraca/Sede. Quando os técnicos agendam reuniões por e-mail
convocando os servidores do Campus Arapiraca (o que incluiria também as Unidades), todos
os técnicos das Unidades se dirigem para a reunião. Ao chegarem, é dito que a reunião foi
agendada apenas para os técnicos do Campus Arapiraca. Esses episódios são recorrentes e
acabam por fragmentações e dificuldades de identificação na relação entre as Unidades do
Campus Arapiraca.
Para fazer o planejamento da expansão de infraestrutura, faz-se necessário quantificar
as áreas úteis com base no mapa de uso e ocupação das instalações. A partir dessa
quantificação pode-se estabelecer um comparativo entre as relações área/usuário para cada
tipologia de uso e os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Educação para cada
ambiente.
Figura 36 – Quadro da quantificação da área útil por tipologia de compartimento da Unidade
Palmeira dos Índios.
DISCRIMINAÇÃO
Cantina
Área de Convivência
Banheiros
Banheiros
Banheiros
Banheiros
Bilbioteca
Centro Acadêmico
Centro Acadêmico
Circulação interna
Circulação interna
Circulação interna + cx de escada
Circulação Patio
Circulação Patio
Copa
Depósito
Multimídia
Laboratório de Informática
Laboratórios dos Cursos
Lanchonete
Miniauditório
Rampa
Sala de aula Tipo 1
Sala de aula Tipo 1
Sala de aula Tipo 2
Sala de aula Tipo 2
Sala de aula Tipo 3
Sala de Pesquisa
Salas de professores
Salas Setor Administrativo
Guarita
SETOR
BLOCO
PAVTO
UNID
ÁREA PISO
ÁREA PISO TOTAL
Área de Convivência
Área de Convivência
Administrativo
Banheiros
Salas e Laboratórios
Salas e Laboratórios
Salas e Laboratórios
Banheiros
Cantina
Administrativo
Salas e Laboratórios
Salas e Laboratórios
Patio interno
Patio interno
Administrativo
Salas e Laboratórios
Salas e Laboratórios
Salas e Laboratórios
Salas e Laboratórios
Cantina
Salas e Laboratórios
Salas e Laboratórios
Salas e Laboratórios
Salas e Laboratórios
Salas e Laboratórios
Salas e Laboratórios
Salas e Laboratórios
Salas e Laboratórios
Salas e Laboratórios
Administrativo
Gaurita
Bloco 2
Bloco 2
Bloco 1
Bloco 1
Bloco 2
Bloco 2
Bloco 1
Bloco 1
Bloco 2
Bloco 1
Bloco 1
Bloco 2
Bloco 1/2
Bloco 1
Bloco 1
Bloco 2
Bloco 2
Bloco 1
Bloco 1
Bloco 2
Bloco 2
Bloco 2
Bloco 2
Bloco 2
Bloco 2
Bloco 2
Bloco 2
Bloco 2
Bloco 2
Bloco 1
Bloco 1
1
1
1
1
1
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
1
1
1
1
1
1_2
1
2
1
2
2
2
1
1
1
1
1
2
2
2
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
3
1
1
1
1
3
1
2
2
1
9
10
1
55.45
139.94
9.35
19.45
15.04
15.04
121.13
12.80
15.64
30.61
46.19
134.65
27.71
98.77
19.35
22.50
64.41
60.00
60.00
16.10
78.76
71.46
64.75
64.75
48.20
48.30
31.85
22.50
15.40
15.00
10.00
TOTAL
55.45
139.94
18.70
38.90
30.08
30.08
121.13
12.80
15.64
30.61
46.19
134.65
27.71
98.77
19.35
22.50
64.41
60.00
180.00
16.10
78.76
71.46
64.75
194.25
48.20
96.60
63.70
22.50
138.60
150.00
10.00
2101.83
36
A área construída é a “área bruta”, ou seja, no seu cálculo estão incluídas as áreas de
projeção das paredes e projeção das coberturas. Somente é contabilizada como área
construída a área efetivamente coberta. Como a área construída inclui também as projeções
das paredes, ela apresenta um incremente de 20% a 25% de área em relação à área útil. O
cálculo da área construída da unidade Palmeira dos Índios é apresentado no quadro a seguir:
Figura 37 – Quadro do cálculo da área construída da Unidade Palmeira dos Índios, em m².
DISCRIMINAÇÃO
BLOCO 1A - SETOR ADMINISTRATIVO
BLOCO 1B - SALAS DE AULA E LABS
BLOCO 2
BANHEIROS E PAPELARIA
CIRCULACAO
CANTINA
GUARITA
TOTAL
ÁREA TOTAL DO TERRENO
% OCUPADA DA AREA TERRENO
AREA OCUPADA
213.43
455.70
745.07
79.86
111.13
273.47
10.21
1888.87
Nº PAVTOS
1
1
2
1
1
1
1
AREA CONSTRUIDA
213.43
455.70
1490.14
79.86
111.13
273.47
10.21
2633.94
13037.4
20.20%
Obs.: A área construída inclui também as paredes ocasionando em incremento de 20% a 25% de área
em relação à área útil.
O índice resultante da relação entre a área construída total e a população total (corpo
social) da Unidade Palmeira dos Índios é apresentado no quadro a seguir:
Figura 38 – Quadro do cálculo da relação entre a área construída e o corpo social da Unidade
Palmeira dos Índios, m²/indivíduo.
SEGMENTO DO CORPO SOCIAL
POPULACAO
AREA CONST (M²)
INDICE (M²/INDIV.)
Discentes
437
Docentes
26
Técnicos-administrativos
6
Terceirizados
10
266.39
479
5.56
TOTAL
6.10
102.46
2663.94
443.99
Com base em bibliografias sobre dimensionamento para espaços escolares foi elaborada
uma analise sobre a área existente atual e a área necessária para abrigar as funções e usos
essenciais para o pleno funcionamento da Unidade, a fim de quantificar a carência de espaço
físico para o desempenho das atividades de ensino e trabalho docente e técnico.
A tabela abaixo analisa a área útil existente, e compara com a área útil necessária de
acordo com parâmetros dimensionais obtidos em publicações do MEC para projetos de
espações escolares, e em estimativas de investimentos apontados pela Progisnt/UFAL para os
anos de 2013 a 2015. A tabela demonstra o déficit de área útil em dois parâmetros: a variação
absoluta AU – NA (diferença entre a área existente e área necessária - m2) e a variação relativa
37
AU/NA em porcentual (%). Observou-se a necessidade de acréscimo em ambientes de
assistência estudantil e ensino – laboratório, biblioteca e auditório. Os demais ambientes
administrativos e de salas de professores foram considerados adequados. Isto sinaliza que a
Unidade vem funcionando com espaços insuficientes principalmente para o uso e
atendimento discente. A ausência, ou precariedade de serviços de alimentação, de transporte
público, de residência, e do auditório adequados atestam o grau de precarização das
condições de funcionamento da Unidade, conforme descrito em itens anteriores.
Figura 39 – Tabela de análise de áreas da Unidade Palmeira dos Índios – comparativos entre área
útil existente e área mínima recomendada
LEVANTADOS
DISCRIMINAÇÃO
Nº
USUÁRIOS
FATOR DE
APROVEITAMENTO
(M²/USUÁRIOS)
ÁREA ÚTIL
(M²)
RECOMENDADOS
AREA
FATOR DE
NECESSÁRIA
APROVEITAMENTO
(M²/USÁRIOS)
(M²)
VARIAÇÃO
ABSOLUTA
AU-AN (M²)
VARIAÇÃO
RELATIVA
AU/AN (%)
Convivência³
219
140,00
0,64
675,00
0,5
-535
0,21
Residência¹
450
0,00
0,00
800,00
9,00
-800,00
Quadra
40
0,00
0,00
500,00
20,00
-500,00
Casa de passagem
Restaurante²
40
450
0,00
55,45
0,00
0,12
160,00
600,00
4,00
1,68
-160,00
-544,55
0,00
0,00
0,00
0,09
219
468,65
2,14
251,85
1,15
216,80
Biblioteca
110
121,13
0,55
450,00
2,00
-328,87
Auditório
250
78,76
0,32
400,00
0,55
-321,24
1,86
0,27
0,20
Salas de professores
21
138,70
5,33
164,85
7,85
-26,15
0,84
Laboratório de
informática5
73
60,00
1,50
214,62
2,94
-154,62
0,28
180,00
0,40
380,00
0,84
-200,00
0,47
1
15,00
15,00
12,25
12,25
2,75
1,22
1
15,00
15,00
12,25
12,25
2,75
1,22
2
15,00
7,50
7,00
7,00
8,00
2,14
0,00
0,00
1000,00
2,00
-1000,00
0,00
0,00
200,00
4,00
-200,00
0,00
0,00
Salas de aula
4
Laboratórios de ensino6
Sala da Coordenação da
Unidade
Coordenação de Curso
Sala de trabalho
administrativo
estacionamento e
calçamento de ruas
garagem
Ampliação de rede de
telefonia e internet
paisagismo
reforma de instalações
elétricas
Muro em volta da
Unidade
Posteamento e
iluminação pública
Acesso frontal e
passeios
central de tratamento e
separação de lixo
450
500
50
450
450
450
450
450
450
450
TOTAL
ÁREA ÚTIL
_
3,10
2600,00
5,77
-1200,00
0,00
0,00
400,00
0,88
-400,00
0,53
0,00
_
_
_
_
_
_
0,00
0,00
464,57(linear)
1,03
-464,57
0,00
0,00
0,00
464,57(linear)
1.03
-464,57
0,00
0,00
0,00
250,00
0,55
-250,00
0,00
0,00
0,00
100,00
0,22
-100,00
0,00
9177,82
DÉFICIT ÁREA
TOTAL
AU-A.N
-7419,27
1147,69
TOTAL ÁREA
NECESSÁRIA
38
Legenda - Informações complementares:
(1) Dimensionado para número total de alunos;
(2) Dimensionado para utilização simultânea por 1/3 da quantidade de alunos de um dos turnos,
prevendo-se atendimento sequencial a três grupos, estimando-se que cada grupo leve 20 minutos para
consumir a refeição;
(3) Dimensionado para atender o turno de maior contingente;
(4) Dimensionado para atender ½ do turno de maior contingente;
(5) 6 Técnicos-administrativos + 2 coordenadores de curso+ 1 Diretor da Unidade.
