PPC Química 2018
PCC_Quimica Licenciatura_Versao Final_22-08-19.pdf
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Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS DE ARAPIRACA
PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE
QUÍMICA LICENCIATURA
ARAPIRACA – AL / 2019
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS DE ARAPIRACA
PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE
QUÍMICA LICENCIATURA
Projeto revisado e ampliado a partir do
projeto original do Curso de Química
Licenciatura, que fora elaborado antes da
implantação do Campus de Arapiraca, de
acordo com a política de interiorização da
UFAL.
ARAPIRACA – AL / julho de 2019
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS DE ARAPIRACA
Reitora
Maria Valéria Costa Correia
Vice-Reitor
José Vieira da Cruz
Pró-Reitora de Graduação
Sandra Regina Paz da Silva
Diretora Geral do Campus de Arapiraca
Eliane Aparecida Holanda Cavalcanti
Diretor Acadêmico do Campus de Arapiraca
Arnaldo Tenório da Cunha Júnior
Comissão de Elaboração do Projeto Pedagógico
Profa. Dra. Thaissa Lúcio Silva / Campus de Arapiraca - UFAL
Profa. Dra. Silvia Helena Cardoso / Campus de Arapiraca – UFAL
Prof. Dr. Vinicius Del Colle / Campus de Arapiraca – UFAL
Prof. Dr. Wander Gustavo Botero / Campus de Arapiraca – UFAL
Prof. Dr. Rafael Saraiva Nunes / Campus de Arapiraca – UFAL
Prof. Dr. Sérgio Modesto Vechi / Campus de Arapiraca – UFAL
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
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SUMÁRIO
1- DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CURSO …..……………………………..…...06
2- CONTEXTUALIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO………………………...……………..09
2.1- Contextualização Regional da Instituição...…………………...……..10
3- CONTEXTUALIZAÇÃO DO CURSO DE QUÍMICA LICENCIATURA - CAMPUS
DE ARAPIRACA………………………………………………………………………...10
3.1 - O Papel do Curso de Licenciatura em Química na Formação do
cidadão…………………………………………………………………...………...........14
4- POLÍTICAS INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO...…………………….16
4.1- Ensino…....…………………………………………………….…………...17
4.2- Extensão…………………………………………………………………....20
4.2.1. Programa de Atividades Curriculares de Extensão do Curso de
Química Licenciatura (ACEQuim) ………………………………..22
4.2.2. Unidades Acadêmicas Envolvidas ………………………………….22
4.2.3. Justificativa Fundamentada ………………………………………….22
4.2.4 Abrangências do Programa de Extensão …………………………..23
4.2.5 Áreas Temáticas do Programa ……………………………………..23
4.2.6 Linhas de Extensão do Programa …………………………………...24
4.2.7 Objetivo do Programa ………………………………………………….24
4.2.8 Ementa do Programa …………………………………………………...25
4.2.9 Metodologia ……………………………………………………………...25
4.2.10 Acompanhamento e Avaliação ……………………………………...25
4.2.11 Referências ……………………………………………………………..27
4.3- Pesquisa………………………...…………………...……………………..27
4.4- Acessibilidade……………………………....……………………………..27
4.5- Núcleo de Acessibilidade – NAC…..………………………….…….....28
4.6- Inclusão……………………………………………………………………..29
5. OBJETIVOS……………………...……………………………………………....…...30
6. PERFIL DO EGRESSO ...……………………………….…………………….......30
7. CAMPO DE ATUAÇÃO……………………………………………………………...31
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
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8. HABILIDADES – COMPETÊNCIAS – ATITUDES……………………………….31
9. METODOLOGIA……………………………………………………………......…….33
10. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA…………………….………...……37
10.1- Estrutura Curricular……………………………………………………..37
11. COMPONENTES CURRICULARES OBRIGATÓRIOS DO CURSO DE
QUÍMICA LICENCIATURA…………………………………………………………….40
11.1- Matriz Curricular - Organização Curricular do NOVO PPC 2018).40
11.2- Organização Curricular das Disciplinas Eletivas…………...……..43
11.3- Requisitos Associados a Progressão Curricular das Disciplinas
Obrigatórias……....……………………………………………………………………..43
11.4- Requisitos Associados a Progressão Curricular das Disciplinas
Eletivas……………………………………………………………..........45
11.5- Representação Gráfica de um Perfil de Formação..…..................46
11.6- Flexibilização Curricular………………………………………………..46
11.7- Interdisciplinariedade…………...…...…………………………………47
11.8- Relação Teoria-prática………………………………………………….48
11.9-Transversalidade………………………………………………………....48
12. CONTEÚDO CURRICULARES……...…………………………………………....48
12.1- Educação Ambiental…………………………………………………....48
12.2- Educação para as Relações Étnico-raciais (ERER).......................50
12.3- A Educação em Direitos Humanos…..…………………………........51
12.4- Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS ………………………………51
13. ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO.…..…………………………….52
14. ATIVIDADE COMPLEMENTARES………………….……………………………54
15. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC).........................................56
16. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC)......................57
17.AVALIAÇÃO………………………………………………………………………….58
17.1- Sistema de Avaliação do Projeto de Curso..………………...…....58
17.2- Sistema de Avaliação do Processo de Ensino e Aprendizagem..59
17.3- Sistema de Avaliação do Curso…………...………………………….59
18. COLEGIADO DO CURSO...………………………………………………....…….60
19. NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE ...……………….………..…………...61
20. POLÍTICAS DE APOIO NO ÂMBITO DO CURSO…...…………………………62
20.1- Políticas de Apoio aos Docentes e Técnicos...…………………….62
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20.2- Políticas de Apoio aos Discentes...…………………………………..64
21. CONDIÇÕES PARA VIABILIZAÇÃO DO CURSO………………...……...…....66
21.1- Recursos Humanos………...………………………………….………..66
21.2- Infraestrutura e Recursos Materiais…………………..……..………66
21.3- Laboratórios Especializados……………………………………..…...67
21.4- Laboratórios de Pesquisa………………...........………………..…....67
21.5- Recursos Materiais……………………………………....……………...68
22.
EMENTAS
E
BIBLIOGRAFIAS
ESPECÍFICA
E
COMPLEMENTAR………..............................................................................…….69
23. ANEXOS………………………………………………………………….………...108
● Parecer CNE/CES nº 1.303/2001, aprovado em 6 de novembro de
2001...........................................................................................................112
● Resolução CNE/CES nº 8, de 11 de março de
2002………………………………………………...………………….......……121
● Resolução nº 71/2006 - CONSUNI/UFAL, de 18 de dezembro de 2006122
● Resolução CNE/CP nº 2, de 1º de julho de 2015……………..………….129
● Resolução nº 4/2018 - CONSUNI/UFAL, de 19 de fevereiro de
2018…….........................…………………………………………….………..155
● Resolução nº 6/2018 - CONSUNI/UFAL, de 19 de fevereiro de
2018………...........…………………...……………………………….………..160
24. APÊNDICE………………………………………………………………………….167
● Estágio Supervisionado…………………………………………………......167
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1- IDENTIFICAÇÃO
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO INSTITUCIONAL
Contextualização da Instituição de Ensino Superior Mantenedora: Ministério da
Educação (MEC) - Município-Sede: Brasília - Distrito Federal (DF), CNPJ:
00.394.445/0188-17
Dependência: Administrativa Federal Mantida: Universidade Federal de Alagoas
(UFAL)
Código: 577
Município-Sede: Arapiraca
Estado: Alagoas
Região: Nordeste
Endereço do Campus sede: Avenida Manoel Severino Barbosa - Bom Sucesso,
Arapiraca - AL, 57309-005
Fone: (82) 3482-1800 (Central)
Portal eletrônico: www.ufal.edu.br
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CURSO
Curso: Química Licenciatura
Modalidade: Licenciatura - Presencial
Título oferecido: Licenciado em Química
Nome da Mantida: Universidade Federal de Alagoas (UFAL) - Campus: Arapiraca
Município-Sede: Arapiraca
Estado: Alagoas
Região: Nordeste
Endereço de funcionamento do curso: Avenida Manoel Severino Barbosa - Bom
Sucesso, Arapiraca - AL, 57309-005
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Atos Legais: PORTARIA DE AUTORIZAÇÃO: Criação: em 07/10/2013, através da
Resolução CONSUNI/UFAL Nº. 63/2013
PORTARIA DE RECONHECIMENTO: Portaria No 24, de 12 de março de 2012.
Diário Oficial da União (DOU) de 16 de março de 2012, Seção 1, No 53.
PORTARIA DE RENOVAÇÃO DE RECONHECIMENTO: Portaria 340 de 28 de
julho de 2016. Diário Oficial da União (DOU) de 29 de Julho de 2016, seção 1.
Número de Vagas autorizadas: 50 vagas
Formas de ingresso: O ingresso no curso de Química Licenciatura é efetivado por
meio de processo seletivo, sendo a prova do ENEM o meio de seleção e a
plataforma SISU/MEC (Sistema de Seleção Unificada - http://www.sisu.mec.gov.br/)
o meio de inscrição, respeitados os critérios de cotas em vigor.
A UFAL poderá adotar outros processos de seleção, simplificados ou não,
para o preenchimento de vagas ociosas ou em casos de convênios firmados no
interesse público. Dentre outros, aqueles que dizem respeito à formação de
professores que atuam na rede pública de ensino e à formação de gestores
públicos. Em todos os casos, a igualdade de oportunidade de acesso é garantida
por meio de editais.
Turno de Funcionamento: Diurno
Carga horária total do curso em hora/relógio: 3550 horas
Tempo de integralização do curso: 9 períodos
Tempo mínimo: 9 períodos
Tempo máximo: 13 períodos
Equipe de colaboração:
Profa. Dra. Thaissa Lúcio Silva/Campus de Arapiraca – UFAL Coordenadora do Curso.
Profa. Dra. Silvia Helena Cardoso/Campus de Arapiraca – UFAL- Vicecoordenadora do Curso
Prof. Dr. Wilmo Ernesto Francisco Junior/Campus de Arapiraca – UFAL Presidente do Núcleo Docente Estruturante.
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Prof. Dr. Rafael Saraiva Nunes/Campus de Arapiraca – UFAL
Prof. Dr. Prof. Dr. Sérgio Modesto Vechi/Campus de Arapiraca – UFAL
Prof. Dr. Vinicius Del Colle/Campus de Arapiraca – UFAL
Prof. Dr. Wander Gustavo Botero/Campus de Arapiraca – UFAL
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2- CONTEXTUALIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO
A Universidade Federal de Alagoas - UFAL é Pessoa Jurídica de Direito
Público – Federal, CNPJ: 24.464.109/0001-48, com sede à Avenida Lourival de
Melo Mota, S/N, Campus A. C. Simões, no Município de Maceió, no Estado de
Alagoas, CEP 57.072-970, além de uma Unidade Educacional (UE) em Rio Largo,
município da região metropolitana da Capital. Foi criada pela Lei Federal nº 3.867,
de 25 de janeiro de 1961, a partir do agrupamento das então Faculdades de Direito
(1933), Medicina (1951), Filosofia (1952), Economia (1954), Engenharia (1955) e
Odontologia (1957), como instituição federal de educação superior, de caráter
pluridisciplinar de ensino, pesquisa e extensão, vinculada ao Ministério da
Educação, mantida pela União, com autonomia assegurada pela Constituição
Brasileira, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei 9394/96 e por
seus Estatuto e Regimento Geral. Possui estrutura multicampi, com sede localizada
no Campus A. C. Simões, em Maceió, onde são ofertados 102 cursos de graduação.
O processo de interiorização, iniciado em 2006, expandiu sua atuação para o
Agreste, com o Campus de Arapiraca e com as Unidades Educacionais em Palmeira
dos Índios, Penedo e Viçosa e a oferta de 23 cursos. Em 2010, chegou ao Sertão,
instalando-se em Delmiro Gouveia e em Santana do Ipanema, com a oferta de 08
cursos, todos presenciais. Além dos cursos presenciais, há 11 cursos ofertados na
modalidade de Educação à Distância, através do sistema Universidade Aberta do
Brasil - UAB. A pós-graduação contribui com 31 programas de Mestrado e 09 de
Doutorado, além dos cursos de especialização nas mais diferentes áreas do
conhecimento. A pesquisa vem crescendo anualmente com a participação de linhas
e grupos de pesquisa nas mais diferentes áreas do conhecimento. A extensão
contribui com diversos programas e, também, é uma atividade em constante
expansão. O ingresso dos estudantes na UFAL se efetiva por meio de processo
seletivo através do ENEM e da plataforma SISU/MEC (Sistema de Seleção
Unificada).
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2.1- Contextualização Regional da Instituição
Com uma extensão territorial de 27.767.661 km2, o Estado de Alagoas é
composto por 102 municípios distribuídos em 03 mesorregiões (Leste, Agreste e
Sertão alagoano) e 13 microrregiões. De acordo com o Censo de 2010 do IBGE, 8
apresentavam população residente de 3.120.922 habitantes, sendo 73,64% em
meio urbano. A inserção espacial da UFAL leva em consideração as demandas
apresentadas pela formação de profissionais em nível superior e a divisão do
Estado em suas meso e microrregiões. Essa configuração espacial é contemplada
com uma oferta acadêmica que respeita às características econômicas e sociais de
cada localidade, estando as suas unidades instaladas em cidades polo
consideradas fomentadoras do desenvolvimento local. Com a interiorização a UFAL
realiza oferta de cursos em nível superior de maneira significativa em relação à
demanda representada pelos egressos do Ensino Médio em Alagoas, à exceção do
seu litoral norte, cujo projeto de instalação do Campus no município de Porto Calvo
se encontra em tramitação na SESU//MEC. O PIB de Alagoas foi de R$ 49,456
bilhões, em 2016. Em Alagoas, o setor de agropecuária e serviços são os mais
importante na composição do valor agregado da economia. Em 2018, o PIB de
Alagoas cresceu 1,53% impulsionado por esses dois setores.
3- CONTEXTUALIZAÇÃO DO CURSO DE QUÍMICA LICENCIATURA - CAMPUS
DE ARAPIRACA
Os cursos de Licenciatura surgiram no Brasil na década de 1930 a partir da
necessidade de formação de profissionais docentes que contribuíssem, por meio da
formação de pessoas qualificadas, com a industrialização do país. Entretanto,
apenas com a Lei de Diretrizes e Bases nº 5.540 de 1968 a questão da formação
de professores para a educação no Brasil foi tratada e houve orientação para o
estabelecimento de política nacional e regional definida pelo Conselho Federal de
Educação e Comissões de Ensino (LDB, 1968). Em seguida, a Lei nº 5.692 de 1971
fixou as Diretrizes e bases para o ensino de 1º e 2º graus, prevendo a formação de
profissionais da educação levando-se em conta as diferenças culturais de cada
região do país. Neste contexto, o curso de magistério, em nível de 2º grau, formava
docentes para atuar entre a 1ª a 4ª série do 1º grau. Foram criados dois tipos de
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Licenciatura: a de curta duração, que formava docente para lecionar no 1º grau, e a
plena, com habilitações específicas, que formava docentes para lecionar em todo
1º e 2º grau (LDB, 1971). Apesar disso, em suas disposições transitórias, esta lei
permitia que as funções do magistério fossem exercidas por leigos, com
complementação de estudos ou treinamento em serviço. A atual LDB 9.394, de 20
de dezembro de 1996, trata dos profissionais da educação no título VI, artigos 61 a
67, estabelecendo que os docentes para a educação básica sejam formados em
nível superior em curso de Licenciatura plena, com exceção dos docentes para a
educação infantil e as quatro primeiras séries do ensino fundamental, que podem
ser formados em nível de ensino médio na modalidade “Normal”. Esta abertura, a
princípio, deveria durar até o ano de 2007. Desta data em diante só seriam
admitidos professores para a educação básica habilitados em nível superior ou
formados por treinamento em serviço (para aqueles que já têm estabilidade na
função ou cargo de professor) (LDB, 1996).
Na Universidade Federal de Alagoas, o curso de Licenciatura em Ciências Habilitação Química foi criado em 1974, num momento em que esta instituição
ampliou seus cursos e número de vagas visando atender às necessidades do
Estado de Alagoas em relação à formação de professores. A estrutura deste curso,
criado pelo Centro de Ciências Exatas e Naturais – CCEN/UFAL, foi instituída
através da Resolução Nº 16/CCEP, de 1974, que em seu artigo 1º afirma: “o curso
de Licenciatura Plena em Química, de que resultará o diploma de Licenciado,
destina-se à formação de professores para o ensino de Química e outras atividades,
áreas e disciplinas previstas na Legislação em vigor no 1° e 2° graus”. A mesma
Resolução, no seu Artigo 2º, estabelece que “o curso na modalidade de Licenciatura
Plena seria ministrado com o mínimo de 2.800 horas com a integralização de 3 a 7
anos letivos”. A resolução estabelece ainda a estrutura curricular do curso, que foi
reconhecido pelo Ministério da Educação/MEC mediante o decreto nº 83.650 em
1979. Desde o seu primeiro ano de implantação, o curso teve uma procura
considerável, porém, os dados mostraram que dos 40 alunos que ingressaram em
1975 através de Vestibular, apenas 02 se graduaram no período de quatro anos.
Atribuiu-se, à época, a elevada evasão, entre outros fatores, a falta de formação
pedagógica dos professores, os quais não estavam preparados para definir
competências para a docência.
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O problema da evasão nos cursos de Licenciatura não é uma peculiaridade de
Alagoas, mas um fenômeno nacional. O número de concluintes sempre foi baixo em
relação às necessidades do país (INEP, 2003). Dentre as inúmeras causas da
evasão nesses cursos estão as condições sócio-econômicas do alunado, a
estrutura curricular dos cursos oferecidos pelas universidades públicas e,
principalmente, a precarização da profissão docente que relaciona-se a baixa
remuneração salarial dos profissionais da educação, condições de trabalho
inadequadas e jornadas de trabalho extenuantes.
Na UFAL, assim como em outras universidades brasileiras, o modelo
tradicional das licenciaturas seguiu um padrão que foi denominado “3+1”, ou seja,
3 anos dedicados às disciplinas específicas da área e um ano formado por
disciplinas de cunho pedagógico (Pereira, 2000). A análise do ordenamento
curricular do curso de Licenciatura em Química da UFAL de 1975 confirma esta
tendência, visto que as disciplinas pedagógicas eram propostas apenas no
chamado “ciclo profissionalizante”, oferecidas no final do curso. Este ordenamento
curricular sofreu modificações ao longo dos anos sendo que as disciplinas da área
pedagógica foram mais bem distribuídas ao longo do curso, embora em 2006, o seu
número ainda fosse bastante limitado, apenas quatro disciplinas pedagógicas num
total de vinte, correspondendo a 20% da matriz curricular.
Este modelo, em que os conteúdos específicos básicos da área de Química
eram priorizados e trabalhados de maneira desarticulada das disciplinas
pedagógicas,
mostrou-se
inadequado,
com
a
formação
de
profissionais
excessivamente técnicos e sem vivência da realidade escolar. Novas adequações
apontaram para a necessidade de adaptar os cursos de licenciaturas às exigências
educacionais do país, criar oportunidades para o exercício de práticas pedagógicas
desde o início do curso, contribuindo de modo mais efetivo para formação de
professores competentes e capazes de lidar com os problemas de sala de aula e
que pudessem modificar a realidade em que vivem.
As reformas propostas pelo MEC, de acordo com o documento do Conselho
Nacional de Educação/Câmara de Educação Superior e Resolução CNS/CES Nº
08 de 11 de março de 2002, que Estabelece as Diretrizes Curriculares para os
cursos de Licenciatura em Química, integrantes do Parecer 1.303/2001, orientaram
a elaboração de uma nova proposta pedagógica para os Cursos de Licenciaturas,
que poderiam ter melhores desempenhos, tanto no direcionamento do profissional
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13
ao mercado de trabalho, quanto na formação geral mais sólida e adaptada ao
exercício da profissão de professor. Assim, o projeto pedagógico do curso já passou
por uma reformulação para adequar a formação de professores para atuar na
educação básica, mais especificamente na disciplina Ciências nos anos finais do
ensino fundamental e na disciplina Química no ensino médio, visando sujeitos que
possuam um amplo conhecimento de sua área de formação, que sejam capazes de
refletir sobre a sua prática pedagógica e de intervir na realidade socioeconômica
regional, buscando transformá-la.
Em complementação a estes atos legais, o Conselho Nacional de Educação
aprovou a Resolução n. 2 de 1 de julho de 2015, que ratifica questões fundamentais,
tais como 400h de estágio supervisionado, 400h de práticas pedagógicas e 200h de
atividades acadêmicas científico-culturais. O Plano Nacional da Educação (Lei
13.005, DE 25 DE JUNHO DE 2014) também prevê que sejam destinadas 10% dos
créditos curriculares em programas e ações de extensão universitária. Portanto, fezse necessário promover mudanças profundas para adequar o curso de Licenciatura
em Química, visando atender às expectativas da sociedade, bem como adaptar-se
à realidade sócio-cultural do Estado de Alagoas, cujos índices na área de educação
estão entre os piores do Brasil.
Em Alagoas, assim como em todo o Brasil, existe uma carência considerável
de professores de Química, embora esta disciplina faça parte da educação
obrigatória básica. A Química, como parte da educação científica e geral do
cidadão, é fundamental para torná-lo capaz de interpretar o mundo e compreender
a relação do homem com a natureza e como o desenvolvimento das Ciências e da
tecnologia afetam esta relação. Neste sentido, os cursos de Licenciatura em
Química da UFAL tem um importante papel a desempenhar na estrutura
educacional do Estado. Atualmente, existem cursos de Licenciatura em Química
oferecidos pela UFAL na capital e interior do Estado, além dos cursos de
Licenciatura em Química na modalidade EAD.
O Curso de Química Licenciatura da UFAL - Campus de Arapiraca teve início
no ano de 2007, autorizado através do Parecer do CNE/CES Nº 52/2007,
reconhecido através da Portaria Nº 24, de 12 de março de 2012. Em 2015, o curso
teve seu reconhecimento renovado por meio da Portaria 340 de 28 de julho de 2016.
O curso de Licenciatura em Química do Campus de Arapiraca oferece 50 vagas no
período diurno com entrada anual. Na possibilidade de um planejamento do
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caminho acadêmico, o estudante pode avançar na matriz curricular a partir de
vivências científico-pedagógicas flexíveis, podendo ainda participar, como bolsista,
dos programas PIBIC, PET, PIBID, Monitoria e outros. Alunos oriundos de outras
universidades ou da própria UFAL podem requerer na Diretoria de Registro e
Controle Acadêmico – DRCA na Reitoria/UFAL, transferência, equivalência ou
reopção para o Curso de Química Licenciatura, no período determinado pelo
calendário escolar.
3.1- O Papel do Curso de Licenciatura em Química na Formação do
Cidadão.
Segundo o relatório da UNESCO (Delors, 1999), se é verdade que cada um
deve utilizar todas as possibilidades de aprender e se aperfeiçoar, também é
verdade que para estar apto a utilizar corretamente estas potencialidades, o
indivíduo deve estar na posse de todos os elementos de uma educação básica de
qualidade. É desejável que a escola transmita o prazer por aprender e desperte a
curiosidade intelectual. Para isso nada pode substituir o sistema formal de
educação, que inicia as pessoas nos vários domínios das disciplinas cognitivas e
nada ainda substitui a relação de autoridade, e também de diálogo, entre professor
e aluno. Embora as rápidas transformações por que passa o mundo exijam o
conceito de educação ao longo de toda a vida, é fundamental que o indivíduo tenha
uma educação inicial sólida.
A educação básica deve propiciar ao cidadão a compreensão do essencial da
atividade científica, a ter conhecimentos básicos sobre seu corpo e sobre o meio
em que vive, permitindo-o desenvolver capacidades e um gosto por aprender que
se estenda por toda a vida. O mundo atual tem produzido uma série de inovações
tecnológicas que vem transformando a vida cotidiana das pessoas. A economia
global é atualmente muito dependente da tecnologia e esta passou a ser
indispensável e onipresente, mesmo nos rincões mais remotos e menos
desenvolvidos do planeta, embora o acesso aos benefícios por ela trazidos, não
sejam igualmente distribuídos entre as pessoas. Com o aumento da utilização e
dependência da tecnologia, indivíduos, comunidades e países tomam decisões, e
enfrentam as consequências destas decisões, cada vez mais baseadas em
conceitos científicos.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
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Neste contexto, os professores de Ciências, em qualquer nível de
escolaridade, e em qualquer parte do mundo, são os mais importantes promotores
do saber científico, mas em geral, precisam estar mais bem preparados para
disseminar esse conhecimento. Esforços têm sido feito para propiciar formação
continuada para os professores em serviço nas escolas, mas, até que algum
resultado seja sentido, milhares de crianças e jovens terão deixado as escolas
despreparados para lidar com a revolução científica e tecnológica.
A missão da Universidade e dos Cursos de Licenciatura em Química é a de
preparar os profissionais capacitados para a educação básica, haja vista que uma
das formas mais eficientes de promover a melhoria da educação básica é a de
propiciar uma formação inicial sólida ao futuro professor. Este profissional bem
formado deve estar preparado para enfrentar a realidade em que atuará, visto que
a maioria de nossas escolas públicas não possui infraestrutura adequada para a
realização de um ensino de qualidade. Os alunos, por sua vez possuem graves
deficiências oriundas de uma escolaridade inicial inadequada, com graves
problemas na leitura e interpretação de textos e matemática básica. Somado a isto
estão os inúmeros problemas sociais típicos de uma região pobre, o que muitas
vezes provoca nestes jovens apatia e resistência à instrução formal. Assim, faz-se
necessário que o profissional egresso do curso de Licenciatura em Química esteja
preparado para lidar com as particularidades do ensino desta disciplina.
As proposições mais atualizadas para o ensino de química no contexto da
formação de cidadãos deve estar pautado em dar ao aluno do ensino básico a
possibilidade de :
1) Perceber o importante papel que a química desempenha na sua vida;
2) Compreender as transformações químicas que ocorrem nos processos
naturais e tecnológicos;
3) Usar o conhecimento químico para pensar e se posicionar criticamente
acerca de questões do mundo atual;
4) Desenvolver uma consciência permanente das vantagens e limitações da
ciência e da tecnologia.
Para que esta mudança de perspectiva possa ocorrer faz-se necessário uma
melhor formação inicial e continuada dos professores de química, que deve estar
preparado para fazer uso de diversos materiais, recursos didáticos e tecnologias,
além de ser capazes de realizar avaliações coerentes e adequadas.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
16
O ensino de Química deve ser feito no sentido de contribuir para formação
ética dos alunos, procurando desenvolver atitudes de confiança na capacidade de
cada um e na construção de conhecimentos conjuntos. A preparação para o
exercício profissional deverá considerar a aprendizagem como processo de
construção de conhecimentos, habilidades e valores, interagindo com a realidade e
com os demais indivíduos e a avaliação como parte integrante do processo de
formação que possibilitam diagnósticos e tomadas de decisões. A aprendizagem
deverá ser orientada pelo princípio metodológico geral que pode ser traduzido pela
ação-reflexão-ação e que aponta a resolução de situações-problema como uma das
principais estratégias didáticas.
4- POLÍTICA INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO
O funcionamento do curso se estrutura baseado em alguns princípios
filosóficos e técnico metodológicos gerais que norteiam as práticas acadêmicas da
Universidade Federal de Alagoas – UFAL, previstos pelo Projeto Pedagógico
Institucional – PPI. Tais ações buscam: a articulação entre teoria e prática; a
interdisciplinaridade; a flexibilidade curricular e a articulação entre ensino, pesquisa
e extensão. O planejamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão,
dirigidas a formação do educador, deverá estar voltado para o desenvolvimento e
aprendizagem de uma proposta integradora, partindo da observação, da vivência e
da interação da realidade da química, estimulando a produção de novos
conhecimentos, abarcando gradativamente outras dimensões. Desta forma,
enfrentaremos o desafio de uma aprendizagem em permanente processo de
construção pela qual se pode acompanhar as transformações científicotecnológicas, sociais e culturais do nosso tempo. Essas ações são realizadas com
a participação dos docentes e discentes como fomentadores de ações científicopedagógicas.
4.1- Ensino
Na graduação, o ensino adota políticas baseadas em três grandes eixos, que
passam pela inovação e qualificação, internacionalização e gestão acadêmica.
Essas políticas visam a contínua melhoria da oferta de cursos, a formação cidadã,
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
17
o reconhecimento pela sociedade e a garantia de uma formação adequada ao perfil
de egresso desejado. No eixo inovação e qualificação, de acordo com o Plano de
Desenvolvimento Institucional – PDI, a UFAL recomenda uma permanente revisão
do Projeto Pedagógico do Curso - PPC, para que ele esteja sempre adequado às
tendências e desafios da sociedade contemporânea, incluindo, para uma formação
completa
do
profissional,
temas
que
tragam
as
questões
ligadas
ao
desenvolvimento tecnológico, contribuições da ciência para a construção da
sociedade,
discussões
associadas
à
sustentabilidade
e
meio
ambiente,
acessibilidade, questões étnico-raciais e de gênero, entre outras. No âmbito do
Curso,
algumas
ações
foram
implementadas
para
se
adequarem
às
recomendações do PDI, tais como: • uma primeira revisão do PPC do curso foi
realizada em 2009, quando definiu-se direcionamentos para o desenvolvimento das
disciplinas de projetos integradores; propôs-se a oferta de novas disciplinas eletivas
e a revisão de pré-requisitos. Além das mudanças estruturais no currículo, iniciouse no curso um movimento de fomento à inserção dos estudantes nos programas
de bolsas institucionais. A oferta de monitoria com ou sem bolsa (regime anual)
como forma de incentivo a prática docente; a criação, em 2010, do PET-Química,
único grupo PET do Campus de Arapiraca e que tem desenvolvido ações no âmbito
da pesquisa-ensino-extensão; além da atuação específica no âmbito da formação
docente através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência –
PIBID, implementado no curso em 2014. Desde 2014, o curso vem realizando
anualmente o Simpósio de Química de Alagoas com o objetivo de apresentar a
produção acadêmica dos docentes e alunos, oportunizar a discussão de temas
transversais a química, bem como criar intercâmbios e trocas de experiências entre
profissionais da química e de outras áreas e outras Instituições. No eixo
internacionalização, o Curso de Química Licenciatura tem fomentado a participação
dos alunos nos programas de Intercâmbio Internacional, a exemplo do PLI, Erasmus
e Ciências sem Fronteiras, com o intuito de ampliar as fronteiras do conhecimento
da química e de outras culturas, num diálogo com suas especificidades e
similaridades. Em 2011, três estudantes do Curso foram contemplados com bolsa
CAPES para cursar a graduação na Faculdade de Ciências e Tecnologia da
Universidade de Coimbra (FCTUC). Destaca-se que, na construção dos planos de
trabalho dos estudantes, levou-se em consideração a necessidade de uma
complementação das ações vivenciadas por estes estudantes no Intercâmbio, com
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
18
as preconizadas pelo Curso de Licenciatura em Química da UFAL - Campus de
Arapiraca,
ressaltando
a
importância
destes
Programa
para
além
dos
estreitamentos de fronteiras e a construção de saberes. Reconhecendo mais uma
vez as contribuições da internacionalização no processo formativo, em 2015, mais
um aluno do curso foi contemplado com bolsa do Programa Ciências sem
Fronteiras.
No eixo da gestão acadêmica do ensino de graduação, a Coordenação do
Curso conta com seu Colegiado e o Núcleo Docente Estruturante – NDE, para
planejar a oferta das disciplinas e as ações do curso.
4.2- Extensão
O artigo 207 da Constituição Brasileira dispõe que "As universidades gozam
de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial
e obedecerão ao princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão".
Desta forma, a extensão universitária pode ser considerada como uma forma de
interação entre a universidade e a comunidade na qual está inserida.
A valorização da extensão está vinculada às atualizações na formação
acadêmica, pois como defende Jezine (2004, p.3):
“... A nova visão de extensão universitária passa a se
constituir parte integrante da dinâmica pedagógica curricular do
processo
de
envolvendo
formação
e
produção
professores
e
alunos
de
do
conhecimento,
forma
dialógica,
promovendo a alteração da estrutura rígida dos cursos para
uma flexibilidade curricular que possibilite a formação
crítica...”(p.3)
Assim, a formação discente deve ir além da aquisição de conhecimentos
técnico-científicos, deve estar integrada à realidade sócio-econômico-cultural do
sujeito. Para uma abordagem inovadora, a aprendizagem deve ir além da aplicação
imediata, impulsionando o sujeito a criar e responder a desafios, a ser capaz de
gerar tecnologias e de manter a habilidade de aprender e recriar permanentemente;
ou seja, a graduação deve se transformar no locus de construção/produção do
conhecimento, em que o estudante atue como sujeito da aprendizagem (Plano
Nacional de Extensão Universitária, 2001). Como defende o Fórum de Pró-Reitores
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
19
das
Universidades
Públicas
Brasileiras,
na
formação
do
profissional é
imprescindível sua interação com a sociedade para situá-lo historicamente,
identificá-lo culturalmente e referenciar a sua formação técnica à realidade.
Durante os últimos anos as políticas educacionais brasileiras passaram por
um conjunto de reformas. Com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (Lei 9.394/96), observam-se tendências que demonstram
preocupação com uma formação mais geral do estudante, com a inclusão, nos
currículos institucionais, de temas que propiciem a reflexão sobre caráter, ética,
solidariedade, responsabilidade e cidadania e também propõem uma maior
flexibilização curricular. Em relação aos Cursos de Licenciatura em Química, as
Diretrizes Curriculares (Parecer CNE/CES 1303/2001) estabelecem que o
licenciando deve ter tempo e ser estimulado a buscar o conhecimento por si só,
devendo participar de projetos de pesquisa e desenvolver práticas extensionistas,
dentre outras coisas. Acredita-se que a articulação entre ações de extensão e o
ensino de graduação beneficia tanto o público, como também o licenciando em
química, uma vez que contribui para uma formação plural, que o ajudará a
reconhecer que a aprendizagem não se dá somente na sala de aula.
Neste contexto, a Universidade Federal de Alagoas atua em todas as oito
áreas temáticas de extensão, a saber: Comunicação, Cultura, Direitos Humanos e
Justiça, Educação, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia e Produção e Trabalho
classificadas pela Política Nacional de Extensão tendo, em 2011, realizado 802
ações relacionadas com essas áreas.
No curso de Química Licenciatura do Campus de Arapiraca as atividades
curriculares de extensão são complementadas, intrinsecamente, às ações de ensino
e de pesquisa, na forma de programas, projetos, eventos e cursos de extensão,
contemplando-se, o mínimo, de 10% da carga horária total do curso e seguindo as
orientações contidas na Resolução nº 4/2018 - CONSUNI/UFAL, de 19 de fevereiro
de 2018 que regulamenta as ações de extensão como componente curricular
obrigatório nos projetos pedagógicos dos cursos de graduação da UFAL (em
anexo).
Com a reformulação da matriz curricular os estudantes deverão
participar de atividades no âmbito do programa institucionalizado de extensão da
Unidade Acadêmica, pela vivência junto às comunidades, de forma coletiva, nos
semestres letivos do curso, a partir do primeiro período, totalizando uma carga
horária de 355 horas. Devido às especificidades da matriz curricular, as atividades
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
20
de extensão ocorrerão no âmbito das disciplinas obrigatórias denominadas
Atividades Curriculares de Extensão (ACE) 1 a 7, as quais estarão associadas a
uma carga horária presencial definida para cada ACE.
4.2.1. Programa de Atividades Curriculares de Extensão do Curso de
Química Licenciatura (ACEQuim)
4.2.2. Unidades Acadêmicas Envolvidas: As ACEQuim irão abranger os
estudantes do Curso de Química Licenciatura do Campus Arapiraca e estudantes
de escolas de ensino básico e profissionalizante de Arapiraca.
4.2.3. Justificativa Fundamentada
À luz dessas reflexões, surge a ideia de promover um programa de extensão
com o objetivo central de ampliar a formação cidadã e científico-cultural da
comunidade (professores, técnicos e estudantes de graduação envolvidos) e de
comunidades escolares urbanas e rurais. Tal postura coaduna-se a uma perspectiva
de educação integral, tal qual pensado por Anísio Teixeira (1962), significando uma
educação escolar ampla, que abarque tarefas sociais e culturais com o intuito de
reconstruir as bases sociais para o desenvolvimento democrático, fato que exige
indivíduos intencionalmente formados para a cooperação e a participação.
Conforme aponta Vigotski (2001), a relevância dos conhecimentos científicoculturais, especialmente aqueles advindos da ciência, arte, política e filosofia, são
fundamentais para o desenvolvimento das funções psicológicas superiores.
Neste contexto. o programa ACEQuim pode ocupar uma posição relevante
no cenário alagoano em termos da ampliação das atividades científico-culturais no
Estado, sobretudo nas regiões do agreste, mais carentes em termos de formação
científico-cultural. Em Alagoas (assim como em boa parte do Brasil), o acesso a
museus, exposições artísticas e científicas, cinemas e teatro é restrito a população
da capital e quase não atinge aqueles que moram no interior do estado. Portanto, o
programa de atividades curriculares de extensão poderá contribuir na diminuição de
iniquidades históricas e ampliar o acesso às ciências.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
21
4.2.4. Abrangências do Programa de Extensão: O programa ACEQuim
tem foco interdisciplinar envolvendo docentes de áreas distintas, tais como química,
pedagogia, física, matemática e profissionais das áreas de formação humanísticas
no desenvolvimento da atividade de extensão. Além disso, o programa envolverá
outras organizações institucionais distintas, a saber: escolas de ensino básico no
desenvolvimento das ações de extensão a partir do estabelecimento de parcerias
com essas instituições ou com a SEDUC.
4.2.5. Áreas Temáticas do Programa: O programa ACEQuim pretende
atuar em pelo menos três áreas temáticas, a saber: Educação; Meio Ambiente;
Tecnologia e Produção. O programa proposto tem como público alvo principal os
estudantes do curso de Licenciatura em Química e os estudantes da educação
básica, isto posto, a área temática “Educação” está em sua essência. As
preocupações com as questões ambientais fazem parte do dia a dia dos químicos
e serão abordadas ao longo das atividades do programa, justificando a escolha
desta área. Além disso, em um curso de licenciatura busca-se o desenvolvimento
de novas tecnologias com aplicações educacionais que contribuam para o processo
de ensino e aprendizagem, contemplando, assim, por fim a área “tecnologia e
produção”.
4.2.6. Linhas de Extensão do Programa: Com este programa de extensão,
propõe-se a abordagem de três linhas de extensão, a saber: Formação de
professores, Desenvolvimento de produtos; Divulgação científica e tecnológica. A
primeira consiste no objeto de estudo da extensão nos cursos de licenciatura e as
duas últimas serão operacionalizadas através do desenvolvimento de projetos,
cursos e eventos.
4.2.7. Objetivo do Programa
4.2.7.1. Objetivo Geral: Promover a construção de produtos e saberes, além
de divulgar as ciências, com enfoque na Química, de modo itinerante no interior do
Estado de Alagoas. Ampliar a formação acadêmico-científico-cultural dos
estudantes de ensino superior da Universidade Federal de Alagoas, dos estudantes
da educação básica e da população alagoana em geral, para a promoção de
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
22
reflexões e de uma compreensão mais crítica sobre a ciência na sociedade
contemporânea.
4.2.7.2. Objetivos Específicos:
a) Propor cursos de extensão a fim de introduzir, exemplificar, ilustrar e reforçar
definições de conceitos de modo a dar subsídios teóricos básicos para o
estudo das disciplinas da química e áreas afins;
b) Realizar a divulgação das ciências, demonstrar a interdisciplinaridade,
despertar o interesse dos estudantes e motivá-los a concluir sua formação,
além incentivar a troca de experiências e de apresentar os avanços mais
recentes em cada área da Química, ensino de Química e das Ciências em
geral.
c) Permitir a articulação entre a teoria e prática; incentivar os alunos no
aprendizado da química; promover metodologias ativas para as aulas de
química; explorar o uso de recursos digitais para trabalhar os conceitos
relacionados a química; realizar a divulgação científica a partir da ampliação
da percepção dos estudantes em relação a presença da química no dia a dia.
d) Desenvolver materiais didáticos para o ensino de química e fomentar a
inclusão no ensino de química.
4.2.8. Ementa do Programa: A proposta do programa ACEQuim está
articulada em: a) 2 cursos (ACE 1 e 7), 2 projetos obrigatórios (ACE 2 e 3 e ACE 5
e 6), os quais poderão ser escolhidos entre três disponíveis com a exigência de que
cada projeto seja ofertado em dois semestres consecutivos e, por fim, 1 evento
(ACE 4), sempre visando o aprimoramento e expansão dos conceitos básicos das
ciências e sua integração com a realidade sócio-econômico-cultural do licenciando
e do estudante do ensino básico.
4.2.9. Metodologia:
4.2.9.1. Público-alvo e local de atuação: Estudantes de cursos de
Licenciatura em Química e estudantes da educação básica. As atividades propostas
serão desenvolvidas em espaços educativos formais e não formais.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
23
4.2.9.2. Unidades envolvidas: A participação das demais unidades
acadêmicas, bem como de outras instituições, tais como o IFAL, UNEAL etc se
darão, por exemplo, durante a realização do evento (ACE 4) através de seus
professores proferindo palestras, oficinas e minicursos.
4.2.9.3. Período de Realização: As atividades do programa serão
desenvolvidas em dois ciclos ao longo dos 4,5 anos do curso, mais precisamente
nos seguintes períodos: 1° ao 3° e 7º ao 9º.
4.2.9.4. Tipos de ACEs associadas:
As ações de extensão são classificadas em programa, projeto, curso, evento
e prestação de serviços, no curso de Química Licenciatura foram selecionadas 3
tipos de ações para compor o as atividades curriculares de extensão do curso, são
elas: .
I - PROJETO “Ação processual e contínua de caráter educativo, social,
cultural, científico ou tecnológico, com objetivo específico e prazo determinado”. No
curso fez-se a opção de se trabalhar com projetos vinculados ao ACEQuim, os quais
foram denominados ACE 2 e 3; ACE 5 e 6.
II - CURSO - “Ação pedagógica, de caráter teórico e/ou prático e presencial,
planejada e organizada de modo sistemático, com carga horária mínima de 54 horas
e critérios de avaliação definidos”. No âmbito do curso estas ações foram
distribuídas nas ACE 1 e ACE 7.
Observações:
• Ações dessa natureza com menos de 8 horas devem ser classificadas como
“evento”. • Prestação de serviço realizada como curso deverá ser registrada como
curso. • Curso presencial exige a presença do aluno em, no mínimo, 75% da carga
horária total.
III - EVENTO - “Ação que implica na apresentação e/ou exibição pública, livre
ou com clientela específica, do conhecimento ou produto cultural, artístico,
esportivo, científico e tecnológico desenvolvido, conservado ou reconhecido pela
Universidade”. No âmbito do curso será ofertado um Simpósio, o qual foi
denominado ACE 4.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
24
A seguir estão apresentados o resumo das atividades curriculares de
extensão (ACEs 1-7) proposta para o curso.
Tipo de Atividade
EVENTO
Nome da ação
Simpósio de Química de Alagoas (ACE 4)
Esta ação contempla a realização de palestras, debates, mesas redondas, oficinas
e minicursos relacionados à discussão de temas transversais a química e ao ensino
de química. O evento tem por objetivo realizar a divulgação das ciências, demonstrar
a interdisciplinaridade, despertar o interesse dos estudantes e motivá-los a concluir
sua formação, além incentivar a troca de experiências intra e extramuros entre
discentes e docentes e apresentar os avanços mais recentes em cada área da
Química, ensino de Química e das Ciências em geral.
Carga horária: 31 horas
Tipo de Atividade
CURSO
Nome da Ação
Curso de Introdução ao Estudo da Química (ACE 1)
Curso de Preparação para a atuação docente (ACE 7)
Curso de Introdução ao Estudo da Química (ACE 1)
Esse curso será voltado para os estudantes ingressantes (1° período) no curso de
química licenciatura e aos alunos interessados do ensino médio, em geral, mediante
a prévia inscrição. Tem por objetivo introduzir, exemplificar, ilustrar e reforçar
definições de conceitos de modo a dar subsídios teóricos básicos para o estudo das
disciplinas da química e áreas afins.
Carga horária: 54 horas
Curso de Preparação para a atuação docente (ACE 7)
Este curso será voltado para os estudantes concluintes do curso de química
licenciatura. O curso terá como objetivo a construção e execução das atividades a
serem realizadas durante a ACE 1 - Introdução ao Estudo da Química. Nesta etapa
os licenciandos, sob a orientação de um professor do curso, construirão os módulos
didáticos associados aos conteúdos específicos a serem ministrados no curso de
Introdução ao Estudo da Química, realizarão o planejamento e a execução desses
módulos, bem como de outras atividades didático-pedagógicas e de avaliação que
promovam o avanço da turma de ingressantes no curso de química licenciatura e
estudantes de nível médio.
Carga horária: 54 horas
Tipo de Atividade
PROJETO DE EXTENSÃO (ACE 2 e 3 e ACE 5 e 6)
Nome da Ação
Mostras científicas: criação, planejamento, execução
e avaliação
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
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Construção e organização de mostras científicas em espaços formais e não formais.
Desenvolvimento de feiras de ciências, visitas científicas, exposições, dia de campo
e atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.
O objetivo do projeto é permitir a articulação entre a teoria e prática; incentivar os
alunos no aprendizado da química; destacar a presença da química no cotidiano,
promover a expressão oral dos graduandos, fomentar as discussões científicas,
explorar o uso de recursos variados para trabalhar os conceitos relacionados à
química; realizar a divulgação científica.
Durante a realização do projeto é proposto que os participantes construam atividades
de divulgação científica (oficinas, mostras, exposições etc) a partir da distribuição de
temas entre os estudantes ou grupos. O aluno será avaliado por meio da frequência,
participação nas atividades, relatórios escritos e pela apresentação final do produto
desenvolvido.
O público-alvo do projeto são os estudantes de licenciatura ou bacharelado em
química e áreas afins dos cursos presenciais e na modalidade à distância de
instituições públicas e privadas. Haverá ainda atividades para alunos do ensino
médio em escolas parceiras da UFAL - Campus de Arapiraca em Arapiraca.
Carga horária: 108 horas
Período de execução do projeto: 12 meses
Tipo de Atividade
PROJETO DE EXTENSÃO (ACE 2 e 3; ACE 5 e 6)
Nome da Ação
O Uso das Tecnologias Digitais no Ensino de
Química: criação, planejamento, execução e
avaliação
Identificação e utilização de objetos educacionais digitais no ensino de Química.
Desenvolvimento de novas ferramentas digitais facilitadoras para o ensino: jogos
digitais, simulações, entre outros. Utilização de plataformas digitais de ensino.
O objetivo do projeto é permitir a articulação entre a teoria e prática; incentivar os
alunos no aprendizado da química; promover metodologias alternativas para as
aulas de química; explorar o uso de recursos digitais para trabalhar os conceitos
relacionados a química; realizar a divulgação científica a partir da ampliação da
percepção dos estudantes da presença da química no cotidiano.
Durante a realização do projeto serão apresentadas formas computacionais de como
seria possível o aprimoramento das aulas expositivas, visando facilitar o ensino por
se tratar de formas interativas entre aluno e o conteúdo abordado. É proposto que
os participantes desenvolvam minicurso e oficinas relacionadas a temas de interesse
da química baseados no uso das tecnologias digitais abordadas.
O aluno será avaliado por meio da participação nas atividades, relatórios escritos e
pela apresentação final do produto desenvolvido.
O público-alvo do projeto são os estudantes de licenciatura ou bacharelado em
química e áreas afins dos cursos presenciais e na modalidade à distância de
instituições públicas e privadas. Haverá ainda atividades para alunos do ensino
médio em escolas parceiras da UFAL - Campus de Arapiraca em Arapiraca.
