PPC Psicologia - 2007
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS ARAPIRACA
PÓLO PALMEIRA DOS ÍNDIOS
CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA
PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO DE FORMAÇÃO EM PSICOLOGIA
Palmeira dos Índios/AL
Outubro/2007
1
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS ARAPIRACA
PÓLO PALMEIRA DOS ÍNDIOS
CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA
PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO DE FORMAÇÃO EM PSICOLOGIA
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em
Psicologia do Campus Arapiraca, elaborado com objetivo
da sua adequação às Diretrizes Curriculares Nacionais.
Equipe de elaboração da Versão Original:
Rodrigo Barros Gewehr
Professor do Departamento de Psicologia
Adélia Augusta Souto de Oliveira
Professora do Departamento de Psicologia
Margarida M. S. dos Santos - Colaboração
Professora do Departamento de Serviço Social
Responsável pela Versão modificada:
Colegiado do Curso de Graduação em Psicologia
UFAL – Campus Arapiraca – Pólo Palmeira dos Índios
Palmeira dos Índios/AL
Outubro/2007
2
IDENTIFICAÇÃO
DO
CURSO
NOME DO CURSO: Formação em Psicologia
TITULO CONFERIDO: Psicólogo
DOCUMENTO DE AUTORIZAÇÃO: Parecer CNE/CES 52/2007
PORTARIA DE RECONHECIMENTO: Resolução CONSUNI 20/2005
TURNO: Diurno
CARGA HORARIA: 4.000 horas
DURAÇÃO:
Mínima: 5 anos
Máxima: 8 anos
VAGAS: 40 (oferta anual)
PERFIL DO EGRESSO: Um profissional comprometido com a educação integral e a formação do cidadão,
com a promoção da saúde nos diversos níveis de atuação, capaz de compreender e intervir na
estrutura e funcionamento da sociedade, numa abordagem pluridisciplinar e numa visão histórica,
ética e política, bem como um profissional atento à constituição e estruturação do sujeito psíquico,
seus padecimentos e meios de conquista da saúde. Um profissional atento à pesquisa e
desenvolvimento dos vetores teóricos de que se utiliza na prática profissional.
CAMPOS DE ATUACAO:
Organizações governamentais e não-governamentais; centros comunitários, empresas e
indústrias;
Instituições educacionais (escolas, universidades, creches, orfanatos, centros de pesquisas).
Instituições de saúde (ambulatórios, postos de saúde, clínica e hospitais);
Institutos de pesquisas.
FORMA DE INGRESSO: A primeira forma de acesso aos cursos da Universidade Federal de Alagoas é
normatizado pela Resolução nº 18/2005 – CEPE, de 11 de julho de 2005, que trata do Processo
Seletivo da Universidade Federal de Alagoas. Outras resoluções e legislações nacionais
normatizam as demais formas de ingresso no curso através de transferência, reopção, matrícula de
diplomados, Programa de Estudantes-Convênio de Graduação, ex-oficio etc. Todas essas
resoluções estão disponibilizadas no endereço eletrônico: www.ufal.br, mais especificamente na
página da PROGRAD, em normas acadêmicas.
COLEGIADO OU EQUIPE DE ELABORAÇÃO:
Parmênides Justino Pereira - Prof. Coordenador do Curso de Psicologia
Maria Augusta Costa dos Santos - Professora Assistente do Curso de Psicologia
Rafael Alexandre Belo Albuquerque Pereira – Professor Substituto
Jaffia Alves de Mello - Representando dos Discentes
Lidiane Ramos da Silva - Representante dos técnicos-administrativos
Everaldo Bezerra de Albuquerque - Representante dos técnicos-administrativos - Suplente
3
SUMÁRIO
4
1. Introdução/Justificativa ...........................................................................
05
Objetivos do curso...................................................................................
06
2. Perfil do Egresso.....................................................................................
07
3. Habilidades - Competências – Atitudes...................................................
08
4. Habilitações e Ênfases ...........................................................................
09
5. Conteúdos – Matriz Curricular.................................................................
10
6. Ordenamento Curricular..........................................................................
15
7. Estágio Supervisionado...........................................................................
18
8. Trabalho de Conclusão de Curso - TCC.................................................
20
9. Atividades complementares.............................................
20
10. Avaliação.....................................................................................................
21
1 - INTRODUÇÃO
Tendo em vista o caminho que a Universidade Pública vem seguindo, no sentido de se
interiorizar, e levando em consideração a demanda local pelo profissional de Psicologia, propõe-se,
neste projeto, uma estrutura conceitual e curricular inicial para a implantação de um curso de
Psicologia na cidade de Palmeira dos Índios.
Por se tratar de um curso da área de Ciências Humanas, e que exige um preparo apurado
do profissional, o projeto aqui apresentado visa tanto à construção de um espaço para debates
contextualizados na área de Humanas, quanto à promoção de condições para uma boa formação
técnica dos estudantes que ingressarão neste curso.