Dentre os usos presentes na Unidade, o restaurante, a biblioteca e o auditório
apresentaram os piores resultados da avaliação, em termos percentuais, funcionando
respectivamente em espaços com 9%, 27% e 20% do que deveria ser oferecido para a
realização adequada das atividades. Além desses espaços, há uma carência atual da Clínica
de Psicologia, ambiente imprescindível para o reconhecimento do Curso de Psicologia junto
ao MEC, enquanto laboratórios de ensino, o que representa uma área de 200 m2. A carência
de infraestrutura geral é bastante visível em visita a Unidade, e numericamente representa um
déficit de 4.000 m2 de área em instalações de telefonia, internet, acessibilidade e passeios,
estacionamento e iluminação pública.
A Unidade registra um déficit de área construída para ambientes de ensino, trabalho e
assistência estudantil de 4.376 m². As atividades essenciais de ensino, trabalho e assistência
da Unidade Arapiraca funcionam em apenas 1.287 m2 - em 30% da área necessária para os
mesmos fins, que seria de 3787 m2. Estima-se que os investimentos necessários a Unidade
Palmeira dos Índios, a fim de oferecer a comunidade acadêmica um ambiente de qualidade
para ensino, pesquisa e extensão, seriam da ordem de 9 milhões de reais.
4.2.2. Mobilidade e transporte
A Unidade não possui um sistema viário interno. O estacionamento, previsto no
primeiro projeto elaborado pela SINFRA, ainda não foi executado. A solução encontrada pela
comunidade universitária tem sido estacionar os veículos na área não pavimentada em frente
ao Bloco 1, onde está prevista a construção do auditório da Unidade. Essa área não tem
comportado o número crescente de veículos que tem acessado a Unidade todos os dias. Em
horários de pico, muitos veículos têm de ser estacionados fora da Unidade, ficando sujeitos a
roubo e arrombamento.
As árvores que comporão o estacionamento já foram plantadas, mas as obras ainda
não foram iniciadas. Para proteger o veículo da insolação direta, alguns motoristas têm
estacionado à sombra do Bloco 2, em locais não apropriados para esse fim.
39
A Rua Sonho Verde, que dá acesso à Unidade, não é pavimentada e não possui
calçadas. Isso dificulta a acessibilidade de pessoas e veículos. Em períodos de chuvas, a
acessibilidade se torna ainda mais difícil.
No levantamento realizado no dia 15 de março de 2012, foi feita a contagem dos
veículos na área usada como estacionamento em dois horários: às 9 horas e 40 minutos e às
17 horas. No período da manhã, constavam na área 18 veículos, sendo 8 carros de passeio; 2
veículos da UFAL; 6 motos; e 2 bicicletas. No período da tarde, foi realizada nova contagem
dos veículos. O número de veículos, neste horário, foi em número de 15, sendo 10
automóveis; 2 veículos da Unidade; e 3 motos. O levantamento está sintetizado no quadro a
seguir:
Figura 40 – Quadro da quantificação do número de veículos que acessam a Unidade de Palmeira
dos Índios
09h40
17h00
Número de veículos que acessam diariamente o Campus:
18
15
Motos
6
3
Vans
Ônibus
Automóveis
8
10
Bicicletas
2
Número de veículos institucionais por tipo:
Motos
Vans
1
1
Ônibus
Automóveis
1
1
Caminhonetes
Número de vagas no estacionamento na Unidade:
NE*
NE*
(*) Não há estacionamento na Unidade. Dados coletados por aproximação – observação feita em um
único dia de análise, em 15/03/2012.
(a)
(b)
Figura 41 - a) Fotografia da guarita de acesso à Unidade UFAL Palmeira dos Índios; b) veículos
estacionados em área improvisada em frente ao Bloco 1.
40
O transporte dos alunos provenientes das cidades vizinhas é feito com apoio de
algumas Prefeituras. Os alunos residentes nos municípios cujas Prefeituras não oferecem o
transporte, contam com os ônibus fretados pelas prefeituras que oferecem o serviço.
No caso do transporte dos alunos residentes em Arapiraca, o ônibus parte do centro
da cidade às 6h10 e chega à Palmeira dos Índios às 7h30. À tarde, o ônibus parte ao meio-dia
e chega à Unidade de Palmeira dos Índios às 13h30. Os alunos residentes em bairros
afastados têm encontrados dificuldades para usufruir desse transporte, já que o primeiro
ônibus urbano passa pelos povoados às 4h50 da manhã e o ônibus da prefeitura só sai do
centro com destino à Palmeira dos Índios às 6h15. Quando o ônibus parte de Palmeira dos
Índios às 17h30, ele chega a Arapiraca às 18h30 e esses alunos tem que pegar outro ônibus
para os bairros. Se o ônibus atrasa na partida – o que ocorre com frequência –, os alunos
desses bairros perdem o último ônibus e tem que dormir no centro da cidade, na casa de
colegas.
Os cursos de Psicologia e Serviço Social têm aulas em turnos distintos e o serviço de
transporte oferecido pelas Prefeituras atende os alunos somente no turno das aulas. Com isso,
se um aluno que tem aulas no turno da manhã precisar ficar na Unidade durante à tarde para
desempenhar outras atividades, terá que voltar no ônibus que parte no fim da tarde, correndo
o risco de não ter lugar.
Não existe uma linha de transporte público municipal que passe pela Unidade. Os
alunos residentes em Palmeira dos Índios vão para a Unidade por meio de serviços de taxi e
moto-taxi. Como as linhas de transporte formal são insuficientes para suprir a demanda, a
saída encontrada pelos alunos é usufruir dos serviços do transporte alternativo. O ponto de
transporte alternativo fica a 1700 m de distância da Unidade. Essa insuficiência tem
ocasionado em despesas maiores com transporte, já que os serviços de transporte alternativo,
taxi e moto taxi não aceitam meia passagem. No turno da noite o transporte é ainda mais
precário, dificultando o acesso à comunidade citadina que poderia usufruir de projetos sociais
desenvolvidos pela Unidade.
No tocante ao transporte realizado pela UFAL, a Unidade conta com dois carros, e um
deles apresenta problemas com frequência. Quando o veículo pára devido a problemas
elétricos ou mecânicos, outro veículo é enviado de Arapiraca. Isso gera demora e transtornos
em situações de urgência, tais como o deslocamento dos professores para realização de
atividades acadêmicas fora da Unidade, o deslocamento de conferencistas em ocasião de
eventos acadêmicos, etc.
Algumas atividades de pesquisa e extensão são realizadas em áreas de difícil acesso
– comunidades rurais, comunidades quilombolas, comunidades indígenas – e os veículos
disponibilizados para a Unidade não são adequados para atravessá-las. As comunidades
41
contam com a presença do professor para o desenvolvimento das atividades e ele não chega
por dificuldades de transporte.
4.2.3. Acessibilidade
Para avaliar a acessibilidade levantamento foram criados percursos que serão analisados
neste relatório:
R1 - Rota de Entrada da guarita até o pátio da Unidade;
R2 - Rota do Pátio até o Bloco de Salas de Aula e de Professores (Rota para rampa,
escada e banheiros)
R3 - Rota do Pátio até Salas da Administração, Biblioteca e Clínicas.
Figura 42 - Mapa localizando as rotas de acessibilidade avaliadas
42
R1 – Rota de entrada da guarita até o pátio da unidade
Figura 43- Mapa da Rota 1 – Acesso a Unidade Palmeira dos Índios.
As imagens abaixo são da guarita que dá acesso ao Campus. Na figura 25.1 pode-se
perceber que há um desnível irregular da calçada, pois tranta-se de uma rua sem calçamento
ou calçada. Na segunda imagem, percebe-se que há uma pequena rampa que facilita o
acesso do passeio a Guarita.
Figura 43.1- Obstáculo em calçada, no acesso. Figura 43.2: Desnível no acesso a unidade.
Após a guarita, há uma rampa que dá acesso para a entrada ao Campus, representada
nas figuras 43.3 e 43.4 logo abaixo. O corrimão está inadequado, pois não respeita as normas
de acessibilidade, com alturas inadequadas e somente em um dos lados.
43
Figura 43.3 - Rampa de acesso de pedestres.
Figura 43.4 - Corrimão em um dos lados do
acesso a unidade.
Ainda na entrada da Unidade, ao lado da guarita, há um acesso para automóveis para
o estacionamento. Não há acesso pavimentado que interligue este com a edificação. As
figuras 43.5 e 43.6 mostram que o acesso ao estacionamento é feito por uma área gramada.
Figura 43.5 e 43.6 - Circulação entre estacionamento e passarela para pedestres – não há pavimentação
entre elas.