Carga horária: 108 horas
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
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Período de execução do projeto: 12 meses
Tipo de Atividade
Nome da Ação
PROJETO DE EXTENSÃO (ACE 2 e 3; ACE 5 e 6)
Construção de Materiais Didáticos para o Ensino de
Química: criação, planejamento, execução e
avaliação
Elaboração de ferramentas facilitadoras para o ensino: jogos, equipamentos,
experimentos, entre outros.
O objetivo do projeto é permitir a articulação entre a teoria e prática, bem como
fomentar a divulgação científica através do desenvolvimento de materiais didáticos
para o ensino de química e inclusão no ensino de química. O projeto visa também
criar um espaço de troca de saberes e experiências a partir da organização de uma
biblioteca de materiais de didáticos que possam ser utilizados junto ao curso e às
escolas de ensino médio. Além de promover a ação-reflexão-ação através da
confecção dos materiais e suas especificidades.
O professor orientador deste projeto é responsável pela escolha do material didático
a ser produzido e pela busca da bibliografia adequada a ser disponibilizada aos
estudantes. Porém, uma consulta a comunidade também está prevista a fim de se
conhecer os principais anseios e planejar o trabalho. A iniciativa dos bolsistas
também deve será estimulada. O bolsista poderá propor atividades que lhe
interessem baseado em consulta a artigos da área de ensino de química ou sites
especializados, desde que estas contemplem a construção de materiais didáticopedagógicos.
No apoio às disciplinas profissionalizantes do curso de licenciatura em química, os
bolsistas, em contato com os orientadores e com os professores dos cursos, poderão
desenvolver materiais didáticos para atender a demanda destes professores.
Os bolsistas envolvidos neste projeto, com o apoio dos professores orientadores,
serão responsáveis pela pesquisa sobre o material solicitado, relação de recursos
necessários, projeto e desenvolvimento do material. O bolsista deverá também
propor e desenvolver um instrumento de avaliação relacionado ao material didático.
O material desenvolvido, depois de testado, deverá ser aperfeiçoado pelo bolsista.
O orientador acompanhará as etapas de pesquisa e elaboração do material, assim
como auxiliará na análise dos resultados.
O aluno será avaliado por meio de sua participação no projeto, relatórios e pela
apresentação final do produto desenvolvido.
O público-alvo são os estudantes de licenciatura ou bacharelado em química e áreas
afins de cursos presenciais e na modalidade à distância de instituições públicas e
privadas. Haverá ainda atividades para alunos do ensino médio em escolas parceiras
da UFAL - Campus de Arapiraca em Arapiraca.
Carga horária: 108 horas
Período de execução do projeto: 12 meses
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
27
4.2.10.5. Parcerias: Pretende-se estabelecer parcerias com as escolas da
educação básica, através da Prefeitura Municipal de Arapiraca e da Secretaria de
Educação do Estado de Alagoas (SEDUC).
4.2.10. Acompanhamento e Avaliação: O acompanhamento e avaliação
das atividades curriculares de extensão (ACE 1-7) será realizado a partir dos
critérios abaixo, os quais estão presentes em instrumentos de avaliação próprios
que estão alinhados com os Indicadores gerais de Extensão, conforme a Política
Nacional de Extensão [5].
PROJETOS - De acordo com os indicadores quantitativos de programas e
projetos (Censo da Educação Superior – INEP/MEC) o Censo da Educação
Superior apresenta quadros, para serem informados pelas instituições de
educação superior. Considerando os projetos de extensão propostos (1 a 3)
pelo curso de Química Licenciatura serão considerados parâmetros de
avaliação das ações nas ACE 2-5 o número total de participantes, total de
concluintes, abrangência (interno ou externo a UFAL), frequência, percentual
de aproveitamento nos Testes de Verificação Científica (TVC), total de
participantes na equipe de execução (nível de escolaridade e se interno ou
externo a UFAL).
CURSO - De acordo com os indicadores quantitativos de eventos (Censo da
Educação Superior – INEP/MEC) no Censo da Educação Superior 2005
(INEP) serão considerados como parâmetros de avaliação das ações ACE 1
e 7 o número total de carga horária, número de concluintes, a relação entre
o total de ingressantes x total de concluintes, número de ministrantes dos
cursos de extensão (nível de escolaridade, bolsista ou não (modalidade) e se
interno ou externo a UFAL) – segundo área do conhecimento CNPq.
EVENTO - De acordo com os indicadores quantitativos de eventos (Censo
da Educação Superior – INEP/MEC) no Censo da Educação Superior 2005
(INEP) serão considerados como parâmetros de avaliação da ação ACE 4 o
número total de eventos, o quantitativo de público atingido, número de
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
28
palestrantes convidados (internos e externos a UFAL), abrangência do
evento, relação entre a temática e a área de formação do público.
Durante a execução das ações é possível que haja a produção de
publicações e produtos acadêmicos decorrentes das ações de extensão, para
difusão e divulgação cultural, científica ou tecnológica. Neste contexto são
indicadores quantitativos de publicações e outros produtos acadêmicos de extensão
explicitados na tabela abaixo.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
29
4.2.11. Referências
4.2.12.1. Básicas
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
30
Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira (2018)
Portaria n° 1.350, publicada no D.O.U. de 17/12/2018, Seção 1, Pág. 34:
Homologação do Parecer do CNE.
Resolução CNE/CES nº 7, de 18 de dezembro de 2018 - Estabelece as Diretrizes
para a Extensão na Educação Superior Brasileira e regimenta o disposto na Meta
12.7 da Lei nº 13.005/2014, que aprova o Plano Nacional de Educação - PNE 20142024 e dá outras providências.
FÓRUM DE PRÓ-REITORES DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS
BRASILEIRAS. Extensão Universitária: Organização e Sistematização - Belo
Horizonte,
2007,
disponível
em
https://www.ufmg.br/proex/renex/images/documentos/Organizacao-eSistematizacao.pdf
GUIMARÃES, M. B.; CUNHA E. P.; DIAS F. R. T. S.; NOGUEIRA M.D. P.; CUNHA
E. S. Comissão Especial Revisão das Áreas Temáticas, Linhas e Ações de
Extensão. Relatório Final. Belo Horizonte: PROEX / UFMG, 2004. Disponível em
https://www.ufmg.br/proex/renex/index.php/documentos/documentos.
A
extensão
na
prática
acadêmica
disponível
em
http://www.ufal.edu.br/arapiraca/extensao/documentos/cartilha-proex
4.2.12.2. Complementares.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases
da educação nacional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília,
DF, n.248, 23 dez.1996. BRASIL.
Lei nº 10.172, de 9 de janeiro de 2001. Aprova o Plano Nacional de Educação (PNE)
e dá outras providências. Brasília: 2001. Disponível em: < http://www.unirio.
br/propg/extensao/planoed.doc
FARIA, D. S. (Org.) Construção conceitual da Extensão Universitária na América
Latina. Brasília: Universidade de Brasília, 2001.
Indicadores Brasileiros de Extensão Universitária (IBEU) - Fórum de Pró-Reitores
de Extensão das Instituições Públicas de Educação Superior Brasileiras
(FORPROEX)
-
Relatorio
de
Pesquisa
,
2017,
disponível
em
https://www.ufmg.br/proex/renex/images/documentos/Relat%C3%B3rio_de_Pesqu
isa_Forproex_EBOOK.pdf
Por fim, o Curso de Química Licenciatura, no âmbito de sua extensão, possui
tanto projetos permanentes e pontuais voltados para atividades de caráter científicopedagógico e de formação de professores, como também projetos de extensão
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
31
vinculados aos editais propostos pela instituição, como por exemplo os projetos do
Programa Círculos Comunitários de Ações Extensionistas.
4.3- Pesquisa
Dado o caráter interdisciplinar que lhe é inerente, a Universidade Federal de
Alagoas promove a pesquisa nas mais diversas áreas de conhecimento,
incentivando a formação de grupos e núcleos de estudo que atuam nas mais
diversificadas linhas de pesquisa, considerando a classificação das áreas de
conhecimento do CNPq.
No âmbito do curso, as atividades de pesquisa estão, por hora, contempladas
na atuação de dois grupo, devidamente registrados no CNPq. O Grupo de Pesquisa
em Química (GPQ), o qual é liderado pelos professores Dr° Wander Gustavo Botero
e Dr° Vinicius Del Colle. O GPQ reúne professores, técnicos e estudantes em torno
de pesquisas interdisciplinares nas áreas de química orgânica e medicinal, química
analítica e ambiental, eletroquímica, química computacional, biocombustíveis e
catálise. Além do GPQ, há outro grupo, liderado pelo professor Dr° Wilmo Ernesto
Francisco Junior que atua, especificamente, na formação de professores e Ensino
de Ciências/Química.
4.4- Acessibilidade
A UFAL atualmente possui um núcleo de estudos voltado para o
entendimento das necessidades postas para o seu corpo social, no sentido de
promoção de acessibilidade e de atendimento diferenciado às pessoas com
necessidades especiais, em atenção à Política de Acessibilidade adotada pelo MEC
e
à
legislação
pertinente.
O próprio dimensionamento dessas necessidades merece um cuidado
especial, haja vista a forma atual de identificação dos alunos: a autodeclaração. Por
outro lado, a UFAL tem investido na capacitação técnica de seus servidores para o
estabelecimento de competências para diagnóstico, planejamento e execução de
ações
voltadas
para
essas
necessidades.
Ao esforço para o atendimento universal à acessibilidade arquitetônica, se
junta, agora, o cuidado de fazer cumprir as demais dimensões exigidas pela Política
de Acessibilidade, qual sejam a acessibilidade pedagógica, metodológica, de
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
32
informação
e
de
comunicação.
A acessibilidade pedagógica e metodológica deve atentar para o art. 59 da
Lei 9394/96, que afirma: “Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com
necessidades especiais: I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e
organização
específicos,
para
atender
às
suas
necessidades”.
Neste sentido, a Nota Técnica no 24 / 2013 / MEC / SECADI / DPEE, de 21
de março de 2013, orienta os sistemas de ensino no sentido de sua implantação.
Em especial, recomenda que os “PPCs contemplem orientações no sentido da
adoção de parâmetros individualizados e flexíveis de avaliação pedagógica,
valorizando os pequenos progressos de cada estudante em relação a si mesmo e
ao
grupo
em
que
está
inserido”.
Para tal atendimento, a UFAL assume o compromisso de prestar
atendimento especializado aos alunos com deficiência auditiva, visual, visual e
auditiva e cognitiva, sempre que for diagnosticada sua necessidade. Procura-se,
desta forma, não apenas facilitar o acesso, mas estar sensível às demandas de
caráter pedagógico e metodológico, de forma a permitir sua permanência produtiva
no
desenvolvimento
do
curso.
Neste sentido, o Núcleo de Atendimento Educacional – NAE – oferece o
apoio pedagógico necessário de forma a atender ao corpo social da UFAL em suas
demandas específicas, de forma a promover a integração de todos ao ambiente
acadêmico.
Desde sua implementação, no ano de 2007, o Curso de Química Licenciatura
do Campus Arapiraca ainda não teve demanda com alunos com algum tipo de
deficiência física, no entanto, o prédio onde o Curso funciona possui rampas de
acesso para as salas de aula e coordenações. Ao ter essa demanda, a coordenação
do curso buscará ações junto ao Núcleo de Acessibilidade, da UFAL, para o
atendimento
legal
aos
discentes.
4.5- Núcleo de Acessibilidade – NAC
A UFAL possui um núcleo de estudos (Núcleo de Acessibilidade - NAC)
especificamente voltado para o entendimento das necessidades postas para o seu
corpo social, no sentido de promoção de acessibilidade e de atendimento
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
33
diferenciado aos portadores de necessidades especiais em atenção à Política de
Acessibilidade adotada pelo MEC e à legislação pertinente.
Assim, o Núcleo de Acessibilidade foi criado em outubro de 2013 e, desde
então, tem consolidado suas ações na Instituição de acordo com a Lei 13.146/2015,
que visa “assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos
e das liberdades fundamentais da pessoa com deficiência, visando à sua inclusão
social e cidadania”.
Atualmente, o NAC conta com uma coordenação, um revisor em Braille, 12
bolsistas de apoio ao estudante com deficiência (selecionados por edital específico)
e um psicólogo clínico.
O Núcleo atua de forma a oferecer Atendimento Educacional Especializado
– AEE - aos estudantes que fazem parte do público-alvo, tais como, pessoas com
deficiência, pessoas com Transtornos Globais de Desenvolvimento e pessoas com
Altas Habilidades.
O AEE é um serviço da Educação Especial que identifica, elabora e organiza
recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena
participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas. O AEE
complementa e/ou suplementa a formação do aluno com vistas à autonomia e
independência na escola e fora dela. Atendendo, prioritariamente, os estudantes de
graduação, podendo ser atendidos estudantes da pós-graduação. De maneira
geral, a comunidade acadêmica no sentido de trabalhar a compreensão de como
devemos contribuir para a inclusão destes no universo acadêmico, o que envolve
não só os professores, mas também o corpo técnico e os demais estudantes.
Esse atendimento tanto pode ser feito através de acompanhamento nas
salas de aulas que os alunos frequentam, quanto em atividades na sala do NAC em
horário oposto ao das aulas, para assessorar na confecção de trabalhos
acadêmicos. O NAC pode fazer adaptação de materiais didáticos, além de capacitar
para o uso de tecnologias assistivas, como por exemplo, recursos de informática
para transformar textos em áudio para pessoas cegas.
O próprio dimensionamento dessas necessidades merece um cuidado
especial, haja vista a forma atual de identificação dos alunos: a autodeclaração.
Assim, professores e estudantes com deficiência precisam solicitar atendimento
educacional especializado, e este ocorre continuamente e de acordo com as suas
necessidades.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
34
O NAC ainda disponibiliza o empréstimo de equipamentos de acessibilidade,
como livros e máquina para escrita em Braile, por exemplo. Os acompanhamentos
são avaliados ao final de cada semestre por professores dos estudantes com
deficiência e pelos próprios estudantes, com a finalidade de aperfeiçoar os serviços
oferecidos.
Além deste acompanhamento, o NAC tem investido na formação da
comunidade universitária com a proposição de projetos, cursos e oficinas tais como
: Tecnologia Assistiva - Deficiência Visual e Deficiência Física, Estratégias de
Ensino do Surdo cego, Práticas Inclusivas na Educação Superior, Sextas Inclusivas,
entre outros.
Procura-se, desta forma, não apenas facilitar o acesso, mas estar sensível
às demandas de caráter pedagógico e metodológico de forma a permitir sua
permanência produtiva no desenvolvimento do curso. À luz do Decreto Nº 5.296, de
2 de dezembro de 2004 – Regulamenta a Lei n. 10.048, de 8 de novembro de 2000,
que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e a Lei n. 10.098, de
19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a
promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com
mobilidade reduzida, e dá outras providências.
O NAC também promove cursos sobre recursos didáticos e assistência
educacional à pessoas com deficiência, além de eventos sobre Educação Inclusiva
abertos à toda a comunidade acadêmica. Em parceria com a Pró-reitoria de Gestão
de Pessoas e do Trabalho – PROGEP, promove cursos para corpo técnico e
docentes da universidade. Atua em parceria com o Grupo de Estudo e Extensão em
Atividade Motora Adaptada – GEEAMA e o Núcleo de Estudos em Educação e
Diversidade – EEDI. A partir de 2016, o NAC ainda tem atuado na intermediação
com os diferentes órgãos da UFAL, principalmente junto à SINFRA, PROGRAD e
PROEST, para a minimização de possíveis barreiras (físicas e acadêmicas) à
permanência do estudante com deficiência, como preconiza a Lei 10.098/2000, que
estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das
pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Aqui, merece
destaque a construção de calçadas táteis, rampas de acesso aos prédios,
corrimãos, adaptações de banheiros e salas de aula, entre outras obras necessárias
à permanência dos estudantes e professores com deficiência na universidade.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
35
Com relação ao atendimento de discentes com Transtorno do Espectro
Autista, conforme disposto na Lei N° 12.764, de 27 de dezembro de 2012, incluso
no instrumento de avaliação dos cursos de graduação do INEP de outubro de 2017,
a Universidade Federal de Alagoas, nesse momento fomenta estudos e debates no
intuito de constituir uma política institucional que explicite ações neste âmbito e que
fundamente os cursos de graduação desta instituição em metodologias e ações
atitudinais que visem a inclusão de pessoas com este transtorno. Os discentes com
transtorno do espectro autista também são atendidos pelo NAC.
Para ampliar o número de estudantes acompanhados, está em andamento
visita às coordenações dos cursos para a distribuição de materiais de divulgação do
NAC, bem como a elaboração de campanha institucional para difundir o Núcleo nas
redes sociais, pela Assessoria de Comunicação (ASCOM).
No Curso de Química Licenciatura do Campus Arapiraca, as adequações das
tecnologias assistivas serão feitas mediante as devidas necessidades, onde
professores e técnicos serão capacitados para que a execução das atividades de
ensino, pesquisa e extensão aconteçam em sua plenitude, de acordo com o art. 59
da Lei 9394/96.
4.6- Inclusão
Desde 1999 a UFAL preocupa-se com a questão da inclusão, tendo aprovado
em 2003 a Resolução 33 – CONSUNI, posteriormente modificada pelo Decreto
7.824, de 11 de outubro de 2012, que dispõe sobre a política de ingresso nas IFES.
Ainda, as Resoluções 54/2012 e 22/2015 – CONSUNI, institucionalizam a reserva
de vagas/cotas no processo seletivo de ingresso nos cursos de graduação da UFAL.
Neste sentido, a UFAL, buscando atender a Resolução 54/2012 do
CONSUNI, desde 2015, prevê que no processo seletivo para ingresso nos cursos
de graduação ofertados pela IES, pelo menos a metade das vagas por curso e turno
serão destinadas aos estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio
em escolas públicas. Destas, 50% (cinquenta por cento) das vagas deverão ser
destinadas aos candidatos oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5
salários mínimo (um salário-mínimo e meio) bruto, per capita e, 50% (cinquenta por
cento) destinar-se-ão aos candidatos oriundos de famílias com renda igual ou
superior a 1,5 salários mínimo (um salário-mínimo e meio) bruto, per capita.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
36
Nos dois grupos que surgem depois de aplicada a divisão socioeconômica,
as vagas reservadas serão preenchidas, por curso e turno, por estudantes
autodeclarados pretos, pardos e indígenas, em proporção pelo menos igual à de
pretos, pardos e indígenas existentes na população do Estado de Alagoas, de
acordo com os dados do último censo demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística – IBGE.
Recentemente, em 2018, a UFAL, ciente de sua responsabilidade social,
passou a ofertar vagas para Pessoas com Deficiência - PcD, dentro das vagas da
reserva de Vagas/Cotas, de acordo com a Lei n° 12.711, de 29 de agosto de 2012.
Seguindo o Compromisso Social da Universidade Federal de Alagoas, o
Curso de Química Licenciatura do Campus Arapiraca recebe a cada nova turma,
oriunda dos processos seletivos ENEM e SISU/MEC, alunos cotistas advindos de
toda parte de Alagoas e de outros Estados brasileiros.
5. OBJETIVOS
O curso de Química Licenciatura tem como objetivo formar professores para
a atuação na educação básica, em escolas do ensino fundamental (9° ano) e ensino
médio, públicas e privadas, principalmente no interior de Alagoas, com ética,
responsabilidade, compromisso e proatividade.
6. PERFIL DO EGRESSO
O Licenciado em Química deve adquirir competências e habilidades na área
específica da Química, bem como na área pedagógica, desenvolvendo esta
formação para exercer a profissão de professor e continuamente explorar estes
conhecimentos para obter bons resultados no seu campo de trabalho. Vale salientar
que o processo de aquisição de tais competências e habilidades é dinâmico e estas
poderão ser ampliadas e/ou revisadas em função, por exemplo, das necessidades
oriundas do mundo do trabalho e das peculiares locais onde os egressos atuarão.
A proposta das Diretrizes Nacionais para formação inicial dos professores
para a educação básica, mais especificamente para o ensino de Química, busca
construir uma sintonia entre as normas instituídas pelas Diretrizes Nacionais para o
Ensino Fundamental e Médio, bem como com as recomendações constantes nos
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
37
Parâmetros Curriculares para o ensino de Ciências e de Química, elaboradas pelo
MEC.
Neste sentido, o Licenciado em Química deverá ser capaz de produzir
conhecimentos e refletir sobre sua prática pedagógica pautado em princípios éticos,
agir de forma objetiva e eficiente a fim de superar os desafios de sua profissão, seja
na docência ou na gestão do trabalho educativo, contribuindo para o
desenvolvimento intelectual dos estudantes e para o despertar do interesse
científico-tecnológico e da cidadania dos adolescentes.
Assim, o egresso do curso de Química Licenciatura deverá :
● Estar apto para a leitura, compreensão e interpretação de textos em língua
portuguesa e estrangeira (inglês, espanhol, francês etc).
● Expressar-se corretamente de forma oral e escrita, em linguagem científica.
● Saber interpretar e utilizar as diferentes formas de representação (tabelas,
gráficos, símbolos, expressões, dentre outros.).
● Ser capaz de realizar pesquisa bibliográfica especializada em diferentes
bancos de dados impressos ou online (livros, web site, revistas e jornais
eletrônicos, bases de dados e outros);
● Compreender a relação da Química com o contexto social, econômico,
político, cultural e ambiental;
● Conhecer as normas de segurança bem como dos procedimentos
necessários de primeiros socorros e ter formação adequada para o trabalho
em laboratório de Química, sobretudo, visando a
experimentação e
instrumentação como estratégia didática para o ensino de Química;
● Saber refletir acerca de sua prática educativa, identificando problemas e
construindo soluções.
● Avaliar os materiais pedagógicos e recursos didáticos (livros, apostilas, “kits”
experimentais, programas computacionais)
a
fim
de
usá-los
para
potencializar a aprendizagem;
● Conhecer teorias psicopedagógicas que fundamentam o processo de ensinoaprendizagem, bem como os princípios de planejamento educacional;
● Utilizar metodologias de ensino variadas e adequadas ao contexto
socioeconômico no qual a escola está inserida visando contribuir para o
desenvolvimento intelectual e o interesse científico dos educandos;
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
38
● Ser capaz de elaborar projetos e trabalhar coletivamente visando a melhoria
da escola e, consequentemente, da realidade em que vive;
● Ter formação humanística e cultura geral que o permita articular-se no
ambiente social, de forma política, ética e humana, exercendo a
responsabilidade social;
● Ter consciência que a educação é um processo contínuo, ao longo de toda
a vida, o que exige do professor permanente atualização;
● Atuar no magistério da Educação Básica, conhecendo os principais
problemas educacionais brasileiros, regionais e locais, de acordo com a
legislação específica.
● Exercer a sua profissão com espírito dinâmico, criativo, na busca de novas
alternativas educacionais, enfrentando como desafio, as dificuldades do
magistério.
7. CAMPO DE ATUAÇÃO
No documento “Subsídios para a elaboração de proposta de Diretrizes
Curriculares Gerais para as Licenciaturas”, que atende à solicitação da Secretaria
de
Ensino Superior/SESU e se insere no conjunto das ações de articulação
demandadas pelo Projeto Estratégico Integrador “Flexibilização Curricular no
Ensino Superior/99”, coordenado pela SESU, encontram-se pressupostos
fundamentais para atuação profissional do licenciado. Entre eles, cita que o
professor deverá exercer uma atividade profissional de natureza pública (aquela
que diz respeito a toda a sociedade), uma prática compartilhada que terá dimensão
coletiva
e
pessoal e
que
implicará simultaneamente em autonomia e
responsabilidade.
Para esse profissional, o campo de atuação são as instituições públicas e
privadas de educação básica, ensino profissionalizante, instituições de educação
informal, movimentos sociais, propaganda, órgãos de entretenimento público e
privado, e produção teatral em geral.
Considerando o perfil proposto no âmbito do desenho curricular e dos
Parâmetros Curriculares Nacionais, o aluno egresso do Curso de Química
Licenciatura poderá atuar como:
● Professor de ensino de educação fundamental e médio;
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
39
● Professor de outros cursos e ensino a distância;
● Consultor especializado.
8. HABILIDADES – COMPETÊNCIAS – ATITUDES
As diretrizes para os cursos de Química (Parecer CNE/CES 1.303/2001,
publicado no Diário Oficial da União de 7/12/2001, Seção 1, p. 25) bem como as
diretrizes para formação de professores (Resolução n. 2 de 1 de julho de 2015)
apontam a necessidade de centrar o ensino e aprendizagem no desenvolvimento
de competências e habilidades.
Entende-se por competência a capacidade de mobilizar conhecimentos a
fim de se enfrentar uma determinada situação desenvolvendo-se respostas inéditas,
criativas, eficazes para problemas. As habilidades são consideradas como algo
menos amplo do que as competências. Assim, a competência estaria constituída
por várias habilidades. Entretanto, uma habilidade não "pertence" a determinada
competência, uma vez que uma mesma habilidade pode contribuir para o
desenvolvimento de competências diferentes.
Competências e habilidades com relação à formação pessoal:
● Possuir conhecimento sólido e abrangente na área de atuação, com
domínio das técnicas básicas de utilização de laboratórios, bem como dos
procedimentos necessários de primeiros socorros, nos casos dos
acidentes mais comuns em laboratórios de Química;
● Possuir capacidade crítica para analisar de maneira conveniente os seus
próprios conhecimentos; assimilar os novos conhecimentos científicos
e/ou educacionais e refletir sobre o comportamento ético que a sociedade
espera de sua atuação e de suas relações com o contexto cultural,
socioeconômico e político;
● Identificar os aspectos filosóficos e sociais que definem a realidade
educacional;
● Identificar o processo de ensino/aprendizagem como processo humano
em construção;
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
40
● Ter uma visão crítica com relação ao papel social da Ciência e à sua
natureza epistemológica, compreendendo o processo histórico-social de
sua construção;
● Saber trabalhar em equipe e ter uma boa compreensão das diversas
etapas que compõem uma pesquisa educacional;
● Ter
interesse
no
auto-aperfeiçoamento
contínuo,
curiosidade
e
capacidade para estudos extracurriculares individuais ou em grupo,
espírito investigativo, criatividade e iniciativa na busca de soluções para
questões individuais e coletivas relacionadas com o ensino de Química,
bem como para acompanhar as rápidas mudanças tecnológicas
oferecidas pela interdisciplinaridade, como forma de garantir a qualidade
do ensino de Química;
● Ter formação humanística que permita exercer plenamente sua cidadania
e, enquanto profissional, respeitar o direito à vida e ao bem estar dos
cidadãos;
● Ter habilidades que o capacitem para a preparação e desenvolvimento de
recursos didáticos e instrucionais relativos à sua prática e avaliação da
qualidade do material disponível no mercado, além de ser preparado para
atuar como pesquisador no ensino de Química.
Competências e habilidades com relação à compreensão da Química:
●
Compreender os conceitos, leis e princípios da Química;
●
Conhecer as propriedades físicas e químicas principais dos elementos
e compostos, que possibilitem entender e prever o seu comportamento físicoquímico, aspectos de reatividade, mecanismos e estabilidade;
●
Acompanhar e compreender os avanços científico-tecnológicos e
educacionais;
●
Reconhecer a Química como uma construção humana e compreender
os aspectos históricos de sua produção e suas relações com o contexto
cultural, socioeconômico e político.
Competências e habilidades com relação a busca de informação e à
comunicação e expressão:
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
41
● Saber identificar e fazer busca nas fontes de informações relevantes para a
Química, inclusive, as disponíveis nas modalidades eletrônica e remota, que
possibilitem a contínua atualização técnica, científica, humanística e
pedagógica;
● Ler, compreender e interpretar os textos científico-tecnológicos em idioma
pátrio e estrangeiro (especialmente inglês e/ou espanhol);
● Saber interpretar e utilizar as diferentes formas de representação (tabelas,
gráficos, símbolos, expressões e outros.);
● Saber escrever e avaliar criticamente os materiais didáticos, como livros,
apostilas,
"kits",
modelos,
programas
computacionais
e
materiais
saber
comunicar
alternativos;
● Demonstrar
bom
relacionamento
interpessoal
e
corretamente projetos e resultados de pesquisas na linguagem educacional,
oral e escrita (textos, relatórios, pareceres, “posters”, internet etc.) em
idioma pátrio.
Competências e habilidades com relação ao ensino de Química:
● Refletir de forma crítica a sua prática em sala de aula, identificando
problemas de ensino/aprendizagem;
● Compreender e avaliar criticamente os aspectos sociais, tecnológicos,
ambientais, políticos e éticos relacionados às aplicações da Química na
sociedade;
● Saber trabalhar em laboratório e saber usar a experimentação em Química
como recurso didático;
● Possuir conhecimentos básicos do uso de computadores e sua aplicação em
ensino de Química;
● Possuir conhecimento dos procedimentos e normas de segurança no
trabalho;
● Conhecer teorias psicopedagógicas que fundamentam o processo de ensinoaprendizagem, bem como os princípios de planejamento educacional;
● Conhecer os fundamentos, a natureza e as principais pesquisas de ensino
de Química;
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
42
● Conhecer e vivenciar projetos e propostas curriculares de ensino de Química;
● Ter atitude favorável à incorporação, na sua prática, dos resultados da
pesquisa educacional em ensino de Química, visando solucionar os
problemas relacionados ao ensino/aprendizagem.
Competências e habilidades com relação à profissão:
● Ter consciência da importância social da profissão como possibilidade de
desenvolvimento social e coletivo;
● Ter capacidade de disseminar e difundir e/ou utilizar o conhecimento relevante
para a comunidade;
● Atuar no magistério, em nível de ensino fundamental e médio, de acordo com
a legislação específica, utilizando metodologia de ensino variada, contribuir
para o desenvolvimento intelectual dos estudantes e para despertar o
interesse científico em adolescentes; organizar e usar laboratórios de
Química; escrever e analisar criticamente livros didáticos e paradidáticos e
indicar bibliografia para o ensino de Química; analisar e elaborar programas
para esses níveis de ensino;
● Exercer a sua profissão com espírito dinâmico, criativo, na busca de novas
alternativas educacionais, enfrentando como desafio as dificuldades do
magistério;
● Conhecer criticamente os problemas educacionais brasileiros;
● Identificar no contexto da realidade escolar os fatores determinantes no
processo educativo, tais como o contexto socioeconômico, política
educacional, administração escolar e fatores específicos do processo de
ensino-aprendizagem de Química;
● Assumir conscientemente a tarefa educativa, cumprindo o papel social de
preparar os alunos para o exercício consciente da cidadania;
● Desempenhar outras atividades na sociedade, para cujo sucesso uma sólida
formação universitária seja importante fator.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
43
9. METODOLOGIA
A metodologia definida para desenvolver as atividades do curso leva em
consideração a flexibilidade necessária para atender os domínios diversificados de
aplicação e as vocações institucionais, em expressa coerência com os objetivos do
curso, com os princípios institucionais e com sua estrutura curricular. Está
comprometida com a interdisciplinaridade, com o desenvolvimento do espírito
científico e com a formação dos sujeitos autônomos e cidadãos.
A instituição assume assim seu papel de mediador e busca articular tais
trocas, pois reconhece o educando como um agente principal de sua própria
aprendizagem, sendo capaz de construir satisfatoriamente seu aprendizado quando
participa ativamente do processo. Assim, o Curso de Química Licenciatura do
Campus Arapiraca visa à qualificação e competência do egresso, adotando para tal,
métodos de ensino e aprendizagem diversificados e ativos, sendo assim no curso,
as seguintes metodologias são empregadas:
Aulas Expositivas dialogadas: Método tradicional de exposição de
conteúdos, porém com a utilização de recursos tecnológicos que auxiliam no
processo de ensino e aprendizagem. Recursos audiovisuais tais como: data-show,
computador, TV, vídeo, modelos interativos e internet. O uso desses recursos
didáticos apoiam-se numa metodologia que busca a interação entre discente –
docente – conteúdo. No curso preza-se que o educando conheça os primeiros
passos do caminho para aprender a aprender. Os estudantes são encorajados a
definir seus próprios objetivos de aprendizagem e tomar a responsabilidade por
avaliar seus progressos pessoais. No entanto, o aluno é acompanhado e avaliado,
essa avaliação inclui a habilidade de reconhecer necessidades educacionais
especiais, desenvolver um método próprio de estudo, utilizar adequadamente uma
diversidade de recursos educacionais e avaliar criticamente os progressos obtidos.
Seminários: Essa metodologia pode ser utilizada como forma de avaliação,
preparando o aluno para a prática expositiva, sistematização de ideias, clareza ao
discorrer sobre o assunto em pauta. Auxilia na comunicação e expressão oral.
Palestras e eventos: Essa metodologia tem como objetivo aprofundar
determinado assunto ou tema, tendo o palestrante a finalidade de contribuir para a
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
44
integração dos aspectos teóricos com a realidade profissional. As palestras são
utilizadas na busca de integração de turmas e avanço do conhecimento, uma vez
que trazem assuntos novos e enriquecedores. Além disso, constituem em espaço
que propicia aos alunos a prática de cerimonial e organização de eventos.
Dinâmicas e debates em Grupo: Essa metodologia visa ao preparo dos
alunos para a vivência profissional, com estímulo do desenvolvimento da
contextualização crítica, tomada de decisões e liderança. Ativa a criatividade, a
iniciativa, o trabalho em equipe e as habilidades.
Práticas em Laboratórios: O curso utiliza laboratórios básicos para o
desenvolvimento das competências e habilidades práticas das disciplinas. Dessa
forma, o aluno, ao se formar, poderá aplicar, os conhecimentos de planejamento,
execução, coleta de dados e discussão de resultados, importantes em sua vida
profissional.
Situação Problema ou Estudo de Casos: São atividades que fomentam a
formação teórico-prática para o ensino da química a partir de conhecimentos sobre
experimentação e uso de recursos audiovisuais no ensino de química. Visam o
desenvolvimento da habilidade técnica, humana e conceitual, além da possibilidade
de avaliar resultados práticos obtidos.
Projetos Científico-Tecnológico-Cultural: No curso existem projetos de
pesquisa desenvolvidos pelos alunos junto à comunidade, figuram aqui os projetos
de extensão e aqueles associados aos programas PIBIC, PIBID, PAINTER e PET.
Esses projetos auxiliam no desenvolvimento de habilidades e competências dos
futuros profissionais em Química.
É importante ressaltar que a escolha das metodologias de ensinoaprendizagem é de responsabilidade de cada docente. Cabe a cada docente
escolher as estratégias de ensino-aprendizagem mais adequadas aos conteúdos a
serem desenvolvidos na sua disciplina. Cabe ainda, buscar fazer com que suas
estratégias de ensino-aprendizagem e de avaliação sejam por si só, formas de
desenvolvimento de competências dos discentes. Para tanto o que se espera dos
docentes do curso é: foco nos objetivos do curso e no perfil desejado do egresso e
nas competências relacionadas; foco nos objetivos da disciplina; visão sistêmica
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
45
(capacidade de ver a importância de sua disciplina, no conjunto das disciplinas do
curso e a importância destas para os objetivos do curso e para realização do perfil
desejado do egresso); trabalho em equipe; liderança (da classe) pela competência
e pelo exemplo; atualização e atratividade das aulas com foco na otimização do
aprendizado dos discentes.
Os conteúdos curriculares serão ministrados em diversas formas de
organização, conforme proposta pedagógica, ressaltando as metodologias de
ensino-aprendizagem, em especial as abordagens que promovam a participação, a
colaboração e o envolvimento dos discentes na constituição gradual da sua
autonomia nos processos de aprendizagem. Esses conteúdos devem ser
organizados, em termos de carga horária e de planos de estudo, em atividades
práticas e teóricas, desenvolvidas individualmente ou em grupo, na própria
instituição ou em outras, envolvendo também pesquisas temáticas e bibliográficas.
10. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA
10.1- Estrutura Curricular
O currículo do curso é constituído por uma sequência de disciplinas e
atividades ordenadas por matrículas semestrais em uma seriação aconselhada. A
matriz curricular inclui as disciplinas que atendem às bases curriculares da nova Lei
de Diretrizes e Bases, complementada por outras disciplinas de caráter obrigatório
que atendem às exigências e características da UFAL e às necessidades da
comunidade, assim como aquelas individuais dos acadêmicos. O currículo inclui
atividades complementares e disciplinas eletivas com o propósito de oportunizar a
flexibilização curricular e desenvolver a autonomia dos alunos.
A matriz curricular deverá ser cumprida integralmente pelo aluno, o que lhe
possibilitará habilitar-se para a obtenção do diploma que lhe confira direitos
profissionais.
De acordo com a Resolução n. 2 de 1 de julho de 2015, as licenciaturas
deverão ter no mínimo uma carga horária de 3.200 (três mil e duzentas) horas. A
carga horária mínima de integralização curricular do curso de Química Licenciatura
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
46
da UFAL - Campus Arapiraca é de 3.550 (três mil quinhentas e cinquenta horas),
distribuídas em, no mínimo 9 (nove) períodos ou 4,5 (quatro e meio) anos e, no
máximo 13 (treze) períodos ou 6,5 (seis vírgula cinco) anos, sendo a distribuição da
carga horária é realizada em: disciplinas obrigatórias, incluindo uma disciplina
eletiva (54 horas), as quais totalizam 2156 horas; a prática pedagógica (400 horas),
os estágios supervisionados (400 horas), o Trabalho de Conclusão - TCC (39
horas), atividades acadêmico-científico-culturais (200 horas) e as atividade
curriculares de extensão (ACE, 355 horas). Estas últimas sendo divididas em dois
projetos obrigatórios (216 h), dois cursos (108 h) e um evento (31h), além das
atividades acadêmico-científico-culturais (200 horas).
Em consonância com a Resolução CNE n.2/2015, o Licenciado em Química
deve ter formação ampla para ministrar os conteúdos nas diversas áreas de
Química e áreas afins, como também uma adequada preparação na área
pedagógica, trabalhando a interdisciplinaridade e a transversalidade. Os conteúdos
curriculares sugeridos para os cursos de licenciatura em Química devem abranger:
Conteúdos básicos: São os que permitirão ao aluno uma compreensão da
Química e terão como eixo norteador as disciplinas específicas. Constituem-se de
conteúdos essenciais envolvendo teoria e prática, relacionando as áreas
acadêmicas de física, matemática, físico-química, química analítica, química
inorgânica, química orgânica, bioquímica, história da química e química ambiental.
As disciplinas que abordam os conhecimentos da Química, que é uma ciência
experimental, deverão ter uma parte desenvolvida em laboratório, nos quais os
alunos realizarão experiências individualmente ou em pequenos grupos, o que lhes
permitirá uma melhor compreensão dos conceitos envolvidos e a familiarização com
as técnicas experimentais e com as normas de segurança.
Dimensões pedagógicas: São os conteúdos profissionais constituídos de
disciplinas com ênfase político-pedagógica e didático-pedagógica relativas ao
aprofundamento de conhecimentos que serão ministrados para formação de
professores: profissão docente, política e organização da educação básica,
desenvolvimento e aprendizagem, didática, gestão da educação e do trabalho
escolar, pesquisa educacional e metodologia do ensino de Química.
Prática Pedagógica como componente curricular: refere-se à produção
de conhecimento no campo da Educação e do campo didático-pedagógico das
respectivas áreas de ensino (currículo, metodologias de ensino e aprendizagem,
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
47
pesquisa educacional e práticas pedagógicas formal e não formal, entre outras). No
curso de licenciatura em química terão como eixo norteador as seguintes temáticas:
experimentação para o ensino de química; leitura e produção de textos científicos;
divulgação científica; ciência, tecnologia e sociedade e confecção de modelos e
materiais didáticos.
Atividades acadêmico-científico-culturais: Elas se constituem atividades
teórico-práticas de aprofundamento em áreas específicas de interesse dos
estudantes, tais como: seminários e estudos curriculares, participação em projetos
de iniciação científica, iniciação à docência, residência docente, monitoria,
congressos, simpósios, colóquios, mobilidade estudantil, intercâmbio, atividades de
comunicação e expressão visando à aquisição e à apropriação de recursos de
linguagem capazes de comunicar, interpretar a realidade estudada e criar conexões
com a vida social e outras atividades relacionadas à química e à formação docente
que atribuem créditos a carga horária.
Conteúdos complementares: Eles se constituem de disciplinas que têm o
propósito de enriquecer a formação do licenciando. São essenciais para a formação
humanística, tecnológica e interdisciplinar. As disciplinas ofertadas que podem ser,
por exemplo, Sociedade e Desenvolvimento, Filosofia da Ciência, Ética,
Tecnologias da Informação e Comunicação, dentre outras, e devem abranger
atividades comuns a outros cursos da Instituição. Assim, será aberto um leque de
oportunidades que permitirá ao licenciando fazer uma reflexão sobre várias áreas
do conhecimento.
Estágio Supervisionado Obrigatório: O estágio curricular supervisionado
deve ser realizado em escola de educação básica tendo início na segunda metade
do curso e ser avaliado juntamente pela instituição formadora e escola campo de
estágio. É na prática de ensino que os licenciandos têm efetivamente oportunidade
de vivenciar a ação docente. No conjunto, busca-se dar uma formação pedagógica
integrada, articulando-se às atividades dos estágios com as das demais disciplinas
que compõem a área.
Atividades curriculares de extensão: as atividades curriculares de
extensão
do
Curso
de
Licenciatura
em
Química
serão
contempladas,
intrinsecamente às ações de ensino e de pesquisa, na forma de programas e
projetos de extensão, cursos de extensão e eventos, observando: I - objetivos de
promoção do conhecimento, democratização do acesso ao saber, elevação do nível
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
48
cultural da população e intervenção solidária junto à comunidade para a
transformação social, inclusive a relação respeitosa entre conhecimento popular e
conhecimento científico e filosófico; II - respeito à liberdade científica, artística e
cultural da comunidade universitária e aos direitos de cidadania e autonomia da
comunidade externa; III - os compromissos sociais, éticos e políticos com os
interesses coletivos da sociedade e com os valores da cidadania, particularmente
com os da Região Nordeste e do Estado de Alagoas.
Os conteúdos deverão ser tratados como meio e suporte para a constituição
de competências e habilidades e serão selecionados e ordenados para compor a
matriz curricular visando desenvolver o conhecimento da área específica e da área
pedagógica, bem como a transposição didática. Portanto, serão incentivadas
atividades tais como: busca de informações em fontes variadas, uso frequente da
biblioteca, uso de recursos multimídia, visitas de campo (museus, indústrias,
instituições de ensino e pesquisa, dentre outras.), elaboração e apresentação de
trabalhos científicos, produção de materiais, participação em congressos,
seminários, workshops, palestras, dentre outras.
No que tange a elaboração de trabalhos científicos e a produção acadêmica
do graduando no Curso de Química Licenciatura tal especificidade se encontra
contemplada em pelo menos quatro disciplinas da matriz curricular, a saber:
Metodologia para o Ensino de Química 1, Metodologia para o Ensino de Química 2,
Pesquisa Aplicada ao Ensino de Química e Leitura, Produção Textual e Ensino de
Química (vide ementas), para os trabalhos que visam a área de ensino e formação
de professores, alvo do curso. Além disso, para a produção de trabalhos científicos
não relacionados à formação docente propõe-se as disciplinas de Análise e
Instrumentação em Química 1 e 2, Pesquisa aplicada ao Ensino de Química,
Leitura, Produção Textual e Ensino de Química e, ainda, as disciplinas
experimentais, as quais propõe a construção de relatórios e produtos com formatos
específicos de acordo com o preconizado pela literatura na área de Ciências da
Natureza. No curso entende-se que o desenvolvimento da escrita científica é em
um processo gradual e gradativo e que deve acontecer durante toda a formação do
discente. Destaca-se também que ao longo da sua formação o estudante deverá
construir relatórios, manuscritos e outros produtos acadêmicos, bem como o seu
próprio Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) que lhe permitirão adquirir
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
49
conhecimento das normas técnicas que orientam a produção de trabalhos
científicos na área da Química e formação de professores.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
50
11. COMPONENTES CURRICULARES OBRIGATÓRIOS DO CURSO DE
QUÍMICA LICENCIATURA
11.1- Matriz Curricular - Organização Curricular do NOVO PPC (2018)
CURRÍCULO DO CURSO DE QUÍMICA LICENCIATURA
PRIMEIRO PERÍODO
COD
DISCIPLINA
CH
(sem.
Carga horária
Prática
Teórica
Exper.
Ped.
CH total
QIMA064
Profissão Docente
3
54
0
0
54
QIMA065
Sociedade e Cultura
3
54
0
0
54
2
18
18
0
36
2
0
0
36
36
4
72
0
0
72
3
0
0
54
54
3
36
18
0
54
QIMA066
QIMA068
QIMA069
QIMA070
QIMA071
Constituição e
Propriedades da Matéria
Ensino e aprendizagem
sobre a constituição e as
propriedades da matéria
Cálculo 1
Experimentação para o
ensino de Química
ACE 1 - Curso de
Introdução ao Estudo da
Química
CH de prática
pedagógica
Carga horária do
período:
90
360
SEGUNDO PERÍODO
Política e Organização da
4
72
Educação Básica
Sociedade e
3
54
Desenvolvimento
0
0
72
0
0
54
QIMA080
Cálculo 2
4
72
0
0
72
QIMA069
Física 1
Transformações da
Matéria 1
ACE 2 - Projeto de
Extensão
CH de prática
pedagógica
4
72
0
0
72
4
50
22
0
72
3
36
18
0
54
QIMA072
QIMA073
QIMA076
QIMA 077
0
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
51
Carga horária do
período:
396
TERCEIRO PERÍODO
QIMA078
QIMA079
Desenvolvimento e
aprendizagem
Transformações da
matéria 2
4
72
0
0
72
4
40
32
0
72
4
QIMA075
Física 2
72
0
0
72
QIMA081
Didática
4
72
Leitura, Produção Textual e
3
0
Ensino de Química
ACE 3 - Projeto de
3
18
Extensão
CH de prática
pedagógica
Carga horária do
período:
QUARTO PERÍODO
Gestão da Educação e do
4
72
Trabalho Escolar
Química Analítica 1
4
36
Físico-Química 1
4
72
Química Inorgânica 1
4
72
Filosofia da Ciência
3
54
Libras
3
54
CH de prática
pedagógica
Carga horária do
período:
QUINTO PERÍODO
Físico-Química 2
4
72
Química Analítica 2
4
36
Química Inorgânica 2
3
36
Química Orgânica 1
4
72
Estágio Supervisionado 1
5
0
CH de prática
pedagógica
Carga horária do período
0
0
72
0
54
54
36
0
54
QIMA082
QIMA083
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
SEXTO PERÍODO
Físico-Química 3
4
0
Metodologia para o ensino
3
32
de química 1
Química Orgânica 2
4
72
Sociedade e Ensino de
3
0
Química
Estágio Supervisionado 1
5
0
54
396
0
0
72
36
0
0
0
0
0
0
0
0
0
72
72
72
54
54
0
396
0
36
18
0
0
0
0
0
0
0
72
72
54
72
100
0
370
72
0
72
54
0
22
0
0
72
0
54
54
0
0
100
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
52
CH de prática
pedagógica
Carga horária do período
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
76
352
SÉTIMO PERÍODO
Química
Orgânica
3
18
Experimental
Pesquisa
aplicada
ao
3
30
Ensino de Química
Ética
3
54
Análise e Instrumentação
3
34
em Química 1
Estágio Supervisionado 3
5
0
ACE 4 - Evento
2
23
CH de prática
pedagógica
Carga horária do período
OITAVO PERÍODO
Metodologia do Ensino de
3
38
Química 2
Análise e Instrumentação
3
54
em Química 2
Modelos e modelagens em
3
0
Ensino de Química
Eletiva
3
54
Estágio Supervisionado 4
5
0
ACE 5 - Projeto de
4
36
Extensão
CH de prática
pedagógica
Carga horária do período
NONO PERÍODO
Química e
3
40
História da
Ensino
Química Ambiental
Bioquímica
Práticas Interdisciplinares
em Ensino de Ciências
Espaços não-formais no
ensino de Química
ACE 6 - Projeto de
Extensão
ACE 7 - Curso - Preparação
para a Atuação Docente.
