Manual Internato Saúde da Família e Saúde Coletiva

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Manual INTERNATO SAUDE DA FAMILIA E SAUDE COLETIVA modificado 04.09.2019.pdf
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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS – UFAL
Campus Arapiraca
Curso de Graduação em Medicina

Caderno do Internato
/

SAÚDE DA FAMÍLIA SAÚDE COLETIVA

Arapiraca – Alagoas

Apresentação
Prezado acadêmico,

Iniciamos o nono semestre letivo do curso médico da Universidade Federal de
Alagoas, campus Arapiraca. É com grande prazer que ao longo desses anos os
acompanhamos nessa jornada de aprendizagem junto ao Eixo Integração Ensino,
saúde e comunidade.
Este semestre teremos grandes desafios e fortes experiências. É aqui que
continuamos de forma mais intensa o contato que vocês iniciaram desde o primeiro
semestre e ao longo do curso com as Unidades Básicas de Saúde, com a Atenção
Primária e seus profissionais.
Vocês irão ver na prática como se faz a medicina centrada na pessoa, clínica
ampliada e vários instrumentos que são utilizados neste serviço que é porta de
entrada para nossa rede de saúde.
Este caderno foi pensado como bastante zelo para que tenham a melhor formação
possível para enfrentar os desafios que encontrão no exercício da profissão e
realizar uma prática médica de qualidade.
Que todas as reflexões construídas até este presente momento em sala de aula
ajudem vocês a atuar na sociedade com olhar crítico, reflexivo e capaz de
promover mudanças sociais.
Para auxiliá-lo, elaboramos o presente manual. Nele, você encontrará as principais
informações sobre o internato de saúde da família/ saúde coletiva.

Seja bem-vindo/a!
Está sendo maravilhoso acompanhar
vocês nessa jornada.

Sumário

1. Ementa, carga horária e docentes vinculados.

04

2. Arcabouço teórico-legal.

06

3. Objetivos.

07

4. Diretrizes e competências

09

5. Conteúdo Programático

23

6. Detalhamento do calendário letivo.

24

7. Metodologia de ensino.

26

8. Processo avaliativo

27

9. Unidade de Saúde de atuação

28

10. Preceptores

29

11. Orientações gerais

30

12. Referências básicas e complementares

33

1. Ementa, carga horária e docentes vinculados

Ementa Estágio Saúde da Família
Práticas associadas às necessidades sociais e da saúde, perfil epidemiológico,
perfil demográfico, comunicação, mortalidade, morbidade e ética, determinantes
processos saúde-doença, territorialização, políticas de educação ambiental e saúde
ambiental, modelos de atenção à saúde, redes de atenção à saúde, níveis de atenção à
saúde nos sistemas de saúde. Modelo de atenção à saúde com sua estrutura física e
organizacional da área de abrangência. Praticas de Medicina da Familia e Comunidade.
Clinica ampliada e compartilhada e projeto terapeutico singular. Ética profissional,
considerando a história clínica, a diversidade étnico-racial, de gênero, de orientação
sexual, linguístico-cultural e de pessoas com deficiência. Teoria crítica de direitos
humanos aplicada à realidade brasileira.
Ementa Internato saúde coletiva e saúde da família
Práticas associadas às necessidades sociais e da saúde, perfil epidemiológico,
perfil demográfico, comunicação, mortalidade, morbidade, determinantes processos
saúde-doença, territorialização, políticas de educação ambiental e saúde ambiental,
modelos de atenção à saúde, redes de atenção à saúde, níveis de atenção à saúde nos
sistemas de saúde. Processo de Territorialização em saúde. Modelo de atenção à saúde
com sua estrutura física e organizacional da área de abrangência. Praticas de Medicina
da Família e Comunidade. Clinica ampliada e compartilhada e projeto terapêutico
singular. Equidade em Saúde. Demandas e Necessidades em Saúde das populações
negras e indígenas. Teoria crítica de ética/ bioética e direitos humanos aplicada à
realidade brasileira.

Carga Horária: 652 horas

Docentes
Nome/ Regime
Adilson José da Silva (20 horas)
Celso Marcos da Silva (20 horas)
Maria Deysiane Porto Araújo (20 horas)
Roberta de A. Wanderley (20 horas)

Formação/ atuação
Medicina/ MFC
Medicina/ MFC
Medicina/ MFC
Medicina/MFC

Titulação
Mestre
Mestre
Mestre
Especialista

Coordenadoras
Maria Deysiane Porto Araújo (20 horas)
Medicina/ MFC
Roberta de Albuquerque Wanderley (20 horas) Medicina/MFC

Mestre
Especialista

Estruturação do IESC no curso
Período

Tema norteador

1º Período (ICA)
2º Período (IESC 1)
3º Período (IESC 2)
4º Período (IESC 3)
5º Período (IESC 4)
6º Período (IESC 5)
7º Período (IESC 6)
8º Período (IESC 7)
9º Período

Introdução a Clínica Ampliada
Epidemiologia e Bioestatística
Educação e Promoção em Saúde
Ferramentas de avaliação familiar
Vigilância em Saúde
Gestão em medicina
Psicologia médica
Saúde do trabalhador
Internato em ESF

2. Arcabouço teórico-legal
Segundo o Projeto Pedagógico do Curso de Medicina (PPC), o eixo Integração
Ensino, Saúde e Comunidade (IESC) objetiva desenvolver atividades em cenários reais da
comunidade e do Sistema Único de Saúde (SUS) (unidades de saúde, hospitais,
ambulatórios, etc) com o objetivo de fortalecer o aprendizado cognitivo e estabelecer uma
aproximação do acadêmico com a população local, a fim de garantir uma assistência
integral, respeitosa, ética, crítica e humanística, considerando o sujeito e o contexto no
qual está inserido, sua cultura, sua crença, seus hábitos e seus costumes, e assim,
proporcionar o desenvolvimento de habilidades e atitudes.
Nesse sentido, este plano de curso considera como marco legal:
a) Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina

(Resolução nº 3, de 20 de junho de 2014 do Ministério da Educação), buscando
desenvolver competências e habilidades necessárias para o exercício ético e
responsável da medicina;
b) Currículo baseado em competências da Sociedade Brasileira de Medicina de

Família e Comunidade (SBMFC), na definição das competências almejadas e
dos conteúdos a serem ministrados;
c) Diretrizes, normas e regulamentos da Universidade Federal de Alagoas,

obedecendo ao tripé ensino, pesquisa e extensão.
O marco teórico que sustenta considera:
a) Uma sociedade em constante transformação e, portanto, a formação médica

deve ser flexível e sensível a elas;
b) O sujeito discente como centro do processo ensino-aprendizagem e, portanto, o

sujeito principal da sua formação;
c) O ensino pelo exemplo é um compromisso com o desenvolvimento de

competências éticas necessárias para o adequado exercício da medicina;
d) A adoção de metodologias ativas de ensino-aprendizagem e o estímulo à

criatividade, geração de novos conhecimentos e releituras da sociedade;
e) Os problemas locais como cenário de intervenção, considerando a realidade

sociossanitária na qual o profissional irá atuar;
f) O respeito aos direitos e garantias constitucionais, dos indivíduos e da

coletividade;
g) A transformação constante das práticas de ensino, buscando melhorias

contínuas, até que alcance o padrão de formação desejado.