A entrada da edificação está parcialmente adequada, pois há uma rampa e uma
escada com corrimãos, mas logo abaixo da escada não tem piso pavimentado em direção à
guarita.
44
Figura 43.7 e 43.8 - Acesso de pedestres – corrimão inadequado, e não há pavimentação abaixo da
escada, portanto está inadequada.
No interior da edificação, no pátio, há piso tátil para pessoas com deficiência visual,
desde o pátio e cantina, passando por banheiros e blocos mais antigos - Figuras 43.10 e
43.11. O piso é parcialmente adequado, pois o material é emborrachado, mas tem partes
descoladas do piso, podendo causar acidentes.
Figura 43.10 e 43.11 - Piso tátil direcional e de alerta em material plástico, colado no piso definitivo. O
desgaste do material plástico pode causar acidentes.
45
R2 – Rota do Pátio até o Bloco de Salas de Aula e Salas de Professores
Figura 44 - Mapa da rota 2 – Avaliação da acessibilidade no trecho entre o pátio e o bloco de salas de
aula e salas de professores.
Da segunda rota, começando do pátio até o bloco de salas de aula: percebe-se que
há um trajeto de piso tátil, como está representado nas figuras 44.12, 44.13 e 44.14. Esse
trajeto só está inserido apenas nos blocos mais antigos. Na parte mais recente, onde constam
as salas de professores e de alunos ainda não foi instalado. Terminando então o trajeto antes
das salas dos professores no pavimento inferior do bloco – ver figura 44.17 e 44.18. Logo
abaixo, estão representados a partir das figuras 44-13 e 44.14 a rota do piso tátil no pátio da
Unidade.
(a)
(b)
(c)
Figura 44.12, 44.13 e 44.14 - Piso tátil direcional e de alerta em material plástico, colado no piso
definitivo. O desgaste do material plástico pode causar acidentes.
46
O trajeto do piso tátil se encontra também na lanchonete da unidade e no bloco de
salas dos professores, ver figuras 44.15 a 44.18, abaixo.
Figura 44.15 e 44.16 - Piso tátil direcional e de alerta em material plástico, colado no piso
definitivo. O desgaste do material plástico pode causar acidentes.
Figura 44.17 e 44.18 - Piso tátil direcional e de alerta em material plástico, colado no piso
definitivo. O desgaste do material plástico pode causar acidentes.
Seguindo do pátio para a rampa que dá acesso ao segundo pavimento, percebe-se
que há na rampa um corrimão que funciona como elemento de segurança e em alguns
trechos piso tátil de alerta, informando o início de trechos rampados - Figuras 44.19, 44.20 e
44.21. Com relação ao corrimão, o mesmo não apresenta duas alturas, como recomendado
na NBR 9050/2004. A escada não possui corrimão de segurança – Figura 44.22.
47
Figura 44.19 e 44.20 - Piso tátil direcional e de alerta em material plástico, colado no piso definitivo da
rampa ao pavimento superior.
Figura 44.21 - Corrimão inadequado na rampa de acesso ao pavimento superior. Figura 44.22:
Escada sem corrimão.
Com relação aos banheiros deste bloco, todos eles são padronizados, tanto o feminino
quanto o masculino possuem sanitários adequados, com barra de apoio, porta na largura
ideal para circulação e giro da cadeira de rodas – Figuras 42. 23 e 42.24.
Figura 44.23 e 44.24 - Banheiros coletivos com cabines acessíveis, e disponíveis ao uso de
pessoas com deficiência.
48
R3 – Rota do Pátio até as Salas da Administração, Biblioteca e Clínica
Nessa rota serão avaliados os caminhos acessíveis para as PNE e de mobilidade
reduzida. O percurso será feito do pátio até as salas administrativas do campus, banheiro,
biblioteca e salas-clínicas.
Figura 45 - Mapa da rota 3 – percurso do pátio em direção ao bloco de laboratórios e biblioteca
O primeiro a ser analisado será o trajeto do pátio até a parte administrativa, onde se
encontram nesse caminho, pisos táteis em uma rampa com pouca inclinação, porém sem
corrimão - Figuras 45.25 e 45.26.
49
Figuras 45.25 e 45.26 - Rampas de acesso ao setor administrativo, sem corrimão.
Para ir às salas administrativas, tem-se piso tátil direcional e de alerta - Figuras 45.27 e
45.28.
Figuras 45.27 e 45.28 - Piso tátil direcional e de alerta em material plástico, colado no piso
definitivo dentro do setor administrativo, local de grande fluxo de pessoas e desgaste do piso.
Mais adiante há duas saídas - uma para o corredor dos banheiros, e a sua frente, outra
saída para um jardim. O Jardim possui uma área pavimentada, e seu acesso é feito por uma
rampa, sem corrimão. No meio do piso pavimentado há uma árvore, em local inadequado,
constituindo um obstáculo a circulação – Figuras 45.29 e 45.30. Enquanto que o acesso ao
corredor dos banheiros não é sinalizado - Figuras 45.31 e 45.32.
50
Figuras 45.29 e 45.30 - Acesso ao jardim interno – rampa muito inclinada e sem corrimão, e
vegetação localizada no meio do percurso.
Figuras 45.31: Acesso ao banheiro sem sinalização. Figura 45.32: Sinalização de alerta, na entrada do banheiro.
Após as salas administrativas, segue o bloco onde se encontra a biblioteca, a sala de
informática e as salas de clínica. Todas essas salas são orientadas por pisos táteis - Figuras
45.33 e 45.34.
Figuras 45.33 e 45.34: Piso tátil direcional no acesso às salas administrativas.
51
Entre o corredor do bloco da biblioteca e o bloco de salas de aula há uma circulação
levemente rampada que não possui corrimão nem piso tátil – figuras 45.35 e 45.36.
Figuras 45.35 e 45.36: Rampas e acesso ao bloco da biblioteca e dos laboratórios.
4.2.4. Abastecimento de água
O município de Palmeira dos Índios enfrenta problemas de abastecimento de água. O
abastecimento da Unidade advém de um poço artesiano de profundidade desconhecida,
construído pela Prefeitura. O poço está localizado no vértice do terreno, próximo à esquina
entre a Rua Sonho Verde e a Trav. Antônio Galdino. A água do poço, além de abastecer a
Unidade é divida com as comunidades vizinhas e com as instalações de posse da Prefeitura,
próximas à Unidade. A água proveniente do poço é conduzida por aproximadamente 65 m, e
bombeada até o reservatório de 10.000 litros, a 5m de altura, próximo ao acesso principal da
Unidade. Desse reservatório, a água é conduzida por um encanamento até a cobertura do
Bloco 2, onde estão situadas as caixas d’água que distribuem para as instalações da Unidade.
A bomba utilizada para a captação da água do poço e condução até o primeiro reservatório
não é adequada. As obras da cisterna da Unidade estão atrasadas devido a problemas de
execução.
A água proveniente do poço é salobra e, portanto, não é adequada para o consumo
humano. A prefeitura de Palmeira dos Índios já conta com dessalinizadores, mas a Unidade
ainda não usufrui desse serviço. A Unidade adquiriu bebedouros com galões de 20 litros,
dispostos nas áreas de circulação visando equacionar o problema.
52
O desejável é que o abastecimento da Unidade fosse realizado pela Companhia de
Saneamento de Alagoas (CASAL), através da ligação com a rede implantada na cidade.
Porém, há uma dívida pendente com a CASAL, deixada pela construtora que ergueu as
instalações da Unidade. Essa pendência tem inviabilizado a ligação da Unidade à rede da
CASAL. É importante oferecer
água para consumo humano de qualidade a comunidade
academica, uma vez que a irregularidade na compra de água mineral “industrializada” leva a
administração da Unidade a recorrer à fonte de água do terreno da Prefeitura, próximo à UFAL
(o mesmo da sementeira), que a população julga ser potável.
Os problemas enfrentados pela Unidade estão também relacionados ao sistema de
distribuição da água nos dois blocos, ou seja, à qualidade das instalações hidráulicas dos
próprios edifícios.
Figura 46 - Ilustração esquemática do sistema de abastecimento de água da Unidade Palmeira dos
Índios
53
(a)
(b)
Figura 47 – (a) Vista da caixa d’água principal e da cisterna; (b) o poço artesiano e a vista da caixa
d’água, ao fundo.
De acordo com a NBR 5626, a capacidade dos reservatórios deve ser estabelecida
levando-se em consideração o padrão de consumo de água do edifício e, onde for possível
obter informações, a frequência e duração de interrupções do abastecimento.
É recomendável dimensionar os reservatórios com capacidade suficiente para dois
dias de consumo, em função da população e da natureza da edificação. Para o cálculo do
consumo diário (CD) de uma edificação utiliza-se a Equação 1.
CD=Pq
(1)
Onde: P representa a população e q, o consumo per capita em litros por dia.
O consumo diário per capita é mensurado em função da natureza da edificação. No
caso, foi empregada a tipologia “Escolas (Externatos)”, cujo consumo é estipulado em 50
litros per capita/dia.
Conhecido o consumo diário, pode-se calcular a capacidade dos reservatórios. Como
mencionado anteriormente, recomenda-se adotar o consumo de dois dias no mínimo, dessa
forma, a quantidade de água a ser armazenada será fornecida pela Equação 2.
CR=2CD
(2)
Onde: CR é a capacidade do reservatório em litros.
Para aliviar a carga da estrutura que suporta o reservatório elevado, é possível
armazenar 60% de CR em um reservatório inferior.
Considerando que a situação em estudo pode ser caracterizada, com relação ao
consumo predial diário, na categoria Escolas (externato) pode-se calcular a capacidade
necessária dos reservatórios conhecendo-se a população.
