PPC Física 2010

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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS ARAPIRACA
CURSO DE FÍSICA LICENCIATURA

PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS ARAPIRACA

PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE FÍSICA
LICENCIATURA

Projeto elaborado como requisito para implantação do
Curso de Fı́sica Licenciatura no Campus Arapiraca, objetivando
a implantação da polı́tica de interiorização da UFAL.

Arapiraca - Alagoas
novembro de 2010.

Sumário
1 Introdução
1.1 Justificativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.2 Objetivo do Curso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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2 Perfil do Egresso
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2.1 Habilidades e Competências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
2.2 Áreas de atuação profissional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.3 Formas de acesso ao curso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
3 Matriz Curricular
3.1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.1.1 Tronco Inicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.1.2 Tronco Intermediário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.1.3 Tronco Profissionalizante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.2 Ordenamento Curricular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.3 Matriz Curricular 2006.2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.4 Matriz Curricular 2010.1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.5 Disciplinas eletivas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.6 Ementas e Bibliografias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.6.1 Disciplinas obrigatórias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.6.2 Disciplinas Eletivas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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4 Formação Teórico-Prática
4.1 Prática Pedagógica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.2 Estágios Supervisionados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.3 Trabalho de Conclusão do Curso (TCC) . . . . . . . . . . . . . . . .
4.4 Outras Atividades Acadêmico-Cientı́fico-Culturais . . . . . . . . . . .

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5 Acompanhamento e Avaliação do PPC
5.1 Avaliação do Processo Ensino/Aprendizagem . . . . . . . . . . . . . .
5.2 Programas de Apoio ao Discente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.1 Curso de Nivelamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.2 Monitoria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.3 Iniciação a Docência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.4 Iniciação Cientı́fica (IC) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.5 Semana de Fı́sica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2.6 PIBIC Jr . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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INDENTIFICAÇÃO DO CURSO
NOME DO CURSO: FÍSICA LICENCIATURA
TÍTULO OFERTADO:LICENCIADO EM FÍSICA
TURNO: DIURNO
PORTARIA DE RECONHECIMENTO: Curso ainda não reconhecido.
Curso autorizado segundo resolução do CONSUNI - UFAL 20/2005, publicada em
01/08/2005; Parecer/Despacho CES 52/2007 de 27 e 28 de feveiro e 1 de março de
2007.
CARGA HORÁRIA: 3240 HORAS
DURAÇÃO: Mı́nima de 8 semestres; máxima de 16 semestres
VAGAS: 50 anuais
ACESSO: Através do processo seletivo (vestibular)
PERFIL: O Fı́sico Educador profissional voltado especificamente para atuar no
magistério no ensino ensino fundamental e médio, seja na docência ou na gestão
do trabalho educativo. O licenciado em Fı́sica pode atuar na área de pesquisa
desenvolvendo atividades ligadas ao ensino de Fı́sica ou na pesquisa básica e aplicada
em universidades e centros de pesquisa.
CAMPOS DE ATUAÇÃO: Docência em estabelecimentos de Educação Básica,
em séries finais do ensino fundamental e no ensino médio. Além disso, o licenciado
em Fı́sica terá competência e habilidade para o exercı́cio profissional em outras áreas,
tais como: atuar em modalidades de ensino até agora pouco exploradas, como ensino
a distância, educação especial, ensino de fı́sica para pessoas com necessidades especiais, educação indı́gena, etc, centros e museus de ciências e divulgação cientı́fica.
COLEGIADO DO CURSO:
Caio Leite Faustino, Mestre em Fı́sica;
Emerson de Lima, Doutor em Fı́sica;
Gustavo Camelo Neto, Doutor em Fı́sica;
Samuel Silva de Albuquerque, Doutor em Fı́sica;
Tavanes Eugênio Maceno; Mestre em Educação;

Capı́tulo 1
Introdução
A preocupação de se ter no Brasil um profissional de nı́vel superior capaz de contemplar ao mesmo tempo o conhecimento técnico-cientı́fico, especı́fico de uma determinada ciência, e a técnica adequada de sua transmissão, surge com mais evidência a
partir da década de 30. Assim tem inı́cio em 1934 o primeiro curso de graduação em
Fı́sica, o qual era oferecido pela Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de
São Paulo. Esse curso tinha duração de 3 anos, onde eram abordados os conteúdos
especı́ficos, relativos à ciência fı́sica, e era comum a bacharelandos e licenciandos.
Para aqueles que tinham como objetivo o ensino de Fı́sica, era necessário freqüentar
mais um ano o Curso de Formação Pedagógica do Professor Secundário, este já no
Instituto de Educação de São Paulo. Assim, o sistema utilizado para a formação
do profissional habilitado para ensinar no antigo secundário, passou mais tarde a
ser chamado de 3 + 1, dessa forma os Cursos de Fı́sica que surgiram nas décadas
seguintes tinham esse arcabouço, o Bacharel poderia obter a Licenciatura, se no
quarto ano cursasse as disciplinas pedagógicas dentre elas Psicologia e Didática.
Seguindo a legislação oficial, uma regulamentação importante para as licenciaturas no Brasil, entre elas a de Fı́sica, ocorreu em 1962, através do parecer 296 de
17/11/62, o Conselho Federal de Educação, fixou um currı́culo mı́nimo para 22 cursos, com isso caberia a instituição de ensino uma complementação. A partir desse
ponto surge uma nı́tida separação entre os currı́culos de Bacharelado e Licenciatura
em Fı́sica. Tal dicotomia tinha como objetivo a formação de um maior número de
professores secundários aptos a ensinar Fı́sica, suprindo assim uma carência cada vez
mais crescente no paı́s. Destacam-se dois fatores que contribuı́ram para o aumento

2

CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO

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dessa demanda por professores Licenciados: ”Primeiro, já no inı́cio da década de 60,
ocorreu à promulgação da Lei de Diretrizes e Bases Educacionais, que estabelecia
a obrigatoriedade do ensino para os primeiros 4 anos, com complementaridade facultativa de mais dois anos, com isso existia a expectativa de mais jovens chegando
com a possibilidade de entrar no curso colegial (hoje ensino médio), e esse contingente aumentaria substancialmente depois de 1968, com a abolição dos exames de
admissão ao ginásio, uma espécie de vestibular para entrar no curso ginasial.
Segundo, foi introduzida no curso ginasial uma disciplina chamada de Iniciação
Cientı́fica, aumentando, portanto a carga horária de Fı́sica, Quı́mica e Biologia, o
que necessitava de mais professores qualificados e com Licenciatura. Outra questão
muito debatida nos meios acadêmicos, em especial entre os professores de Fı́sica da
época, e que certamente influenciou na reformulação do currı́culo das Licenciaturas
em ciências, era a qualidade na formação do professor secundário, a intenção era
que o ensino de Fı́sica deixasse de ser meramente descritivo, e pudesse ser mais rico
em experimentos. Dessa forma, com o objetivo de melhor qualificar o Licenciado
em Fı́sica, passa a existir nos currı́culos as chamadas disciplinas integradoras tais
como: Prática de Ensino e Instrumentação para o Ensino de Fı́sica. Além disso, foi
incluı́da no currı́culo de Fı́sica a disciplina Quı́mica, podendo o licenciado em Fı́sica
também ensinar esta matéria no secundário. Um fato relevante é que a disciplina de
Instrumentação para o Ensino de Fı́sica ficou com seu programa em aberto, ou seja,
as instituições de ensino deveriam dentro da sua realidade (professores capacitados,
laboratórios, oficinas), organizar a programação para essa disciplina. Assim, surgiram vários programas em diferentes universidades, seminários, estudos de projetos
de ensino, oficina de construção de equipamentos, elaboração de projetos, preparação
de textos, recursos visuais, métodos dedutivos e indutivos, trabalhos individuais e em
grupos e aulas convencionais.
Na década de 70, anos do chamado milagre econômico do Brasil, surgem os
primeiros sinais da globalização da economia, avanço rápido dos meios de comunicação, e nesse contexto as polı́ticas educacionais são voltadas às necessidades de
qualificação profissional e os avanços da industrialização demandam mão de obra.
Assim, ampliam-se consideravelmente as matrı́culas para o ensino médio, agravando
ainda mais a falta de professores qualificados para o ensino de ciências, principalmente, em Fı́sica. Para tentar resolver este problema algumas medidas foram ado-

CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO

4

tadas, o Ministério de Educação e Cultura aprovou a licenciatura de curta duração,
regulamentada pela Resolução CFE no 30/74 que, seguindo os moldes sugeridos pelo
Banco Mundial, atribuı́a um papel secundário ao professor a ser formado com uma
iniciação muito limitada às disciplinas ensinadas, em particular às cientı́ficas.
Essa mesma resolução no . 30/74, que criou as chamadas licenciaturas curtas, estabeleceu que as Licenciaturas Plenas em Fı́sica, Quı́mica, Biologia e Matemática se
transformassem obrigatoriamente, em Licenciaturas em Ciências, com suas respectivas habilitações. Ou seja, o curso de Ciências foi estruturado como licenciatura de 1o
grau, de curta duração, ou como licenciatura plena, ou ainda abrangendo simultaneamente ambas as modalidades de duração, de acordo com os planos das instituições
que o ministram. Com esse novo arcabouço o currı́culo de Fı́sica passou a ser composto por uma parte comum a todas as áreas cientı́ficas, uma parte diversificada
correspondente às habilitações especı́ficas, e uma parte relativa à instrumentação
para o Ensino.
Portanto, o diploma do curso de Ciências permitia o direito à docência, no estudo
das Ciências pertinentes ao ensino de 1o grau, quando obtido em duração curta ou
plena, sendo que na Licenciatura de curta duração o estudante deveria cumprir,
mil e oitocentas horas (1800), de dois a quatro anos. Já para o diplomado com a
Licenciatura plena, ao qual caberia ensinar nas disciplinas cientı́ficas do 2o grau,
nessa modalidade de licenciatura, deveriam ser cumpridas duas mil e oitocentas
horas (2800), num tempo variável de três a sete anos. As reações a esse novo
modelo de Licenciatura foram imediatas, e logo se iniciou nos meios acadêmicos
e cientı́ficos um movimento contrário à implantação da resolução no 30/74, mas os
resultados dessa mobilização só ocorreram em 1978, quando nova resolução suspende
a obrigatoriedade dessa lei controversa. E isto ocorre depois de muitas instituições,
que já tinham licenciatura em Fı́sica, adotarem o novo currı́culo, e constatarem que
as qualidades de seus cursos sofreram uma sensı́vel piora.
A Universidade Federal de Alagoas (UFAL), criada em 25 de janeiro de 1961, foi
fruto de uma mobilização de vários setores da sociedade alagoana, desejosos de que
seus filhos pudessem chegar a um curso de nı́vel superior, e principalmente gratuito
e com qualidade. Na época, escolas particulares de ensino superior formavam a
elite acadêmica do Estado de Alagoas, no entanto era crescente a quantidade de
jovens, de menor poder aquisitivo, que chegavam com possibilidades de ter acesso

CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO

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ao ensino superior. Esse pleito foi assim encaminhado por autoridades locais. Assim,
durante o governo de Juscelino Kubitschek de Oliveira, através da lei no 3.687/61, as
faculdades de Direito, Medicina, Engenharia, Odontologia, Ciências Econômicas e
Farmácia de Alagoas, passam a formar a Universidade Federal de Alagoas (UFAL),
com o Professor Aristóteles Calazans Simões nomeado e empossado como primeiro
Reitor. Com respaldo na LDB no . 5.692 de 1971, e mesmo sem uma estrutura
material e pessoal adequada, foram criados na UFAL, no ano de 1974, vários cursos,
e entre eles a Licenciatura em Fı́sica, que nasceu através da resolução no 15/74 do
Conselho Coordenador de Ensino e Pesquisa (CCEP) de 24 de setembro de 1974.
Essa resolução instituı́a e estabelecia a estrutura curricular do curso de Licenciatura em Ciências, Habilitação em Fı́sica, conforme a legislação federal vigente, que
incluı́a a polêmica resolução 30/74 do Conselho Federal de Educação. Na resolução
15/74 de CCEP da UFAL, verifica-se:
Art. 1o - O curso de Licenciatura Plena em Fı́sica, de que resultará o diploma
de licenciado, destina-se à formação de professores para o ensino de Fı́sica e outras
atividades, áreas e disciplinas, previstas na legislação em vigor, no 1o e 2o graus.
Art. 2o - O curso será ministrado no mı́nimo de 2.800 horas-aula, com integralização
de três a sete anos letivos.
Art. 3o - O curso abrangerá o 1o Ciclo e o Ciclo Profissional.
Art. 4o - A estrutura curricular será constituı́da das disciplinas, atividades e
estágios.
Assim, como determina a resolução 30/74 do CFE, tem-se o 1o Ciclo comum a
todas as Licenciaturas, o 2o Ciclo que corresponde à parte obrigatória da habilitação
em Fı́sica, juntamente com as disciplinas pedagógicas num total de oito. Este é, portanto o primeiro currı́culo da Licenciatura em Ciências - Habilitação Fı́sica da UFAL.
Mais recentemente, discussões sobre a formação inicial de professores de Fı́sica vêm
adquirindo nacionalmente um destaque especial. Este debate obteve um motivador
adicional após a promulgação da Lei 9394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional - LDB) e das discussões e aprovação do parecer do Conselho Nacional de
Educação no. 009/2001 que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Formação de Professores da Educação Básica, em nı́vel superior, licenciatura plena,
fazendo com que todas as licenciaturas das instituições de ensino superior brasileiras

CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO

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reconstruı́ssem seus projetos pedagógicos de acordo com a nova legislação.

1.1

Justificativa

Dados oficiais do MEC indicam que há 50.000 vagas não preenchidas de professores de Fı́sica no Ensino Médio, em todo o paı́s. Todos os anos, os cursos de
licenciatura em Fı́sica formam pouco mais de 500 professores. Se supusermos mantida a situação atual, permanecendo ativos os atuais e futuros professores, daqui a
100 anos ter-se-ia o número suficiente de professores de Fı́sica. Este dado é apenas
uma caricatura chocante da situação do ensino de Fı́sica em nosso paı́s, fruto de
equı́vocos acumulados há tempos na conduta de sua polı́tica educacional, em vários
aspectos, entre outros, a valorização profissional, estı́mulo à formação continuada,
padrão salarial digno, diminuição da carga didática excessiva sem prejuı́zo dos rendimentos. Com relação à polı́tica global, os professores universitários, podem apenas
investir na qualidade de ensino dos cursos de licenciatura e participar de programas
de formação continuada.
No Estado de Alagoas, praticamente, a única instituição que tem formado professores para atuarem no ensino de Fı́sica é a Universidade Federal de Alagoas (UFAL),
a qual apresenta historicamente um número muito baixo de formandos. Assim, desde
seu nascimento, o Curso de Fı́sica, formou 75 profissionais (dados do ano de 2004),
sendo 49 licenciados e 26 bacharéis. Esse quadro, de poucos profissionais licenciados
em Fı́sica formados no Estado de Alagoas, deve melhorar em médio prazo (a partir
dos próximos 4 anos) com a polı́tica de interiorização da UFAL, onde o funcionamento do novo curso de Fı́sica Licenciatura no novo Campus da UFAL, situado na
cidade de Arapiraca numa região central e estratégica do Estado, deve formar novos
profissionais na área além de dar oportunidades aqueles que não podiam ou não
podem estudar no Campus sede em Maceió.