3. Objetivos.

Geral
•

Qualificar acadêmicos para prática de medicina da família e comunidade,

atuando com efetividade na promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da
população assistida e respondendo às demandas assistenciais em qualquer
momento do ciclo de vida individual e/ ou familiar, reconhecendo ao mesmo tempo
as interações que se dão na comunidade.

Específicos
•

Compreender o arcabouço histórico da formação da especialidade MFC

•

Aprender sobre características do MFC e da Atenção Primária;

•

Reconhecer as características do sistema em que trabalha, e administrar e
planejar serviços de saúde com enfoque integral.

•

Compreender a importância das notificações e a importância dos sistemas de
vigilância

•

Compreender sobre gestão no processo de trabalho.

•

Planejar, organizar e administrar os recursos assistenciais com o objetivo de gerilos em benefício dos pacientes, famílias e comunidades.

•

Diagnosticar e tratar corretamente as principais doenças em todas as fases do
ciclo biológico, bem como a eficácia da ação médica (hipertensão, diabetes,
asma, DPOC, etc);

•

Vivenciar grupos de educação em saúde.

•

Vivenciar a prática de medicina centrada na pessoa.

•

Atender os problemas relacionados com o processo saúde-enfermidade, de
forma integral, contínua e sobre um enfoque de risco, no âmbito individual e
familiar.

•

Realizar com proficiência a anamnese e a consequente construção da história
clínica, bem como dominar a técnica do exame físico dos diversos grupos
atendidos

•

Otimizar o uso dos recursos propedêuticos;

•

Atuar na proteção e na promoção da saúde e na prevenção de doenças, bem
como no tratamento e reabilitação dos problemas de saúde e acompanhamento
do processo de morte e morrer;

•

Aprender princípios de vigilância e sobre o programa imunizações,

•

Vivenciar e compreender o funcionamento de programas do SUS na APS, como
exemplo, Política Nacional de Controle do Tabagismo.

•

Conhecer os princípios da metodologia científica, possibilitando-lhe a leitura
crítica de artigos técnico-científicos e a participação na produção de
conhecimentos;

4. Diretrizes e competências.
Considerando o arcabouço teórico-legal que rege o curso médico da Universidade
Federal de Alagoas (UFAL), campus Arapiraca, consoante apresentado no item 3 deste
documento, o plano de curso do período 9, doravante denominado “INTERNATO DE
SAÚDE DA FAMÍLIA/ SAÚDE COLETIVA”, em consonância com os demais elementos
norteadores

deste

documento

e

dada

a

necessidade

de

articulação

entre

conhecimentos, habilidades e atitudes, buscar-se-á, na sua totalidade, atender às
seguintes diretrizes e competências:

Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina (Resolução nº 3,
de 20 de junho de 2014- Ministério da Educação) nas dimensões atenção à saúde,
gestão em saúde e educação em saúde. Tais diretrizes devem obedecer todas as
práticas de ensino em todos os períodos da formação médica.

Na Atenção à Saúde (Artigo 5º das DCNs), o graduando será formado para
considerar sempre as dimensões da diversidade biológica, subjetiva, étnico-racial, de
gênero, orientação sexual, socioeconômica, política, ambiental, cultural, ética e demais
aspectos que compõem o espectro da diversidade humana que singularizam cada
pessoa ou cada grupo social, no sentido de concretizar:
I - acesso universal e equidade como direito à cidadania, sem privilégios nem
preconceitos de qualquer espécie, tratando as desigualdades com equidade e
atendendo as necessidades pessoais específicas, segundo as prioridades definidas pela
vulnerabilidade e pelo risco à saúde e à vida, observado o que determina o Sistema
Único de Saúde (SUS);
II - integralidade e humanização do cuidado por meio de prática médica contínua e
integrada com as demais ações e instâncias de saúde, de modo a construir projetos
terapêuticos compartilhados, estimulando o autocuidado e a autonomia das pessoas,
famílias, grupos e comunidades e reconhecendo os usuários como protagonistas ativos
de sua própria saúde;
III - qualidade na atenção à saúde, pautando seu pensamento crítico, que conduz o
seu fazer, nas melhores evidências científicas, na escuta ativa e singular de cada

pessoa, família, grupos e comunidades e nas políticas públicas, programas, ações
estratégicas e diretrizes vigentes.
IV - segurança na realização de processos e procedimentos, referenciados nos
mais altos padrões da prática médica, de modo a evitar riscos, efeitos adversos e danos
aos usuários, a si mesmo e aos profissionais do sistema de saúde, com base em
reconhecimento clínico-epidemiológico, nos riscos e vulnerabilidades das pessoas e
grupos sociais.
V - preservação da biodiversidade com sustentabilidade, de modo que, no
desenvolvimento da prática médica, sejam respeitadas as relações entre ser humano,
ambiente, sociedade e tecnologias, e contribua para a incorporação de novos cuidados,
hábitos e práticas de saúde;
VI - ética profissional fundamentada nos princípios da Ética e da Bioética, levando
em conta que a responsabilidade da atenção à saúde não se encerra com o ato técnico;
VII - comunicação, por meio de linguagem verbal e não verbal, com usuários,
familiares, comunidades e membros das equipes profissionais, com empatia,
sensibilidade e interesse, preservando a confidencialidade, a compreensão, a autonomia
e a segurança da pessoa sob cuidado;
VIII - promoção da saúde, como estratégia de produção de saúde, articulada às
demais políticas e tecnologias desenvolvidas no sistema de saúde brasileiro,
contribuindo para construção de ações que possibilitem responder às necessidades
sociais em saúde;
IX - cuidado centrado na pessoa sob cuidado, na família e na comunidade, no qual
prevaleça o trabalho interprofissional, em equipe, com o desenvolvimento de relação
horizontal, compartilhada, respeitando-se as necessidades e desejos da pessoa sob
cuidado, família e comunidade, a compreensão destes sobre o adoecer, a identificação
de objetivos e responsabilidades comuns entre profissionais de saúde e usuários no
cuidado;
X - Promoção da equidade no cuidado adequado e eficiente das pessoas com
deficiência, compreendendo os diferentes modos de adoecer, nas suas especificidades.