54
Figura 48 – Quadro dos cálculos do consumo e da capacidade dos reservatórios: Unidade
Palmeira dos Índios
População: 479 usuários
Consumo per capta: 50 l/dia
Consumo diário: 23,95 m³ = 23.950 litros/dia
Capacidade reservatório: 47,90 m³ = 47.900 litros
4.2.5 Fornecimento de energia elétrica e serviços de comunicação
O fornecimento de energia elétrica não tem sofrido interrupção frequente. Quando o
Bloco 2 foi construído, o transformador foi trocado para suportar o aumento da demanda de
energia da Unidade.
Contudo, as instalações do Bloco
2 vêm apresentando problemas. Vários
compartimentos desse bloco estão com as lâmpadas queimadas e logo, que são trocadas,
queimam em seguida. A manutenção das instalações elétricas é feita por técnicos do Campus
Arapiraca/Sede ou do Campus A. C. Simões, em Maceió. Isso gera atrasos na resolução dos
problemas uma vez que esses técnicos têm que deslocar para Palmeira dos Índios a fim de
realizar a manutenção.
O sistema de iluminação da Unidade não está adequado para o período noturno. À
noite, a iluminação da Unidade é precária e, com isso, os projetos sociais, tais como o
cursinho vestibular e o atendimento às comunidades vizinhas não estão funcionando bem.
Para um aproveitamento adequado da estrutura da Unidade no turno da noite são necessárias
melhorias no sistema de iluminação de modo a prover maior segurança aos que acessam a
Unidade nesse período do dia.
Para calcular a demanda de energia e a capacidade da rede foi realizado o
levantamento de carga de todas as unidades do Campus Arapiraca, considerando todos os
pontos de iluminação interna e externa, consequentemente a potência das lâmpadas, pontos
de tomadas de uso geral e de uso específico. Entretanto, sabe-se que as cargas não atuam
plenamente ao longo da vida útil dos equipamentos, desse modo, não ocorrerá de modo
pleno a utilização de toda a potência instalada ao mesmo tempo.
O funcionamento de uma instalação elétrica, seja ela comercial, industrial ou
residencial, é variável a cada instante, desse modo a potência utilizada pela mesma é
modificável ao longo do uso. Tal fato ocorre porque as diversas cargas que compõem esta
instalação não estarão todas em funcionamento simultâneo.
Desse modo, para análise de uma instalação e o dimensionamento da
capacidade dos condutores elétricos que alimentam os quadros de distribuição e os quadros
terminais, bem como o dimensionamento de seus dispositivos de proteção , assim como o
55
cálculo do transformador, não seria razoável do ponto de vista técnico e econômico que se
considerasse a carga plena, como sendo a soma de todas as potências instaladas. Portanto,
deve-se determinar a demanda de carga instalada da edificação.
Desse modo, é necessário determinar a demanda de carga por unidade de
ensino instalada atualmente e a previsão para futuras instalações e expansões, confrontando
tais informações com o que é recentemente oferecido e dando subsídios para a proposta do
presente Plano Diretor. Para isso, é importante conhecer alguns parâmetros que são
mostrados a seguir.
Carga ou Potência Instalada (Pinst): é a soma das potências nominais de todos
os aparelhos elétricos pertencentes a uma instalação ou sistema.
Demanda: é a potência elétrica realmente absorvida em um determinado
instante por um aparelho ou por um sistema elétrico.
Demanda média um Consumidor ou Sistema: é a potência elétrica média
absorvida durante um intervalo de tempo determinado.
Demanda Máxima de um Consumidor ou Sistema (Dmax): é a maior de todas as
demandas ocorridas em um período de tempo determinado.
Fator de Demanda (FD): é a razão entre a Demanda Máxima e a Potência
Instalada, que varia conforme o tipo de edificação.
Portanto é importante conhecer o fator de demanda (FD) para cada tipo de
instalação e equipamento. No caso de escolas e semelhantes o fator de demanda é calculado
conforme as informações das Tabelas abaixo – Figuras 49 a 51.
56
Figura 49 – Fator de demanda para iluminação e tomadas de uso geral (Lima Filho, 2011).
Figura 50 – Fator de demanda para condicionadores de ar (Lima Filho, 2011)
Figura 51 – Fator de demanda para aparelhos eletrodomésticos (Lima Filho, 2011).
Para o cálculo da demanda máxima da Unidade Palmeira dos Índios foi
realizado também o levantamento da potência instalada e extraído das tabelas acima o fator
57
de demanda adequado. Na Tabela da Figura 52 é mostrada a potência instalada em cada
bloco da Unidade.
Figura 52 – Potência e Demanda máxima para cada tipo de carga da Unidade Palmeira dos Índios.
Descrição
Pot. Instalada
(VA)
Iluminação
Tomadas de Uso Geral
Ar-condicionado
Ventilador
Computador
Bebedouro
Impressora a laser
Micro-ondas
Geladeira
Servidor de Informática
Freezer
Switch
Ponto de Coit
TOTAL
9.720,00
25.500,00
151.927,80
3.100,00
10.200,00
300,00
3.600,00
4.000,00
250,00
4.500,00
500,00
100,00
300,00
213.597,80
Fator
de
Demanda
0,80
0,36
0,36
1,00
0,65
0,92
1,00
0,84
1,00
0,92
1,00
Demanda
Máxima (kVA)
10,86
18,75
121,54
1,12
3,67
0,30
2,34
3,68
0,25
3,78
0,50
0,09
0,30
165,65
Dessa forma, a Demanda Máxima da Unidade de Palmeira dos Índios é igual a 165,65
kVA.
O serviço de telefonia tem apresentado problemas recorrentes na central, ocasionando
em erro na condução das ligações aos ramais. Frequentemente, os ramais reportam aos
setores errados, gerando dificuldades na comunicação interna e externa à Unidade.
O serviço de internet é provido via rádio pela empresa Alô, que está integrada à internet
da UFAL, em Maceió. Antes, o serviço passava por Arapiraca, o que prejudicava muito a
capacidade de transferência de dados.
A banda de 2 Mbps atende à comunidade em períodos de tráfego normal, mas nos
períodos de matrícula apresenta sobrecarga. A comunidade acadêmica tem adquirido
notebooks e o número crescente desses aparelhos tem aumentado cada vez mais o volume
do tráfego de informações. Contudo, foi relatado que, o problema maior é a sobrecarga dos
servidores em Maceió.
A rede do Bloco 1 está obsoleta, o cabeamento é antigo e não atende mais as
necessidades da Unidade. A rede do Bloco 2 é nova, mas já foi implantada com as instalações
insuficientes para atender à demanda. As salas de professores abrigam quatro computadores,
mas foi instalado apenas um ponto de rede em cada uma. As salas de aula já contam com um
número maior de pontos de rede. O servidor da Unidade está no Bloco 1 e o Núcleo de
Tecnologia da Informação (NTI) está no Bloco 2, isso dificulta a manutenção. Além disso,
58
quando os equipamentos de ar condicionado são ligados no Bloco 1, o servidor superaquece.
É necessário transferir a estrutura da rede do Bloco 1 para o Bloco 2.
A rede sem fio é a melhor alternativa para os alunos acessarem a internet, contudo, só
tem um ponto hot spot localizado no NTI e a área de cobertura é muito reduzida, limitando-se
apenas à cantina. Está sendo instalada uma antena de internet da Embratel/Claro na Unidade,
que proporcionará uma melhora na qualidade e na estabilidade do acesso a internet.
Algumas questões apresentadas estão relacionadas às péssimas condições da
infraestrutura de comunicação virtual da UFAL. O Campus Arapiraca não possui um website
adequado. O site do Campus, hospedado no website da UFAL, informa muito pouco sobre as
atividades desenvolvidas na sede e nas unidades. O portal da UFAL sai do ar constantemente.
Não há um serviço de e-mail institucional ligado ao domínio do portal. Isso impacta
negativamente na identidade institucional da Universidade, uma vez que o correio eletrônico
divulga e cria um espaço virtual da instituição na rede. Com a ausência desse serviço, os
técnicos, alunos e professores têm usado serviços de e-mail privado.
Por fim, foi relatado que o Sistema Acadêmico não tem funcionado adequadamente,
entrando em colapso nos períodos de matrícula e de lançamento das notas.
4.2.6 Esgotamento sanitário
O sistema de esgotamento sanitário da Unidade é uma fossa séptica, de capacidade
desconhecida. A fossa é dotada de um suspiro para eliminação de gases. O terreno em que a
Unidade está instalada é arenoso e o lençol freático fica próximo à superfície.
59
Figura 53 – localização da Fossa séptica na Unidade Palmeira dos Índios
As fossas sépticas permitem efetuar, de forma simples, o tratamento biológico do
esgoto sanitário domiciliar. Seu dimensionamento é regido pela NBR 7229 da ABNT.
No interior da fossa séptica o esgoto por quatro fases de tratamento: retenção,
decantação, flotação e digestão.
Na fase de retenção o esgoto é detido por um período que varia de 12 a 24 horas. Na
decantação 60% a 70% dos sólidos em suspensão são sedimentados, formando-se assim o
chamado lodo. Na fase de decantação forma-se a escuma, que é constituída dos sólidos não
sedimentados retidos na superfície do líquido. Tanto o lodo quanto a escuma são atacados
por bactérias anaeróbicas na fase de digestão, havendo então sua destruição total ou parcial.
