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                    CURSO MÉDICO
METODOLOGIAS ATIVAS
GUIA DO PROFESSOR

2018

1

Guia do professor
SUMÁRIO

1)

DOCUMENTACAO ......................................................................................... 5

2)

ORDENAMENTO DA MATRIZ CURRICULAR ............................................ 5

3)

APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS - ABP ............................. 10
Principais aspectos do GRUPO TUTORIAL:....................................................... 11
Objetivo do método ............................................................................................. 11
Composição do grupo tutorial: ............................................................................. 12
Grupo de Elaboração de Módulos/ GEM.............................................................. 15

4)

SALA DE AULA INVERTIDA ...................................................................... 16

5)

APRENDIZAGEM BASEADA EM EQUIPES (TBL) .................................... 17
Etapa 1. Preparação individual pré-classe ............................................................ 18
Etapa 2. Garantia de Preparo................................................................................ 19
Etapa 3. Aplicação de conceitos ........................................................................... 20

6)

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ........................................................... 21
Avaliação Somativa ............................................................................................. 21
Avaliação Formativa............................................................................................ 22
Avaliação com Instrumento ................................................................................. 23
Outras estratégias de avaliação ............................................................................ 23

7)

MODELO DE PLANO DE AULA .................................................................. 24

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS .................................................... 24
8)

FICHA DE AUTOAVALIAÇÃO DISCENTE ................................................ 26

9)

FICHA DE AVALIAÇÃO DO TUTOR .......................................................... 28

10) FICHA DO DISCENTE AVALIANDO O TUTOR ......................................... 30
11) MODELO DE FICHA DE AVALIACAO FORMATIVA ............................... 32

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Guia do professor
COLEGIADO
TITULARES
Profa. Esp. Anna Cláudia de Oliveira da Silva – Coordenadora
Profa. Dra. Aline Cavalcanti de Queiroz – Vice Coordenadora
Profa. Dra. Miyuki Yamashita
Prof. Dr. Carlos Alberto de Carvalho Fraga
Profa. Esp. Maria Deysiane Porto Araújo
SUPLENTES
Prof. Esp. Jean Rafael Santos Rodrigues
Prof. Dr. Rafael Rodrigues da Silva
Prof. Dr. Alysson Wagner Fernandes Duarte
Profa. Dra. Carolinne de Sales Marques
Profa. Ma. Raquel de Lima Santos
TÉCNICOS
Abel Barbosa Lira Neto – Titular
Elaine de Lima Vale – Suplente
DISCENTES
Wiliany Barbosa de Magalhães – Titular
Gibson Barros de Almeida Santana – Suplente

3

Guia do professor
NUCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE (NDE)
Prof. Dr. Carlos Alberto de Carvalho Fraga
Prof. Me. Glauber José de Melo Cavalcanti Manso
Profa. Dra. Carolinne de Sales Marques
Prof. Dr. Rafael Rodrigues da Silva
Prof. Me. Rafael Danyllo da Silva Miguel
Prof. Dr. Franklin Gerônimo Bispo Santos
Prof. Dr. Alysson Wagner Fernandes Duarte
Profa. Dra. Janaína Andrade Lima Salmos de Brito
Profa. Esp. Francine Simone Mendonça da Silva
Profa. Esp. Anna Cláudia de Oliveira da Silva
Prof. Dr. Guilherme Benjamin Brandão Pitta
Profa. Esp. Jeannette Barros Ribeiro Costa
Prof. Me. Carlos Dornels Freire de Souza
Profa. Dra. Maria Andréia Lopes de Freitas
Prof. Me. Bruno Leonardo de Freitas Soares
Prof. Me. Michael Ferreira Machado
Profa. Dra. Amanda Karine Barros Ferreira Rodrigues

Telefones uteis:
Coordenação de Medicina: (82) 3482-1843

4

Guia do professor
O presente Manual tem como objetivo auxiliar e orientar os professores do curso de Medicina
da Universidade Federal de Alagoas/Campus Arapiraca.

1) DOCUMENTACAO
Cada professor do curso de Medicina do Campus Arapiraca, obrigatoriamente, deve
entregar na coordenação do curso uma pasta de arquivo individual constando os seguintes
documentos:
a) Currículo lattes com todos os comprovantes
b) Plano de atividade acadêmica semestral
c) Relatório de atividade acadêmica semestral
d) Termo de posse ou portaria da UFAL identificando a data de posse e lotação
e) Cópia da CTPS para identificar o tempo de experiência no magistério em outras
instituições, se houver
Os modelos de plano de atividade e relatório estão disponíveis no grupo de professores no
Google Classroom (código de turma: zd1pfb7)
Cada professor do curso de Medicina do Campus Arapiraca devera organizar suas
respectivas pastas dos módulos constando os seguintes documentos (coordenação do
curso):
a) Plano de aula
b) Plano de ensino
c) Caderno de modulo/ Caderno de Laboratório/ Caderno de habilidades medicas/ Outros
d) Fichas de avaliações formativas
e) Avaliações dos acadêmicos
2) ORDENAMENTO DA MATRIZ CURRICULAR
Quadro 3. Detalhamento da Estrutura Curricular, Curso de Medicina UFAL/Campus de
Arapiraca.
1º Período
Código

Componentes Curriculares
Introdução ao Estudo da Medicina
Concepção e Formação do Ser
Humano
Metabolismo
Introdução à Clínica Ampliada
Introdução às Práticas Ampliadas
Atividades Curriculares de
Extensão I

CR

CH
108
90

Requisitos

Pré

126
108
144
54

5

Guia do professor
Total

630

2º Período
Código

Componentes Curriculares
Crescimento e Diferenciação
Celular
Funções Biológicas I
Funções Vitais I
Integração Ensino, Saúde e
Comunidade I
Práticas Ampliadas I
Atividades Curriculares de
Extensão II

CR

CH
90

Requisitos

Pré

Requisitos

Pré

Requisitos

Pré

108
126
108
144
54

Total

630

3º Período
Código

Componentes Curriculares
Funções Biológicas II
Funções Vitais II
Integração Ensino, Saúde e
Comunidade II
Práticas Ampliadas II
Atividades Curriculares de
Extensão III

CR

CH
180
144
108
144
54

Total

630

4º Período
Código

Componentes Curriculares
Funções Vitais III
Mecanismos de Agressão e Defesa
Integração Ensino, Saúde e
Comunidade III
Práticas Ampliadas III
Atividades Curriculares de
Extensão IV

CR

CH
108
144
72
144
54

Total

522

5º Período
Código

Componentes Curriculares
Saúde da Criança e do
Adolescente I
Patologia e Imaginologia
Saúde do Adulto e do Idoso I
Integração Ensino, Saúde e
Comunidade IV
Práticas Ampliadas IV