No artigo 6º que trata da Gestão em Saúde, a Graduação em Medicina visa à
formação do médico capaz de compreender os princípios, diretrizes e políticas do
sistema de saúde, e participar de ações que promova o bem-estar da comunidade, por
meio das seguintes dimensões:

I - Gestão do Cuidado, com o uso de saberes e dispositivos de todas as
densidades tecnológicas, de modo a promover a organização dos sistemas integrados
de saúde para a formulação e desenvolvimento de Planos Terapêuticos individuais e
coletivos;
II - Valorização da Vida, com a abordagem dos problemas de saúde recorrentes na
atenção básica, na urgência e na emergência, na promoção da saúde e na prevenção
de riscos e danos, visando à melhoria dos indicadores de qualidade de vida, de
morbidade e de mortalidade, por um profissional médico generalista, propositivo e
resolutivo;
III - Tomada de Decisões, com base na análise crítica e contextualizada das
evidências científicas, da escuta ativa das pessoas, famílias, grupos e comunidades, das
políticas públicas sociais e de saúde, de modo a racionalizar e otimizar a aplicação de
conhecimentos, metodologias, procedimentos, instalações, equipamentos, insumos e
medicamentos, de modo a produzir melhorias no acesso e na qualidade integral à saúde
da

população

e

no

desenvolvimento

científico,

tecnológico

e

inovação

que

retroalimentam as decisões;
IV - Comunicação, incorporando, sempre que possível, as novas tecnologias da
informação e comunicação (TICs), para interação a distância e acesso a bases remotas
de dados;
V - Liderança exercitada na horizontalidade das relações interpessoais que
envolvam compromisso, comprometimento, responsabilidade, empatia, habilidade para
tomar decisões, comunicar-se e desempenhar as ações de forma efetiva e eficaz,
mediada pela interação, participação e diálogo, tendo em vista o bem-estar da
comunidade,
VI - Trabalho em Equipe, de modo a desenvolver parcerias e constituição de redes,
estimulando e ampliando a aproximação entre instituições, serviços e outros setores
envolvidos na atenção integral e promoção da saúde;
VII - Construção participativa do sistema de saúde, de modo a compreender o
papel dos cidadãos, gestores, trabalhadores e instâncias do controle social na
elaboração da política de saúde brasileira;
VIII - Participação social e articulada nos campos de ensino e aprendizagem das
redes de atenção à saúde, colaborando para promover a integração de ações e serviços
de saúde, provendo atenção contínua, integral, de qualidade, boa prática clínica e
responsável, incrementando o sistema de acesso, com equidade, efetividade e

eficiência, pautando-se em princípios humanísticos, éticos, sanitários e da economia na
saúde.

No tocante à Educação em Saúde no artigo 7º, o graduando deverá
corresponsabilizar-se pela própria formação inicial, continuada e em serviço, autonomia
intelectual, responsabilidade social, ao tempo em que se compromete com a formação
das futuras gerações de profissionais de saúde, e o estímulo à mobilidade acadêmica e
profissional, objetivando:
I - aprender a aprender, como parte do processo de ensino-aprendizagem,
identificando conhecimentos prévios, desenvolvendo a curiosidade e formulando
questões para a busca de respostas cientificamente consolidadas, construindo sentidos
para a identidade profissional e avaliando, criticamente, as informações obtidas,
preservando a privacidade das fontes;
II - aprender com autonomia e com a percepção da necessidade da educação
continuada, a partir da mediação dos professores e profissionais do Sistema Único de
Saúde, desde o primeiro ano do curso;
III - aprender interprofissionalmente, com base na reflexão sobre a própria prática
e pela troca de saberes com profissionais da área da saúde e outras áreas do
conhecimento, para a orientação da identificação e discussão dos problemas,
estimulando o aprimoramento da colaboração e da qualidade da atenção à saúde;
IV - aprender em situações e ambientes protegidos e controlados, ou em
simulações da realidade, identificando e avaliando o erro, como insumo da
aprendizagem profissional e organizacional e como suporte pedagógico;
V - comprometer-se com seu processo de formação, envolvendo-se em ensino,
pesquisa e extensão e observando o dinamismo das mudanças sociais e científicas que
afetam o cuidado e a formação dos profissionais de saúde, a partir dos processos de
autoavaliação e de avaliação externa dos agentes e da instituição, promovendo o
conhecimento sobre as escolas médicas e sobre seus egressos;
VI - propiciar a estudantes, professores e profissionais da saúde a ampliação das
oportunidades de aprendizagem, pesquisa e trabalho, por meio da participação em
programas de Mobilidade Acadêmica e Formação de Redes Estudantis, viabilizando a
identificação

de

novos

desafios

da

área,

estabelecendo

compromissos

de

corresponsabilidade com o cuidado com a vida das pessoas, famílias, grupos e

comunidades, especialmente nas situações de emergência em saúde pública, nos
âmbitos nacional e internacional;
VII - dominar língua estrangeira, de preferência língua franca, para manter-se
atualizado com os avanços da Medicina conquistados no país e fora dele, bem como
para interagir com outras equipes de profissionais da saúde em outras partes do mundo
e divulgar as conquistas científicas alcançadas no Brasil.

As competências estão distribuídas conforme cada uma das dimensões. Neste
plano, citamos apenas aquelas que atuam como imagem-objetivo da proposta em
questão:

Área 1- Atenção à saúde

A área de competência dialoga com duas subáreas: Atenção às necessidades
individuais de saúde e atenção às necessidades de Saúde Coletiva. Nesse sentido, o
processo de aprendizagem buscará o diálogo entre elas e suas subáreas:

NECESSIDADES INDIVIDUAIS DE SAÚDE:
1- Identificação de necessidades individuais de saúde;
2- Desenvolvimento e avaliação de planos terapêuticos.

NECESSIDADES DE SAÚDE COLETIVA:
1- Investigação de problemas de saúde coletiva;
2- Desenvolvimento e avaliação de projetos de intervenção em saúde coletiva.