CH de prática
pedagógica
Carga horária do período
36
0
54
0
24
54
0
0
54
20
0
54
0
8
0
0
100
31
24
347
0
16
54
0
0
54
0
54
54
0
0
0
0
54
100
36
0
72
70
388
0
14
54
3
2
54
36
0
0
0
0
54
36
2
0
0
36
36
2
0
0
36
36
2
18
18
0
36
3
18
36
0
54
86
306
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
53
Disciplinas fixas (h/60 min.)
Estágio supervisionado
Prática Pedagógica
Atividades Acadêmica-Científico-Culturais
Trabalho de Conclusão de Curso - TCC
2.156
400
400
200
39
355
Atividade Curricular de Extensão
Carga Horária Total Curricular
3.550
11.2 - Organização Curricular das Disciplinas Eletivas
CÓDIGO
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
QIMA
DISCIPLINA
CARGA HORÁRIA (C.H.)
CH (sem.)
Teór.
Exper.
CH total
Tópicos em Quim.
Computacional
Inglês
Cálculo 3
Química Orgânica 3
Síntese Orgânica
Aplicada
Introdução a Química
dos Fármacos
Tópicos em catálise
QIMA
QIMA
Físico-química 4
Tecnologias da
Informação e
Comunicação
3
9
45
54
3
3
3
54
54
54
0
0
0
54
54
54
3
44
10
54
3
54
0
54
3
54
0
54
3
54
0
54
3
54
0
54
11.3 - Requisitos Associados a Progressão Curricular das Disciplinas
Obrigatórias.
CÓDIGO
DISCIPLINA
PRÉ-REQUISITO
PRIMEIRO PERÍODO
Profissão Docente
Sociedade e Cultura
Constituição e Propriedades
Matéria
Ensino
e
aprendizagem
Constituição e Propriedades
Matéria
Profissão Docente
Não há
Não há
da Não há
da Não há
da
Não há
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
54
Cálculo 1
Não há
SEGUNDO PERÍODO
Sociedade e Desenvolvimento
Não há
Política e Org. Educ. Básica no Brasil Não há
Cálculo 2
Cálculo 1
Física 1
Não há
Transformação da Matéria 1
Ter cursado Const. da matéria
TERCEIRO PERÍODO
Desenvolvimento e Aprendizagem
Não há
Transformação da matéria 2
Ter cursado Transf. da matéria 1
Física 2
Cálculo 2, Física 1
Didática
Não há
QUARTO PERÍODO
Gestão da Educ. e do Trab. Escolar Não há
Química Analítica 1
Const. e Propriedades da matéria
Ter cursado Transformação da
matéria 1 e 2
Físico-Química 1
Ter cursado Const. e Propriedades da
matéria
Transformação da matéria 1 e 2 e
Cálculo 2
Didática
Não há
Libras
Não há
Química Inorgânica 1
Const. e Propriedades da matéria
Ter cursado Transformação da
matéria 1 e 2
QUINTO PERÍODO
Físico-Química 2
Química Analítica 2
Química Inorgânica 2
Química Orgânica 1
Ter cursado Físico-Química 1
Ter cursado Quim. Analitica 1
Ter cursado Quim. Inorgânica 1
Const. e Propriedades da matéria
Ter cursado Transformação da
matéria 1 e 2
SEXTO PERÍODO
Físico-Química 3
Ter cursado Físico-Química 2
Metodologia do Ensino de Química 1 Const. e Propriedades da matéria
Ter cursado Transformação da
matéria 1 e 2
Química Orgânica 2
Ter cursado Quim. Orgânica 1
SÉTIMO PERÍODO
Análise e Instrum. em Química 1
Ter cursado Química Analitica 2
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
55
Pesquisa Aplicada ao Ensino de Ter cursado Transf. da matéria 2
Química
Ética
Não há
Química Orgânica Experimental
Química Orgânica 1
OITAVO PERÍODO
Análise e Instrum. em Química 2
Química Orgânica 2
Metodologia do Ensino de Química 2 Ter cursado Metodologia do Ensino
de Química 1
NONO PERÍODO
Eletiva
Química Ambiental
História da Química e Ensino
Consultar ementa
Ter cursado Química Analitica 2
Ter cursado
Constituição
Propriedades da matéria e
Transformações da matéria 1
Bioquímica
Ter cursado Química Orgânica 1
Práticas de Ensino Interdisciplinares Estar cursando Bioquímica
em Ciências
●
●
Ter cursado é equivalente a ter sido reprovado por média na disciplina. Esse
procedimento não poderá ser utilizado por discentes reprovados por falta, desistentes
ou que não obtiveram pontuação mínima suficiente para ir à prova final da disciplina
pré-requisito.
Estágio Supervisionado - Obrigatório o acompanhamento pelo curso de origem do
discente. Os estágios deverão ser cursados de forma sequencial.
e
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
56
11.4- Requisitos Associados a Progressão Curricular das Disciplinas Eletivas.
CÓDIGO
DISCIPLINA
Tópicos em Quim.
Computacional
Inglês
PRÉ-REQUISITO
Cálculo 3
Cálculo 2
Química Orgânica 3
Introdução a Química dos
Fármacos
Tópicos em catálise
Quim. Orgânica 2
Ter cursado Quim. Orgânica 2 e
Bioquímica
Ter cursado Quim. Orgânica 2 e
Bioquímica
Consultar ementa
Físico-Química 4
Ter cursado Físico-Química 2
Síntese Orgânica Aplicada
Não há
Não há
11.5- Representação Gráfica de um Perfil de Formação
11.6- Flexibilização Curricular
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
57
De acordo com o Projeto Pedagógico Institucional – PPI da UFAL, a
flexibilização curricular é um dos princípios básicos da formação do graduando que
no exercício de sua autonomia pode e deve incorporar outras formas de
aprendizagem na sua formação profissional. A oferta das disciplinas eletivas não se
caracteriza como a única opção para uma flexibilização curricular, no entanto,
oferece uma ampliação de conteúdos relacionados a área de estudo, os quais
contribuirão para a formação do profissional.
Com a escolha de diversificar a formação do licenciado em química são
ofertadas disciplinas específicas que permitem ao estudante ampliar seus
horizontes no que tange a escolha futura da pós-graduação em ensino ou não.
Além da oferta de disciplinas eletivas, o Curso de Química Licenciatura da
UFAL - Campus de Arapiraca, aplica o princípio da flexibilização curricular a partir
das seguintes ações:
1 - Análise cuidadosa da utilização ou não de pré-requisitos entre as
disciplinas, para facilitar ao aluno uma melhor organização do seu currículo. Assim,
os discentes ficarão mais livres para cumprir disciplinas que fazem parte dos
semestres diferentes do que ele está cursando, ajudando-os, desta forma, a
atualizar e/ou adiantar o seu processo de integralização no curso;
2
-
Aproveitamento
de
atividades
extracurriculares,
devidamente
comprovadas, para contabilização de carga horária e dispensa de disciplinas, tais
como: disciplinas cursadas em outros cursos, atividades de prática docente,
programas de mobilidade ou intercâmbio estudantil.
11.7- Interdisciplinariedade
A interdisciplinaridade, outro princípio básico da formação do discente,
pressupõe estratégias conciliadoras dos conhecimentos próprios de cada área, com
o
objetivo
de
estabelecer
conexões
entre
elas,
para
uma
melhor
complementaridade e colaboração na resolução de problemas.
Pensando na interdisciplinaridade dos conteúdos ofertados pelo Curso de
Química Licenciatura, semestralmente são realizadas reuniões pedagógicas do
Núcleo Docente Estruturante - NDE, no intuito de trocar experiências, diagnosticar
e ajustar os problemas e compartilhar os conteúdos que serão trabalhados em cada
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
58
semestre, buscando uma conexão entre os mesmos. Essas reuniões auxiliarão os
discentes a pensarem de modo sistemático e flexível. As práticas pedagógicas que
integram a estrutura curricular ao longo do curso se estabelecem como uma ponte
entre química e o mercado de trabalho, a partir da articulação entre todos os
conhecimentos desenvolvidos nas disciplinas de cada semestre.
11.8- Relação Teoria-prática
A articulação entre teoria e prática, possibilita que os discentes entrem em
contato com diversas situações-problema e os preparem para resolvê-las. Essa
experiência retira o discente da condição de mero receptor de informações,
tornando-o sujeito na produção do conhecimento. Assim, toda atividade prática se
constituirá em oportunidade de reflexão e ação, amparado por conteúdos teóricos
e metodológicos, que servirão de aporte na sua atuação prática.
Nas licenciaturas, as articulações entre a teoria e a prática possuem
especificidades na formação de professores. Tomando como base as Diretrizes
Gerais para as Licenciaturas/SESU e os PCN, o Curso de Química Licenciatura está
pautado, metodologicamente, na articulação teórico-prática, na solução de
situações-problema e na reflexão sobre a atuação profissional. A cada semestre, o
curso pretende garantir os meios necessários para que as experiências práticas
permitam a construção de conhecimentos fundamentais para a atuação do
professor, atrelando, assim, o antigo binômio teoria e prática.
11.9- Transversalidade
A Transversalidade se caracteriza por temáticas que atravessam e
perpassam os diferentes campos do conhecimento, porém para atender a esta
demanda, não se trata de qualquer temática, mas aquelas relacionadas a conceitos
ético-político-sociais, atrelados para a melhoria da sociedade e da humanidade.
Os temas transversais podem ser voltados à educação em valores, voltados
a respostas aos problemas sociais, conectando a escola à vida das pessoas e
devem ser abertos à incorporação de novos problemas sociais.
A transversalidade no Curso de Química Licenciatura como já explicitado
anteriormente neste Projeto, é contemplada através da disciplina de Sociedade e
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
59
Desenvolvimento, Sociedade e Cultura, Filosofia da Ciência, Ética, além das
Práticas Pedagógicas.
12. CONTEÚDO CURRICULARES
12.1- Educação Ambiental
Desde os anos de 1970, estamos envolvidos em transformações sem
precedentes nas esferas econômica, política, sociocultural e ambiental. Essas
transformações, configuradas pela reestruturação produtiva do processo capitalista,
encerradas
no
pensamento
neoliberal
e
do
processo
de
globalização,
desestruturam conquistas sociais importantes e tornam ainda mais evidentes quão
frágeis são a economia, a política e a organização social da maioria dos estados
nacionais do Planeta.
Resgata-se de Carvalho (2002), a ideia de que toda educação é ambiental,
pois se a Educação não vier acompanhada pela dimensão ambiental, “perde sua
essência e pouco pode contribuir para a continuidade da vida humana” (p. 36).
Assim, a Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, regulamentada pelo Decreto nº
4.281, de 25 de junho de 2002, dispõe especificamente sobre a Educação Ambiental
(EA) e institui a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), como
componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar
presente, de forma articulada, e m todos os níveis e modalidades do processo
educativo. As DCNs de Educação Ambiental (Resolução CNE/CP Nº2/2012)
destacam que “o papel transformador e emancipatório da Educação Ambiental
torna-se cada vez mais visível diante do atual contexto nacional e mundial em que
a preocupação com as mudanças climáticas, a degradação da natureza, a redução
da biodiversidade, os riscos socioambientais locais e globais, as necessidades
planetárias evidenciam-se na prática social”.
Isso posto, nota-se a necessidade de inserir no processo educativo do curso
de Química Licenciatura as discussões de educação ambiental, na visão da
interdisciplinaridade. O trabalho interdisciplinar de educação ambiental se
caracteriza pela ampliação do espaço social e visa a disseminação crítica dos
conhecimentos socioambientais, culturais e políticos, articulando-os à realidade
local, nacional e global, com a formação cidadã e ética.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
60
Busca-se superar a mera ideia de ecologizar o processo educativo, pois o
trabalho de educação ambiental não se limita ao acúmulo de conceitos de ecologia
ou ao trabalho com problemas ambientais. Deste modo, as questões ambientais
são abordadas de forma interdisciplinar em algumas disciplinas obrigatórias tais
como: Sociedade e Desenvolvimento e Química Ambiental, as quais discutem as
questões socioambientais, articulando com a formação do perfil profissional do
curso.
Isso posto, destaca-se ainda que a UFAL possui um Núcleo de Educação
Ambiental (NEA), ligado ao Centro de Educação, mas que está aberto a apoiar o
trabalho de educação ambiental em diversos cursos. O NEA desenvolve atividades
com o Coletivo Jovem, cursos de formação para professores e estudantes sobre
Educação Ambiental, curso de especialização em Educação Ambiental (2012).
12.2- Educação para as Relações Étnico-raciais (ERER)
Além de cumprir com as exigências normativas educacionais brasileiras, a
proposta de uma Educação para as Relações Étnico-raciais (ERER), incorporada
aos currículos dos cursos de licenciatura e bacharelado desta instituição de ensino
superior, por meio dos Projetos Pedagógicos de Cursos (PPCs), estimula a
integração entre saberes étnicos constitutivos de nossa cultura brasileira (branco,
indígena, negro e cigano), em destaque a nossa cultura alagoana, além de
possibilitar a produção de novos conhecimentos científico, cultural, tecnológico e
artístico ou a revisão dos conhecimentos existentes, de modo a promover condutas
e políticas de formação profissional que valorizem as diversidades étnico-raciais.
Em decorrência dessa proposta, referendar-se-á o compromisso firmado pela
UFAL, dentre outros, de aperfeiçoamento das políticas de ações afirmativas, dos
cursos de graduação à pós-graduação, implementadas, oficialmente, desde 11 de
novembro de 2003, por meio da Resolução CONSUNI/UFAL nº 33, que aprovou o
Programa Ações Afirmativas para Afro-descendentes (PAAF) nesta instituição, com
o empenho do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (NEAB-UFAL), criado em 1981,
inicialmente Centro de Estudos Afro-brasileiros (CEAB), que atua tanto
internamente à UFAL, com o papel de promover cursos de formação/capacitação,
debates, disponibilização de acervo (documental e bibliográfico) para consulta e
coordenação geral de editais sobre ERER; quanto externamente, em parceria com
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
61
outras instituições educacionais do estado, do país e/ou outros países, e com os
movimentos sociais.
As questões étnico-raciais serão abordadas no curso de Química
Licenciatura, principalmente, através das disciplinas obrigatórias Sociedade e
Cultura e Ética, bem como através das práticas pedagógicas e atividades
curriculares de extensão. Tais componentes curriculares são ministradas de forma
interdisciplinar e transdisciplinar e buscam discutir a formação da sociedade
contemporânea que incluem a importância de pessoas que pertencem a grupos
étnico-raciais diferentes, as quais contribuíram para formação histórica e cultural do
Brasil. São esclarecidos conceitos para o fortalecimento da igualdade básica do ser
humano e superação de preconceitos e desqualificações com que os negros e os
povos indígenas sofreram ao longo do tempo. Além disso, existe a busca de
esforços para a organização de palestras e visitas a povoados quilombolas e tribos
indígenas da região.
12.3 A Educação em Direitos Humanos
A Educação em Direitos Humanos na UFAL adequa-se à Resolução CNE/CP
no. 01/2012.
Para os cursos de Licenciatura, a Resolução CONSUNI/UFAL 59/2014
estabelece que a temática dos direitos humanos deverá atender à legislação
específica. Nesta perspectiva, o art. 8º da Resolução CNE/CP 01/2012 determina:
Art. 8º - A Educação em Direitos Humanos deverá orientar a formação inicial
e continuada de todos (as) os (as) profissionais da educação, sendo componente
curricular obrigatório nos cursos destinados a esses profissionais. Assim, sua
inserção nos cursos de licenciatura deve ocorrer sob a forma de disciplina de oferta
obrigatória, contribuindo para a formação de professores. Ainda, em atendimento
ao Art. 12 da mesma resolução, podem ser programadas ações de extensão
voltadas para a promoção de direitos humanos, considerando o contexto em que a
IES se insere.
O curso de Química Licenciatura da UFAL Campus Arapiraca, trata a
temática de Educação de Direitos Humanos, dialogando com as disciplinas
obrigatórias Sociedade e Desenvolvimento, Sociedade e Cultura e Ética.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
62
12.4 Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS
De acordo com o Art. 3º do Decreto nº 5.626 de 22 de dezembro de 2005,
que regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua
Brasileira de Sinais - LIBRAS, e o Art. 18° da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de
2000, na Licenciatura em Química, LIBRAS se constitui como uma disciplina
obrigatória ofertada no sexto período. Dessa forma, os discentes que optarem em
realizar suas práticas de Estágio Supervisionado em escolas e/ou Instituições que
atendam a pessoas surdas, terão um suporte básico para a comunicação com esses
indivíduos.
13. ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO
A Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008 – Lei do Estágio, define o
“estágio como o ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente
de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo do estudante”. O
Estágio supervisionado deve possibilitar ao futuro professor vivenciar situações de
ensino–aprendizagem, refletir sobre estas situações juntamente com os
orientadores do Estágio e a equipe de professores da Escola, a fim de buscar novas
alternativas para sua prática educativa. Na UFAL, o estágio curricular
supervisionado está institucionalizado pela Resolução nº 71/2006-CONSUNI/UFAL,
de 18 de dezembro de 2006, que prevê, dentre outras coisas: interlocução entre as
instituições concedentes (materializada por meio de termo de cooperação entre a
Universidade Federal de Alagoas e as Secretarias Estaduais e Municipais de
Educação); acompanhamento das atividades de estágio por docente do curso
(responsável pela coordenação e supervisão); estratégias de integração entre
universidade e escola (acompanhadas neste curso pelo docente orientador de
estágio e pelo coordenador de estágio); documentação regulatória (arquivada pela
coordenação do curso); seguro obrigatório (providenciado pela UFAL); organização
específica (conforme Apêndice 1).
No caso específico dos cursos de formação docente, a Resolução CNE/CP
1 exige que este seja desenvolvido em escolas de Educação básica a partir do início
da segunda metade do curso e deverá resultar num intercâmbio de colaboração
Universidade/Escola. A Resolução CNE/CP n. 2 estabelece que a carga horária do
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
63
Estágio Curricular Supervisionado deve ser de 400 (quatrocentas) horas. O mesmo
documento prevê que alunos em exercício da atividade docente regular na
educação básica poderão ter uma redução em até 200 (duzentas) horas. Para tanto,
é necessário comprovação das atividades por meio de documento emitido pela
escola, além de solicitação formal e parecer favorável do colegiado, que avaliará se
as atividades docentes abarcam aspectos formativos. Está prevista ainda a
dispensa dos Estágios 3 e 4 por aqueles estudantes que cumprirem o Programa de
Residência Pedagógica, no qual é previsto imersão no campo escolar, com o
planejamento, execução, avaliação e apresentação dos resultados de atividades
didático-pedagógicas de caráter inovador e potencialmente promotoras de
aprendizagem. O Programa de Residência Pedagógica exige acompanhamento de
orientador da IES, preceptor (professor da Educação Básica com formação na área
de atuação) e carga horária superior ao demandado pela Resolução CNE/CP n. 2.
A estruturação dos estágios no curso de Licenciatura em Química
formalizam-se através de atividades compreendendo, as etapas descritas no
Apêndice 1. Sua organização contempla, deste modo, vivência da realidade escolar
de forma ampla, com participação em conselhos de classe/reuniões de professores,
registro acadêmico de atividades, acompanhamento por docente da IES
(orientador) nas atividades no campo da prática, assim como práticas inovadoras
para a gestão da relação entre a IES e a rede de escolas da educação Básica,
coadunando-se às necessidades formativas para a atuação futura do egresso.
O planejamento e a execução das práticas realizadas durante o Estágio
apoiam-se, de tal maneira, em reflexões desenvolvidas durante todo o curso de
formação, com vistas à criação e divulgação de produtos que articulam e
sistematizam a relação teoria e prática, bem como com atividades exitosas ou
inovadoras. As avaliações dos resultados obtidos (que podem ser apresentadas na
forma de relatório final do Estágio) servem para avaliar e redirecionar a estrutura
curricular do curso. Para tanto, esta avaliação ocorrerá por meio de uma equipe de
professores formadores e, sempre que possível, com professores das escolas onde
os estágios foram feitos a fim de analisar os problemas encontrados, propor
soluções etc., contribuindo assim para a melhoria do ensino nas mesmas. Tal
avaliação, discussão e socialização destes resultados poderão ocorrer mediante
Seminário de Estágio a ser desenvolvido anualmente, ou os eventos já
institucionalizados para a apresentação de trabalhos.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
64
Vale destacar ainda que o Estágio Curricular não deve ser a única etapa do
curso em que os alunos terão a oportunidade de vivenciar a prática educativa.
Durante todo e desenvolvimento das atividades do Curso a prática pedagógica
deverá estar presente em no mínimo 400 (quatrocentas) horas como institui a
resolução CNE/CP n. 2, que estabelece:
“A prática, na matriz curricular, não poderá ficar reduzida a um
espaço isolado, que a restrinja ao estágio, desarticulado do
restante do curso”.
“A prática deverá estar presente desde o início do curso e
permear toda a formação do professor”.
“No interior das áreas ou das disciplinas que constituírem os
componentes curriculares de formação, e não apenas nas
disciplinas pedagógicas, todas terão a sua dimensão prática”.
“ Em tempo e espaço curricular específico, a coordenação da
dimensão prática transcenderá o estágio e terá como
finalidade promover a articulação das diferentes práticas,
numa perspectiva interdisciplinar”.
“ A prática será desenvolvida com ênfase nos procedimentos
de observação e reflexão, visando à atuação em situações
contextualizadas, com o registro dessas observações
realizadas e a resolução de situações-problema.”
“ A presença da prática profissional na formação do professor,
que não prescinde da observação e ação direta, poderá ser
enriquecida com tecnologias da informação, incluídos o
computador e o vídeo, narrativas orais e escritas de
professores, produções de alunos, situações simuladoras e
estudo de casos”.
Portanto, cada disciplina ou atividade do curso deverá ter sua dimensão
prática. Isto é particularmente importante para as disciplinas da área específica de
Química. Os professores destas disciplinas, ao mesmo tempo em que
desenvolverão os conteúdos específicos, deverão desenvolver atividades tais
como: realização de seminários, planejamento e execução de unidades didáticas,
elaboração de textos didáticos, análise de livros didáticos, análise e utilização de
kits experimentais etc.
14. ATIVIDADE COMPLEMENTARES
As
Atividades
Complementares
(Parte
Flexível)
da
UFAL
estão
institucionalizadas através da Resolução no 113/95 - CEPE, de 13 de novembro de
1995 e previstas para se integralizarem em 200 horas, preferencialmente,
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
65
distribuídas ao longo do Curso e não poderá ser preenchida com um só tipo de
atividade.
As atividades da Parte Flexível do Curso de Química Licenciatura, serão
classificadas em quatro grupos assim discriminados:
Grupo 1 – Atividades de Ensino;
Grupo 2 – Atividades de Extensão;
Grupo 3 – Atividades de Pesquisa;
Grupo 4 – Atividades de Representação Estudantil.
Fazem parte dessas atividades:
Grupo 1 – Atividades de Ensino:
Monitoria: programa a ser coordenado pela Pró-Reitoria de Graduação PROGRAD, cuja finalidade é possibilitar ao aluno o desenvolvimento de atividades
de ensino-aprendizagem em determinada disciplina supervisionada por um
professor orientador. Para submissão de candidatura ao Programa de Monitoria o
aluno deverá estar de acordo com a Resolução Nº 055/2008 – CONSUNI, de 10 de
novembro de 2008. O aproveitamento máximo da carga horária da disciplina objeto
da monitoria será computada mediante relatório do professor orientador. Deverá
constar no Histórico Escolar a atividade, o nome da disciplina e a carga horária
consignada.
Disciplinas da Matriz Curricular do Curso que extrapolam as 54 horas das
obrigatórias-eletivas;
Disciplinas de outros cursos voltadas para a formação integral do aluno e não
contempladas no currículo do curso;
O aproveitamento integral da carga horária será contabilizada como parte
flexível desde que o aluno tenha sido aprovado. Deverá ser discriminado no
Histórico Escolar código e nome das disciplinas, e as notas obtidas.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
66
Grupo 2 – Atividades de Extensão:
Participação em jornadas, eventos, simpósios, congressos, seminários,
cursos de curta duração e núcleos temáticos;
O aproveitamento da carga horária pelo Colegiado de Curso será feito
mediante certificado de freqüência e tipo de participação.
Grupo 3 – Atividades de Pesquisa:
Participação em Projetos de Extensão, de Iniciação Científica, PET, e outras;
Estágio não obrigatório e treinamento profissional;
O aproveitamento da carga horária pelo Colegiado de Curso será feito
mediante certificado de participação, podendo ser solicitado relatório de
desempenho do Professor Orientador, responsável pela atividade ou do supervisor
do estágio e/ou treinamento profissional.
Grupo 4 – Atividades de Representação Estudantil:
Participação em entidades estudantis, Colegiado de curso, Conselho da
Unidade Acadêmica e Conselhos Superiores.
Aproveitamento da carga horária pelo Colegiado de Curso será feito
mediante relatório circunstanciado da atividade.
Além das atividades curriculares previstas outras atividades acadêmicocientífico-culturais deverão estar previstas no calendário escolar, a exemplo
daquelas organizadas pelo Colegiado do Curso ou Centros Acadêmicos tais como:
Programação de recepção dos ingressantes, Simpósio de Química de Alagoas,
Semana de Química, Dia do Químico ou Expoquímica – exposição dos laboratórios
para as escolas públicas. Neste contexto, os discentes poderão estar envolvidos na
preparação e organização das atividades, bem como poderão atuar como
monitores.
15. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC)
O Trabalho de Conclusão de Curso - TCC está institucionalizado através da
Resolução No 25/2005 - CEPE, de 26 de outubro de 2005 que em seu Art. 18 afirma:
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
67
“O Trabalho de Conclusão de Curso - TCC é componente curricular obrigatório em
todos os Projetos Pedagógicos dos Cursos da UFAL”.
O TCC não se constitui como disciplina, não tendo, portanto, carga horária
fixa semanal, sendo sua carga horária total prevista no PPC, de 39 horas, e
computada para a integralização do Curso. Nesta perspectiva, cada PPC toma para
si a responsabilidade de definir a forma de realização, acompanhamento,
apresentação e avaliação do TCC, estabelecendo normas próprias (Anexos) norma
vigente e aprovada no colegiado do curso de química licenciatura) .
Assim, tendo como referência a Instrução Normativa N°2 PROGRAD/Fórum
das Licenciaturas, de 27 de setembro de 2013, o Colegiado do Curso de Graduação
em Química Licenciatura da Universidade Federal de Alagoas, no uso de suas
atribuições, define as normas complementares para a construção dos Trabalhos de
Conclusão de Curso (consultar normatização em anexo). Toda a normatização, bem
como manuais de apoio ficarão acessíveis ao estudante na página do curso na
internet e repositórios institucionais.
16. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC)
O Campus de Arapiraca local onde o Curso de Química Licenciatura está
inserido, possui um laboratório de informática, com 20 computadores, conectados
à internet, no qual os alunos podem ter acesso por meio de agendamentos a
consulta de periódicos, artigos, vídeos e construção de trabalhos para as disciplinas
do
curso.
A implantação de plataforma de ensino e a capacitação dos docentes da
UFAL para o uso das ferramentas da Tecnologia da Informação e da Comunicação,
têm sido um dos pontos estruturantes para a transformação das aulas tradicionais,
levando a universidade para um novo patamar de interação e facilitando a
acessibilidade e a melhor integração de docentes e discentes às atividades
acadêmicas.
Para essa consolidação a UFAL está se comprometendo com duas ações
básicas preponderantes: a) a substituição dos seus sistemas informatizados
acadêmicos e administrativos; b) reestruturação da rede lógica, em especial o
aumento de velocidade e o alcance da rede, permitindo salas de aula
verdadeiramente
eletrônicas.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
68
A UFAL está, portanto, atenta a novas tendências e desafios para a
sociedade em um mundo contemporâneo e buscando sempre novas práticas
pedagógicas.
As ferramentas de Tecnologia da Informação e da Comunicação estão
disponibilizadas por meio de Ambientes Virtuais de Aprendizagem, a Plataforma
Moodle não ultrapassando os 20% (vinte por cento) da carga horária total do curso,
conforme orienta a Portaria MEC Nº 4.059, de 10 de dezembro de 2004.
O uso das TICs, por parte dos estudantes com necessidades educacionais
favorece não só o aprendizado, mas a participação, com autonomia, na vida
acadêmica. Assim, a UFAL possui o Núcleo de Assistência Educacional – NAE
visando promover e facilitar a acessibilidade pedagógica, metodológica de
informação e comunicação conforme previstas na Política de Acessibilidade. Desta
forma, os docentes são incentivados a buscar junto a esses núcleos orientações
sobre
o
uso
devido
dessas
tecnologias.
O Curso, sendo presencial, prevê o disposto na Portaria MEC N° 4.059, de
10 de dezembro de 2004, desde que haja a previsão pelo docente no plano de
disciplina a ser entregue no início de cada semestre letivo. Além disso, o curso
orienta o uso da Tecnologia da Informação e Comunicação como ferramenta de
trabalho do professor e do aluno, como: software, redes sociais, portal do curso,
blog, dentre outros recursos, assim como o laboratório de Informática.
17. AVALIAÇÃO
A avaliação é uma das etapas do processo ensino e aprendizagem e deve
estar em sintonia com as metodologias de trabalho adotadas pelos professores, e
também atender as normas definidas pela Universidade.
A avaliação deve se centrar tanto no processo como no produto. Quando
realizada durante o processo ela tem por objetivo informar ao professor e ao aluno
os avanços, as dificuldades e possibilitar a ambos a reflexão sobre a eficiência do
processo educativo, possibilitando os ajustes necessários para o alcance dos
melhores resultados possíveis. Durante o processo educativo é conveniente que o
professor esteja atento à participação efetiva do aluno através da observação da
assiduidade, pontualidade, envolvimento nos trabalhos e discussões.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
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O colegiado do curso deverá reunir periodicamente os professores de cada
disciplina para avaliar aspectos tais como: os conteúdos abordados, a adequação
carga horária/ conteúdo, materiais didáticos, laboratórios, dentre outros.
Ao nível do PPC do curso de Licenciatura em Química, a avaliação da
aprendizagem é condizente com a concepção de ensino aprendizagem que norteia
a
metodologia adotada para a consecução da proposta curricular, de forma a
fortalecer
a perspectiva da formação integral dos alunos, respeitando a diversidade e a
pluralidade das suas formas de manifestação e participação nas atividades
acadêmicas, sem se distanciar, entretanto, das determinações legais e
institucionais.
17.1- Sistema de Avaliação do Projeto do Curso
O novo projeto pedagógico deverá ser avaliado constantemente pelo corpo
docente e discente. Uma avaliação global do mesmo deverá ser realizada após 4,5
anos, tempo necessário para formação da primeira turma. Nesta avaliação serão
revistos os pré-requisitos, a duração do curso, carga horária, introdução de novas
disciplinas, entre outros.
O colegiado do curso deverá reunir periodicamente os professores de cada
componente curricular para avaliar aspectos tais como: os conteúdos abordados, a
adequação carga horária/ conteúdo, materiais didáticos, laboratórios e outros.
O Curso de Licenciatura em Química se utiliza do seu Colegiado de Curso,
bem como, do Núcleo Docente Estruturante – NDE, para avaliar questões
administrativas e acadêmico/pedagógicas ao final de cada semestre. Essa
avaliação servirá de base para as estratégias de melhoramentos dos itens
anteriormente citados, para os semestres seguintes.
17.2- Sistema de Avaliação do Processo de Ensino e Aprendizagem
Serão incentivadas atividades tais como: busca de informações em fontes
variadas, uso frequente da biblioteca, uso de recursos multimídia, visitas de campo
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
70
(museus, indústrias, instituições de ensino e pesquisa, entre outros.), participação
em congressos, seminários, workshops, palestras e outros.
A realização de estágios, incluindo monitoria, será incentivada. As
disciplinas deverão ter uma dimensão teórica-prática-experimental de maneira a
permitir a articulação entre os conteúdos específicos da área de Química e a prática
pedagógica, visando facilitar a transposição didática dos conhecimentos. Por outro
lado, as aulas de laboratório deverão abranger todas as disciplinas específicas da
Química, além da Física. Nos laboratórios, os alunos realizarão experiências
individualmente ou em pequenos grupos, o que lhes permitirá uma melhor
compreensão dos conceitos envolvidos e a familiarização com as técnicas
experimentais e com as normas de segurança.
A avaliação da aprendizagem se fará a partir do que está estabelecido pelo
Conselho Universitário - CONSUNI, na Resolução nº 25/2005 do Conselho de
Ensino, Pesquisa e Extensão – CEPE.
17.3 Sistema de Avaliação do Curso
Com base nas determinações contidas na Portaria Normativa Nº 40, de 12
de dezembro de 2007, foi instituído o e-MEC, sistema eletrônico de fluxo de trabalho
e gerenciamento de informações relativas aos processos de regulação, avaliação e
supervisão da educação superior no sistema federal de educação, o Cadastro eMEC de Instituições e Cursos Superiores e consolida disposições sobre indicadores
de qualidade, banco de avaliadores (Basis) e o Exame Nacional de Desempenho
de Estudantes (ENADE) e outras disposições.
Desta forma, o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE),
que integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), tem
o objetivo de aferir o rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação
aos conteúdos programáticos, suas habilidades e competências. O Exame Nacional
de Desempenho dos Estudantes, deve ser aplicado periodicamente a todos os
alunos dos cursos de graduação, conforme legislação definida pelo MEC, estando
sob responsabilidade do INEP.
18. COLEGIADO DO CURSO
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
71
Este PPC toma como base as orientações institucionais do Regimento Geral
da UFAL, que no seu Art. 25 dispõe que o Colegiado de Curso de Graduação é
órgão vinculado à Unidade Acadêmica, com o objetivo de coordenar o
funcionamento acadêmico de Curso de Graduação, seu desenvolvimento e
avaliação permanente, sendo composto de:
I. 05 (cinco) professores efetivos, vinculados ao Curso e seus respectivos
suplentes, que estejam no exercício da docência, eleitos em Consulta
efetivada com a comunidade acadêmica, para cumprirem mandato de 02
(dois) anos, admitida uma única recondução;
II. 01 (um) representante do Corpo Discente, e seu respectivo suplente,
escolhido em processo organizado pelo respectivo Centro ou Diretório
Acadêmico, para cumprir mandato de 01 (um) ano, admitida uma única
recondução;
III. 01 (um) representante do Corpo Técnico-Administrativo, e seu respectivo
suplente, escolhidos dentre os Técnicos da unidade acadêmica, eleito pelos
seus pares, para cumprir mandato de 02 (dois) anos, admitida uma única
recondução.
Parágrafo Único – O Colegiado terá 01 (um) Coordenador e seu Suplente,
escolhidos pelos seus membros dentre os docentes que o integram.
Já no Art. 26, o referido Regimento Geral salienta que são atribuições do
Colegiado de Curso de Graduação:
I. Coordenar o processo de elaboração e desenvolvimento do Projeto
Pedagógico do Curso, com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais, no
perfil do profissional desejado, nas características e necessidades da área
de conhecimento, do mercado de trabalho e da sociedade;
II. Coordenar o processo de ensino e de aprendizagem, promovendo a
integração docente-discente, a interdisciplinaridade e a compatibilização da
ação docente com os planos de ensino, com vistas à formação profissional
planejada;
III. Coordenar o processo de avaliação do Curso, em termos dos resultados
obtidos, executando e/ou encaminhando aos órgãos competentes as
alterações que se fizerem necessárias;
IV. Colaborar com os demais Órgãos Acadêmicos;
V. Exercer outras atribuições compatíveis.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
72
19. NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE
Em atendimento à Portaria 147/2007, ao Parecer CONAES 04/2010 e a
Resolução CONAES 01/2010 a UFAL instituiu, através da Resolução 52/2012
CONSUNI/UFAL no âmbito de seus cursos de graduação, os Núcleos Docentes
Estruturantes (NDE), em conformidade com as especificações legais.
Neste sentido, o NDE deste curso é composto pelo mínimo de cinco
membros, incluindo o coordenador do curso, todos docentes com dedicação em
tempo integral e titulação de pós-graduação stricto sensu e formação na área do
curso. Considera-se, igualmente, a afinidade da produção científica com o eixo do
curso e sua dedicação ao mesmo. A atualização dos membros considera a
manutenção de pelo menos 40% dos docentes, a fim de preservar a dinâmica de
funcionamento.
O NDE do Curso de química Licenciatura do Campus de Arapiraca atua em
conjunto ao curso, com estudos e análise periódica do sistema de avaliação, bem
como da formação dos estudantes e perfil do egresso, sugerindo e deliberando com
o intuito de contribuir com a adequação e melhoria do processo formativo,
considerando as necessidades da sociedade e dos campos de atuação dos
egressos. As sugestões de revisões parciais do PPC são colocadas para aprovação
do Colegiado do Curso, do Conselho Unidade Acadêmica e encaminhada à
Coordenadoria dos Cursos de Graduação (CCG), sob responsabilidade da Próreitoria de Graduação (PROGRAD), para apreciação e aprovação final.
O NDE do Curso de Licenciatura em Química, Campus de Arapiraca, é
regulamentado por Normativa Interna específica.
20- POLÍTICAS DE APOIO NO ÂMBITO DO CURSO
20.1- Políticas de Apoio aos Docentes e Técnicos.
Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, o Estado Brasileiro
passou a ter uma nova configuração, privilegiando os deveres sociais e repercutindo
prontamente na Administração Pública. Entre seus princípios: legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, este último, traduzido no
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
73
aperfeiçoamento da prestação do serviço público de qualidade, diz respeito
diretamente às ações institucionais das IFES, para o apoio ao seu quadro de
pessoal.
Assim, a UFAL, produtora e disseminadora do conhecimento e do
desenvolvimento econômico e social no estado de Alagoas, precisa abraçá-lo e
materializá-lo em suas ações cotidianas.
Considerando a previsão legal expressa na Lei 5707/06, que dispõe sobre a
Política e as Diretrizes para o Desenvolvimento de Pessoal da Administração
Pública
Federal, a UFAL ajusta seu PDI a este novo paradigma, tendo como objetivo, sem
prejuízo de outros, o desenvolvimento permanente do seu servidor.
A UFAL considera o desenvolvimento do servidor como uma
atividade essencial para a melhoria de seu desempenho profissional,
bem como de seu crescimento pessoal. Realizando ações de
desenvolvimento, a Política de Gestão de Pessoas busca,
principalmente, melhorar a qualidade dos serviços prestados ao
cidadão e orienta-se pelo alinhamento da competência do servidor
com os objetivos da instituição, pela divulgação e gerenciamento das
ações de capacitação e pela racionalização e efetividade dos gastos
com treinamentos (2013, p.71).
O PDI dos Servidores compõe-se de eixos integrados: Dimensionamento das
Necessidades Institucionais de Pessoal, Capacitação, Avaliação de Desempenho e
Qualidade de Vida no Trabalho, recortados por diretrizes e princípios, muitos deles,
diretamente relacionados à atividade docente.
No que concerne ao dimensionamento das necessidades institucionais, diz
respeito à otimização dos Recursos Humanos, a fim de garantir o cumprimento dos
objetivos institucionais. A capacitação, por seu turno, atua em duas frentes: por um
lado, melhorar o desempenho do servidor e por outro, assegurar um quadro mais
confiante, motivado e consequentemente, mais satisfeito. A capacitação é realizada
em diferentes momentos e modalidades: Iniciação ao serviço público, formação
geral, educação formal, gestão, inter-relação entre os ambientes e formação
específica.
No plano social, o Programa de Qualidade de Vida no Trabalho (PQVT),
promove ações embasadas na Política de Atenção à Saúde do Servidor (PASS),
baseadas no conceito de prevenção de doenças como garantia de condições mais
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
74
justas de trabalho, valorizando o servidor e garantindo o pleno exercício de suas
funções.
Dentre as políticas de apoio ao servidor, uma se destaca por ter como
enfoque o docente: o Programa de Formação Continuada em Docência do Ensino
Superior (PROFORD), que consiste em um plano de capacitação contemplando
desde os docentes recém empossados, até aqueles com mais tempo na Instituição.
O objetivo é incentivá-los à reflexão sobre suas práticas, estabelecendo uma
intersecção entre ensino, pesquisa e extensão, dentro de dois enfoques: a prática
docente e a atuação destes profissionais na gestão acadêmica e institucional.
Esta Política de Apoio ao Docente consolidada é objeto contínuo de
avaliação, a fim de garantir a satisfação do professor e o respeito ao Princípio
Constitucional da Eficiência, do qual nenhuma Instituição de Ensino Superior pode
se furtar.
No curso de Química Licenciatura, a política de valorização do docente e
técnicos administrativos, manifesta-se pelo incentivo na participação de cursos de
capacitação administrativa e de gestão, assim como de programas de qualidade de
vida, ofertados pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas - PROGEP. Anualmente, o
colegiado do curso organiza a distribuição das verbas direcionadas a passagens e
diárias para a participação dos docentes em Congressos e Simpósios Nacionais e
internacionais, assim como, incentiva a participação dos docentes para programas
de pós doutoramento.
Outra ação voltada para o servidor é a avaliação de desempenho que
objetiva
redimensionar as ações desenvolvidas pelos servidores no exercício do cargo e
aferir seu desempenho, deixando-o ciente de suas fragilidades e potencialidades e
oferecendo subsídios para a organização do plano de capacitação.
20.2- Políticas de Apoio aos Discentes
As políticas de apoio aos discentes se fundamentam no PDI/UFAL e nos
princípios e diretrizes estabelecidos pelo Plano Nacional de Assistência Estudantil
– PNAES, que objetiva viabilizar a igualdade de oportunidades entre todos os
estudantes e contribuir para a melhoria do desempenho acadêmico, a partir de
medidas que buscam combater situações de repetência e evasão (Decreto no
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
75
7.234, de 19 de julho de 2010). Apoia, prioritariamente, a permanência de
estudantes em situação de vulnerabilidade e risco social matriculados em cursos de
graduação presencial das Instituições Federais de Ensino Superior – IFES. Sua
instância de discussão e resolução é o Fórum Nacional de Pró-reitores de Assuntos
Comunitários e Estudantis – FONAPRACE, realizado anualmente e no qual a UFAL
tem assento. Na ocasião são feitos diagnósticos e reflexões sobre a realidade
estudantil nas IFES e se estabelecem as diretrizes e linhas de ação das PróReitorias em nível nacional.
De acordo com o PDI/UFAL as políticas discentes da instituição vão além do
PNAES, pois trabalham também com a perspectiva de universalidade no
atendimento dos estudantes que frequentam o espaço universitário. Assim, podem
ser identificadas como ações:
Apoio pedagógico - buscam reforçar e/ou orientar o desenvolvimento
acadêmico; apoio ao acesso às tecnologias de informação e línguas estrangeiras,
com a oferta de cursos para capacitação básica na área. Atenção aos discentes
como forma de orientá-los na sua formação acadêmica e/ou encaminhá-los/as a
profissionais específicos para atendimento através da observação das expressões
da questão social. Articulação com as Coordenações de Curso sobre dificuldades
pedagógicas desses alunos e planejamento para superação das mesmas. Ex.:
PAINTER, Monitoria, Tutoria.
Estímulo à permanência - atendimento às expressões da questão social
que
produzem impactos negativos na subjetividade dos estudantes e que comprometem
seu desempenho acadêmico; atendimento psicossocial realizado por profissionais
qualificados, com vistas ao equilíbrio pessoal para a melhoria do desempenho
acadêmico; atendimento do estudante na área da saúde através da assistência
médico odontológica; fomento à prática de atividades física e de esporte; promoção
de atividades relacionadas à arte e cultura no espaço universitário; implementação
de bolsas institucionais que visam ao aprimoramento acadêmico. Ex.: Bolsa
Permanência (Pró-Graduando).
Apoio financeiro - disponibilização de bolsa institucional a fim de incentivar
os talentos e potenciais dos estudantes de graduação, mediante sua participação
em projetos de assuntos de interesse institucional, de pesquisa e/ou de extensão
universitária que contribuam para sua formação acadêmica; disponibilização de
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
76
bolsas aos discentes em situação de risco e vulnerabilidade social, prioritariamente,
a fim de ser provida uma condição favorável aos estudos, bem como ser uma fonte
motivadora para ampliação do conhecimento, intercâmbio cultural, residência e
restaurante universitários. Ex.: PIBID, PIBIC, PET, ProCCAExt.
Organização estudantil – ação desenvolvida por intermédio de projetos e
ações esportivos, culturais e acadêmico-científicos, quer sejam promovidos pela
universidade, quer sejam promovidos pelos estudantes. Alguns espaços físicos são
reservados para as atividades dos centros acadêmicos, vindo a colaborar com a
ampliação dos espaços de discussão e diálogo que contribuam para a formação
política dos estudantes.
Plano de acompanhamento do assistido – proporciona uma maior segurança
para o aluno quanto à sua possibilidade de sucesso na instituição, evitando assim
um aumento da retenção e/ou da evasão. Evita também a acomodação do mesmo
ao longo do curso. Busca a reorientação e a preparação para a saída dos mesmos,
diminuindo a ansiedade entre a academia e o mercado de trabalho.
O curso de Química Licenciatura em consonância com o compromisso social
da Universidade Federal de Alagoas, recebe a cada ano, alunos cotistas oriundos
da população afro-descendente e de escolas públicas de Alagoas, bem como de
outros estados do Brasil. Esta iniciativa faz parte do Programa de Ações Afirmativas
para Afrodescendentes no Ensino Superior da UFAL, com o objetivo de minimizar
e/ou eliminar as desigualdades sociais históricas.
De acordo com o Decreto no 5.296/05 que regulamenta a Lei nº 10.048, de
08 de novembro de 2000 e a Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que
estabelece as normas gerais e os critérios básicos para a promoção da
acessibilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Neste contexto,
todo Campus de Arapiraca tem procurado reorganizar e adequar seu espaço físico
para atender os requisitos de acessibilidade de pessoas com dificuldade de
locomoção. Porém, ainda, faz-se necessário a construção de novas passagens e
rampas de acesso que permitam a interligação e deslocamento dos estudantes por
todos os espaços do Campus.
Como política de permanência do discente na Universidade, o Curso de
Química Licenciatura direciona seus alunos aos Programas de Bolsa Permanência,
ofertados pela Pró - Reitoria Estudantil, que são destinados àqueles com maior
vulnerabilidade social. Outros caminhos para a oferta de bolsas para os discentes
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
77
são realizados através dos Projetos de Extensão, da oferta de bolsas de Monitoria,
dos Programas de Iniciação a Docência e de Iniciação Científica.
Outro incentivo aos discentes está relacionado a orientação e apoio nos
processos de seleção para os Intercâmbios Internacionais e de Mobilidade
Acadêmica.
21- CONDIÇÕES PARA VIABILIZAÇÃO DO CURSO
21.1- Recursos Humanos
O curso de Química Licenciatura conta, atualmente, com 07 professores
efetivos da área específica, sendo todos doutores e com formação nas áreas de
Química Orgânica, Química Analítica, Físico-Química, Ensino de Química e
Química Inorgânica. O curso conta também com professores de outros cursos
(Pedagogia, Matemática, Física e Ciência da Computação), os quais são
responsáveis pelas disciplinas dos eixos básico, pedagógico, humanístico e
tecnológico. Esses docentes são responsáveis pelas demandas de ensino,
pesquisa, extensão e gestão do curso.
O curso possui em seu quadro Técnico-Administrativo, um técnico de
laboratório e um químico, ambos alocados no Laboratório de Ensino. Além disso, o
Campus de Arapiraca como um todo conta com uma equipe de técnicosadministrativos para dar apoio à Comunidade Acadêmica nas mais diversas
necessidades. Dentre as principais atividades estão: abertura de processos,
reopção e trancamento de curso, protocolos em geral e aquisição de materiais.