A localização das fossas deve obedecer aos seguintes critérios estabelecidos no item
5.1 da NBR 7229:
Distâncias horizontais mínimas:
1,50 m de construções, limites de terreno, sumidouros, valas de infiltração e ramal
predial de água;
3,0 m de árvores e de qualquer ponto de rede pública de abastecimento de água;
15,0 m de poços freáticos e de corpos de água de qualquer natureza.
O dimensionamento do tanque séptico é feito através da Eq. 1, fornecida pela NBR
7229:
V=100+N(CT+KL_f ) (1)
60
Onde:
V – volume útil total (litros)
N – número de pessoas ou unidades de contribuição
C – contribuição de despejos (litros/pessoa x dia)
T – período de detenção (dias)
K – taxa de acumulação de lodo digerido (dias)
Lf – contribuição de lodo fresco (litros/pessoa x dia)
A contribuição de despejos (C) em litros por pessoa vezes dias depende do tipo de uso
da edificação assim como a população que utiliza a mesma. De acordo com a NBR 7229, a
contribuição de despejos (C) para o caso de escolas (externatos) e locais de longa
permanência é de 50 litros/pessoa x dia.
O período de detenção do esgoto (T) é o tempo médio de permanência da parcela
líquida do esgoto dentro da zona de decantação do tanque séptico. Para o cálculo do período
de detenção do esgoto (T), é necessário o valor da contribuição diária de esgoto (L). Este
valor é obtido pela multiplicação do número de pessoas pela contribuição de despejos.
Chama-se de lodo o material acumulado na zona de digestão do tanque séptico, por
sedimentação de partículas sólidas suspensas no esgoto. Por sua vez, lodo fresco é o lodo
instável ainda em início de processo de digestão. A contribuição de lodo fresco (Lf), em litro
por pessoa vezes dia, para o tipo de ocupação em questão, tem valor igual a 0,20.
A taxa de acumulação de lodo (K) é o número de dias de acumulação de lodo fresco
equivalente ao volume de lodo digerido a ser armazenado no tanque, considerando redução
de volume de quatro vezes para o lodo digerido. A taxa de acumulação de lodo depende do
intervalo de limpeza, em anos, e da faixa de temperatura ambiente do mês mais frio do ano.
Considerando um intervalo de 4 anos entre limpezas e que a temperatura ambiente é maior
que 20°, o valor da taxa de acumulação é igual a 177 dias.
Figura 54 – Tabela de cálculos dos índices de esgotamento sanitário: Unidade Palmeira dos Índios
N (pessoas) = 479
Contribuição de despejos (C) = 50 litros/pessoas x dias
Período de detenção do esgoto (T) = 0,5 dias
Taxa de acumulação de lodo (K) = 117 dias
Contribuição de lodo fresco Lf = 0,2 litros/pessoas x dias
Volume necessário das fossas sépticas = 23.28 m³
61
4.2.7 Resíduos sólidos
O lixo produzido na Unidade é do tipo comum, proveniente dos escritórios, salas de
professores, salas de aula, lanchonete, banheiros e das lixeiras localizadas nas áreas de
circulação. Os laboratórios não produzem lixo diferenciado, contaminado com substâncias de
natureza química ou biológica. O lixo eletrônico é descartado junto com o lixo comum.
Não há coleta seletiva nem reciclagem do lixo na Unidade. A coleta regular é feita pelo
serviço prestado pela Prefeitura. Há associação de catadores de recicláveis em Palmeira dos
Índios. O material de descartado pelos serviços de escritório, tais como papel e papelão
podem ser reciclados.
Na visita, foi detectado que as cadeiras de sala de aula estão sendo depositadas
debaixo da rampa de acesso no Bloco 2. Desta forma, aponta-se a necessidade de
construção de depósito ou almoxarifado para armazenamento de mobiliário e material de
consumo.
Figura 55 - Cadeiras depositadas sob a rampa de acesso ao segundo pavimento.
4.2.8 Drenagem
O terreno apresenta uma topografia praticamente plana. No sentido longitudinal (Rua
Sonho Verde/Fundos), o terreno apresenta uma declividade de 1,8%, portanto, ligeiramente
abaixo do mínimo necessário para o escoamento adequado das águas pluviais (2%). No
sentido transversal (Rua Bráulio Montenegro/Trav. Antônio Galdino), a declividade é de 0,75%.
62
Figura 56 - Planta com levantamento topográfico do terreno da unidade palmeira dos Índios
Fonte: SINFRA/UFAL.
4.2.9 Paisagismo e Arborização
Na fase de construção do primeiro bloco da Unidade, o Arboretum do estado foi
chamado a fazer uma proposta de arborização da área. O plantio foi realizado em duas fases.
Na primeira fase, em 2008, as mudas foram plantadas na área destinada ao estacionamento,
contígua ao Bloco 1. A segunda fase foi executada em 2010, no estágio de construção do
Bloco 2. Nesse contexto, as mudas foram plantadas na área externa ao Bloco 2, contornando
o edifício. A Craibeira (Tabebuia aurea), o Guapuruvu (Schizolobium parahyba), a Canafístula
(Peltophorum dubium) e a Pata-de-vaca (Bauhinia Forficata), são algumas das espécies
plantadas no terreno da Unidade.
Parte das árvores plantadas na primeira fase da ocupação
do campus apresentam porte e desenvolvimento diferenciado. A preservação do gramado
permitiu a permanência da coroa, que assegura melhor retenção de água e proteção das
mudas contra a invasão de espécies daninhas. Esse é o caso das mudas plantadas na área
em frente ao Bloco 1. As arvores plantadas na área lateral estão apresentando
desenvolvimento aquém do esperado, devido à falta de manutenção. Nos pontos onde foram
feitos os plantios, o solo está tomado por espécies daninhas. É perceptível também o ataque
de insetos às árvores. Esses problemas de manutenção estão relacionados ao atraso na
prestação do serviço.
63
As mudas plantadas na segunda fase foram dispostas em pontos ao redor do Bloco 2.
Parte das mudas plantadas nessa fase definhou devido à falta de manutenção. Os canteiros
vazios estão marcados com “+”. Esses canteiros poderão ser reservados para o plantio
comemorativo de arvores nas festividades de formatura, desde que a espécie escolhida esteja
de acordo com as especificidades do local. A Palmeira Imperial (Roystonea oleracea)
localizada no pátio central, próximo à área da cantina, foi plantada em um canteiro sobre uma
tubulação de esgoto. Com o desenvolvimento da palmeira, a tubulação pode vir a ser
danificada.
Figura 57 - Localização aproximada e identificação das espécies vegetais levantadas na Unidade
Palmeira dos Índios.
64
Figura 58 – Quadro de identificação das espécies vegetais
01
02
Nome científico:
Nome científico:
Tabebuia aurea
Cassia grandis
Nome popular:
Nome popular:
Craibeira, Paratudo
Canafístula
Família:
Família: Fabaceae
Bignoniaceae
Origem: Brasil
Origem: Brasil
Porte aprox.: 1,50 m
Porte aprox.: 3,00 m
03
04
Nome científico:
Nome científico:
Tabebuia aurea
Licania tomentosa
Nome popular:
Nome popular: Oiti
Craibeira, Paratudo
Família:
Família:
Chrysobalanaceae
Bignoniaceae
Origem: Brasil
Origem: Brasil
Porte aprox.: 1,80 m
Porte aprox.: 3,00 m
05
06
Nome científico:
Nome científico:
Tabebuia aurea
Cassia grandis
Nome popular:
Nome popular:
Craibeira, Paratudo
Canafístula
Família:
Família: Fabaceae
Bignoniaceae
Origem: Brasil
Origem: Brasil
Porte aprox.: 2,00 m
Porte aprox.: 3,0 m
07
08
Nome científico:
Nome científico:
Tabebuia aurea
Cassia grandis
Nome popular:
Nome popular:
Craibeira, Paratudo
Canafístula
Família:
Família: Fabaceae
Bignoniaceae
Origem: Brasil
Origem: Brasil
Porte aprox.: 1,20 m
Porte aprox.: 3,0 m
65
09
10
Nome científico:
Nome científico:
Tabebuia aurea
Roystonea oleracea
Nome popular:
Nome popular:
Craibeira, Paratudo
Palmeira-imperial
Família:
Família: Arecaceae
Bignoniaceae
Origem: Antilhas
Origem: Brasil
Porte aprox.: 2,00 m
Porte aprox.: 3,5 m
11
12
Nome científico:
Nome científico:
Licania tomentosa
Tabebuia aurea
Nome popular: Oiti
Nome popular:
Família:
Craibeira, Paratudo
Chrysobalanaceae
Família:
Origem: Brasil
Bignoniaceae
Porte aprox.: 1,60 m
Origem: Brasil
Porte aprox.: 2,50 m
13
14
Nome científico:
Nome científico:
Tabebuia aurea
Tabebuia aurea
Nome popular:
Nome popular:
Craibeira, Paratudo
Craibeira, Paratudo
Família:
Família:
Bignoniaceae
Bignoniaceae
Origem: Brasil
Origem: Brasil
Porte aprox.: 2,00 m
Porte aprox.: 2,00 m
15
16
Nome científico:
Nome científico:
Tabebuia aurea
Tabebuia aurea
Nome popular:
Nome popular:
Craibeira, Paratudo
Craibeira, Paratudo
Família:
Família:
Bignoniaceae
Bignoniaceae
Origem: Brasil
Origem: Brasil
Porte aprox.: 2,00 m
Porte aprox.: 0,40 m
66
17
18
Nome científico:
Nome científico:
Enterolobium
Tabebuia aurea
contortisiliquum
Nome popular:
Nome popular:
Craibeira, Paratudo
Tamboril
Família:
Família: Fabaceae
Bignoniaceae
Origem:
Origem: Brasil
América do Sul
Porte aprox.: 3,50 m
Porte aprox.: 4,50 m
19
20
Nome científico:
Nome científico:
Tabebuia aurea
Enterolobium
Nome popular:
contortisiliquum
Craibeira, Paratudo
Nome popular:
Família:
Tamboril
Bignoniaceae
Família: Fabaceae
Origem: Brasil
Origem:
Porte aprox.: 2,50 m
América do Sul
Porte aprox.: 1,50 m
21 a 30
31
Nome científico:
Nome científico:
Tabebuia
Bauhinia forticata
avellanedae
Nome popular:
Nome popular:
Pata de vaca
Ipê-roxo
Família: Fabaceae
Família:
Origem: Brasil
Bignoniaceae
Porte aprox.: 3,50 m
Origem: Brasil
Porte aprox.: 0,50 m
32
33
Nome científico:
Nome científico:
Bauhinia forticata
Roystonea oleracea
Nome popular:
Nome popular:
Pata de vaca
Palmeira-imperial
Família: Fabaceae
Família: Arecaceae
Origem: Brasil
Origem: Antilhas
Porte aprox.: 2,50 m
Porte aprox.: 5,00 m
67
34
35
Nome científico:
Nome científico:
Cynodon dactylon
Cynodon dactylon
Nome popular:
Nome popular:
Grama bermudas
Grama bermudas
Família: Poaceae
Família: Poaceae
Origem: Antilhas
Origem: Antilhas
Porte aprox.: 0,05 m
Porte aprox.: 0,05 m
O gramado se apresenta em boas condições no pátio central, nas margens da
passarela cimentada entre os setores do Bloco 1 e nas imediações do setor administrativo. A
área utilizada de forma improvisada como estacionamento o gramado se apresenta mais
rarefeito. À medida que se distancia dos edifícios a manutenção passa a ser menos frequente,
causando a invasão de espécies daninhas deteriorando as condições do gramado.