1.2 Objetivo do Curso
O principal objetivo do curso de Fı́sica Licenciatura é formar profissionais habilitados a atuar tanto na atividade do magistério, no ensino fundamental e médio,
como na de pesquisa em Ensino de Fı́sica.

CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO

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Objetivos especı́ficos do curso
Formar um profissional de qualidade em conhecimento e ensino de Fı́sica, dominando tanto os seus aspectos conceituais, como os históricos/epistemolo gicos e em
Educação, de forma a dispor de elementos que lhe garantam o exerc ı́cio competente e criativo da docência nos diferentes nı́ veis do ensino formal e espaç os não
formais. Que possa atuar tanto na disseminação dos conhecimentos desenvolvidos
pela Fı́ sica enquanto instrumento de leitura da realidade e construção da cidadania,
como na produção de novos conhecimentos relacionados ao seu ensino de Fisica e
divulgação cientı́fica. Que se pemita criar e adaptar metodologias de apropriação
e de transferência do conhecimento cientı́fico, motivando-se a realizar pesquisas em
ensino de Fı́sica.

Capı́tulo 2
Perfil do Egresso
O Fı́sico-Educador tem seu perfil, competências e habilidades definidos no Parecer 1304/2001, base da Resolução CNE/CES no 9, de 11 de março de 2002, cujo Art.
3o determina a necessidade de adequação da distribuição da carga horária da Licenciatura (Módulo Educador, seqüencial Licenciatura) ao que dispõe a Resolução
CNE/CP no 2/2002, de 19 de fevereiro de 2002. Além dessa Resolução o curso
se embasa nas Diretrizes Curriculares para a Formação do Professor de Educação
Básica - Resolução CNE/CP no 01/2002 e CNE/CP 2/2002.
A concepção do curso de Fı́sica Licenciatura parte do princı́pio de que não basta
ao professor ter conhecimentos sobre o seu trabalho. Um profissional com uma
sólida formação em Fı́sica, dominando tanto os seus aspectos conceituais, como os
históricos e epistemológicos e em Educação, de forma a dispor de elementos que
lhe garantam o exercı́cio competente e criativo da docência nos diferentes nı́veis do
ensino formal e espaços não formais, atuando tanto da disseminação dos conhecimentos desenvolvidos pela Fı́sica enquanto instrumento de leitura da realidade e
construção da cidadania, como na produção de novos conhecimentos relacionados
ao seu ensino e divulgação e nos conteúdos pedagógicos que permitam atualização
contı́nua, a criação e adaptação de metodologias de apropriação do conhecimento
cientı́fico e, aperfeiçoando-se, realizar pesquisa de ensino de fı́sica.
Com esse propósito, a estrutura curricular do curso de Fı́sica Licenciatura apresenta toda a fundamentação teórica articulada com a prática, ao mesmo tempo
em que procura manter no licenciando uma postura de reflexão acerca de sua futura atuação como professor. Com essa finalidade, os conteúdos da Fı́sica serão

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Fı́sica Lincenciatura

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abordados desde o inı́cio do curso de forma articulada aos diferentes conhecimentos pedagógicos que proporcionam um sólido alicerce à formação docente. Além
disso, um diferencial na nova estrutura do curso é a associação direta e constante da
parte teórica de cada disciplina com a parte experimental. Como conseqüência, ao
longo do curso o futuro professor desenvolverá uma rede de significados necessários
à prática docente e, acima de tudo, uma postura investigativa e reflexiva sobre o seu
papel na formação dos seus futuros alunos.
Este Curso de Licenciatura é voltado para a formação de professores de Fı́sica
para as séries finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. É importante
salientar que a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação exige o diploma de
licenciado para o exercı́cio da profissão de professor nos Ensinos Fundamental e
Médio. O número de profissionais licenciados em Alagoas é ainda muito pequeno.
Desta forma a demanda por novos profissionais é grande e tende a ser maior num
futuro próximo.

2.1 Habilidades e Competências
O Curso de Fı́sica Licenciatura compreende conteúdos, atividades e práticas que
constituem base consistente para a formação do professor e contempla as atribuições
definidas acima de uma forma ampla o suficiente para que este desenvolva competências e habilidades segundo as expectativas atuais e, ao mesmo tempo, de uma
forma flexı́vel para que possa adaptar-se a diferentes perspectivas futuras, tendo em
vista as novas demandas de funções sociais e novos campos de atuação que vêm
emergindo continuamente. Com este propósito, competências e habilidades devem
ser desenvolvidas.
⇒ Dominar princı́pios gerais e fundamentos da Fı́sica, estando familiarizado com
suas áreas clássicas, modernas e contemporâneas.
⇒ Dominar conhecimentos especı́ficos em Fı́sica e suas relações com a Matemática
e outras Ciências;
⇒ Dominar conhecimentos de conteúdo pedagógico que os possibilitem compreender, analisar e gerenciar as relações internas aos processos de ensino e aprendizagem assim como aquelas externas que os influenciam.

Fı́sica Lincenciatura

10

⇒ Descrever e explicar fenômenos naturais, processos e equipamentos tecnológicos
em termos de conceitos, teorias e princı́pios fı́sicos gerais.
⇒ Diagnosticar, formular e encaminhar a solução de problemas fı́sicos, experimentais ou teóricos, práticos ou abstratos, fazendo uso dos instrumentos laboratoriais ou matemáticos apropriados.
⇒ Manter atualizada sua cultura cientı́fica geral e sua cultura técnica profissional
especı́fica.
⇒ Desenvolver uma ética de atuação profissional e a conseqüente responsabilidade social, compreendendo a Ciência como conhecimento histórico, desenvolvido
em diferentes contextos sócio-polı́ticos, culturais e econômicos.
⇒ Desenvolver metodologias e materiais didáticos de diferentes naturezas, coerentemente com os objetivos educacionais almejados;
⇒ Desenvolver uma ética de atuação profissional e a conseqüente responsabilidade social, respeitando direitos individuais e coletivos, diferenças culturais, polı́ticas
e religiosas e comprometendo-se com a preservação da biodiversidade.
⇒ Aprender de forma autônoma e contı́nua, mantendo atualizada sua cultura
geral, cientı́fica e pedagógica, e sua cultura técnica especı́fica;
⇒ Articular ensino e pesquisa na produção e difusão do conhecimento em ensino
de fı́sica e na sua prática pedagógica;
⇒ Estabelecer diálogo entre a área de fı́sica e as demais áreas do conhecimento
no âmbito educacional; ”Articular as atividades de ensino de fı́sica na organização,
planejamento, execução e avaliação de propostas pedagógicas da escola;
⇒ Planejar e desenvolver diferentes atividades, reconhecendo os elementos relevantes às estratégias adequadas;
Para que o profissional possa desenvolver as competências listadas acima, é imprescindı́vel que ele adquira determinadas habilidades também básicas:
⇒ Utilizar a matemática como uma linguagem para a expressão dos fenômenos
naturais;
⇒ O reconhecimento, realização de medidas e análise de resultados de problemas
experimentais;

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⇒ Concentrar esforços e persistir na busca de soluções para problemas de solução
elaborada e demorada.
⇒ Domı́nio da linguagem cientı́fica utilizando-a na expressão de conceitos fı́sicos,
na descrição de procedimentos de trabalhos cientı́ficos e na divulgação de seus resultados.
⇒ Utilização de recursos de informática dispondo de noções de linguagem computacional;
⇒ Reconhecer as relações do desenvolvimento da Fı́sica com outras áreas do
saber, tecnologias e instâncias sociais, especialmente contemporâneas.
⇒ Conhecer e absorver novas técnicas, métodos ou uso de instrumentos, seja em
medições, seja em análise de dados (teóricos ou experimentais).
⇒ Proceder diagnóstico sócio-econômico-cultural do campo de atuação e para a
adoção de técnicas e procedimentos educacionais adequados;
⇒ Diagnosticar, formular e propor solução problemas no processo ensino-aprendizagem
de fı́sica;
⇒ Propor, elaborar e utilizar modelos fı́sicos, reconhecendo seus domı́nios de
validade.
⇒ Apresentar resultados cientı́ficos em distintas formas de expressão, tais como
relatórios, trabalhos para publicação, seminários e palestras.

2.2 Áreas de atuação profissional
O profissional formado pelo Curso de Licenciatura em Fı́sica terá como área
de atuação profissional é a docência na educação básica, nas séries finais do ensino
fundamental e no ensino médio. Além disso, o licenciado em Fı́sica terá competência
e habilidade para o exercı́cio profissional em outras áreas, tais como:
⇒ Atuar em modalidades de ensino até agora pouco exploradas, como ensino à
distância, educação especial, ensino de fı́sica para pessoas com necessidades especiais, educação indı́gena, etc, centros e museus de ciências e divulgação cientı́fica.
⇒ Continuar sua formação acadêmica ingressando preferencialmente na PósGraduação em Ensino de Fı́sica ou de Educação, bem como, na modalidade bachare-

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lado.
⇒ Produzir e difundir conhecimento na área de ensino de Fı́sica.
⇒ Lecionar disciplinas de Fı́sica em instituições de ensino superior.

2.3 Formas de acesso ao curso
Anualmente são ofertadas 50 vagas, com ingresso dos aprovados no primeiro
semestre de cada ano. A forma de acesso aos cursos da Universidade Federal de
Alagoas é normatizada pela Resolução no 18/2005 - CEPE, de 11 de julho de
2005, que trata do Processo Seletivo da Universidade Federal de Alagoas. Outras resoluções e legislações nacionais normatizam as demais formas de ingresso no
curso através de transferência, reopção, matrı́cula de diplomados, Programa de
Estudantes-Convênio de Graduação, ex-officio etc. Todas essas resoluções estão
disponibilizadas no endereço eletrônico: www.ufal.br, mais especificamente na página
da PROGRAD, em normas acadêmicas (ver anexo 2).

Capı́tulo 3
Matriz Curricular
3.1 Introdução
No Campus Arapiraca, os cursos estão agrupados em seis Eixos temáticos assim
definidos: Eixo das Agrárias, Eixo da Educação, Eixo de Gestão Eixo das Humanas,
Eixo da Saúde e Eixo da Tecnologia. O Curso de Fı́sica Licenciatura está inserido no
Eixo Temático da Educação juntamente com as licenciaturas em Ciências Biológicas,
Educação Fı́sica, Matemática e Quı́mica. O eixo da Educação, em sua integralização
como um todo, está dividido em três troncos: inicial, intermediário e o profissionalizante.

3.1.1 Tronco Inicial
É de conteúdo geral, mas com abordagem comum aos cursos agrupados nos
Eixos Temáticos. Esse tronco é parte integrante, obrigatória e comum do projeto
pedagógico de todos os cursos de graduação interiorizados pertencentes a cada Eixo
Temático. Articula-se em função de quatro unidades de formação básica que se desdobram em disciplinas interdisciplinares e modulares, sendo a última unidade, um
seminário integrador. O conteúdo deste Tronco compreende atividades desenvolvidas em 20 horas semanais, por um semestre (20 semanas), oferecendo-se ao final,
400 horas semestrais. Objetiva a oferta e a discussão crı́tica de conhecimentos referentes: a) sociedade, natureza e desenvolvimento na perspectiva das relações locais e
globais; b) produção do conhecimento da ciência e não-ciência; c) lógica, informática
e comunicação e d) seminário integrador I, visando discussão local, interdisciplinar
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Fı́sica Lincenciatura

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e integração das atividades e avaliações.

3.1.2 Tronco Intermediário
Parte integrante, obrigatória e comum do projeto pedagógico de todos os cursos de graduação interiorizados pertencentes a cada Eixo Temático. Articula-se em
disciplinas, sendo uma delas um seminário integrador. O conteúdo deste Tronco
se desenvolve ao longo de um semestre letivo (de 20 semanas), em atividades de
20 horas semanais, obtendo-se ao final 420 horas semestrais. Objetiva a oferta e a
discussão crı́tica de conhecimentos referentes à formação básica comum aos Cursos
do Eixo da Educação, através de disciplinas instrumentais de sı́ntese (quı́mica geral,
biologia geral, fı́sica geral, fundamentos da matemática, profissão docente, fundamentos educacionais e seminário integrador II). As disciplinas podem ser reunidas
em Unidades Temáticas e seus conteúdos disciplinares são apropriados ao Eixo da
Educação.

3.1.3 Tronco Profissionalizante
Compreende conteúdos objetivos, diretos, especı́ficos e profissionalizantes, apresentados através de disciplinas que guardam caracterı́sticas particulares objetos da
formação final do graduado Licenciado em Fı́sica.

3.2 Ordenamento Curricular
No presente momento o curso trabalha com duas matrizes curriculares; A primeira
referente a entrada de 2006.2 e outra da entrada 2010.1, a razão de ter duas matrizes
é que o projeto pedagógico do Campus Arapiraca para o eixo da educação passa por
uma reformulação com relação a composição dos troncos: Inicial, Intermediário e
Profissionalizante.
O curso de Fı́sica licenciatura na UFAL Campus Arapiraca tem sua matriz curricular desenvolvida ao longo de oito semestres. Suas disciplinas são ofertadas no
proprio Campus. Para cumprir toda a matriz curricular o licenciando deverá cumprir
um total de 3.480 horas para matriz 2006.2, e para matriz 2010 3240 horas. O mesmo
também deve elaborar e apresentar um trabalho de conclusão de curso (TCC), este

Fı́sica Lincenciatura

15

pode ser na área de ensino de Fı́sica, na área pesquisa em Fı́sica Pura ou Aplicada
ou em áreas afins.

3.3 Matriz Curricular 2006.2
Está matriz foi implantada logo no inicio de funcionamento do curso. Atualmente
os alunos das entradas de 2006.2, 2007.1, 2008.1 e 2009.1 estão submetidos a esta
matriz. Nas tabelas abaixo mostramos a distribuição das disciplinas ao longo dos
semestres.
⋆ Tronco Inicial

⋆ Tronco Intermediário

⋆ Tronco Profissionalizante

Fı́sica Lincenciatura

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Fı́sica Lincenciatura

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Observações:
A carga horária do curso para está matriz é assim distribuı́da
Disciplinas obrigatórias
Disciplinas Eletivas
TCC - Trabalho de Conclusão de Curso
Estágio Curricular supervisionado
Outras Atividades Acadêmico-Cientı́fico-Culturais
Total

2700 horas
120 horas
60 horas
400 horas
200 horas
3480 horas

3.4 Matriz Curricular 2010.1
Esta matriz entrou em vigor no semestre de 2010.1 a mesma é válida somente
para alunos que ingressaram a partir de 2010.1. Nas tabelas abaixo mostramos a
distribuição das disciplinas ao longo dos semestres.
⋆ Tronco Inicial

⋆ Tronco Intermediário

Fı́sica Lincenciatura
⋆ Tronco Profissionalizante

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Fı́sica Lincenciatura

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Observações:
A carga horária do curso para está matriz é assim distribuı́da
Disciplinas obrigatórias
Disciplinas Eletivas
TCC - Trabalho de Conclusão de Curso
Estágio Curricular supervisionado
Outras Atividades Acadêmico-Cientı́fico-Culturais
Total

2460 horas
120 horas
60 horas
400 horas
200 horas
3240 horas

3.5 Disciplinas eletivas
As disciplinas eletivas representarão um total de 120 horas, e serão escolhidas
segundo critério pessoal dos alunos, respeitando os pré-requisitos e a disponibilidade
de oferta das disciplinas. Na tabela abaixo é mostrado as disciplinas eletivas ofertadas pelo curso. A disciplina Cálculo 4 é eletiva para alunos da matriz 2006.2 e é
obrigatória para alunos da matriz 2010.