CR

H
72

Requisitos

Pré

144
72
72
72

6

Guia do professor
Atividades Curriculares de
Extensão V

54

Total

486

6º Período
Código

Componentes Curriculares
Saúde da Criança e do
Adolescente II
Saúde da Mulher e Homem
Saúde do Adulto e do Idoso II
Integração Ensino, Saúde e
Comunidade V
Atividades Curriculares de
Extensão VI

CR

CH
72

Requisitos

Pré

Requisitos

Pré

144
216
72
54

Total

558

7º Período
Código

Componentes Curriculares
Saúde do Adulto e do Idoso III
Clínica Médica I
Locomoção
Integração Ensino, Saúde e
Comunidade VI
Saúde Mental
Seminários em Pesquisa I
Doenças infectocontagiosas
Atividades Curriculares de
Extensão VII

CR

CH
72
144
72
72
72
36
72
54

Total

594

Quadro 3. Detalhamento da Estrutura Curricular, Curso de Medicina
UFAL/Campus de Arapiraca. (continuação)
8º Período
Código

Componentes Curriculares
Clínica Médica II
Saúde do Adulto e do Idoso IV
Urgência e Emergência
Integração Ensino, Saúde e
Comunidade VII
Seminários em Pesquisa II
Atividades Curriculares de
Extensão VIII

CR

CH
144
144
72
72

Requisitos

Pré

Requisitos

Pré

36
54

Total

594

9º Período
Código

Componentes Curriculares
Estágio em Saúde da Família
Estágio em Urgência e Emergência

CR

CH
396
396

7

Guia do professor
Total

792

10º Período
Código

Componentes Curriculares

CR

Estágio ambulatorial e plantão
em Clínica Médica
Plantão em UTI
Estágio em Pediatria
Plantão em Pediatria

CH

Requisitos

Pré

Requisitos

Pré

288
126
288
126
846

Total

11º Período
Código

Componentes Curriculares
Estágio ambulatorial em Cirurgia
Geral
Plantão em Cirurgia Geral
Estágio em Ginecologia e
Obstetrícia
Plantão em Ginecologia e
Obstetrícia

CR

CH
288
126
288
126

Total

846

Quadro 3. Detalhamento da Estrutura Curricular, Curso de Medicina
UFAL/Campus de Arapiraca. (continuação)
12º Período
Código

Componentes Curriculares
Estágio Opcional
Internato em Saúde Coletiva e
Saúde da Família
Plantão em psiquiatria
Estágio em especialidades
médicas
Estágio pré-hospitalar

Total

CR

CH
288

Requisitos

Pré

256
90
126
126
886

Quadro 4. Resumo da Matriz Curricular, Curso de Medicina UFAL/Campus de
Arapiraca.
RESUMO DA MATRIZ CURRICULAR
Módulos temáticos
Eletivas

4.212
126

8

Guia do professor
TCC
Estágio obrigatório (internatos)
Atividades complementares
Atividades Curriculares de Extensão
CARGA HORÁRIA TOTAL:

72
3.334
470
913
9.127

Quadro 5. Componentes Curriculares, Curso de Medicina UFAL/Campus de
Arapiraca.
HORAS
AULA
(50min)

HORAS
RELÓGIO
(60min)
(CHx50/60)

Módulos Obrigatórios

4.212

3.510

Disciplinas Eletivas
TCC

126
72

105
60

Estágio Supervisionado

3.334

2.778

Atividades Complementares

470

392

913

761

9.127

7.606

COMPONENTES CURRICULARES

Atividades Curriculares de Extensão
CARGA HORÁRIA TOTAL DO CURSO

Módulos teóricos: As atividades de ensino serão desenvolvidas em módulos temáticos que
terão duração variável, a depender da carga horária designada ao mesmo, adotando-se as
metodologias ativas de ensino-aprendizagem e estratégias complementares como conferências,
seminários, ciclos de debates e aulas expositivas entre outras. A distribuição dos módulos
temáticos ao longo dos semestres está detalhada no Quadro 6. O método de ensino esta centrado
no estudante como sujeito e responsável pelo aprendizado e apoiado pelo professor como
facilitador e mediador do processo de ensino-aprendizagem. Considerando os módulos a partir
do 5º período, o processo de ensino-aprendizagem será complementado e ampliado com o
atendimento médico nos diferentes centros de saúde, supervisionado pelo docente da área. As
atividades integradoras de estudo autodirigido vem consolidar os objetivos de aprendizagem
estabelecidos no eixo, em horários protegidos na estrutura curricular.
Integração Ensino, Saúde e Comunidade (IESC): atividades desenvolvidas em cenários
reais da comunidade e do SUS (unidades de saúde, hospitais, ambulatórios, etc) com o objetivo
de fortalecer o aprendizado cognitivo e estabelecer uma aproximação do acadêmico com a
população local, a fim de garantir uma assistência integral, respeitosa, ética, crítica e
humanística, considerando o sujeito e o contexto no qual está inserido, sua cultura, sua crença,

9

Guia do professor
seus hábitos e seus costumes, e assim, proporcionar o desenvolvimento de habilidades e
atitudes.
Práticas Ampliadas (PA): atividades práticas e clínicas simuladas desenvolvidas em
ambientes simulados e controlados. Atividades executadas nos seguintes ambientes:
Laboratório Morfofuncional, Laboratório de Habilidades Clínicas e Comunicação e
Laboratório de Ciências Biológicas, rede de atenção em saúde com o objetivo de desenvolver
habilidades, competências e atitudes.
Carga horária flexível: compreende múltiplas atividades complementares à formação do
estudante, enquanto cidadão, representando 5% (cinco por cento) até 10% (dez por cento) do
total da carga horária prevista para a parte fixa (RESOLUÇÃO Nº 113/95 - CEPE/UFAL).
Atividades Curriculares de Extensão: processo interdisciplinar, educativo, cultural, científico e
político que promove a interação transformadora entre a Universidade e outros setores da
sociedade, além de serem configuradas como componentes curriculares, creditadas no histórico
dos Discentes de Graduação, projetos, cursos, eventos, produtos, todos relacionados a um
Programa de Extensão. Cada Discente deverá cursar, no mínimo, 02 (dois) projetos, um
obrigatoriamente no respectivo Curso, sendo que o segundo (diverso do primeiro) poderá ser
realizado em outro Curso uma vez demonstrada a interface com os conhecimentos da sua área
de atuação.
O modelo pedagógico do Curso de Medicina da UFAL/ Campus Arapiraca fundamenta-se no
paradigma da integralidade, organizado na concepção pedagógica centrada no aluno como
sujeito da aprendizagem e apoiado no professor como o grande facilitador do processo. É
orientado para a comunidade, utilizando várias metodologias ativas, privilegiando a
problematização, aprendizagem baseada em problemas, a aprendizagem em pequenos grupos
e a aprendizagem em equipes. Pretende-se conjugar o enfoque pedagógico que melhor
desenvolva os aspectos cognitivos da educação (aprender a aprender), com o foco que permite
o melhor desenvolvimento das habilidades psicomotoras e de atitudes (aprender fazendo). O
modelo pedagógico procura, ainda, integrar as dimensões biológicas, psicológicas, sociais,
éticas, humanista, étnicas e ambientais em todos os momentos do curso. É organizado por meio
de módulos educacionais integrando um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que
serão desenvolvidos como objetivos educacionais.

3) APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS - ABP
⇨ O QUE É A SESSÃO TUTORIAL?

10

Guia do professor
A sessão ou grupo tutorial é a base do método da ABP. No grupo os alunos são apresentados a
um problema previamente elaborado que tem objetivos de aprendizagem bem definidos pela
equipe de construtores dos módulos temáticos. Esses problemas atendem, portanto, às
determinações do currículo, abordando temas específicos do conhecimento médico. De sua
discussão os alunos deverão formular objetivos de estudo. Um problema bem formulado leva
o grupo de alunos a eleger objetivos de aprendizagem análogos aos imaginados pelos
especialistas das várias disciplinas como necessários para o crescimento cognitivo do aluno
dentro daquele tema específico. A sessão tutorial se realiza com a participação do tutor (uma
das funções do professor) e seus alunos (sempre em pequenos grupos). Um dos alunos é eleito
coordenador em cada sessão e deverá garantir que a discussão do problema se dê de forma
metódica e que todos os membros do grupo participem da discussão. A discussão de um
problema se desenrola em duas fases: na primeira o problema é apresentado e os alunos
formulam objetivos de aprendizagem a partir da discussão do mesmo; na segunda, após estudo
individual realizado fora do grupo tutorial, os alunos rediscutem o problema à luz dos novos
conhecimentos adquiridos.
Principais aspectos do GRUPO TUTORIAL:
- Pequenos grupos, tradicionalmente compostos por 8 a 10 acadêmicos e um tutor.
- Em cada sessão tutorial são escolhidos, entre os acadêmicos, um coordenador e um secretário,
devendo haver rodízio desses papéis.
- O tempo de cada sessão pode variar de acordo com o número de integrantes e com o tipo de
problema apresentado, variando em torno de 3:00 a 3:30 horas.
- As sessões tutoriais são divididas na dinâmica de abertura de um novo problema e fechamento
de outro, divididas em 7 passos.
- Quando um grupo é formado, os integrantes devem estabelecer juntos, regras claras de
funcionamento, garantindo o trabalho harmônico ao longo das sessões.
- Geralmente os pequenos grupos são rearranjados a cada módulo ou semestre, de modo que os
estudantes aprendam a trabalhar com diversos colegas e tutores.
- Desta forma, o pequeno grupo facilita o processo de aquisição de conhecimentos e contribui
de maneira significativa para o desenvolvimento de outros

atributos na formação do

acadêmico, dentre eles: habilidades de comunicação, trabalho em equipe, solução de
problemas, respeito aos colegas e desenvolvimento de postura crítica.
Objetivo do método

11

Guia do professor
Garantir a construção do conhecimento pelos acadêmicos, dando uma visão holística, dinâmica
e contextualizada da atual situação do desenvolvimento científico e tecnológico referente aos
conhecimentos de cada disciplina.
Composição do grupo tutorial:
1) Papel do TUTOR em um currículo ABP
➢ É um membro do corpo DOCENTE que participa de um grupo tutorial. Esta participação
ocorre durante um módulo temático ou semestre.
➢ Necessita ser treinado e conhecer de antemão a estrutura e os OBJETIVOS de aprendizagem
pretendidos para cada problema do módulo temático, não os impondo ou desvendando, pois
o processo de aprendizado é tão importante quanto o conhecimento em si.
➢ Não necessita ser especialista nos temas, tampouco é esperado que dê uma aula para os
estudantes, visto que na ABP não existe transmissão de conhecimento como nos modelos
tradicionais.
➢ Sua interferência deve ser a mínima necessária e preferencialmente na forma de perguntas,
com intuito de estimular a participação ativa de todos, corrigir incoerências e os rumos quando
a discussão se afasta do tema proposto. Ele deve ter em mente que a ABP é centrada no aluno
e não no professor.
➢ Atribuições:
• Estimular o processo de aprendizagem dos estudantes e assegurar que o grupo atinja os
objetivos de aprendizagem;
• Estimular o trabalho do grupo e a participação ativa de todos os estudantes;
• Motivar os estudantes: a motivação aumenta a aprendizagem e a retenção;
• Orientar na escolha do aluno coordenador e do secretário em cada sessão tutorial;
• Estimular uma cuidadosa e minuciosa análise do problema;
• Ativar os conhecimentos prévios dos alunos e estimular o uso destes conhecimentos;
• Contribuir para uma melhor compreensão das questões levantadas;
• Estimular a geração de metas específicas para o auto aprendizado (estudo individual);
• Prevenir o desvio do foco da discussão;
• Não ensinar o aluno, ajudar o aluno a aprender. Como diz Paulo Freire, ensinar não é
transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção
(Pedagogia da Autonomia);
• Usar seus conhecimentos apropriadamente e na hora certa;
• Não intimidar os alunos com demonstração de seus conhecimentos;

12

Guia do professor
• De preferência, orientar o grupo através da formulação de questões apropriadas e não do
fornecimento de explicações, a menos que seja solicitado explicitamente pelo grupo de tutores
– estas explicações deverão ser bem avaliadas e nunca devem se consistir em uma aula teórica
abrangente;
• Inspirar confiança nos alunos e facilitar o relacionamento, criando um ambiente
harmonioso;
• Respeitar a opinião dos estudantes;
• Detectar eventuais rivalidades, monopólios, inconformismos;
• Detectar estudantes com fragilidades, estando alerta para problemas individuais e disponível
para discuti-los quando interferirem no processo de aprendizagem;
• Fornecer feedback, avaliando o processo (participação, interesse) e o conteúdo (resultados
alcançados);
• Conhecer a estrutura do curso, da escola e os recursos disponíveis para facilitar o
aprendizado;
• Orientar o aluno para o acesso a estes recursos;
• Oferecer realimentação da experiência vivenciada nos grupos tutoriais para as comissões
apropriadas e sugestões para o aprimoramento do currículo quando pertinente.
2) Papel do COORDENADOR (acadêmico)
Estudante do grupo com a função de auxiliar na dinâmica durante determinada sessão
tutorial. Ele deve:
➢