21.2- Infraestrutura e Recursos Materiais
A infraestrutura para a viabilização do curso oferece salas de aula, laboratório
multidisciplinar de química e informática, e biblioteca, alguns desses espaços são
climatizados. Todo o espaço físico disponibilizado é compartilhado com os demais
cursos ofertados no Campus Arapiraca. A coordenação do curso funciona no Bloco
das Coordenações e é assistida pela Secretaria 3, do mesmo bloco.
21.3- Laboratórios Especializados
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
78
Laboratório Multidisciplinar A - O laboratório A é um espaço compartilhado
de desenvolvimento de aulas práticas e atividades de extensão do curso de química
licenciatura.
O laboratório possui vidrarias, plasticaria, equipamentos e reagentes
necessários ao desenvolvimento das aulas práticas do curso.
21. 4- Laboratórios de Pesquisa
Laboratório de Síntese Orgânica e Medicinal (LaSOM) - Esse laboratório
realiza pesquisas voltadas ao desenvolvimento de substâncias orgânicas sintéticas
e semissintéticas, com aplicação em química medicinal e materiais.O laboratório
conta com vidraria, plasticaria especializados, evaporador rotatório, pipetadores
automáticos, agitadores magnéticos, câmara UV-VIS, estufa de secagem, balança
analítica e capela de exaustão, além de reagentes e solventes específicos.
Laboratório de Química Analítica e Ambiental - O laboratório de Ciências
ambientais do agreste (LCAA), dispõe de infraestrutura para preparo e análise de
amostras ambientais, equipado com Digestor por microondas Anton-Paar e
potenciostato Metrohm acoplado ao posto 663, para especiação dinâmica de
metais. O laboratório conta também com infraestrutura básica, para análises físicoquímicas de amostras ambientais de diferentes tipos como água, solo, sedimentos
e material vegetal.
Laboratório de Eletroquímica - Neste laboratório são desenvolvidas
pesquisas nas áreas de eletrocatálise e eletroquímica orgânica visando, portanto,
tanto o estudo da geração de energia por meio da eletrooxidação de pequenas
moléculas orgânicas sobre diferentes materiais, quanto o estudo do mecanismo
redox de moléculas orgânicas com propriedades biológicas importantes, a fim de
contribuir para elucidar seus mecanismos moleculares de ação in vivo.
O
laboratório conta com eletrodos, cilindros de gases, reagentes e solventes
específicos, capela de exaustão, sistemas de purificação de água, potenciostatos,
balança analítica, além de infraestrutura básica, adequada para realizar pesquisas
(bancadas, ar condicionado, vidrarias e armários).
Laboratório de Química Computacional - No Laboratório de Química
Computacional são realizadas pesquisas que incluem a aplicação de técnicas de
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
79
modelagem molecular, tais como docking molecular, modelagem de proteínas por
homologia, QSAR, dinâmica molecular e cálculos quânticos na investigação,
descoberta e desenvolvimento de candidatos a inibidores de protease do vírus da
dengue e de outras doenças negligenciadas. O laboratório dispõe de 03
computadores i5.
Laboratório de estudos em catálise e biocombustíveis (LECBIO) - Neste
laboratório são realizados estudos envolvendo biocombustíveis, catálise e
biomassa, onde se fazem trabalhos experimentais como síntese de catalisadores e
aplicações da catálise em reações envolvendo produção de biocombustíveis, além
de estudos teóricos envolvendo ensino de química aplicada à temática dos
biocombustíveis.
Central analitica multidisciplinar - A central analítica multidisciplinar da
UFAL - Campus de Arapiraca está sob a responsabilidade do Curso. O espaço
conta um espectrofotômetro UV/VIS duplo feixe e de varredura, um cromatógrafo
líquido (HPLC) com detector UV/VIS, um espectrofotômetro de absorção atômica
com forno de grafite, um infravermelho FTIR), um microondas, um cromatógrafo
gasoso, um cromatógrafo GC/MS. Apenas uma parte dos equipamentos adquiridos
está em funcionamento, atualmente.
No NTI encontram-se instalados os computadores alta performance
(Clusters) destinados à simulações computacionais.
21.5 - Recursos Materiais
- 01 Scanner (de uso comum);
- 02 computadores conectados à internet;
- 01 notebooks;
-01 linha telefônica;
- 01 data show
- 01 modelo molecular
- 02 impressora (de uso comum)
22 – EMENTAS E BIBLIOGRAFIAS ESPECÍFICA E COMPLEMENTAR
Disciplina:
Semestre:
Código:
1º Período
Profissão Docente
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Não há
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
80
Ementa:
Estudo da constituição histórica e da natureza do trabalho docente, articulando o
papel do Estado na formação e profissionalização docente e da escola como lócus
e expressão desse trabalho.
Objetivos:
Proporcionar uma visão geral ao licenciando acerca do que é ser professor e como
se desenvolve essa atividade na escola.
Bibliografia Básica:
COSTA, Marisa V. Trabalho docente e profissionalismo. Porto Alegre: Sulina,
1996. In: MACIEL, Lizete Shizne Bomura; SHIGUNOV NETO, Alexandre (org.)
Formação de professores: passado, presente e futuro. São Paulo: Cortez, 2004.
NETO, Edgard; SOUZA, Gilberto; COSTA, Áurea. A proletarização do professor
– neoliberalismo na educação. São Paulo: Sundermann, 2009.
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis/RJ:
Vozes, 2012.
Bibliografia Complementar:
VICENTINI, Paula; LUGLI, Rosário. História da profissão docente no Brasil:
representações em disputa. São Paulo: Cortez, 2009.
ORSO, P; GONÇALVES, S. R; VALCI, M. M. Educação e luta de classes. São
Paulo: Expressão popular, 2008.
SAVIANI, D. et al. O legado educacional do séc. XX no Brasil. 2 ed. Campinas,
SP: Autores Associados, 2006.
SOUZA, J. V. A. de. (Org.) Formação de professores para a educação básica: dez
anos de LDB. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.
Disciplina:
Semestre:
Código:
Constituição e Propriedades da Matéria
1º Período
Carga horária:
36h
Pré-requisito:
Não há
Ementa:
Modelos da constituição da matéria (Mundo Antigo, Dalton, Thomson; Rutherford e
Bohr). Estrutura nuclear, estrutura eletrônica, propriedades periódicas e
organização periódica dos elementos. Modelos de ligações químicas clássicas:
ligação iônica (modelo de atração eletrostática), ligação metálica (modelo de gás de
elétrons); teoria de valência de Gilbert Lewis e ligação covalente; polaridade das
ligações químicas. Fundamentos de laboratório: Experimentos sobre estrutura
atômica (raios catódicos, fosforescência, fluorescência e emissão atômica).
Objetivos:
Desenvolver uma visão espacial e abstrata sobre a constituição da matéria, a
natureza das forças e energias de interação entre as partículas subatômicas e
atômicas. Reconhecer as concepções prévias e as dificuldades já reportadas na
literatura sobre o processo de aprendizagem dos conceitos envolvidos.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
81
Bibliografia Básica:
BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E.; BURDGE, J. R. Química: a
Ciência Central. 9ª ed. São Paulo: Pearson-Prentice Hall, 2005.
KOTZ, J. C.; TREICHEL JR, P. M. Química Geral e Reações Químicas. vols 1 e
2, 5ª. ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2005.
ATKINS, P.; JONES, L. Princípios de Química: questionando a vida moderna e
o meio ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2001.
Bibliografia Complementar:
MATEUS, A. L. M. L.; HELDER,; ALVES, E. G. Quântica para Iniciantes:
investigações e projetos. 1. ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011. v. 1. 204p.
SACKS, O. Tio tungstênio: memórias de uma infância química. São Paulo: Cia
das Letras, 2011, 336p.
RUSSEL, J. B. Química Geral (vol. 1 e 2). 2a Ed. São Paulo: Pearson, 1994.
Química Nova na Escola – publicação da Sociedade Brasileira de Química
(artigos relacionados aos aspectos de ensino-aprendizagem dos conceitos
dispostos no conteúdo programático).
Disciplina:
Semestre:
Código:
Ensino e Aprendizagem da Constituição e Propriedades
da Matéria
1º Período
Carga horária:
36h
Pré-requisito:
Não há
Ementa:
Dificuldades de ensino-aprendizagem, concepções alternativas e história do
desenvolvimento de conceitos sobre estrutura atômica, propriedades periódicas e
ligações químicas. A abordagem em livros didáticos: obstáculos epistemológicos,
problemas conceituais e potenciais pedagógicos. Elaboração de propostas didáticopedagógicas para o ensino da constituição e propriedades básicas da matéria.
Objetivos:
Reconhecer as concepções prévias e as dificuldades já reportadas na literatura
sobre o processo de aprendizagem da constituição e propriedades da matéria.
Proporcionar conhecimentos básicos para a elaboração de atividades de ensino
sobre a constituição e as propriedades da matéria.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
82
Bibliografia Básica:
BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E.; BURDGE, J. R. Química: a
Ciência Central. 9ª ed. São Paulo: Pearson-Prentice Hall, 2005.
MORTIMER, E. F.; MACHADO, A. H. Química, v. 1, 2 e 3 - Manual do professor.
3a. ed. São Paulo: Ed. Scipione, 2017.
POZO, J. I.; CRESPO, M. A. G. A Aprendizagem e o Ensino de Ciências: do
conhecimento cotidiano ao conhecimento científico. 5ª Ed. Porto Alegre: Artmed,
2009.
Bibliografia Complementar:
PETRUCCI-ROSA, M. I. Currículo de Ensino Médio e Conhecimento Escolar:
das Políticas às Histórias de Vida. 1. ed. Curitiba: Editora CRV, 2018.
CACHAPUZ, A.; GIL-PÉREZ, D.; CARVALHO, A. M. P.; PRAIA, J.; VILCHES, A. A
necessária renovação do ensino das ciências. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2011.
MATEUS, A. L. M. L. Química na Cabeça. Belo Horizonte: UFMG, 2001.
SACKS, O. Tio tungstênio: memórias de uma infância química. São Paulo: Cia
das Letras, 2011, 336p.
RUSSEL, J. B. Química Geral (vol. 1 e 2). 2a Ed. São Paulo: Pearson, 1994.
Química Nova na Escola – publicação da Sociedade Brasileira de Química
(artigos relacionados aos aspectos de ensino-aprendizagem dos conceitos
dispostos no conteúdo programático).
Disciplina:
Semestre:
Código:
1º Período
Sociedade e Cultura
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Não há
Ementa:
Sociedade como lócus das relações sociais. Conceito de cultura e notas
antropológicas. Reflexões sobre o conceito de sociedade e sua interface com a
cultura. A indústria cultural de massa e seu lugar na sociedade capitalista. Cultura
e democracia. Discussão sobre a formação sociocultural brasileira. Relações étnicoraciais no Brasil e no Nordeste.
Objetivos:
Refletir sobre o papel exercido pelas estruturas sociais e culturais na formação da
sociedade brasileira; discutir a influência da indústria e cultura na conformação dos
sujeitos na sociedade brasileira; compreender a formação sociocultural brasileira e
do Nordeste tendo como enfoque a dinâmica das relações étnico-raciais dadas no
território; situar a importância dos componentes estruturais da sociedade e da
cultura para a consolidação democrática no Brasil.
Bibliografia Básica:
CANCLINI. Nestor Garcia. As culturas populares no capitalismo. São Paulo:
Brasiliense, 1983.
CHAUÍ, Marilena. Cultura e democracia. Salvador: Fundação Pedro Calmon,
2009.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
83
LARAIA, Roque de Barros. Cultura, um conceito antropológico. Rio de janeiro:
Zahar, 1999.
Bibliografia Complementar:
CHINOY, Ely. Sociedade: Uma introdução à sociologia. São Paulo. Ed. Cultrix,
2002.
DAMATTA, Roberto. O que faz o brasil, Brasil?. Rio de Janeiro: Editora Rocco,
2005.
FREYRE, Gilberto. Casa-Grande & Senzala, 50ª edição. Global Editora. 2005.
ORTIZ, Renato. Universalismo e diversidade: Contradições da modernidademundo. São Paulo: Boitempo editorial, 2015.
RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: A formação e o sentido de Brasil. 2ª ed.
São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Disciplina:
Semestre:
Código:
2º Período
Física 1
Carga horária:
Pré-requisito:
72h
Não há
Ementa:
Grandezas, unidades, padrões, escalas e tamanhos. Gráficos, decaimento,
crescimento exponenciais; escala biológica. Movimentos, biomecânica e
elasticidade. Dinâmica: vôos, trabalho, energia e potência mecânica. Energia
potencial, outras formas de energia e conservação de energia no corpo humano.
Fluidos. Bioacústica e comunicação sonora. Bioeletricidade. Radiação
eletromagnética. Biofísica da visão e instrumentos ópticos.
Objetivos:
Estudar os fenômenos naturais que o possibilitam interpretar fatos, fenômenos e
processos
naturais
relacionados
ao
movimento,
termodinâmica
e
eletromagnetismo.
Bibliografia básica:
HALLIDAY, et al. 2006. Fundamentos de Física 1: mecânica. 7a ed. São Paulo:
LTC.
OKUNO, E.; CALDAS, I. & CHOW, C. Física para ciências biológicas e
biomédicas. São Paulo: Harbra, 1986.
TIPLER, P. A. & MOSCA, E. Física Vol I: Mecânicas, oscilações e ondas
termodinâmicas. 5a ed. São Paulo: LTC, 2006.
Bibliografia complementar:
HALLIDAY, et al. Fundamentos de Física 2: Gravitação,
Termodinâmica. 7aed. São Paulo: LTC, 2006.
HEWITT, G. P. Física conceitual. 9a ed. Bookman, 2002.
Disciplina:
Semestre:
Código:
Ondas
Experimentação para o Ensino de Química
1º Período
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Não há
e
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
84
Ementa:
Princípios gerais de segurança no laboratório e de descarte de resíduos; diferentes
abordagens pedagógicas dos experimentos (ilustrativa, demonstrativa,
demonstrativa investigativa, problematizadora) e suas relações com modelos de
ensino e aprendizagem; desenvolvimento e aplicação de atividades experimentais
no ensino.
Objetivos:
Compreender o papel de atividades experimentais nas aulas de química,
considerando princípios gerais de segurança no laboratório e de descarte de
resíduos, bem como as diferentes abordagens pedagógicas dos experimentos e
suas relações, com modelos de ensino e aprendizagem. Proporcionar a integração
com disciplinas deste ou de períodos subsequentes do curso, a partir da análise e
produção de experimentos relacionados aos conceitos específicos dessas
disciplinas.
Bibliografia Básica:
BORGES, A. T. Novos rumos para o laboratório escolar de ciências. Caderno
Brasileiro de Ensino de Física, v. 19, n. 3, p. 291‐ 313, 2002.
FRANCISCO JUNIOR, W. E. Analogias e situações problematizadoras no
ensino de ciências. São Carlos: Pedro & João editores, 2010.
HODSON, D. Hacia un enfoque más crítico del trabajo de laboratorio. Enseñanza
de
las
Ciencias,
v.
12,
n.
3,
p.
47‐ 56,
1994.
Bibliografia Complementar:
FERREIRA, L. H.; HARTWIG, D. R. OLIVEIRA, R. C.; GIBIN, G. B. Contém
química.
São
Carlos:
Pedro
&
João
editores,
2011.
KASSEBOEHMER, A. C.; HARTWIG, D. R.; FERREIRA, L. H. Contém química 2:
pensar, fazer e aprender pelo método investigativo. São Carlos: Pedro & João
editores,
2015.
LABURÚ, C. E. Fundamentos para um experimento cativante. Caderno Brasileiro
de Ensino de Física, v. 23, n. 3, p. 382‐ 404, 2006.
GIORDAN, M. O papel da experimentação no ensino de ciências. Química Nova
na Escola, n. 10, p. 43‐ 49, 1999.
Revista Química Nova na Escola - seção Experimentação Para o Ensino
(publicação da Sociedade Brasileira de Química).
Disciplina:
Semestre:
Código:
ACE 1: Curso de Introdução ao Estudo da Química
1º Período
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Não há
Ementa:
Percepção pública de ciência. Produção de materiais para disseminar o
conhecimento científico. Proposição de atividades para a ampliação do pensamento
científico da população.
Objetivos:
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
85
Introduzir, exemplificar, ilustrar e reforçar definições de conceitos de modo a dar
subsídios teóricos básicos para o estudo das disciplinas da química e áreas afins.
Fortalecer a compreensão dos estudantes sobre a utilização de modelos em
ciências. Promover a interação dos estudantes da graduação com os estudantes do
ensino médio. Divulgar a Química para a população em geral.
Bibliografia Básica:
ATKINS, P.; JONES, L. Princípios de Química: questionando a vida moderna e o
meio ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2001.
Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola, Química Nova na Escola, SBQ.
Periodicidade anual. Início: 2008.
BARROS, A. A., BARROS, E. B. P., Coleção Química no Cotidiano, SBQ, 2010.
Bibliografia Complementar:
BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E.; BURDGE, J. R. Química: a Ciência
Central. 9ª ed. São Paulo: Pearson-Prentice Hall, 2005.
KOTZ, J. C.; TREICHEL JR, P. M. Química Geral e Reações Químicas. vols 1 e 2,
5ª. ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2005.
SACKS, O. Tio tungstênio: memórias de uma infância química. São Paulo: Cia das
Letras, 2011, 336p.
FRANCISCO JUNIOR, W. E. Analogias e situações problematizadoras no ensino
de ciências. São Carlos: Pedro & João editores, 2010.
CHASSOT, A. I. Para quem é útil o ensino de Química? Canoas: Ed. Ulbra, 1995.
Disciplina:
Semestre:
Código:
2º Período
Sociedade e Desenvolvimento
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Não há
Ementa:
Discussão sobre a sociedade brasileira a partir de seu desenvolvimento e as
contradições assumidas por esse na sua formação social. O Estado e suas
intervenções na sociedade brasileira. Relações de trabalho. Desenvolvimento e
meio ambiente. Flexibilização das relações de trabalho. Os processos de trabalho
no capitalismo contemporâneo. Direitos humanos e democracia.
Objetivos:
Pensar a sociedade brasileira à luz de suas transformações históricas; situar o
Brasil, o Nordeste e o estado de Alagoas no contexto do desenvolvimento brasileiro;
discutir os processos de trabalho no Brasil e suas transformações; estudar o
conceito de desenvolvimento e seus paradigmas; compreender e problematizar a
questão da pobreza e do trabalho na contemporaneidade.
Bibliografia Básica:
CHAUÍ, Marilena; SANTOS, Boaventura de Souza. Direitos humanos,
democracia e desenvolvimento. São Paulo: CORTEZ, 2013.
OLIVEIRA, Francisco. Crítica à razão dualista: O ornitorrinco. São Paulo.
Boitempo editorial, 2003.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
86
PRADO JR., Caio. Formação do Brasil contemporâneo. São Paulo: Brasiliense,
2003.
Bibliografia Complementar:
BARBOSA, Alexandre de Freitas (Org.) O Brasil real: a desigualdade para além
dos indicadores. São Paulo: Outras expressões, 2012.
DIEGUES, A. C. O mito moderno da natureza intocada. São Paulo:
Annablume/Hucitec, USP, 2002.
FURTADO, Celso. O Mito do desenvolvimento Econômico. Rio de Janeiro, Paz
e Terra, 1974.
SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das
letras, 2010.
VEIGA, José Eli da. Desenvolvimento sustentável: o desafio do século XXI - Rio
de Janeiro: Garamond, 2008 3ª ed.
Disciplina:
Semestre:
Código:
Política e Organização da Educação Básica no Brasil
2º Período
Carga horária:
72h
Pré-requisito:
Não há
Ementa:
Estudo da organização escolar brasileira, nos diversos níveis e modalidades da
Educação Básica, no contexto histórico, político, cultural e socioeconômico da
sociedade brasileira.
Objetivos:
Fornecer uma visão geral sobre a organização escolar, a respeito de diversos
aspectos da sociedade.
Bibliografia Básica:
ARANHA, Maria Lucia de Arruda. História da educação e da pedagogia: geral e
Brasil. São Paulo, SP: Moderna, 2011.
SAVIANI, Dermeval. História das ideias pedagógicas no Brasil. Campinas, SP:
Autores Associados, 2010.
SAVIANI, Dermeval. PDE-Plano de Desenvolvimento da Educação: análise
crítica da política do MEC. Campinas, SP: Autores Associados, 2009.
Bibliografia Complementar:
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e Legislação
Complementar: Lei nº 9.394, de 20 de Dezembro de 1996 (atualizada até a lei nº
12.061, de 27.10.2009). 4.ed. São Paulo: EDIPRO, 2010.
LIBÂNEO, José C. Educação Escolar: políticas, estrutura e organização. São
Paulo: Cortez, 2007.
NETO, Edgard; SOUZA, Gilberto; COSTA, Áurea. A proletarização do professor
– neoliberalismo na educação. São Paulo: Sundermann, 2009.
SAVIANI, D. Da nova LDB ao FUNDEB: por uma outra política educacional. 3 ed.
Campinas, SP: Autores Associados, 2008.
VIEIRA, S. l. Desejos de reforma: legislação educacional no Brasil Império e
República. Brasília: Líber Livro, 2008.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
87
Disciplina:
Semestre:
Código:
1º Período
Cálculo 1
Carga horária:
Pré-requisito:
72h
Não há
Ementa:
Funções reais de uma variável real. Limite. Continuidade. Derivação. Aplicações de
derivadas (traçado de gráficos, máximos e mínimos) Integral indefinida. Integral
definida e o Teorema Fundamental do Cálculo. Aplicação da Integral definida
(Cálculo de áreas e volume)
Objetivos:
Familiarizar o aluno com a linguagem matemática básica dos problemas de
continuidade e diferenciação, que são conceitos imprescindíveis no estudo da física
moderna e das ciências em geral. Apresentar ao aluno as primeiras aplicações do
cálculo diferencial nas ciências físicas e aplicadas. Utilizar programas
computacionais para cálculos algébricos e aproximados, visualizações gráficas e
experimentos computacionais, ligados à teoria do cálculo diferencial e funções reais
de uma variável.
Bibliografia básica:
SWOKOWSKI, E.W. Cálculo com Geometria Analítica. São Paulo: Makron Books,
1995.
STEWART, J. Cálculo, v1. 5ª ed., São Paulo: Thomson, 2006.
LEITHOLD, Louis. O Cálculo com Geometria Analítica, v. 1. 3ª ed. São Paulo:
Harbra, 1994.
Bibliografia complementar:
McQUARRIE, Donald A. Mathematics for Physical Chemistry. New York:
University Science Books. 2008.
MORTIMER, Mathematics for Physical Chemistry, 3rd ed. New York: Academic
Press, 2005.
SIMMONS, George F. Cálculo com Geometria Analítica, v1. 1ª ed. São Paulo:
Makron Books, 1988.
GUIDORIZZI, Hamilton Luiz. Um Curso de Cálculo, v1. 5ª ed. Rio de Janeiro: LTC,
2001.
ÁVILA, Geraldo. Funções de uma variável, v1. 7ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2003.
Disciplina:
Semestre:
Código:
3º Período
Física 2
Carga horária:
Pré-requisito:
72h
Física 1
Ementa:
Oscilações, gravitação, estática dos fluidos, dinâmica dos fluidos, ondas em meios
elásticos, ondas sonoras, temperatura, Campo elétrico, potencial elétrico, corrente
elétrica, campo magnético, indução eletromagnética, leis de Maxwell.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
88
Objetivos:
Estudar os fenômenos naturais que o possibilitam interpretar fatos, fenômenos e
processos naturais relacionados à ondulatória e ao eletromagnetismo.
Bibliografia básica:
OKUNO, E.; CALDAS, I., CHOW, C. Física para ciências biológicas e
biomédicas, São Paulo: Harbra, 1986.
TIPLER, P. A.; MOSCA, G. Física volume 1: Mecânica, Oscilações e Ondas,
Termodinâmica, 5ª ed., Rio de Janeiro: LTC, 2006.
HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER, J. Fundamentos de Física, v1:
Mecânica, 7ª ed, Rio de Janeiro: LTC, 2006.
Bibliografia complementar:
HEWITT, P. G. Física Conceitual, 9ª ed. São Paulo: Bookman: 2002.
Disciplina:
Semestre:
Código:
2º Período
Transformações da matéria I
Carga horária:
72h
Pré-requisito:
Ter cursado Const.
e Prop. da Matéria
Ementa:
Forças intermoleculares e interatômicas: modelos de sólidos (sistemas cristalinos),
líquidos (estrutura fluida) e gases (modelo cinético dos gases). Grandeza química:
o mol; Cálculos matemáticos da grandeza mol. Transformações gasosas e
princípios matemáticos (Lei de Boyle, Gay-Lussac e Lei de Charles). Soluções
aquosas: aspectos qualitativos (modelo de solvatação, condutividade elétrica,
concentração e diluição, ácidos e bases) e quantitativos (cálculos envolvendo
concentração). Fundamentos de laboratório: 1) Atividades práticas relacionadas às
propriedades de sólidos (condutividade elétrica e térmica, solubilidade, mudança de
fase), líquidos (volatilidade, viscosidade, capacidade de solvatação), gases
(transformações gasosas) e separação de substâncias; 2) Preparo de soluções em
laboratório; 3) Propriedades de ácidos e bases (dissociação, indicadores ácidobase, ionização, medidas de pH, condutividade).
Objetivos:
Compreender formulações químicas teóricas fundamentais sobre propriedades da
matéria que influenciam transformações e interações entre substâncias;
desenvolver técnicas básicas de laboratório.
Bibliografia Básica:
BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E.; BURDGE, J. R. Química: a
Ciência Central, 9ª ed. São Paulo: Pearson-Prentice Hall, 2005.
KOTZ, J. C.; TREICHEL JR, P. M., Química Geral e Reações Químicas. vls 1 e 2,
5ª.
ed.
São
Paulo:
Pioneira
Thomson
Learning,
2005
FERREIRA, L. H.; HARTWIG, D. R.; GIBIN, G. B.; OLIVEIRA, R. C. . Contém
Química: pensar, fazer e aprender com experimentos. São Carlos: Pedro & João
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
89
Editores,
2011.
v.
1.
331p
.
Bibliografia Complementar:
ATKINS, P.; JONES, L. Princípios de Química: questionando a vida moderna e o
meio ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2001.
MATEUS, A. L. M. L. Química na Cabeça. Belo Horizonte: UFMG, 2001.
MATEUS, A. L. M. L. Química na cabeça 2: mais experimentos espetaculares
para você fazer em casa ou na escola. 1. ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.
120p.
Revistas especializadas em ensino de química de acesso livre.
RUSSEL, J. B. Química Geral (vol. 1 e 2). 2a Ed. São Paulo: Pearson, 1994.
Disciplina:
Semestre:
Código:
ACE 2 - Mostras Científicas: criação e planejamento
2º Período
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Não há
Ementa:
Mostras, exposições científicas e feiras de ciências como espaços não-formais de
educação química: concepção, criação de objetos e planejamento.
Objetivos:
Ampliar a visão sobre o papel dos espaços educativos não-formais e da divulgação
científica. Proporcionar a Integração com outras disciplinas do curso e a criação de
atividades de divulgação para a comunidade.
Bibliografia Básica:
FRANCISCO, W. Feira de ciências: múltiplas possibilidades para o ensino. 1. ed.
Saarbrücken: Novas Edições Acadêmicas, 2016. 220p.
MARANDINO, M.; CONTIER, D. (Org.). Educação não Formal e Divulgação em
Ciência: da produção de conhecimento às ações de formação. 1. ed. São Paulo:
GEENF/FEUSP/INCTTOX, 2015. 106p.
MARANDINO, M.; BIZERRA, A. F.; NAVAS, A. M.; FARES, D. C.; MONACO, L. M.;
MARTINS, L. C.; GARCIA, V. A. R.; SOUZA, M. P. C. Educação em museus: a
mediação em foco. 1. ed. São Paulo: Pró-Reitoria Cultura e Extensão USP e
GEENF/FEUSP, 2008. v. 1. 36p. Disponível em:http://parquecientec.usp.br/wpcontent/uploads/2014/03/MediacaoemFoco.pdf. Acessado em: 22 fev. 2018.
Bibliografia Complementar:
MARANDINO, M.; MONACO, L. M.; LOURENÇO, M. F.; RODRIGUES, J.; RICCI,
F. P. A Educação em Museus e os Materiais Educativos. 1. ed. São Paulo:
GEENF/USP, 2016. v. 1. 48p. Disponível em:http://www.geenf.fe.usp.br/v2/wpcontent/uploads/2016/08/A-Educa%C3%A7%C3%A3o-em-Museus-e-os-MateriaisEducativos.pdf. Acessado em: 22 fev. 2018.
MASSARANI, L. (Org.). Workshop Sul-Americano & Escola de Mediação em
Museus e Centros de Ciência. Rio de Janeiro: Museus da Vida / Casa de Oswaldo
Cruz
/
Fiocruz,
2008.
144p.
Disponível
em:http://szb.org.br/blog/conteudos/bibliografias/02-educacaoambiental/workshop-sul-americano-escola-de-mediacoes-em-museus-e-centro-deciencias.pdf. Acessado em: 22 fev. 2018.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
90
Artigos sobre divulgação científica e espaços educativos-não formais em periódicos
especializados e gratuitos em ensino de ciências/química.
Disciplina:
Semestre:
Código:
Desenvolvimento e Aprendizagem
3º Período
Carga horária:
72h
Pré-requisito:
Não há
Ementa:
Estudo dos processos psicológicos do desenvolvimento humano na infância, na
adolescência e na fase adulta segundo as teorias da Psicologia do desenvolvimento
e da Educação em articulação com as concepções de aprendizagem e com a prática
pedagógica.
Objetivos:
Estudar os processos de aquisição de conhecimento e desenvolvimentos humano
sob a perspectiva da psicologia e suas interfaces com a prática pedagógica.
Bibliografia Básica:
CUNHA, M. V. Psicologia da Educação. Rio de Janeiro: DP& A, 2000.
KUPFER, Maria Cristina Machado. Freud e a educação: o mestre do impossível.
3.ed. São Paulo: Scipione, 1995.
OLIVEIRA, Marta Kohl de. Vygotsky: Aprendizado e desenvolvimento. Um
processo sócio-histórico. 5.ed. São Paulo: Scipione, 1997. (Pensamento e ação
na sala de aula).
Bibliografia Complementar:
CARRARA, Kester (Org.). Introdução à Psicologia da Educação: seis
abordagens. São Paulo: Avercamp, 2004.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
ROGERS, Carl. Tornar-se pessoa. 5ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
SKINNER, F.B. Máquinas de Ensinar. In: Morse, W. Leituras de Psicologia
Educacional. São Paulo: Editora Nacional, 1979.
WADSWORTH, J. Inteligência e afetividade da criança na teoria de Jean Piaget.
São Paulo: Pioneira, 1996.
Disciplina:
Semestre:
Código:
Transformações da matéria 2
3º Período
Carga horária:
Pré-requisito:
72h
Ter cursado Transf.
da matéria 1
Ementa:
Princípios básicos da transformação da matéria: teoria cinética das colisões,
rearranjo atômico, espontaneidade de reações, conservação da massa, proporção
(estequiometria); Reações em solução aquosa: neutralização, precipitação e
oxidação-redução espontânea. Princípios de equilíbrio químico: abordagem
qualitativa. Reações de oxidação-redução e princípios de eletroquímica.
Fundamentos de laboratório: atividades práticas envolvendo diferentes tipos de
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
91
reações, manuseio de sistemas reacionais e medidas de propriedades (massa,
volume, concentração, pH).
Objetivos:
Compreender de formulações químicas teóricas fundamentais para as
transformações químicas (teoria das colisões, mol, conservação da massa, cálculos
de proporção e energia). Desenvolver fundamentos básicos de laboratório no
preparo de soluções e manuseio de sistemas reacionais. Refletir sobre as
dificuldades do ensino-aprendizagem dos tópicos abordados.
Bibliografia Básica:
BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E.; BURDGE, J. R. Química: a
Ciência Central, 9ª ed. São Paulo: Pearson-Prentice Hall, 2005.
KOTZ, J. C.; TREICHEL JR, P. M., Química Geral e Reações Químicas. vls 1 e 2,
5ª.
ed.
São
Paulo:
Pioneira
Thomson
Learning,
2005
FERREIRA, L. H.; HARTWIG, D. R.; GIBIN, G. B.; OLIVEIRA, R. C. . Contém
Química: pensar, fazer e aprender com experimentos. São Carlos: Pedro & João
Editores, 2011. v. 1. 331p .
Revistas especializadas em ensino de química de acesso livre.
Bibliografia Complementar:
ATKINS, P.; JONES, L. Princípios de Química: questionando a vida moderna e o
meio
ambiente.
Porto
Alegre:
Bookman,
2001.
KASSEBOEHMER, A. C.; HARTWIG, D. R.; FERREIRA, LUIZ H. . Contém
Química 2: pensar, fazer e aprender pelo método investigativo. 1. ed. São Carlos:
Pedro & João, 2015. 352p .
MATEUS, A. L. M. L. Química na Cabeça. Belo Horizonte: UFMG, 2001.
MATEUS, A. L. M. L. Química na cabeça 2: mais experimentos espetaculares
para você fazer em casa ou na escola. 1. ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.
120p.
RUSSEL, J. B. Química Geral (vol. 1 e 2). 2a Ed. São Paulo: Pearson, 1994.
Disciplina:
Semestre:
Código:
3° Período
Didática
Carga horária:
Pré-requisito:
72h
Não há
Ementa:
Estudo da prática pedagógica e dos aspectos envolvidos no ato educativo,
considerando a contextualização e evolução histórica da didática, a perspectiva
sócio-histórica das concepções teórico-metodológicas presentes em nosso ideário
pedagógico e suas implicações no processo de ensino-aprendizagem, tendo em
vista a formação do educador para atuação e intervenção na realidade educacional
brasileira.
Objetivos: Refletir criticamente sobre o papel da didática na formação do educador.
Compreender a importância do planejamento adequado ao contexto social-políticoeconômico-cultural do aluno. Vivenciar, elaborar a prática do planejamento como
elemento norteador da ação pedagógica.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
92
Bibliografia Básica:
COMENIUS, A. Didática Magna. Tradução de Ivone Castilho Benedetti. São Paulo:
Martins Fontes, 2006. In: FARIAS, I. M. S. de; et. al. Didática e Docência:
aprendendo a profissão. Brasília: Liber Livros, 2009.
FRANCO, M. A. S.; PIMENTA, S. G. (orgs.) Didática, embates contemporâneos.
São Paulo: Edições Loyola, 2010.
LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
Bibliografia Complementar:
CANDAU, V. (org.). A Didática em questão. Petrópolis: Vozes, 1997.
CHARLOT, B. Relação com o saber, Formação dos professores e globalização:
questões para a educação hoje. Porto Alegre: ARTMED, 2005.
ROSA, D.; GONÇALVES, E & SOUZA, V. C. (Orgs.). Didática e práticas de
ensino: interfaces com diferentes saberes e lugares formativos. XI ENDIPE, Rio de
Janeiro: DP&A, 2002.
VEIGA, I. P. ALENCASTRO, J. (Org.). Repensando a didática. 20ª ed., CampinasSP: Papirus, 2003.
VEIGA, I. P. A. (Org.). Didática: O ensino e suas relações. 18ª ed. Campinas, SP:
Papirus, 2012.
Disciplina:
Semestre:
Código:
Leitura, Produção Textual e Ensino de Química
3º Período
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Não há
Ementa:
O papel da leitura e da produção textual para fazer e compreender ciência. Estrutura
dos textos de caráter científico destinados a cientistas (resumos, painéis e artigos)
e ao grande público (artigos e livros de divulgação científica). Aspectos da produção
de textos de caráter científico e sua relação com o ensino.
Objetivos:
Fomentar o interesse pela leitura e desenvolver competências leitoras como
atividades fundamentais da apropriação e difusão científico-cultural,
proporcionando a compreensão da estrutura dos textos de caráter científico e de
divulgação, assim como relações da leitura com o ensino. Proporcionar a integração
com disciplinas deste ou de períodos anteriores do curso, a partir da leitura de
materiais que apresentem conceitos específicos da química.
Bibliografia Básica:
QUEIROZ, S. L.; OLIVEIRA, J. R. S. Comunicação e linguagem científica: guia
para estudantes de Química. 2a ed. Campinas: Editora Átomo, 2017.
KOCH, I. G. V. Desvendando os segredos do texto. 8ª Ed. São Paulo: Editora
Cortez, 2015.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
93
KOCH, I. G. V.; ELIAS, V. M. Ler e escrever: estratégias de produção textual. São
Paulo:
Contexto,
2010.
Bibliografia Complementar:
SOLÉ, I. Estratégias de leitura. 6ª Ed. Porto Alegre: Artmed, 1998.
KLEIMAN, A. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. 11ª Edição. Campinas:
Pontes, 2008.
KLEIMAN, A. Oficinas de leitura: teoria e prática. 15ª Edição. Campinas: Pontes,
2017.
Artigos científicos de periódicos especializados da área de química e educação
química
disponibilizados
gratuitamente.
Artigos de revistas especializadas em divulgação científica disponibilizadas
gratuitamente.
Disciplina:
Semestre:
Código:
Projeto de Extensão - Mostras Científicas: execução e
avaliação
3º Período
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Não há
Ementa:
A mediação em espaços educativos formais e não-formais; O monitor e o público:
caminhos de interatividade; Avaliação de mostras científicas: divertimento e
aprendizagem.
Objetivos:
Desenvolver habilidades necessárias à promoção da mediação e interatividade no
contato com o público de espaços não-formais. Capacitar os estudantes para
avaliação de atividades educativas não-formais.
Bibliografia Básica:
FRANCISCO, W. Feira de ciências: múltiplas possibilidades para o ensino. 1. ed.
Saarbrücken: Novas Edições Acadêmicas, 2016. 220p.
MARANDINO, M.; CONTIER, D. (Org.). Educação não Formal e Divulgação em
Ciência: da produção de conhecimento às ações de formação. 1. ed. São Paulo:
GEENF/FEUSP/INCTTOX, 2015. 106p.
MARANDINO, M.; BIZERRA, A. F.; NAVAS, A. M.; FARES, D. C.; MONACO, L. M.;
MARTINS, L. C.; GARCIA, V. A. R.; SOUZA, M. P. C. Educação em museus: a
mediação em foco. 1. ed. São Paulo: Pró-Reitoria Cultura e Extensão USP e
GEENF/FEUSP, 2008. v. 1. 36p. Disponível em:http://parquecientec.usp.br/wpcontent/uploads/2014/03/MediacaoemFoco.pdf. Acessado em: 22 fev. 2018.
Bibliografia Complementar:
MARANDINO, M.; MONACO, L. M.; LOURENÇO, M. F.; RODRIGUES, J.; RICCI,
F. P. A Educação em Museus e os Materiais Educativos. 1. ed. São Paulo:
GEENF/USP, 2016. v. 1. 48p. Disponível em:http://www.geenf.fe.usp.br/v2/wpcontent/uploads/2016/08/A-Educa%C3%A7%C3%A3o-em-Museus-e-os-MateriaisEducativos.pdf. Acessado em: 22 fev. 2018.
MASSARANI, L. (Org.). Workshop Sul-Americano & Escola de Mediação em
Museus e Centros de Ciência. Rio de Janeiro: Museus da Vida / Casa de Oswaldo
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
94
Cruz
/
Fiocruz,
2008.
144p.
Disponível
em:http://szb.org.br/blog/conteudos/bibliografias/02-educacaoambiental/workshop-sul-americano-escola-de-mediações-em-museus-e-centro-deciências.pdf. Acessado em: 22 fev. 2018.
Artigos sobre divulgação científica e espaços educativos-não formais em periódicos
especializados e gratuitos em ensino de ciências/química.
Disciplina:
Semestre:
Código:
2º Período
Cálculo 2
Carga horária:
Pré-requisito:
72h
Ter cursado Cálculo
1
Ementa:
Funções transcendentes (trigonométricas, logarítmicas, exponenciais). Métodos e
técnicas de integração. Integrais impróprias. Áreas planas em coordenadas polares.
Sequências e séries numéricas. Fórmula de Taylor e aplicações. Série de Taylor.
Curvas no plano e no espaço (velocidade, acelerações, curvatura)
Objetivos:
Desenvolver os conceitos e técnicas ligadas ao cálculo integral e suas aplicações.
Apresentar ao aluno as primeiras aplicações do cálculo integral nas ciências físicas
e aplicadas. Esboçar curvas utilizando coordenadas polares. Utilizar programas
computacionais para cálculo algébrico e aproximado, visualizações gráficas e
experimentos computacionais, ligados à teoria da integração. Desenvolvimento de
habilidade na resolução de problemas aplicados. Os principais conteúdos são:
Métodos de integração. Aplicações da integral: Áreas e volumes. Coordenadas
polares. Integrais impróprias. Sequências e séries numéricas
Bibliografia básica:
SWOKOWSKI, E.W. Cálculo com Geometria Analítica . São Paulo: Makron
Books, 1995.
STEWART, J. Cálculo, v1. 5ª ed. São Paulo: Thomson, 2006.
LEITHOLD, Louis. O Cálculo com Geometria Analítica, v1. 3ª ed. São Paulo:
Harbra, 1994.
Bibliografia complementar:
McQUARRIE, Donald A. Mathematics for Physical Chemistry. New York:
University Science Books. 2008.
MORTIMER, Mathematics for Physical Chemistry, 3rd ed. New York: Academic
Press, 2005.
SIMMONS, George F. Cálculo com Geometria Analítica, v1. 1ª ed. São Paulo:
Makron Books, 1988.
GUIDORIZZI, Hamilton Luiz. Um Curso de Cálculo, v1. 5ª ed. Rio de Janeiro: LTC,
2001.
ÁVILA, Geraldo. Funções de uma Variável, v1. 7ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2003.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
95
Disciplina:
Semestre:
Código:
4º Período
Filosofia da Ciência
Carga horária:
72h
Pré-requisito:
Não há
Ementa:
Apresentação crítica das questões fundamentais do período de desenvolvimento e
consolidação da filosofia da ciência, explicitando sua atividade, seu alcance e sua
confiabilidade no processo da pesquisa científica, além de visualizar os limites
extrínsecos e intrínsecos de sua práxis.
Objetivos:
Conhecer a filosofia das ciências e explorar os processos de aquisição de
conhecimento e desenvolvimentos humano sob a perspectiva da filosofia.
Bibliografia Básica:
DESCARTES, René. Discurso do Método. 2. ed. Tradução Maria Ermentina
Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
OMNÈS, Roland. Filosofia da ciência contemporânea. Tradução de Roberto Leal
Ferreira. São Paulo: UNESP, 1996 (Biblioteca Básica).
PLATÃO. Teeteto. 3. ed. Tradução Adriana Manoela Nogueira e Marcelo Boeri.
Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010.
Bibliografia Complementar:
CARNAP, Rudolf; HAHN, Hahn; NEURATH, Otto. A concepção científica do
mundo: o Círculo de Viena. Tradução de Luiz Carlos Rocha. 2015 (Texto em
avaliação para publicação).
HEISENBERG, Werner. Física e Filosofia. Tradução de Jorge Leal Ferreira. 4. ed.
Brasília: Universidade de Brasília, 1999. (Edições Humanidades, Série Métis).
POPPER, Karl R. A Lógica da Pesquisa Científica. Tradução de Leonidas
Hegenberg e Octanny S. da Mota. São Paulo: Cultrix, 1975.
KUHN, Thomas Samuel. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo:
Perspectiva, 1975. (The Structure of Scientific Revolutions. The University of
Chicago, 1962).
WHITEHEAD, Alfred North. A ciência e o mundo moderno. Tradução de Hermann
Herbert Watzlawick. São Paulo: Paulus, 2006. (Science and the Modern World.
London: Fontana Books, 1975).
Disciplina:
Semestre:
Código:
Gestão da Educação e do Trabalho Escolar
4º Período
Carga horária:
72h
Pré-requisito:
Não há
Ementa:
Estudo da escola, como organização social e educativa: concepções,
características e elementos constitutivos do sistema de organização e gestão do
trabalho escolar e pedagógico, segundo os pressupostos teóricos e legais vigentes,
na perspectiva do planejamento participativo.
Objetivos:
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
96
Conhecer e compreender a organização escolar.
Bibliografia Básica:
PARO, Vitor Henrique. Administração escolar: introdução crítica. 17. ed. São
Paulo: Cortez, 2012. 232 p.
PARO, Vitor Henrique. Gestão democrática da escola pública. São Paulo: Ática,
2000.
PRADO, Edna; DIÓGENES, Elione. Avaliação de políticas públicas: interface
entre educação e gestão escolar. Maceió, AL: Edufal, 2011.
Bibliografia Complementar:
LIBÂNEO, J. C. Organização e Gestão da Escola: teoria e prática. 5.ed. Goiânia:
Alternativa, 2004.
SAVIANI, Dermeval. Escola e democracia: teorias da educação, curvatura da vara,
onze teses sobre a educação política. 35. Ed. revista – Campinas, SP: Autores
Associados, 2002 (Coleção Polêmicas do Nosso Tempo; vol. 5).
NÓVOA, Antônio (org.). As organizações escolares em análise. Instituto de
Inovação Educacional; Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1992.
Disciplina:
Semestre:
Código:
4º Período
Química Analítica 1
Carga horária:
72h
Pré-requisito:
Const. e
Propriedades da
matéria
Ter cursado
Transformação da
matéria 1 e 2
Ementa:
Introdução à análise qualitativa e quantitativa. Noções gerais de equilíbrio químico.
Equilíbrios iônicos. Dissociação eletrolítica. Força iônica. Atividade. Equilíbrios que
envolvem ácidos e bases. Tampão. Hidrólise. Volumetria. Volumetria ácido-base.
Indicadores.
Experimentação: Experimentos envolvendo noções de química analítica qualitativa
e quantitativa. Calibração de materiais volumétricos. Sistemas tampão. Preparo e
padronização de soluções. Volumetria acido-base.
Objetivo:
Abordar os conceitos de equilíbrio químico relacionados à identificação e
quantificação de espécies químicas inorgânicas, utilizando métodos clássicos de
análise qualitativa e quantitativa, enfatizando suas potencialidades e limitações na
precisão e exatidão de cada método.
Bibliografia Básica:
Harris, D. C. Análise Química Quantitativa. 6 ed. Rio de Janeiro: LTC, 2005.
SKOOG, D. A.; WEST, D. M.; HOLLER, F. J.; CROUCH, S. R. Fundamentos de
Química Analítica. São Paulo: Pioneira, 2006.
VOGEL, A. I. Química Analítica Qualitativa, 5ª ed. São Paulo: Mestre Jou, 1981.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
97
KING J. Análise Qualitativa: Reações, Separações e Experiências. Rio de
Janeiro: Interamericana, 1981.
Bibliografia Complementar:
CHRISTIAN, G. D. Analytical Chemistry, 5th ed. New York: John Wiley & Sons,
1994.
ALEXÉEV, V. Análise Qualitativa. Porto: Lopes da Silva, 1982.
Disciplina:
Semestre:
Código:
4º Período
Físico-Química 1
Carga horária:
72h
Pré-requisito:
Ter cursado Const.
e Propriedades da
matéria
Transformação da
matéria 1 e 2 e
Cálculo 2
Ementa:
Sólidos, Líquidos Gases e Vapores. Termodinâmica Química, Soluções e Equilíbrio.
Objetivo:
Possibilitar a compreensão e interpretação dos conceitos fundamentais da físicoquímica e de processos químicos.
Bibliografia Básica:
ATKINS, P.; de PAULA, J. Físico-Química, vols. 1 e 2, 9ª ed. Rio de Janeiro: LTC,
2012.
CHANG, RAYMOND. Físico-Química para as ciências químicas e biológicas.
São Paulo: McGraw-Hill, 2008.