Fı́sica Lincenciatura
Código
FSAA035
FSAA036
FSAA037
FSAA038
FSAA039
FSAA040
FSAA041
FSAA042
FSAA043
FSAA044
FSAA045
FSAA046
FSAA047
FSAA049
FSAA050
FSAA051
FSAA053
FSAA000

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Disciplina
Carga Horária (h)
Filosofia da Cência
60
História da Ciência
60
Inglês Instrumental
60
Comunicação e Expressão
60
Cálculo 4(*)
80
Introdução à Fı́sica Computacional
80
Equações Diferenciais Ordinárias
80
Fı́sica Matemática 1
80
Eletromagnetismo 1
80
Introdução Óptica
80
Termodinâmica
80
Mecânica Quãntica 1
80
Fı́sica Estatı́stica
80
Fı́sica Matemática 2
80
Introdução a Computação
60
Mecânica Classica 2
80
Eletromagnetismo 2
80
Fı́sica do Estado Sólido
80

3.6 Ementas e Bibliografias
3.6.1 Disciplinas obrigatórias
⇒Sociedade, Natureza e Desenvolvimento: Da Realidade Local a Realidade Global
EMENTA: Reflexão crı́tica sobre a realidade, tendo como base o conhecimento
de mundo a partir de um contexto local e sua inserção global, através de abordagem
interdisciplinar sobre sociedade, seu funcionamento, reprodução, manifestação diversas e suas relações com a cultura, economia, polı́tica e natureza.
Bibliografia Básica
HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DPA,
1998.
LIRA, F. Alagoas: formação da riqueza e da pobreza. Maceió: Edufal, 2008.

Fı́sica Lincenciatura

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SORJ, B. A nova sociedade brasileira. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.
SANTOS, L. G. Politizar as novas tecnologias. Editora 34, 2003.
Bibliografia Complementar
DIEGUES, A. C. O mito moderno da natureza intocada. São Paulo: Annablume/Hucitec,
USP, 2002.
GONÇALVES, C. W. Paixão da Terra: ensaios crı́ticos de ecologia e geografia.
Rio de Janeiro: Pesquisadores associados em Ciências Sociais, 1984.
RIBEIRO, D. O povo brasileiro. São Paulo: Cia das Letras, 2006.
SACHS, I. Estratégias de transição para o século XXI - desenvolvimento e meio
ambiente. São Paulo: Studio Nobel, 1993.
⇒ Produção do conhecimento: Ciência e Não-Ciência
EMENTA: Instrução e discussão sobre ciência e seus instrumentos e métodos
cientı́ficos, mas também sobre expressões, conhecimentos tradicionais, populares e
locais, para o reconhecimento de um diálogo de saberes e a internalização de novos
paradigmas.
Bibliografia Básica
ARISTÓTELES. Metafı́sica. Trad. De Leonel Vallandro. Porto Alegre: Editora
globo, 1969
DESCARTES, R. Discurso do método. Trad. De Maria E. Galvão. São Paulo:
Martins Fontes, 2003.
HUME, D. Investigação sobre o Entendimento Humano e sobre os princı́pios da
moral. São Paulo: UNESP, 2004.
PLATÃO. A República. Trad. de Carlos Alberto Nunes. 3 ed. Belém: Editora
universitária, 2001. Livro VII ( O Mito da Carverna).
POPPER, K. R. A Lógica da Pesquisa Cientı́fica. Trad. de Leonidas Hegenberg
e Octanny S. da Mota. São Paulo: Cultrix/ EDUSP, 1975.
Bibliografia Complementar
BOMBASSARO, L. C. As fronteiras da epistemologia: Como se produz o conhecimento. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1992.

Fı́sica Lincenciatura

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CHALMERS, A. F. O que é ciência, afinal?. Trad. de Raul Fiker. São Paulo:
Brasiliense, 1993.
DUTRA, L. H. de A. Introdução à teoria da ciência. Florianópolis: Editora da
UFSC, 1998.
KÖCHE, J. C. Fundamentos de Metodologia Cientı́fica: teoria da ciência e iniciação à pesquisa. 21 ed. Petrópolis: Vozes, 2003.
REALE, G.; ANTISERI, D. História da Filosofia. 3 ed. São Paulo: Paulus,
2007. (3 volumes).
⇒ LÓGICA, INFORMÁTICA E COMUNICAÇÃO
EMENTA: Oferta de instrumentais básicos requeridos pelo cursar da graduação
universitária, fundamentalmente: usos da linguagem, indução e dedução; novas
tecnologias de comunicação, usos do computador e da Internet; expressão escrita,
análise, interpretação e crı́tica textual.
Bibliografia Básica
COPI, I. M. Introdução à Lógica. ed.São Paulo: Mestre Jou Editora, 1981.
FURASTÉ, P. A. Normas Técnicas para o trabalho cientı́fico: elaboração e formatação. 14 ed. Porto Alegre: ABNT, 2007.
LÉVY, P. A conexão planetária: o mercado, o ciberespaço, a consciência. São
Paulo: Ed. 34, 2001.
MANZANO, J. A. N. G. Broffice.org 2.0: Guia Prático de Aplicação. São Paulo:
Editora Érica, 2007.
NAVEGA, S. Pensamento Crı́tico e Argumentação Sólida. São Paulo: Editora
Intelliwise, 2005.
Bibliografia Complementar
CASTELLS, M. A Galáxia da Internet: Reflexões sobre a Internet, os negócios
e a sociedade, Jorge Zahar Editor,Rio de Janeiro, 2003.
JOHNSON, S. Cultura da interface: como o computador transforma nossa maneira
de criar e comunicar. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
LAUDON, K C.; LAUDON, J. P. Sistemas de Informação. 4a. ed. São Paulo:
LTC, 1999.

Fı́sica Lincenciatura

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SOUZA, João Nunes de. Lógica Para Ciência da Computação. 7a ed. São Paulo:
Campus, 2002.
VANOYNE, F. Usos da Linguagem: Problemas e Técnicas na Produção Oral e
Escrita. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
⇒ SEMINÁRIO INTEGRADOR 1
EMENTA: Discussão local, interdisciplinar, de integração das atividades e de
avaliação dos progressos discentes de cada Eixo.
Bibliografia básica
Obs.: Essa disciplina contempla toda a bibliografia utilizada pelas disciplinas do
Eixo, além da bibliografia especı́fica que o projeto necessitar.
⇒ BIOLOGIA GERAL
EMENTA: A biologia e sua evolução ao longo dos séculos. As teorias que procuram explicar o surgimento da vida. O estudo da célula. A constituição dos organismos (orgânica e inorgânica) e, seu funcionamento interno (sistemas, órgãos, etc). A
importância do meio ambiente para os organismos.
Bibliografia básica
BAKER, J. J. W. ALLEN, G. Estudo da Biologia. São Paulo: Edgard Blücher.
Vol. I. 1975.
DARWIN, C. A origem das espécies e a seleção natural. - 4a ed. - Belo Horizonte:
Itatiaia. 2002.
DE ROBERTIS, E. M. Bases da biologia celular e molecular. - 3a ed. - Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan. 2001.
RICKLEFS, R. E. A economia da natureza. - 5a ed. - Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan. 2003.
Bibliografia complementar
JUNQUEIRA, L. C. CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular - 8a ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2005.
ODUM, E. P. BARRET, G. W. Fundamentos da ecologia. - 5a ed. - Thomson
Pioneira, São Paulo. 2007.

Fı́sica Lincenciatura

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⇒ FÍSICA GERAL
EMENTA: Grandezas, unidades, padrões, escalas e tamanhos. Gráficos, decaimento, crescimento exponenciais; escala biológica. Movimentos, biomecânica e
elasticidade. Dinâmica: vôos, trabalho, energia e potência mecânica. Energia potencial, outras formas de energia e conservação de energia no corpo humano. Fluidos. Bioacústica e comunicação sonora. Bioeletricidade. Radiação eletromagnética.
Biofı́sica da visão e instrumentos ópticos.
Bibliografia básica
OKUNO, E.; CALDAS, I. CHOW, C. 1986. Fı́sica para ciências biológicas e
biomédicas. São Paulo: Harbra.
HALLIDAY, et al. 2006. Fundamentos de Fı́sica 1: mecânica. -7a ed. - São
Paulo: LTC.
TIPLER, P. A. MOSCA, G. 2006. Fı́sica Vol I: Mecânica, Oscilações e Ondas,
Termodinâmica. -5a ed. - São Paulo: LTC.
Bibliografia complementar
HALLIDAY, et al. 2006. Fundamentos de Fı́sica 2: Gravitação, Ondas e Termodinâmica. -7aed. - São Paulo: LTC.
HEWITT, G. P. 2002. Fı́sica conceitual. -9a ed. - Bookman.
⇒ FUNDAMENTOS DA MATEMÁTICA 1
EMENTA: Conjuntos numéricos; relações; funções elementares; exploração gráfica
dos conceitos e algumas aplicações.
Bibliografia Básica
BOULOS, Paulo. Introdução ao Cálculo. Ed. Edgard Blucher, 1999.
DOMINGUES, Hygino H. , IEZZI, Gelson. Álgebra Moderna. São Paulo, Atual
Editora, 1996.
Bibliografia Complementar
IEZZI, Gelson., HAZZAN, Samuel. Fundamentos de Matemática Elementar Vol.
1. São Paulo, Atual Editora, 2001.
LIMA, Elon Lages, et al: Matemática no Ensino Médio, vol. I. Rio de Janeiro,

Fı́sica Lincenciatura

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SBM, 2001.
⇒ PROFISSÃO DOCENTE
EMENTA: A constituição histórica do trabalho docente. A natureza do trabalho
docente. Trabalho docente e relações de gênero. A autonomia do trabalho docente.
A proletarização do trabalho docente. Papel do Estado e a profissão docente. A
formação e a ação polı́tica do docente no Brasil. A escola como locus do trabalho
docente. Profissão docente e legislação.
Bibliografia Básica
MACIEL, L.S.B; NETO,A.S(Org.) Formação de professores: passado, presente
e futuro. São Paulo:Cortez, 2005.
HYPOLITO, A.L.M. Trabalho docente, classe social e relações de gênero. Campinas, SP: Papirus, 1997
COSTA, M. V. Trabalho docente e profissionalismo. Porto alegre: Sulina, 1996.
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis, RJ:
Vozes, 5a ed., 2002.
VEIGA, Ilma P. A. e CUNHA, Maria Isabel da. (Org.). Desmistificando a
profissionalização do magistério. Campinas, SP: Papirus, 1999. (Coleção Magistério:
Formação e Trabalho Pedagógico).
Bibliografia complementar
ABDALLA,M.F.B. O senso prático de ser e está na profissão. São Paulo:Cortez,
2006. (Coleção Questões da Nossa Época)
ARROYO, Miguel. Inı́cio de mestre. São Paulo: Vozes, 2001.
ESTRELA, Maria Teresa (org.) Viver e construir a profissão docente. Portugal:
Porto, 1997.
LESSARD, C. TARDIF, M. O trabalho docente. São Paulo: Vozes, 2005.
NÓVOA, António (Org.) Vidas de Professores. Portugal: Porto, 1992.
CHARLOT, B. Formação de professores e relação com o saber. Porto Alegre:
Artmed, 2005.
IMPERNÓN, F. Formação docente e profissional: forma-se para a mudança e a

Fı́sica Lincenciatura

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incerteza. São Paulo:Cortez, 2006. (Coleção Questões da Nossa Época)
PESSANHA, E.C. Ascenção e Queda do professor . São Paulo:Cortez, 2006.
(Coleção Questões da Nossa Época)
⇒ QUÍMICA GERAL
EMENTA: Teoria Atômica e Estequiometria. Estrutura Eletrônica. Tabela
Periódica. Ligação Quı́mica. Gases, Sólidos e Lı́quidos. Soluções.
Bibliografia básica
ATKINS, P.; JONES, L. Princı́pios de Quı́mica: questionando a vida moderna
e o meio ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2001.
BRADY, J. E; HUMISTON,. G.E. Quı́mica Geral. vls 1 e 2, Rio de Janeiro :
LTC, 1996.
BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E.; BURDGE, J. R.. Quı́mica:
a Ciência Central, 9a ed. São Paulo: Pearson-Prentice Hall, 2005.
KOTZ, J. C.; TREICHEL JR, P. M., Quı́mica Geral e Reações Quı́micas. vls 1
e 2, 5a . ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2005.
RUSSELL, J. W. Quı́mica Geral. vls 1 e 2, São Paulo: Makron, 1994.
Bibliografia Complementar
HALL, N. Neoquı́mica: a quı́mica moderna e suas aplicações. Porto Alegre:
Artmed, 2004.
MATEUS, A. L. Quı́mica na cabeça. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2001.
ROSENBERG, J.L; EPSTEIN, L.M. Quı́mica Geral. Porto Alegre: Edgard
Blucher, 2002. (Coleção Schaum).
⇒ SEMINÁRIO INTEGRADOR 2 - Projetos Integradores 1
EMENTA: Discussão local, interdisciplinar, de integração das atividades e de
avaliação dos progressos discentes de cada Eixo.
Para matriz 2010, a partir do seminário 2 todas estas disciplinas passaram a ser
chamadas de projetos integradores.
Bibliografia básica
Obs.: Essa disciplina contempla toda a bibliografia utilizada pelas disciplinas do