NECESSIDADES INDIVIDUAIS DE SAÚDE
1- Identificação de necessidades individuais de saúde (04 ações-chaves);

I- realização da história clínica;
II- Realização do exame físico;
III- Formular hipóteses e priorização de problemas;
IV- Promoção de Investigação diagnóstica.
2- Desenvolvimento e avaliação do plano terapêutico*:

I- Elaboração e implementação do plano terapêutico*;
II- Acompanhamento e avaliação de planos terapêuticos

NECESSIDADE DE SAÚDE COLETIVA:
1- Investigação de problemas de saúde coletiva;

a) Acesso e utilização de dados secundários ou informações que incluam o
contexto político, cultural, discriminações institucionais, socioeconômico, ambiental e das
relações, movimentos e valores de populações, em seu território, visando ampliar a
explicação de causas, efeitos e baseado na determinação social no processo saúdedoença, assim como seu enfrentamento;
b) relacionamento dos dados e das informações obtidas, articulando os aspectos
biológicos, psicológicos, socioeconômicos e culturais relacionados ao adoecimento e à
vulnerabilidade de grupos;
c) estabelecimento de diagnóstico de saúde e priorização de problemas,
considerando sua magnitude, existência de recursos para o seu enfrentamento e
importância técnica, cultural e política do contexto.

2- Desenvolvimento e avaliação de projetos de intervenção em saúde coletiva.

a) participação na discussão e construção de projetos de intervenção em grupos
sociais, orientando-se para melhoria dos indicadores de saúde, considerando sempre
sua autonomia e aspectos culturais;
b) estímulo à inserção de ações de promoção e educação em saúde em todos os
níveis de atenção, com ênfase na atenção básica, voltadas às ações de cuidado com o
corpo e a saúde;
c) estímulo à inclusão da perspectiva de outros profissionais e representantes de
segmentos sociais envolvidos na elaboração dos projetos em saúde;
d) promoção do desenvolvimento de planos orientados para os problemas
priorizados;
e) participação na implementação de ações, considerando metas, prazos,
responsabilidades, orçamento e factibilidade; e
f) participação no planejamento e avaliação dos projetos e ações no âmbito do
Sistema Único de Saúde (SUS), prestando contas e promovendo ajustes, orientados à
melhoria da saúde coletiva.

Área 2- Gestão em Saúde

Nessa área de competência, os descritores estão divididos em dois subgrupos: i)
Organização do trabalho em saúde (Identificação do processo de trabalho e elaboração
e implementação de planos de intervenção) e ii) Acompanhamento e avaliação do
trabalho em saúde (Gerenciamento do cuidado em saúde e monitoramento de planos e
avaliação do trabalho em saúde).

I- Organização do trabalho em saúde: identificação do processo de trabalho e
elaboração e implementação de plano de intervenção

1-

Identificação do Processo de Trabalho:
a) identificação da história da saúde, das políticas públicas de saúde no Brasil, da

Reforma Sanitária, dos princípios do SUS e de desafios na organização do trabalho em
saúde, considerando seus princípios, diretrizes e políticas de saúde;
b) identificação de oportunidades e de desafios na organização do trabalho nas
redes de serviços de saúde, reconhecendo o conceito ampliado de saúde, no qual todos
os cenários em que se produz saúde são ambientes relevantes e neles se deve assumir
e propiciar compromissos com a qualidade, integralidade e continuidade da atenção;
c) utilização de diversas fontes para identificar problemas no processo de trabalho,
incluindo a perspectiva dos profissionais e dos usuários e a análise de indicadores e do
modelo de gestão, de modo a identificar risco e vulnerabilidade de pessoas, famílias e
grupos sociais;
d) incluir a perspectiva dos usuários, família e comunidade, favorecendo sua maior
autonomia na decisão do plano terapêutico, respeitando seu processo de planejamento
e de decisão considerando-se, ainda, os seus valores e crenças;
e) trabalho colaborativo em equipes de saúde, respeitando normas institucionais
dos ambientes de trabalho e agindo com compromisso ético-profissional, superando a
fragmentação do processo de trabalho em saúde;
f) participação na priorização de problemas, identificando a relevância, magnitude e
urgência, as implicações imediatas e potenciais, a estrutura e os recursos disponíveis;
g) abertura para opiniões diferentes e respeito à diversidade de valores, de papéis
e de responsabilidades no cuidado à saúde.

2-

Elaboração e Implementação de Planos de Intervenção:
a) participação em conjunto com usuários, movimentos sociais, profissionais de

saúde, gestores do setor sanitário e de outros setores na elaboração de planos de
intervenção para o enfrentamento dos problemas priorizados, visando melhorar a
organização do processo de trabalho e da atenção à saúde;
b) apoio à criatividade e à inovação, na construção de planos de intervenção;
c) participação na implementação das ações, favorecendo a tomada de decisão,
baseada em evidências científicas, na eficiência, na eficácia e na efetividade do trabalho
em saúde;
d) participação na negociação e avaliação de metas para os planos de intervenção,
considerando as políticas de saúde vigentes, os colegiados de gestão e de controle
social.

II- Acompanhamento e avaliação do trabalho em saúde:
1- Gerenciamento do cuidado:
a) Promoção da integralidade da atenção à saúde individual e coletiva, articulando as

ações de cuidado;
b) Utilização das melhores evidências e dos protocolos e diretrizes cientificamente

reconhecidos;
c) Favorecimento da articulação de ações, profissionais e serviços, construindo um

sistema integrado;
2- Monitoramento de planos e avaliação do trabalho em saúde:
a) Participação em espaços de reflexão coletiva;
b) Estímulo ao compromisso de todos com a transformação das práticas e da cultura

organizacional;
c) Formulação e recepção de críticas, de modo respeitoso, valorizando o esforço de

cada um e favorecendo a construção de um ambiente solidário de trabalho.

Área 3- Educação em Saúde

A área de competência de educação em saúde estrutura-se em três ações-chaves:
i) identificação de necessidades de aprendizagem individuais e coletivas, ii) Promoção
da construção e socialização do conhecimento e iii) Promoção do pensamento científico

e crítico e apoio à produção de novos conhecimentos. Essas três ações são
privilegiadas no processo de construção do conhecimento.

I- Identificação de necessidades de aprendizagem individuais e coletivas:
a) estímulo à curiosidade e ao desenvolvimento da capacidade de aprender com
todos os envolvidos, em todos os momentos do trabalho em saúde;
b) identificação das necessidades de aprendizagem próprias, das pessoas sob
seus

cuidados

e

responsáveis,

dos

cuidadores,

dos

familiares,

da

equipe

multiprofissional de trabalho, de grupos sociais ou da comunidade, a partir de uma
situação significativa e respeitando o conhecimento prévio e o contexto sociocultural de
cada um.