MOORE, W.J. Físico-Química - vols. 1 e 2. São Paulo: Edusp, 1976.
Bibliografia Complementar:
BALL, D. W. Físico-Química, vols. 1 e 2. São Paulo: Pioneira Thompson Learning,
2003.
McQUARRIE, D. A.; SIMON, J. D. Physical chemistry: a molecular approach.
California: University Science Books, 1997.
NETZ, P. A.; ORTEGA, G. G. Fundamentos de Físico-Química: uma abordagem
conceitual para as ciências farmacêuticas. Porto Alegre: Artmed, 2002.
McQUARRIE, Donald A. Mathematics for Physical Chemistry. New York:
University Science Books. 2008.
SHOEMAKER, D. P.; GARTLAND, C. W. Experiments in Physical Chemistry, 7th
ed, New York: McGraw-Hill; 2002.
Disciplina:
Semestre:
4º Período
Química Inorgânica I
Carga horária:
72h
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
98
Código:
Pré-requisito:
Const. e
Propriedades da
matéria
Ter cursado
Transformação da
matéria 1 e 2
Ementa:
Propriedades de Átomos Isolados e Ligados; Teorias de Ligação e Estereoquímica
de moléculas; Sistemas ácido-bases: propriedades, teorias, nomenclatura;
Fundamentos de Química de Coordenação: conceitos básicos, nomenclatura,
reatividade, teorias de ligação e química organometálica.
Objetivos:
Dar ao aluno uma visão geral da química inorgânica através de seus conceitos
básicos e aplicações; fazer com que o aluno desenvolva o raciocínio químico
(estrutura e reatividade), bem como resolver problemas elementares de química.
Bibliografia Básica:
SHRIVER, Duward F. (Duward Felix); ATKINS, P. W. (Peter William). Química
inorgânica. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2008.. 847 p. ISBN 9788577801992
LEE, J. D., Química Inorgânica não tão concisa, São Paulo: Edgard Blucher,
2000.
FARIAS, Robson Fernandes de (org.). Química de Coordenação: fundamentos e
atualidades. 2. ed. Campinas: Átomo, 2009.
Bibliografia Complementar:
MAHAN, Bruce M.; MYERS, Rollie J. Química: um curso universitário. São Paulo:
Edgard Blucher, 1995.. xxi, 582 p. ISBN 8521200366
COTTON, F. A.; Wilkinson, F; Murilo, C. A. and Bochmann, M. Advanced Inorganic
Chemistry, 6th ed. Chichester: Wiley, 1999.
BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E.; BURDGE, J. R..Química: a
Ciência Central, 9ª ed. São Paulo: Pearson-Prentice Hall, 2005.
KOTZ, John C; TREICHEL, Paul M; WEAVER, Gabriela C. Quimica geral e
reações quimicas. São Paulo: CENGAGE Learning, 2010. 2v. ISBN
9788522106912
BRADY, J. E; HUMISTON,. G.E. Química Geral. vls 1 e 2, Rio de Janeiro : LTC,
1996.
Disciplina:
Semestre:
Código:
4º Período
Libras
Carga horária:
Pré-requisito:
54h
Não há
Ementa:
Estudo da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), da sua estrutura gramatical, de
expressões manuais, gestuais e do seu papel para a comunidade surda.
Caracterização e reflexão sobre o uso e a importância da LIBRAS em sala de aula.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
99
Objetivos:
Dar subsídios teóricos para compreensão da Língua Brasileira de Sinais como
língua de uma comunidade surda dentro de sua especificidade, refletindo a sua
importância para o desenvolvimento intelectual, social e emocional.
Bibliografia Básica:
BRITO, Lucinda Ferreira. Por uma gramática das línguas de sinais. Rio de
Janeiro: UFRJ, Departamentos de Linguística e Filosofia, 1995.
COPOVOVILLA, F. C e RAPHAEL, V. D. Dicionário Enciclopédico Ilustrado
Trilingüe de Língua de Sinais Brasileira. v. I e II. São Paulo: Edusp, 2001.
COUTINHO, Denise. LIBRAS: Língua brasileira de sinais e língua portuguesa
(semelhanças e diferenças), 2ª ed. Bauru: Idéia, 1998.
GOES, M. C. R. Linguagem, surdez e educação. Campinas: Autores Associados,
1996.
Bibliografia Complementar:
QUADROS, R. Muller .de. Educação de surdo: aquisição da linguagem. Porto
Alegre: Artes Médicas,1997.
SACKS, O. Vendo vozes: uma jornada pelo mundo dos surdos. Rio de Janeiro:
Imago, 1990.
Disciplina:
Semestre:
Código:
5° Período
Físico-Química 2
Carga horária:
72h
Pré-requisito:
Ter cursado FísicoQuímica 1
Ementa:
Eletroquímica, Condutância de Eletrólitos e força eletromotriz, Química das
Superfícies, Cinética Química.
Objetivo:
Possibilitar a compreensão e interpretação dos conceitos fundamentais da físicoquímica e de processos químicos.
Bibliografia Básica:
ATKINS, P.; de PAULA, J. Físico-Química, vols. 1 e 2, 9ª ed. Rio de Janeiro: LTC,
2012.
CHANG, RAYMOND. Físico-Química para as ciências químicas e biológicas.
São Paulo: McGraw-Hill, 2008.
MOORE, W.J. Físico-Química - vols. 1 e 2. São Paulo: Edusp, 1976.
Bibliografia Complementar:
BALL, D. W. Físico-Química, vols. 1 e 2. São Paulo: Pioneira Thompson Learning,
2003.
McQUARRIE, D. A.; SIMON, J. D. Physical chemistry: a molecular approach.
California: University Science Books, 1997.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
100
NETZ, P. A.; ORTEGA, G. G. Fundamentos de Físico-Química: uma abordagem
conceitual para as ciências farmacêuticas. Porto Alegre: Artmed, 2002.
McQUARRIE, Donald A. Mathematics for Physical Chemistry. New York:
University Science Books. 2008.
SHOEMAKER, D. P.; GARTLAND, C. W. Experiments in Physical Chemistry, 7th
ed, New York: McGraw-Hill; 2002.
Disciplina:
Semestre:
Código:
5º Período
Química Analítica 2
Carga horária:
72h
Pré-requisito:
Ter cursado Quim.
Analitica 1
Ementa:
Equilíbrio heterogêneo. Gravimetria. Volumetria de precipitação. Equilíbrio de
complexação. Volumetria de complexação. Equilíbrio de oxi-redução. Volumetria
complexométrica
Experimentação: Experimentos envolvendo noções de química analitica qualitativa
e quantitativa. Técnicas gravimétricas. Identificação de substâncias utilizando
reações de precipitação. Preparo e padronização de soluções. Volumetria de
precipitação. Volumetria de complexação e volumetria de oxi-redução.
Objetivo:
Abordar os conceitos de equilíbrio químico relacionados à identificação e
quantificação de espécies químicas inorgânicas, utilizando métodos clássicos de
análise qualitativa e quantitativa, enfatizando suas potencialidades e limitações na
precisão e exatidão de cada método.
Bibliografia básica:
Harris, D. C. Análise Química Quantitativa. 6 ed. Rio de Janeiro: LTC, 2005.
SKOOG, D. A.; WEST, D. M.; HOLLER, F. J.; CROUCH, S. R. Fundamentos de
Química Analítica. São Paulo: Pioneira, 2006.
VOGEL, A. I. Química Analítica Qualitativa, 5ª ed. São Paulo: Mestre Jou, 1981.
KING J. Análise Qualitativa: Reações, Separações e Experiências. Rio de
Janeiro: Interamericana, 1981.
BASSETT, R. C.; DENNEY, G. H. JEFFERY e J. MENDHAN, Análise Inorgânica
Quantitativa, 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Dois, 1981.
BACCAN, N, GODINHO, O. E. S; BARONE J. S., Química Analítica Quantitativa
Elementar, 2ª ed. São Paulo: Edgard Blucher, 1985.
Bibliografia Complementar:
CHRISTIAN, G. D. Analytical Chemistry, 5th ed. New York: John Wiley & Sons,
1994.
ALEXÉEV, V. Análise Qualitativa. Porto: Lopes da Silva, 1982.
OHLWEILER, A. Química Analítica Quantitativa, vls 1 e 2. Rio de Janeiro: LTC,
1982.
Disciplina:
Semestre:
5º Período
Química Inorgânica II
Carga horária:
54h
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
101
Código:
Pré-requisito:
Ter cursado Quim.
Inorgânica 1
Ementa:
Estudo da tabela periódica: organização, propriedades gerais e propriedades
periódicas; Estudo das famílias da tabela periódica: Descoberta, ocorrência,
obtenção, aplicação, propriedades físicas, aspectos das ligações químicas,
propriedades químicas e aplicações dos elementos dos blocos s e p e dos seus
principais compostos; Experimentos relacionados aos conteúdos teóricos.
Objetivos:
Propiciar uma visão geral da química inorgânica através de seus conceitos básicos
e aplicações; fazer com que o aluno desenvolva o raciocínio químico (estrutura e
reatividade), bem como resolva problemas elementares de química, além de
observar, através de prática de laboratório, resultados experimentais relacionados
ao conteúdo ministrado.
Bibliografia Básica:
SHRIVER, Duward F. (Duward Felix); ATKINS, P. W. (Peter William). Química
inorgânica. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2008.. 847 p. ISBN 9788577801992
LEE, J. D., Química Inorgânica não tão concisa, São Paulo: Edgard Blucher,
2000.
FARIAS, Robson Fernandes de (org.). Química de Coordenação: fundamentos e
atualidades. 2. ed. Campinas: Átomo, 2009.
Bibliografia Complementar:
MAHAN, Bruce M.; MYERS, Rollie J. Química: um curso universitário. São Paulo:
Edgard Blucher, 1995.. xxi, 582 p. ISBN 8521200366
COTTON, F. A.; Wilkinson, F; Murilo, C. A. and Bochmann, M. Advanced Inorganic
Chemistry, 6th ed. Chichester: Wiley, 1999.
BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E.; BURDGE, J. R..Química: a
Ciência Central, 9ª ed. São Paulo: Pearson-Prentice Hall, 2005.
KOTZ, John C; TREICHEL, Paul M; WEAVER, Gabriela C. Quimica geral e
reações quimicas. São Paulo: CENGAGE Learning, 2010. 2v. ISBN
9788522106912
BRADY, J. E; HUMISTON,. G.E. Química Geral. vls 1 e 2, Rio de Janeiro : LTC,
1996.
Disciplina:
Semestre:
Código:
Ementa:
5º Período
Química Orgânica 1
Carga horária:
72h
Pré-requisito:
Const. e
Propriedades da
matéria
Ter cursado
Transformação da
matéria 1 e 2
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
102
Ligação e Estrutura molecular. Funções, Nomenclatura, Aplicações e Propriedades
Físicas das principais classes de compostos orgânicos. Isomeria. Estereoquímica.
Objetivos:
Discutir aspectos fundamentais dos conhecimentos em Química Orgânica relativos
às estruturas e propriedades das principais funções orgânicas, formas de
representação e propriedades das espécies isoméricas. Introduzir conceitos de
estereoquímica e reatividade dos compostos orgânicos.
Bibliografia Básica:
KLEIN, D. Química Orgânica vol. 1 e 2, 2ª edição, grupo GEN, 2016.
VOLLHARDT, K. P. C., SCHORE, N. E. Química Orgânica – Estrutura e Função,
Bookman, 6 Ed. 2013.
SOLOMONS, T. W. G. FRYHLE, C. B., Química Orgânica vol 1, 10ª edição, LTC,
Livros Técnicos e Científicos Editora, 2012.
Bibliografia Complementar:
CLAYDEN J., GREEVES, N. WARREN, S. Organic Chemistry, Oxford University
Press, Oxford, 2º Ed. 2012.
MCMURRY, J. Química Orgânica Combo, Tradução da 7ª edição norteamericana, LTC - Livros Técnicos e Científicos Editora, 2011.
MORRISON, R. BOYD, R. Química Orgânica, 13ª edição (traduzida da 6ª ed.
original), Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1996.
ALLINGER, N. Química Orgânica, 2ª edição, LTC - Livros Técnicos e Científicos
Editora, Rio de Janeiro 1976.
BARROS, A. A., BARROS, E. B. P., Coleção Química no Cotidiano, SBQ, 2010.
Disciplina:
Semestre:
Código:
5º Período
Estágio Supervisionado 1
Carga horária:
100h
Pré-requisito:
Não há
Ementa:
Reflexão sobre a prática pedagógica na ÁREA ESPECÍFICA, na educação
básica, a partir do conhecimento da escola e dos sujeitos que nela interagem, para
prática de atividades relacionadas a situações de ensino-aprendizagem,
identificando e vivenciando problemas enfrentados pelo(a) professor (a)nos
momentos de ensinos aprendizagem e formas adequadas para solucioná-los.
Caracterização e análise da dinâmica da escola enquanto organização social, bem
como dos sujeitos nela inseridos.
Objetivos:
Proporcionar a reflexão sobre a prática pedagógica na área específica.
Bibliografia Básica:
BIANCHI, Ana Cecília; ALVARENGA, Marina; BIANCHI, Roberto. Orientação para
Estágio em Licenciatura. São Paulo: Pioneira Thomson, 2005.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
103
PICONEZ, Stela C. Bertholo. A Prática de Ensino e o Estágio Supervisionado.
12ª ed. São Paulo: Papirus, 2002. (Coleção Magistério: formação e trabalho
pedagógico).
Bibliografia Complementar:
PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e docência. São
Paulo: Cortez, 2008. (Coleção docência em formação: série saberes pedagógicos).
_____. O Estágio na Formação de Professores. 6ª ed. São Paulo: Cortez, 2006.
Disciplina:
Semestre:
Código:
6° Período
Físico-Química 3
Carga horária:
72h
Pré-requisito:
Ter cursado FísicoQuímica 2
Ementa:
Experimentação: Experimentos envolvendo termodinâmica, soluções, equilíbrio,
eletroquímica e cinética química.
Objetivo:
Possibilitar a compreensão e interpretação dos conceitos fundamentais da físicoquímica e de processos químicos.
Bibliografia Básica:
ATKINS, P.; de PAULA, J. Físico-Química, vols. 1 e 2, 9ª ed. Rio de Janeiro: LTC,
2012.
CHANG, RAYMOND. Físico-Química para as ciências químicas e biológicas.
São Paulo: McGraw-Hill, 2008.
MOORE, W.J. Físico-Química - vols. 1 e 2. São Paulo: Edusp, 1976.
Bibliografia Complementar:
BALL, D. W. Físico-Química, vols. 1 e 2. São Paulo: Pioneira Thompson Learning,
2003.
McQUARRIE, D. A.; SIMON, J. D. Physical chemistry: a molecular approach.
California: University Science Books, 1997.
NETZ, P. A.; ORTEGA, G. G. Fundamentos de Físico-Química: uma abordagem
conceitual para as ciências farmacêuticas. Porto Alegre: Artmed, 2002.
McQUARRIE, Donald A. Mathematics for Physical Chemistry. New York:
University Science Books. 2008.
SHOEMAKER, D. P.; GARTLAND, C. W. Experiments in Physical Chemistry, 7th
ed, New York: McGraw-Hill; 2002.
Disciplina:
Semestre:
Código:
Metodologia para o ensino de química 1
6° Período
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Ter
cursado
Transformações
da
matéria 2
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
104
Ementa:
Funções, dificuldades e necessidades do ensino de química na Educação Básica:
dificuldades de modelização e concepções alternativas. O conhecimento químico e
suas diferentes dimensões: sócio-cultural, fenomenológica, simbólica e teórica. O
papel da linguagem no ensino e aprendizagem da química: linguagem científica,
linguagem cotidiana, interações discursivas e representações. Questões didáticometodológicas do ensino: intencionalidade pedagógica, estruturação de conteúdo e
planejamento sistematizado de atividades. Os recursos didático-pedagógicos no
ensino de química: planejamento, uso e avaliação.
Objetivos:
Compreender os princípios teórico-metodológicos básicos para o planejamento de
atividades pedagógicas para o ensino da química.
Bibliografia Básica:
MORTIMER, E. Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências.
Belo Horizonte: UFMG, 2006. 383p.
CHASSOT, A. I. Para quem é útil o ensino de Química? Canoas: Ed. Ulbra, 1995.
SANTOS, W. L. P.; MALDANER, O. A. O ensino de química em foco. Ijuí: Ed.
UNIJUÍ, 2011.
Bibliografia Complementar:
MALDANER, O. A. A formação inicial e continuada de professores de química
professor/pesquisador. Ijuí: Ed. UNIJUÍ, 2000.
SANTOS, W. L.; SCHNETZLER, R. P. Educação em Química: compromisso com
a cidadania. Ijuí: Ed. Unijuí, 1997.
Artigos da Revista Química Nova na escola e Química Nova.
Disciplina:
Semestre:
Código:
6º Período
Sociedade e Ensino de Química
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Não há.
Ementa:
Química e sociedade: a função da química na sociedade contemporânea e a
influência do meio social na produção da química. Química e tecnologia: mudanças
no modo de vida originadas do conhecimento químico. O conhecimento químico
como legado cultural. Relações CTS e questões sociocientíficas no ensino de
química.
Objetivos:
Discutir e reconhecer a ciência química como produção cultural e social e suas
aplicações e implicações na sociedade contemporânea. Proporcionar a integração
com disciplinas deste ou de períodos anteriores do curso, a partir da análise ou
produção de materiais com base em conceitos específicos.
Bibliografia Básica:
SANTOS, W. L. P.; AULER, D. CTS e Educação Científica: Desafios, Tendências
e Resultados de Pesquisa. Brasília: Editora da UNB, 2011.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
105
SANTOS, W. L.; SCHNETZLER, R. P. Educação em Química: compromisso com
a cidadania. 4ª. Ed. Ijuí: Ed. Unijuí, 2014.
PEREZ, L. F. M. Questões sociocientíficas na prática docente: ideologia,
autonomia e formação de professores. São Paulo: Ed. UNESP, 2012.
Bibliografia Complementar:
CHASSOT, A. Alfabetização científica: questões e desafios para a educação. 7ª.
Ed. Ijuí: ed. UNIJUÍ, 2016.
CHASSOT, A. Pra que(m) é útil o ensino.4ª. Ed. Ijuí: ed. UNIJUÍ, 2018.
HALL, N. Neoquímica: a química moderna e suas aplicações. Porto Alegre:
Artmed, 2004.
LOZANO, D. L. P.; BARRAGÁN, I. G.; PEREZ, L. F. M. Formação de Professores
e Questões Sociocientíficas. Experiências e Desafios na Interface
Universidade-Escola. Ijuí: ed. UNIJUÍ, 2016.
Artigos de periódicos especializados em educação em ciências.
Disciplina:
Semestre:
Código:
6º Período
Química Orgânica 2
Carga horária:
72h
Pré-requisito:
Ter
cursado
Química Orgânica 1
Ementa:
Reatividade Química e Mecanismos, Introdução às Reações Orgânicas, Reações
de Substituição Nucleofílica e Eliminação, Reações de Adição a Alcenos e Alcinos,
Reações Radicalares, Compostos Aromáticos.
Objetivos:
Estudar a estrutura, reatividade e os mecanismos de reação das substâncias
orgânicas e suas aplicações.
.
Bibliografia Básica:
KLEIN, D. Química Orgânica vol. 1 e 2, 2ª edição, grupo GEN, 2016.
VOLLHARDT, K. P. C., Schore, N. E. Química Orgânica – Estrutura e Função,
Bookman, 6 Ed. 2013.
SOLOMONS, T. W. G. Fryhle, C. B., Química Orgânica vol. 1 e 2, 10ª edição, LTC,
Livros Técnicos e Científicos Editora, 2012.
PINHO E MELO, T. M. V. D., Mecanismos de reações orgânicas, Ed. Lidel, 2005.
LE COUTEUR. P., BURRESON. J., Os Botões de Napoleão, Editora Zahar, 2006.
BARROS, A. A., BARROS, E. B. P., Coleção Química no Cotidiano, SBQ, 2010.
Bibliografia Complementar:
MCMURRY, J. Química Orgânica Combo, Tradução da 7ª edição norteamericana, LTC - Livros Técnicos e Científicos Editora, 2011.
CLAYDEN J., GREEVES, N. WARREN, S. Organic Chemistry, Oxford University
Press, Oxford, 2º Ed. 2012.
MORRISON, R. BOYD, R. Química Orgânica, 13ª edição (traduzida da 6ª ed.
original), Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1996.
ALLINGER, N. Química Orgânica, 2ª edição, LTC - Livros Técnicos e Científicos
Editora, Rio de Janeiro 1976.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
106
Disciplina:
Semestre:
Código:
6º Período
Estágio Supervisionado 2
Carga horária:
100h
Pré-requisito:
Estágio 1
Ementa:
Reflexão sobre a prática pedagógica na educação básica, objetivando a observação
e sistematização das práticas de ensino relacionadas a situações de ensino aprendizagem, identificando e vivenciando problemas enfrentados pelo professor
nos momentos de ensino e aprendizagem e formas adequadas para solucioná-los.
Desenvolvimento de micro- aulas, construção e desenvolvimento de projetos.
Objetivos: Proporcionar a reflexão sobre a prática pedagógica na área específica.
Bibliografia Básica
BIANCHI, Ana Cecília; ALVARENGA, Marina; BIANCHI, Roberto. Orientação para
Estágio em Licenciatura. São Paulo: Pioneira Thomson, 2005.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
PICONEZ, Stela C. Bertholo. A Prática de Ensino e o Estágio Supervisionado.
12ª ed. São Paulo: Papirus, 2002. (Coleção Magistério: formação e trabalho
pedagógico).
Bibliografia Complementar:
PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e docência. São
Paulo: Cortez, 2008. (Coleção docência em formação: série saberes pedagógicos).
_____. O Estágio na Formação de Professores. 6ª ed. São Paulo: Cortez, 2006.
ANDRÉ, Marli; OLIVEIRA, Maria R. N. Alternativas no ensino de didática.
Campinas, SP: Papirus, 1997.
CANDAU, Vera. Didática em questão. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1986.
MASETTO, Marcos. Didática: a aula como centro. São Paulo: FTD, 1996.
VEIGA, Ilma P. A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
Disciplina:
Semestre:
Código:
Pesquisa Aplicada ao Ensino de Química
7º Período
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Ter cursado Trans.
da Matéria 2
Ementa:
Surgimento, constituição e estado da arte da pesquisa em educação química no
Brasil e no mundo; Perspectivas da pesquisa em educação química como área
estratégica no desenvolvimento da ciência química; Pressupostos teóricoepistemológicos da pesquisa; Fundamentos basilares e organização de um projeto
de pesquisa e um trabalho acadêmico: introdução, problema de pesquisa,
metodologia (instrumentos de coleta de dados), análise, discussão e comunicação
dos resultados, conclusões, referências, normas científicas (ABNT, APA). A
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
107
pesquisa aplicada como ferramenta da melhoria da prática pedagógica em química.
A sala de aula como lócus de pesquisa e sua interface com a prática pedagógica.
Objetivos:
Conhecer os fundamentos teóricos que nortearam e norteiam o desenvolvimento
das pesquisas. Reconhecer os diferentes modos de produção e divulgação do
conhecimento produzido na área. Proporcionar habilidades e competências para
identificar/propor problemas e caminhos metodológicos de investigação, assim
como analisar, interpretar e comunicar os resultados com vistas à melhoria do
processo educativo e da prática pedagógica.
Bibliografia Básica:
NARDI, R. A pesquisa em Ensino de Ciências no Brasil: alguns recortes. 1. ed.
São Paulo: Escrituras, 2007. 470p.
SANTOS, F. M. T.; GRECA, I. M. R. (Orgs.). A Pesquisa em Ensino de Ciências
no Brasil e suas Metodologias. 2. ed. Ijui: UNIJUI, 2011. 350p.
SEVERINO, A. L. Metodologia do trabalho científico. 24a Ed. São Paulo: Cortez,
2017.
Bibliografia Complementar:
FRASER, B.; TOBIN, K.; McRobbie, C. J. (Eds.). Second International Handbook
of Science Education. Dordrecht: Springer, 2012, 1515p.
GILBERT, J. K.; JUSTI, R.; TREAGUST, D. F.; VAN DRIEL, J.; JONG, O. (Orgs.).
Chemical Education: Towards Research-based Practice. Dordrecht, The
Netherlands: Kluwer, 2003. 448p.
MORTIMER, E. Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências.
Belo Horizonte: UFMG, 2006. 383 p.
PETRUCCI-ROSA, M. I.; ROSSI, A. V. (OrgS.). Educação Química no Brasil:
memórias, políticas e tendências. 2. ed. Campinas: Átomo, 2012. 288p.
Disciplina:
Semestre:
Código:
7º Período
Ética
Carga horária:
Pré-requisito:
54h
Não há
Ementa:
Estudo filosófico-investigativo da ética voltado ao entendimento das questões
morais e das problemáticas contemporâneas fundamentais que envolvem a
pesquisa científica e a prática profissional.
Objetivos:
Compreender o fenômeno e o significado filosófico do ethos; identificar o caráter
filosófico da ética; analisar as estruturas da racionalidade ética e do agir moral;
indicar os pontos essenciais da crise da racionalidade moderna no âmbito da ética;
desenhar a problemática ética na contemporaneidade em suas diversas interfaces.
Bibliografia Básica:
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: abril Cultural, 1973.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
108
DUSSEL, Enrique. Ética da Libertação na Idade da Globalização e da Exclusão.
Petrópolis: Vozes, 2000.
LÉVINAS, Emanuel. Ética e infinito. Lisboa: Edições 70, 2007.
Bibliografia Complementar:
CARNEIRO, F. (org.). A moralidade dos atos científicos. Rio de Janeiro: Fiocruz,
1999.
OLIVEIRA, M. A. (Org.). Correntes fundamentais da ética contemporânea.
Petrópolis:
Vozes,
2000.
KANT, Immanuel. Fundamentação da Metafísica dos costumes. Lisboa: Edições
70,
1991.
RAWLS, John. História da Filosofia Moral. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
VAZ, H. C. L. Escritos de filosofia V: introdução à Ética Filosófica 2. São Paulo:
Loyola, 2000.
Disciplina:
Semestre:
Código:
Análise e instrumentação em Química I
7º Período
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Ter
cursado
Química Analitica 2
Ementa:
Métodos
eletroanalíticos:
Eletrogravimetria,
condutimetria,
coulometria,
potenciometria e polarografia. Métodos espectroanalíticos: colorimetria e
espectrofotometria no visível e ultravioleta, espectrofluorimetria, espectrofotometria
no infravermelho, espectroscopia de emissão atômica, espectroscopia de absorção
atômica.
Objetivos: Discutir os principais
eletroanalíticos e espectroanalíticos.
conceitos
relacionados
aos
métodos
Bibliografia Básica:
SKOOG. D. A. and LEARY, J. J. Principles of Instrumental Analysis, 4th. ed. New
York: Saunderes College Publishing, 1991.
SKOOG, D. A.; WEST, D. M.; HOLLER, F. J.; CROUCH, S. R. Fundamentos de
Química Analítica. São Paulo: Pioneira, 2006.
HARRIS, D. C.; Análise Química Quantitativa, 5ª ed. Trad: Carlos A. S. R. e
Alcides W. S. Guarino. Rio de Janeiro: LTC, 2001.
Bibliografia Complementar:
GONÇALVES, Maria de L. S. S. Métodos Instrumentais de Análise de Soluções,
2ª ed. Lisboa: Fundação Caloustre Goubenkian, 1990.
Disciplina:
Semestre:
Código:
Ementa:
7° Período
Estágio Supervisionado 3
Carga horária:
100h
Pré-requisito:
Estágio 2
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
109
Sistematização da intervenção do estágio na ÁREA ESPECÍFICA no Ensino
Fundamental, através da construção e desenvolvimentos de Projetos de
intervenção na escola campo de estágio, objetivando identificar e vivenciar
problemas enfrentados pelo professor nos momentos de ensino aprendizagem e
formas adequadas para solucioná-los.
Objetivos: Proporcionar a ação-reflexão sobre a prática pedagógica na área
específica.
Bibliografia Básica:
BIANCHI, Ana Cecília; ALVARENGA, Marina; BIANCHI, Roberto. Orientação para
Estágio em Licenciatura. São Paulo: Pioneira Thomson, 2005.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
PICONEZ, Stela C. Bertholo. A Prática de Ensino e o Estágio Supervisionado.
12ª ed. São Paulo: Papirus, 2002. (Coleção Magistério: formação e trabalho
pedagógico).
PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e docência. São
Paulo: Cortez, 2008. (Coleção docência em formação: série saberes pedagógicos).
_____. O Estágio na Formação de Professores. 6ª ed. São Paulo: Cortez, 2006.
Bibliografia Complementar:
ANDRÉ, Marli; OLIVEIRA, Maria R. N. Alternativas no ensino de didática.
Campinas, SP: Papirus, 1997.
CANDAU, Vera. Didática em questão. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1986.
MASETTO, Marcos. Didática: a aula como centro. São Paulo: FTD, 1996.
VEIGA, Ilma P. A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
Disciplina:
Semestre:
Código:
7º Período
Química Orgânica Experimental
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Química Orgânica 1
Ementa:
Normas de segurança e estudo e aplicação das principais técnicas de isolamento,
purificação e caracterização de compostos orgânicos. Exploração da reatividade
dos compostos orgânicos.
Objetivos:
Explorar conceitos relacionados às principais técnicas de isolamento, purificação e
caracterização de compostos orgânicos.
Bibliografia Básica:
ENGEL, R. G.; KRIZ, G. S.; LAMPMAN, G. M.; PAVIA, D. L. Química Orgânica
Experimental – Técnica de pequena escala, 3a edição, Cengage Learning, 2012.
SILVERSTEIN, R. M.; WEBSTER, F. X., KIEMLE, D. J., Identificação
Espectrométrica de Compostos Orgânicos, 7° ed., LTC, 2006.
PAVIA, D. L.; LAMPMAN., G. M.; KRIZ, G. S., VYVYAN, J. R., Introdução à
espectroscopia, 4° ed., Cengage Learning, 2013.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
110
VOGEL, A. I., Vogel’s Textbook of Practical Organic Chemistry, Longman
Scientific and Technical, 5° ed. 1989.
Bibliografia Complementar:
KLEIN, D. Química Orgânica vol. 1 e 2, 2ª edição, grupo GEN, 2016.
SOLOMONS, T. W. G. FRYHLE, C. B., Química Orgânica vol 1 e 2, 10ª edição,
LTC, Livros Técnicos e Científicos Editora, 2012.
VOLLHARDT, K. P. C., SCHORE, N. E. Química Orgânica – Estrutura e Função,
Bookman, 6 Ed. 2013.
Disciplina:
Semestre:
Código:
7º
Período
Evento - Simpósio de Química de Alagoas
Carga horária: 31h
Pré-requisito:
Ementa:
Organização de evento científico. Realização de palestras, debates, mesas
redondas, oficinas e minicursos relacionados à discussão de temas transversais a
química e ao ensino de química.
Objetivo:
Realizar a divulgação das ciências, demonstrar a interdisciplinaridade, despertar o
interesse dos estudantes e motivá-los a concluir sua formação, além incentivar a
troca de experiências e de apresentar os avanços mais recentes em cada área da
Química, ensino de Química e das Ciências em geral.
Bibliografia Básica:
Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola, Química Nova na Escola,
SBQ. Periodicidade anual. Início: 2008.
BARROS, A. A., BARROS, E. B. P., Coleção Química no Cotidiano, SBQ, 2010.
TRO, N. J. Chemistry in focus: a molecular view of our world, 6 ed. Boston,
MA: CENGAGE Learning, 2016.
Bibliografia Complementar:
FILGUEIRAS, C. A. L. Lavoisier e o Estabelecimento da Química Moderna.
São Paulo: Editora Odysseus, 2002.
FILGUEIRAS, C. A. L. Origens da Química no Brasil. 1a. ed. Campinas, 2015.
MATTHEWS, M. R. (Org.). International handbook of research in history,
philosophy and science teaching. 1ed. Dordrecht: Springer, 2014.
VANIN, J. A. Alquimistas e químicos: o passado, o presente e o futuro, 2ª ed.
São Paulo: Moderna, 2006.
100 years of physical chemistry : a collection of landmark papers. Cambridge:
Royal Society of Chemistry, 2003.
Disciplina:
Semestre:
Análise e Instrumentação em Química 2
8º Período
Carga horária:
54 h
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
111
Código:
Pré-requisito:
Ter
cursado
Química Orgânica 2
e
Orgânica
Experimental
Ementa:
Princípios Gerais da Espectroscopia, Infravermelho (IV), Ultravioleta e visível (UVVIS), Ressonância Magnética Nuclear (RMN) de Hidrogênio (RMN 1H) e Carbono
13 (RMN 13C) e Espectrometria de massa (EM).
Objetivos:
Discutir os principais conceitos relacionados aos métodos espectroscópicos de
identificação de substâncias orgânicas, bem como aplicar os conceitos na resolução
de problemas teórico-práticos.
Bibliografia Básica:
PAVIA, D. L., LAMPMAN G. M., KRIZ, G. S., VYVYAN, J. R., Introdução à
Espectroscopia – tradução da 4a edição norte-americana, Cengage Learning –
2013.
SILVERSTEIN, R. M., BASSLER, G. C., MORRILL, T. C., Identificação
Espectrométrica de Compostos Orgânicos, 7a ed. Gen-LTC, 2012
WILLIANS, H. AND FLEMING., I. Spectroscopic Methods in Organic Chemistry,
4a ed. London: McGraw-Hill, 1987.
Spectral Database for Organic Compounds, SDBS, online. (http://sdbs.db.aist.go.jp)
Bibliografia Complementar:
SOLOMONS, T. W. G. FRYHLE, C. B., Química Orgânica vol 1 e 2, 10ª edição,
LTC, Livros Técnicos e Científicos Editora, 2012.
CLAYDEN J., GREEVES, N. WARREN, S., Organic Chemistry, Oxford University
Press, Oxford, 2º Ed. 2012.
JACKMAN, L. M., STERNHELL, S. Nuclear Magnetic Resonance Spectroscopy
in Organic Chemistry, 2nd ed. New York: Pergamon Press, 1969.
NAKANISHI, K., SOLOMON, P. H., Infrared Absorption Spectroscopy, 2nd ed.
San Francisco: Holden Day, 1977.
Disciplina:
Semestre:
Código:
Metodologia para o ensino de química 2
8º Período
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Ter cursado Met.
para o ensino de
química 1
Ementa:
Ensino de química para a cidadania: abordagens para a promoção da alfabetização
científica. Interdisciplinaridade e ensino de química. Aspectos cognitivos e emotivos
do ensino de química: química como ferramenta do pensar, do agir e do sentir.
Multimídia e recursos digitais. Recursos e materiais de ensino para uma formação
holística.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
112
Objetivos:
Propiciar aprofundamento teórico-metodológico das práticas pedagógicas em
ensino de química, ampliando conhecimentos sobre o planejamento didáticopedagógico.
Bibliografia Básica:
MALDANER, O. A. Formação Inicial e Continuada de Professores de Química:
Professores/Pesquisadores. 4ª ed. Ijuí: Ed. UNIJUÍ, 2013. 424p.
CACHAPUZ, A.; GIL-PÉREZ, D.; CARVALHO, A. M. P.; PRAIA, J.; VILCHES, A. A
necessária renovação do ensino das ciências. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2011.
GIORDAN, M. Computadores e linguagens nas aulas de ciências: uma
perspectiva sociocultural para compreender a construção de significados. Ijuí - RS:
Editoria da UNIJUÍ, 2008. v. 1. 325p.
Bibliografia Complementar:
MORTIMER, E. Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências.
Belo Horizonte: UFMG, 2006. 383p.
GILBERT, J. K.; TREAGUST, D. F. Multiple Representations in Chemical
Education. Berlin Heidelberg: Springer, 2009. 367p.
GALIETA, T.; GIRALDI, P. M.. (Org.). Linguagens e discursos na educação em
ciências. 1ed.Rio de aneiro: Multifoco, 2014.
Química Nova na Escola - Periódico da Sociedade Brasileira de Química (acesso
aberto).
POZO, J. I.; CRESPO, M. A. G. A Aprendizagem e o Ensino de Ciências: do
conhecimento cotidiano ao conhecimento científico. 5ª Ed. Porto Alegre: Artmed,
2009.
Química Nova na Escola - Periódico da Sociedade Brasileira de Química (acesso
aberto).
Disciplina:
Semestre:
Código:
8º Período
Estágio Supervisionado 4
Carga horária:
100h
Pré-requisito:
Estágio 3
Ementa:
Sistematização da intervenção do estágio na ÁREA ESPECÍFICA no Ensino Médio,
através da construção e desenvolvimentos de Projetos de intervenção na escola
campo de estágio, objetivando identificar e vivenciar problemas enfrentados pelo
professor nos momentos de ensino aprendizagem e formas adequadas para
solucioná-los.
Objetivos: Proporcionar a ação-reflexão sobre a prática pedagógica na área
específica.
Bibliografia Básica:
BIANCHI, Ana Cecília; ALVARENGA, Marina; BIANCHI, Roberto. Orientação para
Estágio em Licenciatura. São Paulo: Pioneira Thomson, 2005.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
113
PICONEZ, Stela C. Bertholo. A Prática de Ensino e o Estágio Supervisionado.
12ª ed. São Paulo: Papirus, 2002. (Coleção Magistério: formação e trabalho
pedagógico).
PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e docência. São
Paulo: Cortez, 2008. (Coleção docência em formação: série saberes pedagógicos).
_____. O Estágio na Formação de Professores. 6ª ed. São Paulo: Cortez, 2006.
Bibliografia Complementar:
ANDRÉ, Marli; OLIVEIRA, Maria R. N. Alternativas no ensino de didática.
Campinas, SP: Papirus, 1997.
CANDAU, Vera. Didática em questão. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1986.
MASETTO, Marcos. Didática: a aula como centro. São Paulo: FTD, 1996.
VEIGA, Ilma P. A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
Disciplina:
Semestre:
Código:
Modelos e modelagens em Ensino de Química
8º Período
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Não há
Ementa:
Modelos: concepções e funções. Modelos como ferramentas do pensamento
científico. Modelos como materiais didáticos para o ensino de química: objetos
virtuais e objetos manipuláveis. Construção e uso de modelos para o ensino.
Objetivos:
(Re)conhecer o papel dos modelos na ciência e sua função didática na química,
bem como fomentar a produção de materiais que possam ter função de desenvolver
o raciocínio abstrato de estudantes em estágio inicial da aprendizagem em química.
Proporcionar a integração com disciplinas deste ou de períodos anteriores do curso.
Bibliografia Básica:
FRANCISCO JUNIOR, W. E. Analogias e situações problematizadoras no
ensino de ciências. São Carlos: Pedro & João editores, 2010.
GILBERT, J. K.; JUSTI, R. Modelling-based Teaching in Science Education. 1.
ed. Cham: Springer, 2016. 264p.
GILBERT, J. K.; JUSTI, R. Modelling-based Teaching in Science Education.
Gewerbestrasse: Springer, 2016. 264p.
Bibliografia Complementar:
CLEMENT, J. Creative Model Construction in Scientists and Students: The Role
of Imagery, Analogy, and Mental Simulation. Dordrecht: Springer, 2008.
KHINE, M. S.; SALEH, I. M. Models and Modeling: Cognitive Tools for Scientific
Enquiry.
Dordrecht:
Springer,
2011.
MERINO, C.; ARELLANO, M.; AGUSTÍN ADÚRIZ-BRAVO, A. Avances en
Didáctica de la Química: modelos y linguajes. Valparaiso: Ediciones Universitarias
de
Valparaíso,
2014.
Artigos de periódicos especializados em educação em ciências.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
114
Disciplina Projeto de Extensão: O Uso das Tecnologias Digitais no Ensino de
:
Química: criação e planejamento
Semestre 8º Período
Carga horária:
54h
Código:
Pré-requisito:
Não há
Ementa:
Identificação de objetos educacionais digitais no ensino de Química. Criação e
planejamento de novas ferramentas digitais facilitadoras para o ensino: jogos
digitais, simulações, entre outros.
Objetivo:
Estimular e promover metodologias alternativas para as aulas de química; buscar,
criar e explorar o uso de recursos digitais para trabalhar os conceitos relacionados
a química; preparar os estudantes para a aplicação de plataformas digitais de
ensino.
Bibliografia Básica:
SANCHO, J. M. De tecnologias da Informação e Comunicação a Recursos
Educativos. In: SANCHO, J. M.;HERMÁNDEZ, F. Tecnologias para transformar a
Educação. Porto Alegre: Artmed, 2006.
MERCADO, L. P. L. Novas tecnologias na educação: reflexões sobre a prática.
Maceió: EDUFAL, 2002.
LEITE, B. S. Tecnologias no ensino de Química: teoria e prática na formação
docente. 1ª ed. Curitiba: Appris, 2015.
Bibliografia Complementar:
LIMA, ER; MOITA, F.M. A tecnologia no ensino de química: jogos digitais como
interface metodológica. 1 ed. Campina Grande. Eduepb, 2011.
KENSKI, V.M. Educação e tecnologias o novo ritmo da informação. 8 ed.
Campinas, São Paulo, 2012.
PRIMO, A.. Avaliação em processos de educação problematizadora online. In:
Silva, M.; Santos, E. (Org.). Avaliação da aprendizagem em educação online. São
Paulo: Loyola,2006.
KENSKI, V. M. Tecnologias e ensino presencial e a distância. Campinas: Ed.
Papirus, 2004.
Artigos sobre tecnologias digitais no ensino de química em periódicos
especializados e gratuitos em ensino de ciências/química.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
115
Disciplina:
Semestre:
Código:
Espaços não-formais no ensino de Química
9º Período
Carga horária:
36h
Pré-requisito:
Não há
Ementa:
Espaços educativos formais e não-formais; O papel dos espaços não-formais no
ensino e divulgação da química; Exposições científicas e feiras de ciências como
espaços não-formais de educação química: concepção, avaliação e planejamento;
Execução e avaliação de atividade educativa não-formal para divulgação científica.
Objetivos:
Ampliar o interesse pela ciência e o processo formativo a partir da compreensão do
papel dos espaços educativos não-formais e da divulgação científica. Proporcionar
a Integração com outras disciplinas do curso e a criação de atividades de divulgação
para a comunidade.
Bibliografia Básica:
FRANCISCO, W. Feira de ciências: múltiplas possibilidades para o ensino. 1. ed.
Saarbrücken: Novas Edições Acadêmicas, 2016. 220p.
MARANDINO, M.; CONTIER, D. (Org.). Educação não Formal e Divulgação em
Ciência: da produção de conhecimento às ações de formação. 1. ed. São Paulo:
GEENF/FEUSP/INCTTOX, 2015. 106p.
MARANDINO, M.; BIZERRA, A. F.; NAVAS, A. M.; FARES, D. C.; MONACO, L. M.;
MARTINS, L. C.; GARCIA, V. A. R.; SOUZA, M. P. C. Educação em museus: a
mediação em foco. 1. ed. São Paulo: Pró-Reitoria Cultura e Extensão USP e
GEENF/FEUSP, 2008. v. 1. 36p. Disponível em:http://parquecientec.usp.br/wpcontent/uploads/2014/03/MediacaoemFoco.pdf. Acessado em: 22 fev. 2018.
Bibliografia Complementar:
MARANDINO, M.; MONACO, L. M.; LOURENÇO, M. F.; RODRIGUES, J.; RICCI,
F. P. A Educação em Museus e os Materiais Educativos. 1. ed. São Paulo:
GEENF/USP, 2016. v. 1. 48p. Disponível em:http://www.geenf.fe.usp.br/v2/wpcontent/uploads/2016/08/A-Educa%C3%A7%C3%A3o-em-Museus-e-os-MateriaisEducativos.pdf. Acessado em: 22 fev. 2018.
MASSARANI, L. (Org.). Workshop Sul-Americano & Escola de Mediação em
Museus e Centros de Ciência. Rio de Janeiro: Museus da Vida / Casa de Oswaldo
Cruz
/
Fiocruz,
2008.
144p.
Disponível
em:http://szb.org.br/blog/conteudos/bibliografias/02-educacaoambiental/workshop-sul-americano-escola-de-mediacoes-em-museus-e-centro-deciencias.pdf. Acessado em: 22 fev. 2018.
Artigos sobre divulgação científica e espaços educativos-não formais em periódicos
especializados e gratuitos em ensino de ciências/química.
Disciplina:
Semestre:
Código:
9º Período
Bioquímica
Carga horária:
Pré-requisito:
36h
Química Orgânica
1
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
116
Ementa:
Água, Aminoácidos, Peptídeos e Proteínas, Estrutura Tridimensional de Proteínas,
Função Protéica, Enzimas, Carboidratos, Nucleotídeos e Ácidos Nucleicos,
Tecnologias da Informação com Base no DNA, Lipídeos e Membranas Biológicas
de Transporte.
Objetivos:
Proporcionar uma visão geral da Bioquímica, através de seus conceitos básicos de
estrutura e função dos principais componentes moleculares das células e de
compostos químicos biologicamente importantes.
Bibliografia Básica:
NELSON, D. L., COX, M. M., Princípios de Bioquímica de Lehninger. 6a. ed.
Artmed, 2014.
VOET, J. G.; VOET, D.; PRATT, C. W. Fundamentos de bioquímica. 4° ed.,
Artmed, 2013.
BERG, J. M.; TYMOCZKO, J. L.; STRYER, L.,M. Fundamentos de bioquímica;
Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2004.
Biografia Complementar
BARROS, A. A., BARROS, E. B. P., Coleção Química no Cotidiano, SBQ, 2010.
RODWELL ; M., ROBERT K.; GRANNER, D. K.; MAYES, PETER A.. Bioquímica,
9ª ed. São Paulo: Atheneu, 2002.
MACEDO, G. A.; PASTORE, G. M. Bioquímica experimental de alimentos. São
Paulo: Varela, 2005.
MARZOCCO, A., TORRES, B.B., Bioquímica básica, 3° ed. Guanabara-Koogan,
2007.
CAMPBELL, M. K. Bioquímica. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
Disciplina:
Semestre:
Código:
Práticas interdisciplinares em ensino de ciências
9º Período
Carga horária:
36h
Pré-requisito:
Estar cursando
Bioquímica
Ementa:
Bioquímica como campo interdisciplinar. A interdisciplinaridade no ensino.
Proteínas, carboidratos, lipídeos e ácidos nucleicos como temas para o ensino
interdisciplinar (Química, Biologia, História e Saúde). Ensino Água, Aminoácidos,
Peptídeos e Proteínas, Estrutura Tridimensional de Proteínas, Função Protéica,
Enzimas, Carboidratos, Nucleotídeos e Ácidos Nucleicos,
Tecnologias da
Informação com Base no DNA, Lipídeos e Membranas Biológicas de Transporte.
Objetivos:
Favorecer a compreensão de conceitos básicos de Bioquímica e estimular o
desenvolvimento de práticas pedagógicas interdisciplinares que relacionem a
estrutura e função das macromoléculas na Biologia, História e Saúde Humana.
Bibliografia Básica:
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
117
NELSON, D. L., COX, M. M., Princípios de Bioquímica de Lehninger. 6a. ed.
Artmed, 2014.
FAZENDA, I. Interdisciplinaridade: História, Teoria e Pesquisa. 20ª Ed.
Campinas: Papirus, 2017.
BARROS, A. A., BARROS, E. B. P., Coleção Química no Cotidiano, SBQ, 2010.
Biografia Complementar
RODWELL ; M., ROBERT K.; GRANNER, D. K.; MAYES, PETER A.. Bioquímica,
9ª ed. São Paulo: Atheneu, 2002.
BELTRAN, M. H. R.; TRINDADE, L. S. P. História da Ciência e Ensino:
Abordagens Interdisciplinares. São Paulo: Livraria da Física, 2017.
VOET, J. G.; VOET, D.; PRATT, C. W. Fundamentos de bioquímica. 4° ed.,
Artmed, 2013.