Fı́sica Lincenciatura

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Eixo, além da bibliografia especı́fica que o projeto necessitar.
⇒ FUNDAMENTOS DA EDUCACÃO
EMENTA: Análise das relações entre as questões educacionais e o contexto Sócio
- Histórico - Filosófico, pela compreensão dos modelos de sociedade dos diversos
povos, destacando as principais teorias pedagógicas.
Bibliografia básica
DURKHEIM, E. Educação e sociologia. São Paulo: Melhoramentos, 1978.
ENGUITA, M. F. Trabalho, escola e ideologia. Porto Alegre: ArtMed, 1993.
FREITAG, B. Escola, Estado e sociedade. São Paulo: Morais, 2000.
FRIGOTTO, G. (Org.). A produtividade da escola improdutiva. 3a ed. São
Paulo: Cortez, 1989.
MACHADO, L. Politecnia, escola unitária e trabalho. São Paulo: Cortez, Autores Associados, 1989.
Bibliografia complementar
GADOTTI, M. História das Idéias Pedagógicas. São Paulo: Ática, 1993.
LESSA, S. TONET, I. Introdução à filosofia de Marx. São Paulo: Expressão
Popular, 2008.
MACENO, T. E. Educação para todos universalizando a educação. Revista
Educação, Maceió, ano 13, n.23, p. 13-31, dez/2005.
MANACORDA, M. A. História da Educação: da antiguidade aos nossos dias.
12 ed. São Paulo: Cortez, 2006.
NOMERIANO, A. S. A educação do trabalhador, a pedagogia das competências
e a crı́tica marxista. Maceió: EDUFAL, 2007.
⇒ DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM
EMENTA: Estudo dos processos psicológicos do desenvolvimento humano e da
aprendizagem na adolescência e na fase adulta, relacionando-os com as diversas
concepções de homem e de mundo, identificando a influência das diferentes teorias psicológicas na educação, numa perspectiva histórica. Relação entre situações
concretas do cotidiano do adolescente e do adulto com as concepções teóricas de

Fı́sica Lincenciatura

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aprendizagem estudadas, considerando os fundamentos psicológicos do desenvolvimento nos aspectos biológico, cognitivo, afetivo e social na adolescência e na fase
adulta através das principais teorias da psicologia do desenvolvimento.
Bibliografia Básica
BOCK, Ana Mercês Bahia; FURTADO, Odair; TEIXEIRA, Maria de Lourdes
Trassi. Psicologia: uma introdução ao estudo de Psicologia. São Paulo: editora
Saraiva, 1999.
GOULART, Irı́s Barbosa. Psicologia da Educação: Fundamentos Teóricos e
aplicações à Prática Pedagógica. Petrópolis: Vozes, 1987.
MILHOLLAN, Frank e FORISHA, BILL e. Skinner x Rogers. Rio de Janeiro:
Summus Editorial, 1972.
OLIVEIRA, Marta Kohl de. Aprendizado e Desenvolvimento um Processo Sóciohistórico. São Paulo: Editora Scipione, 1993.
VYGOTSKY, L.S. A Formação Social da Mente. São Paulo: Livraria Martins
Fontes Editora Ltda. 1984.
Bibliografia Complementar
BRINGUIER, Jean-Claude. Conversando com Jean Piaget. Rio de Janeiro/São
Paulo: DIFEL. 1978.
CARRAHER, Terezinha; CARRAHER, David; SCHLIEMANN, Analúcia. Na
Vida Dez, Na Escola Zero. São Paulo: Editora Cortez,1988. 6a edição.
CORREIA, Mônica; LIMA Anna; ARAUJO Claudia.

As Contribuições da

Psicologia Cognitiva e a Atuação do psicólogo no Contexto Escolar. http:/www.
scielo.br/scielo.php/20-10-2007.
KUPFER, Maria Cristina Machado. Freud e a Educação: o mestre do impossı́vel.São Paulo. Editora Scipione 1989.
LEITE, Luci Banks (org.). Piaget e a Escola de Genebra. São Paulo: Cortez,
1987.
LEONTIEV, Alexis; VYGOTSKY, L. S.; LURIA, Alexandr Romanovich. Psicologia e Pedagogia: bases psicológicas da apendizagem e do desenvolvimento. São
Paulo: Editora Moraes. 1991

Fı́sica Lincenciatura

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O Desenvolvimento do psiquismo. São Paulo: Editora Moraes LTDA.1a edição.
LUCCI, Marcos Antônio. A Proposta de Vygotsky: A Psicologia Sócio-histórica.
http:/www.ugr.es/ local/recfpro/Rev102COL2port.pdf.
⇒ CÁLCULO 1
EMENTA: Familiarizar o aluno com a linguagem matemática básica dos problemas de continuidade e diferenciação, que são conceitos imprescindı́veis no estudo da fı́sica moderna e das ciências em geral. Apresentar ao aluno as primeiras
aplicações do cálculo diferencial nas ciências fı́sicas e aplicadas. Utilizar programas
computacionais para cálculos algébricos e aproximados, visualizações gráficas e experimentos computacionais, ligados à teoria do cálculo diferencial e funções reais de
uma variável. Os conteúdos abordados serão: Limites de funções; Continuidade de
funções reais de uma variável. Derivadas e aplicações. Máximos e mı́nimos. Fórmula
de Taylor e aproximação de funções. A integral indefinida, a integral de Riemann e
aplicações.
Bibliografia Básica:
STEWART, James. Cálculo volume 1. 5a edição.Cengage Learning, 2006.
LEITHOLD, Louis. O Cálculo com Geometria Analı́tica volume 1. 3a edição.Harbra,1994.
SIMMONS, George F. Cálculo com Geometria Analı́tica volume 1. 1a edição.
Makron Books,1988.
Bibliografia Complementar
GUIDORIZZI, Hamilton Luiz. Um Curso de Cálculo volume 1.5a edição. LTC.2001.
ÁVILA, Geraldo. Funções de uma Variável volume 1.7a edição.LTC.2003.
⇒ FÍSICA 1
EMENTA: Grandezas, unidades. Estudo do movimento dos corpos (Cinemática).
Dinâmica - as leis de Newton e suas aplicações ao movimento dos corpos. Energia:
Trabalho, energia cinética, Energia potencial e conservação de energia. Sistemas de
partı́culas: Momento linear, Colisões e conservação do momento linear. Rotações:
Rolamentos, Torque e momento angular.
Bibliografia básica
HALLIDAY, et al. 2006. Fundamentos de Fı́sica 1: mecânica. -7a ed. - São

Fı́sica Lincenciatura

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Paulo: LTC.
TIPLER, P. A. MOSCA, G. 2006. Fı́sica Vol I: Mecânica, Oscilações e Ondas,
Termodinâmica. -5a ed. - São Paulo: LTC.
Sears e Zemansky , 2004. FÍSICA I - Young e Freedman - 10a Ed. PEARSON
Bibliografia complementar
HALLIDAY, et al. 2006. Fundamentos de Fı́sica 2: Gravitação, Ondas e Termodinâmica. -7aed. - São Paulo: LTC.
HEWITT, G. P. 2002. Fı́sica conceitual. - 9a ed. - Bookman.
⇒ GEOMETRIA ANALÍTICA
EMENTA: Prover ao aluno conhecimentos básicos de cálculo vetorial elementar
e de geometria analı́tica plana e espacial. Principais tópicos: Matrizes e sistemas
lineares: operações com matrizes, método de Gauss-Jordan, matrizes equivalentes
por linhas, determinantes. Vetores no plano: componentes de um vetor, operações
com vetores, condições de paralelismo e perpendicularismo, produto escalar, módulo
de um vetor, produto vetorial, interpretação geométrica, aplicações. Geometria
Analı́tica Plana: equação da reta, paralelismo e ângulos entre retas, condições de
ortogonalidade, circunferência. Geometria Analı́tica Espacial: equação geral do
plano, paralelismo, equações paramétricas do plano, ângulos de dois planos, ângulo
de uma reta com um plano, intersecção de dois planos, intersecção de reta com plano.
Distâncias: distância entre dois pontos, distância entre ponto e reta, distância entre
duas retas, distância entre ponto e plano, distância entre reta e plano. Secções
Cônicas: parábola, elipse, hipérbole. Estudo das superfı́cies quádricas: equações,
classificação.
Bibliografia básica
STEINBRUCH, Alfredo WINTERLE, Paulo. Geometria Analı́tica. 2a edição.
Makron Books.1987
CAMARGO, Ivan de BOULOS, Paulo.Geometria Analı́tica: Um Tratamento
Vetorial.3o edição.Pearson Education.2005.
REIS, Genésio Lima dos SILVA, Valdir Vilmar da. Geometria Analı́tica. 2a
edição.LTC.1996.

Fı́sica Lincenciatura

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Bibliografia complementar
CONDE, Antonio.Geometria Analı́tica.1a edição.Atlas.2004.
LEHMANN, Charles. Geometria Analı́tica.edição. Globo.1998.
⇒ LABORATÓRIO DE FÍSICA 1
EMENTA: Medidas e Desvios. Escalas e Gráficos. Velocidade Média e Velocidade Instantânea. Movimento Retilı́neo Uniforme e Movimento Retilı́neo Uniformemente Variado. Queda Livre. 2a Lei de Newton. Lei de Hooke. Equilı́brio estático
de um Corpo Rı́gido. Conservação da Energia Mecânica. Conservação do Momento
linear. Conservação do Momento Angular.
Bibliografia básica
HALLIDAY, et al. 2006. Fundamentos de Fı́sica 1: mecânica. -7a ed. - São
Paulo: LTC.
TIPLER, P. A. MOSCA, G. 2006. Fı́sica Vol I: Mecânica, oscilações e ondas
termodinâmicas. -5a ed. - São Paulo: LTC.
Sears e Zemansky , 2004. FÍSICA I - Young e Freedman - 10a Ed. PEARSON
Bibliografia complementar
”LIVRO DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS - COLCHÃO DE AR LINEAR”, CIDEPE, 2007.
”LIVRO DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS - CONJUNTO QUEDA DOS
CORPOS”, CIDEPE, 2007.
HEWITT, G. P. 2002. Fı́sica conceitual. - 9a ed. - Bookman.
⇒ SEMINÁRIO INTEGRADOR 3 - Projetos Integradores 2
EMENTA: Discussão local, interdisciplinar, de integração das atividades e de
avaliação dos progressos discentes de cada Eixo.
Bibliografia básica
Obs.: Essa disciplina contempla toda a bibliografia utilizada pelas disciplinas do
Eixo, além da bibliografia especı́fica que o projeto necessitar.
⇒ FÍSICA 2
EMENTA: Equilı́brio dos corpos rı́gidos; fluidos; gravitação; oscilações e ondas;

Fı́sica Lincenciatura

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termodinâmica.
Bibliografia básica
HALLIDAY, et al. 2006. Fundamentos de Fı́sica 2: Gravitação, Ondas e Termodinâmica. -7aed. - São Paulo: LTC.
TIPLER, P. A. MOSCA, G. 2006. Fı́sica Vol I: Mecânica, oscilações e ondas
termodinâmicas. -5a ed. - São Paulo: LTC.
Sears e Zemansky , 2004. FÍSICA II - Young e Freedman - 10a Ed. PEARSON
Bibliografia complementar
HEWITT, G. P. 2002. Fı́sica conceitual. - 9a ed. - Bookman.
⇒ LABORATÓRIO DE FÍSICA 2
EMENTA: Condições de equilı́brio do corpo rı́gido. Composição de força.. Movimento Harmônico Simples, a partir do MCU. O MHS executado num sistema massa
mola. A gravitação e as leis de Kepler. O Princı́pio de Arquimedes. Velocidade de
propagação de uma onda transversal e de uma onda longitudinal numa mola longa.
Pulso, freqüência e comprimento de onda num meio lı́quido. Reflexão e refração de
uma onda num meio lı́quido. Escalas termométricas. Equilı́brio térmico, capacidade
térmica (calorı́fica). Mudanças de estado. Transmissão de calor ou transferência de
calor. Determinação do coeficiente de dilatação linear. Determinação do calor especı́fico dos sólidos e do equivalente em água de um calorı́metro. Determinação do
equivalente mecânico do calor. Termodinâmica. Transformação isobárica. Determinação do calor especı́fico de um lı́quido.
Bibliografia básica
HALLIDAY, et al. 2006. Fundamentos de Fı́sica 2: Gravitação, Ondas e Termodinâmica. -7aed. - São Paulo: LTC.
TIPLER, P. A. MOSCA, G. 2006. Fı́sica Vol I: Mecânica, oscilações e ondas
termodinâmicas. -5a ed. - São Paulo: LTC.
Sears e Zemansky , 2004. FÍSICA II - Young e Freedman - 10a Ed. PEARSON
Bibliografia complementar
”LIVRO DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS - COLCHÃO DE AR LINEAR”, CIDEPE, 2007.

Fı́sica Lincenciatura

33

”LIVRO DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS - BALANÇA DE TORÇÃO”,
CIDEPE, 2007.
”LIVRO DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS - CONJUNTO DE ACÚSTICA”,
CIDEPE, 2007.
”LIVRO DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS - CONJUNTO DE TERMODINÂMICA”,
CIDEPE, 2007.
HEWITT, G. P. 2002. Fı́sica conceitual. - 9a ed. - Bookman.
⇒ CÁLCULO 2
EMENTA: Desenvolver os conceitos e técnicas ligadas ao cálculo integral e suas
aplicações. Apresentar ao aluno as primeiras aplicações do cálculo integral nas
ciências fı́sicas e aplicadas Esboçar curvas utilizando coordenadas polares. Utilizar programas computacionais para cálculo algébrico e aproximado, visualizações
gráficas e experimentos computacionais, ligados à teoria da integração. Desenvolvimento de habilidade na resolução de problemas aplicados. Os principais conteúdos
são: Métodos de integração. Aplicações da integral: Áreas e volumes. Coordenadas
polares. Integrais impróprias. Sequências e séries numéricas.
Bibliografia Básica:
STEWART, James. Cálculo volume 1 e 2. 5a edição.Cengage Learning.2006.
LEITHOLD, Louis. O Cálculo com Geometria Analı́tica volume 1. 3a edição.Harbra
SIMMONS, George F. Cálculo com Geometria Analı́tica volume 1. 1a edição.
Makron Books.1988.
Bibliografia Complementar
GUIDORIZZI, Hamilton Luiz. Um Curso de Cálculo volume 1 e 2. 5a edição.
LTC.2001.
ÁVILA, Geraldo. Funções de uma Variável volume 1 e 2. 7a edição.LTC.2003.
⇒ ÁLGEBRA LINEAR 1
EMENTA: Levar o aluno a entender e reconhecer as estruturas da Álgebra Linear que aparecem em diversas áreas da Matemática, e a trabalhar com essas estruturas, tanto abstrata como concretamente (através de cálculo com representações
matriciais). Estabelecer conexões entre as propriedades dos vetores e as estruturas