Como estamos lidando com uma experiência nova, lançando as bases para um
desenvolvimento profissional que não precise dos recursos e estruturas do campus central,
incentivando a criação de um pólo de investigação e desenvolvimento da Psicologia no interior do
estado, cumpre seguir alguns cuidados que permitam uma avaliação constante do curso e
atualização de sua estrutura e funcionamento, conforme às necessidades identificadas ao longo da
implantação do curso. Neste sentido, são atuais as palavras empregadas no projeto de criação do
curso de Psicologia da UFAL, em Maceió:
Durante a concepção do Curso de Psicologia, algumas questões voltadas para a sua
operacionalização permaneceram insistentemente presentes nas discussões que visaram ao
estabelecimento dos marcos conceitual e estrutural, objetivando explorar o máximo possível todas
as variáveis envolvidas com a decisão dessa criação. Daí, as definições sobre as estratégias para
entrelaçar disciplinas seqüenciais e/ou complementares, sobre a integralização de teoria e prática
dentro dos limites da realidade da UFAL e do mercado de trabalho, sobre o quantitativo de anos
necessários para formar um profissional, e mais inúmeras outras, foram calcadas no
amadurecimento desses questionamentos e na convicção de que o nosso sistema de ensino superior
está se transformando. Essa transformação tem acontecido num processo contínuo e aperfeiçoado,
corrigindo os erros do passado, desestimulando o descompromisso de professores com a formação
global do aluno e incentivando, enfim, um ensino articulado e comprometido com o contexto global
em que o estudante está inserido. Vale ressaltar então que, condizente com esta postura, o
Departamento decide, como procedimentos básicos para o acompanhamento do curso,
principalmente durante os seus primeiros 6 anos, não só aqueles determinados por lei, mas ainda um
outro que compreenda o envolvimento de profissionais das áreas de Psicologia e das outras ciências
afins, atuantes no mercado de trabalho, representantes das entidades da classe, professores do curso
e estudantes, que, em conjunto e sob a sua coordenação, reavaliem os passos do curso e reorientem
5
estratégias de condução dos estágios práticos e enfim, aperfeiçoem as interfaces do curso com
outras áreas internas ou externas à Universidade.
Esse movimento em direção a uma reavaliação constante é necessário para que o curso
identifique, mensure e supere eventuais problemas de implantação; eventuais desajustes com a
realidade local; eventuais carências que os anos venham a salientar. O processo de auto-avaliação
do curso é, inclusive, parte das normas curriculares nacionais para os cursos de Psicologia
(conforme parecer CNE/CES 0062/2004, aprovado e, 19/02/2004).
Objetivos Gerais:
Formar profissionais de Psicologia, capazes de compreender a conjuntura atual
do país e, desta forma, inserir-se na sua estrutura sócio-econômica e política, a
fim de interferir nas questões psicológicas nas diversas instâncias sociais.
Proporcionar aos acadêmicos do Curso de Psicologia os conhecimentos
requeridos para o exercício de competências e habilidades gerais no que se
refere à atenção à saúde, à tomada de decisão, à comunicação, à liderança, à
administração e gerenciamento e à educação continuada.
Objetivos Específicos:
Proporcionar um sólido embasamento teórico-prático que possibilite o aluno a
adquirir a competência técnico-científica necessária para fazer frente às
exigências que este campo de atuação impõe ao profissional desta área.
Envolver professores e alunos na elaboração permanente do diagnóstico da
realidade, com vistas ao compromisso com as transformações contemporâneas.
Comprometer professores e alunos numa práxis que possibilite seguir na
construção da ciência da Psicologia, através da política institucional de ensino,
de pesquisa e de extensão.
Consolidar uma formação que valoriza e potencializa o compromisso éticopolítico do fazer multiprofissional e interdisciplinar, ressaltando as interações
entre educação, trabalho e práticas sociais.
6
2 - PERFIL DO EGRESSO1
2.1. Perfil Geral:
1.Formação generalista – aquisição de conhecimentos básicos da área.
2.Formação científica, crítica e reflexiva – apreensão de uma postura consciente e
responsável quanto à utilização de métodos e técnicas científicas, à avaliação e à produção
de conhecimentos da Psicologia.
3.Formação interdisciplinar – estabelece a necessidade de interfaces com outros saberes e
profissões para a compreensão dos fenômenos humanos, decorrentes do reconhecimento das
especificidades e limites da prática psicológica.
4.Formação pluralista - implicando no reconhecimento e na análise comparativa da
diversidade de sistemas psicológicos — fundamentação teórica e epistemológica —
garantindo ainda a reflexão sobre os efeitos particulares das práticas decorrentes de cada
uma dessas articulações conceituais.
5.Autonomia – desenvolvimento da capacidade de busca e uso de conhecimentos
produzidos pela ciência psicológica e por diferentes áreas relacionadas ao objeto da
profissão. Neste sentido, garantindo atualizações e aprendizagens constantes e de forma
autônoma.
6.Compromisso ético - crítica cuidadosa quanto aos efeitos individuais e coletivos das
intervenções profissionais, da produção de conhecimentos psicológicos e sua transmissão; e
capacidade de pautar a conduta profissional por referenciais legais e éticos da categoria.
7.Compromisso político-social - uma formação fundamentada na dimensão sócio-histórica
do homem; voltada para as necessidades da maioria da população e para a melhoria das
condições de vida.
2.2. Perfil Específico:
Perfil do Psicólogo
Um profissional comprometido com a educação integral e a formação do cidadão, com a
promoção da saúde nos diversos níveis de atuação, capaz de compreender e intervir na estrutura e
funcionamento da sociedade, numa abordagem pluridisciplinar e numa visão histórica, ética e
política, bem como um profissional atento à constituição e estruturação do sujeito psíquico, seus
1
7
Cf. Projeto de Reforma Curricular do curso de Psicologia da UFAL – Maceió (2005)
padecimentos e meios de conquista da saúde. Um profissional atento à pesquisa e desenvolvimento
dos vetores teóricos de que se utiliza na prática profissional.