Liderar o grupo, orientando os colegas na discussão do problema a seguir os passos da

sessão tutorial e encorajando a participação de todos os membros;
➢

Controlar o tempo e manter o foco das discussões no problema;

➢

Desestimular a monopolização ou a polarização das discussões entre poucos membros

do grupo, favorecendo a participação de todos;
➢

Apoiar as atividades do secretário;

➢

Estimular a apresentação de hipóteses e o aprofundamento das discussões pelos

colegas;
➢

Respeitar posições individuais e garantir que estas sejam discutidas pelo grupo com

seriedade e que tenham representação nos objetivos de aprendizado, sempre que o grupo não
conseguir refutá-las adequadamente;
➢

Participar das discussões como os demais integrantes;

➢

Resumir as discussões quando pertinentes;

13

Guia do professor
➢

Exigir que os objetivos do aprendizado sejam apresentados pelo grupo de forma clara,

objetiva e compreensível para todos e que sejam específicos e não amplos e generalizados;
➢

Solicitar auxilio do tutor quando pertinente e estar atento às orientações do tutor quando

estas forem oferecidas espontaneamente.
3) Papel do SECRETÁRIO (acadêmico)
É um estudante do grupo que realizará as anotações referentes à discussão, garantindo que as
várias etapas sejam registradas de forma correta. Ele deve:
➢

Ajudar o grupo a ordenar seu raciocínio, anotando no quadro, de forma legível e

compreensível, as hipóteses levantadas e os objetivos de aprendizagem aprovados pelo grupo,
participando também dessa elaboração;
➢

Respeitar as opiniões do grupo e evitar privilegiar suas próprias opiniões ou com as

quais concorde;
➢

Participar das discussões como os demais integrantes;

➢

Registrar as discussões e os eventos ocorridos no grupo tutorial de modo a facilitar uma

boa visão dos trabalhos realizados.
⇨ Demais estudantes: deverão se esforçar para realizar uma boa discussão do problema,
de forma metódica, respeitando as diretrizes do coordenador do grupo e /ou orientações do
tutor, buscando alcançar os objetivos de aprendizagem.
Orientações sobre os passos tutoriais
Leitura silenciosa (todos os alunos lêem), a seguir um estudante faz a leitura para todos.
Esclarecer os termos desconhecidos, sem consulta. Ex: valores de referências, siglas,
nomenclaturas.
Chuva de ideias “Brain storm”. Vale tudo, não limita o estudante em suas idéias.
Questionamentos levantados durante a chuva de ideias.
Tracar os objetivos iniciando com verbos de ação: menor para maior taxonomia (lista de verbos
disponível para os tutores).
Bibliografia: Livros básicos são essências, checar os artigos (autores, titulo do artigo, fonte
confiável, conflitos de interesse, qualis das revistas, fator de impacto, base de dados que
consultou, revista), professor tem que dominar medicina baseada em evidências.
Discussão – Ocorre durante os fechamentos dos respectivos problemas.
Avaliação -

14

Guia do professor

Na sessão tutorial os alunos têm que trazer anotações, ter cadernos, livros textos, e
podem/devem consultar durante o tutorial.
Avaliação do professor feita pelo aluno é confidencial/envelope lacrado.
Ficha de acompanhamento de tutorias:
- Finalidade: referencia para avaliação e para elaboração dos módulos, acompanhamento da
tutoria pela coordenação de MCA.
- Preenchimento: deve ser preenchida pelo tutor.
- Encaminhamento: entregar na secretaria da coordenação/avaliação, semanalmente
Grupo de Elaboração de Módulos/ GEM
Dentro de cada período do curso de medicina, existe o grupo de elaboração de módulo
composto por professores tutores, bem como professores das habilidades e das práticas
laboratoriais. O grupo tem como funções:
•

Participar da reunião semanal do Grupo de Elaboração de Módulos (GEM), seguindo

as orientações do coordenador;
•

Discutir com seus pares sobre a estruturação geral do módulo e o conteúdo da avaliação

do módulo, fazendo uma análise crítica como suporte para sua reelaboração, a definição dos
temas de problemas e de palestras e ao desenvolvimento das atividades;
•

Contribuir com a elaboração dos problemas, das questões e objetivos de aprendizagem

e dos textos explicativos, conforme o tema definido;
•

Ministrar palestras, conforme programação prevista pelo GEM;

•

Registrar a frequência dos estudantes nas palestras e informá-los sobre a necessidade

da justificativa de faltas através de requerimento via SAE/Coordenação de Curso;
•

Prestar consultorias, quando solicitadas pelos estudantes e definidas pelo GEM ou

coordenador do módulo;
•

Participar da reunião com os estudantes na abertura e no fechamento de cada módulo,

sendo no início para apresentar o módulo e no final para dar o feedback avaliativo;
•

Participar da elaboração da Avaliação Cognitiva (AC) com seus pares, contribuindo

com a elaboração das questões de prova, conforme o tema definindo, a coerência com o
conteúdo discutido nas tutorias e apresentado nas palestras, adequadas às regras do manual de
avaliação e corrigidas quanto ao português e digitação;
•

Participar da elaboração das avaliações de Segunda Chamada e Final, conforme as

orientações para a Avaliação Cognitiva/AC;

15

Guia do professor
•

Aplicar a Avaliação Cognitiva (AC) com no mínimo dois tutores, em forma de rodízio

definido coordenador de módulo. O mesmo se aplica à avaliação de Segunda Chamada e Final;
•

Corrigir as questões elaboradas para Avaliação Cognitiva (AC) com seus pares,

seguintes prazos máximo de: 10 dias corridos para a Avaliação Cognitiva (AC) do módulo, 03
dias corridos para a Avaliação Cognitiva de Segunda Chamada e Final, conforme o calendário
da Instituição;
•

Conhecer os representantes de turma para facilitar a relação e comunicação adequada

entre docentes e estudantes;
•

Cumprir a semana padrão;

•

Ser receptivo às críticas e acessível a adaptações decorrentes das avaliações dos

estudantes, de seus pares e da coordenação de curso/NDE e Comissão de Avaliação sobre a sua
atuação como elaborador de módulo;
•

Tomar ciência da avaliação do estudante ao final do módulo e se disponibilizar para

adequações e mudanças necessárias à boa atuação como elaborador de módulo;
•

Participar de capacitações docentes propostas pela coordenação de curso ou pela

Instituição.
Considerações
- Tutor que atrasa não participa da reunião pré-tutorial, essencial para o acompanhamento e
entendimento do módulo e dos problemas propostos pelo coordenador, de discutir questões da
avaliação cognitiva e do desempenho de alguns estudantes. Isto reflete diretamente na dinâmica
tutorial e na aprendizagem do estudante.
Sobre as faltas:
- Tutor que falta e muitas vezes não avisa em tempo hábil e/ou fica incomunicável, gera atraso
no inicio da tutoria, prejudica os estudantes que serão distribuídos e as tutorias que são
interrompidas para recebê-los e se tornam volumosas (ruim para os estudantes e para os
tutores), com comprometimento da dinâmica tutorial e consequentemente do aprendizado e da
avaliação.
- Tutor que falta gera dificuldade e grande esforço das secretárias em encontrar tutores
substitutos em tempo hábil e muitas vezes até dois ou três tutores para a mesma tutoria.
-Lembremos que a metodologia PBL preconiza que o tutor é o orientador, o guia, o facilitador
e avaliador do grupo tutorial. Para que a tutoria alcance seu principal objetivo que é a
construção metacognitiva do conhecimento é essencial a presença, a participação e afinidade
do tutor junto ao seu grupo de estudantes, se possível em todas as tutorias.