Fı́sica Lincenciatura

34

algébricas. Principais conteúdos: Sistemas Lineares e Matrizes: escalonamento,
discussão e resolução de um sistema linear, sistemas de Cramer. Espaços Vetoriais: propriedades, sub-espaços vetoriais, combinações lineares, geradores, espaços
vetoriais de dimensão finita. 3. Base e Dimensão: dependência linear, dimensão,
coordenadas, mudança de base. 4. Transformações Lineares: núcleo e imagem, isomorfismo de espaços vetoriais. 5. Autovalores, autovetores e aplicações. 6. Produto
interno.
Bibliografia Básica:
CALLIOLI, Carlos A..Álgebra Linear e Aplicações. 7a edição. Atual.1990.
STEINBRUCH, Alfredo WINTERLE, Paulo. Álgebra Linear. 2a edição. Makron
Books.1987.
LIPSCHUTZ, Seymour. Álgebra Linear. 3a edição. Makron Books.1994.
Bibliografia Complementar
LIMA, Elon Lages. Álgebra Linear. 7a edição. IMPA.2004.
KOLMAN, Bernard HILL, David R. Introdução à Álgebra Linear com Aplicações.
8a edição. LTC.2008.
⇒ POLÍTICA E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO
BRASIL
EMENTA: Caracterização da educação escolar brasileira no contexto das transformações da sociedade contemporânea. Análise histórico-crı́tica das polı́ticas educacionais, das reformas de ensino e dos planos e diretrizes para a educação escolar
brasileira. Estudo da estrutura e da organização do sistema de ensino brasileiro
em seus aspectos legais, organizacionais, pedagógicos, curriculares, administrativos
e financeiros, considerando, sobretudo, a LDB (Lei no 9.394/96) e legislação complementar pertinente.
Bibliografia Básica:
ARANHA, M. L. A. História da Educação. 2a ed. São Paulo: Moderna, 1996.
BRZENZINSKI, I. (Org.). LDB interpretada: diversos olhares se entrecruzam.
8a ed. São Paulo: Cortez, 2003.
LIBÂNEO, J. C; OLIVEIRA, J. F; TOSCHI, M. S. Educação escolar: polı́ticas,

Fı́sica Lincenciatura

35

estrutura e organização. 3a ed. São Paulo: Cortez, 2006.
LIMA, J. C. F; NEVES, L. M. W. Fundamentos da educação escolar do Brasil
contemporâneo. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2006.
ROMANELLI, O. de O. História da Educação no Brasil - 1930/ 1973. 30 ed.
Petrópolis: Vozes, 2006.
Bibliografia Complementar
FÁVERO, O. (Org.). A educação nas constituintes brasileiras: 1823-1988. 2 ed.
São Paulo: Autores Associados, 2001.
XAVIER, M. E; RIBEIRO, M. L.; NORONHA, O. M. História da educação: a
escola no Brasil. São Paulo: FTD, 1994.
⇒ SEMINÁRIO INTEGRADOR 4 - Projetos Integradores 3
EMENTA: Discussão local, interdisciplinar, de integração das atividades e de
avaliação dos progressos discentes de cada Eixo.
Bibliografia básica
Obs.: Essa disciplina contempla toda a bibliografia utilizada pelas disciplinas do
Eixo, além da bibliografia especı́fica que o projeto necessitar.
⇒ FÍSICA 3
EMENTA: Cargas elétricas, campos elétricos, lei de Gauss, potencial elétrico,
capacitância, corrente e resistência elétrica, circuitos elétricos, campos magnéticos,
campos magnéticos induzidos, indução e indutância, oscilações eletromagnéticas e
corrente alternada. Equações de Maxwell.
Bibliografia básica
HALLIDAY, et al. 2006. Fundamentos de Fı́sica 3: Eletromagnetismo. -7a ed.
- São Paulo: LTC.
TIPLER, P. A. MOSCA, G. 2006. Fı́sica Vol II: Eletricidade e Magnetismo,
Ótica. -5a ed. - São Paulo: LTC.
Sears e Zemansky , 2004. FÍSICA 3 - Young e Freedman - 10a Ed. PEARSON.
Bibliografia complementar
HEWITT, G. P. 2002. Fı́sica conceitual. -9a ed. - Bookman.

Fı́sica Lincenciatura

36

⇒ CÁLCULO 3
EMENTA: Estender os conceitos de limite e continuidade, bem como as técnicas
do cálculo diferencial de funções reais de uma variável para funções reais de várias
varáveis. Apresentar aplicações do cálculo diferencial em várias variáveis na fı́sica e
outras ciências. Os principais conteúdos a serem tratados são: Curvas parametrizadas:
comprimento de arco, curvatura e torção. Funções de várias variáveis: gráficos, limite e continuidade. Derivação de funções de varias variáveis: derivadas parciais,
diferenciais, derivada direcional, gradiente, regra da cadeia e o Teorema da função
implı́cita. Máximos e Mı́nimos: generalidades sobre extremos locais e absolutos,
caracterização dos extremos locais e Multiplicadores de Lagrange.
Bibliografia Básica:
LEITHOLD, Louis. O Cálculo com Geometria Analı́tica volume 2. 3a edição.
Harbra,1994.
SIMMONS, George F. Cálculo com Geometria Analı́tica volume 2. 1a edição.
Makron Books, 1988.
STEWART, James. Cálculo volume 2.5a edição. Cengage Learning, 2006.
Bibliografia Complementar
ÁVILA, Geraldo. Funções de uma Variável volume 2.7a edição. São Paulo:
LTC.2003.
GUIDORIZZI, Hamilton Luiz. Um Curso de Cálculo volume 3.5a edição. São
Paulo: LTC.2001.
⇒ PROJETO PEDAGÓGICO, ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DO TRABALHO ESCOLAR
EMENTA: Estudo da escola como organização social e educativa: concepções,
caracterı́sticas e elementos constitutivos do sistema de organização e gestão do trabalho escolar, segundo os pressupostos teóricos e legais vigentes, na perspectiva do
planejamento participativo.
Bibliografia Básica:
FURLAN, M; HAGREAVES, A. A escola como organização aprendente: buscando uma educação de qualidade. Porto Alegre: ARTMED, 2000.

Fı́sica Lincenciatura

37

LIBÂNEO, J. Organização e gestão da escola: teoria e prática. 5a ed. Goiânia:
Alternativa, 2004.
VASCONCELOS, C. Planejamento: projeto de ensino-aprendizagem e projeto
polı́tico pedagógico. São Paulo: Libertad, 2001.
VEIGA, I; RESENDE, L. (Orgs.). Escola: espaço do projeto polı́tico-pedagógico.
São Paulo: Papirus, 1998.
VEIGA, I; FONSECA, M. (Orgs.) As dimensões do projeto polı́tico-pedagógico.
São Paulo: Papirus, 2001.
Bibliografia Complementar
BICUD, M.A.V; SLVA JUNIOR, M.A. Formação do Educador: organização da
escola e do trabalho pedagógico. São Paulo: ENESPE, 1999.
LIMA, L A escola como organização educativa. São Paulo: Cortez, 2001.
PETEROSKI, H. Trabalho coletivo na escola. São Paulo: Pioneira Thomson
Lerning, 2005.
VIEIRA, S.(org.) .Gestão da escola: desafios a enfrentar. Rio de Janeiro: DPA,
2002.
⇒ LABORATÓRIO DE FÍSICA 3
EMENTA: Processos de eletrização. Lei de Coulomb. Campo elétrico. Configurações de linhas de força entre eletrodos, o funcionamento de um pára-raios,
a gaiola de Faraday. A lei de Ohm Associação de resistores em série, paralela e
mista. Associação de lâmpadas em série em paralelo. Medições em circuitos mistos
e potência elétrica. O campo magnético de um imã. O campo magnético. O eletromagnetismo - fenômenos eletromagnéticos e a indução eletromagnética. A força
eletromagnética, a regra da mão direita. O motor elétrico de corrente contı́nua. A
indução magnética B devida á corrente elétrica que circula um condutor retilı́neo.
A indução magnética entre dois condutores paralelos percorridos por uma corrente
elétrica. Indução magnética ao redor de espiras circulares percorridas por uma corrente elétrica. As leis de Faraday e de Lenz - o princı́pio do transformador.
Bibliografia Básica: HALLIDAY, et al. 2006. Fundamentos de Fı́sica 3: Eletromagnetismo. -7a ed. - São Paulo: LTC.

Fı́sica Lincenciatura

38

TIPLER, P. A. MOSCA, G. 2006. Fı́sica Vol II: Eletricidade e Magnetismo,
Ótica. -5a ed. - São Paulo: LTC.
Sears e Zemansky , 2004. FÍSICA 3 - Young e Freedman - 10a Ed. PEARSON.
Bibliografia Complementar
”LIVRO DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS - GERADOR DE VAN DER
GRAAFF”, CIDEPE, 2007.
”LIVRO DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS - BALANÇA DE TORÇÃO”,
CIDEPE, 2007.
”LIVRO DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS - CONJUNTO LEI DE OHM”,
CIDEPE, 2007.
”LIVRO DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS - CONJUNTO MAGNETISMO”,
CIDEPE, 2007.
”LIVRO DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS - CONJUNTO ELETROMAGNETISMO”, CIDEPE, 2007.
HEWITT, G. P. 2002. Fı́sica conceitual. - 9a ed. - Bookman.
⇒ SEMINÁRIO INTEGRADOR 5 - Projetos Integradores 4
EMENTA: Discussão local, interdisciplinar, de integração das atividades e de
avaliação dos progressos discentes de cada Eixo.
Bibliografia básica
Obs.: Essa disciplina contempla toda a bibliografia utilizada pelas disciplinas do
Eixo, além da bibliografia especı́fica que o projeto necessitar.
⇒ ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO 1
EMENTA: Estágio em escolas de ensino básico para prática de atividades relacionadas a situações de ensino-aprendizagem, identificando e vivenciando problemas
enfrentados pelo professor nos momentos de ensino aprendizagem e formas adequadas para solucioná-los.
Bibliografia Básica:
BIANCHI, A. C.; ALVARENGA, M. BIANCHI, R. Orientação para Estágio em
Licenciatura. São Paulo: Pioneira Thomson, 2005. LIBÂNEO, J. C. Didática. São

Fı́sica Lincenciatura

39

Paulo: Cortez, 1994.
PICONEZ, S. C. B. A Prática de Ensino e o Estágio Supervisionado. 12a ed.
São Paulo: Papirus, 2002. (Coleção Magistério: formação e trabalho pedagógico).
PIMENTA, S. G. LIMA, M. S. L. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2008.
(Coleção docência em formação: série saberes pedagógicos).
PIMENTA, S. G. O Estágio na Formação de Professores. 6a ed. São Paulo:
Cortez, 2006.
Bibliografia Complementar
ANDRÉ, M. OLIVEIRA, M. R. N. Alternativas no ensino de didática. Campinas, SP: Papirus, 1997.
CANDAU, V. Didática em questão. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1986.
MASETTO, M. Didática: a aula como centro. São Paulo: FTD, 1996.
VEIGA, I. P. A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed,
1998.
⇒ CÁLCULO 4
EMENTA: Estender os conceitos e técnicas do cálculo integral de funções reais
de uma variável para funções reais de várias varáveis. Apresentar aplicações do
cálculo diferencial em várias variáveis na fı́sica e outras ciências. Familiarizar o
discente com o conceito de superfı́cie e a integração sobre tal estrutura. Iniciar o
estudo dos campos vetoriais . Os principais conteúdos a serem tratados são: Integração: Integrais duplas e integrais interadas, integrais múltiplas, mudança de
variável em integrais múltiplas. (coordenadas polares, cilı́ndricas e esféricas) e integrais impróprias. Integrais de linha: Definição de integral de linha, campos vetoriais
conservativos e independência do caminho e o Teorema de Green no plano. Superfı́cies: Parametrização, orientação, integrais de superfı́cie e áreas de superfı́cie.
Gradiente, Rotacional e Divergente. Identidade de Green, o Teorema de Stokes e o
Teorema de Gauss.
Bibliografia Básica:
LEITHOLD, Louis. O Cálculo com Geometria Analı́tica volume 2. 3a ed.Harbra,1994.
STEWART, James. Cálculo volume 2.5a ed.Cengage Learning, 2006.

Fı́sica Lincenciatura

40

SIMMONS, George F. Cálculo com Geometria Analı́tica volume 2. Makron
Books, 1988.
Bibliografia Complementar
AVILA, Geraldo. Funções de uma Variável volume 3.7a ed. São Paulo: LTC,
2003.
GUIDORIZZI, Hamilton Luiz. Um Curso de Cálculo volume 4.5a ed. São Paulo:
LTC, 2001.
⇒ PLANEJAMENTO, CURRÍCULO E AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
EMENTA: Estudo dos princı́pios, fundamentos e procedimentos do planejamento, do currı́culo e da avaliação, segundo os paradigmas e normas legais vigentes
norteando a construção do currı́culo e do processo avaliativo no projeto polı́tico
pedagógico da escola de educação básica.
Bibliografia Básica:
COSTA, M.V. (Org.). O currı́culo nos limiares do contemporâneo. 2a ed. Rio
de Janeiro: DPA, 1999.
HADJI, C. Avaliação desmistificada. Porto Alegre: ARTMED, 2001.
LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 1991.
MENEGOLLA, M.; SANT’ANNA, I. M. Por que planejar? Como planejar?
Petrópolis/RJ: Vozes, 1991.
SILVA, T. T. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currı́culo.
a

2 ed. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
VASCONCELLOS, C. S. Planejamento: plano de ensino-aprendizagem e projeto
educativo. São Paulo: Libertad, 1995.
Bibliografia Complementar
LUCKESI, C. C. Avaliação educacional escolar: para além do autoritarismo.
São Paulo: Cortez, 1996.
MASETTO, M. Didática: a aula como centro. São Paulo: FTD, 2001.
SAUL, A. M. Avaliação emancipatória: desafio à teoria e à prática de avaliação

Fı́sica Lincenciatura

41

e reformulação de currı́culo. São Paulo: Cortez, 1998.
⇒ FÍSICA 4
EMENTA: Ondas eletromagnéticas. Óptica geométrica. Óptica fı́sica.