3. COMPETÊNCIAS, HABILIDADES, ATITUDES2
As novas diretrizes curriculares para os cursos de Psicologia no Brasil, afirmam o
seguinte, no que tange às competências almejadas ao profissional de Psicologia:
Art 8o. – As competências reportam-se a desempenhos e atuações
requeridas do formado em Psicologia, e devem garantir ao profissional um
domínio básico de conhecimentos psicológicos e a capacidade de utiliza-los
em diferentes contextos que demandam a investigação, análise, avaliação,
prevenção e atuação em processos psicológicos e psicossociais, e na
promoção da qualidade de vida. São elas:
a) Analisar o campo de atuação profissional e seus desafios
contemporâneos.
b) Analisar o contexto em que atua profissionalmente em suas dimensões
institucional e organizacional, explicitando a dinâmica das interações
entre os agentes sociais.
c) Identificar e analisar necessidades de natureza psicológica, diagnosticar,
elaborar projetos, planejar e agir de forma coerente com referenciais
teóricos e características da população-alvo.
d) Identificar, definir e formular questões de investigação científica no
campo da Psicologia, vinculando-as a decisões metodológicas quanto à
escolha, coleta, e análise de dados em projetos de pesquisa.
e) Escolher e utilizar instrumentos e procedimentos de coleta de dados em
Psicologia, tendo em vista a sua pertinência.
f) Avaliar problemas humanos de ordem cognitiva, comportamental e
afetiva, em diferentes contextos.
g) Coordenar e manejar processos grupais, considerando as diferenças
individuais e sócio-culturais dos seus membros.
h) Coordenar e manejar processos grupais, considerando as diferenças
individuais e sócio-culturais dos seus membros.
i) Atuar inter e multiprofissionalmente, sempre que a compreensão dos
processos e fenômenos envolvidos assim o recomendar.
j) Relacionar-se com o outro de modo a propiciar o desenvolvimento de
vínculos interpessoais requeridos na sua atuação profissional.
k) Atuar profissionalmente, em diferentes níveis de ação, de caráter
preventivo ou terapêutico, considerando as características das situações
e dos problemas específicos com os quais se depara.
l) Realizar orientação, aconselhamento psicológico e psicoterapia;
m) Elaborar relatos científicos, pareceres técnicos, laudos e outras
comunicações profissionais, inclusive materiais de divulgação.
2
8
Cf. Parecer CNE/CES 0062/2004, aprovado em 19/02/2004
n) Apresentar trabalho e discutir idéias em público.
o) Saber buscar e usar o conhecimento científico necessário à atuação
profissional, assim como gerar conhecimento a partir da prática
profissional.
4. HABILITAÇÕES E ÊNFASES
•
FORMAÇÃO EM PSICOLOGIA (grau de Psicólogo)
Tempo mínimo: 5 (cinco) anos
Tempo máximo: 8 (oito) anos
Em acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em
Psicologia (Parecer CNE/CES 0062/2004, aprovado em 19/02/2004), os cursos de Psicologia
deverão garantir formação “abrangente e pluralista”. Todavia, além dessa formação de caráter
amplo, está regulamentado que cada curso “...deverá possibilitar ao aluno, pelo menos, duas ênfases
curriculares”. Ou seja, juntamente com a formação geral, que agrega os conhecimentos já
estabelecidos e fundamentais para o exercício da Psicologia, os cursos deverão enfocar áreas
específicas, de acordo com a demanda local e de acordo com uma decisão coletiva de colegiado que
opte por imprimir em determinado curso um direcionamento específico.
Como se trata de um curso novo, a decisão pelas ênfases acaba sendo algo arbitrária e
pode ser mais bem estudada após a implantação do curso e contato mais íntimo com a realidade do
local onde este curso estará sendo operacionalizado. Logo, com o andamento das atividades da
Psicologia em Palmeira dos Índios essas ênfases possivelmente tenham que ser ampliadas e/ou
modificadas.
A princípio, para instalação do curso, pensamos nas seguintes ênfases curriculares:
1.
Psicologia e processos educativos: “...compreende a concentração nas
competências para diagnosticar necessidades, planejar condições e realizar
procedimentos que envolvam o processo de educação e de ensinoaprendizagem através do desenvolvimento de conhecimentos, habilidades,
atitudes e valores de indivíduos e grupos em distintos contextos
institucionais em que tais necessidades sejam detectadas.”3
2.
Psicologia e processos de prevenção e promoção da saúde: “... consiste na
concentração em competências que garantam ações de caráter preventivo, em
3
9
Cf. Parecer CNE/CES 0062/2004, aprovado em 19/02/2004
nível individual e coletivo, voltadas para a capacitação de indivíduos, grupos,
instituições e comunidades a protegerem e promoverem a saúde e qualidade
de vida, em diferentes contextos em que tais ações possam ser demandadas.”4
5. CONTEÚDOS / MATRIZ CURRICULAR5
Primeiro semestre
Sociedade, natureza e desenvolvimento: relações locais e globais.
Reflexão crítica sobre a realidade, tendo como base o conhecimento de mundo a partir de um
contexto local e sua inserção global, através de abordagem interdisciplinar sobre sociedade, seu
funcionamento, reprodução, manifestações diversas e suas relações com a cultura, economia,
política e natureza.
Produção do conhecimento: ciência e não-ciência.
Instrução e discussão sobre ciência e seus instrumentos, procedimentos e métodos científicos, mas
também sobre as expressões de conhecimento tradicional, populares e locais, para o reconhecimento
de um diálogo de saberes e a internalização de novos paradigmas.
Lógica, informática e comunicação.
Oferta de instrumentais básicos requeridos pelo cursar da graduação universitária,
fundamentalmente: usos da linguagem, indução e dedução; novas tecnologias de comunicação, usos
do computador e da internet, expressão escrita, análise, interpretação e crítica textual.