Revista de Ensino de Bioquímica – publicação de acesso livre da Sociedade
Brasileira
de
Bioquímica
e
Biologia
Molecular
(http://bioquimica.org.br/revista/ojs/index.php/REB/index)
Disciplina
Curso de Preparação para a atuação docente
Semestre 9º Período
Carga horária:
54h
Código:
Pré-requisito:
Não há
Ementa: Construção de módulos didáticos associados aos conteúdos específicos
a serem ministrados no curso de Introdução ao Estudo da Química (ACE 1);
planejamento e a execução desses módulos, bem como de outras atividades
didático-pedagógicas e de avaliação.
Objetivo:
Construir e executar atividades a serem realizadas durante a ACE 1 - Introdução ao
Estudo da Química que promovam o avanço da turma de ingressantes no curso de
química licenciatura e estudantes de nível médio.
Bibliografia Básica:
ATKINS, P.; JONES, L. Princípios de Química: questionando a vida moderna e o meio
ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2001.
MALDANER, O. A. Formação Inicial e Continuada de Professores de Química:
Professores/Pesquisadores. 4ª ed. Ijuí: Ed. UNIJUÍ, 2013. 424p.
LOZANO, D. L. P.; BARRAGÁN, I. G.; PEREZ, L. F. M. Formação de Professores
e Questões Sociocientíficas. Experiências e Desafios na Interface
Universidade-Escola. Ijuí: ed. UNIJUÍ, 2016.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
118
Bibliografia Complementar:
POZO, J. I.; CRESPO, M. A. G. A Aprendizagem e o Ensino de Ciências: do
conhecimento cotidiano ao conhecimento científico. 5ª Ed. Porto Alegre: Artmed,
2009.
SANTOS, W. L.; SCHNETZLER, R. P. Educação em Química: compromisso com
a cidadania. 4ª. Ed. Ijuí: Ed. Unijuí, 2014.
PEREZ, L. F. M. Questões sociocientíficas na prática docente: ideologia,
autonomia e formação de professores. São Paulo: Ed. UNESP, 2012.
CHASSOT, A. Alfabetização científica: questões e desafios para a educação. 7ª.
Ed. Ijuí: ed. UNIJUÍ, 2016.
CHASSOT, A. Pra que(m) é útil o ensino.4ª. Ed. Ijuí: ed. UNIJUÍ, 2018.
Disciplina Projeto de Extensão: O Uso das Tecnologias Digitais no Ensino de
:
Química: execução e avaliação
Semestre 9º Período
Carga horária:
Código:
Pré-requisito:
54h
Ementa:
Aplicação de objetos educacionais digitais no ensino de Química. Execução e
avaliação de novas ferramentas digitais facilitadoras para o ensino. Aplicação e
avaliação de plataformas digitais de ensino.
Objetivo:
Permitir a articulação entre a teoria e prática; incentivar os alunos no aprendizado
da química; Realizar a divulgação científica a partir da ampliação da percepção dos
estudantes da presença da química no cotidiano.
Bibliografia Básica:
SANCHO, J. M. De tecnologias da Informação e Comunicação a Recursos
Educativos. In: SANCHO, J. M.;HERMÁNDEZ, F. Tecnologias para transformar a
Educação. Porto Alegre: Artmed, 2006.
MERCADO, L. P. L. Novas tecnologias na educação: reflexões sobre a prática.
Maceió: EDUFAL, 2002.
LEITE, B. S. Tecnologias no ensino de Química: teoria e prática na formação
docente. 1ª ed. Curitiba: Appris, 2015.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
119
Bibliografia Complementar:
LIMA, ER; MOITA, F.M. A tecnologia no ensino de química: jogos digitais como
interface metodológica. 1 ed. Campina Grande. Eduepb, 2011.
KENSKI, V.M. Educação e tecnologias o novo ritmo da informação. 8 ed.
Campinas, São Paulo, 2012.
PRIMO, A.. Avaliação em processos de educação problematizadora online. In:
Silva, M.; Santos, E. (Org.). Avaliação da aprendizagem em educação online. São
Paulo: Loyola,2006.
KENSKI, V. M. Tecnologias e ensino presencial e a distância. Campinas: Ed.
Papirus, 2004.
Artigos sobre tecnologias digitais no ensino de química em periódicos
especializados e gratuitos em ensino de ciências/química.
Disciplina:
Semestre:
Código:
9º Período
História da Química e Ensino
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Ter cursado Cons.
e Prop. da Matéria
e Transf. da
Matéria 1
Ementa:
As artes práticas e a Alquimia: ciência no mundo antigo e medieval. Aspectos da
química pneumática e experimental no século XVII. A química como ciência
independente no século XVIII. A consolidação da química como ciência nos séculos
XVIII e XIX. A química moderna a partir do século XX. Uma história pouco
convencional da química: África e Latino-América. O papel da história da química
no ensino e seu potencial de valorização de culturas. A história da química em livros
didáticos. Possibilidades didático-pedagógicas de uso da história da química.
Objetivos:
Apresentar episódios da construção histórico-social da ciência química com ênfase
na compreensão de seu caráter humano, provisório e mutuamente influenciada e
influenciadora da sociedade, bem como construir interfaces entre a História da
Química e a prática pedagógica.
Bibliografia básica:
GOLDFARB, A. M. A. Da Alquimia à Química, 2ª ed. São Paulo: Landy, 2001.
ALFONSO-GOLDFARB, A. M.; FERRAZ, M. H. M.; BELTRAN, M. H. R. ; PORTO,
P. A. Percursos de História da Química. 1. ed. São Paulo: Livraria da Física, 2016.
BELTRAN, M. H. R.; SAITO, F. (Org.); TRINDADE, L. S. P. (Org.). História da
Ciência: tópicos atuais. São Paulo: Livraria da Física, 2010. 216p.
FILGUEIRAS, C. A. L. Lavoisier e o Estabelecimento da Química Moderna. São
Paulo: Editora Odysseus, 2002. 197p.
BOCOUM, H. (Org.). The origins of iron metallurgy in Africa new light on its
antiquity: West and Central Africa. United Nations Educational, Scientific and
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
120
Cultural Organization, UNESCO: Paris. 230p. Disponível em: . Acesso em 20 fev.
2018.
Bibliografia Complementar:
BELTRAN, M. H. R.; SAITO, F.; TRINDADE, L. S. P. História da Ciência para
Formação de Professores. 1. ed. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2014.
128p.
ALFONSO-GOLDFARB, A. M. O Que é História da Ciência. 4a.. ed. São Paulo:
Brasiliense, 2004. 95p .
FILGUEIRAS, C. A. L. Origens da Química no Brasil. 1a. ed. Campinas, 2015.
500p .
MATTHEWS, M. R. (Org.). International handbook of research in history,
philosophy and science teaching. 1ed.Dordrecht: Springer, 2014.
Disciplina:
Semestre:
Código:
Química Ambiental
9º Período
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Ter
cursado
Química Analítica 2
Ementa:
Ciclos biogeoquímicos. Química dos solos, águas e atmosfera; sua dinâmica.
Poluição ambiental: prevenção e tratamento. Reações químicas e processos de
interesse para a saúde humana nas águas, no solo e na atmosfera. Legislação e
poluição ambiental. Prevenção e processos de tratamento (remediação).
Objetivo:
Compreender os processos químicos relacionados ao ambiente e sua relação com
diferentes compartimentos ambientais e discutir estratégias e ações para problemas
ambientais em nível social.
Bibliografia Básica:
BAIRD, Colin; CANN, Michael. Environmental Chemistry, 4th ed. New York: W. H.
Freeman, 2008.
MANAHAN, S.E. Fundamentals of Environmental Chemistry, 2ed. Florida: Lewis
Publishers, 2001.
ROCHA, J. C.; ROSA, A. H.; CARDOSO, A. A. Introdução à Química Ambiental,
Porto Alegre: Bookman, 2004.
BAIRD, C. Química Ambiental, 2ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2004.
Bibliografia Complementar:
SÂMIA, M. T.; GOBBI, N.; FOWLER, H., G. Análise Ambiental: Uma visão
multidisciplinar, 2ª ed. São Paulo: Editora da UNESP, 1995.
BRANCO, S. M. O meio Ambiente em Debate, Coleção Polêmica, 22ª ed. São
Paulo: Moderna, 1998.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
121
EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS ELETIVAS
Disciplina:
Semestre:
Código:
9º Período
Inglês instrumental
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Não há
Ementa:
Introdução e prática das estratégias de compreensão escrita que favoreçam uma
leitura mais eficiente e independente de textos variados.
Objetivos: Instrumentalizar o licenciando para a leitura e compreensão dos textos
em inglês.
Bibliografia Básica:
KERNERMAN, LIONEL. Password: English Dictionary for Speakers of
Portuguese, 3nd. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
PINTO, Dilce et al. Compreensão inteligente de textos. Grasping the meaning.
vls. 1 e 2. Rio de Janeiro: Ao livro técnico, 1991.
DIAS, R. Inglês Instrumental – Leitura crítica – Uma Abordagem
Construtivista. Belo horizonte: Editora da UFMG, 1990.
DAINTITH, John. Oxford Dictionary of Chemistry. 6th ed. New York: Oxford
University Press, 2008.
WERTHEIM, Jane; Oxlade, Chris; STOCKLEY, Corinne. Illustrated Dictionary of
Chemistry. USA: Usborne Books, 2008.
Bibliografia Complementar:
HORNBY, A. S. Oxford advanced learner´s dictionary, 7th ed. São Paulo: Oxford
do Brasil, 2005.
MURPHY, Raymond. Essential grammar in use: a self-study reference and
practice book for elementary students of English. Great Britain, Cambridge,
1990.
Obs.: A bibliografia será enriquecida de textos de divulgação científica, extratos de
textos científicos e jornalísticos e de explicações gramaticais, acrescentando-se
ainda tarefas elaboradas com o fim de explorar o conteúdo lingüístico dos textos
selecionados para as aulas.
Disciplina:
Semestre:
Código:
8º Período
Tópicos em química computacional
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
não há
Ementa:
Evolução dos computadores. Construção de modelos moleculares e sua
visualização no computador. Manipulação de estruturas químicas no computador.
Coordenadas cartesianas e matriz Z. Superfície de energia potencial. Fundamentos
básicos de métodos computacionais aplicados à Química. Noções básicas de
mecânica molecular e método semi-empírico. Noção de espaço químico e
similaridade. Utilização de bancos de dados de compostos químicos. Método de
docking molecular. Softwares utilizados em química computacional.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
122
Experimentação: Serão realizadas práticas de otimização de estruturas químicas,
análise conformacional de compostos orgânicos, determinação de propriedades
termodinâmicas, visualização de proteínas e cálculos de docking molecular.
Objetivos:
Introduzir ferramentas computacionais que possam ser utilizadas na elaboração de
modelos moleculares para melhor compreensão da estrutura da matéria em
diversas áreas da química. Fornecer ferramentas que possam permitir ao egresso
o desenvolvimento de atividades experimentais em sala de aula com o auxílio do
computador através da utilização de software livre.
Bibliografia Básica:
LEACH, Andrew R. Molecular Modeling, Principles and Applications, New York:
Longman, 1996.
CRAMER, C. J. Essentials of Computational Chemistry, Theories and Models,
2nd ed. New York, Wiley, 2004.
ENGEL, R. G, KRIZ, G. S., LAMPMAN, G. M., PAVIA, D. L. Química Orgânica
Experimental: Técnicas de Pequena Escala. 3a ed. São Paulo: Cengage
Learning, 2012.
Bibliografia Complementar:
GRANT, G. H.; RICHARDS, W. G. Computational Chemistry. Oxford: Oxford
University Press, 1995.
JENSEN, F. Introduction to Computational Chemistry, 2nd ed. New York: Wiley,
2006.
YOUNG, David. Computational Chemistry: A practical guide for applying
techniques to real world problems. New York: Wiley-Interscience, 2001.
Disciplina:
Semestre:
Código:
8º Período
Físico-Química 4
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Ter cursado FísicoQuímica 2
Ementa:
O estado sólido: classificação cristalina, métodos experimentais de determinação
de estrutura, tipos de cristais. O estado líquido: estrutura de líquidos, viscosidade,
tensão superficial, difusão, cristais líquidos.
Objetivo:
Possibilitar ao aluno um melhor compreensão da estrutura da matéria.
Bibliografia Básica:
ATKINS, P.; de PAULA, J. Físico-Química, vols. 1 e 2, 9ª ed. Rio de Janeiro: LTC,
2012.
CHANG, RAYMOND. Físico-Química para as ciências químicas e biológicas.
São Paulo: McGraw-Hill, 2008.
MOORE, W.J. Físico-Química - vols. 1 e 2. São Paulo: Edusp, 1976.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
123
Bibliografia Complementar:
BALL, D. W. Físico-Química, vols. 1 e 2. São Paulo: Pioneira Thompson Learning,
2003.
McQUARRIE, D. A.; SIMON, J. D. Physical chemistry: a molecular approach.
California: University Science Books, 1997.
NETZ, P. A.; ORTEGA, G. G. Fundamentos de Físico-Química: uma abordagem
conceitual para as ciências farmacêuticas. Porto Alegre: Artmed, 2002.
McQUARRIE, Donald A. Mathematics for Physical Chemistry. New York:
University Science Books. 2008.
SHOEMAKER, D. P.; GARTLAND, C. W. Experiments in Physical Chemistry, 7th
ed, New York: McGraw-Hill; 2002.
Disciplina:
Semestre:
Código:
8º Período
Química Orgânica 3
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Química Orgânica
2
Ementa:
Álcoois, Reações em compostos carbonilados (C=O). Reações de oxidação e
redução em compostos orgânicos e organometálicos. Introdução à síntese
orgânica.
Objetivos:
Explorar a reatividade dos álcoois e dos compostos orgânicos carbonilados através
das reações de adição e substituição no carbono acílio (C=O), bem como explorar
os processos de oxirredução envolvendo compostos de carbono.
Bibliografia Básica:
KLEIN, D. Química Orgânica vol. 1 e 2, 2ª edição, grupo GEN, 2016.
VOLLHARDT, K. P. C., SCHORE, N. E. Química Orgânica – Estrutura e Função,
Bookman, 6 Ed. 2013.
SOLOMONS, T. W. G. FRYHLE, C. B., Química Orgânica vol 1, 10ª edição, LTC,
Livros Técnicos e Científicos Editora, 2012.
Bibliografia Complementar:
CLAYDEN J., GREEVES, N. WARREN, S. Organic Chemistry, Oxford University
Press, Oxford, 2º Ed. 2012.
MCMURRY, J. Química Orgânica Combo, Tradução da 7ª edição norteamericana, LTC - Livros Técnicos e Científicos Editora, 2011.
MORRISON, R. BOYD, R. Química Orgânica, 13ª edição (traduzida da 6ª ed.
original), Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1996.
ALLINGER, N. Quimica Orgânica, 2ª edição, LTC - Livros Técnicos e Científicos
Editora, Rio de Janeiro 1976.
BARROS, A. A., BARROS, E. B. P., Coleção Química no Cotidiano, SBQ, 2010.
Disciplina:
Semestre:
8º Período
Síntese Orgânica Aplicada
Carga horária:
54h
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
124
Código:
Pré-requisito:
Ter cursado
Química Orgânica
2 e Bioquímica
Ementa:
Introdução ao estudo da síntese orgânica aplicada à preparação de substâncias
bioativas.
Objetivos: Desenvolver o raciocínio em síntese orgânica. Explorar o uso de
metodologias de síntese orgânica aplicada a síntese de fármacos e materiais.
Explorar a reatividade das principais classes de compostos orgânicos.
Bibliografia Básica:
KLEIN, D. Química Orgânica vol. 1 e 2, 2ª edição, grupo GEN, 2016.
SOLOMONS, T. W. G. FRYHLE, C. B., Química Orgânica vol 1 e 2, 10ª edição,
LTC, Livros Técnicos e Científicos Editora, 2012.
CAREY, F. A., SUNDBERG, R. J. Advanced Organic Chemistry: Part A and B:
Structure and Mechanisms, 5th. ed. Springer, 2007.
Bibliografia complementar:
DE SOUZA, M. V. N. Estudo da Síntese Orgânica baseado em substâncias
bioativas. Ed. Átomo, 2010.
PINHO E MELO, T. M. V. D., Mecanismos de reações orgânicas, Ed. Lidel, 2005.
CLAYDEN J., GREEVES, N. WARREN, S. Organic Chemistry, Oxford University
Press, Oxford, 2º Ed. 2012.
Disciplina:
Semestre:
Código:
Introdução a química dos fármacos.
8º Período
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Ter cursado Quim.
Orgânica
2
e
Bioquímica
Ementa:
Histórico e principais descobertas, principais classes de medicamentos,
planejamento racional de fármacos, conceitos e exemplos.
Objetivos: Explorar as propriedades e a reatividade das principais classes de
fármacos. Compreender as bases moleculares da química dos fármacos.
Bibliografia Básica:
BARREIRO, E. J; FRAGA, C. A. M. Química Medicinal – As bases moleculares
da ação dos fármacos, 3a edição, ARTMED, 2012.
KLEIN, D. Química Orgânica vol. 1 e 2, 2ª edição, grupo GEN, 2016.
DE SOUZA, M. V. N. Estudo da Síntese Orgânica baseado em substâncias
bioativas. Ed. Átomo, 2010.
Bibliografia Complementar:
CLAYDEN J., GREEVES, N. WARREN, S. Organic Chemistry, Oxford University
Press, Oxford, 2º Ed. 2012.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
125
SILVERMAN, R. B., HOLLADAY, M. W., The Organic Chemistry of Drug Design
and Drug Action, 3th ed., Academic Press, 2014
Disciplina:
Semestre:
Código:
8º Período
Tópicos em catálise
Carga horária:
54h
Pré-requisito:
Ementa:
Fundamentos de catálise, catálise homogênea e organometálica, catálise
heterogênea, aplicações em catálise.
Objetivos:
Dar ao aluno uma visão geral sobre catálise através de seus principais conceitos
básicos e aplicações; fazer com que o aluno desenvolva o raciocínio químico
(estrutura e reatividade), bem como resolver problemas elementares de catálise e
tenha uma visão industrial do processo de catálise.
Bibliografia Básica:
SHRIVER, D. F.; ATKINS P. W., Química Inorgânica, Porto Alegre: Bookman, 2003
BARROS, H. L. C.; Química Inorgânica: uma Introdução. Belo Horizonte: Editora
da UFMG, 1992.
LEE, J. D., Química Inorgânica não tão concisa, São Paulo: Edgard Blucher,2000.
Bibliografia Complementar
FIGUEIREDO, J. L.; RIBEIRO, F. R. Catálise Heterogênea. Fundação Lacouste
Gulbenkian, 1990.
PARSHALL, GEORGE W., : ITTEL, STEVEN D.
HOMOGENEOUS
CATALYSIS.
Second Edition. Ed. John Wiley Professio, 1992.
MAHAN, B. H. Química um curso universitário, São Paulo: Edgard Blucher,
1986.
REMOLO CIOLA. Fundamentos da Catálise, São Paulo: Moderna, 1981
Artigos especializados em catálise
Disciplina:
Semestre:
Código:
8º Período
Cálculo 3
Carga horária:
Pré-requisito:
72h
Ter cursado
Cálculo 2
Ementa:
Desenvolvimento da extensão natural de conceitos do cálculo diferencial e integral
de funções reais de uma variável às funções de várias variáveis. Funções de várias
variáveis, derivadas parciais, plano tangente a uma superfície, problemas de
máximo e mínimo, multiplicadores de Lagrange, equação de Laplace, equação do
calor e equação da onda. Integrais múltiplas: volume, integrais duplas e integrais
iteradas, aplicações à Química, áreas de superfícies curvas, mudança de variáveis,
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
126
jacobiano. Integrais de linha e teorema de Green: integrais de linha no plano,
independência do caminho, teorema da divergência.
Objetivos:
Aprofundar noções de funções de mais uma variável, derivadas parciais e integrais
múltiplas.
Bibliografia Básica
SWOKOWSKI, E.W. Cálculo com Geometria Analítica . São Paulo: Makron
Books, 1995.
STEWART, J. Cálculo, v1. 5ª ed. São Paulo: Thomson, 2006.
LEITHOLD, Louis. O Cálculo com Geometria Analítica, v1. 3ª ed. São Paulo:
Harbra, 1994.
SIMMONS, George F. Cálculo com Geometria Analítica, v1. 1ª ed. São Paulo:
Makron Books, 1988.
GUIDORIZZI, Hamilton Luiz. Um Curso de Cálculo, v1. 5ª ed. Rio de Janeiro: LTC,
2001.
ÁVILA, Geraldo. Funções de uma Variável, vls 1, 2 e 3. 7ª ed. Rio de Janeiro: LTC,
2003.
Bibliografia Complementar
McQUARRIE, Donald A. Mathematics for Physical Chemistry. New York:
University Science Books. 2008.
MORTIMER, Mathematics for Physical Chemistry, 3rd ed. New York: Academic
Press, 2005.
23- ANEXOS
NORMAS TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
CURSO DE QUÍMICA LICENCIATURA
Da Atividade Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
Art. 1. O TCC caracteriza-se como uma atividade acadêmica que habilita o
aluno a utilizar a metodologia científica adequada à elaboração de um trabalho de
pesquisa com temas pertinentes ao conjunto de conhecimentos obtidos no decorrer
do curso, mediante acompanhamento, orientação e avaliação docente e
compreende a elaboração de uma monografia.
Parágrafo único. O TCC deve ser orientado, preferencialmente, por um
professor do Curso de Química Licenciatura da UFAL - Campus de Arapiraca.
Orientadores de outros cursos ou unidades acadêmicas da Universidade Federal
de Alagoas (UFAL) poderão orientar o TCC, desde que atuem na área de formação
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
127
do aluno e a solicitem a orientação previamente (mínimo de 6 meses). Professores
de outras instituições poderão ser orientadores, sendo necessário enviar o
Curriculum Vitae (currículo Lattes) atualizado ao Colegiado do Curso que o avaliará
e autorizará (ou não) o pleiteante a ser orientador. O mesmo critério se aplica para
pesquisadores da UFAL.
Art. 2. O TCC é uma atividade acadêmica, individual, obrigatória, que integra
a estrutura curricular do Curso de Química Licenciatura da Universidade Federal de
Alagoas - Campus de Arapiraca. O TCC computará 39 horas.
Art. 3. O aluno do Curso de Graduação em Química Licenciatura poderá se
inscrever no TCC a partir do 6º período.
Parágrafo único. O aluno deve requerer a inscrição no TCC a partir do
preenchimento do Formulário de Inscrição, disponível na coordenação do TCC.
Art. 4. O nome do professor orientador e do tema do trabalho deverão ser
indicados no momento da inscrição.
Da Orientação
Art. 5. São obrigações do orientador: atender seu orientado, em horário
previamente fixado por ambos e comunicar ao colegiado qualquer eventual
problema com seu orientado, no sentido de saná-lo sem prejudicar o trabalho que
esteja sendo desenvolvido.
Art. 6. São obrigações do orientando: participar das reuniões convocadas
pelo orientador; cumprir os prazos fixados para entrega dos trabalhos; obedecer às
propostas e determinações apontadas pelo orientador no exercício de sua atividade
de orientação;
§ 1º Nenhum orientador poderá ser substituído sem um prévio consentimento
do mesmo e deliberação do colegiado do curso. O aluno apenas pode mudar o seu
orientador no prazo que antecede quatro meses antes da data limite para
apresentação do TCC, desde que seja julgado procedente pelo colegiado do curso.
§ 2º Havendo qualquer impedimento para continuidade do TCC o aluno e/ou
orientador devem comunicar à Coordenação de TCC, justificando o principal motivo
do impedimento.
Aprovação Final do TCC
Art. 7. Para ser aprovado no TCC o aluno deverá apresentar uma
monografia, elaborada de acordo com as normas técnicas definidas pela UFAL,
entre 30 - 40 páginas, incluindo anexos. A monografia será defendida em sessão
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
128
aberta, com duração de 30 minutos (com tolerância de dez minutos para mais ou
para menos) em data definida pelo orientador, de acordo com o calendário sugerido
pelo Colegiado do Curso. A monografia e a apresentação serão avaliadas por uma
banca examinadora e o aluno será considerado aprovado quando lhe for atribuída
uma nota superior à sete inteiros (7,00).
§ 1º O aluno e o seu orientador deverão enviar à Coordenação de TCC um
requerimento com a indicação da banca e a data da defesa da monografia, até 30
dias antes da data prevista para o encerramento do semestre letivo.
§ 2º A monografia deverá ser entregue à banca, no mínimo, 7 dias antes da
data da defesa, acompanhada de carta-convite emitida pela Coordenação de TCC.
§ 3º As sessões de defesa deverão ser marcadas, no máximo, até o último
dia do encerramento do semestre, segundo calendário acadêmico da UFAL.
§ 4º A banca será composta pelo orientador e por dois professores
universitários e/ou pesquisadores, portadores de, no mínimo, título de Mestre,
sendo obrigatória a presença de, pelo menos, um professor do curso.
§ 5º Os critérios de avaliação do TCC serão os seguintes:
a) Significado e relevância do tema;
b)
Exposição clara e objetiva, correção gramatical e utilização de
linguagem científica na redação;
c) Atendimento aos padrões e normas técnicas de produção de TCC
determinadas pela instituição;
d) Fluência, domínio do tema e coesão quando da apresentação oral.
§ 6º O aluno deverá entregar a versão corrigida da monografia até o prazo
de 15 dias corridos após a defesa.
§ 7º A nota final do TCC será lançada mediante requerimento do orientador
acompanhado da Ata da Banca Examinadora e da versão corrigida do trabalho.
Das disposições Gerais
Art. 8. A carga horária das atividades de TCC será computada como
orientação para o professor orientador.
Art. 9. Casos omissos serão julgados pelo Colegiado do Curso de
Graduação em Química Licenciatura.
Art. 10. A presente Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Das atribuições do coordenador de TCC
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
129
Art. 11. Articular-se com o Colegiado do Curso para compatibilizar diretrizes,
organização e desenvolvimento dos trabalhos;
Art. 12. Divulgar as linhas de estudo dos docentes orientadores e o número
de vagas oferecido por cada docente quando for o caso;
Art. 13. Sugerir Professores Orientadores no caso em que o discente
enfrentar dificuldades de encontrar orientador;
Art. 14. Aprovar os projetos de TCC, já analisados pelo orientador;
Art. 15. Encaminhar para o Colegiado do Curso os casos omissos e os
projetos com orientação por docente não pertencente ao curso de Química;
Art. 16. Enviar para a Coordenação do Curso, uma lista contendo os nomes
dos alunos orientandos e seus respectivos orientadores;
Art. 17. Convocar, sempre que necessário, os orientadores para discutir
questões relativas à organização, planejamento, desenvolvimento e avaliação do
TCC;
Art. 18. Coordenar, quando for o caso, o processo de substituição de
orientadores, conforme aprovação do Colegiado do Curso;
Art. 19. Comparecer às reuniões do Colegiado do Curso de Química quando
convocado;
Art. 20. Cumprir e fazer cumprir, no que lhe compete, este Regulamento;
Art. 21. Divulgar as disposições deste Regulamento e das normas que o
completam esclarecendo aos professores orientadores e aos discentes sob a sua
forma de execução;
Art. 22. Aprovar os modelos de formulários utilizados para as avaliações dos
TCC;
Art. 23. Sugerir temas para constituírem TCC, que possam contribuir para a
melhoria do ensino de Química, no contexto regional ou global, atendendo à
problemática relacionada ao Curso de Química Licenciatura;
Art. 24. Comunicar ao Professor-Orientador e aos Membros da Banca o
cancelamento de seus trabalhos caso haja comprovação de comportamento
ímprobo na elaboração da monografia;
Art. 25. Lançar ao final do período, as notas finais e as presenças, assinando
os diários de classe.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
130
Parecer CNE/CES nº 1.303/2001, aprovado em 6 de novembro de 2001.
DIRETRIZES CURRICULARES PARA CURSOS DE QUÍMICA, BACHARELADO
E
LICENCIATURA PLENA
1. PERFIL DOS FORMANDOS
1.1 O Bacharel em Química deve ter formação generalista, com domínio das
técnicas básicas de utilização de laboratórios e equipamentos, com condições de
atuar nos campos de atividades socioeconômicas que envolvam as transformações
da matéria; direcionando essas transformações, controlando os seus produtos,
interpretando criticamente as etapas, efeitos e resultados; aplicando abordagens
criativas à solução dos problemas e desenvolvendo novas aplicações e tecnologias.
1.2 O Licenciado em Química deve ter formação generalista, mas sólida e
abrangente em conteúdos dos diversos campos da Química, preparação adequada
à aplicação pedagógica do conhecimento e experiências de Química e de áreas
afins na atuação profissional como educador na educação fundamental e média.
2. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
131
2.1 Bacharel em Química
Com relação à formação pessoal
● Possuir conhecimento sólido e abrangente na área de atuação, com domínio
das técnicas básicas de utilização de laboratórios e equipamentos
necessários para garantir a qualidade dos serviços prestados e para
desenvolver e aplicar novas tecnologias, de modo a ajustar-se à dinâmica do
mercado de trabalho.
● Possuir habilidade suficiente em Matemática para compreender conceitos de
Química e de Física, para desenvolver formalismos que unifiquem fatos
isolados e modelos quantitativos de previsão, com o objetivo de compreender
modelos probabilísticos teóricos, e de organizar, descrever, arranjar e
interpretar resultados experimentais, inclusive com auxílio de métodos
computacionais.
● Possuir capacidade crítica para analisar de maneira conveniente os seus
próprios conhecimentos; assimilar os novos conhecimentos científicos e/ou
tecnológicos e refletir sobre o comportamento ético que a sociedade espera
de sua atuação e de suas relações com o contexto cultural, socioeconômico
e político.
● Saber trabalhar em equipe e ter uma boa compreensão das diversas etapas
que compõem um processo industrial ou uma pesquisa, sendo capaz de
planejar, coordenar, executar ou avaliar atividades relacionadas à Química
ou a áreas correlatas.
● Ser capaz de exercer atividades profissionais autônomas na área da Química
ou em áreas correlatas.
● Ter interesse no auto-aperfeiçoamento contínuo, curiosidade e capacidade
para
estudos
extra-curriculares
individuais
ou
em
grupo,
espírito
investigativo, criatividade e iniciativa na busca de soluções para questões
individuais e coletivas relacionadas com a Química.
● Ter formação humanística que lhe permita exercer plenamente sua cidadania
e, enquanto profissional, respeitar o direito à vida e ao bem-estar dos
cidadãos.
Com relação à compreensão da Química
● Compreender os conceitos, leis e princípios da Química.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
132
● Conhecer as propriedades físicas e químicas principais dos elementos e
compostos
químicos
que
possibilitem
entender
e
prever
o
seu
comportamento físico-químico e aspectos de reatividade, mecanismos e
estabilidade.
● Reconhecer a Química como uma construção humana e compreendendo os
aspectos históricos de sua produção e suas relações com os contextos
culturais, socioeconômico e político.
Com relação à busca de informação, comunicação e expressão
● Saber identificar e fazer busca nas fontes de informações relevantes para a
Química, inclusive as disponíveis nas modalidades eletrônica e remota, que
possibilitem a contínua atualização técnica, científica e humanística.
● Ler, compreender e interpretar os textos científico-tecnológicos em idioma
pátrio e estrangeiro (especialmente inglês e/ou espanhol).
● Saber interpretar e utilizar as diferentes formas de representação (tabelas,
gráficos, símbolos, expressões etc.).
● Saber comunicar corretamente os projetos e resultados de pesquisa na
linguagem científica, oral e escrita (textos, relatórios, pareceres, "posters",
internet e outros) em idioma pátrio e estrangeiro (especialmente inglês e/ou
espanhol).
Com relação ao trabalho de investigação científica e produção/controle de
qualidade
● Saber investigar os processos naturais e tecnológicos, controlar variáveis,
identificar regularidades, interpretar e proceder a previsões.
● Saber conduzir análises químicas, físico-químicas e químico-biológicas
qualitativas e quantitativas e a determinação estrutural de compostos por
métodos clássicos e instrumentais, bem como conhecer os princípios básicos
de funcionamento dos equipamentos utilizados e as potencialidades e
limitações das diferentes técnicas de análise.
● Saber realizar síntese de compostos, incluindo macromoléculas e materiais
poliméricos.
● Ter noções de classificação e composição de minerais.
● Ter noções de Química do estado sólido.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
133
● Ser capaz de efetuar a purificação de substâncias e materiais; exercendo,
planejando e gerenciando o controle químico da qualidade de matériasprimas e de produtos.
● Saber determinar as características físico-químicas de substâncias e
sistemas diversos.
● Ter noções dos principais processos de preparação de materiais para uso da
indústria química, eletrônica, óptica, biotecnológica e de telecomunicações
modernas.
● Saber elaborar projetos de pesquisa e de desenvolvimento de métodos,
produtos e aplicações em sua área de atuação.
● Possuir conhecimentos básicos do uso de computadores e sua aplicação em
Química.
● Possuir conhecimento dos procedimentos e normas de segurança no
trabalho, inclusive para expedir laudos de segurança em laboratórios,
indústrias químicas e biotecnológicas.
● Possuir conhecimento da utilização de processos de manuseio e descarte de
materiais e de rejeitos, tendo em vista a preservação da qualidade do
ambiente.
● Saber atuar em laboratório químico e selecionar, comprar e manusear
equipamentos e reagentes.
Com relação à aplicação do conhecimento em Química
● Saber realizar avaliação crítica da aplicação do conhecimento em Química
tendo em vista o diagnóstico e o equacionamento de questões sociais e
ambientais.
● Saber reconhecer os limites éticos envolvidos na pesquisa e na aplicação do
conhecimento científico e tecnológico.
● Ter curiosidade intelectual e interesse pela investigação científica e
tecnológica, de forma a utilizar o conhecimento científica e socialmente
acumulado na produção de novos conhecimentos.
● Ter consciência da importância social da profissão como possibilidade de
desenvolvimento social e coletivo.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
134
● Saber
identificar
e
apresentar
soluções
criativas
para
problemas
relacionados com a Química ou com áreas correlatas na sua área de
atuação.
● Ter conhecimentos relativos ao assessoramento, ao desenvolvimento e à
implantação de políticas ambientais.
● Saber realizar estudos de viabilidade técnica e econômica no campo da
Química.
● Saber planejar, supervisionar e realizar estudos de caracterização de
sistemas de análise.
● Possuir conhecimentos relativos ao planejamento e à instalação de
laboratórios químicos.
● Saber realizar o controle de operações ou processos químicos no âmbito de
atividades de indústria, vendas, marketing, segurança, administração pública
e outras nas quais o conhecimento da Química seja relevante.
Com relação à profissão
● Ter capacidade de disseminar e difundir e/ou utilizar o conhecimento
relevante para a comunidade.
● Ter capacidade de vislumbrar possibilidades de ampliação do mercado de
trabalho, no atendimento às necessidades da sociedade, desempenhando
outras atividades para cujo sucesso uma sólida formação universitária seja
um importante fator.
● Saber adotar os procedimentos necessários de primeiros socorros, nos
casos dos acidentes mais comuns em laboratórios químicos.
● Conhecer aspectos relevantes de administração, de organização industrial e
de relações econômicas.
● Ser capaz de atender às exigências do mundo do trabalho, com visão ética
e humanística, tendo capacidade de vislumbrar possibilidades de ampliação
do mesmo, visando atender às necessidades atuais.
2.2 Licenciado em Química
Com relação à formação pessoal
● Possuir conhecimento sólido e abrangente na área de atuação, com domínio
das técnicas básicas de utilização de laboratórios, bem como dos
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
135
procedimentos necessários de primeiros socorros, nos casos dos acidentes
mais comuns em laboratórios de Química.
● Possuir capacidade crítica para analisar de maneira conveniente os seus
próprios conhecimentos; assimilar os novos conhecimentos científicos e/ou
educacionais e refletir sobre o comportamento ético que a sociedade espera
de sua atuação e de suas relações com o contexto cultural, socioeconômico
e político.
● Identificar os aspectos filosóficos e sociais que definem a realidade
educacional.
● Identificar o processo de ensino/aprendizagem como processo humano em
construção.
● Ter uma visão crítica com relação ao papel social da Ciência e à sua natureza
epistemológica, compreendendo o processo histórico-social de sua construção.
● Saber trabalhar em equipe e ter uma boa compreensão das diversas etapas
que compõem uma pesquisa educacional.
● Ter interesse no auto-aperfeiçoamento contínuo, curiosidade e capacidade
para estudos extracurriculares individuais ou em grupo, espírito investigativo,
criatividade e iniciativa na busca de soluções para questões individuais e
coletivas relacionadas com o ensino de Química, bem como para
acompanhar
as
rápidas
mudanças
tecnológicas
oferecidas
pela
interdisciplinaridade, como forma de garantir a qualidade do ensino de
Química.
● Ter formação humanística que permita exercer plenamente sua cidadania e,
enquanto profissional, respeitar o direito à vida e ao bem estar dos cidadãos.
● Ter habilidades que o capacitem para a preparação e desenvolvimento de
recursos didáticos e instrucionais relativos à sua prática e avaliação da
qualidade do material disponível no mercado, além de ser preparado para
atuar como pesquisador no ensino de Química.
Com relação à compreensão da Química
● Compreender os conceitos, leis e princípios da Química.
● Conhecer as propriedades físicas e químicas principais dos elementos e
compostos, que possibilitem entender e prever o seu comportamento físicoquímico, aspectos de reatividade, mecanismos e estabilidade.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
136
● Acompanhar
e
compreender
os
avanços
científico-tecnológicos
e
educacionais.
● Reconhecer a Química como uma construção humana e compreender os
aspectos históricos de sua produção e suas relações com o contexto cultural,
socioeconômico e político.
Com relação à busca de informação e à comunicação e expressão
● Saber identificar e fazer busca nas fontes de informações relevantes para a
Química, inclusive as disponíveis nas modalidades eletrônica e remota, que
possibilitem a contínua atualização técnica, científica, humanística e
pedagógica.
● Ler, compreender e interpretar os textos científico-tecnológicos em idioma
pátrio e estrangeiro (especialmente inglês e/ou espanhol).
● Saber interpretar e utilizar as diferentes formas de representação (tabelas,
gráficos, símbolos, expressões, dentre outros.).
● Saber escrever e avaliar criticamente os materiais didáticos, como livros,
apostilas,
"kits",
modelos,
programas
computacionais
e
materiais
saber
comunicar
alternativos.
● Demonstrar
bom
relacionamento
interpessoal
e
corretamente os projetos e resultados de pesquisa na linguagem
educacional, oral e escrita (textos, relatórios, pareceres, "posters", internet e
outros.) em idioma pátrio.
Com relação ao ensino de Química
● Refletir de forma crítica a sua prática em sala de aula, identificando
problemas de ensino/aprendizagem.
● Compreender e avaliar criticamente os aspectos sociais, tecnológicos,
ambientais, políticos e éticos relacionados às aplicações da Química na
sociedade.
● Saber trabalhar em laboratório e saber usar a experimentação em Química
como recurso didático.
● Possuir conhecimentos básicos do uso de computadores e sua aplicação em
ensino de Química.
● Possuir conhecimento dos procedimentos e normas de segurança no
trabalho.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
137
● Conhecer teorias psicopedagógicas que fundamentam o processo de ensinoaprendizagem, bem como os princípios de planejamento educacional.
● Conhecer os fundamentos, a natureza e as principais pesquisas de ensino
de Química.
● Conhecer e vivenciar projetos e propostas curriculares de ensino de Química.
● Ter atitude favorável à incorporação, na sua prática, dos resultados da
pesquisa educacional em ensino de Química, visando solucionar os
problemas relacionados ao ensino/aprendizagem.
Com relação à profissão
● Ter consciência da importância social da profissão como possibilidade de
desenvolvimento social e coletivo.
● Ter capacidade de disseminar e difundir e/ou utilizar o conhecimento
relevante para a comunidade.
● Atuar no magistério, em nível de ensino fundamental e médio, de acordo com
a legislação específica, utilizando metodologia de ensino variada, contribuir
para o desenvolvimento intelectual dos estudantes e para despertar o
interesse científico em adolescentes; organizar e usar laboratórios de
Química; escrever e analisar criticamente livros didáticos e paradidáticos e
indicar bibliografia para o ensino de Química; analisar e elaborar programas
para esses níveis de ensino.
● Exercer a sua profissão com espírito dinâmico, criativo, na busca de novas
alternativas educacionais, enfrentando como desafio as dificuldades do
magistério.
● Conhecer criticamente os problemas educacionais brasileiros.
● Identificar no contexto da realidade escolar os fatores determinantes no
processo educativo, tais como o contexto socioeconômico, política
educacional, administração escolar e fatores específicos do processo de
ensino-aprendizagem de Química.
● Assumir conscientemente a tarefa educativa, cumprindo o papel social de
preparar os alunos para o exercício consciente da cidadania.
● Desempenhar outras atividades na sociedade, para cujo sucesso uma sólida
formação universitária seja importante fator.
3. ESTRUTURA GERAL DO CURSO
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
138
O curso poderá ser estruturado em módulos semestrais, anuais ou híbridos.
Deve-se
evitar a compartimentalização do conhecimento, buscando a integração entre os
conteúdos de Química e correlações entre a Química e áreas afins, objetivando a
interdisciplinaridade.
4. CONTEÚDOS CURRICULARES
4.1 Conteúdos Básicos
São os conteúdos essenciais, envolvendo teoria e laboratório. Dos
conteúdos básicos deverão fazer parte: Matemática, Física e Química.
Matemática: Álgebra, funções algébricas de uma variável, funções
transcendentes, cálculo diferencial e integral, seqüencias e séries, funções de
várias variáveis, equações diferenciais e vetores.
Física: Leis básicas da Física e suas equações fundamentais. Conceitos de
campo (gravitacional, elétrico e magnético). Experimentos que enfatizem os
conceitos básicos e auxiliem o aluno a entender os aspectos fenomenológicos da
Física.
Química (Teoria e laboratório): propriedades físico-químicas das substâncias
e dos materiais; estrutura atômica e molecular; análise química (métodos químicos
e físicos e controle de qualidade analítico); termodinâmica química; cinética
química; estudo de compostos orgânicos, organometálicos, compostos de
coordenação, macromoléculas e biomoléculas; técnicas básicas de laboratório.
4.2 Conteúdos Específicos
São os conteúdos profissionais essenciais para o desenvolvimento de
competências e habilidades. É a essência diferencial de cada curso. Considerando
as especificidades regionais e institucionais, a IES estabelecerá os currículos com
vistas ao perfil do profissional que deseja formar, priorizando a aquisição das
habilidades mais necessárias e adequadas àquele perfil, oferecendo conteúdos
variados, permitindo ao estudante selecionar àqueles que mais atendam as suas
escolhas pessoais dentro da carreira profissional de Químico, em qualquer das suas
habilitações. Para a Licenciatura em Química serão incluídos no conjunto dos
conteúdos profissionais os conteúdos da Educação Básica, consideradas as
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
139
Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação de Professores em nível superior,
bem como as Diretrizes Nacionais para a Educação Básica e para o Ensino Médio.
São atividades extra-classe as acadêmicas e de prática profissional
alternativas, como a realização de estágios, monitorias, programas de extensão,
participação e apresentação em congressos, publicação de artigos, e outros, às
quais serão atribuídos créditos.
4.3 Estágios e Atividades Complementares
São conteúdos complementares os essenciais para a formação humanística,
interdisciplinar e gerencial. As IES deverão oferecer um leque abrangente de
conteúdos e atividades comuns a outros cursos da instituição para a escolha dos
estudantes. Sugerem-se, para este segmento curricular, conteúdos de filosofia,
história, administração, informática, instrumental de língua portuguesa e línguas
estrangeiras, dentre outros. A elaboração de monografia de conclusão do curso será
inserida também nestes conteúdos.
Resolução CNE/CES nº 8, de 11 de março de 2002.
Estabelece as Diretrizes Curriculares para os
cursos de Bacharelado e Licenciatura em
Química.
O Presidente da Câmara de Educação Superior, no uso de suas atribuições legais
e tendo em vista o disposto na Lei 9.131, de 25 de novembro de 1995, e ainda o
Parecer CNE/CES 1.303/2001, homologado pelo Senhor Ministro de Estado da
Educação, em 4 de dezembro de 2001, resolve:
Art. 1º As Diretrizes Curriculares para os cursos de Bacharelado e Licenciatura em
Química, integrantes do Parecer 1.303/2001, deverão orientar a formulação do
projeto pedagógico do referido curso.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
140
Art. 2º O projeto pedagógico de formação profissional a ser formulado pelo curso de
Química deverá explicitar:
I - o perfil dos formandos nas modalidades bacharelado e licenciatura;
II - as competências e habilidades – gerais e específicas a serem desenvolvidas;
III - a estrutura do curso;
IV - os conteúdos básicos e complementares e respectivo s núcleos;
V - os conteúdos definidos para a Educação Básica, no caso das licenciaturas;
VI - o formato dos estágios;
VII - as características das atividades complementares; e
VIII - as formas de avaliação.
Art. 3º A carga horária dos cursos de Química deverá obedecer ao disposto na
Resolução que normatiza a oferta dessa modalidade e a carga horária da
licenciatura deverá cumprir o estabelecido na Resolução CNE/CP 2/2002,
resultante do Parecer CNE/CP 28/2001.
Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.
ARTHUR ROQUETE DE MACEDO
Presidente da Câmara de Educação Superior
Resolução nº 71/2006 - CONSUNI/UFAL, de 18 de dezembro de 2006.
Disciplina os estágios curriculares dos cursos de graduação da ufal.
CONSIDERANDO a análise e discussão promovidas pelo Fórum dos Colegiados
da Graduação, sob a Coordenação da PROGRAD/UFAL, fundamentada na Lei
Federal nº 6.494, de 07/12/1977 e regulamentada pelos Decretos nºs. 87.497, de
18/08/1982 e 89.467, de 21/03/1984;
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
141
CONSIDERANDO a apreciação e aprovação da Câmara Acadêmica do CONSUNI,
ocorrida na sessão do dia 15/12/2006, bem como o resultado das discussões
ocorridas no pleno do Conselho Universitário sobre o tema;
RESOLVE:
Art. 1º
Disciplinar, na forma desta Resolução, o funcionamento dos Estágios
Curriculares dos Cursos de Graduação da Universidade Federal de Alagoas –
UFAL.
I - Da Natureza e Objetivo do Estágio
Art. 2º O estágio curricular de caráter formativo, que pode ser obrigatório ou não
obrigatório, constitui parte dos processos de aprendizagem teórico-prática que
integram os Projetos Pedagógicos dos Cursos, sendo inerente à formação
acadêmico-profissional.
§ 1º O estágio curricular é obrigatório quando exigido em decorrência das diretrizes
curriculares dos cursos e/ou previsto nos respectivos projetos pedagógicos, como
disciplina que integraliza a estrutura curricular.
§ 2º O estágio curricular é não obrigatório quando previsto nos projetos pedagógico
dos cursos como atividade opcional à formação profissional, e/ou como parte
integrante
do
conjunto
de
possibilidades
previstas
para
as
atividades
complementares.
§ 3º O estágio curricular pressupõe planejamento, acompanhamento, avaliação e
validação pela Instituição de Ensino, em comum acordo com a instituição
concedente.
Art. 3º O estágio curricular tem como objetivo o desenvolvimento de competências
– conhecimentos teórico-conceituais, habilidades e atitudes – em situações de
aprendizagem, conduzidas no ambiente profissional, sob a responsabilidade da
Universidade e da Instituição Concedente.
Parágrafo Único. Cada Colegiado de Curso escolherá, preferencialmente dentre
os professores que o compõem, um Coordenador de Estágio, a quem caberá o
acompanhamento das atividades de estágio no âmbito do Curso.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
142
II - Das Instituições Concedentes de Estágio
Art. 4º Podem ser Instituições Concedentes de estágio curricular pessoas jurídicas
de direito público ou privado que tenham condições de proporcionar ao aluno
experiência prática na sua área de formação acadêmico-profissional.