In-

trodução a Fı́sica Moderna.
Bibliografia básica
HALLIDAY, et al. 2006. Fundamentos de Fı́sica 4: Óptica e Fı́sica Moderna.
-6a ed. - São Paulo: LTC.
TIPLER, P. A. MOSCA, G. 2006. Fı́sica Vol II: Eletricidade e Magnetismo,
Ótica. -5a ed. - São Paulo: LTC.
Sears e Zemansky , 2004. FÍSICA 4 - Young e Freedman - 10a Ed. PEARSON.
Bibliografia complementar
HEWITT, G. P. 2002. Fı́sica conceitual. -9a ed. - Bookman.
⇒ LABORATÓRIO DE FÍSICA 4
EMENTA: Oscilações eletromagnéticas. Circuitos de corrente alternada: RC,
RL, LC e RLC. A óptica da visão. Introdução à óptica geométrica. A reflexão e
suas leis. Espelhos planos. A refração e suas leis. Lentes esféricas e suas principais
caracterı́sticas. Formação de imagens. Óptica fı́sica - o espectro contı́nuo resultante
da decomposição da luz branca e os espectros de absorção de filtros. Interferência.
Difração.
Bibliografia Básica:
HALLIDAY, et al. 2006. Fundamentos de Fı́sica 3: Eletromagnetismo. -7a ed.
- São Paulo: LTC.
HALLIDAY, et al. 2006. Fundamentos de Fı́sica 4: Óptica e Fı́sica Moderna.
-6a ed. - São Paulo: LTC.
TIPLER, P. A. MOSCA, G. 2006. Fı́sica Vol II: Eletricidade e Magnetismo,
Ótica. -5a ed. - São Paulo: LTC.
Sears e Zemansky , 2004. FÍSICA 3 e 4 - Young e Freedman - 10a Ed. PEARSON.
Bibliografia Complementar
”LIVRO DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS - BANCO ÓPTICO”, CIDEPE,

Fı́sica Lincenciatura

42

2007.
HEWITT, G. P. 2002. Fı́sica conceitual. - 9a ed. - Bookman.
⇒ SEMINÁRIO INTEGRADOR 6 - Projetos Integradores 5
EMENTA: Discussão local, interdisciplinar, de integração das atividades e de
avaliação dos progressos discentes de cada Eixo.
Bibliografia básica
Obs.: Essa disciplina contempla toda a bibliografia utilizada pelas disciplinas do
Eixo, além da bibliografia especı́fica que o projeto necessitar.
⇒ ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO 2
EMENTA: Estágio em escolas de ensino fundamental e médio para prática de
atividades relacionadas a situações de ensino-aprendizagem, identificando e vivenciando problemas enfrentados pelo professor nos momentos de ensino aprendizagem,
assim como, desenvolver metodologias adequadas para solucioná-los.
Bibliografia Básica:
BIANCHI, A. C.; ALVARENGA, M. BIANCHI, R. Orientação para Estágio em
Licenciatura. São Paulo: Pioneira Thomson, 2005.
LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
PICONEZ, S. C. B. A Prática de Ensino e o Estágio Supervisionado. 12a ed.
São Paulo: Papirus, 2002. (Coleção Magistério: formação e trabalho pedagógico).
PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2008.
(Coleção docência em formação: série saberes pedagógicos).
PIMENTA, S. G. O Estágio na Formação de Professores. 6a ed. São Paulo:
Cortez, 2006.
Bibliografia Complementar
ANDRÉ, M OLIVEIRA, M. R. N. Alternativas no ensino de didática. Campinas,
SP: Papirus, 1997.
CANDAU, V. Didática em questão. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1986.
MASETTO, M. Didática: a aula como centro. São Paulo: FTD, 1996.
VEIGA, I. P. A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed,

Fı́sica Lincenciatura

43

1998.
⇒ FÍSICA MODERNA 1
EMENTA: Cinemática e dinâmica relativı́stica. Fótons. Introdução ao átomo.
Ondas de matéria. Introdução à teoria quântica.
Bibliografia Básica:
Tipler, P. A.; Llewellyn, Ralph A.. Fı́sica Moderna - 3a Ed. LTC, 2001.
Brehm, John J. and Mullin, William J.. Introduction to the structure of matter.
Wiley, 1989.
Alonso, M. e Finn, E. J.. Fundamental University Physics Vol III:Quantum and
Statistical Physics. Massachussetts: Addison-Wesley, 1968.
Bibliografia Complementar
Leighton , R.B. and Sands, M.. The Feynman lectures on physics, Vols. I, II e
III. Addison-Wesley, 1963, 1964 e 1965.
⇒ MECÂNICA CLÁSSICA 1
EMENTA: Dinâmica de uma partı́cula. Dinâmica de um sistema de partı́culas.
Gravitação. Problema de força central. Elementos da formulação de Lagrange e de
Hamilton.
Bibliografia Básica:
Symon, K. R.. MECÂNICA - Editora Campus, Rio de Janeiro. 1982.
Marion, J. B.. Classical Dynamics of Particles and Systems - 4th ed, Saunders
College, 1995.
Bibliografia Complementar
Goldstein, H.. Classical Mechanics - 2th. ed.. Addison-Wesley, 1980.
⇒ INSTRUMENTAÇÃO PARA O ENSINO DE FÍSICA
EMENTA: Estudo analı́tico de alguns projetos inovadores de ensino (propostas
teórico-experimentais), direcionadas para o Ensino de Fı́sica identificados com as
necessidades formativas da sociedade contemporânea. Utilizar técnicas, equipamentos e instrumentos de medidas experimentais. Trabalhar com temas cientı́ficotecnológicos relacionados a conteúdos estudados. Efetuar a transposição dos conteúdos

Fı́sica Lincenciatura

44

aprendidos na universidade para o ensino fundamental e médio de sala de aula.
Bibliografia Básica:
CARVALHO, A. M. P DE (Org.) ”Ensino de Ciências: Unindo a Pesquisa e á
Prática”São Paulo: Thompson Learning, 2004.
CHALMERS, A F. A fabricação da ciência. EDNUSP, São Paulo, 1996.
DELIZOICOV, D. ANGOTTI, J. Metodologia do ensino de ciências. São Paulo:
Cortez, 1990.
GREF,Grupo de Reelaboração do Ensino de Fı́sica: Fı́sica 1- Mecânica, Fı́sica
2- Fı́sica Térmica e Óptica, Fı́sica 3- Eletromagnetismo. São Paulo. Edusp, 1993.
Bibliografia Complementar
JUNIOR, F. R. et al. Fundamentos da Fı́sica. 8a. Edição Revista e Ampliada,
Volumes 1, 2 e 3, São Paulo: Moderna, 2003.
PIETRICOLA, M. (Org.) Ensino de Fı́sica:Conteúdo, Metodologia e Epistemologia em uma Concepção Integradora. 2a. Edição, Florianópolis, Editora da
UFSC, 2005.
NEWTON, I. Principia: Princı́pios matemáticos de filosofia natural. São Paulo:
EDUSP, 1990.
THUILLIER, P. De Arquimedes a Einstein: a face oculta da invenção cientı́fica.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.
HEWITT, P. G. Fı́sica Conceitual, 9a . edição, (São Paulo, Bookman, 2002).
GASPAR, A. FÍSICA. Volumes 1, 2 e 3. São Paulo: Ática, 2002
⇒ LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS
EMENTA: Estudo da Lı́ngua Brasileira de Sinais (LIBRAS), de seu histórico,
estrutura gramatical, expressões manuais, gestuais e do seu papel para a comunidade
surda. Caracterização e reflexão sobre o uso e a importância da LIBRAS em sala
de aula.
Bibliografia Básica:
BRITO, Lucinda Ferreira. Por uma gramática de Lı́ngua de sinais. Rio de
Janeiro: Tempo Brasileiro:UFRJ, Departamento de Linguı́stica e filosofia,1995.

Fı́sica Lincenciatura

45

COPOVILLA, F. C. RAPHAEL, V. D. Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilı́ngüe
de Lı́ngua de Sinais Brasileira. Vol. I e II. São Paulo: Editora da Universidade de
São Paulo, 2001.
COUTINHO, Denise. LIBRAS: lı́ngua brasileira de sinais e lı́ngua portuguesa
(semelhanças e diferenças). 2a Ed. Idéia, 1998.
FERREIRA BRITO, L. Por uma gramática das lı́nguas de sinais. Rio de Janeiro:
Tempo Brasileiro, 1995.
GOES, M. C. R. Linguagem, surdez e educação. Campinas, Autores Associados,
1996.
QUADROS, R. Muller. de. Educação de surdo: aquisição da linguagem. Porto
Alegre: Ed. Artes Médicas, 1997.
SACKS, O. Vendo vozes: uma jornada pelo mundo dos surdos. Rio de Janeiro:
Imago, 1990.
⇒ PESQUISA EDUCACIONAL
EMENTA: Estudo dos pressupostos, caracterı́sticas e diferentes abordagens metodológicas
da pesquisa em educação, com foco na formação do profissional da educação frente
aos desafios atuais no campo da pesquisa educacional. Reflexão sobre fontes de
produção da pesquisa educacional: bibliotecas, meios informatizados, leitura e produção
de textos e artigos com diferentes abordagens teóricas, bem como das etapas de projetos de pesquisa educacional para o Trabalho de Conclusão de Curso - TCC.
Bibliografia Básica:
FAZENDA, Ivani (Org.) Metodologia da pesquisa educacional. São Paulo:
Cortez, 1994.
FAZENDA, Ivani (Org.) Novos enfoques da pesquisa educacional. 2.ed. São
Paulo, Cortez, 1994.
GAMBOA, S.S.; SANTOS FILHO, J.C. Pesquisa educacional: quantidade qualidade. São Paulo: Cortez, 1995.
GATTI, Bernardete Angelina. A construção da pesquisa em educação no Brasil.
Brası́lia: Plano, v.1, 2002. 86 p. (Série Pesquisa em Educação).
Bibliografia Complementar

Fı́sica Lincenciatura

46

LÜDKE, M,; ANDRÉ, M.; E.D. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas.
São Paulo: EPU, 1986.
ANDRÉ, M. Papel da pesquisa na formação e na prática dos professores. Campinas: Papirus, 2005.
GATTI, Bernadete A. Implicações e perspectivas da pesquisa educacional no
Brasil. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 113, p.65-81, JUL 2001.
⇒ SEMINÁRIO INTEGRADOR 7 - Projetos Integradores 6
EMENTA: Discussão local, interdisciplinar, de integração das atividades e de
avaliação dos progressos discentes de cada Eixo.
Bibliografia básica
Obs.: Essa disciplina contempla toda a bibliografia utilizada pelas disciplinas do
Eixo, além da bibliografia especı́fica que o projeto necessitar.
⇒ ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO 3
EMENTA: Diagnóstico escolar - pesquisa. Elaboração de projetos de intervenção
no Ensino Fundamental (planos e seleção de conteúdos). O professor e sua regência
no Ensino Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental.
Bibliografia Básica:
BIANCHI, A. C.; ALVARENGA, M. BIANCHI, R. Orientação para Estágio em
Licenciatura. São Paulo: Pioneira Thomson, 2005.
LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
PICONEZ, S. C. B.. A Prática de Ensino e o Estágio Supervisionado. 12a ed.
São Paulo: Papirus, 2002. (Coleção Magistério: formação e trabalho pedagógico).
PIMENTA, S. G. LIMA, M. S. L. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2008.
(Coleção docência em formação: série saberes pedagógicos).
PIMENTA, S. G. O Estágio na Formação de Professores. 6a ed. São Paulo:
Cortez, 2006.
Bibliografia Complementar
ANDRÉ, M. OLIVEIRA, M. R. N. Alternativas no ensino de didática. Camp-

Fı́sica Lincenciatura

47

inas, SP: Papirus, 1997.
CANDAU, V. Didática em questão. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1986.
MASETTO, M. Didática: a aula como centro. São Paulo: FTD, 1996.
VEIGA, I. P. A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed,
1998.
⇒ FÍSICA MODERNA 2
EMENTA: Momento angular. Átomos de um elétron. Átomos complexos. Spin
e interações magnéticas. Processos nucleares. Partı́culas elementares.
Bibliografia Básica:
Tipler, P. A. ; Llewellyn, Ralph A.. Fı́sica Moderna - 3a Ed. LTC, 2001.
Brehm, John J. and Mullin, William J.. Introduction to the structure of matter.
Wiley, 1989.
Alonso, M. e Finn, E. J.. Fundamental University Physics Vol III:Quantum and
Statistical Physics. Massachussetts: Addison-Wesley, 1968.
Bibliografia Complementar
Leighton , R.B. and Sands, M.. The Feynman lectures on physics, Vols. I, II e
III. Addison-Wesley, 1963, 1964 e 1965.
⇒ ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO 4
EMENTA: Diagnóstico escolar - pesquisa. Elaboração de projetos de intervenção
no Ensino Médio (planos e seleção de conteúdos). O professor e sua regência no Ensino Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental.
Bibliografia Básica:
BIANCHI, A. C.; ALVARENGA, M. BIANCHI, R. Orientação para Estágio em
Licenciatura. São Paulo: Pioneira Thomson, 2005.
LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
PICONEZ, S. C. B. A Prática de Ensino e o Estágio Supervisionado. 12a ed.
São Paulo: Papirus, 2002. (Coleção Magistério: formação e trabalho pedagógico).
PIMENTA, S. G. LIMA, M. S. L. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2008.
(Coleção docência em formação: série saberes pedagógicos).

Fı́sica Lincenciatura

48

PIMENTA, S. G. O Estágio na Formação de Professores. 6a ed. São Paulo:
Cortez, 2006.
Bibliografia Complementar
ANDRÉ, M. OLIVEIRA, M. R. N. Alternativas no ensino de didática. Campinas, SP: Papirus, 1997.
CANDAU, V. Didática em questão. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1986.
MASETTO, M. Didática: a aula como centro. São Paulo: FTD, 1996.
VEIGA, I. P. A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed,
1998.

3.6.2 Disciplinas Eletivas
⇒ FILOSOFIA DA CIÊNCIA
EMENTA: Ciência. Filosofia da Ciência. O método cientı́fico. Explicações;
estrutura genérica das explicações. Leis. Teorias. Determinismo e causalidade.
Explicações teleológicas. O objeto da lógica. Dedução; indução; explicações probabilı́sticas. Falácias. Outras lógicas. Diferença entre ciência e tecnologia; enfermidades da ciência; aspectos humanı́sticos da ciência. Os cientistas e a sociedade; a comunidade cientı́fica. Problemas de avaliação dos projetos e dos trabalhos cientı́ficos.
Bibliografia Básica
L. HEGRNBERG. Explicações cientı́ficas. EOU/EDUSP, 2a ed., 1974.
R. OMNÈS. Filosofia da Ciência Contemporânea. UNESP, 1996.
B. DIXON. Para que serve a Ciência?. NAQCIONAL/EDUSP, 1976.
W. I. B. BEVENIDGE. Sementes da descoberta cientı́fica. TAQ/DUSP, 1981.
L. E. RATHS et al.. Ensinar a pensar. HERDER/EDUSP, 1972.
Bibliografia Complementar
W. C. SALMON. Lógica. ZAHAR, 5a ed., 1981.
D. S. PRICE. A Ciência desde a Babilônia. ITATIAIA/EDUSP, 1976.
H. LEFEBVRE - Lógica formal / lógica dialética. CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA,
6a . ed., 1995.