Segundo semestre
Introdução à Psicologia
Origens remotas da Psicologia. O que é a Psique?. O "nascimento" da Psicologia como disciplina
científica. Influências filosóficas na Psicologia. O laboratório de Leipzig e as primeiras
experimentações em Psicologia. Métodos utilizados na investigação psicológica; seu objeto de
estudo e principais áreas de atuação.
Introdução à Filosofia
O conhecimento filosófico, sua relação com os demais conhecimentos e com a atividade humana.
Diferentes concepções de homem e de mundo. Correntes filosóficas incidentes na atualidade.
4
Cf. Parecer CNE/CES 0062/2004, aprovado em 19/02/2004
Algumas ementas foram retiradas de cursos de outras universidades e/ou construídas tendo como parâmetro o que tais
cursos oferecem. Em todas as ocasiões em que isso ocorreu, os cursos de origem das ementas está referenciado em nota
de pé de página. Isso foi feito com base no estudo de alguns ementários e por acreditarmos que algumas ementas
propostas por outros cursos sintetizam bem a proposta das disciplinas ofertadas aqui e vão ao encontro do que está
sendo pensado para este curso. As disciplinas que não possuem referências específicas têm ementas retiradas ou
baseadas nas ementas do curso de Psicologia da UFAL – Maceió.
5
10
Pesquisa em Ciências Sociais
Introdução à prática investigativa, considerando os fundamentos teórico-metodológicos da pesquisa
na produção de conhecimentos; tipologia e planejamento da pesquisa, instrumentos e técnicas na
investigação em ciências sociais.
Introdução à Antropologia
A realização dialética entre o material e o simbólico na construção das identidades sociais e da
subjetividade. Imaginário, representações sociais e expressões culturais dos diferentes segmentos
sociais como ênfase na realidade brasileira e suas particularidades regionais.
Introdução à Sociologia
Matrizes clássicas do pensamento sociológico – Marx. Weber, Durkheim. Processos sociais
fundamentais: industrialização, modernização, urbanização e seus constitutivos – classes sociais e
instituições.
Terceiro semestre
Psicologia Social I
Os referenciais teóricos e epistemológicos da disciplina e sua interdisciplinariedade.
Psiconeurobiologia
Bases anatômicas do sistema nervoso. Bases fisiológicas do sistema nervoso. A relação entre os
aspectos psicológicos e biológicos do comportamento humano.
Metodologia da Pesquisa Psicológica6
Produção de conhecimento científico em Psicologia e suas implicações epistemológicas,
filosóficas e sociais. Introdução aos métodos quantitativos e qualitativos de pesquisa empírica e
debate acerca de suas divergências. Níveis e modalidades de pesquisa. Ética na pesquisa com seres
humanos.
Ética Profissional7
O estudo da ética numa perspectiva histórica e filosófica. Problemas atuais da Bioética e sua relação
com o campo da psicologia. Análise da formação e da profissão do psicólogo e de sua ética
profissional específica. Conhecimento e discussão do código de ética do Psicólogo.
Teorias e Sistemas Psicológicos I
A constituição da psicologia como ciência autônoma. Os primeiros sistemas teóricos da Psicologia:
o associacionismo, o estruturalismo, o funcionalismo. A Völkerpsychologie de Wundt. A Gestalt.
Quarto semestre
Psicologia Social II
As teorias psicossociais contemporâneas. As abordagens teórico-metodológicas sob influência
européia, norte-americana e latino-americana.
6
Idem.
7
Fonte: ementário do curso de Psicologia da Universidade do Oeste de Santa Catarina – Campus Joaçaba (UNOESC).
11
Teorias e Sistemas Psicológicos II
Panorama descritivo dos objetos, métodos, conceitos e aplicações da Psicologia de acordo com as
diversas teorias psicológicas contemporâneas.
Psicologia do Desenvolvimento I
Abordagem das principais teorias que norteiam a Psicologia do Desenvolvimento. Aspectos
relativos ao processo de desenvolvimento humano (físico, psicomotor, afetivo, cognitivo e social).
Estágio Básico em Saúde Psicossocial
O desenvolvimento da Psicologia Comunitária como teoria e intervenção da Psicologia Social.
Aspectos históricos, categorias de análise e níveis de intervenção psicossociais. Atividades práticas
em Psicologia Social. Processo de construção de um projeto de intervenção psicossocial e
atividades práticas iniciais subsidiadas por referenciais teórico-metodológicos da área de
conhecimento.
Psicologia da Personalidade I
O conceito de Personalidade. A constituição do sujeito psíquico. Introdução às teorias da
Personalidade. A Teoria do Sujeito na visão da Psicanálise.
Quinto semestre
Psicologia da Personalidade II
A Teoria do Sujeito na visão de Jung. As teorias culturalistas de base analítica. A visão cognitivocomportamental. A Teoria do Sujeito em Jean Piaget.
Psicologia do Desenvolvimento II
Abordagem das principais teorias sobre o processo da Adolescência. Aspectos relativos ao processo
de desenvolvimento do adolescente (biológico, físico, cognitivo e social). Aspectos relativos ao
processo de desenvolvimento após a adolescência (biológico, físico, cognitivo e social). Abordagem
de temas contemporâneos associados à adolescência e a velhice.
Psicologia da Aprendizagem
Conceitos de aprendizagem humana. Perspectivas inatista-maturacionista, empirista-associacionista
e interacionaista. Teorias comportamentalista, inatista, interacionista e sócio-histórica.