4) SALA DE AULA INVERTIDA

16

Guia do professor
O conceito de sala de aula invertida trás como novidade para o ambiente da educação a distância
a inversão do modelo de ensino. A idéia é proporcionar ao aluno os conteúdos de maneira
oposta à tradicional, com um processo de absorção da disciplina em casa, por meio de material
disponibilizado online em uma plataforma EAD, para só então buscar o auxílio de um
profissional com domínio do assunto. Tal processo é uma maneira de aproximar o
conhecimento, colocar o estudante como protagonista do processo de educação e promover
uma aprendizagem cada vez mais ativa e colaborativa, o que facilita também a tarefa do tutor
online.
Para simplificar o entendimento, o método busca ampliar a absorção do conhecimento pelos
estudantes por meio da plataforma EAD. Algo comparável ao aluno fazer o dever de casa antes
de ir à aula em si, já que cada vez mais as pessoas são autodidatas, graças ao mar de informações
de que dispõem com a internet. Tal quebra de paradigma do aprendizado é possível graças
à evolução do ambiente virtual de aprendizagem.
No caso da sala de aula invertida, o papel do professor passa a ser o de um tutor, que encaminha
o conhecimento ao invés de unicamente expor o conteúdo. A concepção é trazer aulas menos
expositivas e promover o engajamento, em oposição ao tradicional modelo do aluno passivo
diante do professor.
Segundo o professor secundarista Jonathan Bergmann, coautor do livro “Sala de aula invertida
– Uma metodologia ativa de aprendizagem” e promotor da “Iniciativa global de inversão do
aprendizado”, existe uma tendência mundial em adotar tais conceitos, que tem se espalhado
mundo à fora.
A metodologia não foi inventada por ele, mas o autor admite que aproveitou bem o advento da
popularização e expansão da internet. “Não é um novo modelo, mas de alguma maneira é. É
um jeito melhor de os estudantes aprenderem de maneira livre. Com a internet e a facilidade de
criação de conteúdos, acho que a época foi propícia para o modelo”, revelou.

5) APRENDIZAGEM BASEADA EM EQUIPES (TBL)
A primeira ação deve ser a formação das equipes. Os grupos formados são compostos por cinco
a sete estudantes. Devem ser constituídos de modo a permitir que realizem a tarefa atribuída,
buscando minimizar as barreiras à coesão do grupo, incluindo diversidade na sua composição
e oferecendo os recursos necessários. São fatores dificultadores à coesão do grupo: vínculos
afetivos entre componentes (irmãos, namorados, amigos muito próximos), expertise
diferenciada de alguns membros (tenderão a se isolar), entre outros. Assim, os professores
devem mesclar os alunos de forma aleatória e equilibrada, buscando a maior diversidade
possível e jamais delegando aos estudantes a tarefa de formação dos grupos.

17

Guia do professor
O desenvolvimento da metodologia cria oportunidades para o estudante adquirir e aplicar
conhecimento através de uma sequência de atividades que incluem etapas prévias ao encontro
com o professor e aquelas por ele acompanhadas. As etapas são assim denominadas (Figura 1):
Duração

1. Preparação

50 a 90 minutos

50 a 90 minutos

2. Garantia de preparo

3. Aplicação de conceitos

Pré-Classe

Na Classe

Na Classe (com aplicação das 4 características*)

• Estudo individual
• Entrevista
• Conferência
• Filmes
• Experimentos, etc.

• 2.1 Teste individual

• Testes múltipla escolha

• 2.2 Teste em equipe

• Questões verdadeiro ou falso

• 2.3 Apelação
• 2.4 Feedback do professor

• Casos clínicos: diagnósticos, exames, terapêutica

Figura 1: Etapas do TBL e sua duração aproximada.
*Problema significativo, mesmo problema, escolha específica, relatos simultâneos
Preparação individual (pré-classe);
Avaliação da garantia de preparo (readiness assurance test) conhecido pela sigla em inglês
RAT, que deve ser realizado de maneira individual (iRAT)e depois em grupos (gRAT). O termo
“readiness assurance” se traduzido literalmente se- ria “garantia de prontidão”, entretanto
optamos por traduzi-lo como “Garantia de Preparo”, mantendo o sentido de que nesta etapa, as
atividades desenvolvidas buscam checar e garantir que o estudante está preparado e pronto para
resolver testes individualmente, para contribuir com a sua equipe e aplicar os conhecimentos
na etapa seguinte do TBL;
Aplicação dos conhecimentos (conceitos) adquiri- dos por meio da resolução de situações
problema (casos-clínicos, por exemplo) nas equipes; deve ocupar a maior parte da carga
horária.

Etapa 1. Preparação individual pré-classe
Os estudantes devem ser responsáveis por se prepararem individualmente para o trabalho em
grupo (leituras prévias ou outras atividades definidas pelo professor com antecedência, tais
como assistir à realização de um experimento, a uma conferência, a um filme, realizar
entrevista, entre outras).
A preparação da atividade individual pré-classe é uma etapa crítica. Se os alunos
individualmente não completam as tarefas pré-classe, eles não serão capazes de contribuir para
o desempenho de sua equipe. A falta desta preparação dificulta o desenvolvi- mento de coesão