Fı́sica Lincenciatura

49

⇒ HISTÓRIA DAS CIÊNCIAS
EMENTA: Pretende-se apresentar neste curso com se organiza o conhecimento a
partir do classicismo grego, passando pela idade média árabe e idade média européia.
O Novum Organum, de Francis Bacon, inaugura um perı́odo pré-renacentista, que
segue com os pensadores como Descartes, Hume, Leibnitz e Kant. Após este perı́odo,
o positivismo ganha força como teoria do conhecimento, influenciando os pensadores
do século XIX e do inı́cio do século XX. A filosofia da ciência de Popper, Lakatos,
Khun, Feyerabend se fundam na história da ciência para justificar suas idéias de
evolução do conhecimento cientı́fico.
Bibliografia Básica
ALFONSO-GOLDFARB, Ana Maria. O que é História da Ciência. Editora
Brasiliense, 1994.
CHALMERS, Alan. Que é Ciência, Afinal? Editora Brasiliense, 1993.
CHASSOT, Attico. A Ciência Através dos Tempos. Editora Moderna, 1996.
KUHN, Thomas. A Estrutura das Revoluções Cientı́ficas. Editora Perspectiva,
1987.
DESCARTES, René. Discurso Sobre o Método. Hemus Editora, 1968.
Bibliografia Complementar
GUERRA, Andréia; BRAGA, Marco; REIS, José Cláudio. Uma Breve História
da Ciência Moderna. Jorge Zahar Editores, 2003.
ROSMORDUC, J. Uma História da Fı́sica e da Quı́mica. Jorge Zahar Editores,
1988.
EVES, Howard. Introdução à História da Matemática. Editora da Unicamp,
2002.
POPPER, Karl. A lógica da pesquisa cientı́fica. Cultrix, 1996.
FEYERABEND, Paul. Contra o método. Francisco Alves, 1989.
⇒ INGLÊS INSTRUMENTAL
EMENTA:Finalidade do Inglês Instrumental. Noções Gramaticais. Técnicas
de Exploração de textos. Utilização do Dicionário. Técnicas de Leitura como Inferência. Dedução Lógica e Resumos. Glossário de Termos de Segurança do Tra-

Fı́sica Lincenciatura

50

balho. Exploração de Artigos Técnicos. Interpretação de Manuais de Equipamentos.
Bibliografia Básica
FURSTENAU, Eugênio. Novo Dicionário de Termos Técnicos - vol. 1 e 2. 19a
ed. rev. e ampl. Globo, 1995.
Dicionário Oxford Escolar para Estudantes Brasileiros de Inglês: portuguêsinglês,inglês-português. Oxford: Oxford University Press, 1999.
SILVA, João Antenor de C., GARRIDO, Maria Lina, BARRETO, Tânia Pedrosa. Inglês Instrumental: Leitura e Compreensão de Textos. Centro Editorial e
Didático, UFBA. 1994.
⇒ COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO
EMENTA: Teoria da comunicação: conceito e evolução. Comunicação humana:
conceito, processo, aspectos sociais, psicológicos e antropológicos. Elementos básicos,
identificação, propriedades, funções. Comunicação interpessoal: objetivo, dinâmica,
fatores influentes. Semiologia: conceito, signo: definição, classificação. Processos
simbólicos, mecanismos e usos. Teoria dos sistemas: conceito e evolução. Aproveitamento pleno da leitura e produção competente do texto. Estruturação da frase e
parágrafo. Redação.
Bibliografia Básica
BERLO, B. K. O Processo da Comunicação: Introdução à teoria e à prática.
Martins Fontes.1999.
KURY, A. G. Para falar e escrever melhor o português. Nova Fronteira. 2002.
TERRA, E. Curso Prático de Gramática - Ed. Scipione, 1996.
Bibliografia Complementar
CADORE, L. A. Curso Prático de Português - 2o Grau - São Paulo - Ática, 1995.
CASTELLIANO, T. A comunicação e suas diversas formas de expressão. Record.
2000.
CEGALLA, D. P. Novı́ssima Gramática da Lı́ngua Portuguesa - Ed. Nacional,
1993.
GIOVANNINI, G. Evolução na comunicação - Ed. Nova Fronteira. 2000.

Fı́sica Lincenciatura

51

PASCHOALIN, M. A. Gramática: teoria e exercı́cios - São Paulo - FTD, 1996.
⇒ INTRODUÇÃO À FÍSICA COMPUTACIONAL
EMENTA: Introdução ao sistema operacional UNIX. Métodos de Cálculo Numérico.
Autômatos Celulares e Simulação Monte-Carlo em Fı́sica.
Bibliografia Básica
Manzano, J. A. N. G. e Oliveira, J. F. Estudo Dirigido de Algoritmos. Editora
Érica Ltda, 10a ed, 2005.
Kernighan, B. W. e Ritchie, D. M. C A linguagem de Programação, Padrão
ANSI. Editora Campus, 2a ed, 1989.
Ruggiero, M. A. Gomes e Lopes, V. L. R. Cálculo Numérico, Aspectos Teóricos
e Computacionais. Pearson Makron Books, 2a ed 1996.
Bibliografia complementar
Tremblay, Jean-Paul e Bunt, R. B. Ciência dos Computadores, Uma abordagem
Algorı́tmica. Editora MacGraw-Hill, 1a ed, 1983.
Philips, G. M. E Taylor, P. J. Theory and Applications of Numerical Analisys.
Academic Press, 2a ed., 1996.
Landau, D. P. e Binder, K. A guide to Monte Carlo Simulations Physics. Cambridge University Press, 1a ed, 2002.
⇒ EQUAÇÕES DIFERENCIAIS ORDINÁRIAS
EMENTA: Discutir a filosofia cientı́fica da modelagem matemática através de
problemas que se apresentam em situações concretas. Analisar integralmente modelos simples de problemas de mecânica, biologia, quı́mica, eletricidade, ciências
médicas, etc., através de equações diferenciais ordinárias. Apresentar de uma forma
concisa métodos elementares de resolução de equações diferenciais ordinárias.
Bibliografia Básica:
DIPRIMA, Richard C. BOYCE, William E. Equações Diferenciais Elementares
e Problemas de Valores de Contorno.8a ed. São Paulo: LTC, 2006.
EDWARDS, CAROLYN. Equações Diferenciais Elementares e com Problemas
de Contorno. 3a edição. São Paulo: LTC, 1995

Fı́sica Lincenciatura

52

ZILL, Dennis CULLEN, Michael R. G.Equações Difrenciais volume 1.3a edição.
Makron Books, 2000.
Bibliografia Complementar
DIACU, Florine. Introdução a Equações Diferenciais.1a edição. São Paulo: LTC,
2004.
DOERING, Claus I., LOPES, Arthur O. Equações Diferenciais Ordinárias. Rio
de Janeiro: IMPA, 2005.
⇒ FÍSICA MATEMÁTICA 1
EMENTA: Análise Vetorial, Análise Vetorial em Sistemas de Coordenadas Curvilı́neos,
Análise Tensorial, Séries infinitas, Teoria das Funções Analı́ticas. Teoria de resı́duos.
Folhas de Riemann, Equações diferenciais ordinárias.
Bibliografia Básica:
George B. Arfken e Hans J. Weber. Mathematical Methods for Physicists. Academic Press, 6a ed, 2005.
K. F. Riley, M. P. Hobson e S. J. Bence. Mathematical Methods for Physics and
Engineering, 3a ed., Cambridge University Press, 2006.
Mary L. Boas. Mathematical Methods in the Physical Science. John Wiley Sons,
2a ed, 1983.
Philippe Dennery e Andre Krzywicki. Mathematics for Physicists, Dover Publications, Inc. 1996.
R. V. Churchill. Fourier series and boundary value problems, McGraw-Hill, 3a
ed, 1978.
⇒ ELETROMAGNETISMO 1
EMENTA: Estudo da Eletrostática e Magnetostática. Estudo da eletrodinâmica
e Magnetodinâmica.
Bibliografia Básica
David Griffiths. Introduction to Electrodynamics. Prentice Hall,1999.
P. Lorrain and D. Corson. Eletromagnetic Fields and Waves. Editor W. H.
Freeman and Company 2a ed., 1970.

Fı́sica Lincenciatura

53

⇒ ÓPTICA
EMENTA: Óptica geométrica e instrumentos óticos. Óptica ondulatória, interferometria e difração. Holografia, processamento óptico e funções de transferência,
lasers, óptica não-linear e guias de onda.
Bibliografia Básica
E. Hecht e A. Zajac, Optics. Addison-Wesley, 2000.
M. Born e E. Wolf. Principles of Optics. Pergammon Press, 1964.
L. D. Landau e E. M. Lifshitz. The classical theory of fields. Addison-Weslely,1951.
L. D. Landau e E. M. Lifshitz. Electrodynamics of continuous media. Pergammon Press, 1960.
⇒ TERMODINÂMICA
EMENTA: Variáveis de estado e leis da termodinâmica. Equação fundamental
da termodinâmica. Potenciais termodinâmicos. Relações de Maxwell. Funções
resposta. Equilı́brio e transições de fase.
Bibliografia Básica
F. Reif. Fundamentals of Statistical and Thermal Physics. McGraw-Hill,1996.
F. Reif. Curso de Fı́sica de Berkeley, Vol V, Fı́sica Estatı́stica. McGrawHill,1990.
⇒ MECÂNICA QUÂNTICA 1
EMENTA: Introdução aos conceitos quânticos. Observáveis. Equações de Evolução.
Partı́culas quânticas em uma dimensão. Partı́culas quânticas em 3 dimensões. A
notação de Dirac. O oscilador harmônico em uma dimensão . O momento angular.
Potenciais centrais. O átomo de hidrogênio.
Bibliografia Básica
Claude Cohen-Tannoudji, Bernard Diu e Franck Laloe. Quantum Mechanics Vol
I, John Wiley Sons, 1990.
L.I. Schiff. Quantum Mechanics.McGraw-Hill, 1968.
Leighton , R.B. and Sands, M.. The Feynman lectures on physics, Vols. I, II e
III. Addison-Wesley, 1963, 1964 e 1965.

Fı́sica Lincenciatura

54

⇒ FÍSICA ESTATÍSTICA
Formalismo microcanônico. Formalismo canônico. Gás ideal clássico monoatômico.
Mecânica estatı́stica clássica. Gás ideal clássico de moléculas diatômicas. Modelo
de Debye para o calor especı́fico dos sólidos. Radiação do corpo negro. Formalismo
grande canônico. Gases ideais quânticos. Gás ideal de férmions - gás de elétrons.
Gás ideal de bósons - gás de fótons.
Bibliografia Básica
F. Reif. Fundamentals of Statistical and Thermal Physics. McGraw-Hill,1996.
L. E. Reich. A Modern Course in Statistical Physics. John Wiley Sons, Inc, 2a
edition,1998.
Claude Garrod. Statistical Mechanics and Thermodynamics. Oxford University
Press, 1995.
⇒ FÍSICA MATEMÁTICA 2
EMENTA: Espaço de funções, Polinômios ortogonais, Equações diferenciais parciais, Funções especiais, Análise de Fourier, Transformadas integrais, Cálculo variacional e Introdução à Probabilidade e estatı́stica.
Bibliografia Básica:
George B. Arfken e Hans J. Weber. Mathematical Methods for Physicists. Academic Press, 6a ed, 2005.
K. F. Riley, M. P. Hobson e S. J. Bence. Mathematical Methods for Physics and
Engineering, 3a ed., Cambridge University Press, 2006.
Mary L. Boas. Mathematical Methods in the Physical Science. John Wiley Sons,
2a ed, 1983.
Philippe Dennery e Andre Krzywicki. Mathematics for Physicists, Dover Publications, Inc. 1996.
R. V. Churchill. Fourier series and boundary value problems, McGraw-Hill, 3a
ed, 1978.
⇒ INTRODUÇÃO À COMPUTAÇÃO
Ementa: Estudo de componentes básicos de um sistema de computação. Introdução à organização dos computadores: Arquitetura, Sistemas Operacionais e

Fı́sica Lincenciatura

55

Compiladores. Algoritmos Estruturados e Estruturas de Dados. Linguagens de
Programação: Teoria e Prática em Laboratório.
Bibliografia Básica
EVARISTO, J, CRESPO, S.. Aprendendo a Programar: Programando Linguagem Algorı́tmica Executável.
Setzer, V. Introdução à Computação e à Construção de Algoritmos. McGrawHill, São Paulo, 1991.
Forbellone, André. Lógica de Programação. Makron Books, São Paulo, 2000.
KNUTH, D.. Art of Computer Programming, Volume 1: Fundamental Algorithms. 3a. Edição. Editora Addison-Wesley Professional. 1997.
⇒ MECÂNICA CLÁSSICA 2
EMENTA: Princı́pios e técnicas variacionais. Dinâmica de muitas partı́culas dentro dos formalismos Lagrangeano e Hamiltoniano. Teorema de Liouville. Teorema
do Virial. Formulação Covariante. Grupos de Galileo e de Lorentz e o princı́pio da
Relatividade.
Bibliografia Básica:
Symon, K. R.. MECÂNICA - Editora Campus, Rio de Janeiro. 1982.
Marion, J. B.. Classical Dynamics of Particles and Systems - 4th ed, Saunders
College, 1995.
Goldstein, H.. Classical Mechanics - 2th. ed.. Addison-Wesley, 1980.
⇒ ELETROMAGNETISMO 2
EMENTA: Estudo da eletrodinâmica e Magnetodinâmica. Equações de Maxwell
e Radiação. Propagação de ondas eletromagnéticas. Propagação de ondas em meios
limitados.
Bibliografia Básica
David Griffiths. Introduction to Electrodynamics. Prentice Hall,1999.
P. Lorrain and D. Corson. Eletromagnetic Fields and Waves. Editor W. H.
Freeman and Company 2a ed., 1970.
⇒ MECÂNICA QUÂNTICA 2

Fı́sica Lincenciatura

56

EMENTA: Espalhamento por um potencial. Spin eletrônico. Adição de momentum angular. Teoria de perturbação estacionária. A estrutura fina e hiperfina do
átomo de hidrogênio.
Bibliografia Básica
Claude Cohen-Tannoudji, Bernard Diu e Franck Laloe. Quantum Mechanics Vol
II, John Wiley Sons, 1990.
L.I. Schiff. Quantum Mechanics.McGraw-Hill, 1968.
Leighton , R.B. and Sands, M.. The Feynman lectures on physics, Vols. I, II e
III. Addison-Wesley, 1963, 1964 e 1965.
⇒ FÍSICA DO ESTADO SÓLIDO
EMENTA: As teorias de Drude e Sommerfeld, Redes Cristalinas e Rede Recı́proca,
Difração de raios X por Cristais, Potencial Periódico e Estruturas de Bandas, Dinâmica
de Rede, Semicondutores, Propriedades ópticas e Dielétricas dos Sólidos e Propriedades Magnéticas dos Sólidos.
Bibliografia Básica:
Ashcroft N.W. e Mermin N.D. Solid State Physics. Saunders College, 1985.
Kittel, C. Introdução à Fı́sica do Estado Sólido. Guanabara Dois, 1997.

Capı́tulo 4
Formação Teórico-Prática
4.1 Prática Pedagógica
A prática como componente curricular, no curso de Fı́sica Licenciatura da UFAL
- Campus Arapiraca, é constituı́da por um conjunto de disciplinas que visam a
construção de competências e o desenvolvimento de habilidades que tornem o aluno
apto a realizar com sucesso a transposição didática, isto é a transformação dos
objetos de conhecimento em objetos de ensino.
No curso de Fı́sica, a prática como componente curricular inicia-se no 1◦ semestre
e ao longo do curso trabalhará os conteúdos de Mecânica, Eletricidade, Ótica, Termodinâmica, Fı́sica Moderna e a parte experimental, para aplicação ao ensino nas
escolas de Ensino Fundamental e Médio. Nesse sentido, as disciplinas relativas aos
Seminários Integradores, Laboratórios de Fı́sica e Instrumentação para o Ensino da
Fı́sica proporcionarão ao licenciando uma completa seleção e avaliação de metodologias, estratégias e recursos adequados ao ensino, nas Escolas de Ensino Fundamental
e Médio. Dentro dessas disciplinas serão discutidos e analisados projetos de ensino
de Fı́sica nos nı́veis Fundamental e Médio, os livros didáticos e paradidáticos, os
parâmetros curriculares aplicados no ensino fundamental e médio e as iniciativas e
contribuições ao ensino de Fı́sica, como a Fı́sica Conceitual, Fı́sica do Cotidiano,
História no Ensino de Fı́sica, Inserção da Fı́sica Moderna, Aplicada e Contemporânea, dentre outros.
A carga horária total da Prática Pedagógica no Laboratório e no Ensino da Fı́sica
é a soma das cargas horárias das disciplinas Laboratório de Fı́sica 1, Laboratório
57

Fı́sica Lincenciatura

58

de Fı́sica 2, Laboratório de Fı́sica 3 e Laboratório de Fı́sica 4 e uma disciplina
denominada Instrumentação para o Ensino de Fı́sica que visa construir e discutir
práticas pedagógicas para melhorar o ensino de fı́sica nas escolas.