Técnicas de Exames Psicológicos I8
Estudos de métodos e técnicas de avaliação psicológica. Histórico dos testes
psicológicos, conceitos básicos, requisitos científicos, tipos e características. Testes psicométricos e
testes projetivos. O processo de avaliação psicológica: escolha do material, aplicação, avaliação,
interpretação e comunicação dos resultados.
Psicologia Geral e Experimental I
Noções sobre a prática do método experimental, executando-o, elaborando o relato da experiência
científica, com ampla discussão a respeito das variáveis relacionadas com o método e o respectivo
estudo. Os aspectos teóricos, inclusive que fundamentam as atividades experimentais, estão
relacionadas aos processos básicos do comportamento: memória, percepção, pensamento,
Criatividade, inteligência, motivação, emoção, resolução de problemas.
8
Fonte: ementário do curso de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). /
ementário do curso de Psicologia da USP de Ribeirão Preto.
12
Estágio Básico em Educação
Aspectos filosóficos e sociológicos da Educação. Panorama geral da Educação no Brasil.
Introdução à Psicologia Escolar. Aspectos da prática da Psicologia Escolar. Instrumentalização para
uma abordagem de campo inicial em Psicologia Escolar.
Sexto semestre
Problemas Escolares
Abordagens dos problemas e distúrbios de aprendizagem. O fracasso escolar. Os mecanismos de
rotulação, culpabilização, marginalização e exclusão nas relações aluno-escola e professor-aluno.
Psicologia Hospitalar
Com base no conceito de prevenção e psico-higiene, a disciplina fará seu percurso mostrando a
prática do psicólogo no contexto hospitalar, a partir da compreensão do processo saúde-doença.
Práticas de observação, descrição e análise do ambiente hospitalar, considerando a atuação do
psicólogo neste local.
Psicologia Social Comunitária
O desenvolvimento da Psicologia Comunitária como teoria e intervenção da Psicologia Social.
Aspectos históricos, categorias de análise e níveis de intervenção psicossociais. Práticas de
intervenção.
Psicologia Geral e Experimental II
Proporcionar ao aluno a consolidação da prática experimental, considerando-se três aspectos
básicos: 1) execução do método experimental em área social, deslocando-se do laboratório
tradicional para o meio externo da Universidade; 2) execução de experimentação animal, cujo
procedimento é indispensável à aprendizagem do método, no entanto incompatível com o uso de
sujeitos humanos; 3) elaboração (criação) individual de um Plano Experimental.
Técnicas de Exames Psicológicos II9
Entrevista psicológica: tipos, técnicas e manejos. O manejo da entrevista nas diferentes fases do
desenvolvimento e nos diferentes âmbitos de trabalho do Psicólogo.
Sétimo semestre
Psicopatologia I
O que é pathos. Normal versus patológico. A Psicopatologia e as Funções do Eu. Introdução às
distintas psicopatologias: geral, “nosográfica” e fundamental. As séries complementares propostas
por Freud.
Psicodiagnóstico I10
Estudo pormenorizado de um conjunto de testes psicológicos (psicométricos e projetivos), visando
sua imediata utilização prática. Princípios éticos da avaliação psicológica.
9
Fonte: ementário do curso de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). /
ementário do curso de Psicologia da Universidade do Oeste de Santa Catarina – Campus Joaçaba (UNOESC).
10
Fonte: ementário do curso de Psicologia da USP de Ribeirão Preto
13
Psicologia Organizacional e do Trabalho I11
Compreensão de organização como sistema social, técnico, ideológico; gênese das relações de
poder, dilemas e contradições no ambiente organizacional; políticas organizacionais como
instrumentos de mediação da organização; impactos do sistema sobre a subjetividade.
Psicologia Escolar/ Educacional I
Campo e conceituação da Psicologia Escolar/Educacional. Área de atuação e a função do psicólogo
escolar/educacional. Principais teorias da psicologia escolar/educacional.
Teorias e Técnicas Psicoterápicas I
As diversas abordagens de psicoterapia. Semelhanças e diferenças entre as técnicas psicoterápicas.
Relação terapêutica e intervenção nos vários procedimentos psicoterápicos.
Dinâmica de Grupo e Relações Humanas I12
Identificação das principais concepções sobre o desenvolvimento grupal – dinâmica de
grupo, psicanálise, psicossociologia e psicodrama – quanto à estrutura, organização, dinâmica e
processo grupal.
Oitavo semestre
Psicodiagnóstico II13
Os diferentes tipos entrevista e suas aplicações práticas. Exercícios práticos de entrevista nos
diferentes campos de atuação.
Dinâmica de Grupo e Relações Humanas II14
Princípios norteadores da coordenação de grupos de acordo com os pressupostos teóricos
psicosociológicos, psicanalíticos e psicodramáticos.
Psicologia Escolar/ Educacional II
A Psicologia Escolar/Educacional no Brasil e no Nordeste a partir de referenciais críticos e
reflexivos que problematizam a atuação e o papel social deste campo. A pesquisa e a intervenção
em Psicologia Escolar/Educacional. Atuação inter e multidisciplinar.
Psicopatologia II
Neurose. Psicose. Perversão. Os principais agrupamentos nosográficos da psiquiatria
contemporânea Etiologia versus nosografia; a questão do diagnóstico. A Psicopatologia e as
relações de trabalho. Significação do trabalho e sofrimento.
11
12
Fonte: ementário do curso de Psicologia da Universidade do Oeste de Santa Catarina – Campus Joaçaba (UNOESC).
Fonte: ementário do curso de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
13
Idem.
14
Fonte: ementário do curso de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
14
Psicologia Organizacional e do Trabalho II15
A prática da psicologia dentro da organização; metodologia e instrumentos intervenção; a
organização como campo para pesquisa e de construção de uma prática do psicólogo.