II- Promoção da construção e socialização do conhecimento:
a) postura aberta à transformação do conhecimento e da própria prática;
b) escolha de estratégias interativas para a construção e socialização de
conhecimentos, segundo as necessidades de aprendizagem identificadas, considerando
idade, escolaridade e inserção sociocultural das pessoas;
c) orientação e compartilhamento de conhecimentos com pessoas sob seus
cuidados, responsáveis, familiares, grupos e outros profissionais, levando em conta o
interesse de cada segmento, no sentido de construir novos significados para o cuidado à
saúde;
d) estímulo à construção coletiva de conhecimento em todas as oportunidades do
processo de trabalho, propiciando espaços formais de educação continuada,
participando da formação de futuros profissionais.

III- Promoção do pensamento científico e crítico e apoio à produção de novos
conhecimentos
a) utilização dos desafios do trabalho para estimular e aplicar o raciocínio científico,
formulando perguntas e hipóteses e buscando dados e informações;
b) análise crítica de fontes, métodos e resultados, no sentido de avaliar evidências
e práticas no cuidado, na gestão do trabalho e na educação de profissionais de saúde,
pessoa sob seus cuidados, famílias e responsáveis;

c) identificação da necessidade de produção de novos conhecimentos em saúde, a
partir do diálogo entre a própria prática, a produção científica e o desenvolvimento
tecnológico disponíveis; e
d) favorecimento ao desenvolvimento científico e tecnológico voltado para a
atenção das necessidades de saúde individuais e coletivas, por meio da disseminação
das melhores práticas e do apoio à realização de pesquisas de interesse da sociedade.

III- Promoção do pensamento científico e crítico e apoio à produção de novos
conhecimentos:
a) Utilização dos desafios do trabalho para estimular e aplicar o raciocínio

científico, formulando perguntas e hipóteses e buscando dados e informações;
b) Análise crítica das fontes, métodos e resultados, no sentido de avaliar

evidências e práticas de cuidado, na gestão do trabalho, e na educação de
profissionais de saúde, pessoa sob seus cuidados, famílias e responsáveis;
c) Identificação da necessidade de produção de novos conhecimentos em saúde, a

partir do diálogo entre a própria prática, a produção científica e o
desenvolvimento tecnológico disponíveis;
d) Favorecimento ao desenvolvimento científico e tecnológico voltado para a

atenção das necessidades de saúde individuais e coletivas, por meio da
disseminação das melhores práticas e do apoio à realização de pesquisas de
interesse da sociedade.

Currículo baseado em competências para medicina de família e comunidade (Sociedade
Brasileira de Medicina de Família e Comunidade):

As competências para o plano de curso foram definidas em obediência ao que se
estabeleceu como ementa do semestre letivo. Elencam-se as seguintes competências:
1- Reconhece a complexidade do processo saúde-doença e a contribuição dos

profissionais no manejo do cuidado;
2- Gere simultaneamente problemas de saúde agudos e crônicos de pessoas e

coletivos, apoiados em um conceito ampliado de saúde;
3- Possui um processo próprio de tomada de decisões, determinado pelas

melhores evidências disponíveis, pela prevalência e pela incidência da doença
na comunidade;

4- Adapta sua prática ao contexto cultural em que está inserido;
5- Reconhece as principais ameaças à saúde da pessoa, incluindo doenças e

fatores de risco;
6- Desenvolve um plano terapêutico apropriado seguindo os princípios do

método clínico centrado na pessoa;
7- Comunica-se de forma clara, compreensível e confirma entendimento;
8- Define prioridades para atuação em equipe;
9- Realiza trabalhos em grupo;
10- Desenvolve ações educativas;
11- Planeja ações prioritárias de saúde com base na situação de saúde;
12- Constrói diagnóstico diferencial congruente;
13- Considera a incerteza como parte do processo de raciocínio;
14- Utiliza a epidemiologia clínica aplicada ao raciocínio clínico;
15- Articula aspectos fisiopatológicos com os psicossociais na abordagem

diagnóstica e terapêutica;
16- Estabelece relação de comunicação;
17- Dá e recebe feedback adequadamente;
18- Conhece os princípios básicos da ética e bioética;
19- Conhece as situações em que é necessário realizar notificação;
20- Desenvolve prática reflexiva, identificando lacunas e buscando aprimoramento

e atualização;
21- Interpreta adequadamente os dados e transfere para a prática eficientemente;
22- Conhece fontes de atualização e busca apropriadamente respostas para suas

dúvidas;
23- Conhece os fundamentos das metodologias científicas;
24- Analisa criticamente artigos científicos;
25- Preocupa-se com o fortalecimento do sistema de saúde local;
26- Conhece a rede de assistência à saúde e a função de seus componentes;
27- Conhece os sistemas de informação vigentes no SUS e analisa dados

disponíveis a fim de avaliar as ações de saúde e realizar planejamento em
saúde;
28- Reconhece a importância do trabalho em equipe;
29- Conhece e obedece as normas vigentes quanto à notificação de agravos

expedidos pela vigilância em saúde;

30- Conhece os sinais e sintomas das doenças mais frequentes e relevantes;
31- Conhece o fluxo de vigilância das doenças infecciosas mais relevantes;
32- Identifica, notifica e maneja surtos epidemiológicos;
33- Organiza busca ativa de contactantes, bem como bloqueios em casos de

surtos ou endemias;
34- Reconhece impacto da violência como fator de risco para o desenvolvimento

de outras comorbidades e como grave problema de saúde pública;
35- Reconhece os impactos das condições de trabalho sobre a saúde das

pessoas, famílias e comunidades;
36- Notifica de forma adequada os problemas relacionados à saúde do

trabalhador;
37- Aborda adequadamente os procedimentos relacionados aos acidentes de

trabalho;
38- Maneja os problemas respiratórios mais frequentes ou relevantes incluindo

momento adequado de encaminhamento.
39- Maneja os problemas digestivos mais frequentes ou relevantes incluindo

momento adequado de encaminhamento.
40- Maneja as doenças infecciosas mais frequentes e relevantes.
41- Maneja problemas mais frequentes e relevantes relacionados aos olhos e

visão.
42- Reconhece que o manejo de doenças mentais e do sofrimento psiquico é

parte fundamental da atuação do Médico de Família e Comunidade.
43- Maneja

apropriadamente os problemas mais frequentes e relevantes

relacionados ao Sistema Nervoso.
44- Maneja aos problemas cardiovasculares mais frequentes e relevantes.
45- Maneja os problemas de pele mais frequentes ou relevantes.
46- Maneja apropriadamente os problemas hematológicos mais frequentes e

relevantes.
47- Maneja problemas mais frequentes e relevantes de ouvido, nariz e garganta.
48- Maneja

adequadamente as doenças metabólicas mais frequentes ou

relevantes.
49- Maneja os problemas de rins e vias urinárias mais frequentes e relevantes.
50- Maneja clinicamente os problemas muscoloesqueléticos mais frequentes e

relevantes.