A Unidade precisa dispor de um serviço de manutenção e jardinagem de modo a
assegurar o crescimento das mudas, mediante irrigação e limpeza da coroa, bem como o
desenvolvimento das árvores, realizando as podas necessárias e protegendo-as contra pragas
e doenças.
4.2.10 Segurança
A segurança da Unidade apresenta problemas que precisam ser enfrentados com
urgência. Nos fundos e laterais, o terreno da Unidade é cercado com arame farpado,
oferecendo proteção praticamente nula e oferecendo riscos à segurança patrimonial da
Universidade. Segundo relato feito na ocasião da visita à Unidade, um data show foi roubado
na sala dos professores. Sugere-se a construção de um muro baixo, ou grade, que permita a
visualização e a segurança das pessoas no interior da Unidade.
A fachada frontal da Unidade tem como vizinho, do outro lado da Rua Sonho Verde,
um extenso muro que cerca a Escola Municipal Profª Marinete Neves, que se encontra
atualmente em construção.
Esse muro acaba por representar uma “fachada cega”, piorando as condições de
segurança na Unidade, pois há consenso que, em espaços urbanos contíguos a fachadas
com aberturas – portas e janelas – os níveis de segurança são maiores, devido à relação que
os moradores estabelecem com a rua, utilizando-a de forma ativa. A Unidade dispõe de um
conjunto de câmeras instaladas tanto na área externa quanto na área interna dos blocos.
Contudo, a cobertura das câmeras não atende a todas as instalações.
68
O problema maior é a falta de pessoal capacitado para o serviço de segurança. A
Unidade conta apenas com dois agentes de portaria. À noite a sensação de insegurança é
ainda maior, aprofundada pelo sistema de iluminação insuficiente.
Para resguardar o entorno da Unidade, é necessária a instalação de um posto da
polícia no bairro. A criminalidade tem crescido na cidade e foi relatado que raramente tem
havido policiamento nas imediações da Unidade.
(a)
(b)
Figura 59 – (a) Cerca de arame farpado nos limites do terreno da Unidade; (b) Vista da Rua Sonho
Vede, mostrando o lote em frente à Unidade, cercado com um extenso muro (“fachada cega”).
4.2.11 Demandas apontadas pela Coordenação da Unidade
A coordenação da Unidade Palmeira dos Índios forneceu as demandas da Unidade
para o ano de 2012. Essas demandas foram apontadas em reuniões pela comunidade
acadêmica e foram organizadas em 10 eixos temáticos, conforme quadro abaixo:
PLANEJAMENTO DE AÇÕES ACADÊMICAS E ADMINISTRATIVAS PARA A UNIDADE PALMEIRA
DOS ÍNDIOS - ANO 2012
Eixo 1: Expansão com responsabilidade
Levantamento de demanda local,
Planejamento estratégico da UE,
Regimento Interno da UE,
Reconhecimento do Curso de Psicologia.
Eixo 2: Fortalecimento da interdisciplinaridade
Programas e projetos de interesses correlatos,
Oferta de disciplinas eletivas,
Revisão dos Projetos Pedagógicos dos Cursos (NDE).
Eixo 3: Implantação de Cursos de Pós-graduação
69
Garantia de estrutura para implementação da Pós-Graduação em Direitos Sociais e Gestão dos
Serviços Sociais,
Pós-graduação em Psicologia.
Eixo 4: Infraestrutura predial e de acesso à Unidade – Estrutura física e equipamentos
Clínica e laboratórios de Psicologia,
Correção dos pontos de inconformidades das obras anteriores,
Salas para grupos de pesquisa,
Concessão da copiadora e da cantina,
Auditório,
Espaço de convivência e relaxamento,
Estacionamento (proteção dos veículos institucionais e particulares),
Acesso às salas de atividade acadêmicas (controles de chaves),
Compra de equipamentos e material de consumo,
Uso racional de impressora (toner e papel), telefone, copos descartáveis,
Descarte de lixo reciclável,
Manutenção – verificação constante do estado de conservação e funcionamento da estrutura
física e equipamentos,
Abastecimento d'água,
Escurecimento de vidros ou cortinas nas salas de projeção (multimeios),
Transporte público,
Pavimentação e iluminação pública.
Eixo 5: Gestão de Pessoas
Solicitação de concurso / contratação,
Revisão dos setores (organograma),
Plano de Qualificação Docente,
Plano de Qualificação de Técnico-administrativos,
Gerenciamento de horários de funcionamento dos setores (atendimento ao público interno e
externo).
Eixo 6: Assistência Estudantil
Implementação do NAE,
Atividades de esporte e lazer,
Alimentação (restaurante universitário),
Pouso Universitário (residência universitária).
Eixo 7: Segurança e Transporte
Controle do serviço de segurança,
Uso racional dos veículos.
Eixo 8: Arte, esporte, cultura e lazer
Convênio Casa Museu Graciliano Ramos,
Eventos comemorativos,
70
Atividades esportivas,
Curso de Inglês instrumental (e/ou outras línguas),
Jogo de Xadrez.
Eixo 9: Comunicação interna e externa – administrativa e acadêmica
Identidade visual da Unidade (logomarca),
Comunicação visual: fachada e indicações de acesso interno e de salas,
Placas sinalizadoras (indicação de localização da UE),
Gerenciamento eletrônico de documentos,
Gerenciamento eletrônico de transportes, salas e equipamentos,
Gerenciamento eletrônico de eventos,
Automação de empréstimos e reservas de livros,
Solicitação de compra de livros,
Divulgação Interna do uso do Sistema de Bibliotecas e da Plataforma Pergamum,
Combate a plágios,
Divulgação de pautas de reuniões,
Cartões de visita e carimbos.
Eixo 10: Publicidade e fortalecimento da relação com a sociedade local
A ação é o próprio tema do eixo 10.
4.3 Identidade e Cultura
A Unidade Palmeira dos Índios tem desenvolvido atividades culturais junto à
comunidade citadina através de projetos e realização de eventos. Há projetos vinculados ao
PROINART que tem desenvolvido estudos sobre manifestações culturais como folguedos,
artesanato e outros. Segundo os professores da Unidade, o município é marcado pela relação
entre o rural e o urbano, essas duas realidades se influenciam mutuamente. Assim, a Unidade
tem estabelecido articulações com os movimentos sociais tanto do meio rural quanto do meio
urbano.
A Prefeitura Municipal e a Unidade têm realizado parcerias através de convênios com
órgãos públicos. Há uma parceria em andamento que sinaliza para a possibilidade de a
Unidade realizar a gestão do Museu Graciliano Ramos. A UFAL se propôs a gerir o espaço e
elaborar a agenda cultural para o Museu, visando promover intercâmbio com a cultura local
através de exposições, teatro, cinema e apresentações de grupos folclóricos.
O levantamento das ações de extensão desenvolvidas por professores da Unidade
Palmeira dos Índios, vinculadas à área temática “Cultura”, apontou a existência de 11 projetos.
Desse total, 1 projeto tem como ano de referência, 2007; 4 projetos iniciados em 2009; 3
projetos em 2010 e 3 projetos em 2011.
71
Os projetos estão relacionados a diversas linhas de extensão tais como: Artes visuais;
Organizações da sociedade civil e movimentos sociais e populares; Mídias; Mídias-artes;
Terceira idade; Patrimônio cultural, histórico, natural e imaterial; e Grupos sociais vulneráveis.