Teorias e Técnicas Psicoterápicas II
A entrevista como técnica psicoterápica. O processo diagnóstico e encaminhamentos. Planejamento
e metas terapêuticas. Atividades práticas na clínica psicológica.
Nono semestre
Estágios Específicos
Trabalhos de intervenção na realidade, nas áreas específicas escolhidas pelo aluno.
TCC I
Trabalho de pesquisa para a realização do TCC.
Décimo semestre
Estágios Específicos
Trabalhos de intervenção na realidade, nas áreas específicas escolhidas pelo aluno.
TCC II
Trabalho de pesquisa para a realização do TCC.
* Seminários integradores
Deverão tratar sobre tema geral, interdisciplinar a ser definido pelos colegiados dos cursos.
6. ORDENAMENTO CURRICULAR
1º Semestre (Tronco Comum)
Disciplinas
Sociedade, natureza e desenvolvimento: relações
locais e globais
Produção do conhecimento: ciência e não-ciência
Lógica, informática e comunicação
Seminário integrador I e II
Carga Horária Total
Horas/
Semana
06
Horas/
Semestre
120
06
06
02
120
120
40
400
2º Semestre (Tronco Intermediário)
Disciplinas
15
Idem.
15
Horas/
Semana
Horas/
Semestre
Pesquisa em Ciências Sociais
06
120
Introdução à Psicologia
Introdução à Filosofia
Introdução à Sociologia
Introdução à Antropologia
Seminário integrador
Carga Horária Total
04
04
03
03
02
80
80
60
60
40
440
3º Semestre (Início do Tronco Profissionalizante)
DISCIPLINAS DO EIXO BÁSICO (OBRIGATÓRIAS)/ TRONCO COMUM
Disciplinas
Carga Horária
Psiconeurobiologia
Teorias e Sistemas Psicológicos I
Psicologia Social I
Metodologia da Pesquisa Psicológica
Ética Profissional
Disciplina eletiva
80
80
80
80
80
80
480
Carga Horária Total
4º Semestre
Disciplinas
Carga Horária
Teorias e Sistemas Psicológicos II
Psicologia do Desenvolvimento I
Psicologia Social II
Psicologia da Personalidade I
Estágio Básico em Saúde Psicossocial
Disciplina eletiva
Carga Horária Total
80
80
80
80
80
80
480
5º Semestre
Disciplinas
16
Carga Horária
Psicologia do Desenvolvimento II
Técnicas de Exames Psicológicos I
Psicologia da Personalidade II
Psicologia da Aprendizagem
Estágio básico em Educação
Psicologia Geral e Experimental I
Disciplina Eletiva
Carga Horária Total
60
60
80
80
80
60
60
480
6º Semestre
Disciplinas
Carga Horária
Técnicas de Exames Psicológicos II
Psicologia Social Comunitária
Psicologia Hospitalar
Psicologia Geral e Experimental II
Problemas Escolares
Disciplina eletiva
60
120
120
60
60
60
Carga Horária Total
480
7º Semestre
Disciplinas
Carga Horária
Psicodiagnóstico I
Psicologia Organizacional e do Trabalho I
Teorias e Técnicas Psicoterápicas I
Dinâmica de Grupo e Relações Humanas I
Psicopatologia I
Psicologia Escolar/Educacional I
Disciplina eletiva
60
60
80
80
60
80
60
Carga Horária Total
480
8º Semestre
Disciplinas
Disciplina eletiva
Psicopatologia II
Psicologia Organizacional e do Trabalho II
Psicodiagnóstico II
Teorias e Técnicas Psicoterápicas II
Psicologia Escolar / Educacional II
Dinâmica de Grupo e Relações Humanas II
17
Carga Horária
60
60
60
60
80
80
80
Carga Horária Total
480
9º Semestre
Disciplinas
TCC I
Carga Horária
40
Estágio Específico I – Áreas
Psicologia Clínica – Estágio I
Psicologia Organizacional e do Trabalho- Estágio I
Psicologia Escolar / Educacional- Estágio I
Psicologia Social Comunitária-Estágio I
220
220
220
220
Carga Horária Total
260
10º Semestre
Disciplinas
TCC II
Carga Horária
40
Estágio Específico I – Áreas
Psicologia Clínica- Estágio II
Psicologia Organizacional e do Trabalho- Estágio II
Psicologia Escolar / Educacional- Estágio II
Psicologia Social Comunitária- Estágio II
220
220
220
220
Carga Horária Total
260
TOTAL DE HORAS: 4.240
7. ESTÁGIO SUPERVISIONADO
O curso de Psicologia deverá fornecer condições para estágios nas áreas Clínica, Escolar,
Social/Comunitária e Organizacional. É dever da Universidade subsidiar o aluno na realização dos
estágios obrigatórios, desde convênios com instituições que permitam a realização dos estágios até
o necessário corpo docente responsável por supervisionar o trabalho dos alunos. Além disso, é
necessário que a Universidade crie uma Clínica-Escola na qual os alunos, atendendo à comunidade,
possam também fazer sua prática de Psicologia Clínica. Além disso a construção de um Serviço de
Psicologia é uma exigência das novas diretrizes aprovadas para os cursos de Psicologia no Brasil 16,
16
Cf. Parecer CNE/CES 0062/2004, aprovado em 19/02/2004
18
de modo que a instalação desse novo curso precisa pensar no espaço físico adequado e supervisores
em número e preparo suficientes para a implantação dessa clínica.