18

Guia do professor
do grupo e resulta em ressentimento dos alunos que se prepararam, pois estes percebem a
sobrecarga causada pelos seus colegas menos dispostos e/ou menos capazes.
Etapa 2. Garantia de Preparo
O mecanismo básico que garante a responsabilidade individual pela preparação pré-classe é o
processo denominado: “Readiness Assurance” e que aqui chamamos de Garantia do Preparo.
O primeiro passo no processo é um teste de garantia do preparo individual (individual readiness
assurance test – iRAT), respondido sem consulta a qualquer material bibliográfico ou didático.
Consiste de 10 a 20 questões de múltipla escolha, contemplando os conceitos mais relevantes
das leituras ou das atividades indicadas previamente. Individualmente, assinalam suas respostas
em uma folha de respostas (Figura 2) que permite que os estudantes “apostem” na resposta
certa, ou em mais de uma resposta se estiverem em dúvida. Por exemplo: se na questão 1 (com
4 alternativas e valendo 4 pontos), o indivíduo estiver em dúvida entre a alternativa “a” e a
alternativa “c”, ele pode apostar 2 pontos em cada uma. Pode utilizar diversas combinações,
pontuando mais se escolher apenas a alternativa correta.
Na próxima etapa, os grupos são reunidos em classe de acordo com o que ficou definido pelo
professor, para resolver o mesmo conjunto de testes, também sem consulta (garantia do preparo
em grupo – group readiness assurance test – gRAT). Os alunos devem discutir os testes e cada
membro defende e argumenta as razões para sua escolha até o grupo decidir qual é a melhor
res- posta. Como resultado, os alunos percebem que são explicitamente responsáveis perante
seus pares, não só no preparo pré-classe, mas também por ter que explicar e fundamentar suas
respostas, exercitando suas habilidades de comunicação, argumentação e convencimento.
Ainda nesta fase, quando o grupo decide por uma resposta, deve utilizar o instrumento entregue
pelo professor para que os alunos recebam o feedback imediato de qual é a resposta certa. Deve
haver um mecanismo para que os grupos saibam qual a resposta correta, o mais rapidamente
possível, pois isso auxilia o grupo no processo de decisão e garante o feedback imediato. Podese utilizar uma cartela contendo as alternativas cobertas ou por etiquetas a serem retiradas ou
por material a ser raspado (Figura 3). A pontuação individual e a do grupo são, então,
assinaladas. A individual corresponde aos pontos que foram direcionados à alternativa correta
e a do grupo depende do número de etiquetas retiradas ou de “raspadinhas” realizadas: se o
grupo acertou na primeira tentativa (primeira resposta “aberta”) recebe o total de pontos
(quatro, se este for o número de alternativas existentes para cada teste) e estes pontos decrescem
se mais tentativas forem realizadas até zero se todas as alternativas forem reveladas antes de
encontrar a resposta correta.

19

Guia do professor
Nestas duas fases (iRAT e gRAT) é possível utilizar clickers (sistemas de resposta eletrônicas)
para registrar a escolha, o que facilita o levanta- mento das respostas pelo professor e ainda
gera gráficos para projeção posterior, quando dos seus comentários e feedback aos estudantes.
A seguir, abre-se a possibilidade das equipes recorrerem (apelação), no caso de não concordarem com a resposta indicada como correta. Todo apelo deve ser feito acompanhado de
argumentação, sugestão de melhoria e com consulta a fontes bibliográficas pertinentes. É
necessário cumprir alguns requisitos para a apelação: ser feita por escrito, por toda a equipe,
em formulários que podem ser criados especificamente para esta finalidade e encaminhada ao
professor com as referências e evidências que dão suporte à argumentação da equipe. A equipe
deve também pro- por o novo formato e a resposta correta da questão. As equipes que tiverem
seus apelos acatados, ganham pontos e o professor tanto pode fazer seu julgamento naquele
momento ou então realizar a devolutiva no próximo encontro. Aqui encontra-se mais uma
possibilidade para coesão da equipe e para seu exercício de aprendizagem.
Após, o professor pode proferir os seus comentários sobre cada teste ou realizar uma
miniconferência em que os temas mais relevantes e incluí- dos na avaliação anterior são
abordados, em especial aqueles que sejam mais necessários, observando-se as discussões em
cada grupo. O professor, buscando clarear conceitos fundamentais, oferece feedback a todos
simultaneamente. Ao final desta etapa, os estudantes devem estar confiantes a respeito dos
conceitos fundamentais e poderão aplicá-los para resolver problemas mais complexos que serão
oferecidos na etapa de aplicação do conhecimento, que se segue numa atividade de TBL.
Etapa 3. Aplicação de conceitos
É uma etapa fundamental que ocorre na classe. O professor deve proporcionar aos estudantes,
reuni- dos em suas equipes, a oportunidade de aplicar conhecimentos para resolver questões
apresentadas na forma de cenários/problemas relevantes e presentes na prática profissional
diária. Os estudantes devem ser desafiados a fazerem interpretação, inferências, análises ou
síntese. Para avaliar a qualidade das res- postas, podem ser utilizadas questões no formato de
testes de múltipla escolha, verdadeiro ou falso ou questões abertas curtas. O fundamental é que
todas as equipes estejam preparadas para argumentar sobre a escolha que fizeram.
A terceira etapa deve ser a mais longa e poderá ser repetida até que se contemple os objetivos
de aprendizagem de acordo com o planejamento realizado pelo professor e o tempo disponível
para o curso. Conclui-se, assim, um módulo ou unidade educacional em TBL.
A etapa de aplicação do conhecimento deve ser estruturada seguindo alguns preceitos. Os
quatro princípios básicos para elaborar esta fase são conhecidos em inglês como os 4 S’s:

20

Guia do professor
a.

Problema significativo (Significant): estudantes resolvem problemas reais, contendo

situações contextualizadas com as quais têm grande chance de se depararem quando forem para
os cenários de prática do curso.
b.

Mesmo Problema (Same): cada equipe deve receber o mesmo problema e ao mesmo

tempo para estimular o futuro debate.
c.

Escolha específica (Specific): cada equipe deve buscar uma resposta curta e facilmente

visível por todas as outras equipes. Nunca deve-se pedir para que as equipes produzam
respostas escritas em longos documentos.
d.

Relatos simultâneos (Simultaneous report): é ideal que as respostas sejam mostradas

simultaneamente, de modo a inibir que alguns grupos manifestem sua resposta a partir da
argumentação de outras equipes. Assim, cada equipe se compromete com uma resposta e deve
ser capaz de defendê-la em caso de divergência com outras equipes. Idealmente, diferentes
equipes devem escolher diferentes respostas, o que justificará a argumentação desejada nesta
etapa, realizada entre as equipes. Caso todas optem pela resposta correta, o professor pode
estimular o debate perguntando porque as demais alternativas estão erradas.

6) AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
Avaliação Somativa
A avaliação de caráter somativo tem como objetivo ― determinar o grau de domínio do
estudante em uma área de aprendizagem, o que ― permite outorgar uma qualificação, que, por
sua vez, pode ser utilizada como sinal de credibilidade da aprendizagem realizada e por isso é
denominada de avaliação creditativa (MIRAS E SOLE, 1996).
A avaliação somativa tem a função de analisar se o estudante está apto para progredir durante
o seu curso de graduação e, dessa forma, confrontar o seu desempenho com os objetivos de
aprendizagem específicos de cada semestre do curso.
Além disso, tem o objetivo de classificar os estudantes ao final de um período de aprendizagem
(semestre, mês, módulo) de acordo com a existência ou não de aproveitamento (BLOOM,
HASTING E MADAUS, 1983).
As oportunidades de recuperação, que são aconselhadas aos estudantes após a avaliação de seus
rendimentos considerados insatisfatórios obtidos pela aplicação dos instrumentos abaixo
descritos, correspondem ao caráter formativo da avaliação somativa, item fundamental de
feedback como oportunidades de reflexão do processo de aprendizagem.
Os instrumentos utilizados para a avaliação somativa nas diversas atividades didáticas podem
ser assim delineados:
Avaliação de conhecimentos e habilidades:

21

Guia do professor
Provas escritas objetivas que apresentam mais clareza e precisão na avaliação, mas são
limitantes;
Provas escritas de caráter subjetivo com perguntas abertas e um padrão de acompanhamento da
resposta do estudante;
Provas escritas com questões (itens) de múltipla escolha em que o corpo do item deve ser um
caso clínico ou uma situação que induza o raciocínio clínico e integrador do estudante na
resolução do problema;
Provas escritas, de caráter integrado, especialmente utilizado nos primeiros períodos do curso
do ciclo de módulos temáticos. É um tipo de prova de caráter integrador em que as diversas
áreas trazem em suas questões alternativas que respondam ao caráter clínico do texto. O caráter
integrador se dá pelo movimento constituído pela elaboração de um docente da clínica em
conjunto com os docentes das áreas básicas. Para nortear esse processo, elaborou-se um Manual
de Avaliação Integrada com os seguintes tópicos:
Problemas elaborados a partir dos temas ministrados.
Elaboração das questões objetivas;
Elaboração das questões discursivas;
Confecção da prova com gabarito, que será entregue ao estudante, destacado logo após a prova;
Discussão das questões objetivas e discursiva em um fórum com os docentes de cada área, para
todos os estudantes na própria semana de avaliação (atividade formativa).

Avaliação Formativa
Autoavaliação - Cada estudante avalia o próprio desempenho nas atividades de ensinoaprendizagem, com o intuito de desenvolver o senso de autocrítica e de responsabilidade pela
aprendizagem. A autoavaliação só passa a ter significado quando permite ao discente pensar
sobre o próprio processo de aprendizagem. Esse exercício desenvolve a compreensão das
fragilidades e amplia a consciência do estudante sobre a sua relação com o pensar e o fazer,
possibilitando maiores chances de transpor as dificuldades.
Feedback - É uma importante tarefa do docente e uma valiosa ferramenta para o processo
ensino-aprendizagem. Consiste em relatar o desempenho dos estudantes em suas atividades,
reforçando comportamentos positivos e apontando falhas. O feedback incentiva a reflexão
crítica e o aprendizado autoconduzido, auxiliando o estudante a melhorar seu desempenho. O
feedback deve ser:
Assertivo e específico – A comunicação deve ser objetiva, clara e direta. Deve-se abordar
determinado comportamento e seu impacto positivo ou negativo e sugestões de

22

Guia do professor
comportamentos alternativos. Deve-se indicar com clareza os desempenhos adequados e
aqueles que o estudante pode melhorar.
Respeitoso – O respeito mútuo às opiniões e ao consenso compartilhado sobre comportamentos
que devem ser modificados torna o feedback efetivo.
Oportuno – O feedback tem melhor resultado quando é feito logo após a situação ou
comportamento que o motivou, e em ambiente reservado.
Específico – É fundamental que o docente indique claramente os comportamentos nos quais o
estudante está tendo bom desempenho e aqueles nos quais ele pode melhorar. Exemplos e
revisão dos fatos ocorridos contribuem para que o estudante reflita honestamente sobre seu
desempenho.
Avaliação com Instrumento
Objective Structured Clinical Evaluation (OSCE) – Consiste na observação de componentes de
um atendimento clínico/laboratorial simulado. Utiliza-se uma sequência de 6-12 estações de
avaliação, com duração de 6 a 15 minutos, sendo as habilidades testadas através de tarefas
específicas.

Outras estratégias de avaliação
O relatórios de atividades, trabalhos escritos, elaboração de projetos, seminários e relatórios de
pesquisa também podem ser utilizados como instrumentos de avaliação ao longo das unidades
curriculares do curso de Medicina da UFAL/ Campus Arapiraca.

23

Guia do professor

7) MODELO DE PLANO DE AULA
UNIVERSIDADE FEDERAL
DE ALAGOAS
CAMPUS ARAPIRACA
CURSO MEDICINA
o
LABORATORIO MORFOFUNCIONAL – 2 período

Mensagem aos estudantes:

Elaboração:
Tema:
Duração expositiva:
Objetivos/Competências:

Conteúdo:

Duração prática:

Guia do professor
Referências1:
Básicas:
Complementares:

Apêndices

Guia do professor

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS ARAPIRACA
CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA

8) FICHA DE AUTOAVALIAÇÃO DISCENTE
MÓDULO DE CONTEÚDOS AFINS/TUTORIA

Estudante: _____________________________________________________
Tutor(a):______________
Módulo: _______________________________________ Coordenador(a):
Período:

Avaliação do conhecimento cognitivo/
psicomotor e atitudinal do problema
Critério

Interpretar os dados do problema e

01

formular questões de aprendizagem

Critério

Responder as questões integrando

02
Critério
03
Critério
04

Problema 1

Problema 2

Problema 3

Problema 4

Problema 5

Abertura

Abertura

Abertura

Abertura

Abertura

com o conhecimento prévio
Formular hipóteses e síntese do
problema
Elaborar objetivos de aprendizagem a
partir das questões formuladas
Relacionar de forma ética, respeitosa
e colaborativa com seus pares

Critério
05

Realizar

com criticidade,

avaliação,

avaliação

a auto

interpares,

avaliação do tutor e assumir o papel
de coordenador/secretario
MÉDIA DAS NOTAS
OBS: Nota de 0 a 10 pontos para cada critério

Guia do professor

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS ARAPIRACA
CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA
FICHA DE AUTOAVALIAÇÃO DISCENTE
MÓDULO DE CONTEÚDOS AFINS/TUTORIA

Estudante: _____________________________________________________
Tutor(a):______________
Módulo: _______________________________________ Coordenador(a):
Período:
Problema 1

Problema 2

psicomotor e atitudinal do problema

Fechamento

Fechamento Fechamento Fechamento Fechamento

Critério
06

Buscar informação a partir do
referencial bibliográfico adequado
Articular

Critério
07

as

dimensões

biopsicosociais/éticas/ambientais

e

contribuir

a

efetivamente

com

discussão
Critério
08

Sintetizar e expor as ideias de forma
clara e organizada

Critério

Identificar lacunas de conhecimento e

09

mobilizar estratégias de superação
Relacionar de forma ética, respeitosa
e colaborativa com seus pares