Figura 60 - Quadro das ações de extensão realizadas pela Unidade Palmeira dos Índios7
Título
Ação de
Extensão
Area
Linha de Extensão
Temática
Organizações da
sociedade civil e
Cultura
movimentos sociais e
populares
Organizações da
sociedade civil e
Cultura
movimentos sociais e
populares
Ano
Ref.
Coordenador
Artesanato Arapiraquense: História e
Política no Mercado de Artesanato
Margarida Gonçalves
Projeto
2011
Saulo Luders
Fernandes
Capoeira na Universidade Construção de Repertórios
Comportamentais de Afirmação
Social
Projeto
2010
Gerson Alves
da Silva Junior
Cine Club Graciliano Ramos
Projeto
Cultura
Mídias
2010
Cine Club Palmeira dos Índios
Projeto
Cultura
Mídias
2009
Cinema todo dia
Projeto
Cultura
Artes visuais
2011
Geros em Movimento - Memórias
Étnicas e Identidade
Projeto
Cultura
Terceira idade
2009
Incursões na memória visual: a
cidade de palmeira dos índios
Projeto
Cultura
Patrimônio cultural,
histórico, natural e
imaterial.
2009
Memória étnica: reminiscências de
negros rurais
Projeto
Cultura
Terceira idade
2010
Gente em movimento: identidade
quilombola e ocupação de território
Projeto
Cultura
Grupos sociais
vulneráveis
2008
Psicocine - Cinema no Campus
Projeto
Cultura
Artes visuais
2007
RPG no blog
Projeto
Cultura
Mídias-artes
2011
Cicero Ferreira
de
Albuquerque
Cícero Ferreira
de
Albuquerque
David Lopes da
Silva
Maria Ester F.
da Silva
Joelma
Rodrigues da
Silva
Saulo Luders
Fernandes
Sueli Maria do
Nascimento/
Mª Ester
Ferreira da
Silva
Parmênides
Justino Pereira
David Lopes da
Silva
Fonte: Banco de Ações de Extensão. Disponível em: www.ufal.edu.br. Acesso em: 02.04.2012
Na Unidade foram desenvolvidos projetos que podem ser agrupados a partir de seus
objetivos e propostas metodológicas. Os projetos debruçam sobre a realidade local e regional,
adotando recortes espaciais em diferentes escalas, que se estendem desde comunidades e
povoados, passando pelo município e se estendendo à mesorregião do Agreste Alagoano.
O primeiro grupo tem como mote as atividades culturais como práticas de
reconstrução histórica e emancipação cidadã, empoderando a comunidade a atuar
politicamente na construção de sua própria espacialidade e historicidade. Nesse conjunto
podem ser agrupados os projetos “Artesanato arapiraquense: história e política no Mercado
7
Todas as informações e citações extraídas dos projetos aqui mencionados foram acessadas no Banco de Ações
de Extensão, hospedado na Central de Sistemas do portal da Universidade Federal de Alagoas. Disponível em
http://sistemas.ufal.br/sie_bancodeprojetos/#. Acesso em 04.04.2012.
72
de Artesanato Margarida Gonçalves” e
“Capoeira na Universidade – Construção de
Repertórios Comportamentais de Afirmação Social”.
O projeto “Artesanato arapiraquense: história e política no Mercado de Artesanato
Margarida Gonçalves”, desenvolve um estudo do produto artesanal arapiraquense,
compreendendo-o como processo produtor e produto de sua realidade, capaz construir
identidade cultural e material da comunidade que o produziu por uma via de síntese sócio
histórica. O projeto visa potencializar a organização política dos artesãos do Mercado de
Artesanato Margarida Gonçalves, possibilitando a emergência de novas vozes e sentidos à
realidade histórica deste grupo.
O projeto Capoeira na Universidade - construção de repertórios comportamentais de
afirmação social entende a capoeira como elemento aglutinador de jovens para fomentar
debates e processos formativos. A capoeira é tratada no projeto como ponto gerador e
provocador de reflexões em torno do conceito de identidade e de grupo, e como expressão
que convida à emancipação cidadã, fundada na atitude crítica, analítica e participativa no
contexto sociocultural.
O segundo grupo de projetos aborda questões identitárias a partir da reconstrução da
história e dos territórios locais através da memória visual. Tais projetos adotam como recortes
territoriais municípios inteiros ou comunidades rurais e quilombolas, situadas em Palmeira dos
Índios e Igaci. Nesse grupo de projetos, podem ser enquadrados “Incursões na memória
visual: a cidade de palmeira dos índios”, “Geros em movimento – memórias étnicas e
identidade” e “Memória étnica: reminiscências de negros rurais”.
“Incursões na memória visual” tem por objetivo “resgatar a memória visual da cidade
de Palmeira dos Índios através de fotos que inscrevam as mudanças cartográficas da cidade
ao longo de sua existência”. Esse resgate foi realizado através de depoimentos e coleta de
arquivos pessoais e públicos.
O projeto intitulado “Geros em movimento", objetiva “afirmar a relevância do idoso no
processo de recuperação da identidade histórica da Comunidade Quilombola da Tabacaria na
cidade de Palmeira dos Índios”. O projeto dá continuidade aos três projetos que a Unidade
desenvolve na comunidade, e busca reconstruir o território da comunidade quilombola através
das lembranças dos idosos da comunidade. Essa reconstrução se deu através de
depoimentos e da memória visual a partir da fotografia, que desempenha um importante papel
de "testemunho/criação”.
“Memória étnica” tem por objetivo “realizar uma reconstrução histórica e cultural da
Comunidade Serra Verde II”, situada na zona rural da cidade de Igaci. Essa reconstrução foi
realizada por meio das “reminiscências e das narrativas orais contadas pelos idosos ali
residentes, aliada a memória visual (fotográfica) da comunidade investigada”. O projeto afirma
73
a importância da figura do idoso, cujas narrativas reconstroem a história da comunidade,
possibilitando “a organização da comunidade em um corpus coletivo que é a história
compartilhada de seus membros”.
O terceiro grupo engloba os projetos relacionados com audiovisuais. Os projetos
apontam para a importância do emprego do audiovisual como meio de expressão legítimo
como objeto de interpretação, análise e discussão, alargando o universo de possibilidades na
produção de conhecimento. Podem ser agrupados nesse conjunto os projetos “Cineclub –
Palmeira dos índios”, “Cineclub Graciliano Ramos”, “Cinema todo dia”, “Psicocine – cinema
no Campus”.
O “Psicocine – cinema no Campus” foi o primeiro projeto desenvolvido pela Unidade e
objetivou promover o debate acerca das principais questões da existência humana e da vida
social, por meio da produção cinematográfica. O projeto exibiu um conjunto de filmes
relacionados com temas afetos às Ciências Humanas. As exibições foram acompanhadas de
palestras.
O projeto “Cineclub Palmeira dos índios” foi desenvolvido como parte do Programa
Cine Artpopular, aprovado pelo edital PROEXT MEC/CULTURA em 2008, com financiamento
da Petrobrás. O objetivo do Projeto foi “promover a exibição de audiovisuais nacionais em
ambientes abertos e com amplo acesso da população, seguido de debates, organizados e
conduzidos pelos alunos bolsistas do Pólo Palmeira dos Índios”. Como finalidade principal a
proposta em questão busca resgatar a importância do cinema para a cidade de Palmeira dos
Índios, “extrapolando a dimensão do lazer e do entretenimento, transformando-se num espaço
de discussão e produção do saber, incentivando a formação de público para esse campo do
fazer cultural e possibilitando ao mesmo tempo um ambiente de democratização do acesso a
produção audiovisual nacional e local”.
“Cineclub Graciliano Ramos” dá continuidade do projeto Cineclube Palmeira dos
Índios, e foi realizado simultaneamente nos municípios de Penedo, Arapiraca, Viçosa e
Palmeira dos Índios. Incluído como parte do Programa CINE ARTPOPULAR, o projeto
promoveu a exibição de audiovisuais nacionais com amplo acesso da população, debateu os
filmes exibidos, com vistas á articulação entre arte e educação.
O projeto “Cinema Todo Dia” teve como objetivo promover um espaço tanto de lazer
como de cultura, aos que participam do cotidiano da Unidade Palmeira dos Índios. Numa sala
de aula adaptada com cortinas escuras, foram projetados filmes de qualidade, visando à
formação de um público sobre cinema, possibilitando no futuro, a interação com o novo curso
de Cinema, na Unidade Penedo.
Dois projetos não cabem nos grupos mencionados anteriormente, pois debruçam
sobre outras questões adotam metodologias distintas.
74
O projeto “RPG no blog” consistiu na construção de um blog utilizando técnicas de
Role-Playing Game (RPG) adaptadas para o uso na educação. A mediação foi realizada pelo
coordenador do projeto. Os textos foram produzidos de forma coletiva, ao estilo dos folhetins
semanais do século XIX e das novelas de televisão atuais, em que a construção da história se
faz dia após dia.
Os objetivos da Unidade no sentido de ampliar o número de ações de extensão bem
como melhorar a execução dessas ações tem esbarrado em problemas de infraestrutura. A
promoção de eventos relacionados com exibições de audiovisual demanda instalações
adequadas. A Unidade tem quatro projetos de extensão relacionados com essa modalidade,
cujas ações têm sido prejudicadas, já que o auditório da Unidade é uma sala de aula
adaptada e o auditório do Museu Graciliano Ramos tem problemas de acústica e comodidade.
Não há na Unidade um espaço adequado para apresentações culturais de grupos
artísticos que promovesse a integração da comunidade universitária. O local utilizado como
espaço de convivência é a cantina. Foi relatada a carência de espaços de convivência que
possibilitassem a realização de eventos como apresentações musicais, sarais, exposições,
etc. Faltam espaços como anfiteatro, arena cultural ou tenda.