Art. 5º O estágio curricular poderá se desenvolver nas dependências da
Universidade ou nas da Instituição Concedente de estágio.
§ 1º Quando o estágio curricular ocorrer nas dependências da Universidade, será
celebrado Termo de Responsabilidade entre os órgãos envolvidos.
§ 2º
Quando o estágio curricular ocorrer nas dependências da Instituição
Concedente, será firmado convênio onde serão especificadas as condições do
estágio e as obrigações e direitos das partes.
§ 3º Os convênios referidos no § 2º serão periodicamente avaliados, ficando sua
renovação condicionada ao atendimento dos objetivos didático-pedagógicos do
estágio curricular.
§ 4º As áreas de estágio a serem disponibilizadas pelas Instituições Concedentes
deverão ser por elas previamente cadastradas no Módulo de Gerenciamento de
Estágio – MGE do Sistema Acadêmico, sendo aprovadas ou não pelos
Coordenadores de Estágio dos Cursos de Graduação envolvidos.
§ 5º No cadastro da área de estágio, a Instituição Concedente deverá fornecer as
seguintes informações, entre outras:
I - indicação do supervisor do seu quadro de pessoal, com formação e experiência
profissional na
área de concessão do estágio, para acompanhar os alunos;
II - descrição das atividades a serem desenvolvidas pelo estagiário na instituição;
II - carga horária semanal;
III - remuneração, quando for o caso;
IV - cursos para os quais serão oferecidas vagas de estágio na área.
III - Da Documentação do Estágio
Art. 6º - Para a validade do estágio faz-se necessário, além do convênio firmado
entre a Universidade e a Instituição Concedente, a existência de:
I - plano de estágio elaborado pelo estagiário sob orientação dos supervisores da
UFAL e da Instituição Concedente, no caso de estágio obrigatório;
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
143
II - plano de atividades definido pela área de estágio cadastrada pela Instituição
Concedente, previamente aprovada pelo Coordenador de Estágio do Curso de
Graduação envolvido, no caso de estágio não obrigatório;
III - documento de encaminhamento do estagiário à Instituição Concedente, feito
pela Coordenadoria de Estágios Curriculares da Pró-Reitoria de Graduação CEC/PROGRAD, no caso de estágio não obrigatório, e pelo Coordenador de
Estágio do Curso, no caso do estágio obrigatório;
IV - termo de compromisso assinado pelo estagiário, pelo representante da
Instituição Concedente e da UFAL, em conformidade com o convênio firmado;
V - relatório de acompanhamento, avaliação e validação do estágio elaborado pela
UFAL conjuntamente com a Instituição Concedente;
VI - relatório de atividades, elaborado pelo estagiário, apresentado periodicamente
à UFAL e à Instituição Concedente de acordo com o definido no Projeto Pedagógico
de Curso;
VII - relatório de atividades, elaborado pelo estagiário, apresentado em período não
superior a 06 (seis) meses, à UFAL e à Instituição Concedente.
§ 1º Os relatórios a que se referem os incisos VI e VII deverão ficar à disposição da
fiscalização pelo período de 02 (dois) anos, contados a partir da data em que forem
apresentados.
§ 2º O Termo de Compromisso conterá os seguintes dados:
I - identificação do estagiário, número de matrícula e indicação do curso;
II - valor da bolsa mensal, quando for o caso;
III - jornada semanal a ser cumprida e período do estágio;
IV - número da apólice do seguro de acidentes pessoais e nome da companhia
seguradora.
V - menção de que o estágio não acarretará vínculo empregatício, podendo ser
remunerado ou não, e nem acumulará com outras bolsas da UFAL;
VI - identificação do professor supervisor de estágio e do supervisor de estágio na
Instituição Concedente, que deverá ser um profissional com formação e experiência
na área de concessão do estágio.
§ 3º Quando tratar-se de estágio obrigatório, o plano de estágio curricular conterá
os objetivos, a descrição das atividades, o período (início e término do estágio), o
local e caracterização da Instituição Concedente que receberá o estagiário, o
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
144
horário do estágio, o nome e a formação do supervisor de estágio, e tudo o mais
que for definido pela Coordenação de Estágio do Curso de Graduação.
§ 4º Quando tratar-se de estágio não obrigatório, será anexado ao termo de
compromisso o plano de atividades cadastrado no Módulo de Gerenciamento de
Estágio – MGE no Sistema Acadêmico.
§ 5º A Instituição Concedente, quando do desligamento do estagiário, deverá
entregar o termo de realização de estágio com a indicação resumida das atividades
desenvolvidas, do período de permanência e da avaliação de desempenho.
IV - Do Seguro de Acidentes
Art. 7º O seguro de acidentes pessoais em favor do estagiário é obrigatório.
§ 1º No caso de estágio curricular obrigatório, o pagamento do seguro será
providenciado pela UFAL ou pela Instituição Concedente;
§ 2º No caso de estágio curricular não obrigatório, o pagamento do seguro será
providenciado pela Instituição Concedente ;
§ 3º
No caso de estágio curricular administrado por Agente de Integração, a
responsabilidade pelo pagamento do seguro será deste.
V - Da Carga Horária e Período de Estágio
Art. 8º
A carga horária máxima para as atividades de estágio curricular não
obrigatório será definida pelo Conselho da Unidade Acadêmica à qual o curso
estiver vinculado, não podendo ultrapassar 30 (trinta) horas semanais, devendo
compatibilizar-se com as atividades acadêmicas e com o horário das disciplinas
curriculares do curso em que o estagiário estiver matriculado.
Art. 9º A carga horária semanal para as atividades do estágio curricular obrigatório
será definida no Projeto Pedagógico de Curso.
Art. 10. O período mínimo de estágio curricular não obrigatório será de 01 (um)
semestre, podendo ser prorrogado, a critério da Coordenação de Estágio do Curso,
por, no máximo, 03 (três) semestres.
Parágrafo único. O estágio curricular não obrigatório não poderá exceder a 04
(quatro) semestres consecutivos, na mesma Instituição.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
145
VI - Do Agente de Integração
Art. 11. A UFAL poderá utilizar, mediante convênio, os serviços de Agentes de
Integração com a finalidade de proporcionar novas oportunidades de estágio.
§ 1º A UFAL somente firmará convênios com os Agentes de Integração que se
comprometerem a providenciar a assinatura dos termos de compromisso pela
Instituição Concedente, pela UFAL, pelo aluno e pelo Agente de Integração, após
parecer favorável do Colegiado de Curso de origem do estagiário encaminhado pela
Coordenadoria de Estágios Curriculares da Pró-Reitoria de Graduação CEC/PROGRAD.
§ 2º Cabe ainda aos Agentes de Integração:
I - identificar oportunidades de estágio;
II - cadastrar as áreas de estágio e as ofertas de vagas oferecidas pelas Instituições
Concedentes;
III - imprimir e providenciar a assinatura dos termos de compromisso pela Instituição
Concedente, pela UFAL, pelo aluno e pelo Agente de Integração;
IV - providenciar o pagamento da bolsa, na hipótese de estágio remunerado;
V - contratar seguro de acidentes pessoais em favor do estagiário.
VII - Da Organização do Estágio
Art. 12. Os alunos dos cursos de graduação da UFAL, desde que regularmente
matriculados em disciplinas e com freqüência efetiva no Curso ao qual estejam
vinculados, deverão realizar o estágio curricular obrigatório, podendo, ainda,
realizar estágios curriculares não obrigatórios no caso dessas atividades serem
previstas no projeto pedagógico de seu curso.
§ 1º Durante o estágio curricular não obrigatório o aluno deverá obter aprovação
em disciplinas que perfaçam, pelo menos, 75% (setenta e cinco por cento) da carga
horária total das disciplinas nas quais esteja matriculado, sob pena de, não o
fazendo, ser desligado do Programa de Estágio durante 01 (um) período letivo.
§ 2º Havendo recuperação do rendimento escolar com aprovação em disciplinas
que compreendam 75% (setenta e cinco por cento) ou mais da carga horária total
das disciplinas em que esteja matriculado durante o período letivo subseqüente ao
desligamento, o aluno poderá retornar ao Programa de Estágio.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
146
§ 3º A Coordenação de Estágio do curso acompanhará o desempenho acadêmico
do estagiário.
Art. 13. A Universidade disponibilizará em seu portal eletrônico, através do sítio do
Sistema Acadêmico, um Módulo de Gerenciamento de Estágio – MGE, visando
acompanhar e registrar as atividades acadêmico-administrativas dos estágios
curriculares obrigatórios ou não obrigatórios, cujo gerenciamento será da
responsabilidade da Coordenadoria de Estágios Curriculares da Pró-Reitoria de
Graduação - CEC/PROGRAD.
Art. 14. A orientação, a supervisão e a avaliação acadêmica do estágio curricular,
em qualquer de suas modalidades, são atividades obrigatórias de responsabilidade
do curso de procedência do aluno, levadas a efeito do modo compartilhado com
os supervisores vinculados às Instituições Concedentes de estágio.
Art. 15. As atividades do estagiário somente poderão ter início após a assinatura
do Termo de Compromisso pelas partes envolvidas, cabendo ao Coordenador de
Estágio do Curso registrar a data correspondente no Módulo de Gerenciamento de
Estágio – MGE.
Art. 16. Junto à Pró-Reitoria de Graduação – PROGRAD/UFAL funcionará a
COMISSÃO DE ESTÁGIO CURRICULAR, órgão colegiado encarregado de, dentre
outras atribuições, promover a discussão em torno dos estágios na Universidade,
estabelecer as normas gerais para a formação de uma Política de Estágio Curricular
na UFAL, bem como promover a elaboração de um Manual de Orientação de
Estágio.
§ 1º Comporão a Comissão de Estágio Curricular:
I - 01 (um) representante e 01 (um) suplente de Coordenadores de Curso de
Graduação, por área do conhecimento (saúde, exatas, humanas, tecnológicas e
sociais) e modalidades (bacharelado e licenciatura), indicados pelo Fórum dos
Colegiados;
II - 01 (um) representante e 01 (um) suplente de discentes indicado pelo Diretório
Central dos Estudantes - DCE/UFAL;
III -
01 (um) representante da Pró-Reitoria de Gestão Institucional –
PROGINST/UFAL;
IV - 01 (um) representante da Pró-Reitoria de Extensão - PROEX/UFAL;
V - 01 (um) representante da Pró-Reitoria de Graduação - PROGRAD/UFAL;
VI - 01 (um) representante da Pró-Reitoria Estudantil - PROEST/UFAL.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
147
§ 2º A Pró-Reitoria de Graduação – PROGRAD/UFAL designará o Coordenador da
Comissão de Estágio Curricular.
Art. 17. Cada Curso de Graduação regulamentará seu próprio estágio curricular
mediante resolução elaborada e aprovada pelo Colegiado de Curso observados os
ditames da legislação específica e desta Resolução, e homologada pelo Conselho
da respectiva Unidade Acadêmica.
VIII – Das Disposições Finais
Art. 18.
A UFAL, os estudantes, as Instituições Concedentes e os Agentes
Integradores terão prazo de 06 (seis) meses , a partir da data de aprovação desta
Resolução, para a ela se adequarem.
Art. 19. Compete ao titular da PROGRAD/UFAL aprovar os termos de convênio
para oferta de estágios curriculares, depois de
apreciados pela Comissão de
Estágio Curricular de que trata o Art. 15 desta Resolução.
Art. 20. Esta Resolução entrará em vigor nesta data, revogadas as disposições
em contrário.
Sala dos Conselhos Superiores da Universidade Federal de Alagoas, em 18 de
dezembro de 2006.
Profª. Ana Dayse Rezende Dorea
Presidenta do CONSUNI/UFAL.
Resolução CNE/CP nº 2, de 1º de julho de 2015.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
CONSELHO PLENO
RESOLUÇÃO Nº 2, DE 1º DE JULHO DE 2015 (*) (**) (***)
Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a
formação
inicial
em
nível
superior
(cursos
de
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
148
licenciatura, cursos de formação pedagógica para
graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a
formação continuada.
O Presidente do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas
atribuições legais e tendo em vista o disposto na Lei nº 9.131, de 24 de novembro
de 1995, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei nº 11.494, de 20 de junho
de 2007, Lei nº 11.502, de 11 de julho de 2007, Lei nº 11.738, de 16 de julho de
2008, Lei nº 12.796, de 4 de abril de 2013, Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014,
observados os preceitos dos artigos 61 até 67 e do artigo 87 da Lei nº 9.394, de
1996, que dispõem sobre a formação de profissionais do magistério, e considerando
o Decreto nº 6.755, de 29 de janeiro de 2009, as Resoluções CNE/CP nº 1, de 18
de fevereiro de 2002, CNE/CP nº 2, de 19 de fevereiro de 2002, CNE/CP nº 1, de
15 de maio de 2006, CNE/CP nº 1, de 11 de fevereiro de 2009, CNE/CP nº 3, de 15
de junho de 2012, e as Resoluções CNE/CEB nº 2, de 19 de abril de 1999, e
CNE/CEB nº 2, de 25 de fevereiro de 2009, as Diretrizes Curriculares Nacionais da
Educação Básica, bem como o Parecer CNE/CP nº 2, de 9 de junho de 2015,
homologado por Despacho do Ministro de Estado da Educação publicado no Diário
Oficial do União de 25 de junho de 2015, e
CONSIDERANDO que a consolidação das normas nacionais para a
formação de profissionais do magistério para a educação básica é indispensável
para o projeto nacional da educação brasileira, em seus níveis e suas modalidades
da educação, tendo em vista a abrangência e a complexidade da educação de modo
geral e, em especial, a educação escolar inscrita na sociedade;
CONSIDERANDO que a concepção sobre conhecimento, educação e ensino
é basilar para garantir o projeto da educação nacional, superar a fragmentação das
políticas públicas e a desarticulação institucional por meio da instituição do Sistema
Nacional de Educação, sob relações de cooperação e colaboração entre entes
federados e sistemas educacionais;
CONSIDERANDO que a igualdade de condições para o acesso e a
permanência na escola; a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a
cultura, o pensamento, a arte e o saber; o pluralismo de ideias e de concepções
pedagógicas; o respeito à liberdade e o apreço à tolerância; a valorização do
profissional da educação; a gestão democrática do ensino público; a garantia de um
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
149
padrão de qualidade; a valorização da experiência extraescolar; a vinculação entre
a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais; o respeito e a valorização da
diversidade étnico-racial, entre outros, constituem princípios vitais para a melhoria
e democratização da gestão e do ensino;
CONSIDERANDO que as instituições de educação básica, seus processos
de organização e gestão e projetos pedagógicos cumprem, sob a legislação vigente,
um papel estratégico na formação requerida nas diferentes etapas (educação
infantil, ensino fundamental e ensino médio) e modalidades da educação básica;
_____________
(*) Resolução CNE/CP 2/2015. Diário Oficial da União, Brasília, 2 de julho de 2015 – Seção 1 – pp.
8-12.
(**) Retificação publicada no DOU de 3/7/2015, Seção 1, p. 28: Na Resolução CNE/CP nº 2, de 1º
de julho de 2015, publicada no Diário Oficial da União de 2/7/2015, Seção 1, pp. 8-12, no Art. 17, §
1º, p. 11, onde se lê: "II - atividades ou cursos de extensão, oferecida por atividades formativas
diversas, em consonância com o projeto de extensão aprovado pela instituição de educação superior
formadora;", leia-se: "III - atividades ou cursos de extensão, oferecida por atividades formativas
diversas, em consonância com o projeto de extensão aprovado pela instituição de educação superior
formadora;".
(***) Alterada pela Resolução CNE/CP nº 1, de 9 de agosto de 2017.
CONSIDERANDO a necessidade de articular as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Formação Inicial e Continuada, em Nível Superior, e as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação Básica;
CONSIDERANDO os princípios que norteiam a base comum nacional para
a formação inicial e continuada, tais como: a) sólida formação teórica e
interdisciplinar; b) unidade teoria-prática; c) trabalho coletivo e interdisciplinar; d)
compromisso social e valorização do profissional da educação; e) gestão
democrática; f) avaliação e regulação dos cursos de formação;
CONSIDERANDO a articulação entre graduação e pós-graduação e entre
pesquisa e extensão como princípio pedagógico essencial ao exercício e
aprimoramento do profissional do magistério e da prática educativa;
CONSIDERANDO a docência como ação educativa e como processo
pedagógico intencional e metódico, envolvendo conhecimentos específicos,
interdisciplinares e pedagógicos, conceitos, princípios e objetivos da formação que
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
150
se desenvolvem entre conhecimentos científicos e culturais, nos valores éticos,
políticos e estéticos inerentes ao ensinar e aprender, na socialização e construção
de conhecimentos, no diálogo constante entre diferentes visões de mundo;
CONSIDERANDO o currículo como o conjunto de valores propício à
produção e à socialização de significados no espaço social e que contribui para a
construção da identidade sociocultural do educando, dos direitos e deveres do
cidadão, do respeito ao bem comum e à democracia, às práticas educativas formais
e não formais e à orientação para o trabalho;
CONSIDERANDO a realidade concreta dos sujeitos que dão vida ao
currículo e às instituições de educação básica, sua organização e gestão, os
projetos de formação, devem ser contextualizados no espaço e no tempo e atentos
às características das crianças, adolescentes, jovens e adultos que justificam e
instituem a vida da/e na escola, bem como possibilitar a reflexão sobre as relações
entre a vida, o conhecimento, a cultura, o profissional do magistério, o estudante e
a instituição;
CONSIDERANDO que a educação em e para os direitos humanos é um
direito fundamental constituindo uma parte do direito à educação e, também, uma
mediação para efetivar o conjunto dos direitos humanos reconhecidos pelo Estado
brasileiro em seu ordenamento jurídico e pelos países que lutam pelo fortalecimento
da democracia, e que a educação em direitos humanos é uma necessidade
estratégica na formação dos profissionais do magistério e na ação educativa em
consonância com as Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos;
CONSIDERANDO a importância do profissional do magistério e de sua
valorização profissional, assegurada pela garantia de formação inicial e continuada,
plano de carreira, salário e condições dignas de trabalho;
CONSIDERANDO o trabalho coletivo como dinâmica político-pedagógica
que requer planejamento sistemático e integrado,
Resolve:
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
151
Art. 1º Ficam instituídas, por meio da presente Resolução, as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Formação Inicial e Continuada em Nível Superior de
Profissionais do Magistério para a Educação Básica, definindo princípios,
fundamentos, dinâmica formativa e procedimentos a serem observados nas
políticas, na gestão e nos programas e cursos de formação, bem como no
planejamento, nos processos de avaliação e de regulação das instituições de
educação que as ofertam.
§ 1º Nos termos do § 1º do artigo 62 da Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (LDB), as instituições formadoras em articulação com os
sistemas de ensino, em regime de colaboração, deverão promover, de maneira
articulada, a formação inicial e continuada dos profissionais do magistério para
viabilizar o atendimento às suas especificidades nas diferentes etapas e
modalidades de educação básica, observando as normas específicas definidas pelo
Conselho Nacional de Educação (CNE).
§ 2º As instituições de ensino superior devem conceber a formação inicial e
continuada dos profissionais do magistério da educação básica na perspectiva do
atendimento às políticas públicas de educação, às Diretrizes Curriculares
Nacionais, ao padrão de qualidade e ao Sistema Nacional de Avaliação da
Educação Superior (Sinaes), manifestando organicidade entre o seu Plano de
Desenvolvimento Institucional (PDI), seu Projeto Pedagógico Institucional (PPI) e
seu Projeto Pedagógico de Curso (PPC) como expressão de uma política articulada
à educação básica, suas políticas e diretrizes.
§ 3º Os centros de formação de estados e municípios, bem como as
instituições educativas de educação básica que desenvolverem atividades de
formação continuada dos profissionais do magistério, devem concebê-la atendendo
às políticas públicas de educação, às Diretrizes Curriculares Nacionais, ao padrão
de qualidade e ao Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes),
expressando uma organicidade entre o seu Plano Institucional, o Projeto Político
Pedagógico (PPP) e o Projeto Pedagógico de Formação Continuada (PPFC)
através de uma política institucional articulada à educação básica, suas políticas e
diretrizes.
Art. 2º As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial e
Continuada em Nível Superior de Profissionais do Magistério para a Educação
Básica aplicam-se à formação de professores para o exercício da docência na
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
152
educação infantil, no ensino fundamental, no ensino médio e nas respectivas
modalidades de educação (Educação de Jovens e Adultos, Educação Especial,
Educação Profissional e Tecnológica, Educação do Campo, Educação Escolar
Indígena, Educação a Distância e Educação Escolar Quilombola), nas diferentes
áreas do conhecimento e com integração entre elas, podendo abranger um campo
específico e/ou interdisciplinar.
§ 1º Compreende-se a docência como ação educativa e como processo
pedagógico intencional e metódico, envolvendo conhecimentos específicos,
interdisciplinares e pedagógicos, conceitos, princípios e objetivos da formação que
se desenvolvem na construção e apropriação dos valores éticos, linguísticos,
estéticos e políticos do conhecimento inerentes à sólida formação científica e
cultural do ensinar/aprender, à socialização e construção de conhecimentos e sua
inovação, em diálogo constante entre diferentes visões de mundo.
§ 2º No exercício da docência, a ação do profissional do magistério da
educação básica é permeada por dimensões técnicas, políticas, éticas e estéticas
por meio de sólida formação, envolvendo o domínio e manejo de conteúdos e
metodologias, diversas linguagens, tecnologias e inovações, contribuindo para
ampliar a visão e a atuação desse profissional.
Art. 3º A formação inicial e a formação continuada destinam-se,
respectivamente, à preparação e ao desenvolvimento de profissionais para funções
de magistério na educação básica em suas etapas – educação infantil, ensino
fundamental, ensino médio – e modalidades – educação de jovens e adultos,
educação especial, educação profissional e técnica de nível médio, educação
escolar indígena, educação do campo, educação escolar quilombola e educação a
distância – a partir de compreensão ampla e contextualizada de educação e
educação escolar, visando assegurar a produção e difusão de conhecimentos de
determinada área e a participação na elaboração e implementação do projeto
político-pedagógico da instituição, na perspectiva de garantir, com qualidade, os
direitos e objetivos de aprendizagem e o seu desenvolvimento, a gestão
democrática e a avaliação institucional.
§ 1º Por educação entendem-se os processos formativos que se
desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições
de ensino, pesquisa e extensão, nos movimentos sociais e organizações da
sociedade civil e nas relações criativas entre natureza e cultura.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
153
§ 2º Para fins desta Resolução, a educação contextualizada se efetiva, de
modo sistemático e sustentável, nas instituições educativas, por meio de processos
pedagógicos entre os profissionais e estudantes articulados nas áreas de
conhecimento específico e/ou interdisciplinar e pedagógico, nas políticas, na
gestão, nos fundamentos e nas teorias sociais e pedagógicas para a formação
ampla e cidadã e para o aprendizado nos diferentes níveis, etapas e modalidades
de educação básica.
§ 3º A formação docente inicial e continuada para a educação básica constitui
processo dinâmico e complexo, direcionado à melhoria permanente da qualidade
social da educação e à valorização profissional, devendo ser assumida em regime
de colaboração pelos entes federados nos respectivos sistemas de ensino e
desenvolvida pelas instituições de educação credenciadas.
§ 4º Os profissionais do magistério da educação básica compreendem
aqueles que exercem atividades de docência e demais atividades pedagógicas,
incluindo a gestão educacional dos sistemas de ensino e das unidades escolares
de educação básica, nas diversas etapas e modalidades de educação (educação
infantil, ensino fundamental, ensino médio, educação de jovens e adultos, educação
especial, educação profissional e técnica de nível médio, educação escolar
indígena, educação do campo, educação escolar quilombola e educação a
distância), e possuem a formação mínima exigida pela legislação federal das
Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
§ 5º São princípios da Formação de Profissionais do Magistério da Educação
Básica:
I - a formação docente para todas as etapas e modalidades da educação
básica como compromisso público de Estado, buscando assegurar o direito das
crianças, jovens e adultos à educação de qualidade, construída em bases científicas
e técnicas sólidas em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação Básica;
II - a formação dos profissionais do magistério (formadores e estudantes)
como compromisso com projeto social, político e ético que contribua para a
consolidação de uma nação soberana, democrática, justa, inclusiva e que promova
a emancipação dos indivíduos e grupos sociais, atenta ao reconhecimento e à
valorização da diversidade e, portanto, contrária a toda forma de discriminação;
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
154
III - a colaboração constante entre os entes federados na consecução dos
objetivos da Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da
Educação Básica, articulada entre o Ministério da Educação (MEC), as instituições
formadoras e os sistemas e redes de ensino e suas instituições;
IV - a garantia de padrão de qualidade dos cursos de formação de docentes
ofertados pelas instituições formadoras;
V - a articulação entre a teoria e a prática no processo de formação docente,
fundada no domínio dos conhecimentos científicos e didáticos, contemplando a
indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão;
VI - o reconhecimento das instituições de educação básica como espaços
necessários à formação dos profissionais do magistério;
VII - um projeto formativo nas instituições de educação sob uma sólida base
teórica e interdisciplinar que reflita a especificidade da formação docente,
assegurando organicidade ao trabalho das diferentes unidades que concorrem para
essa formação;
VIII - a equidade no acesso à formação inicial e continuada, contribuindo para
a redução das desigualdades sociais, regionais e locais;
IX - a articulação entre formação inicial e formação continuada, bem como
entre os diferentes níveis e modalidades de educação;
X - a compreensão da formação continuada como componente essencial da
profissionalização inspirado nos diferentes saberes e na experiência docente,
integrando-a ao cotidiano da instituição educativa, bem como ao projeto pedagógico
da instituição de educação básica;
XI - a compreensão dos profissionais do magistério como agentes formativos
de cultura e da necessidade de seu acesso permanente às informações, vivência e
atualização culturais.
§ 6º O projeto de formação deve ser elaborado e desenvolvido por meio da
articulação entre a instituição de educação superior e o sistema de educação
básica, envolvendo a consolidação de fóruns estaduais e distrital permanentes de
apoio à formação docente, em regime de colaboração, e deve contemplar:
I - sólida formação teórica e interdisciplinar dos profissionais;
II - a inserção dos estudantes de licenciatura nas instituições de educação
básica da rede pública de ensino, espaço privilegiado da práxis docente;
III - o contexto educacional da região onde será desenvolvido;
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
155
IV - as atividades de socialização e a avaliação de seus impactos nesses
contextos;
V - a ampliação e o aperfeiçoamento do uso da Língua Portuguesa e da
capacidade comunicativa, oral e escrita, como elementos fundamentais da
formação dos professores, e da aprendizagem da Língua Brasileira de Sinais
(Libras);
VI - as questões socioambientais, éticas, estéticas e relativas à diversidade
étnico-racial, de gênero, sexual, religiosa, de faixa geracional e sociocultural como
princípios de equidade.
§ 7º Os cursos de formação inicial e continuada de profissionais do
magistério da educação básica para a educação escolar indígena, a educação
escolar do campo e a educação escolar quilombola devem reconhecer que:
I - a formação inicial e continuada de profissionais do magistério para a
educação básica da educação escolar indígena, nos termos desta Resolução,
deverá considerar as normas e o ordenamento jurídico próprios, com ensino
intercultural e bilíngue, visando à valorização plena das culturas dos povos
indígenas e à afirmação e manutenção de sua diversidade étnica;
II - a formação inicial e continuada de profissionais do magistério para a
educação básica da educação escolar do campo e da educação escolar quilombola,
nos termos desta Resolução, deverá considerar a diversidade étnico-cultural de
cada comunidade.
Art. 4º A instituição de educação superior que ministra programas e cursos
de formação inicial e continuada ao magistério, respeitada sua organização
acadêmica, deverá contemplar, em sua dinâmica e estrutura, a articulação entre
ensino, pesquisa e extensão para garantir efetivo padrão de qualidade acadêmica
na formação oferecida, em consonância com o Plano de Desenvolvimento
Institucional (PDI), o Projeto Pedagógico Institucional (PPI) e o Projeto Pedagógico
de Curso (PPC).
Parágrafo único. Os centros de formação de estados e municípios, bem como
as instituições educativas de educação básica que desenvolverem atividades de
formação continuada dos profissionais do magistério, deverão contemplar, em sua
dinâmica e estrutura, a articulação entre ensino e pesquisa, para garantir efetivo
padrão de qualidade acadêmica na formação oferecida, em consonância com o
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
156
plano institucional, o projeto político-pedagógico e o projeto pedagógico de
formação continuada.
CAPÍTULO II
FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO
PARA EDUCAÇÃO BÁSICA: BASE COMUM NACIONAL
Art. 5º A formação de profissionais do magistério deve assegurar a base
comum nacional, pautada pela concepção de educação como processo
emancipatório e permanente, bem como pelo reconhecimento da especificidade do
trabalho docente, que conduz à práxis como expressão da articulação entre teoria
e prática e à exigência de que se leve em conta a realidade dos ambientes das
instituições educativas da educação básica e da profissão, para que se possa
conduzir o(a) egresso(a):
I - à integração e interdisciplinaridade curricular, dando significado e
relevância aos conhecimentos e vivência da realidade social e cultural, consoantes
às exigências da educação básica e da educação superior para o exercício da
cidadania e qualificação para o trabalho;
II - à construção do conhecimento, valorizando a pesquisa e a extensão como
princípios pedagógicos essenciais ao exercício e aprimoramento do profissional do
magistério e ao aperfeiçoamento da prática educativa;
III - ao acesso às fontes nacionais e internacionais de pesquisa, ao material
de apoio pedagógico de qualidade, ao tempo de estudo e produção acadêmicaprofissional, viabilizando os programas de fomento à pesquisa sobre a educação
básica;
IV - às dinâmicas pedagógicas que contribuam para o exercício profissional
e o desenvolvimento do profissional do magistério por meio de visão ampla do
processo formativo, seus diferentes ritmos, tempos e espaços, em face das
dimensões psicossociais, histórico-culturais, afetivas, relacionais e interativas que
permeiam a ação pedagógica, possibilitando as condições para o exercício do
pensamento crítico, a resolução de problemas, o trabalho coletivo e interdisciplinar,
a criatividade, a inovação, a liderança e a autonomia;
V - à elaboração de processos de formação do docente em consonância com
as mudanças educacionais e sociais, acompanhando as transformações
gnosiológicas e epistemológicas do conhecimento;
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
157
VI - ao uso competente das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC)
para o aprimoramento da prática pedagógica e a ampliação da formação cultural
dos(das) professores(as) e estudantes;
VII - à promoção de espaços para a reflexão crítica sobre as diferentes
linguagens e seus processos de construção, disseminação e uso, incorporando-os
ao processo pedagógico, com a intenção de possibilitar o desenvolvimento da
criticidade e da criatividade;
VIII - à consolidação da educação inclusiva através do respeito às diferenças,
reconhecendo e valorizando a diversidade étnico-racial, de gênero, sexual,
religiosa, de faixa geracional, entre outras;
IX - à aprendizagem e ao desenvolvimento de todos(as) os(as) estudantes
durante o percurso educacional por meio de currículo e atualização da prática
docente que favoreçam a formação e estimulem o aprimoramento pedagógico das
instituições.
Art. 6º A oferta, o desenvolvimento e a avaliação de atividades, cursos e
programas de formação inicial e continuada, bem como os conhecimentos
específicos, interdisciplinares, os fundamentos da educação e os conhecimentos
pedagógicos, bem como didáticas e práticas de ensino e as vivências pedagógicas
de profissionais do magistério nas modalidades presencial e a distância, devem
observar o estabelecido na legislação e nas regulamentações em vigor para os
respectivos níveis, etapas e modalidades da educação nacional, assegurando a
mesma carga horária e instituindo efetivo processo de organização, de gestão e de
relação estudante/professor, bem como sistemática de acompanhamento e
avaliação do curso, dos docentes e dos estudantes.
CAPÍTULO III
DO(A) EGRESSO(A) DA FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA
Art. 7º O(A) egresso(a) da formação inicial e continuada deverá possuir um
repertório
de
informações
e
habilidades
composto
pela
pluralidade
de
conhecimentos teóricos e práticos, resultado do projeto pedagógico e do percurso
formativo vivenciado cuja consolidação virá do seu exercício profissional,
fundamentado
em
princípios
de
interdisciplinaridade,
contextualização,
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
158
democratização, pertinência e relevância social, ética e sensibilidade afetiva e
estética, de modo a lhe permitir:
I - o conhecimento da instituição educativa como organização complexa na função
de promover a educação para e na cidadania;
II - a pesquisa, a análise e a aplicação dos resultados de investigações de interesse
da área educacional e específica;
III - a atuação profissional no ensino, na gestão de processos educativos e na
organização e gestão de instituições de educação básica.
Parágrafo único. O PPC, em articulação com o PPI e o PDI, deve abranger
diferentes características e dimensões da iniciação à docência, entre as quais:
I - estudo do contexto educacional, envolvendo ações nos diferentes espaços
escolares, como salas de aula, laboratórios, bibliotecas, espaços recreativos e
desportivos, ateliês, secretarias;
II - desenvolvimento de ações que valorizem o trabalho coletivo,
interdisciplinar e com intencionalidade pedagógica clara para o ensino e o processo
de ensino-aprendizagem;
III - planejamento e execução de atividades nos espaços formativos
(instituições de educação básica e de educação superior, agregando outros
ambientes culturais, científicos e tecnológicos, físicos e virtuais que ampliem as
oportunidades de construção de conhecimento), desenvolvidas em níveis
crescentes de complexidade em direção à autonomia do estudante em formação;
IV - participação nas atividades de planejamento e no projeto pedagógico da
escola, bem como participação nas reuniões pedagógicas e órgãos colegiados;
V - análise do processo pedagógico e de ensino-aprendizagem dos
conteúdos específicos e pedagógicos, além das diretrizes e currículos educacionais
da educação básica;
VI - leitura e discussão de referenciais teóricos contemporâneos
educacionais e de formação para a compreensão e a apresentação de propostas e
dinâmicas didático-pedagógicas;
VII - cotejamento e análise de conteúdos que balizam e fundamentam as
diretrizes curriculares para a educação básica, bem como de conhecimentos
específicos e pedagógicos, concepções e dinâmicas didático-pedagógicas,
articuladas à prática e à experiência dos professores das escolas de educação
básica, seus saberes sobre a escola e sobre a mediação didática dos conteúdos;
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
159
VIII - desenvolvimento, execução, acompanhamento e avaliação de projetos
educacionais, incluindo o uso de tecnologias educacionais e diferentes recursos e
estratégias didático-pedagógicas;
IX - sistematização e registro das atividades em portfólio ou recurso
equivalente de acompanhamento.
Art. 8º O(A) egresso(a) dos cursos de formação inicial em nível superior
deverá, portanto, estar apto a:
I - atuar com ética e compromisso com vistas à construção de uma sociedade
justa, equânime, igualitária;
II - compreender o seu papel na formação dos estudantes da educação
básica a partir de concepção ampla e contextualizada de ensino e processos de
aprendizagem e desenvolvimento destes, incluindo aqueles que não tiveram
oportunidade de escolarização na idade própria;
III - trabalhar na promoção da aprendizagem e do desenvolvimento de
sujeitos em diferentes fases do desenvolvimento humano nas etapas e modalidades
de educação básica;
IV - dominar os conteúdos específicos e pedagógicos e as abordagens
teórico-metodológicas do seu ensino, de forma interdisciplinar e adequada às
diferentes fases do desenvolvimento humano;
V - relacionar a linguagem dos meios de comunicação à educação, nos
processos didático-pedagógicos, demonstrando domínio das tecnologias de
informação e comunicação para o desenvolvimento da aprendizagem;
VI - promover e facilitar relações de cooperação entre a instituição educativa,
a família e a comunidade;
VII - identificar questões e problemas socioculturais e educacionais, com
postura investigativa, integrativa e propositiva em face de realidades complexas, a
fim de contribuir para a superação de exclusões sociais, étnico-raciais, econômicas,
culturais, religiosas, políticas, de gênero, sexuais e outras;
VIII - demonstrar consciência da diversidade, respeitando as diferenças de
natureza ambiental-ecológica, étnico-racial, de gêneros, de faixas geracionais, de
classes sociais, religiosas, de necessidades especiais, de diversidade sexual, entre
outras;
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
160
IX - atuar na gestão e organização das instituições de educação básica,
planejando, executando, acompanhando e avaliando políticas, projetos e
programas educacionais;
X - participar da gestão das instituições de educação básica, contribuindo
para a elaboração, implementação, coordenação, acompanhamento e avaliação do
projeto pedagógico;
XI - realizar pesquisas que proporcionem conhecimento sobre os estudantes
e sua realidade sociocultural, sobre processos de ensinar e de aprender, em
diferentes meios ambiental-ecológicos, sobre propostas curriculares e sobre
organização do trabalho educativo e práticas pedagógicas, entre outros;
XII - utilizar instrumentos de pesquisa adequados para a construção de
conhecimentos pedagógicos e científicos, objetivando a reflexão sobre a própria
prática e a discussão e disseminação desses conhecimentos;
XIII - estudar e compreender criticamente as Diretrizes Curriculares
Nacionais, além de outras determinações legais, como componentes de formação
fundamentais para o exercício do magistério.
Parágrafo único. Os professores indígenas e aqueles que venham a atuar
em escolas indígenas, professores da educação escolar do campo e da educação
escolar quilombola, dada a particularidade das populações com que trabalham e da
situação em que atuam, sem excluir o acima explicitado, deverão:
I - promover diálogo entre a comunidade junto a quem atuam e os outros
grupos sociais sobre conhecimentos, valores, modos de vida, orientações
filosóficas, políticas e religiosas próprios da cultura local;
II - atuar como agentes interculturais para a valorização e o estudo de temas
específicos relevantes.
CAPÍTULO IV
DA FORMAÇÃO INICIAL DO MAGISTÉRIO DA
EDUCAÇÃO BÁSICA EM NÍVEL SUPERIOR
Art. 9º Os cursos de formação inicial para os profissionais do magistério para
a educação básica, em nível superior, compreendem:
I - cursos de graduação de licenciatura;
II - cursos de formação pedagógica para graduados não licenciados;
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
161
III - cursos de segunda licenciatura.
§ 1º A instituição formadora definirá no seu projeto institucional as formas de
desenvolvimento da formação inicial dos profissionais do magistério da educação
básica articuladas às políticas de valorização desses profissionais e à base comum
nacional explicitada no capítulo II desta Resolução.
§ 2º A formação inicial para o exercício da docência e da gestão na educação
básica implica a formação em nível superior adequada à área de conhecimento e
às etapas de atuação.
§ 3º A formação inicial de profissionais do magistério será ofertada,
preferencialmente, de forma presencial, com elevado padrão acadêmico, científico
e tecnológico e cultural.
Art. 10. A formação inicial destina-se àqueles que pretendem exercer o
magistério da educação básica em suas etapas e modalidades de educação e em
outras
áreas
nas
quais
sejam
previstos
conhecimentos
pedagógicos,
compreendendo a articulação entre estudos teórico-práticos, investigação e
reflexão crítica, aproveitamento da formação e experiências anteriores em
instituições de ensino.
Parágrafo único. As atividades do magistério também compreendem a
atuação e participação na organização e gestão de sistemas de educação básica e
suas instituições de ensino, englobando:
I - planejamento, desenvolvimento, coordenação, acompanhamento e
avaliação de projetos, do ensino, das dinâmicas pedagógicas e experiências
educativas;
II - produção e difusão do conhecimento científico-tecnológico das áreas
específicas e do campo educacional.
Art. 11. A formação inicial requer projeto com identidade própria de curso de
licenciatura articulado ao bacharelado ou tecnológico, a outra(s) licenciatura(s) ou
a cursos de formação pedagógica de docentes, garantindo:
I - articulação com o contexto educacional, em suas dimensões sociais,
culturais, econômicas e tecnológicas;
II - efetiva articulação entre faculdades e centros de educação, institutos,
departamentos e cursos de áreas específicas, além de fóruns de licenciatura;
III - coordenação e colegiado próprios que formulem projeto pedagógico e se
articulem com as unidades acadêmicas envolvidas e, no escopo do PDI e PPI,
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
162
tomem decisões sobre a organização institucional e sobre as questões
administrativas no âmbito de suas competências;
IV - interação sistemática entre os sistemas, as instituições de educação
superior e as instituições de educação básica, desenvolvendo projetos
compartilhados;
V - projeto formativo que assegure aos estudantes o domínio dos conteúdos
específicos da área de atuação, fundamentos e metodologias, bem como das
tecnologias;
VI - organização institucional para a formação dos formadores, incluindo
tempo e espaço na jornada de trabalho para as atividades coletivas e para o estudo
e a investigação sobre o aprendizado dos professores em formação;
VII - recursos pedagógicos como biblioteca, laboratórios, videoteca, entre
outros, além de recursos de tecnologias da informação e da comunicação, com
qualidade e quantidade, nas instituições de formação;
VIII - atividades de criação e apropriação culturais junto aos formadores e
futuros professores.
Art. 12. Os cursos de formação inicial, respeitadas a diversidade nacional e
a autonomia pedagógica das instituições, constituir-se-ão dos seguintes núcleos:
I - núcleo de estudos de formação geral, das áreas específicas e
interdisciplinares, e do campo educacional, seus fundamentos e metodologias, e
das diversas realidades educacionais, articulando:
a) princípios, concepções, conteúdos e critérios oriundos de diferentes áreas
do conhecimento, incluindo os conhecimentos pedagógicos, específicos e
interdisciplinares, os fundamentos da educação, para o desenvolvimento das
pessoas, das organizações e da sociedade;
b) princípios de justiça social, respeito à diversidade, promoção da
participação e gestão democrática;
c) conhecimento, avaliação, criação e uso de textos, materiais didáticos,
procedimentos e processos de ensino e aprendizagem que contemplem a
diversidade social e cultural da sociedade brasileira;
d) observação, análise, planejamento, desenvolvimento e avaliação de
processos educativos e de experiências educacionais em instituições educativas;
e) conhecimento multidimensional e interdisciplinar sobre o ser humano e
práticas educativas, incluindo conhecimento de processos de desenvolvimento de
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
163
crianças, adolescentes, jovens e adultos, nas dimensões física, cognitiva, afetiva,
estética, cultural, lúdica, artística, ética e biopsicossocial;
f) diagnóstico sobre as necessidades e aspirações dos diferentes segmentos
da sociedade relativamente à educação, sendo capaz de identificar diferentes
forças e interesses, de captar contradições e de considerá-los nos planos
pedagógicos, no ensino e seus processos articulados à aprendizagem, no
planejamento e na realização de atividades educativas;
g) pesquisa e estudo dos conteúdos específicos e pedagógicos, seus
fundamentos e metodologias, legislação educacional, processos de organização e
gestão, trabalho docente, políticas de financiamento, avaliação e currículo;
h) decodificação e utilização de diferentes linguagens e códigos linguísticosociais utilizadas pelos estudantes, além do trabalho didático sobre conteúdos
pertinentes às etapas e modalidades de educação básica;
i) pesquisa e estudo das relações entre educação e trabalho, educação e
diversidade, direitos humanos, cidadania, educação ambiental, entre outras
problemáticas centrais da sociedade contemporânea;
j) questões atinentes à ética, estética e ludicidade no contexto do exercício
profissional, articulando o saber acadêmico, a pesquisa, a extensão e a prática
educativa;
l) pesquisa, estudo, aplicação e avaliação da legislação e produção
específica sobre organização e gestão da educação nacional.
II - núcleo de aprofundamento e diversificação de estudos das áreas de
atuação profissional, incluindo os conteúdos específicos e pedagógicos, priorizadas
pelo projeto pedagógico das instituições, em sintonia com os sistemas de ensino,
que, atendendo às demandas sociais, oportunizará, entre outras possibilidades:
a) investigações sobre processos educativos, organizacionais e de gestão na
área educacional;
b) avaliação, criação e uso de textos, materiais didáticos, procedimentos e
processos de aprendizagem que contemplem a diversidade social e cultural da
sociedade brasileira;
c) pesquisa e estudo dos conhecimentos pedagógicos e fundamentos da
educação, didáticas e práticas de ensino, teorias da educação, legislação
educacional, políticas de financiamento, avaliação e currículo.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
164
d) Aplicação ao campo da educação de contribuições e conhecimentos,
como o pedagógico, o filosófico, o histórico, o antropológico, o ambiental-ecológico,
o psicológico, o linguístico, o sociológico, o político, o econômico, o cultural;
III - núcleo de estudos integradores para enriquecimento curricular,
compreendendo a participação em:
a) seminários e estudos curriculares, em projetos de iniciação científica,
iniciação à docência, residência docente, monitoria e extensão, entre outros,
definidos no projeto institucional da instituição de educação superior e diretamente
orientados pelo corpo docente da mesma instituição;
b) atividades práticas articuladas entre os sistemas de ensino e instituições
educativas de modo a propiciar vivências nas diferentes áreas do campo
educacional,
assegurando
aprofundamento
e
diversificação
de
estudos,
experiências e utilização de recursos pedagógicos;
c) mobilidade estudantil, intercâmbio e outras atividades previstas no PPC;
d) atividades de comunicação e expressão visando à aquisição e à
apropriação de recursos de linguagem capazes de comunicar, interpretar a
realidade estudada e criar conexões com a vida social.
CAPÍTULO V
DA FORMAÇÃO INICIAL DO MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
EM NÍVEL SUPERIOR: ESTRUTURA E CURRÍCULO
Art. 13. Os cursos de formação inicial de professores para a educação básica
em nível superior, em cursos de licenciatura, organizados em áreas especializadas,
por componente curricular ou por campo de conhecimento e/ou interdisciplinar,
considerando-se a complexidade e multirreferencialidade dos estudos que os
englobam, bem como a formação para o exercício integrado e indissociável da
docência na educação básica, incluindo o ensino e a gestão educacional, e dos
processos educativos escolares e não escolares, da produção e difusão do
conhecimento científico, tecnológico e educacional, estruturam-se por meio da
garantia de base comum nacional das orientações curriculares.
§ 1º Os cursos de que trata o caput terão, no mínimo, 3.200 (três mil e
duzentas) horas de efetivo trabalho acadêmico, em cursos com duração de, no
mínimo, 8 (oito) semestres ou 4 (quatro) anos, compreendendo:
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
165
I - 400 (quatrocentas) horas de prática como componente curricular,
distribuídas ao longo do processo formativo;
II - 400 (quatrocentas) horas dedicadas ao estágio supervisionado, na área
de formação e atuação na educação básica, contemplando também outras áreas
específicas, se for o caso, conforme o projeto de curso da instituição;
III - pelo menos 2.200 (duas mil e duzentas) horas dedicadas às atividades
formativas estruturadas pelos núcleos definidos nos incisos I e II do artigo 12 desta
Resolução, conforme o projeto de curso da instituição;
IV - 200 (duzentas) horas de atividades teórico-práticas de aprofundamento
em áreas específicas de interesse dos estudantes, conforme núcleo definido no
inciso III do artigo 12 desta Resolução, por meio da iniciação científica, da iniciação
à docência, da extensão e da monitoria, entre outras, consoante o projeto de curso
da instituição.
§ 2º Os cursos de formação deverão garantir nos currículos conteúdos
específicos da respectiva área de conhecimento ou interdisciplinares, seus
fundamentos e metodologias, bem como conteúdos relacionados aos fundamentos
da educação, formação na área de políticas públicas e gestão da educação, seus
fundamentos e metodologias, direitos humanos, diversidades étnico-racial, de
gênero, sexual, religiosa, de faixa geracional, Língua Brasileira de Sinais (Libras),
educação especial e direitos educacionais de adolescentes e jovens em
cumprimento de medidas socioeducativas.
§ 3º Deverá ser garantida, ao longo do processo, efetiva e concomitante
relação entre teoria e prática, ambas fornecendo elementos básicos para o
desenvolvimento dos conhecimentos e habilidades necessários à docência.