Critério
10

Realizar

com

criticidade,

a

autoavaliação, avaliação interpares,
avaliação do tutor e assumir o papel
de coordenador/secretario

MÉDIA DAS NOTAS
MÉDIA FINAL DO MÓDULO

Problema 3

Problema 4

Avaliação do conhecimento cognitivo/

Problema 5

Guia do professor

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS ARAPIRACA
CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA

9) FICHA DE AVALIAÇÃO DO TUTOR
MÓDULO DE CONTEÚDOS AFINS/TUTORIA
Estudante: _____________________________________________________
Tutor(a):______________
Módulo: _______________________________________ Coordenador(a):
Período:

Avaliação do conhecimento cognitivo/
psicomotor e atitudinal do problema
Critério

Interpretar os dados do problema e

01

formular questões de aprendizagem

Critério

Responder as questões integrando

02
Critério
03
Critério
04

Problema 1

Problema 2

Problema 3

Problema 4

Problema 5

Abertura

Abertura

Abertura

Abertura

Abertura

com o conhecimento prévio
Formular hipóteses e síntese do
problema
Elaborar objetivos de aprendizagem a
partir das questões formuladas
Relacionar de forma ética, respeitosa
e colaborativa com seus pares

Critério
05

Realizar

com criticidade,

avaliação,

avaliação

a auto

interpares,

avaliação do tutor e assumir o papel
de coordenador/secretario
MÉDIA DAS NOTAS
OBS: Nota de 0 a 10 pontos para cada critério

Guia do professor

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS ARAPIRACA
CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA
FICHA DE AVALIAÇÃO DO TUTOR
MÓDULO DE CONTEÚDOS AFINS/TUTORIA
Estudante: _____________________________________________________
Tutor(a):______________
Módulo: _______________________________________ Coordenador(a):
Período:
Problema 1

Problema 2

psicomotor e atitudinal do problema

Fechamento

Fechamento Fechamento Fechamento Fechamento

Critério
06

Buscar informação a partir do
referencial bibliográfico adequado
Articular

Critério
07

as

dimensões

biopsicosociais/ éticas /ambientais e
contribuir

efetivamente

com

a

discussão
Critério
08

Sintetizar e expor as ideias de forma
clara e organizada

Critério

Identificar lacunas de conhecimento e

09

mobilizar estratégias de superação
Relacionar de forma ética, respeitosa
e colaborativa com seus pares

Critério
10

Realizar

com

criticidade,

a

autoavaliação, avaliação interpares,
avaliação do tutor e assumir o papel
de coordenador/secretario

MÉDIA DAS NOTAS
MÉDIA FINAL DO MÓDULO

Problema 3

Problema 4

Avaliação do conhecimento cognitivo/

Problema 5

Guia do professor

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS ARAPIRACA
CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA

10)FICHA DO DISCENTE AVALIANDO O TUTOR
MÓDULO DE CONTEÚDOS AFINS/TUTORIA

Estudante: _____________________________________________________
Tutor(a):______________
Módulo: _______________________________________ Coordenador(a):
Período:

Avaliação do conhecimento cognitivo/
psicomotor e atitudinal do problema
Critério
01
Critério
02

Problema 4

Problema 5

Abertura

Abertura

Abertura

Abertura

Abertura

forma adequada
Utilizou a metodologia ativa de forma
adequada (passos da sessão tutorial)

Critério

Relacionou de forma ética, respeitosa

05

Problema 3

Avaliou as atividades do grupo de

03

Critério

Problema 2

Pontualidade e organização

Critério

04

Problema 1

e colaborativa com os acadêmicos
Estimulou a participação do grupo;
orientou quanto aos recursos de
aprendizagem disponíveis

MÉDIA DAS NOTAS
OBS: Nota de 0 a 10 pontos para cada critério

Guia do professor

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS ARAPIRACA
CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA
FICHA DO DISCENTE AVALIANDO O TUTOR
MÓDULO DE CONTEÚDOS AFINS/TUTORIA

Estudante: _____________________________________________________
Tutor(a):______________
Módulo: _______________________________________ Coordenador(a):
Período:
Problema 1

Problema 2

psicomotor e atitudinal do problema

Fechamento

Fechamento Fechamento Fechamento Fechamento

Critério
06
Critério
07

Pontualidade e organização

Avaliou as atividades do grupo de
forma adequada

Critério

Utilizou a metodologia ativa de forma

08

adequada (passos da sessão tutorial)

Critério

Relacionou de forma ética, respeitosa

09

Critério
10

e colaborativa com os acadêmicos
Verificou a bibliografia utilizada pelos
acadêmicos;

orientou quanto aos

recursos de aprendizagem disponível

MÉDIA DAS NOTAS
MÉDIA FINAL DO MÓDULO

Problema 3

Problema 4

Avaliação do conhecimento cognitivo/

Problema 5

11)MODELO DE FICHA DE AVALIACAO FORMATIVA
ALUNO(A):
ANO:

TURMA:

SEMESTRE/PERÍODO:

DOCENTE:

ATENÇÃO: A nota do estudante será estabelecida pela soma dos 3 itens que compõem a avaliação, totalizando no máximo 10.
COMPETÊNCIAS:
ATITUDES

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10 11 12 13 14 15 16 17 18

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a3

0a4

0a4

0a4

0a4

0a4

0a4

0a4

0a4

0a4

0a4

0a4

0a4

0a4

0a4

0a4

0a4

0a4

0a4

- Pontualidade
- Iniciativa/participação/Interesse no desenvolvimento e aprendizado
- Relacionamento interpessoal (respeito ao próximo, atenção, ética, etc.)
- Capacidade de criticar e receber críticas do(s) colegas/docente(s)
- Paramenta-se adequadamente durante a(s) atividade(s)
- Preservação dos materiais didáticos

ASPECTOS COGNITIVOS
- Estudo prévio (uso de referenciais teóricos atualizados)
- Discussão, síntese e exposição de informações de forma clara e
organizada
- Abordagem crítica/reflexiva/criativa
dos conteúdos/problemas
abordados ou vivenciados

HABILIDADES
- Desempenho das habilidades (cognitivas, afetivas e psicomotoras) e
competências relacionadas aos objetivos propostos no bloco temático
- Aspectos envolvidos (humanização, tomada de decisão, comunicação
e liderança) na relação com o(s) paciente(s) e demais
estudantes/profissionais de saúde, se aplicável à(s) atividade(s)

TOTAL:
ABREVIATURA DO TÓPICO DE AULA