Outra demanda relatada é carência de uma “filial” da Editora da UFAL (Edufal) nos
campi e unidades do interior. O órgão encarregado de editar e divulgar trabalhos e
publicações produzidos na Universidade fica concentrado no Campus A. C. Simões, gerando
assimetrias no acesso ao conhecimento produzido pela UFAL.
5. SÍNTESE DOS PROBLEMAS ENCONTRADOS
A partir da análise detalhada feita nos itens anteriores foi elaborado um quadro síntese
dos problemas encontrados na Unidade Palmeira dos Índios.
QUADRO SÍNTESE DE PROBLEMAS ENCONTRADOS
1. DEMANDA ATUAL POR SERVIÇOS
1.1.
1.1.1.
1.2.
1.2.1.
1.2.2.
1.2.3.
Alimentação:
O serviço de alimentação é insuficiente para atender a demanda universitária;
Residência Universitária:
A Unidade não conta com residência estudantil;
Não há serviço de saúde na Unidade, e nem possui pessoas capacitadas para este fim;
Não existe ambiente destinado a realização de atendimento Psicossocial, nem servidores
para o NAE;
1.2.4. A Unidade dispõe de dois C.A.s, porém existe carência de espaço físico.
2. SETORIZAÇÃO E PLANEJAMENTO
2.1.
Inexistência ou improvisação de espaços fundamentais ao funcionamento da Unidade –
auditório e biblioteca;
2.2.
A Biblioteca funciona de forma improvisada, pela junção de duas salas e com espaço
75
insuficiente;
2.3.
Carência de computadores no Laboratório de Informática;
2.4.
Clínica de Psicologia funcionam em instalações improvisadas;
2.5.
Carência no serviço prestado pelo atendimento da copiadora;
2.6.
O Bloco que abriga o espaço da cantina e o espaço de circulação, não possibilita
comodidade para permanência nem para realização de eventos;
2.7.
Carência de salas para o desenvolvimento de atividades de pesquisa e extensão;
2.8.
Falta de material para aulas práticas para o Curso de Psicologia;
2.9.
Ausência de serviços complementares, como farmácia, serviços de cópia e impressão;
2.10. Falta de equipamentos esportivos;
2.11. Espaço de Estacionamento improvisado;
2.12. Carência de pessoal para manutenção predial;
2.13. O terreno disponível é pequeno para a construção de prédios importantes para o
funcionamento pleno da unidade – clínica de psicologia, auditório, biblioteca, residência e
equipamentos esportivos;
2.14. Carência de espaço físico para salas de professores, e de local mais adequado para sua
localização;
3. TRANSPORTE E MOBILIDADE
3.1.
Ausência de sistema viário interno e passeios;
3.2.
Carência de veículos institucionais adequados para transportar alunos e para professores
realizarem trabalhos fora do Campus;
3.3.
Rua que dá acesso à Unidade não possui pavimentação, nem calçada, dificultando a
acessibilidade de pessoas e de veículos;
3.4.
Carência de transporte regular das zonas rurais que façam transporte dos alunos para a
unidade no horário adequado das aulas;
4. ACESSIBILIDADE
4.1.
A rampa na entrada possui corrimão com altura inadequada e instalado em apenas um
dos lados;
4.2.
Após a guarita de entrada não existe acesso pavimentado até as edificações tanto p/
pedestres quanto p/ carros;
4.3.
Piso tátil inadequado e com falhas;
4.4.
As edificações mais recentes não possuem piso tátil;
4.5.
No acesso ao 2° pavimento a escada não possui corrimão, na rampa o corrimão não
apresenta duas alturas como é recomendado na NBR 9050;
4.6.
No acesso ao jardim interno rampa com inclinação inadequada e sem corrimão;
4.7.
Não existe sinalização visual.
5. ABASTECIMENTO DE ÁGUA
5.1.
A bomba utilizada para a captação da água do poço e condução até o primeiro
reservatório não é adequada ou suficiente;
5.2.
As obras da cisterna da Unidade estão atrasadas devido a problemas de execução;
5.3.
A água proveniente do poço não é adequada para o consumo humano;
5.4.
A Unidade não conta com serviço municipal para dessalinizar a água do poço;
5.5.
Uma dívida da construtora com a CASAL inviabiliza a ligação com rede de abastecimento
pública;
5.6.
A capacidade do reservatório é de 10.000 l, mas deveria ser de no mínimo 47.900 l;
6. FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA E SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO
6.1.
O sistema elétrico do Bloco 2 apresenta problemas com a iluminação;
6.2.
Demora na prestação de serviços de manutenção;
6.3.
Iluminação insuficiente;
6.4.
Sobrecarga constante no serviço de internet;
6.5.
O sistema de cabos de rede no Bloco 1 está obsoleto;
6.6.
No Bloco 2 o número de pontos de rede é insuficiente;
6.7.
Cobertura pequena da rede sem fio, o sinal é detectado apenas na área onde se localiza a
cantina;
6.8.
Não há um serviço de e-mail institucional ligado ao domínio do portal;
7. ESGOTAMENTO SANITÁRIO
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7.1.
O sistema de esgotamento sanitário da Unidade é de fossa séptica, com capacidade
desconhecida.
8. RESÍDUOS SÓLIDOS
8.1.
Lixo eletrônico descartado junto com lixo comum;
8.2.
Não é feita coleta seletiva ou reciclagem do lixo na unidade;
8.3.
Cadeiras são depositadas sob as rampas, local inadequado, apontando necessidade de
construção de depósitos;
9. PAISAGISMO E ARBORIZAÇÃO
9.1.
As árvores apresentam desenvolvimento aquém do esperado, devido o ataque de
espécies daninha e insetos;
9.2.
Problema no desenvolvimento das mudas por falta de manutenção (carência de água);
9.3.
O gramado rarefeito prejudica as plantas;
9.4.
Palmeira Imperial plantada sobre tubulação de esgoto, com o desenvolvimento da planta a
tubulação poderá ser danificada;
10. SEGURANÇA
10.1. O terreno da Unidade é cercado com arame farpado, oferecendo proteção praticamente
nula e oferecendo riscos à segurança patrimonial da Universidade;
10.2. Falta de pessoal capacitado para o serviço de segurança. A Unidade conta apenas com
dois agentes de portaria;
10.3. Falta de policiamento próximo da unidade;
10.4. O muro em frente à unidade compõe uma fachada cega, elemento que aumenta a
insegurança do local;
11. IDENTIDADE E CULTURA
11.1. Não há na Unidade um espaço adequado para apresentações culturais;
12. POLITICA DE GESTÃO DE PESSOAS
12.1. Implantar política de gestão de pessoas adequada as necessidades dos servidores, com
incentivos a qualificação profissional e suporte a demanda de preenchimento adequado de novas
vagas.
6.0. SÍNTESE DAS POTENCIALIDADES ENCONTRADAS
A partir da análise detalhada feita nos itens anteriores foi elaborado um quadro síntese
das potencialidades encontradas na Unidade Palmeira dos Índios.
QUADRO SINTESE DAS POTENCIALIDADES
1.
DEMANDA ATUAL DE SERVIÇOS
1.1. Bolsas de Permanência
1.1.1. As Bolsas de Permanência do Programa Nacional de Assistência Estudantil têm contornado
parte dos problemas gerados pela falta de equipamentos universitários. Na Unidade de
Palmeira dos Índios um em cada sete alunos recebe o auxílio;
2.
PAISAGISMO E ARBORIZAÇÃO
2.1. O gramado se apresenta em boas condições no pátio central, nas margens da passarela
cimentada entre os setores do Bloco 1 e nas imediações do setor administrativo;
3.
IDENTIDADE E CULTURA
3.1. A Unidade Palmeira dos Índios tem projetos vinculados ao PROINART que tem desenvolvido
estudos sobre manifestações culturais como folguedos, artesanato e outros;
3.2. Está em andamento que sinaliza para a possibilidade de a Unidade realizar a gestão do
Museu Graciliano Ramos;
3.3. A Unidade tem desenvolvidos ações importantes para inclusão de estudantes com
deficiência;
3.4. A Unidade estabelece contato constante com os poderes municipais para discussão dos
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3.5.
problemas locais;
A Unidade realiza ações de extensão que trabalham questões sociais, com amplo destaque
no contexto da UFAL.
REFERÊNCIAS
Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão;
Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5626:1998 - Instalação predial de água fria;
Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 7229:1993 - Projeto, construção e operação de
sistemas de tanques sépticos;
Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 9050:2004 - Acessibilidade a edificações, mobiliário,
espaços e equipamentos urbanos;
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2012. Disponível em: http://www.ibge.gov.br;
IpeaData, 2012. Disponível em: www.ipeadata.gov.br;
LIMA FILHO, Domingos L. Projetos de instalações Elétricas Prediais. São Paulo: Érica, 2011;
Ministério das Cidades: Rede de avaliação e capacitação para a implementação dos Planos
diretores participativos, 2010. Disponível em: http://www.cidades.gov.br. Acesso em 01.06.2012;
PNUD. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, 2012. Disponível em: http://www.pnud.org.br;
Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas, 2012. Disponível em: http://www.cultura.al.gov.br;
Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Banco de Ações de Extensão. Disponível em:
http://www.ufal.edu.br. Acesso em: 02.04.2012;
WIKIPÉDIA, A Enciclopédia livre, 2012. Disponível em: http://pt.wikipedia.org;
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