51- Maneja intercorrências comuns no paciente em cuidado paliativo.
52- Indica quando um determinado rastreio deve ou não deve ser feito em cada

uma das diferentes áreas médicas, como: doenças infecciosas, hábitos,
doenças

crônicas,

neoplasias,

dependência

química

e

situações

de

vulnerabilidade social.
53- Reconhece, diagnostica, trata e refere adequadamente as condições de

urgência e emergência mais frequentes.
54- Maneja os problemas de saúde mais frequentes e relevantes em crianças e

adolescentes.
55- Maneja as condições clínicas mais frequentes e relevantes nos idosos.
56- Maneja apropriadamente os problemas mais frequentes e relevantes na saúde

da mulher.
57- Conhece os agravos mais incidentes e prevalentes em pessoas do sexo

masculino e as particularidades de sua apresentação nesse grupo
populacional.
58- Maneja de forma oportuna as demandas relacionadas à sexualidade humana,

identidade

sexual,

homoafetividade,

transsexualidade,

sexualidade

em

situações especiais (reabilitado físico, doente mental e deficiente, gravidez e
puerpério, soropositivos, doenças clínicas avançadas) e situações de preconceito
sexual (homofobia, heterossexismo).
59- Realiza planejamento familiar e anticoncepção de emergência quando

necessário.
60- Realiza pré-natal de baixo e médio risco.
61- Maneja pré-natal de alto risco em conjunto com outro especialista.
62- Maneja principais problemas do puerpério.
63- Reconhece o impacto da violência como fator de risco para o desenvolvimento

de outras comorbidades e como grave problema de saúde.
64- Conhece as especificidades do cuidado a pessoas em outras situações de

vulnerabilidade em sua região.
Nas Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Medicina, se propõe a
formar o/a médico/a generalista, humanista, critico e reflexivo. E para tal deve se pautar
por princípios éticos, pelas ações de promoção, prevenção, recuperação e restauração
da saúde, tendo presente a pessoa e sua integralidade. É a formação de um profissional
com responsabilidade social e compromisso cidadão (Ver o perfil do egresso conforme
as Diretrizes de nosso PPC).

Nesta perspectiva o internato deve proporcionar que o aluno tenha competência
para:
•

Compreender o arcabouço histórico da formação da especiliade MFC

•

Aprender sobre cacacterísticas do MFC e da Atenção Prmária;

•

Reconhecer as características do sistema em que trabalha, e administrar e
planejar serviços de saúde com enfoque integral.

•

Compreender a importância das notificações e a importância dos sistemas de
vigilância

•

Compreender sobre gestão no processo de trabalho.

•

Planejar, organizar e administrar os recursos assistenciais com o objetivo de gerilos em benefício dos pacientes, famílias e comunidades.

•

Diagnosticar e tratar corretamente as principais doenças em todas as fases do
ciclo biológico, bem como a eficácia da ação médica (hipertensão, diabetes,
asma, DPOC, etc);

•

Vivenciar grupos de educação em saúde.

•

Aprender principios de vigilância e sobre o programa imunizações,

•

Vivenciar e compreender o funcionamento de programas do SUS na APS, como
exemplo, Política Nacional de Controle do Tabagismo.

•

Vivenciar a prática de medicina centrada na pessoa.

•

Atender os problemas relacionados com o processo saúde-enfermidade, de
forma integral, contínua e sobre um enfoque de risco, no âmbito individual e
familiar.

•

Realizar com proficiência a anamnese e a consequente construção da história
clínica, bem como dominar a técnica do exame físico dos diversos grupos
atendidos

•

Otimizar o uso dos recursos propedêuticos;

•

Atuar na proteção e na promoção da saúde e na prevenção de doenças, bem
como no tratamento e reabilitação dos problemas de saúde e acompanhamento
do processo de morte e morrer;

•

Conhecer os princípios da metodologia científica, possibilitando-lhe a leitura
crítica de artigos técnico-científicos e a participação na produção de
conhecimentos;

5. Conteúdo Programático

-Conhecer sobre os Princípios MFC
- Noções a cerca do rastreamento em UBS
- Aprender sobre doenças prevalentes no atendimento da atenção primária: HIPERTENSÃO
ARTERIAL SISTÊMICA
- Aprender sobre doenças prevalentes no atendimento da atenção primária: DIABETES
-Aprender sobre doenças prevalentes no atendimento da atenção primária: DISLIPIDEMIA
-Compreender atividades realizadas nas consultas de PUERICULTURA
- Compreender atividades realizadas nas consultas de PRÉ-NATAL
- Aprender sobre doenças prevalentes no atendimento da demanda espontânea: FEBRE
-Aprender sobre doenças prevalentes no atendimento da demanda espontânea: TOSSE
- Aprender sobre doenças prevalentes no atendimento da demanda espontânea: DIARREIA
- Aprender sobre doenças prevalentes no atendimento da demanda espontânea: DOR
LOMBAR
-Aprender, no contexto da atenção primária, sobre: EXAMES LABORATORIAIS
-Aprender, no contexto da atenção primária, sobre: PEQUENOS PROCEDIMENTOS
-Compreender a realização do atendimento em SAÚDE MENTAL na APS
-Compreender a realização do PLANEJAMENTO FAMILIAR

6. Detalhamento do calendário letivo

396 h saúde da família + 256h saúde coletiva = 652h
•

32h semanais = 24h na ESF (6 turnos de 4h)
+ 4h na SMS (Áreas técnicas)
+ 4h de Aulas teóricas

•

480h (120 turnos na ESF)

•

80h (20 turnos) na Saúde Coletiva

•

80h teoria (20 aulas)