§ 4º Os critérios de organização da matriz curricular, bem como a alocação
de tempos e espaços curriculares, se expressam em eixos em torno dos quais se
articulam dimensões a serem contempladas, como previsto no artigo 12 desta
Resolução.
§ 5º Nas licenciaturas, curso de Pedagogia, em educação infantil e anos
iniciais do ensino fundamental a serem desenvolvidas em projetos de cursos
articulados, deverão preponderar os tempos dedicados à constituição de
conhecimento sobre os objetos de ensino, e nas demais licenciaturas o tempo
dedicado às dimensões pedagógicas não será inferior à quinta parte da carga
horária total.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
166
§ 6º O estágio curricular supervisionado é componente obrigatório da
organização curricular das licenciaturas, sendo uma atividade específica
intrinsecamente articulada com a prática e com as demais atividades de trabalho
acadêmico.
Art. 14. Os cursos de formação pedagógica para graduados não licenciados,
de caráter emergencial e provisório, ofertados a portadores de diplomas de curso
superior formados em cursos relacionados à habilitação pretendida com sólida base
de conhecimentos na área estudada, devem ter carga horária mínima variável de
1.000 (mil) a 1.400 (mil e quatrocentas) horas de efetivo trabalho acadêmico,
dependendo da equivalência entre o curso de origem e a formação pedagógica
pretendida.
§ 1º A definição da carga horária deve respeitar os seguintes princípios:
I - quando o curso de formação pedagógica pertencer à mesma área do curso
de origem, a carga horária deverá ter, no mínimo, 1.000 (mil) horas;
II - quando o curso de formação pedagógica pertencer a uma área diferente
da do curso de origem, a carga horária deverá ter, no mínimo, 1.400 (mil e
quatrocentas) horas;
III - a carga horária do estágio curricular supervisionado é de 300 (trezentas)
horas;
IV - deverá haver 500 (quinhentas) horas dedicadas às atividades formativas
referentes ao inciso I deste parágrafo, estruturadas pelos núcleos definidos nos
incisos I e II do artigo 12 desta Resolução, conforme o projeto de curso da
instituição;
V - deverá haver 900 (novecentas) horas dedicadas às atividades formativas
referentes ao inciso II deste parágrafo, estruturadas pelos núcleos definidos nos
incisos I e II do artigo 12 desta Resolução, conforme o projeto de curso da
instituição;
VI - deverá haver 200 (duzentas) horas de atividades teórico-práticas de
aprofundamento em áreas específicas de interesse dos alunos, conforme núcleo
definido no inciso III do artigo 12, consoante o projeto de curso da instituição;
§ 2º Os cursos de formação deverão garantir nos currículos conteúdos
específicos da respectiva área de conhecimento ou interdisciplinares, seus
fundamentos e metodologias, bem como conteúdos relacionados aos fundamentos
da educação, formação na área de políticas públicas e gestão da educação, seus
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
167
fundamentos e metodologias, direitos humanos, diversidades étnico-racial, de
gênero, sexual, religiosa, de faixa geracional, Língua Brasileira de Sinais (Libras),
educação especial e direitos educacionais de adolescentes e jovens em
cumprimento de medidas socioeducativas.
§ 3º Cabe à instituição de educação superior ofertante do curso verificar a
compatibilidade entre a formação do candidato e a habilitação pretendida.
§ 4º O estágio curricular supervisionado é componente obrigatório da
organização curricular das licenciaturas, sendo uma atividade específica
intrinsecamente articulada com a prática e com as demais atividades de trabalho
acadêmico.
§ 5º A oferta dos cursos de formação pedagógica para graduados poderá ser
realizada por instituições de educação superior, preferencialmente universidades,
que ofertem curso de licenciatura reconhecido e com avaliação satisfatória realizada
pelo Ministério da Educação e seus órgãos na habilitação pretendida, sendo
dispensada a emissão de novos atos autorizativos.
§ 6º A oferta de cursos de formação pedagógica para graduados deverá ser
considerada quando dos processos de avaliação do curso de licenciatura
mencionado no parágrafo anterior.
§ 7º No prazo máximo de 5 (cinco) anos, o Ministério da Educação, em
articulação com os sistemas de ensino e com os fóruns estaduais permanentes de
apoio à formação docente, procederá à avaliação do desenvolvimento dos cursos
de formação pedagógica para graduados, definindo prazo para sua extinção em
cada estado da federação.
Art. 15. Os cursos de segunda licenciatura terão carga horária mínima
variável de 800 (oitocentas) a 1.200 (mil e duzentas) horas, dependendo da
equivalência entre a formação original e a nova licenciatura.
§ 1º A definição da carga horária deve respeitar os seguintes princípios:
I - quando o curso de segunda licenciatura pertencer à mesma área do curso de
origem, a carga horária deverá ter, no mínimo, 800 (oitocentas) horas;
II - quando o curso de segunda licenciatura pertencer a uma área diferente da do
curso de origem, a carga horária deverá ter, no mínimo, 1.200 (mil e duzentas)
horas;
III - a carga horária do estágio curricular supervisionado é de 300 (trezentas) horas;
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
168
§ 2º Durante o processo formativo, deverá ser garantida efetiva e concomitante
relação entre teoria e prática, ambas fornecendo elementos básicos para o
desenvolvimento dos conhecimentos e habilidades necessários à docência.
§ 3º Os cursos de formação deverão garantir nos currículos conteúdos específicos
da respectiva área de conhecimento e/ou interdisciplinar, seus fundamentos e
metodologias, bem como conteúdos relacionados aos fundamentos da educação,
formação na área de políticas públicas e gestão da educação, seus fundamentos e
metodologias, direitos humanos, diversidades étnico-racial, de gênero, sexual,
religiosa, de faixa geracional, Língua Brasileira de Sinais (Libras), educação
especial e direitos educacionais de adolescentes e jovens em cumprimento de
medidas socioeducativas.
§ 4º Os cursos descritos no caput poderão ser ofertados a portadores de
diplomas de cursos de graduação em licenciatura, independentemente da área de
formação.
§ 5º Cabe à instituição de educação superior ofertante do curso verificar a
compatibilidade entre a formação do candidato e a habilitação pretendida.
§ 6º O estágio curricular supervisionado é componente obrigatório da
organização curricular das licenciaturas, sendo uma atividade específica
intrinsecamente articulada com a prática e com as demais atividades de trabalho
acadêmico.
§ 7º Os portadores de diploma de licenciatura com exercício comprovado no
magistério e exercendo atividade docente regular na educação básica poderão ter
redução da carga horária do estágio curricular supervisionado até o máximo de 100
(cem) horas.
§ 8º A oferta dos cursos de segunda licenciatura poderá ser realizada por
instituição de educação superior que oferte curso de licenciatura reconhecido e com
avaliação satisfatória pelo MEC na habilitação pretendida, sendo dispensada a
emissão de novos atos autorizativos.
§ 9º A oferta de cursos de segunda licenciatura deverá ser considerada
quando dos processos de avaliação do curso de licenciatura mencionado no
parágrafo anterior
§ 10. Os cursos de segunda licenciatura para professores em exercício na
educação básica pública, coordenados pelo MEC em regime de colaboração com
os sistemas de ensino e realizados por instituições públicas e comunitárias de
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
169
educação superior, obedecerão às diretrizes operacionais estabelecidas na
presente Resolução.
CAPÍTULO VI
DA FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO
Art. 16. A formação continuada compreende dimensões coletivas,
organizacionais e profissionais, bem como o repensar do processo pedagógico, dos
saberes e valores, e envolve atividades de extensão, grupos de estudos, reuniões
pedagógicas, cursos, programas e ações para além da formação mínima exigida ao
exercício do magistério na educação básica, tendo como principal finalidade a
reflexão sobre a prática educacional e a busca de aperfeiçoamento técnico,
pedagógico, ético e político do profissional docente.
Parágrafo único. A formação continuada decorre de uma concepção de
desenvolvimento profissional dos profissionais do magistério que leva em conta:
I - os sistemas e as redes de ensino, o projeto pedagógico das instituições
de educação básica, bem como os problemas e os desafios da escola e do contexto
onde ela está inserida;
II - a necessidade de acompanhar a inovação e o desenvolvimento
associados ao conhecimento, à ciência e à tecnologia;
III - o respeito ao protagonismo do professor e a um espaço-tempo que lhe
permita refletir criticamente e aperfeiçoar sua prática;
IV - o diálogo e a parceria com atores e instituições competentes, capazes
de contribuir para alavancar novos patamares de qualidade ao complexo trabalho
de gestão da sala de aula e da instituição educativa.
Art. 17. A formação continuada, na forma do artigo 16, deve se dar pela oferta
de atividades formativas e cursos de atualização, extensão, aperfeiçoamento,
especialização, mestrado e doutorado que agreguem novos saberes e práticas,
articulados às políticas e gestão da educação, à área de atuação do profissional e
às instituições de educação básica, em suas diferentes etapas e modalidades da
educação.
§ 1º Em consonância com a legislação, a formação continuada envolve:
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
170
I - atividades formativas organizadas pelos sistemas, redes e instituições de
educação básica incluindo desenvolvimento de projetos, inovações pedagógicas,
entre outros;
II - atividades ou cursos de atualização, com carga horária mínima de 20
(vinte) horas e máxima de 80 (oitenta) horas, por atividades formativas diversas,
direcionadas à melhoria do exercício do docente;
III - atividades ou cursos de extensão, oferecida por atividades formativas
diversas, em consonância com o projeto de extensão aprovado pela instituição de
educação superior formadora;
IV - cursos de aperfeiçoamento, com carga horária mínima de 180 (cento e
oitenta) horas, por atividades formativas diversas, em consonância com o projeto
pedagógico da instituição de educação superior;
V - cursos de especialização lato sensu por atividades formativas diversas,
em consonância com o projeto pedagógico da instituição de educação superior e de
acordo com as normas e resoluções do CNE;
VI - cursos de mestrado acadêmico ou profissional, por atividades formativas
diversas, de acordo com o projeto pedagógico do curso/programa da instituição de
educação superior, respeitadas as normas e resoluções do CNE e da Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes;
VII - curso de doutorado, por atividades formativas diversas, de acordo com
o projeto pedagógico do curso/programa da instituição de educação superior,
respeitadas as normas e resoluções do CNE e da Capes.
§ 2º A instituição formadora, em efetiva articulação com o planejamento
estratégico do Fórum Estadual Permanente de Apoio à Formação Docente e com
os sistemas e redes de ensino e com as instituições de educação básica, definirá
no seu projeto institucional as formas de desenvolvimento da formação continuada
dos profissionais do magistério da educação básica, articulando-as às políticas de
valorização a serem efetivadas pelos sistemas de ensino.
CAPÍTULO VII
DOS PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO E SUA VALORIZAÇÃO
Art. 18. Compete aos sistemas de ensino, às redes e às instituições
educativas a responsabilidade pela garantia de políticas de valorização dos
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
171
profissionais do magistério da educação básica, que devem ter assegurada sua
formação, além de plano de carreira, de acordo com a legislação vigente, e
preparação para atuar nas etapas e modalidades da educação básica e seus
projetos de gestão, conforme definido na base comum nacional e nas diretrizes de
formação, segundo o PDI, PPI e PPC da instituição de educação superior, em
articulação com os sistemas e redes de ensino de educação básica.
§ 1º Os profissionais do magistério da educação básica compreendem
aqueles que exercem atividades de docência e demais atividades pedagógicas,
como definido no artigo 3º, § 4º, desta Resolução;
§ 2º No quadro dos profissionais do magistério da instituição de educação básica
deve constar quem são esses profissionais, bem como a clara explicitação de sua
titulação, atividades e regime de trabalho.
§ 3º A valorização do magistério e dos demais profissionais da educação deve ser
entendida como uma dimensão constitutiva e constituinte de sua formação inicial e
continuada, incluindo, entre outros, a garantia de construção, definição coletiva e
aprovação de planos de carreira e salário, com condições que assegurem jornada
de trabalho com dedicação exclusiva ou tempo integral a ser cumprida em um único
estabelecimento de ensino e destinação de 1/3 (um terço) da carga horária de
trabalho a outras atividades pedagógicas inerentes ao exercício do magistério, tais
como:
I - preparação de aula, estudos, pesquisa e demais atividades formativas;
II - participação na elaboração e efetivação do projeto político-pedagógico da
instituição educativa;
III - orientação e acompanhamento de estudantes;
IV - avaliação de estudantes, de trabalhos e atividades pedagógicas;
V - reuniões com pais, conselhos ou colegiados escolares;
VI - participação em reuniões e grupos de estudo e/ou de trabalho, de
coordenação pedagógica e gestão da escola;
VII - atividades de desenvolvimento profissional;
VIII - outras atividades de natureza semelhante e relacionadas à comunidade
escolar na qual se insere a atividade profissional.
Art. 19. Como meio de valorização dos profissionais do magistério público
nos planos de carreira e remuneração dos respectivos sistemas de ensino, deverá
ser garantida a convergência entre formas de acesso e provimento ao cargo,
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
172
formação inicial, formação continuada, jornada de trabalho, incluindo horas para as
atividades que considerem a carga horária de trabalho, progressão na carreira e
avaliação de desempenho com a participação dos pares, asseverando-se:
I - acesso à carreira por concurso de provas e títulos orientado para
assegurar a qualidade da ação educativa;
II - fixação do vencimento ou salário inicial para as carreiras profissionais da
educação de acordo com a jornada de trabalho definida nos respectivos planos de
carreira no caso dos profissionais do magistério, com valores nunca inferiores ao do
Piso Salarial Profissional Nacional, vedada qualquer diferenciação em virtude da
etapa ou modalidade de educação e de ensino de atuação;
III - diferenciação por titulação dos profissionais da educação escolar básica
entre os habilitados em nível médio e os habilitados em nível superior e pósgraduação lato sensu, com percentual compatível entre estes últimos e os
detentores de cursos de mestrado e doutorado;
IV - revisão salarial anual dos vencimentos ou salários conforme a Lei do
Piso;
V - manutenção de comissão paritária entre gestores e profissionais da
educação e os demais setores da comunidade escolar para estudar as condições
de trabalho e propor políticas, práticas e ações para o bom desempenho e a
qualidade dos serviços prestados à sociedade;
VI - elaboração e implementação de processos avaliativos para o estágio
probatório dos profissionais do magistério, com a sua participação;
VII - oferta de programas permanentes e regulares de formação e
aperfeiçoamento profissional do magistério e a instituição de licenças remuneradas
e formação em serviço, inclusive em nível de pós-graduação, de modo a atender às
especificidades do exercício de suas atividades, bem como os objetivos das
diferentes etapas e modalidades da educação básica.
Art. 20. Os critérios para a remuneração dos profissionais do magistério
público devem se pautar nos preceitos da Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008,
que estabelece o Piso Salarial Profissional Nacional, e no artigo 22 da Lei nº 11.494,
de 20 de junho de 2007, que dispõe sobre a parcela da verba do Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização do Magistério
(Fundeb), destinada ao pagamento dos profissionais do magistério, bem como no
artigo 69 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que define os percentuais
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
173
mínimos de investimento dos entes federados na educação, em consonância com
a Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, que aprovou o Plano Nacional de Educação
(PNE).
Parágrafo único. As fontes de recursos para o pagamento da remuneração dos
profissionais do magistério público são aquelas descritas no artigo 212 da
Constituição Federal e no artigo 60 do seu Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias, além de recursos provenientes de outras fontes vinculadas à
manutenção e ao desenvolvimento do ensino.
Art. 21. Sobre as formas de organização e gestão da educação básica,
incluindo as orientações curriculares, os entes federados e respectivos sistemas de
ensino, redes e instituições educativas deverão garantir adequada relação numérica
professor/educando, levando em consideração as características dos educandos,
do espaço físico, das etapas e modalidades da educação e do projeto pedagógico
e curricular.
CAPÍTULO VIII
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
Art. 22. Os cursos de formação de professores que se encontram em funcionamento
deverão se adaptar a esta Resolução no prazo de 2 (dois) anos, a contar da data
de sua publicação.
Parágrafo único. Os pedidos de autorização para funcionamento de curso em
andamento serão restituídos aos proponentes para que sejam feitas as adequações
necessárias.
Art. 23. Os processos de avaliação dos cursos de licenciatura serão
realizados pelo órgão próprio do sistema e acompanhados por comissões próprias
de cada área.
Art. 24. Os cursos de formação inicial de professores para a educação básica
em
nível
superior,
em
cursos
de
licenciatura,
organizados
em
áreas
interdisciplinares, serão objeto de regulamentação suplementar.
Art. 25. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas
as disposições em contrário, em especial a Resolução CNE/CP nº 2, de 26 de junho
de 1997, a Resolução CNE/CP nº 1, de 30 de setembro de 1999, a Resolução
CNE/CP nº 1, de 18 de fevereiro de 2002 e suas alterações, a Resolução CNE/CP
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
174
nº 2, de 19 de fevereiro de 2002 e suas alterações, a Resolução nº 1, de 11 de
fevereiro de 2009, e a Resolução nº 3, de 7 de dezembro de 2012.
GILBERTO GONÇALVES GARCIA
Resolução nº 4/2018 - CONSUNI/UFAL, de 19 de fevereiro de 2018.
REGULAMENTA AS AÇÕES DE EXTENSÃO COMO
COMPONENTE CURRICULAR OBRIGATÓRIO NOS
PROJETOS PEDAGÓGICOS
DOS CURSOS
DE
GRADUAÇÃO DA UFAL.
O CONSELHO UNIVERSITÁRIO da Universidade Federal de Alagoas –
CONSUNI/UFAL, no uso das atribuições legais que lhe são conferidas pelo
ESTATUTO e REGIMENTO GERAL da UFAL, tendo em vista o que consta do
Processo n° 037945/2017-84 e de acordo com a deliberação tomada na sessão
extraordinária, ocorrida nos dias 05 e 19 de fevereiro de 2018;
CONSIDERANDO o princípio da indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e
Extensão, previsto no artigo 207 da Constituição da República Federativa do Brasil,
bem como a Lei nº 9.394/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional);
CONSIDERANDO o artigo 214 da Constituição Federal e com vistas ao
cumprimento da Meta 12.7 do Plano Nacional de Educação - PNE (2014), que tem
como objetivo assegurar, no mínimo, 10% (dez por cento) do total de créditos
curriculares exigidos para a graduação em programas e projetos de extensão
universitária, orientando sua ação, prioritariamente, para áreas de grande
pertinência social;
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
175
CONSIDERANDO o disposto no Plano de Desenvolvimento Institucional da
UFAL (2013-2017), no item 1.4.1 Perspectiva 1 - UFAL e Formação, no qual consta
meta a “inclusão da extensão como componente curricular obrigatório”;
CONSIDERANDO a proposta elaborada pela Pró-Reitoria de Extensão –
PROEX/UFAL e encaminhada para a análise prévia da Câmara Acadêmica do
CONSUNI/UFAL que discutiu e aprovou favoravelmente a matéria nas reuniões
ocorridas nos dias 25 de setembro e 23 de outubro de 2017;
RESOLVE:
Art. 1º - Regulamentar, no âmbito da Universidade Federal de Alagoas, os
procedimentos para a inclusão das ações de extensão como componente curricular
obrigatório nos Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPCs) de Graduação, a partir do
estabelecido
nesta
resolução.
Art. 2º - As ações de extensão passam a ser obrigatórias para o corpo
discente dos Cursos de Graduação da UFAL, que deverá creditar o equivalente a
10% (dez por cento) da carga horária total do respectivo curso em Programa(s) de
Extensão, através das suas respectivas atividades extensionistas definidas para o
cumprimento
dessa
finalidade.
Art. 3º - Cada curso ofertará, no mínimo, um Programa de Extensão, com
ações a ele ligadas e distribuídas ao longo do curso, em consonância com os
demais componentes curriculares e com os objetivos da formação, considerando o
perfil
do
egresso
e
os
objetivos
sociais
da
universidade
pública.
§ 1º - Haverá a creditação específica da carga horária mediante inserção no
histórico
do/a
discente.
§ 2º - Haverá o cômputo na carga horária semestral dos/as docentes ou
técnicos/as
que
ofertarem
este
componente
curricular.
Art. 4º - Por ATIVIDADE DE EXTENSÃO é entendido o processo
interdisciplinar, educativo, cultural, científico e político que promove a interação
transformadora entre a Universidade e outros setores da sociedade.
Parágrafo único - São consideradas atividades de extensão, configuradas
como componentes curriculares que podem ser creditadas no histórico do/a
discente de graduação, projetos, cursos, eventos e produtos relacionados a
Programa de Extensão com ementa e objetivos formativos definidos nos Projetos
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
176
Pedagógicos de Cursos, denominadas, doravante, Atividades Curriculares de
Extensão
(ACE).
Art. 5º - Por PROGRAMA DE EXTENSÃO entende-se o conjunto articulado
de projetos e outras ações de extensão que possuem caráter orgânico institucional,
clareza de diretrizes e orientação para um objetivo comum, sendo executado a
médio e longo prazo, preferencialmente integrando-se às ações de pesquisa e de
ensino.
Parágrafo único - Os Programas de Extensão serão avaliados, em seus
aspectos legais, pela Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD/UFAL) e pela PróReitoria de Extensão (PROEX/UFAL), consecutivamente, quando da elaboração ou
alteração
dos
Projetos
Pedagógicos
dos
Cursos
(PPCs).
Art. 6º - Por PROJETO entende-se um conjunto de atividades processuais e
contínuas, de caráter educativo, social, artístico, científico ou tecnológico, com
objetivo
definido
e
prazo
determinado.
Art. 7º - Por CURSO DE EXTENSÃO entende-se uma ação pedagógica, de
caráter teórico e/ou prático, presencial e/ou à distância, planejada e organizada de
modo sistemático, com carga horária e critérios de avaliação definidos.
Art. 8º - Por PRODUTO ACADÊMICO entende-se a produção intencional
resultante de atividade de extensão planejada para tal fim, sendo o processo de sua
produção
parte
da
implementação
do
Programa
de
Extensão.
Art. 9º - Por EVENTO entende-se a ação pontual de divulgação do
conhecimento ou produto cultural, artístico, científico, filosófico, político e
tecnológico desenvolvida ou reconhecida pela Universidade, direcionada a público
livre
ou
específico.
Art. 10 - O Programa de Extensão a ser incluído no PPC deverá observar,
na elaboração e para aprovação, os seguintes requisitos:
I - Ser composto por, no mínimo, 03 (três) tipos distintos de atividades
curriculares de extensão (ACE), sendo no mínimo 02 (dois) projetos, os quais
devem ter duração mínima de dois semestres e contemplar áreas diversificadas
relacionadas à proposta do Curso;
II - Observar a Lei do Plano Nacional de Educação e a Política Nacional de
Extensão Universitária do Fórum dos Pró-Reitores de Extensão das Instituições
Públicas de Ensino Superior (FORPROEX) quanto à proposição das atividades em
torno das áreas de grande pertinência social, definindo como referência, pelo
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
177
menos, 01 (uma) linha de extensão e 01 (uma) área temática, considerando-se os
princípios gerais da extensão na UFAL, conforme definido pela Resolução n°
65/2014-CONSUNI/UFAL;
III - Apresentar ementa, objetivos, metodologia, carga horária, público com
quem se pretende trabalhar e formas de acompanhamento e avaliação do
Programa, articulados ao respectivo PPC, relacionando-os com o objetivo do Curso
e ao perfil do egresso;
IV - Demonstrar seu caráter interdisciplinar e o potencial interprofissional;
V - Ser desenvolvido junto a uma comunidade, movimento social, instituição
pública
ou
entidade
que
desenvolva
atividades
com
comunidades
em
vulnerabilidade social (preferencialmente no entorno da UFAL), cuja escolha deve
ter clara justificativa e demonstrada a viabilidade de desenvolvimento;
Art. 11 - O Programa de Extensão deverá ter suas Atividades Curriculares
de Extensão (ACE) registradas na Pró-Reitoria de Extensão (PROEX/UFAL), por
meio do sistema acadêmico em uso, para o acompanhamento e monitoramento dos
indicadores de extensão, assim como para acompanhamento técnico e pedagógico.
§ 1º - Os pedidos de registro dos componentes curriculares, para creditação
das ACE, deverão ser submetidos e aprovados pelo Colegiado do Curso com a
participação da Coordenação de extensão, observando-se os critérios desta
resolução, e encaminhados à Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD/UFAL) e à
Pró-Reitoria de Extensão (PROEX/UFAL), em subsequência.
§ 2º - Posteriormente, serão encaminhados ao Núcleo de Tecnologia da
Informação (NTI) para registro no sistema acadêmico em uso e, uma vez
registrados, ficarão disponíveis para oferta do Curso no semestre em que este
compreender pertinente, desde que em consonância com o proposto no PPC.
§ 3º - A Atividade Curricular de Extensão deverá ser registrada no sistema
com o respectivo plano de atividades, contendo carga horária, objetivos,
metodologia, avaliação, público com quem se pretende trabalhar, referências e
cronograma de ações.
§ 4º - A Pró-Reitoria de Extensão (PROEX/UFAL) disponibilizará Instrução
Normativa disciplinando o processo de implantação da creditação e efetiva
curricularização da extensão.
Art. 12 - São formas de participação dos discentes nas ações de extensão:
I - Em projetos de extensão, coordenados por docentes ou técnicosadministrativos com formação de nível superior da UFAL, como participante ativo
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
178
no desenvolvimento de todas as fases e ações, podendo ser bolsista ou nãobolsista.
II - Em cursos de extensão, ofertados para a comunidade, na elaboração e
oferta do Curso enquanto ministrante, para além da condição de participante.
III - Em eventos, na organização e realização, para além da condição de
participantes.
IV - Na elaboração de produtos que tenham como objetivo o atendimento de
uma necessidade da comunidade, instituição pública ou movimento social,
planejando, elaborando e executando, junto a estes, o produto.
§ 1º - Discentes da modalidade à distância desenvolverão as Atividades
Curriculares de Extensão nos espaços de intervenção (comunidade/movimento
social/instituição pública) do seu município de atuação - os quais deverão ser
previamente cadastrados pela Coordenação do Curso - e estar sob a orientação de
docente ou de técnico/a com formação de nível superior através do ambiente virtual
de aprendizagem (AVA) em uso pela instituição.
§ 2º - Tanto na modalidade à distância quanto na modalidade presencial, as
ACE
terão
acompanhamento
de
responsáveis,
sendo,
nesta
última,
o
acompanhamento presencial, a exemplo do que ocorre com os demais
componentes curriculares.
§ 3º - Discentes dos cursos noturnos terão garantido espaço pedagógico para
o desenvolvimento das Atividades Curriculares de Extensão no seu turno de estudo,
em conformidade com a disposição desta atividade no percurso formativo de cada
Curso.
§ 4º – Discentes dos cursos noturnos poderão inserir-se em Atividades
Curriculares de Extensão (ACE) no turno diurno caso tenham disponibilidade.
Art. 13 - Cada discente deverá cursar, no mínimo, 02 (dois) projetos, um
obrigatoriamente no seu Curso de origem, sendo que o segundo (diverso do
primeiro) poderá ser realizado em outro Curso, desde que demonstrada interface
com os conhecimentos da sua área de atuação.
Art. 14 - As ACE terão sua carga horária registrada, preferencialmente, de
acordo com o cálculo da base curricular de 18 semanas, seguindo o padrão dos
demais componentes curriculares, ficando a cargo de cada Curso a organização da
carga horária dos programas, bem como de cada uma das ações dos programas,
organizando-se, assim, a carga horária total das ACE ao longo do Curso.
Projeto Pedagógico do Curso de Química – Licenciatura-------------------------------------------------------------------
179
Parágrafo único – Cada ACE poderá ter, no máximo, até 20% (vinte por
cento) da sua carga horária total na modalidade à distância.
Art. 15 - Havendo excedente de carga horária cursada, esta poderá ser
aproveitada como carga horária complementar, respeitadas as normatizações de
cada Curso.
Art. 16 - Os Cursos que já iniciaram o processo de inserção das atividades
de extensão como componente obrigatório do currículo poderão validar as suas
atividades de extensão como Atividades Curriculares de Extensão obedecendo às
normas desta resolução.
Art. 17 - Os cursos terão o prazo de 02 (dois) anos (quatro semestres) para
se adequarem ao estabelecido nesta Resolução, contados a partir de sua
aprovação.
Art. 18 - Os casos omissos deverão ser encaminhados à Pró-Reitoria de
Extensão (PROEX/UFAL) e avaliados pelo Comitê Assessor de Extensão ou por
Comissão por ele designada.
Art. 19 - Esta Resolução entra em vigor nesta data, revogadas as disposições
em contrário.
Sala dos Conselhos Superiores da Universidade Federal de Alagoas, em 19 de
fevereiro de 2018.
Profª. Maria Valéria Costa Correia
Presidenta do CONSUNI/UFAL
Resolução nº 6/2018 - CONSUNI/UFAL, de 19 de fevereiro de 2018.
DEFINE
OS
COMPONENTES
CURRICULARES
COMUNS AOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DE
FORMAÇÃO
DE
PROFESSORES
PARA
EDUCAÇÃO BÁSICA, NO ÂMBITO DA UFAL.
A
O CONSELHO UNIVERSITÁRIO da Universidade Federal de Alagoas –
CONSUNI/UFAL, no uso das atribuições legais que lhe são conferidas pelo
ESTATUTO e REGIMENTO GERAL da UFAL, de acordo com a deliberação
tomada, por ampla maioria, na sessão extraordinária ocorrida em 19 de fevereiro de
2018;
CONSIDERANDO os padrões de qualidade para a Graduação Superior
previstos na legislação vigente: Lei nº 9.394/1996, que estabelece a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB); Resolução CNE/CP nº 02/2015,
que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial e
Continuada dos Profissionais do Magistério da Educação Básica, as Diretrizes
Curriculares Nacionais de cada curso; Lei nº 13.005/2014 que estabelece o Plano
Nacional de Educação; Lei nº 9.795/1999, que define a Política Nacional de
Educação Ambiental; Lei nº 10.436/2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de
Sinais; Lei n° 11.645/2008, que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para
Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura AfroBrasileira e Indígena; Resolução nº 01/2012-CNE que estabelece Diretrizes
Nacionais para a Educação em Direitos Humanos;
CONSIDERANDO que a formação de professores deve partir da noção de
que a docência se realiza num complexo contexto social e institucional, por meio de
relações colaborativas de ensino e aprendizagem;
CONSIDERANDO que a ação de educar se situa num contexto cultural,
político, histórico, social, devendo ser encarada como uma prática capaz de
responder às demandas da sociedade brasileira, à luz de uma política institucional
claramente definida de formação docente;
CONSIDERANDO que a docência deve se basear numa sólida formação
teórica e prática, fundamentada em pressupostos pedagógicos, epistemológicos,
históricos, filosóficos, políticos, sociológicos, antropológicos e psicológicos;
CONSIDERANDO que, de acordo com a Resolução CNE/CP nº 02/2015,
que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial e
Continuada dos Profissionais do Magistério da Educação Básica, os cursos de
formação inicial docente constituir-se-ão por eixos que compreendem, de acordo
com o Art. 12, os seguintes núcleos: "I - núcleo de estudos de formação geral, das
áreas específicas e interdisciplinares, e do campo educacional, seus fundamentos
e metodologias, e das diversas realidades educacionais"; "II - núcleo de
aprofundamento e diversificação de estudos das áreas de atuação profissional,
incluindo os conteúdos específicos e pedagógicos, priorizados pelo projeto
pedagógico das instituições, em sintonia com os sistemas de ensino"; "III - núcleo
de estudos integradores para enriquecimento curricular";
CONSIDERANDO as normas acadêmicas e os fundamentos filosóficos e
políticos desta Universidade, contidos no Estatuto e Regimento Geral da UFAL, no
Projeto Pedagógico Institucional e a necessidade de se definir um conjunto de
disciplinas comuns e procedimentos acadêmicos que possam garantir a formação
docente na sua especificidade profissional, atualizando a normatização da UFAL,
em conformidade com a legislação nacional;
CONSIDERANDO a proposta elaborada pela Pró-reitoria de Graduação
(PROGRAD/UFAL) previamente apreciada e aprovada, por unanimidade, na
Câmara Acadêmica do CONSUNI em 18/12/2017;
RESOLVE:
Art. 1º - Definir os Componentes Curriculares Comuns aos Cursos de
Graduação de Formação de Professores para a Educação Básica, no âmbito da
Universidade Federal de Alagoas.
Art. 2º - Tais Componentes Curriculares Comuns correspondem à:
I - Dimensões Pedagógicas, referentes aos fundamentos e práticas
pedagógicas, comuns às demais licenciaturas, correspondendo a uma carga horária
não inferior à quinta parte da carga horária total do Curso;
II - Prática Pedagógica como componente curricular, que corresponde a 400
(quatrocentas) horas;
III - Estágio Supervisionado Obrigatório, na área de formação e atuação na
educação básica, contemplando também outras áreas específicas, se for o caso,
conforme o projeto de curso da Instituição, correspondente a 400 (quatrocentas)
horas;
IV - Outras Atividades Acadêmico-Científico-Culturais, por meio da iniciação
científica, da iniciação à docência, da extensão e da monitoria, entre outras,
consoante o projeto de curso, correspondendo a, no mínimo, 200 (duzentas) horas.
Art. 3º - Os Componentes Curriculares Comuns dos Cursos de Graduação
de Formação de Professores para a Educação Básica que constituem as
Dimensões Pedagógicas, deverão ter carga horária não inferior à quinta parte da
carga horária total do curso e tais dimensões serão desenvolvidas por meio dos
seguintes
componentes
curriculares,
distribuídos
nas
categorias
abaixo
relacionadas, de acordo com as respectivas cargas horárias e períodos:
a) Ênfase Político-Pedagógica, sob a responsabilidade da Unidade
Acadêmica Centro de Educação (CEDU), para o Campus Maceió, e do Curso de
Pedagogia ou Eixo das Pedagógicas, para as Unidades Educacionais e Campi Fora
de Sede:
I - Profissão Docente: no mínimo, 54 (cinquenta e quatro) horas - 1º período;
II - Política e Organização da Educação Básica no Brasil: 72 (setenta e duas)
horas - 2º período;
III - Desenvolvimento e Aprendizagem: 72 (setenta e duas) horas - 3º
período;
IV - Didática: 72 (setenta e duas) horas - 3º ou 4º período;
V - Gestão da Educação e do Trabalho Escolar: 72 (setenta e duas) horas 4º período;
b) Ênfase Didático-Pedagógica, sob a responsabilidade, preferencialmente,
de cada Curso:
I - Pesquisa Educacional na área específica: mínimo de 54 (cinquenta e
quatro) horas - entre 5º e 7º período;
II - Didática da área específica, com carga horária mínima de 72 (setenta e
duas) horas - entre o 4º e 6º período;
III - Outras disciplinas, de caráter didático-pedagógico, que contemplem os
pressupostos
da
formação
docente,
como
conteúdos
relacionados
aos
fundamentos da educação, direitos humanos, diversidades étnico-racial, de gênero,
sexual, religiosa, de faixa geracional, educação especial e direitos educacionais de
adolescentes e jovens em cumprimento de medidas sócio-educativas - entre o 2º e
o 7º período;
c) Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, com carga horária de 54 (cinquenta
e quatro) horas, sob a responsabilidade dos cursos de Letras ou Letras/Libras - até
o 5° período.
§ 1º - As disciplinas anteriormente referidas deverão ser ordenadas em
conformidade com a matriz curricular de cada curso, respeitadas as suas
especificidades, considerando a necessidade de formação pedagógica longitudinal
e orgânica ao longo do curso, ofertadas, preferencialmente, antes do primeiro
estágio supervisionado obrigatório.
§ 2º - Na organização de cada período, não poderão ser incluídos mais que
02 (dois) componentes curriculares de uma mesma alínea (a, b e c).
§ 3º - No caso das disciplinas que têm flexibilidade de carga horária e de
periodização, será necessário negociar essa definição com a Unidade Acadêmica,
curso ou eixo ofertante, devendo ser devidamente aprovada e registrada em ata da
instância decisória correspondente.
Art. 4º - Os Projetos Pedagógicos dos Cursos, além de estarem integrados
ao Plano de Desenvolvimento Institucional - PDI e ao Plano de Desenvolvimento
das Unidades Acadêmicas - PDU, deverão:
I - conter a distribuição das 400 (quatrocentas) horas destinadas à Prática
Pedagógica como componente curricular, desde o início e ao longo do curso, de
acordo com a Resolução CNE/CP nº 02/2015, constituindo-se pela abordagem da
pesquisa e/ou da extensão, considerando-se e atendendo às seguintes
características:
a) a "correlação teoria e prática é um movimento contínuo entre saber e fazer
na busca de significados na gestão, administração e resolução de situações
próprias do ambiente da educação escolar" (Resolução CNE N. 02/2015);
b) pode se referir à produção de conhecimento no campo da Educação
(práticas pedagógicas formal e não formal, práticas pedagógicas relativas aos
direitos humanos, relações de gênero e étnico-raciais, ambientais, entre outras) e
do
campo
didático-pedagógico
das
respectivas
áreas
de
ensino
(currículo,
metodologias de ensino e aprendizagem, pesquisa educacional e práticas
pedagógicas formal e não formal, entre outras);
c) serem constituídas por componentes curriculares com, no mínimo, carga
horária de 54 (cinquenta e quatro) horas;
II - incluir a distribuição da carga horária de 400 (quatrocentas) horas
destinadas ao Estágio Supervisionado Obrigatório, a partir do início da segunda
metade do curso, que contemple diversos aspectos da atuação pedagógica dos
licenciandos, podendo ocorrer em espaços educativos escolares e não escolares;
III - destinar 200 (duzentas) horas para outras Atividades AcadêmicoCientífico-Culturais, conforme legislação específica;
IV - reservar, em sua matriz curricular, o percentual mínimo de 10% (dez por
cento) para atividades de Extensão, conforme legislação específica;
V - destinar um componente curricular com carga horária específica que trate
das normas de metodologia científica e da produção de textos acadêmicos e
científicos;
VI - definir a carga horária do Trabalho de Conclusão de Curso - TCC, cuja
natureza contemple os aspectos da atuação e da formação político-pedagógica dos
licenciandos prioritariamente.
Parágrafo Único - No caso previsto no inciso II, de estágio supervisionado
obrigatório que ocorra em espaços não escolares, não poderá ultrapassar 1/4 (um
quarto) da carga horária total de estágio.
Art. 5º - A carga horária mínima para os cursos de Formação de Professores
é de 3.200 (três mil e duzentas) horas, devendo ser contemplada em, no mínimo,
08 (oito) semestres para cursos diurnos e em 09 (nove) semestres para cursos
noturnos.
Parágrafo Único - A carga horária dos cursos poderá ser acrescida, quando
necessário, em até 15% (quinze por cento), devendo ser garantida a articulação
teoria/prática e a formação específica e pedagógica, com o acréscimo compatível
de semestres.
Art. 6º - Os Cursos de Graduação de Formação de Professores para a
Educação Básica devem adotar a avaliação de seu Projeto Pedagógico de Curso
(PPC) como pressuposto de gestão, no sentido de possibilitar correções, reorientar
práticas pedagógicas e delimitar obstáculos administrativos.
§ 1º - Compete ao Colegiado de cada Curso de Licenciatura coordenar a
avaliação do Projeto Pedagógico de Curso (PPC), com o apoio do Núcleo Docente
Estruturante - NDE.
§ 2º - A avaliação do Projeto Pedagógico de Curso (PPC) deve ser
processual e formativa, mantendo coerência com todos os aspectos do
planejamento e da execução de cada curso.
Art. 7º - Cabe ao Colegiado de cada Curso de Licenciatura, em articulação
com o Núcleo Docente Estruturante - NDE, reformular o seu Projeto Pedagógico de
Curso (PPC).
Parágrafo Único - A implementação das alterações nos Projetos
Pedagógicos de Cursos poderá ser efetuada a partir do ano letivo de 2018.
Art. 8º - Esta Resolução entra em vigor nesta data, revogando-se todas as
disposições em contrário, em especial a Resolução Nº 59/2014-CONSUNI/UFAL.
Sala dos Conselhos Superiores da Universidade Federal de Alagoas, em 19 de
fevereiro de 2018.
Profª. Maria Valéria Costa Correia
Presidenta do CONSUNI/UFAL
APÊNDICE 1
Organização geral dos estágios supervisionados do Curso de Licenciatura
em Química da UFAL – Campus de Arapiraca
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Documentos:
● Carta de encaminhamento
● Carta de aceite aluno para direção
e professor
● Dados da equipe de estágio
● Frequência no estágio
● Planejamento das atividades de
estágio
● Avaliação do estágio
● Plano de curso
● Dados para seguro estágio (word)
● Dados para seguro estágio
(excell)
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 2
Documentos:
● Carta de encaminhamento
● Carta de aceite aluno para direção
e professor
● Dados da equipe de estágio
● Frequência no estágio
● Planejamento das atividades de
estágio
● Avaliação do estágio
● Plano de curso
● Dados para seguro estágio (word)
● Dados para seguro estágio
(excell)
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 3
Documentos:
● Carta de encaminhamento
● Carta de aceite aluno para direção e
professor
● Dados da equipe de estágio
● Frequência no estágio
● Planejamento das atividades de
estágio
● Avaliação do estágio
● Plano de curso
● Dados para seguro estágio (word)
● Dados para seguro estágio (excell)
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 4
Documentos:
● Carta de encaminhamento
● Carta de aceite aluno para direção e
professor
● Dados da equipe de estágio
● Frequência no estágio
● Planejamento das atividades de
estágio
● Avaliação do estágio
● Plano de curso
● Dados para seguro estágio (word)
● Dados para seguro estágio (excell)
Carga Horária e atividades:
Ambientação (GERE e Escola): 5h
Estudos, Socializações e
Planejamentos (8 encontros na
UFAL/Articulação entre Teoria e
Prática): 40 h
Estágio de Observação (Reflexão
Crítica), Análise de Documentos e
Legislação vigente: 50h
***
***
***
Carga Horária e atividades:
Ambientação (GERE e Escola): 5h
Estudos, Socializações e
Planejamentos (8 encontros na
UFAL/Articulação entre Teoria e
Prática): 40 h
Estágio de Observação (Reflexão
Crítica): 5h
Carga Horária e atividades:
Ambientação (GERE e Escola): 5h
Estudos, Socializações e Planejamentos
(8 encontros na UFAL/Articulação entre
Teoria e Prática): 40 h
Carga Horária e atividades:
Ambientação (GERE e Escola): 5h
Estudos, Socializações e Planejamentos
(8 encontros na UFAL/Articulação entre
Teoria e Prática): 40 h
Estágio de Observação (Reflexão
Crítica): 5h
Estágio de Observação (Reflexão
Crítica): 5h
Estágio de Coparticipação: 20h
Estágio de Intervenção: 20h
***
Estágio de Coparticipação: 5h
***
Estágio de Pesquisa em Ensino de
Química: 20h
Estágio de Coparticipação: 5h
***
Estágio de Pesquisa em Ensino de
Química: 20h
***
***
Elaboração do Relatório Final: 5 h
CARGA HORÁRIA TOTAL: 100
h
***
Estágio de docência (Micro Aulas / Estágio de Docência (Práticas de Ensino): Estágio de Docência (Práticas de Ensino):
Práticas de Ensino): 5h
20h
20h
Elaboração do Relatório Final: 5 h
Elaboração do Relatório Final: 5 h
Elaboração do Relatório Final: 5 h
CARGA HORÁRIA TOTAL: 100
CARGA HORÁRIA TOTAL: 100 h
CARGA HORÁRIA TOTAL: 100 h
h
Estudos teóricos referentes à
formação inicial de professores,
Estágios de Observação e Análise de
Documentos.
Construção de registros reflexivos
baseados em estudos teóricos.
Estudos teóricos referentes a Estágios Estudos teóricos referentes a Estágios de Estudos teóricos referentes Estágios de
de Coparticipação, docência e ensino- Docência e Estágios de Pesquisa.
Docência e Estágios de Pesquisa.
aprendizagem.
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Organização do trabalho docente
relacionados aos aspectos legais,
administrativos, político-pedagógico,
gestão escolar e das diretrizes
curriculares do ensino de Química.
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 2
Organização do trabalho docente
relacionados aos aspectos legais,
administrativos, político-pedagógico,
gestão escolar e das diretrizes
curriculares do ensino de Química.
***
***
***
***
Construção de registros reflexivos Construção de registros reflexivos Construção de registros reflexivos
baseados em estudos teóricos.
baseados em estudos teóricos e de baseados em estudos teóricos e de
pesquisa.
pesquisa.
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 3
Organização do trabalho docente
relacionados aos aspectos legais,
administrativos, político-pedagógico,
gestão escolar e das diretrizes
curriculares do ensino de Química.
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 4
Organização do trabalho docente
relacionados aos aspectos legais,
administrativos,
político-pedagógico,
gestão escolar e das diretrizes curriculares
do ensino de Química.
Acompanhamento de atividades de Acompanhamento de atividades de Acompanhamento de atividades de sala
sala de aula sugerindo e elaborando sala de aula sugerindo e elaborando de aula sugerindo e elaborando material
material de apoio.
material de apoio.
de apoio.
Planejamento, desenvolvimento e
avaliação de aulas e/ou atividades com
diferentes conteúdos curriculares de
Química (Conceitual, Procedimental,
Factual e Atitudinal), à luz da literatura
educacional.
Planejamento, desenvolvimento e
avaliação de aulas e/ou atividades com
diferentes conteúdos curriculares de
Química (Conceitual, Procedimental,
Factual e Atitudinal), à luz da literatura
educacional.
Planejamento,
desenvolvimento
e
avaliação de aulas e/ou atividades com
diferentes conteúdos curriculares de
Química (Conceitual, Procedimental,
Factual e Atitudinal), à luz da literatura
educacional.
Construção de planos de aula para a
execução das atividades propostas,
tendo como referencial as variáveis de
diferentes naturezas: dos alunos, da
matéria e do ensino.
Construção de planos de aula para a
execução das atividades propostas,
tendo como referencial as variáveis de
diferentes naturezas: dos alunos, da
matéria e do ensino.
Construção de planos de aula para a
execução das atividades propostas, tendo
como referencial as variáveis de diferentes
naturezas: dos alunos, da matéria e do
ensino.
***
Produção de conhecimentos sobre a Produção de conhecimentos sobre a
docência numa perspectiva do professor docência numa perspectiva do professor
investigador de sua própria prática.
investigador de sua própria prática.
Atuação, análise e avaliação das Atuação, análise e avaliação das Atuação, análise e avaliação das Atuação, análise e avaliação das
atividades desenvolvidas durante o atividades desenvolvidas durante o atividades desenvolvidas durante o atividades desenvolvidas durante o
estágio visando promover eventuais estágio visando promover eventuais estágio visando promover eventuais estágio visando promover eventuais
mudanças, isto é, ação-reflexão-ação.
mudanças, isto é, ação-reflexão-ação.
mudanças, isto é, ação-reflexão-ação.
mudanças, isto é, ação-reflexão-ação.
Avaliação / Produção:
Relatório Final de Estágio
Supervisionado
***
***
***
Avaliação / Produção:
Relatório Final de Estágio
Supervisionado
Projeto de Intervenção
Micro Aulas / Plano de Aula
***
***
***
***
***
Avaliação / Produção:
Relatório Final de Estágio
Supervisionado
***
***
Projeto de Pesquisa: elaboração e
realização
***
Aulas de Regência / Planos de Aula (4)
Observação: O Estágio de Regência
poderá ocorrer diretamente com o/a
professor/a em sala de aula, ou em forma
de
Minicursos,
uma
atividade
extracurricular, individual ou coletiva,
podendo contribuir para a recuperação
dos/as
alunos,
reforço
ou
aprofundamento
de
determinados
conteúdos.
Avaliação / Produção:
Relatório Final de Estágio
Supervisionado
***
***
Projeto de Pesquisa: categorização e
análise dos dados
Artigo Científico
Aulas de Regência / Planos de Aula (4)