4.2 Estágios Supervisionados
O estágio supervisionado foi estruturado nas disciplinas de Estágio Supervisionado 1, 2, 3 e 4 e tem inı́cio a partir do 5◦ semestre. Esses estágios acontecerão
sob a supervisão de um professor do curso com o qual os alunos deverão ter encontros semanais em que exporão os resultados de suas observações/atuações dentro da
escola/campo de estágio.
O futuro professor deverá realizar observações em sala de aula nas escolas de
Ensino Fundamental e Médio, preparar planos de aula, fazer análise do material
didático, ministrar aulas sob a supervisão do professor da escola campo de estágio.
O licenciando, dentro do seu estágio, deverá elaborar seu diário de campo, no qual
deverão constar todas as observações feitas em salas de aula, tudo que ouviu, que
viu e o que pensa sobre as situações por ele observadas.
A Resolução CNE/CP 2 estabelece que a carga horária do Estágio Curricular
Supervisionado deve ser de 400 h (quatrocentas horas), embora para os alunos que
já exerçam atividade docente regular na educação básica, esta carga horária poderá
ser reduzida em até 200 (duzentas) horas. Nessas 400 horas, o licenciando será o
agente elaborador de atividades, ou seja, ministrará aulas, organizará e corrigirá
exercı́cios, provas e materiais didático-pedagógicos, devendo também participar do
projeto educativo e curricular da instituição de estágio, etc. Ao final deverá apresentar relatórios de todas as suas atividades.

4.3 Trabalho de Conclusão do Curso (TCC)
Para a conclusão do Curso, o licenciando deverá estruturar e apresentar um trabalho monográfico sobre tema pertinente aos conteúdos da sua formação especı́fica.
Essa monografia será desenvolvida sob a supervisão e orientação de um professor do
curso, designado para tal e terá a duração de 60 horas, a partir do 6o semestre. O
trabalho deverá ser desenvolvido a partir das vivências e experiências do licenciando

Fı́sica Lincenciatura

59

com a prática pedagógica, seja pela observação, pela reflexão, ou pelos estudos sobre
os casos apresentados, associados à trı́ade formação-ação-pesquisa.

4.4 Outras Atividades Acadêmico-Cientı́fico-Culturais
De acordo com as novas diretrizes, o aluno deverá ainda integralizar um total
de 200 horas de atividades de natureza acadêmico-cientı́fico-culturais. Essas Atividades Complementares de Graduação, a serem desenvolvidas durante o perı́odo de
sua atual formação, constituem um conjunto de estratégias pedagógico-didáticas
que permitem, no âmbito do currı́culo, a articulação entre teoria e prática e a complementação, por parte do estudante, dos saberes e habilidades necessárias à sua
formação.
Podem ser consideradas atividades complementares:
V Atividades de iniciação à docência e à pesquisa;
V Atividades de participação e/ou organização de eventos;
V Experiências profissionais e/ou complementares;
V Trabalhos publicados;
V Atividades de extensão;
V Vivências de gestão;
V Atividades artı́stico-culturais e esportivas e produções técnico-cientı́ficas.

Capı́tulo 5
Acompanhamento e Avaliação do PPC
A avaliação permanente do Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em
Fı́sica, a ser implementado com esta proposta, é importante para aferir o sucesso do
novo currı́culo para o curso, como também para certificar-se de alterações futuras
que venham a melhorar este projeto, vez que o projeto é dinâmico e deve passar por
constantes avaliações.
Os mecanismos a serem utilizados deverão permitir uma avaliação institucional e
uma avaliação do desempenho acadêmico - ensino/aprendizagem, de acordo com as
normas vigentes, viabilizando uma análise diagnóstica e formativa durante o processo
de implementação do referido projeto. Deverão ser utilizadas estratégias que possam
efetivar a discussão ampla do projeto mediante um conjunto de questionamentos
previamente ordenados que busquem encontrar suas deficiências, se existirem.
O Curso será avaliado, também e fundamentalmente, pela sociedade através da
ação intervenção docente/discente expressa na produção cientı́fica e nas atividades
concretizadas no âmbito da extensão universitária em parceria com indústrias e
estágios curriculares.
O roteiro proposto pelo INEP/MEC para a avaliação das condições do ensino
integra procedimentos de avaliação e supervisão a serem implementados pela UFAL
em atendimento ao artigo.
A avaliação em questão contemplara os seguintes tópicos:
> organização didático-pedagógica: administração acadêmica, projeto do
curso, atividades acadêmicas articuladas ao ensino de graduação;

60

Fı́sica Lincenciatura

61

> corpo docente: formação acadêmica e profissional, condições de trabalho;
atuação e desempenho acadêmico e profissional;
> infra-estrutura: instalações gerais, biblioteca, instalações e laboratórios especı́ficos.
A avaliação do desempenho docente será efetivada pelos alunos/disciplinas fazendo
uso de formulário próprio e de acordo com o processo de avaliação institucional.
Assim, analisando, dinamizando e aperfeiçoando todo esse conjunto de elementos
didáticos, humanos e de recursos materiais, o Curso poderá ser aperfeiçoado visando
alcançar os mais elevados padrões de excelência educacional e, conseqüentemente,
da formação inicial dos futuros profissionais da área.

5.1 Avaliação do Processo Ensino/Aprendizagem
A avaliação do processo de ensino e aprendizagem é fundamental para o planejamento educacional, pois é ela que permite diagnosticar e verificar o desempenho
acadêmico do aluno e também da instituição, contribuindo para a melhoria e desenvolvimento das aulas e dos resultados qualitativo e quantitativo da Instituição
de Ensino. Esta avaliação dar-se-á conforme o que preceitua a atual LDB, Lei no
9394/96, além da Lei no 10861/2004.
A avaliação será contı́nua e cumulativa com a prevalência dos aspectos qualitativos e quantitativos ao longo do perı́odo escolar e de forma terminativa através das
eventuais avaliações finais. Exigir-se-á a freqüência mı́nima de setenta e cinco por
cento de horas letivas para aprovação, conforme Art24, VI da Lei 8394/96.
Para aferição de notas o docente submeterá o acadêmico às mais diversas e continuadas formas de avaliação, tais como: Provas escritas objetivas e dissertativas,
trabalhos individuais e em grupo, seminários, painéis, relatórios, pesquisas bibliográficas, trabalhos práticos de pesquisa, bem como outros meios de avaliação do
ensino-aprendizagem para verificar o desempenho do aluno quanto à capacidade
analı́tica, criatividade, visão crı́tica, produção teórica e prática.
Os mecanismos de avaliação interna e as ações sistemáticas de avaliação externa devem estar consoantes com o Sistema de Avaliação do Ensino Superior
(SINAES). Para tanto, o curso considerará o perfil do alunado, as possibilidades

Fı́sica Lincenciatura

62

profissionais no mercado de trabalho, a finalidade educativa do projeto pedagógico
quanto aos seus objetivos e estratégias de implementação curricular, análise dos
ı́ndices de evasão, repetência, desempenho discente, desempenho do egresso e seu
aproveitamento profissional, desempenho docente, relação dos profissionais do curso:
professor-aluno-servidor.
Assim a avaliação será significativa e eficaz ao analisar e apontar o desempenho
interno e externo entre projeto pedagógico institucional e a gestão operacional do
curso, promovendo a qualidade compatı́vel na trı́ade universitária: ensino, pesquisa
e extensão, rumo à eficácia e efetividade acadêmica e social quanto à formação
profissional, produção acadêmica, artı́stica e cultural expressa na construção do
saber técnico-cientı́fico e social no âmbito do curso de Fı́sica Licenciatura.

5.2 Programas de Apoio ao Discente
5.2.1 Curso de Nivelamento
O sucesso da experiência do curso de nivelamento que já ocorre no Campus de
Maceió, que tem como objetivo promover uma melhoria no desempenho acadêmico
dos ingressos no curso de Fı́sica, além de promover a integração entre os calouros
e os demais integrantes do corpo discente leva ainda em consideração os seguintes
objetivos:
⇒ Mostrar a estrutura acadêmica e administrativa da Universidade
⇒ Apresentar informações sobre a estrutura curricular do curso, do Colegiado
do Curso, Centro Acadêmico e outros programas de interesse dos alunos.
No primeiro momento o curso deverá ser ministrado pelos professores efetivos
mas, a exemplo do que ocorre no Campus de Maceió, ficará no futuro sob a responsabilidade dos alunos dos quatro últimos perı́odos, sob a supervisão do Coordenador
do Curso. Os alunos deverão ser avaliados pelas mesmas regras de um curso regular
e deverá contar como carga horária da parte flexı́vel.

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5.2.2 Monitoria
Um programa de monitoria coordenado pelo setor competente da UFAL possibilitará ao aluno o desenvolvimento de atividade de ensino-aprendizagem em determinada disciplinada e supervisionada por um professor, que fará a interação docente
e discente, proporcionando ao monitor uma visão globalizada da disciplina a partir
do aprofundamento, questionamento e sedimentação de seus conhecimentos, desenvolvendo habilidades didático-pedagógicas e uma visão crı́tica sobre a metodologia
do ensino.

5.2.3 Iniciação a Docência
O projeto PIBID-Fı́sica (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência)
em Arapiraca tem como objetivo melhorar o desempenho dos alunos da escola
pública através de propostas de mudanças nas atividades de ensino e aprendizagem, estimulando o desenvolmento do raciocinio lógico voltado para um pensamento
cientı́fico indispensável para que o indivı́duo seja inserido no mercado de trabalho.
Além disso, o projeto visa indroduzir os futuros professores no ambiente escolar com
uma postura mais crı́tica como a de um professor pesquisador, capaz de criar e renovar as atividades praticadas em sala de aula. O projeto contempla duas escolas no
municı́pio de Arapiraca sendo elas a Escola Pedro de França Reis e a Escola Estadual José Quintella Cavalcante, com dois supervisores, sendo um por escola e estes
fazendo parte do quadro efetivo de professores das escolas, 7 bolsistas que são alunos
regularmente matriculados no curso de Licenciatura em Fı́sica da Universidade Federal de Alagoas- Campus Arapiraca. O sub-Projeto na área de Fı́sica é coordenado
pelo Professor Doutor Samuel Silva de Albuquerque que pertence ao quadro efetivo
de professores do curso de Licenciatura em Fı́sica do Campus UFAL-Arapiraca.

5.2.4 Iniciação Cientı́fica (IC)
O programa de iniciação cientı́fica no curso de Fı́sica do Campus Arapiraca iniciou suas atividades em 2008, onde os professores do curso começaram a submeter
os projetos de pesquisa para o programa PIBIC (Projeto Institucional de Bolsas
de Iniciação Cientı́fica). O PIBIC é financiado pelo CNPq (Conselho Nacional de

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Desenvolvimento Cientı́fico e Tecnológico) e pela FAPEAL (Fundação de Amparo à
pesquisa do Estado de Alagoas) e tem como objetivo incentivar a participação dos
estudantes de graduação em projetos de pesquisa, para que desenvolvam o pensamento e a prática cientı́fica sob a orientação dos professores-pesquisadores, qualificar
recursos humanos para os programas de pós-graduação e aprimorar o processo de
formação de profissionais para atuarem na área acadêmica ou no setor tecnológico.
A partir do terceiro semestre os alunos entram para um grupo de pesquisa,
participando das discussões do mesmo, lendo textos especı́ficos da linha de pesquisa
ao qual estão envolvidos, aprendendo técnicas de informática necessárias para o
desenvolvimento e qualidade do trabalho cientı́fico, redigindo relatórios de pesquisa
onde mostram os resultados obtidos e convivendo em salas comuns/Laboratórios de
pesquisa (com outros alunos integrantes do grupo). Os alunos são incentivados a
participar da administração destes Laboratórios, ajudando nas compras de materias
de consumo, na manutenção e no funcionamento dos mesmos. Assim eles entram
em contato com as agências de fomento e com o gerenciamento de projetos, sempre
sob a supervisão de seus respectivos orientadores. Esta é parte de uma estratégia
de trabalho de pesquisa que visa formar profissionais com espı́rito crı́tico em relação
à sua profissão e à própria vida em sociedade, conscientizando-os do papel que
possuem como vetores de desenvolvimento cientı́fico do paı́s.
Com os resultados obtidos, os alunos começam a participar de eventos cientı́ficos,
em todos os âmbitos (local, regional, nacional e interncional) com a finalidade de apresentar tais resultados. São nesses momentos que começam a surgir as colaborações
cientı́ficas, concretizando, portanto, o papel da iniciação cientı́fica: produção, divulgação e colaboração cientı́fica. Assim, a importância deste programa é imensurável, pois tem um papel fundamental na formação profissional dos alunos envolvidos. Exemplo dessa importância é que todos os professores do presente Curso
de Fı́sica são oriundos deste programa, o que eleva ainda mais a qualidade de orientação dos alunos no programa PIBIC.

5.2.5 Semana de Fı́sica
A Semana de Fı́sica é um evento que surgiu a partir da necessidade mostrar
aos estudantes as áreas de atuação do fı́sico, não só dentro da Fı́sica, mas também

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em outros setores. Outro objetivo é de divulgar entre estudantes do ensino médio
das escolas locais, a beleza e interdisciplinaridade da ciência Fı́sica, assim como o
desenvolvimento e utilidade da tecnologia resultante. Em geral, estes estudantes do
ensino médio, bem como muitos estudantes até mesmo da universidade, desconhecem
a ampla magnitude de atuação do Fı́sico e as suas áreas de atuação. Assim a Semana
de Fı́sica vem a preencher estas lacunas.
Outro ponto positivo desta semana é a interação dos alunos do curso com profissionais de outras instituições de ensino que são convidados a ministrar palestras e
minicursos durante a semana. Os alunos também participam na elaboração de oficinas de experimentos que são apresentados a alunos do Campus e alunos oriundos
da rede de ensino da região, proporcionando ao aluno uma maior interação com a
sua comunidade.

5.2.6 PIBIC Jr
Este é um programa iniciado pela FAPEAL (Fundação de Apoio à Pesquisa do
Estado de Alagoas) para despertar novos talentos no segundo grau. Bolsas são dadas
para alunos que sobressaiam no que diz respeito ao interesse pela Fı́sica. A tarefa
do bolsista é desenvolver algum tópico básico de Fı́sica orientado por um docente.