Também é necessária a implantação de um laboratório para as aulas de Psicologia
Experimental, que atualmente tem sido substituído o uso de animais por programas informatizados,
por meio dos quais é possível o desenvolvimento de experimentos de forma virtual. Da mesma
forma, a prática em laboratório de Anatomia, importante para a base inicial do curso, sobretudo no
que tange à anatomia e fisiologia do Sistema Nervoso (a disciplina Bases Biológicas do
Comportamento tem um aporte direto com a anatomia e sobretudo com a fisiologia), pode ser
substituída por materiais sintéticos que representam o corpo humano, especialmente o cérebro.
O trabalho de conveniar-se com locais de estágios para os alunos (além da construção de
um local para o funcionamento do Serviço de Psicologia) é de fundamental importância para a
legitimidade do curso e para que os alunos venham a ter a possibilidade de uma formação
consistente. Para além de uma exigência legal, trata-se de um compromisso ético, pois a Psicologia
necessita de prática e mais, necessita que essa prática seja constantemente confrontada com os
aspectos teóricos estudados em sala de aula.
Em acordo com as novas diretrizes curriculares aprovadas para o curso de Psicologia, os
estágios devem compor no mínimo 15 % da carga horária total do curso. Em um curso de 4.000
horas, os estágios devem totalizar, no mínimo, 600 horas. Para o projeto aqui proposto, os estágios
estão divididos em Estágio Básico (com um total de 160 horas), que será realizado durante o quarto
e o quinto semestre; e em Estágio Específico (totalizando 440 horas), realizado durante o nono e o
décimo semestre.
O Estágio Básico tem como função propiciar ao estudante um primeiro contato com os
campos de atuação da Psicologia. Trata-se de um estágio supervisionado no qual o estudante
acompanha e executa tarefas básicas (observação, descrição das atividades, coleta de dados, etc.)
nos campos de estágio ofertados pelo curso.
O Estágio Específico propiciará ao estudante a prática efetiva em área de atuação da
Psicologia. É o momento de o futuro profissional exercer as atividades que um psicólogo
desenvolve na área e local, onde a Psicologia está inserida. Também é um estágio supervisionado,
todavia, diferentemente do estágio básico, neste o estudante tem o compromisso de verticalizar o
saber dentro da área ou áreas específicas que ele eleger para seu estágio.
19
8. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
O trabalho de conclusão de curso consiste numa pesquisa que deverá resultar numa
monografia. O estudante também deverá defender seu trabalho perante uma banca examinadora,
composta por professores do curso ou convidados. Para o TCC, o estudante contará com o
acompanhamento de um professor orientador – a ser escolhido mediante mútuo entendimento tendo o direito e o dever de realizar, durante o nono e o décimo semestre, orientações regulares
(para tanto foi definida, no ordenamento curricular, uma carga horária específica para essa
atividade). O trabalho de conclusão de curso pode centrar-se tanto numa atividade de cunho teórico
quanto numa atividade de pesquisa empírica, de caráter teórico-prático, bem como em trabalhos
baseados nas experiências de estágio que os acadêmicos terão ao longo do Estágio Específico.
9. ATIVIDADES COMPLEMENTARES
Como atividades complementares, sugerimos a oferta de disciplinas eletivas, como
também pode ser considerados os estágios não obrigatórios, realizados pelos alunos durante o curso
e com aprovação do colegiado, no sentido de que possibilitem o contato dos alunos com os campos
de atuação e que ampliem o contato do curso com a comunidade. Além dessas atividades, podem
ser consideradas como atividades complementares, a participação em eventos científicos, bem como
a publicação de artigos em periódicos e/ou revistas com reconhecido valor científico. Com a
consolidação do curso em Palmeira dos Índios, atividades de Pesquisa e Extensão também deverão
ser implantadas a fim de que a missão da Universidade Pública possa ser implantada no interior do
estado e para que a Psicologia também possa crescer e consolidar-se na região.
A fim de regulamentar a prática das atividades complementares, foram criadas as
disciplinas de Tópicos Especiais I e II (sétimo e oitavo semestre). Nestas, o aluno pode optar por
disciplinas eletivas de seu interesse (abaixo segue uma lista de potencias disciplinas eletivas a serem
ofertadas pelo próprio curso), dentro ou fora do curso, que sejam pertinentes para a formação do
psicólogo de acordo com o perfil acima exposto.
9.1. Elenco de Disciplinas Eletivas17
Psicologia preventiva
Aconselhamento na Área de Saúde e Social
Teoria Psicanalítica
17
Conforme ressaltado acima, estas disciplinas podem ser ampliadas e/ou reduzidas, de acordo com a demanda, ou com
disponibilidade do Colegiado.
20
Abordagem Corporal
Técnicas de Entrevista Psicológica
Psicoterapia Fenomenológico-Existencial
Psicoterapia da Criança
Psicoterapia Breve
Psicologia da Saúde
Tópicos Especiais em Psicologia Clínica
Trabalho e Sociabilidade
LIBRAS
10. ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO
O acompanhamento dos acadêmicos dar-se-á ao longo de todo o curso. Quanto mais
amplo for o acompanhamento, maiores as possibilidades de formação de um profissional que tenha
as habilidades e competências sugeridas para um Psicólogo. Um acompanhamento constante está
para além das avaliações curriculares obrigatórias e emerge num campo de comprometimento que
vai desde a implicação dos próprios alunos e professores com o curso até as relações que se
estabelecem entre professor e aluno, bem com depende do entrosamento do colegiado.