•

12h EAD para preparação do projeto de intervenção
SEMANA

DATA

CARGA HORÁRIA

23 a 27

32h

30 a 4
7 a 11

32h
32h

14 a 18

32h

21 a 25

32h

28 a 1
4a8

32h
32h

11 a 15

32h

18 a 22

32h

10

25 a 29

32h

11

2a6

32h

9 a 13

32h

16 a 20

32h

23
24/12 a 17/1

12h
-

20 a 24

32h

27 a 31
3a7

32h
32h

10 a 14

32h

17 a 21

32h

24 a 28
2a6

32h
32h

MÊS

1
2
3

SETEMBRO

4
5

OUTUBRO

6
7
8
9

12
13

NOVEMBRO

DEZEMBRO

12h*
RECESSO
14
15
16

JANEIRO

17
18
19
20
TOTAL

FEVEREIRO

MARÇO

652h

SEMANA

DATA e HORA

AULAS TEÓRICAS

(14-18h)
1

26/9

PRINCÍPIOS DA MFC

2

3/10

RASTREAMENTO e EXAMES LABORATORIAIS

3

10/10

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

4

17/10

DIABETES

5

24/10

PUERICULTURA

6

31/10

PRÉ-NATAL e PLANEJAMENTO FAMILIAR

7

7/11

DEMANDA ESPONTÂNEA: FEBRE

8

14/11

DEMANDA ESPONTÂNEA: TOSSE

9

21/11

DEMANDA ESPONTÂNEA: DIARREIA

10

28/11

DEMANDA ESPONTÂNEA: DOR LOMBAR

12h*

EAD

11

5/12

APRESENTAÇÃO CASOS CLÍNICOS

12

12/12

APRESENTAÇÃO CASOS CLÍNICOS

13

19/12

APRESENTAÇÃO CASOS CLÍNICOS

RECESSO 24/12 a 17/1

-

14

23/1

PEQUENOS PROCEDIMENTOS NA APS

15

30/1

DISLIPIDEMIA

16

6/2

SAÚDE MENTAL NA APS

17

13/2

URGÊNCIAS NA APS

18

20/2

APRESENTAÇÃO PROJETO DE INTERVENÇÃO

19

27/2

APRESENTAÇÃO PROJETO DE INTERVENÇÃO

20

5/3

PROVA

7. Metodologia de ensino nas aulas teóricas
✓ Palestras/conferências/seminários/filmes;
✓ Estudo individual e dirigido
✓ Leitura e interpretação de textos;
✓ Trabalhos em grupo;
✓ Cine-viagem educacional;
✓ TBL;
✓ Oficinas de trabalho.

8. Processo avaliativo:

1 AVALIAÇÃO
Nota preceptor (individual) 70%
Projeto de intervenção (dupla) 30%

2 AVALIAÇÃO
Avaliação somativa 70%
Apresentação de um caso clínico (individual) 30%

Nota mínima aprovação: 7,00

9. Unidade de Saúde de atuação
- UBS COHAB
Endereço: Rua Pao De Acucar - Planalto - Arapiraca
- UBS II Centro
Endereço: Rua Expedicionarios Brasileiros - Baixa Grande – Arapiraca
- UBS Teotônio Vilela
Endereço: Praca Antonio Caetano - Teotonio Vilela – Arapiraca
-UBS IV Centro
Endereço: Rua Nossa Senhora Da Salete - Itapua - Arapiraca
-UBS Cacimbas
Endereço: Rua Vereador Benicio Alves De Oliveira - Cacimbas - Arapiraca
- UBS Baixão
Endereço: Rua Santos Dumont - Baixao - Arapiraca
-UBS Primavera
Endereço: Rua Pedro Alvares Cabral - Primavera - Arapiraca
- UBS III Centro
Endereço: Rua Jose Jailson Alves - Santa Edwiges - Arapiraca
-UBS Daniel Houly
Endereço: Rua Santa Rita - Brasilia – Arapiraca
-UBS Bom Sucesso
Endereço: Rua Alvorada - Bom Sucesso - Arapiraca
-UBS Cavaco
Endereço: Sitio Carrasco - Carrasco – Arapiraca
-UBS Pau Ferro/ Fernandes
Endereço: Povoado Fernandes - Pov Fernandes - Arapiraca
- UBS João Paulo II
Endereço: Rua Engenheiro Camilo Collier - João Paulo II - Arapiraca.
-UBS Manoel Teles
Endereço: Rua Antonio Cavalcante Gama - Manoel Teles – Arapiraca
-Secretaria Municipal de Saúde
Endereço: Rua Samaritana - Bairro Santa Edwiges - Arapiraca

10. Preceptores
Os preceptores responsáveis pelos alunos nas Unidades Básicas de Saúde
serão os médicos abaixo citados:

- Adriana Barbosa de Oliveira
- Luciana Rubia Pereira
- Jeovanilson Rocha Pereira
- Hudson Renan Costa Silva
- José Sharllon de Souza Silva
- Eduardo Valença das Chagas
- Shriley Neves Gerônimo
- Tâmarly Carolie Cavalcante Gonçalves
- Karina Cavalcante da Silva
- Waldjane Farias Novais dos Santos
- José Karlisson Tavares Valeriano
- Clesiane Barbosa Santos
- Cosmo Faustino do Nascimento Júnior
- Midyan Rebeca de Barros Novaes

Os preceptores responsáveis pelos alunos na Secretária Municipal de Saúde
serão os funcionários abaixo citados:

- Rafaella Souza Albuquerque
- Edna Verissimo dos Santos Aniceto

11. ORIENTAÇÕES GERAIS
•

Descanso 12h após plantão noturno (urgência e emergência).

•

Se as atividades se sobrepuserem, a preferência é ir para o plantão de urgência e
emergência, depois ir para as aulas teóricas, depois o estágio de saúde coletiva e
depois Unidade Básica de Saúde. A ausência do turno da UBS por plantão da
Urgência e Emergência terá que ser comprovado pela frequência do plantão.

•

Feriado: Repor.

•

No dia de atividade extra-muro do Médico da UBS: Podem acompanhar os outros
serviços da UBS ou acompanhar o médico em outro lugar de trabalho com sua
anuência (Exemplo: 5° centro).

•

Podem realizar visita domiciliar sem a presença do preceptor, mas apenas em casos
excepcionais e apenas para avaliação.

•

NUNCA REALIZAR CONDUTA MÉDICA SEM O PRECEPTOR NO SERVIÇO.

•

Aluno terá que cumprir 100% de frequência.

•

Aulas teóricas na quinta à tarde.

•

Uso obrigatório de jaleco com identificação para os alunos.

•

No caso de falta justificada das aulas teóricas ou plantões o aluno deverá apresentar
uma síntese reflexiva do tema da aula perdida para repor a ausência.

•

Cartão vacinal atualizado.

•

O estágio de saúde coletiva ocorrerá na secretaria municipal de saúde na manhã do
dia extra-muro do preceptor de cada UBS.

•

O aluno que necessitar ausentar-se para congressos ou similares deverá encaminhar
e-mail para as coordenadoras do estágio, anexando o comprovante de inscrição com
30 dias de antecedência, a fim de que a coordenação do estágio faça seu programa
de reposição de carga horária e atividades junto ao preceptor, antes de seu
afastamento.

•

Assinar os prontuários das consultas que realizarem como Acadêmicos. Os
receituários e demais documentos que o usuário/paciente necessite deverão ser
assinados exclusivamente pelo preceptor.

•

Apresentação do caso clínico em formato digital.

•

Apresentação do projeto de intervenção (Produto de consolidação do saber –
Articulação ensino, saúde e comunidade) em formato de banner impresso que ficará
na UBS após o término do estágio.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS ARAPIRACA
CURSO DE MEDICINA

FOLHA DE FREQUÊNCIA
NOME DO ALUNO:
PERÍODO DO ESTÁGIO:
DATA

ASSINATURA
ENTRADA

Matrícula:
UBS:
ASSINATURA
HORA

Assinatura e carimbo do preceptor:

HORA
SAÍDA

VISTO Preceptor

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS ARAPIRACA
CURSO DE MEDICINA

FICHA DE AVALIAÇÃO INDIVIDUAL FINAL PARA USO DO PRECEPTOR

NOME DO ALUNO......................................................................................................................

AVALIAÇÃO (marcar com um X nas colunas)

INSUFICIENTE

REGULAR

BOM

ÓTIMO

(< 7,0)

(7,1 a 8,0)

(8,1 a
9,0)

(9,1 a 10,0)

Sabe fazer a anamnese (colhe/organiza os dados relevantes ao
problema trazido pelo paciente sem desprezar outros
relatados/detectados).
Correlaciona a clínica com os determinantes sociais, culturais e
psicológicos do indivíduo.
Examina o paciente como um todo enfatizando as múltiplas
necessidades do problema apresentado.
Demonstra compaixão, solidariedade e paciência com o
paciente, apresentando capacidade para lidar com a
subjetividade e a singularidade das pessoas.
Foi pontual, assíduo ou justifica suas omissões (ver folha de
frequência).
Exibiu postura participativa e demonstrou interesse pelo
estágio.
Identificava suas deficiências, perguntava, estudava os temas
propostos.
Interagiu de maneira harmônica (exibindo respeito e
coletividade) com toda a equipe (colegas, preceptor,
funcionários e pacientes).
Teve iniciativa para cumprir suas responsabilidades.
Demonstrou nítida evolução na aquisição de habilidades,
atitudes e conhecimentos.

NOTA FINAL
Assinatura do Preceptor:...........................................................................
Data:.........................................

12. Referências básicas e complementares
BÁSICAS:
PINHEIRO, R; CECCIM, R. B.; MATTOS, R. A. (orgs). Ensinar saúde: a
integralidade e o SUS nos cursos de graduação na área da saúde. 2. Ed, Rio de
Janeiro: IMS/UERJ: CEPESC: ABRASCO, 2006.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria Nº 2.488, de 21 de outubro de 2011. Aprova a
Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas
para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e
o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), 2011.
GUSSO Gustavo.; LOPES, José. M. C. (Org.). Tratado de medicina de família e
comunidade: princípios, formação e prática. v.1. Porto Alegre: Artmed, 2012.
GUSSO Gustavo.; LOPES, José. M. C. (Org.). Tratado de medicina de família e
comunidade: princípios, formação e prática. v.2. Porto Alegre: Artmed, 2012.
CAMPOS, Gastão. S.; GUERRERO, André. V. P. (Orgs). Manual de práticas de
atenção básica: saúde ampliada e compartilhada. Hucitec, 2010.
SOUTH-PAUL, Jeannette E; MATHENY SAMUEL C; LEWIS, Evelyn L. Current.
Diagnóstico e Tratamento: Medicina de Família e Comunidade. Tradução de Marcio
Moacyr de Vasconcelos. 2. ed. Porto Alegre: ARTMED, 2010.
BALLESTER, Denise et al . A inclusão da perspectiva do paciente na consulta
médica: um desafio na formação do médico. Rev. bras. educ. med., Rio de Janeiro,
v. 34, n. 4, dez. 2010Disponível em <http://www.scielo.br
STEWART M, et al. Medicina Centrada na Pessoa: Transformando o método clínico.
SBMFC/Artmed, 2010.
SOUTH, J; SOUTH P. Saúde da Família: Current Medicina de Família e
Comunidade Diagnóstico e Tratamento.2ª Ed. Editora McGraw-HiLL, 2010
MCWHINNEV, I R; FREEMAN, T. Manual de Medicina de Família e Comunidade. 3°
Ed. Artmed, 2009.
Bibliografia Complementar
DUNCAN, Bruce; GIUGLIANI, Elsa R. J.; SCHMIDT, Maria Inês. Medicina
ambulatorial: condutas de atenção primária baseada em evidencias. 3. ed. Porto
Alegre: Artmed, 2006.
Melo MCB, Silva NLC. Urgência e emergência na atenção primária à saúde .
Disponível em
https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/3046.pdf
(último acesso 24 de abril de 2018).
BERGAMO, Wandercy. A história da saúde no Brasil e a construção do sistema
único de saúde. 1. ed. São Paulo: Arte & Ciência, 2012.

DUARTE, Elisabeth Carmen et al. Epidemiologia das desigualdades em saúde no
Brasil: um estudo exploratório. 1. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2002.
PEREIRA, Potyara A. Necessidades humanas: subsídios a crítica dos mínimos
sociais. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2006.
BENSENOR, Isabela M.; LOTUFO, Paulo A. Epidemiologia: abordagem clínica. 1.
ed. São Paulo: Sarvier, 2005.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Redes Estaduais
de Atenção à Saúde do Idoso: guia operacional e portarias relacionadas / Ministério
da Saúde, Secretaria de Assistência à Saúde – Brasília: Ministério da Saúde, 2002.
(Série A. Normas e Manuais Técnicos).
BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de
Ações Programáticas Estratégicas. Atenção integral para mulheres e adolescentes
em situação de violência doméstica e sexual: matriz pedagógica para formação de
redes / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de
Ações Programáticas Estratégicas. Brasília, Editora do Ministério da Saúde, 2006.
(Série B. Textos Básicos)
BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de
Ações Programáticas Estratégicas. Política nacional de atenção integral à saúde da
mulher: princípios e diretrizes. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2007. (Série
C. Projetos, Programas e Relatórios).
LINDGREN, C.R.A, VIANA.M.R.A. Saúde da família: cuidando de crianças e
adolescentes, Belo Horizonte, ed. Coopmed, 2003.
Sites de apoio
www.scielo.br
http://www.datasus.gov.br
http://www.saude.gov.br
http://www.cve.saude.sp.gov.br
http://www.marilia.gov.br