Propõe-se a implantação de um sistema amplo de avaliação, que contemple as avaliações
docentes, discentes e da estrutura e funcionamento do curso. Para tanto, sugere-se como modelo o
Sistema Integrado de Avaliação do Curso de Psicologia da UFAL (como segue abaixo), pois se
trata de um sistema que faz da auto-avaliação uma tarefa constante do curso:
Sistema de Avaliação18
Tendo em conta as necessidades de revisão e aperfeiçoamento constantes da presente
proposta de reforma curricular, além de um levantamento de critérios diagnósticos capazes de
apresentar os pontos positivos e negativos do curso, da sua estrutura curricular, das disciplinas, dos
professores e das aprendizagens dos alunos, propomos a seguir o Sistema Integrado de Avaliação
do Curso de Psicologia da UFAL. Esta designação ressalta a importância de se compreender o
processo avaliativo de uma perspectiva macro, que contemple e integre num único processo todos
os instrumentos avaliativos utilizados no e para o curso de psicologia.
18
Texto elaborado pelo professor Henrique Jorge Simões Bezerra, do curso de Psicologia da UFAL.
21
Este sistema adota como princípios a avaliação processual, flexível, democrática e
valorativa, de caráter diagnóstico, assumindo desta forma seu interesse numa perspectiva de
avaliação formativa que se apóia em mecanismos de reflexão crítica, inclusiva, ética e
transformadora (Sobrinho, 2003). Além disso, concebe o processo avaliativo como notadamente
político e com efeitos públicos, o que implica em reconhecer a não existência de neutralidade e a
vinculação de crenças sobre mundo, homem e educação em todo este processo.
As dimensões gerais que servirão como norteadoras de todas as avaliações serão: a
cognitiva, que se refere ao conhecimento que se tem sobre determinado conteúdo ou assunto, na
qual avalia-se o saber; a psicomotora, centrada no desempenho das habilidades e que considera a
aplicação do conhecimento e a relação teoria-prática, situa-se no saber fazer; e a dimensão afetiva,
que trata especificamente das atitudes e comportamentos de cunho sócio-relacional e avalia o saber
ser e conviver.
Fundamentado nestes princípios e dimensões, o Sistema Integrado de Avaliação do Curso
de Psicologia da UFAL funcionará a partir de um tripé que compreende a estrutura do próprio
curso; o corpo docente e o corpo discente.
Na estrutura do curso estarão sendo avaliados a adequação dos recursos humanos e físicos
(laboratórios, salas, acervo bibliográfico, recursos de multimídia), o projeto pedagógico e o
currículo. Para tal, serão realizados Fóruns de Auto-Avaliação Anual, nos quais docentes e
discentes discutirão as problemáticas do curso e avaliarão seu funcionamento ao longo de cada ano
que corresponde a dois semestres letivos. Em caráter contínuo, estarão em funcionamento um
Conselho de Avaliação – de caráter geral e responsável pela organização e produção do fórum anual
- e uma Comissão Interdisciplinar, submetida ao primeiro, que se ocupará somente das questões
relativas ao projeto pedagógico e ao currículo. Ambos serão compostos por professores membros
do colegiado e representantes de turma do curso. Para elaboração dos critérios e objetivos dos
processos de avaliação deste grupo, deverão ser tomados como base os princípios e dimensões já
mencionados anteriormente.
A avaliação do corpo docente corresponderá aos seguintes critérios: adequação formação–
disciplina ministrada; didática em sala de aula; envolvimento com ensino, pesquisa, extensão,
orientação de estágio e TCC; participação nas reuniões regulares do colegiado do curso e em
eventos esporádicos de interesse do curso; participação em congressos e publicações; cursos de
aperfeiçoamento docente.
Dados os vários componentes, tal avaliação ocorrerá em dois níveis: um realizado pelo
próprio colegiado do curso, em que se discutirão a participação, as dificuldades e as maneiras de
superá-las. E outro, pelos discentes, dentro das próprias disciplinas, onde se discutirá, ao longo das
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aulas, os pontos positivos e negativos da interação professor-aluno-conhecimento. No final do
semestre, os discentes responderão um questionário de avaliação do desempenho do professor que
deverá ser encaminhado ao colegiado do curso. Os critérios e objetivos deste grupo de avaliações
deverão ser discutidos e regulamentados pelo colegiado do curso e devem estar coerentes com os
princípios e dimensões citadas anteriormente.
A avaliação dos estudantes adotará uma perspectiva integral e será organizada a partir das
disciplinas do semestre, ou seja, apesar de ser realizada dentro de uma disciplina específica, deve
ser pensada em função das demais disciplinas que compõem um dos semestres letivos. Em razão
desta alteração, caberá aos docentes discutir em grupos - organizados por semestre - que formas de
avaliação serão mais adequadas e cabíveis, levando em consideração a organização horizontal e
vertical do curso, o projeto pedagógico, os planos de aprendizagem das disciplinas, bem como os
princípios e dimensões adotados neste documento.
Além disso, será estabelecido um sistema de tutoria discente, no qual discentes mais
adiantados da turma ou de semestres posteriores auxiliarão aqueles que apresentam alguma
dificuldade de acompanhamento e domínio dos conhecimentos e técnicas desenvolvidos nas
disciplinas (Vygotsky, 1991, 1999), ressalta-se que este sistema de tutoria deve ser acompanhado
por um professor sabidamente competente nos temas em questão.
Este tripé de avaliações, correspondente ao curso, aos docentes e aos discentes, formará o
programa de avaliação interna do curso denominado Sistema Integrado de Avaliação do Curso de
Psicologia da UFAL, o qual deverá ser utilizado em associação com o sistema nacional de avaliação
dos cursos de psicologia implantado pelo MEC.
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